PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Julho, 2015”

OS PROMETEDORES E SEUS PATROCINADORES

O comentário feito no último post: Já que está a falar deste desaparecimento que parece situar-se no campo da Biblio
investigação e da justiça, pode dar-nos alguma ideia sobre as intervenções políticas actuais?

teve a seguinte resposta:
Caro senhor Anónimo. Como sei pouco de Psicologia e menos ainda de Eonomia e Política, mas esta também me afecta, vou dizer no  próximo post apenas o que sinto, porque também leio umas coisas e vivo à espera, desde 2 de Maio de 1974, que a democracia seja institucionalizada e implementada por todos nós.

Por isso, vou tentar dar a resposta neste post:Imagina-B

Como sei pouco de Política e menos ainda de Economia, a não ser a de merceeiro de aldeia, vou expôr as minhas ideias baseadas naquilo que li em artigos e posts já publicados, para dar umas dicas logo de seguida.

Para mim, o «pai do monstro» começou toda esta desgraça, há muitas décadas, sabendo o que fazia ou aproveitando-se da situação e das oportunidades. Portanto, não me parece um patriota ou um estadista, mas sim um oportunista, podendo link seguinte proporcionar o esclarecimento necessário.
http://opinioesdealgibeira.blogspot.pt/2011/09/cavaco-silva-o-homem-por-detras-do.htmlmario-70

Um outro esclarecimento, pode situar-se nas respostas a obter acerca da nossa adesão ao euro, aparentemente recusada no início, mas facilmente aceite e (mal)utilizada depois, em proveito de muitos. Já se esqueceram daquele que «nunca tem dúvidas e raramente se engana» e quer que o «deixem trabalhar», até na terça-feira de carnaval e que nos prometeu que iríamos ter ordenados como os da União Europeia? Há quanto anos? O que se fez depois? Megalomanias e aproveitamentos? Em que é que ficou o tecido produtivo nacional capaz de gerar riqueza com o aproveitamento total das nossas potencialidades? Quando é que se começou a «dar cabo» do Serviço Nacional de Saúde? A mim, afectou-me bastante. Saude-B http://resistir.info/europa/euro_15_respostas.html

O terceiro esclarecimento, também muito importante, é a razão por que as subvenções vitalícias foram instituídas e não canceladas, tanto mais que já houve tentativas para isso. Quando e quem é que tratou dos vencimentos dos políticos? Aceitar perder reformas douradas, dadas quase de mão beijada, só se o indivíduo fôr malco!

Depois de ler tudo o que está explicado nos posts dos links mencionados, faz-me agora muita confusão os constantes empurrões Psicologia-Bdas desculpas, sempre para cima dos outros, quando quase todos estiveram metidos na «caldeirada» desde o início, tirando daí proveito pessoal, familiar, para amigos e para partidos. Existem dúvidas? 

Embora este assunto não se refira especificamente à Psicologia, vou tentar enquadrá-lo na mesma (F).

  • Quando um comportamento desejado provoca satisfação, ocasiona reforço positivo e tem tendência a ser repetido.
  • Quando um comportamento de fugir a um castigo ou situação indesejável fica bem-sucedido, ocasiona reforço negativo e também tem tendência a ser repetido.
  • Quanto maior fôr a associação entre os acontecimentos destas duas situações, o reforço obtido provoca aprendizagem que é tanto maior quanto mais bem distribuído ficar o reforço → passar de razão ou tempo fixo para tempo ou razão variável, ou aleatório.Interacção-B30
  • Também, o reforço vicariante, observando modelos bem-sucedidos, ajuda imenso a aprendizagem → demonstração de Albert Bandura com comportamentos de delinquentes.
  • A desaprendizagem também se dá quando não houver um reforço consistente e permanente ou se se conseguir um procedimento de extinção ou punição, podendo utilizar-se também, de preferência, o reforço do comportamento incompatível, muito útil em psicoterapia e na educação (D) (F) (K).

No estado de coisas em que estamos e na democracia que queremos manter e preservar, a única arma possível, neste momento,
é o votar em quem possa demonstrar, na prática, que é possível uma governação diferente, para o bem do povo e não de Joana-Balguns privilegiados.

Haverá alguém que se queira sacrificar, perdendo privilégios adquiridos e não os criando para outros, a fim de endireitar este País que está à espera disso desde 2 de Maio de 1974?

Por fim, com o exemplo dos dirigentes e a mudança das mentalidades dos que os elegeram, a fim de instituir uma governação decente e uma cultura de valores democráticos, de solidariedade, equidade e humanismo, talvez se possa salvar o muito que ainda existe e que está à espera de ser desenvolvido neste magnífico rectângulo à beira-mar plantado, sem acordo ortográfico.

Acredita-B

Chamo a atenção que o reforço do comportamento incompatível está a ser optimamente utilizado por muitos propagandistas que estão rodeados dos que lhes «fabricam» a imagem, apresentando-os como salvadores, já com a chave na mão para abrir a porta do futuro, e que devem ter perdido há 4 anos quando… Depois de o «pai do monstro» ter iniciado a sua brilhante carreira, os seguintes, saltaram sucessivamente para as costas do último, tal como nas cavaladas. E tudo isso, deu no que deu. Por isso, cabe a todos estar alerta e ficar esclarecidos daquilo que desejamos para o futuro, tanto para cada um de nós como para os nossos descendentes. Abram os olhos enquanto ainda é tempo. A seguir, só ficam os dissabores, os arrependimentos, as frustrações e, quando possível, as manifestações que não dão em nada a não ser mais despesas e depredações.Consegui-B

 

Em divulgação…

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O Desaparecimento de MADDIE McCann

Quando acabei de ver no fb a notícia sobre o possível julgamento dos pais da Maddie, embora sem o mesmo ter acontecido e Bibliosem se descobrir a verdade, quase em simultâneo com a informação sobre Judite Sousa, apeteceu-me fazer este post.

Desde que as primeiras notícias foram dadas, há anos, pelas diversas televisões, achei que a tese de rapto da Maddie era muito falaciosa; diria antes, «muito mal engendrada».

Não li o livro de Gonçalo Amaral nem conheço o seu autor e, muito menos, nutro qualquer simpatia ou antipatia por ele, mas sempre achei que a sua versão, apresentada no vídeo acima mencionado, é muito mais realista e credível do que as «histórias» contadas pelos nossos meios da comunicação social.mario-70

Estas histórias também me fizeram lembrar os quase «milagres» que se fazem com muitos doentes mentais ou pessoas psicologicamente desequilibradas, quase que anunciando, na sua sequência, nos meios de comunicação social, novos equipamentos electrónicos, medicamentos ou técnicas mirabolantes.

Não sou bruxo nem vidente, mas apenas psicólogo que se dedicou à ciência do comportamento e à psicoterapia.

Por isso, temos de ter em conta todo o ambiente e o aspecto geral de todos os intervenientes para se poder fazer um Imagina-Bplaneamento adequado duma psicoterapia, com uma previsão a ser corrigida com um feedback, possivelmente imediato. Porém, às vezes, ficamos sobressaltados com os resultados parciais não coincidentes com o previsto.

Falando especificamente no caso da MADDIE:

◊ Não havia naquele empreendimento de luxo, para aquelas famílias abastadas, alguém que olhasse pelas crianças enquanto os pais não estivessem por perto?
◊ Olhando para a mãe da criança, a sua maneira de falar, quer na dicção, quer no aspecto, parecia querer dizer que não estava a abordar a realidade. Estaria sob o efeito de alguma medicação?Saude-B
◊ Se ela deu conta que a criança tinha desaparecido do quarto, qual a razão de não se afligir, entrando imediatamente quase em pânico e gritar por socorro?
◊ Se o pai foi ver antes a criança e suspeitou que alguém estava no quarto, qual a razão de não verificar isso imediatamente? Não se importava que as três crianças fossem molestadas?
◊ Se a criança desapareceu num determinado momento, qual a razão de não se ter comunicado o facto imediatamente à polícia, preferindo telefonar antes para a Inglaterra?
◊ Se o caso se passou em Portugal, qual a razão de envolver quase prioritariamente a investigação inglesa em vez de colaborar Consegui-Bbem com a portuguesa?
◊ Se havia necessidade de investigação inglesa, seria necessária a intervenção do embaixador?
◊ E, qual a necessidade da intervenção de membros do governo de Portugal?
◊ Qual a razão de os pais da criança «elaborarem» prioritariamente e com força, a tese do rapto quando essas suposições deveriam pertencer aos investigadores?
◊ Se os pais tinham determinadas suspeitas, qual a razão de fazerem, com todos os intervenientes no jantar, um quase «script» acerca do que se tinha passado? Seria para não se contradizerem? Porquê?
◊ Sem esse «script», cada um apresentaria a sua versão dos factos e contaria a sua «verdade», para os investigadores cruzarem Psi-Bem-Cas informações e tirarem as conclusões possíveis.
◊ Como é que as testemunhas conseguiam ver «a mesma coisa ou facto», numa quase escuridão, com bastante nitidez, em locais e direcções diferentes e com aspectos diversos?
◊ Além de tudo isto, a «atitude» dos pais não parece ser coincidente com a mágoa de «perda» duma filha, mas sim de alguma preocupação com a sua «imagem» ou com os acontecimentos em si.
◊ Além disso, querer envolver tantos meios como eles conseguiram angariar, faz desconfiar de qualquer coisa, com a insistência da «procura» da filha em locais remotos.
Só isto bastava para eu não se acreditar naquilo que os pais da Maddie e os suas companheiros estavam a relatar acerca do Difíceis-Bdesaparecimento da criança.

Seria alguma estratégia montada para orientar as investigações no sentido dum rapto da Maddie e o afastamento de algumas buscas que se pudessem efectuar nas redondezas e «descoberta» de alguma coisa?
Presentemente, a investigação do geólogo sul-africano traz muita água no bico e deixa muito a desejar em relação às famílias e «sociedades» «civilizadas» que se preocupam mais em apresentar uma boa imagem, do que EDUCAR devidamente os filhos.
Como psicólogo, enfronhado na psicoterapia há 40 anos, habituei-me a prever muitos comportamentos de pessoas com Psicologia-Bdificuldades.

Os comportamentos dos pais da Maddie, para mim, foram sempre suspeitos. Terei razão?
Com o aprofundar das investigações e a actuação da justiça o tempo dirá, provavelmente, aquilo que se passou, de facto, a não ser que se coloquem entraves para que nada disso se esclareça.

É por estas razões que tenho pena de crianças como a Maddie e, especialmente, daquelas que têm pais que se preocupam mais com as suas diversões, deixando os filhos ao Deus dará….

Joana-BTambém já vi alguns médicos deixarem os filhos a dormir em casa, sozinhos, com soníferos, para irem assistir algum cinema interessante ou sair com amigos.

Depois da publicação deste post, quando vi no noticiário da 5ª feira, a foto de Judite Sousa numa esplanada, apeteceu-me perguntar se as chamadas «figuras públicas» só desejam notícias boas ou laudatórias e seu respeito ou aceitam as que são menos boas? Essa foto e o noticiário consequente talvez até não lhe seja desagradável ou ainda pode ter sido discretamente sugerido. Mas, se fosse ao contrário, muito haveria para dizer. Não é? Parece que as pessoas querem que os outros façam deles uma ideia «magnífica», tal como o «script» dos pais e Interacção-B30companheiros dos pais da Maddie, mas que é completamente diferente da realidade. Isto faz-me lembrar, em muito, a política com as suas intriguinhas, mentiras e representações…. Com este tipo de comportamento e mentalidade, que tipo de EDUCAÇÃO se dá aos mais novos e aos menos graduados?

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BIBLIOTERAPIA 13

Por ser interessante, vou transcrever as páginas 187 a 190, do livro «Psicoterapias Difíceis» (M)Difíceis-B

“SURPRESA DAS SURPRESAS

Grande foi a minha surpresa quando, em meados de 2005, não tendo qualquer contacto com o Cali ou sua família, recebi um telefonema da mãe, dizendo que vinha a Lisboa fazer uns exames médicos que tinha começado antes de regressar ao Porto.
No fim desta sua «fuga» a Lisboa, tinha de regressar sozinha. Por isso, queria falar comigo rapidamente. Não compreendi bem o que se passava, mas parecia que tinha pouco tempo disponível e uma mensagem para me dar pessoalmente. Fui ter com ela a Psi-Bem-CLisboa.

Quando a vi, pareceu-me bem-disposta, mais magra e sem estar a fumar desalmadamente. Cumprimentamo-nos e ela iniciou rapidamente a conversa que queria ter comigo:

− Desculpe não lhe ter dado quaisquer notícias nossas durante todo este tempo. Depois de quase final do ano em que fomos para o Porto, estivemos várias vezes no monte do Algarve e o Cali começou a procurar locais onde conseguisse fazer reportagens desportivas e empresas de comunicação social onde pudesse praticar… (e trabalhar?).
“Parecia-me que não se esquecia do relaxamento antes de adormecer. Já não se queixava de viajar de comboio sozinho e estava Saude-Bentusiasmado com as reportagens desportivas que ia fazendo.
“Também, fez o exame de código e passou.
“O pior de tudo é que no final do ano, eu comecei a sentir-me muito mal, quer no serviço, quer em casa, e até com os meus pais, porque o meu pai é muito brusco com a minha mãe e, estando no estado em que ela está, num lar de idosos, custa-me ver isso.
“Os médicos diagnosticaram-me uma depressão muito acentuada, passaram um atestado para estar fora do serviço durante semanas, com uma medicação muito forte. Parecia que me tinha desligado de tudo porque comecei a afastar-me de toda gente sem querer falar com ninguém, a não ser com o meu pai.mario-70
“Entretanto, o mais importante é que o Cali conseguiu finalmente passar no exame de condução antes do final do ano! Além disso, estava no último ano do curso, sem cadeiras atrasadas, com boa média nas notas e a estagiar como fotojornalista num grande grupo de jornais e revistas.
“Já tinha uma nova namorada, com quem as coisas pareciam mais normais do que anteriormente. Porém, eu já estava a afastar-me cada vez mais do meu marido. Já não aguentava mais os seus modos bruscos e o seu afastamento afectivo em relação à família. Com este afastamento, o marido começou a ligar-se mais ao Cali e a quase controlá-lo pelo telefone, o que o deixou aborrecido. O pai ofereceu-lhe logo um carro.Imagina-B
“No princípio do ano, o Cali recebeu a carteira de fotojornalista e começou a trabalhar incessantemente. Eu comecei a sentir-me cada vez pior e tive de vir fazer uns exames a Lisboa, com suspeita de tumor. Como o Cali também tinha de vir por cá e conduzia, viemos os dois, e ele, sem receios, para tratar dos seus trabalhos, fartou-se de conduzir em Lisboa.
“Entretanto, como ele me tinha dito algum tempo antes que gostava de ter mais uma consulta consigo, fiz-lhe lembrar isso e a resposta dele foi mais ou menos a seguinte:− Consulta, para quê? Tudo o que consegui, foi por mim. Agora, mesmo que quisesse ir visitá-lo, não teria tempo para isso.Maluco2

Com esta informação, eu fiquei muito satisfeito, porque Cali parecia já ter ganho a sua autonomia, independência e capacidade de reacção em casos de emergência. É exactamente isso que pretendo em todos os meus pacientes! Depois desta informação, a mãe do Cali sorriu e continuou:

− Verificando, no fim dos exames que não havia tumor e que o Cali já tinha ganho a sua autonomia, comecei a pensar seriamente na minha separação conjugal, que foi conseguida de mútuo acordo, com muitas concessões da minha parte. Foram 3 semanas de muito trabalho, mas a correr tudo bem. Já estou divorciada e a morar no meu apartamento. Aconselhei o Cali a não optar por ficar com um de nós, porque ele colocava a hipótese de vir morar comigo. Contudo, o meu apartamento é pequeno (tal como o da mãe de Joana?) (D). Ele poderia ficar numa casa ou noutra, consoante lhe desse jeito, optando por Canavezes e Porto, segundo as suas necessidades e desejos.Biblio

“Finalmente, depois da separação,  consigo dialogar com o meu marido sem que ele me ofenda. Tento manter uma relação equilibrada, contactando-o só quando necessário, sem hipótese de ele querer mandar ou decidir por mim.
“O Cali, apesar de muitos contratempos e assaltos de material fotográfico, conseguiu refazer todos os trabalhos de fim de curso conseguindo um 17 no final, muito bom para quem, 4 anos antes, vegetava no 12º ano.
Depois de tudo o que passei, há um mês que não tomo medicamentos para o sistema nervoso e sinto-me muito bem. Tensão e diabetes estão equilibrados. Só lamento ter cedido a chantagens e não ter feito isto há 20 anos! Mas o que conta é o presente e o futuro porque o passado não o podemos mudar.

Porque ela tinha de apanhar o comboio para o Porto, despedimo-nos, tendo eu desejado muitas felicidades, depois de lhe agradecer a gentileza de me pôr ao corrente de tantas mudanças.

Exceptuando a separação conjugal, era exactamente isso que eu pretendia, mas que não imaginava, nem conseguia prever que acontecesse apesar de Cali nunca ter aderido fácil e completamente às formulações de leituras e treinos necessários para uma psicoterapia eficaz (P). Entretanto, em relação à separação conjugal, que se torna necessária quando existem conflitos insanáveis, não sei se se poderia alterar alguma coisa. Contudo, julgo que a mãe do Cali estaria em melhores condições e se furtaria à depressão e aos medicamentos alienantes se tivesse adoptado em tempo oportuno a metodologia apresentada na AUTO{psico}TERAPIA (P). Talvez até pudesse tratar da sua separação de modo mais adequado, racional, objectivo e descontraído, em tempo oportuno. O importante, às vezes, é saber algo sobre o comportamento humano (F) (K).

O diálogo ou quase monólogo da mãe do Cali deixou-me a pensar no muito que se pode fazer apenas com a difusão das informações, a leitura de livros e algum treino à hora de dormir (B) (P).

Se as pessoas souberem o modo de funcionamento do comportamento humano (F) talvez se possam comportar de outro modo e interagir (K) de maneira diferente. Para isso, têm de ser esclarecidas. Como? Se os meios de comunicação social ou as entidades comunitárias não instituírem programas para isso, pouco ou nada se poderá fazer para EVITAR lares destroçados e crianças abandonadas sem uma EDUCAÇÃO adequada e modelos de actuação aceitáveis.

Surgirão depois meios de diagnóstico e de resolução de problemas, muito mais dispendiosos do que sessões de esclarecimento Interacção-B30mais económicas e que ajudam as pessoas a manterem-se equilibradas.

Por isso, da minha parte, existe um forte pendor para a constituição da BIBLIOTERAPIA (Q) e sessões de esclarecimento (B/109) que podem evitar ou prevenir esses desequilíbrios desnecessários, tal como ficou explicado no post «o ANTES e o DEPOIS», publicado no blog [psicologiaparaque.wordpress.com], em 07 de junho de 2015, acompanhado de outro blog [livroseterapia.wordpress.com], destinado à apresentação dos 17+ 1  livros da colecção da BIBLIOTERAPIA (Q).

Qualquer destes bolgs, destina-se a ajudar as pessoas a formar uma opinião sobre o comportamento, descobrindo formas de Psicopata-Bactuação para resolver os seus problemas e até a preveni-los e a ter o apoio possível com consultas ou respostas à distância.”

Depois da transcrição das páginas 187 a 190 do livro «PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS» (M), apetece-me fazer umas considerações sobre tudo o que se passa na nossa sociedade.

As pessoas preocupam-se com coisas fúteis sem fazerem o mínimo de prevenção possível para preservar uma boa saúde mental e, depois de descalabro, recorrem a medicamentos quando os poderiam ter evitado com um esforço mínimo, tal como acontece com a nossa vida política, na qual elegemos os que «nos enganam» com as suas palavras bonitas, para depois os criticarmos. Se fizessemos um pequeno esforço para saber de que modo funciona tudo isto, não seria Respostas-B30mais económico, prático e saudável? Pelo menos, não teríamos de «chorar depois do leite derramado».

Quando acabei de ver o noticiário deste domingo, admirei-me com a imensa preocupação demonstrada com o bem-estar dos animais e lembrei-me imediatamente do meu amigo Joel, que se preocupava imenso com o animal humano. Ele desejava que todos pudessem ter as oportunidades de uma EDUCAÇÃO adequada, numa família condicente ou que, pelo menos, pudessem resolver os seus problemas atempadamente e de forma adequada. Por isso, insistiu para eu incluísse no livro «dele» (G/87) os procedimentos necessários para uma boa saúde mental evitando «asneiras» como as cometidas por ele.

Além dos «procedimentos» desejados pelo Joel terem sido transformados em «AUTO{psico}TERAPIA» (P), um outro livro muito específico, vai explicar quais as intençoes e virtualidades da «BIBLIOTERAPIA» (Q).

Também, com as «dicas» e sugestões dadas por muitos utentes dos blogs, vai ser pensado um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que oriente os interessados no sentido de fazer uma Psicoterapia, acção Psicopedagógica melhoramento da Interacção Social ou Desenvolvimento Pessoal de forma autónoma ou com pouca ajuda do psicólogo, sem excluir qualquer suplemento ao gosto do interessado, tal como reiki, ioga, meditação, psucodrama, etc.

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O 25 DE ABRIL AINDA EXISTE? (republicado)

A propósito do Não (OXI) da Grécia, apeteceu-me tornar a publicar este post que já tem Interacção-B30alguns anos e foi originado por um email de Vicente R. Sampaio: 

“Quando me encontrei recentemente com alguns amigos meus que estiveram consigo em Lagos, na época da Páscoa, soube que era professor de Psicologia Social no ISMAT e que mantinha um blogue.
Embora tenha passado o 12º ano com boa classificação, não tive disponibilidade financeira para continuar a estudar porque quis agarrar uma óptima oportunidade de trabalhar em Marketing e Psicologia-Bamealhar uns trocos. Futuramente, tentarei tirar o curso de Economia ou Gestão Empresarial.
Porém, ao consultar o seu blogue, vendo mencionados vários livros seus e como estamos em vésperas de 25 de Abril, o meu maior interesse consiste em saber se essa revolução seria previsível e se pode ser compreendida através da Psicologia Social. Qual a sua opinião ou visão sobre este assunto?
Embora não me conheça pessoalmente, chamo-me Vicente Rodrigues Sampaio e, nos próximos cinco anos, vou ser candidato a um dos cursos acima mencionados, na zona do Porto ou arredores.”


Imagina-B
Caro senhor Vicente Rodrigues Sampaio.
Não o conheço pessoalmente mas julgo que sei quem são os amigos de quem falou. De qualquer modo, tenho imenso gosto em tentar dar-lhe uma imagem das minhas convicções sobre o “25 de Abril”, não apenas como docente de Psicologia Social, mas também como homem político que forçosamente, em democracia, tenho de ser, como todos nós.
Por isso, neste caso particular, tenho dificuldade em separar as águas e peço desculpas pelas opiniões pessoais que possa estar a proferir, visto que vivi 40 anos na «ditamole», daquelas que «faz mossa».BiblioAntes de tudo, peço que leia ou releia o GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCIL, de 22FEV2009. Através desse post e de outros que nele são mencionados, deve compreender que nunca tive qualquer simpatia pela governação de Salazar, especialmente depois de 1940 e sem a sábia «opinião» e conselhos de Quirino de Jesus.
Na época em que cheguei ao território continental, em Novembro de 1957, verificava-se na população um atraso enorme na alfabetização e na consciência dos seus direitos como cidadãos. Parecia que o Estado era o «Todo-Poderoso» e Organizar-Bque fazia o favor de dar, de vez em quando, umas migalhas ao seu povo, o qual não tinha o direito de «refilar» ou de «exigir» qualquer coisa a que se julgasse com direito.
Além disso, a obediência cega e não contestada aos chefes era um «bem» a ser preservado pelos cidadãos para a obtenção de qualquer «benesse» que pudesse ser solicitada no futuro. Assim era, tanto nas Forças Armadas como no Funcionalismo Público. A «instrução» era uma regalia dos que possuíam bens de fortuna. Para quê instruir um povo que se destinava a «trabalhar» e a «ser governado»? Para governar, existiam os «eleitos» que a hierarquia escolhia.Poderão perguntar-me se isso mudou com a nossa actual «democracia». E as minhas perguntas não se farão esperar:mario-70
— Qual o nosso atraso em relação ao resto da Europa?
— A taxa de instrução mudou muito?
— É acessível a todos de modo que os «talentos» sejam desenvolvidos?
Se assim não é, como poderá haver «democracia», que é um sistema de governação com a participação de todos os cidadãos devidamente esclarecidos?
Muitos dirão que existem diversos tipos de democracia como a chamada «democracia orgânica» de que muito se falava no tempo de Salazar. Em quase todos os países do mundo existe democracia! Não estou a falar na teoria mas sim apenas na prática. Mesmo nesses tempos, quem conseguia votar correcta e honestamente? Quem conseguia dizer alguma coisa contraAcredita-B o «regime»? Qual a percentagem das pessoas que percebiam alguma coisa de política, direitos cívicos, macroeconomia ou progresso industrial?
Para que serviam a polícia política e a censura? Para «determinar» aquilo que os outros deveriam sentir ou pensar? Para isso, não seriam a instrução e a educação os instrumentos mais adequados?

O desconhecimento e a ignorância eram um «feudo» dos governantes. Continua ainda a ser em algumas terras mais recônditas do nossoPortugal actual e pós-25 de Abril onde existe um «maioral», religioso ou não, que dá o «mote» para que «o rebanho» o siga em coro e as coisas sejam conduzidas ao seu agrado. A democracia não consiste em ir Consegui-Bvotar mas sim em tomar parte activa na vida pública para que a mesma seja conduzida de acordo com a vontade da maioria e sem a subjugação das minorias. Haverá já instrução e educação suficientes para que a vida pública seja conduzida ao nosso gosto por aqueles que nós escolhemos numa votação? E eles continuarão a ser honestos e coerentes com aquilo que prometeram na sua magnífica campanha eleitoral?
Há poucos dias, falou-se na televisão num estudo comparativo sobre a «liberdade» nos vários países europeus. Portugal ficava, em média, cerca de 10% abaixo de qualquer outro país. Se ainda não existe «liberdade» suficiente para estarmos ao nível dos restantes países da Europa, como será possível demonstrarmos convenientemente os nossos interesses? Este blog não tem moderação para os comentários. Espero que os intervenientes Maluco2sejam comedidos nas palavras, com toda a liberdade para expressarem a sua opinião, sem ofensas.
Se juntarmos a falta de instrução, à falta de liberdade, em que ficamos? Falou-se hoje na TV num estudo da UNICEF sobre a instrução, educação e apoio à criança, que apresenta Portugal como um dos países mais atrasados, enquanto classifica a Suécia no mais alto nível. Os antigos e actuais Ministros da Educação terão ouvido isto? Serão os tais «democratas» que temos?

Nos tempos antigos, a falta de desenvolvimento exigiu também o aumento da emigração que, em comparação com o nível de vida dos países acolhedores, fez ver aos vários emigrantes e seus familiares a diferença de nível de vida nos vários países. Em Portugal, as pessoas só podiam ver o que se passava à sua volta mas tinham de se calar. Isso magoa e Depressão-B
frustra.
A guerra do Ultramar foi outra porta aberta para um cenário diverso e também frustrante mas sem a possibilidade de reacção.
Nestas circunstâncias, os «castigos» aos quais ficamos sujeitos criam frustrações que exigem uma resposta «engendrada», às vezes, conforme as possibilidades do momento. A pressão originada pela frustração e sentida vivamente dentro de cada um, vai crescendo e exigindo o desejo legítimo de a aliviar. Se não houver escape, o «contentor», qualquer dia, pode explodir.
Seria leviandade e muita ignorância dizer que não se podia prever qualquer comportamento fora do comum. E, o mais vulgar e lógico, seria o de «retirar» os governantes dos seus «poleiros» e Joana-Bsubstituí-los por outros que fossem mais consentâneos com os anseios momentâneos da maioria ou de quem pudesse executar essa substituição.Se os militares eram os mais sacrificados com a guerra e com a falta de desenvolvimento do país e até alguns generais estavam nesse rol, a força necessária estava à disposição «da explosão» desde que se conseguisse um momento propício e um «modus operandi» adequado.

O «direito á indignação» de que falou, uma vez, um Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, tinha de ser exercido com muito mais razão e acuidade do que agora e o «regime», que tanto camuflou e mascarou a sua «virtude» nos últimos anos com Saude-Bacções de intimidação, enquanto os «Ballet Rose» funcionavam à mistura com uma governação inadequada, caiu de podre como uma fruta madura na qual ninguém quer pegar mas que deixa saudades em alguns.
Será que ao fim de 35 anos de exercício do novo poder político, não existem ainda resquícios de «Ballet Rose» modificado? Em que ficam os cargos, quase vitalícios, de alguns governantes «conquistados» através de electrodomésticos, festas populares, «favores pessoais» e «benesses» várias? E, em que ficou a instrução que é essencial para a aquisição dos conhecimentos necessários para a autodeterminação e desenvolvimento de um povo? Quem a exige e quem a proporciona? Disseminou-se com a entrega de «diplomas»?

Se, com os «bons conselhos» de Quirino de Jesus, Salazar tivesse arranjado, a partir de 1940, um sucessor a quem, com a sua Psicopata-Blonga experiência dos 20 anos anteriores, ajudasse a melhorar o desenvolvimento e a instrução neste país, bem mereceria a gratidão de um povo que ele ajudou, no início do seu mandato, a «sair da cepa torta». Um largo, um monumento e muitas mais coisas seriam poucas neste País ainda faminto de pão, instrução e democracia.
Salazar «foi-ce sem martelo». De que serviu o ouro que foi acumulado sem um desenvolvimento adequado do País em pessoas e bens? O desfecho da sua vida faz lembrar a de um outro velho solteirão que vivia num quarto onde ninguém mais podia entrar. Esse homem era um sovina que fazia toda a espécie de sacrifícios, exigindo que a restante família dependente de si também procedesse do mesmo modo. Um dia, foram encontrá-lo morto ao lado da cama, agarrado a uma antiga lata de petróleo quadarngular, com base de 20 cm2. e 50 cm. de altura, com uma bela neuropsicologia-Btampa, cheia de «notas» das mais valiosas. Depois da sua morte, pouco tempo duraram as «notas» na lata de petróleo. Como eram leves, esvoaçaram!

O nosso vizinho Franco industrializou o país e «passou o testemunho» duma maneira muito sensata e ordeira. Porém, o povo espanhol estava mais ou menos satisfeito com o seu dirigente que não era tão repressivo como o nosso, nem tão forreta. E a nossa falta de visão do futuro foi ainda mais catastrófica.
Vários dos oficiais espanhóis, com quem muitas vezes contactei, diziam-me que estavam a tirar um curso universitário para além do seu curso militar. A nós, essa «benesse» era negada com os mais diversos argumentos. Psi-Bem-CRespondo pessoalmente por isso. Senão, provavelmente, seria agora advogado e não psicólogo. E isto só foi possível porque o curso de Psicologia, praticamente proibido «no Estado», em 1965, era uma ténue necessidade a ser suprida no ensino particular e religioso para a orientação e reeducação escolar.
Os mesmos jovens oficiais espanhóis também me diziam que não era necessário ouvir falar a língua, nem ver a moeda ou ler os cartazes para saber se estávamos em Portugal ou Espanha. Bastava olhar para as estradas, para as casas e para o cultivo das terras. Esses oficiais que, em 1961, pareciam andrajosos em comparação connosco e ganhavam menos do que o nosso ordenado, em 1970, tinham uma aparência completamente diferente e ganhavam mais do que o dobro do nosso vencimento. Não terão sido a instrução e a industrialização que ajudaram a Espanha, de Franco, a «dar o salto qualitativo» de que tanto necessitava?Difíceis-B
O que fez Salazar, com a sua teimosia, em relação a nós? Deixou-nos ignorantes, mendicantes, invejosos, medrosos e obedientes, exceptuando alguns que, uma vez colocados no «poleiro» se mostram corruptos, importantes e prepotentes?

Assim, inaugurar, em 25 de Abril, um largo, uma estrada, uma ponte, um museu ou qualquer outra coisa, por mais insignificante que seja, com o nome de Salazar, parece ser um pouco ofensivo para a boa coerência dos factos ocorridos e para as pessoas mais radicais. Poderia ser antes ou depois desta data. Talvez antes, para sermos mais coerentes! Mas, se formos verdadeiramente democratas, até podemos aceitar que ele fez o melhor que pôde antes de 1940 mas Respostas-B30que não soube deixar de disparatar depois desse momento a partir do qual muita da nossa vida teria melhorado só com a aprendizagem da democracia e com o aumento da instrução, assim como aconteceu na Europa à qual pertencemos. E onde estão todos aqueles que o apoiaram, especialmente, nos últimos 20 anos da sua vida? Vê-se algum na televisão?
Para finalizar, posso dizer que a frustração pode conduzir-nos a comportamentos estranhos e disparatados, não se conseguindo saber de antemão quais serão. Se, no momento em que tivermos na nossa mão o controlo da situação, não formos capazes de reduzir essa sensação de desconforto, tão desagradável para o próprio, talvez tenhamos a surpresa e o desagrado de «nos sair o tiro pela culatra». Para isso o feedback é importante (ver o post Na Comunicação, o Importante é o Feedback, de 14ABR2009).DIA-A-DIA-C

Ramalho Eanes acabou de dizer, em Grândola, que tínhamos as instituições que merecíamos. E também o país que ajudámos e reformular. Não será verdade? Foi num painel em que também participavam capitalistas! E «esquerdistas»! Não tivemos 35 anos para «construir a democracia» e remodelar o País? O que fizemos? Para onde foram as «ajudas» que recebemos da Comunidade Europeia?A Psicologia Social ensina-nos como devemos estar preparados para reagir de modo adequado; mas também diz que temos de «intervir» se quisermos que a democracia exista e seja uma realidade. Hoje encontrei um General, «sem ser de aviário», que concordou com as minhas ideias.
Caro Senhor Vicente Rodrigues Sampaio. É esta a minha opinião técnica e política na véspera de um 25 de Abril que ainda não se concretizou!

Em divulgação…arvore-2

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BIBLIOTERAPIA 12

Comentário dum anónimo no BIBLIOTERAPIA 11:

Já que tenho visto escrever sobre Meditação, não acha que é perigoso fazê-la no avião? O actor HeitorBiblio Lourenço ia sendo prejudicado por isso na sua viagem de Paris a Lisboa. Já deu nos noticiários da televisão.

Depois de responder ao comentário e de ver no facebook a notícia do link seguinte, do qual transcrevo algumas passagens, vou tentar responder.
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-07-02-Toda-a-historia-do-ator-portugues-detido-em-Paris-por-suspeita-de-terrorismo
“Estava apenas a fazer meditação, mas houve quem achasse que estaria a ler excertos do Corão. E uma denúncia foi quanto bastou para que acabasse detido por suspeita de terrorismo, passando seis horas na esquadra do mario-70aeroporto. Puro preconceito ou necessidade de segurança?”
“Na mesinha à sua frente colocou o iPad, abriu-o e começou a ler um livro com imagens e escritos tibetanos.”
“Em poucos segundos, a calma que pretendia alcançar com a meditação seria entrecortada por uma grande agitação.”
 “Afinal, era suspeito de “práticas que fazem a apologia do terrorismo” e foi tratado como tal.”
  “Disseram-me que estava a ler o Corão e a usar expressões que envolviam ‘bombas’, ‘morte’, ‘explosão’.
 “…Heitor teria ainda a oportunidade de conhecer o homem (“um pai novo, preocupado com a segurança da sua família“) que o denunciou.”Psicologia-B

Antes de tudo, devo dizer que não sou contra nem adepto especial da meditação, do ioga, do reiki, ou de qualquer outra prática semelhante, porque exige um tempo, uma disciplina, um ritual ou qualquer outra coisa que nos deixa na dependência de mais «alguma coisa» ou de «alguém» e não de nós próprios. Suponho que cada um deve fazer aquilo que achar que lhe fica bem, até no vestuário e nos outros costumes sociais.

Gosto essencialmente da independência e da autonomia e, por isso, depois de experimentar comigo, incipientemente, a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) e a Imaginação Orientada (IO), desde 1973/75, que me livrou da Interacção-B30neurose depressiva reactiva grave, especialmente quando ajudada pela biblioterapia e autohipnose, comecei a explorar tudo num sentido terapêutico com os «pacientes» que fui tendo desde 1976.

Lendo muita coisa e afastando-me essencialmente da psicanálise pura, assim como da psicologia melodramática, comecei a aproximar-me cada vez mais da modificação do comportamento e suas técnicas, que podem ser utilizadas cientificamente com grandes possibilidades de previsão, enquadradas ecléctica e pragmaticamente em muitas mais modalidades como a reestruturação cognitiva, logoterapia, terapia centrada no cliente, etc. É o que foi acontecendo com os inúmeros «casos» que me vieram parar às mãos, entre os quais, o mais interessante foi o do Júlio (E), resolvido, em 1980, à mesa dum velho café, durante 8 Maluco2semanas, em 19 tardes, durante as quais houve cerca de 90 horas de conversa, com 25 horas de experimentação da autohipnose, além de 2 sessões de «relaxamento mental» num hospital.
Contudo, aquilo que mais contribuíu, foi o empenho do Júlio em ler muito, incluindo os fundamentos da psicoterapia e do funcionamento do comportamento humano isolado e em sociedade, além da treino efectuado todas as noites, praticamente durante o sono.
Não houve necessidade de regras, rituais, ou qualquer outra coisa no género, nem «alienação de tempo», além do primeiro mês da prática inicial do relaxamento muscular e mental durante cerca de 1 hora antes de dormir, além de escrita da autoanálise e do diário de anotações.Acredita-B
Os sintomas que o incomodavam foram «descobertos» por ele e autoavaliados todas as semanas. As sessões de Imaginação Orientada foram arquitectadas pelo próprio, com base no diário de anotações e nas autoavaliações.
A orientação do seu futuro, já sem quaisquer medicamentos que o alienavam, foi da sua autoria, aproveitando todas as contingências (ou oportunidades) ocorridas ao longo de vários anos. Não houve necessidade de mais apoio psicoterapêutico além do mencionado, mas houve, da sua parte, a procura do conhecimento de «casos» bem-sucedidos.

Consegui-BCaso se deseje saber se cada um pode orientar a sua própria psicoterapia, autonomamente, além de dizer peremptoriamente que sim, posso apresentar o caso do Antunes (B) que, com algumas conversas e leituras, não só resolveu a sua depressão grave, mas ainda ajudou a filha a ultrapassar o insucesso escolar que já estava a ter e que levaria a mulher a uma depressão em que se começara a afundar.
Depois disso, o Antunes, até foi capaz de ajudar a sua «sobrinha» Cidália (C) a não entrar em depressão que a conduziria a uma vida de alcoolismo, relações sexuais promíscuas, perda de capacidade de trabalho e de «construir» uma família adequada. Contudo, foi necessário ele insistir com ela veementemente que não abandonasse a Psi-Bem-Cpsicoterapia que, às vezes, ocasiona grandes momentos de desilusão por não proporcionarem um alívio temporário e fictício, como no caso dos medicamentos.

Falando agora especificamente no caso do actor Heitor Lourenço, se ele não necessitasse do iPad aberto para ler um livro com imagens e escritos tibetanos a fim de alcançar em poucos segundos (?) a calma que pretendia com a meditação, seria incomodado pelos receios dos que a todo o momento vivem o pânico de serem atacados pelos terroristas? Seriam poucos segundos ou largos minutos? Se não fosse um terrorista como muitos «cidadões à séria» mas sim, a sério, iria expôr-se tanto, como o fez com o IPad completamente visível, levando os outros a imaginar disparates?
Também [as-falsas-atribuições] ajudam imenso a um procedimento semelhante ao do «pai de família» preocupado com a segurança, nestes tempos conturbados, especialmente da família.Difíceis-B

Se Heitor Lourenço praticasse a Imaginação Orientada, partindo do princípio que já se habituara a ela durante mais de que um mês, com as leituras feitas e a restante prática utilizada para autoavaliar as dificuldades ou a obtenção de resultados dos desejos de melhor desempenho, estaria a ler um livro escrito em português ou poderia recostar-se confortavelmente na cadeira do avião, fechar os olhos, recordar mentalmente o sinal condicional para entrar facilmente em autohipnose e «projectar» na Imaginação Orientada aquilo que desejasse. Não teria de recitar coisa alguma em voz alta ou sussurrada e não assustaria ninguém, especialmente se tivesse o aspecto de algum pretenso terrorista com a barba crescida, já que estava a representar um papel em «Bem-Vindo a Beirais».Saude-B
Como não vejo essas telenovelas, não sei que papel estará a representar. Mas, em relação à pergunta feita: “Onde acaba a segurança e começa o preconceito?” reformulá-la-ia de outra maneira:
Nestes tempos de crise, perguntaria:
Onde acaba a segurança e começa o medo de sermos atacados a qualquer momento?

Neste mundo conturbado em que vivemos e que se diz «civilizado» e «democrático», sem qualquer sinal de humanitarismo e solidariedade, julgo que a única solução possível e viável é EDUCAR as futuras gerações num sentido democrático, de humanismo e solidariedade, com base nos conhecimentos que podemos adquirir na ciência do Joana-B
comportamento isoladamente, e em interacção social.

Talvez em breve possa preparar um livro específico que guie os interessados na utilização contolada dos 18 livros da colecção da Biblioterapia para a prática autónoma ou com pouca ajuda do psicólogo, no sentido da Psicoterapia, Psicopedagogia, melhoria do a Interacção Social ou Desenvolvimento Pessoal, sem excluir  qualquer outra prática de ioga, reiki, meditação etc., como suplemento ao gosto do interessado.
É provável que o livro seja intitulado «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…»

 
Em divulgação…

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