PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

BIBLIOTERAPIA 12

Comentário dum anónimo no BIBLIOTERAPIA 11:

Já que tenho visto escrever sobre Meditação, não acha que é perigoso fazê-la no avião? O actor HeitorBiblio Lourenço ia sendo prejudicado por isso na sua viagem de Paris a Lisboa. Já deu nos noticiários da televisão.

Depois de responder ao comentário e de ver no facebook a notícia do link seguinte, do qual transcrevo algumas passagens, vou tentar responder.
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-07-02-Toda-a-historia-do-ator-portugues-detido-em-Paris-por-suspeita-de-terrorismo
“Estava apenas a fazer meditação, mas houve quem achasse que estaria a ler excertos do Corão. E uma denúncia foi quanto bastou para que acabasse detido por suspeita de terrorismo, passando seis horas na esquadra do mario-70aeroporto. Puro preconceito ou necessidade de segurança?”
“Na mesinha à sua frente colocou o iPad, abriu-o e começou a ler um livro com imagens e escritos tibetanos.”
“Em poucos segundos, a calma que pretendia alcançar com a meditação seria entrecortada por uma grande agitação.”
 “Afinal, era suspeito de “práticas que fazem a apologia do terrorismo” e foi tratado como tal.”
  “Disseram-me que estava a ler o Corão e a usar expressões que envolviam ‘bombas’, ‘morte’, ‘explosão’.
 “…Heitor teria ainda a oportunidade de conhecer o homem (“um pai novo, preocupado com a segurança da sua família“) que o denunciou.”Psicologia-B

Antes de tudo, devo dizer que não sou contra nem adepto especial da meditação, do ioga, do reiki, ou de qualquer outra prática semelhante, porque exige um tempo, uma disciplina, um ritual ou qualquer outra coisa que nos deixa na dependência de mais «alguma coisa» ou de «alguém» e não de nós próprios. Suponho que cada um deve fazer aquilo que achar que lhe fica bem, até no vestuário e nos outros costumes sociais.

Gosto essencialmente da independência e da autonomia e, por isso, depois de experimentar comigo, incipientemente, a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) e a Imaginação Orientada (IO), desde 1973/75, que me livrou da Interacção-B30neurose depressiva reactiva grave, especialmente quando ajudada pela biblioterapia e autohipnose, comecei a explorar tudo num sentido terapêutico com os «pacientes» que fui tendo desde 1976.

Lendo muita coisa e afastando-me essencialmente da psicanálise pura, assim como da psicologia melodramática, comecei a aproximar-me cada vez mais da modificação do comportamento e suas técnicas, que podem ser utilizadas cientificamente com grandes possibilidades de previsão, enquadradas ecléctica e pragmaticamente em muitas mais modalidades como a reestruturação cognitiva, logoterapia, terapia centrada no cliente, etc. É o que foi acontecendo com os inúmeros «casos» que me vieram parar às mãos, entre os quais, o mais interessante foi o do Júlio (E), resolvido, em 1980, à mesa dum velho café, durante 8 Maluco2semanas, em 19 tardes, durante as quais houve cerca de 90 horas de conversa, com 25 horas de experimentação da autohipnose, além de 2 sessões de «relaxamento mental» num hospital.
Contudo, aquilo que mais contribuíu, foi o empenho do Júlio em ler muito, incluindo os fundamentos da psicoterapia e do funcionamento do comportamento humano isolado e em sociedade, além da treino efectuado todas as noites, praticamente durante o sono.
Não houve necessidade de regras, rituais, ou qualquer outra coisa no género, nem «alienação de tempo», além do primeiro mês da prática inicial do relaxamento muscular e mental durante cerca de 1 hora antes de dormir, além de escrita da autoanálise e do diário de anotações.Acredita-B
Os sintomas que o incomodavam foram «descobertos» por ele e autoavaliados todas as semanas. As sessões de Imaginação Orientada foram arquitectadas pelo próprio, com base no diário de anotações e nas autoavaliações.
A orientação do seu futuro, já sem quaisquer medicamentos que o alienavam, foi da sua autoria, aproveitando todas as contingências (ou oportunidades) ocorridas ao longo de vários anos. Não houve necessidade de mais apoio psicoterapêutico além do mencionado, mas houve, da sua parte, a procura do conhecimento de «casos» bem-sucedidos.

Consegui-BCaso se deseje saber se cada um pode orientar a sua própria psicoterapia, autonomamente, além de dizer peremptoriamente que sim, posso apresentar o caso do Antunes (B) que, com algumas conversas e leituras, não só resolveu a sua depressão grave, mas ainda ajudou a filha a ultrapassar o insucesso escolar que já estava a ter e que levaria a mulher a uma depressão em que se começara a afundar.
Depois disso, o Antunes, até foi capaz de ajudar a sua «sobrinha» Cidália (C) a não entrar em depressão que a conduziria a uma vida de alcoolismo, relações sexuais promíscuas, perda de capacidade de trabalho e de «construir» uma família adequada. Contudo, foi necessário ele insistir com ela veementemente que não abandonasse a Psi-Bem-Cpsicoterapia que, às vezes, ocasiona grandes momentos de desilusão por não proporcionarem um alívio temporário e fictício, como no caso dos medicamentos.

Falando agora especificamente no caso do actor Heitor Lourenço, se ele não necessitasse do iPad aberto para ler um livro com imagens e escritos tibetanos a fim de alcançar em poucos segundos (?) a calma que pretendia com a meditação, seria incomodado pelos receios dos que a todo o momento vivem o pânico de serem atacados pelos terroristas? Seriam poucos segundos ou largos minutos? Se não fosse um terrorista como muitos «cidadões à séria» mas sim, a sério, iria expôr-se tanto, como o fez com o IPad completamente visível, levando os outros a imaginar disparates?
Também [as-falsas-atribuições] ajudam imenso a um procedimento semelhante ao do «pai de família» preocupado com a segurança, nestes tempos conturbados, especialmente da família.Difíceis-B

Se Heitor Lourenço praticasse a Imaginação Orientada, partindo do princípio que já se habituara a ela durante mais de que um mês, com as leituras feitas e a restante prática utilizada para autoavaliar as dificuldades ou a obtenção de resultados dos desejos de melhor desempenho, estaria a ler um livro escrito em português ou poderia recostar-se confortavelmente na cadeira do avião, fechar os olhos, recordar mentalmente o sinal condicional para entrar facilmente em autohipnose e «projectar» na Imaginação Orientada aquilo que desejasse. Não teria de recitar coisa alguma em voz alta ou sussurrada e não assustaria ninguém, especialmente se tivesse o aspecto de algum pretenso terrorista com a barba crescida, já que estava a representar um papel em «Bem-Vindo a Beirais».Saude-B
Como não vejo essas telenovelas, não sei que papel estará a representar. Mas, em relação à pergunta feita: “Onde acaba a segurança e começa o preconceito?” reformulá-la-ia de outra maneira:
Nestes tempos de crise, perguntaria:
Onde acaba a segurança e começa o medo de sermos atacados a qualquer momento?

Neste mundo conturbado em que vivemos e que se diz «civilizado» e «democrático», sem qualquer sinal de humanitarismo e solidariedade, julgo que a única solução possível e viável é EDUCAR as futuras gerações num sentido democrático, de humanismo e solidariedade, com base nos conhecimentos que podemos adquirir na ciência do Joana-B
comportamento isoladamente, e em interacção social.

Talvez em breve possa preparar um livro específico que guie os interessados na utilização contolada dos 18 livros da colecção da Biblioterapia para a prática autónoma ou com pouca ajuda do psicólogo, no sentido da Psicoterapia, Psicopedagogia, melhoria do a Interacção Social ou Desenvolvimento Pessoal, sem excluir  qualquer outra prática de ioga, reiki, meditação etc., como suplemento ao gosto do interessado.
É provável que o livro seja intitulado «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…»

 
Em divulgação…

Consultou os links mencionados neste post?

Já leu os comentáriosVisite-nos no Facebook.

Clique em BEM-VINDOS

Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

Anúncios

Single Post Navigation

One thought on “BIBLIOTERAPIA 12

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: