PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Agosto, 2015”

AUTOTERAPIA 15

Hoje, atrasei-me no meu passeio semanal habitual e, quando passava pelo café que raras vezes frequento, veio ao meu encontro oBiblio «Conhecido de Ontem», interlocutor dos dois últimos posts, para me convidar a entrar.
Parecia que estava, ansiosamente, à minha espera. Queria falar comigo e esclarecer algumas coisas que lhe tinham deixado dúvidas, depois de ter consultado diversos posts deste blog sobre Imaginação Orientada, Biblioterapia, Autoterapia, Modelagem, Relaxamento, Depressão, Reforços, e vários outros relacionados com os assuntos da psicoterapia.
Desejava ajudar um amigo a «aguentar» a situação enquanto ele não conseguisse um trabalho aceitável e queria que ele pudesse ter força suficiente para procurar um emprego, utilizando todos os meios ao seu alcance. Tudo isso era muito urgente e, por isso, ele sentia-se na obrigação de o ajudar.Imagina-B
Dizia ele que o amigo, tendo acabado de ser despedido, estava «completamente em baixo», não arranjava emprego e não tinha dinheiro para qualquer consulta ou medicamentos, quanto mais para uma psicoterapia.
Tive de dizer a esse meu conhecido que eu estava atrasado, e que a minha mulher ficaria à espera de mim em menos de 10 minutos, para irmos fazer as compras semanais.

Com esta resposta sobre a minha impossibilidade de o acompanhar no café, tirou rapidamente do bolso uma folha de papel com algumas perguntas importantes e disse-me que o esclarecesse logo que possível. Eu podia alterar as perguntas ou acrescentá-las, mas o assunto ficava essencialmente reduzido às mesmas, como se estivéssemos a conversar sobre isso.Respostas-B30
Por esse motivo, utilizando todo o dia e a minha disponibilidade, vou ver se consigo fazer este post, em forma de diálogo, como se ele estivesse a conversar comigo fazendo perguntas, tal como me aconteceu, há bastantes anos, com o meu amigo Antunes (B) (J).

Qual a razão de dizer que o reiki, o ioga, a dieta, a ginástica, a meditação, não são suficientes para resolver os problemas psicológicos?
− Os problemas psicológicos estão sediados essencialmente na «cabeça», isto é, na mente de cada um. Qualquer pessoa fisicamente saudável pode sofrê-los, da mesma maneira como, quase alienam, uma debilitada. Por isso, não é Depressão-Btratando apenas fisicamente o corpo ou executando alguns prodecimentos ou rituais que se podem resolver esses problemas sem a colaboração activa da mente. É por isso que a droga também não os resolve.

Parece que não gosta também da droga!
− O problema não é não gostar, mas sim, saber que a droga influencia fisiologicamente o sistema nervoso deixando-nos insensíveis para utilizar a cabeça, tanto quanto é indispensável numa psicoterapia. É por isso que insisto muito na colaboração activa do paciente ou interessado, juntamente com os treinos de relaxamento mental necessários e a compreensão prática que cada um possa ter, relacionada com o funcionamento do comportamento humano isoladamente (F) e em interacção com os outros (K).

Qual a razão e a necessidade de as pessoas conhecerem isso?Psicopata-B
− A necessidade, mais do que a razão, é descobrirem, na prática, que todo o comportamento tem as suas causas que ocasionam os efeitos que não nos interessam ou que nos incomodam. Se quisermos alterar os efeitos, devemos alterar as causas, em primeiro lugar. Caso contrário, estaremos a não conseguir os efeitos desejados, que devem ser previamente estipulados para influenciar as suas causas, origens, incentivos ou estímulos.

 − Mas isso tem a ver com a psicologia?
− Muitas das coisas que nos acontecem são por causa dos estímulos com que somos incentivados, às vezes, Psicologia-Bsem darmos por isso e, outras vezes, com a nossa complacência ou ajuda. Por exemplo, para nos abrigarmos da chuva, temos que utilizar uma capa ou um impermeável, abrir um guarda-chuva ou, simplesmente, ficarmos abrigados dentro de casa ou dum alpendre. Se não soubermos isso, facto que pode passar despercebido a um débil mental ou a um bêbado, ficaremos molhados. É tão simples como isso. As maldições contra a chuva ou as rezas, não devem resolver o nosso problema de não ficarmos molhados, se não nos deixarem ainda mais ressabiados. Com os comportamentos desequilibrados, acontece o mesmo. Pior é quando não damos conta disso ou alteramos as causas de forma errada, ocasionando os efeitos consequentes que não nos interessam.Interacção-B30

O que é que pode acontecer neste caso em psicologia?
− Muitas vezes, a psicoterapia baseia-se só num diagnóstico que, por melhor que se faça, abrange a situação na globalidade e pode dar orientações genéricas, podendo não se coadunar com a situação específica, porque ninguém tomou em conta os sintomas e factores peculiares daquela situação e as contingências que sempre existem. A psicoterapia, feita assim, pode aparentar algumas melhoras momentâneas e ocasionar sintomas substitutivos ou «danos colaterais», que serão posteriormente diagnosticados com uma outra perturbação e deixar ficar tudo Maluco2na mesma, se a situação não piorar.

Então, qual a solução?
− Tal como disse anteriormente, em vez de diagnósticos, o melhor é analisar e quantificar as dificuldades específicas, tentar compreender quais as suas causas, ter a humildade de admitir falhas anteriores e futuras, compreender de que modo se poderão alterar as causas para se obter os efeitos desejados e fazer os exercícios necessários para se conseguir isso. Os problemas são de cada um e só na cabeça do próprio eles podem ser alterados ou solucionados. É com a cabeça que se deve trabalhar em primeiro lugar.Acredita-B

E acha que cada um pode fazer isso?
− Posso garantir que é possível, por experiência própria e com a do meu amigo Antunes (B). Contudo, isso exigiu que cada um de nós lesse muita coisa e compreendesse o funcionamento do comportamento, que fizesse os exercícios necessários, que ganhasse a humildade de reconhecer os erros e tivesse uma visão suficientemente clara para planear o futuro que cada um desejou. Por isso, o relaxamento mental é extremamente importante, mas exige muita força de vontade e perseverança para a pessoa não desistir com as pequenas falhas iniciais ou até com os ganhos rápidos adquiridos ao longo do tempo. Isso faz sempre falta para manter uma saúde mental Saude-Badequada (A).

− Parece que estou a compreender agora porque não é adepto do MINDFULLNESS nem da PSICOLOGIA POSITIVA.
− Não sou adepto, porque tratam do assunto como se fosse uma técnica, tal como musicoterapia, psicodrama, etc., partindo do princípio que acções exteriores, isto é, certos comportamentos ou conceitos poderão mudar muita coisa. Se a pessoa não se envolver mentalmente no assunto, pode não conseguir coisa alguma e ficar ainda mais iludida e confusa do que com a sua doença. Consegui-BTambém, na PSICANÁLISE, quase que se atribuem as causas dos desequilíbrios aos outros ou à sociedade. Arranjam-se desculpas ou justificações para os nossos comportamentos desviados deixando-os na mesma. Não se ajuda a superar as dificuldades. A minha divergência fundamental situa-se nisso. Eu desejo que as pessoas ultrapassem as suas dificuldades. Digo isto claramente no último livro sobre BIBLIOTERAPIA (Q). Um exemplo muito simples do que estou a dizer é muitas pessoas, que se apresentam contentes, felizes e bem-dispostas, manterem problemas mentais e se suicidarem. Porquê? Robin Williams será um exemplo? Essas pessoas, quase que praticaram qualquer destas técnicas e tomaram muitos medicamentos.

E, se cada um não conseguir fazer a psicoterapia por si próprio, como é que se pode desenvencilhar?Psi-Bem-C
− Repare que, com o Júlio (E) eu estive algumas tardes, durante de 8 semanas, «em conversa e treino», num velho café, além de duas sessões de relaxamento, num hospital. O resultado foi muito bom, porque houve um forte empenhamento dele nos treinos em casa, todas as noites, leitura e compreensão do funcionamento do comportamento e persistência para não desistir nos primeiros tempos. Muito do que fiz com ele, poderia fazer publicamente com mais pessoas num local adequado. Muitas «conversas» que tive com a Cidália (C) foram em cafés. Poucas sessões foram no consultório porque não havia alternativa. É também bom que as pessoas interessadas verifiquem os resultados que ela e muitos dos «pacientes» obtiveram e que estão relatados em vários livros desta colecção. Muito do que se passou com a Cristina, Germana e Januário (L), também foi quase público. Com aquilo que eu neuropsicologia-Bproponho, as ideias gerais, os esclarecimentos e as respostas a muitas dúvidas, podem ser dadas em conjunto a muitas pessoas, num ambiente calmo e adequado. Também se pode ajudar as pessoas a conseguir experimentar e praticar o relaxamento mental, no mesmo local, tal como no ioga.

Só isso chega?
− Só isso não chega, mas o resto, o essencial e mais peculiar e individualizado, se cada um não conseguir fazer como o Antunes (B), pode ser feito em poucas sessões individualizadas. Entretanto, depois das sessões anteriores, com a leitura dos livros, a compreensão do funcionamento da psicologia, o escrutínio e a avaliação
dos seus problemas e o treino inicial do relaxamento mental para a Imaginação Orientada (J), baseada na Terapia do Organizar-BEquilíbrio Afectivo, com autohipnose, a pessoa pode ser facilmente ajudada a superar as suas dificuldades e a treinar o seu desenvolvimento individual. Para que tudo funcione bem, o bom-senso, a racionalidade, a objectividade e o realismo são muito importantes, além da humildade para reconhecer os erros cometidos.

Acha que as coisas são assim tão fáceis?
− Não acho que sejam fáceis, mas também não são tão difíceis como alguns imaginam. O importante, é a as pessoas ficarem devidamente esclarecidas e saberem como tudo funciona. Também necessitam de se conhecer a si próprias e de avaliar constantemente as suas dificuldades, o que cada um pode fazer, até quantitativamente, durante a psicoterapia. É por isso que julgo que as reuniões iniciais, as conversas e esclarecimentos como aconteceu com quase Abade Fariatodos, são muito importantes. A pessoa «entra» na psicoterapia de olhos abertos e com uma disponibilidade para superar as suas dificuldades, que vai avaliando a pouco e pouco e à medida que se vai treinando. Os livros servem para isso.

Como é que isso é possível?
− Para que isso seja possível, depois de ter publicado o livro BIBLIOTERAPIA (Q), estou interessado em publicar o AUTO{psico}TERAPIA (P), mas só se houver gente interessada em saber de que modo cada um pode fazermario-70
facilmente a sua psicoterapia. Se com essa experiência e sem mais consultas, puder ajudar, de imediato, pelo menos 10% das pessoas envolvidas, dou-me por satisfeito. Depois, será possível ajudar as restantes com mais algumas sessões, quer em conjunto, quer individualmente. Só com essas sessões iniciais, vou ter pessoas aptas a fazer a autoavaliação dos seus sintomas, a autoanálise ou o diário de anotações e os treinos iniciais para o relaxamento mental. Essas pessoas poderão depois divulgar as informações e dar a sua opinião acerca de autoterapia ou psicoterapia com pouca ajuda.

E depois disso o que se faz?
− Depois, se cada um não conseguir escrutinar devidamente as suas dificuldades, torna-se mais fácil e rápido fazer isso individualmente para a preparar para a Imaginação Orientada (IO), porque cada um já deve ter recordado muitos momentos pqsp2bons da sua vida, necessários para a TEA. Nem queira saber a economia que se pode fazer e o alívio que se pode dar às pessoas que tiverem essas dificuldades. O BILIOTERAPIA (Q) já fala nisso.

As televisões dão programas com psicólogos. O que acha disso?
− Raras vezes os vejo. Mas do que tenho observado eventualmente, parece que os únicos que falam em psicologia são alguns inspectores da polícia judiciária. Os outros, podem falar muito, mas não os compreendo.

E os livros que existem sobre diversos assuntos de psicologia, que tem muitas edições com tiragens bastante grandes?
− Não gosto de falar sobre o trabalho dos outros, mas posso dizer que, na generalidade, comecei a ler dois, um, dum psicólogo eDifíceis-B outro, dum psiquiatra. Coloquei-os de lado, porque nada de novo ou interessante consegui descobrir para mim. É uma linguagem, com conceitos e desenvolvimentos que não me interessam. Eu tenho ideias completamente diversas e o que mais me preocupa é o resultado positivo que o próprio consegue obter. Não fica dependente, seja de quem for. Por isso, a resposta do «Calimero» à sua mãe, agradou-me bastante apesar de ele não ter lido quase nada, não ter cumprido também todas as suas «obrigações» diárias do relaxamento, à hora de dormir, além de nem ter mantido o diário de anotações.

Quer dizer que ele já não necessita de psicoterapia?
− Se isso se passou há cerca de 10 anos e nunca mais necessitou de apoio, de algum modo se tornou autónomo e independente, Joana-Bcapaz de reagir por si próprio. Já não tenho contacto com ele há muito tempo.

Isso é assim tão fácil?
− Não sei se é fácil. Mas, sabendo apenas o modo como funcionam os reforços, especialmente o negativo e o vicariante, a modelagem e a moldagem, muita coisa pode melhorar, encurtando extraordinariamente a psicoterapia. Descobre-se a génese do comportamento e consegue-se alterá-lo ao nosso gosto, tanto quanto possível, utilizando os condicionamentos. É por isso que insisto nos livros e nestas palestras em se pode prevenir os pais acerca das vantagens duma «boa educação» no sentido psicológico, tal como aconteceu com a JOANA (D). Os pais podem ser o principais agentes de mudança. O reforço do comportamento incompatível é a técnica e a arma mais importante a ser utilizada, em abundância. Muita coisa mais se pode apreender nos livros e a colecção específica dos 18 livros que estão a ser preparados para a Biblioterapia, servem para isso. Cobrem a área de psicoterapia, psicopedagogia, interacção social e desenvolvimento pessoal.

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, espero que vá existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que elucide e oriente os interessados de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

Em divulgação…

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RESPOSTA 44

Comentário no último post:

Sr. Dr. NoronhaBiblio
Como ontem não tivemos tempo de continuar a conversa, há duas perguntas que gostaria de ver bem esclarecidas.
– Qual a razão da sua preocupação em tentar dizer que todos os comportamentos têm a possibilidade de serem modificados descobrindo as suas causas?
– Qual a razão de não se utilizar a psicanálise para isso, já que se faz uma análise do passado?
Faço estas perguntas em comentário porque diz que não gosta de e-mails. Por causa disso e porque posso mario-70
não o ver tão cedo, como normalmente tem acontecido, faço este comentário.

Cumprimentos.
Conhecido de ontem

 

Para dar uma resposta aceitável, posso dizer, antes de tudo, que no meu curso de Psicologia Clínica, no ISPA, fiz dois estágios escolares, de 6 meses cada, um em modificação do comportamento e o outro em grupanálise.Maluco2

Qualquer deles não me satisfez, porque as questões terapêuticas não eram abordadas de forma realista, prática, útil e eficaz, mas sim sob um ponto de vista de explicar a sua origem, sem o devido aprofundamento da causa e com soluções para uma resposta imediata e aparente, que poderia originar reacções secundárias ou danos colaterais.
Por isso, vou-me referir especificamente ao meu «caso» porque não depende da interpretação de outros.

Antes de tudo, o meu mal-estar na Força Aérea e as dificuldades psicossomáticos que passei durante muitos anos, com dores Psicologia-Bem vários músculos, perturbações no aparelho digestivo e na tensão arterial, eram explicadas apenas em termos fisiológicos, com medicação que me prejudicava e me deixava quase inutilizado, sem resolver o problema.

Quando chegou a vez da psiquiatria, apenas me disseram que devia ter tido conflitos com a imagem do meu pai e medicaram-me com antidepressivos e ansiolíticos. Sentia-me cada vez mais desanimado e inútil. Ninguém se preocupava em saber com maior profundidade a verdadeira origem ou a causa provável de todo esse estado de coisas. Talvez até não lhes interessasse saber isso.Interacção-B30

Mesmo durante o curso de Psicologia Clínica, enquanto ainda continuava na Força Aérea, colocado numa prateleira por ter dificuldades em voar, não tinha qualquer apoio psicológico.

Quando chegou a minha vez de utilizar os conhecimentos da grupanálise para descobrir as verdadeiras causas, pouco ou nada adiantaram e disseram que eu era uma pessoa de teimar e não desistir. Por acaso, acertaram.

Virando-me para o comportamentismo, recomendaram-me o relaxamento de Jacobson para ir reduzindo paulatinamente as minhas dificuldades. Era mais ou menos uma dessensibilização temporária e pontual. Tudo isso me enfastiava e dava pouco resultado, além de que tinha de seguir algumas regras.Acredita-B

Como nenhuma destas soluções me ajudava em coisa alguma, dediquei-me muito, mesmo durante o curso, à leitura de imensos livros sobre a psicanálise, secundados pelos relacionados com a formação e modificação do comportamento, já que os livros de Pierre Daco, com casos, me eram familiares.

Como, durante o curso do ISPA estava a participar nos seminários de modificação do comportamento, do Doutor Victor Meyer, do Middlesex Hospital, de Londres, resolvi experimentar fazer o relaxamento muscular à minha maneira e seguir as Consegui-Bindicações que estou a dar agora às pessoas que necessitam disso (P). Com isso, as minhas dificuldades parecia que diminuiam e que tinham começado a esvair-se.

Depois da conclusão do curso, como já tinha experimentado comigo e com várias outras pessoas, incluindo a Isilda (H) e o Joel (G), que a recordação dos momentos bons passados por cada um, ajudava a melhorar a «levantar os seus ânimos» para combater os desequilíbrios do momento, comecei a «engendrar» a Terapia do Equilíbrio Afectivo. Foi o que deu origem à minha tese de doutoramento, com 71 casos, em cerca de 3 anos e meio e resolução, com melhoria, de 86% dos casos estudados.

Posteriormente, a Imaginação Orientada (J) ensaiada e iniciada comigo, ajudou a continuar a pesquisa que já tinha começado Psicopata-Bquase em 1974. Tudo isso foi secundado pela autohipnose, utilizada sistematicamente quase sempre com todos os pacientes, desde que a experimentei eficazmente com o Júlio (E), à mesa dum velho café em Lisboa, durante a larga pausa do almoço. O resultado do sucesso aumentou para mais do que os 86% conseguidos no estudo da tese. Além disso, a autonomia e independência conseguida por ele prognosticava um futuro cheio de esperança, o que se veio a verificar e constatar 20 anos mais tarde.  É essencialmente isso que eu pretendo. É
imprescindível que, numa boa autoterapia ou até psicoterapia, o «sujeito» esteja apto a pensar, analisar e resolver as coisas por si, com os seus meios e com as suas aprendizagens do passado, projectando com isso um bom caminho futuro. Para isso, a pessoa também tem de ter humildade e razoabilidade suficiente para admitir os erros, enganos ou incapacidades ocorridos anteriormente.neuropsicologia-B

*Afastando-me agora dos meus problemas já explicados nos posts anteriormente mencionados, posso dizer que um facto tão simples como
uma criança ser muito bem tratada e educada pelos avós, porque os pais tinham de estar longe, e ter de se afastar dos avós para tirar um curso superior, pode ocasionar traumatismos negativos e provocar depressão. Ser obrigada a viver com os pais, depois de maior de idade e verificar que ao pais, anteriormente juntos, se casavam para começar a viver vidas sexuais diferentes, pode aumentar esse traumatismo. Qual a psicoterapia que dá conta desses factos? Foi o que aconteceu com a Cidália (C).Depressão-B

* Ter uma vida folgada e boa, com bastantes posses, na companhia de pais que se dão muito bem e ficar de repente sem quaisquer meios de subsistência porque o pai faleceu sem deixar quaisquer economias ou pensão de viuvez, pode ser um facto traumatizante
que provoque, anos mais tarde, uma depressão num indivíduo muito bem colocado numa instituição financeira, uma quase depressão na mulher e insucesso escolar na filha? Foi o que aconteceu com o Antunes (B) que era «moiro de trabalho» por causa disso. Fez quase uma autoterapia.

*Ser duma aldeia próxima de Coimbra e vir morar durante vários anos em Lisboa, bem instalado em casa da família dum primoPsi-Bem-C e padrinho, pode ser traumatismo negativo? Com o Júlio (E) aconteceu isso. E resolveu-se quando ele analisou e compreendeu as causas e o funcionamento do comportamento humano.

*Muitos outros casos poderiam ser mencionados além dos já descritos noutros livros (L) (M). Mas, o importante, é cada um
conseguir rever o passado, descobrir as causas, analisá-las, compreendê-las e verificar se as poderia ter ultrapassado e como, tentando também descobrir se as poderia ter evitado, para utilizar esse ensinamento no futuro. Entretanto, para facilitar a tarefa e obter reforço positivo, é importante descobrir as coisas boas que nos foram acontecendo ao longo do tempo. Isso pode dar-nos uma maior força anímica que se torna indispensável numa tarefa Difíceis-Bdeste tipo, especialmente se fôr realizada ou efectuada a sós. Mas, é possível.

Tanto o Antunes, como eu, podemos testemunhar isso, porque revendo o meu passado que, para os psicanalistas, deveria apresentar algum conflito com o meu pai, pude descobrir o seguinte.
A minha educação foi muito rígida e só com castigos. Isso pode ter-me ocasionado reforço secundário negativo com a ultrapassagem das dificuldades. Era a educação de então com os valores familiares enquadrados numa determinada cultura que não me ocasionou traumatismos mas abriu os olhos para outros valores.

O que, de facto, me traumatizou em relação ao meu pai, foi ele não me ter ajudado, com várias desculpas financeiras, a ingressar imediatamente no curso de Direito quando terminei o Secondary School Cerfiticate o Curso Completo dos Liceus.Saude-C

Com a aprendizagem de ultrapassar dificuldades, feita anteriormente, depois de «muito bem instalado no funcionalismo público», dei um salto de paraquedas para a Força Aérea, que me desiludiu completamente, passados os primeiros 4 anos de contrato.

Essa foi a maior desilusão, compensada com o curso de Psicologia e ingresso na Psicoterapia, que estou a exercer e que desejo colocar nas mãos de cada um, transformando-a em Autoterapia dentro da colecção da Biblioterapia (Q).Imagina-B

À guisa de recomendação ou de discussão final, posso perguntar se qualquer das pessoas poderia analisar e avaliar as causas das suas dificuldades, sem compreender o que se passa com o funcionamento do comportamento humano, baseado em aprendizagens, condicionamentos, modelagens, moldagens, reforços, especialmente o vicariante, frustrações, conflitos, deslocamentos, negações, compensações e muitas outras coisas? Onde se vão adquirir esses ensinamentos senão em livros de fácil leitura e compreensão, se possível, com exemplos da vida do dia-a-dia? Não é nisso que se deve basear uma EDUCAÇÃO adequada?

E que tal, se começássemos a escrutinar e apoiar as famílias, mesmo antes de serem constituídas? Os seus descendentes Organizar-B
também têm de ter um ambiente e uma instrução adequada mesmo que as suas capacidades originárias estejam reduzidas. Não basta pensarmos só na economia em termos das finanças do momento. A economia saudável é «produzida» por pessoas bem equilibradas, que a podem impulsionar se a sua vida fôr agradável e motivante.

É o ingrediente principal para viver bem e democraticamente, num sentido solidário, humanista e equitativo.

Contudo, tal como aconteceu com os pais da JOANA, pode ser necessário que existam algumas sesões de esclarecimento inicial para as pessoas poderem ler, compreender bem, tirar dúvidas e agir do modo como acharem melhor.  Já me ofereci para isso, e só avanço na publicação do livro sobre AUTOTERAPIA se tiver a participação do público interessado,Respostas-B30 que acho necessária e imprescindível. Não estou muito interessado em entregar o livro nas mãos de editores e distribuidores porque desejo introduzir, no momento, as alterações que julgar necessárias com a experiência que o contacto com os leitores me proporcionar, tal como acontecia, há algumas décadas, com a nossa primeira intervenção no Jornal de Queluz. 


Joana-BEm divulgação…

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AUTOTERAPIA-14

Tinha ido hoje ao hipermercado, fazer compras com a minha mulher e estava a dar um golpe de vista pelos diversos livros Saude-Bexpostos, sem me interessar por qualquer deles, quando uma pessoa minha conhecida há muito, aproximou-se de mim com um livro na mão e disse:

Dr. Noronha. Já viu este livro?
Era um livro intitulado «MINDFULLNESS» da Lua de Papel, escrito por um especialista inglês, que custava cerca de 14€ e que prometia uma diskette ou coisa parecida para ajudar a pessoa a fazer o exercício. Também me parece que garantia que, com uma prática de algumas semanas, muitos problemas de depressão poderiam ser resolvidos, tal como se estava a fazer agora no Reino Unido.mario-70

Olhei vagamente para o livro e pareceu-me que tinha muitos conselhos que era preciso ler e utilizar para o bom efeito duma determinada técnica que poderia conduzir à meditação posterior.
Vendo que eu nada dizia quanto ao livro, continuou:

− Sabe que estou a seguir o seu blogue e que já li muitos artigos seus, especialmente relacionados com a AUTOTERAPIA e BIBLIOTERAPIA? Os últimos, despertaram-me bastante interesse. Além disso, também fui adquirir a Revista «Saúde  Actual». Tive pena que o seu artigo sobre este assunto não tivesse o devido relevo nessa revista. Li  Bibliotambém na internet, no [academia.edu], o seu artigo sobre SELF-THERAPY e gostei dele mais do que deste livro que tem agora nas mãos. Quando é que vai publicar o seu livro sobre AUTO{psico}TERAPIA (P)?
− Não sei. Necessito de dinheiro para fazer uma edição muito restrita e, se não tiver uma aquisição garantida de pelo menos 50 exemplares, não vou avançar. Os tempos não estão para gastos supérfluos e para fazer o que fazíamos nos anos 80 e 90 no Centro de Psicologia Clínica.

− Mas, pode dizer-me alguma coisa sobre este livro que tem nas mãos?
− Não posso dizer muita coisa a não ser que os americanos que contactei por causa de livros semelhantes  publicados por eles, assediam-me com constantes emails a convidar para os congressos deles,  querendo que elogie o que eles fazem. A Psicologia-Bminha resposta tem sido sempre dizer-lhes que estou a preparar e actualizar a colecção de 17 + 1 livros da BIBLIOTERAPIA que serve para a psicoterapia, psicopedagogia, interacção social e desenvolvimento pessoal, com pouca ajuda do psicólogo.
“Parece-me que é uma faceta que não lhes interessa porque preferem os coachings e os workshops que «rendem» alguma coisa a quem os faz e onde podem «impingir» os seus livros…. e não sei se ideologia também. Também lhes disse que a autoterapia, muito mais profunda, fácil, económica e útil, pode ser praticada por cada um em sua casa, durante 4 semanas ou menos, à hora de dormir, durante uma hora, para continuar, com um dispêndio máximo de 15 minutos diários, à hora de dormir, atingindo bons resultados, palpáveis e eficazes.Interacção-B30

Isso compreendi eu quando li os seus artigos. E as pessoas poderão praticar com facilidade tudo o que lá diz?
− Não sei se conseguirão. Mas, a partir de 1973 e, especialmente, a partir de 1974, eu consegui praticar, com muito mais facilidade, quase tudo que está estipulado no livro. Também era uma neurose depressiva reactiva grave que passou para segundo plano à medida que me fui integrando na psicoterapia. Posteriormente, o Júlio (E), em 1980, deu-me a satisfação de resolver a sua depressão com cerca de 120 horas de conversa e prática à mesa dum café, muita leitura e treino em casa, à hora de dormir. O Antunes (B), com algumas conversas e muitas leituras, conseguiu resolver o seu problema de depressão grave. Nenhum deles necessitou de qualquer música, palavreado, posição, Maluco2alimentação ou ritual específico. Posteriormente, a Cidália (C) também resolveu o seu problema de depressão, alcoolismorelações sexuais promíscuas, com algum apoio, mas com a prática do muito que se diz na AUTOTERAPIA e leituras complementares. Mas, teve de analisar as causas dos seus problemas. Isso só se pode fazer na «cabeça» de cada, nem que seja com alguma ajuda, mas muito trabalho do próprio, o qual é imprescindível.

Acha que essas leituras são importantes? Não seria melhor um aconselhamento?
− Posso dizer-lhe que, para as pessoas que nunca se habituaram a imaginar que no nosso país se pode fazer mais do que lá fora Acredita-Be, às vezes, melhor e que também já se faz há mais tempo, deve ser necessário dar algumas explicações, fazer uma demonstração e responder às dúvidas, tal como me aconteceu nas aulas dos enfermeiros nos anos 80 do século passado. Contudo, esses enfermeiros também tiveram de ler alguma coisa nos apontamentos que eram dados nas aulas. Sem saber como funciona o comportamento humano, isoladamente e em sociedade, é difícil «encaixar» o que se diz da autoterapia ou qualquer outra técnica. O resultado disso, é a pessoa seguir apenas os procedimentos com automatismo e sem a utilização da «cabeça» que é o «aparelho» fundamental. As ideias têm de ser alteradas, racional e conscientemente e não apenas emocionalmente. Baseamo-nos apenas nas acções e não na sua Consegui-Borigem ou naquilo que as comanda → o cérebro ou a mente. Ler os «casos» dos outros e saber como os resolveram ajuda ainda mais.

Mas, para isso, seria necessário haver algumas palestras…
− Não sei se reparou que tanto no post sobre «Proposta de Colaboração» como no «o ANTES e o DEPOIS», estou a propôr isso. Já me ofereci para fazer essas palestras, mas a CMS «não atou nem desatou». Estou à espera que as pessoas interessadas, e que podem ser imensamente beneficiadas com isso, sejam capazes de promover ou exigir das entidades responsáveis algumas acções nesse sentido.

Estou a lembrar-me das Universidades para a gente sénior, das Juntas de freguesia, da Misericórdia, das diversas Psi-Bem-Bcolectividades, das Bibliotecas, etc. que poderiam promover actividades deste tipo.
− Julgo que é isso que falta. Nós promovemos isso antigamente no Centro de Psicologia Clínica, com o apoio da Junta de Freguesia e da Escola Preparatória. Mas agora, não vou ser eu a propôr. Eu colaboro, mas não desejo propaganda nem publicidade. Contudo, sei que, numa sociedade como a nossa, isso é indispensável. Mas, quem fizer essa promoção, vai querer tirar benefícios para si. Basta ver os nossos políticos. Eu sei que aquilo que estou a propôr e a fazer desde 1974 e, especialmente, desde 1980, é melhor do que aquilo que se começou a fazer no Reino Unido, apenas nos princípios deste século. Os livros, com os diversos casos já publicados e por publicar, podem dizer o modo como tudo se processou e se pode continuar a fazer cada vez melhor. Se as pessoas quiseram,Dificeis-B que se «mexam». Eu colaboro de muito boa vontade para obter a satisfação de ter conseguido ajudar alguém naquilo que posso e ainda sei fazer. Leu aquilo que o «Calimero» (M) disse a meu respeito, quando veio esporadicamente a Lisboa e que está transcrito no último post da Biblioterapia? É o resultado da sua autossuficiência, independência e capacidade de reacção autónoma em caso de necessidade e emergência. Não necessita de mentores nem de guarda-costas, nem fica depentente de psicoterapeutas, drogas ou conselhos dos outros. Começa a pensar com a sua cabeça, que deve indicar aquilo que ele deve fazer. Ele não passava o 12º ano durante 3 anos ou mais, mas, apesar de não ter feito muito do que está «prescrito» na AUTOTERAPIA», conquistou uma licenciatura em 3 anos, com óptima média e emprego quase garantido. É exactamente isso que pretendo e tenho conseguido em quase mais de 90% dos casos. O importante é a colaboração do próprio, com algum treino e leitura para a apreensão das ideias que vou expondo nos diversos livros. E se cada um aprender a fazer isso sem ajuda?Depressão-B

É pena que o seu projecto não avance e que fiquemos quase sempre no fim da linha dos mais desenvolvidos.
− Também tenho pena, mas não vou fazer mais nada a não ser a tentativa de divulgação das minhas ideias. Quem quiser que colabore comigo. Posso garantir que, se com as primeiras duas palestras conseguir melhorar apenas um pouco a vida de 10% dos presentes, fico satisfeito. Isso quer dizer que não terão de se sujeitar a medicamentos alienantes ou despender tempo, dinheiro e paciência em consultas, às vezes improdutivas. O «Calimero» também foi «acompanhado» e apoiado durante muitos anos e não passou da cepa torta. Até à próxima e obrigado pelo feedback que me deu. A minha mulher deve estar já à minha espera. Às tantas, julga Psicopata-Bque me perdi…

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, espero que vá existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que elucide e oriente os interessados de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica,  completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

Em divulgação…
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