PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

RESPOSTA 44

Comentário no último post:

Sr. Dr. NoronhaBiblio
Como ontem não tivemos tempo de continuar a conversa, há duas perguntas que gostaria de ver bem esclarecidas.
– Qual a razão da sua preocupação em tentar dizer que todos os comportamentos têm a possibilidade de serem modificados descobrindo as suas causas?
– Qual a razão de não se utilizar a psicanálise para isso, já que se faz uma análise do passado?
Faço estas perguntas em comentário porque diz que não gosta de e-mails. Por causa disso e porque posso mario-70
não o ver tão cedo, como normalmente tem acontecido, faço este comentário.

Cumprimentos.
Conhecido de ontem

 

Para dar uma resposta aceitável, posso dizer, antes de tudo, que no meu curso de Psicologia Clínica, no ISPA, fiz dois estágios escolares, de 6 meses cada, um em modificação do comportamento e o outro em grupanálise.Maluco2

Qualquer deles não me satisfez, porque as questões terapêuticas não eram abordadas de forma realista, prática, útil e eficaz, mas sim sob um ponto de vista de explicar a sua origem, sem o devido aprofundamento da causa e com soluções para uma resposta imediata e aparente, que poderia originar reacções secundárias ou danos colaterais.
Por isso, vou-me referir especificamente ao meu «caso» porque não depende da interpretação de outros.

Antes de tudo, o meu mal-estar na Força Aérea e as dificuldades psicossomáticos que passei durante muitos anos, com dores Psicologia-Bem vários músculos, perturbações no aparelho digestivo e na tensão arterial, eram explicadas apenas em termos fisiológicos, com medicação que me prejudicava e me deixava quase inutilizado, sem resolver o problema.

Quando chegou a vez da psiquiatria, apenas me disseram que devia ter tido conflitos com a imagem do meu pai e medicaram-me com antidepressivos e ansiolíticos. Sentia-me cada vez mais desanimado e inútil. Ninguém se preocupava em saber com maior profundidade a verdadeira origem ou a causa provável de todo esse estado de coisas. Talvez até não lhes interessasse saber isso.Interacção-B30

Mesmo durante o curso de Psicologia Clínica, enquanto ainda continuava na Força Aérea, colocado numa prateleira por ter dificuldades em voar, não tinha qualquer apoio psicológico.

Quando chegou a minha vez de utilizar os conhecimentos da grupanálise para descobrir as verdadeiras causas, pouco ou nada adiantaram e disseram que eu era uma pessoa de teimar e não desistir. Por acaso, acertaram.

Virando-me para o comportamentismo, recomendaram-me o relaxamento de Jacobson para ir reduzindo paulatinamente as minhas dificuldades. Era mais ou menos uma dessensibilização temporária e pontual. Tudo isso me enfastiava e dava pouco resultado, além de que tinha de seguir algumas regras.Acredita-B

Como nenhuma destas soluções me ajudava em coisa alguma, dediquei-me muito, mesmo durante o curso, à leitura de imensos livros sobre a psicanálise, secundados pelos relacionados com a formação e modificação do comportamento, já que os livros de Pierre Daco, com casos, me eram familiares.

Como, durante o curso do ISPA estava a participar nos seminários de modificação do comportamento, do Doutor Victor Meyer, do Middlesex Hospital, de Londres, resolvi experimentar fazer o relaxamento muscular à minha maneira e seguir as Consegui-Bindicações que estou a dar agora às pessoas que necessitam disso (P). Com isso, as minhas dificuldades parecia que diminuiam e que tinham começado a esvair-se.

Depois da conclusão do curso, como já tinha experimentado comigo e com várias outras pessoas, incluindo a Isilda (H) e o Joel (G), que a recordação dos momentos bons passados por cada um, ajudava a melhorar a «levantar os seus ânimos» para combater os desequilíbrios do momento, comecei a «engendrar» a Terapia do Equilíbrio Afectivo. Foi o que deu origem à minha tese de doutoramento, com 71 casos, em cerca de 3 anos e meio e resolução, com melhoria, de 86% dos casos estudados.

Posteriormente, a Imaginação Orientada (J) ensaiada e iniciada comigo, ajudou a continuar a pesquisa que já tinha começado Psicopata-Bquase em 1974. Tudo isso foi secundado pela autohipnose, utilizada sistematicamente quase sempre com todos os pacientes, desde que a experimentei eficazmente com o Júlio (E), à mesa dum velho café em Lisboa, durante a larga pausa do almoço. O resultado do sucesso aumentou para mais do que os 86% conseguidos no estudo da tese. Além disso, a autonomia e independência conseguida por ele prognosticava um futuro cheio de esperança, o que se veio a verificar e constatar 20 anos mais tarde.  É essencialmente isso que eu pretendo. É
imprescindível que, numa boa autoterapia ou até psicoterapia, o «sujeito» esteja apto a pensar, analisar e resolver as coisas por si, com os seus meios e com as suas aprendizagens do passado, projectando com isso um bom caminho futuro. Para isso, a pessoa também tem de ter humildade e razoabilidade suficiente para admitir os erros, enganos ou incapacidades ocorridos anteriormente.neuropsicologia-B

*Afastando-me agora dos meus problemas já explicados nos posts anteriormente mencionados, posso dizer que um facto tão simples como
uma criança ser muito bem tratada e educada pelos avós, porque os pais tinham de estar longe, e ter de se afastar dos avós para tirar um curso superior, pode ocasionar traumatismos negativos e provocar depressão. Ser obrigada a viver com os pais, depois de maior de idade e verificar que ao pais, anteriormente juntos, se casavam para começar a viver vidas sexuais diferentes, pode aumentar esse traumatismo. Qual a psicoterapia que dá conta desses factos? Foi o que aconteceu com a Cidália (C).Depressão-B

* Ter uma vida folgada e boa, com bastantes posses, na companhia de pais que se dão muito bem e ficar de repente sem quaisquer meios de subsistência porque o pai faleceu sem deixar quaisquer economias ou pensão de viuvez, pode ser um facto traumatizante
que provoque, anos mais tarde, uma depressão num indivíduo muito bem colocado numa instituição financeira, uma quase depressão na mulher e insucesso escolar na filha? Foi o que aconteceu com o Antunes (B) que era «moiro de trabalho» por causa disso. Fez quase uma autoterapia.

*Ser duma aldeia próxima de Coimbra e vir morar durante vários anos em Lisboa, bem instalado em casa da família dum primoPsi-Bem-C e padrinho, pode ser traumatismo negativo? Com o Júlio (E) aconteceu isso. E resolveu-se quando ele analisou e compreendeu as causas e o funcionamento do comportamento humano.

*Muitos outros casos poderiam ser mencionados além dos já descritos noutros livros (L) (M). Mas, o importante, é cada um
conseguir rever o passado, descobrir as causas, analisá-las, compreendê-las e verificar se as poderia ter ultrapassado e como, tentando também descobrir se as poderia ter evitado, para utilizar esse ensinamento no futuro. Entretanto, para facilitar a tarefa e obter reforço positivo, é importante descobrir as coisas boas que nos foram acontecendo ao longo do tempo. Isso pode dar-nos uma maior força anímica que se torna indispensável numa tarefa Difíceis-Bdeste tipo, especialmente se fôr realizada ou efectuada a sós. Mas, é possível.

Tanto o Antunes, como eu, podemos testemunhar isso, porque revendo o meu passado que, para os psicanalistas, deveria apresentar algum conflito com o meu pai, pude descobrir o seguinte.
A minha educação foi muito rígida e só com castigos. Isso pode ter-me ocasionado reforço secundário negativo com a ultrapassagem das dificuldades. Era a educação de então com os valores familiares enquadrados numa determinada cultura que não me ocasionou traumatismos mas abriu os olhos para outros valores.

O que, de facto, me traumatizou em relação ao meu pai, foi ele não me ter ajudado, com várias desculpas financeiras, a ingressar imediatamente no curso de Direito quando terminei o Secondary School Cerfiticate o Curso Completo dos Liceus.Saude-C

Com a aprendizagem de ultrapassar dificuldades, feita anteriormente, depois de «muito bem instalado no funcionalismo público», dei um salto de paraquedas para a Força Aérea, que me desiludiu completamente, passados os primeiros 4 anos de contrato.

Essa foi a maior desilusão, compensada com o curso de Psicologia e ingresso na Psicoterapia, que estou a exercer e que desejo colocar nas mãos de cada um, transformando-a em Autoterapia dentro da colecção da Biblioterapia (Q).Imagina-B

À guisa de recomendação ou de discussão final, posso perguntar se qualquer das pessoas poderia analisar e avaliar as causas das suas dificuldades, sem compreender o que se passa com o funcionamento do comportamento humano, baseado em aprendizagens, condicionamentos, modelagens, moldagens, reforços, especialmente o vicariante, frustrações, conflitos, deslocamentos, negações, compensações e muitas outras coisas? Onde se vão adquirir esses ensinamentos senão em livros de fácil leitura e compreensão, se possível, com exemplos da vida do dia-a-dia? Não é nisso que se deve basear uma EDUCAÇÃO adequada?

E que tal, se começássemos a escrutinar e apoiar as famílias, mesmo antes de serem constituídas? Os seus descendentes Organizar-B
também têm de ter um ambiente e uma instrução adequada mesmo que as suas capacidades originárias estejam reduzidas. Não basta pensarmos só na economia em termos das finanças do momento. A economia saudável é «produzida» por pessoas bem equilibradas, que a podem impulsionar se a sua vida fôr agradável e motivante.

É o ingrediente principal para viver bem e democraticamente, num sentido solidário, humanista e equitativo.

Contudo, tal como aconteceu com os pais da JOANA, pode ser necessário que existam algumas sesões de esclarecimento inicial para as pessoas poderem ler, compreender bem, tirar dúvidas e agir do modo como acharem melhor.  Já me ofereci para isso, e só avanço na publicação do livro sobre AUTOTERAPIA se tiver a participação do público interessado,Respostas-B30 que acho necessária e imprescindível. Não estou muito interessado em entregar o livro nas mãos de editores e distribuidores porque desejo introduzir, no momento, as alterações que julgar necessárias com a experiência que o contacto com os leitores me proporcionar, tal como acontecia, há algumas décadas, com a nossa primeira intervenção no Jornal de Queluz. 


Joana-BEm divulgação…

Consultou todos os links mencionados neste post?arvore-2

Já leu os comentáriosVisite-nos noFacebook.

Clique em BEM-VINDOS

Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

Anúncios

Single Post Navigation

2 thoughts on “RESPOSTA 44

  1. Conhecido de ontem on said:

    Gostei desta Resposta mas fiquei intrigado por parecer defender a autonomia e a independência dss pessoas.

  2. M. de Noronha on said:

    Tem razão. Defendo muito a autonomia e a indepdendência, porque cada um se pode socorrer imediatamente em caso de emergência. Na guerra, é assim. Nós estamos a travar uma guerra contra o desequilíbrio psicológico. E é bom que estejamos precavidos. É o melhor «BEM» que se pode adquirir com a BIBLIOTERAPIA, secundada, quando necessária, por algums palestras, aconselhamentos ou até consultas esporádicas e pontuais. Tudo se torna mais eficaz, económico e cómodo.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: