PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 15

Hoje, atrasei-me no meu passeio semanal habitual e, quando passava pelo café que raras vezes frequento, veio ao meu encontro oBiblio «Conhecido de Ontem», interlocutor dos dois últimos posts, para me convidar a entrar.
Parecia que estava, ansiosamente, à minha espera. Queria falar comigo e esclarecer algumas coisas que lhe tinham deixado dúvidas, depois de ter consultado diversos posts deste blog sobre Imaginação Orientada, Biblioterapia, Autoterapia, Modelagem, Relaxamento, Depressão, Reforços, e vários outros relacionados com os assuntos da psicoterapia.
Desejava ajudar um amigo a «aguentar» a situação enquanto ele não conseguisse um trabalho aceitável e queria que ele pudesse ter força suficiente para procurar um emprego, utilizando todos os meios ao seu alcance. Tudo isso era muito urgente e, por isso, ele sentia-se na obrigação de o ajudar.Imagina-B
Dizia ele que o amigo, tendo acabado de ser despedido, estava «completamente em baixo», não arranjava emprego e não tinha dinheiro para qualquer consulta ou medicamentos, quanto mais para uma psicoterapia.
Tive de dizer a esse meu conhecido que eu estava atrasado, e que a minha mulher ficaria à espera de mim em menos de 10 minutos, para irmos fazer as compras semanais.

Com esta resposta sobre a minha impossibilidade de o acompanhar no café, tirou rapidamente do bolso uma folha de papel com algumas perguntas importantes e disse-me que o esclarecesse logo que possível. Eu podia alterar as perguntas ou acrescentá-las, mas o assunto ficava essencialmente reduzido às mesmas, como se estivéssemos a conversar sobre isso.Respostas-B30
Por esse motivo, utilizando todo o dia e a minha disponibilidade, vou ver se consigo fazer este post, em forma de diálogo, como se ele estivesse a conversar comigo fazendo perguntas, tal como me aconteceu, há bastantes anos, com o meu amigo Antunes (B) (J).

Qual a razão de dizer que o reiki, o ioga, a dieta, a ginástica, a meditação, não são suficientes para resolver os problemas psicológicos?
− Os problemas psicológicos estão sediados essencialmente na «cabeça», isto é, na mente de cada um. Qualquer pessoa fisicamente saudável pode sofrê-los, da mesma maneira como, quase alienam, uma debilitada. Por isso, não é Depressão-Btratando apenas fisicamente o corpo ou executando alguns prodecimentos ou rituais que se podem resolver esses problemas sem a colaboração activa da mente. É por isso que só a droga também não os resolve.

Parece que não gosta também da droga!
− O problema não é não gostar, mas sim, saber que a droga influencia fisiologicamente o sistema nervoso deixando-nos insensíveis para utilizar a cabeça, tanto quanto é indispensável numa psicoterapia. É por isso que insisto muito na colaboração activa do paciente ou interessado, juntamente com os treinos de relaxamento mental necessários e a compreensão prática que cada um possa ter, relacionada com o funcionamento do comportamento humano isoladamente (F) e em interacção com os outros (K).

Qual a razão e a necessidade de as pessoas conhecerem isso?Psicopata-B
− A necessidade, mais do que a razão, é descobrirem, na prática, que todo o comportamento tem as suas causas que ocasionam os efeitos que não nos interessam ou que nos incomodam. Se quisermos alterar os efeitos, devemos alterar as causas, em primeiro lugar. Caso contrário, estaremos a não conseguir os efeitos desejados, que devem ser previamente estipulados para influenciar as suas causas, origens, incentivos ou estímulos.

 − Mas isso tem a ver com a psicologia?
− Muitas das coisas que nos acontecem são por causa dos estímulos com que somos incentivados, às vezes, Psicologia-Bsem darmos por isso e, outras vezes, com a nossa complacência ou ajuda. Por exemplo, para nos abrigarmos da chuva, temos que utilizar uma capa ou um impermeável, abrir um guarda-chuva ou, simplesmente, abrigarmos dentro de casa ou dum alpendre. Se não soubermos isso, facto que pode passar despercebido a um débil mental ou a um bêbado, ficaremos molhados. É tão simples como isso. As maldições contra a chuva ou as rezas, não devem resolver o nosso problema de não ficarmos molhados, se não nos deixarem ainda mais ressabiados. Com os comportamentos desequilibrados, acontece o mesmo. Pior é quando não damos conta disso ou alteramos as causas de forma errada, ocasionando os efeitos consequentes que não nos interessam.Interacção-B30

O que é que pode acontecer neste caso em psicologia?
− Muitas vezes, a psicoterapia baseia-se só num diagnóstico que, por melhor que se faça, abrange a situação na globalidade e pode dar orientações genéricas, podendo não se coadunar com a situação específica, porque ninguém tomou em conta os sintomas e factores peculiares daquela situação e as contingências que sempre existem. A psicoterapia, feita assim, pode aparentar algumas melhoras momentâneas e ocasionar sintomas substitutivos ou «danos colaterais», que serão posteriormente diagnosticados com uma outra perturbação e deixar ficar tudo Maluco2na mesma, se a situação não piorar.

Então, qual a solução?
− Tal como disse anteriormente, em vez de diagnósticos, o melhor é analisar e quantificar as dificuldades específicas, tentar compreender quais as suas causas, ter a humildade de admitir falhas anteriores e futuras, compreender de que modo se poderão alterar as causas para se obter os efeitos desejados e fazer os exercícios necessários para se conseguir isso. Os problemas são de cada um e só na cabeça do próprio eles podem ser alterados ou solucionados. É com a cabeça que se deve trabalhar em primeiro lugar.Acredita-B

E acha que cada um pode fazer isso?
− Posso garantir que é possível, por experiência própria e com a do meu amigo Antunes (B). Contudo, isso exigiu que cada um de nós lesse muita coisa e compreendesse o funcionamento do comportamento, que fizesse os exercícios necessários, que ganhasse a humildade de reconhecer os erros e tivesse uma visão suficientemente clara para planear o futuro que cada um desejou. Por isso, o relaxamento mental é extremamente importante, mas exige muita força de vontade e perseverança para a pessoa não desistir com as pequenas falhas iniciais ou até com os ganhos rápidos adquiridos ao longo do tempo. Isso faz sempre falta para manter uma saúde mental Saude-Badequada (A).

− Parece que estou a compreender agora porque não é adepto do MINDFULLNESS nem da PSICOLOGIA POSITIVA.
− Não sou adepto, porque tratam do assunto como se fosse uma técnica, tal como musicoterapia, psicodrama, etc., partindo do princípio que acções exteriores, isto é, certos comportamentos ou conceitos poderão mudar muita coisa. Se a pessoa não se envolver mentalmente no assunto, pode não conseguir coisa alguma e ficar ainda mais iludida e confusa do que com a sua doença. Consegui-BTambém, na PSICANÁLISE, quase que se atribuem as causas dos desequilíbrios aos outros ou à sociedade. Arranjam-se desculpas ou justificações para os nossos comportamentos desviados deixando-os na mesma. Não se ajuda a superar as dificuldades. A minha divergência fundamental situa-se nisso. Eu desejo que as pessoas ultrapassem as suas dificuldades. Digo isto claramente no último livro sobre BIBLIOTERAPIA (Q). Um exemplo muito simples do que estou a dizer é muitas pessoas, que se apresentam contentes, felizes e bem-dispostas, manterem problemas mentais e se suicidarem. Porquê? Robin Williams será um exemplo? Essas pessoas, quase que praticaram qualquer destas técnicas e tomaram muitos medicamentos.

E, se cada um não conseguir fazer a psicoterapia por si próprio, como é que se pode desenvencilhar?Psi-Bem-C
− Repare que, com o Júlio (E) eu estive algumas tardes, durante de 8 semanas, «em conversa e treino», num velho café, além de duas sessões de relaxamento, num hospital. O resultado foi muito bom, porque houve um forte empenhamento dele nos treinos em casa, todas as noites, leitura e compreensão do funcionamento do comportamento e persistência para não desistir nos primeiros tempos. Muito do que fiz com ele, poderia fazer publicamente com mais pessoas num local adequado. Muitas «conversas» que tive com a Cidália (C) foram em cafés. Poucas sessões foram no consultório porque não havia alternativa. É também bom que as pessoas interessadas verifiquem os resultados que ela e muitos dos «pacientes» obtiveram e que estão relatados em vários livros desta colecção. Muito do que se passou com a Cristina, Germana e Januário (L), também foi quase público. Com aquilo que eu neuropsicologia-Bproponho, as ideias gerais, os esclarecimentos e as respostas a muitas dúvidas, podem ser dadas em conjunto a uitas pessoas, num ambiente calmo e adequado. Também se pode ajudar as pessoas a conseguir experimentar e praticar o relaxamento mental, no mesmo local, tal como no ioga.

Só isso chega?
− Só isso não chega, mas o resto, o essencial e mais peculiar e individualizado, se cada um não conseguir fazer como o Antunes (B), pode ser feito em poucas sessões individualizadas. Entretanto, depois das sessões anteriores, com a leitura dos livros, a compreensão do funcionamento da psicologia, o escrutínio e a avaliação
dos seus problemas e o treino inicial do relaxamento mental para a Imaginação Orientada (J), baseada na Terapia do Organizar-BEquilíbrio Afectivo, com autohipnose, a pessoa pode ser facilmente ajudada a superar as suas dificuldades e a treinar o seu desenvolvimento individual. Para que tudo funcione bem, o bom-senso, a racionalidade, a objectividade e o realismo são muito importantes, além da humildade para reconhecer os erros cometidos.

Acha que as coisas são assim tão fáceis?
− Não acho que sejam fáceis, mas também não são tão difíceis como alguns imaginam. O importante, é a as pessoas ficarem devidamente esclarecidas e saberem como tudo funciona. Também necessitam de se conhecer a si próprias e de avaliar constantemente as suas dificuldades, o que cada um até pode fazer quantitativamente durante a psicoterapia. É por isso que julgo que as reuniões iniciais, as conversas e esclarecimentos como aconteceu com quase Abade Fariatodos, são muito importantes. A pessoa «entra» na psicoterapia de olhos abertos e com uma disponibilidade para superar as suas dificuldades, que vai avaliando a pouco e pouco e à medida que se vai treinando. Os livros servem para isso.

Como é que isso é possível?
− Para que isso seja possível, depois de ter publicado o livro BIBLIOTERAPIA (Q), estou interessado em publicar o AUTO{psico}TERAPIA (P), mas só se houver gente interessada em saber de que modo cada um pode fazermario-70
facilmente a sua psicoterapia. Se com essa experiência e sem mais consultas, puder ajudar, de imediato, pelo menos 10% das pessoas envolvidas, dou-me por satisfeito. Depois, será possível ajudar as restantes com mais algumas sessões, quer em conjunto, quer individualmente. Só com essas sessões iniciais, vou ter pessoas aptas a fazer a autoavaliação dos seus sintomas, a autoanálise ou o diário de anotações e os treinos iniciais para o relaxamento mental. Essas pessoas poderão depois divulgar as informações e dar a sua opinião acerca de autoterapia ou psicoterapia com pouca ajuda.

E depois disso o que se faz?
− Depois, se cada um não conseguir escrutinar devidamente as suas dificuldades, torna-se mais fácil e rápido fazer isso individualmente para a preparar para a Imaginação Orientada (IO), porque cada um já deve ter recordado muitos momentos pqsp2bons da sua vida, necessários para a TEA. Nem queira saber a economia que se pode fazer e o alívio que se pode dar às pessoas que tiverem essas dificuldades. O BILIOTERAPIA (Q) já fala nisso.

As televisões dão programas com psicólogos. O que acha disso?
− Raras vezes os vejo. Mas do que tenho observado eventualmente, parece que os únicos que falam em psicologia são alguns inspectores da polícia judiciária. Os outros, podem falar muito, mas não os compreendo.

E os livros que existem sobre diversos assuntos de psicologia, que tem muitas edições com tiragens bastante grandes?
− Não gosto de falar sobre o trabalho dos outros, mas posso dizer que, na generalidade, comecei a ler dois, um, dum psicólogo eDifíceis-B outro, dum psiquiatra. Coloquei-os de lado, porque nada de novo ou interessante consegui descobrir para mim. É uma linguagem, com conceitos e desenvolvimentos que não me interessam. Eu tenho ideias completamente diversas e o que mais me preocupa é o resultado positivo que o próprio consegue obter. Não fica dependente, seja de quem fôr. Por isso, a resposta do «Calimero» à sua mãe, agradou-me bastante apesar de ele não ter lido quase nada, não cumprido também todas as suas «obrigações» diárias do relaxamento, à hora de dormir, além de nem ter mantido o diário de anotações.

Quer dizer que ele já não necessita de psicoterapia?
− Se isso se passou há cerca de 10 anos e nunca mais necessitou de apoio, de algum modo se tornou autónomo e independente, Joana-Bcapaz de reagir por si próprio. Já não tenho contacto com ele há muito tempo.

Isso é assim tão fácil?
− Não sei se é fácil. Mas, sabendo apenas o modo como funcionam os reforços, especialmente o negativo e o vicariante, a modelagem e a moldagem, muita coisa pode melhorar, encurtando extraordinariamente a psicoterapia. Descobre-se a génese do comportamento e consegue-se alterá-lo ao nosso gosto, tanto quanto possível, utilizando os condicionamentos. É por isso que insisto nos livros e nestas palestras em se pode prevenir os pais acerca das vantagens duma «boa educação» no sentido psicológico, tal como aconteceu com a JOANA (D). Os pais podem ser o principais agentes de mudança. O reforço do comportamento incompatível é a técnica e a arma mais importante a ser utilizada, em abundância. Muita coisa mais se pode apreender nos livros e a colecção específica dos 17 livros que estão a ser preparados para a Biblioterapia, servem para isso. Cobrem a área de psicoterapia, psicopedagogia, interacção social e desenvolvimento pessoal.

Em divulgação…arvore-2

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

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2 thoughts on “AUTOTERAPIA 15

  1. Conhecido de ontem on said:

    Obrigado pelo artigo.
    Para consultar todas as ligações, algumas minhas conhecidas, demorei todo este tempo.
    Vou começar a ajudar o meu amigo começando por obrigar a ler tudo o que foi recomendado.
    Os livros, não sei onde os irei buscar.
    Contudo, como diz, as palestras poderiam ajudar muito.
    Muita gente está nas mesmas condições.
    Mais uma vez, obrigado.

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