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ELEIÇÕES 2015

Ontem, enquanto via e ouvia na televisão as últimas propagandas falaciosas, emocionais, entusiásticas  e maledicentes dos diversos partidos políticos, lembrei-me que hoje seria o dia da reflexão.Imagina-B

Por isso, quando me fui deitar, depois da meia-noite, quis entrar em Imaginação Orientada (J) para rever o meu percurso de vida. Quase não tive tempo de espera para entrar numa agradável sonolência que me levou a recordar os meus 40 anos sob o detestável regime de Salazar, secundado, miseravelmente pelo Marcelo.
Se o seu regime serviu para colocar as finanças em ordem, ao fim dos seus primeiros 10 anos, devia ter treinado gente capaz de assegurar uma boa governação. E era possível em qualquer parte do território.
Devia ter tentado melhorar a governação nos territórios ultramarinos, sem os transformar em «colónias», imitando
espuriamente os restantes países da Europa. Que potencial seríamos hoje, em todos os continentes, com a inclusão do Brasil! E Acredita-Bque respeito iríamos merecer de todo o mundo!
Ele devia ter admitido e até incentivado ideias diferentes das suas, para melhorar o tecido político nacional, sem o transformar monoliticamente num partido único.

Lembrei-me dos padres que, do alto dos púlpitos, dizem quase literalmente: “Faz o que eu digo e não faças o que eu faço”. Contudo, parece que esta é a regra mais comum em quase todas as religiões ou pseudorreligiões e cultos religiosos, em que se verifica o aparecimento de casos de pedofilia e o enriquecimento dos seus Bibliodirigentes, que vivem com todo o fausto. E nos partidos políticos? Felizmente, parece que o Papa Francisco está a divergir destas ideias, atitudes e comportamentos.

Recordando toda a revolta que tinha albergado em mim contra esse regime, lembrei-me da minha satisfação com o «25 de Abril» e da desilusão que comecei a ter desde 2 de Maio de 1974.

Depois das primeiras euforias, todos queriam para si aquilo que era dos outros, sem se preocuparem em saber se era justo, equitativo, necessário e para o bem comum. Assim, com o aparecimento dos primeiros partidos políticos legais, depois da «famosa» União Nacional, todos «arrotavam» a democracia a cada instante, dando-lhe adectivações Consegui-Besquisitas, como se a democracia não fosse única e essencialmente orientada numa governação baseada na vontade popular, descoberta com a sua expressão pela maioria. Foi o que a Grécia nos «ensinou» em tempos….

Desde quando é que tivemos isso, sem ser através das ideias ou ideologias dos chamados líderes que começaram a surgir de diversos aglomerados de pessoas interessadas em manter os seus privilégios, senão aumentá-los, além de proteger os que os apoiavam, dando-lhes também alguns benefícios para os manter na mesma esfera política e sob a sua dependência?

Deste modo, começou o clubismo dos partidos que mais se interessaram em fortalecer o «poder» dos seus líderes, Saude-B
arrebanhando para a sua esfera os diversos e inúmeros apoiantes que se limitam a seguir o chefe ou a «beber» as suas palavras, sem qualquer sentido crítico.

Tudo isto se reflecte nos anúncios radiofónicos e televisivos, se não forem os mesmos a «inquinar» a política partidária com os seus comentadores e opinadores. Tinha acabado de ver uma locutora com um decote muito generoso, como o Mourinho a aparecer com a sua filha. Seguir esses modelos, obtendo deles reforço vicariante é muito mau para a personalidade de cada um. Usar um decote avantajado, cortar o cabelo dos dois lados da cabeça deixando uma poupa por cima, vestir calças de boca-de-sino, ou ter qualquer outro comportamento Psicologia-Bporque cada um gosta dele e o acha correcto, pode ser bom. Mas, fazer qualquer dessas coisas só porque os outros fazem, ou porque alguns dizem que é moda, sem qualquer sentido crítico, mostra uma dependência deplorável numa personalidade imatura, sem qualquer autonomia e, provavelmente, inferiorizada. É uma espécie de «Maria-vai-com-as-outras». E quando as «Marias» e as «outras» forem muitas, entra-se no domínio da multidão anónima que não sabe o que faz, tornando-se irresponsável. É o que parece acontecer com as claques de futebol e as multidões que se aglomeram nas diversas festividades e festanças. Qual o resultado? Não acontecerá o mesmo nas seitas religiosas? Se não, qual a razão dos desfechos de suicídios e outros acontecimentos que são muitas vezes anunciados espectacularmente, sem ninguém se importar em prevenir factos Joana-Bfuturos semelhantes?
Por este motivo, é extremamente importante ter muito cuidado com as psicoterapias, para que os «pacientes» não fiquem
dependentes
do psicoterapeuta. E, com que resultados ou efeitos secundários ou colaterais?

Tudo isso pode ser tão facilmente reduzido com uma profilaxia em que a «EDUCAÇÃO» dada em casa pressuponha o conhecimento mínimo de algumas normas do funcionamento de Psicologia do indivíduo isolado e em interacção com a sua sociedade!
Pode-se facilmente ajudar as pessoas a terem a sua personalidade devidamente estruturada, com autonomia, independência e Interacção-B30criatividade. Se quisermos que exista uma democracia, temos de fazer os possíveis para que isso aconteça. Para construir uma democracia, é necessário que todos estejam num estado de espírito em que a pessoa seja autónoma, independente, com vontade própria, desejando que a sua sociedade se conduza duma determinada maneira, sem menosprezar ou prejudicar quaisquer outros que pensem de forma diferente, mas tentando chegar a uma confluência de ideias em que se colabore para o bem de TODOS ou, pelo menos, da maioria. Para isso, é necessário que exista a noção de solidariedade, equidade e humanismo. Isso, até se vê em muitas sociedades de animais que são consideradas por nós, irracionais.
Nessas sociedades, conseguem-se descobrir «muito ricos» e «muito pobres» que vão aumentando cada vez mais, à custa de mario-70
quase todos os restantes, que vão ficando cada vez menos remediados, até chegarem quase à miséria e indigência? Que tipo de sociedade humana queremos construir? Que herança vamos deixar para os nossos vindouros?

Para que as vontades da maioria sejam postas em prática, temos de indicar executores que serão por nós nomeados e que, ao longo dos tempos, irão dialogando com os líderes dos grupos de vontades diversas, para se chegar a uma solução satisfatória para a maioria. Por isso, é imprescindível dar a cada um desses grupos uma possibilidade ansolutamente equitativa ou igual de comunicar as suas ideias e propostas. Todos serão candidatos, em igualdade de circunstâncias. Cada um destes agentes, a liderar o seu grupo, deve fazer uma análise da sociedade do momento, analisando-Organizar-Ba de forma lúcida, racional e objectiva, segundo o seu ponto de vista, propondo medidas adequadas e exequíveis, sem se preocupar em menosprezar e achincalhar qualquer dos outros «colegas». Não são necessários espectáculos de prestidigitação, de ilusionismo ou quaisquer outros para «espantar o burguês» crédulo, que se pretende atrair para a sua esfera de influência. Basta informar e divulgar. O eleitor, sendo todos os candidatos tratados com igualdade e descobrindo-se o seu passado, deve ter a lucidez suficiente para se aproximar do projecto que mais lhe interessa. Se não, irá adquirir gato por lebre para depois se arrepender, talvez amargamente.
Na sociedade humana, isso só se pode fazer expressando a vontade através do voto que deve ser consciente, sem ideologias espúrias, de acordo com as conveniências de cada um e com a colaboração de todos.Maluco2
Portanto, votar é uma obrigação, um dever e não apenas um direito.
Timor, no momento da sua independência, deu-nos a lição que podemos muito bem seguir. Quem não votar vai, seguramente, prejudicar o seu semelhante porque pode não ficar satisfeito e ter de se preocupar apenas com posteriores manifestações e greves que se poderiam evitar, se tudo corresse, mais ou menos, sobre rodas. E é possível, pelo menos, começar a implementar este sistema com toda a aprendizagem que fizemos nos últimos 40 anos.

Em divulgação…arvore-2

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4 thoughts on “ELEIÇÕES 2015

  1. Mário de Noronha on said:

  2. M. de Noronha on said:

    A Amaral Dias a desnudar-se publicamente sem ser seu hábito, o António Costa ficar aos saltinhos, o Passos Coelho apresentar o crucifixo, são comportamentos tão ridículos que ficam mal num político que se diz sério e em quem possamos confiar no futuro. Parece que quer dar nas vistas dizendo: “reparem em mim, votem em mim”. O que fará depois, se for eleito?

  3. Para que não houvesse o descalabro que se verifica agora, bastava apenas que o auto-intitulado «grande macroeconomista», nas circunstâncas actuais, indigitasse Passos Coelho para formar governo, já que o partido ou a coligação PàF tinha ganho as eleiçoes com uma maioria relativa.
    Se não conseguisse passar na Assembleia, chamaria o PS de António Costa para formar um governo estável.
    Se esse governo também não desse resultado, nomearia um governo de gestão de sua iniciativa, ouvido o conselho de Estado e mais personalidades que entendesse.
    O resto, competiria ao novo PR.
    Contudo, se houvesse alguma visão do futuro, não como a da «austeridade», bastaria ter marcado as eleições para o primeiro semestre de 2015, o que evitaria todos estes cenários e, provavelmente, já teríamos um governo que governasse sem desentendimentos com o resto da Europa.
    Não sei o que ensinam nas universidades onde todos estas ilustres luminárias foram treinadas, mas o bom senso não deve existir além das matérias teóricas que vão impingindo, cada um à sua maneira, com investigações que não tomam em conta a realidade «real». E que tipo de carácter têm esses governantes? De que famílias são provenientes? É pena, mas é verdade, porque o mal pode começar por aí.

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