PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Novembro, 2015”

ROUBOS AFECTIVOS – 2

Sr. Dr. Noronha
Ontem estive no café a ver se o via passar por lá, como habitualmente.Biblio
Como não o vi, vou dar algumas notícias de interesse.
O meu amigo, o Felício, já sabe que vai trabalhar temporariamente durante um ano na empresa onde está a fazer o tal estágio/formação.
Ele sente-se muito melhor e vai constantemente ao seu blogue para ler coisas que lhe interessam.
Em conversa com o seu formador, com quem está a manter um bom relacionamento, soube que o filho dele, de 9 anos, está a «furtar» umas coisas de casa. Antigamente eram canetas, bugigangas que desapareciam. Agora chegou ao dinheiro e a mãe deu por isso, por acaso, quando tinha uma certa quantia na carteira.
O Felício, que visita muito este blogue, foi a este artigo e ficou confuso. Ele quer ajudar o pai do rapaz a ver se consegue resolver
mario-70o problema sem ir aos psicólogos que são caros e quase indisponíveis.
Como tem um dia de folga à sua escolha, ele desejava falar consigo para lhe pedir mais uma ajuda.
Quando é que poderá ser? Ele tem de escolher o dia.
Se o puder ajudar, eu também vou ficar muito satisfeito, já que nem temos disponibilidade para comprar livros quanto mais para consultas e o problema pode agravar-se.
Já sei que os conselhos que são dados na televisão e nos jornais podem ser contraproducentes.
O Felício está muitíssimo satisfeito e ele vai estar atento a este “Mãozinhas que «roubam»” para obter a sua resposta.Joana-B
Já sabe que o senhor prefere comentários aos emails porque abrange muito mais gente.
Mais uma vez obrigado.
Conhecido de ontem.

Resposta ao comentário do «Conhecido de ontem» submetido em 2015/11/20:

Ontem, não pude passar pelo café porque tive de fazer exames médicos de rotina.
Como na próxima semana estarei disponível, poderemos falar.Psicologia-B
Dessa conversa, para abranger mais gente, irei fazer um novo post intitulado “Roubos afectivos 2” .
Entretanto, peço que o Sr. Felício consulte todos os posts relacionados com reforço negativo, vicariante e do comportamento incompatível.
Estarei ao vosso dispor logo depois das 9 horas.
Bom fim-de-semana.
M. de Noronha

Quando passei pelo café habitual, o Sr. Felício veio ao meu encontro para me convidar a entrar e sentar-me à mesa com ele. A conversa mantida foi, resumidamente, mais ou menos a seguinte:Interacção-B30

F.: Já consultei os artigos relacionados com os reforços vicariante, negativo e do comportamento incompatível. Para mim, estão mais compreensíveis do que o das Mãozinhas que «roubam»”.
M.N.: Esse post foi elaborado, há muito tempo, para dar resposta a uma bloguista brasileira que se apresentava como psicóloga e dava conselhos. Passado algum tempo, disse que ia cursar Direito, em Minas Gerais. Contudo, o seu blog estava também cheio de produtos cosméticos e de apresentação de trabalhos de estética. De facto, não sei quem era e a que é que se dedicava, mas falava numa linguagem que se utiliza em psicanálise e em interpretações psicológicas, tal como fazem muitos parapsicólogos e astrólogos. É um assunto que não me diz respeito.Imagina-B

F.: Fiquei confuso, mas parece que percebi. O que me interessa agora, é saber se poderei dar algum apoio ao meu formador, com quem estou a dar-me muito bem e pode servir-me de aliado para o futuro. Ele é quadro superior e muito bem colocado na empresa. O filho dele começou por fazer desaparecer umas canetas e pequenos presentes que os pais compravam quando eram baratos para servirem de presentes de Natal, aniversários, etc. Parece que os tirava e vendia ao desbarato, aos amigos. Agora que tirou algum dinheiro da carteira da mãe, deram com o caso porque as finanças estão muito apertadas. 
M.N.: Já compreendi. Em psicologia chamam-lhes «Roubos afectivos». Existem muitos psicólogos que aconselham a comprar um cão ou um gato para fazer companhia à criança, isto é, aumentar-lhe a afectividade. Não sei como. Se tentarmos Saude-Cresolver ou minimizar a situação com a companhia de cães, gatos, etc. e se as crianças obtiverem algum alívio para o seu desconforto, podemos deixa-las na dependência dessas coisas. É o mesmo que acontece com as drogas e o álcool. Também existem alguns idealistas que dizem que brincar com as guerras (D) torna as crianças imunes às guerras de verdade. São ideias com as quais não alinho de modo algum.

F.:Então, qual a solução a ser adoptada?
M.N.: Não é fácil nem rápida. Leva muito tempo e exige o envolvimento dos pais. Para isso, também eles têm de saber alguma coisa sobre Psicologia, como ciência e não como uma forma de dar conselhos e fazer interpretações. Exige acção e, às vezes, sacrifício e persistência. Isto quer dizer que, depois de analisado o caso em si, às vezes com provas psicológicas, será possível descobrir a causa dos efeitos que não nos interessam, isto é, furtar dinheiro ou outras Acredita-Bcoisas. Geralmente, nestes casos, se o comportamento dos pais for modificado, o efeito de furtar dinheiro ou outras coisas pode ser alterado.

F.: Como é que se pode fazer isso na prática?
M.N.: Antes de tudo, é essencial compreender que, se não for, de facto, falta de dinheiro, esses roubos podem querer dizer qualquer outra coisa. Se a criança não tiver contacto e envolvimento suficiente com os pais, tal como os diversos exemplos que dei no livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) e expliquei isso em muitas consultas, podem acontecer coisas que resumi no livro da JOANA (D). Essa insatisfação (ou falta de satisfação) sentida pela criança pode funcionar como punição que a criança deve querer evitar ou aliviar. Se a criança chegar a sentir que os pais ligam Consegui-B
mais importância ao dinheiro ou aos presentes do que a ela, pode sentir-se punida e, como compensação, querer ficar com dinheiro ou presentes, à semelhança dos pais. Com este procedimento, pode sentir algum alívio na punição, o que se traduz em reforço secundário negativo, tal como fazem os alcoólicos que bebem, só para «afogar as mágoas». Se este comportamento for continuado, pode ser viciante e conduzir o indivíduo a ter comportamentos de se apropriar de muitas coisas mais. Não julgue que os comportamentos dos corruptores e dos corruptos, daqueles que querem o poder a todo o custo, dos que querem enriquecer de qualquer maneira, não começam a ser formados a partir destas idades. Temos muitos exemplos disso. Depende também do comportamento dos pais, dos modelos que eles proporcionam, dos reforços que eles vão dando ao longo da vida e das oportunidades que os próprios vão tendo com esses reforços, obtidos a partir de alguns sucessos e insucessos. É a moldagem do comportamento.Maluco2

F.: Isto é complicado. Então, o que é que se deve fazer?
M.N.: Não lhe pedi para consultar alguns posts? Com essa consulta, deve ter conseguido deduzir que a companhia dos pais e o envolvimento familiar são muito importantes para a criança, especialmente quando ela está a formar ou estruturar a sua personalidade. Ela vê os exemplos caseiros e os conceitos dimanados pelas acções dos pais e pela sociedade. Se a criança estiver bastante tempo com os pais, conversar com eles, conseguir apresentar as suas dúvidas, obtendo os esclarecimentos que lhe interessam com esse envolvimento, não ficará na dependência dos colegas ou dos mais velhos que lhe prestem, eventualmente, alguma atenção (F). Em qualquer momento da Psicopata-Cnossa vida, procuramos ser bem-sucedidos e apreciados por outros. Chamam-lhe hoje em dia autoestima, o que me parece duvidoso. Com o convívio que é necessário manter nestas condições, com troca de impressões e de informações, os pais podem ficar a saber muita coisa acerca dos filhos, da mesma maneira como os do grupo conseguem descobrir. Quais são as suas companhias? Que actividades lúdicas ou desportivas praticam? Quem são os instrutores? Qual o seu relacionamento com eles? Quais as suas ideias gerais sobre a moral e a sociedade? Tudo isso tem importância no convívio com os filhos. Repare que todas as crianças, como qualquer de nós, querem ser felizes. Procuram a felicidade e, se não a sentirem dentro de casa, irão procura-la fora dela. Neste aspecto, a necessidade de ser bem aceite pelos outros é importante, o que pode conduzir à entrada em grupos que podem não ser os mais adequados. Essa força de afiliação pode deixa-los «amarrados» a grupos que não interessam, dos quais passa a Depressão-B
ser difícil sair e dos quais os pais podem desconhecer a existência se não tiverem um bom contacto e convivência com os filhos. Essa força de afiliação que une todos, até pode ser utilizada, em muitos casos, para fazer chantagens e até para formar grupos de interesses ou de combate. Verifica-se isso muito nas sociedades chamadas «civilizadas», mas com grandes desníveis sociais e falta dum autêntico convívio familiar. Contudo, muitas vezes, as profissões dos pais deixam-nos tão absorvidos que não prestam a mínima atenção aos filhos e cumulam-nos de dinheiro e presentes como compensação. Também existem famílias em que os pais necessitam de ter uma vida social intensa, deixando os filhos quase desamparados ou ignorados nas mãos de outros (F). Quando o bom convívio familiar não acontece, a maior parte das vezes, a procura para formar grupos com indivíduos em condições semelhantes é inevitável, o que pode começar pelos «roubos afectivos».Psi-Bem-C

F.: Como se poderá combater isso na prática?
M.N.: Antes de tudo, os pais têm de manter com os filhos um relacionamento agradável, amistoso, permanente e estável. Querer saber dos trabalhos escolares dos filhos, das suas amizades, das horas de lazer, das comunicações que eles estabelecem e muitas outras coisas do género, têm de ser o objectivo principal sem, contudo, invadir a sua privacidade. Este conjunto de acções, pode melhorar a comunicação entre gerações de culturas diferentes como as de antes e depois do computador, dos telemóveis e dos concertos ao ar livre. Quanto maior a força de afiliação a ser formada e mantida em casa, maior a possibilidade de «conhecer» o «outro» − os filhos Difíceis-B− e maior a coesão na própria família. Com isso, julgo que a maior parte das causas que levam aos tais «roubos afectivos» podem ficar desmanteladas. Se não for isso, julgo que só os especialistas podem dar algum apoio estudando bem todo o caso, englobando o relacionamento familiar.

F.: Quer dizer que as consultas são necessárias.
M.N.:Não digo que sejam necessárias em todas as situações, por razões muito simples. Também é por isso que mantenho este blog e, com a experiência clínica de mais de 40 anos, estou a reorganizar, remodelar e ampliar tudo o que publiquei, que não ficou ao meu gosto e que fica agora englobado numa colecção de 17 livros que me parece bastante útil tanto em psicologia geral, como em psicoterapia, psicopedagogia e psicologia social. Deixe-me também neuropsicologia-Bdizer que nesses livros estão expostos muitos conceitos, situações e soluções conseguidas em muitos casos que foram às consultas, que poderiam ser minimizadas ou reduzidas se os «pacientes» fossem detentores das noções que lhes são dadas em consultório. Repare que nas consultas temos um tempo limitado, inclusive, para expor coisas que se podem dizer em público e a muita gente ao mesmo tempo. Às vezes, só isto, é uma forma de compreender o comportamento e descobrir as causas que ocasionam os desequilíbrios.
Com a depressão do Antunes, houve necessidade de lidar primeiro com o insucesso escolar da filha, resolvido por ele, mas depois de muitas «conversas» comigo. E os conceitos e modos de actuação que ele obteve com leituras posteriores? Não foi isso que o ajudou a dar apoio psicopedagógico à filha, «resolver» a sua própria depressão e
melhorar o estado de desequilíbrio da mulher? Se não fosse assim, as consultas resolveriam este caso da mesma maneira e com Organizar-Ba mesma, celeridade, economia e comodidade?
Com a Cidália, quem diria que os pais eram a sua fonte principal de depressão? Com um grande empurrão do seu «tio» Antunes, ele não enveredou por uma psicoterapia, económica, cómoda e rápida, desde que aliada à leitura de vários apontamentos e livros, treino pessoal e muita persistência? Não teve de «descobrir» o seu passado e procurar aí a origem ou «causa» dos seus problemas do momento? Como poderia o comportamento dos pais, tão comum em muita gente, desequilibrar a sua estabilidade emocional?
Com a Cristina, por «não se considerar maluca», o apoio não teve de ser dado disfarçadamente, como conversa. Se fosse em consultório, seriam despendidas menos horas. Se fosse em palestras em grupo, o tempo seria ainda menor e, se ela resolvesse Respostas-B30ler os livros antecipadamente, muito mais se teria poupado em tempo, comodidade e dinheiro. Porém, se ela, depois de leituras, começasse por praticar em casa, comodamente, à noite e à hora de dormir, tudo o que está preconizado em AUTO{psico}TERAPIA (P), o tempo seria muitíssimo menor. Afinal, a causa do seu desequilíbrio era só uma «educação esmerada» dada «civilizadamente», sem se enquadrar na ciência do comportamento.
Existem ainda outros casos do Júlio (E), do Joel (G), da Isilda, da «nova paciente» (H), da Germana e do Januário (L). Tudo isso está explicado para que as pessoas, revendo-se nos outros, vejam como podem proceder cómoda e economicamente, despendendo os menores recursos possíveis, porque se podem basear nas experiências apresentadas.

F.: Mas falando agora no rapazito, se eu informar os pais acerca disso, eles poderão fazer alguma coisa em relação ao filho? DIA-A-DIA-C
M.N.: Não posso dizer categoricamente que sim. Mas, para salvaguarda da situação, quando chegar a casa, vou fazer um novo post dedicado a este assunto, com o resumo da nossa conversa, para que, tanto os pais como outras pessoas leiam e aproveitem. Espero que os pais também possam ler alguma coisa dos livros que já estão publicados. Também é por isso que já actualizei o livro da JOANA e fico à espera de o publicar quando tiver inscrições suficientes. Não o desejo entregar às editoras porque saem do meu controlo e da possibilidade de sua actualização, o que é mais realizável com minhas edições digitais, muito reduzidas.

F.: Estou a compreender que, se os pais do rapaz mantiverem um bom contacto com o filho, as suas «Educar»-Bdificuldades poderão ser reduzidas ou eliminadas.
M.N.: Quero alerta-lo para mais uma coisa. Quando falamos em comunicação, esquecemo-nos, às vezes, que o contacto humano directo é muito importante. Lembro-me perfeitamente que tive de apoiar uma vez uma jovem, casada, mãe dum filho, filha de pais separados, mas que se davam civilizadamente bem, especialmente com essa filha única que tinha dificuldades no relacionamento com o público e alguma «mania de grandeza». Ela estava longe dos pais e morava próximo dum tio, também conjugalmente separado, que a apoiava em tudo. Como havia dificuldade financeira em fazer psicoterapia, aconselhei-os a ler alguns posts mais relacionados com o caso dela, além de alguns livros, num dos quais estava incluída a história da Cristina. Também deveriam manter uma boa comunicação com ela e dar-lhe reforço do comportamento incompatível. Passado algum tempo, quando encontrei esse Adolescencia-Btio, ele disse-me que no serviço dela estava tudo resolvido porque a tinham transferido do lugar e ela divertia-se muito nas festas em casa de amigos. Mostrava-se muito satisfeita. Isto levou-me a pensar que poderia não ser por muito tempo e que qualquer nova adversidade a poderia afectar, já que não tinha aprendido a ultrapassa-las. O tio telefonava-lhe mais do que uma vez por dia para manter uma boa comunicação, mas não tinha lido qualquer livro, porque se destinavam a ela (Q/20,40). É uma tristeza os familiares não compreenderem a influência que exercem uns nos outros e descobrir que alterando apenas essa interacção, muita coisa pode mudar. Para isso, é necessário saber como, conhecendo a ciência do comportamento e tentando descobrir as causas do desequilíbrio.neuropsicologia-B

F.: Qual a solução para isso?
M.N.: Como tinha sido explicado no início, a dificuldade dela, era enfrentar o público pessoalmente. Em vez de conseguir ultrapassar essa dificuldade, o que seria possível com a ajuda do tio, ela foi transferida para o atendimento pelo telefone. O problema manteve-se e ficou «em banho-maria», adiado para uma próxima oportunidade, em que talvez se diagnostique qualquer outra coisa e se tente «atamanca-la» com comprimidos e baixas médicas. Por causa disso, em vez de «empurrar» o problema para os outros, os pais têm de ter conhecimento da ciência do comportamento e agir em conformidade. Os pais ou os mais velhos não se podem limitar a mandarpsicoterapia2 ler em vez de ler, compreender e actuar. Só esta acção pode reduzir em muito os custos com a psicoterapia, reduzindo imensos desequilíbrios psicológicos e até prevenindo-os, como deve poder acontecer com o rapazinho de que me está a falar.

F.: Acha que assim é melhor?
M.N.: A grande preocupação dos pais, numa boa educação, deve ser a de tornar os filhos, sensatos, equilibrados e especialmente, independentes e autónomos. Os pais não estarão cá a vida toda para os ajudar e amparar. Podem ter algum azar e deixar as crianças desamparadas. Se elas aprenderem a ser autónomas, independentes e sensatas, embora com a maior afeição e ligação aos pais, tal como aconteceu com a JOANA (D), os pais podemstress2 ficar muito mais descansados e viver tranquilamente e em paz. Caso contrário, podem ter de ajudar os filhos em todas as suas dificuldades futuras porque eles não aprenderam a resolver as situações autonomamente. É a vantagem duma boa educação de que falo constante nos livros, especialmente depois de ter tido contacto com o Joel (G), que tentou matar a noiva por três vezes, sem sucesso, mas também sem muita vontade, nem intenção. O que ele queria era que ela não o abandonasse para ele não se sentir como se tinha sentido desde criança, totalmente abandonado pelos pais e quase pela única avó a quem fora confiado.

F.: Compreendo que encaixar todos estes conhecimentos não é fácil, nem se pode fazer com meia dúzia de consultas. Também estou a ver que vários livros podem custar bastante menos do que uma só consulta. Se eu consegui molhar2alguma coisa só com a leitura dos artigos do seu blogue, os outros também o devem conseguir ainda melhor com a leitura de livros. Dá para pensar e aconselhar o meu amigo.
M.N.:De facto, se o senhor conseguiu melhorar muito, apenas com a leitura dos posts, mas com bastante compreensão dos mesmos e muito treino, qual a razão de outros não conseguirem alguma coisa com a consulta dos posts, além da leitura de livros? O «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) ainda não está publicado, mas têm as edições anteriores da Plátano e da Clássica. É por isso que mantenho os blogs e vou dando respostas aos que fazem comentários. Depois, se as pessoas não conseguirem os seus desejos, podem marcar consultas para esclarecimento e orientação, sabendo que também fazem parte do problema e que devem mudar o seu comportamento. Contudo, antes de escolher o psicólogo, é bom que se obtenham informações acerca da sua idoneidade, competência e homem2seriedade. Caso contrário, poderão sair opiniões como a do «síndroma de alienação parental». Em que estado estará agora a «Maria»?

F.: Mas em relação aos livros, onde é que ele os poderá adquirir? Porque não os publicita?
M.N.: Já tive ocasião de dizer que não estou interessado em publicidade. Interessa-me apenas informar e divulgar essa informação acerca da existência dos livros e sua utilidade. Quem quiser, dirige-se ao blog e tem o meu endereço do e-mail para onde pode escrever e solicitar os livros que desejar, inclusive alguns da Plátano, Depress-nao-BClássica e Hugin, que ainda tenho em meu poder. Os do Centro de Psicologia Clínica, estão comigo e posso fornece-los logo.

F.: E se ele quiser ir à consulta como é que faz?
M.N.: O seu amigo tem o número do consultório onde trabalho por marcações pessoais. Situa-se em Mem Martins, próximo do Centro de Saúde. Se quiser mais informações, pode utilizar os comentários do blog ou enviar um e-mail. Embora eu me dedique só à psicoterapia, se necessitar de exames ou qualquer outro apoio, a Drª Graça Martins, que trabalha no consultório da Fisioconvento, em Mafra, e no Psicais, em Cascais, dá-me todo o apoio, com casos2confiança.

F.: Obrigado por esta grande conversa. Vou tentar ajudar o meu formador.
M.N.: Oxalá que tenha sorte e que ele consiga aquilo que deseja. Da minha parte, vou para casa passar tudo isto a limpo para publicar no blog que pode ajudar mais gente. Boa sorte.

Em divulgação…

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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AUTOTERAPIA 21

“Senhor Dr. Noronha.
Como não o tenho visto passar pelo café nas duas últimas semanas e o meu amigo também não, faço este comentário porque
o prefere aos e-mails.

O meu amigo sente-se muito melhor e parece que vai conseguir trabalhar na empresa em que está a fazer o estágio ou formação.
Ele gostaria de saber melhor quais são os fundamentos da «sua» psicoterapia, porque não compreende a razão de o senhor não parecer simpatizar muito com as tradicionais, MINDFULLNESS, PSCOLOGIA POSITIVA, MEDITAÇÃO, REIKI, IOGA, etc.
Gostaria de me encontrar consigo para fazer várias perguntas esclarecedoras.
Fiquei ainda mais curioso quanto aos fundamentos dessa psicoterapia, especialmente depois de ver a entrevista de Marta Rangel ao Prof. Sampaio da Nóvoa no programa “Conversas com Vida” do Económico.
Desde já agradeço a sua disponibilidade.
«Conhecido de ontem»

 

Antes de tudo e apesar da demora, deixe-me agradecer a sua simpatia e dizer-lhe que nesta semana devo estar mais disponível. Estive engripado, mas estou melhor e passarei pelo café. Entretanto, peço que leia cuidadosamente todos os posts relacionados com os temas citados e com a Autoterapia e Biblioterapia, além de quaisquer outros, citados nos mesmos posts. Da minha parte, vou tentar ver essa entrevista nas peças que ficam gravadas automaticamente na televisão.
Até à próxima
M. de Noronha

Perante este comentário e depois da resposta que enviei, fui descobrir a referida entrevista, que achei muito interessante e fiquei à espera de encontrar o «Conhecido de ontem» no café costumeiro mantendo com ele, «resumidamente», o seguinte diálogo.

Biblio

CO: Muito gosto em vê-lo depois de bastante tempo e muito obrigado pela ajuda que deu ao meu amigo. Ele também está muito satisfeito. No que toca à entrevista citada e aos seus métodos psicoterapêuticos, o que é que me diz?
MN: Nessa entrevista, existem pontos de convergência com a psicoterapia, especialmente, no que se refere à autonomia e à utilização de todos os recursos de que a pessoa possa dispor. Ele parece ser muito pragmático e realista.
A psicoterapia que proponho, essencialmente pragmática, embora conduzida em consultório, também pode Acredita-Bser realizada por cada um, desde que a pessoa leia o suficiente, entenda bem os mecanismos do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção com a sociedade, pratique bastante aquilo que é necessário, com tenacidade e perseverança, e tenha a humildade suficiente para analisar o seu comportamento, com bom senso, descobrindo os «erros» cometidos e o modo de os ter podido ultrapassar, ou ultrapassá-los no futuro. Temos claramente o exemplo do Antunes (B).
A minha divergência em relação aos métodos de Reiki, Mindfullness, etc. baseia-se essencialmente em parecerem métodos de trabalho, com filosofias próprias e procedimentos exclusivos. Qualquer deles diz o que se deve fazer. Parece uma receita em que não deve haver inovação nem misturas. Não estou a pô-los de parte mas não me submeto aos Consegui-Bmesmos, embora possam complementar ou suplementar tudo aquilo que digo e que cada um deseje fazer.
O que eu proponho, é fornecer os ingredientes, alertar as pessoas para a sua utilização, dizer como funciona a cozinha e apresentar também um cozinhado ou vários, já preparados. Cada um pode utilizar os ingredientes que quiser, como entender, seguir um modo de cozinhar já apresentado, variá-lo ou preparar a «sua» receita, e ainda, descobrir receitas novas mais agradáveis para si.
Nas receitas que se apresentam na Mindfullness e outras, quem cozinha, fica dependente das mesmas e confinado aos seus procedimentos. Na minha apresentação de ingredientes e cozinhados já preparados, com os respectivos resultados, cada um pode seguir os exemplos apresentados ou inovar à sua maneira e obter aquilo que pretende. Difíceis-B
Não fica dependente
duma receita, nem daquele que a apresentou. Estou a fomentar, essencialmente, a independência, a autonomia e até a criatividade. Como já deve ter lido, aquilo que aconteceu com o «Calimero» (M) é bastante elucidativo e nunca esperei atingir os resultados obtidos, especialmente com a rapidez com que se conseguiram, apesar de ele não praticar quase nada do que era necessário, além de ser avesso a leituras, à autoavaliação, à escrita do diário e ainda mais à manutenção da autoanálise e do relaxamento mental continuado, que são quase essenciais.

CO: Porque é que diz isso? Como é que quer que as coisas se façam?
MN: Vou tentar explicar esmiuçadamente tudo aquilo que está estipulado apenas no «AUTO{psico}TERAPIAPsi-Bem-C (P), que é um manual de apenas 86 páginas, das quais, menos de 45 são necessárias para cada um obter o resultado que pretende. Mas, como já tive ocasião de dizer, o interessado tem de ler muitas mais coisas, entendê-las e praticar ou treinar o essencial.

CO: Estou ansioso por ouvir tudo isso.
MN: Antes de tudo, uma pessoa com dificuldades ou desejo de melhorar, tem de definir ou escrutinar aquilo que interessa reduzir, eliminar ou aumentar. É como ir às compras e definir aquilo que se deseja ou não deseja. Se não, a pessoa pode ser facilmente influenciada e ficar dependente daqueles que lhe quiserem impingir algum produto desnecessário ou até prejudicial. Como é que uma pessoa pode pretender reduzir as suas dificuldades sem saber Consegui-B
aquilo que deve reduzir e em que medida? Quem, melhor do que o próprio, consegue saber aquilo que deseja? Quando vamos à consulta, temos de ser nós a apresentar as nossas queixas, dizendo depois ao especialista se conseguimos melhorar ou piorar. Essa autoavaliação é a discriminação das dificuldades com a avaliação da força com que elas nos incomodam. Para isso, existem as tais tabela e escala, com exemplos. Com isso, podemos «seguir» o percurso das nossas dificuldades, monitoriza-las e saber quando, de que modo e com que meios elas ficam debeladas ou aumentadas. Para isso, temos de ter um registo cronológico. Com o «Calimero», fui eu que tive de fazer tudo isso! Não poderia ser ele a fazê-lo? Tinha de absorver o tempo da consulta, para o psicólogo fazer isso por ele?Maluco2

CO: Mas isso é importante?
MN: É essencial. Quase todas as dificuldades têm as suas origens ou causas que provocam efeitos que não nos interessam ou que nos incomodam. São, muitas vezes, factos que vivemos ou recordações que nos provocam sentimentos, sensações, desconfortos ou comportamentos que não desejamos. Se não soubermos as causas que provocam essas dificuldades e em que medida elas são alteradas com a nossa nova maneira de proceder, como será possível verificar, controlar e tentar alterar os efeitos conseguidos com os nossos novos procedimentos?

CO: Como é que se consegue isso? Psicologia-B
MN: O relaxamento mental é importante. Contudo, para quem é muito tenso ou descontrolado, o relaxamento muscular pode ser inicialmente necessário para ser continuado depois com o relaxamento mental. O relaxamento muscular é mais fácil de atingir e praticar, porque depende muito de actividade física executada duma determinada maneira. Tentar entrar em relaxamento mental através de técnicas de meditação, etc. também pode ser possível mas, de certeza, deve demorar muito mais tempo e consumir muitas horas por dia. Naquilo que já pratiquei e experimentei com muitos «pacientes», com cerca de uma hora por dia, poucas semanas são mais do que suficientes para entrar em relaxamento mental e conseguir, consequentemente, recordar os bons momentos da nossa vida. É a técnica da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) para entrar depois em Imaginação Interacção-B30
O
rientada (IO), apoiada liminarmente pela autohipnose (J). Quem é que não fica satisfeito em relembrar e «reviver» os bons momentos? Levanta os ânimos.

CO: Para quê são os bons momentos de cada um, se podemos socorrer-nos de muita coisa boa que acontece no mundo à nossa volta e até connosco?
MN: Pode ser que seja um dos segredos e uma arma forte desta psicoterapia. Os bons momentos estão connosco, guardados na nossa cabeça. Não temos de os ir buscar a lado algum, ficando dependentes disso. Contudo, muitas vezes, ficam escondidos e relegados para segundo ou terceiro plano, porque a vida nos «aporrinha» Imagina-Bconstantemente com «chatices» de toda a espécie. Não realçar esses bons momentos pode conduzir-nos à falta de autoestima, como se propala actualmente. Por exemplo, neste momento, estamos a ser perseguidos pelos baixos salários, pensões degradadas e praticamente «roubadas», dificuldade de emprego, necessidade de ajudar os familiares em dificuldades e muita coisa mais, até na saúde e, muito mais, na saúde mental. Entretanto, vemos as grandes empresas e fortunas e crescer desmesuradamente. Os governantes propõem «austeridade» para combater a situação mas, da parte deles, não se nota o mais pequeno esforço neste sentido e até se verifica o contrário. Contratam cada vez mais gente «de topo» e a preços exorbitantes. Beneficiam os mais ricos, que vão prosperando à custa do sacrifício dos muitos mais frágeis. Tudo isto revolta e deixa-nos, pelo menos, num estado de inquietação difícil de minimizar. Se nós não criarmos forças interiores para aguentar a situação, podemos ir-nos Depressão-Babaixo e entrar em frustração. Com isso, qual será a resposta? Uma delas, é atacar quem nos ataca. Se tivermos êxito em evitar essa punição, podemos obter reforço secundário negativo aleatório. Porém, se os castigos continuarem sem conseguirmos fugir deles, podemos entrar em depressão aprendida, donde dificilmente sairemos com facilidade. É uma espécie de desespero total, um abandono de nós próprios. Contudo, o antídoto a empregar, pode ser o de entrar em Imaginação Orientada (J) utilizando as poucas dicas que são dadas no livro da AUTO{psico}TERAPIA (P). Com isso, podemos aguentar a situação com algum estoicismo e até reagir com calma e segurança. Posso garantir que não é fácil, mas torna-se possível. Todas as pessoas com quem lidei neste contexto, conseguiram ultrapassar as suas dificuldades quando praticaram o que era necessário e colaboraram comigo. Mas, a minha ambição é fazer com que as pessoas consigam fazer isso, sozinhas. E isso é possível, nem que seja com uma ligeira ajuda Psicopata-Binicial e algumas explicações dadas em conjunto a muitas pessoas.

CO: Mas, como é que isso é possível? Parece-me muito difícil.
MN: Tem razão e não tem. Como já disse, é difícil, mas não impossível. Dá trabalho e exige persistência. Por isso, as leituras e a compreensão dos mecanismos do comportamento humano são importantes. É essencial compreender isso. É nesse sentido que reorganizei, actualizei e ampliei todos os livros publicados desde 1990, acrescentando «casos» novos com muitas experiências e bons resultados que fui obtendo desde 1975. Os condicionamentos, sendo muito importantes, são os que nos afectam mais. Os reforços também, especialmente o vicariante, que vai tomando conta de nós sub-repticiamente desde a infância. Os exemplos e os neuropsicologia-Bcomportamentos familiares também influenciam e moldam o nosso comportamento num determinado sentido, com os modelos que nos são oferecidos, de mão beijada.

CO: Estou a ficar ligeiramente confuso.
MN: Vou tentar explicar melhor. As leituras podem ser feitas em qualquer momento. Uma viagem, uma pausa, um tempo vago, podem servir para isso. A escolha dos livros pode ser feita por cada um consultando o blog respectivo. Aí existem livros sobre a teoria e a prática da Psicologia e da Psicoterapia. O livro BIBLIOTERAPIA (Q) dá as orientações necessárias. O AUTO{psico}TERAPIA (P), do qual já falamos, orienta os passos a serem dados na execução do plano que cada um quiser estabelecer. Os livros com os diversos «casos» como o do Saude-CAntunes (B), da Cidália (C), do Júlio (E), do Joel (G), da Isilda e «nova paciente» (H), da Cristina, Germana e Januário (L) dão, cada um à sua maneira, exemplos dos problemas resolvidos em diversas situações, mas sempre com alguma colaboração do próprio, mesmo que não tenha sido espontânea e desde o começo. Também temos os casos de «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) nos quais se verifica que uma psicoterapia tardia pode, às vezes, dar resultados fracos, deixando a pessoa em sofrimento durante muito tempo. Também pode acontecer que muitos outros factores tenham a sua intervenção para tornar a psicoterapia impossível quando, realizada atempadamente e com eficácia, daria resultados mais do que satisfatórios.

CO: Se pode acontecer isso, o que é que podemos fazer? Joana-B
MN: Como já disse várias vezes, para precaver situações deste tipo, a «EDUCAÇÃO» é um factor importante, assim como os exemplos familiares e sociais. Tudo concorre para que com os estímulos recebidos a pessoa, que vai formando a sua personalidade, possa interiorizar um modelo de actuação que o ajude a ter um comportamento aceitável e correcto. A sua aprendizagem é muito importante. O simples exemplo ficcionado da JOANA (D), condensado com inúmeras consultas a pais e crianças durante uma década e muito mais, abre um leque de opções para que os pais possam educar os filhos da maneira mais correcta e adequada, de acordo com as suas convicções. Podem agir ao seu gosto, com base nos ensinamentos da Ciência do Comportamento. Não têm de agir de acordo com ideias pré-fabricadas e possivelmente, preconceituosas, como se fosse receitas dadas até, muitas vezes, nos meios Organizar-Bda comunicação social.

CO: Mas é possível fazer com facilidade aquilo que diz?
MN: Se as pessoas lerem com cuidado a história da JOANA (D), podem descobrir muitas maneiras de alterar os seus comportamentos inadequados, adoptando modelos correctos. Também é por isso que mantenho o blog das respostas aonde, provavelmente, vai ser inserida a nossa conversa, devidamente resumida e composta. Além disso, as palestras que estou a propor, mas que não quero ser eu a implementar, quase como negócio, servem para isso. São para dar orientações, respostas e esclarecimentos imediatos e atempados. Os vários livros também podem servir para isso, inclusive para reeducação e desenvolvimento pessoal.

CO: E em relação a essa autoterapia pode dizer-me mais alguma coisa? Respostas-B30
MN: Seguramente. Depois da autoavaliação das dificuldades que deve ser feita, possivelmente no mesmo dia de todas as semanas e da prática do relaxamento mental, às vezes com a antecipação do muscular, assim como da recordação dos factos agradáveis da nossa vida, a Imaginação Orientada pode ajudar a analisar os nossos comportamentos. É quase um trabalho de investigação criminal. Existe muita coisa escondida, até quase à vista ou, às vezes, muito disfarçada. É necessária muita objectividade para descobrir os erros cometidos e humildade para os reconhecer, acompanhada de realismo para verificar se haveria outra solução. Neste particular, interessa muito que a percepção seja correcta e não distorcida. Daí, podemos descobrir as medidas que poderiam ter sido tomadas para resolver ou minimizar a situação ou evitá-la. Com essa aprendizagem, podemos imaginar os futuros comportamentos mais saudáveis do que os do momento. É por causa desta última fase, que se processa com a Imaginação Orientara, facilitada pela autohipnose, acompanhada de Terapia do Equilíbrio Afectivo, que interessa que seja mantido um diário de anotações em que se irão mencionando as recordações ou dificuldades sofridas no momento ou no passado. Esse diário, conjugado com os treinos efectuados e o registo das autoavaliações, pode deixar a pessoa devidamente «localizada» para poder avaliar e controlar o seu comportamento no futuro, conhecendo da sua intensidade. Ao fim de 6 meses deste exercício, até a autoanálise pode ajudar a detectar outras dificuldades mais antigas, muito recalcadas e quase esquecidas que nos incomodaram imenso, podendo funcionar, a qualquer momento, como um fusível que dispara ou uma faísca que provoca um incendio. É imenso o material que fica armazenado na nossa cabeça, às vezes, mal percebido, como aconteceu com o Júlio «Educar»-B(E), e que passa despercebido e, pelos condicionamentos e moldagens ocorridas, ocasiona os desequilíbrios. Qual a razão de não tratar esses desequilíbrios descobrindo as suas causas para modificar os efeitos em vez de vasculhar culpas para engendrar justificações e, depois, dum pomposo diagnóstico, tomar umas mezinhas para «aguentar» a situação?

CO: Isso será suficiente?
MN: Não sejamos muito ambiciosos. Ajuda a prosseguir e a fazer experiências por nós próprios e, especialmente, não deixa a pessoa na dependência de ninguém. Repare que o seu amigo, sem qualquer outra ajuda, conseguiu fazer muito do que pretendia. Se ele não tivesse começado e ficasse à espera duma consulta ou de quem o Depress-nao-Bfosse ajudar, lamentando-se por causa da falta de apoio, o que é frequente entre nós, teria conseguido alguma coisa? O importante, é aproveitar todas as oportunidades, o melhor possível, não deixando escapar nenhuma. Está nas mãos de cada um.

CO: Mas ele utilizou muito o seu blogue.
MN: Com aquilo que me está a dizer, ele não teve de ir a qualquer consulta nem ficou dependente seja de quem for. Não teve de seguir uma receita rígida de se manter numa determinada posição, ouvir uma certa música, entoar qualquer cântico, sujeitar-se a alguma dieta ou estar dependente da palavra ou do conselho de qualquer pessoa. É exactamente isso que pretendo não só com o livro sobre AUTO{psico}TERAPIA mas ainda com toda a colecção dos restantes 17 livros destinados à ciência do comportamento, psicoterapia, psicopedagogia, psicologia social e Marketing2desenvolvimento pessoal. Cada um pode desenrascar-se à sua maneira e, de acordo com as suas possibilidades, servir-se até do exemplo dos outros para «fabricar» ou «engendrar» os seus modelos ou planos de acção. Como também disse nesse livro se, apesar de tudo, cada um, com todos os meios utilizados, não conseguir sentir melhoras, é preferível socorrer-se dum apoio especializado e sério, o mais cedo possível, para que a situação não se vá degradando, tornando-se quase crónica e de difícil remissão. Algumas pequenas melhoras com sucedâneos medicamentosos, podem deixar que a pessoa obtenha reforço secundário negativo aletário e alieante e fique viciada a vida toda perdendo a sua vivacidade, espontaneidade e até «vontade de viver». Lembre-se que os suicídios aumentaram entre nós nos últimos anos.

CO: Porque é que diz isso?
MN: Porque, se não formos nós a tomar conta da situação, deixá-la-emos nas mãos dos outros e, não imaginando que Humanismo2ficaremos alienados a vida inteira com mezinhas que «atamancam» a situação momentaneamente, criaremos um vício que nunca mais nos abandonará. Em qualquer psicoterapia, não são os medicamentos, as palavras ou os actos dos especialistas que nos aliviam as dificuldades se a «nossa cabeça» não estiver envolvida em todo o processo e não sintonizar com tudo o que temos de fazer. Para compreendermos como são as coisas, não podemos ler em vez de ir apenas a consultas? Temos de nos deslocar ao consultório e permanecer lá o tempo necessário para fazer o relaxamento, em vez de o iniciar e prolongar comodamente em casa, à noite? As recordações têm de ser incentivadas e estimuladas só pelos especialistas, quando elas se encontram alojadas na nossa cabeça e temos de ser nós a recordá-las? Quem mais do que o próprio pode ter acesso a ela, a qualquer momento e sem ir ao consultório? Tudo isso é muito interessante e pode ser feito quase pelo próprio, com pouquíssima ajuda do especialista, Falhas-Bdesde que cada um se envolva na situação e saiba o que deve e pode fazer. Está tudo dentro da nossa cabeça e é aí que se tem de «mexer». Por isso, a aprendizagem e a prática da autohipnose são importantes. Daí a minha insistência na leitura e compreensão de todo este processo. Também, a preparação dos livros necessários deriva desta necessidade. Além das palestras que poderão elucidar muita gente ao mesmo tempo e dos dois blogs, estou muito interessado que as pessoas leiam também os posts «Pare Escute e Olhe» e «o ANTES e o DEPOIS».

CO: Gostei de o ouvir e conversar consigo. É pena que as pessoas não possam falar assim de vez em quando.
MN: Por causa disso, mantenho o blog onde vou publicar esta conversa devidamente arranjada e comprimida, mas com os links necessários, para se poder fazer uma ideia melhor de toda esta situação em saúde mental. É muito importante que as pessoas psicoterapia2possam sentir-se relativamente saudáveis apesar dos males que assolam o país e que vai exigir de nós muita força de vontade e bom senso para combater o grande desequilíbrio que se nota em toda a sociedade, com desigualdades flagrantes traduzidas em muitas vidas miseráveis e aumento substancial de benefícios só para alguns. Mas, para que tudo o que disse possa ser devidamente executado, especialmente no que toca à análise dos factos passados que é necessário recordar, visualizar e quase sentir, compreendendo-os bem e enquadrando-os no seu devido espaço e tempo, é necessária muita prática de cada um ou sessões de psicoterapia que não se compadecem com as «horas de 50 minutos» que muitos psicólogos e psicanalistas utilizam. Podem demorar até muitas horas, duma só vez, como aconteceu com o Januário (L) que resolveu o seu stress2problema num fim-de-semana. Aconteceu também, duma maneira diferente, com outros, como a Cidália (C) e o Júlio (E). São  sessões compactas que, no seu todo, diminuem o tempo da psicoterapia e a quantidade de tempo das sessões, melhorando a eficácia. O benefício reverte-se nitidamente a favor do «paciente» que, se colaborar bem, vê o seu problema rapidamente resolvido, com prevenção para o futuro.

CO: De facto, ver os vencimentos e pensões de luxo e regalias que se dão a alguns, enquanto a grande maioria aguenta com as consequências disso, enquanto uma grande parte vai para a miséria, custa imenso, num país que se diz democrático, solidário e equitativo.
MN: Meu caro senhor. É exactamente isso que eu desejo combater. É por isso que mantenho o blog. Agora, até intervenho no facebook. Que haja alguém que se aproveite dele e que se mantenha saudável para poder dar uma resposta coerente e reactiva, sem se deixar intimidar ou abater com a «desgraça». Haja saúde. Quando chegar a casa, vou deitar mãos à obra para transformar a nossa conversa num novo post que será publicado só amanhã de manhã, depois de uma boa noite de Imaginação Orientada. Felicidades para todos.

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, espero que vá existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que elucide e oriente devidamente os interessados, de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica, completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

Em divulgação…

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