PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 21

“Senhor Dr. Noronha.
Como não o tenho visto passar pelo café nas duas últimas semanas e o meu amigo também não, faço este comentário porque arvore-2
o prefere aos e-mails.

O meu amigo sente-se muito melhor e parece que vai conseguir trabalhar na empresa em que está a fazer o estágio ou formação.
Ele gostaria de saber melhor quais são os fundamentos da «sua» psicoterapia, porque não compreende a razão de o senhor não parecer simpatizar muito com as tradicionais, MINDFULLNESS, PSCOLOGIA POSITIVA, MEDITAÇÃO, REIKI, IOGA, etc.
Gostaria de me encontrar consigo para fazer várias perguntas esclarecedoras.
Fiquei ainda mais curioso quanto aos fundamentos dessa psicoterapia, especialmente depois de ver a entrevista de Marta Rangel ao Prof. Sampaio da Nóvoa no programa “Conversas com Vida” do Económico.
Desde já agradeço a sua disponibilidade.
«Conhecido de ontem»

 

Antes de tudo e apesar da demora, deixe-me agradecer a sua simpatia e dizer-lhe que nesta semana devo estar mais disponível. Estive engripado, mas estou melhor e passarei pelo café. Entretanto, peço que leia cuidadosamente todos os posts relacionados com os temas citados e com a Autoterapia e Biblioterapia, além de quaisquer outros, citados nos mario-70mesmos posts. Da minha parte, vou tentar ver essa entrevista nas peças que ficam gravadas automaticamente na televisão.
Até à próxima
M. de Noronha

Perante este comentário e depois da resposta que enviei, fui descobrir a referida entrevista, que achei muito interessante e fiquei à espera de encontrar o «Conhecido de ontem» no café costumeiro mantendo com ele, «resumidamente», o seguinte diálogo.

Biblio

CO: Muito gosto em vê-lo depois de bastante tempo e muito obrigado pela ajuda que deu ao meu amigo. Ele também está muito satisfeito. No que toca à entrevista citada e aos seus métodos psicoterapêuticos, o que é que me diz?
MN: Nessa entrevista, existem pontos de convergência com a psicoterapia, especialmente, no que se refere à autonomia e à utilização de todos os recursos de que a pessoa possa dispor. Ele parece ser muito pragmático e realista.
A psicoterapia que proponho, essencialmente pragmática, embora conduzida em consultório, também pode Acredita-Bser realizada por cada um, desde que a pessoa leia o suficiente, entenda bem os mecanismos do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção com a sociedade, pratique bastante aquilo que é necessário, com tenacidade e perseverança, e tenha a humildade suficiente para analisar o seu comportamento, com bom senso, descobrindo os «erros» cometidos e o modo de os ter podido ultrapassar, ou ultrapassá-los no futuro. Temos claramente o exemplo do Antunes (B).
A minha divergência em relação aos métodos de Reiki, Mindfullness, etc. baseia-se essencialmente em parecerem métodos de trabalho, com filosofias próprias e procedimentos exclusivos. Qualquer deles diz o que se deve fazer. Parece uma receita em que não deve haver inovação nem misturas. Não estou a pô-los de parte mas não me submeto aos Consegui-Bmesmos, embora possam complementar ou suplementar tudo aquilo que digo e que cada um desejar fazer.
O que eu proponho, é fornecer os ingredientes, alertar as pessoas para a sua utilização, dizer como funciona a cozinha e apresentar também um cozinhado ou vários, já preparados. Cada um pode utilizar os ingredientes que quiser, como entender, seguir um modo de cozinhar já apresentado, variá-lo ou preparar a «sua» receita, e ainda, descobrir receitas novas mais agradáveis para si.
Nas receitas que se apresentam na Mindfullness e outras, quem cozinha, fica dependente das mesmas e confinado aos seus procedimentos. Na minha apresentação de ingredientes e cozinhados já preparados, com os respectivos resultados, cada um pode seguir os exemplos apresentados ou inovar à sua maneira e obter aquilo que pretende. Difíceis-B
Não fica dependente
duma receita, nem daquele que a apresentou. Estou a fomentar, essencialmente, a independência, a autonomia e até a criatividade. Como já deve ter lido, aquilo que aconteceu com o «Calimero» (M) é bastante elucidativo e nunca esperei atingir os resultados obtidos, especialmente com a rapidez com que se conseguiram, apesar de ele não praticar quase nada do que era necessário, além de ser avesso a leituras, à autoavaliação, à escrita do diário e ainda mais à manutenção da autoanálise e do relaxamento mental continuado, que são quase essenciais.

CO: Porque é que diz isso? Como é que quer que as coisas se façam?
MN: Vou tentar explicar esmiuçadamente tudo aquilo que está estipulado apenas no «AUTO{psico}TERAPIAPsi-Bem-C (P), que é um manual de apenas 86 páginas, das quais, menos de 45 são necessárias para cada um obter o resultado que pretende. Mas, como já tive ocasião de dizer, o interessado tem de ler muitas mais coisas, entendê-las e praticar ou treinar o essencial.

CO: Estou ansioso por ouvir tudo isso.
MN: Antes de tudo, uma pessoa com dificuldades ou desejo de melhorar, tem de definir ou escrutinar aquilo que interessa reduzir, eliminar ou aumentar. É como ir às compras e definir aquilo que se deseja ou não deseja. Se não, a pessoa pode ser facilmente influenciada e ficar dependente daqueles que lhe quiserem impingir algum produto desnecessário ou até prejudicial. Como é que uma pessoa pode pretender reduzir as suas dificuldades sem saber Consegui-B
aquilo que deve reduzir e em que medida? Quem, melhor do que o próprio, consegue saber aquilo que deseja? Quando vamos à consulta, temos de ser nós a apresentar as nossas queixas, dizendo depois ao especialista se conseguimos melhorar ou piorar. Essa autoavaliação é a discriminação das dificuldades com a avaliação da força com que elas nos incomodam. Para isso, existem as tais tabela e escala, com exemplos. Com isso, podemos «seguir» o percurso das nossas dificuldades, monitoriza-las e saber quando, de que modo e com que meios elas ficam debeladas ou aumentadas. Para isso, temos de ter um registo cronológico. Com o «Calimero», fui eu que tive de fazer tudo isso! Não poderia ser ele a fazê-lo? Tinha de absorver o tempo da consulta, para o psicólogo fazer isso por ele?Maluco2

CO: Mas isso é importante?
MN: É essencial. Quase todas as dificuldades têm as suas origens ou causas que provocam efeitos que não nos interessam ou que nos incomodam. São, muitas vezes, factos que vivemos ou recordações que nos provocam sentimentos, sensações, desconfortos ou comportamentos que não desejamos. Se não soubermos as causas que provocam essas dificuldades e em que medida elas são alteradas com a nossa nova maneira de proceder, como será possível verificar, controlar e tentar alterar os efeitos conseguidos com os nossos novos procedimentos?

CO: Como é que se consegue isso? Psicologia-B
MN: O relaxamento mental é importante. Contudo, para quem é muito tenso ou descontrolado, o relaxamento muscular pode ser inicialmente necessário para ser continuado depois com o relaxamento mental. O relaxamento muscular é mais fácil de atingir e praticar, porque depende muito de actividade física executada duma determinada maneira. Tentar entrar em relaxamento mental através de técnicas de meditação, etc. também pode ser possível mas, de certeza, deve demorar muito mais tempo e consumir muitas horas por dia. Naquilo que já pratiquei e experimentei com muitos «pacientes», com cerca meia hora por dia, poucas semanas são mais do que suficientes para entrar em relaxamento mental e conseguir, consequentemente, recordar os bons momentos da nossa vida. É a técnica da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) para entrar depois em Imaginação Interacção-B30
O
rientada (IO), apoiada liminarmente pela autohipnose (J). Quem é que não fica satisfeito em relembrar e «reviver» os bons momentos? Levanta os ânimos.

CO: Para quê são os bons momentos de cada um, se podemos socorrer-nos de muita coisa boa que acontece no mundo à nossa volta e até connosco?
MN: Pode ser que seja um dos segredos e uma arma forte desta psicoterapia. Os bons momentos estão connosco, guardados na nossa cabeça. Não temos de os ir buscar a lado algum, ficando dependentes disso. Contudo, muitas vezes, ficam escondidos e relegados para segundo ou terceiro plano, porque a vida nos «aporrinha» Imagina-Bconstantemente com «chatices» de toda a espécie. Não realçar esses bons momentos pode conduzir-nos à falta de autoestima,
como se propala actualmente. Por exemplo, neste momento, estamos a ser perseguidos pelos baixos salários, pensões degradadas e praticamente «roubadas», dificuldade de emprego, necessidade de ajudar os familiares em dificuldades e muita coisa mais, até na saúde e, muito mais, na saúde mental. Entretanto, vemos as grandes empresas e fortunas e crescer desmesuradamente. Os governantes propõem «austeridade» para combater a situação mas, da parte deles, não se nota o mais pequeno esforço neste sentido e até se verifica o contrário. Contratam cada vez mais gente «de topo» e a preços exorbitantes. Beneficiam os mais ricos, que vão prosperando à custa do sacrifício dos muitos mais frágeis. Tudo isto revolta e deixa-nos, pelo menos, num estado de inquietação difícil de minimizar. Se nós não criarmos forças interiores para aguentar a situação, podemos ir-nos Depressão-Babaixo e entrar em frustração. Com isso, qual será a resposta? Uma delas, é atacar quem nos ataca. Se tivermos êxito, podemos obter reforço secundário negativo aleatório. Porém, se os castigos continuarem sem conseguirmos fugir deles, podemos entrar em depressão aprendida, donde dificilmente sairemos com facilidade. É uma espécie de desespero total, um abandono de nós próprios. Contudo, o antídoto a empregar, pode ser o de entrar em Imaginação Orientada (J) utilizando as poucas dicas que são dadas no livro da AUTOTERAPIA (P). Com isso, podemos aguentar a situação com algum estoicismo e até reagir com calma e segurança. Posso garantir que não é fácil, mas torna-se possível. Todas as pessoas com quem lidei neste aspecto, conseguiram ultrapassar as suas dificuldades quando praticaram o que era necessário e colaboraram comigo. Mas, a minha ambição é fazer com que as pessoas consigam fazer isso, sozinhas. E isso é possível, nem que seja com uma ligeira ajuda Psicopata-Binicial e algumas explicações dadas em conjunto a muitas pessoas.

CO: Mas, como é que isso é possível? Parece-me muito difícil.
MN: Tem razão e não tem. Como já disse, é difícil, mas não impossível. Dá trabalho e exige persistência. Por isso, as leituras e a compreensão dos mecanismos do comportamento humano são importantes. É essencial compreender isso. É nesse sentido que reorganizei, actualizei e ampliei todos os livros publicados desde 1990, acrescentando «casos» novos com muitas experiências e bons resultados que fui obtendo desde 1975. Os condicionamentos, sendo muito importantes, são os que nos afectam mais. Os reforços também, especialmente o vicariante, que vai tomando conta de nós sub-repticiamente desde a infância. Os exemplos e os neuropsicologia-Bcomportamentos familiares também influenciam e moldam o nosso comportamento num determinado sentido, com os modelos que nos são oferecidos, de mão beijada.

CO: Estou a ficar ligeiramente confuso.
MN: Vou tentar explicar melhor. As leituras podem ser feitas em qualquer momento. Uma viagem, uma pausa, um tempo vago, podem servir para isso. A escolha dos livros pode ser feita por cada um consultando o blog respectivo. Aí existem livros sobre a teoria e a prática da Psicologia e da Psicoterapia. O livro BIBLIOTERAPIA (Q) dá as orientações necessárias. O AUTOTERAPIA (P), do qual já falamos, orienta os passos a serem dados na execução do plano que cada um quiser estabelecer. Os livros com os diversos «casos» como o do Saude-CAntunes (B), da Cidália (C), do Júlio (E), do Joel (G), da Isilda e «nova paciente» (H), da Cristina, Germana e Januário (L) dão, cada um à sua maneira, exemplos dos problemas resolvidos em diversas situações, mas sempre com alguma colaboração do próprio, mesmo que não tenha sido espontânea e desde o começo. Também temos os casos de «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) nos quais se verifica que uma psicoterapia tardia pode, às vezes, dar resultados fracos, deixando a pessoa em sofrimento durante muito tempo. Também pode acontecer que muitos outros factores tenham a sua intervenção para tornar a psicoterapia impossível quando, se fosse realizada atempadamente e com eficácia, daria resultados mais do que satisfatórios.

CO: Se pode acontecer isso, o que é que podemos fazer? Joana-B
MN: Como já disse várias vezes, para precaver situações deste tipo, a «EDUCAÇÃO» é um factor importante, assim como os exemplos familiares e sociais. Tudo concorre para que os estímulos recebidos pela pessoa que vai formando a sua personalidade possa interiorizar um modelo de actuação que o ajude a ter um comportamento aceitável e correcto. A sua aprendizagem é muito importante. O simples exemplo ficcionado da JOANA (D), condensado com inúmeras consultas a pais e crianças durante uma década, abre um leque de opções para que os pais possam educar os filhos da maneira mais correcta e adequada, de acordo com as suas convicções. Podem agir ao seu gosto, com base nos ensinamentos da Ciência do Comportamento. Não têm de agir de acordo com ideias pré-fabricadas e possivelmente, preconceituosas, como se fosse receitas dadas até, muitas vezes, nos meios Organizar-Bda comunicação social.

CO: Mas é possível fazer com facilidade aquilo que diz?
MN: Se as pessoas lerem com cuidado a história da JOANA (D), podem descobrir muitas maneiras de alterar os seus comportamentos inadequados, adoptando modelos correctos. Também é por isso que mantenho o blog das respostas aonde, provavelmente, vai ser inserida a nossa conversa, devidamente resumida e composta. Além disso, as palestras que estou a propor, mas que não quero ser eu a implementar, quase como negócio, servem para isso. São para dar orientações, respostas e esclarecimentos imediatos e atempados. Os vários livros também podem servir para isso, inclusive para reeducação e desenvolvimento pessoal.

CO: E em relação a essa autoterapia pode dizer-me mais alguma coisa? Respostas-B30
MN: Seguramente. Depois da autoavaliação das dificuldades que deve ser feita, possivelmente no mesmo dia de todas as semanas e da prática do relaxamento mental, às vezes com a antecipação do muscular, assim como da recordação dos factos agradáveis da nossa vida, a Imaginação Orientada pode ajudar a analisar os nossos comportamentos. É quase um trabalho de investigação criminal. Existe muita coisa escondida, até quase à vista ou, às vezes, muito disfarçada. É necessária muita objectividade para descobrir os erros cometidos e humildade para os reconhecer, acompanhada de realismo para verificar se haveria outra solução. Neste particular, interessa muito que a percepção seja correcta e não distorcida. Daí, podemos descobrir as medidas que poderiam ter sido tomadas para resolver ou minimizar a situação ou evitá-la. Com essa aprendizagem, podemos imaginar os futuros DIA-A-DIA-Ccomportamentos mais saudáveis do que os do momento. É por causa desta última fase, que se processa com a Imaginação Orientara, facilitada pela autohipnose, acompanhada de Terapia do Equilíbrio Afectivo, que interessa que seja mantido um diário de anotações em que se irão mencionando as recordações ou dificuldades sofridas no momento ou no passado. Esse diário, conjugado com os treinos efectuados e o registo das autoavaliações, podem deixar a pessoa devidamente «localizada» para poder avaliar e controlar o seu comportamento no futuro, conhecendo da sua intensidade. Ao fim de 6 meses deste exercício, até a autoanálise pode ajudar a detectar outras dificuldades mais antigas, muito recalcadas e quase esquecidas que nos incomodaram imenso, podendo funcionar, a qualquer momento, como um fusível que dispara ou uma faísca que provoca um incendio. É imenso o material que fica armazenado na nossa cabeça, às vezes, mal percebido, como aconteceu com o Júlio «Educar»-B(E), e que passa despercebido e, pelos condicionamentos e moldagens ocorridas, ocasiona os desequilíbrios. Qual a razão de não tratar esses desequilíbrios descobrindo as suas causas para modificar os efeitos em vez de vasculhar culpas para engendrar justificações e, depois dum pomposo diagnóstico, tomar umas mezinhas para «aguentar» a situação?

CO: Isso será suficiente?
MN: Não sejamos muito ambiciosos. Ajuda a prosseguir e a fazer experiências por nós próprios e, especialmente, não deixa a pessoa na dependência de ninguém. Repare que o seu amigo, sem qualquer outra ajuda, conseguiu fazer muito do que pretendia. Se ele não tivesse começado e ficasse à espera duma consulta ou de quem o Depress-nao-Bfosse ajudar, lamentando-se por causa da falta de apoio, o que é frequente entre nós, teria conseguido alguma coisa? O importante, é aproveitar todas as oportunidades, o melhor possível, não deixando escapar nenhuma. Está nas mãos de cada um.

CO: Mas ele utilizou muito o seu blogue.
MN: Com aquilo que me está a dizer, ele não teve de ir a qualquer consulta nem ficou dependente seja de quem for. Não teve de seguir uma receita rígida de se manter numa determinada posição, ouvir uma certa música, entoar qualquer cântico, sujeitar-se a alguma dieta ou estar dependente da palavra ou do conselho de qualquer pessoa. É exactamente isso que pretendo não só com o livro sobre AUTOTERAPIA mas ainda com toda a colecção dos restantes 16 livros destinados à ciência do comportamento, psicoterapia, psicopedagogia, psicologia social e Marketing2desenvolvimento pessoal. Cada um pode desenrascar-se à sua maneira e, de acordo com as suas possibilidades, servir-se até do exemplo dos outros para «fabricar» ou «engendrar» os seus modelos ou planos de acção. Como também disse nesse livro se, apesar de tudo, cada um, com todos os meios utilizados, não conseguir sentir melhoras, é preferível socorrer-se dum apoio especializado e sério, o mais cedo possível, para que a situação não se vá degradando, tornando-se quase crónica e de difícil remissão. Algumas pequenas melhoras com sucedâneos medicamentosos, podem deixar que a pessoa obtenha reforço secundário negativo aletário e alieante e fique viciada a vida toda perdendo a sua vivacidade, espontaneidade e até «vontade de viver». Lembre-se que os suicídios aumentaram entre nós nos últimos anos.

CO: Porque é que diz isso?
MN: Porque, se não formos nós a tomar conta da situação, deixá-la-emos nas mãos dos outros e, não imaginando que Humanismo2ficaremos alienados a vida inteira com mezinhas que «atamancam» a situação momentaneamente, criaremos um vício que nunca mais nos abandonará. Em qualquer psicoterapia, não são os medicamentos, as palavras ou os actos dos especialistas que nos aliviam as dificuldades se a «nossa cabeça» não estiver envolvida em todo o processo e não sintonizar com tudo o que temos de fazer. Para compreendermos como são as coisas, não podemos ler em vez de ir apenas a consultas? Temos de nos deslocar ao consultório e permanecer lá o tempo necessário para fazer o relaxamento, em vez de o iniciar e prolongar comodamente em casa, à noite? As recordações têm de ser incentivadas e estimuladas só pelos especialistas, quando elas se encontram alojadas na nossa cabeça e temos de ser nós a recordá-las? Quem mais do que o próprio pode ter acesso a ela, a qualquer momento e sem ir ao consultório? Tudo isso é muito interessante e pode ser feito quase pelo próprio, com pouquíssima ajuda do especialista, Falhas-Bdesde que cada um se envolva na situação e saiba o que deve e pode fazer. Está tudo dentro da nossa cabeça e é aí que se tem de «mexer». Por isso, a aprendizagem e a prática da autohipnose são importantes. Daí a minha insistência na leitura e compreensão de todo este processo. Também, a preparação dos livros necessários deriva desta necessidade. Além das palestras que poderão elucidar muita gente ao mesmo tempo e dos dois blogs, estou muito interessado que as pessoas leiam também os posts «Pare Escute e Olhe» e «o ANTES e o DEPOIS».

CO: Gostei de o ouvir e conversar consigo. É pena que as pessoas não possam falar assim de vez em quando.
MN: Por causa disso, mantenho o blog onde vou postar esta conversa devidamente arranjada e comprimida, mas com os links necessários, para se poder fazer uma ideia melhor de toda esta situação em saúde mental. É muito importante que as pessoas psicoterapia2possam sentir-se relativamente saudáveis apesar dos males que assolam o país e que vai exigir de nós muita força de vontade e bom senso para combater o grande desequilíbrio que se nota em toda a sociedade, com desigualdades flagrantes traduzidas em muitas vidas miseráveis e aumento substancial de benefícios para alguns. Mas, para que tudo o que disse possa ser devidamente executado, especialmente no que toca à análise dos factos passados que é necessário recordar, visualizar e quase sentir, compreendendo-os bem e enquadrando-os no seu devido espaço e tempo, é necessária muita prática de cada um ou sessões de psicoterapia que não se compadecem com as «horas de 50 minutos» que muitos psicólogos e psicanalistas utilizam. Podem demorar até muitas horas, duma só vez, como aconteceu com o Januário (L) que resolveu o seu stress2problema num fim-de-semana. Aconteceu também, duma maneira diferente, com outros, como a Cidália (C) e o Júlio (E). São  sessões compactas que, no seu todo, diminuem o tempo da psicoterapia e a quantidade de tempo das sessões, melhorando a eficácia. O benefício reverte-se nitidamente a favor do «paciente» que, se colaborar bem, vê o seu problema rapidamente resolvido, com prevenção para o futuro.

CO: De facto, ver os vencimentos e pensões de luxo e regalias que se dão a alguns, enquanto a grande maioria aguenta com as consequências disso, enquanto uma grande parte vai para a miséria, custa imenso, num país que se diz democrático, solidário e equitativo.
MN: Meu caro senhor. É exactamente isso que eu desejo combater. É por isso que mantenho o blog. Agora, até intervenho no Abade Fariafacebook. Que haja alguém que se aproveite dele e que se mantenha saudável para poder dar uma resposta coerente e reactiva, sem se deixar intimidar ou abater com a «desgraça». Haja saúde. Quando chegar a casa, vou deitar mãos à obra para transformar a nossa conversa num novo post que será publicado só amanhã de manhã, depois de uma boa noite de Imaginação Orientada. Felicidades para todos.

Em divulgação…

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