PSICOLOGIA PARA TODOS

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ELEIÇÕES 2015 – b

Quando passei ontem pelo café como faço usualmente todas as semanas, uma pessoa conhecida que não via há muito tempo, Interacção-B30veio cumprimentar-me e pedir que lhe fizesse companhia porque gostaria de conversar comigo por indicação do dinamizador do CãoPincha (CP). Acedi ao seu pedido porque tinha tempo disponível para manter um diálogo, que vai ser passado a post, visto que têm bastante interesse em Psicologia, mas imbuido de espírito político, embora não partidário.

CP: Sabe que sou amigo de quem encabeçava o grupo dos CãoPincha?
MN: Embora nos conhecêssemos há muito tempo, não tinha essa ideia.

CP: Pois. O CãoPincha consulta de vez em quando o seu blogue e, quando leu o leu artigo Eleições 2015  ficou interessado em saber a sua opinião em relação à situação política actual e ao novo governo. Ele está bastante apreensivo quanto ao futuro e muito desiludido com os últimos 4 anos. Foi esse o motivo de ter emigrado, sem muita vontade, mas por extrema Psicologia-Bnecessidade. Não quer criar falsas expectativas quanto ao seu regresso, nem ficar ainda pior do que está, já que se vai aguentando, com umas feriazitas no Nata/Ano Novo, Verão a mais uns dias, de vez em quando. O trabalho dele é duro mas ele não se importa por causa do ordenado que é bastante melhor do que o de cá.  
MN: Não tenho acompanhado muito a situação política actual porque me farto de ouvir os PàF, quase a «ladrar» a toda a hora nas televisões e através dos «comentadores» e porta-vozes que têm em quase todas as estações. Além isso, não gosto do modo como os entrevistadores interrompem certos entrevistados quando a matéria não lhes interessa ou é desfavorável. Também não gosto de ouvir qualquer deles falar em vitórias e derrotas porque aqueles que ganham as eleições vão prestar um serviço público, candidataram-se por vontade própria e foram Organizar-Baceites pela maioria dos que tiveram o trabalho de ir votar. Portanto, foram escolhidos em função das promessas que fizeram para governar este país e não para se utilizarem dele. O pior é enriquecerem à custa dele, isto é, de todos nós. Afinal, parece que é isso que acontece frequente e infelizmente, mesmo que a maioria da população não tenha ido votar. Essa prática detestável da abstenção está bem à vista, atrapalhando e baralhando todo o sistema.

CP: Sabe que agora estamos no momento da discussão do programa do novo governo …
MN: Sei, mas como não tenho ligado muita importância a isso por estar farto de mentiras, dissimulações, falsas promessas e muita coisa semelhante, vou prestar mais atenção à parte final, especialmente à moção de rejeição que foi anunciada antecipadamente. Parece que já estão a apontar a arma sem conhecer bem o alvo. A não ser que essa moção seja Maluco2contra certas pessoas e não contra um programa.

CP: Gostaríamos de ter a sua opinião sobre isso, sob um ponto de vista psicológico, porque gostamos do artigo anterior.
MN: Nesse caso, vou para casa assistir, em grande parte, às intervenções e podemos continuar a conversar depois do jantar, num café perto da minha casa. Até logo.

Depois de me despedir, almocei cedo e tive a pachorra de assistir a grande parte do debate na AR, conseguindo observar as expressões faciais e corporais, juntamente com os discursos de muitos, bem Acredita-Bcomo as reacções das bancadas. Foi muito interessante e, em muitas casos, inesperado, para mim. Contudo, já tinha assistido às intervenções de Cavaco Silva, muito crispado, em algumas ocasiões.
Depois de uma tarde e de um jantar a continuar a ouvir os comentários, fui ter com o «emissário do CãoPincha» (CP) para finalizar a conversa da manhã e trocar mais alguma impressões.  

CP: O que é que achou de tudo o que ouviu?Consegui-B
MN: Deixe-me dizer que, antes de tudo, fiquei admirado com as expressões faciais, trejeitos e tom de voz de alguns intervenientes. Da parte de PSD e CDS, senti uma grande hostilidade pessoal pelos dos outros partidos, especialmente o PCP e o BE, além duma grande desilusão em relação ao PS que, segundo eles, deveria jogar ao seu favor. O que o PS estava a fazer, era uma traição donde, a frustração foi grande e a resposta, uma combinação das aprendizagens feitas pelos «pafianos», em circunstâncias anteriores.
A insistência dos «pafianos» e, em especial do seu porta-voz mais assanhado, dizer que os portugueses não tinham votado o actual PM, deu-me vontade de rir e de chamar ignorante aos «falantes» porque os portugueses nunca foram chamados a votar num PM, mas sim em deputados para a Assembleia Legislativa. Ao partido mais votado, deveria, em Psicopata-B
princípio, caber a missão de escolher o PM. Se calhar, aprender a Constituição da República, ainda nos bancos da escola, deve ser uma prioridade a não menosprezar. Caso contrário, as «Juventudes» de todos os partidos, podem ser suficientemente ignorantes em relação à Lei fundamental do País.
Admirei-me essencialmente com a serenidade, o tom de voz e a linguagem utilizada pelos quatro partidos conotados com a esquerda. Desses partidos, contra todas as minhas expectativas, não me lembro de ter ouvido a palavra triunfo ou derrota a não ser uma vez em que interveio Jerónimo de Sousa. Mas essa é uma característica muito própria deles. Só isso deu-me a impressão que estávamos com uma Direita radical contra uma Esquerda coerente e firme. Perante este cenário, estou a pender muito mais para a Esquerda que me parece  racional, objectiva, solidária e equitativa.
O importante, foi ouvir dos 4 partidos, que formam a actual plataforma da governação, dizer que aceitavam o mandato que lhes Saude-Btinha sido imposto por cerca de 52% dos cerca de 56% dos votantes, com cerca de 44% de abstenções. Não acho democrática a posição da abstenção, porque coloca o peso das responsabilidades nas mãos dos que foram votar. Uns «trabalham» e outros ficam no descanso e reclamam? Não é democrático!
Para os da coligação PàF, que perdeu mais de 12% dos votos em relação à eleição anterior, o voto dos portugueses foi claro: não os queremos no poder. Foi a aprendizagem dos últimos 4 anos. Talvez quisessem também dizer que não desejavam ficar no estado em que estão agora, com promessas que nunca foram cumpridas, como aconteceu com a propaganda das eleições anteriores.
Também vi as constantes insistências em a PàF querer «sacar» da boca do Ministro das Finanças, números que pudessem ser mario-70
posteriormente contestados, como se o orçamento já estivesse elaborado e em funcionamento, como está a acontecer agora com o anterior, que está a descambar bastante…., mas é natural com gente deste tipo.
O comportamento que notei na coligação PàF, não me pareceu democrática por várias razões:
◊ As eleições, não elegem primeiros ministros, mas deputados.
◊ O primeiro ministro indigitado pelo PR, deve ser, em princípio, do partido mais votado que deve formar governo. Se não o conseguir, deve ser o do partido votado logo a seguir.
Se conseguir formar governo, há que o aceitar, especialmente se for apoiado pela maioria dos deputados.
Se não conseguir, será o votado com percentagem logo a seguir a tentar formar governo.Biblio
Se nada disso der resultado, novas eleições serão a solução final.
◊ Compete à Assembleia da República aprovar a legislação necessária e fiscalizar o comportamento do governo.

CP: Acha que as coisas correram muito mal?
MN: Para mim, correram pessimamente. Direi que foi quase antidemocraticamente.

CP: O que é que se poderia fazer?
MN: Para quem já está habituado à governação – estou a falar essencialmente de Cavaco Silva – desde que foi fazer a rodagem do Imagina-Bcarro e quase que «esbarrou» no Congresso do Partido, nunca mais largou praticamente a governação. Foram quase duas décadas de poder que lhe deviam ter dado oportunidade de uma aprendizagem com capacidade de previsão, tanto mais que se intitula Professor Universitário e Macroeconomista. Devia saber de que modo funciona a nossa economia, com a qual lidou desde o primeiro momento e até antes disso. Devia saber fazer uma previsão. A instabilidade política e a falta de confiança na governação não ajudam. Como, durante os últimos 4 anos nunca houve uma paz política aceitável, especialmente devido a promessas não cumpridas, devia compreender que haveria alterações no xadrez político e partidário. Por isso, como não tinha tomado as medidas adequadas e desejando manter no poder, a todo custo, o partido eleito anteriormente, como não poderia dissolver a Assembleia nos últimos meses na sua presidência, deveria antecipar as eleições para Maio de 2015.Psi-Bem-C
Já sabia que, depois das eleições anteriores, os portugueses se tinham arrependido logo de seguida. Desejando experimentar manter no poder o mesmo partido, deveria obter espaço de manobra para os seus jogos, a fim de não fazer perder a confiança internacional neste país, que bem precisa dela para o seu desenvolvimento. Assim, teria tempo mais do que suficiente para, legalmente, experimentar a governação do seu favorito ou deixar mudar para outro partido que tivesse maior capacidade e fosse do desejo da maioria dos portugueses, apresentando o orçamento em tempo devido. Nada disso foi feito e quem paga as favas somos nós que, até certo ponto, temos a «culpa» de o ter lá colocado com 54% de abstenção.Difíceis-B

CP: Parece que estou a compreender.
MN: De facto, com as birras que foram feitas depois de conhecer os resultados eleitorais que fizeram diminuir a percentagem nos partidos que tinham estado no poder, tudo isto era claramente previsível e é isso que temos de fazer numa psicoterapia. Numa abordagem pragmática, não podemos embarcar em teorias, por melhores que elas pareçam. Podem não se adaptar ao momento e ao local em que devem actuar. Necessitamos de resultados e de eficácia para não prejudicar os pacientes com maiores despesas e incómodos, para nos agarrarmos depois a Depressão-Bnovos diagnósticos e práticas ineficazes. São as contingências de que muitos falam e das quais não desejam tomar conhecimento antecipadamente.

CP: Há alguma coisa que se possa fazer nesse caso?
MN: Em psicoterapia, posso dizer claramente que a leitura de bibliografia adequada pode ajudar muito a compreender e encurtar a psicoterapia tornando-a também mais cómoda e eficaz. Além disso, uma educação dada adequadamente pode ser nuito eficaz para evitar o tipo de pessoas com personalidades que não se enquadram na democracia e que tomam conta do poder, custe o que custar. Os casos do BPN, BPP, BES, Pandur, Submarinos, Helicópteros, Vistos Gold, Ricardo Salgado, Oliveira e Costa, Duarte Lima, Isaltino Morais, Dias Joana-BLoureiro, Macedo e muitos outros dos que não temos ainda conhecimento ou que são devidamente camuflados, apresentam-nos a dimensão das causas que originam a corrupção, o nepotismo e o compadrio para proteger interesses privados, à custa da miséria do POVO. É essencial acabar com isso ou, pelo menos, reduzir. Oxalá que este governo, formado com muita diversidade e que tem mantido calma e firmeza, apesar dos ataques cerrados a que ficou sujeito, consiga mudar alguma coisa num sentido que eu espero e desejo ardentemente, desde 2 de Maio de 1974. Com uma educação adequada, dada desde o berço, com exemplos dos pais que as crianças pudessem seguir de perto e reforços adequados que moldassem a personalidade no bom sentido humanitário, solidário, democrático, equitativo e de progresso, muitos desse prepotentes, intresseiros e gananciosois, nunca existiriam. É Respostas-B30também por este motivo que mantenho este blog. É para elucidar as pessoas.

CP: Obrigado por este bocadinho de conversa que me elucidou muito. O meu amigo vai ler o seu artigo no blogue.
MN: Eu também lhe agradeço as perguntas feitas. Vou para casa descansar e, antes de dormir, entrar em Imaginação Orientada (IO) para poder projectar aquilo que vou escrever amanhã acerca da nossa conversa. Pode ser que a altere ligeiramente com as ideias que possa ter, à medida que a situação for evoluindo.

 

Em divulgação…arvore-2

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3 thoughts on “ELEIÇÕES 2015 – b

  1. No próximo ano vou começar a trabalhar na empresa onde estou a fazer estágio. O meu supervisor agradeceu-me a ajuda que lhe dei. Obrigado por tudo. Por acaso, já viu estes bonecos no facebook? https://www.facebook.com/RiseupPortugal/photos/a.439731719383613.94950.435456119811173/1016947498328696/?type=3

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