PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOLOGIA CANINA

Preciso de uma lição rápida de psicologia canina para interpretar os sinais que o meu Bock me vai Biblioenviando: pela primeira vez há 2 dias deixei-o num canil de gente amiga (Pravi) porque me era impossível tê-lo comigo durante as festas de Natal.
O cãozinho estranhou que se fartou, ladrou de noite durante horas seguidas e só deixou de ladrar pelo cansaço.
De manhã, mal acordou desatou a ladrar de novo.
Quando o fui buscar, o cãozinho tinha mudado o comportamento – retraiu-se muito, quase não se manifesta, nunca mais ladrou, melhorou extraordinariamente a atitude, mas vê-se que está triste.
E eu pergunto-me se o cãozinho terá dado um “click” que lhe trouxe alguma maturidade ou se o fenómeno éPsicologia-B
passageiro.

E pergunto-me como reagirá ele a uma segunda dose, porque no fim do ano também vai ficar um ou dois dias no mesmo hotel.
Na Segunda-Feira vou falar à veterinária dele, a Dra. Marta, para obter aconselhamento especializado, mas nada impede os amigos conhecedores de darem a sua opinião.

Francisco Bruto da Costa.

A propósito deste reparo lido no facebook, sem querer dar quaisquer conselhos, apetece-me fazer o seguinte reparo,
mario-70embora não compreenda o mínimo sobre psicologia canina

Konrad Lorenz, etologista, tinha um cão de quem gostava muito e com quem quase convivia a todo o momento, especialmente nas suas investigações e experimentações.
Quando se alistou na Marinha e esteve algum tempo fora, teve se se separar do cão durante esse tempo, deixando-o à guarda de pessoas que tratavam dele muito bem. O cão mostrou-se quase sempre deprimido e desorientado e, quando Lorenz regressou a casa, de licença, o animal quase que arremeteu contra ele, arreganhou os dentes e ficou em posição de ataque ou defesa.
Interacção-B30
Só depois de muito tempo de conversa de Lonrenz com o seu cão, como acontecia anteriormente, o cão deitou-se no chão, prostrou-se, latiu e, a pouco e pouco, foi ganhando alguma vivacidade.
É uma das situações verificadas na depressão.

Para quem tenha esta espécie de animais cuja companhia não pode ser usufruida a todo o momento, julgo que, na ocasião em que os mesmos tiverem de ser deixados em outra companhia, desconhecida para eles, por melhor que seja, uma das Maluco2soluções será deixar uma gravação com uma «conversa normal ou usual» a ser utilizada de vez em quando para fazer sentir ao animal que o dono «está mais ou menos com ele». É como se estivesse a telefonar para uma pessoa querida.

Outra das soluções, é deixar umas horas, algumas vezes, com essas pessoas com quem ele irá ficar em ocasiões especiais, às vezes, por causa da doença do dono, a fim de se ir habituando a outra companhia ou convivência.

Com crianças que perdem a mãe com quem sempre estiveram, pode acontecer o mesmo.

É a depressão anaclítica, de Spitz (Schneeberger de Ataíde, 1971).Psi-Bem-C

Espero que o Natal tenha sido bom e que o ANO NOVO traga mais alegrias.

Cumprimentos ao Bock.

M de Noronha

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Feito este post e muito depois de ler a resposta, fui-me deitar a pensar na mesma, entrando em Imaginação Orientada (J) Imagina-Bcomo faço quase todas as noites.

Muitas ideias relacionadas com sentimentos, sensações e comportamentos dos seres animados,  especialmente, humanos e não-humanos, passaram pela minha cabeça, enquanto estava a dormir.

Os humanos podem ser um pouco mais inteligentes e racionais do que os outros, mas os restantes, funcionam através do instinto e da aprendizagem baseada em reforços e punições recebidas durante o funcionamento do seu comportamento.

Muito daquilo que os não-humanos sentem, é semelhante ao que sentem os humanos, embora, talvez não possam raciocinarJoana-B
como estes.

Nestas condições, o cão, quanto mais jovem fôr e sem uita convivência com indivíduos da sua espécie, terá necessidade de afecto e carinho que, provavelmente lhe era dado pelo dono, provavelmente, durante muito tempo, para não dizer em permanência.

A perda desse afecto durante algum tempo, pode ter ocasionado um sentimento de abandono, tanto mais que o cão não tinha outra compenhia conhecida nem poderia raciocinar que esse afastamento era temporário e necessário. Para isso, teria de aprender e ser condicionado a isso através de experiências antecipadas.

A dessensibilização e sensibilização servem para isso e, em caso de emergência, o reforço do comportamento «Educar»-Bincompatível, pode ser um antídoto muito útil. É como fazem os políticos que não desejam responder a certas perguntas, divergindo a «conversa» para outros assuntos.
Contudo, é importante não reforçar qualquer outro comportamento que se deseja eliminar, como o ladrar, neste caso. Só quando o cão deixasse de ladrar, ser-lhe-ia dado qualquer mimo ou posta a funcionar a gravação da voz do dono.

Não ter a companhia que sempre teve, pode ter provocado um sentimento de abandono que pode funcionar como uma punição da qual o animal se tenta livrar. Vai ocasionar frustração que conduz a respostas, muitas vezes, pouco adequadas, quando não estapafúrdias e sem qualquer Psicopata-Bbenefício prático para o próprio.

Não conseguindo dominar, reduzir ou ultrapassar a frustração com os novos comportamentos adoptados, o animal pode entrar em depressão que, se for contínua, pode conduzir à depressão aprendida.

E, se acontecer o mesmo com seres humanos, até com a colaboração de Justiça e da Psicologia? Qual a quota-parte que nos cabe para denunciar estes casos?

Para evitar tudo isto, prevendo situações semelhantes em que o dono terá de se separar do cão em caso de visitas, ausência temporária, doença ou qualquer outro motivo imponderável, inesperado e inevitável, seria de toda a conveniência que o cão
Saude-Bfosse aprendendo que o dono se pode ausentar de vez em quando mas que não o esqueceu. É o mesmo que se faz com os seres humanos que «surgem» nas consultas com uma «doença» que não existe e que se cifra numa má interacção com o meio ambiente, inclusivamente, humano e, especialmente, familiar ou social.

Como terapia dum caso que não é grave, mas absolutamente «normal», essas gravações. com a habituação do cão a outras companhias podem servir para isso.

 

Em divulgação…

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3 thoughts on “PSICOLOGIA CANINA

  1. Felício on said:

    Dr. Noronha.
    Antes de tudo, bom Ano Novo.
    Como já disse, estou a «trabalhar» na empresa do meu formador que me agradeceu muito pelo apoio que lhe dei.
    Não tenho livros mas, de vez em quando, vou ao facebook.
    Quando vi este artigo, pareceu-me interessante.
    Para eu convencer esse meu formador de que não deve tomar medicamentos denecessariamente, especialmente os psiquiátricos, há alguma coisa em que me possa basear?
    Se me puder dar uma ajuda, agradeço imenso.
    Continuação de Bom Ano.
    O meu amigo também envia cumprimentos porque não o tem visto ultimamente passar pelo café.
    Felício.

    • Agradeço e retribuo os desejos de Bom Ano e vou tentar corresponder ao seu pedido com um novo post baseado num dos capítulos do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A), publicado há alguns anos, quando leccionava no ISMAT.
      Cumprimentos ao seu amigo, que espero que também leia o novo post intitulado AUTOTERAPIA 22.
      Felicidades.
      M. de Noronha

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