PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Janeiro, 2016”

BIBLIOTERAPIA 14

“Dr. Noronha
Acabei de ler este artigo e vários outros.Biblio
Na próxima quinta-feira vou estar livre.
Gostaria de falar consigo acerca dumas notícias que li na DICA sobre Biblioterapia.
Fiquei confuso e parece-me que não é isso que o senhor diz.
Estarei no café para ver passar por lá.
Se puder, conversaremos.
Felício”

Este comentário, feito no post SMATPHONES e Ciª, deu origem a este post, depois de ter enviado a seguinte resposta:
Na 5ª feira passarei pelo café habitual para podermos ter uma conversa calma”.mario-70

Quando passei pelo café habitual, o Sr. Felício, que estava à minha espera, cumprimentou-me e pediu para me sentar com ele à
mesa do café. Encomendou desde logo uma bica cheia para mim e começou a fazer perguntas.

F: Há dias, li na DICA um artigo e notícias sobre biblioterapia e suponho que não são aquilo que defende nos seus artigos.
MN: Também li isso na DICA que me deixam na caixa do correio, e fiquei admirado com as informações dadas, e que são completamente diferentes daquilo que pode ser útil como psicoterapia. A psicoterapia não é uma diversão ou uma representação sem a pessoa «sentir» coisa alguma dentro de si e sem colaborar voluntariamente. Se não colaborar, pode ser quimioterapia. É o que acontece frequentemente, mesmo com alguma ou pouca vontade e capacidade de colaboração.Respostas-B30

Por isso, escrevi um e-mail para a redacção da DICA, cujo texto vou transcrever (a seguir) no post que pretendo fazer com a nossa conversa:

“Li o artigo sobre Biblioterapia, denominado «Estantes de saúde sem contraindicações», de João Goulão, publicado no nº 725, de 14 Jan 2016, da DICA e, porque a história nunca foi o meu forte, achei interessante saber que desde o tempo dos faraós se utilizava um processo
quase semelhante à actual biblioterapia.
Em Abr/Mai de 2015, a revista SAÚDE ACTUAL publicou um artigo meu sobre a BIBLIOTERAPIA, que Organizar-Bcomecei a praticar, quase sistematicamente, com muitos dos meus pacientes, desde 1980, mesmo sem ter livros para propor a sua leitura, mas apenas com apontamentos policopiados para aulas de Psicologia e Psicopatologia, obtendo um sucesso de mais de 90%.
Tudo isto está explicado num livro muito pequeno, Biblioterapia (Q), publicado há pouco tempo, elucidativo e orientador, especialmente dedicado ao que estou a praticar ou, melhor dizendo, ao tratamento psicológico através de leitura e algum treino de relaxamento mental, às vezes, com apoio individual ou em grupo. Não é com a utilização do “Princepezinho” ou de livros semelhantes, mas sim de outros, devidamente estruturados e enquadrados, englobando práticas,Maluco2 orientações e descrição de «casos» já resolvidos durante os meus mais de 40 anos de prática clínica.
Nesta psicoterapia, o importante é o paciente ser sincero, colaborar, treinar todos os dias alguns exercícios de relaxamento, durante cerca de um mês, no decurso de uma hora e continuar a praticar isso, à noite, à hora de dormir. Isso pode reduzir drasticamente o tempo de terapia, aprofundar e melhorar a recuperação, servindo também de prevenção ou melhoria de desempenho, com um dispêndio de muito menos de meia hora por dia, em qualquer momento de maior disponibilidade, privilegiando-se a hora de dormir.Psi-Bem-C
Para que cada pessoa possa orientar-se devidamente nesta prática, mesmo sem qualquer ajuda do psicoterapeuta, já está preparado um livro denominado «AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS» (P). Qualquer destes dois livros dá indicações para as primeiras experiências autónomas, indicando uma sequenciação de leituras.
É uma prática que está a ser seguida, só agora, no Reino Unido e nos Estados Unidos e talvez no Brasil, donde recebo perguntas sobre os livros indicados no blog «TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS».
Além deste blog, desde que voltei a ser docente durante 10 anos e me envolvi em aulas de Comportamento
Interacção-B30Organizacional, Psicologia Social e Psicopatologia, no ISMAT, em Portimão, estou a manter há algum tempo, um outro blog, denominado «PSICOLOGIA PARA TODOS», orientado para os que necessitam de apoio, dando respostas destinadas a reduzir as dúvidas que vão sendo suscitadas ao longo das experiências terapêuticas de muitos dos interessados e utilizadores do blog.

Nos casos descritos nos vários livros, sabe-se que o Antunes (B) realizou uma psicoterapia quase autónoma, começando por dar apoio escolar à filha com insucesso escolar. A Cidália (C) teve um apoio ligeiro e, com o Júlio (E), a psicoterapia foi quase feita à mesa dum velho café, no espaço de 8 semanas. Existem muitos mais casos que não foram descritos, não conseguindo ser muito diferentes Imagina-B
dos que já estão apresentados nos livros publicados ou que se encontram prontos para publicação, embora parte deles já tenha tido, nas editoras Clássica, Plátano, Hugin e Escolar, uma versão anterior que não foi do meu inteiro agrado.

A psicoterapia baseia-se essencialmente na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) (tese defendida em 1980), acrescentada com a técnica da Imaginação Orientada (IO), apoiada pela autohipnose, segundo um modelo aproximado ao de Milton Erickson, para uma análise psicológica profunda numa perspectiva de logoterapia, de Viktor Frank, a fim de se fazer a reestruturação cognitiva e uma modificação do comportamento objectiva, duradoura e realista. neuropsicologia-B
Para acelerar e melhorar os resultados, tornando-os mais eficazes e duradouros, para deixar os interessados autónomos e independentes, é necessário que eles compreendam bem o funcionamento, na prática, do comportamento humano isoladamente e em sociedade.
Para saber também o modo como, sem a IO, apenas a TEA deu bons resultados, temos os casos do Joel (G) −, caracterizado pelo psiquiatra como psicopata −, e das depressões da Isilda e da «nova paciente» (H). Os casos da Cristina, Germana e Januário (L) dão três visões diferentes do modo como uma psicoterapia com a boa colaboração do paciente pode ser muito benéfica e vantajosa, servindo de prevenção para o futuro, sem quaisquer medicamentos que possam alienar.Depressão-B
Também os casos do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) apresentam o modo como uma psicoterapia adiada, mal feita ou um acompanhamento inadequado de medicamentos, pode prejudicar o paciente, chegando a agravar os sintomas ao ponto de haver ameaças de suicídio e de homicídio.
Para que nada disso aconteça, a EDUCAÇÃO é importante e, para isso, o caso da JOANA (D), no qual foram «encaixados» conhecimentos de mais de 10 anos de consultas a pais, serve de referência para situações de prevenção e profilaxia.
Desde 2011, quando terminei o período de docência no ISMAT e até com um certo incitamento dos alunos, continuei a manter os dois blogs já citados e a reorganizar os livros publicados, acrescentando-os com Psicopata-B
novos casos, para dar corpo à colecção de BIBLIOTERAPIA, também já mencionada, com 17 livros, destinados à Psicologia, Psicoterapia, Psicopedagogia, Psicologia Social e Desenvolvimento Pessoal.

Como presumo que vale a pena realizar um «tratamento» autonomamente, só com livros e sem qualquer apoio especializado, por conseguir ser muito mais económico, preventivo e profiláctico, já me disponibilizei a ajudar nisso com uma proposta para que existam grupos que desejem enveredar pela prevenção. Por isso, os livros orientadores e, às vezes, as explicações iniciais complementares, são fundamentais.
Acho que é extremamente importante detectar as causas dos «males» para reduzir ou eliminar os seus Psicologia-B
efeitos que não nos interessam, não ficando à espera de agir só depois, quando antes se poderia ter cortado o mal pela raiz, porque ficamos na triste situação dos que se fartam de queixar, para sofrer os males que poderiam ter sido evitados.

Da minha parte, disponibilizo-me para qualquer colaboração, não desejando publicidade, mas apenas informação e divulgação de conhecimentos e experiência válidas. Os livros estão prontos para publicação e os links apresentam aspectos importantes.
Interessará ao LIDL ter lá os livros à venda ou a minha colaboração na DICA?”

F: Em que é que ficou? Maluco2
MN: Não recebi qualquer resposta.

F: E não tinha feito também uma proposta à CMS?
MN: Da mesma maneira como da área da Saúde Mental não tive qualquer aceitação à minha proposta, parece que estes também não estão muito interessados nisso. O interesse fundamental destes, deve ser o de publicar uns artigos que as pessoas se divertem a ler, sem poderem tirar qualquer proveito.

F: Mas não acha que a biblioterapia pode ser útil para muita gente? Joana-B
MN: Acho-a não só útil, como tenho a certeza de que até é um factor de prevenção para que as pessoas não entrem em desequilíbrio psicológico. Digo isto claramente, no post o ANTES e o DEPOIS, com factos relatados por muitos e em várias partes do mundo chamado «civilizado».

F: Acha isso tão útil?
MN: Posso garantir-lhe que comecei por experimentar comigo, desde 1974/75 e continuei a utilizar quase sistematicamente com quase todos os pacientes, desde 1980, quando tive uma agradável experiência com o Júlio (E), à mesa dum velho café, durante 8 semanas. Depois disso, mesmo sem livros mas com apontamentos policopiados, consegui ajudar Consegui-Bmuitas pessoas, que até conseguiram fazer a psicoterapia por si próprios. Os variados posts sobre Biblioterapia espalhados neste blog, dizem bem o que se fez e se pode fazer neste sentido, sendo um método quase semelhante ao que começou a ser utilizado em psicoterapia, no Reino Unido,  só no início deste século, com «prescrição de livros». Repare que não podem ser quaisquer livros para a pessoa se divertir ou distrair, mas sim livros que ajudam a obter o reequilíbrio psicológico ou até a nunca o perder.

 F: Segundo a minha experiência, só ler não dá para coisa alguma!
MN: Tem toda a razão. O importante, é ler para compreender a essência da psicoterapia, o seu método e os pressupostos em que se baseia (J). Saber o modo como funciona, na prática, o comportamento humano, isoladamente (F) e na interacção social (K), também se torna muito importante. Saber aquilo que se deve fazer, em exercícios, para melhorar o equilíbrio Acredita-Bpsicológico de cada um, também é um factor essencial. Saber o que se passou com os outros, pode ajudar ainda mais. Como todo esse trabalho tem de ser feito por cada um, compreendendo aquilo que tiver de fazer, o pequeno livro sobre a AUTO{psico}TERAPIA (P) já está pronto para publicação. É um resumo de muito do que está explanado nos mais de 20 posts sobre AUTOTERAPIA também espalhados neste blog, às vezes, em resposta a alguns comentários.

F: A propósito desta conversa, lembro-me que se celebrou o dia mundial do riso e que uma especialista, com uma demonstração num grupo de pessoas, veio dizer que o riso faz bem à saúde e ocasionava a produção de dopamina. O que me diz a isso? Saude-B
MN: É exactamente aquilo que digo em relação a certas «receitas» que se espalham pelos meios de comunicação social, deixando as pessoas na ilusão e no engano, porque não tocam na essência e podem desencadear efeitos diferentes, ou até contrários aos desejados. Nas várias investigações que podem ter sido feitas, não verificaram a possibilidade de produção da dopamina em indivíduos que podem entrar na investigação forçados a isso e contrariados. O mesmo pode acontecer nas várias modalidades de meditação, ioga, mindfullness, taichi, psicologia positiva ou qualquer outra abordagem, com práticas contrárias ou não desejadas pelo interessado. Tudo depende da «cabeça» ou da consciência de cada um e da sua adesão voluntária e colaboração efectiva. Quando essa colaboração não existe, talvez só o medicamento possa contrariar a situação com as reacções fisiológicas «Educar»-Bque ocasiona. Contudo, suplementar o exercício principal com dietas alimentares, exercícios físicos ou qualquer outro método de melhorar o funcionamento fisiológico não tem qualquer contraindicação. Temos de nos recordar de «mente sã em corpo são» e compreender que, por melhor que seja um condutor, terá muitas mais dificuldades em conduzir uma viatura avariada do que outra em boas condições de funcionamento.

 F: Porque é que diz isso?
MN: Porque não se vai ao âmago da questão. A cabeça é que comanda ou orienta e o corpo obedece. Quando falam em desencadear um determinado factor, não podem confundí-lo com a aparência desse factor. Temos as experiências de Nora Volkow, conceituada especialista em electroneurofisiologia nos EUA, sobre produção de dopamina que, da maneira como são divulgadas, enganam muito. Uma coisa é rir de vontade e outra é rir por obrigação. Os actores também se riem muito e até fazem rir muita gente. Provavelmente, quem se ri por vontade é quem produz dopamina e não aquele que é forçadoDepress-nao-B a rir para fazer rir os outros. Confunde-se aqui a satisfação e a vontade de rir com o acto de rir por obrigação, quando, de facto, a vontade seria de chorar. Se não, os comediantes e os actores que se dedicam a fazer rir o público quase que estariam a produzir dopamina em excesso. Qual razão de muitos deles entrarem em depressão e se suicidarem?

F: E o que diz de psicologia positiva?
MN: Já viu o meu post sobre isto. Demonstra claramente que não posso aceitar que uma «representação» de dar um abraço a alguém, dizer umas «gracinhas» ou rir contra a vontade, possa desencadear boas recordações ou sensações. Só se cada um assim o desejar porque, neste caso, a «mente» − cabeça – da pessoa funciona em consonância. Suc-vida-BCaso contrário, estamos a camuflar um problema com a aparência de estar resolvido quando, de facto, está a marinar, para ficar ainda mais firmado, podendo conduzir a comportamentos desesperados como aconteceu com o famoso comediante Robin Williams de quem já falei no blog.

 F: Já percebi. O que diz acerca de Mindfullness de que se fala muito agora?
MN: Já deve ter visto um post sobre isto. Acho a mesma coisa que disse quanto à Psicologia Positiva. As aparências conduzem-nos a conclusões erradas. Se a cabeça de cada um não estiver envolvida nisso, pouco ou nada se consegue. Quem conduz estas técnicas, faz muita propaganda. É o que está a acontecer agora, até com um candidato a Presidente da República! As pessoas que aderem, imaginam que com essa técnica vão melhorar. Como já estão Stress-Bsugestionadas, conseguem envolver nisso a sua «cabeça»e a sugestão pode funcionar num sentido positivo, porque a cabeça já aceitou a sugestão. Quando a pessoa não aceita essa sugestão e, consequentemente, não dá bom resultado, não custa nada «culpar» essa pessoa por não seguir as normas devidamente. Já verifiquei isso numa exdperiência em meditação transcendental, há muitos anos.

 F: O que é que quer dizer com isso?
MN: O mesmo acontece com o ioga. Quando estive na Índia, em 1994, fui falar com um iogui que, sabendo da minha profissão, desejou conhecer aquilo que eu fazia em psicoterapia. A resposta dele em relação àquilo que eu deveria fazer para praticar o ioga, foi «Senta-te e pratica. Assim, irás aprendendo e praticando». De facto, nós preocupamo-nos com as aparências, sem nos importarmos com a essência. A essência é a nossa cabeça, isto é, a Psicoterapia-Bnossa consciência. Se não estiver envolvida, esclarecida e capaz de analisar com realismo o nosso passado, presente e futuro, quase nada se conseguirá fazer. O mesmo acontece com a meditação. Tudo isso pode ser bom e útil, mas não é tão essencial como a colaboração do próprio e seu empenhamento na melhoria, sem ansiedade exagerada nem expectativas irrealistas.

 F: Então, como é que se vai fazer?
MN: No seu caso, não começou por praticar? Não consultou vários posts e não depreendeu daí que muito do «trabalho» tem de ser do próprio? Quem, melhor do que cada um pode ter acesso às recordações e bons momentos que cada um viveu e vai viver? Que melhor «receita» para nos sentirmos bem e produzir dopamina? Será necessário pqsp2ter o comportamento de rir ou proceder de determinada maneira, ou será necessário um bem-estar interior que nos faz rir com vontade ou nos deixa simplesmente alegres e provoca imensa satisfação? É uma espécie de gozo interior. Esse bem-estar pode não ter sido sentido pelo famoso comediante Robin Williams enquanto representava. Ou será que ele representava, utilizando isso como reforço do comportamento incompatível para não se sentir «em baixo», pelo menos naqueles momentos? Por isso, estava deprimido e medicava-se! O resultado foi o suicídio.

F: Então?
MN: Já experimentou por si próprio, que sem a sua colaboração e a compreensão dos fenómenos psicológicos quase nada teria atingido. E não se esqueça que ajudou o seu supervisor. Se não tivesse tido satisfação consigo, teria feito isso? Adolescencia-BSe o seu supervisor não tivesse notado em si alguma mudança, ter-lhe-ia confidenciado os seus problemas com o filho? O que se preconiza na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA)? Não é cada um recordar os seus bons momentos? O que se pretende com a Imaginação Orientada (IO)? Como é que se pode lá chegar? Não será com o relaxamento mental profundo ajudado, às vezes, inicialmente, com o relaxamento muscular? Quem pode fazer isso por nós? Será necessário adoptar determinadas posições para isso? Algumas posições podem ajudar, mas cada um tem a sua maneira de se deitar para dormir. Não se torna necessário reservar tempo nem local especial para fazer tudo isso. Depois do treino inicial de cerca de um mês, durante uma hora todos os dias, bastam apenas 5 minutos para iniciar todo o processo através dos condicionamentos clássico e operante. Para isso, até se pode utilizar uma música, se necessário, ao gosto de cada um, situação muito diferente daquela em que dizem que uma Apoio-Bmúsica especial é relaxante. Para quem? Por exemplo, enquanto estou a escrever isto, ouço calmamente as valsas de Strauss e sinto-me bem e concentrado. Aquilo que pode ser bom para uns, pode não ser para outros, desde que a «cabeça» do sujeito não aceite isso! E vendem-se muitos livros e cassetes, bem apresentadas com isso! Para quê? Para não dar bom resultado com muitos? O mesmo acontece com as posições de sentado ou deitado, de costas, de bruços ou de lado. Cada um pode escolher a posição que agradar mais na autoterapia que estou a propor. Todas estas técnicas pré-fabricadas podem deixar-nos na sua dependência, tal como os medicamentos ou os conselhos dados a cada momento, sem se deslindar o modo como o comportamento funciona. Por isso, a leitura dos «casos» apresentados torna-se muito útil.Suces-esc-B

F: E isso chega?
MN: Já deve saber por experiência própria que não. O importante, á cada um poder chegar ao fundo da questão do desequilíbrio existente. Para isso, tem de analisar a sua vida, com humildade suficiente para recordar, esmiuçar e compreender os erros cometidos ou, melhor dizendo, as causas dos desequilíbrios. De modo algum se pode analisar a vida com desculpas e justificações para tudo o que aconteceu de mal. O importante é não descobrir «culpas», mas sim causas. Para isso, algumas coisas são fundamentais. Uma, é compreender o funcionamento do comportamento humano com as suas causas e efeitos ou estimulações e respostas. As reed2boas leituras, já indicadas, são para isso. Depois, torna-se necessário fazer uma lista das dificuldades e registar o seu impacto ou força para se poder fazer uma avaliação semanal que possa evidenciar a manutenção da virulência das dificuldades ou a sua redução, quando não for algum aumento esporádico. Só assim se pode progredir no reequilíbrio desejado, orientando-se cada um no sentido adequado. Não é o próprio, a única pessoa que tem de fazer essa avaliação? Quam sente as dificuldades? O psicoterapeuta pode ajudar e orientar, mas a acção principal tem de ser do próprio indivíduo. Além disso, para ser analisado, o comportamento tem de ser recordado ou visto no seu realismo e objectvidade, sem justificações e desculpabilizações. Quem, melhor do que o próprio para fazer isso, especialmente com uma entrada em relaxamento profundo, ajudado pela autohipnose incentivada pelos sinais condicionais das recordações ou músicas preferidas? Temos também de saber que é necessário homem2verificar se as respostas comportamentais poderiam ser diferentes das acontecidas, de que maneira e em que circunstâncias. A vida é de cada um e só o próprio sabe o seu sentido. É o que se pode compreender com a ajuda da logoterapia. Com isso, pode-se enveredar por uma reestruturação cognitiva, vendo, percebendo e sentindo tudo com a maior objectividade e realismo, enquadrando isso no ambiente em que cada um se encontra inserido. Se o próprio tiver dificuldade em conseguir esta parte de psicoterapia, a ajuda dum psicoterapeuta experimentado pode facilitar a situação. Mas é necessário que haja bom senso, objectividade e realismo, com uma boa colaboração do próprio.

F: Isto não é fácil!
MN: Nem eu digo que é fácil. Mas garanto que é possível porque, além de mim, o Antunes (B) experimentou, resolveu e até confl2melhorou, ajudando toda a família, com uma acção de prevenção e profilaxia. E olhe que nem todos os livros necessários estavam devidamente publicados. Outras pessoas – (C), (E), (G), (H), (L) − , resolveram com alguma ajuda. Por isso, escolhi e preparei para publicação os «casos» mais significativos e até fui incentivado por alguns a não esmorecer. Era o que eu lhes dizia quando faziam a psicoterapia e começavam a ficar decepcionados porque não tinham os resultados pretendidos ou esperados, visto que já tinham atingido uma melhoria mais significativa do que a do momento. Como isso acontece com quase todos, torna-se necessário contrariar e persistir. Pode ser o tal pico de extinção! As melhorias iniciais são grandes no início mas, logo depois, parece que surge uma desilusão, porque começam a «estagnar», para não dizer diminuir. É necessário não esmorecer e persistir porque as melhorias seguintes ou finais, serão suaves e duradouras e não tão gritantes e efémeras, previsão2mas ilusórias, como as anteriores. Tudo isto se baseia na modificação do comportamento consciente e realista, para continuar pela vida fora, obtendo um reequilíbrio muito eficaz, real e duradouro.

F: E não existem insucessos?
MN: Um dos livros fala disso. Os casos de «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» indicam como uma psicoterapia atrasada ou mal feita, ou até uma falta de colaboração do próprio, com a complacência e encorajamento do meio ambiente pode causar inúmeros prejuízos, podendo até originar tentativas de suicídio e de homicídio, apesar dos medicamentos a que a pessoa fica, normalmente, sujeita. E isso não acontece apenas com pessoas de pouca instrução académica. Deve-se, em grande parte aos preconceitos e ideias preconcebidas, casos2até com propagandas falaciosas nas quais nos baseamos frequentemente.

F: Acha que isso pode ser evitado?
MN: Não é preciso eu achar. Se ler o livro da JOANA (D), vai verificar o modo como até uma criança de 8 anos consegue utilizar as técnicas mais rudimentares da modificação do comportamento. Além disso, vai verificar de que maneira os pais conseguem educar uma criança adequadamente quando conhecem o funcionamento do comportamento humano numa perspectiva científica e realista. Nesse conjunto de informações baseadas em mais de 10 anos de consultas aos pais, «enquistadas» na história duma só criança, vai descobrir de que modo os pais, que se iriam «des-unir», por causa das divergências na educação da filha, se «re-uniram» a ponto de quererem ter
tecnicas1outro filho para o educar devidamente ajudando a filha mais velha a utilizar com ele as técnicas da modificação do comportamento, que estão sempre presentes nas nossas acções, quer queiramos quer não. Nós utilizamo-las sempre sem querer e sem ter a noção das suas consequências.

F: Estive a verificar que em quase todas as intervenções, coloca muita ênfase na «educação». Qual a razão disso?
MN: Tem toda a razão. A EDUCAÇÃO é fundamentel. Repare que o seu comentário, que deu origem a esta conversa, foi feito no post  «Smartphones e Ciª». Depois de se falar na dependência que se tem criado com os medicamentos, droga ilegal, alcoolismo, obesidade, jogos de azar, problemas sexuais e, presentemente, internet, pratica2também se «culpam» agora os «smartphones» e seus vendedores. E se falássemos primeiro nos utilizadores? Se não houvesse utilizadores, existiria dependência? O meu amigo não está a utilizar a internet? Está dependente dela? Eu não estou a utiliza-la? Estou dependente? Não me serve para veicular informação importante que pode ser útil a muita gente? Repare que o nosso «estar na vida» e a nossa satisfação não nos é proporcionada unicamente pela internet. Utilizamos a internet. É um veículo para os nossos trabalhos ou para o nosso entretenimento. As nossas vidas, sem a internet, correm satisfatoriamente. Se não hover um ambiente familiar e social que nos dê satisfação e se a internet nos proporcionr algum alivio para esse desconforto, talvez a internet proporcione um reforço secundário negativo que, sendo aleatório, pode facilmente conduzir a uma teoria2aporendizagem muito forte e a uma dependência. Tudo isso pode e deve ser equacionado numa boa educação, devendo os pais proporcionar aos filhos a prática suficiente para obter forças que ajudem a ultrapassar pequenas dificuldades que sempre existem e continuarão a existir nas nossas vidas. Uma boa afiliação em casa para que os filhos se sintam queridos e apoiados é imprescindível para uma boa estruturação da personalidade. Vivemos 4 anos de dificuldades, especialmente desde 2010, com vencimentos e pensões reduzidas, aumento de impostos e de custo de vida, o que pode ter «abalado» muitas famílias. Não tivemos de ultrapassar tudo isto? Como a vida é assim, a «boa educação» tem de prever isso e ajudar a ultrapassar com os modelos, a identificação e a moldagem que os pais devem proporcionar e com os reforços que derem aos filhos. É por isso que conhecer a Psicologia em termos simples e aplicada, na prática, às diversas situações do dia-a-dia, é muito importante. É por isso que eu Falhas2não «embarco» em modelos de psicoterapia pré-fabricados e faço todos os possíveis que a própria pessoa compreenda o seu estado, o analise e descubra em si forças para o ultrapassar de forma autónoma e independente. Deste modo, deixa de ficar dependente dum psicoterapeuta e aprende a resolver os problems por si próprio, com eventual ajuda, quando a situação se tornar muito complexa. Por isso, insisto que, se a educação fôr diferente, deixará ou, pelo menos, diminuirá a quantidade de gente necessitando de depender dos conselhos dos outros, dos medicamentos psicotrópicos, do álcool, da pornografia, dos jogos de azar e, agora, da internet e dos smartphones. Este é o mau maior desejo e, por isso, se achar bem, até pode dizer que estou «viciado» neste blog e na colecção dos livros que compõem a BIBLIOTERAPIA. Analisando esta finalidade ou objectivo, não é um vício mau.

Humanismo2

F: Estou a compreender melhor esta sua filosofia. Neste caso, se uma pessoa ler o livro sobre Biblioterapia (Q) e praticar aquilo que está estipulado na Autoterapia (P), dando-se bem com o relaxamento, vai ter de compreender o funcionamento do comportamento humano (F) e o modo de sua interacção com o meio ambiente (K), mas se quiser simplificar este aspecto pode ler o livro da JOANA (D). Quando compreender isso, talvez seja vantajoso saber o modo como o Antunes (B) realizou a sua psicoterapia sozinho e enveredar por esse caminho. Se ainda tiver dificuldades, pode pedir ajuda especializada e consultar os relatos dos casos
de Cidália (C), do Júlio (E), da Cristina, da Germana e do Januário (L) para descobrir de que modo a psicoterapia foi feita, tanto em tempo relâmpago, como em tempo normal e até disfarçadamente, sem dar a impressão de
psicoterapia, mas de conversa de amigos.Marketing2

MN: É exactamente isso. Mas, antes de tudo, quero insistir na colaboração do próprio.

F: Já sei que existem casos difíceis que estão englobados num livro (M). Há mais alguma coisa que deva saber? 
MN: Pode também saber que antes de utilizar a técnica de Imaginação Orientada (IO), a experiência foi
conduzida com 71 pacientes só com a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA). Dois dos casos são os da Isilda (e de «nova paciente») (H) e do Joel (G), obtendo um sucesso de melhoria, com resolução, de 86%, que está
descrita do livro Imaginação Orientada (J), no qual também são abordadas muitas respostas que as pessoas desejam e que Sindicalismo2foram dadas ao Antunes antes de ele iniciar a própria autoterapia, com uma ajuda académica à filha com insucesso escolar.

F: E a propósito do insucesso escolar?
MN: Tem um livro dedicado a isso com o título «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» (I).

F: E os outros livros dessa colecção?
MN: Tenho um dedicado à explicação das psicoterapias, de normalidade e da anormalidade, intitulado «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A). Também ajuda a compreender o funcionamento do não-consciente e a falácia da medicação e de alguns diagnósticos para uma psicoterapia complicada. Outro livro que também pode interessar é o dedicado essencialmente ao funcionamento das empresas, ao comportamento organizacional e ao desenvolvimento humano, intitulado «Comportamento nas Organizações» (N). Também falta escrever um livro dedicado essencialmente às respostas e encaminhamento dos interessados para os livros já existentes. Vai-se intitular «Respostas sobre Psicologia» (O). Repare que os livros podem ser lidos em qualquer ordem, à vontade de interessado e em qualquer momento ou local. É a vantagem desta psicoterapia.compr-C

F: Pelos vistos, já falou nos 17 livros da colecção. O que vai fazer agora com todo esse acervo?
MN: Fico à espera de poder divulgar por quem tenha interesse nisso, porque sou ligeiramente contra a publicidade e a propaganda. Estou à espera que as pessoas interessadas me contactem através do meu email ou de comentários neste blog, para me dizer que estão interessadas no livro. Por isso, também já fiz uma proposta de colaboração que apresento no facebook. Se houver quem se interesse por isso, estou sempre disponível dentro das minhas limitações.

F: Já estamos a ouvir a sirene do meio-dia. Estamos aqui há mais de 3 horas. Desculpe ter-lhe tomado tanto tempo.
MN: Sim. Já é bastante tarde e temos de ir almoçar. Quanto ao tempo da conversa, dou-o por bem empregado porque me parece que lhe consegui tirar algumas dúvidas e me fez surgir outras ideias. Quanto ao conteúdo da nossa conversa, como pode haver muita gente que não tem dinheiro para os livros, sofre de dificuldades e dispõe de algum tempo para a internet, vou praticar a IO nas duas próximas noites e evocar tudo para o primeiro plano da consciência a fim de poder fazer um novo post que possa elucidar os que desconhecem uma técnica que é económica, cómoda, eficaz, fácil de aplicar e que, ao mesmo tempo, pode desenvolver as capacidades de cada um, servindo também de prevenção e profilaxia. Lembro-me que uma consulta pode corresponder a meia dúzia de livros que podem ser consultados em qualquer momento e por muitas pessoas. E, geralmente, só uma consulta não chega para resolver o problema e os livros podem ajudar muito, além de que o blog e a internet podem ter uma divulgação ainda maior. Qualquer dia poderá haver um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R), o 18º da colecção. Cumprimentos ao seu amigo e obrigado pela bica.

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

SMARTPHONES e Ciª

Comentário dum Anónimo no «AUTOTERAPIA 22» e resposta correspondente:
Gostei deste artigo e estou a tirar proveito do mesmo.DIA-A-DIA-C
Hoje de manhã quando ouvi algumas considerações sobre os smartphones e sua dependência pelas crianças, fiquei confuso porque o meu filho de 10 anos também fica muito tempo agarrado ao aparelho.
Isso será mau? Poderei evitar?
Há algum conselho que me possa dar?
Agradeço a ajuda.

Resposta: Vou ver se lhe respondo, logo que puder, com um post sobre «samartphones e ciª»

Para concretizar a minha resposta dada ao seu comentário em relação a este caso e de muitos outros de dependência Biblio(adiccção), tais como droga, álcool, desvios sexuais, comportamentos compulsivos, depressão, etc. vou, antes de tudo, fazer a transcrição do terceiro capítulo do livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) especialmente preparado para que todos compreendam facilmente os mecanismos do funcionamento do comportamento humano.

Com a ajuda desse livro, quase todos poderão compreender de que maneira devem actuar em determinadas situações difíceis ou, melhor ainda, preveni-las, se possível. Não ficarão, assim, dependentes dos conselhos de outros, mesmo que sejam especialistas na matéria. Esses podem ser consultados em casos difíceis ou de emergência em que é necessário dar apoio pessoal e personalizado.mario-70

Quem não necessitar disso, pode ler bastante, apreender o melhor possível o conteúdo do livro, com inúmeros exemplos do dia-a-dia, e agir de acordo com as necessidades, fazendo, mais ou menos, a previsão do comportamento desejado. Para isso, também foi preparado este blog «PSICOLOGIA PARA TODOS» que tenta dar respostas, como agora, a muitas pessoas que, mesmo depois de ler o livro, ou os seus antecessores, não conseguem agir convenientemente.

Psicologia-B

“PORQUÊ ESTE LIVRO?

 A ideia de escrever este livro surgiu da observação de factos que ocorrem no dia-a-dia, demonstrando que até os animais aprendem com facilidade, desde que o ambiente seja adequado e lhes proporcio-ne a satisfação pretendida.

As técnicas utilizadas, tanto servem para a gestão duma empresa como para a educação duma criança, para a docência numa sala de aula, ou ainda para a manutenção duma convivência saudável.

Por isso, temos de ir aprendendopela vida fora.Saude-B

Quando a aprendizagem nos trouxer vantagens, pode melhorar a qualidade da vida humana. Esta melhoria significa a eliminação ou redução de comportamentos desviados, nepotismos, autoritarismos, subserviência, corrupção, má gestão, droga, prostituição, delinquência, certos tipos de insucesso escolar e desentendimentos conjugais, familiares, profissionais e sociais, além de muitas coisas mais…

Tentou concretizar-se esta ideia inicial com o livro O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA, cujo conteúdo original foi «especializadamente» distorcido pelos técnicos da editora. Mais tarde, devido à pouca apetência da sua aquisição pelo Acredita-Bpúblico, houve necessidade de mudar o título e a capa para A PSICOLOGIA NO DIA-A-DIA.

Posteriormente, devido à má distribuição do livro e desejo da reformulação do seu conteúdo, foram publicados, também por exigência de outra editora, cinco pequenos volumes de “COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO – teoria, prática, técnicas, «casos» e previsão”.

Como, neste caso, o seccionamento do conteúdo e a péssima apresentação das capas não proporcionou grande sucesso, a experiência ganha através de todos os insucessos acumulados, ajudou a que tanto o conteúdo como a capa tenham o aspecto e a disposição que nos parece mais simpática, depois de muitíssimas alterações, com muitos cortes Consegui-Be acrescentos.

Que a leitura ajude quem mais necessita de modificar o seu comportamento, ajudando também os outros com os conhecimentos adquiridos. Este é o nosso maior desejo e oxalá que tenhamos sorte!

Os casos reais que aqui se descrevem, comprovam as considerações tecidas, bem como o que se realizou e é possível atingir através da aplicação das técnicas de modificação comportamental da ciência psicológica, demonstrando os efeitos das contingências do meio ambiente e do reforço, na nossa aprendizagem do dia-a-dia.Joana-B

Também não nos podemos esquecer da grande influência que é exercida nos nossos comportamentos e na vivência social, pelos factos que ocorreram no passado, alguns dos quais deixaram de ser lembrados há muito, quer pela nossa vontade consciente ou inconsciente, quer por não nos terem causado, naquele momento, interesse específico ou um incómodo muito grande.

Grande parte deste livro, muito renovado a partir de 2000, faz-  -nos relembrar muitos momentos em que tínhamos imenso prazer em ir ao Bar Atlântico do Hotel Golfinho, só para dançar ao som das magníficas músicas dos Maluco2primeiros anos do século XX, tocadas pelo Armandinho, que também nos deliciava com as suas anedotas, relacionadas com alentejanos, contadas nos intervalos da sua actuação musical.

Às vezes, como em todos os casos, além da «arquitectura» deste livro, essas recordações ficam simplesmente relegadas para o passado, bem no fundo duma espécie de baú, guardado no canto mais recôndito do sótão, da cave ou de qualquer outro local pouco utilizado. Onde é que iremos buscar os «nossos» pensamentos positivos?

Não seriam melhor as nossas «recordações positivas»?Psicopata-B

A «Imaginação Orientada» (J) (IO, com TEA + autohipnose + logoterapia + reestruturação cognitiva + análise profunda do comportamento e sua modificação) serve para isso.

São factos do dia-a-dia que todos nós vivemos e desejamos que passem a ser do nosso gosto e que nos ajudem no futuro.

******************

Depois desta transcrição das páginas 17 e 18 do capítulo terceiro, vamos aos factos dos «smartphones e ciª».

Em tempos, vi um blog brasileiro duma psicóloga que dava conselhos pontuais, tal como acontece com muitas das nossas revistas especializadas, que não apresentam as «verdadeiras» causas a fim de as detectar e tentar eliminar os seus Depressão-Befeitos. Dão respostas pontuais que, até certo ponto, podem não servir ao interessado ou até deixa-lo no engano.

Sem saber as causas, torna-se difícil localizar o problema ou, pelo menos, o interessado não consegue, pelos seus próprios meios, analisar a situação a fim de evitar futuros «descalabros» e, se possível, remediar os do momento. Em quase todas estas situações, torna-se imprescindível, saber o que se passou antes para ocasionar depois a situação que não interessa ou que é desagradável.

Todos os comportamentos têm as suas origens e, se não as conseguirmos detectar, não as poderemos evitar, eliminar ou reduzir, mesmo que seja ligeiramente.Imagina-B

Os samartphones não ocasionam «dependência» em todas as pessoas. Portanto, esses aparelhos não são a causa. Porém, qual a razão de todos os seus utilizadores não se «viciarem»? O mesmo pode acontecer com as drogas, álcool, compulsões, depressões e muitas coisas mais, como a prostituição e a delinquência.

Todos queremos ser felizes. Mas, a felicidade baseia-se essencialmente na sensação de bem-estar que a pessoa sente com o seu comportamento e com as suas vivências. Quando não conseguimos isso, vamos procurando ter comportamentos alternativos que serão de aproximação a algo que nos interessa ou de evitamento de coisas que não nos Psi-Bem-Cinteressam ou que nos desagradam.
Quando somos bem-sucedidos ou obtemos satisfação com esses comportamentos, conseguimos obter reforço, que pode positivo no caso de se conseguir algo de bom, sendo negativo quando temos sucesso em fugir daquilo que nos desagrada. Muitos são os posts que tratam deste assunto neste blog. É uma questão de os consultar conforme as necessidades do momento, não deixando de visitar também todos os links incluídos neles.

São posts relacionados com muitos casos simples, que indicam as situações específicas de pessoas que procuram qualquer coisa que não têm, tal como divertimento, convivência com os pais ou restantes familiares, inclusão na Difíceis-Bsociedade, melhoria da autovalorização ou autorrealização e muitas coisas mais como a segurança pessoal.

Falando mais especificamente nos smartphones, a criança tem satisfação enquanto o utiliza? Qual a satisfação que obtém quando executa outros comportamentos? O contacto com os pais ou outros familiares é, para ela, agradável ou satisfatório? Se tivesse mais contacto com os pais ou familiares seria possível utilizar, simultaneamente, o aparelho durante esse tempo? Quais são as limitações que ela tem para a utilização desse aparelho? Se a criança não tiver o senso das limitações, como poderá orientar o seu comportamento? Em que sentido? Que exemplo dão os pais? Quais são os modelos a imitar? Quando a criança utiliza o aparelho, os pais, por acaso, Organizar-B
não se mostram satisfeitos e não lhe fazem perguntas sobre algumas novidades? O reforço vicariante daí obtido não fará com que esse comportamento de manuseamento do aparelho seja fortalecido, para mais, se houver a modelagem dos pais, para ser continuado com uma moldagem no sentido do manuseamento do aparelho?

Para obviar esta «dependência», mesmo que não existam limitações para a utilização do aparelho,  o mais importante seria a utilização do reforço do comportamento incompatível, com distrações durante as quais se poderiam fomentar comportamentos de não utilização do aparelho, que seriam imediatamente reforçados. Pelo Respostas-B30menos, desviar-se-ia a atenção para coisas diferentes com as quais a criança obtivesse algum reforço ou satisfação.

Castigar por causa da sua utilização pode não ser uma medida adequada, porque no momento em que a punição abrandar ou não existir, o comportamento anterior pode voltar a acontecer com uma intensidade e força ainda maiores do que anteriormente. Neste caso, o pico da extinção é muito importante e esta técnica é extremamente difícil de aplicar com segurança.

Nos casos dos drogados, alcoólicos, jogadores, etc. a situação é mais ou menos semelhante e, caso não se tenham tomado as
medidas de prevenção, a análise da situação é mais importante do que apenas adoptar medidas que deram resultado em outros «Educar»-Bcasos como se todos fossem feitos a papel químico. O importante é descobrir as causas para evitar os efeitos que não interessam.

Nos meus tempos, não havia smartphones e não desperdiçávamos o tempo com essa «dependência». Poderíamos criar «dependência» de comportamentos mais saudáveis física e psicologicamente.

Muitas das vezes é apenas isso que falta, juntamente com um conjunto de regras que teremos de seguir na nossa vida para nos adaptarmos saudavelmente à sociedade em que vivemos, imitando muitos comportamentos e orientando o nosso, conforme as circunstâncias.Depress-nao-B

Falando também apenas nos casos dos alcoólicos e drogados, qual foi a necessidade de eles começarem a beber ou de consumir drogas? Foi para imitar os outros? Seria para não se sentirem inferiorizados ou excluídos de grupos em que desejavam ser incluídos por não terem a devida convivência em casa? Os efeitos do consumo não os deixarão alheados ou com esquecimento em relação a essas mágoas que não desejaram?

Está aqui a necessidade de uma tentativa de resolução dum conflito que, até certo ponto, pode ser de dupla aproximação-Interacção-B30afastamento, isto é, com consequências menos desagradáveis, mas também efeitos
perniciosos. Na resolução desse conflito, sem qualquer outro apoio, pode vencer a resposta de conseguir consequências menos desagradáveis: a de diminuir a mágoa de estar «fora» da família. Os casos de bullying não serão também uma necessidade de o agressor superar a inferioridade que sente por não estar bem «acompanhado» em casa?

Cada situação tem de ser devidamente escrutinada para descobrir as causas e tentar elimina-las ou altera-las a fim de modificar ou suprimir os seus efeitos. Para isso, este blog tem muitas situações que podem ser avaliadas consultando os neuropsicologia-Bposts com as designações apresentadas aqui em letra gorda. É para isso que tanto o livro como o blog com a designação «PSICOLOGIA PARA TODOS» foram preparados.

 

Em divulgação…

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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AUTOTERAPIA 22

Dr. Noronha.
Antes de tudo, bom Ano Novo.
Como já disse, estou a «trabalhar» na empresa do meu formador, que me agradeceu muito pelo apoio que lhe dei.
Não tenho livros mas, de vez em quando, vou ao facebook.
Quando vi este artigo, pareceu-me interessante.
Para eu convencer esse meu formador de que não deve tomar medicamentos denecessariamente, especialmente os psiquiátricos, há alguma coisa em que me possa basear?
Se me puder dar uma ajuda, agradeço imenso.
Continuação de Bom Ano.
O meu amigo também envia cumprimentos porque não o tem visto ultimamente passar pelo café.
Felício.

Agradeço e retribuo os desejos de Bom Ano e vou tentar corresponder ao seu pedido com um novo post baseado num dos capítulos do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A), publicado há alguns anos, quando leccionava no ISMAT.
Cumprimentos ao seu amigo, que espero que também leia o novo post intitulado AUTOTERAPIA 22.
Felicidades.
M. de Noronha

 

Para dar satisfação ao comentário feito no post PSICOLOGIA CANINA e à resposta consequente, acima transcritos, vou apresentar a seguir o capítulo das páginas 127 a 131 do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A).

É BOM SABER O QUE SE PASSA CONNOSCO

Para poder reagir a tempo, convém não sermos os últimos a saber aquilo que acontece connosco.

Sabemos que os efeitos nefastos do álcool, cocaína e outras drogas classificadas como recreativas nos deixam sem capacidade de julgamento. As drogas psiquiátricas actuam de maneira ainda pior, deixando-nos «deficientes».Acredita-B
Um exemplo marcante é a desquinésia tardia que é um distúrbio a englobar estremeções e espasmos permanentes causadas por drogas neurolépticas ou antidepressivas tais como Haldol e Risperdal. Muitos estudos mostram que a maioria dos pacientes com estes problemas induzidos pela droga, negam a sua ocorrência especialmente enquanto estão a tomar a medicação.
Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Effexor e outras drogas que sobreestimulam o sistema de serotonina, provocam geralmente alterações de personalidade tais como irritabilidade, agressividade, instabilidade humoral e diversos Consegui-B
graus de euforia. A pessoa que toma a medicação pode sentir-se «melhor do que nunca» enquanto os familiares vêem que o indivíduo se transformou numa «pessoa diferente», com muitos traços de personalidade negativos.

Sem compreender o que lhes está a acontecer, os pacientes podem ficar, durante meses e anos, dependentes de tranquilizantes menores tais como Xanax ou Valium. Podem imaginar que necessitam de tomar cada vez mais droga para controlar a ansiedade e a insónia quando, de facto, as drogas pioram a sua condição. Mesmo quando compreendem que estão viciados, acham difícil enfrentar o problema e passam a negar que estejam viciados, continuando a tomar a droga.Maluco2

Muitos pacientes que tomam drogas psiquiátricas descobrem que perderam a acuidade de memória. Esta consequência está vulgarmente associada ao lítio, aos tranquilizantes e a uma diversidade de antidepressivos. Tanto os pacientes como os médicos podem atribuir isto, erradamente, à «depressão» mais do que à droga. No caso de pacientes mais idosos, estas dificuldades de memória são atribuídas à senescência.

É bom realçar que, sem darmos por isso, as drogas psiquiátricas que tomamos podem reduzir a nossa capacidade de vigília, acuidade mental, vivacidade emocional, sensibilidade social ou criatividade. Podem causar efeitos físicos Psicopata-Cou mentais adversos os quais temos dificuldade em reconhecer ou avaliar. Além disso, como estes sintomas de disfunção se assemelham a problemas psiquiátricos, é mais fácil para o próprio, para o médico ou para o familiar, atribui-los, erradamente, a problemas emocionais.

A anagnosia é um distúrbio no julgamento provocado pela disfunção cerebral verificado inicialmente em doentes com ataques cardíacos que negam estar parcialmente paralíticos. Numa perspectiva psicológica, esta negação é a não-aceitação da ocorrência desta incapacidade óbvia pela função mental.

As drogas psiquiátricas são especialmente perigosas porque nos podem tornar incapazes de reconhecer os seus efeitos Depressão-Bmaléficos. Podemos ficar gravemente prejudicados sem saber o que se passa. Em muitos casos, as pessoas não tomam consciência dos efeitos danosos das drogas até conseguirem ficar recuperadas, muito depois de as terem deixado de tomar.

Num estudo comparativo realizado pela FDA durante o processo clínico de aprovação de Serzone e Effexor em relação ao efeito do placebo, Moore (1997) verificou que os suicídios e suas tentativas eram mais frequentes em pessoas medicadas do que naquelas que tomavam placebo. Nos 3496 pacientes tratados com Serzone houve 9 suicídios e 12 tentativas ao passo que nos 875 placebos apenas houve uma tentativa de suicídio, o que Psi-Bem-Cse pode traduzir numa proporção de 5 para 1.

No que se refere a Effexor, a proporção reduziu-se de 5 para 3,5. Isto mostra que os pacientes, apesar de estarem deprimidos, quando não estão medicados, não tentam o suicídio com a mesma alta frequência que apresentam ao tomar a medicação. Num outro estudo cruzado em que todos os pacientes foram sujeitos às mesmas condições de tomar a medicação ou ingerir placebo, verificou-se que as tentativas de suicídio eram mais frequentes quando estavam a ser medicados.

O relato de um dos pacientes diz o seguinte:Difíceis-B

“Quando estava a tomar Effexor, tive efeitos secundários esquisitos. Enquanto estava a adormecer ou quando tinha o corpo relaxado, o que acontecia quando me deitava e via televisão, sentia contracções nas pernas e cabeça/nuca que se assemelhavam a movimentos involuntários. Agora que diminuí a dose de 225 para 150 miligramas diários, isto não acontece tão frequentemente, embora suceda de vez em quando. Serei só eu a ter este efeito secundário tão esquisito?”

Em 1998, a escritora Deborah Abramson esclareceu no Boston Phoenix que utilizou muitos medicamentos, combinações e Bibliodosagens, até passar para um dos antidepressivos mais estimulante comercializado como Effexor. À hora de se deitar tinha de tomar um sedativo para contrabalançar o efeito estimulante do Effexor e conseguir conciliar sono (Glenmullen, 2001).

Estas combinações a que os farmacêuticos chamam «cocktails», são prescritas a muitos pacientes. Os utilizadores da droga nas ruas (os chamados «drogados») referem-se a este fenómeno como tomar uma alta para a matar com uma baixa. Por causa da sua dependência, Abramson diz que “passou ultimamente a ter muitos sonhos em relação à sua viciação em álcool, craque, heroína”. Num dos seus sonhos “olhou para os
mario-70seus braços e viu sulcos por todo o lado numa pele dura e impenetrável e, por isso, pensou que estava viciada”.

Se lhe faltar uma dose, mesmo passadas poucas horas, ela sente uma ligeira forma de abstinência que lhe provoca vertigem e sensação de formigueiro à volta da boca. Não entra em pânico, como aconteceria a um viciado, porque sabe que a sua dose pode ser facilmente reposta. Contudo, esta dependência, tanto psicológica como física, deixa-a desconfortável.

Existem inúmeros estudos sobre as drogas ilícitas, mas sobre Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Wellbitrin ou Zyban, Effexor, Serzone, que são as drogas legalmente prescritas, esses estudos são escassos ou pouco difundidos, Imagina-Bespecialmente no acompanhamento feito aos pacientes, que os deveriam conhecer para saber quais os efeitos das drogas a fim de se conseguirem precaver dos nefastos.

Segundo Glenmullen (2001), os anúncios das drogas a serem prescritas pelos médicos distorcem a informação de tal maneira que até um observador mais cuidadoso pode não se aperceber disso. Nos anúncios dos novos antidepressivos, nos meios de comunicação social e revistas especializadas, os laboratórios utilizam slogans simpáticos tais como os dos cigarros e cervejas. Os anúncios de Effexor utilizam o de melhorar a vida do utilizador.

  • Um deles mostra uma mãe muito sorridente e uma filha a subir as escadas a correr. Por baixo desta fotografia está escrito Respostas-B30a lápis: “Já tenho a minha mãe de volta”.
  • Um outro, mostra um indivíduo de aspecto grosseiro, com o seu filho, e uma frase a dizer: “Tenho o meu pai de volta”.
  • Ainda um outro mostra um casal a dar um abraço muito afectuoso e duas alianças entrelaçadas, tendo uma frase, por baixo, a dizer “Tenho o meu casamento de volta”.

Com anúncios deste género ficam umas perguntas no ar:
— “Se o medicamento é tão bom e só deve ser utilizado por quem dele necessita e com recomendação médica, Organizar-Bqual a razão de tanta e tão «agressiva» propaganda?
— “Não saberão os médicos ler a literatura científica que acompanha ou «deve acompanhar» todos os medicamentos com a sua composição, dosagem, efeitos secundários e outros malefícios?”
— “A promoção dos laboratórios destinar-se-á a facilitar a tarefa dos médicos que «devem» receitar estes medicamentos levando os pacientes a aceitar melhor a sua prescrição?”

Que responda quem quiser e souber e que se deixe iludir quem não tiver amor-próprio.


***********************Psicologia-B

Depois desta transcrição e tendo conhecimento de que se utiliza, quase indiscriminadamente, a Ritalina em crianças com dificuldades escolares mínimas, julgo que pode ser útil para qualquer pessoa a leitura do post Psicoterapia/Medicação elaborado há muito a pedido de um anónimo. Convém consultar também todos os links nele indicados. Vão descobrir que até um psiquiatra de nomeada nos EUA aconselha as pessoas e não se fiarem muito nos medicamentos e, muito menos, abusar deles. As suas intervenções, em inglês, em vídeo,
talvez ajudem ainda mais a compreender este problema. A autoterapia é possível e estou à espera da melhor oportunidade para Interacção-B30publicar o livro adequado, logo que existam pessoas interessadas nele.

Contudo, para que a psicoterapia (ou autoterapia) seja eficaz, é necessário que o interessado:
leia bastante daquilo que é recomendado e compreenda bem o funcionamento do comportamento humano;
treine o suficiente, sem desânimo e com persistência perante as primeiras decepções e desencorajamentos;
registe as dificuldades do momento, recordando também as do passado;
recorde os bons momentos;
◊ quando estiver em relaxamento mental, reveja a sua vida passada e presente com objectividade e realismo;Joana-B
analise todos os seus comportamentos com pragmatismo e racionalidade, tendo a humildade suficiente para reconhecer os erros (causas) que ocasionaram as dificuldades (efeitos) sentidas;
reveja todo o seu passado para descobrir as falhas, sem qualquer ligação a «culpabilizações», assim como a possibilidade de as evitar ou, pelo menos, reduzir ao máximo;
compare o comportamento passado com o do momento, procurando novos modos de ultrapassar dificuldades e de melhorar o comportamento;
termine sempre os exercícios com as recordações boas que tiver tido no passado ou as obtiver com as soluções adoptadas ou possíveis.neuropsicologia-B

Para tudo isto, não é necessária qualquer posição, local ou ambiente específico e, muito menos uma metodologia especial. Tudo se pode fazer à hora de dormir, exceptuando as leituras e os registos que também se podem realizar a qualquer momento e em quase todos os locais.

O importante é a pessoa estar interessada e utilizar a sua «cabeça» para todo este «trabalho».

Fazendo uma analogia mais prosaica, é uma pessoa tomar um bom banho, vestir-se com roupa limpa e «Educar»-Butilizar quaisquer vestes «a seu gosto», não se sujeitando, contra a sua vontade, com o corpo todo sujo de porcaria, a roupas bonitas ou dispendiosas ao gosto dos outros, só porque está na moda ou «parece bem».

É o «lavar a alma» para cada um se sentir de bem consigo próprio, quanto mais cedo, melhor.

O relato dos «casos» de Antunes (B), Cidália (C), Júlio (E), Joel (G), Isilda e «nova paciente» (H), Cristina, Vitor, Germana, Januário (L), cada um com os seus problemas peculiares e modos de resolver, dá uma ajuda extraordinária para descobrir de que modo cada um deles utilizou o sistema, com ou sem ajuda, adaptando-o à sua maneira deDepress-nao-B ser e às disponibilidades existentes.

Os «casos» do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) mostram o modo como os problemas se avolumam, causam muitos incómodos ou não se resolvem quando as medidas necessárias são erradas e inadequadas ou não são tomadas em tempo oportuno.

Também o «caso» da Joana (D) apresenta um modo de actuação que serve de profilaxia, sem dispêndios, para que exista uma estabilidade comportamental e interaccional saudável.
Para que a «educação» da Joana fosse boa, os pais tiveram de ler muito sobre o funcionamento do comportamento humano e psicoterapia2sua interacção social e praticar o que foi necessário, não como terapia, mas como profilaxia para que não houvesse desequilíbrios psicológicos.

A base da psicoterapia e a sua filosofia, com experimentação em 71 «casos» diversos, antes de 1980, é apresentada na «Imaginação Orientada» (J).

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, espero que vá existir em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que elucide e oriente devidamente os interessados, de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica, completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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