PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 22

Dr. Noronha.arvore-2
Antes de tudo, bom Ano Novo.
Como já disse, estou a «trabalhar» na empresa do meu formador, que me agradeceu muito pelo apoio que lhe dei.
Não tenho livros mas, de vez em quando, vou ao facebook.
Quando vi este artigo, pareceu-me interessante.
Para eu convencer esse meu formador de que não deve tomar medicamentos denecessariamente, especialmente os psiquiátricos, há alguma coisa em que me possa basear?
Se me puder dar uma ajuda, agradeço imenso.
Continuação de Bom Ano.
O meu amigo também envia cumprimentos porque não o tem visto ultimamente passar pelo café.
Felício.

Agradeço e retribuo os desejos de Bom Ano e vou tentar corresponder ao seu pedido com um novo post baseado num dos capítulos do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A), publicado há alguns anos, quando leccionava no ISMAT.
Cumprimentos ao seu amigo, que espero que também leia o novo post intitulado AUTOTERAPIA 22.
Felicidades.
M. de Noronha

Saude-C

Para dar satisfação ao comentário feito no post PSICOLOGIA CANINA e à resposta consequente, acima transcritos, vou transcrever a seguir o capítulo das páginas 127 a 131 do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A).

É BOM SABER O QUE SE PASSA CONNOSCO

Para poder reagir a tempo, convém não sermos os últimos a saber aquilo que acontece connosco.

Sabemos que os efeitos nefastos do álcool, cocaína e outras drogas classificadas como recreativas nos deixam sem capacidade Acredita-B
de julgamento. As drogas psiquiátricas actuam de maneira ainda pior, deixando-nos «deficientes».

Um exemplo marcante é a desquinésia tardia que é um distúrbio a englobar estremeções e espasmos permanentes causadas por drogas neurolépticas ou antidepressivas tais como Haldol e Risperdal. Muitos estudos mostram que a maioria dos pacientes com estes problemas induzidos pela droga, negam a sua ocorrência especialmente enquanto estão a tomar a medicação.
Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Effexor e outras drogas que sobreestimulam o sistema de serotonina, provocam geralmente alterações de personalidade tais como irritabilidade, agressividade, instabilidade humoral e diversos Consegui-B
graus de euforia. A pessoa que toma a medicação pode sentir-se «melhor do que nunca» enquanto os familiares vêem que o indivíduo se transformou numa «pessoa diferente», com muitos traços de personalidade negativos.

Sem compreender o que lhes está a acontecer, os pacientes podem ficar, durante meses e anos, dependentes de tranquilizantes menores tais como Xanax ou Valium. Podem imaginar que necessitam de tomar cada vez mais droga para controlar a ansiedade e a insónia quando, de facto, as drogas pioram a sua condição. Mesmo quando compreendem que estão viciados, acham difícil enfrentar o problema e passam a negar que estejam viciados, continuando a tomar a droga.Maluco2

Muitos pacientes que tomam drogas psiquiátricas descobrem que perderam a acuidade de memória. Esta consequência está vulgarmente associada ao lítio, aos tranquilizantes e a uma diversidade de antidepressivos. Tanto os pacientes como os médicos podem atribuir isto, erradamente, à «depressão» mais do que à droga. No caso de pacientes mais idosos, estas dificuldades de memória são atribuídas à senescência.

É bom realçar que, sem darmos por isso, as drogas psiquiátricas que tomamos podem reduzir a nossa capacidade de vigília, acuidade mental, vivacidade emocional, sensibilidade social ou criatividade. Podem causar efeitos físicos Psicopata-Cou mentais adversos os quais temos dificuldade em reconhecer ou avaliar. Além disso, como estes sintomas de disfunção se assemelham a problemas psiquiátricos, é mais fácil para o próprio, para o médico ou para o familiar, atribui-los, erradamente, a problemas emocionais.

A anagnosia é um distúrbio no julgamento provocado pela disfunção cerebral verificado inicialmente em doentes com ataques cardíacos que negam estar parcialmente paralíticos. Numa perspectiva psicológica, esta negação é a não-aceitação da ocorrência desta incapacidade óbvia pela função mental.

As drogas psiquiátricas são especialmente perigosas porque nos podem tornar incapazes de reconhecer os seus efeitos Depressão-Bmaléficos. Podemos ficar gravemente prejudicados sem saber o que se passa. Em muitos casos, as pessoas não tomam consciência dos efeitos danosos das drogas até conseguirem ficar recuperadas, muito depois de as terem deixado de tomar.

Num estudo comparativo realizado pela FDA durante o processo clínico de aprovação de Serzone e Effexor em relação ao efeito do placebo, Moore (1997) verificou que os suicídios e suas tentativas eram mais frequentes em pessoas medicadas do que naquelas que tomavam placebo. Nos 3496 pacientes tratados com Serzone houve 9 suicídios e 12 tentativas ao passo que nos 875 placebos apenas houve uma tentativa de suicídio, o que Psi-Bem-Cse pode traduzir numa proporção de 5 para 1.

No que se refere a Effexor, a proporção reduziu-se de 5 para 3,5. Isto mostra que os pacientes, apesar de estarem deprimidos, quando não estão medicados, não tentam o suicídio com a mesma alta frequência que apresentam ao tomar a medicação. Num outro estudo cruzado em que todos os pacientes foram sujeitos às mesmas condições de tomar a medicação ou ingerir placebo, verificou-se que as tentativas de suicídio eram mais frequentes quando estavam a ser medicados.

O relato de um dos pacientes diz o seguinte:Difíceis-B

“Quando estava a tomar Effexor, tive efeitos secundários esquisitos. Enquanto estava a adormecer ou quando tinha o corpo relaxado, o que acontecia quando me deitava e via televisão, sentia contracções nas pernas e cabeça/nuca que se assemelhavam a movimentos involuntários. Agora que diminuí a dose de 225 para 150 miligramas diários, isto não acontece tão frequentemente, embora suceda de vez em quando. Serei só eu a ter este efeito secundário tão esquisito?”

Em 1998, a escritora Deborah Abramson esclareceu no Boston Phoenix que utilizou muitos medicamentos, combinações e Bibliodosagens, até passar para um dos antidepressivos mais estimulante comercializado como Effexor. À hora de se deitar tinha de tomar um sedativo para contrabalançar o efeito estimulante do Effexor e conseguir conciliar sono (Glenmullen, 2001).

Estas combinações a que os farmacêuticos chamam «cocktails», são prescritas a muitos pacientes. Os utilizadores da droga nas ruas (os chamados «drogados») referem-se a este fenómeno como tomar uma alta para a matar com uma baixa. Por causa da sua dependência, Abramson diz que “passou ultimamente a ter muitos sonhos em relação à sua viciação em álcool, craque, heroína”. Num dos seus sonhos “olhou para os
mario-70seus braços e viu sulcos por todo o lado numa pele dura e impenetrável e, por isso, pensou que estava viciada”.

Se lhe faltar uma dose, mesmo passadas poucas horas, ela sente uma ligeira forma de abstinência que lhe provoca vertigem e sensação de formigueiro à volta da boca. Não entra em pânico, como aconteceria a um viciado, porque sabe que a sua dose pode ser facilmente reposta. Contudo, esta dependência, tanto psicológica como física, deixa-a desconfortável.

Existem inúmeros estudos sobre as drogas ilícitas, mas sobre Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Wellbitrin ou Zyban, Effexor, Serzone, que são as drogas legalmente prescritas, esses estudos são escassos ou pouco difundidos, Imagina-Bespecialmente no acompanhamento feito aos pacientes, que os deveriam conhecer para saber quais os efeitos das drogas a fim de se conseguirem precaver dos nefastos.

Segundo Glenmullen (2001), os anúncios das drogas a serem prescritas pelos médicos distorcem a informação de tal maneira que até um observador mais cuidadoso pode não se aperceber disso. Nos anúncios dos novos antidepressivos, nos meios de comunicação social e revistas especializadas, os laboratórios utilizam slogans simpáticos tais como os dos cigarros e cervejas. Os anúncios de Effexor utilizam o de melhorar a vida do utilizador.

  • Um deles mostra uma mãe muito sorridente e uma filha a subir as escadas a correr. Por baixo desta fotografia está escrito Respostas-B30a lápis: “Já tenho a minha mãe de volta”.
  • Um outro, mostra um indivíduo de aspecto grosseiro, com o seu filho, e uma frase a dizer: “Tenho o meu pai de volta”.
  • Ainda um outro mostra um casal a dar um abraço muito afectuoso e duas alianças entrelaçadas, tendo uma frase, por baixo, a dizer “Tenho o meu casamento de volta”.

Com anúncios deste género ficam umas perguntas no ar:
— “Se o medicamento é tão bom e só deve ser utilizado por quem dele necessita e com recomendação médica, Organizar-Bqual a razão de tanta e tão «agressiva» propaganda?
— “Não saberão os médicos ler a literatura científica que acompanha ou «deve acompanhar» todos os medicamentos com a sua composição, dosagem, efeitos secundários e outros malefícios?”
— “A promoção dos laboratórios destinar-se-á a facilitar a tarefa dos médicos que «devem» receitar estes medicamentos levando os pacientes a aceitar melhor a sua prescrição?”

Que responda quem quiser e souber e que se deixe iludir quem não tiver amor-próprio.


***********************Psicologia-B

Depois desta transcrição e tendo conhecimento de que se utiliza, quase indiscriminadamente, a Ritalina em crianças com dificuldades escolares mínimas, julgo que pode ser útil para qualquer pessoa a leitura do post Psicoterapia/Medicação elaborado há muito a pedido de um anónimo. Convém consultar também todos os links nele indicados. Vão descobrir que até um psiquiatra de nomeada nos EUA aconselha as pessoas e não se fiarem muito nos medicamentos e, muito menos, abusar deles. As suas intervenções, em inglês, em vídeo,
talvez ajudem ainda mais a compreender este problema. A autoterapia é possível e estou à espera da melhor oportunidade para Interacção-B30publicar o livro adequado, logo que existam pessoas interessadas nele.

Contudo, para que a psicoterapia (ou autoterapia) seja eficaz, é necessário que o interessado:
leia bastante daquilo que é recomendado e compreenda bem o funcionamento do comportamento humano;
treine o suficiente, sem desânimo e com persistência perante as primeiras decepções e desencorajamentos;
registe as dificuldades do momento, recordando também as do passado;
recorde os bons momentos;
◊ quando estiver em relaxamento mental, reveja a sua vida passada e presente com objectividade e realismo;Joana-B
analise todos os seus comportamentos com pragmatismo e racionalidade, tendo a humildade suficiente para reconhecer os erros (causas) que ocasionaram as dificuldades (efeitos) sentidas;
reveja todo o seu passado para descobrir as falhas, sem qualquer ligação a «culpabilizações», assim como a possibilidade de as evitar ou, pelo menos, reduzir ao máximo;
compare o comportamento passado com o do momento, procurando novos modos de ultrapassar dificuldades e de melhorar o comportamento;
termine sempre os exercícios com as recordações boas que tiver tido no passado ou as obtiver com as soluções adoptadas ou possíveis.neuropsicologia-B

Para tudo isto, não é necessária qualquer posição, local ou ambiente específico e, muito menos uma metodologia especial. Tudo se pode fazer à hora de dormir, exceptuando as leituras e os registos que também se podem realizar a qualquer momento e em quase todos os locais.

O importante é a pessoa estar interessada e utilizar a sua «cabeça» para todo este «trabalho».

Fazendo uma analogia mais prosaica, é uma pessoa tomar um bom banho, vestir-se com roupa limpa e «Educar»-Butilizar quaisquer vestes «a seu gosto», não se sujeitando, contra a sua vontade, com o corpo todo sujo de porcaria, a roupas bonitas ou dispendiosas ao gosto dos outros, só porque está na moda ou «parece bem».

É o «lavar a alma» para cada um se sentir de bem consigo próprio, quanto mais cedo, melhor.

O relato dos «casos» de Antunes (B), Cidália (C), Júlio (E), Joel (G), Isilda e «nova paciente» (H), Cristina, Vitor, Germana, Januário (L), cada um com os seus problemas peculiares e modos de resolver, dá uma ajuda extraordinária para descobrir de que modo cada um deles utilizou o sistema, com ou sem ajuda, adaptando-o à sua maneira deDepress-nao-B ser e às disponibilidades existentes.

Os «casos» do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) mostram o modo como os problemas se avolumam, causam muitos incómodos ou não se resolvem quando as medidas necessárias são erradas e inadequadas ou não são tomadas em tempo oportuno.

Também o «caso» da Joana (D) apresenta um modo de actuação que serve de profilaxia, sem dispêndios, para que exista uma estabilidade comportamental e interaccional saudável.
Para que a «educação» da Joana fosse boa, os pais tiveram de ler muito sobre o funcionamento do comportamento humano e psicoterapia2sua interacção social e praticar o que foi necessário, não como terapia, mas como profilaxia para que não houvesse desequilíbrios psicológicos.

A base da psicoterapia e a sua filosofia, com experimentação em 71 «casos» diversos, antes de 1980, é apresentada na «Imaginação Orientada» (J).

Em divulgação…

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2 thoughts on “AUTOTERAPIA 22

  1. Gostei deste artigo e estou a tirar proveito do mesmo.
    Hoje de manhã quando ouvi algumas considerações sobre os smartphones e sua dependência pelas crianças, fiquei confuso porque o meu filho de 10 anos também fica muito tempo agarrado ao aparelho.
    Isso será mau? Poderei evitar?
    Há algum conselho que me possa dar?
    Agradeço a ajuda.

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