PSICOLOGIA PARA TODOS

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SMARTPHONES e Ciª

Comentário dum Anónimo no «AUTOTERAPIA 22» e resposta correspondente:
Gostei deste artigo e estou a tirar proveito do mesmo.DIA-A-DIA-C
Hoje de manhã quando ouvi algumas considerações sobre os smartphones e sua dependência pelas crianças, fiquei confuso porque o meu filho de 10 anos também fica muito tempo agarrado ao aparelho.
Isso será mau? Poderei evitar?
Há algum conselho que me possa dar?
Agradeço a ajuda.

Resposta: Vou ver se lhe respondo, logo que puder, com um post sobre «samartphones e ciª»

Para concretizar a minha resposta dada ao seu comentário em relação a este caso e de muitos outros de dependência Biblio(adiccção), tais como droga, álcool, desvios sexuais, comportamentos compulsivos, depressão, etc. vou, antes de tudo, fazer a transcrição do terceiro capítulo do livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) especialmente preparado para que todos compreendam facilmente os mecanismos do funcionamento do comportamento humano.

Com a ajuda desse livro, quase todos poderão compreender de que maneira devem actuar em determinadas situações difíceis ou, melhor ainda, preveni-las, se possível. Não ficarão, assim, dependentes dos conselhos de outros, mesmo que sejam especialistas na matéria. Esses podem ser consultados em casos difíceis ou de emergência em que é necessário dar apoio pessoal e personalizado.mario-70

Quem não necessitar disso, pode ler bastante, apreender o melhor possível o conteúdo do livro, com inúmeros exemplos do dia-a-dia, e agir de acordo com as necessidades, fazendo, mais ou menos, a previsão do comportamento desejado. Para isso, também foi preparado este blog «PSICOLOGIA PARA TODOS» que tenta dar respostas, como agora, a muitas pessoas que, mesmo depois de ler o livro, ou os seus antecessores, não conseguem agir convenientemente.

Psicologia-B

“PORQUÊ ESTE LIVRO?

 A ideia de escrever este livro surgiu da observação de factos que ocorrem no dia-a-dia, demonstrando que até os animais aprendem com facilidade, desde que o ambiente seja adequado e lhes proporcio-ne a satisfação pretendida.

As técnicas utilizadas, tanto servem para a gestão duma empresa como para a educação duma criança, para a docência numa sala de aula, ou ainda para a manutenção duma convivência saudável.

Por isso, temos de ir aprendendopela vida fora.Saude-B

Quando a aprendizagem nos trouxer vantagens, pode melhorar a qualidade da vida humana. Esta melhoria significa a eliminação ou redução de comportamentos desviados, nepotismos, autoritarismos, subserviência, corrupção, má gestão, droga, prostituição, delinquência, certos tipos de insucesso escolar e desentendimentos conjugais, familiares, profissionais e sociais, além de muitas coisas mais…

Tentou concretizar-se esta ideia inicial com o livro O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA, cujo conteúdo original foi «especializadamente» distorcido pelos técnicos da editora. Mais tarde, devido à pouca apetência da sua aquisição pelo Acredita-Bpúblico, houve necessidade de mudar o título e a capa para A PSICOLOGIA NO DIA-A-DIA.

Posteriormente, devido à má distribuição do livro e desejo da reformulação do seu conteúdo, foram publicados, também por exigência de outra editora, cinco pequenos volumes de “COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO – teoria, prática, técnicas, «casos» e previsão”.

Como, neste caso, o seccionamento do conteúdo e a péssima apresentação das capas não proporcionou grande sucesso, a experiência ganha através de todos os insucessos acumulados, ajudou a que tanto o conteúdo como a capa tenham o aspecto e a disposição que nos parece mais simpática, depois de muitíssimas alterações, com muitos cortes Consegui-Be acrescentos.

Que a leitura ajude quem mais necessita de modificar o seu comportamento, ajudando também os outros com os conhecimentos adquiridos. Este é o nosso maior desejo e oxalá que tenhamos sorte!

Os casos reais que aqui se descrevem, comprovam as considerações tecidas, bem como o que se realizou e é possível atingir através da aplicação das técnicas de modificação comportamental da ciência psicológica, demonstrando os efeitos das contingências do meio ambiente e do reforço, na nossa aprendizagem do dia-a-dia.Joana-B

Também não nos podemos esquecer da grande influência que é exercida nos nossos comportamentos e na vivência social, pelos factos que ocorreram no passado, alguns dos quais deixaram de ser lembrados há muito, quer pela nossa vontade consciente ou inconsciente, quer por não nos terem causado, naquele momento, interesse específico ou um incómodo muito grande.

Grande parte deste livro, muito renovado a partir de 2000, faz-  -nos relembrar muitos momentos em que tínhamos imenso prazer em ir ao Bar Atlântico do Hotel Golfinho, só para dançar ao som das magníficas músicas dos Maluco2primeiros anos do século XX, tocadas pelo Armandinho, que também nos deliciava com as suas anedotas, relacionadas com alentejanos, contadas nos intervalos da sua actuação musical.

Às vezes, como em todos os casos, além da «arquitectura» deste livro, essas recordações ficam simplesmente relegadas para o passado, bem no fundo duma espécie de baú, guardado no canto mais recôndito do sótão, da cave ou de qualquer outro local pouco utilizado. Onde é que iremos buscar os «nossos» pensamentos positivos?

Não seriam melhor as nossas «recordações positivas»?Psicopata-B

A «Imaginação Orientada» (J) (IO, com TEA + autohipnose + logoterapia + reestruturação cognitiva + análise profunda do comportamento e sua modificação) serve para isso.

São factos do dia-a-dia que todos nós vivemos e desejamos que passem a ser do nosso gosto e que nos ajudem no futuro.

******************

Depois desta transcrição das páginas 17 e 18 do capítulo terceiro, vamos aos factos dos «smartphones e ciª».

Em tempos, vi um blog brasileiro duma psicóloga que dava conselhos pontuais, tal como acontece com muitas das nossas revistas especializadas, que não apresentam as «verdadeiras» causas a fim de as detectar e tentar eliminar os seus Depressão-Befeitos. Dão respostas pontuais que, até certo ponto, podem não servir ao interessado ou até deixa-lo no engano.

Sem saber as causas, torna-se difícil localizar o problema ou, pelo menos, o interessado não consegue, pelos seus próprios meios, analisar a situação a fim de evitar futuros «descalabros» e, se possível, remediar os do momento. Em quase todas estas situações, torna-se imprescindível, saber o que se passou antes para ocasionar depois a situação que não interessa ou que é desagradável.

Todos os comportamentos têm as suas origens e, se não as conseguirmos detectar, não as poderemos evitar, eliminar ou reduzir, mesmo que seja ligeiramente.Imagina-B

Os samartphones não ocasionam «dependência» em todas as pessoas. Portanto, esses aparelhos não são a causa. Porém, qual a razão de todos os seus utilizadores não se «viciarem»? O mesmo pode acontecer com as drogas, álcool, compulsões, depressões e muitas coisas mais, como a prostituição e a delinquência.

Todos queremos ser felizes. Mas, a felicidade baseia-se essencialmente na sensação de bem-estar que a pessoa sente com o seu comportamento e com as suas vivências. Quando não conseguimos isso, vamos procurando ter comportamentos alternativos que serão de aproximação a algo que nos interessa ou de evitamento de coisas que não nos Psi-Bem-Cinteressam ou que nos desagradam.
Quando somos bem-sucedidos ou obtemos satisfação com esses comportamentos, conseguimos obter reforço, que pode positivo no caso de se conseguir algo de bom, sendo negativo quando temos sucesso em fugir daquilo que nos desagrada. Muitos são os posts que tratam deste assunto neste blog. É uma questão de os consultar conforme as necessidades do momento, não deixando de visitar também todos os links incluídos neles.

São posts relacionados com muitos casos simples, que indicam as situações específicas de pessoas que procuram qualquer coisa que não têm, tal como divertimento, convivência com os pais ou restantes familiares, inclusão na Difíceis-Bsociedade, melhoria da autovalorização ou autorrealização e muitas coisas mais como a segurança pessoal.

Falando mais especificamente nos smartphones, a criança tem satisfação enquanto o utiliza? Qual a satisfação que obtém quando executa outros comportamentos? O contacto com os pais ou outros familiares é, para ela, agradável ou satisfatório? Se tivesse mais contacto com os pais ou familiares seria possível utilizar, simultaneamente, o aparelho durante esse tempo? Quais são as limitações que ela tem para a utilização desse aparelho? Se a criança não tiver o senso das limitações, como poderá orientar o seu comportamento? Em que sentido? Que exemplo dão os pais? Quais são os modelos a imitar? Quando a criança utiliza o aparelho, os pais, por acaso, Organizar-B
não se mostram satisfeitos e não lhe fazem perguntas sobre algumas novidades? O reforço vicariante daí obtido não fará com que esse comportamento de manuseamento do aparelho seja fortalecido, para mais, se houver a modelagem dos pais, para ser continuado com uma moldagem no sentido do manuseamento do aparelho?

Para obviar esta «dependência», mesmo que não existam limitações para a utilização do aparelho,  o mais importante seria a utilização do reforço do comportamento incompatível, com distrações durante as quais se poderiam fomentar comportamentos de não utilização do aparelho, que seriam imediatamente reforçados. Pelo Respostas-B30menos, desviar-se-ia a atenção para coisas diferentes com as quais a criança obtivesse algum reforço ou satisfação.

Castigar por causa da sua utilização pode não ser uma medida adequada, porque no momento em que a punição abrandar ou não existir, o comportamento anterior pode voltar a acontecer com uma intensidade e força ainda maiores do que anteriormente. Neste caso, o pico da extinção é muito importante e esta técnica é extremamente difícil de aplicar com segurança.

Nos casos dos drogados, alcoólicos, jogadores, etc. a situação é mais ou menos semelhante e, caso não se tenham tomado as
medidas de prevenção, a análise da situação é mais importante do que apenas adoptar medidas que deram resultado em outros «Educar»-Bcasos como se todos fossem feitos a papel químico. O importante é descobrir as causas para evitar os efeitos que não interessam.

Nos meus tempos, não havia smartphones e não desperdiçávamos o tempo com essa «dependência». Poderíamos criar «dependência» de comportamentos mais saudáveis física e psicologicamente.

Muitas das vezes é apenas isso que falta, juntamente com um conjunto de regras que teremos de seguir na nossa vida para nos adaptarmos saudavelmente à sociedade em que vivemos, imitando muitos comportamentos e orientando o nosso, conforme as circunstâncias.Depress-nao-B

Falando também apenas nos casos dos alcoólicos e drogados, qual foi a necessidade de eles começarem a beber ou de consumir drogas? Foi para imitar os outros? Seria para não se sentirem inferiorizados ou excluídos de grupos em que desejavam ser incluídos por não terem a devida convivência em casa? Os efeitos do consumo não os deixarão alheados ou com esquecimento em relação a essas mágoas que não desejaram?

Está aqui a necessidade de uma tentativa de resolução dum conflito que, até certo ponto, pode ser de dupla aproximação-Interacção-B30afastamento, isto é, com consequências menos desagradáveis, mas também efeitos
perniciosos. Na resolução desse conflito, sem qualquer outro apoio, pode vencer a resposta de conseguir consequências menos desagradáveis: a de diminuir a mágoa de estar «fora» da família. Os casos de bullying não serão também uma necessidade de o agressor superar a inferioridade que sente por não estar bem «acompanhado» em casa?

Cada situação tem de ser devidamente escrutinada para descobrir as causas e tentar elimina-las ou altera-las a fim de modificar ou suprimir os seus efeitos. Para isso, este blog tem muitas situações que podem ser avaliadas consultando os neuropsicologia-Bposts com as designações apresentadas aqui em letra gorda. É para isso que tanto o livro como o blog com a designação «PSICOLOGIA PARA TODOS» foram preparados.

 

Em divulgação…

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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3 thoughts on “SMARTPHONES e Ciª

  1. Dr. Noronha
    Acabei de ler este artigo e vários outros.
    Na próxima quinta-feira vou estar livre.
    Gostaria de falar consigo acerca dumas notícias que li na DICA sobre Biblioterapia.
    Fiquei confuso e parece-me que não é isso que o senhor diz.
    Estarei no café para ver passar por lá.
    Se puder, conversaremos.
    Felício

  2. Mário de Noronha on said:

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