PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

Archive for the month “Março, 2016”

BIBLIOTERAPIA– 16

Na quinta-feira, quando dava o meu passeio habitual, o jovem que tinha dado origem ao post BIBLIOTERAPIA – 15, como já Biblioestava informado, ficou à porta do café à espera de me ver passar. Disse-me que gostaria de conversar comigo para me pedir mais uns esclarecimentos. Tinha lido muita coisa e conversado com um jovem que desejava dedicar-se à psicoterapia. Por isso, gostaria de trocar comigo algumas ideias porque ele lhe tinha dito que praticava a Biblioterapia, com vários livros que os seus pacientes esquizofrénicos estavam a ler. Se eu não quisesse ficar no café, ele podia caminhar comigo ao longo do meu passeio.
Disse-lhe que preferia passear enquanto conversássemos e o resultado dessa troca de impressões poderia ser transformada algum dia num post, com os arranjos, acrescentos e citações julgadas necessárias.
O post é o seguinte, com o conteúdo mais ou menos exposto de forma compreensível, devendo ser consultados todos os links que forem mencionados para o entender melhor.

P: Sabe que já segui os seus conselhos, li alguns dos artigos do blogue e experimentei fazer o relaxamento que está indicado mario-70
no
Psicoterapia – 6 e sinto-me bastante menos angustiado do que anteriormente?
R: Eu sempre disse que qualquer psicoterapia, por melhor que seja, nunca dá bom resultado se a «cabeça» do próprio não estiver envolvida no assunto. Os comportamentos podem ser modificados com a aplicação das técnicas de modificação do comportamento, mas a satisfação interior do próprio só se consegue englobando a cabeça de cada um. É por isso que as técnicas de mindfullness, psicologia positiva, meditação, ioga, musicoterapia, terapia ocupacional ou quaisquer outras semelhantes, não podem dar bons resultados se a cabeça do próprio não estiver envolvida nesse «jogo». Podem criar uma aparência de modificação, mas nunca uma satisfação interior. Por sua vez, as ginásticas, as dietas e os medicamentos, podem modificar alguma coisa porque Joana-Bactuam fisiologicamente. Porém, não sei qual será a satisfação interior dessa pessoa, isto é, da «mente» do próprio. Apenas um dos exemplos flagrantes, é o suicídio do comediante Robin Williams.

P: Com esse alívio interior que estou a sentir, embora continue desempregado, mas a fazer uns trabalhos para ajudar outros colegas, quero ver se aproveito os meus tempos vagos para a leitura e preparação de trabalhos semelhantes que possam ajudar também outras pessoas no futuro. Mas, para isso, gostava de saber porquê a insistência no envolvimento do próprio, isto é, da cabeça de cada um.
R: A resposta já foi dada por si, com o comportamento que teve em consultar alguns posts, além de experimentar e praticar aquilo que leu no «Psicoterapia – 6». São procedimentos essenciais para se conseguir fazer uma psicoterapia, quer Psicologia-Bautonomamente, como no seu caso, quer com ajuda, como é o caso da maioria das pessoas. O envolvimento do próprio é importante e não existe qualquer outra pessoa que possa treinar e executar o relaxamento mental e muito menos ler e ter acesso às memórias individuais sem ser o próprio a desvendá-las. Os outros podem querer adivinhar, atribuir ou inferir, sem nunca saber o que se passa, de facto, na mente do indivíduo. Só cada um pode ter acesso directo a isso, que é uma das coisas fundamentais para uma psicoterapia. Também, só cada um sabe se se sente bem ou mal, embora possa aparentar outra coisa e iludir muita gente, tal como o comediante Robin Williams. Os conselhos e orientações generalizadas são pouco eficazes e é por isso, que acho que não existem músicas relaxantes, se a pessoa não se sentir relaxada como isso. O que é relaxante para uns, por exemplo, Interacção-B30
para mim, pode não ser para si. Elas podem ser relaxantes para uma grande maioria, mas nunca serão para todos e até para os mesmos em todas as circunstâncias. Já o «Calimero» (M) me elucidou sobre isso quando lhe sugeri umas músicas que me ajudavam a relaxar e ele disse que o deixavam aborrecido, mas que só a de Jason Mraz lhe provocava boas recordações.

P: Então, quer dizer que aquilo que se recomenda em muitas autoajudas de psicologia positiva e músicas relaxantes, não é eficaz?
R: Seguramente, se a pessoa não sintonizar com elas, não produzem qualquer efeito positivo, isto é, a pessoa tem de ficar sugestionada de que isso é benéfico. Caso contrário, não sente qualquer benefício. Uma pessoa muito conhecida e de minha Saude-Binteira confiança foi, há anos, para uma sessão de meditação transcendental. Tendo-lhe sido atribuído um «mantra» para recitar enquanto ficava numa determinada posição, não só não sentiu coisa alguma como
ainda saiu de lá aborrecida. No final da sessão, com muitos participantes, todos começaram a petiscar e a beber uns sumos enquanto falavam nos «avanços» que tinham feito. Se isso era bom para todos qual a razão de, pelo menos, uma pessoa não se deixar sugestionar e não ter sentido aquilo que os outros diziam que sentiam? Ou seria que alguns repetiam o que os outros diziam para não se sentirem «fora do grupo»? Os fenómenos da obediência e do conformismo podem estar a funcionar nestas condições.

P: E quando as pessoas se divertem de facto?
R: Quando as pessoas se divertem, de facto, pode ser bom e ajudar para segregar a tal dopamina, mas se se divertem porque estão naquelas condições podem não se sentir bem quando saem dessa situação. É o reforço do comportamento incompatível que funciona numa situação específica, durante um período de tempo limitado. Para ser Acredita-Beficaz, é necessário que seja prolongado para sempre. Será possível? Teremos sempre a companhia dos outros? Será possível estarmos sentados a meditar permanentemente?

P: Então, o que se deve fazer?
R: Aquilo que o meu amigo fez. Praticou o relaxamento mental, se necessário, com o muscular, para poder fazer também o relaxamento instantâneo em casos de emergência. Tudo isso tem de ser treinado e executado pelo próprio. Se não me engano, esteve a recordar e a reviver os bons momentos da sua vida. Quem poderia fazer isso por si? A análise das dificuldades pode não ser fácil se não tivermos a objectividade e a racionalidade suficientes para analisarmos os nossos comportamentos passados, além de humildade para admitirmos os erros Consegui-Bcometidos, sem os tentar justificar, mas descobrindo a maneira como os poderíamos ter reduzido ou evitado. Depois, com este acervo de conhecimentos e de vivências podemos lidar com os nossos comportamentos do momento e imaginar de que modo poderemos melhorá-los no futuro, a nosso favor. Enquanto este processo vai avançando, com uma prática inicial de 1 hora diária, durante um mês, mesmo á hora de dormir, a lista das autoavaliações das dificuldades, actualizada semanalmente, pode ajudar a planear a Imaginação Orientada (J) num sentido em que é necessário «trabalhar mais» a fim de reduzir as dificuldades ou aumentar as potencialidades. Por fim, a autoanálise, apenas durante 5 minutos todos os dias, pode revelar muita coisa demasiadamente «escondida» ou «soterrada» no fundo da nossa memória. Está a ver que todo este trabalho só pode ser do próprio.

P: Mas a análise de que de fala parece-me que não é fácil.Maluco2
R: Não digo que seja fácil. Por isso, recomendei-lhe da vez passada as leituras devidamente estruturadas e orientadas com variados exemplos acrescidos da explicação do funcionamento do comportamento humano isolado (F) ou em interacção com os outros (K). Para simplificar essa compreensão, a leitura do «caso» da Joana (D), pode ajudar imenso. Sem compreender isso, torna-se difícil fazer uma análise correcta e despretensiosa, porque a ânsia de mostrarmos «uma boa imagem», mesmo a nós próprios, torna-se quase imperativa. O importante é analisar cada efeito do comportamento em função da causa que o provocou. Sem essa análise de causa/efeito não será possível eliminar ou reduzir o efeito que não nos interessa, alterando ou eliminando a sua causa, incentivo ou estimulo. Mas, repare que essas causas, às vezes, não se tornam Psi-Bem-Cfáceis de detectar porque são corriqueiras, muito vulgares e completamente admissíveis, porque acontecem com muitos, sem causar qualquer desequilíbrio. O que importa é recordar de que maneira as percebemos e aquilo que as mesmas nos fizeram sentir no momento. O caso do Júlio (E) é o mais flagrante. Compreendeu agora a minha preocupação de colocar os livros à disposição de todos? É essa a Terapia Através de Livros devidamente orientada que eu desejo implementar, sem propaganda, mas com o apoio dos dela podem beneficiar. Mas, tem de ser eles a implementar o sistema. Caso contrário, podemos cair na comercialização exagerada em que não desejo entrar. Todas as semanas são-me enviadas notícias dos EUA sobre Psicologia Positiva, etc. Para quê? Estou também a lembrar-me da formatação a que os vários meios de comunicação social nos querem sujeitar com os diversos comentadores e opinadores, talvez muito bem pagos, que são contratados para difumdir ideias que lhes interessam. A DIA-A-DIA-Cacrescentar a isso, temos os anúncios como os do Calcitrim. Além da propaganda difundida, utilizam-se figuras conhecidas e que criaram alguma empatia com o público para esses anúncios. Até pode ser a técnica dos afectos de que já se falou há pouco tempo! Assim, em vez de pensarmos pela nossa cabeça, passaremos a pensar como «eles» desejam.

P: Então, aquele jovem que eu conheci e que me disse estar a fazer biblioterapia com esquizofrénicos mandando ler uns livros e obtendo bons resultados, terá noção disso?
R: Não sei quem é o jovem e que treino é que ele tem para lidar com casos complicados como o dos verdadeiros Psicopata-Besquizofrénicos. Contudo, podem-se fazer diagnósticos de esquizofrénico tal como foi feito com o Joel (G) que, sendo diagnosticado por um psiquiatra, como psicopata, não passava de um neurótico depressivo inferiorizado e frustrado, com uma educação dada por uma avó e por um colégio interno religioso, cheia de dissonância cognitiva, reagindo de acordo com o que tinha aprendido na guerra onde tinha prestado serviço militar obrigatório numa antiga colónia ultramarina. Que testes psicológicos utilizou para confirmar ou infirmar esse diagnóstico? Aceita-se um diagnóstico feito por alguém sem contraprovas? O diagnóstico de esquizofrenia é uma coisa séria!
Além disso, se esse jovem acha que os seus pacientes melhoraram com as leituras que fazem, como é que avalia essa melhoria? Que livros aconselhou a ler? Qual o entendimento que os pacientes têm desses livros? Os livros podem ocasionar aprendizagemDepressão-B social, com os modelos introjectados, provocando reforço vicariante. É necessário ter isso em conta. Enquanto nos neuróticos, algum do seu comportamento pode ser compreensível, nos psicóticos, com a sua lógica paralela e, às vezes, muito distorcida, pode ficar completamente dissimulado. É necessário ter muito cuidado com isso porque pode desencadear comportamentos indesejáveis e perigosos É necessário muito treino para detectar as transformações que se vão processando nos pacientes. Lembro-me que antes de ter dois anos de treino e prática, depois do meu curso de Psicologia Clínica de 5 anos, concluído em 1975, com estágio escolar de 6 meses e profissional de mais 6, tinha dificuldade em me aperceber de todas as situações com alguma segurança. A partir de 1980, depois de muitas aulas de Psicologia e Psicopatologia dadas a enfermeiros e só com o caso do Júlio (E) é que comecei a ganhar mais confiança naquilo que fazia. Não é por acaso que se verificam alguns suicídios e até homicídios.Imagina-B

P: Então, esse jovem pode estar a não proceder devidamente?
R: Não faço a mais pequena ideia, nem sei qual o treino e supervisão que teve.

P: Então a Biblioterapia não é fácil.
R: No livro dedicado a este tema (Q) digo resumidamente aquilo que acho que se deve fazer na minha ideia sobre a Biblioterapia, mas cada um pode escolher e ir lendo os livros que entender. Esses livros, devidamente escolhidos dentro da colecção que preparei, podem ajudar as pessoas neuróticas a melhorar o seu estado mental. Algumas Difíceis-Bpoderão fazer isso sozinhas desde que:
◊ leiam aquilo que é recomendável;
◊ compreendam e apreendam bem o seu significado;
◊ façam os treinos necessários para um bom relaxamento;
◊ pratiquem-no persistentemente como está indicado;
◊ aprendam e pratiquem o relaxamento instantâneo para casos de emergência;
◊ mantenham um registo das dificuldades com uma autoavaliação atempada;
◊ tenham um diário de anotações;neuropsicologia-B
◊ se possível, façam a autoanálise nos termos indicados;
◊ consigam efectuar um bom relaxamento mental para desencadear as boas recordações (TEA);
◊ façam o mesmo com as más recordações, utilizando-as para descobriras suas causas, com humildade, realismo e objectividade;
◊ aproveitem essa análise para escrutinar as causas que, alteradas, poderiam ter modificado os efeitos nocivos indesejáveis;
◊ utilizem o diário de anotações e, quando possível a autoanálise (depois de 6 meses do início), para preparar a Imaginação Organizar-B
O
rientada (IO) relacionada com o presente e, especialmente, com o futuro;
◊ se possível e necessário, utilizem uma música ou uma recordação como sinal condicional para facilitar o desencadeamento de todo o processo;
◊ não se esqueçam de iniciar tudo isso à hora de dormir, bastando apenas 3 a 5 minutos depois do primeiro mês de prática;
◊ não se esqueçam de ler tudo, como ficou mais ou menos indicado no livro Biblioterapia (Q) ou Auto{psico}Terapia (P), podendo a ordem ser alterada ao gosto de cada um;
◊ saibam que a releitura também pode ajudar muito com o reforço vicariante que se vai obtendo com a recordação dos «casos» dos outros que resolveram a sua situação autonomamente ou com pequena ajuda;Respostas-B30
◊ peçam ajuda imediatamente se sentirem alguma dificuldade, para não continuarem algum erro cometido.

P: Acha que isso chegará?
R: Não acho. Por isso, digo que uma ligeira ajuda inicial torna-se quase sempre necessária, embora possa ser dissimulada de conversa como aconteceu com o meu amigo Antunes (B) e com a Cristina (L). Por isso, estou a preconizar as tais palestras de que já falei e até fiz uma proposta para que elas se realizem, apresentando um modelo de actuação económico, simples e que pode ser conduzido ao gosto dos intervenientes, à medida dos seus desejos e de acordo com as necessidades do momento. Não são necessárias drogas e os benefícios ficam nas mãos de cada um para os utilizar no futuro.«Educar»-B

P: Mas todas essas ideias deveriam ser conhecidas.
R: Meu caro amigo. Como jornalista, a divulgação dessas ideias, pode ficar mais a seu cargo do que ao meu, que não tenho meios nem capacidade e, muito menos, apetência para tal. Em relação a isto, já respondi a quem se mostrou atrapalhado logo depois da sua licenciatura em Artes fotográficas, com 16 valores. Os tempos não são fáceis nem espero que melhorem substancialmente dentro em breve. Vamos ter de aguentar a depredação que foi feita, aos poucos, nas últimas décadas e, especialmente, nos últimos 4 anos. Se analisarmos a situação, verificamos que a causa ou, melhor dizendo, a culpa foi nossa. Se mais de metade da população se abstiver de votar, terá o direito de «refilar» para Depress-nao-Bimpingir depois as «culpas» aos outros? Todos temos de nos mobilizar para que o sistema democrático funcione, nem que seja para dizer, com um grande risco no boletim, que nenhum dos candidatos serve. Para isso também temos de nos empenhar e descobrir quem se disponha a trabalhar para o bem comum, sem tirar daí proveito exagerado, como tem acontecido quase sempre. A mim, compete trabalhar na Psicologia e Psicoterapia. A si, compete trabalhar no Jornalismo. Façamos pelo menos o nosso trabalho com vontade e persistência. O resto da população, que se mobilize e não se deixe sugestionar e, muito menos, encantar, com as ilusões «impingidas» por muitos meios de comunicação social detidos por alguns interesseiros. Temos de mudar Portugal para o deixar menos mau aos nossos vindouros. Por isso, temos de trabalhar ANTES, para colhermos os louros depois. Pelo menos, é assim que se deve trabalhar em Psicoterapia preventiva. A Biblioterapia pode dar um grande apoio nisso.
Com as perguntas, críticas e sugestões que me são feitas para explicar e desmistificar muitas noções sobre Psicologia, qualquer dia, depois dos dois últimos livros (P) e (Q), tenho de pensar em escrever um outro que possa dar aos interessados a capacidade e possibilidade de enveredar por uma Psicoterapia, acção Psicopedagógica, de melhoria de Interacção Social ou Desenvolvimento Pessoal, de forma autónoma ou com pouca ajuda de especialistas, mesmo que essa pessoa esteja ou deseje utilizar outros meios suplementares, tais como dieta, ioga, reiki, meditação, psicodrama, etc. Provavelmente, porque esse livro deve abranger a orientação para várias coisas, utilizando os 18 livros da colecção da Biblioterapia, terei de o intitular «PSICOTERAPIA… através de LIVROS...» (R)

Em divulgação…

Consultou todos os links mencionados neste post?

Já leu os comentáriosVisite-nos noFacebook.

Clique em BEM-VINDOS

Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA
É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.
Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

CONFORMISMO – 2

Quando ontem um comentador me solicitou que eu dissesse, em relação ao conformismo, «Qual é a definição própria» Interacção-B30dei uma resposta rápida porque não me preocupo com as definições, mas sim com os conceitos que esses termos significam e, quando possível, com as experimentações, evidências ou provas que suportam esse conceito. Em Psicologia e especialmente em Psicoterapia, temos de compreender o significado profundo desses termos e saber de que modo os poderemos utilizar a favor do paciente, utente, cliente ou interessado.

Quando fui deitar-me e entrei em Imaginação Orientada (IO) (J), passaram pela minha cabeça várias ideias, lembrando-me especialmente do caso do Joel (G) e das aulas de Comportamento Organizacional, no ISMAT, para as quais tinha preparado o texto que mereceu o comentário. Lembrei-me também do Dicionário de Psicologia, das Publicações Dom Quixote, que tinha traduzido em 1981, bem como das consequências nefastas a que nos podemos sujeitarImagina-B
quando temos de entrar em conformismo.

Essas ideias incentivaram-me a escrever este post para que mais pessoas não se limitem às definições que podem ser mal compreendidas e pior utilizadas. Interessa saber o conceito do termo, qual a sua utilidade e de que modo o poderemos utilizar a nosso favor.

Por este motivo, quando me levantei, fui reler o post sobre conformismo e ver no dicionário referido que «Comention», de R. B, Catell, significa dimensão da personalidade caracterizada pela conformidade a padrões culturais, aceitação da autoridade e, frequentemente, repressão.Biblio

Porém, Worchel, S. e Cooper, J. (1979), no seu livro «Understanding Social Psychology», editado pela The Dorsey Press, dizem que a «Conformity» é uma mudança de comportamento ou crença para com um grupo como resultado duma pressão de grupo real ou imaginária.

Como apenas as definições não me trazem qualquer vantagem para a ajuda que possa dar em psicoterapia, vou mencionar um «caso» em que a apreensão deste conceito me ajudou a compreender uma situação e ajudar o paciente, que também leu muita coisa além de praticar, em parte, o necessário que se indica no livro para a mario-70
autoterapia
(P).

É exactamente por isso que estou a trabalhar afincadamente na colecção da BIBLIOTERAPIA, a fim de poder ajudar as pessoas de forma económica, prática, imediata, cómoda e até autónoma, quase à hora de dormir ou até durante o sono. Desde que haja disponibilidade para a leitura e prática de alguns exercícios simples, com procedimentos que se podem fazer durante uma hora por dia em cerca de um mês de prática inicial, «gastam-se» depois apenas 3 a 5 minutos antes de dormir, para que tudo possa ocorrer durante o sono e mesmo depois de acordado.

Falando especificamente no Joel (G), era filho de pais separados, foi educado por uma avó, que o internou num colégio donde Psicopata-B
saía só nas férias. Não tinha amigos, a não ser um cão que brincava com ele no pátio de recreio do internato. Durante os poucos tempos que passava em casa da avó, ouvia ela dizer às suas amigas que todas as pessoas de família se deviam dar bem e estar em casa. A propósito disso, a pergunta que lhe surgia na mente era: “qual a razão de ele não ter a «sua» família”.

A mãe casara-se com outra pessoa, tinha mais dois filhos e o pai era-lhe desconhecido, nunca tendo sido possível visitá-lo, antes de voltar da guerra, no lar onde fôra internado por ser epiléptico.
Nos estudos, pouco avançou, até ao 6º ano, por «ser fraco de cabeça» e conseguiu depois um emprego como paquete.Consegui-B
Perante todos estes factos e ideias que necessitava de interiorizar, mesmo sem a sua total compreensão e concordância, Joel tinha de se conformar com tudo isso, embora entrasse em frustração e ficasse revoltado, sem nada poder fazer a seu favor. A continuação desta situação podia leva-lo a entrar em depressão aprendida. Contudo, isto levou-o temporariamente e uma espécie de conformismo.

Como no apartamento fronteiro ao da avó vivia uma viúva, com um filho já adulto, ela tinha adoptado uma menina, filha de pais incógnitos, que a ajudava nos afazeres diários. Joel e ela afeiçoaram-se e mantiveram um relacionamento bastante próximo. Praticamente, ambos não tinham pais. Como se considerava muito feio, porque era muito Acredita-B
baixo, atarracado e usava óculos de graduação elevada e ela era uma jovem muito jeitosa e bastante cortejada, os ciúmes do Joel iam aumentando de dia para dia. Contudo, essa jovem era a única pessoa que lhe ligava importância e se preocupava com ele.

Quando chegou o momento do serviço militar obrigatório, foi enviado para o Ultramar onde, apesar de não ter muitos amigos, recebeu uma carta dum, que dizia que a jovem estava a ser muito cortejada e que alguém lhe tinha pedido namoro, que ela recusara.
Na guerra, deu-se bem com os companheiros e aprendeu novos conceitos de vida muito diferentes dos que interiorizara na casa da avó e, especialmente, no colégio interno. Sabia, por experiência própria, com a aprendizagem tino no  exército, que não Maluco2podia dar trégua ao inimigo e que devia atacar antes de ser atacado: era uma questão de sobrevivência.

Quando regressou, o namoro continuou e ele conseguiu trabalhar numa empresa de transportes, como paquete e auxiliar, enquanto ela trabalhava como ajudante duma cabeleireira. O namoro continuou, mas os que cortejavam a jovem começaram a aumentar a ponto de Joel ficar cada vez mais ciumento e quase «irracional» em relação aos que, de vez em quando, lhe dirigiam alguns piropos, ficando muito desagradado por não ter força para os pode confrontar pessoalmente.
Como se sentia muito revoltado com tudo isso e estávamos num período «pós 25 de Abril», o surgimento de um novo partido
político muito aguerrido, deu-lhe oportunidade se filiar nele e, nas manifestações, expressar a sua raiva pelo sentimento Psicologia-Bde inferioridade que sentia. Metia-se no meio da multidão onde havia mais barulho e o seu comportamento eram actos de violência, tal como acontecia nos jogos de futebol onde se preocupava mais em dar caneladas nos adversários com quem jogava, do que pontapés na bola. Afinal, os seus sentimentos de inferioridade começavam a sentir algum alívio temporário perante o reforço do comportamento incompatível sentido com a força que demonstrava em relação aos outros.

Se com os outros ele podia mostrar a sua superioridade, qual a razão de não a poder mostrar perante a jovem que já era a sua noiva? Em três episódios em que viu que os outros prestavam muita atenção à jovem, embora ela não a Depressão-Bretribuísse, cometeu actos de violência num dos quais a ia deixando cair para fora do comboio em andamento, numa viagem ao Norte do Pais.
Um segundo acto de violência foi o de tentar empurra-la para debaixo de outro comboio em andamento junto da estação de Santos, da linha de Cais do Sodré.
Num terceiro acto, que foi desastroso, ele tentou apertar-lhe o pescoço, no vão da escada dum prédio, quase sem ninguém lá dentro.
Quando viu que ela estava quase a desmaiar, também ele desmaiou. Foram vistos por populares que passavam nas redondezas  e levados imediatamente ao Hospital pelos bombeiros.Joana-B
Por causa disso, ficou internado com o diagnóstico provisório de Psicopata e ela, depois de «tratada», foi para casa.

Tudo isto vem a talho de foice para realçar que uma simples situação de conformismo pode conduzir a vários episódios desagradáveis, perigosos e, eventualmente, criminosos.
Depois de ter sido diagnosticado, provisoriamente, pelo psiquiatra, como Psicopata, passou a ter apoio medicamentoso e Difíceis-Bpsicoterapêutico e foi apoiado em psicoterapia com a técnica de Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), durante bastante tempo até que, depois da alta, teve de ir trabalhar, quase sem dispensa para as sessões de psicoterapia.

Importa realçar que, durante a psicoterapia, o Joel foi relembrando a sua infância, o abandono a que ficou votado, a falta de família, a dissonância cognitiva entre a realidade e os conceitos familiares da avó, entre a realidade apreendida na guerra de Moçambique e os ensinamentos «armazenados» durante o internamento no colégio, bem como entre a falha na «educação» e o apoio adequado e necessário durante a sua infância e adolescência. Relembrou a origem dos seus sentimentos de inferioridade, a necessidade de se mostrar ciumento, a sua Psi-Bem-Cirracionalidade e a emocionalidade dos comportamentos de «ataque» à noiva, quase a querer dizer-lhe tacitamente “Não fujas de mim!”

Passado algum tempo, depois de ter melhorado substancialmente, soube que a «sua noiva» tinha emigrado subitamente por indicação do psiquiatra, «para não ser morta pelo Joel».

O seu caso foi apresentado, 3 anos depois, no 1º Congresso de Psicologia, em 1979. Assistindo ao mesmo, por vontade sua, anonimamente e muito bem vestido, sentado entre duas psicólogas, «não as estrangulou…» apesar de elas terem feito reparos inadequados e disparatados acerca deste caso, quase ofensivos para ele. Muito calmamente, concordou com elas.neuropsicologia-B
Apesar de achar que os seus actos não tinham sido adequados, concordou que um dos factores importantes para o seu comportamento tinha sido a deficiência de educação e do seu ambiente familiar, social e escolar, tal como o psicólogo estava a apresentar.
Rescindindo pouco depois o contrato com a empresa onde trabalhava e tendo conseguido montar, sozinho, uma pequena actividade empresarial, encontrou o psicólogo que o ajudara inicialmente na psicoterapia e perguntou-lhe, muito admirado: Psicopata! Eu?

E tinha toda a razão mas, nessa ocasião, já tinha lido muita coisa sobre a Psicologia, Psicopatologia e Psicoterapia que o Respostas-B30psicólogo lhe fornecera em apontamentos policopiados.

Toda a actuação do Joel na sua própria psicoterapia e prevenção, depois de ele ter consultado muitos anos mais tarde o blog [psicologiaparaque.wordpress.com], levou-o a solicitar ao psicólogo que incluísse no final do «seu» livro uma LISTA DE PROCEDIMENTOS que pudesse ajudar outras pessoas em dificuldade a promover uma profilaxia ou até uma psicoterapia por iniciativa própria e pouca ajuda de especialistas.

Em divulgação…

Consultou todos os links mencionados neste post?arvore

Já leu os comentários?    Visite-nos noFacebook.

Clique em BEM-VINDOS

Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.
Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

FACEBOOK

Hoje, quando dava a minha volta habitual, uma das pessoas amigas do Felício, que me conhecia de vista, abordou-me e pediu logotipo-colado-cpcpara conversarmos um pouco se eu tivesse disponibilidade em tempo. Tinha algumas perguntas a fazer, porque já consultara as minhas páginas de Centro de Psicologia Clínica e Biblioterapia do facebook e estava admirado por nunca ver a minha fotografia.

Por isso, mantivemos o diálogo seguinte que, de acordo com o meu compromisso, iria compor em post para o blog PSICOLOGIA PARA TODOS, logo que chegasse a casa, dando mais algumas «dicas», especialmente, com alguns  links que talvez lhe pudessem interessar e ser úteis para um esclarecimento mais completo.

 

P: Qual a razão de nunca colocar no facebook a sua fotografia com a da sua senhora, que também conheço de vista? Afinal, Biblioos dois são os co-autores dos livros.
R: Há dias, houve mais uma pessoa que fez uma pergunta semelhante, mas a resposta é muito simples. Utilizo o facebook apenas para difundir, debater conhecimentos ou apoiar algumas ideias e pontos de vista sobre Psicologia, Psicopatologia, Psicoterapia, Psicopedagogia, Psicologia social, Desenvolvimento pessoal e Política não partidária. Estou a fazer isso apoiado na minha prática clínica de mais de 40 anos e em nome do Centro de Psicologia Clínica, a crl que foi constituída há quase 35 anos e durou cerca de uma década, porque o Estado pagava muito mal os serviços prestados. No final, depois da extinção, fiquei com todo o seu acervo nas minhas mãos. É por isso que chega a ver nas páginas, o essencial do dístico principal desse Centro, que muita gente antiga conheceu em Mem Martins.

P: Mas, voltando a insistir, não acha que seria útil apresentar-se ao público? mario-70
R: O que eu acho necessário e útil para o público são os meus conhecimentos, ideias, experiências, aconselhamentos e incentivos para a solução dos problemas ou até seu evitamento, quando possível. Isso não se faz com a minha imagem mas sim com as minhas palavras, apontamentos ou livros. Se eu tivesse uma fisionomia diferente, mais velha ou mais nova, mais magra ou mais gorda, com ou sem bigode ou barba, qual seria a diferença naquilo que eu estou a tentar difundir? Também com os livros, qual será a diferença fundamental com capas ou títulos mais apelativos em relação ao seu conteúdo, que é o mais importante? Isso pode ser muito bom para a DIA-A-DIA-Cpolítica partidária que vive da opinião pública e da imagem que difunde, até o público detectar as fraudes que «acontecem» cada vez mais. Por isso, até nem faço a publicidade dos livros dos quais desejo que apenas haja divulgação a fim de que as pessoas os conheçam, utilizem e tirem proveito. Esta sua pergumta faz-me lembrar uma antiga consulente que me perguntou qual a razão de não expor nas paredes do consultório os diplomas académicos e profissionais que eu possuía, porque em quase todos via isso em profusão. A minha resposta foi dada algum tempo depois, com um post neste blog, em que apresento e descrevo todos os diplomas, só para quem os queira consultar. Como tive ocasião de dizer ao meu amigo Antunes (J) em várias conversas informais, os interessados ou Respostas-B30«pacientes», como lhes chamamos (porque têm de nos aturar durante muito tempo), necessitam de ter confiança no especialista que irão consultar, especialmente, com referências dadas por quem os conheça ou tenha sido seu consulente. Cair nas mãos dos que aparecem pomposamente nos diversos órgãos de comunicação social, sem saber da sua idoneidade e competência, pode acarretar graves prejuízos.

P: Acha isso tão mau?  
R: Julga que eu aconselharia alguém a ir consultar um psicólogo ou um psiquiatra que apareciam, em tempos, no facebook a apregoar quase milagres, com várias pessoas a reclamarem «curas» quase milagrosas? A minha primeira reacção, antes de os conhecer bem, seria a de fugir deles. Também, alguns que aparecem nos programas televisivos Organizar-B
não me inspiram a mínima confiança, embora palavreado não lhes falte. Por acaso, gosto mais de ouvir os inspectores da Polícia Judiciária que parecem falar mais em psicologia do que os outros. Também posso dizer que, em tempos, apareceu-me no consultório, por recomendação duma antiga cliente, uma senhora que era oligofrénica e maníaco-depressiva e estava a ser seguida em hospital, medicada há mais de 10 anos, sem melhorar, mas com sintomas cada vez mais agravados. Ela também se desenganou com os programas de hipnoterapia da televisão. É um caso descrito no livro «Imaginação Orientada» (J/58-60), que está à espera de publicação.

P: Mas, não acha que no facebook, que é um livro de fisionomias, devia apresentar a sua cara para o conhecerem melhor?  Difíceis-B
R: Acha que a maior parte dos «amigos» que tenho no facebook tem a «cara» que apresentam? O que faço eu vendo as suas caras? Será que a cara que apresentam é deles? De que modo posso saber se são os próprios? Vou a França, Austrália, Brasil conhecê-los? Estarei, por acaso, a solicitar o apreço ou a depreciação da minha cara? Ou será dos meus conhecimentos, ideias, opinões ou conselhos? E se tivesse uma cara diferente da que tenho agora? E se sofresse um acidente e ficasse desfigurado? Eu discuto ideias, conceitos, opiniões, conhecimentos e não as caras dos outros. Como é que a «pornografia» e a «vigarice» singram muito bem no facebook? Pense nisso! Não será com esses «enganos» ou «engodos» artificiosamente preparados e difundidos que se ludibria muita gente? Repare que na minha página inicial no facebook, a data do nascimento é de Março de 1981. De quem? Minha, ou do Psi-Bem-CCentro de Psicologia Clínica? Pense bem nisso…. A página é do Centro e eu sou apenas o gestor da mesma. Não se deixe enganar com as aparências!!!

P: Está a deixar-me assustado com esta conversa!  
R: Porquê? Repare que está a ver agora a minha cara. O que lhe interessou mais? Foi ver a minha cara ou ouvir as minhas ideias ou respostas, que também poderiam ser dadas em apontamentos, escritos ou livros? É por isso que estou a trabalhar muitas horas por dia, há mais de 4 anos, na reorganização e actualização de todos os livros antigos para serem publicados em outros moldes e formatos, sendo agora acrescentados com novos
livros que descrevem mais alguns «casos» típicos e diversificados dos 5.000 processos «herdados» do Centro de Psicologia Interacção-B30Clínica. Tudo isto deu origem a uma nova forma de terapia, praticada com algumas pessoas, desde 1980, desde que estivessem disponíveis para ler muita coisa e praticar em casa os exercícios necessários. O Júlio (E) foi o caso mais flagrante, quase inicial. Foi, praticamente, uma das últimas causas da BIBLIOTERAPIA que só agora, isto é, no princípio deste século, está a ser implementada no Reino Unido como tratamento «low cost», porque os seus Serviços de Saúde não conseguem abranger devidamente e apoiar todos os necessitados que vão aumentando cada vez mais com a vida frenética e desenfreada que se está a ter, especialmente nos países chamados desenvolvidos. O que acontece connosco? Parte deste problema está a ser devidamente tratado, quer por minha iniciativa, quer com respostas às perguntas ou reparos que os comentadores vão fazendo no referido blog. E já existem muitos posts sobre Imagina-BBiblioterapia, Autoterapia, Psicoterapia, Reforço e vários outros conceitos que interessa conhecer para o bem da saúde mental  e equilíbrio psicológico de cada um.

P: Acha que isso é suficiente?    
R: Como não acho que seja suficiente, embora possa ajudar algumas pessoas mais colaborantes, interessadas e, às vezes, sem dinheiro para livros, quanto mais para consultas, já fiz uma Proposta de Colaboração que as organizações podem aproveitar. Pode também ajudar a que algumas pessoas se juntem e se organizem para pôr a ideia a funcionar. Tudo depende das necessidades, dos interesses e das acções dos intervenientes ou carenciados. Tem Depressão-Bde existir uma acção conjunta de todos e não uma espécie de receber uma esmola ou uma dádiva de alguém. Às vezes, cria-se, na psicoterapia, a ideia de que o próprio nada pode fazer sem o apoio do psicoterapeuta…! Cuidado com isso, porque muito do trabalho e empenho tem de ser do próprio porque, deste modo, fica prevenido para o futuro e capaz de dar resposta nas mais variadas adversidades a qual, às vezes, tem de ser exagerada, especialmente quando os serviços que deveriam estar disponíveis falham em toda a linha. Veja bem a reportagem de Sexta às 9 do dia 26 FEV. O homem da família, com os seus comportamentos de optimismo e brincadeira, «aguentou» o ânimo, a saúde mental e a fome da família durante muito tempo! Nestas Psicopata-Bcircunstâncias, não será o Estado a falhar com os apoios pecuniários e sociais que deve proporcionar? Pessoalmente, prefiro a solidariedade e humanismo em vez da caridade, que é muitas vezes praticada com pompa e circunstância, deixando as pessoas humilhadas e dependentes.

P: Isto é tão grave como me parece estar a dizer? 
R: Se consultar as estatísticas, a percentagem e a gravidade das chamadas «doenças» do foro psicológico, especialmente as depressões, vão aumentando quase exponencialmente, especialmente quando as circunstâncias familiares, económicas e laborais se vão degradando. Temos de aguentar tudo isso enquanto não conseguirmos mudar o sistema ou os apoios necessários. Porém, muito disto se pode tratar ou prevenir antes que aconteça,Psicologia-B
de forma muito mais económica e menos prejudicial do que depois do mal ficar instalado. Se chegarmos a este ponto, pode haver o risco do vício e da dependência de medicamentos, com degradação da saúde, da harmonia familiar, da convivência social e da produtividade. Para evitar estas circunstâncias, a psicoterapia preventiva pode dar uma ajuda substancial. Para ajudar as pessoas interessadas, já fiz um post intitulado Psicoterapia – 6 que dá indicações precisas e muito resumidas, além de já ter explicado tudo isso num post anterior, a fim de se conseguir experimentar uma autoterapia. Os livros também podem ser muito úteis a fim de saber de que modo os outros resolveram os seus problemas com pouca ou nenhuma ajuda, compreendendo bem toda a situação e ajudando até mais pessoas, inclusive os mais novos, como a Joana (D), deixando a família preparada para reagir adequadamente em tempo oportuno.Maluco2

P: Da maneira como fala, parece que é bom ensinar os mais novos a aguentar e reagir adequadamente!  
R: Acho que é óptimo, especialmente se se conseguir ajudá-los a aprender a ultrapassar dificuldades, por sua própria iniciativa, desde a mais tenra idade (Q/20..). É um treino magnífico que todos os pais devem proporcionar aos filhos para que eles possam ter um mundo mais equilibrado e menos desigual do que o nosso. Só isso nos pode conduzir a um verdadeiro progresso, com inclusão de todos e não da sobrevalorização de alguns à custa da degradação de muitos, como me parece estar a acontecer cada vez mais, em Portugal, nos últimos 40 anos. Já nos bastava termos aprendido arduamente nas décadas anteriores. Esta tarefa compete aos pais que, para isso, podem socorrer-se de Joana-Bpsicólogos para os esclarecer, sensibilizar e ajudar a tomar as medidas necessárias e possíveis em cada caso. E é possível fazer isso em reuniões com dezenas de pessoas que, expondo as suas dúvidas, ajudarão os outros a conhecer problemas que os podem vir a afectar no futuro e de que eles não têm consciência. Já me aconteceu, entre outros, com os enfermeiros com quem lidei nos finais dos anos 70 do século passado. São conversas «públicas», como esta e eles ganharam muito.

P: Acha que assim se pode fazer alguma coisa?    
R: Uma coisa é eu achar e a outra é ter a certeza. Se os alunos do Hospital de Vila Franca de Xira conseguiram fazer bastante Consegui-Bcom apontamentos e algumas aulas, qual a razão de outros não poderem fazer muito melhor com livros e exemplos daquilo que os outros fizeram, embora com algum apoio extra, até em conjunto com muitas pessoas? Seria bom que todos soubessem como funciona o mecanismo do comportamento humano. Todos queremos ser felizes e fazemos tudo para o conseguir. Porém, quando não o conseguimos, ficamos frustrados, entramos em depressão que, com o tempo, passa a depressão aprendida, que pode conduzir ao conformismo. Neste estado de espírito, muitas das ideias das mais disparatadas, difundidas hoje em dia, podem ser «apropriadas» pelos «infelizes» depois de terem «aguentado» durante muito tempo o seu «sofrimento». Pode ser que muitas das seitas se sirvam deste expediente. Desde que conheça estes mecanismos, a pessoa pode defender-se com uma prevenção e uma profilaxia oportunas e é por isso que, numa atitude política, mantenho a minha intervenção nos dois blogs e no facebook, para dar compr-Crespostas aos comentadores, além de preparar livros com a divulgação de «casos» bem e mal sucedidos, apresentando as razões para tal.

P: Todos poderão fazer o mesmo com facilidade?  
R: Não posso garantir que possa ser com facilidade. Enquanto o Antunes (B) conseguiu fazer uma autoterapia, a Cidália (C) necessitou de pequena ajuda e a Cristina, Germana e o Januário (L) também tiveram algum apoio, mas todos conseguiram atingir o seu objectivo com bastante leitura, treino e muita prática do relaxamento mental, todas as noites. Contudo, descrevi dois casos marcantes em que o «Calimero», apesar de ficar a «marcar passo» mais de 3 anos no 11º ano, nos 4 anos seguintes, depois de um ano de psicoterapia, obteve uma Acredita-B
licenciatura com 16 valores e não necessitou de mim depois de «perder» quase todos os medos, imaginando que tinha feito tudo por ele próprio. Contudo, assim como aconteceu com várias outras pessoas, com a «Perfeccionista» (M) não foi possível continuar a psicoterapia, porque a mãe interferiu e desejou que ela fosse acompanhada em psiquiatria, que aumentou a dose de medicação, piorando cada vez mais até ser considerada, anos mais tarde, como bipolar, com ameaças de se suicidar e até de matar a própria mãe. É triste, mas é verdade que o meio ambiente pode prejudicar em muito, quando as noções correctas da ciência do comportamento não são bem compreendidas, nem aplicadas adequadamente. Alguma leitura e bastante treino podem resolver a situação.Saude-B

P: Agora, por curiosidade, como fala muito em reforço, qual é o seu reforço nestas condições, sem publicidade nem divulgação nos meios de comunicação social?
R: Como já tenho tido oportunidade de dizer algumas vezes, reforço é satisfação que pode não ser igual para todos e até para a mesma pessoa em circunstâncias diferentes. Da mesma maneira como já disse que não tenho muito interesse na publicitação e propaganda dos meus livros, mas apenas divulgação por quem os ler e achar vantajosos, interessa-me mais que, com aquilo que eu faço no blog, nas conversas e até nas consultas, a pessoa fique satisfeita com o apoio recebido. Interessa-me que a pessoa aprenda a fazer a sua autoterapia (P) que é muito pqsp2
vantajosa e a deixa relativamente autónoma, independente e imune à descompensação, tornando-a capaz de se recompor com facilidade por sua própria iniciativa. A própria pessoa tem de se empenhar com afinco e persistência e os vários livros dão o exemplo de casos que já se resolveram satisfatoriamente. Se a pessoa o conseguir, mesmo sem qualquer agradecimento «normal» posterior, esse é o meu maior reforço. E tenho vindo e receber este reforço durante anos, com os casos em que ajudei a aprender a resolver a situação autonomamente. Os seus amigos que o digam.

P: Já agora, parece-me que está a dizer que as pessoas devem sentir-se bem. Não é isso que disseram há algum tempo sobre
Depress-nao-Ba produção da dopamina? Parece que citaram um estudo de Nora Volkow nos EUA. Com base nisso, também existe uma terapia designada como Psicologia Positiva. O que diz acerca disso?

R: Fiz mais do que um post relacionado com isso e também relacionado com a Psicologia Positiva. Se toda essa técnica é tão boa, qual a razão do suicídio do comediante Robin Williams, que se mostrava sempre bem-disposto e deixava os espectadores a gargalhar? Pense nisso. Pode ser que os que gargalhavam produzam dopamina, mas o actor, não! Seguir conselhos dos outros, não chega. Cada um tem de «embarcar» nessa onda. Já reparou na necessidade do empenhamento do próprio numa boa psicoterapia?

P: Agradeço os esclarecimentos que me deu. Mas, às vezes, a sua linguagem não é um pouco agressiva? Vai publicar a nossa conversa  em novo artigo?    «Educar»-B
R: Sim. Vou chamar-lhe «FACEBOOK» e talvez até hoje o possa publicar com vários links que achar úteis para os que ainda não conhecem os posts correspondentes. Quanto à minha linguagem agressiva, ainda bem que me fez notar, mas não tento ser simpático ou bem aceite pelos outros. Interessa-me mais o realismo, a rapidez, a eficácia, o pragmatismo e a objectividade, sem irrealismos ou complacências. Se é a isso que se refere, não vou mudar, porque prefiro ser honesto para com todos. De qualquer modo, quando faço uma crítica, não posso ser «meiguinho» só para agradar alguns. Também posso dizer que estou sempre a verificar e a actualizar tudo o que escrevo, com as críticas que me são feitas, as quais agradeço imenso, utilizando esse feedback para melhorar as coisas, segundo o meu ponto de vista. É o que vai descobrir em todos os meus livros e blogs.
É a vida, como diria o outro!

Em divulgação…

Consultou todos os links mencionados neste post?arvore-2

Já leu os comentáriosVisite-nos no Facebook.

Clique em BEM-VINDOS

Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

Post Navigation

%d bloggers like this: