PSICOLOGIA PARA TODOS

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BIBLIOTERAPIA– 16

Na quinta-feira, quando dava o meu passeio habitual, o jovem que tinha dado origem ao post BIBLIOTERAPIA – 15, como já Biblioestava informado, ficou à porta do café à espera de me ver passar. Disse-me que gostaria de conversar comigo para me pedir mais uns esclarecimentos. Tinha lido muita coisa e conversado com um jovem que desejava dedicar-se à psicoterapia. Por isso, gostaria de trocar comigo algumas ideias porque ele lhe tinha dito que praticava a Biblioterapia, com vários livros que os seus pacientes esquizofrénicos estavam a ler. Se eu não quisesse ficar no café, ele podia caminhar comigo ao longo do meu passeio.
Disse-lhe que preferia passear enquanto conversássemos e o resultado dessa troca de impressões poderia ser transformada algum dia num post, com os arranjos, acrescentos e citações julgadas necessárias.
O post é o seguinte, com o conteúdo mais ou menos exposto de forma compreensível, devendo ser consultados todos os links que forem mencionados para o entender melhor.

P: Sabe que já segui os seus conselhos, li alguns dos artigos do blogue e experimentei fazer o relaxamento que está indicado mario-70
no
Psicoterapia – 6 e sinto-me bastante menos angustiado do que anteriormente?
R: Eu sempre disse que qualquer psicoterapia, por melhor que seja, nunca dá bom resultado se a «cabeça» do próprio não estiver envolvida no assunto. Os comportamentos podem ser modificados com a aplicação das técnicas de modificação do comportamento, mas a satisfação interior do próprio só se consegue englobando a cabeça de cada um. É por isso que as técnicas de mindfullness, psicologia positiva, meditação, ioga, musicoterapia, terapia ocupacional ou quaisquer outras semelhantes, não podem dar bons resultados se a cabeça do próprio não estiver envolvida nesse «jogo». Podem criar uma aparência de modificação, mas nunca uma satisfação interior. Por sua vez, as ginásticas, as dietas e os medicamentos, podem modificar alguma coisa porque Joana-Bactuam fisiologicamente. Porém, não sei qual será a satisfação interior dessa pessoa, isto é, da «mente» do próprio. Apenas um dos exemplos flagrantes, é o suicídio do comediante Robin Williams.

P: Com esse alívio interior que estou a sentir, embora continue desempregado, mas a fazer uns trabalhos para ajudar outros colegas, quero ver se aproveito os meus tempos vagos para a leitura e preparação de trabalhos semelhantes que possam ajudar também outras pessoas no futuro. Mas, para isso, gostava de saber porquê a insistência no envolvimento do próprio, isto é, da cabeça de cada um.
R: A resposta já foi dada por si, com o comportamento que teve em consultar alguns posts, além de experimentar e praticar aquilo que leu no «Psicoterapia – 6». São procedimentos essenciais para se conseguir fazer uma psicoterapia, quer Psicologia-Bautonomamente, como no seu caso, quer com ajuda, como é o caso da maioria das pessoas. O envolvimento do próprio é importante e não existe qualquer outra pessoa que possa treinar e executar o relaxamento mental e muito menos ler e ter acesso às memórias individuais sem ser o próprio a desvendá-las. Os outros podem querer adivinhar, atribuir ou inferir, sem nunca saber o que se passa, de facto, na mente do indivíduo. Só cada um pode ter acesso directo a isso, que é uma das coisas fundamentais para uma psicoterapia. Também, só cada um sabe se se sente bem ou mal, embora possa aparentar outra coisa e iludir muita gente, tal como o comediante Robin Williams. Os conselhos e orientações generalizadas são pouco eficazes e é por isso, que acho que não existem músicas relaxantes, se a pessoa não se sentir relaxada como isso. O que é relaxante para uns, por exemplo, Interacção-B30
para mim, pode não ser para si. Elas podem ser relaxantes para uma grande maioria, mas nunca serão para todos e até para os mesmos em todas as circunstâncias. Já o «Calimero» (M) me elucidou sobre isso quando lhe sugeri umas músicas que me ajudavam a relaxar e ele disse que o deixavam aborrecido, mas que só a de Jason Mraz lhe provocava boas recordações.

P: Então, quer dizer que aquilo que se recomenda em muitas autoajudas de psicologia positiva e músicas relaxantes, não é eficaz?
R: Seguramente, se a pessoa não sintonizar com elas, não produzem qualquer efeito positivo, isto é, a pessoa tem de ficar sugestionada de que isso é benéfico. Caso contrário, não sente qualquer benefício. Uma pessoa muito conhecida e de minha Saude-Binteira confiança foi, há anos, para uma sessão de meditação transcendental. Tendo-lhe sido atribuído um «mantra» para recitar enquanto ficava numa determinada posição, não só não sentiu coisa alguma como
ainda saiu de lá aborrecida. No final da sessão, com muitos participantes, todos começaram a petiscar e a beber uns sumos enquanto falavam nos «avanços» que tinham feito. Se isso era bom para todos qual a razão de, pelo menos, uma pessoa não se deixar sugestionar e não ter sentido aquilo que os outros diziam que sentiam? Ou seria que alguns repetiam o que os outros diziam para não se sentirem «fora do grupo»? Os fenómenos da obediência e do conformismo podem estar a funcionar nestas condições.

P: E quando as pessoas se divertem de facto?
R: Quando as pessoas se divertem, de facto, pode ser bom e ajudar para segregar a tal dopamina, mas se se divertem porque estão naquelas condições podem não se sentir bem quando saem dessa situação. É o reforço do comportamento incompatível que funciona numa situação específica, durante um período de tempo limitado. Para ser Acredita-Beficaz, é necessário que seja prolongado para sempre. Será possível? Teremos sempre a companhia dos outros? Será possível estarmos sentados a meditar permanentemente?

P: Então, o que se deve fazer?
R: Aquilo que o meu amigo fez. Praticou o relaxamento mental, se necessário, com o muscular, para poder fazer também o relaxamento instantâneo em casos de emergência. Tudo isso tem de ser treinado e executado pelo próprio. Se não me engano, esteve a recordar e a reviver os bons momentos da sua vida. Quem poderia fazer isso por si? A análise das dificuldades pode não ser fácil se não tivermos a objectividade e a racionalidade suficientes para analisarmos os nossos comportamentos passados, além de humildade para admitirmos os erros Consegui-Bcometidos, sem os tentar justificar, mas descobrindo a maneira como os poderíamos ter reduzido ou evitado. Depois, com este acervo de conhecimentos e de vivências podemos lidar com os nossos comportamentos do momento e imaginar de que modo poderemos melhorá-los no futuro, a nosso favor. Enquanto este processo vai avançando, com uma prática inicial de 1 hora diária, durante um mês, mesmo á hora de dormir, a lista das autoavaliações das dificuldades, actualizada semanalmente, pode ajudar a planear a Imaginação Orientada (J) num sentido em que é necessário «trabalhar mais» a fim de reduzir as dificuldades ou aumentar as potencialidades. Por fim, a autoanálise, apenas durante 5 minutos todos os dias, pode revelar muita coisa demasiadamente «escondida» ou «soterrada» no fundo da nossa memória. Está a ver que todo este trabalho só pode ser do próprio.

P: Mas a análise de que de fala parece-me que não é fácil.Maluco2
R: Não digo que seja fácil. Por isso, recomendei-lhe da vez passada as leituras devidamente estruturadas e orientadas com variados exemplos acrescidos da explicação do funcionamento do comportamento humano isolado (F) ou em interacção com os outros (K). Para simplificar essa compreensão, a leitura do «caso» da Joana (D), pode ajudar imenso. Sem compreender isso, torna-se difícil fazer uma análise correcta e despretensiosa, porque a ânsia de mostrarmos «uma boa imagem», mesmo a nós próprios, torna-se quase imperativa. O importante é analisar cada efeito do comportamento em função da causa que o provocou. Sem essa análise de causa/efeito não será possível eliminar ou reduzir o efeito que não nos interessa, alterando ou eliminando a sua causa, incentivo ou estimulo. Mas, repare que essas causas, às vezes, não se tornam Psi-Bem-Cfáceis de detectar porque são corriqueiras, muito vulgares e completamente admissíveis, porque acontecem com muitos, sem causar qualquer desequilíbrio. O que importa é recordar de que maneira as percebemos e aquilo que as mesmas nos fizeram sentir no momento. O caso do Júlio (E) é o mais flagrante. Compreendeu agora a minha preocupação de colocar os livros à disposição de todos? É essa a Terapia Através de Livros devidamente orientada que eu desejo implementar, sem propaganda, mas com o apoio dos dela podem beneficiar. Mas, tem de ser eles a implementar o sistema. Caso contrário, podemos cair na comercialização exagerada em que não desejo entrar. Todas as semanas são-me enviadas notícias dos EUA sobre Psicologia Positiva, etc. Para quê? Estou também a lembrar-me da formatação a que os vários meios de comunicação social nos querem sujeitar com os diversos comentadores e opinadores, talvez muito bem pagos, que são contratados para difumdir ideias que lhes interessam. A DIA-A-DIA-Cacrescentar a isso, temos os anúncios como os do Calcitrim. Além da propaganda difundida, utilizam-se figuras conhecidas e que criaram alguma empatia com o público para esses anúncios. Até pode ser a técnica dos afectos de que já se falou há pouco tempo! Assim, em vez de pensarmos pela nossa cabeça, passaremos a pensar como «eles» desejam.

P: Então, aquele jovem que eu conheci e que me disse estar a fazer biblioterapia com esquizofrénicos mandando ler uns livros e obtendo bons resultados, terá noção disso?
R: Não sei quem é o jovem e que treino é que ele tem para lidar com casos complicados como o dos verdadeiros Psicopata-Besquizofrénicos. Contudo, podem-se fazer diagnósticos de esquizofrénico tal como foi feito com o Joel (G) que, sendo diagnosticado por um psiquiatra, como psicopata, não passava de um neurótico depressivo inferiorizado e frustrado, com uma educação dada por uma avó e por um colégio interno religioso, cheia de dissonância cognitiva, reagindo de acordo com o que tinha aprendido na guerra onde tinha prestado serviço militar obrigatório numa antiga colónia ultramarina. Que testes psicológicos utilizou para confirmar ou infirmar esse diagnóstico? Aceita-se um diagnóstico feito por alguém sem contraprovas? O diagnóstico de esquizofrenia é uma coisa séria!
Além disso, se esse jovem acha que os seus pacientes melhoraram com as leituras que fazem, como é que avalia essa melhoria? Que livros aconselhou a ler? Qual o entendimento que os pacientes têm desses livros? Os livros podem ocasionar aprendizagemDepressão-B social, com os modelos introjectados, provocando reforço vicariante. É necessário ter isso em conta. Enquanto nos neuróticos, algum do seu comportamento pode ser compreensível, nos psicóticos, com a sua lógica paralela e, às vezes, muito distorcida, pode ficar completamente dissimulado. É necessário ter muito cuidado com isso porque pode desencadear comportamentos indesejáveis e perigosos É necessário muito treino para detectar as transformações que se vão processando nos pacientes. Lembro-me que antes de ter dois anos de treino e prática, depois do meu curso de Psicologia Clínica de 5 anos, concluído em 1975, com estágio escolar de 6 meses e profissional de mais 6, tinha dificuldade em me aperceber de todas as situações com alguma segurança. A partir de 1980, depois de muitas aulas de Psicologia e Psicopatologia dadas a enfermeiros e só com o caso do Júlio (E) é que comecei a ganhar mais confiança naquilo que fazia. Não é por acaso que se verificam alguns suicídios e até homicídios.Imagina-B

P: Então, esse jovem pode estar a não proceder devidamente?
R: Não faço a mais pequena ideia, nem sei qual o treino e supervisão que teve.

P: Então a Biblioterapia não é fácil.
R: No livro dedicado a este tema (Q) digo resumidamente aquilo que acho que se deve fazer na minha ideia sobre a Biblioterapia, mas cada um pode escolher e ir lendo os livros que entender. Esses livros, devidamente escolhidos dentro da colecção que preparei, podem ajudar as pessoas neuróticas a melhorar o seu estado mental. Algumas Difíceis-Bpoderão fazer isso sozinhas desde que:
◊ leiam aquilo que é recomendável;
◊ compreendam e apreendam bem o seu significado;
◊ façam os treinos necessários para um bom relaxamento;
◊ pratiquem-no persistentemente como está indicado;
◊ aprendam e pratiquem o relaxamento instantâneo para casos de emergência;
◊ mantenham um registo das dificuldades com uma autoavaliação atempada;
◊ tenham um diário de anotações;neuropsicologia-B
◊ se possível, façam a autoanálise nos termos indicados;
◊ consigam efectuar um bom relaxamento mental para desencadear as boas recordações (TEA);
◊ façam o mesmo com as más recordações, utilizando-as para descobriras suas causas, com humildade, realismo e objectividade;
◊ aproveitem essa análise para escrutinar as causas que, alteradas, poderiam ter modificado os efeitos nocivos indesejáveis;
◊ utilizem o diário de anotações e, quando possível a autoanálise (depois de 6 meses do início), para preparar a Imaginação Organizar-B
O
rientada (IO) relacionada com o presente e, especialmente, com o futuro;
◊ se possível e necessário, utilizem uma música ou uma recordação como sinal condicional para facilitar o desencadeamento de todo o processo;
◊ não se esqueçam de iniciar tudo isso à hora de dormir, bastando apenas 3 a 5 minutos depois do primeiro mês de prática;
◊ não se esqueçam de ler tudo, como ficou mais ou menos indicado no livro Biblioterapia (Q) ou Auto{psico}Terapia (P), podendo a ordem ser alterada ao gosto de cada um;
◊ saibam que a releitura também pode ajudar muito com o reforço vicariante que se vai obtendo com a recordação dos «casos» dos outros que resolveram a sua situação autonomamente ou com pequena ajuda;Respostas-B30
◊ peçam ajuda imediatamente se sentirem alguma dificuldade, para não continuarem algum erro cometido.

P: Acha que isso chegará?
R: Não acho. Por isso, digo que uma ligeira ajuda inicial torna-se quase sempre necessária, embora possa ser dissimulada de conversa como aconteceu com o meu amigo Antunes (B) e com a Cristina (L). Por isso, estou a preconizar as tais palestras de que já falei e até fiz uma proposta para que elas se realizem, apresentando um modelo de actuação económico, simples e que pode ser conduzido ao gosto dos intervenientes, à medida dos seus desejos e de acordo com as necessidades do momento. Não são necessárias drogas e os benefícios ficam nas mãos de cada um para os utilizar no futuro.«Educar»-B

P: Mas todas essas ideias deveriam ser conhecidas.
R: Meu caro amigo. Como jornalista, a divulgação dessas ideias, pode ficar mais a seu cargo do que ao meu, que não tenho meios nem capacidade e, muito menos, apetência para tal. Em relação a isto, já respondi a quem se mostrou atrapalhado logo depois da sua licenciatura em Artes fotográficas, com 16 valores. Os tempos não são fáceis nem espero que melhorem substancialmente dentro em breve. Vamos ter de aguentar a depredação que foi feita, aos poucos, nas últimas décadas e, especialmente, nos últimos 4 anos. Se analisarmos a situação, verificamos que a causa ou, melhor dizendo, a culpa foi nossa. Se mais de metade da população se abstiver de votar, terá o direito de «refilar» para Depress-nao-Bimpingir depois as «culpas» aos outros? Todos temos de nos mobilizar para que o sistema democrático funcione, nem que seja para dizer, com um grande risco no boletim, que nenhum dos candidatos serve. Para isso também temos de nos empenhar e descobrir quem se disponha a trabalhar para o bem comum, sem tirar daí proveito exagerado, como tem acontecido quase sempre. A mim, compete trabalhar na Psicologia e Psicoterapia. A si, compete trabalhar no Jornalismo. Façamos pelo menos o nosso trabalho com vontade e persistência. O resto da população, que se mobilize e não se deixe sugestionar e, muito menos, encantar, com as ilusões «impingidas» por muitos meios de comunicação social detidos por alguns interesseiros. Temos de mudar Portugal para o deixar menos mau aos nossos vindouros. Por isso, temos de trabalhar ANTES, para colhermos os louros depois. Pelo menos, é assim que se deve trabalhar em Psicoterapia preventiva. A Biblioterapia pode dar um grande apoio nisso.
Com as perguntas, críticas e sugestões que me são feitas para explicar e desmistificar muitas noções sobre Psicologia, qualquer dia, depois dos dois últimos livros (P) e (Q), tenho de pensar em escrever um outro que possa dar aos interessados a capacidade e possibilidade de enveredar por uma Psicoterapia, acção Psicopedagógica, de melhoria de Interacção Social ou Desenvolvimento Pessoal, de forma autónoma ou com pouca ajuda de especialistas, mesmo que essa pessoa esteja ou deseje utilizar outros meios suplementares, tais como dieta, ioga, reiki, meditação, psicodrama, etc. Provavelmente, porque esse livro deve abranger a orientação para várias coisas, utilizando os 18 livros da colecção da Biblioterapia, terei de o intitular «PSICOTERAPIA… através de LIVROS...» (R)

Em divulgação…

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