PSICOLOGIA PARA TODOS

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BIBLIOTERAPIA 17

Hoje, quando dava o meu passeio habitual, o conhecido com quem tinha conversado há pouco tempo, estava à porta do café, naBiblio companhia do jovem que se queria dedicar à psicoterapia e lidava com esquizofrénicos.
Pediu-me para entrar e, se tivesse tempo, esclarecer algumas dúvidas que os dois estavam a ter.
Como acedi à solicitação, mas disse que não dispunha de mais do que uma hora, começaram a fazer-me perguntas de imediato.

P: Qual é o mal em pedir aos meus pacientes para lerem alguns livros de poesia e eles sentirem-se bem depois disso? Eles até começam a escrever algumas coisas sobre o assunto!
R: Não vejo qualquer mal, mas não consigo descobrir qual será o benefício para quem está «rotulado» de esquizofrénico. Estes «rótulos» podem funcionar como uma presunção de culpa de um inocente que, futuramente pode ser ou mario-70sentir-se prejudicado por causa disso.
Antes de tudo, quem lhe aplicou esse rótulo? Foram feitos exames psicológicos com provas fidedignas para comprovar esse estado psicopatológico? Eu não acredito em «palpites» ou observações superficiais, porque além de muitos outros, descrevi num livro o que aconteceu com um paciente que foi diagnosticado como psicopata por um psiquiatra. Essa mágoa acompanhou-o até ao fim de vida e destruiu um casamento. Quando fiz posteriormente uns exames muito simples, verifiquei que ele era apenas um neurótico inferiorizado reagindo violentamente em casos de frustração, de acordo com a aprendizagem que tinha feito na guerra do ultramar.
Além disso, se o acompanhamento é para ajudar os pacientes, como é que se verificaram as suas melhorias? Informações deles,Joana-B
viciadas por lembranças ou «estados de alma» do momento? Têm de haver medidas quantitativas concretas que possam atestar essa melhoria. Se for só a aparência ou informações dos próprios, é necessário ter em conta que a companhia e a presença do técnico pode-lhes ser agradável e obterem com isso reforço positivo que podem não obter na sua ausência ou com a falta desse contacto. Já me aconteceu também com o Tiago, há muitos anos. É o reforço do comportamento incompatível que conseguem obter com essa presença ou contacto.
Muitas vezes, os pacientes são endossados por psiquiatras que fizeram o diagnóstico, à maneira deles, para os medicar e entregar a quem os vai «entretendo», melhor ou pior, durante bastante tempo. Esses pacientes podem melhorar ou piorar. No caso de melhorar, os psiquiatras dizem que foi a medicação administrada que os melhorou, Maluco2talvez ligeira e secundariamente ajudada pela psicoterapia dos psicólogos. Se a situação piorar, dizem que o estado da «doença» é mais grave e «carregam» na medicação deixando a pessoa quase insensível ao mundo que a cerca e onde terá de viver e suportar as suas agruras, sem capacidade para as enfrentar e, muito menos, ultrapassar. Esse trabalho de ajuda é que é verdadeiramente do psicólogo que se quer dedicar à psicoterapia, ajudando a pessoa a viver sem a ingestão ou suplemento de medicamentos psiquiátricos.
Os psiquiatras sérios e bastante experimentados falam acerca disso e até já escreveram sobre este assunto.
Se o meu amigo quiser dedicar-se a isso, tem de saber bastante bem todos os mecanismos do funcionamento do comportamento humano, quer isoladamente, quer em interacção social. A Ciência do Comportamento é muito Imagina-Bimportante nestes casos.
Na modificação do comportamento, torna-se necessário apreender bem todos os seus conceitos e técnicas que são fáceis de aplicar. Apenas definições, não chegam para coisa alguma, a não ser para cada um as interpretar à sua maneira e conveniência. Posso garantir que até uma criança de 8 anos, que era extremamente birrenta e insuportável, a ponto de ocasionar e separação dos pais, depois de devidamente industriada, modelada e moldada, foi capaz «voltar a juntar os pais» e aplicar com um irmão mais novo as técnicas que tinham sido aplicadas com ela.
É bom compreender que a modificação do comportamento acontece sempre. Por exemplo, se depois de lhe dizerem que era psicólog, eu Psicologia-Baparecesse cá bem barbeado, de fato e gravata, o meu amigo não seria capaz de ter uma atitude e uma abordagem diferente daquela que está a ter agora, muitíssimo à vontade? E se estivessemos num café mais elegante como nos comportariamos? Concorda comigo? Se as pessoas souberem aquilo que acontece com todos nós, sem suposições, atribuições ou «adivinhações», pode ser que se consiga modificar qualquer coisa nos outros. Até com os seus pacientes pode conseguir ter melhor resultado do que sem esses conhecimentos. Pode modificar o comportamento em si próprio e ocasionar uma alteração consequente nos outros!
Por este motivo, para ajudar as pessoas a compreenderem tudo isso, depois de mais de 40 anos de clínica, com mais de 5.000 casos atendidos isoladamente, estou a manter um blog para dar respostas aos que delas necessitam, tentando Interacção-B30explicar o porquê das coisas. Tem de ter a paciência e persistência para ler tudo e consultar os links que estão indicados a azul e sublinhados. Basta clicar nessa palavra ou frase.
Além desse blog, com a minha ideia de tornar e pessoa autónoma e capaz de se orientar por si própria, estou a dedicar-me sempre à reorganização e actualização da axtual colecção de 17 livros que constituem a BIBLIOTERAPIA, destinada a fazer uma Terapia Através de Livros. Não é uma leitura de quaisquer livros mas de alguns que, devidamente direccionados e sequenciados, podem ajudar imenso os próprios ou os seus apoiantes. Talvez bem explicados, possam funcionar como um incentivo para cada um se livrar das suas dificuldades e até evitá-las no futuro.Saude-B

P: Acha que tudo isso é tão fácil?
R: Como tudo isso pode não ser fácil para todos, embora tenha tentado escrever os livros em linguagem o mais simples possível, já fiz uma proposta de colaboração que pode ajudar a dar as respostas necessárias a grupos de pessoas que irão exigindo os livros à medida das suas necessidades e desejos.
Também pode servir para ajudar os novos técnicos que queiram enveredar por este caminho, sem dependência dos psiquiatras, evitando os malefícios que as drogas ocasionam e que, como já disse são constatadas por alguns deles, com grande consciência cívica.Acredita-B

P: Estou mais ou menos esclarecido, mas não totalmente satisfeito. Mas, estamos no fim da hora.
R: Neste caso, logo que chegar a casa vou tentar alinhavar as ideias aqui debatidas e expô-las num novo post dedicado à BiblioTerapia. Também vou apresentar nele os vários assuntos que vale a pena consultar e que serão indicadas com links a azul sublinhado. Se necessitar de mais informações ou esclarecimentos, tem as alternativas de fazer comentários no blog depois de ler convenientemente os posts com os respectivos links, ou  enviar-me algum e-mail, ou até promover as tais palestras para os pacientes ou colegas que queiram enveredar por este sistema, com a ajuda dos livros que serão publicados à medida das necessidades e desejos.Consegui-B
Por enquanto, estou a pensar só no AUTO{psico}TERAPIA (P), porque ainda estou apoiado em vários livros que já estão publicados, mesmo que não tenham sido ao meu gosto. Depois, como já estão publicados os (A) (B) (C), posso pensar na reedição da Joana (D) ou na publicação da história do Júlio (E), segundo as apetências e as necessidades dos participantes.
A seguir, se alguém desejar saber o modo de aplicar a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) apoiada na Imaginação Orientada (IO) com a ajuda da autohipnose, num sentido da logoterapia, para uma reestruturação cognitiva e modificação do comportamento, o livro Imaginação Orientada (J)  também já está pronto para publicação.
Depois disso, tudo dependerá dos participantes.Psi-Bem-C
Posso garantir que a leitura é fundamental. É o que estive a fazer durante mais de uma dúzia de anos, muito antes de ter concluido o curso de Psicologia Clínica, no ISPA, em 1975. A extensa bibliografia apresentada no fim do livro BIBLIOTERAPIA (Q) pode dar algumas indicações úteis. Além disso, o treino de relaxamento mental, antecedido do muscular se necessário, de avaliação quantitativa dos sintomas desagradáveis e da análise aprofundada, racional e realista do comportamento, torna-se imprescindível, com uma viagem ao passado. Se assim não fosse, o Januário, desenganado com mais de meia dúzia de anos a submeter-se à psicoterapia, psicanálise e quimioterapia, nunca teria conseguido resolver o seu problema quase num fim-de-semana de «conversas» e psicoterapia de profundidade.
Psicopata-B

Para um caso de intervenção imediata e rápida, ainda me posso socorrer dos livros já publicados, embora não ao meu gosto. Porém, os mesmos serão reagrupados, reorganizados e actualizados agora nesta colecção. As capas dos mesmos são apresentadas a seguir para que os interessados os poderem consultar, se necessário. As suas equivalência são apresentadas no capítulo «Resumo dos Conteúdo das Obras Indicadas» em todos novos livros.

 

Depress-nao-B

«Educar»-B

DIA-A-DIA-C

 

Stress-B

psicoterapia2

molhar2

compr-C

educar2

Adolescencia-B

 

Suces-esc-B

reed2

apoio2

 

teoria2

pratica2

tecnicas1

 

 

casos2

previsão2

Suc-vida-B

Marketing2

Falhas-B

Humanismo2

 

homem2

confl2

Sindicalismo2

 

Depois desta conversa bastante eucidativa, comecei a pensar que um novo livro intitulado «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) poderia ser o 18º livro desta colecção, ajudando os interessados a orientarem-se, correcta e adequadamente, para uma Psicoterapia, acção de Psicopedagógica, de melhoria de Interacçõo Social ou Desenvolvimento Pessoal, de forma autónoma ou com pouca ajuda do psicólogo e sem prescindir de dieta, meditação, reiki, psicodrama, ioga ou qualquer outra actividade em que a pessoa goste de estar envolvida.

 

Em divulgação…

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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4 thoughts on “BIBLIOTERAPIA 17

  1. Pedro Andrade on said:

    Olá Doutor Mário,
    Apesar da nossa conversa ser curta, foi esclarecedora. É verda que quem decide ir pelo o caminho da terapia tem muito trabalho pela frente mas trabalho neste caso é sinônimo de paixão em ver no outro a satisfação de um possível reencontro consigo próprio.

    Neste momento estou a ler Educação e Comportamento e posso dizer que este livro vai-me abrir os olhos para esta matéria. Em relação a aplicação de teste psicometricos irei numa primeira faze aplicar o Instrumento WHOQOL-BREF que mede a qualidade de vida, mais tarde vou pensar numa forma de avaliar as sessões.

    Cumprimentos

    Pedro Andrade

    Mais uma vez obrigado pelos livros..

    Depois vou dando notícias,

    • Agradeço o contacto e informo que não conheço o WHOQOL-BREF. Pode ser que estatisticamente sirva para alguma coisa. Auterapia-B30Interessam-me mais os testes antigos como o MMPI, Rorschach, TAT, ou até as de EPI ou EPQ, Árvore, Família, etc., que são mais rápidas e aceitáveis, para descobrir se a pessoa é, de facto, esquizofrénica ou neurótica. Quanto ao resto, eu faço uma avaliação individualizada das dificuldades apresentadas ou nomeadas por cada pessoa, baseada na sua repetição semanal numa escala de 11 pontos/conceitos. Para mim, é muito mais fidedigna e rigorosa para saber a evolução da psicoterapia. A outra, é capaz de não dar esse resultado comparativo cronológico.

  2. “Estou a fazer a pós-graduação em Reabilitação Psicológica e Psicossocial em Saúde mental.
    Um dos utentes que faz parte do grupo da Bilioterapia apaixonou-se por uma travesti.
    Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
    Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.
    No entanto o meu utente de vez em quando tem necessidade de perguntar a sua companheira porque é que ela gosta dele.
    Vejo isto como se existisse uma insegurança ou falta de demonstração afectiva da parte da transexual em relação a ele?
    No entanto até agora o utente disse me estar satisfeito com esta relação porque mesmo ela sendo uma travesti prostituta eles conseguem ter uma vida de casal onde a parte afectiva funciona bem.
    Tem uma vida normal, andam na rua, vão as compras, ao cinema, à praia.
    A situação complicou se com a chegada do verão.
    A travesti aumentou muito os consumos de marijuana, trabalha mais, eles tem menos tempo juntos, menos sexo, fumam ambos mais marijuana e isto esta a preocupar o utente.
    No entanto ele gosta mesmo da travesti.
    Vejo nesta situação que o consumo acaba por retirar a critica, os sentimentos podem ficar confusos dai o utente ter de perguntar por que razão a travesti gosta dele.
    Quando fumam os dois, o utente reparou que a travesti fica mais permeável e próxima dele.
    Pode-me dizer que ajuda é que posso dar?”

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