PSICOLOGIA PARA TODOS

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AVALIAÇÕES

Com o comentário seguinte feito no post BIBLIOTERAPIA 17:Biblio

Apesar da nossa conversa ser curta, foi esclarecedora. É verdade que quem decide ir pelo caminho da terapia tem muito trabalho pela frente mas trabalho neste caso é sinónimo de paixão em ver no outro a satisfação de um possível reencontro consigo próprio.
Neste momento estou a ler Educação e Comportamento e posso dizer que este livro vai-me abrir os olhos para esta matéria. Em relação a aplicação de testes psicométricos irei numa primeira fase aplicar o instrumento WHOQOL-BREF que mede a qualidade de vida. Mais tarde vou pensar numa forma de avaliar as sessões.

a minha resposta imediata foi a seguinte:
Agradeço o contacto e informo que não conheço o WHOQOL-BREF. Pode ser que estatisticamente sirva para alguma coisa.mario-70
Interessam-me mais os testes antigos como o MMPI, Rorschach, TAT, ou até as de EPI ou EPQ, Árvore, Família, etc., que são mais rápidas e aceitáveis, para descobrir se a pessoa é, de facto, esquizofrénica ou neurótica. Quanto ao resto, eu faço uma avaliação individualizada das dificuldades apresentadas ou nomeadas por cada pessoa, baseada na sua repetição semanal numa escala de 11 pontos/conceitos. Para mim, é muito mais fidedigna e rigorosa para saber a evolução da psicoterapia. A outra, é capaz de não dar esse resultado comparativo cronológico.

Hoje, quando me levantei, tinha em mente vários episódios passados nos últimos anos no ISMAT, em Portimão.Psicologia-B
Um deles era a preocupação de um aluno do 2º ano querer saber de que modo se faz o diagnóstico para aplicar as medidas necessárias porque ele já estava a trabalhar com grupos de desfavorecidos.
Provavelmente, à hora de dormir, eu tinha-me preocupado com o comentário e com a resposta constantes acima e, durante o sono, estivera em Imaginação Orientada (J) (P) para clarificar a minha resposta.
Em relação a esse aluno e a um outro que o secundava e que dizia ser sociólogo, tinha tido necessidade de elaborar os 7 posts sobre «Diagnóstico», terminando com o «arregaçar as mangas».

Em relação aos testes psicométricos ou sociométricos e até os de personalidade, é importante saber aquilo que cada um deles avalia em relação ao nosso Interacção-B30objectivo.
Como é que o WHOQOL-BREF vai avaliar o grau de esquizofrenia ou de melhoria das dificuldades específicas de cada um dos visados? Se não se aplicar um teste adequado, de que modo se vai fazer um diagnóstico fidedigno e uma avaliação continuada das dificuldades específicas de cada um dos visados ou apoiados?
Se não se souberem quais as dificuldades reais dos visados ou apoiados, com que «material» se vai trabalhar? Com suposições genéricas de que os esquizofrénicos apresentam determinadas características, defeitos ou dificuldades? Todos? Indiscriminadamente? Em que grau? Em qual dessas «características» melhoraram? Se, além de querer saber quais as suas dificuldades do momento, não tivesse aplicado qualquer teste psicológico ao Joel (G), teria Psicopata-Bpodido avaliar, com alguma segurança, a sua problemática real? E, como iria verificar a evolução por ele sofrida no decurso da psicoterapia? Ficaria tudo no reino das hipóteses e suposições, talvez muito dependente da avaliação do psiquiatra. Qual seria o resultado?

Se eu não tivesse esmiuçado as dificuldades do «Calimero» (M), com as quais viveu mais de 4 anos, apesar de acompanhado por uma psicóloga e de ter apoio escolar durante vários anos antes, de que maneira poderia ter feito uma avaliação para saber do aumento ou da diminuição das mesmas?
Depois de ter «estagnado» durante 4 anos no 11º ano, o «Calimero» teria a possibilidade de obter a carta de condução e uma licenciatura, com 16 valores, em menos de 5 anos, desde o começo da psicoterapia, não necessitando de mais Joana-Bapoio posterior? Ele pode continuar com a dificuldade de falta de emprego, mas vai tentando «dar a volta por cima», sem medos, mas com a possível ansiedade ocasionada pela situação indesejada, absolutamente «normal» em qualquer ser humano.
Teria eu conseguido fazer alguma ideia deste caso, dar algum apoio e avaliar as suas melhorias com um WHOQOL-BREF, ou serviria só para as estatísticas? É por isso que não acredito em muitas investigações e estudos que dizem que se fazem sobre a saúde mental, até com «fundos» do Estado ou comunitários.

Concordo com aquilo que o comentarista diz acerca de «É verdade que quem decide ir pelo caminho da terapia tem Saude-Bmuito trabalho pela frente mas trabalho neste caso é sinónimo de paixão em ver no outro a satisfação de um possível reencontro consigo próprio.
Da minha parte, posso dizer que eu resolvi, com o curso do ISPA, aos 36 anos, a minha frustração de não ter ingressado no curso de Direito logo depois de ter terminado o Liceu Inglês e o 7º ano do Liceu, com dispensa de exame de admissão, nem ter conseguido a continuação do curso de Direito iniciado, posteriormente, em 1959, porque a Força Aérea não me autorizou isso durante 7 anos.

Por acaso, a partir de 1973, com a frequência dos seminários com Victor Meyer, PhD. «Reader in Clinical Psychology», do Acredita-BMiddlessex Hospital, de Londres, sobre «behavior therapy», comecei a entusiasmar-me de tal maneira, até para resolver o meu próprio problema de depressão grave, que continuei a dedicar-me sofregamente às leituras − muitas das quais estão indicadas na bibliografia apresentada no final do livro «BIBLIOTERAPIA» (Q) − que tinha começado com os livros de Pierre Daco, em 1968.
Essas leituras tinham se ser «rapidamente e em força» porque eu queria atingir uma finalidade: sentir-me melhor. Por acaso, o meu segundo Professor de Introdução à Psicologia, Psiquiatra e Doutorado em Psicologia pela Universidade de Barandeis, EUA, dizia que eles tinham de pegar num livro de 400 páginas e lê-lo rapidamente num fim-de-semana para poderem responder a uma prova na segunda-feira seguinte. Importava mais Consegui-Bapreender os conceitos que lá estavam expostos mais do que saber o significado de cada palavra. Esse significado podia ser facilmente obtido em qualquer dicionário especializado. O conceito, não. Mas, se se pudesse «trabalhar» nesse conceito, seria ainda melhor.
Foi assim que eu aprendi a Introdução à Psicologia, fazendo trabalhos práticos e sem me preocupar com as definições de «atenção», «memória», etc. que o anterior professor, formado em França e dizendo-se psicanalista, nos quase obrigava a decorar a partir do «Abregé de Psychologue», de J. Delay e P. Pichot. Graças a Deus, tive a felicidade dessa mudança de professor depois da «revolução dos cravos», porque já tinha adiado o exame duas vezes, devido à exigência de memória em vez de compreensão e apreensão de conhecimentos. No dia do exame Imagina-B
oral, esse novo Professor, «envergonhou-me» perguntando se não sabia das experiências com «galinhas, de Thorndike». Como nunca antes tinha ouvido falar nelas, respondi-lhe com um «Pois» em vez de dizer «Sim» ou «Não». E a intervenção seguinte dele, apercebendo-se provavelmente da minha total ignorância sobre o assunto, foi: «Tem de ver isso melhor».
Depois de passar no exame com 14 valores, a primeira coisa que fiz foi começar a procurar esse assunto de que nunca tínhamos falado mas que constava muito sucintamente no mesmo «Abregé de Psychologie». Enfim, o modo da dar as aulas era muito diferente e, enquanto o primeiro queria que nos limitássemos às definições, o segundo queria que nós aprendessemos Psicologia, tomando conhecimento das leis que a regulam.Depressão-B

Se havia a possibilidade de modificar comportamento, tinha de descobrir uma maneira de modificar o meu para, com a profissão então aceite, poder ajudar os outros. No grupo de psicoterapia comportamental em que estava a trabalhar, orientado por um psiquiatra que tinha ido especializar-se em terapia comportamental em Londres, não me agradavam as abordagens utilizadas, porque se baseavam só em técnicas utilizadas mecânica e indiscriminadamente. Depois das leituras que já tinha feito, fazia-me confusão não se querer saber as causas dos comportamentos desviados ou inadequados.
Quando porém, mesmo no final do curso de Psicologia me desloquei a Londres, com a minha mulher, para frequentar cursos de Respostas-B30apoio a integração de crianças deficientes no ensino normal, os futuros colegas com quem lidei, incentivaram-me a entrar para a Ordem dos Psicólogos Britânica (BPS), especialmente para uma eventualidade de eu querer trabalhar em Londres, já que estava fora da «tropa». As exigências de ingresso eram doutoramento dos EUA, mestrado do Reino Unido ou exame com entrevista com um especialista da BPS.

Quando fui ao Hospital de Middlessex falar com o Doutor Meyer, que já me conhecia de Lisboa dos «workshops» que ele administrara no Hospital de Santa Maria, ele aconselhou-me a ter uma entrevista com Laurence Burns, já que eu deveria deslocar-me a Nottingham no dia seguinte. No encontro com Burns, ele Psi-Bem-Bmandou-me aventar, na primeira entrevista, uma hipótese de diagnóstico e terapia consequente com um obsessivo-compulsivo (POC). Fazendo essa entrevista preliminar, ajudado por ele, dei-lhe mais ou menos a noção das ideias obsessivas do paciente e preconizei a necessidade de descobrir a origem ou a causa dessas ideias para se poder «lutar contra elas» ou, pelo menos reduzi-las, utilizando essencialmente a técnica de reforço do comportamento incompatível. Depois, analisando o seu passado, seria vantajoso «construir» um futuro comportamento mais aceitável. Os exames psicológicos não seriam necessários no momento, mas a avaliação das dificuldades deveria ser monitorizada semanalmente.

Pareceu-me que tinha ficado muito satisfeito com as minhas formulações, que seriam completamente rejeitadas em Lisboa, no Dificeis-Bgrupo em que trabalhava. A aceitação das minhas ideias foi tal que fiquei dispensado do exame escrito, ficando apenas obrigado a enviar as certidões da conclusão do curso com o conteúdo de cada cadeira e uma tradução em inglês. Poucos meses depois de concluir o curso e de ter enviado a papelada para o BPS, tal como eles exigiam, fui eleito Graduate Member da BPS, em Novembro de 1975.

Depois disso, regressado a Lisboa e a começar a clínica incipientemente, fui lendo o suficiente, idealizando e experimentando em mim o relaxamento muscular, muito diferente do de Jacobson, bem como o relaxamento mental, para o utilizar na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) que deu resultados positivos. Passando para o papel muitos dos conhecimentos adquiridos, além das experiências vividas, tive a possibilidade de dar aulas de Psicologia GeralNeuropsicologia-B2 e Psicopatologia aos enfermeiros, com quem consegui verificar que havia possibilidade de qualquer pessoa modificar o seu comportamento desde que soubesse compreender e analisar os mecanismos do seu funcionamento em função de causas/efeitos e possibilidades de actuação.

Posteriormente, quando já estava a fazer estágios de colaboração, em vários hospitais para finalizar a tese sobre TEA e estava concluir o curso de hipnose terapêutica, tive a oportunidade de ajudar o Júlio (E) à mesa de um velho café, com a modalidade de Imaginação Orientada (IO) que estava a desenvolver, com uma análise aprofundada do comportamento apoiada na autohipnose, para uma reestruturação cognitiva a fim de se fazer uma modificação do comportamento no sentido duma Logoterapia.Depressão-B

Presentemente, estou a «trabalhar» várias horas por dia para a organização e actualização, quase permanente, dos livros necessários para uma Biblioterapia no sentido de a utilizar organizadamente em Psicoterapia, Psicopedagogia e Desenvolvimento Pessoal, autonomamente ou com pouca ajuda. Também estou a manter este blog para dar respostas aos que fazem comentários a fim de esclarecer dúvidas ou pedir ajuda. Além disso, já me ofereci para colaborar na difusão de conhecimentos.

Entretanto, lembrando-me, em fins de abril de 2017, de vários comentários e de diversos conversas tidas com pessoas amigas,posso acrescentar o seguinte. É bom não confundir o gosto pela leitura de livros indiscriminados ou o amor por eles, que á a Bibliofilia, com o tratamento através da leitura de livros, que é a Biblioterapia, o qual, em psicoterapia, tem de ser orientado com leituras adequadas e talvez atempadas, para cada situação de reequilíbrio psicológico, de desenvolvimento pessoal, de psicopedagogia ou de prevenção e profilaxia.
É o que ainda posso fazer, dentro das minhas possibilidades, com a reorganização de todos os livros, revisão dos «casos» antigos e colaboração em palestras para grupos pequenos.
Organizar-B

Em divulgação…


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