PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 46

Ontem, quando passava habitualmente pelo café, o jovem que falara comigo no princípio do mês e que dizia estar a trabalhar Bibliocom esquizofrénicos abordou-me dizendo que me tinha de fazer uma pergunta muito pertinente.
Quando sentamos no café habitual e, mal pedimos os cafés, o Jovem fez a pergunta que parecia estar entalada na garganta:

J: Quando um homem se apaixona ardentemente por uma mulher linda, que afinal é uma transexual e ambos estão muito apaixonados e até já fazem planos para viver juntos, o que responder na próxima sessão?
N: Antes de tudo, responder a qualquer questão que não dependa de causas e efeitos facilmente detectáveis e analisáveis, pode deixar o «perguntador» na dependência do «respondedor».
Se o perguntador conseguir uma resposta imediata, sem ter de pensar bem no assunto:
◊ Pode ficar satisfeito ou não mas, provavelmente, ficará na dependência da pessoa a quem terá de perguntar no futuro, mario-70
quando tiver alguma dificuldade.
◊ A resposta pode ser momentaneamente satisfatória para o perguntador que, em sua consequência, terá reforço positivo.
◊ Também pode ser insatisfatória e, em virtude disso, com a punição que sofreu ou com a frustração que teve em relação às suas expectativas, pode adoptar comportamentos inadequados.
◊ Quer num caso, quer noutro, se no decurso do tempo, o resultado da acção tomada, não preencher as suas expectativas, o «perguntador» pode «culpar» o «respondedor» pelos maus resultados obtidos.
◊ Se a resposta dada fôr satisfatória no momento e, posteriormente, se transformar em pesadelo, a quem irá responsabilizar o Imagina-Bperguntador?

J: Então, o que devo fazer neste caso?
N: Tive de lidar com perguntas semelhantes no Curso de Psicologia, do ISMAT, em que, na disciplina de Psicopatologia, um dos alunos, já na casa dos trinta ou mais, insistia comigo para que eu falasse em diagnósticos a fim de se poderem aplicar as medidas correspondentes aos sem-abrigo ou desfavorecidos com os quais ele trabalhava.
Por isso, eu tive de fazer, à pressa, o post «arregaçar as mangas» além dos sete posts anteriores dedicados ao diagnóstico, em Abril de 2010. Cada pessoa é única e não se pode «encaixar» em diagnósticos a não ser provisoria e temporariamente, para Joana-B«fins operacionais». É necessário fazer a história pormenorizada de cada um e isso, quase de certeza, não será possível em grupo. Além disso, é necessário conhecer bem pelo menos as teorias psicanalíticas, as de reestruturação cognitiva e as de modificação do comportamento. Repare que, no fundo, esse jovem quer uma resposta para a orientação futura do seu comportamento. Se é esquizofrénico, tem um pensamento equivalente ao dos que não o são e até mesmo em relação a outros esquizofrénicos? Como é que vamos avaliar isso?

J: Em relação ao seu livro Educação e Comportamento acho o livro muito claro e bastante prático com os seus exemplos. Contudo, não consigo obter resposta.
N: Nessa brochura, bastante antiga, de 1985, estávamos a tentar dar às famílias dos nossos consulentes algumas noções básicasPsicologia-B da psicologia e da interacção social para que os pais pudessem lidar com os filhos, o melhor possível, sem necessitar de muitas consultas de psicologia. Seria uma economia para eles. Embora pareça que a leitura dá muito trabalho, alguns pais gostaram da ideia. Por isso, com a experiência de mais de 10 anos de consultas a pais e filhos, a fim de os pais se familiarizarem com a modificação do comportamento preparamos, a partir de 1990, os 4 livros iniciais da história ficcionada da Joana (D), que está agora conglomerada num só livro. Isso é essencial para que cada um oriente as suas acções num sentido desejado e não de acordo com as pressões e facilitações que surgem constantemente em qualquer ambiente social. E, de que modo reagirão os esquizofrénicos? Qual a lógica deles? Vão utilizar a lógica do psicoterapeuta? Os livros que lêem, as conversas que têm e as Interacção-B30discussões mantidas no grupo servirão para cada um, e para aquelas pessoas em especial, obterem respostas para os problemas (ou não?) abertamente discutidos da sua homossexualidade?

J: Então, o que devo fazer?
N: Como já disse em post anterior, uma avaliação, com testes psicológicos ou até com observação directa, por quem esteja treinado para isso, é extremamente importante para compreender os problemas e as dificuldades da pessoa em particular, na situação em que as estiver a viver. Pode demorar muito tempo mas, depois disso, se essa pessoa, ou o visado, tiver a noção do funcionamento do comportamento e da interacção humana, pode começar a compreender o seu próprio comportamentoSaude-B perante a sua homossexualidade e a sua atracção por uma transsexual. Qual foi a causa de tudo isso?
Para isso preparamos o livro Imaginação Orientada (J) (IO)que indica o modo como se pode ir ao âmago da questão a maior parte das vezes, utilizando o relaxamento mental profundo, com a ajuda da autohipnose, para uma análise do comportamento do próprio. Discutindo tudo isso, cada um pode verificar as falhas e alegrar-se com os sucessos obtidos para, com esse reforço conseguir «engendrar» comportamentos novos que possam substituir os antigos que não interessam (TEA). Esta tarefa não é possível realizar eficazmente em grupo. Também, em vez de o fazer exclusivamente com a ajuda dum psicoterapeuta, o paciente ou o interessado pode fazê-lo sozinho, tal como o Antunes (B), com as orientações dadas na «Autoterapia» (P), livro que também já está pronto para Maluco2publicação. Contudo, julgo que nas condições actuais em que a modificação do comportamento não é tratada com a devida consideração e profundida para a sua utilização na prática, a aplicação deste «instrumento» muito valioso, não é possível sem umas explicações extraordinárias. Os livros já existem e até a sua orientação na psicoterapia já está mais ou menos delineada na «Biblioterapia» (Q), tal como nós a concebemos e não como algumas pessoas a fantasiam.

J: Então, o que faria se o caso fosse consigo?
N: Tentaria, antes de tudo, verificar a personalidade do sujeito e, se possível, a da transsexual. Mas isso exige muita prática, tempo e experiência que eu só adquiri quase 4 anos depois do curso de 5 anos, com estágios escolar e profissional e 4 anos de Psicopata-Bcolaboração quase integral em diversos hospitais com os quais colaborei. Iria tentar «conhecer» a pessoa e ajudá-la a obter a sua resposta, tal como ainda faço, depois de 40 anos de clínica e com o blog a funcionar.

J: Como se pode fazer isso?
N: Tal como dei a Resposta 45, tentaria orientar a pessoa no sentido da sua resolução mais adequada, utilizando ela própria os seus recursos e argumentos e responsabilizando-se pela solução adoptada. Assim, talvez no futuro, essa pessoa dependa mais de si própria do que dos outros, que podem não estar disponíveis no momento mais necessário. Repare que em tudo isso é muito mais vantajoso actuar preventivamente ANTES em vez de reagir depois, quando os danos forem bem visíveis e, talvez, irreparáveis.Acredita-B

Julgo que não tenho agora mais tempo disponível mas, quando chegar a casa, vou descansar, pensar no assunto durante a noite e elaborar um post sobre este assunto «dando um jeito?» na nossa conversa para a «enquadrar» no assunto que mais interessa. Mas, pode crer que vai ter muito que ler não só neste post mas também nos links que lhe ficarão adstritos. Tal como em muitos outros, no meu curso de Modificação do ComportamentoCondicionamento Operante, da Californa State University, Sacramento, EUA, muito depois de completar o ISPA, tive de ler o Livro «Learning Foundations of Behavior Therapy», de 642 páginas, de Consegui-BKanfer e Phililips, em menos de uma semana. E assim foram muitíssimos mais livros que estão apresentados na Bibliografia exposta no fim do livro Biblioterapia (Q), para que os interessados a possam consultar, se necessário. O que interessa é apreender rapidamente seu o conteúdo para o incorporar nos nossos conhecimentos e fazer uso do mesmo quando necessário.

Em divulgação…

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4 thoughts on “RESPOSTA 46

  1. Anónimo on said:

    Li este artigo porque estou a segui-lo no fb já à muito tempo.
    Tanbém estou a fazer biblioterapia com desfavorecidos, há 2 anos.
    Com as longas explicações que deu, não compreendo como é que vou utilizar a biblioterapia nesse grupo, fazendo as entrevistas às escondidas, se eles são muito abertos e todos falam dos seus problemas.
    Não consegui saber aquilo que eu mais desejava: resolver este caso.
    Não poderei aplicar-lhe alguns testes para resolver o assunto?

    • Desculpe ver o seu comentário só hoje, porque estou muito ocupado em actualuzar o livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F).
      Contudo, como tenho mais um comentário muito complicado, vou responder dentro de dias com um post sobre «PSICOLOGIA PARA QUÊ –

  2. Pedro Andrade on said:

    Nesta relação parece que ambos estão num período de mudança; que é vista como uma necessidade valorativa num processo evolutivo para ambos os interessados. No caso do utente ele já não tem relações sexuais com a sua companheira a mais de dois anos. Instalou se uma relação familiar.
    No caso do Transexual ser mero objecto sexual, estar a criar nele perturbações afectivas. No entanto estamos perante um indivíduo que se sente como uma autêntica mulher. Segundo sei este indivíduo já sente isso desde os 12 anos de idade e quer ser mesmo mulher mas mantendo o pênis. Da conversa que tive com o utente em particular este está muito apaixonado é o Transexual também. Ambos estão sujeitos a uma alteração da sua existência. Pergunta do utente, não vou ter provavelmente dinheiro suficiente para nos termos uma vida razoável, ela vai ter de se protituir se? Isto não é fácil penso eu para os dois.

    Assim que tiver mais premenores envio notícias.

    Abraços

    Pedro Andrade

    • Desculpe ver o seu comentário só hoje, porque estou muito ocupado em actualizar o livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F).
      Contudo, como acho o seu comentário muito complicado, e existe também mais um sobre sobre testes, vou responder dentro de dias com um post sobre «PSICOLOGIA PARA QUÊ –

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