PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Maio, 2016”

RESPOSTA 47

No comentário seguinte feito no último post «PSICOLOGIA PARA QUÊ? – 4» comprometi-me a dar uma resposta hoje, arvoredepois de passar uma noite a pensar no assuno.

Sr. Dr. Noronha
Tive imensa pena de não o ter encontrado ontem porque estive à sua espera no café e não o vi passar.
Gostaria de ser esclarecido numa coisa muito importante.
Tanto eu como os meus amigos ganhamos bastante com as leituras dos diversos postes e com algum treino que conseguimos manter.
Como é que os outros poderão fazer isso sem este assunto ser publicitado?
Muita gente tem de saber deste assunto e assim não tem conhecimento.
Quando encontrei no meu correio um postal a dizer que uma determinada unidade fazia rastreios gratuitos de glicémia e de colesterol, lembrei-me de lhe fazer esta pergunta.
Quer esclarecer-me?
 Biblio

Caro Sr. Felício.
Conforme prometi, vou dar esta resposta depois de uma boa noite de sono, tendo-a iniciado com a «Imaginação Orientada» (J).

Como já tive oportunidade de dizer, a minha actividade principal, desde que deixei de dar as aulas no ISMAT, em 2010/11, tem sido a de reforçar a minha participação na manutenção do blog  PSICOLOGIA PARA TODOS a fim de poder dar as respostas necessárias aos que delas necessitam por não terem oportunidade financeira de ir a mario-70consultas de psicologia e, algumas vezes, de tempo disponível para isso.
Para lhes dar apoio, também necessito de literatura adequada que ainda não existe, a não ser em livros que não me agradam ou em apontamentos coligidos relacionados com muitos processos em meu poder.

Por este motivo e porque acredito seriamente na Biblioterapia, desde 1980, estou a rever casos antigos e a trabalhar quase 5 horas por dia, em casa e ao computador. Estou a reorganizar e actualizar todos os livros já publicados pela Plátano, Clássica, Escolar, Hugin e Calçada das Letras, acrescentando-os com novos «casos» dos mais Maluco2significativos para uma Autoterapia (P) ou uma psicoterapia expedita e eficaz, realizada autonomamente pelo próprio ou com pouca intervenção do psicólogo.

A ideia que tive da Biblioterapia em 1980, parece que está a ser implementada apenas há uma dezena de anos no Reino Unido, devido às dificuldades no atendimento atempado de todos os necessitados pelo seu Serviço Nacional de Saúde. Porém, não sei com que livros se realiza essa biblioterapia, ou terapia com «prescrição de livros». Seria necessária uma literatura adequada donde os pacientes pudessem obter, pelo menos, modelos de actuação, com reforço vicariante e motivação, para prosseguir e persistir nos treinos que são necessários e que devem ser indicados nesses livros.Psicologia-B

Na modificação do comportamento que é necessária numa psicoterapia eficaz e em que ficam englobados os reforços, os condicionamentos e as suas técnicas, a não compreensão ou o desconhecimento do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social, para uma boa reestruturação cognitiva, pode tornar demorada ou difícil a finalidade pretendida, deixando o paciente dependente do psicoterapeuta ou psicólogo, durante muito tempo.

Por mais exames psicológicos e análises que se façam, sem descobrir os condicionamentos e os factos pouco conscientes que Interacção-B30marcaram negativamente as nossas vivências, para a análise do passado, a psicoterapia pode ser infrutífera ou nunca mais ter fim, se não ficar também inadvertidamente influenciada pelas contingências que vão surgindo ao longo de todo o processo. Por isso, se se desejar enveredar por uma autoterapia ou uma terapia com pouca participação do psicólogo, o paciente necessita de reconhecer que tem problemas por resolver, colaborar voluntariamente para ler aquilo que é necessário, apreender a matéria, realizar alguns treinos e ter persistência para os continuar, apesar dos desencorajamentos que vão acontecendo, quase sempre, de vez em quando.Acredita-B

Para isso, além do tempo e disponibilidade para a leitura, necessita apenas de 1 hora de treino diário durante cerca de 1 mês. Depois desse mês, 5 minutos para a autoanálise e 3 a 5 minutos para o início do relaxamento mental, antes de dormir, são mais do que suficientes. O resto do processo decorre durante a noite, tal como se faz com os computadores que, depois de introduzir os elementos necessários, o mesmo entra em «searching» para dar a resposta consequente. É o que acontece com a nossa mente durante o sono. Agora, na Exercise School, até nos exercícios físicos se realça que a colaboração do cérebro é importante. É a mente que comanda tudo! Para isso, temos de alimentar essa mente com as leituras adequadas.Consegui-B

Porém, onde buscar a literatura necessária para a psicoterapia? Traduzir livros ingleses, tal como acontece com os processos de Mindfullness e Psicologia Positiva que ainda não demonstraram a qualidade da sua eficácia? Os promotores da Psicologia Positiva nos EUA, estendida agora para a Alemanha, enviam informações que deixaram de me interessar. Se nós temos cá um processo que já deu resultados positivos desde 1980, qual a razão de não o utilizar? Se não quisermos continuar a «importar» modelos exteriores ou ficar na «cauda da Europa», temos de agir em tempo oportuno.

Por este motivo, pondo de lado quase toda a minha acção de consultoria em psicologia clínica e psicoterapia, tenho-me Saude-Bdedicado quase exclusivamente à constante actualização e preparação de todos os 17 livros que constituem a colecção destinada à TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Pela necessidade que este tipo de ideias novas têm de ser suficientemente divulgadas, estou a apresenta-las também no facebook, mantendo uma página sobre Biblioterapia e outra sobre o Centro de Psicologia Clínica, para difundir diariamente uma das respostas dadas a várias pessoas, numa colaboração mantida no blog, desde 2007.

Deste modo, com os livros que estarão a ser constantemente actualizados, deixo-os prontos para publicação a qualquer Joana-Bmomento. Além disso, embora aceite a ideia de que a publicidade se torna necessária para expandir algum negócio, ela pressupõe a existência de lucro financeiro e a constituição duma empresa para isso. Isso implica os seus custos, devendo eu, implicitamente, ganhar com isso «na venda» do meu produto, quer seja bom ou mau. Se o produto é bom, julgo que o utilizador é que deve ajuizar acerca disso e o deve consumir como desejar. Caso contrário, fico na mesma gama do Calcitrim e de outros produtos afins. Se o produto é tão bom, qual a razão de tamanha publicidade com a escolha de muitos actores que «estão na berra» no momento? Será para anunciar os produtos que não são tão bons como anunciam? Qual o resultado? A decepção dos utilizadores? Além disso, fazem bem ou mal? Que anúncios enganosos (A/127-131) são apresentados nos fármacos psicotrópicos? A Cidália (C), depois Imagina-Bda sua psicoterapia, meio apoiada, fez um artigo sobre isso.

É por isso que, embora reconhecendo a necessidade da publicidade nesses negócios, não a faço, nem fiz em toda a minha prática clínica desde 1975. Digo aquilo que julgo que é bom. Apresento os resultados que consegui e que beneficiaram muitas pessoas. Explico os modos de procedimento e fico à espera que os interessados se decidam por aquilo que desejam fazer, por sua vontade. Digo isto, porque sem a sua vontade expressa e genuina, pouco se pode fazer em psicoterapia. E, se houver colaboração e treino, ainda melhor. Contudo, a leitura potencia os resultados e a eficácia do sucesso. Faço isto porque quando se utiliza a publicidade, ela tem de ser suportada por alguém? Quem paga? O utilizador, que já está suficientemente depauperado?Psi-Bem-C

Nestas condições, não desejando publicidade mas apenas divulgação, as pessoas que me conhecem e que consultam os posts, que resolvam aquilo que é bom para elas e divulguem a informação. Quase todos os livros estão pontos para publicação e alguns já estão publicados em tiragem restrita, tais como o (A), (B), (C), (D) e (Q). Embora os dois últimos estejam esgotados neste momento, os que mais me interessa publicar agora, são o da Autoterapia (P) e o do Júlio (E). Enquanto o primeiro é um modelo de actuação com instruções precisas e resumidas, o segundo é o relato duma psicoterapia feita com pouca ajuda do psicólogo e que deu resultados mais do que agradáveis para o próprio, com muita satisfação para o psicólogo.Difíceis-B

Outros três casos, bastante significativos, foram publicados há muito, embora sem ser ao meu gosto. Os casos do Joel (G) e da Isilda (H), embora com bom resultado, foram apenas «tratados» com a metodologia da TEA e sem o apoio da IO. E, quando o Joel verificou que a IO dava melhor resultado, quis que eu a difundisse no «seu» livro que ainda não está publicado. Também é bom saber que um apoio tardio ou extemporâneo, ou até a falta de colaboração do próprio ou do interessado, pode atrasar o sucesso dos resultados prejudicando toda a saúde mental, tal como acontece com muitos medicamentos que a pessoa vai continuando a consumir enquanto a sua saúde mental se vai deteriorando. É o que fica descrito num livro específico (M).Psicopata-B

Contudo, os livros serão paulatinamente publicados se tiver pelo menos 50 interessados, mesmo que lhes tenha de dar algumas explicações, sobre todo o método, tal como já disse numa proposta que fiz à CMS, feita há bastante tempo. Essas palestras podem ajudar muitos leigos na matéria e até vários psicólogos que não devem estar habituados a abordagens deste género. Provavelmente ficarão até admirados (e encantados?) quando se apresentarem métodos semelhantes utilizados nos EUA, Inglaterra, Alemanha, França ou até Brasil, tal como acontece agora com outras técnicas de muito menor eficiência, comodidade, economia e eficácia.

Em divulgação…Depressão-B

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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PSICOLOGIA PARA QUÊ ? – 4

Como estava muito ocupado a actualizar o livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) peço desculpas por demorar algum tempo a tomar Psicologia-Cconhecimento dos dois comentários seguintes:

Li este artigo porque estou a segui-lo no fb já à muito tempo.
Tanbém estou a fazer biblioterapia com desfavorecidos, há 2 anos.
Com as longas explicações que deu, não compreendo como é que vou utilizar a biblioterapia nesse grupo, fazendo as entrevistas às escondidas, se eles são muito abertos e todos falam dos seus problemas.
Não consegui saber aquilo que eu mais desejava: resolver este caso.
Não poderei aplicar-lhe alguns testes para resolver o assunto?”
Anónimo

Nesta relação parece que ambos estão num período de mudança; que é vista como uma necessidade valorativa num processo evolutivo para ambos os interessados. No caso do utente ele já não tem relações sexuais com a sua companheira a mais de dois anos. Instalou se uma relação familiar.
No caso do Transexual ser mero objecto sexual, estar a criar nele perturbações afectivas. No entanto estamos perante um indivíduo que se sente como uma autêntica mulher. Segundo sei este indivíduo já sente isso desde os 12 anos de idade e quer ser mesmo mulher mas mantendo o pênis. Da conversa que tive com o utente em particular este estáBiblio muito apaixonado é o Transexual também. Ambos estão sujeitos a uma alteração da sua existência. Pergunta do utente, não vou ter provavelmente dinheiro suficiente para nos termos uma vida razoável, ela vai ter de se protituir se? Isto não é fácil penso eu para os dois.”
Pedro Andrade

 

Enviei aos dois comentadores uma resposta a dizer que tentaria responder-lhes com um novo post logo que conseguisse mario-70
«livrar-me» do trabalho que estava a fazer. Porém ontem, como era o Dia do Trabalhador, resolvi «descansar» e dedicar-me a preparar esta resposta.
Por este motivo, vou tentar enquadrar as minhas ideias na essência do livro cujas primeiras versões, muito reduzidas e «mal-amanhadas» e não tão completas como a actual, já foram publicadas desde 1990, com os títulos «Psicologia no Dia-a-Dia», da Clássica Editora e «Como Modificar o Comportamento», em 5 volumes dedicados à teoria, prática, técnicas, «casos» e previsão, da Plátano Editora.

Antes de tudo, o termo Biblioterapia quer dizer que é um tratamento através de livros. Provavelmente, em psicologia, é uma psicoterapia. Quais livros e em que condições? Quem aplica esta técnica? Com que pacientes? Se fosse quimioterapia, seria Saude-Cpossível aplicar quaisquer medicamentos em todas as circunstâncias? Com que doentes? Durante quanto tempo e em que condições? E se fosse fisioterapia, qualquer técnica ou exercício de recuperação, por melhor que fosse, serviria para todas as mazelas? E qual seria o técnico a aplicar esses exercícios? É importante pensar nisso.

Por isso, é necessário saber quem aplica esse tratamento. Tem habilitações para isso? Qual o seu treino e segurança? Em psicoterapia, é necessário ter um curso de psicologia orientado no sentido da clínica, além de especialização em psicoterapia. Os dois comentadores terão essas habilitações? Se aqueles que aplicam as técnicas não tiverem essa capacidade, podem estar a prestar um mau serviço e, em vez de ajudar os pacientes ou necessitados, Acredita-Bdeixá-los no engano ou na dependência, se não ajudarem a piorar a situação.
Falar com os pacientes, conversar com eles, conseguir a sua atenção ou a sua simpatia pode ser importante e até pode demonstrar a capacidade do agente especialista em lidar com os pacientes. Mas isso não chega. É muitíssimo importante ter noções profundas de modificação do comportamento que estou a preparar no aludido livro e é o que se pretende fazer, de facto, em psicoterapia. A psicoterapia não se resume a obter a simpatia ou a amizade das pessoas.
É necessário utilizar quase sempre e com muitos dos pacientes as várias técnicas de modificação do comportamento. É disso que estou a tratar no livro que estou e rever neste momento que, além do resumo das teorias, apresenta as técnicas, indica o modo como se fazem as avaliações para se saber que técnicas utilizar e se as Consegui-Butilizadas funcionam e em que sentido. Além disso, apresenta «casos» resolvidos, o seu modo de resolução e indica como se pode prever, mais ou menos, a evolução da psicoterapia ou da modificação do comportamento.
Embora seja um livro, escrito numa linguagem o mais simples possível, destina-se essencialmente aos técnicos que se queiram dedicar à psicoterapia. Mas o mesmo, também com a sua linguagem simples, pode servir para o leitor vulgar, tal como fazíamos nos anos 80 do século passado, no Centro de Psicologia Clínica, com a publicação de brochuras destinadas aos utentes. Também estou a tentar introduzir nesse livro uma prova que possa dar ao leitor a ideia de ter conseguido ou não obter as noções mais elementares e necessárias na ciência do comportamento para seu uso pessoal. Contudo, este livro, abrange apenas as noções de Psicologia e serviu para ajudar muito bem o «paciente»Joana-B Júlio (E), enquanto eram apenas apontamentos policopiados.
Por isso, quem lidar com pacientes, além de noções bem sólidas da ciência do comportamento, tem de ter pelo menos bases sólidas e bastante profundas e prática de psicometria, avaliação de personalidade, entrevista, análise psicológica, além de praticar a empatia. Neste caso, já deve conhecer muitos testes e saber utilizá-los.
Na psicometria, as noções sobre a teoria subjacente e a composição de cada teste, conhecimentos sobre a sua aplicação, correcção, avaliação e possibilidades de fazer um diagnóstico mais ou menos acertado, são fundamentais para não acontecer o mesmo que já disse em relação ao Joel (G). Foi apelidado de psicopata quando era apenas um neurótico inferiorizado e frustrado que tinha sofrido o abandono e a dissonância cognitiva naMaluco2 sua infância «mal»educada, tendo aprendido, na guerra do Ultramar, a reagir antecipadamente com violência, a qualquer estímulo ameaçador ou nocivo para si. O seu caso nunca poderia ser «tratado» em conjunto com outros, nem a terapia de grupo poderia dar algum resultado proveitoso. Talvez pudesse piorar os seus sintomas de desadaptação, tal como o futebol que ele praticava e as manifestações do partido esquerdista.

A psicometria faz-me lembrar um episódio bastante caricato. Quando tinha o consultório no Centro Médico de Diagnóstico, na Avª Infante Santo, em Lisboa, vi um anúncio nos jornais que falava dum curso de psicometria para quem tivesse o curso dos Liceus e, especialmente, para os que estivessem na docência. Fui saber desse curso dizendo que tinha apenas o 7º ano do Liceu. Uma senhora médica, assistente do Professor, atendeu-me muito simpaticamente e disse que Interacção-B30poderia fazer o curso angariando alunos que quisessem fazer orientação escolar. A empresa fornecia os testes, mostrava como se deviam aplicar e corrigir. Daquilo que os alunos pagavam, metade destinava-se aos instrutores e metade aos instruendos. No final da aplicação dum determinado número de testes, era passado o diploma de competência. Soube pouco depois que o Instrutor principal era um médico que tinha feito o doutoramento em Psicologia na Faculdade de Medicina de Lisboa, com uma tese quase preparada por um psicólogo dedicado à orientação profissional. Com psicologia assim, que dá para «fabricar dinheiro» espalhando testes, não sei onde chegaremos.

É por isso que a minha preocupação em apresentar o modo como cada um resolveu os seus problemas, com ou sem ajuda,Digitalizar0011https://www.facebook.com/notes/joao-santos/farmaceuticas-a-ind%C3%BAdtria-sinistra-da-morte/1245121298894336?qid=6352046921842177674&mf_story_key=8102828164950567479apresentando vários «casos» na colecção de Biblioterapia que estou a preparar, não é pequena. Seguramente, muitos desses pacientes tiveram de ler e compreender bastante literatura, devidamente orientada, e treinar o suficiente para «resolver» ou «reduzir» os seus problemas com a compreensão do funcionamento do comportamento humano e análise do seu próprio comportamento utilizando o relaxamento mental para reestruturar as suas cognições. Toda esta problemática e panóplia de soluções, para que seja devida, adequada e atempadamente utilizada, tem de ser do conhecimento de quem pretende ajudar os outros. Só teorias e Psicopata-Btestes ou respostas imediatas, não chegam. Além da prática, o autodomínio e o bom senso também são essenciais. Não nos podemos esquecer também que a percepção de cada um é única e, mesmo que seja semelhante a de outras pessoas, pode albergar muitas diferenças. Na figura, a preto e branco, da direita chegámos a ver uma jóvem ou uma velha? Por isso, uma psicoterapia que queira ser eficaz tem de contar com este parâmetro. E o psicoterapêuta tem de aprender a fazer o relaxamento instantâneo muito bem. Tem de «se meter» na pele do outro quase que dizendo para si próprio «em linguagemn menos erudita»: “Eu tenho de resolver esta merda de qualquer maneira.” E isso, faz transpirar muito. Não são, seguramente, conversas de treta que se ouvem frequentemente na televisão.

Não tenho interesse que haja muitos «casos» como o da «Perfeccionista» e do «Pasteleiro» ou que os mesmos se propaguem, Depressão-Bquando existe solução para isso ou, pelo menos, para a sua redução em quantidade e gravidade. Também, aquilo que aconteceu com o «Calimero» (M), que esteve nas mãos de médicos, psicólogos e terapeutas durante vários anos, desperdiçando 4 de ensino académico, para conseguir de repente, em 4 anos obter uma licenciatura com 16 valores não foi fácil, mas exigiu muito trabalho apesar da sua pouca colaboração. O «Mijão» também poderia ter tido uma ajuda atempada se os pais tivessem as noções mais básicas de Psicologia que estou a tentar difundir no livro que estou a reorganizar. Contudo, parte dessas noções mais rudimentares e apresentadas de modo muito mais simples do que no «Psicologia Para Todos», também se podem adquirir com a leitura de «JOANA a traquina ou simplesmente criança?» (D) que, na sua história ficcionada, conglomera mais de 10 anos de consultas a pais e filhos.Imagina-B

O que posso dizer aos dois comentadores, é que orientar uma psicoterapia não é fácil, mas que, havendo conhecimentos suficientes e colaboração dos próprios pacientes torna-se mais simples e eficaz. O importante é saber despertar em cada um dos pacientes as suas «forças» interiores. Qual é o livro que pode tratar disso? Como é que os outros sabem as forças que um indivíduo contém dentro de si, em conjunto com as suas mágoas? O Júlio (E), com a sua capacidade de leitura (devidamente selecionada e orientada) e apreensão da matéria, colaboração, sinceridade, treino aturado, análise do passado, relaxamento mental, autohipnose, diário de anotações e autoanálise, ajudou-me a abrir muito os olhos para a psicoterapia da Imaginação Orientada (IO) (J) com a Psi-Bem-CTerapia do Equilíbrio Afectivo (TEA).
É o que se está a preconizar na AUTO{psico}TERAPIA (P) que pode ser utilizada para cada um resolver autonomamente o seu problema ou com pouca ajuda do terapeuta (C). O importante é que  pessoa consiga compreender a sua vida passada e os traumas que a desequilibram. Quem diria que o simples facto de viver em Lisboa, entre o 6º e o 10º de escolaridade, apesar de muito bem instalado em casa do primo e padrinho, embora longe dos pais e irmãos residentes numa aldeia perto de Coimbra, era o «foco de infecção» das três depressões que teve no fim da adolescência e que as medicações não resolveram? De nada serviram os exames psicológicos que foram feitos e muito menos os aconselhamentos. Para compreender bem isso e os perigos que os medicamentos podem acarretar também temos outro livro.Difíceis-B

Julgo que nos casos que estão a ser apoiados pelos dois comentadores, cada pessoa tem de ser ajudada a pensar em separado, indo ao fundo das suas recordações e desejos para poder reflectir, juntamente com os seus bons momentos, as dificuldades passadas, para «engendrar» um futuro que possa ser coincidente com as suas realidades. Seguramente, será muito difícil que sejam iguais à vida de qualquer dos dois comentadores. Às vezes, torna-se apenas necessário despertar uma pequena chama que existe em cada um de nós. Não é fácil nem o psicoterapeuta o pode fazer só com aconselhamentos e apenas com os seus conhecimentos. Necessita da colaboração do paciente, em recolhimento, pelo menos durante um período de reflexão mais profunda.Organizar-B

Também, muitas vezes, uma simples distracção «construtiva» pode servir para curar uma depressão como aconteceu com a Idosa de 95 anos que venceu a depressão e conseguiu pós-graduação em direito. O seu entretenimento com os estudos e a autovalorização que criou através do autorreforço que recebeu à medida que foi passando as diversas disciplinas, serviu de terapia. Não necessitou de terapeutas nem de compreender as normas do funcionamento do comportamento humano, mas foi utilizando inadvertida, fortuita e inesperadamente essas normas e técnicas para seu bem. São as tais contingências. Nem todos podem ficar à espera disso, embora possa acontecer com muitos. Só assim é que as pessoas medicadas conseguem melhorar, porque despertou nelas qualquer coisa que neuropsicologia-Bfazia falta.

No domingo, dia 30 de Abril, o almoço com o Doutor Paulo de Morais, no Algueirão, parece que serviu para reavaliar a sua campanha eleitoral para a Presidência da República e debater muitas ideias sobre temas sociais, tais como a “necessidade de combater este país dividido porque há um “país real” com “dois milhões de pobres” e em que “150 mil pessoas que trabalham recebem 310 euros ao final do mês” e “um milhão e 400 mil estão no desemprego ou em subemprego”. O outro país, “é virtual”, é “das televisões, das telenovelas e dos futebóis”, e “parece que está tudo bem” e em que a “classe média vive com conforto mas é egoísta, é incapaz de se deslocar dez metros para se manifestar por uma causa”.Respostas-B30

Eu acrescento a esta reflexão o problema que toda essa gente pouco favorecida e até outra, sente na saúde mental. As pessoas estão satisfeitas? É por isso que se «dedicam» aos medicamentos ansiolíticos e antidepressivos? Em vez de se mobilizarem e tentarem resolver muitos dos problemas por si, ficam à espera das consultas e medicamentos que alienam e degradam. Em vez de se preocuparem apenas com divertimentos, festas, modas e futebol que proporcionam um alívio temporário, não se esforçam para se juntarem a fim de exigir o essencial para uma vida saudável. Não é fácil, mas também não é impossível. O importante é começar. Da minha parte, estou a «trabalhar» quase 5 horas por dia na preparação e revisão constante dos livros da colecção. DIA-A-DIA-CEspero que a gente nova queira colaborar e, para isso, também já fiz uma proposta que pode ser concretizada. O importante é trabalharmos todos a sério. O livro «Psicologia Para Todos» (F) está quase pronto para impressão, mas poderá necessitar de esclarecimentos iniciais, depois da sua primeira leitura para facilitar a sua boa compreensão e utilização. O «Auto{psico}Terapia» (P) também. O importante é começar antes tarde que nunca.

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