PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 47

No comentário seguinte feito no último post «PSICOLOGIA PARA QUÊ? – 4» comprometi-me a dar uma resposta hoje, arvoredepois de passar uma noite a pensar no assuno.

Sr. Dr. Noronha
Tive imensa pena de não o ter encontrado ontem porque estive à sua espera no café e não o vi passar.
Gostaria de ser esclarecido numa coisa muito importante.
Tanto eu como os meus amigos ganhamos bastante com as leituras dos diversos postes e com algum treino que conseguimos manter.
Como é que os outros poderão fazer isso sem este assunto ser publicitado?
Muita gente tem de saber deste assunto e assim não tem conhecimento.
Quando encontrei no meu correio um postal a dizer que uma determinada unidade fazia rastreios gratuitos de glicémia e de colesterol, lembrei-me de lhe fazer esta pergunta.
Quer esclarecer-me?
 Biblio

Caro Sr. Felício.
Conforme prometi, vou dar esta resposta depois de uma boa noite de sono, tendo-a iniciado com a «Imaginação Orientada» (J).

Como já tive oportunidade de dizer, a minha actividade principal, desde que deixei de dar as aulas no ISMAT, em 2010/11, tem sido a de reforçar a minha participação na manutenção do blog  PSICOLOGIA PARA TODOS a fim de poder dar as respostas necessárias aos que delas necessitam por não terem oportunidade financeira de ir a mario-70consultas de psicologia e, algumas vezes, de tempo disponível para isso.
Para lhes dar apoio, também necessito de literatura adequada que ainda não existe, a não ser em livros que não me agradam ou em apontamentos coligidos relacionados com muitos processos em meu poder.

Por este motivo e porque acredito seriamente na Biblioterapia, desde 1980, estou a rever casos antigos e a trabalhar quase 5 horas por dia, em casa e ao computador. Estou a reorganizar e actualizar todos os livros já publicados pela Plátano, Clássica, Escolar, Hugin e Calçada das Letras, acrescentando-os com novos «casos» dos mais Maluco2significativos para uma Autoterapia (P) ou uma psicoterapia expedita e eficaz, realizada autonomamente pelo próprio ou com pouca intervenção do psicólogo.

A ideia que tive da Biblioterapia em 1980, parece que está a ser implementada apenas há uma dezena de anos no Reino Unido, devido às dificuldades no atendimento atempado de todos os necessitados pelo seu Serviço Nacional de Saúde. Porém, não sei com que livros se realiza essa biblioterapia, ou terapia com «prescrição de livros». Seria necessária uma literatura adequada donde os pacientes pudessem obter, pelo menos, modelos de actuação, com reforço vicariante e motivação, para prosseguir e persistir nos treinos que são necessários e que devem ser indicados nesses livros.Psicologia-B

Na modificação do comportamento que é necessária numa psicoterapia eficaz e em que ficam englobados os reforços, os condicionamentos e as suas técnicas, a não compreensão ou o desconhecimento do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social, para uma boa reestruturação cognitiva, pode tornar demorada ou difícil a finalidade pretendida, deixando o paciente dependente do psicoterapeuta ou psicólogo, durante muito tempo.

Por mais exames psicológicos e análises que se façam, sem descobrir os condicionamentos e os factos pouco conscientes que Interacção-B30marcaram negativamente as nossas vivências, para a análise do passado, a psicoterapia pode ser infrutífera ou nunca mais ter fim, se não ficar também inadvertidamente influenciada pelas contingências que vão surgindo ao longo de todo o processo. Por isso, se se desejar enveredar por uma autoterapia ou uma terapia com pouca participação do psicólogo, o paciente necessita de reconhecer que tem problemas por resolver, colaborar voluntariamente para ler aquilo que é necessário, apreender a matéria, realizar alguns treinos e ter persistência para os continuar, apesar dos desencorajamentos que vão acontecendo, quase sempre, de vez em quando.Acredita-B

Para isso, além do tempo e disponibilidade para a leitura, necessita apenas de 1 hora de treino diário durante cerca de 1 mês. Depois desse mês, 5 minutos para a autoanálise e 3 a 5 minutos para o início do relaxamento mental, antes de dormir, são mais do que suficientes. O resto do processo decorre durante a noite, tal como se faz com os computadores que, depois de introduzir os elementos necessários, o mesmo entra em «searching» para dar a resposta consequente. É o que acontece com a nossa mente durante o sono. Agora, na Exercise School, até nos exercícios físicos se realça que a colaboração do cérebro é importante. É a mente que comanda tudo! Para isso, temos de alimentar essa mente com as leituras adequadas.Consegui-B

Porém, onde buscar a literatura necessária para a psicoterapia? Traduzir livros ingleses, tal como acontece com os processos de Mindfullness e Psicologia Positiva que ainda não demonstraram a qualidade da sua eficácia? Os promotores da Psicologia Positiva nos EUA, estendida agora para a Alemanha, enviam informações que deixaram de me interessar. Se nós temos cá um processo que já deu resultados positivos desde 1980, qual a razão de não o utilizar? Se não quisermos continuar a «importar» modelos exteriores ou ficar na «cauda da Europa», temos de agir em tempo oportuno.

Por este motivo, pondo de lado quase toda a minha acção de consultoria em psicologia clínica e psicoterapia, tenho-me Saude-Bdedicado quase exclusivamente à constante actualização e preparação de todos os 17 livros que constituem a colecção destinada à TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Pela necessidade que este tipo de ideias novas têm de ser suficientemente divulgadas, estou a apresenta-las também no facebook, mantendo uma página sobre Biblioterapia e outra sobre o Centro de Psicologia Clínica, para difundir diariamente uma das respostas dadas a várias pessoas, numa colaboração mantida no blog, desde 2007.

Deste modo, com os livros que estarão a ser constantemente actualizados, deixo-os prontos para publicação a qualquer Joana-Bmomento. Além disso, embora aceite a ideia de que a publicidade se torna necessária para expandir algum negócio, ela pressupõe a existência de lucro financeiro e a constituição duma empresa para isso. Isso implica os seus custos, devendo eu, implicitamente, ganhar com isso «na venda» do meu produto, quer seja bom ou mau. Se o produto é bom, julgo que o utilizador é que deve ajuizar acerca disso e o deve consumir como desejar. Caso contrário, fico na mesma gama do Calcitrim e de outros produtos afins. Se o produto é tão bom, qual a razão de tamanha publicidade com a escolha de muitos actores que «estão na berra» no momento? Será para anunciar os produtos que não são tão bons como anunciam? Qual o resultado? A decepção dos utilizadores? Além disso, fazem bem ou mal? Que anúncios enganosos (A/127-131) são apresentados nos fármacos psicotrópicos? A Cidália (C), depois Imagina-Bda sua psicoterapia, meio apoiada, fez um artigo sobre isso.

É por isso que, embora reconhecendo a necessidade da publicidade nesses negócios, não a faço, nem fiz em toda a minha prática clínica desde 1975. Digo aquilo que julgo que é bom. Apresento os resultados que consegui e que beneficiaram muitas pessoas. Explico os modos de procedimento e fico à espera que os interessados se decidam por aquilo que desejam fazer, por sua vontade. Digo isto, porque sem a sua vontade expressa e genuina, pouco se pode fazer em psicoterapia. E, se houver colaboração e treino, ainda melhor. Contudo, a leitura potencia os resultados e a eficácia do sucesso. Faço isto porque quando se utiliza a publicidade, ela tem de ser suportada por alguém? Quem paga? O utilizador, que já está suficientemente depauperado?Psi-Bem-C

Nestas condições, não desejando publicidade mas apenas divulgação, as pessoas que me conhecem e que consultam os posts, que resolvam aquilo que é bom para elas e divulguem a informação. Quase todos os livros estão pontos para publicação e alguns já estão publicados em tiragem restrita, tais como o (A), (B), (C), (D) e (Q). Embora os dois últimos estejam esgotados neste momento, os que mais me interessa publicar agora, são o da Autoterapia (P) e o do Júlio (E). Enquanto o primeiro é um modelo de actuação com instruções precisas e resumidas, o segundo é o relato duma psicoterapia feita com pouca ajuda do psicólogo e que deu resultados mais do que agradáveis para o próprio, com muita satisfação para o psicólogo.Difíceis-B

Outros três casos, bastante significativos, foram publicados há muito, embora sem ser ao meu gosto. Os casos do Joel (G) e da Isilda (H), embora com bom resultado, foram apenas «tratados» com a metodologia da TEA e sem o apoio da IO. E, quando o Joel verificou que a IO dava melhor resultado, quis que eu a difundisse no «seu» livro que ainda não está publicado. Também é bom saber que um apoio tardio ou extemporâneo, ou até a falta de colaboração do próprio ou do interessado, pode atrasar o sucesso dos resultados prejudicando toda a saúde mental, tal como acontece com muitos medicamentos que a pessoa vai continuando a consumir enquanto a sua saúde mental se vai deteriorando. É o que fica descrito num livro específico (M).Psicopata-B

Contudo, os livros serão paulatinamente publicados se tiver pelo menos 50 interessados, mesmo que lhes tenha de dar algumas explicações, sobre todo o método, tal como já disse numa proposta que fiz à CMS, feita há bastante tempo. Essas palestras podem ajudar muitos leigos na matéria e até vários psicólogos que não devem estar habituados a abordagens deste género. Provavelmente ficarão até admirados (e encantados?) quando se apresentarem métodos semelhantes utilizados nos EUA, Inglaterra, Alemanha, França ou até Brasil, tal como acontece agora com outras técnicas de muito menor eficiência, comodidade, economia e eficácia.

Em divulgação…Depressão-B

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.neuropsicologia-B

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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4 thoughts on “RESPOSTA 47

  1. Felício on said:

    Gostei deste post com uma resposta para mim.
    Queria ajudar a minha prima que se casou cedo, começou logo a dar-se mal com o marido e depois do nascimento do filho a vida começou a ficar pior.
    O filho já é crescido, ainda não tem emprego e ela separou-se do marido.
    Contudo, tem problemas com dinheiro e o marido parece que exerce quase uma chantagem ou representa muito bem, para não dizer que mente e oculta muita coisa.
    Ela está com problemas cardíacos e tem medo que lhe aconteça qualquer coisa e deixe o filho desamparado.
    Ontem estive a ouvi-la quase uma hora a contar-me isso e a chorar.
    Parece estar completamente desorientada.
    O que devo fazer?

    • Acabo de abrir o blog e de ver o seu comentário.
      O que posso dizer é que siga as instruções que já lhe dei em vários posts para ajudar os seus maigos e conhecidos. Leia-os todos e sigam as instruções para o relaxamento que é o mais importante.
      Todos esses problemas e dificuldades têm de ser analisadas e verificadas as suas causas. Tudo isso tem de ser com a «cabeça fria» o que só se pode conseguir com o relaxamento mental.
      Depois, analisando bem toda a situação é necessário descobrir o modo de actuar para evitar ou minimizar aquilo que não se deseja.
      Tudo tem de ser racional e não emocional. É com o relaxamento e a Imaginação Orientada é que se poderá conseguir isso. Para isso até estou já com o novo livro sobre AUTOTERAPUA (P) pronto para publicação. Mas necessita de algumas explicações, exemplificações, ligeira demonstração e o treino para simplificar as coisas.
      Com o Júlio (E) foi assim e vou finalizar também o livro dele «Eu Não Sou MALOCO!».
      Boa sorte com os treinos. A sua prima, que os inicie e mantenha todas as noites quando se fôr deitar. Pode praticar mais do que uma vez por dia.

  2. Felício on said:

    Já tentei ajudar a minha prima mas ela está num estado lastimável, como nunca a tinha visto.
    Ela não lê quase nada mas vê televisão,
    É pena que nunca tenhamos aí programas sérios sobre estes assuntos.
    Os que aparecem quase todas as manhãs em alguns canais quase nada dizem a não ser umas coisas a não dizer como se deve proceder.
    É pena.
    Foi um desabafo, mas não sei como a hei-de ajudar.

    • Só agora vi o comentário. Tenho imensa pena de não o poder ajudar mais. É por isso que sou apologista da leitura dos livros e algumas explicações que podem ser dadas a muita gente ao mesmo tempo. É por isso que fiz há muito tempo a minha «Proposta de Colaboração» e pretendo publicar os livros em tiragem reduzida a começar pelo AUTOTERAPIA (P) e continuar com o MALUCO! (E).
      Haja quem faça funcionar as instâncias oficiais, associativas ou particulares. Eu não pretendo tirar lucros. Se não, publicaria os livros através de uma editora, porque já tive propostas para isso. Quero os livros ao meu gosto e sempre actualizados. Os interesados que se «mexam»!

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