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Archive for the month “Agosto, 2016”

BIBLIOTERAPIA – 18

Ontem, no final do meu passeio habitual, o amigo do Sr. Felício abordou-me para conversarmos sobre a necessidade e Maluco2
utilidade da Biblioterapia numa psicoterapia eficaz e preventiva, porque um amigo dele não conseguia, às vezes, o relaxamento necessário.
Como não tinha tempo para dar qualquer explicação, disse-lhe que faria um post sobre o assunto.
Recomendei que estivesse atento ao blog porque a resposta poderia ser rápida já que tinha dado uma explicação semelhante ao Júlio (E) quando da sua «quase»psicoterapia à mesa de um café, em 1980.
Por isso, vou transcrever as páginas 37 a 44 do capítulo 6 do livro «Eu Não Sou MALUCO!» (E)

 

“Depois do tempo que lhe deixei para pensar ou meditar no assunto, olhei para ele significativamente como que a elaborar uma
resposta que dei devagarinho:mario-70
– Acho que não deve mudar seja o for, por duas razões: a primeira é que você está a tomar consciência do seu estado com bastante acuidade e realismo e, em segundo lugar, porque foi você mesmo que decidiu alterar a medicação tão bruscamente que me deixou sem outra alternativa. A sua resolução de ir à urgência em caso de necessidade, fica de pé e tem um fim-de-semana para validar a sua coragem de ter tomado uma decisão tão radical como aquela a que me referi.

A decisão está tomada e não vou voltar atrás.
– Então, o caminho certo é andar para a frente e continuar a psicoterapia.Biblio

Quer dizer que estou bem?
– Quer dizer que o meu relaxamento instantâneo do outro dia tinha um motivo muito forte!

Foi por isso que se assustou?
– Falemos no futuro (reforço do comportamento incompatível) – disse eu e continuei: – Faça o relaxamento utilizando todas as alternativas propostas. Já sabe que se não o conseguir fazer só com a concentração da atenção, pode utilizar o método da contracção muscular do relaxamento instantâneo. Também, a concentração da atenção nas Psi-Bem-Cideias que o perturbam até se sentir farto das mesmas, pode ajudar a conseguir aperceber-se profundamente das contracções que sentir nas diversas partes do corpo (P). Se nada disto der resultado, deixe que as coisas continuem como estiverem e não tente mudar seja o que for.
Esperei uns instantes e continuei: – Vá atrás da onda e deixe-se embalar, para depois tomar o pulso da situação quando puder.

Então, a psicoterapia é assim?
– «Se não os consegues combater, junta-te a eles».

Como?Psicopata-B
– Não quer combater as ideias absurdas e indesejáveis que está a ter? Se não consegue combatê-las de frente, infiltre-se nelas para depois as destruir. É assim que se faz na guerra de guerrilha. Foi assim que muitos países ganharam a independência de outras potências muito mais poderosas. É assim que os vírus e as bactérias entram disfarçados no nosso organismo aproveitando as fraquezas ou as falhas momentâneas nas defesas. E não somos diferentes na vida psíquica.

Então é assim!
– A sua coragem de alterar a medicação deixou-me embaraçado e receoso, mas não o quis desiludir. Fiquei à espera dos Saude-Bresultados. Sabe que os medicamentos exercem globalmente uma certa influência nos nossos pensamentos, sensações, ideias, acções e reacções. É por isso que se aconselha a não beber álcool com as drogas para não potenciar o seu efeito. Como a reacção global da pessoa se altera num determinado sentido, uma falta de medicamento tão brusca, provoca uma reacção muito forte. Foi o que aconteceu. Quando começou a tomar a medicação, isso provocou efeitos que se foram atenuando com o tempo. Se desejasse a reacção inicial, a dosagem teria de ser aumentada. Se, no seu caso, não foi aumentada, mas muito diminuída bruscamente, o efeito obtido era previsível.

Mais uma razão para pensar agora que só a medicação não me iria deixar numa situação relativamente controlada.Depressão-B
– Se preferir pensar assim, a decisão é sua. Mas existem situações pontuais em que a medicação pode beneficiar durante dois ou três meses, até tudo voltar à normalidade. Noutros casos crónicos, a medicação mantém um determinado estado psíquico que é indispensável. As psicoses exigem geralmente este tipo de tratamento.

Mas, no meu caso, já fiz determinados tratamentos de semanas ou meses e, passado pouco tempo desse tratamento, as coisas voltaram à mesma! Quer dizer que eu não irei poder passar a minha vida sem a ajuda da droga? Vou ser um drogado oficial! – exclamou o Júlio.
– Não é bem assim. As coisas mudam e tudo o que puder mudar na sua vida pode ajudá-lo a ganhar a sua estabilidade.Acredita-B

Vou ficar à espera do acaso?
– Espero que não seja necessário. É por isso que estou a continuar a dar-lhe apoio! – exclamei.

Então, foi isso que o Rui me quis dizer da última vez ao telefone: “Aprende a enfrentar as coisas,. Só assim vais conseguir vencer!” O que ele me quis transmitir é que a droga era uma muleta para aprender a andar e que, logo depois, devia ser posta de lado para não criar dependência? É isso que eu quis fazer mas não consegui.
– Talvez tenha sido cedo demais. Não pode deitar a muleta fora só porque imagina que pode andar sem ela! – exclamei.Consegui-B

Entretanto, ouvimos uma algazarra muito grande no canto oposto do café. A freguesia não era muito «civilizada» e um indivíduo tentava bater noutro, enquanto uma mulher gritava: “Agarrem-no senão ele bate-lhe. Desgraça-me a vida!
Alguns frequentadores do café, talvez conhecidos dos litigantes, intervieram e abrandaram as iras e as violências dos dois contendores, evitando a «desgraça».
Essa cena transportou-me de tal maneira para um mundo de comparações entre aquela briga e a droga, que me deu vontade de rir. Sob os olhares furibundos de alguns, fiz um sinal ao dono do café dizendo que voltaria logo e saí. O Júlio saíu comigo e perguntou-me:Difíceis-B

Porque se está a rir desta maneira?
– A briga fez-me lembrar a sua droga.

Olhou para mim incrédulo de um modo interrogador, à espera de explicação e, por isso, demorando algum tempo para deixar o Júlio na expectativa, continuei:
– Os seus comprimidos faziam o mesmo efeito que as pessoas que separaram os dois litigantes. Num determinado momento, a falta ou a pouca força dos intervenientes apaziguadores, podia fazer com que o desejo de bater no outro se reavivasse ou neuropsicologia-Bpudesse ser concretizado. A falta da medicação também pode fazer com que as suas ideias anteriores se reavivem, fazendo julgar que o seu desejo de «acabar» com elas, possa ser hipoteticamente concretizado sem o trabalho suplementar do relaxamento. Se os litigantes pensassem um pouco antes de «disparatar», ou se conseguissem chegar a uma solução satisfatória, a intervenção dos outros (medicamentos?) seria desnecessária (A/143-155) (P). Agora, ou se continua com essa força para evitar a agressão ou se «trabalha» na causa do impulso inicial (na cabeça do agressor) para o neutralizar (efeito).

Agora estou a ver melhor qual a diferença entre a psicoterapia e a medicação. A consequência da continuação da medicação é a alienação à mesma, assim como a consequência de bater no outro é a cadeia. (ver agora o post Psicologia-BPSICOTERAPIA / MEDICAÇÃO no blog [psicologiaparaque.wordpress.com]) Belo cenário! – exclamou o Júlio.…
– Não se esqueça que estamos a falar em pessoas que têm consciência de que estão a fazer mal, sofrem com isso, mas não são capazes de evitar esse seu comportamento.

É a força de vontade que lhes falta, não é?
– Se quiser chamar força de vontade não me oponho, mas prefiro chamar-lhe treino. Desde criança que uma pessoa tem de aprender a ultrapassar dificuldades, discernindo as razões das suas novas acções (D) (Q). É como qualquer outro treino de Joana-Bandar, falar, vestir, conviver com os outros. A falta desse treino ou um treino incorrecto podem conduzir uma pessoa a inaptidões que terão de ser reeducadas mais tarde, às vezes, com grandes sacrifícios e sem os resultados óptimos que se poderiam obter desde o início (L). É como reeducar crianças deficientes em comparação com a optimização das normais (I). É como aprender a andar de bicicleta numa idade avançada, ficando em grande risco o equilíbrio e o à-vontade que são necessários para não conduzir sob enorme tensão, propensa a provocar acidentes.

Acha então que não devo mudar coisa alguma neste fim-de-semana, dispondo-me a ir a uma urgência em caso de necessidade?Interacção-B30
– Julgo que o relaxamento e a autoanálise devem ser orientados conforme combinámos e que nada mais deve ser mudado. Suponho que vai ser vantajoso ler os apontamentos e os textos de apoio que lhe emprestei (Q). Reler tudo isso também não faz mal. Tem de saber como tudo isso funciona. (F) (J) (K)
O Júlio ficou a pensar e, depois de alguma meditação, disse-me:

A lebre, mesmo que se perca no caminho, irá reencontrá-lo em função da fome que sentir.

Naquela ocasião, os livros inciais com o caso da Cristina (L) e SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A) não estavam Organizar-Bainda preparados e, por isso, não lhe podia recomendar a sua leitura. Em sua substituição, emprestei-lhe alguns apontamentos que tinha disponíveis que, sendo precursores incipientes desses livros, utilizava nas minhas aulas de Psicologia e Psicopatologia, a enfermeiros. Os de Psicologia Social, utilizava-os com assistentes sociais e formandos de informática e secretariado. Seria um começo incipiente da biblioterapia?

Bom fim-de-semana e até segunda-feira. Vou fazer os possíveis por passar bem estes dias – disse-me o Júlio.
– Avise-me antes da chegada da ambulância para o levar à urgência – respondi, a rir com gosto.

Passado o fim-de-semana sem o «tal aviso» do Júlio, encontrámo-nos à hora combinada, no café, na segunda-feira. O Júlio vinha sorridente e, aparentemente, cheio de confiança em si próprio. Disse-me que tanto o relaxamento como a Respostas-B30autoanálise tinham corrido bem e julgava que tinha escrito na autoanálise qualquer coisa sobre a Escola Primária e sobre os seus pais. Achei-o mais lúcido e encorajei-o a continuar assim, apesar das «quebras» normais que, de certeza, iria ter «normalmente» ao longo da vida. Disse-lhe que isso acontece sempre mas, uma vez criado o hábito de enfrentar as dificuldades, a vida torna-se mais simples e interessante.

Já viu que depois do desmame as coisas começam a correr melhor?
– Pois é. Já sinto pouca falta dos medicamentos – disse ele.

Para o precaver contra outra falha súbita nos medicamentos, disse-lhe que não era aconselhável reduzi-los tão bruscamente como tinha acontecido. Quando resolvesse prescindir dos restantes comprimidos, de modo como ele desejava e sem a opinião Psicopata-Bdo médico, parecia-me arriscado reduzir mais do que metade de cada um, depois de passarem pelo menos duas semanas sobre a redução anterior, não prescindindo da última dose nos quinze dias seguintes. O Júlio concordou, porque eu saberia dizer-lhe se o achava melhor, embora pudesse não ficar em contacto directo comigo, posteriormente.

O reforço do comportamento incompatível é bastante importante – disse ele – e deu bastante resultado quando a minha mente começou a divagar por alguns episódios passados na infância. Os meus pais eram muito rígidos e preconceituosos. Sabe que são gente do campo que se rege por normas bastante rígidas tomando os patrões como exemplo (modelagem). O pior de tudo é regerem-se pelo que eles dizem que se deve fazer, mas não por aquilo que «Educar»-Beles fazem, de facto. Lembrei-me disso, porque eles podiam ter adoptado a faceta contrária, que também não é boa, mas é menos alienante.

Querendo desviar a conversa (rci) que, naquele momento, não me interessava num sentido psicoterapêutico, perguntei o que se passava no curso. Disse-me que tinha conseguido estudar bastante melhor do que nos dias anteriores. Parecia-lhe que tinha mais memória e melhor disposição para as novas matérias. Encorajei-o a preocupar-se mais com o curso. Já que sabia o que era e como devia utilizar o reforço do comportamento incompatível (rci), o seu investimento no curso iria reduzir as suas preocupações com a vida, que seriam resolvidas lentamente. À medida que os «documentos antigos» da sua vida fossem devidamente analisados e arrumados nas gavetas correctas da memória, a vida iria correr melhor.Psicoterapia-B
Como não tinha mais nada que fazer durante a hora seguinte, relatei o que tinha acontecido comigo quando ainda não era psicólogo e o modo como tinha «descoberto» e experimentado este tipo de «tratamento» em mim próprio, deixando de tomar os medicamentos que me alienavem e deixavam ainda pior do que estava. A aprendizagem anterior, a leitura, o treino e a perseverança eram importantes.
Insisti na importância do reforço e o Júlio admirou-se com os exemplos que dei, enquadrando diversas situações do dia-a-dia (F) com pessoas das mais diversas idades. Quando falámos na educação das crianças, disse-me que gostaria de poder educar os seus filhos, quando algum dia os tivesse, de maneira diferente daquela que os seus pais tinham procedido com ele. As ideias sobre o comportamento deveriam ser mais claras e sem preconceitos. Os pais deviam Stress-Bsaber o modo como «educar» os filhos e não «embarcar» nos modelos apresentados na sociedade e muito menos na propaganda que se faz nos cinemas ou na televisão e, especialmente, nas telenovelas. Educar é ajudar a aprender e a formar conceitos, a fim de que cada um, à sua maneira, se possa socializar ou estruturar a sua personalidade e interagir autonomamente de modo adequado.

− Os pais têm de saber como educam e porquê. Devem ter plena consciência do que pretendem e, de acordo com isso, planear as estratégias necessárias para atingir os objectivos. Não podem, de modo algum, querer que os filhos sejam bem-educados só porque lhes ditam algumas normas de civilidade e etiqueta. Também é importante que os filhos vejam os pais seguir essas normas. A dissonância cognitiva é má, a modelagem e a moldagem são importantes, mas a identificação é ainda mais – disse eu.

O Júlio ouviu isso e perguntou-me se não lhe emprestava alguns apontamentos sobre o assunto.
– Só se tirar algumas fotocópias deste dossiê volumoso que trago comigo – disse.

Posso fazer isso enquanto dá a sua aula? – perguntou.
– Hoje, pode – respondi.

Então, vou dar um golpe de vista rápido durante a próxima meia hora e depois, tenho mais do que uma hora para tirar as fotocópias que desejar. Fica aqui muito perto – informou-me.Adolescencia-B

A aula decorreu anormalmente bem e quando terminou, o Júlio estava à minha espera com os apontamentos na mão, agradecendo ter-lhe permitido tirar as fotocópias desejadas (D) (F) (K).

Isto é magnífico – disse – e dá-nos uma perspectiva bem boa do modo como o comportamento se forma, mantém, modifica e extingue. Estão aqui também as técnicas que se podem utilizar para alterar muitos dos nossos hábitos. Só com o golpe de vista que dei durante mais do que uma hora antes de tirar as fotocópias que desejava, consegui verificar o erro que cometemos ao imaginar que os condicionamentos só se processam ao nível dos animais inferiores (Q). É um erro crasso que pode ser evitado só com a compreensão e as experiências pelas quais cada um passa e apoio2disseca para entender o quê e o porquê de esses factos acontecerem (D) (F) (K) (M) (Q).
– Tudo tem causas e efeitos – respondi – e se tivermos o cuidado de tentar verificar as causas, sem as atribuir a alguma culpa ou a qualquer processo não consciente, podemos verificar os seus efeitos. A partir dessa associação causal, podemos manipular as causas e verificar os efeitos e, posteriormente, até provocar os efeitos desejados delimitando as causas necessárias. Teremos algum tempo para discutir isso durante as nossas conversas.

Teríamos mais seis semanas para toda essa discussão teórica a ser aplicada na prática (B/109).

Estou a compreender que a Psicologia é uma ciência e que pode ser utilizada como tal, desde que se saibam bem os seus sucess2fundamentos.
– Parabéns pela descoberta – disse eu e ia despedir-me quando ele perguntou:

Não vai publicar isto? – perguntou-me, quase de fugida.
– Ainda não sei. Tenho de conseguir reformular tudo e redistribuir convenientemente este conjunto, tornando-o legível para o público que quiser apreender estas noções. Não sei se reparou que está tudo muito condensado. Embora os exemplos não faltem para orientar as minhas aulas, estão apresentados de maneira tão sucinta que o leitor tem de dar tratos à imaginação para seguir o meu raciocínio.

A intervenção que o Júlio teve, deu-me a noção de que eu poderia utilizar os apontamentos como um meio terapêutico válido e eficaz, talvez com a apresentação de alguns «casos» típicos, como modelos a imitar, como está a acontecer agora com a colecção, alargada para os 17 livros da BIBLIOTERAPIA (Q).”

Esta colecção vai ser oportunamente aumentada com mais um livro intitulado «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R). Destina-se essencialmente a orientar os interessados na leitura correcta e específica dos livros da colecção, apropriados para o seu caso, porque, na sua globalidade, destinam-se a ajudar a pessoa a realizar uma Psicoterapia, acção Psicopedagógica ou de melhoramento de Interacção Social ou Desenviolvimento Pessoal, autonomamente, ou com pouca ajuda dum Psicólogo e sem prescindir de outros meios tais como reiki, ioga, meditação psicodrama, dieta, etc. que sejam do gosto do interessado.

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AUTOTERAPIA – 26

Organizar-BJá vi na Academia o esboço do seu novo livro sobre Autoterapia, apresentado há muito. Biblio
Gostei imenso, mas não compreendo a razão da apresentação das provas de Autoconhecimento e da Autoorientação, com as cotações à vista.
Deste modo, a pessoa pode ver os resultados para responder às provas.
Qual a razão de as publicar?
Um colega

 

Caro colega.mario-70
Vi o seu comentário acima transcrito, feito no post AUTOTERAPIA 25 e vou tentar responder ao mesmo porque me parece importante apresentar as minhas razões para a publicação da solução dessas provas.

Antes de tudo agradeço ter lido o projecto do novo livro e fico satisfeito por ter gostado do mesmo.
Este livro, como o próprio título denuncia, é uma ajuda para que todos possam fazer uma autoterapia, especialmente quando não têm outra solução a não ser a de aguentar a situação de desequilíbrio em que se encontram «enfrascando-se», às vezes, em comprimidos que até podem ser prejudiciais para a saúde em geral e para a vida familiar, social e profissional de cada um.Imagina-B
Para isso, a pessoa tem de ter capacidade própria para  fazer uma psicoterapia ou procurar obtê-la de alguma maneira.

Uma das capacidades fundamentais é a de reconhecer que tem problemas e, até certo ponto, saber avalia-los na sua verdadeira dimensão ou da maneira como os estiver a sentir. O valor dessa dimensão tem de ser expressa em quantidade ou qualidade, maior ou menor, psara a avaliar a cada passo. Para isso, a escala de avaliação de 11 pontos/conceitos ou qualquer outra, pode ajudar a compreender se a pessoa está a conseguir ultrapassar as dificuldades, quantificando-as se possível, em palavras ou números ou, se ao contrário, está a aumentá-las.Psicologia-B

Como deve ter visto, cada pessoa tem de fazer um inventário das suas dificuldades. Se não fizer isso, pode não saber por onde começar e «em que frente atacar» como, quando e em que medida e sentido.
Essas dificuldades são aquelas que a pessoa sente e quer fazer desaparecer ou diminuir. Só conhecendo-as e tendo consciência delas é que se pode fazer esse trabalho de as reduzir, eliminar e até evitar no futuro.

Para conseguir isso, cada um tem de ter a capacidade de examinar os seus actos, analisa-los com Interacção-B30objectividade e rigor, descobrindo quais as suas causas para poder interferir nos seus efeitos que, de momento, são prejudiciais e não interessam.
Tudo isso exige muita objectividade, honestidade, humildade e realismo. Não podemos ser utópicos ou justificadores e «autodesculpabilizadores» daquilo que não nos interessa, mas que queremos que desapareça.
Se atribuirmos as «culpas» (causas) aos outros, nada poderemos fazer por nós próprios, a não ser esperar que o «mundo» vá mudando ao nosso gosto. Para isso, não é necessária qualquer psicoterapia.

Nestas condições, se utilizarmos, por acaso, a psicoterapia como um instrumento para aguentar o mal que julgamos que Psicopata-Bestamos a sofrer, podemos obter daí reforço secundário negativo que nos pode viciar e fazer com que continuemos com essa situação, deixando-nos na dependência que nos conduzirá ao conformismo ou à depressão aprendida.

Por isso, para que a pessoa tenha a capacidade de poder fazer essa análise necessária e essencial para descobrir as causas, tem de compreender os mecanismos do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social.
Compreendendo como tudo funciona e tendo a honestidade, a humildade e o realismo necessários, pode-se fazer uma análise do passado, descobrir os «erros» cometidos ou as causas das dificuldades, procurando soluções para que as coisas não se repitam e até se evitem no futuro, com capacidade para fazer desaparecer os «efeitos» que não nos Depressão-Binteressam e que nos desequilibram.

Como tudo isto necessita de calma, boas lembranças e disponibilidade mental para as recordações antigas, o livro (P) destina-se essencialmente aos mais apressados ou aos que já conhecem os fundamentos do comportamento humano.
Os que quiserem enveredar por este caminho, para conseguir ter essa calma necessária para a disponibilidade mental, podem seguir os procedimentos indicados nesse livro (P)  mas, se necessário, deverão consultar também os restantes livros necessários e indicados na Biblioterapia para que a autoterapia seja eficaz.

Por exemplo, o Antunes conseguiu fazer quase uma autoterapia, mas com muita leitura e treino.Acredita-B

A Cidália teve pouca ajuda mas também leu muito e treinou o suficiente.

O Júlio, quase que foi ajudado à mesa dum velho café, apenas em 19 sessões. Mas teve de ler muitos apontamentos policopiados e manter com afinco a autoanálise, o diário de anotações, a autoavaliação dos sintomas e o relaxamento, para entrar autonomamente todas as noites em Imaginação Orientada (IO).

O Joel, com todas as suas dificuldades e desenganos, apesar de não ter muita ajuda, mostrou como se podia «dar a volta por Consegui-Bcima», apesar de muitas das dificuldades terem sido artificialmente criadas pelos especialistas que deveriam ajuda-lo a ficar «curado». O seu empenho foi tão grande, que até quis que o seu «caso» fosse apresentado como um exemplo do modo como se podem ultrapassar essas dificuldades, quase que exigindo que no «seu» livro ficasse incluída uma LISTA DE PROCEDIMENTOS para os outros poderem aproveitar com o seu exemplo.

Além de tudo isso, para quem se quiser inteirar do método que conduziu à possibilidade de autoterapia, o livro «Imaginação Orientada» (J) apresenta os fundamentos e modos de actuação baseados na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), com o apoio da autohipnose, para uma modificação do comportamento Maluco2baseada na reestruturação cognitiva, num sentido da logoterapia, proveitosa para o próprio.
Como já se disse anteriormente, tudo isto exige muita honestidade, humildade, realismo, conhecimento do funcionamento do comportamento humano e capacidade de actuação.

Quem quiser fazer tudo isto por si próprio, se não tiver conhecimentos, vai ter de os adquirir com muitas leituras e treino. Se não tiver outro apoio, vai ter de praticar tudo isso, com afinco e persistência, por si próprio. Além disso, vai ter de se conhecer a si próprio e verificar as suas capacidades.

É para isso, que se destinam essas provas de que o colega falou no comentário, da mesma maneira como existe outra prova sobre «O que sabe acerca do Joana-BComportamento Humano?» no livro «Psicologia Para Todos» e a prova de autoconhecimento no livro de «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?». É para cada um testar os conhecimentos adquiridos e, em caso de necessidade, aprofundar a matéria que deve conhecer, a fim de modificar o comportamento que não interessa, orientando-o no bom sentido ou no desejado.

Nestas condições, como não podia deixar de ser, tinha de colocar as soluções à disposição do leitor.
Em que local e de que maneira? Quando?
Elas não são para diagnóstico mas apenas para o conhecimento do próprio.
Se o leitor for ver as soluções antes de responder aos questionários, não demonstrará a honestidade suficiente para analisar os Saude-Bseus comportamentos e irá tentar arranjar desculpas para os mesmos, nem que sejam muito elaboradas.
As provas são para o interessado ter a possibilidade de, com honestidade, estudar e analisar humildemente o seu comportamento a fim de adquirir as competências necessárias para a orientação e condução da autoterapia que, caso contrário, não a conseguirá fazer nas devidas condições, podendo até ocasionar qualquer resultado desagradável e imprevisível.
Nestas circunstâncias, não poderá fazer uma autoterapia mas terá de ser ajudado em psicoterapia, com a agravante de tentar apresentar ao psicólogo uma boa imagem como acontece com muitos e como aconteceu com o próprio Joel confessou mais tarde, embora o psicólogo já tivesse dado conta do facto, assim como do próprio diagnóstico de psicopata, Difíceis-Bincorrectamente feito pelo psiquiatra.

Embora este post tivesse sido publicado ontem, David Martins, amigo do facebook, «provocou-me» hoje uma ideia com o seu comentário. Quem nos garante que por trás de todos estes incêndios não estão os «interesses» dos madeireiros, dos donos dos aviões de combate, dos fornecedores dos materiais consumíveis ou não, além de muitíssimos outros indivíduos que podem ganhar com estas catástrofes? Basta planear tudo ao pormenor, aproveitar a insatisfação dos «desmiolados», «desesperados» e «desempregados» que abundam cada vez mais e que nunca tiveram uma EDUCAÇÃO adequada, com exemplos  apropriados, para poderem ser manipulados convenientemente. Para isso, há muitas técnicas que são largamente utilizadas, até na comunicação social e neuropsicologia-Binstituições que abundam neste país. Basta industriar suficientemente estes indivíduos e colocar nas suas mãos o «material» necessário para eles fazerem «irresponsavelmente» o «trabalhinho». Depois, se forem descobertos e apanhados, a culpa não será deles mas da «doença» que lhes será «descoberta» convenientemente por muitos peritos, tal como aconteceu com a Maria, com «rótulos» muito interessantes e sentenças «admiráveis» Contudo ninguém se preocupa em evitar-lhes a «doença» com uma sociedade e uma governação adequadas, trabalhando na saúde mental da população ANTES que estas desgraças aconteçam e que causam prejuízos não só aos proprietários como a todos os contribuintes e ao bom funcionamento da sociedade em geral. Respostas-B30

Já nos anos 80 do século passado, houve colegas que, visitando uma livraria, criticaram o facto de eu tentar colocar os folhetos do CPC nas mãos de leigos, com informações e noções científicas, em linguagem simples, sobre a psicologia, psicopedagogia e psicoterapia.
Acho que é bom que os leigos tenham estes conhecimentos para ajudar a educar e apoiar melhor os filhos.
Só assim se pode melhorar uma sociedade e orientá-la no sentido dum progresso saudável.
O grande prejuízo que pode daí advir é para os psicólogos que, com este procedimento, podem ter menos consultas, como me dizia o Júlio (E) a brincar, mas com muita razão e oportunidade. E o colega pode ter menos trabalho, embora quem fique a ganhar seja o cliente, utente ou «paciente»!

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de técnicas, metodologia e ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, espero preparar em 2017 um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que elucide e oriente devidamente os interessados, de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica, completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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RESPOSTA – 48

“Estou a fazer a pós-graduação em Reabilitação Psicológica e Psicossocial em Saúde mental.Biblio
Um dos utentes que faz parte do grupo da Biblioterapia apaixonou-se por uma travesti.
Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.
No entanto o meu utente de vez em quando tem necessidade de perguntar a sua companheira porque é que ela gosta dele.
Vejo isto como se existisse uma insegurança ou falta de demonstração afectiva da parte da transexual em
relação a ele?mario-70

No entanto até agora o utente disse me estar satisfeito com esta relação porque mesmo ela sendo uma travesti prostituta eles conseguem ter uma vida de casal onde a parte afectiva funciona bem.
Tem uma vida normal, andam na rua, vão as compras, ao cinema, à praia.
A situação complicou se com a chegada do verão.
A travesti aumentou muito os consumos de marijuana, trabalha mais, eles tem menos tempo juntos, menos sexo, fumam ambos mais marijuana e isto esta a preocupar o utente.Psicopata-B
No entanto ele gosta mesmo da travesti.
Vejo nesta situação que o consumo acaba por retirar a critica, os sentimentos podem ficar confusos dai o utente ter de perguntar por que razão a travesti gosta dele.
Quando fumam os dois, o utente reparou que a travesti fica mais permeável e próxima dele.
Pode-me dizer que ajuda é que posso dar?”

Voilas.”

Caro Senhor VoilasMaluco2
Em relação ao comentário acima transcrito, feito por si no post «Biblioterapia 17», depois de o ler na totalidade, tive de pensar muitíssimo no assunto, para dar a seguinte resposta, bastante seccionada, a fim de tratar dum tema muito importante e com inúmeras implicações.

♦ “Estou a fazer a pós-graduação em Reabilitação Psicológica e Psicossocial em Saúde mental
Julgo que a sua pós-graduação é depois da actual licenciatura de Bolonha, de 3 anos. Antigamente, eram necessários 5 anos de curso superior e mais estágios escolar e profissional para começar a trabalhar independentemente. Neste caso, deve ter um orientador ou alguém qualificado a quem esteja a ajudar. Julgo que essa pessoa é a mais indicada para o poder ajudar porque tambémImagina-B deve estar a seguir o «caso» de perto, o que é importante.

♦ “Um dos utentes que faz parte do grupo da Biblioterapia apaixonou-se por uma travesti.
Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.
Já que me parece estar a dizer que está a trabalhar num grupo de Biblioterapia, suponho que está a utilizar livros adequados para isso. Se assim não acontecer, ler qualquer livro não pode ser considerada Biblioterapia. Se assim fosse, todos os professores, alunos e leitores que vão lendo livros, estariam a fazer Biblioterapia. E o carpinteiro estaria a fazer a Psicologia-Bserroteterapia ou marteloterapia. Além disso, como na AUTOTERAPIA, eu insisto muito na realização da autoanálise e da manutenção do diário de anotações não podemos chamar a isso «escritoterapia». Por isso, suponho que a Biblioterapia de que fala em psicoterapia, está a ser devidamente orientada com livros adequados. Caso contrário, o «paciente» ou utente pode ficar descompensado ou ainda mais desorientado do que já está. Não se esqueça da aprendizagem social, da modelagem e do reforço vicariante, de Alfred Bandura. Bem bastam os filmes de violência que são exibidos em todas as televisões… Além disso, a pressão e a  facilitação  social podem ficar a exercer a sua influência que deve ocasionar bastantes danos em pessoas vulneráveis.

♦ “Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.”Interacção-B30
Se se conheceram há mais de 6 meses e acham que é uma conexão não necessitando de palavras para explicar o porquê, julgo que não deve haver necessidade de explicações nem de dúvidas.

♦ “No entanto o meu utente de vez em quando tem necessidade de perguntar a sua companheira porque é que ela gosta dele.
Vejo isto como se existisse uma insegurança ou falta de demonstração afectiva da parte da transexual em relação a ele.
Se o seu utente, gosta duma travesti, talvez fosse mais adequado perguntar porque é que ele gosta dessa travesti. Serão assuntos que ele possa esclarecer com perguntas feitas com total consciência, ou necessitarão de uma análise de Saude-Bprofundidade? São, geralmente, «dificuldades pessoais» que só se podem esclarecer lidando directamente com a pessoa, duma forma especial e, para isso, o orientador da pós-graduação deve ser o mais indicado. Julgo que apenas perguntas e respostas conscientes não são o mais indicado porque existe a tendência de apresentar uma «boa imagem». Em que condições e a que preço?
É também por isso que eu utilizo a Imaginação Orientada (J) e estou a preparar um livro para a «AUTO{psico}TERAPIA» (P) a partir das experiências que já começaram comigo em 1974 e foram continuadas com o Joel (G) do «PSICOPATA! Eu?», em 1977, e continuados com o Júlio (E), do «Eu Não Sou MALUCO!», em 1980, além de muitos outros.Acredita-B
Contudo, este método só se pode utilizar com pessoas que estejam verdadeiramente interessadas em melhorar o seu estado psíquico. Não pode ser com os que se entregam nas mãos de psicoterapeutas para lhe dizer quase taxativamente: “Faça o seu trabalho para me pôr em ordem, que eu fico a ver!”.

♦ “No entanto até agora o utente disse-me estar satisfeito com esta relação porque mesmo ela sendo uma travesti prostituta eles conseguem ter uma vida de casal onde a parte afectiva funciona bem. Tem uma vida normal, andam na rua, vão as compras, ao cinema, à praia.”
Se a vida afectiva funciona bem, qual a razão das dúvidas? Andar na rua, ir às compras, ao cinema, à praia, será uma vida Consegui-Bnormal? Neste caso, o «normal» será aquilo que muitos fazem ou que a maioria faz, diz que faz ou percebemos que faz? Mas, será uma vida saudável? Se é saudável, normal (A) e desejada pelos dois, qual a razão das dúvidas e desconfortos?

♦ “A situação complicou-se com a chegada do verão.
A travesti aumentou muito os consumos de marijuana, trabalha mais, eles tem menos tempo juntos, menos sexo, fumam ambos mais marijuana e isto esta a preocupar o utente.”
Qual a razão da situação se complicar? Calor? Encontro com mais pessoas? Muito trabalho? Tudo isto tem de ser verificado, compreendido, analisado, encaixado na situação do momento, para aprender a lidar com tudo isso de forma Joana-Bvantajosa para o próprio. A propósito, se os dois se dão bem, qual a necessidade do consumo de estupefacientes? Não será para aliviar temporária e ilusoriamente os desequilíbrios psicológicos em que podem estar a viver? Quais serão? Só um contacto directo com os intervenientes pode proporcionar uma tentativa de esclarecimento e solução, se é que fôr necessária.

♦ “No entanto ele gosta mesmo da travesti.
Vejo nesta situação que o consumo acaba por retirar a critica, os sentimentos podem ficar confusos dai o utente ter de perguntar por que razão a travesti gosta dele.Depressão-B
Quando fumam os dois, o utente reparou que a travesti fica mais permeável e próxima dele.”
Posso garantir que o consumo de qualquer estupefaciente, droga psicotrópica ou álcool retira-nos o senso crítico e até a estabilidade emocional, deixando-nos quase anestesiados. É para isso que os mesmos são consumidos. É para baixar a ansiedade ou «criar coragem». Não sei se reparou que até na televisão se vêem pessoas em quem se nota que tomam drogas ou estão a ser medicadas para problemas de depressão, ansiedade ou quaisquer outros. Tudo isso se reflecte até na expressão verbal, nos movimentos e no olhar. Esses produtos destinam-se essencialmente a criar a ilusão de que os problemas não existem ou que são desprezíveis. Porém, não ficam resolvidos enquanto não se fizer uma psicoterapia conveniente. E isso até é uma recomendação de médicos eminentes que se neuropsicologia-Bdedicam ao seu estudo e tratamento.

♦ “Pode-me dizer que ajuda é que posso dar?
Este é o ponto fulcral e mais difícil.
Não sabendo que Biblioterapia está a fazer, em que instituição trabalha e com que orientadores, não posso dar qualquer resposta concreta mas sim tentar chegar a um raciocínio que pode ser útil, contando também dois dos episódios que se passaram comigo.
Lendo o artigo sobre «Uma Experiência com Alcoólicos Reincidentes» nas páginas 186 a 196, da Revista HOSPITALIDADE, da Casa de Saúde – Telhal, vai verificar que tentei fazer uma experiência com 8 alcoólicos, trabalhando com Psi-Bem-Celes em psicoterapia individual, utilizando a TEA.
Todos eles estavam habituados, nos seus vários internamentos na mesma instituição, a fazer desintoxicação fisiológica com acompanhamento de terapia de grupo, muito em moda naquela ocasião.
Nessa terapia, eles «desbocavam» os seus problemas «conscientemente» e «consolavam-se» quase mutuamente, podendo achar que os problemas dos outros eram maiores do que os do próprio.
Como eu tinha a certeza de que o alcoolismo é frequentemente adquirido com o reforço secundário negativo obtido com o consumo do álcool para aliviar os sentimentos negativos vividos pelo indivíduo, tentei utilizar a TEA especialmente com um dos oito visados, porque era o único em que o início do consumo tinha sido causado pelas paródias em que se envolvia, por gosto, fora de casa.Difíceis-B
Os outros 7 tinham começado a beber para «afogar as mágoas» sentidas com as dificuldades que estavam a passar. A diferença fundamental é que parecia que os 7 tinham-se viciado com reforço negativo enquanto o  se tinha viciado com reforço positivo.
Porém, parecia que o Hermes dava-se bem com a família, tanto mais que a sua esposa assim o confirmava confidencialmente. Contudo, não era a primeira vez que estava institucionalizado.
Nessa instituição, quando eu tentava marcar sessões de psicoterapia individual, o visado era chamado para desempenhar alguma tarefa em que ele era hábil. Seria apenas coincidência? A prioridade era a psicoterapia ou os trabalhos de manutenção da instituição? Nestas condições, o Hermes quase nunca conseguiu fazer uma sessão em termos. Também, quando chegou à 9ª sessão, foi-lhe subitamente dada alta com a condição de ter apoio com uma sessão semanal de Organizar-Bpsicoterapia individual.
O Hermes foi-se embota, comprometendo-se a telefonar ao fim do primeiro mês para se iniciar esse novo apoio semanal em local e horário a combinar. Não telefonou e, quando ao fim de 2 meses, foi-lhe escrita uma carta para saber novidades, telefonou com uma voz de ébrio a dizer que necessitava de apoio em relação a outros problemas sem serem os do alcoolismo, provavelmente, à espera do internamento seguinte para uma nova desintoxicação com terapia de grupo…..???
O segundo caso relaciona-se com o «Calimero» (M) que esteve desde a escola Primária nas mãos de terapeutas, médicos e psicólogos, «ganhando» cada vez mais dificuldades e medos até aos 21 anos, para ficar «estagnado» no 11º ano.
Entretanto, com o apoio que lhe foi dado a partir desse momento, com a metodologia da TEA e IO, com autohipnose, Respostas-B30conseguiu concluir uma licenciatura, com 16 valores, aos 26 anos.
Menciona-se aqui apenas a metodologia (P) seguida porque, apesar de haver a possibilidade de utilizar livros, o «Calimero» não os lia. Não mantinha o diário de anotações e, com as mais variadas desculpas, havia um desleixo muito grande na manutenção do relaxamento mental diário.
Contudo, depois da licenciatura achou que a maior parte do trabalho tinha sido feito por ele.
E, ainda bem que, para sua futura defesa, ele pensava assim.

De acordo com o que disse no livro BIBLIOTERAPIA (Q), uma psicoterapia que se pretenda fazer com a leitura de livros, tem de ser orientada com determinados livros e deve ter a total colaboração e interesse do utente que se deve «Educar»-Besmerar tanto na leitura e compreensão do seu conteúdo, como persistir nos treinos necessários.
Contudo, para que isso aconteça, compreendendo que nada disso é fácil, especialmente com a mentalidade que temos entre nós, já fiz uma proposta de colaboração disponibilizando-me para apresentar a forma como este assunto pode ser tratado com algum pragmatismo, ganhando eficácia como prevenção e profilaxia.

Acho muito importantes esses esclarecimentos, porque muito há a falar e compreender sobre a modificação de comportamento  que se pretende estabelecer no utente, habituando-o a conviver saudavelmente com os outros. Quem o ajuda, tem de estar a par de tudo isso com bastante profundidade. Não vale a pena apresentar receitas de preparação de alimentação vegetariana a quem não a conhece e está a DIA-A-DIA-Caperender a cozinhar somente marisco e carnes, para se habituar a isso, sem outra alternativa.

No caso presente, sem dados concretos e fiáveis, apresentar soluções, é dar respostas como as que se ouvem constantemente nos programas televisivos que podem provocar satisfação em alguns e ódio nos outros, mas podem conseguir ocasionar um grande prejuízo no interessado ou utente.

Como julgo que no estádio em que está, o Voilas não poderá conduzir uma psicoterapia sem orientação e, não conhecendo os orientadores, mais nada posso dizer acerca deste assunto a não ser que tenha muita cautela com o que fizer. Para se cozinhar, não basta ter receitas. É necessário saber e aprender a cozinhar. Nos últimos 40 anos tenho continuado a aprender muita coisa sobre este assunto, especialmente com os «pacientes».Depress-nao-B

O utente ou «paciente», como eu digo, deve merecer toda a nossa consideração, respeito e honestidade para receber a ajuda a que tem direito.
Eu vou continuando e «trabalhar» incessantemente na reformulação dos livros que, por enquanto, não desejo colocar nas mãos de outros editores sem ser eu.

Os livros mencionados com (A), (B), (C), (D) e (Q) já foram publicados e estão disponíveis.

Os que são mencionados com as letras (E), (G), (J) e (P) estão prontos para publicação e à espera da inscrição dos Adolescencia-Binteressados.

Os mencionados com as letras (F), (H), (I), (K), (L), (M) e (N) ainda estão a ser «trabalhados» para publicação futura.

O mencionado com (O) fica à espera de perguntas para serem respondidas no momento.

Quaisquer destes livros têm de ser pedidos directamente podendo ser enviados pelo correio ou entregues em mão própria.arvore-2

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