PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA – 48

“Estou a fazer a pós-graduação em Reabilitação Psicológica e Psicossocial em Saúde mental.Biblio
Um dos utentes que faz parte do grupo da Biblioterapia apaixonou-se por uma travesti.
Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.
No entanto o meu utente de vez em quando tem necessidade de perguntar a sua companheira porque é que ela gosta dele.
Vejo isto como se existisse uma insegurança ou falta de demonstração afectiva da parte da transexual em
relação a ele?mario-70

No entanto até agora o utente disse me estar satisfeito com esta relação porque mesmo ela sendo uma travesti prostituta eles conseguem ter uma vida de casal onde a parte afectiva funciona bem.
Tem uma vida normal, andam na rua, vão as compras, ao cinema, à praia.
A situação complicou se com a chegada do verão.
A travesti aumentou muito os consumos de marijuana, trabalha mais, eles tem menos tempo juntos, menos sexo, fumam ambos mais marijuana e isto esta a preocupar o utente.Psicopata-B
No entanto ele gosta mesmo da travesti.
Vejo nesta situação que o consumo acaba por retirar a critica, os sentimentos podem ficar confusos dai o utente ter de perguntar por que razão a travesti gosta dele.
Quando fumam os dois, o utente reparou que a travesti fica mais permeável e próxima dele.
Pode-me dizer que ajuda é que posso dar?”

Voilas.”

Caro Senhor VoilasMaluco2
Em relação ao comentário acima transcrito, feito por si no post «Biblioterapia 17», depois de o ler na totalidade, tive de pensar muitíssimo no assunto, para dar a seguinte resposta, bastante seccionada, a fim de tratar dum tema muito importante e com inúmeras implicações.

♦ “Estou a fazer a pós-graduação em Reabilitação Psicológica e Psicossocial em Saúde mental
Julgo que a sua pós-graduação é depois da actual licenciatura de Bolonha, de 3 anos. Antigamente, eram necessários 5 anos de curso superior e mais estágios escolar e profissional para começar a trabalhar independentemente. Neste caso, deve ter um orientador ou alguém qualificado a quem esteja a ajudar. Julgo que essa pessoa é a mais indicada para o poder ajudar porque tambémImagina-B deve estar a seguir o «caso» de perto, o que é importante.

♦ “Um dos utentes que faz parte do grupo da Biblioterapia apaixonou-se por uma travesti.
Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.
Já que me parece estar a dizer que está a trabalhar num grupo de Biblioterapia, suponho que está a utilizar livros adequados para isso. Se assim não acontecer, ler qualquer livro não pode ser considerada Biblioterapia. Se assim fosse, todos os professores, alunos e leitores que vão lendo livros, estariam a fazer Biblioterapia. E o carpinteiro estaria a fazer a Psicologia-Bserroteterapia ou marteloterapia. Além disso, como na AUTOTERAPIA, eu insisto muito na realização da autoanálise e da manutenção do diário de anotações não podemos chamar a isso «escritoterapia». Por isso, suponho que a Biblioterapia de que fala em psicoterapia, está a ser devidamente orientada com livros adequados. Caso contrário, o «paciente» ou utente pode ficar descompensado ou ainda mais desorientado do que já está. Não se esqueça da aprendizagem social, da modelagem e do reforço vicariante, de Alfred Bandura. Bem bastam os filmes de violência que são exibidos em todas as televisões… Além disso, a pressão e a  facilitação  social podem ficar a exercer a sua influência que deve ocasionar bastantes danos em pessoas vulneráveis.

♦ “Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.”Interacção-B30
Se se conheceram há mais de 6 meses e acham que é uma conexão não necessitando de palavras para explicar o porquê, julgo que não deve haver necessidade de explicações nem de dúvidas.

♦ “No entanto o meu utente de vez em quando tem necessidade de perguntar a sua companheira porque é que ela gosta dele.
Vejo isto como se existisse uma insegurança ou falta de demonstração afectiva da parte da transexual em relação a ele.
Se o seu utente, gosta duma travesti, talvez fosse mais adequado perguntar porque é que ele gosta dessa travesti. Serão assuntos que ele possa esclarecer com perguntas feitas com total consciência, ou necessitarão de uma análise de Saude-Bprofundidade? São, geralmente, «dificuldades pessoais» que só se podem esclarecer lidando directamente com a pessoa, duma forma especial e, para isso, o orientador da pós-graduação deve ser o mais indicado. Julgo que apenas perguntas e respostas conscientes não são o mais indicado porque existe a tendência de apresentar uma «boa imagem». Em que condições e a que preço?
É também por isso que eu utilizo a Imaginação Orientada (J) e estou a preparar um livro para a «AUTO{psico}TERAPIA» (P) a partir das experiências que já começaram comigo em 1974 e foram continuadas com o Joel (G) do «PSICOPATA! Eu?», em 1977, e continuados com o Júlio (E), do «Eu Não Sou MALUCO!», em 1980, além de muitos outros.Acredita-B
Contudo, este método só se pode utilizar com pessoas que estejam verdadeiramente interessadas em melhorar o seu estado psíquico. Não pode ser com os que se entregam nas mãos de psicoterapeutas para lhe dizer quase taxativamente: “Faça o seu trabalho para me pôr em ordem, que eu fico a ver!”.

♦ “No entanto até agora o utente disse-me estar satisfeito com esta relação porque mesmo ela sendo uma travesti prostituta eles conseguem ter uma vida de casal onde a parte afectiva funciona bem. Tem uma vida normal, andam na rua, vão as compras, ao cinema, à praia.”
Se a vida afectiva funciona bem, qual a razão das dúvidas? Andar na rua, ir às compras, ao cinema, à praia, será uma vida Consegui-Bnormal? Neste caso, o «normal» será aquilo que muitos fazem ou que a maioria faz, diz que faz ou percebemos que faz? Mas, será uma vida saudável? Se é saudável, normal (A) e desejada pelos dois, qual a razão das dúvidas e desconfortos?

♦ “A situação complicou-se com a chegada do verão.
A travesti aumentou muito os consumos de marijuana, trabalha mais, eles tem menos tempo juntos, menos sexo, fumam ambos mais marijuana e isto esta a preocupar o utente.”
Qual a razão da situação se complicar? Calor? Encontro com mais pessoas? Muito trabalho? Tudo isto tem de ser verificado, compreendido, analisado, encaixado na situação do momento, para aprender a lidar com tudo isso de forma Joana-Bvantajosa para o próprio. A propósito, se os dois se dão bem, qual a necessidade do consumo de estupefacientes? Não será para aliviar temporária e ilusoriamente os desequilíbrios psicológicos em que podem estar a viver? Quais serão? Só um contacto directo com os intervenientes pode proporcionar uma tentativa de esclarecimento e solução, se é que fôr necessária.

♦ “No entanto ele gosta mesmo da travesti.
Vejo nesta situação que o consumo acaba por retirar a critica, os sentimentos podem ficar confusos dai o utente ter de perguntar por que razão a travesti gosta dele.Depressão-B
Quando fumam os dois, o utente reparou que a travesti fica mais permeável e próxima dele.”
Posso garantir que o consumo de qualquer estupefaciente, droga psicotrópica ou álcool retira-nos o senso crítico e até a estabilidade emocional, deixando-nos quase anestesiados. É para isso que os mesmos são consumidos. É para baixar a ansiedade ou «criar coragem». Não sei se reparou que até na televisão se vêem pessoas em quem se nota que tomam drogas ou estão a ser medicadas para problemas de depressão, ansiedade ou quaisquer outros. Tudo isso se reflecte até na expressão verbal, nos movimentos e no olhar. Esses produtos destinam-se essencialmente a criar a ilusão de que os problemas não existem ou que são desprezíveis. Porém, não ficam resolvidos enquanto não se fizer uma psicoterapia conveniente. E isso até é uma recomendação de médicos eminentes que se neuropsicologia-Bdedicam ao seu estudo e tratamento.

♦ “Pode-me dizer que ajuda é que posso dar?
Este é o ponto fulcral e mais difícil.
Não sabendo que Biblioterapia está a fazer, em que instituição trabalha e com que orientadores, não posso dar qualquer resposta concreta mas sim tentar chegar a um raciocínio que pode ser útil, contando também dois dos episódios que se passaram comigo.
Lendo o artigo sobre «Uma Experiência com Alcoólicos Reincidentes» nas páginas 186 a 196, da Revista HOSPITALIDADE, da Casa de Saúde – Telhal, vai verificar que tentei fazer uma experiência com 8 alcoólicos, trabalhando com Psi-Bem-Celes em psicoterapia individual, utilizando a TEA.
Todos eles estavam habituados, nos seus vários internamentos na mesma instituição, a fazer desintoxicação fisiológica com acompanhamento de terapia de grupo, muito em moda naquela ocasião.
Nessa terapia, eles «desbocavam» os seus problemas «conscientemente» e «consolavam-se» quase mutuamente, podendo achar que os problemas dos outros eram maiores do que os do próprio.
Como eu tinha a certeza de que o alcoolismo é frequentemente adquirido com o reforço secundário negativo obtido com o consumo do álcool para aliviar os sentimentos negativos vividos pelo indivíduo, tentei utilizar a TEA especialmente com um dos oito visados, porque era o único em que o início do consumo tinha sido causado pelas paródias em que se envolvia, por gosto, fora de casa.Difíceis-B
Os outros 7 tinham começado a beber para «afogar as mágoas» sentidas com as dificuldades que estavam a passar. A diferença fundamental é que parecia que os 7 tinham-se viciado com reforço negativo enquanto o  se tinha viciado com reforço positivo.
Porém, parecia que o Hermes dava-se bem com a família, tanto mais que a sua esposa assim o confirmava confidencialmente. Contudo, não era a primeira vez que estava institucionalizado.
Nessa instituição, quando eu tentava marcar sessões de psicoterapia individual, o visado era chamado para desempenhar alguma tarefa em que ele era hábil. Seria apenas coincidência? A prioridade era a psicoterapia ou os trabalhos de manutenção da instituição? Nestas condições, o Hermes quase nunca conseguiu fazer uma sessão em termos. Também, quando chegou à 9ª sessão, foi-lhe subitamente dada alta com a condição de ter apoio com uma sessão semanal de Organizar-Bpsicoterapia individual.
O Hermes foi-se embota, comprometendo-se a telefonar ao fim do primeiro mês para se iniciar esse novo apoio semanal em local e horário a combinar. Não telefonou e, quando ao fim de 2 meses, foi-lhe escrita uma carta para saber novidades, telefonou com uma voz de ébrio a dizer que necessitava de apoio em relação a outros problemas sem serem os do alcoolismo, provavelmente, à espera do internamento seguinte para uma nova desintoxicação com terapia de grupo…..???
O segundo caso relaciona-se com o «Calimero» (M) que esteve desde a escola Primária nas mãos de terapeutas, médicos e psicólogos, «ganhando» cada vez mais dificuldades e medos até aos 21 anos, para ficar «estagnado» no 11º ano.
Entretanto, com o apoio que lhe foi dado a partir desse momento, com a metodologia da TEA e IO, com autohipnose, Respostas-B30conseguiu concluir uma licenciatura, com 16 valores, aos 26 anos.
Menciona-se aqui apenas a metodologia (P) seguida porque, apesar de haver a possibilidade de utilizar livros, o «Calimero» não os lia. Não mantinha o diário de anotações e, com as mais variadas desculpas, havia um desleixo muito grande na manutenção do relaxamento mental diário.
Contudo, depois da licenciatura achou que a maior parte do trabalho tinha sido feito por ele.
E, ainda bem que, para sua futura defesa, ele pensava assim.

De acordo com o que disse no livro BIBLIOTERAPIA (Q), uma psicoterapia que se pretenda fazer com a leitura de livros, tem de ser orientada com determinados livros e deve ter a total colaboração e interesse do utente que se deve «Educar»-Besmerar tanto na leitura e compreensão do seu conteúdo, como persistir nos treinos necessários.
Contudo, para que isso aconteça, compreendendo que nada disso é fácil, especialmente com a mentalidade que temos entre nós, já fiz uma proposta de colaboração disponibilizando-me para apresentar a forma como este assunto pode ser tratado com algum pragmatismo, ganhando eficácia como prevenção e profilaxia.

Acho muito importantes esses esclarecimentos, porque muito há a falar e compreender sobre a modificação de comportamento  que se pretende estabelecer no utente, habituando-o a conviver saudavelmente com os outros. Quem o ajuda, tem de estar a par de tudo isso com bastante profundidade. Não vale a pena apresentar receitas de preparação de alimentação vegetariana a quem não a conhece e está a DIA-A-DIA-Caperender a cozinhar somente marisco e carnes, para se habituar a isso, sem outra alternativa.

No caso presente, sem dados concretos e fiáveis, apresentar soluções, é dar respostas como as que se ouvem constantemente nos programas televisivos que podem provocar satisfação em alguns e ódio nos outros, mas podem conseguir ocasionar um grande prejuízo no interessado ou utente.

Como julgo que no estádio em que está, o Voilas não poderá conduzir uma psicoterapia sem orientação e, não conhecendo os orientadores, mais nada posso dizer acerca deste assunto a não ser que tenha muita cautela com o que fizer. Para se cozinhar, não basta ter receitas. É necessário saber e aprender a cozinhar. Nos últimos 40 anos tenho continuado a aprender muita coisa sobre este assunto, especialmente com os «pacientes».Depress-nao-B

O utente ou «paciente», como eu digo, deve merecer toda a nossa consideração, respeito e honestidade para receber a ajuda a que tem direito.
Eu vou continuando e «trabalhar» incessantemente na reformulação dos livros que, por enquanto, não desejo colocar nas mãos de outros editores sem ser eu.

Os livros mencionados com (A), (B), (C), (D) e (Q) já foram publicados e estão disponíveis.

Os que são mencionados com as letras (E), (G), (J) e (P) estão prontos para publicação e à espera da inscrição dos Adolescencia-Binteressados.

Os mencionados com as letras (F), (H), (I), (K), (L), (M) e (N) ainda estão a ser «trabalhados» para publicação futura.

O mencionado com (O) fica à espera de perguntas para serem respondidas no momento.

Quaisquer destes livros têm de ser pedidos directamente podendo ser enviados pelo correio ou entregues em mão própria.arvore-2

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

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