PSICOLOGIA PARA TODOS

BLOG QUE AJUDA A COMPREENDER A MENTE E OS COMPORTAMENTOS HUMANOS. CONSULTA-O E ESCREVE-NOS, FAZ AS PERGUNTAS E OS COMENTÁRIOS QUE QUISERES E COLABORA PARA MELHORAR ESTE BLOG. «ILUMINA» O TEU PRÓPRIO CAMINHO OU O MODO COMO FAZES AS COISAS…

BIBLIOTERAPIA – 18

Ontem, no final do meu passeio habitual, o amigo do Sr. Felício abordou-me para conversarmos sobre a necessidade e Maluco2
utilidade da Biblioterapia numa psicoterapia eficaz e preventiva, porque um amigo dele não conseguia, às vezes, o relaxamento necessário.
Como não tinha tempo para dar qualquer explicação, disse-lhe que faria um post sobre o assunto.
Recomendei que estivesse atento ao blog porque a resposta poderia ser rápida já que tinha dado uma explicação semelhante ao Júlio (E) quando da sua «quase»psicoterapia à mesa de um café, em 1980.
Por isso, vou transcrever as páginas 37 a 44 do capítulo 6 do livro «Eu Não Sou MALUCO!» (E)

“Depois do tempo que lhe deixei para pensar ou meditar no assunto, olhei para ele significativamente como que a elaborar uma
resposta que dei devagarinho:mario-70
– Acho que não deve mudar seja o fôr, por duas razões: a primeira é que você está a tomar consciência do seu estado com bastante acuidade e realismo e, em segundo lugar, porque foi você mesmo que decidiu alterar a medicação tão bruscamente que me deixou sem outra alternativa. A sua resolução de ir à urgência em caso de necessidade, fica de pé e tem um fim-de-semana para validar a sua coragem de ter tomado uma decisão tão radical como aquela a que me referi.

A decisão está tomada e não vou voltar atrás.
– Então, o caminho certo é andar para a frente e continuar a psicoterapia.Biblio

Quer dizer que estou bem?
– Quer dizer que o meu relaxamento instantâneo do outro dia tinha um motivo muito forte!

Foi por isso que se assustou?
– Falemos no futuro (reforço do comportamento incompatível) – disse eu e continuei: – Faça o relaxamento utilizando todas as alternativas propostas. Já sabe que se não o conseguir fazer só com a concentração da atenção, pode utilizar o método da contracção muscular do relaxamento instantâneo. Também, a concentração da atenção nas Psi-Bem-Cideias que o perturbam até se sentir farto das mesmas, pode ajudar a conseguir aperceber-se profundamente das contracções que sentir nas diversas partes do corpo (P). Se nada disto der resultado, deixe que as coisas continuem como estiverem e não tente mudar seja o que fôr.
Esperei uns instantes e continuei:
– Vá atrás da onda e deixe-se embalar, para depois tomar o pulso da situação quando puder.

Então, a psicoterapia é assim?
– «Se não os consegues combater, junta-te a eles».

Como?Psicopata-B
– Não quer combater as ideias absurdas e indesejáveis que está a ter? Se não consegue combatê-las de frente, infiltre-se nelas para depois as destruir. É assim que se faz na guerra de guerrilha. Foi assim que muitos países ganharam a independência de outras potências muito mais poderosas. É assim que os vírus e as bactérias entram disfarçados no nosso organismo aproveitando as fraquezas ou as falhas momentâneas nas defesas. E não somos diferentes na vida psíquica.

Então é assim!
– A sua coragem de alterar a medicação deixou-me embaraçado e receoso, mas não o quis desiludir. Fiquei à espera dos Saude-Bresultados. Sabe que os medicamentos exercem globalmente uma certa influência nos nossos pensamentos, sensações, ideias, acções e reacções. É por isso que se aconselha a não beber álcool com as drogas para não potenciar o seu efeito. Como a reacção global da pessoa se altera num determinado sentido, uma falta de medicamento tão brusca, provoca uma reacção muito forte. Foi o que aconteceu. Quando começou a tomar a medicação, isso provocou efeitos que se foram atenuando com o tempo. Se desejasse a reacção inicial, a dosagem teria de ser aumentada. Se, no seu caso, não foi aumentada, mas muito diminuída bruscamente, o efeito obtido era previsível.

Mais uma razão para pensar agora que só a medicação não me iria deixar numa situação relativamente controlada.Depressão-B
– Se preferir pensar assim, a decisão é sua. Mas existem situações pontuais em que a medicação pode beneficiar durante dois ou três meses, até tudo voltar à normalidade. Noutros casos crónicos, a medicação mantém um determinado estado psíquico que é indispensável. As psicoses exigem geralmente este tipo de tratamento.

Mas, no meu caso, já fiz determinados tratamentos de semanas ou meses e, passado pouco tempo desse tratamento, as coisas voltaram à mesma! Quer dizer que eu não irei poder passar a minha vida sem a ajuda da droga? Vou ser um drogado oficial! – exclamou o Júlio.
– Não é bem assim. As coisas mudam e tudo o que puder mudar na sua vida pode ajudá-lo a ganhar a sua estabilidade.Acredita-B

Vou ficar à espera do acaso?
– Espero que não seja necessário. É por isso que estou a continuar a dar-lhe apoio! – exclamei.

Então, foi isso que o Rui me quis dizer da última vez ao telefone: “Aprende a enfrentar as coisas,. Só assim vais conseguir vencer!” O que ele me quis transmitir é que a droga era uma muleta para aprender a andar e que, logo depois, devia ser posta de lado para não criar dependência? É isso que eu quis fazer mas não consegui.
– Talvez tenha sido cedo demais. Não pode deitar a muleta fora só porque imagina que pode andar sem ela! – exclamei.Consegui-B

Entretanto, ouvimos uma algazarra muito grande no canto oposto do café. A freguesia não era muito «civilizada» e um indivíduo tentava bater noutro, enquanto uma mulher gritava: “Agarrem-no senão ele bate-lhe. Desgraça-me a vida!”
Alguns frequentadores do café, talvez conhecidos dos litigantes, intervieram e abrandaram as iras e as violências dos dois contendores, evitando a «desgraça».
Essa cena transportou-me de tal maneira para um mundo de comparações entre aquela briga e a droga, que me deu vontade de rir. Sob os olhares furibundos de alguns, fiz um sinal ao dono do café dizendo que voltaria logo e saí. O Júlio saíu comigo e perguntou-me:Difíceis-B

Porque se está a rir desta maneira?
– A briga fez-me lembrar a sua droga.

Olhou para mim incrédulo de um modo interrogador, à espera de explicação e, por isso, demorando algum tempo para deixar o Júlio na expectativa, continuei:
– Os seus comprimidos faziam o mesmo efeito que as pessoas que separaram os dois litigantes. Num determinado momento, a falta ou a pouca força dos intervenientes apaziguadores, podia fazer com que o desejo de bater no outro se reavivasse ou neuropsicologia-Bpudesse ser concretizado. A falta da medicação também pode fazer com que as suas ideias anteriores se reavivem, fazendo julgar que o seu desejo de «acabar» com elas, possa ser hipoteticamente concretizado sem o trabalho suplementar do relaxamento. Se os litigantes pensassem um pouco antes de «disparatar», ou se conseguissem chegar a uma solução satisfatória, a intervenção dos outros (medicamentos?) seria desnecessária (A/143-155) (P). Agora, ou se continua com essa força para evitar a agressão ou se «trabalha» na causa do impulso inicial (na cabeça do agressor) para o neutralizar (efeito).

Agora estou a ver melhor qual a diferença entre a psicoterapia e a medicação. A consequência da continuação da medicação é a alienação à mesma, assim como a consequência de bater no outro é a cadeia. (ver agora o post Psicologia-BPSICOTERAPIA / MEDICAÇÃO no blog [psicologiaparaque.wordpress.com]) Belo cenário! – exclamou o Júlio.…
– Não se esqueça que estamos a falar em pessoas que têm consciência de que estão a fazer mal, sofrem com isso, mas não são capazes de evitar esse seu comportamento.

É a força de vontade que lhes falta, não é?
– Se quiser chamar força de vontade não me oponho, mas prefiro chamar-lhe treino. Desde criança que uma pessoa tem de aprender a ultrapassar dificuldades, discernindo as razões das suas novas acções (D) (Q). É como qualquer outro treino de Joana-Bandar, falar, vestir, conviver com os outros. A falta desse treino ou um treino incorrecto podem conduzir uma pessoa a inaptidões que terão de ser reeducadas mais tarde, às vezes, com grandes sacrifícios e sem os resultados óptimos que se poderiam obter desde o início (L). É como reeducar crianças deficientes em comparação com a optimização das normais (I). É como aprender a andar de bicicleta numa idade avançada, ficando em grande risco o equilíbrio e o à-vontade que são necessários para não conduzir sob enorme tensão, propensa a provocar acidentes.

Acha então que não devo mudar coisa alguma neste fim-de-semana, dispondo-me a ir a uma urgência em caso de necessidade?Interacção-B30
– Julgo que o relaxamento e a autoanálise devem ser orientados conforme combinámos e que nada mais deve ser mudado. Suponho que vai ser vantajoso ler os apontamentos e os textos de apoio que lhe emprestei (Q). Reler tudo isso também não faz mal. Tem de saber como tudo isso funciona. (F) (J) (K)
O Júlio ficou a pensar e, depois de alguma meditação, disse-me:

A lebre, mesmo que se perca no caminho, irá reencontrá-lo em função da fome que sentir.

Naquela ocasião, os livros inciais com o caso da Cristina (L) e SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A) não estavam Organizar-Bainda preparados e, por isso, não lhe podia recomendar a sua leitura. Em sua substituição, emprestei-lhe alguns apontamentos que tinha disponíveis que, sendo precursores incipientes desses livros, utilizava nas minhas aulas de psicologia e psicopatologia, a enfermeiros. Os de psicologia social, utilizava-os com assistentes sociais e formandos de informática e secretariado. Seria um começo incipiente da biblioterapia?

Bom fim-de-semana e até segunda-feira. Vou fazer os possíveis por passar bem estes dias – disse-me o Júlio.
– Avise-me antes da chegada da ambulância para o levar à urgência – respondi, a rir com gosto.
Passado o fim-de-semana sem o «tal aviso» do Júlio, encontrámo-nos à hora combinada, no café, na segunda-feira. O Júlio vinha sorridente e, aparentemente, cheio de confiança em si próprio. Disse-me que tanto o relaxamento como a Respostas-B30autoanálise tinham corrido bem e julgava que tinha escrito na autoanálise qualquer coisa sobre a Escola Primária e sobre os seus pais. Achei-o mais lúcido e encorajei-o a continuar assim, apesar das «quebras» normais que, de certeza, iria ter «normalmente» ao longo da vida. Disse-lhe que isso acontece sempre mas, uma vez criado o hábito de enfrentar as dificuldades, a vida torna-se mais simples e interessante.

Já viu que depois do desmame as coisas começam a correr melhor?
– Pois é. Já sinto pouca falta dos medicamentos – disse ele.

Para o precaver contra outra falha súbita nos medicamentos, disse-lhe que não era aconselhável reduzi-los tão bruscamente como tinha acontecido. Quando resolvesse prescindir dos restantes comprimidos, de modo como ele desejava e sem a opinião Psicopata-Bdo médico, parecia-me arriscado reduzir mais do que metade de cada um, depois de passarem pelo menos duas semanas sobre a redução anterior, não prescindindo da última dose nos quinze dias seguintes. O Júlio concordou, porque eu saberia dizer-lhe se o achava melhor, embora pudesse não ficar em contacto directo comigo, posteriormente.

O reforço do comportamento incompatível é bastante importante – disse ele – e deu bastante resultado quando a minha mente começou a divagar por alguns episódios passados na infância. Os meus pais eram muito rígidos e preconceituosos. Sabe que são gente do campo que se rege por normas bastante rígidas tomando os patrões como exemplo (modelagem). O pior de tudo é regerem-se pelo que eles dizem que se deve fazer, mas não por aquilo que «Educar»-Beles fazem, de facto. Lembrei-me disso, porque eles podiam ter adoptado a faceta contrária, que também não é boa, mas é menos alienante.

Querendo desviar a conversa (rci) que, naquele momento, não me interessava num sentido psicoterapêutico, perguntei o que se passava no curso. Disse-me que tinha conseguido estudar bastante melhor do que nos dias anteriores. Parecia-lhe que tinha mais memória e melhor disposição para as novas matérias. Encorajei-o a preocupar-se mais com o curso. Já que sabia o que era e como devia utilizar o reforço do comportamento incompatível (rci), o seu investimento no curso iria reduzir as suas preocupações com a vida, que seriam resolvidas lentamente. À medida que os «documentos antigos» da sua vida fossem devidamente analisados e arrumados nas gavetas correctas da memória, a vida iria correr melhor.Psicoterapia-B
Como não tinha mais nada que fazer durante a hora seguinte, relatei o que tinha acontecido comigo quando ainda não era psicólogo e o modo como tinha «descoberto» e experimentado este tipo de «tratamento» em mim próprio, deixando de tomar os medicamentos que me alienavem e deixavam ainda pior do que estava. A aprendizagem anterior, a leitura, o treino e a perseverança eram importantes.
Insisti na importância do reforço e o Júlio admirou-se com os exemplos que dei, enquadrando diversas situações do dia-a-dia (F) com pessoas das mais diversas idades. Quando falámos na educação das crianças, disse-me que gostaria de poder educar os seus filhos, quando algum dia os tivesse, de maneira diferente daquela que os seus pais tinham procedido com ele. As ideias sobre o comportamento deveriam ser mais claras e sem preconceitos. Os pais deviam Stress-Bsaber o modo como «educar» os filhos e não «embarcar» nos modelos apresentados na sociedade e muito menos na propaganda que se faz nos cinemas ou na televisão e, especialmente, nas telenovelas. Educar é ajudar a aprender e a formar conceitos, a fim de que cada um, à sua maneira, se possa socializar ou estruturar a sua personalidade e interagir autonomamente de modo adequado.

− Os pais têm de saber como educam e porquê. Devem ter plena consciência do que pretendem e, de acordo com isso, planear as estratégias necessárias para atingir os objectivos. Não podem, de modo algum, querer que os filhos sejam bem-educados só porque lhes ditam algumas normas de civilidade e etiqueta. Também é importante que os filhos vejam os pais seguir essas normas. A dissonância cognitiva é má, a modelagem e a moldagem são DIA-A-DIA-Cimportantes, mas a identificação é ainda mais – disse eu.

O Júlio ouviu isso e perguntou-me se não lhe emprestava alguns apontamentos sobre o assunto.
– Só se tirar algumas fotocópias deste dossiê volumoso que trago comigo – disse.

Posso fazer isso enquanto dá a sua aula? – perguntou.
– Hoje, pode – respondi.

Então, vou dar um golpe de vista rápido durante a próxima meia hora e depois, tenho mais do que uma hora para tirar as fotocópias que desejar. Fica aqui muito perto – informou-me.Adolescencia-B

A aula decorreu anormalmente bem e quando terminou, o Júlio estava à minha espera com os apontamentos na mão, agradecendo ter-lhe permitido tirar as fotocópias desejadas (D) (F) (K).

Isto é magnífico – disse – e dá-nos uma perspectiva bem boa do modo como o comportamento se forma, mantém, modifica e extingue. Estão aqui também as técnicas que se podem utilizar para alterar muitos dos nossos hábitos. Só com o golpe de vista que dei durante mais do que uma hora antes de tirar as fotocópias que desejava, consegui verificar o erro que cometemos ao imaginar que os condicionamentos só se processam ao nível dos animais inferiores (Q). É um erro crasso que pode ser evitado só com a compreensão e as experiências pelas quais cada um passa e apoio2disseca para entender o quê e o porquê de esses factos acontecerem (D) (F) (K) (M) (Q).
– Tudo tem causas e efeitos – respondi – e se tivermos o cuidado de tentar verificar as causas, sem as atribuir a alguma culpa ou a qualquer processo não consciente, podemos verificar os seus efeitos. A partir dessa associação causal, podemos manipular as causas e verificar os efeitos e, posteriormente, até provocar os efeitos desejados delimitando as causas necessárias. Teremos algum tempo para discutir isso durante as nossas conversas.

Teríamos mais seis semanas para toda essa discussão teórica a ser aplicada na prática (B/109).

Estou a compreender que a Psicologia é uma ciência e que pode ser utilizada como tal, desde que se saibam bem os seus sucess2fundamentos.
– Parabéns pela descoberta – disse eu e ia despedir-me quando ele perguntou:

Não vai publicar isto? – perguntou-me, quase de fugida.
– Ainda não sei. Tenho de conseguir reformular tudo e redistribuir convenientemente este conjunto, tornando-o legível para o público que quiser apreender estas noções. Não sei se reparou que está tudo muito condensado. Embora os exemplos não faltem para orientar as minhas aulas, estão apresentados de maneira tão sucinta que o leitor tem de dar tratos à imaginação para seguir o meu raciocínio.

A intervenção que o Júlio teve, deu-me a noção de que eu poderia utilizar os apontamentos como um meio terapêutico válido e reed2eficaz, talvez com a apresentação de alguns «casos» típicos, como modelos a imitar, como está a acontecer agora com a colecção, alargada para os 17 livros da BIBLIOTERAPIA (Q).

Consultou todos os links mencionados neste post?

Já leu os comentáriosVisite-nos noFacebook.

Clique em BEM-VINDOS

Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIAarvore

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

 

 

 

Anúncios

Single Post Navigation

One thought on “BIBLIOTERAPIA – 18

  1. Anónimo on said:

    Quando li no fb a informação de que o livro da JOANA ia ser publicado, parecendo que era importante para a psicoterapia ou autoterapia, fiquei intrigado.
    Como é que a educação duma criança pode interferir numa autoterapia?

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: