PSICOLOGIA PARA TODOS

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CONVERSA ENTRE AMIGOS

Há dias, recebi um telefonema do meu amigo Antunes com quem não falava há bastante tempo.Biblio
Disse-me que gostaria de conversar comigo, já que não nos encontrávamos há muito.
Por isso, combinou vir à minha casa em qualquer dia útil da semana, porque os fins de semana e feriados eram reservados para os pais estarem com a filha.
Logo que o casal chegou ontem, de manhãzinha, cumprimentamo-nos efusivamente e estivemos completamente à vontade para matar saudades de vários anos.

Parte do diálogo entre mim e o Antunes, no essencial, foi o seguinte:

mario-70Lembras-te das vésperas de Natal de há muitíssimos anos (serão 15?), que vim para Lisboa com a minha mulher por causa das dificuldades da nossa filha? Foi tão boa a conversa que tivemos! (J)
− Lembro-me perfeitamente e fiquei satisfeito com o seu desfecho, porque tudo isso ajudou a mudar a vossa vida devido à boa compreensão que tiveste da psicologia e da utilização que dela fizeste, posteriormente.

Desta vez é a mesma coisa, mas numa perspectiva diferente. A nossa filha ficou no Porto para poder estar mais tempo com as amigas e colegas da faculdade que estão empenhadas em tratar do seu futuro. Aqui parece que não têm grandes perspectivas depois dos 4 anos que passámos quase a pão e água.
− Tens razão. Embora, espere que as coisas possam mudar ligeiramente agora, muitos destroços têm de ser removidos e postos Respostas-B30de lado. Oxalá que a nova maioria tenha juízo, bom senso e não se desentenda. Como sabes, a dessensibilização é mais segura do que a saciação ou (flooding) e se dermos passos muito maiores do que as pernas, podemos cair num precipício, sem Reis Magos que nos salvem do inferno em que nos meteram, a começar pelo Gaspar, que deve estar a «governar-se» muitíssimo bem (F).

− A nossa filha, que está a acabar o mestrado, com especialização em bioquímica e depois de mudar de curso, não vislumbra perspectivas futuras em Portugal. Ficou no Porto para poder «descobrir» com as amigas, algum caminho para o futuro. Os meus sogros já faleceram. No ano passado, fomos dar uma grande volta pela Europa. Embora se note lá uma vida sem muitas facilidades, parece que estão melhor do que cá. Quase todos os países parecem diferentes do nosso, até Organizar-Bos espanhóis. Mas, o que mais nos despertou a atenção foi a maior simplicidade e aparente equidade social nos países nórdicos. Não parece haver uma diferença muito grande entre ricos e pobres e entre as classes mais abastadas e as com menos posses, como acontece connosco. Verificamos isso até nos supermercados.
− Como é que avaliaste isso?

Achas que não estou muito mais observador e menos conversador ou opinador, desde que tivemos as nossas conversas (J) e eu tive de «ler» muito e «trabalhar» com a minha filha e até comigo próprio (B)?
− Então, sempre valeu a pena!

De que maneira! Agora, as coisas estão muito diferentes e até a filha está muito mais apta a encarar o mundo de forma mais Difíceis-Brealista e sem utopias. Por isso, observando todos esses povos durante quase dois meses, ela conseguiu tentar orientar as suas ambições para um dos países nórdicos. Como ela não tem cá qualquer namoro, porque se dedicou completamente aos estudos e tem duas amigas nas mesmas condições, ficaram a pesquisar e discutir tudo aquilo com que possam conseguir planear o seu futuro. Parece-me que ela está quase decidida a concorrer para algum lugar na Dinamarca ou Noruega se, pelo menos, uma das suas amigas também conseguir o mesmo.
− Julgo que a ideia não é má. E o que fazem vocês?

Psi-Bem-CComo deves calcular, já estou reformado, mas ainda vou dando alguns palpites aos filhos dos donos da empresa que necessitam das minhas experiências. Como tu dizes, a aprendizagem (F) vale muito.
− Tens razão. E o futuro?

O futuro a Deus pertence, mas somos nós que lançamos os alicerces. Por isso, como já estou aposentado e a filha já é crescidinha, a minha intenção, bem combinada com a da minha mulher, é ficarmos cá algum tempo para «ver em que param as modas». Se a filha ficar cá, continuaremos cá. Se ela fôr para o estrangeiro, ficamos cá durante algum tempo e depois pensamos resolver alguma coisa em combinação com ela. No Algarve, não temos ninguém a não ser a casa dos pais da minha mulher, isto é, dela. Está fechada, com alguém a tomar Interacção-B30conta da mesma. Podem lá ir se quiserem e quando assim o desejarem, já que não tens a da tua filha, em Lagos. A casa do Porto é nossa e podemos fazer dela o que entendermos. Se a filha se der bem no sítio para onde diz que deseja ir, sem pensar voltar para Portugal, podemos resolver, em combinação com ela, vender a nossa casa do Porto e mudarmos para lá. Até podemos ajudar a filha a adquirir uma casa e vivermos lá enquanto puder ser … e mesmo quando ela se casar e tiver família (?). Conforme a conversa que tivemos há algum tempo ao telefone, não me disseste que os pais da JOANA (D) se mudaram para a Austrália para onde ela emigrou, levando pouco depois o irmão?
− Disse e soube há bastante tempo que todos eles estavam bastante satisfeitos. Não sei se os pais também ficaram por lá, Imagina-Bdeixando a casa de Sintra para férias. Julgo que nos tempos actuais e até os mais próximos, vai ser difícil «endireitar» a vida em Portugal, especialmente com os politiqueiros que temos em abundância. Parece que se filiam em partidos, bastante novos, à procura de «tachos» e depois, «vendem-se» ou «alugam-se» aos que têm dinheiro ou negócios, para os ajudar a enriquecer ainda mais à custa do trabalho de todos nós. É isso que tenho verificado desde 2 de maio de 1974, «compulsando» a vida e o trajecto da grande maioria dos nossos políticos, governantes, empresários e negociantes. Safam-se pouquíssimos, mas a maioria é extremamente «patriota»… de boca para fora! E, nem falar é bom na comunicação social.

A minha ideia de resolvermos ir para lá, se a filha se decidir a estabelecer-se fora de Portugal, parece que está a tomar neuropsicologia-Bforma. Qual a tua opinião final? É essencialmente por isso que viemos cá para falar de viva voz.
− Quando estivemos lá, em 1986 e demos uma curta volta por Suécia e Noruega, no decurso de um congresso, na Dinamarca, depois de um longo passeio a pé pelas magníficas moradias espalhadas na região, sentamo-nos num jardim muito agradável. Ao fim de algum tempo, verificámos que era um cemitério quando vimos umas campas com lápides. Também há pouco tempo, o meu neto, que participou num festival de ginástica, disse-me que apareceram no local onde eles estavam a pernoitar, alguns polícias para mandar eliminar o barulho de músicas que eles estavam a tocar depois das 22.00 horas. Seria isso possível cá no burgo? A mentalidade é diferente. Foi também por isso que fiquei bem impressionado com os países nórdicos. O respeito pelos outros é muito importante (K). Em 1975, quando estivemos na Inglaterra e eu consegui ingressar na Ordem dos Psicólogos Britânica Depressão-Bpara exercer clinica lá, não resolvemos ficar por aí, porque a minha mulher tinha de regressar ou perderia cá o lugar. Os problemas financeiros e o dos estudos dos filhos tinham de ser bastante alterados. Nas nossas condições, naquela época, era uma grande aventura, com um risco considerável. Por isso, resolvemos continuar por cá. Mas, se fosse uns 10 a 15 anos antes, não teria dúvidas em ficar por lá. No caso da tua filha, ainda solteira, com a carreira profissional a começar e os pais disponíveis a fazerem-lhe companhia, não sei se eu hesitaria. Tenho alguns amigos da minha infância e juventude que estão na Alemanha, EUA, Canadá, Austrália, Brasil, países nórdicos, etc., que não tencionam estabelecer-se em Portugal. Dizem que estão lá muito melhor. Mas compram cá casas de férias, geralmente, no Algarve. E vocês não necessitam disso.Psicopata-B

Tens razão. Parece que estou mais animado e convencido de que temos de orientar-nos nesse sentido. Aqui há muita coisa a pôr em ordem, a começar pela prevenção contra a corrupção.
− Não existem dúvidas que temos de nos preocupar em evitar ou prevenir que estas coisas aconteçam, da mesma maneira como eu desejaria que acontecesse na saúde mental. Até já me ofereci para colaborar em algum programa desses. Mas quais são os políticos que se disponibilizam para isso? Só lhes interessa aquilo que lhes dá proveito imediato, só para eles.

Psicologia-BMas, explica-me lá como é que vais fazer para se realizar alguma coisa?
− Passo muitas horas por dia ao computador e no facebook. Apesar de não ter obtido qualquer apoio, fica a saber que eu continuarei a tratar da minha «BIBLIOTERAPIA» (Q), que é uma psicoterapia orientada com leituras de determinados livros, compreensão dos mecanismos do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social, treino de cada um para determinados exercícios e capacidade para manter os procedimentos com persistência, mesmo que, de início ou de vez em quando a pessoa se sinta desencorajada e necessite de apoio do psicólogo. Tu (B) sabes isso melhor do que ninguém, apesar de teres tido algumas «explicações». O Júlio (E), em 1980, também não foi muito ajudado e quase tudo se passou à mesa dum velho café, durante várias tardes. A Cidália (C) foi em parte também ajudada por ti, apesar de eu lhe ter dado mais apoio. A Germana, o Januário e a Cristina (L) também Maluco2conseguiram ultrapassar as suas dificuldades, cada um à sua maneira, assim como o Joel (G), a Isilda e a «nova paciente» (H). Embora os livros, que são uma compilação de tudo o que foi publicado até agora, com muitas actualizações, a ser complementados com «casos» novos, possam ajudar muito, a colaboração do próprio é muito importante para melhorar os resultados, aumentar a eficácia e não reincidir.

De facto, tens razão. Há muito coisa a fazer sem ficarmos à espera do Estado.
− Por esse motivo, além da proposta de colaboração que já fiz, vou continuando a manter os dois blogs e o facebook no qual tenho as duas páginas dedicadas ao «Centro de Psicologia Clínica» e «Biblioterapia». Irei continuando assim enquanto tiver paciência, aptidão e disponibilidade para isso, até ao meu fim…, esperando que vocês nos queiram vir Joana-Bvisitar outra vez, com boas notícias, especialmente da filha.

Já agora que acabamos de almoçar e as senhoras estão a ver televisão enquanto conversam, podemos ir ao computador para me dizeres o que fazes no facebook e nos teus outros dois blogues? Eu trabalho com o computador mas nunca vou ao fb nem aos blogues.
− Com tudo o gosto.

Ficamos bastante tempo no computador até serem horas de lanchar para eles regressarem ao Porto.Consegui-B
Foi um dia bem passado, para o Antunes me assediar com várias perguntas sobre todo esse trabalho que estava a fazer à espera de que as pessoas sejam consciencializadas de que muita da profilaxia necessária pode ser feita por cada um, em tempo oportuno e com grande efiacia.
Também lhe disse que a minha insistência numa «educação adequada» tem a sua razão de ser. Evita desequilíbrios, em vez de ser necessário reduzi-los com bastantes custos individuais, familiares, sociais e financeiros, com possíveis danos que podem não ser reversíveis.
As muitas conversas e recordações que tivemos transportaram-nos aos bons tempos em que tínhamos convivido durante pouco Acredita-Btempo, na Faculdade de Direito em 1958 e, de repente, ele lembrou-se de me perguntar qual a razão de não ser apoiado por qualquer partido político que se diz estar a «trabalhar para o bem comun.
Tive de lhe explicar que não me importava de colaborar com qualquer deles, desde que me desejasse apoiar nesse projecto, sem eu ser obrigado a filiar-me em qualquer deles e seguir ou aceitar a sua ideologia. Lembro-me de que sempre gostei do falecido Miguel Portas, muitíssimo diferente do irmoãzinho.
Acho que todos os partidos têm alguma coisa tanto de bom como de mau e o dele parece-me mais preocupado com a população. Contudo, de vez em quando «sai asneira», segundo o meu ponto de vista. A relutância em qualquer deles aceitar quaisquer coisa boa dos outros, deixa-me desgostoso. É necessário que exista abertura e Saude-Bespírito de colaboração e de compreensão para benefício da população. Contudo, preferia que qualquer das diverses associações não partidárias que existem no país, implementassem um projecto deste tipo para o bem da saúde mental e da sua profilaxia ou prevenção dos desequilíbrios.
Para entrarem em contacto comigo, tem o meu e-mail [mariodenoronha@gmail.com] ou o telefone 219 266 320.

E é tão fácil!

Ambos desejamos um Bom NATAL e um FELIZ ANO NOVO para todos.

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