PSICOLOGIA PARA TODOS

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ESCOLA / CONFLITOS – 1

A partir duma reportagem apresentada na televisão, houve várias pessoas que nos telefonaram para saber
escol-conf-cdo nosso antigo livro «ESCOLA / CONFLITOS: como evitá-los? como geri-los?» editado pela Escola Editora em 1992 e que se encontra esgotado.

Por esse motivo, a pedido dessas pessoas, que nos disseram estar interessadas na sua aquisição, vamos publicar a partir de hoje, um capítulo por dia, com o conteúdo desse livro, para que todos possam ter conhecimento do mesmo.
O título geral dos posts será «ESCOLA – CONLFITOS», sendo numerados com 1, 2, 3, 4, etc. até ao número 19.
Apesar de alguma dessa matéria tratada no livro original, ter sido incorporada nos novos livros da colecção de BIBLIOTERAPIA (Q), fazemos a sua transcrição porque, muito mais do que o «gosto» ou «like» que obtemos no facebook, interessa-nos que as informações disseminadas sejam úteis para as pessoas que as utilizarem.
Interessa-nos essencialmente esta finalidade, porque é esse o sentido de mantermos as páginas de «BIBLIOTERAPIA» e de «Centro de Psicologia Clínica» no facebook. Saude2

 

PREFÁCIO

Nem sempre é fácil ser aluno e muito menos professor. Conflitos, frustrações e desmotivações são geralmente os ingredientes neuropsicologia-Bque acompanham o dia-a-dia do docente que se interessa pela aprendizagem dos seus alunos. Contudo, também não são poucos os dias nem pequeno o número de alunos que proporcionam alegrias imensas, compensando os sacrifícios, as tristezas e as decepçöes ocorridas noutros momentos.

A causa de algumas destas dificuldades pode atribuir-se, com toda a certeza, aos deficientes programas de ensino, às instalaçöes desadequadas, à forma pouco equilibrada de avaliação de conheci­mentos, ao ambiente social degradado, ao meio familiar de numerosos discentes e à fraca preparaçäo de muitos docentes. Tudo isto pode contribuir para uma má aprendizagem e para um mal-estar acentuado em muitas das aulas. Porém, na sua labuta quotidiana, a resolução dos conflitos e a ultrapassagem das frustrações, com a alegria de ter ajudado imensas Psicologia-Ccrianças a aprenderem nõo só as matérias escolares mas uma grande dose de civismo, são um bálsamo deveras agradável na carreira do professor. Para isso, os professores têm de estar tecnicamente bem preparados e manter-se psicologicamente equilibrados (A).

Na minha função principal de professor da Faculdade há mais de 20 anos e na missão actual de orientador de cursos pós-graduados na Western Kentucky University, a preocupação fundamental tem sido sempre a de proporcionar aos futuros especialistas uma base teórica sólida, devidamente ilustrada com «casos» práticos actuais em que as vivências dos próprios são da maior importância. Porém, quando as mesmas não são suficiente e totalmente consciencializadas e racionalizadas, a aprendizagem por modelo é um outro meio de aquisição de Interacção-B30conhecimentos da maior relevância (F).

Quem melhor poderá ajudar os jovens professores senão alguns dos seus colegas mais antigos que passaram não só as fases de incerteza e receio iniciais mas também os momentos mais difíceis em que tudo parece desmoronar à sua volta após alguns anos de docência eficiente? Como ultrapassaram esses momentos difíceis? Porque se sentem hoje mais seguros e satisfeitos com as suas carreiras docentes apesar das comparticipações financeiras continuarem a ser diminutas?

É interessante conhecer o modo como resolveram as suas dificuldades, conflitos e frustrações nas aulas, sem se desmotivarem mario-70e sem abandonarem o ramo do ensino para se dedicarem a trabalhos mais remuneradores. É um assunto que dificilmente poderá deixar de prender a atenção dos que, devidamente preparados, se dedicam à tarefa de leccionar.

Em quaisquer das situações vividas, existe uma interacção humana que, por sua natureza, é dinâmica e não estática. Depende de toda a educação passada, do ambiente familiar, da situação do momento e das aprendizagens que cada um realizou com a ajuda das gratificações e punições obtidas ao longo da vida. Para justificar esses comportamentos, muitas explicações são aventadas com base em teorias psicanalíticas. Imaginando que está correcto, de que serve o diagnóstico da situação, sem a solução do problema? A resoluçäo adequada e Imagina-Borientada de frustraçães e conflitos só se poderá fazer com conhecimento e boa aplicação das leis do comportamento. E quando elas tiverem sido utilizadas em casos práticos, melhor será a compreensão da situação global, enquadrando a prática, na teoria já aprendida. Embora seja difícil apresentar dois casos «iguais», a semelhança existente entre vários, faz com que a extrapolação ajude a resolver uma situação difícil por analogia com outro caso já vivido e bem resolvido.

Falando mais concretamente nesses professores, vamos fazer incidir a nossa atenção sobre os autores desta obra. A Drª Zélia de Noronha licenciou-se em Filologia Germânica pela Universidade de Lisboa e iniciou a sua carreira docenteMaluco2 em Luanda, em 1961. Com o curso de Ciências Pedagógicas e o Estádio Pedagógico, ingressou no Ensino Preparatório, leccionando em Angola, nos Açores e em Sintra. Dedicando-se posteriormente ao ensino e integração de crianças deficientes neurológicos (I), fez um curso de especializaçäo do Ministério de Educação e cursos intensivos do Castle Priory College (Inglaterra) e da California State University, Long Beach, EUA.

Desde 1976, dedica-se ao ensino «normal» e «integrado», colaborando no CENTRO DE PSICOLOGIA CLÍNICA, onde orienta a área de Psicopedagogia. Desmotivações teve-as muitas, especial­mente porque, no ensino integrado, muito mais podia ter sido feito; os factos falam por si, sendo muito diferentes das estatísticas, números e resultados Consegui-Boficialmente apresentados. Frustrações, tem-nas imensas, mas ultrapassa-as com a experiência acumulada durante anos; os conflitos que não pode evitar são satisfatóriamente resolvidos com os conhecimentos teóricos acumulados, aliados à prática adquirida, acrescida da utilização de calma e bom senso (J). Como? (P) É esse o relato que interessa, acompanhado da vivência de diversos «casos» reais ocorridos com muitos professores.

O Doutor Mário de Noronha, com vivências iniciais diferentes na Biblioteca Nacional de Goa e na Força Aérea Portuguesa, dedicou- se ao ensino de Matemática no ciclo Preparatório em 1974 e posteriormente, à docência de Psicologia, Psicopatologia, Relações humanas, Psicopedagogia, Marketing e Modificação do comportamento, tendo alunos com idades muito diferenciadas, na sua maioria enfermeiros, professores, estudantes liceais e deAcredita-B cursos profissionalizantes. Tem o Curso Superior de Psicologia Clínica do ISPA, fez cursos intensivos em Ensino integrado e em Modificaçäo do comportamento e iniciou o doutoramento em Psicologia Clínica em 1978, que concluiu em 1980, especializando-se também em Psicoterapia.

Sendo sobremaneira realistas em tudo aquilo que fazem, os dois autores, apresentam os fundamentos teóricos do conflito, da frustração, da motivação (ou desmotivação), assim como da punição, aliando-os às leis do comportamento na prática pedagógica, através da descrição da convivência que tiveram com inúmeros alunos, professores, pais e administrativos, fazendo assim um repositório de factos e memórias que coligiram ao longo do tempo. São «casos» em que se apresenta a maneira como se resolveram ou não se solucionaram ou como se poderiam ter evitado algumas Joana-Bsituações conflituais, frustrantes ou desmotivantes (K). São situações semelhantes às que muitos docentes novos terão de enfrentar na sua carreira e que poderão servir de modelo para reduzir, evitar ou resolver com facilidade (aprendizagem por modelo e reforço vicariante) muitas situações delicadas que surgem inesperadamente a cada momento. Aquilo que os autores não tiveram possibilidade de resolver com eficiência poderá ser tentado pelos novos docentes.

Estes dois especialistas em psicopedagogia, com conhecimento de causa e os «pés bem assentes no chão», fazem uma descrição, o mais pormenorizada possível, de diversos «casos», discutindo o porquê da abordagem utilizada. São Psicopata-Bexemplos extremamente úteis para qualquer professor em exercício.

Joseph Cangemi, Ed. D. 
Professor of Psychology
Department of Psychology
Western Kentucky University

A transcrição do conteúdo do livro com este título vai continuar com a publicação do post nº 2.

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2 thoughts on “ESCOLA / CONFLITOS – 1

  1. Eu fui uma das pessoas que impulsionou as outras a telefonar para a vossa casa porque não tinha o vosso número de telefone e a convivência com a Draª Zélia, no Passos Manuel, tinha sido muito agradável e vantajosa.
    Obrigada pela ajuda porque é uma achega para a minha filha, que também é professora e está a lidar com crianças em dificuldades.
    Estamos todas a seguir a vossa publicação no blog e no facebook.

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