PSICOLOGIA PARA TODOS

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ESCOLA / CONFLITOS – 2

RELATOS e COMENTÁRIOSescol-conf-c

− Se o professor não me tivesse castigado sem razão eu não teria sido malcriado para com ele − respondeu o Aurélio muito arreliado, quando a mãe lhe perguntou por que motivo tinha ela de procurar urgentemente o Director de Turma. A mãe ouviu (somente) a versão do filho e quando foi falar com o Director de Turma abordou-o «com algumas pedras na mão». Como resultado de tudo isto, o mau relacionamento entre os pais do aluno e os professores foi aumentando até que….

Seria possível evitar esta situação conflitual? Dependeria só dos professores? Só dos alunos? Só dos pais? Ou da «participação» de todos? Se cada um tivesse um pouco de bom senso e soubesse concretamente como as coisas tinham acontecido, talvez a situação não se degradasse tanto ou surgisse um desfecho muito diferente (F) (K).

 

− Nunca mais quero o Felício nas minhas aulas − exclamava a professora, cheia de raiva e de mágoa pelo tratamento que neuropsicologia-Brecebera do aluno. − Sempre soube cumprir as minhas obrigações nos meus 15 anos de ensino e ouvir uma resposta destas daquele fedelho é demais. Os pais que o eduquem.

Os pais achavam que o filho era um portento e que as aulas eram muito mal dadas pelos professores visto que não sabiam motivar os alunos.
Esta ocorrência única, ao fim de tantos anos de docência não seria uma «anormalidade» para aquela professora? Os pais do rapaz, ricos e «bem colocados na vida», não estariam a educar mal o seu único filho? Chamá-los à realidade talvez fosse uma missão prioritária (L). Porém, a quem competiria essa tarefa? Que futuro para o rapaz que tinha uma má relação com a maioria dos professores quando todos os seus colegas de turma se Difíceis-Bportavam com a maior cordialidade e amizade para com eles? (D)

 

− Porque é que o meu filho havia de se meter na droga? − lamentava-se a mãe e acrescentava: − Como se não bastasse, o meu marido abandonar subitamente a família, este meu único filho, sempre bom aluno, dá-me agora o maior desgosto de toda a vida.

Os professores já tinham notado algumas perturbações no aluno durante as aulas. A única coisa que o «salvava» era a sua Psicologia-Cóptima memória e o bom nível intelectual; caso contrário, o insucesso escolar já se teria notado há muito mais tempo. Os pais tinham sido chamados pela Directora de Turma que não os conseguiu convencer que algum problema familiar ou extra-escolar poderia estar a afectar este aluno sempre bem sucedido na parte académica.
O que é que se poderia ter feito neste caso? Que colaboração seria necessária e de quem? Existiriam «meios» para isso?

 

Interacção-B30“O meu filho não teria «chumbado» na disciplina de Português se o professor fosse mais competente (ou menos incompetente). Quando é que os professores serão todos, de facto, profissionalizados e se deixará de utilizar a mão de obra barata dos malfadados «miniconcursos»?” Este era o grito de revolta de uma mãe, que sempre acompanhara o filho nos estudos e desejava para ele uma carreira académica brilhante. Com muita mágoa por não ter conseguido estudar e concluir um curso superior quando era mais jovem, esta senhora sabia que alguma coisa poderia ser feita para evitar descalabros como este.

A «culpa» seria do professor, do seu filho, da escola, do sistema, da família ou dos políticos que se preocupam mais com Saude-Bpromessas em tempo de eleições e obras de fachada nos períodos de governação?

 

− Nunca mais vou concorrer para esta escola – dizia o Professor Bernardo, já farto de «correr» escolas (tinham sido 6 nos últimos 7 anos), a fim de conseguir a sua colocação perto da casa que herdara dos pais. Professor de Trabalhos Oficinais, dizia que o seu ordenado não chegava para alugar uma casa e manter a dos pais ou ter dinheiro e tempo para transportes públicos para além de 100 quilómetros diários. Possuindo habilitação própria, custava-lhe aceitar esta situação e compreendia que a sua raiva e frustração eram «deslo­cadas» para as aulas e para os Biblioalunos (A). Como evitar a sensação de depressão e inutilidade que sentia?

O psicólogo que consultara, pagando as despesas do seu magro bolso, dizia que as soluções deveriam vir dele próprio ou da Organização que o contratara. Como? (H)

 

“Vim ontem da reunião da escola muito desiludido. O ano passado, a minha filha, que sempre passou com notas razoáveis, «chumbou» porque teve pouquíssimas aulas e professores «modernos» que deixavam os alunos totalmente à mario-70vontade e sem orientação nas aulas. Este ano, para cúmulo da desgraça, os novos pavilhões da escola que deveriam estar prontos até fins de Setembro, depois das eleições, não funcionarão, segundo consta, antes de 15 de Novembro. Quanto tempo de aulas terão os alunos e que professores lhes «sairão na rifa»? Teremos mais uma vez os do miniconcurso ou os modernistas que não desejam senão passar o tempo a dar aulas?” Estas considerações eram de um pai que não se conformava com a perda de ano da sua única filha que sempre fora uma aluna razoável.

Que medidas tomar para evitar este tipo de situações e prejuízos que afectam o bom rendimento nacional a todos os níveis nas diversas camadas sociais? As falhas no ensino e no bom equilíbrio da personalidade pagam-se com um Acredita-Bsubdesenvolvimento a todos os níveis e Portugal não se tem eximido e esta «fatalidade».

 

Rogério «estava doente». Sentia-se mal, principalmente nas aulas e, além de dores de cabeça, apresentava problemas gastro-intestinais. O médico de família já o mandara consultar diversos especialistas que, com análises, radiografias, electrocardiogramas e electroencefalogramas nada de anormal descobriram no rapaz. Resolveram então enviá-lo à psiquiatria. O psiquiatra, apercebendo-se do problema, aconselhou avaliações psicológicas e psicoterapia. A família do Rogério dava-se relativamente bem. O Rogério tivera algumas dificuldades nosConsegui-B estudos, receando-se até que perdesse a 4ª classe e o 6º ano, que finalmente conseguiu passar com apoio extra-curricular. No 8º ano, como repetente, foi incluído numa turma onde se sentia desinserido; grande parte dos colegas não estudava e dedicava-se à delinquência e à droga.

Exceptuando um professor que os alunos diziam que «tinha cabeça», apesar de ser bastante directivo mas apoiante, os outros não conseguiam manter a ordem nas aulas e muito menos ajudar os alunos a aprender. Tudo isto se repercutia no fraco rendimento escolar do Rogério, nas más informações dos professores e na constante ansiedade dos pais com medo de novo insucesso do filho.
Com a avaliação psicológica, verificou-se que Rogério tinha alguns défices cognitivos que deveriam ter sido reeducados Maluco2durante os primeiros 6 anos de escolaridade (M). Ao fim de algumas sessões psicoterapêuticas, concluiu-se que a causa dos problemas psicossomáticos do Rogério se situava no contexto escolar, tendo origem em conflitos intrapsíquicos. Apesar das dificuldades reveladas, o Rogério tinha de se sujeitar a um ensino que era frustrante. Além desse currículo escolar ser inadequado para as suas capacidades, os próprios professores pareciam inseguros na matéria e incapazes de conduzir uma aula em boas condições, os colegas da turma eram alunos psicologicamente perturbados, os pais não compreendiam a situação e ele próprio nunca tinha recebido o apoio necessário.
Quando foram informados pelo psicólogo das dificuldades do Rogério e da falta de apoio adequado e atempado, os pais Imagina-Bdiziam:
− Se tivéssemos sabido mais cedo! Porque é que a escola não tem o apoio indispensável e todo um corpo de docentes, devidamente treinado como os outros profissionais de engenharia, medicina, advocacia, etc? Como é que os alunos irão «render» nestas condições? Resta-nos a consolação do nosso filho não ter enveredado pela «droga»!

O Conselho Directivo da escola, já quase no fim do ano lectivo, lamentava-se:
− Podiamos ao menos não o ter incluído na turma em que se encontra. Que mais podemos fazer sem Depressão-Bautonomia, com constantes directrizes superiores a manietar qualquer acção mais ousada e sem fundos suficientes próprios para cada escola os gerir como achar melhor? Também, com os professores e outros técnicos impostos pela «estrutura», sem poder afastar os menos capazes, pouco ou nada se consegue melhorar!

Como reduzir estas dificuldades e melhorar a qualidade do ensino?

A transcrição do conteúdo do livro com este título vai continuar com a publicação do post nº 3.

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