PSICOLOGIA PARA TODOS

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ESCOLA / CONFLITOS – 8

CONFLITOS DIVERSOSescol-conf-c

 

Pais – Alunos

Muitos conflitos surgem entre pais e alunos. Por vezes, os pais entram em conflito com alunos que não são seus filhos, atribuindo-lhes as culpas de diversas «desgraças» que acontecem aos seus próprios filhos. Assim, não é raro os pais atribuírem as notas baixas dos filhos às suas más companhias. Contudo, parecem esquecer-se que foram os próprios filhos que as escolheram, apesar de educados por tão bons progenitores (B).

Por exemplo, o pai de um rapaz que se iniciara na droga atribuía o facto aos colegas dele que o tinham arrastado para isso. Por mais que os psicólogos e o Centro de desintoxicação lhe quisessem demonstrar que não era verdade, não admitia que no modo de relacionamento familiar houvesse a mínima razão para que o rapaz se deixasse envolver pela companhia de colegas que se drogavam. Porém, o neuropsicologia-Bproblema situava-se, de facto, no seio familiar como muito mais tarde se conseguiu «provar» a este pai «tão saudável», a quem poucos fami­liares «aturavam» sem ser por obrigação (D).

Lembremo-nos que os professores também são pais, e os seus filhos alunos. É geralmente o mau relacionamento entre pais e filhos, a falta de autoridade daqueles ou uma deficiente maneira de educar, que são responsáveis pelos conflitos. Nenhum professor gosta que um aluno entre pela sala dos professores, aos gritos, a pedir o que quer que seja. Se esse professor fôr por acaso pai, também esse aluno pode ser, por acaso, seu filho.

Psicopata-BPara não nos afastarmos muito do ambiente escolar, vejamos um exemplo. A maior parte de filhos de professores frequentam a escola onde os pais se encontram a leccionar. Os professores, pais ou mães, que têm os filhos na mesma escola onde leccionam, gostam certamente de saber como os seus filhos se comportam e de os acompanhar ou ajudar em tudo o que fôr possível desde que isso não vá colidir com as regras estabelecidas na escola e que são para todos os alunos. No entanto, muitas vezes, nem tudo corre bem ao longo do ano lectivo porque a alguns desses pais, apesar de professores falta, por vezes, o bom senso e os conhecimentos sobre a educação das crianças. Por isso, já tem acontecido que, algumas vezes, um aluno filho de professor entrar pela sala de professores, chama em voz alta pela mãe ou pai e ouvir-se depois em voz também muito alta, uma repreensão ou um Psicologia-B“não” em resposta ao desejo de ter mais dinheiro para comprar bolos ou chocolates. Se por acaso isso acontecesse pela primeira vez, os pais poderiam sair com o filho da sala de professores e explicar-lhe como deveria proceder. Primeiro pedia licença para entrar, falava baixo com o pai ou mãe sem incomodar os outros e pedia-lhe que saísse da sala para poderem conversar. É o que qualquer outro aluno deveria fazer com um professor.

Temos aqui um conflito em que um pai não gosta do comportamento dum aluno, mas, por vezes, não é capaz de o eliminar ou reduzir quando está a acontecer com o seu próprio filho.Interacção-B30

Muitas vezes também estas crianças são tratadas (até dentro das aulas) com mais deferência do que quaisquer outras e, nos intervalos ou na cantina recebem dos empregados um tratamento diferente ainda que eles, às vezes, sejam «pouco educadas». Existem, felizmente, muitos professores que, na sua actuação na escola, comportam-se como professores dos seus filhos (em vez de se comportarem como pais, muito condescendentes), tratando-os da mesma maneira como tratam os restantes alunos.

Acabar com conflitos dependentes de privilégios e «falta de educação» é uma tarefa que cabe a todos, mas especialmente aos Joana-Bprofessores que deveriam servir de modelos de imitação (F).

 

Pais – Professores

A colaboração entre pais e professores é importante, especialmente no que respeita à educação cívica dos alunos. Muitas vezes os pais se ressentem das advertências dos professores ao comporta­mento dos alunos que, por hábito já adquirido em casa, se portam de maneira pouco correcta. Por exemplo, mastigar pastilha elástica nas aulas, vestir Acredita-Be despir os agasalhos no decurso da aula e sem o mínimo respeito pelos outros, sair do seu lugar sem autorização do professor, atirar as coisas pelo ar dum lugar para outro, sair da sala sem pedir licença, etc. Tudo isto, além de prejudicar o bom rendimento da aula, demonstra falta de respeito pelos outros. Os pais são os principais responsáveis por estes comportamentos que, geralmente, dependem da educação dada à criança. Contudo, também são os pais a exigir que os outros alunos não perturbem as aulas e que deixem os seus filhos tirar o máximo proveito da escolaridade; desejam também, muitas vezes, que eles tenham boas notas apesar de pouco ou nada colaborarem na aprendizagem necessária (M).

Consegui-BEstes e outros são geralmente pontos de conflito entre pais e professores que, mais do que ninguém, desejam a colaboração e a compreensão dos pais para que as aulas e a aprendizagem sejam cada vez melhores. Para evitar estes conflitos e para que os pais possam colaborar o melhor possível, é recomendável que os professores e outros especialistas em comportamento humano mantenham com a família dos alunos uma interacção constante e de permanente informação e sensibilização. Deste modo, talvez se consigam evitar desentendimentos que podem ser prejudiciais tanto para o ensino e aprendizagem escolares como para o bom desenvolvimento da personalidade do discente. Muitos comportamentos que se aceitam em crianças não são desculpáveis nos adultos. Se o adolescente não estiver habituado e apto e suportar frustrações, poderá ter uma vida bastante Difíceis-Bperturbada porque numa sociedade «normal» as frustrações são uma «normalidade» mais do que uma excepção.

A consulta de livros adequados que tratam da comunicação, observação, compreensão e modificação do comportamento e interacção humanas, com base científica, experimental e aplicada, pode ser um modo de evitar ou reduzir muitos conflitos não só entre professores e pais,, mas entre quaisquer indivíduos. Neste caso, a utilização dessas normas é essencialmente relevante porque permite, além do mais, a potenciação das capacidades e do bom desenvolvimento da personalidade dos alunos (K).

Saude-B

 

Pais – Sistema

 O sistema de ensino em que estamos inseridos contém falhas que, muitas vezes, podem ser atenuadas evitando alguns conflitos que surgem entre os pais e o próprio sistema.

As inúmeras turmas que enchem as nossas escolas secundárias de hoje, quer pertençam ao turno da manhã quer ao da tarde, mudam constantemente de sala para terem as suas aulas.

Maluco2Numa escola da província, os pais dos alunos que frequentavam uma dessas turmas entraram em conflito com o sistema, personalizando-o no Director de Turma que os obrigava a deslocarem-se constantemente à escola para tratarem de assuntos sempre relacio­na­dos com o comportamento dos seus educandos.

Aproximadamente ao fim de 2 anos de imensas caminhadas dos pais para a escola e de muitas entrevistas com o Director de Turma, houve necessidade de manter a turma acima referida com aulas sempre na mesma sala porque havia um novo aluno que tinha de se deslocar em cadeira de rodas. Aconteceu que durante todo esse ano lectivo, nesta turma, os problemas de comportamento dos alunos diminuíram consideravelmente e, por isso, os pais não Depressão-Btiveram necessidade de se deslocar à escola com tanta frequência. Isto, porém, não se verificou nas outras turmas do mesmo ano e turno. Parece-nos que o facto da turma ter uma sala onde se efectuava a quase totalidade das suas aulas e que, por consequên­cia, passou a considerar como sua, ajudou imenso a melhorar o comportamento dos alunos em geral.

Actualmente, embora exista uma Acção Social Escolar, há ainda muitos encarregados de educação que dificilmente podem despender do dinheiro necessário para a compra dos livros escolares. Com dificuldade e algum sacrifício, esses livros são comprados mas, no ano seguinte, grande parte dos mesmos passam a ser Imagina-Bsubstituídos por outros ainda mais caros. O problema repete-se todos os anos e os livros que serviram para o filho mais velho em determinado ano lectivo já não servem para o mais novo o utilizar no ano seguinte. Entretanto, os livros vão continuando a encarecer e os encarregados de educação interrogam-se: − Ensino obrigatório gratuito? Quando? Dizem que todas as crianças têm direito à educação e que a escola ajuda o desenvolvimento das suas capacidades e criatividade. Como? Se não forem os pais a pagar aquilo que é indispensável e que hoje em dia é o mais dispendioso em todo o processo educativo − os livros − como desenvolver essas capacidades?

Perante tal situação, podem surgir conflitos que nem sempre eclodem com violência mas que vão «roendo o espírito» daqueles Psi-Bem-Cque desejam o melhor para os seus filhos. Além disso, os professores que na escola ajudam os alunos a aprender, nem sempre correspondem, tanto cientificamente como na sua relação humana e orientação do comportamento, ao que os pais desejariam ou teriam imaginado para os seus filhos. Portanto, é provável que estes pais entrem facilmente em conflito com o sistema porque a educação e a instrução que estão a ser ministradas aos filhos não são adequadas, tornando-se, por isso, uma fonte de desagrado.

Porém, terão os pais conseguido ajudar os filhos a ter conhecimento das regras básicas indispensáveis a uma «boa educação» para que ela possa ser continuada na escola? (E)

Nessa «fonte» de desagrado o alvo mais fácil de atingir são os professores e, deste modo, toda a revolta dos pais recai sobre
Organizar-Beles. Por isso e para sua própria «defesa», compete aos professores exigir que o sistema se modifique e se actualize, sendo-lhes dadas todas as condições para que o ensino por eles ministrado seja válido, tanto sob o ponto de vista científico como pedagógico e humano.

As opções de cursos profissionais ou profissionalizantes bem escolhidos e orientados podem ser uma solução para a redução de casos de insucesso verificados na escola «tradicional» em que se exige aos alunos a aprendizagem de matérias que nada significam para eles nem lhes proporcionam qualquer tipo de satisfação. Há mais de duas décadas iniciaram-se soluções que, por demagogia, falsas percepções e preconceitos estéreis de quem ficou com o poder nas mãos, se inutilizaram sem nada de bom em sua substituição.Respostas-B30

 

Alunos – Sistema

Tal como foi dito na primeira parte deste capítulo (Pais − Sistema), são muitas as lacunas no nosso sistema educativo que, na maior parte das vezes, prejudicam grandemente o funcionamento das instituições, ocasionando estados de espírito profícuos a conflitos quer nos alunos quer nos professores. Por exemplo:mario-70

▪ Devido à necessidade constante de mudar de sala de aula, os alunos não têm um lugar onde deixar as suas pastas e outro material escolar, o que colide exactamente com a necessidade de tempo livre no momento do recreio.

▪ Enquanto esperam pelo professor junto da porta de cada sala de aula, há geralmente brincadeiras agressivas, brigas, empurrões e questiúnculas que muitas vezes se transformam em conflitos interpessoais e frustrações.biblio-b30

Um exemplo elucidativo do que ficou exposto, passou-se numa escola de periferia de Lisboa.

Ouviu-se o toque da campainha para a entrada nas aulas. Os corredores estavam cheios de alunos que, com as suas pastas, esperavam a chegada do professor para entrarem nas salas de aula. Uns empurravam-se, outros corriam e alguns brincavam. Entre os que brincavam, havia um grupo que, em círculo, jogava com uma pequena bolsa daquelas que hoje em dia os jovens gostam de usar em volta de cintura. Entretanto, uma pro­fessora que passava pelo corredor e se dirigia ao piso superior, apanhou com a bolsa num dos ombros. Não magoou muito, masSuces-esc-B se acertasse noutro local poderia ter sido grave. A professora inclinou-se e apanhou a bolsa enquanto um dos alunos que estava no círculo se lhe dirigiu. Em seguida, estabeleceu-se o seguinte diálogo:
− «Setora», dê-me a bolsa.
− A bolsa é tua?
− Não.
− Quem atirou a bolsa?
− Não sei. Mas dê-me a bolsa.
− Está bem. Não há problema. Quando souberes quem atirou a bolsa e a quem ela pertence, vens dizer-me e eu devolvo-ta.Apoio-B
Entretanto a professora seguiu para a sala de aula e entrou. Mal tinha começado a aula, alguém bateu à porta, entreabriu-a e pediu licença para entrar. Era o aluno que se tinha dirigido à professora a pedir a bolsa e vinha acompanhado de outro rapaz.
− Então?
− «Setora». Este foi o aluno que atirou a bolsa e… a bolsa é minha. Foi sem querer, nós estávamos a brincar.
− Está bem; eu sei que não foi de propósito e tal como prometi vou devolver-te a bolsa. Mas é bom não esquecerem que, em primeiro lugar, o corredor não é sítio para brincar nem para correrias. Em segundo lugar, há dois pátios de recreio bem grandes onde podem brincar absolutamente à vontade. Finalmente, não é necessário mentir.reed-como-b
− Adeus «Setora», a gente não se esquece.
− Adeus.

Neste caso, cada turma necessitava de mudar constantemente de sala como em muitas outras escolas. No entanto, esta escola tinha pátios de recreio, campos de jogos, biblioteca e sala de convívio adequados onde os alunos pudessem estar durante os intervalos. Se os professores ao ouvirem o toque de entrada não demorassem, a sua chegada às aulas seria uma grande ajuda para evitar o início de vários conflitos.

O bom senso, o comportamento e a relação que a professora conseguiu estabelecer com aqueles alunos, embora não Adolescencia-Bpertencessem a nenhuma das suas turmas, evitaram qualquer início de conflito. Muitos conflitos semelhantes ocorrem em diversas ocasiões só porque o sistema tomou decisões pouco acertadas sem ter em conta diversos factores que afectam os alunos em questão, como por exemplo: capacidade de esperar ordeiramente durante muito tempo, manter longas bichas para entrar no refeitório, deixar de brincar nos momentos de espera, mudar constantemente de sala.

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