PSICOLOGIA PARA TODOS

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ESCOLA / CONFLITOS – 13

RESTRINGIR AS PUNIÇÕESescol-conf-c

Muitas vezes, os professores, talvez pela sua deficiente preparação psicopedagógica ou também por razões de ordem pessoal ou de desequilíbrio psicológico, dão origem a conflitos desnecessários e totalmente evitáveis. São situações que vale a pena eliminar do nosso panorama escolar a fim de tornar o ensino mais eficiente, compreensivo e edificante (F).

Muitos professores não conseguem manter o mínimo de disciplina nas aulas, tendo a tendência de «culpar» sempre os alunos pelos distúrbios que são cometidos. O «caso» seguinte pode ilustrar essa afirmação, que não é muito rara, mas que para bem do ensino necessita ser evitada ou reduzida ao máximo.

Numa escola pequena em que as condições de recreio eram mínimas, aconteceu o seguinte:

Nas aulas de Matemática do 7º ano, de acordo com o que a professora afirmava, os alunos estavam sempre a distrair-se, a conversar, andavam de um lado para o outro e faziam trabalhos de outras disciplinas. As Interacção-B30admoestações da professora eram frequentes mas não afectavam os alunos que «faziam orelhas moucas» a todas as suas advertências.

 

Tentando compreender a situação gerada nas aulas, podia-se concluir o seguinte:

  1. a) Se os alunos atendessem às admoestações da professora, deixariam de se divertir nas aulas e não teriam, para eles, algo de agradável em sua substituição.Psicologia-B
  2. b) Se não atendessem às admoestações da professora, poderiam continuar a divertir-se, sem qualquer problema.

Em qualquer dos casos, o aproveitamento escolar era secundário para quem ainda não estava na idade de medir bem as consequências dos seus actos e dos prejuízos que isso traria no futuro.

Porém, uma vez, a professora, já bastante saturada com o comportamento dos alunos, querendo acabar com toda aquela confusão e julgando que com uma ameaça definitiva os iria pôr em ordem, disse-lhes:Joana-B

“Se não estão calados, ou saem vocês da aula ou saio eu!”

O resultado foi a professora ter de sair, continuando os alunos na sala de aula.

Se analisarmos bem este «caso», verificamos que a professora não teve o cuidado de medir as consequências das respostas possíveis do conflito em que colocara os seus alunos (K). Saindo a professora, eles poderiam continuar a divertir-se na aula sem qualquer punição. Saindo eles, provavelmente, não teriam lugar tão bom como a sala de neuropsicologia-Baula para poderem brincar e não queriam ser punidos com isso. Os alunos avaliaram as vantagens e verificaram que as desvantagens eram nulas: o problema era «dela»; com ou sem professora podiam continuar a divertir-se na sala de aula.

Resta-nos agora avaliar o comportamento da professora fazen­do determinadas perguntas que nos poderão elucidar suficientemente na elaboração do perfil indispensável a um docente:

− Para ser professor, basta somente saber a matéria?

− Se o «emissor» não transmitir a mensagem com correcção, como é que o «receptor» irá receber a informação que se deseja Auterapia-B30veicular?

− Se o emissor não tiver o «feedback» necessário, como poderá saber se a mensagem está a ser bem transmitida e recebida de acordo com os seus desejos?

− Se existirem dúvidas ou ambiguidades em relação ao conteúdo (expresso e latente) da mensagem, qual será a parte recebida e de que maneira será percebida pelo interlocutor?

− Se houver necessidade de resolver um conflito, qual o ser humano que não vai aproveitar as vantagens que lhe são oferecidas biblio-b30pela situação conflitual, tentando evitar ao máximo as desvantagens que a mesma proporciona?

− Se houver que escolher entre uma gratificação (brincadeira sem punição) e uma punição (sair da sala de aula e não poder brincar tão bem) qual o ser humano que não deixará de optar pela gratificação?

 

Analisando fria e objectivamente sob o ponto de vista científico o comportamento da professora envolvida neste caso, verifica-se que houve da sua parte uma total falta de lógica e, provavelmente, de controlo emocional, além do Difíceis-Bdesconhecimento das leis do comportamento humano e da não utilização do bom senso que é indispensável, especialmente em situações desta natureza. Apesar de ser casada e com filhos, este incidente faz pressupor que a sua «autoridade» (não confundir com autoritarismo), mesmo em casa, era muito reduzida.

Para que uma pessoa possa ter essa «autoridade», é indispensável que possua autoestima, autovalorização, autonomia e respeito por si própria, utilizando uma grande dose de lógica e de bom senso em todos os actos que praticar (P) (Q).

Maluco2“OU SAEM VOCÊS OU SAIO EU” foi uma «saída» causadora de um incidente desagradável que a fez pensar em desistir da docência para se dedicar à gestão de empresas.

Afinal, nem todos «nascem» para ser professores!

A transcrição do conteúdo do livro com este título vai continuar com a publicação do post nº 14.

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