PSICOLOGIA PARA TODOS

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ESCOLA / CONFLITOS – 14

MOTIVAÇÃOescol-conf-c

 

A palavra motivação significa etimologicamente um conjunto de forças que originam o movimento. Quando associadas ao comportamento, significam um conjunto de situações energéticas que ocasionam uma determinada conduta ligada a um objectivo ou finalidade. Bindra e Stewart (1971) dizem que o termo «motivação» não parece ter sido utilizado por psicólogos estruturalistas de tradição Wundtiana (E). O termo foi aparecendo com frequência por volta de 1880 nos escritos dos psicólogos ingleses e americanos com orientação funcionalista. Assim, em 1884, Sully (Bindra e Stewart, 1971) diz que o desejo que precede uma determinada acção deve ser considerado como “a sua força motriz, estímulo ou motivo”. Dewey diz que “um desejo, quando escolhido, transforma-se em motivo”.

Contudo, qual a força que nos leva a escolher somente alguns desejos que se transformam em «motivos»? Bindra e Stewart (1971) fazem uma resenha de diversas teorias sobre motivação, apresentando-a como:Interacção-B30
♦ instinto
♦ pulsão
♦ consequência do reforço
♦ incentivo à estimulação.

Motivação como instinto: os instintos são os instigadores de certas acções primitivas dos animais, diferenciando-se das acções voluntárias características do homem. McDougall, Freud, Lorenz e Tinbergen, utilizando este Psicologia-Bconceito, apresentam o instinto como uma entidade psicofisiológica, constituida por processos fisiológicos geradores de energia e orientadores de direcção que, produzem conjuntamente todas as formas de comportamento, animal ou humano, primitivo ou inteligente.

Motivação como pulsão: Woodworth, em 1918, introduziu o conceito de pulsão, porque certas situações manipuladas na experimentação, com privação de alimento e indução do estro, facilitavam a ocorrência de diversas respostas, algumas delas aprendidas. Consequentemente, Carlson, Cannon, Richter e Warden, conceptualizam a Joana-Bpulsão como um estado específico biológico originado por consequências fisiológicas que alteram certas funções viscerais. Assim, a motivação poderia ser produzida por necessidades homeostáticas que se baseiam, segundo Cannon, no equilíbrio do meio interno (fisiológico). Enquanto inicialmente foram consideradas somente as pulsões biológicas (fome, sede, sexo e dor), posteriormente, Dollard e Miller, desenvolveram o conceito de pulsão secundária para enquadrar os complexos comportamentos humanos.

Motivação como consequência de reforço: Spencer, introduziu inicialmente a ideia de que as acções, quer dos animais neuropsicologia-Bquer dos homens eram influenciadas e modificadas pelo prazer e pela dor. Apareceram assim as leis de Thorndike. Spence, nos anos 50, demonstrou que certas condições de reforço eram necessárias para a origem de um factor motivacional aprendido.

Motivação como incentivo à estimulação: Troland, nos anos 30, introduziu a ideia de que certos estímulos e suas configurações são intrínsecamente agradáveis ou desagradáveis a indivíduos de certas espécies e que esses incentivos à estimulação geram motivação no animal, instigando-o a acções de
aproximação ou de fuga em relação aos próprios incentivos.

Difíceis-BRevendo todas estas teorias, Bindra e Stewart (1971), apresentam uma interpretação integrada de motivação e reforço, com base na descoberta de que a estimulação eléctrica de certos locais cerebrais não só produz efeitos gratificantes ou de recom­pensa pela acção desempenhada mas também motiva o animal a envolver-se em acções que conduzem à estimulação posterior. Sabemos, também por experimentações já realizadas, que a estimulação eléctrica, quer produzida naturalmente, quer induzida do exterior, pode provocar acções ou comportamentos do tipo consumatório (comer, beber, ter actividade sexual, etc.). Em resumo, na recompensa de uma resposta, existe o princípio fundamental da motivação.

Acredita-BPara se poder sistematizar melhor a motivação, Berelson e Steiner, citados por Pereira (1975), classificam os «motivos» em: primários, gerais e secundários ou sociais.
Os motivos primários não são aprendidos e reduzem-se a actividades biológicas e fisiológicas:
♦ os positivos ou de suprimento regulam actividades homeostáticas (fome, sede, sono);
♦ os negativos ou de evitamento, evitam situações passíveis de causar lesão ou dano no organismo (queimaduras, dores);
♦ os de manutenção da espécie relacionam-se com tudo aquilo que diz respeito à conservação da espécie (actividade migratória, sexual, cuidados com as crias).Imagina-B
Os motivos gerais, não têm origem biológica demonstrável nem parecem ser aprendidos. Os motivos de curiosidade, manipulação, actividade, afectividade e competência que verificamos nos animais, são particularmente observáveis no decurso do desenvolvi­mento das crianças. Quando elas têm muita estimulação relacionada com os motivos gerais, conseguem um desenvolvimento superior ao das outras, podendo-se
concluir daí que a riqueza da estimulação do meio ambiente sobre o ser humano exerce influência positiva nas suas aprendizagens, cognições e criatividade.
Maluco2Os motivos secundários ou sociais são essencialmente aprendidos e podem-se classificar em segurança, afiliação, sucesso, poder e estatuto.

A hierarquia das necessidades, de Maslow, refere-se à totalidade destes motivos categorizando-os de modo a serem uns mais importantes do que outros. A pessoa humana, depois de satisfazer as suas necessidades fisiológicas (primárias), vai desejando a satisfação de outros motivos como o de segurança, amor e pertença, estima, saber e experiência artística, para terminar na autoactualização ou autorrealização, que é o nível integrativo superior (Pereira, 1975).Saude-B

Os alunos também necessitam de ter motivação para prosseguirem nos seus estudos; esta baseia-se nos motivos de curiosidade e competência, a fim de se conseguir dominar o saber e a experiência com a finalidade de obter sucesso e autorrealização. Quando estas motivações não existem na escola e até a segurança dos próprios alunos está ameaçada com desavenças e com falta de afectividade dos seus familiares, instala-se a desmotivação, quiçá o conflito, a frustração e a depressão aprendida. O mesmo acontece quando existe falta de curiosidade para aquilo que se está a estudar ou ameaça de não se obter sucesso. Não raras vezes, a falta de segurança pode ser a causa da Consegui-Bdesmotivação total para o estudo das matérias cujo conhecimento é a chave do sucesso, passando a ser o factor primordial do insucesso (F) (K).

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