PSICOLOGIA PARA TODOS

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ESCOLA – CONFLITOS – 18

RESUMO DE PROCEDIMENTOSescol-conf-c

Tendo procurado conglomerar as práticas comportamentais apresentadas, exemplificando-as com «casos» nos diversos capítulos antecedentes, vamos tentar sistematizar e ordenar num só corpo os procedimentos que, em nosso entender, achamos necessários quando existe algum conflito, sua suspeita ou possibilidade de eclosão em qualquer momento da vida escolar ou extra-escolar do professor (Q).

  1. Mantenha a calma

Quando, por qualquer razão, nos encontramos irritados, deprimidos, frustrados, desiludidos ou «nervosos», as nossas percepções alteram-se e não conseguimos entender os factos tal como se apresentam, havendo tendência para os distorcer no sentido que mais nos convém, isto é, de acordo com os nossos «pré-conceitos». Atribuimos a qualquer coisa valores que de facto não tem e que os interlocutores não atribuíram (P). Antes de tudo, tente relaxar-se, ganhar calma e só depois observar os factos com objectividade. Se não consegue ganhar calma e estabilidade emocional logo mario-70após a vivência de uma situação traumatizante, cho­cante, inesperada ou fora do vulgar, tente praticar sistematicamente o relaxamento a fim de desenvolver essa capacidade e recuperar facilmente duma situação «estressora» (B).

  1. Observe os factos com objectividade

Infelizmente, estamos habituados a observar o mundo que nos rodeia de um modo já pré-concebido, exclusivamente segundo o nosso ponto de vista. As nossas crenças e valores interferem na observação dos factos. Esta nossa distorção verifica-se até na linguagem, pelo valor ético ou moral que atribuímos a termos que, sem Acredita-Bqualificação suplementar, deveriam ter significação mais restrita. Por exemplo, personalidade quer dizer maneira de ser de um indivíduo; essa maneira de ser necessita de ter um qualificativo. Porém, quando dizemos que determinada pessoa tem personalidade, queremos, geralmente, significar que tem uma maneira de ser forte. Na realidade, ninguém pode deixar de ter personalidade; porém, a mesma pode ser neurótica, psicótica, esquizofrénica, obsessiva, fóbica, equilibrada, desequilibrada, «normal», «anormal», saudável, etc. (A). Este qualificativo é imprescindível. Dizemos também que uma pessoa «tem cultura», quando queremos significar que é mais instruída. Do mesmo modo como atribuímos a uma palavra um valor que ela não possui, fazemos uma observação com a atribuição de valores éticos e morais de bom, mau, lícito, ilícito, verdadeiro, falso, etc. que reduz a Saude-Bfidedignidade e objectividade que uma observação científica deve possuir. Portanto, a ingenuidade e a ausência de ideias preconcebidas são características fundamentais para que uma observação seja objectiva e fidedigna tal como é efectuada com registos ópticos ou sonoros através da fotografia, registo magnético, cinema ou vídeo (J).

  1. Registe tudo aquilo que for possível

Se tivéssemos à mão gravadores, máquinas fotográficas ou de filmar, talvez o registo da observação fosse fidedigno. Porém, na falta desses meios, a anotação das palavras, gestos, postura, frequência com que os factos ocorrem bemImagina-B como uma descrição pormenorizada dos mesmos são uma solução útil para a análise da situação e da tomada de decisão.

  1. Faça uma análise sem preconceitos

Quando determinados factos ocorrem, especialmente conflitos e frustrações, existe o envolvimento de mais do que uma pessoa. Cada pessoa tem as suas vivências, percepções e valores e irá agir de acordo com os mesmos. Na análise, é necessário tomar em conta todos estes pontos de vista diferentes que determinam as percepções e as motivações das pessoas envolvidas. Portanto, numa análise cuidada e escrupulosa, como é necessária, a conjugação de todos neuropsicologia-Bestes factores irá conduzir à compreensão da situação.

  1. Compreenda a situação global

Na compreensão da situação é necessário ter em conta os valores, as crenças e os preconceitos dos outros. A intencionalidade de algumas frases ou actos e a oportunidade temporal e espacial dos acontecimentos necessitam ser tomadas em conta para compreender uma situação com rigor (K).

  1. Determine o seu objectivoDifíceis-B

A escolha e a determinação do objectivo são muito importantes. Supondo que o aluno se portou mal na aula, depois de observar, analisar e compreender a situação global, o professor não pode ter uma reacção estereotipada, por exemplo, a de repreender o aluno de um modo pré-estabelecido. Se a falta for ligeira, uma repreensão muito forte pode punir exageradamente e frustrar o aluno; se for grave, essa punição pode ser tão peque­na que o encoraje a continuar. Para um aluno que necessite da atenção dos outros, pode ser um reforço que o incite a acções futuras semelhantes. A determinação do objectivo faz com que o professor defina aquilo que deseja atingir: redução do comportamento, «educação» do aluno, desencorajamento generalizado de acções desse tipo, etc..Maluco2

  1. Escolha a técnica mais adequada

A fim de se atingir o objectivo, é necessário escolher a técnica mais adequada. Para um aluno que tenta despertar a atenção do professor através do comportamento desadequado, a melhor técnica é a extinção, ao passo que o aluno que tem comportamentos desadequados para desafiar o professor, necessita de uma punição que, forçosamente, terá de ser eficiente a fim de não se transformar em reforço (ver O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA) (F).Psicologia-B

  1. Faça um inventário dos meios disponíveis

Em determinadas circunstâncias, podemos não ter possibilidades de aplicar certas técnicas não só porque é impossível no momento por falta de tempo, meios etc., mas ainda porque a situação global não o permite. Certos castigos podem prejudicar toda a turma. A «ignorância» ou desconhecimento necessários à extinção de um comportamento desadequado, podem não ser aconselháveis num determinado momento a fim de evitar perdas de tempo ou provocar maus hábitos nos restantes alunos (por exemplo, deixar que um deles faça barulho, permitindo Interacção-B30que os restantes lhes sigam o exemplo). Somente a reavaliação global da situação, tendo em conta os factos objectivos, as variáveis intervenientes, as personalidades em confronto, o meio ambiente e os meios disponíveis é que se pode tomar uma decisão certa. Por exemplo, se um aluno é muito tímido não se vai tomar a mesma acção que se tomaria com um rufião que habitualmente se comporta mal. Certos alunos de meios mais desfavorecidos podem não ter capacidade de compreender tão bem as situações como outros, oriundos de famílias mais abastadas. Alunos originários de famílias desavindas podem ter carên­cias especiais que outros não apresentam. Isto não quer dizer que o professor deva ter tratamentos de excepção para todos eles mas significa que não se pode furtar a tratamentos diferenciados e adaptados a cada caso específico. É por isso que a Psicopata-Breavaliação é imprescindível e útil para que o bom senso impere, ajudando a tomar uma decisão acertada a fim de resolver a situação do modo mais conveniente.

  1. Tome a decisão com objectividade

Após a reavaliação da situação global, a decisão tem de tomar em conta o objectivo (os resultados que se pretendem atingir) bem como a sua possível falha, exigindo, consequentemente, a previsão de acções alternativas que não frustrem o professor. Verificou-se a existência deste risco com os alunos (Mário e António) que usavam o lenço na cabeça e com o aluno que foi mandado sair da sala de aula; neste caso, a professora teve de ponderar Consegui-Bantecipadamente aquilo que faria se ele fechasse a porta com força ou desse qualquer resposta desagradável; o mesmo se pode dizer do Antero que não quis ini­cialmente sair da sala de aula. Contudo a decisão não pode demorar muito.

  1. Actue com calma e sem emocionalidade

Especialmente no que se refere a castigos, estes têm de ser eficientes e aplicados em consequência de uma acção incorrecta e não como descarga emocional de quem pune. Além disso é necessário estar à espera da reacção do organismo (frustrado) a quem o mesmo se aplica. Quer uma quer outra coisa exigem do professor muita calma, Bibliocontrolo da emocionalidade e bom senso para que o aluno não associe o castigo à má disposição ou idiossincrasia do professor.

  1. Mantenha-se firme e coerente

A falta de firmeza ou segurança da parte do professor é vivamente sentida pelos alunos que, na maior parte das vezes, o tomam como seu modelo, sendo seu alvo de observação preferencial.

  1. Reconheça com honestidade e calma os erros cometidosPsi-Bem-C

No caso do João,em que a professora reconsiderou a punição dada por si no dia anterior (mandar sair da aula), temos um exemplo do que se recomenda. Um feedback quer imediato quer a longo prazo das situações vividas é de toda a utilidade. Se foi importante a professora reconsiderar tudo no dia seguinte de manhã e falar com todos calmamente pedindo a sua compreensão, seria prejudicial que deixasse entrar imediatamente o rapaz após a sua saída da aula de forma intempestiva só porque acabara de compreender que o castigo fora injusto. Poderia provocar nos alunos uma aprendizagem de bater com a porta violentamente, no futuro, para regressarem triunfantemente para a sala de aula; em outras situações, «refilar» poderia ser uma aprendizagem para Organizar-Bconseguirem aquilo que desejassem, embora isso não fosse lícito (por exemplo, ficar com o lenço na cabeça e sair da aula mais cedo, como poderia ter acontecido no caso do António).

  1. Tente integrar-se no espírito do «verdadeiro professor»

Adquira ou desenvolva as qualidades necessárias, descritas no capítulo anterior. Além disso, a leitura de publicações que descrevem diversas formas práticas de condução de reuniões, aulas, conferências, etc. e que apresentam modos de manter e fomentar um bom relacionamento humano é totalmente recomendável porque se baseia na prática de quem já passou por situações semelhantes àquelas que se desejam evitar, construindo outras que se Respostas-B30propõem incentivar. A prática de relaxamento e de controlo da emocionalidade também se torna útil e necessária.

A transcrição do livro com este título, vai terminar com a publicação do post nº 19.

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