PSICOLOGIA PARA TODOS

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 2

Ao comentário no último post (19) sobre «ESCOLA / CONFLITOS»:

“Conheci a Drª Zélia há muitos anos.
O grupo acabou de ler todos os artigos da «ESCOLA / CONFLITOS» e gostou muito.
Houve uma pessoa que mora junto de vocês e gostaria de falar sobre a psicoterapia porque tem um filho com dificuldades e não pode disponibilizar de dinheiro para as consultas, nem deseja sujeitar-se aos medicamentos que podem fazer mal.
Pode ser que esse senhor possa contactar pessoalmente o Dr. Noronha num dia em que ele esteja mais disponível.
Suponho que será numa quinta-feira.
Obrigado pela ajuda dada e que talvez possam continuar a dar.”

tinha respondido que nesta quinta-feira estaria disponível para conversar com o senhor de quem a Fernanda falava nesse comentário.

 

Estava a chegar ao café por onde passo vulgarmente, quando vi um senhor aproximar-se de mim, chamar-me pelo meu nome e dizer que era a pessoa de quem a Fernanda me tinha falado no seu comentário.
Com esta constatação, convidou-me a entrar para o café a fim de podermos conversar mais à vontade sem ter necessidade de nos preocuparmos com a chiva e o trânsito, para o caso de estarmos a passear.
Ele tinha lido todos os 19 posts da «ESCOLA / CONFLITOS» e muitos mais, mas não sabia como poderia utilizar os conhecimentos adquiridos, com o seu filho, que estava a «claudicar» no 10º ano. Antes disso, o rapaz não tinha tido qualquer insucesso escolar, apesar de as notas se situarem numa média de 3 na escala de 0-5. Esta constatação fez-me lembrar também o «caso» do «Calimero» (M), ocorrido (ou socorrido?) nos princípios deste século.

P: Se eu não tenho qualquer apoio dado pelo Estado nem sistema de saúde a que possa recorrer, como é que vou tentar resolver ou, pelo menos, diminuir o problema?
R: O que lhe posso dizer imediatamente é que, não sabendo qual é a verdadeira causa das dificuldades do seu filho e como não tem qualquer apoio em consultas ou exames de despistagem e avaliação, será bom ler o livro «IMAGINAÇÃO ORIENTADA» (J) em que um problema semelhante foi discutido com o meu amigo Antunes cujo caso está descrito no livro «ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVARANTE!» (B). Embora este último livro já esteja publicado, o anterior ainda não está. Mas parte essencial da conversa que tive com o Antunes e que pode ser necessária para si, está no livro anterior «Para Que Serve a Psicologia?» publicado, há muitos anos, pela Plátano Editora.

P: Eu devo poder obter os livros, mas o que faço depois?
R: Tem de verificar se existem problemas em sua casa que possam afectar o filho. O Antunes estava completamente ocupado, preocupado e obcecado em «trabalhar» e amealhar dinheiro para que, em caso de «eventualidade», a família não sofresse as dificuldades que ele tinha passado. Por isso, deixou a mulher «desequilibrada», apesar de se dar muito bem com ela e ocasionou as dificuldades escolares da filha porque o ambiente familiar não era harmonioso e apoiante na idade em que ela estava. Sem o devido apoio em casa, ela começou a preocupar-se com isso e tudo se reflectiu no seu insucesso escolar, que foi aumentando com o tempo, assim como com o seu comportamento social que ficou desestabilizado (ou desinquieto?).

P: Acha que eu poderei resolver a situação com isso? A ritalina não poderia ser uma ajuda?
R: Antes de tudo tenho de o prevenir contra a ritalina e outros produtos psicotrópicos que podem ter efeitos muitíssimo prejudiciais. Há algum tempo, alertei um pai quanto a isso e os descalabros do filho desse casal desavindo e separado, começaram a ficar reduzidos só quando o pai resolveu deixar de administrar ao filho esse medicamento receitado pelo médico e prestar-lhe mais atenção quando estava com ele. Contudo, agora vai ter de «lutar» contra os telemóveis e a internet… que «consomem» a maior parte de tempo de muitas crianças.
Por isso, no seu caso, depois de ler os livros que recomendei, pode ser que obtenha alguma capacidade de conseguir observar todo o comportamento e a interacção familiar e, especialmente, com o filho. Também deve poder dialogar com os professores para saber notícias mais fidedignas acerca do comportamento dele.
Mas, é muito importante o senhor conhecer o modo como o comportamento humano funciona em termos reais e não fantasiosos, tal como, às vezes, se apresenta nos meios de comunicação social. Para isso, recomendo que leia pelo menos o livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) onde são abordados muitos temas do funcionamento do comportamento humano, de forma muito prática e científica e que o podem ajudar a compreender tudo aquilo de que acabei de falar. São muitos anos de consultas a pais e crianças transformados num livro. Essa JOANA também tinha vários problemas de comportamento a ponto de obrigar os pais a «separarem-se». Depois de compreender aquilo de que lhe falei, conseguiram modificar o seu próprio comportamento, assim como o da filha, voltando a viver juntos e em harmonia, para terem outro filho e ajudar a JOANA (birrenta) a aprender a «educar» o irmão, cerca de 8 anos mais novo.

P: Já agora, o que é feito dessa JOANA?
R: A Joana, que já tinha tirado um curso superior, casada, com família, devido às dificuldades que começamos a passar por cá, emigrou para a Austrália, levou também o irmão, com família constituída e estão todos muito bem. Os pais, já reformados, é que passam lá grande parte do tempo, deixando a casa de Sintra para qualquer deles vir passar férias quando apetecer. Ficou tudo quase em família e os dois filhos têm a ajuda dos pais (avós) para tomar conta das crianças.

P: Acha que eu poderei também fazer isso?
R:  Não sei a que se refere mas, no caso da filha do Antunes, bastou o pai começar a interagir mais e melhor com ela e a ajudá-la nos trabalhos escolares para as suas notas começarem a subir e o seu comportamento modificar-se completamente num sentido adequado a ponto de se tornar um exemplo e um incentivo para toda a turma. Para conseguir isso, também o Antunes teve de ler muita coisa, especialmente os originais dos livros anteriores que lhe recomendei, assim como os de Reeducação (I), além de praticar aquilo que hoje em dia já está num guia resumido e sistematizado, muito específico para a «AUTO{psico}TERAPIA» (P). Assim, cada um pode praticar todas as noites o necessário para conseguir um comportamento equilibrado, mais ideias para desenvolver as suas próprias possibilidades e manter uma interacção familiar e social mais saudável.

P: Será isso tão importante?
R: Acho que é o mais importante. Se cada um não estiver de bem consigo próprio e com os outros, com ideias claras, bom senso e calma, de que maneira poderá ajudar os outros. Para isso tem de ler muito, o que pode fazer começando por consultar muitos dos posts que já estão publicados e que se referem a reforço, motivação, reforço do comportamento incompatível, frustração, autoterapia, biblioterapia, psicoterapia, aprendizagem, etc. Tudo isso já está explicado a muitas pessoas. É por isso que desejo publicar esta nossa conversa num post novo. Também é pela mesma razão que advogo as palestras que podem ser direccionadas para grupos de cerca de 30 pessoas (B/109). Nessas reuniões podem-se explicar vários conceitos e práticas a muita gente ao mesmo tempo, além de incentivar todos a praticar o relaxamento muscular, instanteâneo e mental durante um mês, despendendo apenas uma hora à noite, para o conseguir continuar posteriormente, com um dispêndio de 5 minutos apenas, todas as noites, à hora de dormir, a fim de conseguir ter um sono tranquilo ou um relaxamento mental capaz de ajudar a solucionar muitos problemas que todos temos de enfrentar ao longo da vida.

P: Já que diz que é bastante importante ler, se não conseguir os livros numa biblioteca, como é que os poderei obter? É uma despesa que parece que ainda posso fazer.
R: Antes de tudo, oriente-se pelo blog dos livros que lhe vai dar toda a informação. Os livros publicados pelo Centro de Psicologia Clínica não se encontram nas livrarias. Só podem ser adquiridos pessoalmente ou pelo correio contactando através do meu e-mail. Os anteriores, que os têm de substituir enquanto não se fizer a nova edição do CPC, podem ser adquiridos numa livraria ou com pedidos feitos à Plátano. O Antunes adquiriu-os pessoalmente e, naquele tempo, o Centro ainda não tinha pensado na colecção da Biblioterapia. Em último recurso, eu posso fornecê-los, se os quiser receber pessoalmente porque solicita-los-ei à Plátano, como faço habitualmente.
Mas digo que a leitura é muitíssimo importante não só para ajudar o seu filho como até para melhorar o relacionamento em casa e no emprego e ajudar a desenvolver-se pessoalmente.

P: Se eu não conseguir fazer tudo o que está a dizer, o que poderá acontecer?
R: Não posso prever exactamente o que pode acontecer. Mas posso imaginar que o filho vá criando mais problemas do que aqueles que já tem, sentindo-se desencorajado e diminuído perante os outros, além de vos preocupar ainda mais. Veja na «JOANA» o caso do filho do bancário, amigo do pai dela que ia «descarrilando» aos poucos enquanto o pai não adquiriu as noções adequadas do funcionamento do comportamento humano. Se o seu filho entrar em frustração, não sei qual será a sua resposta ou reacção. Pode sentir-se deprimido e entrar em conformismo, maldizendo a sorte. Pode, sem querer, reagir contra os pais que não lhe deram o apoio de que ele necessitava num determinado momento. Uma das consequências poderá ser a delinquência? Muito daquilo que se pode adquirir e melhorar com um pequeno «investimento» agora, não será possível se se deixar passar algum tempo. O rapaz pode fazer uma aprendizagem de «maus hábitos» os quais será difícil erradicar. Se houver reforço secundário negativo aleatório, pode-se criar o vício. As companhias podem desencaminha-lo porque o estudo pode não proporcionar a satisfação desejada. Basta só isso para «desencaminhar», havendo muitíssima dificuldade em «tentar endireitar» mais tarde. Julgo que é uma ocasião que não deve perder agora.

P: Vou um bocado aflito mas menos desconhecedor dos factos reais. Obrigado por tudo.
R: Eu é que lhe agradeço a oportunidade de poder preparar já um novo post que deve ajudar muita gente. É bom que as pessoas intervenham logo que possível para termos uma sociedade mais equilibrada e próspera. É exactamente por isso que estou a manter os blogs, a preparar os livros e a tentar publica-los, acompanhados de palestras. Depois da «AUTOTERAPIA» (P), penso continuar com «Eu Não Sou MALUCO!» (E), «Psicoterapias Difíceis» (M) e «Imaginação Orientada» (J) se não tiver também de republicar o livro de JOANA (D). Tudo depende da aceitação que tiver e dos pedidos que as pessoas fizerem em relação aos livros que fôr publicando, em tiragem muito reduzida.

P: Oxalá que tenha sorte naquilo que está a fazer. Contudo, parece-me uma tarefa que vai dar muito que fazer.
R: Esta ideia de intervir com blogs «Psicologia para Todos» e «Terapia Através de Livros» além do facebook, nasceu de várias conversas com alunos do ISMAT, consulentes e outras pessoas conhecidas.
Julgo que é muito mais prático evitar que os desequilíbrios aconteçam do que tentar reduzi-los depois de terem provocado alguns estragos, muitas vezes irremediáveis. Os nossos comportamentos ou desequilíbrios são efeitos de causas anteriores que parecem, às vezes irrisórias e sem importância, mas que, no momento,  tiveram um grande impacto na nossa vida, naquele momento. Podem passar ao aparente esquecimento mas também podem funcionar como recalcamentos que são um gatlho que pode ser pressionado em qualquer ocasião inesperada (A).
Foi neste sentido que já fiz propostas de actuação que não criaram o entusiasmo necessário para levar a efeito uma tarefa tão boa e necessária na sociedade actual.
Vejo os tempos actuais como de muito desencanto para a maioria da população que não tem emprego, dinheiro que chegue, nem serviços que apoiem. Já existem estudos estatísticos que dizem que as doenças metais aumentaram 25% nos últimos tempos. O que fará toda esse gente? E quando tem filhos e netos que sofrem e que poderiam ser ajudados pelos mais idosos? Esperemos que o tempo e as circunstâncias vão melhorando.
Estou sinceramente preocupado com a saúde mental que, em vez de ficar degradada, pode ser melhorada no nosso país com medidas simples e económicas. Não temos de ficar à espera de «novidades» que venham de fora quando temos essas possibilidades no nosso país, ensaiadas há mais de 30 anos, com bons resultados. Na Inglaterra, já estão a tentar fazer isso, só há uma dezena de anos. Veja os posts sobre Biblioterapia.

É necessário que as pessoas adiram e que as diversas instituições ajudem.
No seu caso, desejo boa sorte e, se possível, espero que vá dando notícias.

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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