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Archive for the month “Maio, 2017”

A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 4

Quando ia passar pelo café habitual como todas as semanas, o senhor Felício e mais uma pessoa aproximaram-se de mim para dizer que tinham estado à minha espera nas duas semanas anteriores e que não me tinham visto passar por lá.
Queriam saber o que se passava comigo ou se tinha estado doente.
Esclareci que na última semana tinha tido necessidade de ir a Amadora entregar os documentos para o preenchimento do IRS, porque também na semana anterior tinha tentado ir à Segurança Social em Sintra e não tivera êxito.
Como isso se situa num caminho mais estreito do que o «cú de Judas», sem possibilidades de estacionamento do veículo, desistira dessa visita para passar a «procuração» a um contabilista amigo.
Depois deste esclarecimento, o Sr. Felício deixou-me com o senhor de quem vinha acompanhado, porque ele, depois de ler vários posts sobre a BIBLIOTERAPIA, estava muito preocupado e necessitava de esclarecimentos para «assentar» as suas ideias em relação aos problemas que enfrentava.
Depois do Felício se despedir de nós, entramos no café para dois dedos de conversa, que começou logo.

 

P: Já sei que a Biblioterapia, como o próprio nome indica supõe que o leitor, através de determinadas obras, pode curar determinados aspectos (ou mesmo doenças físicas) da sua vida e, o que o biblioterapeuta faz, é, mediante o “quadro que a pessoa apresenta”, indicar determinadas obras cuja leitura ajudará a ultrapassar essa fase.
N: Não sei se essa definição está correcta, mas acho-a desconexa, porque, antes de tudo, qualquer doença física ou mental tem de ser devidamente avaliada, muitas vezes, com observação directa por médico ou psicólogo, com exames complementares, se necessários.
Além disso, não me consta que os biblioterapeutas, que não sei o que são, possam «curar» além de livros!
Tanto quanto sei, uma versão do doente, paciente, cliente ou interessado, segundo o seu ponto de vista, especialmente a do momento, pode enganar muito. Quais os sintomas? Na parte de Psicologia, nunca me atreveria a dar indicações sem ter uma visão completa da situação. Já disse isso muito claramente no post Resposta 48 mas repito que dar «conselhos» por telefone ou por email, sem conhecer bem o caso, pode não só ser incorrecto, como até prejudicar o «paciente».
Posso dizer-lhe que, com o meu amigo Antunes, tive um problema semelhante que ficou apresentado no livro «Imaginação Orientada» onde se fala também em consultas, exames, psicoterapias, etc. Ele queria saber se a filha, com dificuldades escolares de insucesso e irrequietude nas aulas, deveria ter consulta com um neurologista, como a mulher desejava, ou com um psicólogo como ele achava que devia ser.
Em conversa e com tudo aquilo que ele tinha lido nas brochuras do Centro de Psicologia Clínica, preparados para os nossos utentes, fiz-lhe chegar à conclusão de que, no caso da filha, a consulta com um Psicólogo seria o mais indicado.
Depois dessa consulta e do exame subsequente em que se verificou que a filha tinha mais problemas emocionais do que cognitivos, ele próprio chegou à conclusão de que poderia dar apoio psicopedagógico à filha utilizando os nossos livros já publicados e que agora estão transformados em «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação».
Neste caso, eu tive de lhe indicar os livros como psicólogo que estava a conhecer o caso dele e era autor dos livros. Nesta biblioterapia, houve necessidade de observação inicial e exames.
Tudo isso aconteceu porque eu conhecia também a mulher e, durante as nossas conversas quase intermináveis, já me tinha apercebido de que o próprio Antunes estava a sofrer de depressão e ansiedade acentuadas, que se reflectiam, como dano colateral, na depressão em que a mulher começava a entrar e nos comportamentos hiperactivos da filha, que já estava a ter insucesso escolar.
No caso dele, como psicólogo clínico que estava a tomar contacto directo com a situação, consegui que ele se interessasse pelos livros anteriores que deram origem a «Psicologia para Todos» e «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?», além de lhe fornecer vários apontamentos policopiados que foram os originais do livro «Interacção Social».
Depois disso, confirmei as minhas ideias sobre a sua depressão/ansiedade, porque ele também se apossou dos originais da comunicação sobre Autoterapia que eu estava a preparar e que se transformou agora no livro «Auto{psico}Terapia».
Estou a aflorar tudo isto para lhe fazer ver que, apesar de eu não saber que já tinha sido diagnosticada no Antunes uma depressão grave, com medicação consequente, que ele deixou de tomar porque se sentia ainda pior quando a tomava, eu já me tinha apercebido disso, com o «discurso» dele durante as nossas «conversas», falando nas dificuldades que a filha estava a demonstrar e com o diagnóstico de depressão que ainda faltava fazer na mulher.
Afinal, os problemas da mulher e da filha eram os efeitos secundários da depressão dele.
Falo nisto tudo porque, apesar de todos os diagnósticos, ninguém se preocupou com as possíveis causas de todas essas dificuldades. E essas causas podem ser muito subtis e imperceptíveis.
Conforme se verifica no livro do Antunes, bastou ele começar a dar apoio psicopedagógico à filha, à base dos livros indicados (biblioterapia), para ela começar a deixar de ter insucesso e não necessitar de ser irrequieta nas aulas, passando a ser uma das melhores dinamizadoras das suas colegas.
Bastou apenas isto, juntamente com a Autoterapia que o Antunes começou a praticar, para a mulher também se sentir muito melhor e ele ser promovido na empresa.
Afinal, a depressão/ansiedade de que o Antunes estava a sofrer devia-se apenas à sua preocupação e ânsia de trabalhar o máximo possível para não deixar a família com falta de rendimentos em caso do seu «desaparecimento», do mesmo modo como tinha acontecido com ele depois do falecimento do seu pai (traumatismo negativo dele).

P: Então, um livro sobre depressão pode dizer muita coisa!
N: Não sei o que quer dizer com isso, mas o meu livro «Combata ou Evite a Depressão» dá uma ideia geral sobre esta entidade psicopatológica, além de muitas indicações necessárias para a combater ou evitar. Porém, só a leitura desse livro não resolveria o problema do Antunes. Havia muita coisa mais a fazer.
De que maneira se poderão descobrir as causas sem cada um fazer uma viagem «dentro de si», indo buscar ao seu inconsciente muitos dos factos relegados para segundo ou terceiro plano ou demasiadamente escondidos e camuflados e que fazem imaginar outra coisa?
Esta viagem pode ser feita apenas pelo próprio, autonomamente, ou com alguma ajuda.
Sem a colaboração do paciente, os psicólogos não tem acesso a esses dados.
No caso do Antunes, ele conseguiu fazê-la autonomamente depois de ler muita coisa.
Foi uma Biblioterapia, isto é cura através de livros e ninguém foi biblioterapeuta.
Porém, no caso da Cidália e do Júlio, houve necessidade de alguma ajuda, mas eles também tiveram de ler muita coisa para se aperceberem da situação e conseguirem fazer uma análise cuidadosa do seu passado e da situação envolvente.
O caso da Isilda foi uma reacção a «males de amor», em grande parte devida ao controlo exagerado que a mãe exercia nela, por causa da má experiência conjugal dela própria. Esse livro, juntamente com outros, ajudou a «nova paciente» a fazer uma psicoterapia quase relâmpago por causa da sua boa compreensão, treino em casa e leitura de muitos livros que falavam sobre o funcionamento do comportamento humano e experiência da Cristina.
Portanto, em todos estes casos de depressão, as suas causas foram muito diversas, tal como o afastamento do Júlio da casa dos pais e o da Cidália da casa dos avós, para poderem estudar. Será fácil imaginar que isso possa ser a causa duma depressão? Todas essas «causas» têm de ser conhecidas, estudadas, avaliadas e tidas em conta no contexto do momento. Sem lá chegar, quase nada se pode fazer com segurança e eficácia.
Dizer às pessoas que leiam o livro sobre Depressão pode não servir de coisa alguma, como aconteceria com todos eles se não lessem também muita outra coisa que quase todos temos necessidade de apreender, a fim de compreender o modo de funcionamento do comportamento humano e as suas peculiaridades.

P: Mas eu julgava que poderia ter uma obra que visasse vários aspectos para poder ajudar a pessoa com dificuldades para ela melhorar a sua saúde e evitar as descompensações.
N: Não me parece muito viável, a não ser que seja para cada um ler por sua conta e risco, sem qualquer recomendação generalizada, que pode implicar sérios danos para algumas pessoas em causa. Além disso, se não houver contacto pessoal, qual a razão de «recomendar» um livro? Se houver contacto pessoal, o pretenso «biblioterapeuta», deve ter uma literatura que conheça a fundo e que possa recomendar com segurança para aquele caso específico. Nem todos os casos são iguais e já mostrei as diferenças que existiram nestes cinco casos, em que tudo foi diferente.

P: Então, não acha que se possa fazer um livro que englobe, por exemplo, questões relacionadas com Luto, como a perda de cônjuge, filhos, pais, amigos próximos, Depressões, Desemprego, Falências, Despejos, Refugiados/Retornados, Drama da guerra, Estrangeiros com recomeço de vida num novo país, Cuidadores de pessoas como pais, cônjuges, filhos em situação de incapacidade física e/ou psicológica, Divórcio, Filhos a sairem de casa, Dores nos ossos, Problemas de visão, Esquecimento, Problemas respiratórios, Questões dermatológicas, neurológicas ou quaisquer outras dignas de destaque?
N: Não me aflija com a panóplia dos aspectos que apresentou. Eu sou apenas psicólogo clínico que se dedicou à docência de Psicologia Geral e Social, Psicopatologia e Comportamento Organizacional, além da clínica em psicoterapia e psicopedagogia nos últimos 40 anos.
Quem escreveria um livro desse tipo? E quem beneficiaria dele efectivamente? Sei que nos aspectos em que exerci a docência, pude dar alguma ajuda às pessoas que tinham dificuldades ou que desejavam melhorar o seu desempenho indicando alguns livros que eles poderiam consultar, além dos apontamentos policopiados, tirando as suas dúvidas durante as aulas. Foi isso que me aconteceu.
Também foi nesse aspecto que me dediquei à preparação dos livros necessários para uma possível Biblioterapia, destinada a pessoas que irão escolher os livros que desejam e dos quais necessitam, talvez com indicações de técnicos que os possam ajudar conhecendo as obras.
Contudo, ficar à espera de haver uma pessoa que dê indicações num livro que abranja todos os aspectos que focou na sua pergunta, parece-me utópico porque se deve assemelhar mais a uma enciclopédia.
Para consultar isso, também não são necessários «biblioterapeutas» dos quais nunca tinha ouvido falar. Cada um pode fazer isso por si próprio.

P: Então, o que me diz das revistas que apresentam a resolução de vários problemas e dão respostas, tal como nos diversos programas de televisão?
N: Não sei a que programas se refere. Mas, se me está a falar nos programas que se apresentam nos vários canais na parte da manhã depois dos noticiários, posso dizer que não vejo qualquer deles. Prefiro estar ao computador a tratar dos blogs e da reorganização e actualização dos meus livros. Quando, por acaso, a televisão fica a funcionar e vejo as actuações dos diversos intervenientes, parece-me que os inspectores da polícia judiciária falam mais em psicologia do que os outros que falam muito e eu não compreendo, embora utilizem palavras muito bonitas. Quanto às revistas, já disse o que penso e é uma questão de consultar o blog. São entretenimentos em que não gosto de me imiscuir e que talvez sejam prejudiciais.

P: Então, o que é que se deve fazer em casos destes?
N: O que eu fiz, foi juntar toda a minha experiência nos 17 + 1 livros que se encontram na colecção e talvez seja bom ler o meu último post, no blog onde dou uma visão mais ou menos realista sobre este assunto.

P: O que é que as pessoas farão depois?
N: Não sei o que as pessoas poderão pretender fazer, nem qual a razão da sua preocupação com um livro que me parece mais uma enciclopédia e que não se encontra apenas na área da psicologia, mas abrange medicina, sociologia, assistência social, economia, política e não sei que mais.
Se o assunto fosse comigo, posso dizer que para preparar um livro desses, teria de ler muita coisa, até fora do meu campo de actuação e ciência, para conseguir escrever qualquer coisa aceitável. Mesmo assim, estaria a reproduzir as ideias dos outros, incorporadas nas minhas cognições e segundo a minha visão. Quem me garante que poderia estar certa? Que repercussões poderia ter nos outros? Fazer uma coisa destas, seria um mau serviço prestado à Psicologia e mais prejudicial ainda para o público utilizador. Não digo consumidor, porque o livro poderia não ser para venda, como os produtos farmacêuticos e dietéticos que se propagandeiam nas televisões…. e não deixam de ter consumo, com o arrependimento de muitos dos que se podem sentir enganados. Não conhece esta realidade? Com os livros que escrevo, com os blogs que estou a manter e as intervenções no facebook, estou apenas a divulgar a informação de factos acontecidos comigo, sem tentar fazer publicidade ou propaganda.

P: Assim parece-me tudo muito complicado e talvez dispendioso.
N: Não posso concordar consigo totalmente porque existem soluções.
Uma delas, é fazer palestras em que se possa apresentar a 30 ou 40 pessoas com dificuldades psicológicas, as possibilidades de cada um colaborar na psicoterapia com leituras e treinos persistentes e perseverantes.
Essas pessoas podem consultar, desde o início, o livro «Auto{psico}Terapia» e tentar praticar tudo aquilo que lá se apresenta de forma resumida, para começar a tentar compreender, o que devem fazer para analisar as causas dos seus comportamentos inadequados a fim de os mudar para outro modelo mais aceitável, de acordo com as possibilidades de cada um e no ambiente em que a pessoa estiver inserida.
Além dessa leitura e treino, deve ser necessário a pessoa conseguir compreender o modo de funcionamento do comportamento humano, o que é suavemente apresentado no «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?». Isso vai ajudar bastante a compreender qual a razão de determinados comportamentos.
Só isto pode chegar para que cada um consiga fazer uma psicoterapia autónoma, tal como aconteceu com o Antunes, descrito em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!», livro que também pode ser lido para descobrir o modo como ele actuou e conseguiu chegar ao traumatismo sofrido com a morte do pai e da posterior falta total de recursos financeiros.
Isto é uma modificação do comportamento com uma reestruturação cognitiva, apoiada pela análise do pasado que exige muito relaxamento mental e compreensão do funcionamento do comportamento humano.
Se isso não chegar e a pessoa não conseguir melhorar em relação às suas dificuldades, pode e deve pedir ajuda imediata a um técnico competente. Foi o que aconteceu com a Cidália e o Júlio que realizaram uma psicoterapia em menos de metade do tempo, necessário nas consultas «normais».
O que interessa salientar nesta vertente, é que os livros são mais baratos, podem ser lidos em qualquer lugar e momento, evitam deslocações e demoras nos consultórios e ocasionam melhorias mais rápidas, duradouras e eficazes, continuando como aprendizagem para futuras ocasiões de dificuldades a que estamos constantemente sujeitos, além de ficarmos prontos para reagir autonomamente.
Se uma pessoa se quiser certificar ainda mais em relação a este tipo de psicoterapia, pode consultar os casos de Cristina, Germana e Januário, descritos em «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» e verificar que todos foram muito diferentes, embora pudessem «sofrer» do mesmo diagnóstico, sendo resolvidos de maneira muito mais rápida e eficiente. E, se quiser aprofundar ainda mais as vantagens duma psicoterapia oportuna, em caso de não ter havido prevenção e profilaxia, muitas vezes, por falta de uma educação adequada, com um bom apoio familiar, pode consultar os 4 casos mencionados em «Psicoterapias Defíceis».

P: Se for necessário ler esses livros todos, onde é que os podemos encontrar, se os quisermos?
N: Não será necessário ler todos os livros mas, em qualquer caso, os três primeiros indicados na resposta anterior são importantes. Os restantes, podem-se ir lendo se houver necessidade dos mesmos, assim como existem também vários para o apoio psicopedagógico, desenvolvimento pessoal e cultura geral.
Se não os conseguir numa biblioteca e os quiser adquirir, tem de verificar se já foram publicados, consultando o blog [livroseterapia.wordpress.com]. Caso estejam publicados, pode fazer o pedido directamente para [mariodenoronha@gmail.com] a fim de que os livros sejam enviados à cobrança pelo correio. Se não tiverem sido publicados, pode utilizar os seus substitutos anteriores que também estão indicados nesse blog. Em caos de dúvidas e necessidade de mais informações, pode solicitá-las através do mesmo email ou fazer um comentário em qualquer artigo do blog [psicologiaparaque.wordpress.com], ficando à espera da resposta, porque os comentários são moderados para não passarem despercebidos.
Também informo que os livros serão publicados à medida que as pessoas demonstrarem interesse em os adquirir porque não desejo fazer publicidade e propaganda mas interesso-me apenas pela divulgação das informações.  Quero que as pessoas escolham aquilo que desejarem e acharem o que é melhor para elas.

P: Acha que não devo fazer coisa alguma?
N: A sua necessidade de me contactar e de obter informações sobre esses livros, parece que diz muita coisa.

P: Não me aconselha nada?
N: O que é que quer que lhe diga?

P: Será que lendo alguma coisa que o meu amigo Felício tem, poderei avançar? Ele tem o Autoterapia e o livro do Antunes.
N: Será que a nossa conversa o fez chegar à resposta que eu iria dar se fosse a uma consulta comigo? Depois disso, se ler muito daquilo que está publicado e respondido neste blog, e se não houver as tais palestras e necessitar de tirar dúvidas particularmente, tem o meu perfil onde, nos parágrafos finais, tem as informações necessárias para poder agir como entender. Não se esqueça que a leitura e a compreensão da matéria abordada é muito importante e que ninguém mais o pode fazer por qualquer de nós. É por isso, que sempre afirmei que o Psicólogo é ajudante do motorista que orienta o computador (caixa dos pirolitos) que dá as instruções à «maquineta», que é o nosso corpo, que desejamos que progrida por bons caminhos e com boas acções.

P: Gostei das informações que me deu mas não compreendi a ênfase que colocou na necessidade de saber algumas coisas sobre o funcionamento do comportamento humano. 
N: Ainda bem que me faz esta observação que merece uma resposta com algumas alegorias e perguntas. Quem conduz um carro não tem de saber conduzir? Não necessita de ter a carta de condução? Não tem de passar num exame de código e reconhecer as normas de condução e sinalização, além dum exame prático? Não tem de saber tomar em conta o nível de água, combustível, óleo, estado dos travões, pneus, embraiagem, etc. da viatura? E se o carro for de boa marca, os cuidados não têm de ser maiores? E se tiver de conduzir «na mão contrária» como me aconteceu durante 10.000 quilómetros na Inglaterra como irá conduzir?
Do mesmo modo, quem conduz uma pessoa não tem de saber as normas necessárias e como é que as coisas funcionam? Isso acontece com o cérebro condutor do nosso corpo. Da mesma maneira que existem as normas de condução de veículos, com prática para os conduzir, esse cérebro tem de saber alguma coisa sobre o funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social.
Por este motivo, tem de saber bem os conceitos e não apenas as definições relacionados com afiliação, atitude, aprendizagem e suas leis, condicionamentos clássico e operante, conflito, cultura, dessensibilização, dissonância cognitiva, extinção, frustração, gratificação, identificação, modelagem, moldagem, mudança, nível de tolerância,  percepção, personalidade, pico de extinção,  punição,  pressão e inibição social,  reforços diversos incluindo o do comportamento incompatível, saciaçãovalores e várias outras coisas, com os efeitos que são produzidos imediatamente e a longo prazo nas pessoas envolvidas.
É como se se aprendesse o código de condução, que é indispensável para poder conduzir a viatura que é o próprio indivíduo.
Às vezes, quando o próprio não tem essas noções, é ajudado por mais algém que costuma ser o psicólogo.  Mas é sempre bom prevenir e agir ANTES, em vez de tentar remediar DEPOIS.

P: Nem sabe o alívio que tive depois desta conversa. Há muito que ler.
N: Fico especialmente satisfeito com a sua última constatação. É por isso que tenho mantido porfiadamente a minha actividade nos blogs, no facebook e na reorganização dos livros. E é também por isso que estou a pensar em preparar mais um livro cujo título não vai ser o deste post mas sim «Psicoterapia… através de Livros…» a fim de não haver confusões com a Bibliofilia Animação Cultural, muito em voga com o título de Biblioterapia. Com esta nossa conversa, vou fazer este post esperando que o leia, com consulta de todos os links que vou mencionar de propósito. Se ainda não viu, vá também consultar o post anterior, em que apresento o texto dum possível capítulo do novo livro.
Divulgue isso o mais possível entre os seus amigos e familiares. É o melhor apoio que me pode dar. Não sei se sabe que nós também necessitamos de apoio e que aprendemos muito com os outros. Por isso, agradeço-lhe imenso esta conversa.

 

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

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Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 3

Para responder ao comentário seguinte feito ontem, 
Se acha que a Biblioterapia é tão importante como diz, que meios temos para isso cá em Portugal?
posso dizer que nos tempos antigos pouco ou nada havia em Portugal e que, a partir da minha experiência pessoal em docência e clínica nos últimos 40 anos, consegui juntar e preparar literatura capaz de ajudar a resolver alguns problemas nas áreas de psicoterapia, psicopedagogia, interacção social e desenvolvimento pessoal. Esta ideia foi-se criando desde a experiência com o Júlio, em 1980, tornando-se cada vez mais imperativa desde o «desaparecimento» do Joel.

Esse «material» está concretizado agora em 17 + 1 livros constantes da colecção da Biblioterapia, quase todos praticamente prontos e alguns já publicados. Os outros, serão publicados, à medida que o número de interessados for suficiente, com inscrições para a sua aquisição.

Para isso, é necessário que as pessoas consultem os dois blogs, «Terapia Através de Livros»  e este, «Psicologia Para Todos», postos à disposição desde 2007, por sugestão de muitos e insistência dos alunos do ISMAT.
Enquanto no segundo podem fazer comentários e pedir informações sobre os assuntos que lhes interessam e obter respostas, no primeiro, podem ver o aspecto dos livros e consultar o resumo do seu conteúdo, com a possibilidade de fazer também comentários em relação a muitas alteraçõoes que se possam introduzir nos mesmos.

Para os livros ainda não publicados, estas inscrições deverão ser directamente feitas através do email [mariodenoronha@gmail.com] para o qual também podem ser enviados os pedidos dos livros já publicados que serão enviados pelo correio, não estando, em princípio, à venda nas livrarias.

Para poderem verificar a utilidade, necessidade e interesse do livro escolhido,  além de poder consultar o respectivo blog indicado acima, a fim de ter a noção mesmo e saber se já está publicado, as pessoas podem fazer comentários ou enviar emails  para descobrir se o poderão substituir por um antigo, que está mencionado no historial desse livro.

Os comentários em qualquer dos respectivos blogs a fim de pedir esclarecimentos sobre dúvidas relacionadas com os temas acima citados, são sempre bem-vindos.

Concordo perfeitamente com alguns críticos que deixaram as suas dúvidas, particularmente, as que disseram que a Biblioterapia não seria possível se a pessoa não tivesse interesse em ler e que, para isso, seria necessário criar o gosto pela leitura, que é pouco praticada em Portugal.

Bibliofilia também pode ser incentivada e cultivada em família e até nas escolas ou centros de lazer e diversão, onde serão necessários especialistas para esta finalidade.
Além disso, para esclarecer ainda mais o comentador e várias pessoas que consultam este blog, vou transcrever a seguir, o original dum possível capítulo do novo livro, que estou a preparar, em princípio, com o título deste post, por causa das críticas muito construtivas que fui recebendo.

 

“HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA?

Para uma boa Biblioterapia, é importante que haja Bibliofilia e que existam livros disponíveis para leituras devidamente direccionadas, evitando a dispersão ou a aquisição de ideias desconexas.

Concretizando melhor, posso dizer que, se a pessoa tiver capacidade de abstracção suficiente, bom senso e desejo de melhorar o seu desenvolvimento pessoal ou quiser tentar reequilibrar o seu psiquismo, pode utilizar apenas «AUTO{psico}TERAPIA».

Se nada souber sobre o funcionamento do comportamento humano e sobre os factores intervenientes na interacção social, pode utilizar o livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» para adquirir, grosso modo, as noções mais fundamentais e essenciais sobre este assunto.

Necessitando de fazer uma autopsicoterapia e desejando um exemplo prático a fim de «se inspirar» nele, o exemplo do Antunes em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!» pode ser de grande utilidade.

Sendo difícil realizar uma psicoterapia autónoma e necessitando de algum apoio do psicólogo, os casos de Cidália descrito em «Eu Também CONSEGUI!» e o do Júlio apresentado em «Eu Não Sou MALUCO!» podem servir de exemplos daquilo que se consegue de forma económica, mas com boa colaboração do próprio interessado.

Porém, se alguém quiser escrutinar a matéria, chegando aos seus fundamentos, pode utilizar «Psicologia Para Todos» e «Interacção Social», obtendo muitos exemplos da vida prática.

Querendo a pessoa enfronhar-se nos problemas da doença mental, o livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» pode ajudar a aclarar certas dúvidas e adquirir novos conhecimentos.

Porém, talvez seja bom saber que uma boa educação, desde a infância, pode ajudar a minorar os problemas consultando os livros «Combata ou Evite a Depressão» e «Psicopata! EU?», que foram «tratados» apenas com a prática da Terapia do Equilíbrio Afectivo que, só no caso do Joel, foi completada depois com a «Imaginação Orientada» e autohipnose.

É também bom relembrar que um bom ambiente familiar pode ajudar a evitar as dificuldades que foram apresentadas nesses livros.

Lendo «Psicoterapias bem-Sucedidas – 3 casos» pode-se verificar a influência da educação e do meio ambiente familiar nos desequilíbrios psicológicos e as possibilidades de recuperação rápida ou demorada, conforme a aquisição das noções essenciais, da colaboração do próprio e da sua persistência, bem como da influência do meio ambiente circundante.

O livro «Psicoterapias Difíceis» pode elucidar muito melhor este aspecto, com os 4 «casos» apresentados, um resolvido tardiamente, outro mal resolvido e dois «irresolvidos» devido ao ambiente.

Havendo necessidade de dar apoio psicopedagógico a crianças com dificuldades escolares ou àquelas que desejam melhorar o seu rendimento e ainda aos que necessitam de reabilitação, «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» pode ajudar muito.

Para os que necessitam de dicas para o marketing, gestão, vendas e desenvolvimento pessoal, «Comportamento nas Organizações» consegue ser de alguma valia.

O «Respostas sobre Psicologia» aguarda intervenções a serem respondidas aos utilizadores desta colecção.

Por fim «Biblioterapia» apresenta um exemplo daquilo que se deseja com este tipo de «tratamento» ou profilaxia que, desde 1973/75, se tem tentado iniciair em Portugal só com livros didácticos estrangeiros e depois, mais concretamente desde 1980, com apontamentos policopiados, com óptimos resultados, sem haver necessidade de esperar pelas experiências no estrangeiro, muito mais tardias.

O que se propõe, não é um modo de reduzir as dificuldades temporariamente, mas sim o de ultrapassar com êxito as dificuldades e as frustrações, que são muito frequentes entre nós, evitando que se repitam, podendo esse comportamento servir de exemplo para que muitas mais pessoas evitem as dificuldades.”

Enfim, depois da transcrição do possível capítulo do novo livro,  «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) será este o seu título, para não haver confusões com a Bibliofilia e a Animação Cultural, se fosse utilizado o título inicialmente pensado com que este post está a ser publicado.
Este livro, completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades, vai orientar devidamente os interessados, de uma maneira muito precisa, para a leitura de livros adequados com um objectivo definido, de acordo com os seus interesses e situação específica. Vai facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de técnicas, metodologia e ideias exigida pelos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento que foram feitos ao longo do tempo e vão continuando….

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 2

Depois de receber o comentário seguinte:
Doutor Noronha.
Gostei deste artigo, mas quando me juntei com alguns dos que pertenciam ao «CãoPincha» ficamos confusos por se referir à «Baleia Azul», agora muito badalada na televisão.
Gostava de conversar consigo sobre isso e, se tiver oportunidade irei procurá-lo junto do café habitual, talvez até com mais alguém.
Até à próxima.
Felício”
fui andando devagar para descobrir o senhor Felício, que estava com mais um senhor à minha espera, à porta do café habitual.

Depois de nos cumprimentarmos, mantivemos o diálogo seguinte.

F: Venho com um amigo que antigamente estava no grupo CãoPincha e que está muito interessado nestes assuntos. É pena esse grupo já não funcionar. Sabe que nós ficámos muito preocupados e bastante admirados por se ter referido no seu artigo aos perigos da Baleia Azul que nos persegue por estes tempos?
N: Referi-me à Baleia Azul como me poderia ter referido ao alcoolismo, à droga, à delinquência, à comida em excesso ou a qualquer outro vício, como também pode ser a prostituição, que se vai adquirindo aos poucos e que, muitas vezes, acaba por se fixar permanentemente na estrutura da personalidade, modificando completamente os comportamentos do indivíduo.

F: Como é que isso se processa?
N: Para compreender isto, o importante, nestes casos, é conhecer bem o funcionamento do comportamento humano, lendo bastante e compreendendo o conceito de cada um desses factores, bem como o modo como os diversos tipos de reforço, os modelos, a afiliação, a dissonância cognitiva, a cultura, as pressões sociais e vários outros fenómenos psicológicos ficam a actuar nas pessoas, muitas vezes, devido ao meio-ambiente em que estão inseridos e em que terão de continuar a viver.
Vemos perfeitamente nos vários casos descritos em pelo menos 8 livros da colecção de Biblioterapia, o modo como o meio ambiente influenciou a formação de personalidade e a melhoria do seu reequilíbrio e até a maneira como o mesmo iria influenciar negativamente a recuperação, criando um vício (dos medicamentos),  que poderia acontecer no caso da Cidália.
No caso da Germana, verificou-se o modo como o meio ambiente influenciou bastante os seus comportamentos e também a maneira como a Bibliofilia a motivou a ler bastante aquilo que a ajudou a mudar de vida e até a ajudar o seu marido a recuperar facilmente, apesar de ter tido más experiências anteriores.
No caso do Antunes, verificou-se o modo como o comportamento dele influenciou o desencanto, quase desespero, da mulher e o comportamento irrequieto, com maus resultados académicos da filha. Esse livro também apresenta a fácil recuperação de todos naquela família, só com uma mudança no comportamento do Antunes. Bastou ele prestar mais atenção à filha e ajudá-la nos estudos para influenciar positivamente tanto a filha como a mulher e até progredir no emprego começando a sentir-se bem no seu íntimo.
Todos nós «dependemos», em grande parte, uns dos outros e basta mudar uma peça para tudo poder ficar desequilibrado. É tão simples como isso.

F: Como é que isso funciona?
N: Todos nós queremos ser felizes e ter uma vida agradável. Isso provoca-nos satisfação, que é o reforço positivo. Quando a vida não nos corre bem, sentimo-nos punidos e procuramos fugir dela ou evitar essa punição. Se formos bem-sucedidos nisso, ganhamos reforço negativo. Qualquer desses reforços têm características especiais, tais como razão fixa e variável, intervalo fixo e variável, primário, secundário ou social, vicariante e aleatório. Esse reforço pode ocasionar aprendizagem que, muitas vezes, fica associada e é antecedido de estímulos, incentivos ou sinais condicionais. Quando essa aprendizagem se processar com reforço negativo de razão variável ou aleatório, como o mesmo é muito forte, pode ocasionar o vício. Isto quer dizer que, sempre que uma pessoa se sentir punida, irá recorrer àquilo que lhe ocasionou o tal reforço negativo de razão variável ou aleatório. Se aquilo que ocasiona esse reforço for, por exemplo, a droga ou o álcool, a pessoa vai recorrer a isso sempre que se sentir punida.

F: Eh pá, tanta coisa junta!
N: Ainda não disse tudo. Temos de ter em conta que essa punição não costuma aparecer de repente. Existem sinais que podem ser o prenúncio do seu aparecimento. Utilizando um exemplo muito simples, por causa desse sinal, sabemos que uma determinada música indica que vai ser apresentado o boletim meteorológico ou o Minuto Verde na televisão. Do mesmo modo, quando chegamos a ver o chefe a dirigir-se a nós de má catadura, ficamos à espera de sermos repreendidos. É um sinal antecedente que nos ocasiona o medo ou o desconforto relacionado com a punição que nos espera ou a regalia que nos vai ser retirada.
Além disso, se esse sinal ocorrer, provocando-nos uma ansiedade antecipada, embora nada aconteça posteriormente, apenas esse sinal, quase premonitório, aumenta a ansiedade que sentimos até se tornar insuportável, quase alienante e, talvez, patológica.
Tenho tido ocasião de dizer e de atender várias pessoas com crianças enuréticas, que têm problemas samelhantes só por causa da falta de atenção dos pais. Nesses casos, bastou aumentar a atenção deles para com o enurético, levando-o durante algum tempo para a casa-de-banho à noite, para o distúrbio ficar reduzido e até ser eliminado em meses. O «Mijão» que o diga.

F: Isso é assim tão simples?
N: Não é simples, mas as pessoas têm de saber o modo como as coisas funcionam para poderem agir em conformidade e em seu favor. Para isso, têm de ler bastante aquilo que mais interessa e não ouvir apenas muitas coisas que se dizem nos meios de comunicação social para «encantar» as pessoas com linguagem bonita.
Estes factos são científicos e servem para muito. Porém, foi deste modo simples que eu tive de falar com os pais da JOANA para os elucidar, utilizando muitas conversas e exemplos que lhes apresentei.
Com as leituras que os obriguei a fazer para poder discutir tudo isso posteriormente, ficaram mais esclarecidos. Isso serviu, essencialmente, para eles mudarem completamente o seu comportamento, especialmente para com a Joana que, de «birrenta», passou a ser muito sua amiga e colaborante, ajudando-os a «re-unirem-se» depois de se terem «des-unido» por causa da educação dela e do seu comportamento irrequieto.
A Joana nunca iria aderir a jogos parecidos com os da Baleia Azul, especialmente sem os pais saberem do caso, porque se sentia integrada na família e com o seu forte apoio.

F: Mas isso é importante?
N: Mais do que importante. Qual de nós gosta de se sentir excluído? Muitas vezes, até «arranjamos» grupos esquisitos para nos sentirmos em ligação com os nossos semelhantes e bem aceitas por eles. O que sentirá uma criança a quem nem os pais, que são os responsáveis, voluntários ou não, pela sua existência, ligam a devida importância, enquanto se preocupam muito com os amigos, a sociedade, os negócios, a política, o poder, etc., negligenciando completamente a família e, especialmente, os filhos?
O que farão esses filhos que não tiveram «culpa» de vir a este mundo?
Temos de pensar nisto e perguntar a nós próprios se o nosso comportamento é adequado para a situação e para os interesses deles, isto é, o de eles estruturarem uma personalidade adequada, para viverem de bem consigo próprios e em harmonia com o meio ambiente em que que se encontram inseridos.

F: Acha que a responsabilidade é tão grande? 
N: A responsabilidade dos pais é bastante grande e deve ser consolidada antes de pensarem em ter filhos.
É por isso que me preocupo em difundir estas ideias, para evitar que só se comecem a tomar medidas depois das «desgraças» terem acontecido. Nessa ocasião, aparecem as notícias em grandes parangonas nos diversos meios de comunicação social, de forma espalhafatosa e ligados a factos emocionais que despertam a curiosidade e a venda de jornais e revistas, assim como aumentam as audiências nos canais de televisão.
É um negócio rentável para quem só quer fazer lucros e não se preocupa em difundir as ideias e os conhecimentos necessários para que essas «desgraças» não aconteçam.
Depois, surgem também os especialistas e estudiosos que averiguam esses factos, fazem estudos, elaboram estatísticas e fazem prognósticos para dizer aquilo que aconteceu.
Porém, parece que ninguém se lembra de dizer aquilo que se poderia ter feito para que isso não acontecesse.

F: Quer dizer que isso é evitável?
N: Não quero garantir que tudo seja evitável. A Protecção Civil tem de estar preparada para enfrentar os desastres e as tempestades que nos podem assolar. Se não as puder evitar pode, pelo menos, socorrer a tempo e aliviar os estragos.
Mas, para que isso aconteça, é necessário todo um trabalho anterior. É nisso que estou a colaborar e a tentar dar algumas informações que me são possíveis dentro dos meus conhecimentos e vivências que tive em mais de 40 anos de clínica e que estou a difundir nos dois blogs [psicologiaparaque.wordpress.com] e [livroseterapia.worpress.com].
Nesta perspectiva, entrei também no facebook, não para me expôr, mas especialmente para difundir as minhas ideias e experiências que podem ajudar bastantes pessoas.
Contudo, é necessário que as pessoas assim o queiram e ajudem a gente mais capaz, mais nova e mais enfronhada nos meios de comunicação social e da política, a fazer alguma coisa preventivamente, porque a doença mental e especialmente as depressões, as delinquências e os desentendimentos conjugais, com prejuízo para uma boa educação, vão aumentando a ritmo muito considerável.
Repare que as duas páginas que mantenho no facebook são «Centro de Psicologia Clínica», onde difundo as notícias publicadas neste blog buscando no seu arquivo os elementos que me são necessários. deixando a «Biblioterapia» para difundir os livros e eventualmente, no futuro, as ideias que agora são transmitidas na outra página.

F: No caso concreto, acha que aquilo que diz, poderia ser feito com a Baleia Azul?
N: Não posso garantir que isso fosse totalmente possível, mas os casos seriam muito menos e de gravidade muito menor, porque os pais, mesmo que «negligentes», teriam alguma noção daquilo que os filhos estavam a fazer e dos sarilhos em que se estavam a envolver.

F: Gostamos de tudo o que disse e parece que para si, a psicologia é muito importante.
N: Dou-lhe toda a razão porque, se não fosse assim, não estaria a trabalhar, ao computador, nos dois blogs e na reorganização e actualização dos livros, voluntaria e gratuitamente, cerca de 5 horas por dia.
Tudo isso, é devido à minha bibliofilia desenvolvida, em criança, em grande parte, com o reforço negativo para não ser inferiorizado e com o reforço positivo obtido pelo apreço que todos os familiares mostravam com a leitura de livros que eu fazia e que serviu para me iniciar nos livros de Pierre Daco, em Luanda.
Também serviu foi para começar a tentar resolver a minha frustração de não conseguir continuar o curso de Direito.
Essa frustração também me levou a matricular-me no ISPA e a frequentar os seminários de terapia do comportamento com Victor Meyer, PhD, a partir dos quais e de muitas leituras e treino de relaxamento e de análise do comportamento, consegui fazer uma reestruturação cognitiva que me livrou da depressão grave em que estava mergulhado.
Com o reforço positivo obtido com a conclusão do curso e o ingresso na BPS (Ordem dos Psicólogos Britãnica), já em 1975, o reforço conseguido incentivou-me e pesquisar e a experimentar com outras pessoas o tipo de relaxamento muscular e mental que eu tinha feito.
Incentivou-me também a investir na Terapia do Equilíbrio Afectivo que me ajudou a apresentar a minha tese de doutoramento em 1980, em que defendi a possibilidade de utilizar as nossas memórias boas e vitórias obtidas para contrabalançar e ultrapassar as dificuldades do dia-a-dia.
Posteriormente, o ter enveredado profundamente na Imaginação Orientada, com o apoio da autohipnose, veio facilitar as coisas ainda mais, dedicando-me muito mais a isso, para ultrapassar a frustração causada por uma partidarite política que me inviabilizou, em 1984, o pós-doutoramento em neuropsicologia que eu tinha programado e iniciado anos antes.
E para completar a minha informação, posso dizer que a partir de 1976 poderia ter enveredado de novo pela aviação comercial onde ganharia muito mais do que em psicoterapia, mas que eu prescindi porque gosto da Psicologia em que me sinto muitíssimo bem.

F: Se vai transformar esta nossa conversa em artigo, fico à espera de o ler logo que possível. Obrigado.
N: É o que pretendo fazer logo que chegue a casa a tenha disponibilidade para isso.

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de técnicas, metodologia e ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo, estou a preparar um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) que tem este título para não haver confusões com a Bibliofilia e a Animação Cultural.
Este livro, completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades, vai orientar devidamente os interessados, de uma maneira muito precisa, para a leitura de livros adequados com um objectivo definido, de acordo com os seus interesses e situação específica.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA

Depois de ter recebido o seguinte comentário dum anónimo feito no último post,

Doutor, eu conheço-o e, por isso, faço este comentário que pode meter no blogue para lhe mandar.
Descubri, como conclui, que o meu pai neste momento já tem “nova família” e já me está a por de lado.
No dia dos meus anos disse-me que não podia ir jantar, achei estranho e descobri que ele foi jantar com a sua nova família, que é muito triste…
Depois disse que combinássemos um dia. 3 depois da meus anos ia os fazer o meu jantar de anos, mas ele começou novamente a ser uma besta, ofender-me, entre outras coisas abituais dele.
Estávamos em Lisboa, começou ofender me ainda mais ainda por cima à frente da minha namorada, eu disse lhe que ia me embora pq não estava para aguentar aquilo e ele disse que podia fazer o bem quisesse.
Eu saiu e disse que o jantar estava dado!
Ele começa a chorar a dizer que não merecia aquilo e eu disse que se ele deixa se de merdas e fosse ajudado por alguém como o doutor, já nada disto era assim!
Vi me embora e vim para casa de transportes mais a minha namorada.
Como vê doutor, ele além de não melhorar, só piora!
Não quer ser ajudado, então que soluções há?
Disse-lhe mesmo, “assim tu vais ficar sozinho, vais me perder de vez, e assim pessoa como és, não serves para nada! Tu precisas de apoio,,,!

achei que devia dar uma resposta, tanto quanto possível imediata e quase ao correr da pena, não só para  sossegar o comentador, mas ainda para fazer ver que numa psicoterapia, existe necessidade do envolvimento do próprio para que se possa fazer uma reestruturação nas cognições do indivíduo desequilibrado, o que se pode conseguir só com a vontade e a «cabeça do próprio».
Se o próprio não colaborar, vai descobrir mil e uma justificações para os seus desequilíbrios e «culpar» os outros ou o destino pelos males que estiver e sofrer.
Os outros serão sempre os culpados e ele será a vítima do sistema!

Como estava a pensar num livro relacionado com a «PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA» e já tinha publicado o «BIBLIOTERAPIA» e o «AUTO{psico}TERAPIA», interessava-me, depois da conversa mantida com o psicoterapeuta Edmar da Silva, descobrir se conseguiria preparar um livro mais explicativo para se conseguir utilizar a Biblioterapia num sentido mais amplo, incitando as pessoas para uma Bibliofilia que as ajude, através de leituras adequadas, a começar com uma Prevenção e Profilaxia que possa evitar os desequilíbrios verificados constantemente na nossa sociedade.

É verdade que se diz que a nossa sociedade é civilizada. Mas, em que sentido? Mais industrializada? Com mais meios tecnológicos? Com mais riqueza acumulada nas mãos de alguns, enquanto os outros vivem na miséria? Quem vai dar a todas estas pessoas, especialmente as menos favorecidas, para não dizer mais desfavorecidas, a paz de espírito de que necessitam para suprir as deficiências e ultrapassar as dificuldades que surgem no dia-a-dia?
Os meios de comunicação social, mantidos e orientados pelos mais poderosos, não ajudam, a não ser na venda de produtos com os quais lhes interessa aumentar os seus lucros, desprezando por completo a vontade ou as necessidades da maioria e tentando instrumentalizar todos a seu favor e em seu proveito.

Estava a pensar neste novo livro e já tinha ideias bastante claras sobre o caso da «Cristina» e a sua educação muito civilizada e preconceituosa e estava a chegar aos problemas do «Calimero» de quem tinha perdido o rasto desde a última vez em que ele disse à mãe que não necessitava de apoio e que, a conduzir em Lisboa com a carta de condução que não conseguira obter anos antes e com uma licenciatura com 16 valores, tudo o que tinha conseguido fôra com o trabalho dele
Contudo, embora tivesse razão em parte, algum melhoramento que se conseguiu, não seria obtido sem a sua colaboração, embora pouco satisfatória. Das suas 17 dificuldades mencionadas por ele no início da psicoterapia, só «Necessidade de proteger o pai», «Medo de subir de elevador sem companhia» e «Vontade de se lançar de locais altos» não tinham diminuído muito. Quais seriam as «causas» dessas dificuldades?
A necessidade de proteger o pai seria algum traumatismo negativo muito forte e difícil de relembrar? O medo de subir de elevador sem companhia podia ser explicado pelo trauma sofrido quando, com a mãe doente, teve de subir num elevador de hospital, que ficou parado mais de 30 minutos, sem poderem sair do mesmo. O estado emocional da mãe também o poderia ter influenciado. Isso também teria criado nele a vontade de saltar do sítio alto onde estava encurralado, para se poder libertar dessa «prisão»?

Eram factos a ser aclarados com um bom relaxamento mental, bastante profundo e prolongado, o que não foi possível fazer durante o tempo que durou a psicoterapia, seguindo parte da metodologia da Biblioterapia e, se possível, de uma quase Autoterapia, como tinha acontecido com o Júlio e com a Cidália.
O «Calimero» não gostava de ler e foi quase por obrigação que leu apenas os originais do livro da Cidália. Não sabia coisa alguma sobre o funcionamento do comportamento humano, especialmente o relacionado com a aprendizagem, os condicionamentos, os traumatismos negativos, a frustração e muitas outras coisas que cada um pode facilmente apreender, como tinha acontecido com o meu amigo «Antunes» com a leitura de livros adequados.
Além disso, nada sabia sobre a psicopatologia e o modo como os traumatismos acontecem, além da maneira como podem ser «resolvidos» ou «eliminados» dentro do possível. Achava que devia haver um botão de «reset», tal como nos computadores, para mudar tudo ou conseguir saber as origens do mal, para as poder arrancar pela raiz.

Para culminar estas lacunas, o exercício do relaxamento mental era fraco, dizia que gostava de escrever muito, mas nem conseguia manter um diário com as anotações das dificuldades e boas coisas que lhe aconteciam no dia-a-dia, quanto mais manter uma prática de autoanálise que tem as suas normas especiais e pode provocar o efeito de Zerigarnick.
As autoavaliações tinham sido feitas nas sessões de consulta e psicoterapia, quase a saca-rolhas e com pouca fidedignidade, mas indicando que, ao fim de 2 anos, as 17 dificuldades tinham passado de 9,20 na 2ª semana, para 4,42 na 84ª semana, na escala de 11 pontos/conceitos, isto é, grosso modo, de 92% para 44%.

Além disso, a Imaginação Orientada tornava-se muito difícil por causa da pouca profundidade de relaxamento atingido, com a prática mínima mantida em casa e impossibilidade de entrar em autohipnose. O que ele desejava, era falar muito e obter respostas para as suas dificuldades, imaginando que, com a «conversa», iria conseguir muito. Talvez já tivesse «aprendido» isso antes, com as consultas de psicologia «normais» que mantivera durante mais do que ano e meio.

No caso do «Calimero», uma das minhas exigências iniciais tinha sido a «voluntariedade» dele, mas a colaboração só poderia ser exigida depois, o que não foi conseguida na totalidade por causa dos hábitos já adquiridos em casa, na sua vivência de 21 anos. Por isso, depois dos resultados, para mim insatisfatórios, ficaram muitas dúvidas.

♦ Se os pais do Calimero tivessem tido um período de namoro suficientemente amplo para se conhecerem e adaptarem-se melhor, um ao outro, talvez as desavenças inciais não tivessem lugar e o Calimero não ficasse sujeito a um clima de instabilidade emocional quase permanente. O ambiente familiar da criança seria muito mais satisfatório.

♦ Se durante o tempo do namoro, houvesse uma franca discussão acerca dos graus académicos e o valor dos cursos, talvez o pai não tentasse menosprezar as licenciaturas em Ciências Humanas em contraposição com as de Direito, Engenharia, Arquitectura, Medicina.

♦ Se depois do nascimento do Calimero houvesse um acompanhamento sério e adequado do seu desenvolvimento cognitivo, psicomotor e académico, com despistes atempados e reeducações eficazes, as suas dificuldades nos estudos seriam muito menores, se é que existissem.

♦ Se não houvesse uma superprotecção exagerada ao longo do seu desenvolvimento, provavelmente o Calimero não seria tão imaturo como demonstrava estar, mesmo com 21 anos completos.

♦ Se a mãe não tivesse tido o episódio do derrame cerebral obrigando a uma intervenção cirúrgica urgente e a um internamento de duas semanas, com toda a emocionalidade consequente, num clima em que havia fortes divergências entre os progenitores, com ameaças da mãe em abandonar a casa, talvez os medos do Calimero fossem diferentes ou mais reduzidos, se é que existissem.

♦ Se, nessa ocasião, o pai não se desorientasse e não descarregasse, provavelmente, em parte, as suas frustrações no Calimero, obrigando-o a estudar quando a criança deveria estar fortemente preocupada e desorientada com a doença da mãe, talvez o diferendo do Calimero com o pai não existisse ou tivesse outra configuração.

♦ Se os estudos do Calimero corressem bem, provavelmente, a imaturidade seria menor e os medos também, podendo ter obtido facilmente uma actual licenciatura de Bolonha, com 21 ou 22 anos.

♦ Muito disso não aconteceu com o Calimero que, por razões óbvias, teve de interromper uma psicoterapia inacabada, sem acompanhamento posterior, havendo perigo de reincidência em caso de alguma contrariedade maior.

♦ Todo o «menor sucesso» que houve no caso do Calimero foi fruto da sua dificuldade em não colaborar com o psicoterapeuta através do treino que deveria ser feito afincadamente em casa, com leitura de livros, manutenção do diário e tentativa de iniciar o relaxamento de maneira adequada.

É por isso que, como prevenção, os pais podem seguir muitos dos «conselhos» e «práticas» disponibilizadas aos pais da «JOANA», que nunca mais necessitaram de apoio e vivem em harmonia, entreajudando-se sempre que possível e necessário, embora fora de Portugal e muito longe.

Tudo isto pode servir para dizer que, se o pai do meu comentador não se sentir com dificuldades e achar que todo o mundo está errado, menos ele, não só não aceitará qualquer ajuda válida, como a «perverterá» se lhe for imposta sem a sua vontade.
É este o meu fito ao tentar preparar um novo livro alertando as pessoas para a necessidade duma Bibliofilia a fim de que cada um se possa precaver com leituras adequadas que funcionem como um catalizador para uma vida melhor, isto é, com paz de espírito e em boa harmonia com o ambiente e com os outros.

Para isso, também é necessário, numa sociedade como a nossa, que se crie ou instigue o gosto pela boa leitura e não apenas de folhetins que entretém momentaneamente. Isto significa criar em cada um o gosto pela leitura, incentivando-o com essa Bibliofilia, a ler livros adequados para o seu caso.

E, agora, surge o problema insidioso do jogo da Baleia Azul.
Quem se vai precaver contra os perigos iminentes que o mesmo encerra, dando apoio aos mais frágeis que se deixam enredar nas suas malhas quase invisíveis? Os pais estarão em alerta suficiente? Chorar DEPOIS, quando ANTES poderiam ter estabelecido formas de protecção?
Pode ser um grande passo a ser dado para uma sociedade mentalmente mais saudável.

Para facilitar ainda mais a compreensão de todo este arrazoado de técnicas, metodologia e ideias e atendendo também aos comentários, sugestões, críticas e pedidos de esclarecimento feitos ao longo do tempo e para não haver confusão com a Bibliofilia ou Animação Cultural, o novo livro deve intitular-se «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) destinado a elucidar e orientar devidamente os interessados, de uma maneira muito precisa, de acordo com os seus interesses e situação específica, completando a colecção da Biblioterapia com 18 unidades.

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