PSICOLOGIA PARA TODOS

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 4

Quando ia passar pelo café habitual como todas as semanas, o senhor Felício e mais uma pessoa aproximaram-se de mim para dizer que tinham estado à minha espera nas duas semanas anteriores e que não me tinham visto passar por lá.
Queriam saber o que se passava comigo ou se tinha estado doente.
Esclareci que na última semana tinha tido necessidade de ir a Amadora entregar os documentos para o preenchimento do IRS, porque também na semana anterior tinha tentado ir à Segurança Social em Sintra e não tivera êxito.
Como isso se situa num caminho mais estreito do que o «cú de Judas», sem possibilidades de estacionamento do veículo, desistira dessa visita para passar a «procuração» a um contabilista amigo.
Depois deste esclarecimento, o Sr. Felício deixou-me com o senhor de quem vinha acompanhado, porque ele, depois de ler vários posts sobre a BIBLIOTERAPIA, estava muito preocupado e necessitava de esclarecimentos para «assentar» as suas ideias em relação aos problemas que enfrentava.
Depois do Felício se despedir de nós, entramos no café para dois dedos de conversa, que começou logo.

 

P: Já sei que a Biblioterapia, como o próprio nome indica supõe que o leitor, através de determinadas obras, pode curar determinados aspectos (ou mesmo doenças físicas) da sua vida e, o que o biblioterapeuta faz, é, mediante o “quadro que a pessoa apresenta”, indicar determinadas obras cuja leitura ajudará a ultrapassar essa fase.
N: Não sei se essa definição está correcta, mas acho-a desconexa, porque, antes de tudo, qualquer doença física ou mental tem de ser devidamente avaliada, muitas vezes, com observação directa por médico ou psicólogo, com exames complementares, se necessários.
Além disso, não me consta que os biblioterapeutas, que não sei o que são, possam «curar» além de livros!
Tanto quanto sei, uma versão do doente, paciente, cliente ou interessado, segundo o seu ponto de vista, especialmente a do momento, pode enganar muito. Quais os sintomas? Na parte de Psicologia, nunca me atreveria a dar indicações sem ter uma visão completa da situação. Já disse isso muito claramente no post Resposta 48 mas repito que dar «conselhos» por telefone ou por email, sem conhecer bem o caso, pode não só ser incorrecto, como até prejudicar o «paciente».
Posso dizer-lhe que, com o meu amigo Antunes, tive um problema semelhante que ficou apresentado no livro «Imaginação Orientada» onde se fala também em consultas, exames, psicoterapias, etc. Ele queria saber se a filha, com dificuldades escolares de insucesso e irrequietude nas aulas, deveria ter consulta com um neurologista, como a mulher desejava, ou com um psicólogo como ele achava que devia ser.
Em conversa e com tudo aquilo que ele tinha lido nas brochuras do Centro de Psicologia Clínica, preparados para os nossos utentes, fiz-lhe chegar à conclusão de que, no caso da filha, a consulta com um Psicólogo seria o mais indicado.
Depois dessa consulta e do exame subsequente em que se verificou que a filha tinha mais problemas emocionais do que cognitivos, ele próprio chegou à conclusão de que poderia dar apoio psicopedagógico à filha utilizando os nossos livros já publicados e que agora estão transformados em «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação».
Neste caso, eu tive de lhe indicar os livros como psicólogo que estava a conhecer o caso dele e era autor dos livros. Nesta biblioterapia, houve necessidade de observação inicial e exames.
Tudo isso aconteceu porque eu conhecia também a mulher e, durante as nossas conversas quase intermináveis, já me tinha apercebido de que o próprio Antunes estava a sofrer de depressão e ansiedade acentuadas, que se reflectiam, como dano colateral, na depressão em que a mulher começava a entrar e nos comportamentos hiperactivos da filha, que já estava a ter insucesso escolar.
No caso dele, como psicólogo clínico que estava a tomar contacto directo com a situação, consegui que ele se interessasse pelos livros anteriores que deram origem a «Psicologia para Todos» e «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?», além de lhe fornecer vários apontamentos policopiados que foram os originais do livro «Interacção Social».
Depois disso, confirmei as minhas ideias sobre a sua depressão/ansiedade porque ele também se apossou dos originais da comunicação sobre Autoterapia que eu estava a preparar e que se transformou agora no livro «Auto{psico}Terapia».
Estou a aflorar tudo isto para lhe fazer ver que, apesar de eu não saber que já tinha sido diagnosticada no Antunes uma depressão grave, com medicação consequente, que ele deixou de tomar porque se sentia ainda pior quando a tomava, eu já me tinha apercebido disso, com o «discurso» dele durante as nossas «conversas», falando nas dificuldades que a filha estava a demonstrar e com o diagnóstico de depressão que ainda faltava fazer na mulher.
Afinal, os problemas da mulher e da filha eram os efeitos secundários da depressão dele.
Falo nisto tudo porque, apesar de todos os diagnósticos, ninguém se preocupou com as possíveis causas de todas essas dificuldades. E essas causas podem ser muito subtis e imperceptíveis.
Conforme se verifica no livro do Antunes, bastou ele começar a dar apoio psicopedagógico à filha, à base dos livros indicados (biblioterapia), para ela começar a deixar de ter insucesso e não necessitar de ser irrequieta nas aulas, passando a ser uma das melhores dinamizadoras das suas colegas.
Bastou apenas isto, juntamente com a Autoterapia que o Antunes começou a praticar, para a mulher também se sentir muito melhor e ele ser promovido na empresa.
Afinal, a depressão/ansiedade de que o Antunes estava a sofrer devia-se apenas à sua preocupação e ânsia de trabalhar o máximo possível para não deixar a família com falta de rendimentos em caso do seu «desaparecimento», do mesmo modo como tinha acontecido com ele depois do falecimento do seu pai (traumatismo negativo dele).

P: Então, um livro sobre depressão pode dizer muita coisa!
N: Não sei o que quer dizer com isso, mas o meu livro «Combata ou Evite a Depressão» dá uma ideia geral sobre esta entidade psicopatológica, além de muitas indicações necessárias para a combater ou evitar. Porém, só a leitura desse livro não resolveria o problema do Antunes. Havia muita coisa mais a fazer.
De que maneira se poderão descobrir as causas sem cada um fazer uma viagem «dentro de si», indo buscar ao seu inconsciente muitos dos factos relegados para segundo ou terceiro plano ou demasiadamente escondidos e camuflados e que fazem imaginar outra coisa?
Esta viagem pode ser feita apenas pelo próprio, autonomamente, ou com alguma ajuda.
Sem a colaboração do paciente, os psicólogos não tem acesso a esses dados.
No caso do Antunes, ele conseguiu fazê-la autonomamente depois de ler muita coisa.
Foi uma Biblioterapia, isto é cura através de livros e ninguém foi biblioterapeuta
Porém, no caso da Cidália e do Júlio, houve necessidade de alguma ajuda, mas eles também tiveram de ler muita coisa para se aperceberem da situação e conseguirem fazer uma análise cuidadosa do seu passado e da situação envolvente.
O caso da Isilda foi uma reacção a «males de amor», em grande parte devida ao controlo exagerado que a mãe exercia nela, por causa da má experiência conjugal dela própria. Esse livro, juntamente com outros, ajudou a «nova paciente» a fazer uma psicoterapia quase relâmpago por causa da sua boa compreensão, treino em casa e leitura de muitos livros que falavam sobre o funcionamento do comportamento humano e experiência da Cristina.
Portanto, em todos estes casos de depressão, as suas causas foram muito diversas, tal como o afastamento do Júlio da casa dos pais e o da Cidália da casa dos avós, para poderem estudar. Será fácil imaginar que isso possa ser a causa duma depressão? Todas essas «causas» têm de ser conhecidas, estudadas, avaliadas e tidas em conta no contexto do momento. Sem lá chegar, quase nada se pode fazer com segurança e eficácia.
Dizer às pessoas que leiam o livro sobre Depressão pode não servir de coisa alguma, como aconteceria com todos eles se não lessem também muita outra coisa que quase todos temos necessidade de apreender, a fim de compreender o modo de funcionamento do comportamento humano e as suas peculiaridades.

P: Mas eu julgava que poderia ter uma obra que visasse vários aspectos para poder ajudar a pessoa com dificuldades para ela melhorar a sua saúde e evitar as descompensações.
N: Não me parece muito viável, a não ser que seja para cada um ler por sua conta e risco, sem qualquer recomendação generalizada, que pode implicar sérios danos para algumas pessoas em causa. Além disso, se não houver contacto pessoal, qual a razão de «recomendar» um livro? Se houver contacto pessoal, o pretenso «biblioterapeuta», deve ter uma literatura que conheça a fundo e que possa recomendar com segurança para aquele caso específico. Nem todos os casos são iguais e já mostrei as diferenças que existiram nestes cinco casos, em que tudo foi diferente.

P: Então, não acha que se possa fazer um livro que englobe, por exemplo, questões relacionadas com Luto, como a perda de cônjuge, filhos, pais, amigos próximos, Depressões, Desemprego, Falências, Despejos, Refugiados/Retornados, Drama da guerra, Estrangeiros com recomeço de vida num novo país, Cuidadores de pessoas como pais, cônjuges, filhos em situação de incapacidade física e/ou psicológica, Divórcio, Filhos a sairem de casa, Dores nos ossos, Problemas de visão, Esquecimento, Problemas respiratórios, Questões dermatológicas, neurológicas ou quaisquer outras dignas de destaque?
N: Não me aflija com a panóplia dos aspectos que apresentou. Eu sou apenas psicólogo clínico que se dedicou à docência de Psicologia Geral e Social, Psicopatologia e Comportamento Organizacional, além da clínica em psicoterapia e psicopedagogia nos últimos 40 anos.
Quem escreveria um livro desse tipo? E quem beneficiaria dele efectivamente? Sei que nos aspectos em que exerci a docência, pude dar alguma ajuda às pessoas que tinham dificuldades ou que desejavam melhorar o seu desempenho indicando alguns livros que eles poderiam consultar, além dos apontamentos policopiados, tirando as suas dúvidas durante as aulas. Foi isso que me aconteceu.
Também foi nesse aspecto que me dediquei à preparação dos livros necessários para uma possível Biblioterapia, destinada a pessoas que irão escolher os livros que desejam e dos quais necessitam, talvez com indicações de técnicos que os possam ajudar conhecendo as obras.
Contudo, ficar à espera de haver uma pessoa que dê indicações num livro que abranja todos os aspectos que focou na sua pergunta, parece-me utópico porque se deve assemelhar mais a uma enciclopédia.
Para consultar isso, também não são necessários «biblioterapeutas» dos quais nunca tinha ouvido falar. Cada um pode fazer isso por si próprio.

P: Então, o que me diz das revistas que apresentam a resolução de vários problemas e dão respostas, tal como nos diversos programas de televisão?
N: Não sei a que programas se refere. Mas, se me está a falar nos programas que se apresentam nos vários canais na parte da manhã depois dos noticiários, posso dizer que não vejo qualquer deles. Prefiro estar ao computador a tratar dos blogs e da reorganização e actualização dos meus livros. Quando, por acaso, a televisão fica a funcionar e vejo as actuações dos diversos intervenientes, parece-me que os inspectores da polícia judiciária falam mais em psicologia do que os outros que falam muito e eu não compreendo, embora utilizem palavras muito bonitas. Quanto às revistas, já disse o que penso e é uma questão de consultar o blog. São entretenimentos em que não gosto de me imiscuir e que talvez sejam prejudiciais.

P: Então, o que é que se deve fazer em casos destes?
N: O que eu fiz, foi juntar toda a minha experiência nos 17 livros que se encontram na colecção e talvez seja bom ler o meu último post, no blog onde dou uma visão mais ou menos realista sobre este assunto.

P: O que é que as pessoas farão depois?
N: Não sei o que as pessoas poderão pretender fazer, nem qual a razão da sua preocupação com um livro que me parece mais uma enciclopédia e que não se encontra apenas na área da psicologia, mas abrange medicina, sociologia, assistência social, economia, política e não sei que mais.
Se o assunto fosse comigo, posso dizer que para preparar um livro desses, teria de ler muita coisa, até fora do meu campo de actuação e ciência, para conseguir escrever qualquer coisa aceitável. Mesmo assim, estaria a reproduzir as ideias dos outros, incorporadas nas minhas cognições e segundo a minha visão. Quem me garante que poderia estar certa? Que repercussões poderia ter nos outros? Fazer uma coisa destas, seria um mau serviço prestado à Psicologia e mais prejudicial ainda para o público utilizador. Não digo consumidor, porque o livro poderia não ser para venda como os produtos farmacêuticos e dietéticos que se propagandeiam nas televisões…. e não deixam de ter consumo, com o arrependimento de muitos dos que se podem sentir enganados. Não conhece esta realidade? Com os livros que escrevo, com os blogs que estou a manter e as intervenções no facebook, estou apenas a divulgar a informação de factos acontecidos comigo, sem tentar fazer publicidade ou propaganda.

P: Assim parece-me tudo muito complicado e talvez dispendioso.
N: Não posso concordar consigo totalmente porque existem soluções.
Uma delas, é fazer palestras em que se possa apresentar a 30 ou 40 pessoas com dificuldades psicológicas, as possibilidades de cada um colaborar na psicoterapia com leituras e treinos persistentes e perseverantes.
Essas pessoas podem consultar, desde o início, o livro «Auto{psico}Terapia» e tentar praticar tudo aquilo que lá se apresenta de forma resumida, para começar a tentar compreender, o que devem fazer para analisar as causas dos seus comportamentos inadequados a fim de os mudar para outro modelo mais aceitável, de acordo com as possibilidades de cada um e no ambiente em que a pessoa estiver inserida.
Além dessa leitura e treino, deve ser necessário a pessoa conseguir compreender o modo de funcionamento do comportamento humano, o que é suavemente apresentado no «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?». Isso vai ajudar bastante a compreender qual a razão de determinados comportamentos.
Só isto pode chegar para que cada um consiga fazer uma psicoterapia autónoma, tal como aconteceu com o Antunes, descrito em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!», livro que também pode ser lido para descobrir o modo como ele actuou e conseguiu chegar ao traumatismo sofrido com a morte do pai e da posterior falta total de recursos financeiros.
Isto é uma modificação do comportamento com uma reestruturação cognitiva, apoiada pela análise do pasado que exige muito relaxamento mental e compreensão do funcionamento do comportamento humano.
Se isso não chegar e a pessoa não conseguir melhorar em relação às suas dificuldades, pode e deve pedir ajuda imediata a um técnico competente. Foi o que aconteceu com a Cidália e o Júlio que realizaram uma psicoterapia em menos de metade do tempo, necessário nas consultas «normais».
O que interessa salientar nesta vertente, é que os livros são mais baratos, podem ser lidos em qualquer lugar e momento, evitam deslocações e demoras nos consultórios e ocasionam melhorias mais rápidas, duradouras e eficazes, continuando como aprendizagem para futuras ocasiões de dificuldades a que estamos constantemente sujeitos, além de ficarmos prontos para reagir autonomamente.
Se uma pessoa se quiser certificar ainda mais em relação a este tipo de psicoterapia, pode consultar os casos de Cristina, Germana e Januário, descritos em «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» e verificar que todos foram muito diferentes, embora pudessem «sofrer» do mesmo diagnóstico, sendo resolvidos de maneira muito mais rápida e eficiente. E, se quiser aprofundar ainda mais as vantagens duma psicoterapia oportuna, em caso de não ter havido prevenção e profilaxia, muitas vezes, por falta de uma educação adequada, com um bom apoio familiar, pode consultar os 4 casos mencionados em «Psicoterapias Defíceis».

P: Se fôr necessário ler esses livros todos, onde é que os podemos encontrar, se os quisermos?
N: Não será necessário ler todos os livros mas, em qualquer caso, os três primeiros indicados na resposta anterior são importantes. Os restantes, podem-se ir lendo se houver necessidade dos mesmos, assim como existem também vários para o apoio psicopedagógico, desenvolvimento pessoal e cultura geral.
Se não os conseguir numa biblioteca e os quiser adquirir, tem de verificar se já foram publicados, consultando o blog [livroseterapia.wordpress.com]. Caso estejam publicados, pode fazer o pedido directamente para [mariodenoronha@gmail.com] a fim de que os livros sejam enviados à cobrança pelo correio. Se não tiverem sido publicados, pode utilizar os seus substitutos anteriores que também estão indicados nesse blog. Em caso de dúvidas e necessidade de mais informações, pode solicitá-las através do mesmo email ou fazer um comentário em qualquer artigo do blog [psicologiaparaque.wordpress.com], ficando à espera da resposta, porque os comentários são moderados para não passarem despercebidos.
Também informo que os livros serão publicados à medida que as pessoas demonstrarem interesse em os adquirir porque não desejo fazer publicidade e propaganda mas interesso-me apenas pela divulgação das informações.  Quero que as pessoas escolham aquilo que desejarem e acharem o que é melhor para elas.

P: Acha que não devo fazer coisa alguma?
N: A sua necessidade de me contactar e de obter informações sobre esses livros, parece que diz muita coisa.

P: Não me aconselha nada?
N: O que é que quer que lhe diga?

P: Será que lendo alguma coisa que o meu amigo Felício tem, poderei avançar? Ele tem o Autoterapia e o livro do Antunes.
N: Será que a nossa conversa o fez chegar à resposta que eu iria dar se fosse a uma consulta comigo? Depois disso, se ler muito daquilo que está publicado e respondido neste blog, e se não houver as tais palestras e necessitar de tirar dúvidas particularmente, tem o meu perfil onde, nos parágrafos finais, tem as informações necessárias para poder agir como entender. Não se esqueça que a leitura e a compreensão da matéria abordada é muito importante e que ninguém mais o pode fazer por qualquer de nós. É por isso, que sempre afirmei que o Psicólogo é ajudante do motorista que orienta o computador (caixa dos pirolitos) que dá as instruções à «maquineta», que é o nosso corpo, que desejamos que progrida por bons caminhos w com aboas acções.

P: Gostei das informações que me deu mas não compreendi a ênfase que colocou na necessidade de saber algumas coisas sobre o funcionamento do comportamento humano. 
N: Ainda bem que me faz esta observação que merece uma resposta com algumas alegorias e perguntas. Quem conduz um carro não tem de saber conduzir? Não necessita de ter a carta de condução? Não tem de passar num exame de código e reconhecer as normas de condução e sinalização, além dum exame prático? Não tem de saber tomar em conta o nível de água, combustível, óleo, estado dos travões, pneus, embraiagem, etc. da viatura? E se o carro fôr de boa marca, os cuidados não têm de ser maiores? E se tiver de conduzir «na mão contrária» como me aconteceu durante 10.000 quilómetros na Inglaterra como irá conduzir?
Do mesmo modo, quem conduz uma pessoa não tem de saber as normas necessárias e como é que as coisas funcionam? Isso acontece com o cérebro condutor do nosso corpo. Da mesma maneira que existem as normas de condução de veículos, com prática para os conduzir, esse cérebro tem de saber alguma coisa sobre o funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social.
Por este motivo, tem de saber bem os conceitos e não apenas as definições relacionados com afiliação, atitude, aprendizagem e suas leis, condicionamentos clássico e operante, conflito, cultura, dessensibilização, dissonância cognitiva, extinção, frustração, gratificação, identificação, modelagem, moldagem, mudança, nível de tolerância,  percepção, personalidade, pico de extinção,  punição,  pressão e inibição social,  reforços diversos incluindo o do comportamento incompatível, saciaçãovalores e várias outras coisas, com os efeitos que são produzidos imediatamente e a longo prazo nas pessoas envolvidas.
É como se se aprendesse o código de condução, que é indispensável para poder conduzir a viatura que é o próprio indivíduo.
Às vezes, quando o próprio não tem essas noções, é ajudado por mais algém que costuma ser o psicólogo.  Mas é sempre bom prevenir e agir ANTES, em vez de tentar remediar DEPOIS.

P: Nem sabe o alívio que tive depois desta conversa. Há muito que ler.
N: Fico especialmente satisfeito com a sua última constatação. É por isso que tenho mantido porfiadamente a minha actividade nos blogs, no facebook e na reorganização dos livros. E é também por isso que estou a pensar em preparar mais um livro com o título «A Prática de Biblioterapia» que vai ser o nome do post que vou fazer com esta nossa conversa. Espero que o leia, consultando todos os links que vou mencionar de propósito. Se ainda não viu, vá também consultar o post anterior, em que apresento o texto dum possível capítulo do novo livro.
Divulgue isso o mais possível entre os seus amigos e familiares. É o melhor apoio que me pode dar. Não sei se sabe que nós também necessitamos de apoio e que aprendemos muito com os outros. Por isso, agradeço-lhe imenso esta conversa.

 

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

 

 

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3 thoughts on “A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 4

  1. Anónimo on said:

    Gostei do artigo e fiquei satisfeito com o que diz.
    Deu-me vontade de rir falarem no Biblioterapeuta.
    Como disse que não sabia o que era e também para reduzir a minha ignorância, fui logo ao dicionário e não encontrei esta palavra.
    Por isso, consultei palavras semelhantes.
    Verifiquei que fisioterapeuta é especialista em fisioterapia, que é tratamento de doenças através de agentes físicos e naturais.
    Psicoterapeuta é especialista em psicoterapia, que é um conjunto de técnicas terapêuticas utilizadas no tratamento de situações de stress como nas de desordens emocionais ou mentais e que visam o restabelecimento do equilíbrio de um indivíduo.
    Por isso, fazendo uma extrapolação, se fisio é corpo, psico é mente e biblio são livros e se o tratador do fisio é fisioterapeuta e o tratador de psico é psicoterapeuta, estando biblio relacionado com livros, o seu tratador deve ser o biblioterapeuta.
    Eu que julgava que o especialista que trata dos livros se chamava encadernador ou restaurador de livros!
    Mas, neste caso, serão os livros que necessitam de tratador? Ou será aquele que os lê?

  2. Amigo do Felício on said:

    Obrigado por este artigo, a partir da nossa conversa.
    Só o consegui acabar de ler agora, consultando as ligações que introduziu.
    Achei muita piada ao comentário feito por um anónimo em relação a biblioterapeuta.
    Já tentei experimentar o que diz na «Autoterapia», que não é fácil, mesmo depois de ler a experiência do Antunes, mas vou continuar.
    Julgo que as tais palestras devem ser importantes, pelo menos no início.
    Isto tudo cai-nos em cima, muito simples, mas completamente diferente daquilo que nos fartamos de ouvir.
    Aqui, parece que se deixam as pessoas reagir por sua livre vontade.
    Vou ler tudo muito melhor: os livros e os vários artigos do blogue.
    Vou ter de me ausentar durante cerca de 2 meses, mas levo os livros comigo e o computador.
    É para continuar a consultar o blogue ou enviar algum e-mail.
    Já que apresentou no poste anterior um possível capítulo do novo livro que está a preparar, gostaria de conhecer mais algum ou alguns que me possam ajudar.
    Pode ser uma ajuda para mim e para mais pessoas que conheço.
    Obrigado por tudo.

    • Obrigado pelo comentário. Eu também fiquei surpreendido com o comentário anterior ao seu, relacionado com «biblioterapeuta». Logo que tiver uma visão mais ou menos definitiva do novo livro, vou ver se consigo publicar alguma coisa do seu conteúdo, assim como de «Saúde Mental sem psicopatologia».
      Oxalá que os posts sirvam para ajudar alguém e que eu tenha inscrições para o novo livro denominado «A Prática da Biblioterapia» que tenciono publicar, se possível, dentro de 2 meses.

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