PSICOLOGIA PARA TODOS

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 5

Recebi há dias o comentário seguinte do Amigo do Felício.

Obrigado por este artigo, a partir da nossa conversa.
Só o consegui acabar de ler agora, consultando as ligações que introduziu.
Achei muita piada ao comentário feito por um anónimo em relação a biblioterapeuta.
Já tentei experimentar o que diz na «Autoterapia», que não é fácil, mesmo depois de ler a experiência do Antunes, mas vou continuar.
Julgo que as tais palestras devem ser importantes, pelo menos no início.
Isto tudo cai-nos em cima, muito simples, mas completamente diferente daquilo que nos fartamos de ouvir.
Aqui, parece que se deixa as pessoas reagir por sua livre vontade.
Vou ler tudo muito melhor: os livros e os vários artigos do blogue.
Vou ter de me ausentar durante cerca de 2 meses, mas levo os livros comigo e o computador.
É para continuar a consultar o blogue ou enviar algum e-mail.
Já que apresentou no poste anterior um possível capítulo do novo livro que está a preparar, gostaria de conhecer mais algum ou alguns que me possam ajudar.
Pode ser uma ajuda para mim e para mais pessoas que conheço.
Obrigado por tudo.”

Para satisfazer o seu pedido que me parece razoável, como tenho o livro quase pronto, vou indicar em primeiro lugar o Índice e dizer que esse livro deve ter 104 páginas, a ser publicado logo que possível, depois de tratar da capa, etc. O preço do livro deve ficar em 11.00€, enviado pelo correio depois de me ser solicitado directamente.

Haja pedidos para a sua aquisição.
O capítulo HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA? que foi publicado num post anterior, deve ficar quase na mesma.

Agora, vou publicar o capítulo final «CONSIDERAÇÕES FINAIS» que deve constar nas páginas 91 a 94.

ÍNDICE
O QUE É A BIBLIOTERAPIA?
A BIBLIOFILIA SERÁ NECESSÁRIA?
AS CONSEQUÊNCIAS DA BIBLIOFILIA
UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL
NECESIDADE DE BIBLIOFILIA PARA A BIBLIOTERAPIA
A BIBLIOTERAPIA E A EDUCAÇÃO
DEPRESSÃO E BIBLIOTERAPIA
A BIBLIOTERAPIA NA PSICOTERAPIA
FALTA DE BIBLIOFILIA PARA A BIBLIOTERAPIA
BASES DA PSICOTERAPIA
IDEIAS PARA PREVENCÃO E PROFILAXIA
HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
BIBLIOGRAFIA

 

“CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sintetizando tudo o que se disse anteriormente, pode-se compreender a grande vantagem na Bibliofilia para a crição do gosto pela leitura que vai ajudar a consultar livros, na sua totalidade ou aos poucos, podendo ser lidos nas mais diversas ocasiões, posições e circunstâncias.
É um pronto-socorro permanente e autónomo.
Essa Bibliofilia pode ajudar a utilizar a Biblioterapia, tanto no caso de se tentar resolver um desequilíbrio psicológico, como numa perspectiva de o tentar evitar. Pode ainda servir para desenvolver uma gestão eficaz, melhorar o desempenho pessoal ou ajudar quem necessite de apoio psicopedagógico ou de reabilitação.

Contudo, essa Bibliofilia tem de ser criada ou incentivada, o mais cedo possível, para que exista, de facto, um gosto pela leitura. Se não forem os pais, os familiares mais chegados ou até o meio ambiente circundante, existem os professores e outros técnicos que podem incentivar e desenvolver este gosto, nem que seja ao longo da vida.
Este gosto pela leitura, além de ser utilizado para ler quaisquer livros com os quais a pessoa pode simpatizar ou dos que necessitar, servirá também para consultar os que forem mais necessários para saber o modo como funciona o comportamento humano isoladamente e em interacção com os seus semelhantes, assim como para verificar se os comportamentos são saudáveis ou não, embora possam ser considerados «normais» em determinados ambientes e sociedades.

A partir dessas leituras e das suas vivências pessoais, o indivíduo pode inteirar-se dos valores dentro da sua cultura e verificar se o seu comportamento é satisfatório ou se sofre de pressões, recordações, traumatismos que não consiga aguentar pessoalmente. Uma análise consciente, racional e lúcida pode ajudar imenso. Contudo, também é bom que uma pessoa analise o seu comportamento na sociedade em que vive, para descobrir se é satisfatório ou forçado.
Para uma análise profunda, recordando muito do que se passou com cada um e sabendo como se processa a estruturação da personalidade com as aprendizagens feitas, baseadas nos estímulos, condicionamentos e reforços que recebe desse meio ambiente, é possível descobrir as causas, tanto actuais como remotas de muitas das nossas acções, quer desejáveis, quer inadequadas, bem como as inoportunas, intempestivas e inadmissíveis.

Essa análise, racional, serena do passado, pode ser feita num relaxamento profundo, com autohipnose, inicinando-se, praticamente, à hora de dormir, para continuar, sem a nossa intervenção directa, durante o sono ou nos momentos em que houver alguma insónia. Contudo, para que isso aconteça, é necessária uma prática anterior que pode não demorar muito mais do que um mês, despendendo com ela cerca de uma hora todos os dias, também à hora de dormir.
Porém, para facilitar todas essas recordações e sua análise, uma anotação de tudo o que se passa connosco durante o dia e até no sono e nos sonhos, juntamente com uma autoanálise de 5 minutos diários, em condições específicas, pode ajudar imenso.
Depois, a prática do relaxamento mental, antecedido, se necessário, do relaxamento muscular, ajuda e facilita a realização das «operações mentais» necessárias.

Portanto, em todo este conjunto de «operações», se a pessoa, antes de se ir deitar, depois do provável mês de prática, dedicar 5 minutos à autoanálise, reler durante 2 minutos o diário e durante os restantes 3 minutos praticar o relaxamento muscular, pode entrar imediatamente no mental, se possível,  com autohipnose. Assim, além de programar a sua Imaginação Orientada, baseada na TEA e na logoterapia, para orientar o sentido da sua vida que já foi descoberto anteriormente, realizará uma reestruturação cognitiva eficaz e duradoura.

Tudo isto torna-se impossível sem «entrar» no espírito da Biblioterapia, com a leitura e devida compreensão e apreensão dos conhecimentos difundidos nos diversos livros já mencionados e que foram utilizados por outros personagens, em condições semelhantes.
Uns fizeram-no autonomamente, enquanto outros, necessitaram de ligeira ajuda do psicólogo, mas todos com bons resultados.
Por isso, também é vantajoso saber como é que cada um desses personagens actuou, para se conseguir um modelo de acção que possa condizer com a personalidade e capacidades do interessado.
Também é bom não esquecer que pequenos acontecimentos sem importância para a maioria e até para o próprio, em outras condições, percebidos e sentidos no ambiente do momento, podem funcionar como traumatismos negativos capazes de alterar e desequilibrar todo o comportamento, como aconteceu com o Júlio.

Enquanto não forem relembrados e compreendidos, para descobrir maneiras de os ter podido ultrapassar ou ultrapassa-los com as aprendizagens disponíveis no momento, o reequilíbrio do psiquismo do próprio ou o desenvolvimento do seu desempenho não será fácil.
Os exemplos de casos concretos são amplamente dados nos livros da colecção da Biblioterapia.
Nada ou quase nada do que se disse anteriormente neste capítulo, pode ser feito apenas pelo psicoterapeuta ou por qualquer outra pessoa, devendo o protagonista fundamental ser o próprio.
Se alguem quiser ajudar, pode fazê-lo, mas tem de ser num sentido próprio e bem direcionado para o objectivo bem definido do interessado, que deve ser o personagem principal.
É necessário ter cuidado com uma ajuda extemporânea ou inadequada que pode ser prejudicial e até comprometer todo um «tratamento» que estava a ser feito com bons resultados, acarretando resultados prejudiciais para o próprio.

Já se mencionou isso em «Psicoterapias Difíceis».
Por este motivo, as noções do funcionamento do comportamento humano são necessárias também para essas pessoas que dizem querer ajudar ou pretendem fazê-lo.
Nestes casos, uma educação anterior pode ajudar imenso, pelo menos, a não atrapalhar ou desorientar uma acção em curso, que estiver no bom caminho.

Portanto, a Biblioterapia, a partir do Bibliofilia, também é essencial para esses «ajudantes», «apoiantes», «educadores» ou «beneméritos».
Não sei o que mais se possa dizer sobre as vantagens duma leitura para conhecimentos adequados, que não se conseguem obter ainda, na generalidade, nas notícias e informações difundidas nos meios de comunicação social.

Por todos estes motivos, ainda me lembro do iogui com quem conversei sobre a minha actividade profissional em psicoterapia, quando estive em Jaipur, em 1994 e lhe perguntei no fim da conversa, aquilo que eu tinha de fazer para utilizar o ioga.

A resposta dele, a sorrir, foi apenas:
Sente-se e pratique.
No caso da Biblioterapia para a psicoterapia ou desenvolvimento pessoal, a minha resposta também é muito simples:
Leia, experimente e descubra por si. Até pode estar deitado.
 Mas o principal órgão a funcionar deve ser sempre a cabeça ou o cérebro, coloquialmente, «a caixa dos pirolitos»”, que continua a «trabalhar» até durante o sono.”

É por isso que tenho mantido porfiadamente a minha actividade nos blogs, no facebook e na reorganização dos livros. E é também por isso que estou a pensar publicar este livro «Psicoterapia… através de Livros…», sem confusão com o título deste post, a fim de não haver conotações com a Bibliofilia Animação Cultural, muito em voga com o título de Biblioterapia.

Com a exposição feita neste post espero que o leia, com consulta de todos os links, que vou mencionar de propósito. Se ainda não viu, vá também consultar o post 3 com o mesmo título deste, para verificar as vantagens do incitamento à Bibliofilia.

Divulgue isso o mais possível entre os seus amigos e familiares. É o melhor apoio que me pode dar. Não sei se sabe que nós também necessitamos de apoio e que aprendemos muito com os outros. Por isso, agradeço-lhe imenso esta conversa.

Consultou todos os links mencionados neste post?

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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2 thoughts on “A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 5

  1. Amigo do Felício. on said:

    Obrigado por este artigo, apresentado e meu pedido.
    Li-o todo, com todas as ligações.
    Dentro de mês e meio devo estar de regresso a Portugal.
    Entretanto vou tendo atenção àquilo que publicar.

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