PSICOLOGIA PARA TODOS

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 6

Depois dos dois meses bem passados na Inglaterra, segundo o próprio, o Amigo do Felício vinha ansioso para «falar» comigo, N, demoradamente, porque estava a continuar a seguir este blog depois da nossa última conversa. Além disso, estava a praticar alguma coisa daquilo que tinha lido no livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P) que levara consigo.
Olhando bem para ele, pareceu-me mais «descontraído» do que da vez anterior e, provavelmente, menos «descontrolado». Entrando para o café, esclareci que tinha bastante tempo disponível, porque a minha mulher deveria demorar algum tempo na cabeleireira já que havia mais clientes para serem atendidas antes dela.
Quando me disse que tinha ficado satisfeito não só com o trabalho feito por ele sem perda de tempo e dentro do prazo, disse-lhe que esse método de trabalho também me agrada imenso.
Quando estive lá a fazer os estágios e actualizações em psicologia e integração escolar, em 1975, além de ter conduzido mais de 10.000 quilómetros em «mão contrária», orientei-me nos itinerários com muito mais segurança e certeza do que no nosso país.
Além disso, os sinais nas estradas e ruas estavam bem visíveis e colocados em locais apropriados, o que não se verifica ainda na nossa terra, nem acontecia, naquela época, em Espanha ou em França.
Além disso, todos os horários eram cumpridos e não havia perda de tempo, o que é difícil entre nós.
Começamos depois com a nossa conversa que mais lhe interessava.

 

AF: Sabe que estou a praticar algumas das coisas que li no livro e começo a sentir-me mais descongestionado? Faço todos os dias o relaxamento muscular e já estou a conseguir entrar em relaxamento mental.
N: Felicito-o por essa ideia e procedimento e também fico satisfeito por ter conseguido contribuir para o seu bem-estar. Nem sempre se consegue isso, porque as pessoas querem «resultados» rápidos e esta terapia depende muito da persistência, empenhamento e bom senso que é necessário ter ou conseguir ganhar, além das muitas leituras que lhe estão associadas e que são indispensáveis.
Mas, antes de tudo, pode ter a certeza que depende muito mais do próprio, do seu bom senso e da persistência que tiver, do que do acaso ou dos «conselheiros».

AF: Apesar de me ter sentido melhor, os fogos em Portugal, isto é em Pedrógão Grande e ou outros, muito constantes, deixaram-me muito tenso durante bastante tempo. Tenho familiares que se deslocam muitas vezes para essas zonas, mas soube depois que não estavam lá.
N: Repare que eu insisto sempre numa profilaxia e prevenção para evitar as dificuldades.
– Já que fala em fogos, vou aproveitar para fazer um paralelismo. Se houvesse um bom ordenamento florestal, umas boas comunicações, bom comando, meios de transporte rápidos e um dispositivo capaz de fazer frente a estes «desastres», acha que não haveria muito menos estragos, especialmente em vidas humanas?
O facto de não se prever tudo isso e não ficarmos prontos para aguentar as dificuldades, ocasiona os resultados que conhecemos e, depois, ficamos a lamentar, a fazer inquéritos, investigações e sindicâncias, arranjando justificações e imputando as culpas aos outros.
Quero fazer mais um paralelismo, já que me disse ter estado em Inglaterra.
Um senhor inglês que vive cá há vários anos e se dedica à informática, perdeu tudo no incêndio. Além da casa, os computadores e todo o material ficou danificado. Contudo, não se queixou muito como as restantes vítimas da tragédia. Ele disse que continuaria no mesmo local e que iria refazer a vida. Provavelmente, têm cópias de salvaguarda e seguro para restaurar o seu material danificado. Tomou todas as precauções antes e com a visão de que poderia ter de enfrentar algumas dificuldades. Foi racional, pragmático e previdente.
Na saúde mental, era isso que eu desejava que acontecesse e que as pessoas não tivessem de suportar o ónus dos desequilíbrios por causa das inúmeras dificuldades que todos teremos de passar durante a vida. Temos de estar prontos e preparados para enfrentar as dificuldades que é necessário ultrapassar com os menores danos possíveis, como meta e desejo final, porque dificuldades haverá sempre.
Além disso, para conseguirmos mudar alguma coisa nos outros ou no ambiente, nós também temos de mudar.
O quê? Como? Quando» Porquê? De que maneira?
São perguntas que teremos de responder depois de conhecermos aquilo que interessa com as leituras que fizermos. Para isso a Bibliofilia também é importante.
Aquilo que estou a apresentar em «Autoterapia» ajuda imenso mas, além do treino, as leituras, com compreensão adequada da matéria, é muito importante.
Para isso, um comando também é essencial. É a nossa cabeça, bem esclarecida.
Temos de ter muita força interior para viver momentos calmos, estando preparados para enfrentar as dificuldades que sempre existirão. É uma espécie de estarmos com as baterias carregadas.
Tudo isto é necessário e possível incutir na educação, desde criança.

AF: Era isso que eu queria perguntar. Qual a necessidade das leituras se estou a praticar o relaxamento?
N: Aí é que está o busílis da questão. É o mesmo que acontece com os praticantes do ioga, reiki, mindfullness ou qualquer outra coisa quando seguem apenas alguns procedimentos e não envolvem a «cabeça» em tudo isso.
Esses procedimentos podem ocasionar descontracção física ou satisfação momentânea, mas não «resolvem» os problemas mentais específicos que avassalam a pessoa se a cabeça não estiver envolvida nesse processo. Já deve ter visto a resposta que um iogui me deu acerca disso, comparando o ioga com o meu método.
Os seus problemas iniciais não se relacionavam com algumas ideias que passavam pela sua «cabeça»?
− Acha que o seu desconforto inicial, com muito do que está a viver, não tem nada a ver com coisas que se passam na sua «cabeça» que, por sua vez, comanda todas as suas ideias e acções consequentes?
Muitas vezes, quando sentir frio com a temperatura muito baixa, a sua cabeça irá fazer com que se agasalhe com um bom casaco.
Mas se sentir um frio súbito numa situação perigosa ou desagradável, qual será a vantagem do casaco?
− A sua cabeça irá dar essa ordem de vestir o casaco apesar de sentir frio?
− Com que resultado?
− Não terá de fugir ou investir contra alguém ou alguma coisa ou proteger-se desse perigo?
Para isso, o relaxamento instantâneo pode ajudar a entrar imediatamente em relaxamento mental para a «consulta» das informações armazenadas na sua «cabeça», devido às «aprendizagens» anteriores, a fim de escolher o comportamento julgado mais correcto para a ocasião.
Para isso, tem de envolver a «cabeça», e nisso, o relaxamento mental é essencial.
− Depois de estar em relaxamento mental, o que vai fazer?
− Não são os problemas ou as dificuldades que tem de enfrentar no seu dia-a-dia que o deixam desorientado?
− Não tem de analisar as «causas» possíveis de tudo isso?
− Para conseguir fazer essa análise, não tem de recordar a sua vida e os passos que deu?
− Como é que se poderá fazer uma análise rigorosa, racional, adequada e «verdadeira» sem ter a «cabeça fria» e sem preconceitos ou «defesas»?
Para isso, mesmo que saibamos o modo como o comportamento funciona, temos de raciocinar devidamente, ter a humildade suficiente para reconhecer as falhas e não arranjar desculpas para as justificar erradamente, como acontece a maior parte das vezes.

AF: Mas isso não é difícil? Como é que uma pessoa consegue fazer isso sozinha?
N: Falando por mim, posso dizer que não é fácil, mas com algum treino é possível, e o Antunes também demonstrou que não é impossível.

AF: De acordo com a sua prática, o que se deve fazer?
N: O que eu fiz, foi ler muito do que consegui obter naquela ocasião e que era adequado para a situação. Depois, num relaxamento profundo, tentei iniciar comigo próprio a recordação de muito do que se tinha passado na minha vida. Além disso, tentei descobrir as possíveis soluções e modos de não sofrer as mesmas desilusões que tivera. Foi com base nisso que tentei deslindar todo este sistema para uma Biblioterapia na psicoterapia mas, o que me ajudou muito, foi a paixão (Bibliofilia) que tinha pela leitura daquilo que era necessário para o meu caso, além dos ensinamentos colhidos no meu curso de Psicologia Clínica no ISPA e nos seminários sobre Modificação do Comportamento que frequentei com o Doutor Victor Meyer.

AF: E isso chegou?
N: Para mim, não necessitei de mais nada. Depois, fui praticando o relaxamento mental que, naquela época, só atingia depois de praticar o relaxamento muscular, à minha maneira. Verifiquei que as boas memórias do passado me ajudavam a melhorar em muito o meu «estado anímico». Depois, como já estava dedicado à clínica e tinha «doentes» a quem devia apoiar, necessitando de testar o meu método com outras pessoas, além de preparar a tese sobre a Terapia do Equilíbrio Afectivo, enveredei pela Imaginação Orientada, que fui praticando comigo e que nunca mais «abandonei». Se com a TEA tinha conseguido um sucesso de 86%, houve um aumento substancial com a Imaginação Orientada.

AF: Qual a razão de não publicitar esse método?
N: Antes de tudo, tenho de dizer que não gosto muito de publicidade, especialmente nas questões de saúde. A minha tese foi entregue na American Psychological Association, na British Psychological Society, no Sindicato Nacional dos Profissionais de Psicologia e no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Contudo, não me importo de divulgar o que é necessário, tal como estou a fazer agora, mas não como os anúncios do Calcitrim ou Imodium. Tenho os dois blogs no wordpress e duas páginas no facebook, além daquela que está lá em meu nome. Vem lá tudo. Quem quiser, pode fazer os comentários que achar convenientes, os quais não me passam despercebidos.
Pode também contactar-me através do meu e-mail.
Já disse muitas vezes que estou interessado em divulgar o método e estou a fazê-lo. Quem quiser e conseguir tirar proveito do mesmo, dará os passos necessários, tal como vocês estão a fazer.
Além disso, tem o meu perfil no blog onde, nos parágrafos finais, estão todas as indicações que podem ser necessárias.

AF: E os que não chegarem aos seus blogues e facebook?
N: Para toda essa gente já me disponibilizei a fazer palestras que ajudem a compreender o método. Nessas reuniões, até se pode tentar experimentar o que digo, para ir praticando em casa. Se as entidades oficiais não se preocuparem com isso ou se as associações de solidariedade social não implementarem acções neste sentido, acho que não tenho vocação e, muito menos tempo ou apetência para isso, porque não pretendo «fazer negócio». Caso contrário, teria montado uma empresa quando o CPC ainda era «vivo».
Há bem pouco tempo a nossa médica disse-me que tinha gostado do livro e tinha-o recomendado a alguns doentes porque eles, necessitando de ajuda, não a conseguiam obter nas devidas condições nos serviços existentes. E parece que eles estão a obter bons resultados só com o «AUTO{psico}TERAPIA».
Embora ma custe aceitar uma situação destas, tenho de concordar com ela, porque até na Inglaterra já se queixam de falta de recurso humanos. Estas técnicas, que estão cá à disposição de todos, poderiam ser implementadas sem haver necessidade de ficar à espera de saber o que se faz no estrangeiro.
Essa história de prescrição de livros já estava a ser ensaiada e utilizada por mim muito em 1980, só com «prescrição de apontamentos policopiados» e deu bons resultados quando as pessoas se empenharam na sua autorrecuperação. Isto está a ser apresentado nos blogs e no fb, e agora, nos livros que estão à disposição, ficando todos remodelados e actualizados, com novos «casos» para apresentar os resultados já obtidos.

AF: Mas é necessário ler muito?
N: O que lhe posso garantir, é a necessidade de conhecer o modo como o comportamento humano funciona em termos de estímulos, respostas, aprendizagem, condicionamentos, pressões e inibições sociais, percepção, sentimento, dissonância cognitiva, emoção, modelagem, moldagem, punição e seus efeitos, e muita coisa mais tal como os efeitos dos diversos tipos de reforço, o que pode ser apreendido nos livros que estão agora à disposição de todos e são apresentados nos dois blogs de que falei. Além disso, as dúvidas podem ser respondidas a partir dos comentários. Também, nas palestras de que falei, muitas dúvidas podem ser clarificadas com novas respostas e exemplos do que acontece na vida prática do dia-a-dia. Já disse o que aconteceu com os alunos do Hospital de Vila Franca de Xira.

AF: Porquê tanta ênfase nos reforços?
N: Ainda bem que me faz esta pergunta. Quando já estava no ano do ISPA e tinha frequentado os seminários com Victor Meyer, continuando ainda com o estágio escolar no grupo de Terapia Comportamental, orientado por um psiquiatra que se dizia comportamentista e tinha estado em estágio na Escola Médica onde Victor Meyer dava aulas, os meus colegas ainda diziam que a gratificação provoca reforço positivo e a punição ocasiona reforço negativo e não ouvi qualquer contestação ou rectificação do orientador.
Basta este pequeno mal-entendido ou «desinformação» para deitar abaixo toda uma terapia e seus resultados.

AF: Qual é o mal-entendido?
N: Eis a questão. O reforço é consequência da gratificação ou da punição.
Logicamente, se uma gratificação ocasiona reforço positivo, diziam todos que uma punição ocasiona reforço negativo, já que é o seu oposto.
Porém, o reforço é o resultado da satisfação que sentimos depois da gratificação ou da punição.
Se desejamos alguma coisa e conseguimos isso, ficamos gratificados e obtemos reforço positivo.
Contudo, ninguém, a não ser os masoquistas, desejam a punição. Se formos punidos, o nosso comportamento imediato é evitar a punição. Mas, só se conseguirmos evitar ou fugir da punição, obteremos a satisfação e ficaremos com reforço negativo.
Está a ver a diferença. Além disso, se não conseguirmos fugir, podemos entrar em frustração em relação à qual iremos engendrar diversas respostas. Se, mesmo assim, não conseguirmos diminuir ou evitar a punição, podemos entrar em depressão aprendida que é para economizar as forças, por não podermos ultrapassar a frustração de evitar a punição. Isso, também pode levar a um estado de conformismo.
Outro aspecto importante a focar, é a tentativa de fuga à punição, com a consequente frustração que pode ocasionar respostas inadequadas que, quando bem-sucedidas para diminuir o desconforto, podem ocasionar reforço secundário negativo aleatório que pode originar o vício ou a adicção. Exemplos disso podem situar-se no contexto da droga, mesmo que legal, do álcool, da delinquência, da prostituição, etc….
Não sei se, politicamente falando, temos laivos disso já há muitos anos, com a ambição do poder, nepotismo, autoritarismocorrupção, etc. Parece-me que, na maioria, somos mais conformistas do que «brandos» devido à «educação» política que tivemos nos meados do século passado e que foi quase continuando….com outros contornos!

AF: Já estou a perceber. Mas isso é muito complicado para se compreender facilmente.
N: Repare que estamos a falar à mesa dum café.
− Se eu falasse para um grupo de 30 ou 40 pessoas como acontecia nas aulas do Hospital de Vila Franca de Xira e em várias outras situações, não surgiriam mais dúvidas que poderiam ser esclarecidas imediatamente para muitas mais pessoas, do que só para uma, como está a acontecer agora?
− Consegue compreender agora a minha insistência maior em fazer palestras do que responder a uma pessoa ou manter consultas?
− Já pode concordar comigo quando digo que não me façam perguntas por email ou que me deixem dar as respectivas respostas através dos blogs que estou a manter?
Atingem muitas mais pessoas, algumas das quais poderiam nunca ter pensado no assunto ou não teriam essas dúvidas no momento.
− Além disso, em vez nos limitarmos apenas às respostas, que não se podem obter a qualquer momento e em tempo oportuno, consegue descobrir a vantagem dos livros?
Estão em qualquer lado em todos os momentos.
É por isso que me preocupo em saber das pessoas a sua opinião quantitativa (de 1 a 5) sobre cada livro em relação a:
♦ Clareza e simplicidade da linguagem.
♦ Forma de exposição.
♦ Interesse do assunto.
Com esses elementos em mão e com alguma opinião qualitativa para a melhoria dos livros, parece que poderei ser muito mais útil do que nos últimos 40 anos de clínica, só com consultas.

AF: Será necessário conhecermos todos os conceitos de que falou?
N: Tenho a certeza de que são mais do que indispensáveis.
Por exemplo, uma vez, um senhor que se dizia psicólogo em formação para mestrado e que já queria ser tratado por doutor, estava a dar apoio a um grupo de pessoas com problemas. Dizia que utilizava com eles a biblioterapia, isto é, tratamento com livros. Que livros? Livros de poesia e alguns romances, etc….
Se a biblioterapia é tratamento através de livros, numa psicoterapia, não podem ser quaisquer livros.
Os mesmos têm de ser direccionados para o fim em vista.
− Qual o objectivo?
− Se quisermos «tratar» um criminoso, vamos aconselhá-lo a ler livros de poesia, romances ou os que podem dar indicações sobre o melhor modo de furtar carteiras, arrombar casas ou assaltar bancos e postos de gasolina?
− Será para o ajudar a tornar-se ainda mais criminoso, deliciando-se com a poesia?
Infelizmente, é isso que se faz, «agarrando» o significado superficial da palavra e utilizando-o como mote ou emblema para uma actuação…. O pior, é ser em terapia!
− Qual o objectivo?
É por isso que sou contra muitas das ditas «psicoterapias» que têm um nome pomposo, mas que são mal utilizadas a partir desse nome.

AF: Porque é que diz isso?
N: Hoje em dia não faltam uma série de «psicoterapeutas» especializados em tudo e até em Biblioterapia e que se dizem biblioterapeutas.
Deixe-me fazer mais um paralelismo.
– Se psicoterapeuta é aquele que trata dos problemas psicológicos das pessoas, o biblioterapeuta deverá ser aquele que trata dos livros?
Contudo, o especialista, nesta matéria, parece-me que é o encadernador ou restaurador de livros.
Também, se a quimioterapia é um tratamento com químicos, a biblioterapia pode ser um tratamento com livros.
– Mas também, neste caso, para ajudar as crianças a ler ou entusiasmá-las com a leitura, não será tarefa dum professor ou animador cultural?
Contudo, falando de biblioterapia em psicoterapia, como já disse, não podem ser quaisquer livros mas sim os que ajudem a pessoa a reganhar o seu equilíbrio psicológico. Porém, hoje em dia, não faltam anúncios de biblioterapia a falar em leitura de livros de prosa, poesia e teatro para crianças, idosos, etc.
O meu fito é muito diverso. Por isso, para a psicoterapia, preparei os livros com a finalidade de os utilizar com critério e explicação daquilo que se pretende, com a colaboração de cada um, para tornar tudo mais económico, cómodo, eficaz e duradouro, tentando tornar a pessoa autónoma.

AF: Gostei desta explicação, mas como é que este projecto pode avançar?
N: Como já disse, alguém que esteja interessado ou «carente» tem de pegar nele e implementá-lo. Vai ter toda a minha ajuda. Posso intervir em diversas palestras, explicar como se pode proceder para continuar a praticar, aconselhar as leituras necessárias ou prestar mais algumas informações, além de conseguir esclarecer dúvidas de vez em quando. Tem os blogs e o email. Agora, até estou a finalizar o livro que, inicialmente tentava que fosse «A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA» cujos conteúdos foram publicados neste blog.
Contudo, como o livro abrange a psicoterapia, além de psicopedagogia, interacção sicial e desenvolvimento pessoal e não exclui a colaboração de vídeos, palestras, drama, treinos, etc. e como também não é para divertimento ou lazer, vamos intitulá-lo «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…».
Estamos à espera que haja alguém que subsidie a sua impressão ou exista um grupo de 40 a 50 pessoas que queira reservar a sua aquisição logo que seja publicado.
Já expliquei no livro «BIBLIOTERAPIA» que as intenções e objectivos deste método é tornar a pessoa capaz de enfrentar autonomamente as dificuldades da vida, tentando ultrapassá-las com êxito.
Faço o que está ao meu alcance. Mais do que isso não posso fazer, mas garanto que eu ainda pratico a Imaginação Orientada, sem muitos dos adjuvantes, tais como a autoanálise, o diário, as autoavaliações, etc. como está indicado no «AUTO{psico}TERAPIA», «gastando» apenas os primeiros 5 minutos antes de dormir e depois de estar na cama. É o hábito, com a aprendizagem e treino anterior. Não se esqueça que são muitos anos de prática e de ajuda aos outros, depois de ter experimentado todo este processo comigo, em 1973/75.

AF: Neste caso, podemos colocar as nossas questões e iremos obter respostas como nas consultas à distância.
N: Calma. Eu não disse nem quis significar isso. Essa história de consultas à distância, só pode acontecer quando o especialista conhecer o «caso» e apenas tiver de ajudar, orientar as leituras ou esclarecer dúvidas.
Cada «caso» têm de ser bem conhecidos para se fazer uma avaliação específica, tentando descobrir de que modo o «mal» pode ser atacado. É por isso que digo que, só com «diagnósticos», sem saber a fundo aquilo que se passa com a pessoa, pode ser muito arriscado enveredar por uma terapia que se deseja eficaz. Por causa disso, já tive conhecimento se suicídios, etc. relatados por especialistas em psiquiatria. Mostro isso claramente nos livros «Eu Não Sou MALUCO!» e «PSICOPATA! Eu?». Não desejo que alguém se arrisque a fazer isso.

AF: Mas no «Autoterapia» também existem procedimentos a adoptar.
N: Concordo consigo. Mas acho que não são totalmente obrigatórios e podem ser modificados à medida das necessidades de cada um. Foi o que disse ao Júlio desde o início. Mas, nada disso vai dar bom resultado se o próprio não compreender e seguir as leis ou normas do funcionamento do comportamento humano.
Pode ter resultados inesperados, tal como verificou com as consequências do reforço negativo e da punição de que já falámos. Existe muita coisa que temos de mudar em nós para obtermos os resultados que desejamos.
É por este motivo que insisto que as pessoas têm de saber como tudo funciona, a fim de «não embarcar» nas muitas «receitas» que se dão em vários meios de comunicação social e até em livros de várias terapias. Cada um tem de saber avaliar as coisas por si e colaborar com o seu especialista, se e quando necessário, tal como aconteceu com quase todos os «casos» apresentados nos livros que estão preparados e que serão publicados à medida das possibilidades e desejos dos que estiverem interessados neles.
Estou a dizer isso porque os psicólogos também não estão isentos de «ficar desequilibrados». Isso acontece porque, apesar de terem a obrigação de saber como funciona o comportamento humano, não respeitam as suas normas, ou não seguem alguns procedimentos necessários, nem analisam os seus comportamentos com a racionalidade, objectividade e humildade necessárias para descobrir as «causas» dos desequilíbrios, preocupando-se apenas com a justificação ou desculpabilização dos seus desequilíbrios.
Não é necessário que digam aos outros quais as causas, mas as mesmas têm de ser verificadas por cada um, para as alterar, influenciando os comportamentos indesejáveis, a começar por aqueles que os incentivam.
É por esta razão que eu faço uma amálgama ecléctica e pragmática de análise psicológica, logoterapia, reestruturação cognitiva e modificação do comportamento, com um relaxamento mental profundo ajudado pela autohipnose e Imaginação Orientada, necessária para «engendrar» o futuro, com algum «prognóstico» bom.
Mas repare que tudo isto tem de ser feito na sua grande maioria com a «cabeça» de cada um, que também deve incentivar os treinos necessários, integrando tudo aquilo que ficou lido e bem compreendido nos seus conceitos essenciais.

AF: Parece que fico mais descansado com esta conversa.
N: Espero que tenha conseguido clarificar alguns aspectos que, geralmente, ficam duvidosos e são mal compreendidos e pior utilizados. Já consegui apresentar num dos últimos posts as vantagens de cada um saber o que se passa consigo. Foi de propósito, por sua causa. Se não compreendermos o modo como o nosso comportamento funciona, tal como consegui explicar aos pais da Joana, muita coisa nos passa despercebida. Pode ter a certeza que, neste momento, estamos a modificar o comportamento um do outro. O senhor está a reforçar-me com a sua curiosidade e atenção, estimulando-me a falar nestes assuntos dos quais eu gosto imenso. Eu devo estar a reforça-lo com as explicações que estou a dar, fazendo com que tenha da Psicologia uma ideia muito diferente daquela que tanto se propagandeia na comunicação social. Por isso, espero que as pessoas tomem as rédeas nas suas mãos e façam o que puderem para disseminar estes conhecimentos que são extremamente úteis para todos e que podem ajudar a melhorar a saúde mental e o bem-estar de todos.
Se os pais conseguirem melhorar, os filhos podem ganhar muito mais com isso, através dos exemplos que lhes serão proporcionados. É a aprendizagem social, com reforço vicariante e até identificação e moldagem.
Será uma prevenção com profilaxia capaz de evitar futuras necessidades de combater as depressões, fobias, compulsões, sentimentos de inferioridade, dificuldades no trato social, psicossomática, etc. com a necessidade de acompanhamento médico quase inexistente e a consequente utilização de medicamentos que depauperam o organismo, o relacionamento social e a paz interior.

AF: Mas acho que não vai ser fácil!
N: Concordo. O pai da Joana já me disse isso no início, mas quando «deitou mãos à obra», ainda conseguiu ajudar muita gente sem a minha intervenção. E eles estão agora todos muito bem na Austrália. Ajudar 2% ou 3% dos seus conhecidos é pouco?  E se esses conhecidos ou amigos também ajudarem os seus conhecidos? É bom que a família consiga incutir nos filhos os valores de solidariedade, equidade, cooperação, honestidade e respeito pelos outros, com exemplos e sem dissonância cognitiva, a fim de que as gerações mais novas possam estruturar uma personalidade mais adequada do que a nossa, para terem um mundo melhor.

AF: Obrigado pela sua intervenção e pela companhia que teve de me fazer durante todo este tempo.
N: Eu também lhe agradeço o seu interesse e ajuda em abordar um tema tão importante.
Vou ver se a minha mulher já está liberta. Quando chegar a casa, vou pensar bem na nossa conversa e relembra-la à noite na IO, para fazer amanhã um post sobre a mesma.

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Vai ter muito trabalho, tal como eu tive em fazer este post

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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2 thoughts on “CONVERSA ENTRE AMIGOS – 6

  1. Amigo do Felício on said:

    Acabei de ler este artigo com todos as ligações ontem à noite.
    Acabaram-se os meus dias de folga depois do regresso de trabalho na Inglaterra.
    Estou a sentir-me um pouco melhor a parece que consigo entrar em relaxamento mental.
    Agora que tenho menos trabalho, vou ver se consigo seguir o livro «Autoterapia» em melhores condições, porque também estou sossegado com os meus familiares e conhecidos que vão passar algumas férias e feriados perto de Coimbra, etc.
    Tenho pena que não publique o novo livro que diz que está a preparar, juntamente com alguns dos outros que ainda não estão publicados.
    O do Júlio deve ser interessante.
    Não sei se nos conseguiremos encontrar tão cedo, mas agradeço que me alerte para o caso de ter essas palestras de que falou.
    Vou estar atento aos blogues e ao facebook.

  2. Anónimo on said:

    Depois de ler este comentário no facebook quando li o artigo, pensei em mim para saber se poderia ter algum benefício na minha dificuldade de emagrecer.
    Estou a engordar e, depois de ter consultado nutricionista e gastroenterologista, não consigo manter a dieta necessária por causa de horários, etc.
    Além disso, fico ligeiramente preocupado quando me lembro de certas coisas que se passaram quando eu era criança.
    Os meus, pai e avô parece que «lutavam» pela mesma mulher e, sem querer, eu ficava metido na confusão, quando havia telefonemas dela para falar com um deles.
    Depois, eram as discussões que nunca mais acabavam e que me deixavam em pânico.
    Começo a ficar ansioso e a sentir-me «em baixo», com receio de nunca mais melhorar e criar problemas de coração e obesidade.
    Poderei beneficiar em alguma coisa enveredando pela psicoterapia?
    Queria pelo menos não engordar ainda mais.
    Se pudesse dar uma ajuda!

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