PSICOLOGIA PARA TODOS

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 8

Já tinha recebido no último post, o seguinte comentário do Amigo do Felício:
“Gostei imenso deste artigo e já me tinham falado sobre a intervenção na Feira de Saúde de Sintra.
Pode ser que nos encontremos amanhã.
Há muitas questões que os meus amigos gostariam que fossem esclarecidas.
Será possível?
Gostaria de ter o novo livro.”

Estava à espera de o encontrar à porta do café, quando ele apareceu a cumprimentar-me e a dizer que ele também estava com muita pressa.
Algumas pessoas amigas disseram-lhe que tinham gostado da minha intervenção na Feira de Saúde de Sintra, mas que desejavam mais alguns esclarecimentos acerca de tudo aquilo que eu tinha dito e que estava apresentado no livro.
Dei-lhe o livro que ele tinha solicitado.
Como ele estava com pressa de chegar ao trabalho, deixou nas minhas mãos uma folha com um rol de perguntas que muitos gostariam de ver esclarecidas e que poderiam ser respondidas num novo artigo que eu pudesse publicar no blog.
Como eu também não tinha muito tempo disponível, fiquei com essa folha para elaborar o seguinte post.

 

AF: Como é que é possível fazer psicoterapia só com livros?
N: Como já disse, eu tive de a fazer comigo porque nos momentos mais críticos, não tive qualquer outro apoio a não ser o de diagnóstico psiquiátrico de neurose depressiva reactiva grave e «toma» de medicamentos, que me deixavam descontrolado, apático ou desencantado com a vida.
Contudo, não foram poucos os livros que tive de ler em inglês e francês, «extrair» a sua essência, experimentar e aprender a fazer um novo tipo de relaxamento e, depois, enveredar pela metodologia da Terapia do Equilíbrio Afectivo.
O meu amigo e antigo colega da Faculdade de Direito, o Antunes, depois de conversar comigo e de ler muitos dos apontamentos e livros que tínhamos publicado naquela época, sabendo da minha preparação para uma introdução sobre a intervenção em «Auto{psico}terapia», na Biblioteca Municipal de Portimão, também experimentou e teve sucesso.
Contudo, a depressão em que ele estava, influenciava a mulher que ia entrando também em depressão, assim como a filha que já tinha começado com insucesso escolar e irrequietude nas aulas.
Foi também com os nossos livros, já publicados na Plátano, que ele deu apoio à filha que, em menos de 6 meses, reganhou a sua vitalidade, ajudando a mãe a sentir-se equilibrada e mais optimista.
O insucesso da filha e a sua irrequietude nas aulas tinham começado com a depressão do Antunes.
Este bom resultado do Antunes fez com que ele incentivasse também a sua «sobrinha» Cidália a pedir-me ajuda, para ela não entrar no alcoolismo e nas relações sexuais promíscuas nas quais já se tinha iniciado devido ao seu «abandono» pelos pais nas mãos dos avós e posterior exigência deles que, vindos de Moçambique, desejavam que a Cidália fosse viver com eles, depois de ser maior e estar profissionalizada em Comunicação Social.
Acho que só isto chega como resposta.

AF: Não acha que a leitura de livros é exagerada?
N: Não sei a que exagero se refere.
Os 18 livros da colecção servem para autopsicoterapia, apoio psicopedagógico, melhoria do relacionamento social e desenvolvimento pessoal.
Esses livros abrangem diversos aspectos da normalidade e anormalidade do comportamento humano, apoios possíveis, descrição de apoios dados em diversas situações, bem como reacção dos intervenientes e resultados obtidos.
Realça essencialmente a colaboração dada pelos intervenientes para os bons resultados obtidos, demonstrando que a falta de colaboração do próprio, quer na leitura, quer nos treinos e até na perseverança necessária, pode redundar em resultados fracos ou impossibilidade de realizar uma psicoterapia eficaz.
Além disso, salienta o efeito do meio ambiente nos bons ou maus resultados ou até na impossibilidade de a efectuar com um mínimo de sucesso, podendo até funcionar como um agravamento da situação de desequilíbrio.
Trocando por miúdos, posso dizer que os livros têm de ser lidos na medida das necessidades de cada um.
Isto quer dizer que cada um deve saber discernir aquilo que deve ler, ou pedir ajuda imediata a um psicólogo competente.
Em algumas situações, dois ou três livros podem ser suficientes.

AF: Como é que as pessoas podem saber que livros devem ler para o seu caso?
N: Embora esta pergunta seja muito interessante, posso dizer que ela está implicitamente respondida em vários posts deste blog.
Também as palestras de que sempre tenho falado servem para isso.
Contudo, é essencial que as pessoas estejam interessadas nas mesmas.
Assistir às palestras por obrigação ou como uma espécie de frequência de curso pode não dar bons resultados.
É necessário que a pessoa sinta os seus problemas e os queira resolver ou evitar, tentando descobrir a maneira de o fazer.
Tal como aconteceu no Hospital de Vila Franca da Xira, só com as «aulas» e as perguntas consequentes, houve possibilidade de resolver pelo menos as dificuldades duma senhora que conseguiu que o marido não passasse todas as noites fora de casa com os amigos, que uma mãe conseguisse reduzir o medo que a filha tinha de galinhas, que uma tia conseguisse eliminar em pouco tempo o problema de enurese do sobrinho, fazendo com que a mãe continuasse os procedimentos já iniciados com o filho e muita coisa mais….
É por esse motivo que estou a manter o blog [psicologiaparaque.wordpress.com] desde 2007.
Qualquer comentário, mesmo que seja anónimo, é respondido logo que possível, dando a muito mais gente do que só ao interessado, a possibilidade de se inteirar da matéria, sem publicidade.
Além disso, estou a propor algumas palestras iniciais em que as pessoas possam ficar inteiradas duma metodologia que é pouco vulgar, mas que tem dado óptimos resultados pessoais desde 1973/75 e com vários pacientes, desde 1980.

AF: Se alguém tiver pavor do escuro e não puder consultar um psicólogo, o que pode fazer?
N: Como não tem disponibilidade para a consulta, nem existem, por enquanto, palestras adequadas às quais possa assistir, pode começar por utilizar o livro «AUTO{psico}TERAPIA» e fazer tudo o que lá está especificado.
Para conseguir compreender o modo como os problemas são originados e resolvidos, tem de saber algo sobre o funcionamento do comportamento humano, sendo mais fácil adquirir estas ideias lendo apenas a história ficcionada da JOANA, cujos pais foram ajudados com a compreensão dos mecanismos do funcionamento do comportamento humano, aplicados na prática com muitos outros pais e filhos que foram às consultas individuais.
Só com isto, a «des-união» desses pais por divergências na educação da filha, redundou na sua «re-união» e «aparecimento» dum rapaz que foi apoiado pela JOANA, traquina, com os métodos utilizados com ela e os ensinamentos daí consequentes.
Compreendendo tudo o que se passou com eles e treinando o relaxamento mental, a pessoa tem de ser capaz de fazer uma análise retrospectiva das suas vivências antigas e verificar a sua veracidade e plausibilidade.
Isto implica a percepção e os sentimentos de cada um nesses momentos mais cruciais, que têm de ser evocados para se obter uma solução adequada.
Se, por qualquer razão, não houver resultados positivos, deve ser necessária uma consulta adequada para apoio imediato, além de que também existem livros antigos que substituem os da actual colecção, enquanto estes não forem publicados.

AF: Se as pessoas tiverem outras dificuldades?
N: O livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» indica o modo como cada situação pode ser resolvida na generalidade, porque são indicados livros específicos para cada situação.
Mas, não é possível dar estas indicações duma forma generalizada sem cometermos o erro de prestar informações inadequadas.
Repare que o Júlio ficou traumatizado só porque dos 10 aos 16 anos teve de viver longe dos pais e irmãos, embora muito bem alojado em casa do seu padrinho, em Lisboa, para estudar a partir do 6º ano, porque na sua aldeia natal não o podia fazer naquela época.
Ele não tinha bem a noção desse traumatismo e já se tinha sujeitado a dois tratamentos medicamentosos no espaço de um ano, sem resultados positivos duradouros.
A Cristina, apesar de ser filha única de um casal muito bem colocado na vida, educada muito «civilizadamente», não conseguia ter uma interacção social aceitável, sentindo-se «deslocada» e sem capacidade de fazer amizades e manter um namoro, que tanto desejava.
A Isilda tentou suicidar-se por causa de «males de amor» e a nova paciente quando leu o caso dela, conseguiu fazer quase uma autoterapia apenas com 3 sessões de apoio e bastante leitura de alguns livros antigos e de brochuras do Centro de Psicologia Clínica.
Além dos casos já mencionados, também os de Joel, além de Germana e Januário, indicam o sucesso obtido com a realização de intervenções muito diversificadas, especialmente em tempo e nos treinos individuais.
Os casos do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» apresentam as dificuldades em se realizar uma psicoterapia adequada e oportuna quando o meio ambiente não ajuda ou é impróprio, quando o próprio «paciente» não colabora ou até quando a intervenção terapêutica é muito tardia.
Também as Reeducações adequadas e oportunas, assim como as dificuldades sentidas quando o meio ambiente (às vezes, a própria família) é pouco colaborante, são apresentadas em variados casos mencionados neste livro.

AF: O que se pretende, de facto, com a «Psicoterapia… através de Livros…»,
N: O objectivo principal é colocar nas mãos das próprias pessoas a possibilidade de resolver os desequilíbrios por sua iniciativa e com conhecimento de causa.
Embora já tenha dito que este tipo de «tratamento» foi possível cá e seguido, ás vezes, desde 1980, só agora está a ser utilizado nos países mais desenvolvidos do que o nosso, como tratamento «low-cost», porque os serviços de saúde mental não podem dar o apoio individualizado necessário.
Para isso, também são necessários livros adequados, alguns dos quais já foram mencionados.
A «Biblioterapia» dá as «dicas» necessárias para que cada um consiga ultrapassar as suas dificuldades em vez de as «ir aguentando», ou submeter-se e subjugar-se às mesmas.
Para quem quiser estar mais inteirado da situação, a «Imaginação Orientada» dá indicações sobre variados assuntos relacionados com a Psicologia, Psicopedagogia, Psicoterapia, etc. e com a metodologia utilizada para a resolução das dificuldades.
A «Psicologia Para Todos» dá uma panorâmica do funcionamento da psicologia em geral e da sua aplicação na vida prática do dia-a-dia para a modificação do comportamento.
A «Interacção Social» apresenta os variados factores que intervêm e interferem na vida de todos nós.
A «Saúde Mental, sem psicopatologia» apresenta uma panorâmica da normalidade e anormalidade, assim como aquilo que é necessário preservar e manter para uma boa saúde mental e funcionamento psicológico, bem como a possibilidade das intervenções em psicoterapia, com conhecimento de causa e decisão própria, por causa dos efeitos secundários prejudiciais causados pelos medicamentos.
O «Comportamento nas Organizações» serve para indicar o modo como as organizações podem ser geridas com benefícios para os patrões e empregados, dando a todos a satisfação de atingir os seus objectivos.

AF: Quais os planos do futuro?
N: Não tenho quaisquer planos a não ser o de manter os blogs e colaborar com os que assim o desejarem, difundindo as informaçães necessárias.
O que se pode fazer mais, é as pessoas interessadas juntarem-se, utilizar uma sala de qualquer associação ou organismo, com projector de imagens, como aconteceu na Feira, e fazer algumas palestras que possam ajudar essas pessoas a inteirarem-se destes temas muitíssimo importantes e necessários para uma sociedade psicologicamente equilibrada.
Para isso, bastam os livros «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» e «AUTO{psico}TERAPIA», que já estão publicados.
Se houver interesse e pessoas que desejem inscrever-se para um pagamento antecipado de 10€, posso pensar em publicar «Eu Não Sou MALUCO!» que, para os outros, terá o custo de 15€.
Este livro é importante porque apresenta o exemplo do Júlio que, de simples escriturário, desprezado e menosprezado pelos patrões e colegas, quando ainda não tinha completado o 10º ano, conseguiu fazer um curso de informática, licenciar-se em Economia e ser um dos sócio principais da mesma empresa.
Como também é necessário que as pessoas compreendam o modo como o comportamento funciona, posso publicar e o livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?», que está esgotado e cuja reedição deverá custar 35€.
Porém, para os que quiserem antecipar-se e ajudar nas despesas iniciais, o mesmo pode ficar em 23€.
Este livro é essencial para funcionar como modelo de actuação de muitas famílias que, podem moldar o comportamento dos filhos ajudando-os a estruturar uma personalidade adequada e equilibrada, com recurso aos conhecimentos científicos da modificação do comportamento.
Julgo que além destes 4 livros, se for necessário para alguns, ainda temos «Eu Também CONSEGUI!».
Também, para os que quiserem saber o modo como o Antunes enveredou por uma autoterapia, com muito sucesso, temos o «Acredita em Ti. Sê Perseverante!», baseado nas conversas que teve comigo anteriormente e que estão descritas em «Para que Serve a Psicologia?», da Plátano.
Além destes, temos os livros substitutos dos casos da Cristina, Isilda, Germana, Januário e «Mijão», também da Plátano e Hugin.
Tal como aconteceu com os pais da Joana, o meu propósito fundamental é ajudar os mais velhos e especialmente os que vão constituir família, a conseguir ter noções úteis de Psicologia, facilmente aplicáveis na vida prática do dia-a-dia, para poderem ajudar os mais novos, ajudando-os com os seus exemplos que funcionarão como modelos a imitar.
A modelagem e a identificação são muito importantes numa boa estruturação de personalidade que pode ficar ainda mais fortificada com a moldagem que os progenitores podem fazer com a oportunidade, qualidade e quantidade dos reforços que sempre lhes vão proporcionando.
É este o meu intuito como psicólogo que está a «funcionar» desde 1975, em regime liberal, porque gosto da Psicologia, apesar de ter tido a possibilidade duma função diferente e economicamente mais confortável, numa actividade totalmente diversa.

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