PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Dezembro, 2017”

RESPOSTA – 52

Face ao seguinte comentário feito no último post por um anónimo, em 17 de Dezembro de 2017,  às 11:27:
Gostei deste poste mas não compreeendi bem aquilo que diz quanto ao vício e ao reforço negativo.
Hoje em dia até as apostas da internet viciam.
O que se vai fazer?
a minha resposta foi:
Aconselho que leia os posts especialmente relacionados com reforço negativo e outro tipo de reforços.
Em breve farei um novo post sobre este assunto.
Por enquanto, entretenha-se com essas leituras e pondere bem no assunto em confronto com os factos de irá vivendo no dia-a-dia.

Em função disso, reiterando a minha resposta, insisto na necessidade de revisitar todos esses posts.

Além disso, pensado bem neste assunto, enquanto estava a rever o livro «Imaginação Orientada» (J), quando cheguei às páginas 69 a 78 desse, resolvi transcrever a conversa que tive com o meu amigo ANTUNES, nos princípios deste século, em Lagos, porque se relaciona também com o vício que é adquirido através do reforço negativo.

Também é por isso que estou muito preocupado em rever o livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) a fim de poder explicar o modo como uma EDUCAÇÃO adequada pode evitar esses e outros vícios e ajudar as crianças a enfrentar e ultrapassar dificuldades, tendo uma visa saudável, autónoma e com boa saúde mental, com uma grande paz interior e bom relacionamento com o meio ambiente.
É por este motivo que estou preocupado em conseguir publicar este livro, em impressão digital e tiragem reduzida, até Maio do próximo ano, desde que tenha inscrições suficientes para a sua aquisição.
Em virtude disso, como o custo do livro será de 35€, aos que se inscreverem antecipadamente para a sua aquisição, depois de examinarem o post acima indicado, o livro ficará ao preço de apenas 23€, com portes pagos, em Portugal.

Muita da prevenção e profilaxia necessária em saúde mental e equilíbrio psicológico pode-se fazer através da leitura de livros adequados e devidamente escolhidos.
Para isso, existe agora o novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) já disponível.

Eis a transcrição das referidas páginas 69 a 78

PSICOLOGIA NA
INTERACÇÃO SOCIAL

O Antunes esteve a meditar naquilo que ouvira e pareceu ficar muito impressionado quando lhe falei em vício mas, para conseguir mais esclarecimentos, perguntou:

Então, como escolher o terapeuta ou reeducador?
– Algumas sugestões podem ajudar a efectuar a escolha mais adequada. Em qualquer terapia ou reeducação englobam-se factores relacionados com a motivação, a ética, a personalidade, os valores do indivíduo em questão e o seu respeito pelos outros. Até certo ponto, são aspectos íntimos do indivíduo com quem lidamos e que têm de ser tomados em conta. Além do respeito pelo sujeito humano, o terapeuta ou reeducador necessita de competência técnica para poder levar a bom termo a sua função. Será, portanto, de extraordinária vantagem para o paciente, ter confiança nas capacidades do especialista ou técnico que escolher. Não é, geralmente, na primeira entrevista que essa confiança se pode criar quando a mesma não existe. Também são prejudiciais as atitudes, quer de dúvida, quer de expectativa de solução quase milagrosa das dificuldades. O mais importante é abordar o especialista com confiança e desejo de colaborar, para que a indecisão inicial seja solucionada em comum. Contudo, uma atitude crítica pode ajudar a eliminar dúvidas, colocando no momento oportuno, perguntas pertinentes que possam influenciar todo o processo (L). Como te disse inicialmente, a confiança no terapeuta ou reeducador pode conseguir–se através do conhecimento do seu trabalho, do seu currículo, da sua idoneidade moral e, essencialmente, através da opinião sincera e objectiva das pessoas que tiverem recorrido aos seus serviços (M).
Pareceu-me que o Antunes ficou satisfeito com os esclarecimentos que acabara de lhe dar, especialmente quando disse que uma informação aprofundada da opinião dos amigos e pacientes, pode dar uma ideia mais clara da isenção e competência com que os assuntos são conduzidos pelo terapeuta ou reeducador.
Mas, quando lhe disse que tanto uma observação cuidada, como uma avaliação posterior e permanente dos pais ou educadores são essenciais, permaneceu «meditabundo» enquanto a minha família não regressou da praia. Devia estar a pensar no assunto acerca do qual tínhamos acabado de falar.
Por isso, depois do almoço, mostrou-se curioso quando nos sentámos todos na sala de estar, a saborear um digestivo. Quis saber acerca da possibilidade de acções psicológicas que se conseguem efectuar para evitar ou minimizar os riscos do alcoolismo, da droga, etc. E as suas perguntas não se fizeram esperar.

Porque existe tanto ênfase na terapia familiar, quando somente uma criança ou um jovem se encontra «doente»?
– Em determinados casos, a criança pode ser um «sintoma duma doença familiar» da mesma maneira como a febre pode ser a indicação duma infecção muito grave no aparelho digestivo, embora também se possa apresentar como indicativo duma simples constipação que desaparece em 24 horas com dois comprimidos de aspirina. No caso de infecção, a aspirina, baixando pontualmente a febre, pode não ser a solução adequada e ajudar a aumentar a doença com o atraso que provoca no reconhecimento da situação real (B). Se o insucesso escolar for causado por desavenças ou mal-estar na constelação familiar, o importante é alterar essa interacção de modo a que a sua mudança provoque o efeito duma melhoria no sucesso escolar (M). Se em substituição desta interacção nos preocuparmos somente em reeducar as capacidades deficitárias da criança, esse treino pode melhorar temporária e artificialmente o sucesso escolar, mas não vai reduzir o mal-estar sentido em consequência da má interacção familiar (F/227-233). Deste modo, a criança, em vez de reduzir a sua tensão através de respostas inadequadas conducentes ao insucesso escolar, pode procurar dar respostas alternativas que reduzam a sua frustração por não conseguir uma boa interacção familiar (D): danos colaterais. Podemos ter assim respostas «deslocadas» (A) relacionadas com o consumo da droga, delinquência, neuroses, etc. enquanto o sucesso escolar se mantém ou diminui ilusoriamente (M). É importante que os pais compreendam a situação e não vejam o insucesso escolar como uma consequência exclusiva de défices cognitivos ou psicomotores. Esta compreensão surge às vezes muito tardiamente quando os filhos estão irremediavelmente metidos na droga sem qualquer revés escolar anterior (F/111-120) (I). Além da compreensão, é necessário que os pais aceitem uma ajuda especializada para modificar o seu próprio comportamento em benefício duma situação que, depois de melhorada, pode trazer inúmeros benefícios (B) (L).

Então, achas que se deve facilitar a vida das crianças, dando-lhes todo o conforto?
– Não é bem isso. Contudo, não é especificamente a pobreza, o conforto ou a austeridade na educação, ou até a complacência dos pais, que provocam só por si o desequilíbrio. Todo o ser humano gosta de afecto e de segurança (TEA). Uma criança que seja educada através de normas consistentes, com carinho, que sinta segurança e que consiga ter, pelo menos nos pais e na restante família, apoio suficiente para crescer, desenvolver-se saudavelmente e sentir-se envolvida no ambiente familiar, dificilmente ficará desequilibrada, mesmo que os pais sejam relativamente austeros, pobres e de condição social pouco invejável (G). Se assim não fosse, nunca teríamos ricos com doenças mentais nem filhos de pobres, equilibrados e instruídos. Contudo, é imprescindível que a criança se sinta envolvida no ambiente familiar e que aprenda a ultrapassar dificuldades (IO) para estruturar a sua personalidade de maneira adequada (D) (K).
“Vou dar um exemplo muito simples para comprovar o que digo. Uma mãe vai à consulta para saber qual será a carreira que o seu filho deverá seguir a partir do 10° ano, quando o rapaz, com a companhia de outros amigos que se viciam na droga, deseja dedicar-se exclusivamente à ginástica. Ao ouvir dizer que seria necessário estudar o caso avaliando a personalidade do filho, com as suas motivações e interesses, a sua interacção com os pais e outros familiares e as razões que o possam incentivar a ter o comportamento de desinteresse pelas aulas e interesse exclusivo pela ginástica, a mãe mostra-se bastante frustrada e desconsolada em relação à psicologia. Neste caso, é necessário que essa mãe compreenda que a interacção do seu filho com as outras personalidades, só pode ser avaliada no contexto global, isto é, observando a razão do contacto íntimo que o filho tem com o seu meio ambiente imediato.
“Tudo isto demora muito tempo, especialmente quando se torna necessário desmistificar os mecanismos de defesa que as pessoas criam e que utilizam, normalmente, com base em preconceitos sociais e ideias preconcebidas, como acontece também no caso dos traumatismos. Muitas vezes, essas falsas ideias e preconceitos são os principais responsáveis pela criação de situações anómalas, obrigando ao prolongamento e à multiplicação de sessões de aconselhamento que têm a finalidade de relacionar e aclarar muitos falsos conceitos acerca do comportamento humano (L). Situações destas podem redundar, muitas vezes, numa terapia menos económica do que a desejada, como acontecia com esta mãe, que se ia separar do marido. Porquê? Às vezes, as dificuldades até podem aumentar ou nunca ser resolvidas ou minimizadas, como tenciono mencionar claramente num novo livro que escreverei logo que puder, descrevendo «casos» recentes (M).”

Existe recuperação para os toxicodependentes?
– Supõe-se que sim, desde que se detectem as causas e se modifique o ambiente em que se iniciou o «vício». Porém, é extraordinariamente difícil alterar o meio ambiente, sendo ainda mais difícil fazer a análise retrospectiva para detectar o momento e as causas da apetência para a droga (efeito), a qual se pode imbricar tanto na composição genética como na formação da personalidade, ou ainda nas condicionantes do ambiente familiar e social. Não se pode passar uma esponja e fazer desaparecer os traços deixados por uma vivência de vários anos em que se foram aglomerando conceitos, preconceitos, hábitos, etc. e se aprendeu a reagir de uma maneira peculiar aos estímulos que o meio ambiente proporciona (F/120). É muito mais difícil aprender uma língua estrangeira em adulto do que em criança e muitas pessoas até não conseguem perder o sotaque peculiar da sua terra natal. Se uma coisa tão simples está arreigada deste modo nos nossos hábitos, como poderemos perder, com facilidade, hábitos muito mais marcantes? É por isso que se insiste tanto na importância da «educação» (D) a ser dada nos primeiros anos da vida do indivíduo.

O que são sessões de aconselhamento e para que servem?
– O aconselhamento, que depende essencialmente do tempo e dos meios despendidos para o efeito, serve-se de suportes verbais, audiovisuais, psicodramáticos ou quaisquer outros para consciencializar o interessado, ajudando-o a analisar e a compreender a situação e a desencadear acções que contrariem as dificuldades sentidas ou que ajudem a melhorar o comportamento que não é considerado totalmente satisfatório (J) (P). O aconselhamento efectua-se com a plena consciência do interessado e sem relaxamento, como pode acontecer também numa psicoterapia. Estas sessões, individuais ou em grupo, servem geralmente para responder a dúvidas que as pessoas têm em relação à carreira escolar ou profissional, educação dos filhos, gestão de empresas, relacionamento social ou familiar, etc. Infelizmente, algumas pessoas imaginam que podem expor um caso minuciosamente sob o ponto de vista do próprio e obter uma resposta imediata em relação à correcção ou incorrecção do seu comportamento, bem como à sua alteração (O). Quando a pergunta se refere ao comportamento do próprio, com dúvidas em relação à escolha da carreira ou outro facto objectivo não relacionado com a interacção humana, a resposta pode não ser difícil nem demorada, embora tenha de ser dada, muitas vezes, em mais do que uma sessão, para o bom acompanhamento da situação (D). Contudo, se o aconselhamento se referir ao comportamento que é necessário ter com outras pessoas (pais, filhos, professores, empregados, amigos, etc.), a necessidade de conhecer mais profundamente as diversas personalidades envolvidas nesse contexto, bem como muitas outras que podem influenciar a situação em si, faz com que a resposta seja demorada, podendo até exigir, como já disse, a realização de várias sessões com todos os intervenientes na situação, que deve ser estudada minuciosamente sendo, às vezes, necessário, mas muito difícil, aconselhar o indivíduo a modificar o seu comportamento no sentido do desejável, até para si próprio (L) (M).

Existe qualquer outra alternativa?
– A resposta já foi dada anteriormente, mas vou sintetizá-la melhor. Para uma pessoa que ignora quase tudo acerca da modificação do comportamento, da psicologia, da psicoterapia ou da psicopedagogia, é conveniente frequentar sessões que se destinam aos pais, educadores, professores e terapeutas, além de fazer muitas leituras destinadas a apreender os conhecimentos necessários acerca do modo como o comportamento se forma, se mantém, se modifica ou se elimina (F) (K). Os cursos são mais económicos do que as consultas e os livros muito mais. A etapa seguinte é procurar fazer ou treinar aquilo que interessa (D) (I) (P). Em caso de dificuldade, dúvida ou impossibilidade de aplicar alguns dos conselhos ou de utilizar o material ou equipamento disponível, podem realizar-se sessões de grupo nas quais, mais economicamente do que numa consulta isolada, se podem fazer treinos ou adquirir novos conhecimentos (B/109…). Em último lugar, temos a consulta isolada, que é, geralmente, paga em função do tempo despendido. Contudo, para poupar muitas consultas, nada melhor do que ler muitos livros sérios para esclarecer certas dúvidas, eliminar preconceitos ou ideias preconcebidas e conhecer uma linguagem que é muito usada no aconselhamento psicológico → BiblioTerapia (Q).

Existem quaisquer outros meios de divulgação da informação?
– As sessões de sensibilização destinam-se à divulgação de informações diversas que podem ajudar a formar conceitos correctos, desmistificar determinados preconceitos e clarificar situações que, de outro modo, conduzem a ideias absurdas acerca da vida, da sua especificidade e das dificuldades vulgares e constantes que todo o ser humano tem e continuará a ter de enfrentar ao longo da sua existência. São um meio complementar económico para tentar equilibrar a personalidade e as relações interpessoais (R).
“Quando se efectuam em grupo (B/109…), até com meios audio-visuais, tornam-se muito mais produtivos e esclarecedoras.
“Também podem ajudar os próprios ou seus familiares e facilitar a reabilitação. Através destas sessões, cada um pode aprender a avaliar os seus problemas, a evitá-los em tempo oportuno ou aprender a dar ou complementar o apoio psicoterapêutico ou psicopedagógico aos seus familiares, o que, às vezes, é necessário, mas difícil de se obter fora do ambiente familiar (B) (I) (L) (M).
“Os pais podem assistir a sessões de sensibilização em que lhes são dadas noções que também vão funcionar como incentivo para uma maior capacidade de compreensão, melhorando a actuação futura, com uma mudança do ambiente familiar para apoio aos educandos.
“Estas sessões são uma maneira muito eficaz, expedita, económica e prática de cada um aprender a comportar-se de um modo adequado. Não servem, geralmente, para ajudar os outros. Porém, numa discussão, uma pessoa mais esclarecida ou curiosa pode ajudar outras, que ainda não são conhecedoras das informações correctas.
“Além de tudo isto, também as publicações são outro meio de divulgar noções de psicologia e facilitar às pessoas interessadas o acesso a conhecimentos especializados, o que, de outra forma, seria difícil. O resumo ou a descrição sintética do modo como algumas pessoas melhoraram ou resolveram as suas dificuldades, ajuda outras a imaginar (aprendizagem social) o modo como poderão vir a actuar. Cada um pode tentar fazer uma autoterapia ou uma psicoterapia com pouca ajuda do psicólogo, através de técnicas que já foram utilizadas e estão descritas de uma forma simples (B) (C) (E) (G) (H) (L) (M) (P).
“Tudo isto será apresentado na colecção da BiblioTerapia (Q).
“Também, através da leitura de alguns desses livros, as pessoas podem conseguir compreender os mecanismos do comportamento humano, efectuar uma acção profiláctica ou tentar ajudar os filhos ou pessoas conhecidas a resolver as suas dificuldades, quer comportamentais quer escolares, especialmente quando por razões de localização, falta de tempo, escassez de recursos financeiros ou indisponibilidade de técnicos, não conseguem obter o apoio directo de um técnico especializado (E) (F) (G) (H) (I) (K) (L) (M) (P) (Q) (R).

Então, há possibilidade de fazer uma autoterapia sem a orientação ou apoio permanente do psicólogo ou psicoterapeuta?
– Acho que sim e até julgo ser uma ideia louvável. Existem publicações que ajudam a realizar autoterapias e, logo que possa, se houver necessidade, irei preparar uma, exclusivamente para isso (P). Contudo, o mais importante é o trabalho, o empenho e a perseverança de cada um. Na futura edição do livro DEPRESSÃO? NÃO, OBRIGADO! que será intitulada «COMBATA OU EVITE A DEPRESSÃO» (H), temos o exemplo de uma «nova paciente» que leu especialmente as histórias da Isilda e da Cristina (L) e, com um ligeiro apoio, conseguiu resolver rapidamente o seu problema, muito a contento (R).

Há, de facto, vantagem em realizar uma autoterapia?
– Na minha opinião, até acho que é uma maneira de gastar menos tempo e dinheiro e obter maiores benefícios. Além disso, é também um método de socorro permanente e expedito à disposição do próprio, sem quaisquer condicionalismos ou encargos (B) (P). Também, a leitura de assuntos relacionados com o comportamento humano e o seu estudo deixam-nos mais preparados para a nossa interacção do dia-a-dia, quer no emprego, quer no seio familiar ou até entre amigos. Tudo isto está amplamente explanado e discutido nos livros que descrevem as terapias com Júlio, Isilda, Cristina, Germana e Januário (E) (H) (L). Contudo, embora seja exequível, nem sempre é muito fácil para todos.

Neste caso, qual a razão por que as pessoas não aderem a este modo de resolver os seus problemas?
– Para mim, a razão é muito simples. As pessoas têm de ler e apreender algumas noções sobre o comportamento e a sua modificação e executar os exercícios mínimos que são necessários para conseguir modificar o comportamento (P). Do mesmo modo como várias pessoas se desculpam com os preços das consultas particulares, muitos dizem que os livros são caros. Contudo, essas mesmas pessoas não se importam de pagar bilhetes caríssimos para assistir aos jogos de futebol e aos «festivais» que abundam cada vez mais neste país. Além disso, também muitos dizem que não têm tempo para ler os livros quando esse tempo lhes sobra para passar as tardes nos cafés e as noites nas discotecas. Se quisermos acrescentar a tudo isto a ideia que temos, de que os cuidados com a saúde devem competir exclusivamente ao Estado e aos técnicos respectivos, estamos a esquecer que o corpo e a mente são nossos e que o maior benefício da boa saúde é para cada um. Para completar o «ramalhete», não podemos esquecer os muitos comodistas que consultam um especialista para lhe dizer quase literalmente, de forma tácita: “tome conta de mim que eu fico a ver o que vai fazendo” e talvez até lhes apetecesse acrescentar: “e vou tomando nota de tudo para criticar aquilo que achar mal.”
“Porém, esquecem-se que os problemas psicológicos se situam na mente de cada um e que, por melhor que seja o terapeuta, sem esse «cada um» «trabalhar» eficazmente a sua mente, não há qualquer terapia que chegue a bom termo! (M).”

Qual a razão da psicoterapia se tornar tão dispendiosa?
– Antes de tudo, temos de verificar porque e para quem a terapia é dispendiosa. Por demorar, eventualmente, muito tempo? Por poder custar mais do que meia dúzia de consultas? Porque os serviços parecem não merecer o custo financeiro que acarretam? Ou porque as bolsas da maioria não podem suportar as despesas desde que não sejam comparticipadas pelos serviços sociais? (L/101)
“Independentemente da resposta que se obtenha em relação às perguntas ou dúvidas formuladas, podemos analisar somente o custo do tratamento ou o valor que pode ser atribuído a uma certa fracção de tempo de trabalho de um determinado especialista que, neste caso, é o psicoterapeuta, quer seja psicólogo ou psiquiatra. Não é, de certeza, mais dispendiosa do que uma intervenção cirúrgica, jurídica ou qualquer outra acção especializada, tendo em conta a preparação do psicoterapeuta, o tempo despendido e os resultados conseguidos. Não se pode também esquecer, em muitos casos, a poupança nas despesas com medicamentos, consultas médicas, análises, exames e outras intervenções que se evitam (C) se a psicoterapia for iniciada no momento oportuno com uma visita precoce ao psicólogo. Acerca deste assunto, existem estudos feitos recentemente nos EUA que demonstram a vantagem e a economia conseguidas com a psicoterapia em inúmeras empresas, em comparação com o tratamento medicamentoso realizado num mesmo tipo de «doença» (N). Isto foi sucintamente explicado ao Januário (L). Contudo, só a cada um compete quantificar e avaliar convenientemente os benefícios que se obtém com esse tipo de tratamento e decidir da oportunidade e necessidade de se submeter ao mesmo, comparando-o com outros tratamentos disponíveis no momento. Há pouco, quando falámos do Abade Faria, mostrei-te a tabela comparativa entre dois tipos de psicoterapia. Temos entre nós a BiblioTerapia iniciada comigo, incipientemente, em 1973/75, e continuada com o Júlio (E) em 1980, ainda com os apontamentos policopiados, o que se está a fazer só agora, na Inglaterra, com livros (R).
“Que eu saiba, suponho que está a começar agora no Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e até nos EUA, um movimento no sentido de experimentar «prescrever» livros que os pacientes terão de ler nos casos de depressão e outros, que são «tratados» por psiquiatras e psicólogos (ver agora, FRUDE, N. J. 2004, 2005, 2009) (R).”

A noite aproximava-se e o meu amigo Antunes, muito admirado com a minha última resposta, acabava de receber uma chamada telefónica da mulher que queria saber a hora a que ele chegaria a casa. Contrariado, respondeu à mulher que ia sair de imediato, não sem me prevenir que na manhã seguinte iria ter comigo ao bar da praia. Pareceu-me que se ia embora contrariado, mas satisfeito e bem-disposto, a pensar em algo de positivo. O que seria?

No dia seguinte, logo que cheguei ao bar da praia, ainda não tinha tido tempo de pedir o que desejava, quando vi Das Neves estacionar o carro para ficar connosco, porque o seu primeiro contacto estava marcado para às 11.00 horas.

As letras (entre patêntesis) referem-se aos livros da Biblioterapia

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 11

Ontem, quando comecei o meu passeio, vi o senhor Felício, muito atento, à porta do café por onde eu passava habitualmente.
Veio rapidamente ao meu encontro para dizer que necessitava de falar comigo a fim de esclarecer algumas dúvidas novas que tinham surgido nas cabeças dele e do seu amigo que eu já conhecia, ocasionadas pelo último post de conversa com o meu amigo Antunes.
Quando soube que eu teria algum tempo livre, porque a minha mulher estava na cabeleireira a preparar-se para ir ver os netos «aos pulos» no Sporting, no dia seguinte, convidou-me a entrar para falarmos com calma.
Como estava a chuviscar ligeiramente, aceitei o seu convite e pedi o meu café cheio.
E assim começou a nossa conversa que foi revista à noite em Imaginação Orientada e transformada hoje neste post, porque me pareceu que seria bastante esclarecedora para muitas pessoas que ficam com dúvidas acerca da Psicologia, sua essência e sua utilização económica, cómoda e autónoma na vida prática.

F: Já lemos o seu último livro que nos parece bastante esclarecedor, mas ficamos na dúvida quanto à sua insistência em não fazer publicidade.
N: Posso dizer que sei perfeitamente que a publicidade é muito importante para viabilizar um negócio.
Já dei aulas de «marketing» e «comportamento nas organizações» e falei nisso, mas eu não quero enveredar por esse caminho porque o meu intuito não é fazer negócio, mas sim esclarecer as pessoas que assim o desejem.
Se as pessoas não quiserem, é sua escolha. O interesse maior tem de ser delas.
Também é por esse motivo que os 18 livros desta coleção, reorganizados e acrescentados em relação a todos os que foram publicados anteriormente pela Clássica, Escolar, Plátano e Hugin, estão nas minhas mãos e vão directamente para a tipografia para uma publicação em impressão digital e tiragem reduzida.
Depois, também ficam na minha posse e as pessoas que os desejarem terão de me fazer o pedido.
Neste sentido, como as despesas são grandes, os dois livros programados agora, vão ter preços reduzidos para os que se inscreverem para a sua aquisição.
O livro do Júlio «Eu Não Sou MALUCO!», que vai custar 15€, ficará em 11€ para os antecipadamente inscritos.
O livro da JOANA «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» ficará em 23€ para os inscritos, enquanto o seu preço de venda posterior será de 35€.
O que pode haver da vossa parte, é uma informação aos amigos, conhecidos e interessados acerca desses livros que vão ser publicados.
Como vocês leram os cinco livros já publicados e ainda disponíveis (A), (B), (C), (P), )Q) (R), podem fazer uma avaliação crítica acerca dos mesmos e pedir aos vossos amigos que divulguem essas informações.
A mim, só me interessa que pessoas interessadas no assunto leiam os livros, utilizem os seus conhecimentos e os difundam entre os seus conhecidos e familiares. Já é bastante e até muito bom.

F: Acha que isso chega? E aquilo que se diz nas televisões?
N: Já vi alguns programas e nenhum deles me interessou.
Já li alguns livros muito conhecidos e nenhum despertou o meu interesse. É o que também disse ao Antunes.
Às vezes, algumas pessoas são apresentadas espectacularmente ou outras fazem perguntas nesses programas de que fala.
Nesses programas, os que são apresentados como psicólogos, fazem muitas considerações e dão respostas relacionadas com aquilo que aconteceu, explicam tudo em termos «científicos» e quase justificam muitas das anomalias que se verificam na nossa sociedade.
Quando existe esta justificação dada por um «especialista» na matéria, essas pessoas ou os ouvintes parece que ficam mais sossegadas e justificadas nos seus comportamentos. Sentem alívio para as suas dificuldades e isso serve para as deixar menos perturbadas. Além disso, parece-me que os inspectores da Polícia Judiciária falam mais em psicologia prática do que os outros.
Se compreendermos o que é o reforço negativo, podemos chegar facilmente à conclusão de que o mesmo nos pode conduzir a um «vício» ou dependência em futuros casos semelhantes, exigindo mais conselhos e justificações.
Assim, as consultas nunca mais acabam. Não sei se conseguiu vislumbrar nos meus livros, nos dois blogs e nas três páginas do facebook que o meu propósito é tornar a pessoa conhecedora do funcionamento «científico» do comportamento humano para que ela própria consiga descobrir as causas que desencadearam os comportamentos inadequados, que são os seus efeitos.
Tenho também posts relacionados com isso a fim de se poder evitar o mal antes que ele aconteça, em vez de o tentar combater depois, mal e, às vezes, infrutiferamente e com efeitos secundários.
Vocês tenham a paciência de ler com cuidado apenas os meus últimos posts publicados depois dos da «Escola-Conflitos».
Vão encontrar lá muita informação, com links que os podem conduzir a outras informações mais remotas.

F: Isso dá muito trabalho.
N: Acha que eu não tenho muito trabalho ao fazer apenas um post?
A nossa conversa de agora vai-me obrigar a pensar no assunto durante o resto do dia, a entrar em relaxamento mental quando for para a cama e a entrar em Imaginação Orientada para conseguir elaborar o post pelo menos durante toda a manhã (ou tarde?) de amanhã.
São ossos do ofício, além de ser o meu gosto, porque não estou arrependido de ter desviado para Psicologia depois de ter sido quase impedido pela Força Aérea de continuar o curso de Direito iniciado na companhia do meu amigo Antunes, em 1958.

F: Gosta tanto disto?
N: Foi este tipo de terapia que me «salvou» da neurose depressiva reactiva grave em que estava mergulhado quando ainda estava na Força Aérea e a frequentar o curso de Psicologia.
Tive a sorte de participar nos seminários do Doutor Victor Meyer, do Hospital de Middlessex, de Londres, enquanto estava a estagiar na unidade de terapia comportamental onde aprendi a não fazer o que os outros faziam.
Porém, no meu tempo, não havia livros para uma terapia deste género, nem um método de relaxamento que estou a utilizar.
Tive de me socorrer de livros didácticos em inglês e francês e «desenrrascar-me» sozinho quanto ao resto.
Foi assim que «surgiu» a ideia da «Terapia do Equilíbrio Afectivo», que deu um resultado de melhoria de 86% com 71 «pacientes».
A prática posterior da Imaginação Orientada deu resultados ainda melhores, conduzindo á ideia definitiva de «Biblioterapia» apenas com apontamentos policopiados preparados para aulas de Psicologia e Psicopatologia e que foram especificamente experimentados com o Júlio, em 1980.
Agora, só em 2004, aparecem os estrangeiros a dizer que se pode fazer isso, assim como surgiu a Psicologia Positiva, em 1990, quando eu enviei a minha tese de TEA para a American Psychological Association, em 1980, quando Martin Seilman estava lá, com a designação de Affective Balance Tharapy.
A diferença fundamental situa-se entre eles dizerem como vão resolver os problemas, enquanto eu insisto em que os mesmos sejam evitados ou, pelo menos, reduzidos e eliminados.
Tem de se «trabalhar» com a cabeça de cada um e não apenas com os comportamentos e aparência.

F: Acha que é fácil?
N: Não disse que seria fácil, mas acho que é possível e o Antunes também corroborou isso.
Por isso, estou a insistir na publicação dos dois livros já mencionados.
A história de JOANA, ficcionada, apresenta as respostas dadas a inúmeros pais e crianças em mais de 10 anos de consultas, depois de elas terem tido dificuldades comportamentais que os pais não podiam resolver ou suportar.
Se esses pais soubessem aquilo que foi hipoteticamente lido, compreendido, discutido, realizado ou planeado com os pais da Joana, não poderiam fazer o mesmo que os pais dela fizeram, com todas essas conversas?
Posso imaginar que esse livro da JOANA incite a fazer mais perguntas pontuais, mas as palestras de que estou a falar podem colmatar a situação. O importante é que existam pessoas que as queiram implementar.
Além disso, o livro do Júlio, apresenta, na prática, o modo como a psicoterapia foi feita com ele á mesa dum velho café, depois de duas sessões de relaxamento realizadas no hospital onde ele recebia anteriormente o apoio necessário.
Mas a psicoterapia através de apontamentos policopiados deu-lhe os conhecimentos necessários para saber o modo como o comportamento funciona, as indicações necessárias para realizar todos os procedimentos que estão agora resumidamente indicados no livro da «Auto{psico}Terapia» além de conseguir analisar o sem comportamento passado.
Isto deu-lha capacidade de descobrir os seus traumatismos negativos, que eram a causa das suas dificuldades e engendrar modos de actuação para conseguir ter um comportamento e uma paz de espírito cada vez maiores.
Com isso, ele ficou apto a efectuar uma psicoterapia por si próprio e a desenvolver as suas capacidades ao máximo, ao ponto de chegar a melhorar substancialmente na sua vida académica, familiar e profissional.

F: Acha que as pessoas vão compreender isso?
N: Por causa do meu receio de que isso não possa acontecer, estou a preconizar as tais palestras de que estou a falar e que já propus, mas não arranjei ainda interessados que as queiram implementar.
Julgo que, depois de lerem estes dois os livros, além de dois ou três dos que já foram publicados, muita coisa se pode fazer, não só para reduzir ou até evitar as inúmeras consultas psicológicas, mas ainda para preparar os filhos a aguentar as dificuldades que sempre irão surgindo, cada vez mais.
Quanto é que as pessoas gastam em consultas psicológicas? Todos as conseguem? Quais os incómodos? Quanto tempo gastam nisso? Quais os resultados?

F: Porque é que diz isso?
N: Não sei se reparou que à medida que a nossa civilização se vai «desenvolvendo», os meios tecnológicos vão aumentando e tornando-se cada vez mais sofisticados, enquanto o contacto familiar, social e profissional vai diminuindo em qualidade e até quantidade.
Quem e como vai suprir essa lacuna na falta de envolvimento humano autêntico e solidário, se cada um se «desenrasca» sozinho?
Até os pais não conseguem dar a «assistência» necessária aos filhos a não ser em bens materiais.
Se não se reverter, diminuir ou evitar isso, qualquer dia passaremos a ser «ilustres desconhecidos» na própria família.
E repare que a corrupção, o nepotismo, a ostentação, o «glamour», o poder, a riqueza e muita coisa mais podem servir para diminuir, reduzir ou eliminar a paz interior que cada um deve sentir para estar de bem, pelo menos, consigo próprio.
É o tal reforço negativo de que falo e do qual as pessoas não tomam consciência!
Não digo mais nada, porque exemplos não faltam até em instituições que deveriam ser modelos de comportamentos e de interacção social. Contudo, vemos que são apenas «fachada» duma organização mais do que duvidosa.

F: O que é que nós podemos fazer quanto a isso?
N: O melhor, é irem consultando os meus posts nos 5 locais indicados, trocar impressões sobre isso com os amigos e conhecidos, fazer a avaliação dos livros e verificar se não seria melhor incentivar ou promover as tais palestras para podermos falar abertamente com muita gente ao mesmo tempo, esclarecendo as dúvidas que surgem naturalmente.
Se esta nossa conversa fosse com mais 30 amigos seus, não seria mais esclarecedora?
Muitos deles não fariam outras e mais perguntas?
E todos não estariam mais esclarecidos, capazes de difundir essas informações, além de as utilizar em seu proveito e da sua família?

F: E depois?
N: Depois, cada um resolverá o que mais lhe agrada mas, pelo menos, estará mais esclarecido.
Se quiser livros irá enviar-me o e-mail a solicitá-los.
Se, por acaso necessitar de consulta, irá muito mais consciente daquilo de que necessita, a menos consultas e sem se deixar envolver em falsas informações que, muitas vezes, são dadas por pessoas que podem querer aproveitar-se do desconhecimento de muitos.

F: Bom. Gostei desta conversa e vamos todos tentar fazer algo a esse respeito lendo os livros que já estão em meu poder e do meu amigo que já conhece.
N: Boa sorte e até à próxima.
Amanhã espero publicar a nossa conversa em post que vai ter poucos links porque os necessários já estão em muitos posts publicados no blog que já conhece.

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CONVERSA ENTRE AMIGOS 10

Na tarde de domingo, recebi um telefonema do meu amigo Antunes dizendo-me que a mulher tinha ficado muito curiosa com as notícias difundidas na televisão sobre as festas e concertos a ocorrer na Avenida da Liberdade, em Lisboa.
Por isso, aproveitando o feriado de 1 de Dezembro, em que a filha se ia divertir com a família em casa de amigos, os dois queriam vir a Lisboa e, depois do almoço e descanso, regressariam ao Porto ao fim da tarde.
Estaria eu disponível para uma conversa alargada, como da vez anterior?
Combinámos que eles iriam directamente para Lisboa e, depois de matar a curiosidade, poderíamos almoçar em nossa casa.

Na manhã de 1 de Dezembro, quando o Antunes e a mulher tocaram à porta às 13.00, já tínhamos o almoço pronto e a mesa posta.
Logo que chegou, depois dos cumprimentos habituais, o Antunes explicou que a fugida a Lisboa tinha sido ideia da mulher porque ficara entusiasmada com as notícias das televisões e queria «tirar a limpo» a sua veracidade.
Agora que tinham visto tudo, ele achava que a antiga «feira do livro», que ele tinha visitado durante o curso de Direito, era capaz de oferecer um ambiente mais genuíno. Agora, viam-se lá mais estrangeiros do que nacionais.

Depois deste «introito», começou logo o seu «interrogatório» mesmo ao meio do almoço, o que me fez lembrar os velhos tempos passados em Lagos, em que todos os momentos eram poucos para diminuir a sua ansiedade.

A: Já consultei com mais atenção os teus blogs e gostaria de ter uma ideia melhor dos teus projectos.
N: Como já deves ter percebido, o meu interesse fundamental é divulgar em linguagem simples, vulgar e despretensiosa, as noções de Psicologia, o seu funcionamento e as leis que o regem, afectando a nossa vida do dia-a-dia. Deve servir para todos saberem como tudo funciona na nossa interacção familiar, social e profissional, no modo como a mesma pode ser influenciada e na maneira como consegue ser modificada com a aquisição, compreensão e utilização dessas noções.
Sem atribuição de culpas ou de factores esquisitos, muita coisa pode ser mudada se tivermos estes conhecimentos.
O pai da Joana descobriu isso facilmente e tu sabes isso na experiência não só com a tua filha mas até contigo e verificaste como tudo influenciou até o comportamento de tua mulher.

A: Isso já sei. Mas achas que os outros poderão actuar do mesmo modo?
N: O que te posso dizer é que o Júlio foi ajudado muito antes de ti e sempre insistiu para que eu publicasse em livros bem coordenados, os apontamentos que tinham beneficiado o seu reequilíbrio, mesmo sem os «casos» que tu conheceste depois e que ele gostaria de ter lido no tempo dele.
É por isso que estou interessado em publicar agora o livro dele e de voltar a publicar o da JOANA, o qual já se encontra esgotado.
Estes dois livros podem ajudar imenso para melhorar os resultados positivos que podem ser alcançados com as tais palestras que proponho fazer se houver gente interessada nisso.
O que te posso dizer mais, é estar à espera que essa gente interessada apareça e implemente as acções. O proveito maior será dos outros e não meu. Caso contrário, instalaria um consultório para isso e faria os anúncios necessários.
Presentemente, até já «desapareceu» o consultório que eu utilizava para consultas «normais», porque não dava prejuízo e a sua detentora, que é ginecologista, já não o podia «aguentar».

A: É pena e sei que as finanças também não ajudam. Mas, na tua antiga casa tinhas um consultório instalado para o Centro de Psicologia Clínica. E agora, à entrada, até vi o mesmo círculo luminoso, servindo de luz de entrada virado para baixo, com o nome da tua filha. Qual a razão?
N: Quando mudei de casa, o Centro já tinha sido extinto por inviável, por ser só para nós e por causa do quantitativo dos pagamentos dos serviços estatais e estatizados. Por isso, como eu estava grande parte do tempo no Algarve, um consultório assim, só para mim, era inviável. Mas, como a filha estava a começar a exercer clínica e a viver nas redondezas, deixei essas instalações para ela poder realizar as suas consultas, sem recepcionista e, agora, transferi-o para esta nova casa. Quando a minha filha decidiu mudar para Mafra/Ericeira, estas instalações deixaram de ter utilidade, mas talvez eu as utilize agora, porque não tenho o outro consultório conjunto e exerço pouca clínica a não ser em casos muito específicos.
Também a filha já está a colaborar com a CUF, Psicais e Fisioconvento, deslocando-se a Mafra e Cascais e, para cá, quando necessário.

A: A tua filha não segue a mesma linha?
N: Ela segue o método tradicional das consultas com tempo definido porque ainda não existe outra alternativa a não ser em casos particulares muito excepcionais, como acontece, às vezes, comigo.
Além disso, não teve a mesma vivência que eu logo depois de concluir o curso e os estágios.
Ela é psicóloga numa Escola Secundária do Ministério da Educação.
Eu tive de me contentar com as poucas consultas independentes que havia na ocasião e com as aulas que dava nos cursos de promoção dos enfermeiros e isso proporcionou-me bastante experiência na transmissão de conhecimentos em linguagem simples e simplificada.
Depois, foram as aulas na UAL, Cocite, ISSS, ISMA, formações em Psicologia Social e finalmente, no ISMAT. Isto deu-me mais à vontade em «botar faladura» e menos prática e experiência na aplicação e utilização dos testes psicológicos.
Por isso, quando necessito de avaliações, é a filha que ajuda e até tem cá um gabinete com inúmeras provas das quais pode necessitar e que, na ocasião, em princípios dos anos 80 do século passado, me custaram mais de 2000 contos.

A: E o que pensas fazer agora?
N: Praticamente, mais nada. Desde 2011, dediquei-me ainda mais aos blogs e também ao facebook e, eventualmente, à clínica de casos mais complicados.
Estou essencialmente empenhado nos livros que fico a actualizar quase sempre, até os poder publicar.
Julgo que os mesmos são muito importantes por causa da sua linguagem e do modo de exposição.
As pessoas têm de saber como tudo funciona para não existirem dúvidas como tu as tiveste há anos. Lembras-te?
Repara que sem as «conversas» que tivemos em Lagos, durante vários dias, além das leituras que fizeste posteriormente e das acções que praticaste em função disso, tu não terias conseguido várias coisas, tais como:
♦ compreender como funcionam os fenómenos psicológicos, o modo como influenciam o próprio e os outros e a maneira de os alterar, modificando apenas algumas coisas que os desencadeiam;
♦ saber o que devias fazer para resolver os problemas psicológicos e as dificuldades académicas da tua filha;
♦ prestar à tua mulher a atenção devida e que ela merecia há muito tempo, para não entrar em depressão por tua causa e por causa das dificuldades da vossa filha;
♦ poderes fazer a tua própria psicoterapia, quase que só com livros e com as práticas mencionadas nos artigos que leste;
♦ melhorar todo o clima familiar, além da interacção profissional, que até te proporcionou uma promoção;
♦ conseguires pensar de maneira diferente daquela que utilizavas antes das nossas «conversas» e tuas «leituras»;
♦ ajudares a tua «sobrinha» Cidália a começar a colaborar e a não desistir da psicoterapia, evitando os medicamentos que a prejudicavam.
Repara que tudo isto ficou baseado nas leituras que fizeste, nas conversas que tivemos e na prática consequente que adoptaste tirando o devido proveito de tudo.
Conversas parecidas, mas mais restritas, tive-as com os pais da Joana, mas em consultório, embora muita coisa tivesse sido acrescentada na sua história ficcionada, para abranger mais de 10 anos de consultas dadas a outros pais e filhos com dificuldades.

A: Já te disse que gostei muito do último livro e que os outros teriam feito grande parte do trabalho, mesmo sem a tua ajuda. E isso refere-se também à ausência dos efeitos secundários ocasionados pelos medicamentos.
N: É por isso que o Júlio insiste em que os livros sejam publicados.

A: O que é que te falta agora, de facto?
N: Agora, só a publicação dos livros pode não ser o suficiente.
Como já disse, a falta de apetência para a leitura entre nós e especialmente entre a gente mais nova, pode ser um factor fundamental. É necessário incentivar a leitura.
Além disso, é necessário mostrar as vantagens que se conseguem com o conhecimento desses factores psicológicos, dando exemplos de muitas pessoas que beneficiaram com isso.
Por fim, alguns termos técnicos que são necessários para «encurtar» as conversas ou as explicações, podem ser mal compreendidos. Importa «apanhar» o conceito essencial e não apenas o significado dessas palavras.
Por exemplo, a biblioterapia é confundida, intencionalmente ou por desconhecimento, com a bibliofilia ou animação cultural.
Também surgem consultórios e centros de psicoterapia e de reabilitação com «psicoterapeutas» e «especialistas» que não sei o que são. Quais as habilitações e a prática que possuem? Interessa ver tudo isso primeiro, para que não haja enganos e embustes com pessoas a ficarem ainda mais alienadas do que no início desses «tratamentos».
Como já te disse há muitos anos, todo o cuidado é pouco.
É por isso que mantenho a minha intervenção nos 5 locais já mencionados. É por este motivo que persisto na ideia das tais «palestras» com as quais se pode elucidar muitas pessoas para não se deixarem «alienar» com as propagandas que se fazem até na comunicação social. Temos de ter muito cuidado com isso.
É por esta razão que aceitei tomar parte na Feira de Saúde e Bem-Estar de Sintra.
Também é pelo mesmo motivo que me apressei a publicar na nova colecção os livros dedicados à «Biblioterapia», «AUTO{psico}TERAPIA» e «PSICOTERAPIA … através de LIVROS…», para além dos que tinham sido publicados antes, isto é, «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia», o teu «caso» e o da Cidália.

A: Julgo que esses livros já seriam suficientes para as pessoas se aperceberem de toda a situação. Além disso, também tens os antigos.
N: Sim. Pelo menos tu, juntamente com a Cidália, o Júlio e o Joel leram alguns apontamentos e rascunhos que lhes deram origem. É por isso e com base na minha experiência pessoal que fui engendrando esta psicoterapia que necessita, pelo menos, de mais um livro que ajude a perceber o modo como o comportamento funciona e pode ser modificado, indo às origens ou causas para alterar os efeitos indesejáveis que classificamos como perturbações ou dificuldades.
Para isso, como está esgotado o livro da JOANA, cuja publicação inicial dispersa em 4 exemplares não me agradou, necessito de tornar a publica-lo para apresentar às pessoas, em linguagem muito simples, todas estas variantes do comportamento humano isoladamente e em interacção social.
É essencial descobrir os comportamentos (causas) que nos afligem (efeitos) e verificar se não nos teria sido possível reduzi-los ou eliminá-los, evitando-os no futuro.

A: Já falamos da vez passada em muita coisa sobre isso, mas não acredito que consigas implementar a tua ideia sem uma boa propaganda e publicidade, como geralmente acontece.
N: Tenho pena em dar-te razão, em parte. Isso pode ser necessário mas, como já disse, não tenciono montar negócio com isso. Pretendo apenas ajudar as pessoas na medida em que me é possível agora. Por isso, a iniciativa deve partir dos interessados. Os livros já existem e irão aparecendo à medida das necessidades. Eu já me disponibilizei para ajudar e vês isso em quase todos os posts que faço e nas páginas que mantenho.
Repara que até tenho de pagar a preparação e publicação dos livros e, se não tiver qualquer retorno, pelo menos para cobrir essas despesas, onde irei buscar o dinheiro? É um dilema real para continuar a gastar sem receber coisa alguma. Além disso os livros não estão à venda nas livrarias e têm de ser solicitados directamente em pedido feito para mim. Não tenho outra solução, nem me quero meter em negócios. Da vez passada, falámos mais ou menos em tudo isso.

A: Há dias, não sei se viste a apresentação do livro «Antes que seja Tarde» de Margarida Rebelo Pinto. Fui logo adquiri-lo para o ler antes de vir para cá, porque já tinha consultado os teus dois artigos sobre «o ANTES e o DEPOIS». Fazendo a comparação, verifiquei que ela explica e justifica o que acontece mais tarde se houver determinados procedimentos antes. Tu referes-te pouco a isso mas procuras e aprofundas mais qualquer coisa antes que isso aconteça, para a poderes alterar.
N: Desculpa eu não te poder esclarecer devidamente porque não li este livro nem tenciono lê-lo. Mas, tendo como amostra o seu livro anterior «Sei Lá», mais parece uma espécie do diário de anotações que aconselho aos meus pacientes desejosos de praticar a autoterapia ou até uma psicoterapia com pouco acompanhamento do psicólogo. É uma espécie de projecção que serve bastante para uma psicoterapia de profundidade e para uma Imaginação Orientada muito boa. Livros semelhantes que podem agradar a muita gente, que consegue identificar-se com os seus personagens, podem servir como modelos, alívio ou divertimento, não são do meu agrado. Pode haver uma modelagem com um reforço vicariante inadequado ou até prejudicial. Viste isso perfeitamente nas experiências de «aprendizagem social», de Bandura. Lembras-te, com certeza.

A: Achas isso tão mau?
N: Repara que muito do nosso comportamento se baseia em ideias da religião católica em que os pecadores confessam os seus pecados, dizem arrepender-se, cumprem uma pena e sentem-se aliviados. Passado algum tempo repetem os mesmos comportamentos ou outros parecidos e seguem os mesmos passos: confissão, informação de arrependimento e cumprimento da pena.
Porém, qual a razão que originou esse comportamento desviado? Ninguém se preocupa com isso para que se possa evitar ou, pelo menos, reduzir a causa que o ocasiona. Promessas não chegam. Para quem se foi inteirando da modificação do comportamento, interessa descobrir a «causa» que originou esse comportamento, de forma evidente, sub-reptícia ou quase inconsciente. São os tais condicionamentos com os quais temos de lidar e que até podem ser inconscientes e surgir de repente. A associação de ideias funciona muito neste campo.
Não sei se me estou a fazer entender, mas com algumas perguntas relacionados contigo, podes chegar lá rapidamente:
− Qual o motivo de teres estado a trabalhar desalmadamente deixando a tua família quase «ignorada»?
− Qual a razão de teres escondido no maço de jornais antigos, os documentos originais da doação da casa ao teu avô?
− Em que momento surgiu nas tuas lembranças ou recordações a figura do teu avô a fazer a recomendação ao teu pai?
− Como e porque te lembraste dessas coisas só depois de começar com a Imaginação Orientada?
− Depois das leituras que fizeste, isso deu-te algum alívio em relação aos problemas que enfrentaste tempos antes?
− E a tua família em que situação ficaria se tu não enveredasses pela autoterapia?

A: Não há dúvida que meteste o dedo na ferida que, por acaso, já não me incomoda. De facto, não chegaria lá com as justificações que me pudessem dar acerca do meu procedimento de obsessão pelo trabalho, com «abandono» da família. Também reconheço que a família necessitaria de apoio posterior e não sei qual seria a sua eficácia e evolução. Agora, as coisas correm sobre rodas e a filha tem uma família do seu gosto. O último livro da JOANA está com ela e serve-lhe para a orientação da educação do filho e dos que forem aparecendo.
N: Quando insisto muito na reedição do JOANA, mesmo para as tais palestras, estou a apresentar, numa história ficcionada do «caso» da Joana, um panorama de mais de 10 anos de consultas a centenas de pais e filhos com dificuldades.
Tento socorrer-me de diversos exemplos, conglomerados num caso, para os pais poderem ajudar os filhos a estruturar uma personalidade adequada, «cientificamente» e com conhecimento do funcionamento do comportamento humano, sem necessidade de justificações, desculpabilizações ou drogas ou até de comportamentos espúrios para superar sentimentos que podem perturbar de vez em quando.
As pessoas assim educadas conseguem perceber duma maneira racional, realista e objectiva o mundo que as rodeia.
É o mundo que temos e dentro do qual vamos ter de continuar a viver superando as dificuldades que sempre existirão. Depende de nós o modo de as superar, podendo até utiliza-las para voos mais alargados.
A aprendizagem através do passado faz muita falta e os exemplos que tivermos podem ajudar muito.
Mas, para isso, também temos de analisar tudo com realismo, humildade, objectividade e descobrir as causas, não para as justificar, mas para modificar os efeitos que foram provocados e não nos agradaram ou não interessaram.
Por isso, temos de saber como fazer tudo isso!

A: Já sei que as leituras fazem muita falta. Por isso, logo que a minha filha começou a aprender a ler com gosto, dei-lhe os antigos livros da Joana e, agora, o novo, já «consolidado».
Recomendei a leitura cuidadosa de diversos conceitos mais relevantes.
Depois das suas leituras, conseguimos discutir isso até com a presença da minha mulher e, se necessário, explicar e demonstrar as noções dos diversos tipos de reforço e seus efeitos, aprendizagem, efeito de Zeigarnick, modelagem, moldagem, dissonância cognitiva, facilitação física e social, frustração, conflito, estimulação, condicionamentos, associação, traumatismos positivos e negativos, motivações, cultura, valores e vários outros conceitos com as suas implicações na nossa vida do dia-a-dia.
Sabes que eu tenho todos os teus livros e, de vez em quando, discuto com a minha filha algumas das noções lá expostas? Estou muito desejoso que ela transmita também essas noções ao marido com quem se dá muitíssimo bem.
O filho está a ser bem controlado.
Além disso, posso dizer-te que a ideia de disponibilizares os livros mais em conta, por 11€ e 23€, respectivamente, o do Júlio e o da JOANA, quando os seus preços serão 15€ e 35€ depois de publicados, foi muito boa. Prelo menos os interessados podem inscrever-se desde já, sem pagar, mas garantindo a sua aquisição.  
N: Antes de tudo, felicito-te por essa ideia de discutir com a filha as noções sobre as quais fomos conversando há muitos anos. Quanto aos preços mais baixos,  como os livros não estão à venda nas livrarias e não existe «visibilidade» nem publicidade, necessito de saber com que apoio financeiro posso contar para os publicar. A impressão custa dinheiro e eu não tenciono fazer comércio com os livros.

A: E os vários livros que estão a ser publicados não são do teu agrado?
N: Já dei um golpe de vista por muitos dos livros de escritores actualmente famosos e tenho-os posto de lado, como por exemplo, «Inventem-se Novos Pais» porque não me seduzem nem proporcionam novos conhecimentos.
A minha linha e actuação é completamento diferente e tu deves saber isso.
Eu enveredo essencialmente pela modificação do comportamento de forma pragmática e racional, utilizando conhecimentos de psicanálise e hipnose, mantendo-me ecléctico, sem me restringir a qualquer linha de actuação, mas tentando ser eficaz.

A: Já tinha dado com o caso mas queria certificar-me disso.
N: Muito há a fazer nesse campo, porque as pessoas ainda não conseguiram compreender que grande parte da psicoterapia está baseada na sua própria colaboração, compreensão, treino e persistência.
Muitíssimo do que se pode fazer em casa e à hora de dormir e até durante o sono, tem de ser feito nos 25 ou 50 minutos da consulta no consultório. Em quantas consultas, em quantas vezes, com que periodicidade e com que desgaste?
Já reparaste no filão de ideias e recordações que se pode perder se a sessão deste tipo for interrompida por causa da limitação do tempo? Nem o efeito de Zeigarnick pode minimizar a situação.
As noções de psicologia, que têm de ser dadas a cada um isoladamente, poderiam ser apresentadas em conjunto, com muitas mais explicações do que aquelas que são dadas ao próprio. Serviriam de «reserva» para futuros percalços.

A: Essas consultas em público parece-me que vão ser muito difíceis. Se eu não tivesse imensa confiança em ti recusa-las-ia logo, imaginando que os meus problemas ficariam imediatamente descobertos. Contudo, lendo os posts que tu mencionaste na nossa conversa anterior e mais alguns e as respostas que dás aos comentários que fazem anonimamente, já estou mais elucidado e propenso a concordar contigo. Mas, garanto-te que vai ser muito difícil convencer o público.
N: Também te dou razão nisso, mas para que os problemas não existam, os familiares podem dar essas noções de Psicologia, como tu fizeste com a tua filha, evitando problemas futuros.
É por isso que eu insisto muito mais na profilaxia e prevenção do que na resolução ou, melhor dizendo, no «atamancamento» das situações complicadas e evitáveis. E os medicamentos não ajudam. Só complicam ainda mais podem deixar a pessoa «viciada» nisso.
Temos de aprender a enfrentar e ultrapassar as situações difíceis ou desagradáveis, como o Júlio e a Cidália conseguiram fazer e até o Joel, a Germana, o Januário, a Cristina e muitos outros. Porém, todos eles não tiveram as possibilidades que se disponibilizam agora e até a Cristina teve de ser dissimuladamente «psicoterapizada» em sua casa, por iniciativa do seu pai, que estava aflito com o estado de desequilíbrio da sua única filha.
É por isso que insisto na publicação e divulgação dos livros.

A: Tu podes ter razão mas já sei que tudo isso vai ser difícil sem promoção e publicidade e muita coisa ficará emperrada.
N: Mesmo assim, embora te possa dar razão em parte, não tenciono mudar de comportamento. As pessoas que me conhecem têm o meu email e podem comunicar. Além disso, enquanto um blog dá para fazer comentários que terão resposta, o outro serve para tomar contacto com o panorama dos livros, a fim de os conhecer e saber o modo como os irão adquirir.
Depois, se não houver as tais palestras, cada um pode tentar implementar a sua própria psicoterapia, prevenção ou profilaxia e até um apoio psicopedagógico ou exercício de desenvolvimento pessoal através da leitura dos livros e dos treinos adequados até à hora de dormir
É a forma mais económica, cómoda e prática de tentar resolver o problema das dificuldades das consultas, etc. que são pouco acessíveis aos menos favorecidos.
Além disso, os vários posts do blog também podem ajudar. Já te expliquei tudo isso na conversa passada.

A: De facto, há muita coisa a mudar na nossa sociedade, a começar pelo desequilíbrio entre os poucos mais abastados e os inúmeros mais pobres ou quase indigentes.
N: No curto espaço que percorremos da nossa casa até ao KIRIN para buscar o almoço, chegámos a ver uma quantidade muito grande de Mercedes, BMW e AUDI.
Quando estive na Inglaterra e passei por França e Espanha, não cheguei a ver uma tão grande densidade desses carros e, além disso, o nível económico da nossa população é muito menor do que o deles.
Com os estudos que muitos gostam de fazer, se comparassem a percentagem desses carros com a de outros países e as diferenças de ordenados máximos, médios e mínimos entre todos, talvez se chegasse à conclusão de que gostamos mais ostentação do que os outros. Depois, admiramo-nos que a econmomia da Alemanha seja mais pujante do que a nossa! Pudera! Estamos a ajudar com as importações e não sei que mais.
Cá no burgo, gostamos muito mais da gravata do que nos outros países economicamente mais desenvolvidos.
Sem querer, desejamos ficar mais próximos dos que «sobem» na vida a qualquer preço sem olhar a meios.
Para mim, o Durão Barroso, com as suas marchas e balelas, fez-me muita diferença no abaixamento da nota do curso e vê lá aonde ele chegou. E muitos dos outros que se veem por aí fora…!
Posso não me ter explicado bem mas, no nosso país, estes «desequilíbrios sociais» parecem-me maiores do que lá fora.
Isto aborrece-me solenemente e, por isso, insisto na educação com valores adequados e modelagem, proporcionada pelos familiares, sem dissonância cognitiva e, nisso, a história da JOANA pode ajudar.
Mas, agora, já estou cansado de falar.

A: Também eu em te ouvir, mas gostei de voltar a conversar contigo pessoalmente e não ao telefone e espero que também faças um novo artigo acerca desta conversa.
N: O que posso fazer é deitar-me esta noite a pensar nesta conversa e «traduzi-la» em minhas palavras para um novo post depois de uma boa noite de Imaginação Orientada.

A: Ainda bem que me dizes isto e posso garantir que eu também continuo a fazer o mesmo quase todas as noites. Pelo menos fico mais descansado e com novas ideias ou uma percepção mais clara acerca da vida e dos factos ocorridos.
N: Folgo em saber que estás no bom caminho. Embora hoje seja o dia da nossa independência territorial ou política, não existe nada melhor do que a nossa independência e paz interior – a da nossa alma ou mente.

A: Já deixaste de ir a Lagos definitivamente?
N: Como tive de vender a casa porque já não estava a dar aulas e a sua manutenção ocasionava despesas avultadas, os cortes que houve nas pensões e vencimentos, até me obrigaram a vender a minha casa do Algueirão que queria manter por mais algum tempo até ver passar a crise. Mas não foi possível e tive de decidir pela sua eliminação.

A: Deixa-nos ir embora e felicidades por cá. Amanhã temos de estar na nossa Avenida dos Aliados. 
N: Desejo-vos boa viagem e felicidades juntamente com toda a família.
Até qualquer dia e um Bom Natal. Espero que o Ano Novo traga melhores dias do que até agora.

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