PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Janeiro, 2018”

A PROPÓSITO – 2

Ao comentário seguinte do Sr. Felício:

Dr. Noronha.
Já lemos este post com todos os links e gostamos.
Ficámos à espera de ver a supernanny mais uma vez, mas acabamos de saber que foi interdita a sua apresentação.
Não quer dizer alguma coisa mais concreta especificamente ligada às actuações anteriores?
Vamos ficar decepcionados se não disser coisa alguma – uma avaliação desses dois programas.
Foram bons ou maus? Actuaram bem ou mal?
Agradecemos a sua colaboração.

respondi:
Obrigado pelo comentário, que vou responder já.
Acabei de ver cerca das 09,30, também na SIC, uma reportagem directa, de Faro, sobre treino de cães em que o treinador dizia que mais perigosos do que os cães eram os seus donos, que tinham de ser treinados em primeiro lugar.
Concordo com isso e digo o mesmo em relação à supernanny.

Do que revi nos dois programas da supernanny, já que no Domingo não houve a terceira transmissão, mais pereciam um espectáculo do que uma demonstração de técnica ou de modos de actuação adequados e correctos que pudessem ser úteis para os espectadores.

Como já disse em relação a outras apresentações, com plateias pagas a aplaudir qualquer actuação para «ganhar» audiências mais do que para transmitir ou difundir conhecimentos, estas duas apresentações não pareceram muito diferentes.

Se a peça servisse para informar ou esclarecer o público em relação a certos problemas que surgem ou até acontecem frequentemente em muitas famílias, não havia necessidade de apresentar as coisas do modo como o foram.

Porém, se uma família inteira foi exposta na realidade e não como «representação», julgo que houve consentimento ou até concordância dada pelos mais velhos e responsáveis.

É como fazem em muitos espectáculos, que não são poucos e, especialmente, nos programas das manhãs e das tardes em quase todos os canais, com espectadores pagos, que até parece estarem lá por vontade própria e não por contrato de prestação de serviço.

Se, de facto, a intenção era provocar aprendizagem do público, em psicologia ou modificação do comportamento, seria de toda a razoabilidade filmar toda a interacção familiar, sem interferência ou presença de outras pessoas.

Essa filmagem deveria ser vista inicialmente por um técnico devidamente preparado.

Baseando-me apenas naquilo que se viu no programa, as dificuldades maiores circunscreviam-se ao comportamento dos filhos, especialmente com a mãe e à divergência de pontos de vista e de actuação dos pais, que deveriam mudar o seu comportamento, em primeiro lugar (causa), para incentivar comportamentos diferentes nos filhos (efeito).

Por este motivo, o filme deveria ser exibido só para os pais, analisando com cuidado os comportamentos a serem alterados e suas possíveis causas para detectar os momentos, os modos e as condições em que as «novas medidas» deveriam ser utilizadas para alteração desses efeitos no sentido desejado.

Para isso, seria imprescindível que os pais tivessem, em primeiro lugar, algumas noções de modificação do comportamento, tal como aconteceu com a JOANA, cuja alteração do comportamento foi quase pública sem ninguém dar por isso, a não ser o resultado obtido.

Os pais tinham de aprender bem, em primeiro lugar, o modo de funcionamento do comportamento humano e compreender tudo o que se relaciona, pelo menos, com gratificação, punição, reforço (primário, secundário, positivo, negativo, imediato, diferido, de razão fixa e variável, de intervalo fico e variável, aleatório, vicariante, do comportamento incompatível) extinção, leis do efeito e da repetição, condicionamentos clássico e operante, aprendizagem, modelagem, moldagem, identificação, facilitação, dissonância cognitiva e resolução de conflitos.

Também deveriam aprender a utilizar as técnicas aplicadas que me pereceram ser punição ou time out e token economy ou economia de fichas verificando os resultados e as consequências, tentando obter um feedback imediato.

Deveria ser realçada a diferença de tratamento e de atitude que o pai e mãe mantinham em relação aos filhos e, especialmente em relação ao rapaz.

Esse assunto deveria ser resolvido em primeiro lugar para não criar nos filhos dissonância cognitiva.

No comportamento da filha, haveria algum problema com o nascimento do irmão e diferenciação no tratamento?
Parece que ela demonstrou isso e os pais aperceberam-se, ficando satisfeito quando as demonstrações dessa insatisfação diminuíram (ou foram reprimidas e camufladas?).
Este assunto deveria ser bem esclarecido de imediato e resolvido antes de tudo.

Depois disso, se não houvesse filmes técnicos a serem apresentados aos pais, o técnico especializado deveria actuar com as crianças, demonstrando de que modo, em que ocasião e em que medida a acção deveria ser efectuada: seria uma aprendizagem social, com modelo.

Depois desta apresentação, deveria ser realçado que no comportamento da mãe, especialmente com o filho, os dois pareciam mais colegas a brigar do que uma mãe a impor ou estabelecer regras ou exigir o cumprimento delas.
Quando disseram que a mãe parecia um general, deu-me vontade de rir.
Com as quase duas dezenas de anos que passei na tropa, lembrei-me mais da mãe como um cabo desorientado a querer disciplinar com soldado rebelde, enquanto o pai, como sargento, tentava «aguentar» a situação.

Por esse motivo, como a actuação da mãe deveria ser maior e mais frequente do que a do pai, ela deveria aprender a relaxar-se e treinar imediatamente, para ter comportamentos mais firmes, calmos, seguros e adequados do que os apresentados nas filmagens.

Além disso, o problema da dissonância cognitiva ocasionada pelos comportamentos dos progenitores deveria voltar a ser realçada e sanada, de imediato, com a colaboração dos dois progenitores.

No final da apresentação, fiquei sem saber se o problema tinha ficado resolvido, durante quanto tempo e em que medida.
Muito do que aconteceu não se irá repetir ou não será evidenciado de outro modo e com outras cambiantes?
Na ausência dessa pomposa supernanny o que pode acontecer?
Não serão os pais a ter de intervir?
Como, com que conhecimentos e prática?

♦ Se as crianças não tiverem compreendido bem e não tiverem interiorizado as normas que lhes foram apresentadas num sentido quase moralista, podem-se esperar efeitos secundários ocasionados pelo reforço negativo obtido para fugir às punições do momento.

♦ A fuga a uma punição ou seu evitamento pode ocasionar reforço secundário negativo que conduz ao vício, ajudando a manter comportamentos inadequados.

♦ Não perece que as crianças nas idades de 5 e 7 anos possam compreender e apreender as normas de obediência e de deveres que lhes foram apresentadas no filme porque o seu poder de abstracção é bastante reduzido.

♦ Antes dos 10 anos, a não ser que estejam bem treinadas, as crianças conseguem reagir mais à satisfação e à insatisfação, o que lhes proporciona reforços positivo e negativo.

♦ Além dos reforços proporcionados pelos pais, os modelos que lhes são expostos por eles, têm a máxima importância.

É exactamente por este motivo que estou a «trabalhar» afincadamente na nova edição do livro da JOANA, a fim de se poderem fazer algumas palestras que possam ajudar os pais a não chegar ao extremo de solicitar uma supernanny que não sei que resultados poderá ocasionar a longo prazo.

É também por este motivo que estou a rever toda a colecção dos 18 livros da Biblioterapia para a poder publicar qualquer dia se os interessados assim o desejarem.

Além de alguns livros, como já aconteceu em aulas, as palestras podem complementar, em casos específicos, os apoios necessários a muitas famílias que não têm outra ajuda disponível e que vão sofrendo problemas semelhantes ao longo de toda a vida, até se tornem insustentáveis e deletérios.

É por este motivo que os dois posts sobre o ANTES e DEPOIS tem o seu interesse.

No caso concreto da supernanny, como psicólogo, faço as seguintes perguntas ou reparos:
Ψ Os pais do Francisco (5 anos) e da Lara (11 anos) não pediram ajuda anteriormente?
Ψ Por acaso,  não haveria «ciumeira» da irmã por ter «perdido» um pouco a atenção dos pais a favor do irmão?
Ψ Qual foi o resultado?
Ψ Qual será o desfecho de todo o espectáulo que foi exibido na televisão?
Ψ Quais serão os «ganhos» (ou efeitos nefastos?) para aquelas duas crianças?
Ψ Qual o resultado dos castigos de 5 a 11 minutos sentados no banco? 
Lembrei de repente do caso do Álvaro. Quando o voltei a ver pela última vez, se ele continuasse a fazer os disparates como fazia na época em que o conheci, deveria ficar sentado no banquinho durante 17 minutos?
Ψ Qual será a aprendizagem que os espectadores terão conseguido fazer?
Ψ Não irá provocar nestes uma aprendizagem inadequada, imitando (inadequadamente?) muito daquilo que lá se viu, sem saber qual a razão de cada procedimento?
Ψ Oxalá que dentro de pouco tempo não existam mais famílias problemáticas…
Ψ Espero que, os que consultarem o meu blog façam perguntas ou comentários, lendo, se necessário, o último post e todos os links que estão apresentados neste.
Ψ O meu último livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) também pode dar uma ajuda substancial.
Ψ Fico muito desgostoso porque, em relação à Psicologia, ou Ciência do Comportamento, se continuem a fazer os disparates contra os quais sempre lutei durante mais de 40 anos, e que são apresentados agora como  «maravilhas» «vindas do estrangeiro»…..

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A PROPÓSITO

Ontem, quando ia dar o meu passeio habitual, começou a chover e eu tive de me refugiar no café onde o senhor Felício conversava com uma Senhora, enquanto esperava que a chuva diminuísse. Quando me viu, chamou-me logo para a sua mesa e disse-me que a senhora sentia algumas dificuldades fóbicas e estava quase na disposição de pedir ajuda à Supernanny. Quando viu a minha cara de admiração, insistiu para que lhe desse ajuda e, por isso, como não tinha muito tempo disponível e só esperava que a chuva abrandasse, as recomendações que fiz, foram:

  • ◊ Ler o meu último livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R)
  • ◊ Praticar aquilo que está bem explícito no livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P)
  • ◊ Ler também o antigo livro «Como «EDUCAR» Hoje», da Hugin, com o caso da Cristina (L)
  • ◊ Consultar o meu blog e fazer perguntas em comentários, se necessário.
  • A greve do meu computador terminada ontem, depois de várias cedências e inovações, não me deixava «avançar» mais e teria de esperar algum tempo.
  • Por isso, tive a oportunidade de me debruçar sobre alguns temas com os quais tinha de entrar em contacto para esclarecer também outras pessoas amigas e conhecidas que instavam para que eu dissesse alguma coisa sobre os programas da Supernanny.
  • A folga dada pela crise do meu computador, deu-me a oportunidade de ver também outros programas como o do Distress Psicológico no canal 2 da RTP, no qual só ouvi o médico a falar mais em psicologia prática do que os outros dois componentes do grupo que parece que lhe estavam a fazer companhia.
  • Vendo também a Supernanny em gravações automáticas, pouco ou nada compreendi em relação à psicologia e só vi aplicar técnicas de modificação do comportamento sem muito nexo e de forma quase automática, não se sabendo se terão dado resultado «real» ou se os resultados obtidos seriam uma melhoria passageira, com efeitos secundários a curto e a longo prazo.
  • Toda essa actuação fez-me recordar os programas de hipnoterapia e vários outros apresentados com muita pompa na televisão, mas que necessitavam de ensaios preliminares com os protagonistas, para eles serem aceites ou não nesse programa.
  • Isso já me aconteceu no caso duma depressiva oligofrénica, com pouca capacidade intelectual que apareceu na minha consulta, mas que estava a ser tratada num hospital com medicamentos há mais de 15 anos.
  • Depois de ter o computador em casa, já restabelecido, e lembrando-me na sessão de Imaginação Orientada (J) de tudo o que se tinha passado nos últimos dias, e especialmente oportunidades, contingências, bom-senso, pragmatismo, acompanhamento, «feeddback», «follow-up», verificação de resultados e seu impacto no meio ambiente, que é necessário ter em conta e avaliar na prática da psicologia, sem fazer mais considerações, apeteceu-me transcrever apenas o PRÓLOGO do meu livro “Como «EDUCAR» Hoje (L) publicado em 1998, pela Hugin.
  • “PRÓLOGO
  • Cabe-me em primeiro lugar, o dever de agradecer a Joaquim Punilhas, excelente divulgador de novidades literárias, o facto de, desde meados de 1997, ocasião em que procurava activamente uma editora credível e dinâmica que publicasse a minha colectânea de escritos, me ter perguntado:
  • − Porque é que não fala com o José Manuel Ferreira, da Hugin?
  • Como nos encontrávamos na Livraria Astrolábio, em Mem Martins, o seu proprietário Augusto Raposeiro, óptimo livreiro e amigo simpático, interveio de imediato:
  • − Parece-me uma boa ideia! Comece por dar uma vista de olhos pelo livro “Pânico, Depressão, Agorafobia, Doença Bi-polar – Transtornos de um Doente», de Carlos Palma, que a Hugin acaba de editar – e mostrou-me o único exemplar que Joaquim Punilhas trazia na sua pasta de novidades.
  • Meio surpreendido com esta rápida solução, fiquei a olhar para os dois amigos, que teciam comentários acerca da capa do livro, comparando-a com o seu conteúdo. As apreciações que ouvi motivaram-me a ler esta obra, o que me levou a apresentar à Hugin o meu original “DEPRESSÃO? Não Obrigado!” Era o relato da recuperação de uma jovem que, há cerca de vinte anos tentou o suicídio e que, presentemente, vive com toda a «normalidade».
  • A segunda leitura do livro de Carlos Palma deu-me vontade de lhe agradecer sinceramente o facto de ter confirmado a minha ideia de que na doença mental:
  • os diagnósticos correctos necessários são, muitas vezes, tardios;
  • a medicação inicial, baseada em falsas suposições e aprofundamento insuficiente da história pessoal é inadequada, quando não mesmo prejudicial;
  • os doentes ouvem falar em psicanálise, psicoterapia e terapia comportamental, mas não têm ideias claras e correctas sobre o assunto nem tão pouco conseguem beneficiar destes meios de tratamento;
  • os psicólogos são «bichos raros» de quem muito se fala, hoje em dia, sem que até muitos médicos saibam qual a sua função e capacidades;
  • quase nunca se utilizam os serviços dos psicólogos, apesar de poderem dar um apoio substancial na manutenção duma melhor qualidade de vida e da saúde mental aliviando a tarefa de outros especialistas;
  • não existem serviços de apoio aos jovens casais que, como profilaxia, pretendem «educar» os seus filhos da melhor maneira possível.

A maior parte destas afirmações foi corroborada por um artigo inserido no MONITOR, revista mensal da Associação dos Psicólogos dos Estados Unidos da América (APA), com mais de 85.000 filiados.

No número de Janeiro de 1998, que se refere a uma sondagem realizada pelo Centro de Estudos para a Mudança na Saúde Mental nos Estados Unidos da América e que engloba 5100 médicos de clínica geral, o articulista escreveu:

Mais de dois terços dos médicos de clínica geral afirmam ter dificuldade em encontrar técnicos de saúde mental que apoiem os seus pacientes. Estes médicos dizem que é mais difícil encontrar pessoal competente na área de saúde mental do que em qualquer outra especialidade. Quando comparadas com outras especialidades da medicina, as dificuldades referidas baseiam-se essencialmente na falta de pessoal especializado em determinadas zonas do país e nos problemas de comparticipação (estatal ou das seguradoras) nas despesas de saúde.”

Os momentos finais da minha reflexão sobre a situação fortuita de ter encontrado naquela ocasião o Joaquim Punilhas na ASTROLÁBIO com aquele livro, fortaleceram-me a vontade de solicitar à HUGIN a edição da colecção PSICOLOGIA PRÁTICA.

Todo este conjunto de circunstâncias me trouxe à memória o artigo do conceituado psicólogo social Albert Bandura, Os Encontros do Acaso e os Caminhos da Vida que, em 1983, condensei para a revista CONHECER A PESSOA. É espantoso o modo como alguns comportamentos fortuitos encadeados uns nos outros, com «reforços» adequados, originam, de facto, acções anteriormente inimagináveis.

Seria pura «sorte» Nancy Davis ter casado com o ex-Presidente dos Estados Unidos da América?
Ou uma das «causas» principais desse casamento teria sido a arrelia sentida por Nancy ao receber convites para reuniões de simpatizantes comunistas que a confundiram com outra pessoa de nome idêntico?
Se não fosse o acaso de ter de contactar o presidente da Associação do Cinema, Ronald Reagan, para protestar contra o que a desagradava nesses convites, qual teria sido o percurso da vida destes dois protagonistas?
Se um acaso semelhante tivesse ocorrido com alguém que não fosse Nancy Davis, o desfecho teria sido idêntico?
Existirá, por acaso, algo de muito importante na personalidade de cada um que ajuda a percorrer um caminho de vida muito peculiar? (B)

Chamamos, geralmente, «sorte» a este tipo de acontecimentos.
Se o Carlos Palma tivesse tido a «sorte» de encontrar, logo de início, um psicólogo, o seu longo fadário de vários anos teria sido diferente?
Enquanto imaginava que tinha tido «sorte» nesta tarefa de procurar editor para publicar a minha colectânea de experiências, não me podia esquecer que desenvolvera bastantes esforços na procura de editora estudando as características e propostas de várias para tomar as minhas decisões. Da minha parte, tinha havido pesquisa, análise de resultados e tomada de decisões. Por isso, baseado nos conhecimentos anteriormente adquiridos chegara ao meu momento de «sorte».

  • Se Carlos Palma tivesse os conhecimentos necessários para tomar as suas decisões sofreria como afirma ter sofrido?
  • O que dizer dos mais de 5 milhões de portugueses de que fala na sua entrevista inserida no CORREIO DA MANHÃ, de 7 de Agosto de 1997?
  • Tudo o que descrevo neste livro acerca da Cristina (L) serve para alertar milhões de leitores que se sujeitam a esperar que a «sorte» lhes bata à porta porque não possuem os conhecimentos necessários.
  • É na aquisição de conhecimentos adequados conjugada com uma boa «educação» que se pode estruturar uma personalidade relativamente bem equilibrada.
  • É aos pais que compete, em primeiro lugar, proporcionar essa «educação» ou aprendizagem, a não ser que se demitam totalmente do seu papel de «pais».
  • Este facto não é raro em muitas sociedades «marginalizadas» ou até naquelas que são consideradas «civilizadas» e «desenvolvidas», especialmente, no mundo ocidental.
  • A seguir aos pais, temos os professores, familiares, chefes e a sociedade em geral.
  • É o nosso meio ambiente que influencia a formação ou estruturação da personalidade.
  • Diz o ditado que “de pequenino se torce o pepino” e, por isso, não valerá a pena ensinar as crianças a ultrapassar frustrações desde o início das suas vidas? (D)
  • Esta ideia que desejo explanar com a descrição do «caso» da Cristina, deve-se ao facto de pretender que algumas pessoas, nas condições dela ou muito piores, possam ter algum alívio, compreensão e orientação.
  • Desejo também evitar que pessoas assim, por culpa própria ou de terceiros, sem qualquer ajuda e em determinadas situações da vida, caminhem para um fim trágico, tal como aconteceu com uma paciente cujo percurso está sucintamente descrito como «CASO A» no livro HUMANISMO NA GESTÃO – Eficiência e Produtividade (páginas 146-147) (N). Infelizmente, esta senhora suicidou-se, não por falta de conhecimentos, mas por não ter conseguido o apoio necessário.
  • O que aconteceu ao Carlos Palma foi diferente. Se a falta de conhecimentos não pode ser imputada a essa paciente, a mesma teve origem em quem lhe podia proporcionar os meios terapêuticos necessários que estavam disponíveis e eram sobejamente conhecidos por todos os intervenientes nesta situação concreta.

A estruturação da personalidade tem como base fundamental a educação forjada na interacção do indivíduo com o seu meio ambiente. Daí, a nossa insistência em educar hoje uma personalidade que vai desabrochar e estruturar-se amanhã de modo a que possua as capacidades indispensáveis para enfrentar com facilidade as vicissitudes a que «normalmente» fica sujeita no mundo conturbado em que vivemos.

Isto não quer dizer que neste livro esteja incluída a vasta gama de técnicas e conhecimentos teóricos e práticos necessários para uma total boa «educação». Este objectivo fica reservado a um grupo de cinco volumes ou tomos que estão a ser preparados para ajudar a entender COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO (F).

Por isso, a presente obra que descreve os incidentes de percurso da Cristina, «bem lançada na vida» (L), está aligeirada, dando todas as indicações úteis e necessárias de como fazer mais do que porque fazer.”

  • ******************
  • Depois da transcrição deste capítulo que vai ser recomendado à senhora com quem falei no café, vou continuar a minha maratona de actualizar o livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) para ser publicado em breve, logo que existam inscrições suficientes para um preço mais reduzido (35-12= 23), com as indicações dadas neste link.
  • A maior parte das vezes, tanto na resolução dos desequilíbrios como no seu evitamento e até para um maior desenvolvimento pessoal, as noções do funcionamento e utilização da psicologia na prática são muito importantes.
  • Para isso, é necessário conhecer tudo isso e o livro da JOANA tem esse objectivo, que pode ser complementado com algumas palestras elucidativas ou esclarecedoras das dúvidas que surgem com toda a naturalidade mas, para tudo isso, a motivação para o sucesso é fundamental dependendo muito do aproveitamento das oportunidades que exige muito trabalho e persistência.
  • Este livro também poderia ser intitulado «Técnicas de Modificação do Comportamento aplicadas no dia-a-dia e explicadas a todos em linguagem corrente» mas, embora mais elucidativo e talvez apelatico, seria muito extenso e não foi do meu agrado.

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JOANA, a traquina ou simplesmente criança? – 3

Para responder ao comentário:

Já li alguns postes e parece que vejo uma insistência muito grande na educação.
O que é que a educação tem a ver com a saúde mental e nos desequilíbrios psicológicos.
Qual a razão de o livro da Joana ser muito importante para isso?
Gostava de ter uma explicação que me pudesse fazer compreender essa ligação.
É capaz de me dar?

feito no último post, tenho de dizer, antes de tudo, que vou mencionar outros dois publicados anteriormente:

JOANA, a traquina ou simplesmente criança?

JOANA, a traquina ou simplesmente criança? – 2

Depois disso, posso dizer que a colecção dos 18 livros foi preparada com a intenção de cada um poder efectuar acções psicológicas cómoda, económica e autonomamente ou com pouca ajuda do psicólogo, mas com bastante leitura, bem orientada e treino adequado.

Por isso, aconselho a ver o ÍNDICE deste livro de 312 páginas, constante das páginas 7 e 8, que é fundamental para ter as noções mais elementares da modificação de comportamento, a qual deve começar por cada um de nós….
e, quanto mais cedo, MELHOR!
São muito mais de 10 anos de consultas a centenas de crianças e pais em dificuldade.
O estilo romanceado (ficcionado) destina-se a que as pessoas adquiram as noções mais essenciais com facilidade, entendendo melhor os termos técnicos, às vezes, necessários.

 

ÍNDICE

PREFÁCIO

COMPORTAMENTO E AMBIENTE

O CASTIGO PODE SER EVITADO?

MODELAGEM, EDUCAÇÂO e APRENDIZAGEM

PODEMOS MODIFICAR O COMPORTAMENTO?

DISSONÂNCIA COGNITIVA

EXTINÇÃO – a técnica desejável mas difícil

MOLDAGEM E EXTINÇÃO

HEREDITARIEDADE ou EDUCAÇÃO e REFORÇO?

OS DESENCONTROS NA EDUCAÇÃO

APLICAÇÃO DE TÉCNICAS

APRENDER A RESOLVER CONFLITOS

LISTA DE PROCEDIMENTOS: ajuda importante

UM PRESENTE DE NATAL

O INÍCIO DA NOITE

A CURIOSIDADE DOS PAIS

AS GRANDES INDECISÕES

A JOANA ACIMA DE TUDO

RESPOSTAS ÀS DÚVIDAS

O INTERROGATÓRIO

O AGUÇAR DA CURIOSIDADE

VIVA O ANO NOVO!

PÁSCOA INESPERADA NA MINHA TERRA

NA FIGUEIRA

A «NOVIDADE» PARA A JOANA

O SÁBADO DAS SURPRESAS

UMA CASA MUITO FAMILIAR

OS PRIMEIROS CUIDADOS COM O BEBÉ

A MINHA DESPEDIDA

IDA A CAMBRIDGE E REGRESSO

O ALGARVE É AGRADÁVEL

UMa TARDE DiVERTIDA

JOANA, A EDUCADORA

ADOLESCÊNCIA

O CONCURSO

OS ERROS DOS PAIS

UM LONGO PERÍODO DE REFLEXÃO

O DESCANSO DO FIM-DE-SEMANA

AS MOTIVAÇÕES

REFLEXÃO PESSOAL

PROVA de AutoCONHECIMENTO

GLOSSÁRIO

RESUMO DO CONTEÚDO DAS OBRAS INDICADAS

BIBLIOGRAFIA

 

Depois da menção deste Índice do livro, que pode não elucidar bem acerca das matérias nele contidas, posso dizer à prezada comentadora que ele contém várias modalidades do funcionamento do comportamento humano, as técnicas e seus modos de aplicação na vida prática do dia-a-dia. Para isso, também convém consultar os dois posts anteriores com este nome. Bom trabalho, que lhe pode trazer muitos dividendos.  

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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