PSICOLOGIA PARA TODOS

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 14

Há dias, o meu amigo Antunes telefonou para nos desejar uma boa Páscoa e dizer que uma senhora a viver no Algarve, amiga de infância da filha, gostaria de «falar» comigo porque ela tinha algumas dificuldades, tais como sentir-se mal no meio de muita gente, desconforto em estar em locais ou ambientes fechados, calores e transpiração súbita e abundante ao estar no meio duma multidão, além de outras coisas que não me especificou.
Ela tinha consigo o livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P) que a filha dele lhe emprestara no Natal, mas não conseguia utilizá-lo devidamente, além de que não obtinha resultados palpáveis.

A médica de família tinha-a encaminhado para um psicólogo, que lhe disse que isso era timidez, não fazendo muita diferença, tendo-a aconselhado a conviver mais, dizendo que deveria continuar com algumas consultas de psicoterapia.
A filha do Antunes desejava ajuda-la e, como sabia que ela fora consultada por um psicólogo, sem resultados palpáveis e com o aumento das dificuldades, tinha pedido ao pai que lhe desse algum apoio se fosse possível.

Como o Antunes já me conhecia bem, para evitar a tal «arenga» que ele tinha feito no início do seu problema, esclareceu-me que essa senhora estava a trabalhar como auxiliar numa loja de electrodomésticos e informática e que o marido, mais ou menos da mesma idade, era segurança, trabalhando por turnos.
Ambos tinam o 10º ano de escolaridade, davam-se bem e tinham uma filha, um pouco mais velha do que o seu neto e que já apresentava um certo receio de enfrentar aglomerações, não tendo muita vontade de continuar os estudos.
Os problemas dessa senhora estavam a aumentar, embora se desse bem com o marido e com a sociedade.
Por isso, os pais estavam com medo que a filha também ficasse afectada, porque receavam que a hereditariedade influenciasse e desorganizasse a vida dela.

Não seria possível eu «falar» com eles e dar-lhes algum apoio ou orientação, já que eu compreendia isso muito bem, demonstrando-o com a recente publicação da JOANA?
O Antunes sabia, por experiência própria, que as pessoas relacionam muito as suas dificuldades com a hereditariedade e com o comportamento dos outros, como se nada se pudesse fazer acerca do assunto, a não ser tomar medicamentos e ir aguentando tudo isso ao longo da vida, como já tinha acontecido e fora quase confirmado pelo psicólogo consultado.

Como sabia que eu gostava de «despachar» as coisas com rapidez, obtendo bons resultados sem desperdiçar tempo, além de que eles não podiam deslocar-se muitas vezes a Lisboa, já tinha explicado aos interessados a minha maneira de ser e de actuar e estava a dar-me as indicações julgadas imprescindíveis, informando que ela possuía apenas o livro da «AUTO{psico}TERAPIA» emprestado pela sua filha.
Logo que fosse possível, eles telefonariam para tentar combinar uma data aceitável para mim, dentro dos condicionalismos a que também eles estavam sujeitos.

Já que eles tinham o livro, respondi ao Antunes que lhe fizesse compreender que a «autoavaliação» semanal dos sintomas é muito importante e que a prática do «relaxamento muscular» torna-se indispensável, mesmo antes da 1ª consulta, para se poder iniciar uma psicoterapia de forma mais autónoma possível.
Quanto ao resto, não tendo mais livros, poderiam consultar os dois blogs e, especialmente, os excertos apresentados nos três  textos já publicados em 2012, com as Respostas 17, 19, e 20.

Este «trabalho» apenas poderia ser feito por eles e não por mim ou em consulta, podendo até socorrerem-se do «down-load» desses posts para ela ler tudo em casa, com calma, até com a ajuda do marido.
Quanto à filha deles, seria bom que o Antunes se lembrasse da sua própria filha e que aconselhasse o casal a aumentar a comunicação com ela, dando «bons» exemplos.
Em conversas entre os pais e com a filha apresentariam bons exemplos de pessoas que são bem-sucedidas com melhores estudos e com o comportamento de estar à vontade no meio da multidão.
Contudo, para ocasionar uma nova aprendizagem social, por modelo e reforço vicariante, não a «forçariam» a ver isso, quer ao vivo quer até em filmes.
Quando preveni o meu amigo Antunes de que eu poderia querer gravar toda a conversa para uma futura utilização ou até para fazer um post que pudesse ser útil para mais pessoas, a pronta resposta dele foi que já tinha «tratado» de tudo, porque me conhecia muito bem, até com as «conversas» que tínhamos tido anos antes, em Lagos.
Tinha também explicado à senhora que as minhas intervenções poderiam ser muitíssimo prolongadas como se fossem várias consultas.
Por isso, eles já deveriam ir prevenidos…
Queria apenas que eu não me referisse a ele como Antunes, mas com o seu nome verdadeiro com o qual eles o conheciam.
Assim, até eu poderia falar do «seu» livro, acerca do qual ele já se referira vagamente para demonstrar que cada um pode fazer uma psicoterapia sem a ajuda de outra pessoa.
Por isso, neste post, o meu amigo Antunes, vai ficar referenciado como «Anónimo» para evitar «confusões» que poderiam
acontecer se fosse tratado com o seu nome verdadeiro!

Quando o casal, que combinou vir num domingo, porque os restantes dias ocasionavam confusões no trabalho, chegou às 10 da manhã, começámos logo a tratar das dificuldades da senhora porque eles já vinham «totalmente industriados» em todos os sentidos pela filha do Anónimo.
A primeira coisa que fizemos, foi abrir o livro «AUTO{psico}TERAPIA» que tinham trazido consigo e fomos falando (ou dialogando: → casal = C; Noronha = N ) acerca do mesmo e dos exercícios feitos em casa, abrindo, de imediato a 1ª parte na página 9.

NJá fizeram a lista das dificuldades e o «Registo de Autoavaliações»?
C − Bem. Não sabíamos como deveríamos fazer e que isso era importante e, por isso, deixamos para depois.
Mas lemos aqueles artigos que foram publicados no blogue de que o Sr. Anónimo falou.

NSe não fizeram isso, quem mais pode fazer isso por vocês?
É a única maneira de «medir» ou avaliar as dificuldades e saber se elas aumentam ou diminuem com o tempo e com os exercícios que estiver a fazer.
Que eu saiba, a senhora «sente-se desconfortável em ambientes fechados», «sente-se mal no meio de muita gente» «sente calor e transpira abundantemente quando está no meio da multidão».
Limitando-nos apenas a estes três sintomas que diz que a incomodam, interessa avaliar cada um deles neste momento, utilizando a escala de 0 a 10 que se encontra na página seguinte.
Depois, no mapa ou quadro que se vê no topo dessa mesma página 10, coloca a cruzinha respectiva em cada uma das folhas que for preparada para isso e para todos os outros sintomas que ambos descobrirem quando chegarem a casa e estiverem a pensar em tudo, com calma.
Talvez seja bom deixar o domingo como dia da avaliação semanal.
C – Obrigado. Isto já está compreendido e a avaliação é 9 no primeiro e 8 nos dois seguintes.

N − Já que conseguimos avançar um pouco, vamos para a página 13 para experimentar o «Relaxamento Muscular» seguindo aquilo que está no livro.
Deite-se na marquesa e tente descontrair-se o melhor que puder sem pensar em coisa alguma → bastam apenas 2 minutos.
Agora, vá inspirando pelo nariz, até encher completamente o peito de ar, para o reter lá dentro a maior quantidade de tempo possível, com todos os músculos do corpo bem contraídos ou apertados, até não conseguir aguentar mais.
É como se estivesse muitíssimo zangada com alguém e com vontade de dar um valente murro.
Depois, quando já não aguentar mais, abra a boca e deixe sair o ar bruscamente, sem forçar, até o peito ficar completamente vazio.
Deve sentir algum cansaço só com isso.
Vá tentando respirar «normalmente», sem forçar, com 2, 3 ou 4 inspirações/expirações regulares.
Volte a repetir o ciclo → inspirar / encher completamente o peito / contrair todos os músculos / reter o ar o máximo tempo possível / abrir a boca e expirar bruscamente / fazer algumas respirações «normais».
Provavelmente, ao fim de mais ou menos 25 exercícios deste tipo, deve sentir-se cansada e com vontade de descansar.
Descanse à vontade e, se não estiver a dormir, vá tentando pensar em várias coisas boas que aconteceram na sua vida. 
C Já consegui apanhar o jeito, só com estas duas inspirações/expirações e parece que consegui aprender alguma coisa que não tinha conseguido antes.
Em casa, ficava muito tensa, tentava relaxar e, às vezes, aborrecia-me por não o conseguir.

NConseguiu verificar que as coisas são muito mais simples do que às vezes imaginamos?
Se fosse a uma consulta, a primeira consulta seria para a senhora me dizer aquilo que o meu amigo me contou acerca de si, para elaborar a sua história pessoal e compreender o seu caso ou dificuldades.
Depois falaria neste livro, para ajudar a senhora a tomar consciência daquilo que tem de fazer e que pode fazer em casa sozinha, sem a ajuda de qualquer especialista.
Ajudaria também a fazer várias vezes este exercício que tem de ser repetido todos os dias ou noites, até conseguir relaxar-se em muito menos tempo, podendo até ficar em sonolência ou a dormir.
Agora, em casa, até pode ter a ajuda do marido e, se quiser, pode ajudar a sua filha a olhar para os seus exercícios, para ela aprender com os mesmos.
É uma preparação para ela não ter «receios» e «medos» e até para «progredir» na escola, melhorando a interacção com as colegas.
Os exemplos de casa servem de muito.
C Agradeço imenso esta consulta. Não é preciso mais nada? Quando é que teremos de vir outra vez?

NSe quiserem vir para mais consultas eu não me importo mas, de acordo com o que o meu amigo me pediu, vou tentar «despachar-vos» o melhor e o mais rapidamente que puder ainda hoje, se não estiverem com pressa.
C – Então….!

NVamos já para a página 15 do livro e verificar que «Relaxamento Muscular» que acabou de fazer, depois de experimentado e praticado durante alguns dias na cama, tem de ser praticado em qualquer lado, podendo ser num maple, numa cadeira ou até em pé, passando a ser assim «Relaxamento Instantâneo». 
É importante que se faça isso porque o mesmo pode ser necessário nos momentos mais imprevisíveis, por exemplo, enquanto estiver no meio duma multidão.
Neste caso, qual é a cama que vai utilizar para fazer isso?
Ou vai ficar a transpirar abundantemente com vontade de fugir desse local, sem possibilidades para isso?
E como vai contrariar os efeitos gastrointestinais que surgem, muitas vezes, nestas condições?
É bom pensar nisso e estar apta a enfrentar as situações → Antes Prevenir que tarde Remediar, e mal.
C Já vamos mais descansados.

NEu é que não acabei! Estão com muita pressa?
C − Por nós, podemos ficar cá mais duas a três horas pelo menos, para depois comermos alguma coisa antes de regressar a Manta Rota a fim de estar em casa pelo menos às oito da tarde.

N Então, tem muito que aguentar, porque eu também quero saber a opinião das pessoas, com «conversas» deste tipo.
Até agora, sem desvendar as «dificuldades» da senhora, que qualquer pessoa tem, diga-me se não seria possível fazer esta conversa com um grupo de 30 ou 40 pessoas, voluntariando-se uma delas para se deitar numa manta, no chão, e experimentar o relaxamento muscular para os outros verem?
C Achamos que nada de particular ou confidencial se disse até aqui e tudo poderia ser feito em público.

N Já conseguem compreender a minha preocupação em fazer palestras para muitas pessoas e publicar os livros que as possam ajudar a ter uma vida saudável, sem desequilíbrios psicológicos?
Mas, o que a senhora fez até agora não chega para isso.
Muitos dos nossos problemas − pequenos ou grandes, mas que se vão avolumando com o tempo – devem-se a factos que aconteceram no passado e que, às vezes são despertados com acontecimentos do momento, que julgamos ser  completamente inofensivos e que não fazem qualquer diferença em certas ocasiões e em algumas pessoas.
Para isso, é necessário manter um «Diário de Anotações» explicado na página 17 do livro, a fim de descobrir se existe qualquer coisa actual que possa despertar esses medos ou dificuldades, que houve no passado e que ficaram «camuflados», «mal enterrados» ou «soterrados» durante vários anos, sem nos fazerem muita diferença.
São os tais recalcamentos.
Os mesmos não se manifestam nem se evidenciam enquanto houver forças para os reter ou quando houver comportamentos de fuga ou de evitamento que diminuam o seu impacto.
Para isso, é necessário saber o modo como o comportamento humano funciona, conhecendo os conceitos das aprendizagens, especialmente a social ou por modelo, pico de extinção, estímulos, leis do efeito e da repetição, condicionamentos, reforços primário, secundário ou social, positivo, negativo, imediato e diferido ou a longo prazo, vicariante, aleatório, de comportamento incompatível, facilitação e pressão social, dissonância cognitiva, motivação e várias outras coisas.
Tudo isto teve de ser explicado a muitos pais e crianças e ficou agora conglomerado na história ficcionada da JOANA.
Este livro é muito importante para que as pessoas sem instrução especial possam compreender e utilizar esses conhecimentos em seu benefício que, por sua vez, podem ser revertidos a favor duma sociedade menos desequilibrada do que a nossa, especialmente em quase todo o mundo que se considera civilizado.
Porém, quando tive o «caso» da Joana, os pais dela tiveram de ler apontamentos mais sofisticados que ficaram agora englobados nos livros «PSICOLOGIA PARA TODOS», «INTERACÇÃO SOCIAL» e «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia».
Esses apontamentos policopiados para os cursos de enfermagem, deram origem aos livros antigos, publicados pela Plátano Editora, com outros nomes e estão explicitados agora no blog «TERAPIA através de LIVROS»
C Já estamos a ficar mais esclarecidos e não sabíamos bem que havia mais livros e ainda não lemos este até ao fim.
Mas, qual é a utilidade desses livros?

NVamos continuando a conversar, para explicar que a minha preocupação de publicar os livros ao meu gosto, insere-se na necessidade de fazer alguma coisa para evitar os malefícios que estamos a ver, incluindo os seus.
Em vez de os tentar apenas reduzir depois de se manifestarem e de causarem bastantes prejuízos e inquietações, vergonhas e dissabores, podemos evitá-los e até ajudar os filhos a ter uma vida saudável e melhor do que a nossa.
Sabendo aquilo que os outros fizeram, podemos aprender muito e tentar imitar aqueles que tiveram bons resultados.
Isso dá-nos força para continuar a insistir nos exercícios que, às vezes, tornam-se fastidiosos e desencorajantes.
Por exemplo, no registo das avaliações, depois de conseguirmos bastantes avanços, começa um declínio ou um retrocesso brusco e grande, que nos pode deixar completamente desencorajados e com vontade de desistir, o que acontece, muitas vezes, e, especialmente aos que começam a deixar a medicação bruscamente.
É o pico de extinção de que temos de tomar conhecimento.
C − Quer dizer que há muita coisa de que temos de tomar conhecimento?

NConseguem compreender que, se não fizerem os exercícios e as leituras necessárias vão ter de pedir conselhos constantes, ficando dependentes das consultas até nos momentos de maior aflição, quando podem não conseguir esse apoio?
Foi por isso que me preocupei com o Júlio e tentei ajudá-lo quase à mesa de um velho café, onde nos encontrámos durante cerca de 3 horas de cada vez, em 1980, durante 19 tardes, nos intervalos das minhas aulas de manhã e de tarde.
Não tinha melhor oportunidade ou solução e essas quase 60 horas, equivalentes e 120 períodos de psicoterapia, chegaram para o ajudar a resolver um problema que ele não tinha conseguido diminuir no ano e meio anterior, com dois tratamentos medicamentosos de 15 dias cada, feitos de 5 em 5 meses.
E afinal, o mal dele era ficar desorientado, tal como a senhora, e a causa disso era ele ter-se sentido «desterrado» ou «enjeitado» pelos pais, quando teve de estar em Lisboa, dos 10 aos 16 anos, apesar de bem instalado em casa do primo e padrinho, para poder estudar, aquilo que na sua terra, perto de Coimbra, não podia fazer, tendo chumbado no 10º ano.
Os seus três irmãos bastante mais novos é que conseguiram estudar muito mais do que ele, no seu tempo.
Sendo agora empresário de sucesso, com curso superior e boa família, foi um dos que me incitou a publicar os livros, dizendo que se os houvesse no seu tempo, poderiam tê-lo ajudado imenso.
Insistiu comigo nessa ideia 20 anos depois, quando me encontrou em Lisboa e voltou a insistir 10 anos mais tarde.
Sem querer, as pessoas que leem as suas histórias, vão extraindo dai aquilo que lhes interessa, para os imitar, se possível.
É a aprendizagem social, por modelo, com reforço vicariante.
Não é isso que acontece também na moda?
C − Já estamos a compreender melhor a história dos livros e parece que está a fazer sentido.

NMas, no caso dele, tivemos de fazer todo o «trabalho» só com apontamentos mais técnicos do que os do livro da JOANA. Entretanto, a nossa conversa não acabou porque ainda não se falou na «Autoanálise» que está descrita a partir de página 19, mas que é opcional, embora vantajosa.
Torna-se muito útil para os que querem fazer um tratamento eficaz e prolongado, ficando aptos para enfrentar o futuro com confiança e esperança de melhores dias.
Leiam isso com atenção, porque não é um «Diário de Anotações» e só pode ser lido em determinadas condições, muito tempo depois de escrito, sem preocupação com a ortografia, correcção, etc., durante a escrita.
É como se a caneta estivesse ligada ao cérebro e fosse rabiscando automaticamente no papel, sem parar, sem pensar ou construir as frases.
Mas agora, o mais importante é o «Relaxamento Mental» apresentado na página 21 e que a senhora vai tentar fazer deitando-se outra vez para facilitar as coisas e para o experimentar e praticar em casa.
Agora, faça três vezes o «Relaxamento Muscular» e, depois das inspirações e expirações finais, feche os olhos e tente sentir todo o corpo.
Vá sentindo as mãos, os pés, os braços, as pernas, os músculos de nuca, do pescoço, da testa, dos olhos… sem tentar contrair e descontrair seja o que for.
Tome consciência de todas essas partes do corpo, sentindo-as muito bem sem as tentar contrair ou descontrair → apenas sentir.
Vai verificar que, aos poucos, irá sentir os músculos menos tensos e, talvez, vontade de fechar os olhos….
C − Já estou a sentir todo o corpo, com olhos cansados.

NÓptimo.
Pode agora fechar os olhos, sem fazer força e tentar recordar as coisas boas da sua vida, quaisquer que sejam.
Se se lembrar de alguma coisa boa, o seu dedo polegar da mão direita vai-se levantar e continuar levantado enquanto as recordações continuarem.
Quando o dedo baixar, vou saber que as recordações desapareceram e pode abrir os olhos, com calma.
C Consegui lembrar-me de muitas coisas da infância e tinha os olhos pesados antes de os abrir.

NJá verificou aquilo que é o «Relaxamento Mental» durante cerca de 4 minutos, porque até entrou num estado hipnoidal, com a dificuldade final de abrir os olhos.
Em casa, pode ir para a cama, iniciar o «Relaxamento Muscular» e quando sentir que está cansada, fechar os olhos, sentir o corpo e iniciar o «Relaxamento Mental» para começar a tentar recordar muitos dos factos bons que aconteceram na sua vida e que podem continuar a acontecer.
É a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) em que as recordações boas são utilizadas para contrariar as más a fim de nos dar um certo ânimo, alento e incentivo para combater as dificuldades e frustrações que sempre existirão.
Com isso, será possível «engendrar» um futuro, com as aprendizagens feitas a fim de combater as dificuldades do momento.
Para isso, vai servir a «Imaginação Orientada» (IO) apresentada a partir da página 23.
Tudo o que se passou de bom na nossa vida, serve para nos dar ânimo e coragem, ajudando a enfrentar a vida.
O mal que aconteceu deve ser cuidadosamente analisado, verificando as suas causas e as possibilidades de ter procedido de outro modo.
Se nos tivermos recordado de um insucesso, será bom verificar se haveria possibilidade de o ter evitado ou combatido com as possibilidades do momento.
É uma aprendizagem a fazer com os erros do passado para descobrir se, procedendo de outro modo, poderíamos ter melhores resultados.
De qualquer modo, a aprendizagem feita com estas recordações servirá para imaginar de que modo poderemos actuar para ultrapassar as dificuldades que irão surgindo ao longo da vida.
Podemos planear um futuro melhor, dentro das nossas possibilidades, mas temos de ser realistas e objectivos.
C Parece que já percebemos muita coisa e o modo como podemos agir no futuro.

NHaveria mais alguém que pudesse fazer por si aquilo que a senhora fez?
Não acha que temos de ser nós próprios a mudar a nossa mentalidade e comportamentos para alterar muita coisa?
Como exemplo, posso citar o «Januário», descrito no livro «Psicoterapia Para Quê?» a quem foi dado apoio apenas num fim-de-semana, em Lagos, para nunca mais ter necessidade de apoio e de ter sua vida completamente mudada. 
Repare que ele, já tinha ficado desiludido com os tratamentos de medicamentos, psicanálise e psicoterapia aos quais se sujeitara, anos antes de conhecer a mulher, que também fora minha paciente.
Mas, grande parte do sucesso dele deveu-se a ela, por ele ter sido quase «obrigado» pela mulher a ler muita coisa e a praticar o relaxamento muscular e mental em casa, antes de qualquer consulta comigo.
Por sua vez ela a «Germana», apresentada em «STRESS? Reduza-o Já!» devido a várias outras dificuldades, tinha sido ajudada por mim com recurso a muitas leituras e treino em casa, tendo chegado quase a desistir, no início.
Porém, fora obrigada por uma amiga a continuar o «tratamento», porque exige muita persistência do interessado e o «tio» dela conhecia-me muito bem. 
A leitura e a compreensão do funcionamento do comportamento humano fazem muita falta e, se não for assim, há necessidade de «gastar» ou «desperdiçar» muito tempo para explicar tudo isso, disfarçadamente, porque a pessoa não admite que que tenha desequilíbrios psicológicos porque «não se sente maluca»!
Foi o que aconteceu com a «Cristina», descrita em «Como «EDUCAR» Hoje!», da Hugin, que só pôde ter o apoio necessário com mais do que o dobro do tempo exigido no consultório e muito mais do que seria preciso se ela fizesse as leituras e os treinos indispensáveis desde o início.
Estras três «casos», embora já publicados vão ser aglomerados no livro «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos».
C Gostaríamos de conseguir ler esses livros, mas…fica para a próxima.

NJá que parece que ficaram entusiasmadas com a psicoterapia feita com poucas consultas, posso perguntar se não seria ainda melhor fazê-la autonomamente.
C Bom, Isso seria o ideal.

NJá que me respondem que é o ideal, porque é que não falam com ele?
C Como?

N Não foi ele que os mandou para cá?
C Não compreendemos.

NNão? Quando chegar o verão, falem com ele, mais do que com a filha mas, antes disso, leiam o livro «Acredita em Ti. Sê Perseverante!»
Será um bom começo para o vosso diálogo e uma boa ajuda que pode ser dada até nas férias porque eles devem lá estar pelo menos durante um mês, ou mais.
Deve ficar tudo muito mais perto do que vir a Lisboa.
A Germana e o Januário também são de lá, mas não posso revelar os seus nomes.
E se quiserem saber o que pode acontecer quando a educação e o ambiente familiar são desagradáveis, podem ler a história de Joel apresentada em «PSICOPATA! Eu?», mas eu posso dar-vos a brochura que tem o texto da comunicação apresentada no 1º Congresso de Psicologia, em 1979.
Além do Júlio que me incentivou a pensar na colecção de Biblioterapia, o último desejo do Joel foi transformado no livro que ele desejou que fosse feito e que o teria ajudado muito nos seus tempos de «inferiorizações e frustrações».
É esse que estamos a consultar agora.
C Eh pá. Estamos a apanhar uma ensaboadela bem boa.
Mas, quando chegar o verão, iremos falar primeiro com a filha e depois com o pai, porque ele deixou-nos com muitas dúvidas quando falou no senhor doutor.
Não compreendemos bem o que era, mas agora começamos a ver a coisa melhor.

NSe apanharam uma boa ensaboadela, falta limpar e lavar bem o corpo e passar a água final, o que vai levar mais algum tempo, paciência e persistência e pode ser concluído depois dos treinos, das leituras e das conversas com o meu amigo Anónimo.
Ele também teve muitas dúvidas no início, que foram tiradas aos poucos com algumas brochuras existentes naquela época no Centro de Psicologia Clínica e com muitas conversas, porque eu também estava muito tempo em Lagos.
Podem ver isso em «Para que serve a Psicologia?» que agora, está conglomerada em «Imaginação Orientada»
C Estamos a perceber melhor toda a situação.
Como já passa da uma hora de tarde e o senhor também não almoçou, talvez pudesse dizer-nos quanto é que devemos.

N Se quiserem saber isso, até agora é o equivalente a uma primeira consulta e a mais cinco sessões de psicoterapia.
Contudo, como combinei com o meu amigo de longa data, que bem conhecem, isso fica para a próxima.
C Então, como viemos prevenidos, para não irmos com as mãos a abanar e como existe material para podermos falar melhor com o senhor Anónimo, gostaríamos de poder levar os livros que nos pudesse dispensar:

NSe assim é, limitando-nos só aos livros que estão publicados, aproveitando a vossa boa vontade, no vosso caso, depois de utilizar o livro
♦ «AUTO{psico}TERAPIA», posso recomendar as leituras seguintes:
♦ «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?»
♦ «Como «EDUCAR» Hoje!»
Só estes dois livros vão ajudar a compreender de que modo a verdadeira educação é importante para a formação da personalidade e para o equilíbrio emocional
Porém, se cada um quiser ser totalmente independente, pode orientar-se por si próprio com:
♦ «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…»
É um livro que apresenta o modo de resolver as situações autonomamente, servindo-se, para isso, em cada caso, de alguns dos 18 livros da colecção de Biblioterapia.
Em casos de desequilíbrio psicológico, apoio psicopedagógico, melhoria de interacção social ou desenvolvimento pessoal, podem-se também utilizar os seus substitutos anteriores.
Se a pessoa desejar saber quais são as vantagens da terapia através de livros, além da comodidade, economia e eficácia, o livro seguinte pode dar imensa ajuda:
♦«Biblioterapia»
Depois, se quiserem saber o que fizeram os outros em psicoterapia e aquilo que, especialmente, a Germana e o Januário conseguiram quase autonomamente ou com pouca ajuda, podem ler: 
♦ «STRESS? Reduza-o Já!»
♦ «Psicoterapia Para Quê?»
Para saber se a psicoterapia pode ser feita autonomamente, quase sem ajuda, podem discutir isso muito à vontade, durante o verão, no Algarve, com o vosso amigo e pedir esclarecimentos suplementares, depois de ler a sua história em:
♦ «Acredita em Ti. Sê Perseverante!»
Porém, tudo isso começou com conversas que estão apresentadas em:
♦ «Para Que Serve a Psicologia?»
Isso também o ajudou a dar apoio ou um «empurrão», que às vezes as pessoas necessitam, e que está apresentado em:
♦ «Eu Também Consegui!»
A falta que faz uma educação adequada e uma boa integração em qualquer família, está apresentada no livro que explica a vida e os infortúnios do Joel, que foram aumentados durante o apoio que lhe foi dado, em psiquiatria, em vez de se ter precavido a situação antes, e com um apoio conveniente depois:
♦ «PSICOPATA! Eu?»
No apoio psicopedagógico e no desenvolvimento pessoal que está agora apresentado em:
♦ «NEUROPSICOLOGIA na Reeducação e Reabilitação», também existiam livros publicados pela Plátano, que podem ajudar:
♦ «Sucesso Escolar»
♦ «Apoio Psicopedagógico»
♦ «Reeducar Como?»
Para o desenvolvimento pessoal e interacção social, que está agora apresentada em:
♦ «Comportamento nas Organizações», havia os livros da Clássica Editora:
♦ «Marketing e Venda»
♦ «Humanismo na Gestão»
♦ «Falhas Organizacionais»
C – Esta lista nunca mais acaba, mas a nós interessam mais aqueles que nos podem fazer falta e estão disponíveis.
Se nos puder dispensar, parece que vamos levar os dez primeiros livros, porque este que temos entre mãos, foi-nos emprestado.
Mas também queremos a lista dos livros, para podermos facilitar a vida de outras pessoas, e que não devem faltar.

N Se vos disser, depois de fazer as contas, que os 10 livros que desejam, ficam num montante muito inferior ao que teriam de pagar por esta mega-consulta (1ª + 5 períodos), ficam satisfeitos?
Além disso, os livros ficam «à mão de semear» para serem consultados quando e onde desejarem, com informações sempre disponíveis, até para os familiares e amigos.
Vão acrescentando cada vez mais conhecimentos, com a informação daquilo que os outros fizeram
C Já estamos a compreender melhor toda esta situação.

NNão me digam que tudo o que vos apresentei não poderia ser explicado a um grupo de 30 a 40 pessoas.
Por sua vez, algumas delas poderiam fazer perguntas ou apresentar dúvidas que seriam esclarecidas também para os restantes participantes, que não se tinham lembrado das mesmas, além de ser muito mais económico.
Estou a lembrar-me de casos como o de «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» que foram tratados muito tardiamente, deram pouco resultado ou foram interrompidos porque a colaboração era pouca, os preconceitos eram muitos, o meio ambiente familiar e social não ajudavam ou a medicamentação tornava-se prejudicial.
Estão reunidos no livro que ainda não foi publicado:
♦ «Psicoterapia Difíceis»
C Então, tem muitos livros por publicar.

NDos 18 livros desta colecção, falta publicar alguns e outros estão esgotados mas, quando puder, vou continuar a fazer a sua publicação em impressão digital e tiragem reduzida e, provavelmente, continuarão a ficar só comigo.
Quem os quiser, pode contactar-me directamente ou através de comentários no blog que vos indiquei no início.
Já que agora não há mais tempo e seria uma maçada muito grande, para vocês, a 2ªe a 3ª parte do livro, que começa na página 25 pode ser «conversada» com o meu amigo Anónimo ou numa segunda visita que me quiserem fazer dentro de dois ou três meses, depois de terem praticado bastante o relaxamento muscular e a Imaginação Orientada e de terem lido estes livros que vão levar.
Neste momento, não sei se terei possibilidade de publicar, mais ou menos seguidamente, pelo menos:
♦«Eu Não Sou MALUCO!»
♦ «PSICOPATA! Eu?»
♦ «Imaginação Orientada»
♦ «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos»
♦ «Psicoterapia Difíceis»
Ainda não estou com muita vontade de publicar os restantes livros mencionados na colecção, incluindo o:
♦ «Combata ou Evite a Depressão», porque existem as publicações anteriores.
C Então, tem muito que fazer.

NEsperemos que consiga realizar pelo menos parte daquilo que está no projecto.
Contudo, embora o deseje difundir, não quero «impingir» coisa alguma nem publicitar demasiado como acontece frequentemente.
São as próprias pessoas que têm de decidir se a ideia e o projecto são úteis, ajudando-me a fazer aquilo que lhes pode trazer benefícios palpáveis.
C Doutor, desejamos muita sorte, mas agora, temos de ir para não nos atrasarmos.
Embora prevenidos, não esperávamos ficar tanto tempo e com tanta conversa útil.
Estamos muito curiosos em consultar melhor o seu blogue e, se fizermos algum comentário, será em nome de JOLA, porque, como já sabe, o meu nome começa por Jo e o da minha mulher por La.

NBoa viagem, felicidades, bom proveito e melhoras.
C Mais uma vez obrigado por tudo e pelo tempo que despendeu connosco.

Logo que o casal se foi embora, com a fome que tinha, fui almoçar e apeteceu-me voltar a ver  NANNY ON TOUR, da SIC, que me não pareceu muito mau, mas que necessita de explicações mais científicas que são apresentadas no livro da JOANA, em linguagem muito simples e com exemplos do dia-a-dia.

Depois, sentei-me ao computador para escrever este post.

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4 thoughts on “CONVERSA ENTRE AMIGOS – 14

  1. Muito agradecidos pela longa manhã que passamos ontem na conversa que nos deixou exaustos mas satisfeitos.
    Aprendemos muito e tiramos muitas dúvidas.
    Depois de almoçar e descansar no centro comercial de Mem Martins, chegámos a casa quase às oito.
    Quando íamos dormir, a minha amiga telefonou para saber como tinha decorrido a consulta e parece que ficou satisfeita com as nossas informações.
    Parece que o pai dela estava próximo, porque ela disse que não me esquecêsse do relaxamento muscular, da avaliação, do diário de anotações e da recordação das coisas boas não sendo necessário «fugir» das más recordações que pudessem surgir.
    Seria necessário tomar nota das mesmas no diário de anotações e praticar também
    o relaxamento instantâneo.
    Disse depois para lermos em primeiro lugar o caso do Antunes e depois o da Cristina.
    Entre 25 de Abril e 1 de Maio os pais teriam de estar na Manta Rota para tratar de assuntos de família e poderíamos falar com eles nessa ocasião mais calmamente.
    A história da JOANA podia ser lida mais tarde.
    Ela iria a Manta Rota só no início do verão, nas férias grandes do filho.

    De manhã, quando os patrões da loja me viram com o livro da JOANA, ficaram curiosos e quiseram saber como adquiri-lo e por isso, emprestei-lhes o livro que eles vão ler antes de mim.
    Não me vou esquecer dos exercícios e das leituras recomendadas para poder falar dentro de dias com o pai da minha amiga.
    Afinal, ele poderá dar-me também bastante ajuda.
    Parece que me sinto «mais leve» e oxalá que continue assim.

    • Gostei do vosso contacto telefónico e concordo com a sequência das leituras, esperando que fale bastante com o pai da sua amiga, porque vai ter alguns dias disponíveis para isso, depois de praticar bastante segundo as suas recomendações.

  2. Doutor Noronha.
    Estamos satisfeitíssimos com a ajuda que nos deu há um ano, porque lemos e praticámos bastante. além de conversar frequentemente com a filha do Sr. Antunes, de vez em quando.
    Ela fala com o pai e dá-nos mais algumas dicas e parece que ambos estamos muitíssimo melhor e com outro gosto pela vida.
    Este verão esperamos ter toda essa gente por cá e matar as imensas saudades que temos deles.
    Bons tempos.
    Muitas felicidades para si e para este novo método que tem adoptado.
    Jola

    • Obrigado por esta informação que me deixa imensamente satisfeito e com a sensação de que não falhei quando me orientei definitivamente pela biblioterapia, especialmente a partir de 1980, com o Júlio.

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