PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Maio, 2018”

RESPOSTA – 55

Face ao comentário seguinte feito no post «AUTOANÁLISE»:

Mário e Zélia de Noronha,
Eu não sei bem o que dizer, nem mesmo o que escrever.
O que sinto é que poderia ser mais e não consigo por algum entrave ou até de estar com uma visão distorcida das coisas.
Tenho 30 anos e tenho inúmeros comportamentos infantis.
Posso estar a transferir a minha mágoa de não ter sido acarinhada em criança para a minha relação amorosa.
Não consigo impor-me, deixo sempre que todos façam de mim o que querem. Depois eu própria crio desculpas para comportamentos de falta de respeito dos meus pais para comigo.
Temo não ser adulta suficiente para reter um emprego, apesar das boas oportunidades que já tive.
Ajuda dizer que tenho uma irmã (1ano mais velha) e um casal de meios irmãos (14anos mais velhos)?
Antes eu era diferente.
Até ao 5 ano tinha uma perspectiva e tinha uma curiosidade insaciável, depois parece que adormeci. Parece que já nada me afecta.
Ajuda dizer que antes eu queria muito, muito comunicar tudo o que aprendia e aos poucos, sem que ninguém me falasse, reparei que todos em casa me gozavam por andar a “chatear” os professores até à porta da sala deles?
Talvez até esteja a ser enormemente dramática e nem tenho problema algum…Não sei, estou tão confusa.
tive de pensar bem no assunto antes de lhe dar uma resposta adequada.

 

Prezada Lara

Pelo pouco que me descreve, julgo que devem existir traumatismos, provavelmente profundos e muito bem recalcados, que tem de ser revividos, analisados, compreendidos e «arrumados» em local próprio para, com essa aprendizagem, «construir» novos comportamentos compensatórios e adequados para o momento actual.

Geralmente, isso consegue-se com uma psicoterapia adequada que, no seu caso, calculo que, com muita colaboração sua, não deve demorar menos de 6 meses, com cerca de 2 sessões por semana ou períodos de terapia correspondente, podendo continuar por muito mais tempo.

Contudo, como o comentário foi feito num post, julgo que o deve ter lido com cuidado.

A autoanálise tem indicações específicas e só pode ter alguma utilidade ao fim de 6 meses de escrita como está especificado também em outro post.

Além disso, só a autoanálise, tal como se propagandeia na biblioterapia, não ocasiona resultados aceitáveis quando não é combinada e bem orientada com um bom relaxamento mental e psicoterapia adequada.

Eu reli esse post e julgo que a Lara não me disse coisa alguma sobre aquilo que faz e que está recomendado nele.

Agradeço que o leia de novo, com todos os links, e experimente fazer aquilo que está recomendado.

Se ainda tiver dificuldades, espero que me contacte pelo email [mariodenoronha@gmail.com], apenas para lhe dar mais alguns esclarecimentos muito pessoalizados, porque não faço consultas à distância, por correspondência. 

Por acaso, as suas palavras fizeram-me lembrar o caso duma jovem que está descrita e ocasionou o livro «Biblioterapia». (Q)

Este caso, em que havia a separação dos pais, já com outras famílias constituídas, não ficou resolvido porque o tio dela não a conseguiu ajudar devidamente, embora ambos julguem que está, porque continua a tomar os comprimidos que lhe são receitados para a ansiedade e depressão.

Como ela começou a conviver bastante com os amigos, coisa que não fazia nos últimos tempos, acham que o caso ficou resolvido, mas não sabem que dentro de algum tempo, à mais pequena dificuldade, pode recrudescer e avolumar-se de forma incomensurável.

Depois, serão feitos diagnósticos maravilhosos, sujeitando-se a pessoa aos medicamentos que alienam cada vez mais como no caso do «Pasteleiro» e da «Perfeccionista» (M).

Se estas duas senhoras elas se empenhassem nas leituras adequadas e praticassem o relaxamento, com poucas sessões poderiam resolver o seu problema do momento, preparando-se para enfrentar futuras dificuldades.    

No entanto, posso dizer que o meu amigo Antunes, depois de muita «conversa», conseguiu fazer autoterapia descrita em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!» (B).

Com a sua experiência, conseguiu ajudar a sua «sobrinha» Cidália que, por causa duma situação familiar traumatizante com os pais, que a tinham abandonado à nascença nas mãos dos avós, sofrendo duma forte depressão, se ia alcoolizando e mantendo relações sexuais promiscuas → «Eu Também CONSEGUI!» (C).

Às vezes, esses traumatismos são tão insignificantes que nem o próprio pode admitir que lhe tenham provocado algum dano, tal como aconteceu com o Júlio, de «Eu Não Sou MALUCO!» (E), que esteve longe dos pais, bem instalado em Lisboa, para poder estudar desde o 5º até ao 10º ano, porque na sua terra, naquela época, isso não era possível.  

Porém, se quiser fazer uma psicoterapia por si, pode utilizar as indicações dadas em «AUTO{psico}TERAPIA» (P).

Não se esqueça que tem de ler o suficiente e ir treinando em casa de acordo com as indicações dadas no livro.

Serão passos que terá de seguir se fizer uma psicoterapia adequada e eficaz autónoma ou acompanhada, apoiada ou orientada por um psicólogo para obter resultados sólidos e duradouras.

Numa boa psicoterapia, o objectivo fundamental é ajudar a pessoa a aprender a ultrapassar as suas dificuldades do momento, tornando-se autónoma e capaz de enfrentar o futuro com optimismo.

Foi o que se «conversou» bastante com o casal JOLA durante mais de 3 horas, o que deu origem a que eles quisessem ficar com os livros necessários em vez de terem de vir várias vezes, do Algarve para Sintra, para serem pontualmente ajudados.

O resultado dessa conversa foi o comentário de satisfação deles, passadas apenas duas semanas.  

Por causa da explicação dessas vantagens, publicámos recentemente o livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R)

No caso dos livros, a fim de que haja sempre uma actualização e possibilidades de orientação, os que os desejam podem recorrer ao post respectivo dos blogs e solicitá-los.

Além disso, estão a ser mantidas três páginas no facebook:

– Uma em nome do seu gestor Mário de Noronha

– Outra em nome da BILBLIOTERAPIA

– E a terceira em nome de Centro De Psicologia Clínica

Em qualquer dessas páginas, peço desculpas por não saber trabalhar com as mensagens ou messages.

Por isso, tem de me contactar pelo meu email, que já conhece.  

Como já tive ocasião de explicar em várias ocasiões, estou muito mais interessado em ajudar as pessoas a tornarem-se independentes ou autónomas, para conseguirem ultrapassar as suas dificuldades do momento, preparando-se para enfrentar e ultrapassar autonomamente as seguintes, que serão inevitáveis.

É exactamente por isso que estou interessado em publicar todos os 18 livros da colecção da Biblioterapia, a começar pelo do Júlio, seguido do caso do Joel e da «Imaginação Orientada» (J) depois de ter tornado a publicar há pouco tempo o livro da JOANA (D), que é essencial para se compreender, em linguagem simples, despretensiosa e divertida, os fundamentos do funcionamento do comportamento humano e da sua modificação.  

É só com muita leitura, e treino que se conseguirá reequilibrar uma personalidade desequilibrada, podendo até evitar-se esse desequilíbrio com uma «EDUCAÇÃO» adequada.

A Cristina (L) que o diga.

Esses livros estão comigo e podem ser solicitados com facilidade.

Depois de ler este post, com todos os links nele mencionados, se necessário, espero que me contacte, se não desejar ficar na «dependência» da psicoterapia dum psicólogo, ou dos medicamentos dum psiquiatra, com todas as despesas, incomodidades e efeitos colaterais que isso pode acarretar.

Se não conseguir fazer, pelo menos, isso – ler tudo – é melhor solicitar uma consulta para expor o problema mais adequadamente.

É também por isso que pugno por algumas palestras promovidas pelos interessados ou por quem de direito, a fim de se poderem dar vários esclarecimentos muito úteis e que evitam inúmeras crises desnecessárias.

Na figura à direita vê o queixo duma adolescente ou  o nariz duma velha? 

Boa sorte e até à próxima.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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COMENTÁRIO – 2

De manhã, quando abri a caixa dos e-mails, tinha o texto que vou reproduzir, quase na íntegra, mas reorganizado e com anotações e links, que me parecem bastante importantes para pessoas que sabem pouco de psicologia, psicoterapia e farmacoterapia, relacionados com os casos de neuroses e, especialmente, das menos graves.

 

“Estimado Dr. Noronha.
Agradecemos imenso mais uma vez a sua ajuda no domingo em que, quase há duas semanas, passámos horas a fio a «conversar» e a «praticar».
À noite, depois do telefonema da minha amiga e da informação de que o pai dela estaria cá entre 25 de abril e 1 de maio, fomos seguindo as indicações que ela deu, parecendo que o pai dela estava nas proximidades.

Com o nosso comentário anterior e a sua pronta resposta de concordância, fui seguindo as indicações que o Sr. Antunes tinha dado através da filha e pratiquei bastante tudo isso com a ajuda do meu marido quando ele se encontrava em casa.
Ambos fomos lendo e ficamos muitíssimo admirados com o seu caso apresentado em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!» (B).
Seguidamente, lemos «Como «EDUCAR» Hoje», da Hugin (L), ficando surpreendidos com o modo como uma educação muito «simpática» e «civilizada» pode ajudar uma criança a formar ideias confusas na sua cabeça e a criar «problemas» posteriores.
Isso deixou-nos confusos porque não imaginávamos que isso pudesse acontecer.

Com os exercícios e as anotações que eu tinha de fazer, sempre acompanhada pelo meu marido, ainda tivemos tempo de dar um golpe de vista por «Para Que Serve a Psicologia? (J), da Plátano, de que gostámos imenso.
Afinal, o Sr. Antunes, leu muito e conversou imenso consigo, em Lagos e, por isso, ficamos ansiosamente à espera dele, porque nos pareceu que ele sabia bastante acerca deste assunto.

Quando ele chegou cá, descansou da viagem no dia 25 e começou a tratar dos assuntos da família em 26 e 27.
Em 28, o meu marido conseguiu folga e pudemos falar com o Sr. Antunes, que se mostrou muito satisfeito por termos seguido,  com a sua concordância, as indicações dadas por ele.
Ele ficou admirado que já tivéssemos lido os livros sobre o caso dele e da Cristina e que, o das «conversas» dele consigo já tivesse sido encetado.

Quis saber quais eram os meus problemas e eu disse-lhe que os dois mais importantes eram apenas:
ficava muitíssimo perturbada e com suores frios quando tinha de enfrentar multidões ou estava no meio delas;
não me sentia bem quando estava num quarto fechado e a falta de ar obrigava-me a abrir as portas ou a janela, o que era mau quando chovia, porque nem o estore podia baixar.

Ele ouviu-nos e disse que valia a pena ler agora, com atenção, o livro da JOANA (D), mesmo enquanto estivéssemos a ler o das conversas dele consigo.
Como eu não deveria poder fazer, de imediato, uma terapia de profundidade, devia experimentar sozinha uma dessensibilização.
Devíamos poder compreender isso com a leitura do livro da JOANA ou, se necessário, ele podia emprestar os 5 livros de «Modificação do Comportamento» (F) publicados pela Plátano.
Contudo, o procedimento era simples.
Explicou que era quase o mesmo que foi utilizado inicialmente com o JOEL, cujo caso foi apresentado no 1º Congresso de Psicologia, em Lisboa, em 1979, sob o título «ESTUDO DE UM CASO – Psicopatia», com a presença anónima do próprio e muitos comentários pouco adequados de alguns participantes, psicólogos, sem qualquer reacção hostil da parte dele.
Já que o livro com o «caso dele» ainda não tinha sido publicado, ele enviaria juntamente com os livros, a brochura do Centro de Psicologia Clínica, «A Psicologia e as Terapias», onde a comunicação tinha sido publicada, só em 1983.
Embora se consiga ler muito mal esse artigo, poderia servir de alguma ajuda.

Por isso, imaginando que eu teria alguns desses problemas, ele tinha insistido em que eu praticasse o relaxamento muscular e o instantâneo, que mantivesse o diário de anotações e que fizesse uma lista das dificuldades, avaliando-as semanalmente.
Isso era importante para conseguir saber se estava a melhorar ou a piorar com os exercícios que fizesse.

Continuando a conversar, disse que embora não pudesse e devesse dar conselhos sobre isso, podia descrever as experiências dele e aquilo que ele faria no meu caso, tal como aconteceu no caso dele.
Se ele estivesse no meu caso, iria deitar-se, fechar os olhos e recordar momentos de ter estado no meio de uma grande multidão de pessoas.
Iria manter isso na mente durante 1 minuto e, logo depois, faria uma contracção/descontracção como no relaxamento muscular.

Depois, iria verificar se se lembrava desse receio de estar no meio da multidão e fazer uma avaliação desse medo.
Para isso era importante a prática da auto-avaliação.
A presença e o apoio do marido era bastante importante, não só para marcar os tempos com um conta-segundos, mas ainda para ajudar a tomar nota dessa avaliação.
Depois, valia a pena continuar a fazer esses exercícios várias vezes para verificar se a autoavaliação ficava alterada.
Para isso, a prática do relaxamento muscular e instantâneo era muito importante.
Bastava a auto-avaliação ficar reduzida apenas 1 ponto para conseguir compreender que os exercícios de «dessensibilização» estavam a dar resultado positivo.
Repetir este exercício cerca de 10 vezes todas as noites seria muito bom, especialmente se o praticasse apenas com as duas dificuldades que eu tinha mencionado.
As memórias deviam estar ainda muito frescas.
Depois, podia ficar a descansar e a relembrar os bons momentos da minha vida.

Desejando experimentar este procedimento com apoio, fomos para o quarto e, deitada por cima das roupas da cama, fiz este exercício três vezes.
Ele mostrou ao meu marido como é que ele também poderia ajudar, anotando o tempo para recordar e manter a dificuldade na memória durante 1 minuto, dando depois a indicação para fazer o relaxamento brusco e respirar normalmente.
Podia também ajudar a tomar nota da auto-avaliação da recordação da dificuldade.
Isso daria um bom começo para o relaxamento mental, para ir praticando mais tarde a Imaginação Orientada.

Com estas informações obtidas no sábado, depois de termos deitado a nossa a filha, fomos praticar isso quase durante uma hora e o resultado foi conseguir baixar esses medos em quase 1 ponto.
A conversa com o Sr. Antunes tinha sido de grande ajuda por causa da possibilidade de obter algum apoio dele, naquele momento, por ser uma pessoa já experiente.

No domingo, quando voltamos a falar com ele, cerca das 10.30, estava a ver um programa da «SOS – DONOS EM APUROS, na CMTv».
Disse-nos que esse programa com cães, servia para os pais aprenderem muito, como se fossem os treinadores dos filhos para eles aprenderem a dar-se bem na vida.
Baseava-se muito no condicionamento operante, aprendizagem e reforço e mostrou-se muito satisfeito com o resultado atingido por mim, advertindo que essas melhoras poderiam não ser tão rápidas e até diminuírem de vez em quando.
Para compreender isso, seria bom ler o livro da JOANA com cuidado, além dos 5 volumes pequenos sobre «Como Modificar o Comportamento» e a revista do CPC com os artigos sobre o caso do Joel e sobre Auto-Terapia, que eu receberia pelo correio, porque nós não iríamos a Lisboa tão cedo.
Era necessário compreendermos muito bem o modo como o comportamento humano funciona, especialmente no que toca a aprendizagem, reforço, condicionamento, facilitação, pico de extinção, etc.
Enquanto não recebêssemos os livros sobre a «Modificação do Comportamento», o livro da JOANA, embora não fosse o ideal, poderia ajudar muito a compreender isso, já que «Eu Não Sou MALUCO!» (E) ainda não estava publicado.

Esteve a falar connosco durante muito tempo, explicando que, no seu caso, a impossibilidade de continuar o curso de Direito, a falha financeira por causa da morte súbita do pai e a má colocação dum testamento «bem guardado» por ele, tinham-no conduzido a uma depressão grave, que ocasionava ao mesmo tempo uma forte depressão na mulher e falhas graves nos resultados académicos da filha.
Se não tivesse resolvido o seu caso, que destino teria a família dele?
O que seria dele, que ficaria inutilizado para o seu trabalho?
O que seria da mulher?
O que faria a filha com maus resultados na escola e comportamentos perturbados?
Com que dinheiro iriam sobreviver depois de tudo isso?

Baseando-se muito no seu exemplo, recomendou que o exercício fosse feito pelo menos durante cerca de uma hora todas as noites, mesmo que o marido não estivesse em casa para dar apoio.
O importante era insistir todos os dias, pelo menos durante o primeiro mês.
Depois disso, poderia continuar com menos insistência, mas valia a pena prolongar durante bastante tempo porque era à hora de dormir.
Depois, à medida que fosse ganhando prática, o relaxamento muscular poderia ser relaxamento instantâneo, conseguindo passar facilmente para relaxamento mental, com muito mais à-vontade.
Para isso, tínhamos de ler com cuidado o livro da «AUTO{psico}Terapia» (P) até ao fim e ir praticando com perseverança, tudo o resto, durante anos.
Ele ainda praticava tudo isso de vez em quando, mas não demorava mais do que 3 a 5 minutos à hora de dormir e também não necessitava de tomar nota do que fosse acontecendo porque recordava-se de tudo, logo que se fosse deitar.
As vantagens das aprendizagens e dos condicionamentos eram essas.
Poderíamos assim descobrir cenas da vida em que vários outros medos tivessem começado e continuado com os condicionamentos ocorridos, sendo aumentados com o reforço negativo e sua repetição.

Recomendou-nos que fosse lendo também os «casos» da Cidália, da Germana e do Januário, em suas antigas versões, que já tínhamos adquirido, quando da visita a Sintra.
Isso poderia ajudar-nos a obter algum «reforço vicariante positivo» para seguir esses modelos de persistência e de treino em casa.
Como ainda não tínhamos o «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A) para conseguir mais informações sobre a chamada «doença mental», valia a pena ler com cuidado os dois livros ultimamente publicados.
– «BiblioTerapia» (Q) daria as indicações necessárias para compreender que aprender a ultrapassar dificuldades, é muito mais importante do que tentar apenas fugir das mesmas, reduzi-las ou tentar ignorá-las, porque os condicionamentos podem funcionar a todo o momento tornando a vida num constante desassossego.
– «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) serviria para verificar que a leitura, com gosto, pode ajudar a superar muitas dificuldades, coisa que também tinha acontecido com ele quase duas décadas antes.

Recomendou que nos mantivéssemos firmes, comunicando-lhe alguma coisa de vez em quando, nem que fosse nos telefonemas para a filha.
Teríamos muito tempo para isso e para discutir tudo se necessário se, por causa dos nossos afazeres, não fossemos antes a Lisboa.
Eles e a família da filha estariam em Manta Rota, mais do que um mês, nas férias dos netos.
Nessa ocasião, talvez ele pudesse dar alguma ajuda suplementar, com as leituras que fazia e com os telefonemas para o seu amigo psicólogo.

Insistiu para que não desistíssemos de fazer os exercícios, porque poderiam também influenciar positivamente e nossa filha.
Disse que o exemplo dado pelos pais, a confiança demonstrada, a firmeza, a simpatia e a compreensão, juntamente com uma autoridade racional e bem enquadrada, são muito importantes para ajudar os filhos a «crescer mentalmente saudáveis» e evitar muito do que se vê e ouve nos meios de comunicação social.
Situações dessas não faltavam mas, se fossem evitadas, muito se poderia ganhar.
Disse-nos que um futuro melhor, tanto nosso como da sociedade, poderia depender disso.

O Sr. Antunes também disse que já tinha lido os primeiros originais de quase todos os livros da colecção da Biblioterapia e que tinha pena de ser muito difícil publica-los do modo como o autor queria, em impressão digital, com tiragem reduzida, sem distribuidor e sem os deixar, pelo menos, em algumas livrarias de confiança.
Quem quisesse os livros tinha de os solicitar directamente ao autor, por email para ele.

O Sr. Antunes tratou dos seus últimos assuntos na segunda-feira e, na terça, logo de manhã, foram-se embora para o Porto, para poderem estar com a família da filha à hora do jantar.
Assim terminou este encontro, à espera do próximo, nas férias grandes, mas com um incentivo muito grande para nós podermos continuar a trabalhar e a obter melhores resultados.

Com o seu regresso ao Porto, recebemos logo no dia seguinte, enviadas pela filha do Sr. Antunes por correio expresso, os livros e a brochura prometidos, porque ele devia ter telefonado à filha para os enviar com urgência.
Cada vez mais incentivados pela sua conversa e informações, além da ênfase que ele colocou no caso do Joel, fomos lendo este caso.
Depois, lendo os outros livros nas horas vagas, fui praticando aquilo que tinha feito com a sua ajuda e com a do Sr. Antunes.
Passaram-se assim dois dias em que os medos baixaram mais 1 ponto.

Fomos continuando com os exercícios, enquanto começávamos com novas leituras, cada um de nós com a sua.
Especialmente o caso do Joel, impressionou-nos muitíssimo.
Entretanto, os meus sintomas, no sábado à noite, continuavam com o abaixamento dos 2 pontos já conseguidos.
Fiquei satisfeita e entusiasmada, porque começaram a surgir na minha mente algumas recordações em que eu ficava quase petrificada com esses medos quando tinha 7 a 8 anos e as minhas tias não me deixavam fugir, envergonhando-me com isso e sem qualquer outra ajuda.

Julgo que vou ler com cuidado as páginas finais de Auto{psico}Terapia (P) e tentar seguir aquilo que lá está descrito.
Vou tendo comigo o meu marido, que me tem dado bastante ajuda.
Se calhar, até vou tentar fazer a tal Autoanálise, como deve ser, só durante 5 minutos.
Na loja onde estou, de vez em quando, fico a ver o seu blog para descobrir alguma coisa que me interesse e parece que já me estou a sentir um pouco melhor, lendo de vez em quando alguns dos artigos que lá estão publicadas.

Vou esperar que as coisas mudem e que possa dar uma ajuda bastante grande à nossa filha.
Afinal, se eu tivesse tido uma ajuda adequada dos pais e restantes familiares, talvez não tivesse as dificuldades actuais.
São estas as informações que posso dar até ao momento.
Embora prefira comentários, estamos a escrever este email para dizer pormenorizadamente aquilo que se passou.
Como é noite de domingo, temos mais disponibilidade.
Se assim o desejar, pode transformar tudo isso em comentário, adaptando-o da maneira que achar mais conveniente.
Mas ………………………………….
JOLA”

************************

Depois desta longa carta explicativa do que se tinha passado, recebida nesta manhã, vou transformá-la imediatamente em comentário de JOLA, por vontade deste casal, que ganhou alguma coisa com as «conversas fiadas» que foram tendo há alguns dias, com as leituras orientadas que fizeram, com os treinos efectuados, sendo mantidos com a persistência demonstrada ao longo de mais de duas semanas.
Concordando com tudo aquilo que combinaram com o meu amigo Antunes, recomendo que, além da leitura cuidadosa de tudo, a recordação das dificuldades antigas seja iniciada, vivenciada e contrariada com o relaxamento instantâneo.
É bom que depois, exista um período de recordação da coisas boas, podendo até ser imaginado o modo como as dificuldades inicialmente recordadas poderiam ter sido contrariadas, reduzidas, eliminadas ou evitadas.
O período de tempo para a recordação de dificuldades deve ir diminuindo, as recordações boas surgirão mais rapidamente e até poderão surgir formas de comportamento com que se poderiam ter evitado essas dificuldades.
Se, ao fim de 6 meses destes exercícios, houver uma diminuição de mais 2 pontos na avaliação das dificuldades, já é bom sinal e a possibilidade de começar a ler as anotações da autoanálise pode ajudar muito mais.
Desejo-vos felicidades e bom êxito na terapia feita à distância

M. de Noronha

 

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