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CASOS DA VIDA

Aproveitando o momento em que não chovia, estava a começar o meu passeio habitual quando o Sr. Felício aproximou-se de mim e perguntou se poderíamos conversar um pouco.
Disse-lhe que se fosse «um pouco», teria de me acompanhar no passeio que não deveria ser muito longo.
Comprometeu-se a isso e começou logo com as suas perguntas.

FLi alguns dos seus últimos artigos do blogue e pareceu-me que ficou bastante bem impressionado com os diversos episódios de «CASOS DA VIDA» que são transmitidos, de vez em quando, pela TVI.
N – Pode ter a certeza que sim e que não se me afiguram como os da «Nancy on tour» e, muito menos, como os da «Supernanny».
Os «casos» de que fala agora, são apresentados com muito realismo e não são poucos nem esporádicos na nossa vida do dia-a-dia.
Se casos assim fossem «bem explorados», com apresentações e discussões adequadas e sérias acerca dos mesmos, poderiam servir muito bem para uma profilaxia e prevenção contra futuros desequilíbrios.
É para isso que as televisões e outros meios de comunicação social deveriam servir mas, infelizmente, não é isso que acontece.

FMas na televisão não são apresentados casos semelhantes?
N – Deixe-me dizer-lhe que a «espectacularidade» com que são apresentados e sem um sentido de realismo e racionalidade correspondentes, não me seduzem nem me disponho a vê-los.
Aquilo é simplesmente para «ganhar audiências», com toda aquela gente que é paga para estar na plateia e «bater as palmas».
Muitas vezes, quer o público, quer os da própria audiência, podem ficar mal informados e «aprender» aquilo que não é adequado.
Os meus dois últimos posts publicado no facebook sobre «Crianças e televisão» podem proporcionar uma explicação acerca disso.
É a aprendizagem social que entra em acção e que depende muito das pessoas que fazem essa aprendizagem, de acordo com a sua «educação» e «ambiente familiar e social» anterior, com os «valores» que por elas foram introjectados.
É por esse motivo que achei necessário voltar a publicar o livro da JOANA (D).
E, presentemente, já deve saber que estou muito interessado em publicar o do JÚLIO (E), para apresentar o modo como um simples afastamento da família, durante 6 anos, dos 10 aos 16, para uma criança poder estudar aquilo que não poderia fazer na sua terra, pode ocasionar em algumas pessoas, depressões e outros problemas psiquiátricos que, depois de instalados, exigem muitos diagnósticos, medicação e apoio psicológico, muito difícil e quase impossível de obter no nosso país.
É exactamente por isso que alguns psiquiatras sérios e competentes alertam quanto à medicação com falta de psicoterapia adequada e oportuna e eu insisto também na EDUCAÇÃO como factor de prevenção.

FAcha assim tão difícil conseguir isso?
N – Apenas com esse exemplo que dei, posso perguntar quem daria apoio ao Júlio se eu não estivesse a colaborar voluntariamente nesse hospital e ele não insistisse comigo dizendo que «não estava maluco», para eu lhe dar apoio?
Qual a razão de não lhe ter sido dado esse apoio das duas vezes anteriores?
Acha que as coisas mudaram muito?
Acha que se não houvesse míngua desse apoio, estariam a enveredar pela terapia baseada na «prescrição de livros» no Reino Unido, nos EUA e até no Brasil e outros países?
Porém, enquanto no Reino Unido começaram isso nos princípios deste século, eu já tinha utilizado esse método em 1980 com o Júlio, apenas com apontamentos policopiados.
Compreende agora o meu empenho em publicar o caso dele, incitado até pelo próprio protagonista?

FMas acha que as pessoas irão ler o livro quando a única coisa que se lêem são as «fofocas» e notícias da «sociedade»?
N – Não sei quem irá ler, mas eu tento estar de bem comigo próprio fazendo e dizendo o que se pode fazer acerca deste assunto.
Afinal, são mais de 40 anos de clínica que não posso desperdiçar, enquanto os puder utilizar de forma saudável, produtiva e eficaz para todos.
Se não houvesse alguma recuperação dos pacientes, na Inglaterra, não tentariam enveredar por esse método e eu tenho conseguido resultados positivos bastante superiores a 86% dos casos (J).
É também por isso que eu fiz a minha proposta das palestras, depois de ter sentido o bom acolhimento e resultados satisfatórios com os enfermeiros do Hospital de Vila Franca de Xira, há mais de três dezenas de anos.
Faz-me lembrar os incêndios que poderiam ter sido evitados, tal como os desequilíbrios psicológicos que, depois de instalados, dão muito que falar, fazer e gastar dinheiro, com bastantes sequelas para os próprios.
E para a sociedade…?

FMas, falando agora naquilo que se está a passar, parece que o seu amigo Antunes conseguiu ajudar mais alguém
N – Além de se ajudar a si próprio e à família (B), ele conseguiu ajudar muito mais gente de quem não fala.
E repare que foi só com o apoio de livros antigos que estavam publicados naquela época.
Quais foram as despesas que ele fez?
Com alguns livros que custam menos do que uma só consulta?
Quantas dezenas ou centenas de consultas são necessárias depois dos desequilíbrios?
Estou a dizer isto porque a educação é muito importante até ao ponto de os próprios pacientes reconhecerem isso depois de terem conseguido analisar bem todos os seus comportamentos, baseados no seu passado e na educação que tiveram − ou não tiveram e foi deficiente.
Isto nota-se perfeitamente no caso do Joel, (G) que foi apresentado no 1º Congresso de Psicologia realizado em 1979.
É outro dos livros que me interessa publicar para demonstrar que, depois de acontecerem as «desgraças», as pessoas sofrem, fazem-se diagnósticos que podem estar errados, medica-se as pessoas e, muitas vezes, «dá-se cabo» da vida delas, às vezes, sem possibilidade de «retorno».
Foi o que aconteceu com o Joel que, depois de melhorar bastante e de ler vários livros que eu publicara na época, insistiu para que fizesse pelo menos uma lista de procedimentos (P) para as pessoas que desejassem conseguir a sua recuperação, já que não tinham uma família adequada e uma EDUCAÇÃO apropriada para não cometerem os erros aos quais se poderiam sujeitar, muitas vezes, sem querer.

FNão há pessoas que melhoram com a medicação?
N – Acerca disso, posso dizer que, se não conseguirmos chegar às causas que ocasionam o nosso desequilíbrio, não existe medicação que resolva a situação, a não ser aparente e momentaneamente com o reforço secundário negativo que se obtém conseguindo que essa pessoa se sinta aliviada por não sofrer como sofria, porque o medicamento a deixa quase anestesiada quanto a isso.
Depois, quando a medicação tem de ser aumentada porque a situação se voltou a agravar, as coisas mudam de figura e essa dependência medicamentosa não pára enquanto as ideias ou causas não forem analisadas, compreendidas e arrumadas dentro do armazém das recordações (L) do qual, às vezes, a pessoa não tem conhecimento.
Mas isso, se não for feito autonomamente pelo próprio, também pode ser feito com a ajuda do psicólogo como aconteceu com a Cidália (C), que teve pouca ajuda.
Contudo, tem de ser a «cabeça do próprio» que deve entrar em acção, autonomamente, ou com ajuda, muita ou pouca, dependendo da sua colaboração, como aconteceu com o «Calimero» (M).

FTudo isso não é difícil e quase impossível de se realizar sem uma promoção e propaganda adequada como geralmente se faz?
N – Antes de tudo, tenho de lhe dizer já dei aulas de Psicologia Organizacional (N) e sei como isso se faz quando as pessoas querem montar ou fazer progredir um negócio.
A diferença é que eu não tenciono isso para «vender livros».
Dou-me ao trabalho de reorganizar os livros escritos, actualiza-los e acrescentá-los com novos «casos», dos mais importantes, para as pessoas os utilizarem.
O meu propósito é que, agora, os livros sejam utilizados por quem necessita deles.
Nesse campo, em vez de promoção prefiro a informação e a divulgação e é o que estou a tentar fazer, tanto nas duas páginas do facebook, como nos dois blogs que estou a manter desde os princípios deste século por incitamento dos meus alunos da época.
De modo algum estou interessado em apenas vender livros, mas sim em proporcionar livros aos que deles necessitarem para os utilizar em seu benefício e como sua prevenção e profilaxia e das suas famílias e amigos.
Por isso, estou à espera que tanto o senhor como muitos outros com quem estou a lidar, leiam os livros e, depois de fazerem o vosso juízo acerca da sua utilidade e benefícios, os divulguem apresentando as vantagens de que podem usufruir.
É exactamente o que os meios de comunicação social poderiam fazer se «trabalhassem», como dizem, para o bem da população e não apenas para o proveito dos seus patrões.

EIsso vai ser difícil na sociedade em que vivemos.
N – Julga que eu não sei disso?
Quando falei com o meu colega no «caso» descrito no «Biblioterapia» (Q) pode ler na pagina 40 que o tio da senhora que tinha ido à consulta, não só não tinha lido qualquer dos livros recomendados, como até os tinha entregue a ela, como se ele não pudesse fazer coisa alguma para mudar o ambiente em que ela vivia e que poderia ser uma das causas dos seus desequilíbrios – exemplo dos pais e tios.
Também neste sentido, se o tio com um mestrado e a caminho do doutoramento não lia os livros, qual a razão de ela ler?
Além disso, ele estava satisfeito porque ela tinha começado a sorrir a ir para as festas e a divertir-se imenso.
Assim, qual será o futuro do filho que ela tinha?
O que será do seu casamento com os exemplos dados pelos mais velhos?
Neste sentido, tentei colaborar com a Feira de Saúde Mental da Câmara Municipal de Sintra, em 2017, publicando «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) mas a divulgação foi pouca, com fraca assistência.

FJá que chegou ao fim do seu passeio, espero que divulgue a nossa conversa, como sempre tem feito.
N – Pode estar descansado quanto a isso, porque logo que chegar a casa, mesmo antes do almoço, vou começar a delinear tudo ao correr da pena, não me esquecendo dos links que vou apresentar em profusão para enquadrar tudo isso.
Espero que as pessoas interessadas e que têm mais necessidades do que eu, leiam tudo com atenção e resolvam o que devem fazer.
Ou se sujeitam aos males de que sofremos actualmente ou tentam evitá-los procurando resolver os problemas e educando melhor os filhos para não sofrerem males ainda maiores do que os actuais.
Obrigado pela sua companhia.

 

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5 thoughts on “CASOS DA VIDA

  1. Dr. Noronha
    Estivemos a ver ontem à noite o seu artigo «CASOS DA VIDA» baseado na nossa conversa anterior e gostámos muito.
    Os que me acompanhavam perguntaram o que deveriam fazer se de facto quisessem realizar uma psicoterapia preventiva e eu não consegui dizer muita coisa a não ser aquilo que está nos livros.
    Até qualquer dia.

    • Sr. Felício.
      Ainda bem que gostaram do artigo, porque não sei que outra resposta poderia dar.
      A minha insistência nas palestras de que também falei, baseia-se essencialmente nessas dúvidas que surgem depois da leitura dos livros.
      Contudo, posso acrescentar que, para se fazer uma psicoterapia autónoma ou com pouca ajuda, além deste blog onde pode fazer comentários e obter respostas, os livros já publicados podem indicar o seguinte:
      ♦ Os novos livros têm no interior da capa, os links necessários para ter acesso aos dois blogs e à página do Centro De Psicologia Clínica do facebook.
      ♦ «
      Psicoterapia… através de LIVROS…» (R)
      Indica o modo como determinados livros podem ajudar a fazer uma psicoterapia, um apoio psicopedagógico ou treinos de melhoria de interacção social e desenvolvimento pessoal.
      ♦ «BiblioTerapia» (Q)
      Explica os pressupostos duma psicoterapia autónoma ou com pouca ajuda, com apoio de livros adequados e do meio ambiente, a fim de solucionar o «caso» e não para apenas reduzir o impacto das dificuldades do momento.
      ♦ «AUTO[psico}TERAPIA» (P)
      Dá, resumidamente, as indicações necessárias e indispensáveis para se poder fazer uma psicoterapia.
      ♦ «Acredita em Ti. Sê Perseverante!» (B)
      Mostra claramente de que maneira é possível fazer uma autoterapia só com leitura, treino e algumas informações extra.
      Além disso, demonstra que alguns «problemas» antigos podem ajudar a «deitar abaixo» uma família, ocasionando dificuldades escolares na filha e «desânimo» na mulher que «foram desvanecendo» quase como um efeito secundário duma nova «atitude» e «comportamento» do pai.
      ♦ «JOANA, a traquina ou simplesmente criança? » (D)
      Apresenta, em linguagem simples e coloquial, os pressupostos que devem ser compreendidos acerca do funcionamento do comportamento humano para que se possa fazer uma mudança saudável do comportamento ou evitar que existam desequilíbrios numa personalidade que ficou formada de maneira inadequada.

      Enquanto não publicar «Eu Não Sou MALUCO!» (E) pouco mais posso dizer, a não ser dando estas respostas no blog, como tenho feito usualmente.
      Desejo felicidades a todos.
      M. de Noronha

  2. Mário de Noronha on said:

    Vendo o último episódio de CASOS DE VIDA (13 out 2018), acho que a médica , em vez de se «enfrascar» em comprimidos, devia fazer o relaxamento instantâneo indicado em «AUTO{psico}TERAPIA» (P) e educar a filha de acordo com o que poderia descobrir em «JOANA a traquina ou simplesmente criança?» (D), ambos apresentados em https://livroseterapia.wordpress.com/2011/09/17/benvindos/

  3. Por acaso, vi este artigo, fiquei interessado e fomos todos ver o último episódio de Casos de Vida.
    Gostámos imenso e compreendi que eu tinha tido sorte em mudar muita coisa na minha vida só com as «conversas» no café e com a consulta dos calhamaços que trazia consigo, ainda em rascunho.
    Temos de mudar muito as nossas mentalidades e a educação, em família, é fundamental.
    Obrigado por tudo e espero que tenha mais sorte desta vez em publicar o «meu» livro.
    Toda a família envia um grande abraço, porque está tudo muito bem.

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