PSICOLOGIA PARA TODOS

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Archive for the month “Fevereiro, 2019”

RESPOSTA – 56

Ontem dei a resposta:

“Julgo que a resposta está dada em muitos posts já publicados, mas deixe-me passar mais uma noite em Imaginação Orientada, iniciada com relaxamento mental, para lhe poder tentar dar uma resposta mais abrangente.”

ao comentário feito no ESCLARECIMENTO – 6:
“Este artigo não foi para mim, mas aproveitei-o.
Pratiquei tudo durante 15 dias e senti-me muito bem.
Há dias senti-me completamente em baixo e voltei a tomar os medicamentos que me aliviavam um pouco.
Afinal, o que faço?”

 

Antes de tudo, tenho de lhe dizer que pratico constantemente, nos últimos 40 anos ou mais, aquilo que aconselho aos outros, com o intuito de me manter mentalmente saudável e de boas relações com o meio ambiente.
Para isso, depois do treino inicial de alguns meses, bastam apenas os primeiros 5 minutos, deitado na cama, antes de começar a dormir.
O resto acontece quase automaticamente, durante o sono ou em vigília, mas os treinos iniciais, com persistência e sem desistência são essenciais.
É por isso que falei no pico de extinção, no reforço aleatório e no reforço negativo, que têm de ser bem compreendidos.

Nada do que disse pode ser feito por outra pessoa, sem ser pelo próprio.
Quem pode sentir, perceber e armazenar as recordações daquilo que se vai passando, para reagir de um determinado modo, duma certa forma, com ou sem gosto e com ou sem os resultados desejados?
Muitas dessas reacções não são racionais, isto é, pensadas e avaliadas com base nas aprendizagens armazenadas no hipocampo (A/ pag 149-155).
São reacções intempestivas, emocionais, provocadas pela amígdala cerebral, sendo aquelas que se convencionou chamar de inteligência emocional quando, de facto, são reacções emocionais.
E as que são provocadas pelo efeito secundário das drogas que são receitadas legalmente?

Se muitas das coisas pelas quais passamos e que nos incomodaram, nos perseguem presentemente, que resposta poderemos dar depois de as sentir de novo?
Muitas vezes, essas sensações, recordações e percepções não são muito conscientes mas despertadas por determinados sinais condicionais a que ficamos sujeitos pela vida fora.
É nesses sinais condicionais que se baseia o «mantra» do ioga e as músicas ditas relaxantes, mas que só relaxam se a própria pessoa as aceitar como tal.
Funciona assim a sugestão que é um instrumento fundamental da hipnose e da autohipnose.
Quem entra em hipnose ou autohipnose não é o próprio?
Os outros nunca nos podem fazer entrar em hipnose se nós não desejarmos, mesmo que inconscientemente, sendo por isso que os hipnotizadores mandam embora os «não colaborantes» e, às vezes, aqueles com quem não treinaram as práticas desejadas.

Relaxamento mental, que só pode ser atingido pelo próprio, também pode ser facilitado por um especialista, mas a colaboração do próprio é fundamental e, às vezes, esse estado não é conseguido em certos momentos, embora, em ocasiões anteriores tenho sido óptimo.
É fundamental para se fazer uma análise do passado, com recordações de muito do que a pessoa viveu, sua percepção, análise racional e não emocional, com objectividade, talvez com a revivescência de alguns momentos e compreensão de toda a situação enquadrada no contexto em que tudo ocorreu.
Depois, vale a pesar verificar ou compreender se a pessoa poderia ter agido de forma diferente e qual a razão de não o ter feito.
Mesmo que pudesse ter agido de modo diferente, o que se pode fazer no momento actual a não ser rever tudo isso e tirar daí os ensinamentos necessários para que situações semelhantes não aconteçam ou que possam ser ripostadas de maneira considerada adequada!

Os conselhos que se dão para esquecer um determinado momento ou comportamento, podem ser absolutamente inadequados, porque a pessoa só esquece por falta de memória fisiológica ou porque o assunto não tem qualquer relevância ou ainda porque o recalcou de tal maneira que se pode manifestar de forma estranha, inoportuna e desproporcionada, embora pareça ter ficado no esquecimento.
É por isso que interessa rever a vida do passado, desenterrando, especialmente, os traumatismos negativos para os analisar, perceber, compreender e verificar se haveria outro tipo de comportamento, para que esses ensinamentos, armazenados no hipocampo, possam desencadear, no futuro, comportamentos mais adequados.

Para se realizar toda essa análise despretensiosa, objectiva, racional e pragmática, além da humildade e bom senso essenciais, interessam os conhecimentos do funcionamento do comportamento humano que está sucintamente explicado e em linguagem simples, com factos do dia-a-dia, no livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D), sem falar nos dois livros mais específicos «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) e «Interacção Social» (K).
Quem poderá ler, compreender e apreender os conhecimentos necessários para essa análise, sem ser o próprio?
Pode haver ajuda de especialistas, mas os conhecimentos fundamentais têm de ser obtidos pelo próprio, que pode ser ajudado nesta tarefa.
Essa ajuda, pode ser dada quer individualmente, em consultas, como em sessões para muitas pessoas, que não necessitam de «desvendar» os seus problemas, dificuldades ou ansiedades.
Necessitam de compreender o funcionamento, lendo os manuais ou livros e fazer as mais diversas perguntas destinadas a esclarecer os pontos mais controversos ou pouco compreensíveis, tais como a diferença entre o reforço positivo e negativo.

Os livros necessários para a obtenção dos resultados pretendidos, estão indicados no post em que foi feito o comentário e em muitos mais.
Para os que podem dizer que os livros não estão à venda nas livrarias, posso garantir que eles serão fornecidos se me forem solicitados.
Os que não estão economicamente capacitados de os adquirir podem utilizar os conhecimentos difundidos neste blog com muitos links indicados neste post.
Como não tenho a noção da sua identidade, isto é, se é novo, velho, casado, solteiro, divorciado, empregado, desempregado, a residir com quem, etc., posso dizer que pode comunicar comigo através do e-mail pessoal que está disponível na história do blog.
Julgo que, além de tudo, a sua colaboração, compreensão, leitura, treino, persistência e prática continuada (P) são essenciais não só para resolver o seu problema mas ainda para o evitar no futuro, estabelecendo uma postura de prevenção e profilaxia que pode ser difundida e utilizada com a sua família e amigos, para a melhoria de todos (B).
É também por isso que, além das indicações dadas (R) apresento aqui os links mais necessários, embora os outros também possam ser muito úteis para o futuro.
Lembre-se que os problemas são seus, as dificuldades também e dependem, em muito, daquilo que está na sua cabeça para executar os comportamentos desejados ou evitar os indesejados ou inadequados.
E é nisso que as palestras podem ajudar muito, como se vê neste post e em diversos outros.

E, lembrando-me agora do meu dilecto e falecido amigo Joel (G), posso dizer que grande parte do entusiasmo dele e da sua firme postura na apresentação do caso no 1º Congresso de Psicologia, em 1979, resistindo calmamente às «provocações» das psicólogas que não o conheciam, deram origem a todo este trabalho de Biblioterapia que gostaria que fosse difundido e utilizado em Portugal, em vez de ficarmos à espera da vinda de «especialistas» de «fora», para fazermos tudo isso como novidade e com resultados muito inferiores.
Quando uma pessoa já se sujeitou a medicamentos, o «desmame» tem de ser lento e com segurança, como foi explicado ao Júlio (E).
Mas, para que tudo se processe nos devidos termos, é necessária difusão dos livros e um «trabalho» árduo e persistente do próprio, porque esta psicoterapia funciona com um sucesso bastante superior a 86%, não deixando e pessoa dependente de medicamentos ou de conselhos frequentes dos psicólogos que, depois duma recaída criam reforço aleatório que, se for negativo, criam o vício que nunca mais nos abandona tomando conta do nosso corpo e alma.

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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ESCLARECIMENTO – 6

Há dias, o amigo António Pedro Machado Romeiras do facebook, fez uma pergunta relacionada com o modo como funciona a autoterapia com a biblioterapia.
Respondi-lhe que mais pessoas tinham feito reparos semelhantes e pedi que me deixasse entrar em Imaginação Orientada (J) durante uma ou duas noites para poder dar uma resposta adequada e que possa servir mais pessoas, já que outras respostas dadas em vários posts de Autoterapia, Biblioterapia e outros, se tornaram insuficientes.
Com isso, posso dizer agora que a autoterapia foi experimentada por mim para resolver os meus problemas de neurose depressiva reactiva grave, em 1973/75, sem ter tido, naquela ocasião, qualquer outro apoio a não ser o de uma medicação que me deixava ainda pior do que estava e, por pouco, não me provocou, numa noite, um acidente de viação muito grave quando conduzia o carro, com a família lá dentro.
Como estava a ler muita coisa sobre psicanálise, desde 1969, em Luanda e, em 1970, já tinha a iniciado o curso de Psicologia Clínica no ISPA, as restantes leituras e os seminários sobre modificação do comportamento com um especialista inglês, ajudaram-me a tentar enveredar por outro caminho que deu bom resultado, até que, em 1976, comecei a utiliza-lo com os pacientes que já estava a atender como psicólogo clínico.

Com esta prática, a experiência mais marcante foi com o Júlio, que agora está descrita em «Eu Não Sou MALUCO!» (E) e o incentivo fundamental para a preparação do livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P), em memória póstuma, foi dado pelo Joel, cuja saga está descrita em «PSICOPATA! Eu?» (G), porque foi considerado como psicopata, pelo psiquiatra, fazendo com que a sua única noiva fugisse dele, depois de muitos anos de namoro e o deixasse completamente desconsolado e sozinho, mas arrependido de tudo e com vontade de ajudar os outros, tal como ele próprio gostaria de ter sido desde criança.
Por isso e também em homenagem a ele (Joel), vou tentar esclarecer, o melhor possível, o conteúdo do livro e as razões porque tudo é necessário, vantajoso, económico e fácil de concretizar, mas exige boa colaboração do próprio, que se torna completamente insubstituível para as leituras, treinos e análise das recordações e acções do momento.

Olhando para o livro escrito em sua memória, como sua última vontade, em vez duma Lista de Procedimentos que ele desejava, temos a seguir os itens mencionados no mesmo.

Registo de autoavaliações.
Os problemas ou as dificuldades que uma pessoa sente ou das quais se queixa, só podem ser discriminados e avaliados por cada um.
De que modo um especialista, por melhor que seja, pode adivinhar – embora possa calcular grosso modo − o que se passa na cabeça do paciente, em que momento e em que proporção?
Esse registo feito em períodos regulares e pré-determinados, também serve para cada um saber se se sente melhor ou pior, em que medida e em que momento.
Não são os outros que podem nem conseguem avaliar isso, com precisão.
Além disso, podem existir certos momentos em que a pessoa deseje desistir dos tratamentos, o que é vulgar numa aprendizagem.
Esse registo ajuda a visualizar tudo e, sabendo como funciona a aprendizagem, o pico de extinção e o reforço aleatório, ajuda a não desistir quando tudo começa a melhorar e existe um súbito «desencanto», porque as coisas começam a não correr tão bem como anteriormente.

Relaxamento muscular.
Existem vários tipos de exercícios que podem ajudar a relaxar o corpo, tal como as corridas, os exercícios, a ginástica, os divertimentos, etc.
Também as dietas podem ajudar a manter o corpo fisiologicamente bem mas, para relaxar a mente e fazê-la funcionar ao gosto de cada um, será isso suficiente?
As actividades desportivas e dietéticas podem ser boas, mas não exequíveis e suficientes, em caso de necessidade, para o início de um relaxamento mental.
O relaxamento muscular pode ser praticado na cama, à hora de dormir e torna-se importante para o início do treino do relaxamento mental, indispensável para chegar às nossas sensações, sentimentos, recordações, percepções, etc.

Relaxamento instantâneo.
Este relaxamento, facilmente atingível depois de se ter exercitado o relaxamento muscular, pode ser atingido facilmente em qualquer posição e em qualquer momento a fim de fazer com que uma resposta emocional seja devidamente travada em momento oportuno para se conseguir uma resposta racional.
Talvez esta resposta emocional seja confundida presentemente com inteligência emocional quando, de facto, parece ser mais uma reacção emocional, em que a inteligência continua na mesma, mas a emoção se sobrepõe, porque é manipulada pelo feixe de nervos que está ligado à amígdala, não deixando que a resposta seja dada com a intervenção do hipocampo, onde as aprendizagens anteriores estão armazenadas.
E essas respostas podem ser verbais, assim como com as restantes partes do corpo.

Diário de anotações.
Neste diário ou, pelo menos, caderno de anotações, devidamente datado, a pessoa pode escrever tudo aquilo que lhe aconteceu e de que se recordou em qualquer momento da vida, ou até nos sonhos.
O seu estudo, juntamente com o registo de autoavaliações, pode ajudar a descobrir alguma conexão entre determinados sentimentos, perceções, recordações, etc. e factos acontecidos no momento ou pouco antes.
Até pode ser possível descobrir algum nexo de causalidade em alguns casos, tal como se faz na investigação criminal.
Afinal, desejamos descobrir os crimes de que não gostamos – nossas dificuldades – a fim de as eliminar ou evitar no futuro, podendo o diário de autoavaliações ajudar imenso nesta tarefa.

Autoanálise.
Embora tenhamos o diário de anotações, que é escrito conscientemente, a escrita da autoanálise, em que a caneta está ligada ao cérebro a fim de funcionar continuadamente, durante um certo período de tempo e não mais, com seu arquivo imediato e sem leitura ou correcção daquilo que escrevemos, pode ajudar a «trazer cá para fora» alguma coisa que esteja soterrada no nosso inconsciente, beneficiando do efeito de Zeigarnick, por causa de estrita limitação de tempo.
Certos traumatismos positivos e negativos são os que, muitas vezes, nos assoberbam a vida e de que não nos damos conta por serem factos comezinhos e, geralmente, sem importância noutras circunstâncias ou para qualquer outra pessoa.
Falta só perguntar para quem, em que momento e percebidos de que forma, porque se assemelham a uma pedrinha minúscula no sapato, mas que incomoda bastante.
Quantas vezes não lutamos contra isso e tentamos disfarçar o andar, para não ficarmos envergonhados perante os outros?
A que preço, com que sacrifícios e para quê?
Para nos ocasionar, às vezes, entorses na coluna vertebral?
São os efeitos secundários de que, às vezes, falamos e que podem ser ocasionados com os medicamentos que nos deixam menos sensibilizados para pensar e agir correctamente e ao nosso inteiro gosto.

Relaxamento mental.
Este relaxamento, que até pode ser atingido sem o relaxamento muscular, pode ser praticado em qualquer local ou momento e, depois de alguma prática, até de olhos abertos.
Contudo, o relaxamento muscular ajuda a maioria das pessoas a atingi-lo facilmente depois de algum tempo de prática.
É essencial, para conseguir recordar muitos factos da vida, descer ao nível do não-consciente ou inconsciente e fazer uma análise racional, despretensiosa, serena e objectiva de muitos factos que aconteceram na nossa vida e que podem e devem estar a influenciar as nossas atitudes e comportamentos consequentes.
Onde e quando, melhor do que no momento de dormir, poderemos fazer isso para continuar até durante o sono, sem perdermos tempo ou até o sono?
Podemos também praticar isso num sofá ou num local sossegado mas, convém acautelarmos contra interrupções que, às vezes, não interessam.
Mas, a melhor solução é escolher a cama e a hora de dormir, quando ninguém nos vai incomodar ou interromper.
O relaxamento mental ajuda-nos a rever muitas coisas da nossa vida, tanto actual como passada, para fazer uma análise de tudo, tentando descobrir as conexões, entre vários factos.
Isso pode levar-nos a ver quais podem ser as causas de determinados sentimentos, sensações, percepções e comportamentos que não nos interessam e que desejamos modificar ou evitar no futuro.
Contudo, essa análise exige de nós uma objectividade, racionalidade e isenção que nos leve a descobrir as causas que é necessário eliminar ou evitar para modificar os efeitos que não desejamos e de que nos queixamos.
Para isso, também é necessária muita humildade para cada um reconhecer os seus «erros», que são as causas, sem as imaginar como culpas, para as tentar justificar com argumentos falaciosos a favor do próprio.

Imaginação Orientada.
A Imaginação Orientada (IO) baseia-se muito nas experiências anteriores efectuadas com a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) que se baseia essencialmente em utilizar os bons momentos passados por cada um para os contrapor aos maus, enquanto se tenta descobrir as forças necessárias para um futuro melhor.
Mesmo durante os treinos iniciais de relaxamento muscular, no momento em que a pessoa se sentir cansada e com vontade de descansar, pode tentar relembrar os bons momentos actuais, além dos do passado.
Pode ir repetindo este exercício várias vezes até se conseguir lembrar dos mesmos com facilidade cada vez maior.
Posteriormente, pode recordar os maus momentos e fazer de imediato o relaxamento muscular ou instantâneo e verificar quais as ideias que surgem na mente.
Quase de certeza, deve verificar que as más ideias tendem a permanecer na memória ou pensamento durante menor quantidade de tempo, se não desaparecerem ou deixarem uma espécie de pensamento neutro.
Pode aproveitar essa ocasião para recordar, de imediato, os bons momentos e insistir nesta ideia, utilizando a técnica do reforço do comportamento incompatível a todo o momento.
Depois destes exercícios, pode-se entrar em relaxamento mental, fazer estes exercícios de TEA se necessário e continuar a pensar numa vida futura melhor do que a do momento, utilizando todos os recursos disponíveis.
Vela e pena sermos ambiciosos, mas realistas e não irrealistas.
Apenas estes exercícios, que têm de ser praticados por cada um, mesmo que haja o apoio de um especialista, devem dar algum alívio, que pode ser melhorado e ampliado com mais prática e persistência, que também deve ser de cada um.

Continuação da Autoterapia.
Depois desta explicação, como poderemos fazer uma análise do comportamento humano se não conhecermos o seu funcionamento?
Para conhecermos isso, deve ser suficiente ler com cuidado «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) que é o repositório de centenas de consultas dadas a pais e filhos com dificuldades, apresentadas numa história ficcionada da Joana, que foi uma das consulentes fundamentais.
Se essa JOANA, birrenta, filha de pais desunidos, conseguiu apreender, aos 8 anos, algumas noções do funcionamento do comportamento humano e sua modificação, a fim de as utilizar com um irmão que nasceu pouco depois de os pais se terem reconciliado, qual a razão de pessoas com mais idade, inteligência e capacidade não as utilizarem em seu proveito?
Para isso, a fim de saber o mínimo indispensável, é necessário ler, pelo menos, o seu livro porque, necessitando de aprofundar ainda mais esses conhecimentos, existe a possibilidade de consultar «Psicologia Para Todos» (F) e «Interacção Social» (K) ou os seus antecessores já publicados pela Plátano.
Estas leituras e conhecimentos são fundamentais, facilitadores e aceleradores da psicoterapia porque a pessoa começa por analisar e conhecer em que «causas» deve incidir para reduzir ou eliminar os «efeitos» desagradáveis que não lhe interessam e que são as manifestações dos desequilíbrios psicológicos de que sofre.
Se conseguimos, com o nosso esforço e persistência, atingir um bom nível de equilíbrio e desempenho, não será melhor ampliá-lo e melhorar o desempenho?

E no Futuro?
Com a utilização da TEA e da IO, que estão apresentadas no livro «Imaginação Orientada» (J) e com as indicações dadas anteriormente, podemos monitorizar perfeitamente a evolução das dificuldades e dos avanços conseguidos, sendo indispensável manter bem actualizados, tanto o registo de autoavaliações como o diário de anotações, que podem ser vantajosamente complementados com a autoanálise, mas que poderá ser consultada só cerca de 6 meses depois do seu início.
Seguramente, a vida poderá ter outro sabor, embora haja sempre contratempos e necessidade de querer cada vez mais, com bastante ambição, acompanhada do realismo e da objectividade necessárias.

Prevenção e Profilaxia.
Para isso, é indispensável ter uma noção exacta dos conceitos relacionados com afiliação, ansiedade, aprendizagens, autohipnose, comunicação, condicionamentos clássico e operante, conflito, conformismo, depressão, desaprendizagem, deslocamento, dessensibilização, dissonância cognitiva, efeito de Zeigarnick, estímulo, extinção, facilitação social, feedback, frustração, gratificação, identificação, Imaginação Orientada (IO), modelagem, moldagem, negação, percepção, personalidade, pico da extinção, preconceito, primeiras impressões, psicossomática, punição, recalcamento, reforços aleatório, de intervalo fixo, de intervalo variável, de razão fixa e variável, diferido, do comportamento incompatível, negativo, positivo, primário, secundário ou social, vicariante, regressão, saciação ou implosão (flooding), sublimação, superprotecção, Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), transferência, traumatismos negativo e positivo, última impressão, valores e qualquer coisa mais que possa interessar para o caso específico, embora estas noções sejam úteis desde o início.
Com estas noções bem compreendidas, é possível fazer uma análise mais pormenorizada do comportamento para verificar as causas que ocasionam os desequilíbrios e desencantar os meios existentes em cada um para os utilizar na modificação do comportamento no sentido desejado e desejável.
Como, às vezes, toda esta trama de procedimentos é difícil, a ajuda de um especialista torna-se necessária.
Mas, quem pode ler, compreender, recordar, analisar, procurar as causas, descobrir os meios existentes dentro de si e treinar o suficiente para ocasionar a modificação do comportamento, sem ser o próprio?
Neste aspecto particular, o especialista pode ajudar, mas a ajuda diminui em muito mais do que 50% se houver uma colaboração activa do próprio, podendo alcançar 70 a 80%.
E, se essas noções, dúvidas e esclarecimentos necessários fossem dados em conjunto, em vez de individualmente, o financiamento não diminuiria ainda mais, com aumento substancial da comodidade, do tempo despendido e da eficácia conseguida?
Afinal, ninguém tem de expor os seus problemas publicamente para adquirir as noções do funcionamento do comportamento humano, e as experiências não faltaram, além de outras no mesmo género!
Os casos descritos nos vários livros da colecção da Biblioterapia apresentam realidades bastante diferenciadas e servem de modelos para uma aprendizagem social, com reforço vicariante, com acontece, muitas vezes, nos casos apresentados na comunicação social.

Provas de Autoconhecimento.
Para que tudo corra da melhor forma possível, é bom que cada pessoa avalie a sua capacidade de autoorientação e autocontrolo tanto no início, a fim de o poder modificar se necessário, como no decorrer e no provável fim da psicoterapia, par avaliar o resultado final.
É bom compreender que a prevenção e a profilaxia não tem limite de validade e que as pessoas devem tentar manter-se saudáveis, bastando, para isso, que pratiquem a Imaginação Orientada (IO) quase todas as noites, à hora de dormir, gastando apenas os primeiros 3 a 5 minutos, se necessário, com a ajuda da recordação duma música, palavra ou evento que deve servir como «mantra» ou sinal condicional, para entrar facilmente em relaxamento mental a fim de iniciar e continuar a Imaginação Orientada (IO), mesmo durante o sono.

Como complemento destes esclarecimentos, podemos dizer que o livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) dá uma ideia completa das orientações que se podem manter para ter uma vida muito melhor do que a do momento, não só em psicoterapia, mas também em psicopedagogia, interacção social ou desenvolvimento pessoal  e não apenas para resolver os problemas que afligem de imediato, como está explicado no livro «BiblioTerapia» (Q)

Como tem acontecido frequentemente nos últimos 40 e poucos anos, pouco ou nada se tem feito no sentido preventivo, tal como o Joel gostaria que tivesse acontecido consigo para que os «disparates» que cometeu e reconheceu posteriormente, arrependendo-se profundamente, mas com a vida completamente destroçada, não tivessem sequer sido pensados.

Pensando em tudo isso e na apresentação do seu caso no 1º Congresso de Psicologia, na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1979, e depois de eu ter praticado a Imaginação Orientada nas duas noites ao meu dispor para preparar este post, espero que tenha conseguido ser suficientemente explícito para responder ao comentário do meu amigo do facebook.
A propósito da Imaginação Orientada, posso recomendar que vale a pena continua-la sempre, mesmo que uma pessoa se sinta bem, porque serve pare se sentir ainda melhor!
Os diversos links aqui inseridos, destinam-se a clicar nos mesmos, para os mais curiosos poderem consultar e verificar aquilo que fui afirmando ao longo deste post.
Os dois blogs pessoais fora do facebook são para isso, destinando-se um deles a dar conhecimento dos livros que enformam a colecção de Biblioterapia e não estão disponíveis nas livrarias.
Esta técnica, que foi utilizada com sucesso em 1980, apenas com apontamentos policopiados, foi repetida poucas vezes devido à relutância das pessoas em aderir a uma nova metodologia «não propagandeada» nos meios de comunicação social.
Esperemos que dentro em breve não haja alguém que tenha de se deslocar ao estrangeiro para regressar, como «especialista», com uma nova metodologia designada como «Books on Prescription», posta em prática nos princípios deste século no País de Gales e EUA, etc., com grande divulgação nos meios de comunicação social, e que se comece a traduzir para português livros com pouca coincidência com a nossa realidade do dia-a-dia.

Faço votos para que mais pessoas também possam aproveitar esta informação.

 

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