PSICOLOGIA PARA TODOS

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COMPORTAMENTO IRREGULAR NAS AULAS

Este post de 21 de julho de 2008, devidamente actualizado, foi originado por um e-mail que é o seguinte:

Sou professora do 3º ciclo e, embora estejamos a ter imensos problemas nas escolas, tenho conseguido orientar racionalmente as minhas turmas.
No entanto, existe numa delas um aluno com graves problemas de comportamento e que perturba imenso o decorrer das aulas: levanta-se constantemente, fala em voz alta e implica com os colegas.
Nos intervalos, é frequentemente violento com outros alunos.
Através de uma amiga minha, que me deu o email e nome do blog, soube que é autor de diversos livros sobre modificação do comportamento e, por isso, gostaria que me indicasse como devo proceder para minorar esta situação.
 

 

Agradeço, antes de tudo, o seu interesse no blog.
Posso dizer que vou respondendo às perguntas que me fazem por carta, fax ou e-mail, só quando tiver disponibilidade para isso.
No seu caso, posso dizer que problemas semelhantes foram tratados num livro «ESCOLA – conflitos: como evitá-los? como geri-los?», da Escolar Editora, que deve estar esgotado, a não ser que alguma livraria ainda o tenha esquecido numa das suas prateleiras.
Talvez até alguma colega mais antiga tenha em seu poder um exemplar desse livro que foi publicado em 1992 ou que o Centro de Psicologia Clínica possa emprestar algum.
Depois desse, a Plátano publicou 5 pequenos volumes de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO que devem estar disponíveis para venda e que, qualquer dia podem ser reagrupados, condensados e melhorados em PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

O que se pode fazer com um aluno como aquele que me descreve, não é fácil aconselhar à distância.
Comportamentos semelhantes são geralmente desencadeados por várias razões que têm de ser escrutinadas com observação do local e da situação, ou numa consulta ou ainda com exames apropriados.
Pode haver alguma causa fisiológica que provoque excitação exagerada que, uma vez bem-sucedida, com reforços obtidos no meio ambiente, vai aumentando com o passar do tempo se as circunstâncias não se modificarem, podendo até conduzir ao bullying.
Pode haver também necessidade de que os outros prestem atenção ao rapaz, o que ele pode conseguir quando se tentar castigá-lo por causa do comportamento de se portar mal.


Especialmente neste caso, vale a pena utilizar o reforço do comportamento incompatível.
Quer isto dizer que se deve chamar a atenção do rapaz para qualquer coisa que seja incompatível com o seu comportamento desagradável do momento, desviando a sua atenção para esse novo comportamento que será por ele aprendido se lhe proporcionar reforço positivo.
No livro «Adolescência: idade crítica?» da Plátano, existem considerações sobre esta etapa da vida em que o indivíduo não é criança e, muito menos, adulto.
Parece que «anda perdido» à procura do seu estatuto.
Pode ter necessidade de se afirmar chamando a atenção sobre si.

Não havendo qualquer psicólogo que possa dar apoio clínico na própria escola, é melhor que a professora tente detectar alguma situação específica na qual consiga notar ou antever que o rapaz vai fazer algum disparate.
Nesse momento, deve tentar desviar a sua atenção para qualquer coisa aceitável que o possa inibir de executar esse comportamento inadequado.
Depois, deve tentar dar-lhe reforço, quando ele executar um comportamento aceitável.
Se não for aceitável, é melhor ignorar esse comportamento, para o rapaz não se sentir reforçado com a atenção obtida através da execução desse comportamento incorrecto.

É melhor saber que repreender pode significar prestar atenção (reforço negativo).

Ao presumir que o rapaz vai fazer um disparate, pode a professora fazer-lhe uma pergunta fácil e desviar a sua atenção, elogiando-o pela boa resposta.
Se a professora fizer algum trejeito antes de fazer a pergunta, esse trejeito pode funcionar futuramente como sinal condicional.
Em um dos livros, existe o exemplo de um rapaz que fazia disparates para que os pais o castigassem porque era o único momento em que eles lhe prestavam atenção.
Os pais ficavam satisfeitos com as boas notas de filho e não lhe ligavam importância a não ser para lhe dar dinheiro para as guloseimas, etc.

Suponho que além dos livros que recomendei, pode também consultar outros que estão mencionados nos mesmos, com exemplos de vários «casos».
Espero que tenha boa sorte nesta difícil tarefa que muitos professores têm, de «educar» os filhos dos outros, sem qualquer apoio de técnicos da especialidade, quando os próprios pais não os educam em casa.
Para melhor contacto quanto aos livros, consultas e demais informações, vou dar as referências que me parecem ser úteis e que também podem ser obtidas sempre neste blog no post INFORMAÇÃO, publicado há duas semanas.

 

Presentemente, em 2019, posso insistir no livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) que apresenta exemplos de muitas técnicas e fases de desenvolvimento humano, em linguagem simples e com a sua aplicação na vida prática, em mais de 10 anos de consultas feitas com centenas de pais e filhos, com sucesso.

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

 

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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