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Archive for the month “Janeiro, 2020”

MEDICINA / PSICOLOGIA

Há dias, tinha acabado de estacionar o carro para dar o meu passeio habitual quando o Sr. Felício se aproximou e perguntou se me podia acompanhar.
Disse-lhe que sim, mas que demoraria menos tempo do que na semana anterior.
Respondeu-me que ele também tinha de ir, logo a seguir, para o seu local de trabalho, em Lisboa.
Como, ao de sair de casa, tinha sido abordado pelo mensageiro da CAFILESA para me entregar os livros do «Psicopata! EU?» (G), já prontos, fui a esse caixote e dei um dos exemplares que tinha sido solicitado por ele, na semana anterior.
Começámos o passeio enquanto ele dava um rápido golpe de vista pelo exemplar que tinha nas mãos e começou depois a nossa conversa.

F: Estes seus livros são muito compactos.
N: Ainda bem que me diz isso para lhe poder dar a explicação de que eu tento dar a maior quantidade possível de informações no menor espaço, a fim de poder reduzir os custos, que terão de ser suportados pelos utentes.
Com uma melhor aparência dos livros, além desse aspecto, eles não vão ganhar nada de mais útil e, consequentemente, serão mais caros.
Estou sempre a pensar nisso, até na psicoterapia: reduzir os procedimentos e os custos ao máximo, ganhando ao mesmo tempo em eficiência e eficácia de resultados, com autonomia do próprio.
É por isso que estou a tentar apresentar a ideia de que a maior parte da psicoterapia depende da colaboração, compreensão do funcionamento do comportamento humano, treino e persistência do interessado, mas é difícil as pessoas aceitarem isso, com tantas publicidades e anúncios «glamorosos», pomposos e espectaculares, que são apresentados, com «curas» quase milagrosas.

F: Já que me fala nisso, é também por isso que estive hoje à sua espera.
Como o livro da Cidália (C) já não está disponível, consegui que um amigo meu mo emprestasse, fazendo um grande reparo quanto aos seus oito posts sobre Diagnóstico, de abril de 2010, e do Psicoterapia / Medicação, também de abril, mas de 2014.
Quando acabei de ler a Cidália (C), que resistiu aos conselhos insistentes da mãe para tomar os comprimidos que ela utilizou durante toda a vida, compreendi bem a influência que o meio ambiente familiar pode ter, tanto na recuperação, como na quase «promoção» dos desequilíbrios psicológicos.
Se os pais dela não tivessem uma vida desregulada, a filha poderia não se ter desequilibrado.
Mas, ainda bem que foi educada pelos avós e com a convivência do seu amigo Antunes (B), que sempre a apoiou, além da ajuda que ela conseguiu no fim de todo o descalabro pelo qual passou.
N: Está agora a compreender a minha insistência, desde há muito tempo, em divulgar os conhecimentos da Psicologia (F), pela população em geral?
Como já disse, foi por isso que a crítica de «popularuchos», dos meus primeiros livros, feita por uma colega, foi o maior elogio que consegui ouvir.
A população pode ficar mais protegida ou esclarecida, já que cada um pode estabelecer o caminho que desejar.
A pessoa pode utilizar uma autoestrada ou preferir caminhos vicinais, ou até embrenhar-se nos arbustos e florestas mas, se tiver conhecimento das consequências de cada escolha, a mesma pode ser mais consciente.
Não terá de dizer: “Eu não sabia!” Se soubesse!”, para se arrepender depois e não conseguir enveredar por caminhos de regresso, aceitáveis ou menos maus, se não tiver conseguido evitar tudo isso em momento oportuno, como nas drogas e adicções.

 
F: Parece que estou a compreender melhor as suas preocupações com a psicologia e com os seus livros, mas o que diz quanto aos diagnósticos que os seus colegas fazem frequentemente, guiando-se pelos procedimentos que já conhecem?
N: Quando leu os posts acerca disso, não conseguiu compreender melhor aquilo que eu desejo explicar?
Repare que, muitas vezes, os psicólogos seguem os procedimentos de medicina, em que se torna quase imprescindível que se façam exames e diagnósticos para determinar com a maior precisão possível o foco ou a causa da doença, a fim de se aplicar o remédio, que irá incidir na vertente fisiológica, a não ser que seja necessária também uma intervenção cirúrgica.
Uma vez que o problema esteja resolvido com a actuação desse agente químico ou intervenção cirúrgica, a pessoa adquire a sua possível normalidade.
Em psicologia, o órgão principal é o cérebro que comanda tudo e até incide, às vezes, na parte fisiológica, desorganizando o comportamento.
Por isso, às vezes, torna-se necessário utilizar os medicamentos para «apaziguar» momentaneamente o cérebro, a fim de ficar ligeiramente «adormecido» ou ganhar a capacidade de funcionar melhor.
Nestas condições, torna-se depois necessário analisar racionalmente toda a situação, recordar os traumatismos ou as interacções que provocaram os desequilíbrios e descobrir meios alternativos de comportamento que ajudem a ter uma vida melhor.
Também não nos podemos esquecer que o momento e o ambiente em que as coisas acontecem têm muita influência.
Contudo as capacidades e as limitações dependem do próprio e quase nunca são semelhantes e, muito menos, iguais para todos e em quaisquer momentos e ambientes.
Entretanto, para superar as dificuldades, o melhor de tudo é investir na «EDUCAÇÃO» (D) e, se possível, na Prevenção e Profilaxia para deixar as pessoas preparadas e capazes de enfrentar as dificuldades «normais» da vida, ultrapassando-as bem e com facilidade.


F: Já estou a compreender melhor, mas parece que não acredita nos diagnósticos.
N: Eu acredito nos diagnósticos provisórios, com os quais temos de começar a «trabalhar» mas, depois, temos todo um «feedback» ou avaliação e reavaliação da situação que somos obrigados a fazer, para reajustar toda a nossa acção, de acordo com os resultados obtidos.
Já que leu o caso da Cidália, que foi diagnosticada como sofrendo de depressão e medicada, com recomendações para continuar, até quando faria isso e com que consequências?
Alguém quis saber, a fundo, o que se passava com ela para começar a «entranhar-se» nesse passado?
Quais as causas actuais e remotas?
Com o diagnóstico, quem se poderia lembrar do quase abandono a que foi votada pelos pais logo depois do seu nascimento e da vida actual promiscua dos pais?
Com o apoio psicológico que teve, ela conseguiu melhorar e mudar de vida promiscua que tinha começado devido, em parte, ao alcoolismo em que se estava a iniciar, «para afogar as mágoas».
Quem poderia imaginar que a vida que os pais tinham levado em África e a que mantinham agora, poderia estar a influenciar os comportamentos da filha?
Tudo isso estava na cabeça dela e ela própria não tinha a noção de que isso poderia ser uma das causas e, muito menos, a causa principal dos seus desequilíbrios comportamentais.
Como é que um psicólogo pode saber disso com um diagnóstico e com uma terapia pré-programada, se não se for ajustando aos resultados que se vão obtendo, através da observação e pesquisa que se vai fazendo?
Quem mais do que o próprio pode ajudar nessa tarefa, mesmo que haja um psicólogo a apoiar?
É por este motivo que sempre disse que um psicólogo é um ajudante ou apoiante que apoia ou orienta o interessado a seguir uma vida ao seu gosto, e não ao gosto do psicólogo ou da sociedade, a não ser que o próprio concorde com isso e se disponha a fazer os treinos necessários para suportar todas as contingências resultantes dessa decisão.
Contudo, a maior parte das vezes, porque falta ao próprio a força anímica e a persistência para realizar os treinos necessários, afim de prosseguir no caminho certo e necessário, os psicólogos tornam-se, frequentemente, treinadores e é isso que fazem, geralmente, nos consultórios.
Mas, pode estar certo que muita coisa pode ser feita pelo próprio, evitando imensas idas aos consultórios que depende muito dos ensinamentos dados e da compreensão adquirida do próprio.
É exactamente isso que eu tenho vindo a fazer, desde muito cedo, até com apontamentos policopiados, mas não posso prescindir de alertar para o entusiasmo exagerado com as primeiras melhoras que são sempre efémeras e podem sofrer imenso antes do pico de extinção.
É por isso que temos de compreender bem como se faz a aprendizagem.


F: E se a pessoa estiver desorientada e não souber o que fazer?
N: Ainda bem que pergunta isso, mas deve ter visto aquilo que aconteceu com a Cidália e até com o Júlio (E) e, agora, pode ver o que se passou com o Joel «Psicopata» (G).
O psicólogo, conversa, ajuda a relembrar muita coisa que é analisada segundo o ponto de vista do próprio, mas com racionalidade, para colocar cada facto no seu devido lugar a fim de o compreender no seu verdadeiro contexto.
Não faz juízos de valor nem ajuda a elaborar justificações e desculpas inadequadas.
Quando cada um compreende aquilo que aconteceu consigo, consegue ver as razões desses acontecimentos e seus efeitos, aprendendo com isso, para que a vida posterior seja melhor.
Agora, com o livro do Joel, pode descobrir o modo como ele próprio foi compreendendo, quase autonomamente, a sua vida passada e fez uma análise da situação, depois de ler muita coisa, recomendada ou não, questionando até o diagnóstico que lhe foi feito logo no início e do qual nunca mais se livrou, nem conseguiu a ajuda oficial necessária para isso, a não ser parcialmente, e só através de um colaborador voluntário.

 
F: Começa a parecer que essa colaboração é importante.
N: Pode ter a certeza disso e se ler os livros anteriores que vão dar origem ao «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» (L), vai verificar o modo como a colaboração do próprio é importante, do mesmo modo como o meio ambiente, assim como o conhecimento do funcionamento do comportamento humano e os exercícios necessários.
Qual é a prova psicológica ou terapia que pode chegar a isso sem a colaboração do próprio?

 
F: Já estou a perceber melhor tudo isto.
N: Fico satisfeito com isso e espero que transmita estes conhecimentos às pessoas com quem convive.
Há muita coisa a fazer na nossa terra, sem esperar que apareçam «milagreiros de fora» que, às vezes, copiamos mal e sobrevalorizamos, quando temos cá muita coisa que não utilizamos por nosso desconhecimento ou falta de publicidade espectacular.

 
F: É pena que seja assim.
N: Ainda bem que me diz isso, porque quero realçar que a depressão do meu amigo Antunes (B) era originada por factos que, para ele, não tinham muita importância, mas que até estavam a prejudicar o equilíbrio psicológico da mulher e os resultados académicos da filha.
Nos casos do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) poderá descobrir, qualquer dia, a grande importância que o ambiente tem nos nossos sentimentos, sensações, percepções, crenças, valores e comportamentos.
Quem mais do que o próprio pode ter acesso a isso?
Está tudo guardado, bem ou mal arrumado, devida ou indevidamente compreendido, nos baús secretos que temos nas nossas cabeças. ao qual, às vezes, chamamos inconsciente.

F: Estou a compreender melhor esta espécie de complicações, umas dependentes das outras.
N: Se não tivermos isso em conta, podemos estar a cometer erros graves e prejudiciais para quem solicita a nossa ajuda.
E, às vezes, somos levados a atribuir as «culpas» às teorias e até ao próprio, quando a colaboração do próprio é fundamental, mas deve ser bem orientada de acordo com a situação do momento.

 
F: Isto quer dizer que em psicologia, bastante diferente da medicina, o psicólogo não é o elemento que «resolve» a situação?
N: Já que me faz esta observação, posso fazer-lhe uma comparação que elucide melhor as minhas ideias.
Se levarmos o nosso carro ao mecânico para o reparar, ele faz o diagnóstico e tenta reparar o mal e, posteriormente, podemos seguir viagem.
Para onde e em que condições?
Qual o nosso destino e o caminho que queremos seguir e a que custo?
Com nevoeiro, com chuva, com tempestades?
Tudo isso tem de ser decidido pelo próprio, embora possa ter uma ajuda especial e específica, mas quem ajuda não «manda» nas opções do interessado.
O apoiante pode ajuda-lo a fazer uma boa escolha ou a seguir caminho se estiver empanado, com uma falha de bateria ou necessidade de um empurrão.
Enquanto o papel do médico é quase do mecânico, o papel do psicólogo é o de ajudar a escolher o caminho desejado, com todas as consequências, ou a seguir caminho depois de estar empanado.

F: Parece que estou a compreender melhor toda a situação.
Já que chegámos quase ao fim do seu passeio habitual e eu tenho de ir para Lisboa, despedimo-nos com desejos de continuação de um bom ano de 2020.
N: Gostei de falar consigo e espero que transmita estas ideias aos seus colegas e amigos, porque me parecem muito importantes para ajudar a baixar os imensos desequilíbrios mentais e comportamentais que se vão verificando cada vez mais, não só na nossa sociedade, mas ainda no mundo em geral.
Parece que todos estão com a «cabeça distorcida» esperando, egoisticamente, que os outros se conformem com as decisões e desejos do próprio.
O melhor é trabalhar antes para não nos arrependermos depois, com prejuízos avultados e, às vezes irreparáveis e, para isso, uma boa EDUCAÇÃO (D), com bons exemplos dos pais, é extremamente importante e, se possível, também dos chefes, nos vários locais de trabalho (N).
Tendo mais de 40 anos de prática clínica, com atendimento de mais de 6.000 casos nas diversas categorias, a minha actuação não pode deixar de ser pragmática, cautelosa e constantemente avaliada com o feedback que vou recebendo a cada momento, a fim de alterar qualquer caminho que tenha de ser percorrido em benefício exclusivo do interessado.
A tentativa de publicação pessoal da colecção dos 18 livros, devidamente reorganizados e actualizados tem a mesma finalidade.
É exactamente por isso que também mantenho estes dois blogs e, agora, até intervenho no facebook com três páginas.
Quem quiser, pode fazer comentários, até anónimos, ou contactar comigo através do meu email que está apresentado no blog da «Terapia Através de Livros».
Bom Ano também para si e para os seus.
Felicidades e Boa Sorte.

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PSICOPATA! EU?

No dia do meu passeio habitual, começou a chuviscar e achei melhor sentar-me à mesa do café por onde passava todas as semanas.
Como a minha mulher deveria demorar mais tempo do que o habitual, levei comigo a cópia do livro «Psicopata! EU?» (G), que me tinha sido entregue pela gráfica, para as últimas correções.
Quando estava a rever as primeiras páginas, entrou o Sr. Felício, a correr, e dirigiu-se imediatamente para a minha mesa, cumprimentou-me com satisfação e disse que era o seu dia de folga, mas que estava a fugir dos chuviscos.

F: Bom dia.
Está a começar a chover de tal maneira que achei melhor esperar cá, mas ainda bem que o encontro, porque desejava imenso falar consigo.
N: Bom (Mau) dia, mas é capaz de me servir para ir corrigindo as provas que recebi da gráfica.

F: É um livro novo, não é?
N: Sim.
Foi o primeiro caso que apresentei no 1º Congresso de Psicologia, em 1979, com a presença do «protagonista», bem arranjado, sentado entre duas das minhas colegas, que conversaram muito com ele, mas sem o conseguirem reconhecer, nem suspeitar quem era.
Fica tudo explicado neste livro, que me pareceu exigir o sacrifício monetário de o publicar, já que se torna muito difícil fazer isso, sem deixar esses livros à venda nas livrarias.

F: Quando o publicar, quero um para mim.
N: Pode estar descansado, que não me vou esquecer de si.

F: Qual a razão de não os deixar nas livrarias?
N: Estes livros são o «resultado» dos apontamentos policopiados que foram lidos por muitas pessoas que assistiram às aulas e, só com isso, conseguiram obter benefícios nas suas vidas, compreendendo melhor a Psicologia.
São também os apontamentos dos resultados das psicoterapias de algumas pessoas que foram ajudadas, tal como este protagonista.
Praticando aquilo que é necessário, muito se consegue fazer económica e comodamente, sem muitas consultas ou sessões de psicoterapia: TEA (ou TEE?) + IO + autohipnose.
É a aprendizagem social, com modelagem, reforço vicariante e moldagem, podendo haver também alguma identificação com os exemplos apresentados nos livros.

F: Dou-lhe razão, porque alguns amigos meus têm querido ler o seu livro de «AUTO{psico}TERAPIA» (P) e tem-se mostrado satisfeitos a ponto de me pedirem para ler outros, que já tenho comigo.
Embora eu não tenha visto os resultados, parece que eles ficaram satisfeitos e até julgo que estão com menos «stress» e a darem-se melhor com a família.
Mas, qual a razão de não deixar os livros nas livrarias e publicitá-los como todos fazem?
N: Vou dar a minha explicação.
Muitas versões antigas destes livros foram publicadas pelas editoras Clássica, Escolar, Plátano e Hugin e estão nas livrarias.
Em primeiro lugar, a mania das editoras alterarem, às vezes, a redacção, a ordenação e a apresentação dos originais, não me agradaram e as capas ainda menos.
Em segundo lugar, os livros não são para diversão dos leitores ou para eu ganhar dinheiro, o qual necessito de reaver, apenas para suportar os custos da paginação, apresentação, elaboração das capas e impressão.
Prescindo dos direitos do meu trabalho, porque a minha maior satisfação (reforço positivo) é a utilidade que eles têm para os utentes.
É por isso que os estou a publicar em impressão digital, com tiragem muito reduzida.
Os livros destinam-se essencialmente a ajudar as pessoas a compreender bem a psicologia (F), a fim de evitar os desequilíbrios, a melhorar a sua interacção familiar e social (K) e a poder resolver as suas dificuldades, se é que não as conseguiram evitar.
Sabendo aquilo que os outros fizeram e compreendendo como as coisas funcionam, as pessoas podem ter um modelo de actuação que conseguirão seguir.
Às vezes, podem necessitar de alguma ajuda, mas a mesma até pode ser dada, em conjunto, a muitas pessoas, sem cada um ter de «desvendar» publicamente os seus segredos.
É por esse motivo que falo nas tais palestras, às quais sempre me refiro.
E também, é por esta razão que conglomerei muito mais de 10 anos de consultas a centenas de pais e filhos, na história ficcionada da JOANA (D), que foi uma das principais protagonista das consultas durante alguns anos, muito relacionadas com a compreensão da psicologia, da interacção social, dos mecanismos da psicoterapia e dos resultados benéficos que se obtém com uma prevenção e profilaxia adequadas.
Tudo isto se consegue com uma «boa educação», tal como foi a da Joana que, presentemente, está com o irmão e as respectivas famílias, além dos pais, já reformados, na Austrália, vivendo todos muito melhor do que cá, apesar dos incêndios que os perturbam.

F: Gostei da história da Joana.
Mas, não acha que os livros deveriam ser devidamente publicitados, especialmente entre os psicólogos?
N: Ainda bem que me diz isso, porque estas críticas interessam-me bastante.
Em relação à difusão entre os psicólogos, posso dizer que, logo depois da publicação de «Como Compreender as Crianças» e do «O Uso Social da Psicologia (ou, posteriormente, «Psicologia no dia-a-dia»), respectivamente, pela Plátano e Clássica, uma psicóloga a quem os ofereci, torceu bastante o nariz e disse-me que eram muito popularuchos.
Foi o melhor elogio que me poderia fazer, porque é para a população que estou a escrever e não para os psicólogos que sabem muito e deixam essa «ciência» apenas nas suas próprias cabeças, como se os outros não a pudessem ou devessem utilizar para seu proveito na vida do dia-a-dia.
Para mim, é para isso que serve a Psicologia: é para ser utilizada na vida prática, com proveito para todos.
Também é por isso que quase exijo que os leitores dos meus livros façam uma avaliação crítica e honesta, numa escala de 1 a 5, em relação a três parâmetros que me interessam, a fim de poder alterar qualquer coisa que possa servir melhor a população em geral:
interesse do assunto;
clareza na exposição;
simplicidade da linguagem.

F: Está a obrigar-me a pensar no assunto.
Mas estou a lembrar-me dos diversos livros de autoajuda que vêm com cassetes de relaxamento, instruções, etc.
N: Pense bem enquanto me vai ouvindo.
Se eu escrevesse como se escreve nesses livros, eu iria dando indicações que se coadunam só comigo ou com as poucas pessoas com quem tive a sorte de obter bons resultados.
E essas pessoas ajudaram-me a aprender muito; mas os restantes?
Embora existam certos procedimentos que têm de ser executados, treinados e persistentemente mantidos, tudo o resto depende muito da própria pessoa, situação, evolução do caso, causas que provocaram os desequilíbrios e, às vezes, percepção específica dos traumatismos que ocasionaram esses desequilíbrios.
São factos unipessoais e muito diferentes de pessoa para pessoa e, às vezes, de momento para momento, dependendo também imenso do meio ambiente em que a pessoa fica inserida e se movimentou e movimenta.
Os meus pacientes ou aqueles (utentes) que me aturaram durante as psicoterapias, ensinaram-me muito.
Quando uma vez disse a um jovem que utilizasse as músicas de Nat King Cole que me relaxavam bastante, ele respondeu-me que ele só se sentia bem com as de Jason Mraz e o meu amigo Antunes ficava deliciado com os Nocturnos de Debussi (B).
Quando, mais tarde, fui ouvir essas músicas e as do “Rap”, das quais me tinham falado, achei que não só me aborreciam como até me deixavam incomodado.
Cada um sabe aquilo que o relaxa ou excita e pode utilizar isso como um sinal condicional para o ajudar a relaxar ou excitar.
Para isso, tem de compreender como funciona a aprendizagem e é por isso que me preocupo em reorganizar os livros, em manter os blogs e em responder aos comentários e pedidos que me são feitos.
Tenho tido esta preocupação, recomendando os interessados a compreender aquilo que se explica nos livros indicados com (F) e (K) ou, pelo menos, mais resumidamente, em (D).

F: Acha que isso é muito importante?
N: Para quem possa ou deseje ficar muito ou pouco tempo na dependência dos psicoterapêutas, ou não necessite de ter melhorias rápidas e duradouras, isso pode não ser muito importante.
Contudo, para quem deseja ser independente, autónomo, produtivo e saudável, torna-se quase imprescindível, ficando depois a orientar a sua vida como desejar e sem dependências de qualquer espécie.

F: O que quer dizer com as dependências?
N: Muito simplesmente, livre de psicólogos, aconselhadores, medicamentos e até capaz de aguentar um meio ambiente familiar e social, que pode não ser o ideal e até difícil de aguentar, como acontece com qualquer pessoa considerada «normal», mas saudável.

F: Não percebi.
N: Todos nós temos frequentemente altos e baixos, que vamos ultrapassando com alguma dificuldade, se não sucumbirmos perante os mesmos para entrar na doença ou no desequilíbrio mental ou psicológico.
A forma de aguentar tudo isso saudavelmente, ultrapassando essas dificuldades, depende das compreensões que formos tendo do funcionamento do comportamento humano e do treino adquirido para as ultrapassar saudavelmente.
É por isso que sou adepto duma «EDUCAÇÃO» em que as crianças possam aprender tudo isso desde a nascença conseguindo bons modelos, especialmente dos pais.

F: Mas isso não é difícil?
N: Fácil não é, mas vale a pena.
Foi o que aconteceu com a JOANA (D) e, como já disse, a sua vida é agora muito diferente dos tempos em que a conheci e que, além de transmitir isso ao irmão que ajudou a educar, está a incutir nos seus filhos.
Como exemplo, posso dizer que os três casos descritos em «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» (L) e os quatro apresentados em «Psicoterapias Difíceis» (M), exemplificam os dois aspectos da situação, que realça a importância do meio ambiente familiar e social, com os preconceitos existentes, na boa ou má resolução dos casos ou até da sua impossibilidade.
Além disso, veja bem como é que a Cidália (C) resistiu aos conselhos insistentes da mãe para tomar os comprimidos que ela utilizou durante toda a vida, quase sobrevivendo num autêntico disparate, que foi, posteriormente, devidamente compreendido pela filha.

F: Isto é complicado, mas parece que fico satisfeito com as explicações dadas.
N: Ainda bem que me diz isso.
Fico satisfeito e espero que possa transmitir estas explicações aos seus amigos e familiares para que eles se possam precaver em tempo oportuno.
O meu propósito fundamental é esse e é por isso que fico com os livros nas minhas mãos, para que possa comunicar com as pessoas interessadas, ajudando-me também a difundir estas ideias que podem apoiar muita gente.
Estas ideias existiam, já devidamente comprovadas, desde 1980 (E), com o caso do Júlio, mas só agora, nos princípios deste século, é que se ouve falar na «prescrição de livros» para psicoterapias, no Reino Unido, porque os seus serviços não têm capacidade de atender os utentes de forma tradicional.

F: Acha que isso é possível? 
N: O importante é o interessado disponibilizar-se para ler o que é necessário, compreender o seu significado, praticar o suficiente e ter a perseverança de manter os procedimentos adequados com humildade suficiente para analisar a sua vida passada, sem desculpabilizações espúrias e «convenientes», a fim de tentar alterar o seu comportamento com práticas adequadas para a situação.
Tudo isso só pode ser feito na cabeça do próprio, embora ajudado, de vez em quando, por um especialista na matéria.
Contudo, é mais importante, recordarmos frequentemente as boas coisas que nos aconteceram e que nos podem ajudar a analisar e utilizar em futuras situações de forma produtiva,, com as alterações necessárias para cada caso.
E isso, só pode ser feito por cada um, com o baú de recordações que existe dentro da sua cabeça.

F: Já cá estamos há bastante tempo e a chuva já parou.
Obrigado por tudo.
N: Julgo também que já chegou o momento de ir buscar a minha mulher.

F: Espero que tenha um bom Ano Novo e que possa conseguir difundir as suas ideias entre outros, já que em relação a mim, já estou conquistado. 
N: Também lhe desejo um Ano Novo Feliz e Próspero e com muitas possibilidades de disseminar estes conhecimentos entre os seus amigos e conhecidos.
Pelo menos, esses poderão evitar muitos dissabores, se se prevenirem e tomarem conhecimento do funcionamento dos mecanismos do comportamento humano em tempo oportuno e praticarem o necessário.
Vou tentar estar algumas noites em Imaginação Orientada (J) para poder elaborar um post que possa publicar, logo que possível, a fim de o difundir na quarta-feira, no facebook, como faço todas as semanas.
Agora, até existe o livro «Psicoterapia… através de Livros…» (R), que pode ajudar imenso quem deseje tomar conhecimento de tudo o que se pode fazer quase autonomamente ou com pequeníssima ajuda.
Felicidades e, mais uma vez, Bom Ano Novo.

 

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