PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 17

Prezada D. Maria Correia:Joana-B

Depois de ter dado uma resposta rápida ao seu comentário feito no post anterior, RESPOSTA 16, vou neste post dar mais cuidadosamente algumas indicações que podem ser úteis, para além das que foram dadas na minha resposta ao comentário.
Entretanto, nem o comentário nem a resposta são aqui transcritos na totalidade por serem extensos e serem facilmente consultados onde foram publicados.

▫ Se dos dois sobrinhos de 9 a 12 anos, o mais velho sempre teve um  comportamento «normal» e o mais novo Maluco2começou a amuar, ficar parado sem se movimentar cerca de várias horas, às vezes, até por causa duma simples brincadeira do irmão, interessa essencialmente saber o que se passa logo depois do «amuo» do mais novo. Será muito mimado?

▫ A sua informação de que A mãe foi recentemente chamada à escola porque ele estava de birra há várias horas. A recompensa foi sair mais cedo!”! deixa-me com a «pulga atrás da orelha». Se houver mais comportamentos de amuos e birras que tenham como consequência alguma atenção dos mais velhos, é provável que esse comportamento se vá fixando cada vez mais com o reforço aleatório a que fica sujeito.

▫ A outra transcrição: “Quando tal acontece, em família, surgem logo as “brincadeiras/gozos leva-me a pensar que essas “brincadeiras/gozos podem ser reforçantes para a criança. Por isso, antes de tudo, seria importante os familiares, depois de anotarem a quantidade de birras que a criança faz em cada dia, terem o máximo cuidado de não lhe ligar importância. É, simplesmente, desconhecê-la, sem: As conversas para tentar entender o que se passa, não são mais do que longos monólogos… quando amua ou faz birra.

▫ Além disso, é imprescindível utilizar, se possível, a técnica de reforço do comportamento incompatível e ligar muita importância à criança logo que deixa de fazer a birra ou fica amuada. Anotar o número de amuos e birras nesses dias.Difíceis-B

▫ Dizer que:O pai deixa sempre que seja a mãe a tratar do assunto e não se envolve. Julgo que cada um, embora de formas diferentes, vão reforçando este comportamento pode indicar a possibilidade de criar na percepção da criança alguma dissonância cognitiva, geradora de conflitos intrapsíquicos e traumatismos negativos, que podem ficar avolumados com o tempo e dar reforço a um comportamento inadequado com que ela se «possa safar» da situação desagradável em que ficar «encurralada». Interessa que os pais estejam em consonância e não divergentes. A criança não tem idade suficiente para a abstracção. O menino ainda é tão pequenino! também pode ser indicativo disso.Psi-Bem-C

▫ Além disso, a criança necessita que o seu comportamento seja moldado num determinado sentido, com reforços e facilitação adequados e um modelo de identificação válido que lhe possa ajudar a estruturar uma personalidade saudável (F/41-54; 61-62; 69-90; 93-102; 131-134).

O que mais posso dizer, é que os pais têm de saber lidar com os filhos, um de cada vez, conhecendo as noções mais básicas do comportamento humano para não se arrependerem com futuros acontecimentos desagradáveis. Esses acontecimentos futuros podem perturbar muitas famílias e destroçar a vida de muita gente. É frequente Bibliover gente desoientada dizer que educou os filhos da mesma maneira e que cada um se desenvolveu de forma diferente. Todos temos personalidades e formas de percepção diferentes que originam as nossas atitudes e comportamentos que, às vezes, são expressos da maneira mais diversa.

A aprendizagem de que falo, pode ser feita com sessões conjuntas para os pais, do mesmo modo como se tem preconizado para a psicoterapia (B/117).

A propósito do que me aconteceu ao longo dos anos de docência de psicologia, psicopatologia, psicologia social e comportamento organizacional, posso dizer que as aulas, que maior satisfação e estimulação me provocaram, foram as de Psicologia-Cpsicologia geral e psicopatologia no hospital de Vila Franca de Xira, onde quase todos os formandos eram mais velhos do que eu.

Perguntavam-me para que lhes serviria a psicologia se não a pudessem utilizar na vida prática. Era um desafio que tinha de enfrentar e propus-lhes que me apresentassem casos da vida prática que seriam enquadrados na teoria exposta nas aulas, com procedimentos através dos quais cada um tentaria resolver as situações expostas. Como contrapartida, desejava que, no final, eles fizessem uma avaliação crítica de tudo.

Parte do resultado desta actividade apreciada mais ou menos em grupo, foi mais ou menos apresentado no livro PSICOLOGIA Interacção-B30PARA TODOS (F/267-268), no capítulo seguinte:

A MODIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO É POSSÍVEL?

As constatações seguintes feitas apenas pela generalidade das 4 turmas de enfermeiros do curso de promoção no Hospital de Vila Franca de Xira em 1975/76, confirmam isso.

“A Psicologia deve ser dada de forma prática, sempre em ligação com casos do dia-a-dia, não devendo a sua aprendizagem terminar com o curso de formação/promoção.”Acredita-B

“Serviu para diferenciar a Psicologia empírica da científica, utilizando esta mais sistematicamente.”

“As aulas de Psicologia motivaram-me bastante para a minha vida profissional.”

“Deu-nos a conhecer comportamentos diversos e a maneira mais fácil de nos compreendermos a nós próprios e aos outros.”

“Tenho aprendido a modificar-me na minha maneira de ser e estou bastante diferente na relação com as outras pessoas, no Consegui-Bcontacto diário com os outros colegas e com a própria família.”

“A minha maneira de ser modificou-se bastante; deixei de dizer apenas “ela fez isto desta maneira porque…” “ela pensou desta maneira porque…”. Em casa, as relações com os filhos de 13 e 14 anos, são de verdadeira camaradagem. Tudo se tornou mais leve. Tive a mesma sensação de quando aprendi a nadar. Já não tenho medo de ir ao fundo.”

“Serviu para orientar uma pessoa de família que pela sua teimosia muito me fazia aborrecer.”

“Costumava gritar com o meu filho quando ele fazia qualquer coisa mal feita; hoje tento ignorar o que está mal e faço os Psicopata-Bpossíveis por observar o que está bem, fazendo na altura própria um elogio ou até mesmo dando um pequeno prémio.”

“O meu marido disse-me que tinha ganho muito com aquilo que aprendi em Psicologia, embora eu não tenha dado conta desta modificação. A minha interacção com os colegas e chefes também mudou.”

“Ao chegar junto de uma pequenita de 7 anos, consigo administrar medicação intramuscular sem que ela chore.”

“Consegui interessar as crianças para que fizessem lembrar às professoras acerca das vacinas, das quais antigamente neuropsicologia-Btinham medo.”

Apesar destas constatações que indicam que a modificação do comportamento foi possível, vamos tentar descobrir se, observando os factos com cuidado, objectividade e racionalidade, será possível tentar fazer uma previsão mais ou menos fiável, como acontece, muitas vezes, com as previsões meteorológicas.

Como corolário desta actividade lectiva muito interessante, fui convidado a realizar sessões de sensibilização para pais não enfermeiros que se defrontavam com «problemas» muito semelhantes e que se poderiam resolver através dos próprios pais ou, melhor ainda, com uma profilaxia e prevenção adequadas e atempadas, evitando muitas Saude-Bcomplicações futuras.

Afinal, queriam evitar futuros problemas ou psicoterapias.

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Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado. 

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15 thoughts on “RESPOSTA 17

  1. Por acaso, vi este blogue e li este poste.
    Como me parece que dá respostas às pessoas que necessitam de apoio nas suas dificuldades psicológicas, informo que estou completamente desesperada.
    Tenho 45 anos, com um filho menor e perdi o emprego.
    Tenho muitos encargos e não consigo ir a uma consulta de psicologia.
    Posso fazer alguma coisa para ficar menos angustiada?

  2. Tenho uma filha com dificuldades escolares que dizem ter dislexia ou coisa semelhante.
    Não escreve devidamente, fala mal e a professora acha que deve ser submetida a terapia da fala.
    Não sei o que fazer.

  3. Li este poste e mais alguns. Estou separado da minha mulher e fiquei com o meu filho de 8 anos que me está a criar alguns dissabores. Quero ver se o consigo educar melhor do que tenho feito.
    Posso ter alguma ajuda da sua perte?

    • Como imagino que deve estar atrapalhado com alguns comportamentos do seu filho que, brevemente, deve entrar na pré-adolescência e não tem a companhia da mãe, recomendo que leia com atenção os vários posts que falam de reforço, gratificação, modelagem, moldagem, facilitação etc. a fim de poder lidar melhor com o seu filho.
      Se não o conseguir fazer agora, dentro de pouco tempo pode ser tarde demais.
      Para o conseguir ajudar um pouco, vou transcrever, sucessivamente, em 11 posts, todos numerados e intitulados PSICOLOGIA PARA TODOS, um capítulo do livro com o mesmo nome em que se tecem algumas considerações sobre as “Gratificações e Punições”. Esta dilação em tempo é para não sobrecarregar cada um dos posts e para lhe dar oportunidade de meditar e experimentar o modo da aplicação destes «instrumentos» que utilizamos a todo o momento. É o que vai ter de saber e conseguir utilizar oportuna e adequadamente com o seu filho.
      Muitas vezes, o momento, a qualidade, a quantidade e a forma como qualquer destas «armas» é utilizada, determina o comportamento do indivíduo visado.
      Boa sorte na leitura e na execução.

  4. Anónimas on said:

    Já lemos este artigo, o comentário que lhe deu origem e os actuais artigos sobre PSICOLOGIA PARA TODOS.
    Ficámos satisfeitas porque nos dizem como devemos comportar com os nossos filhos.
    Ainda bem que temos este apoio.
    Agradecidas.

  5. Dr. Noronha,
    Continue a dar as informações que tem estado a dar há muito tempo.
    Uma amiga minha já as utilizou.

  6. Fernanda Lima on said:

    Estamos a ficar mais satisfeitos com os últimos artigos contendo a transcrição do livro ainda não publicado.
    Temos vindo a seguir quase sempre o seu novo blogue.

  7. Estou admirado com os comentários que são mencionados neste artigo.
    Saber alguma coisa sobre a psicologia deve ser importante para a nossa actuação de todos os dias.
    É pena não haver sessões de esclarecimento a que as pessoas possam assistir.

  8. Franklin dos Anjos on said:

    Já não visitava este blogue há muito tempo.
    Gostei desta resposta e dos postes que estão a ser feitos agora com o título PSICOLOGIA PARA TODOS.
    São bons para conseguirmos distinguir o que devemos fazer de vez em quando para não deitar tudo a perder.

  9. Gostei da pergunta que deu origem a esta resposta e a muitos outros postes seguintes.

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