PSICOLOGIA PARA TODOS

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REFLEXÃO FINAL

Perante o comentário:

Li os últimos artigos e estou a sentir-me mais aliviado.
Acha que a Biblioterapia é assim tão importante?
Continua a não aceitar a inteligência emocional?

feito pelo Assustadiço, resolvi transcrever o último capítulo da nova versão de «SAÚE MENTAL sem psicopatologia» (A) no qual nas páginas 85 a 92 vai figurar um novo capítulo com o título deste post:

 

“Com tudo o que ficou explanado nas páginas anteriores, parece que se torna evidente que vale a pena controlar as causas para obter as consequências mais desejadas. Embora nem sempre se consigam as melhores, vale a pena insistir no controlo das causas para minimizar os efeitos ou as consequências nocivas, apesar de nem sempre as podermos evitar ou conseguir aquilo que desejamos.
Tudo isso tem mais a ver com a inteligência, com os conhecimentos adquiridos, com a aprendizagem, com os treinos necessários, com a análise das situações e com a persistência em tornar as nossas acções conscientes e racionais, do que com as reacções emocionais, eventuais em casos de muita emergência.
Podemos assim chegar à conclusão de que, a pretendida inteligência emocional não é mais do que uma reactividade ou reacção emocional que podemos controlar com a razão.

Falando apenas em Daniel Goleman, ele justifica a designação de inteligência emocional, com o exemplo de que ia por uma estrada da montanha e o nevoeiro era tão cerrado que nada via à sua frente. Ficou com medo, tremores e quase desorientado e estacionou o carro. Outra pessoa, que não fizera o mesmo, pouco antes, teve um acidente fatal.
Também dá o exemplo do casal que foi ao cinema porque a filha também estava com amigos e não deveria voltar para casa muito cedo. Nessa zona em que tinha havido bastantes assaltos, quando o casal regressou, ouvindo ligeiros barulhos dentro da casa, o pai foi buscar a sua pistola e espreitou o quarto da filha, onde ouvira ruídos. A filha, que tinha regressado a casa muito mais cedo, porque a festa tinha acabado, resolveu pregar uma partida aos pais e saltou do guarda-fato, dizendo «boo». O pai disparou imediatamente um tiro na nuca da filha, sem qualquer outra acção mais adequada.
Em que momento o pai utilizou a «inteligência»?
Não deveria ter tido o cuidado de verificar o tipo de assaltante que estava em casa?
Já que tinha adquirido uma pistola para defesa contra assaltos, etc., não deveria ter tido o treino necessário para reconhecimento do alvo e tiros menos mortais?
Em que é que existe «inteligência» neste procedimento?
Não será apenas uma reacção ao medo?
Ele serviu-se do seu «armazém de conhecimentos e aprendizagens» para tomar a decisão de dar o tiro?
Não terá sido a amígdala a adiantar-se?
Se é isso que aconteceu, tal como no caso de Daniel Goleman, verificamos que existiu apenas uma reacção a um estímulo e não um comportamento cognitivo e racional.
É por causa destas situações que as forças de intervenção rápida ou especializadas, como as SEAL dos EUA, são devidamente treinadas. É para não reagirem sem ponderar a situação. A rapidez torna-se necessária mas o raciocínio também, devendo fazer passar a decisão pelo hipotálamo e córtex pré-frontal.
Voltando a falar de Daniel Goleman, em vez de ter parado o carro porque tinha ficado com medo e angustiado, ele poderia ter tomado a decisão com as aprendizagens vulgares de que não é conveniente continuar a conduzir em locais de visibilidade nula e sem a noção da estrada a percorrer. Estacionar o carro nestas condições não seria uma reacção emocional mas uma decisão racional e consciente.

Seguramente, o local poderia ter-lhe provocado alguma ansiedade, mas o relaxamento serve para a reduzir e fazer funcionar devidamente «a cabeça», com consciência e não instintivamente.
Isso só acontece, geralmente, quando estamos emocionados e não utilizamos a razão, as cognições e, muito menos, as aprendizagens armazenadas no nosso hipotálamo e córtex pré-frontal.
Para sermos mais simples e específicos, basta verificar o modo como os políticos falam com uma exaltação emocional controlada, mas que faz com que os ouvintes se emocionem e dêem respostas emocionais sem utilizar o raciocínio. Não será isso que acontece com pessoas eleitas mas que nos fazem arrepender depois do erro que cometemos?
Para que isso não acontecesse, bastava conhecer o passado deles, as suas acções, o cumprimento (ou não) das suas promessas e o ambiente em que se movimentam, sem publicidade enganosa. A Psicologia Social (K) demonstra claramente o modo como a afiliação é importante e que é demasiadamente valorizada, a seu favor, nos partidos políticos.
Com este simples exemplo, queremos fazer compreender que a «nossa mente» tem de funcionar plenamente e, especialmente, para a boa manutenção do equilíbrio psicológico e, muito mais para o evitamento de que ela se desequilibre.
Por isso, os procedimentos indicados no livro «Auto{psico}Terapia» (P) são muito importantes. Com um treino de cerca de 1 hora por dia durante um mês, pode-se adquirir uma capacidade aceitável de fazer um relaxamento instantâneo quando necessário e talvez indispensável nos casos semelhantes aos de Daniel Goleman e do pai da sua única filha baleada por ele.

Contudo, para conseguir fazer uma profilaxia, é importante conhecer o modo de funcionamento do comportamento humano, quer isoladamente, quer em interacção com os seus semelhantes, o que se consegue só com a leitura do livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) que é o repositório de centenas de consultas dadas a pais e filhos durante mais de 10 anos.
Quem desejar aprofundar ainda mais esta matéria, tem os livros «Psicologia Para Todos» (F) e «Interacção Social» (K) como uma solução mais viável.
Depois desse mês de treino inicial, com as leituras adequadas, o tempo da prática vai diminuindo para cerca de 5 a 10 minutos antes de dormir, para deixar a «mente» funcionar durante o tempo que ela desejar no decurso do sono.
Sabendo como funciona o comportamento humano, a análise do nosso comportamento exige momentos serenos de reflexão e recordação que se pode efectuar aprendendo com os modelos apresentadas em diversos casos, que variam entre comportamentos autónomos ou com pouca ajuda de especialistas.

Por exemplo, o Antunes, de «Acredita em Ti. Sê Perseverante!» (B) fez a terapia autonomamente, não sem muita leitura e inúmeras conversas sobre este assunto, com um psicólogo muito amigo que, por isso, não deveria ser seu terapeuta. Embora o caso tenha sido despoletado pelo insucesso académico de filha, apenas a reeducação feita por ele, começou a aumentar não só o sucesso escolar dela como diminuiu o estado de depressão em que a mulher dele começava a entrar por causa da obsessão dele pelo trabalho na empresa onde estava, fazendo uma falta quase permanente no ambiente familiar.

As psicoterapias feitas com ligeiro apoio, foram com a Cidália que, por causa do comportamento inconsistente e imoral dos pais, ia sendo «empurrada» para o alcoolismo e relações sexuais promíscuas. Este caso descrito em «Eu Também CONSEGUI!» (C), assim como o do Júlio, descrito em «Eu Não Sou MALUCO!» (E) demonstram bem o modo como as psicoterapias podem ser realizadas com pouquíssima ajuda do especialista, desde que exista muita leitura, compreensão da situação e colaboração do interessado para os treinos necessários, além da humildade suficiente para reconhecer os erros cometidos, a fim de os analisar, sem os tentar justificar com argumentos falaciosos e sem desorientação por causa dos mesmos.

Estas aprendizagens sociais com factos concretos relacionados com o modo como outras pessoas, em circunstâncias idênticas, sofreram, reagiram e recuperaram com êxito, são mais do que suficientes para orientar os interessados. Tentando imitá-los, podem manter uma boa saúde mental ou tentar readquiri-la depois de algum descalabro inicial e fortuito, evitando o recurso aos medicamentos que podem deixar na sua dependência. Embora possam dar alívio rápido e momentâneo, não nos permitem pensar devidamente nas causas dos nossos problemas momentâneos que são as suas consequências.

Para além destes casos descritos nos livros respectivos, temos o livro «Psicoterapias Bem-Sucedidas − 3 «casos» (L) que trata da Cristina, filha única de família bem-sucedida, mas que teve uma educação preconceituosa e cheia de «normas sociais», que a tornaram incapaz de lidar à vontade com as outras pessoas e de manter um namoro que sempre desejou. Este caso, tratado com conversas em sua casa, porque ela não admitia que estava com dificuldades nem se dispunha a ir a um consultório, demorou mais do que o dobro do tempo necessário para uma situação semelhante. O outro «caso» é o da Germana, filha de pais modestos que se amantizou «em exclusividade» com o seu chefe, engenheiro, julgando que ele gostava dela, de facto. Quando descobriu que ele a tratava apenas como seu objecto sexual, começou a dar-se com mais pessoas e teve a oportunidade de conhecer um rapaz que também tinha problemas psicológicos. Ajudou-o a aliviar os seus problemas com a prática que ela mantinha, sem nunca lhe dizer que tinha estado em «tratamento» psicológico. O resultado deste relacionamento foi o rompimento com o engenheiro. Casando com o Januário, ela ajudou-o a restabelecer-se das suas dificuldades até que, lendo o original da história da Germana que ia ser publicada, ele também, habituado a praticar o relaxamento, sujeitou-se à psicoterapia durante várias horas, num fim-de-semana, ficando completamente restabelecido dos traumas negativos ocorridos no decurso da sua adolescência por causa da educação muito restritiva que tivera.

Também, para verificar que o meio ambiente é de extrema importância «Psicoterapias Difíceis» (M) descreve quatro casos. O do «Mijão» apresenta alguns dos erros cometidos pelos pais, como por exemplo, não ajudar a «tratar» da enurese nos primeiros anos de vida, quando o problema poderia ser facilmente «resolvido», em vez de exigir a manutenção da vida com dificuldades e esperar pela idade adulta para resolver o problema, por acaso.
O caso do «Calimero» que, por causa de algumas dificuldades escolares teve quase sempre ajuda de psicólogos e terapeutas de fala etc., mas ficou cerca de 3 anos entre o 11º e o 12º anos, sem avançar. Apesar de não colaborar bem na psicoterapia e apesar de ter muitos medos e dificuldades, ao fim de um ano, começou a melhorar de tal maneira que se matriculou num curso superior e concluiu a licenciatura, em três anos, com uma média de 16 valores. A causa das suas dificuldades deveriam ter-se iniciado com o desentendimento entre os pais, com violências da parte do pai desde o início do casamento.
O caso da «Perfeccionista», filha de um farmacêutico, torna-se importante por ela ser médica em especialização, que vivia com a mãe, viúva e que desejava que ela tivesse muito boas notas. Avaliada em Psicologia, apresentou um relatório que indicava:
desorganização, perda de controlo e impulsividade nas situações de stress;
◘ recurso preferencial aos processos cognitivos para a resolução dos problemas ideativos a afectivos;
◘ interiorização de sentimentos, com possibilidade de desconforto, ansiedade, tristeza, tensão e possíveis perturbações somáticas;
◘.utilização do pensamento para interiorização de afectos, favorecendo a tensão interna e sua manifestação através da psicossomática;
◘ evitamento de situações emocionalmente intensas;
◘ autoimagem muito desvalorizada, com baixa autoestima e pensamentos negativos e pessimistas quanto ao futuro;
◘ forte dificuldade no relacionamento interpessoal, com identidade muito fragilizada e tentativa de conseguir um espaço através de ideias pouco realistas;
◘ aspirações exageradas que podem conduzir à decepção;
◘ necessidade imprescindível e urgente de acompanhamento em psicoterapia para a resolução dos conflitos emocionais e aumento da capacidade de organizar o comportamento para enfrentar a realidade.
Tendo conseguido melhoras substanciais com o apoio psicológico, piorou as notas quando a mãe, devido ao seu desconhecimento de que a psicoterapia dá melhores resultados sem o acompanhamento de medicamentos, a obrigou a consultar o psiquiatra porque a viu nervosa na véspera do exame. Sendo imediatamente aumentada a medicação, foi ao exame e baixou a nota regular do estágio, de 15 para 13. Isto fez com que o psicólogo que a tinha apoiado, deixasse de a acompanhar enquanto estivesse com a medicação. Passado algum tempo, continuando a ter forte contacto com a mãe e com acompanhamento psiquiátrico, esta médica começou a ter ideias de suicídio, passando posteriormente a ameaçar a mãe de que também a mataria. Foi diagnosticada como sofrendo de psicose bipolar benigna, continuando a submeter-se à medicação, cada vez mais forte, que passou a abranger o sindroma de Asperger.
O caso do «Pasteleiro» refere-se a um senhor que tinha vários medos e, por isso, dizia que não conseguia trabalhar num determinado emprego apesar de ser um bom pasteleiro. Submeteu-se à psicoterapia, mas pouco conseguiu relaxar e, quando melhorou um pouco, foi proposto que enfrentasse os medos de andar na rua. Não aceitou e teve imediatamente familiares que disseram não ser aconselhável, prontificando-se ir buscá-lo à porta do consultório, mesmo sem o deixar esperar alguns minutos pelo transporte. Descobriu depois que se sentia homossexual e por, isso, não conseguia estar no emprego. Aos poucos, ia «descobrindo» mais maleitas para «ficar doente» e ir ao médico que mandava fazer exames, análises, etc. A família colaborava com ele mas desejava que ele ficasse «curado» sem o ajudar a enfrentar as suas dificuldades. As organizações religiosas que a família frequentava também tinham muita «compreensão» quando ele se mostrava incapaz. Em psicoterapia, não existe qualquer método, mesmo que seja muito violento, que ajude uma pessoa a ficar boa, se ela assim o não desejar. Os métodos violentos e coercivos podem ser utilizados em alguns regimes prisionais mas, mesmo assim, não dão bons resultados para o próprio indivíduo.

Em qualquer destes 4 casos, o meio ambiente não ajudou, se não tiver desajudado, além de que os conhecimentos dos interessados sobre o funcionamento da ciência psicológica eram poucos. Os interessados não desejaram ler muita coisa, os treinos foram reduzidos e a sua colaboração deixou muito a desejar, cada um à sua maneira. O meio ambiente de qualquer deles também não ajudou.

Numa psicoterapia eficaz, a colaboração do próprio é extremamente importante, reservando-se ao psicoterapeuta o papel de guia, orientador ou catalisador, como ficou apresentado em «Psicopata! Eu?» (G). Foi o que aconteceu com o Joel, que tentou estrangular a noiva e, quando a viu desmaiar, também desmaiou. O que ele queria, era ter pelo menos aquela pessoa a prestar-lhe alguma atenção que nunca tivera, nem no seio familiar, nem na «boa» escola onde estivera internado devido à separação litigiosa dos pais e sua educação conferida a uma avó pouco afectiva. Afinal o que Joel queria dizer à noiva, era apenas “não fujas de mim”, já que ela, também fora abandonada pelos pais, mas era bastante interessante e muito cobiçada.

A história da Isilda (H), muito vigiada pela mãe e que se tentou suicidar porque o namorado a deixou devido a não lhe serem permitidas carícias menos lícitas, serviu para outra jovem, em pós-doutoramento e «abandonada» pelo marido, ler e praticar o que era necessário em TEA (Terapia do Equilíbrio Afectivo), para conseguir melhoras substanciais. Afinal, a história da melhoria de alguém, serviu para outra pessoa conseguir o mesmo através de uma aprendizagem social ou por modelo e reforço vicariante, constando agora no livro «Combata ou Evite a Depressão» (H).
Se qualquer destes dois protagonistas iniciais tivesse uma educação num ambiente familiar adequado, tendo um bom desenvolvimentos das suas capacidades, muitos dos seus comportamentos absurdos e inadequados poderiam ter sido evitados, ajudando-os a manterem uma boa saúde mental e uma convivência social adequada.

É por este motivo que também faz falta um apoio adequado, como poderia ter sido dado ao «Calimero» em tempo oportuno. O livro «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» (I) apresenta vários casos em que isso aconteceu, ajudando as crianças a atingir um patamar de actuação e desenvolvimento bastante aceitável.

O livro «Comportamento nas Organizações» (N) apresenta o modo como as empresas podem ser geridas com satisfação dos patrões, empregados e até do público, que consome os produtos e ajuda a que a empresa atinja bons resultados, sem publicidade enganosa.

Os 18 livros desta colecção de «Biblioterapia» ou psicoterapia através de utilização de livros adequados com «Psicoterapia através de Livros» (R), e em que «Respostas sobre Psicologia» (O) fica a aguardar perguntas, servem para que se possa fazer uma profilaxia, uma prevenção e até uma recuperação autónoma ou com pouca ajuda de especialistas, desde que haja empenhamento, colaboração e perseverança do interessado, que até pode ter ajuda em grupo, com palestras adequadas.”

 

Depois da transcrição do rascunho as páginas 85 a 92 deste novo livro, quem desejar mais informações ou consultar os livros, pode estabelecer contacto directo com [mariodenoronha@gmail.com] através de seu email pessoal.

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PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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RESPOSTA – 57

Esta é uma resposta que prometi dar ao Anónimo muito atento, a pedido de quem tinha preparado o post sobre DESSENSIBILIZAÇÃO e que lhe poporcionou o comentário seguinte:
Vi com atenção este artigo, li outros e estou a tentar seguir algumas coisas que eu posso.
Fiquei confuso com o que vi no último programa Deus e o Diabo, na TVI 24, em que na parte quase final apareceu um professor de Psicologia/Psicoterapia e fez uma demonstração da hipnose,
O que é que me diz a isso?
Se é precisa tanta coisa, como e que eu poderei entrar em hipnose e, para mais, em auto-hipnose?
Se puder dar uma resposta fico muito agradecido.”

Senhor Anónimo Muito Atento.
O que lhe posso dizer é que fui ver a gravação desse programa e assistir à actuação desse especialista, que foi antecedida pela conversa do apresentador com o Dr. Fernando Póvoas.
Depois, tive de me ir deitar e, durante o sono, surgiram as imagens duma conversa com um editor que me tinha oferecido o livro «Reencontros», da autoria desse psicólogo, recém-publicado por ele em 2002 e que me oferecia com gosto.

Pensando bem neste assunto, para lhe responder com alguma clareza e ao correr da pena, tenho a dizer o seguinte:

Ψ Antes de tudo e em relação a esse programa, deixe-me dizer que concordo com aquilo que disse o Dr. Fernando Póvoas.
Muitos dos produtos anunciados em vários jornais, televisões e internet não são fiáveis e muitas «curas» anunciadas são fraudes ou enganos em que muita gente cai e alguns nem se conseguem arrepender porque não dão por isso.
Acham simplesmente que não resultou, porque a técnica ou o produto foi mal aplicado.
Assumem simplesmente esse fracasso como a coisa mais normal deste mundo ou revoltam-se por nada poderem fazer ou não terem tomado as devidas precauções.

Ψ Dando um golpe de vista por esse livro de que falei, fiquei na mesma, tanto quanto com os livros de Daniel Sampaio e Eduardo Sá, que comecei a ler, mas deixei na prateleira porque nada aprendia, nem me suscitavam qualquer coisa que me interessasse.
Parecem mais as conversas dos políticos que falam muitíssimo e quase nada dizem de novo, mas podem «prometer» muita coisa.
Eu interesso-me mais com as técnicas bem utilizadas e com os resultados obtidos.

Ψ Embora aquilo que o especialista disse no início seja aceitável, a demonstração que tentou fazer, com imenso palavriado, não só não me convenceu como até de me deixou de pé atrás, porque já tinha tido situações em que uma paciente queria ser tratada com hipnose por um hipnoterapeuta, que actuava na televisão e não a aceitavam sem ensaios.
Se era hipnoterapeuta, qual seria a necessidade de ensaios ou seria tudo encenação?
Faço esta pergunta porque está tudo explicado no post sobre o Abade Faria, que foi publicado em 30 de Maio de 2013 neste blog.

Ψ Para uma pessoa entrar em hipnose, não é «necessário» fazer aquele ritual que o especialista ensaiou com os dedos para serem seguidos com a vista, pelo apresentador.
Só entra em hipnose quem assim o desejar ou aceitar colaborar.
Não necessita de mais nada a não ser fechar os olhos só para poder começar a concentrar melhor a atenção naquilo que estiver a fazer.
Para isso, basta ver os filmes de Investigação Criminal, Los Angeles ou qualquer outro e verificar que os investigadores pedem para fechar os olhos e recordar os factos.
Pode-se entrar em hipnose, ou quase-hipnose ou auto-hipnose, dependendo do grau de colaboração que o próprio quiser ou estiver a prestar.
Interessa uma colaboração não apenas verbal mas sim totalmente voluntária e sincera a fim de poder seguir as instruções dadas pelo operador da hipnose.
Se não quiser colaborar ou se arrepender de ter começado a colaborar, pode entrar num estado em que deixe de seguir as «sugestões» do operador.
Se for auto-hipnose, vai depender daquilo que cada um quiser recordar ou reviver.

Ψ Nessa experiência televisiva do Deus e o Diabo, ficamos sem saber se o apresentador conseguiu «entrar» em hipnose ou se recordou alguns momentos passados com o filho, tal como todos recordamos algum acontecimento que interessa e que está nitidamente à flor da consciência.
Também, toda a conversa que o especialista foi mantendo, provavelmente, não daria tempo para que o visado conseguisse «viajar» para o seu subconsciente.

Ψ Para verificar que nada disso é necessário, basta ler a história do Júlio (E), que se passou à mesa de um velho café, em 19 encontros, durante 8 semanas.
Estão lá descritos todos os passos necessários e os resultados obtidos, confirmados por ele, cerca de duas décadas mais tarde, incitando-me e «investir» na minha ideia de biblioterapia.
Se ele não tinha conseguido resolver os seus problemas durante 2 anos, com três intervenções medicamentosas, como conseguiria eliminá-los por completo só com conversas, treino, leitura e compreensão de apontamentos policopiados sobre o funcionamento do comportamento humano?
A resposta foi dada por ele próprio.
Se ele conseguiu e ficou satisfeitíssimo, qual a razão de outros não o poderem fazer?
E isso mudou totalmente o seu curso de vida…!

Ψ O mesmo aconteceu com a Cidália (C), que teve alguma ajuda, mas a recuperação do Antunes (B) foi totalmente autónoma porque eu não devia fazer consultas com ele, mas podia dar-lhe alguns conselhos e discutir aquilo que fosse necessário.
É por isso que insisto muito nas tais palestras.

Ψ Com o Joel (G) tudo se passou de forma muito diferente, porque eu não sabia utilizar bem a hipnose, mas trabalhava com o relaxamento mental para o desenvolver no sentido de defender a minha tese de Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) que também se poderia intitular Terapia do Equilíbrio Emocional (TEE) e cuja metodologia foi mais tarde orientada no sentido de Imaginação Orientada (IO) (J).
Contudo, numa sessão de relaxamento mental profundo, Joel entrou em hipnose e foi o que me incitou ainda mais a dedicar-me a isso e ao reforço do comportamento incompatível, fácil de ser utilizado em diversas circunstâncias da nossa vida.
Foi a última conversa que tive com ele que me incentivou a publicar o livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P) e a interessar-me ainda mais com a publicação dos livros que ajudam a fazer uma aprendizagem teórica do funcionamento do comportamento humano.
Isso é importantíssimo que seja incluído na educação, desde criança, tal como o Joel desejaria que tivesse acontecido consigo, mas foi levado a efeito com a JOANA (D), com resultados surpreendentes.

Suponho que dei uma resposta curta e o mais incisiva possível.
Pode haver quem não concorde com o que digo, mas isso não me incomoda.
É porque eu gosto de coisas simples, pragmáticas e eficazes.
Em vez de explicações muito dispersas e intelectuais, interessa-me muito mais tentar descobrir as causas para mudar os efeitos que não nos interessam ou que nos incomodam, podendo até serem evitados no futuro.
É assim que tenho procedido na docência e nos mais de 40 anos da minha prática clínica.
Se tiver mais dúvidas, pode fazer mais comentários e tem o meu e-mail, mas não se esqueça que muitas respostas estão dadas nos diversos posts deste blog.
É por isso que me preocupo em incluir os links mais importantes para complementar a resposta.
Além disso, os livros já publicados podem ajudar imenso.
Boa sorte.

 

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DESSENSIBILIZAÇÃO

Recebi no blog «TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS» o comentário seguinte:

Estou a seguir, há algum tempo este blogue, além de outro sobre respostas, por recomendação de um amigo que tem beneficiado com as ideias dadas.
Li especialmente os artigos
RESPOSTA – 56
Esclarecimento – 6
Esclarecimento – 5
Quando vi hoje no fb um artigo sobre a utilização dos livros da colecção da Biblioterapia fiquei curioso em tentar saber de que maneira poderei ver-me livre de uma recordação que me persegue e me desorienta.
O meu pai foi extremamente desagradável para connosco, especialmente para mim, que era filho único.
Ele sempre teve uma vida muito «folgada» e abandonou a minha mãe quando eu tinha 9 anos.
Era muito teimoso e não mudava de comportamento.
Depois, lidou comigo durante mais alguns anos dando-me presentes, etc. mas não me fazendo uma verdadeira companhia.
Essa situação sempre me desagradou muito, mas nunca fui capaz de lhe dizer isso cara a cara, o que me custa muito agora.
Morreu pouco tempo depois com uma doença venérea incurável.
Apesar de haver muito dinheiro na família do pai, nós ficamos quase abandonados e, tanto a minha mãe como eu, tivemos de arranjar emprego para sobreviver.
Embora a mãe nunca tenha falado mal do pai, o seu desencanto era muito visível.
Eu fui estudando tanto quanto podia, não só para amparar a minha mãe, mas para ter algum suporte no meu futuro.
Fiquei muito bem na programação de computadores e, agora, sou quase forçado a deslocar-me ao estrangeiro de vez em quando para prestar o serviço da empresa onde estou.
Depois de casado e com uma filha, aos 35 anos, custa-me muito, mas tenho a mulher em casa, porque não pode trabalhar devido a algumas dificuldades de saúde.
Quando estou fora, lembro-me constantemente da raiva que tive e continuo a tê-la por não ter enfrentado o meu pai na devida ocasião, apesar de minha mãe nada fazer para o criticar.
Parece que acordo à noite com sonhos esquisitos dos quais não me lembro depois de acordado, mas fico assustado.
A ideia fixa é a minha raiva contra o meu pai.
Como não tenho dinheiro nem disponibilidade para consultas, haverá alguma coisa que possa fazer por mim próprio?
Agradeço a ajuda que me possa dar e, agora, já sei que está no fb e que vai conseguir dar-me uma resposta que pode ajudar mais gente, como tem acontecido e que pode acontecer também comigo.
Pelo menos dois amigos meus disseram que tinham beneficiado bastante com as informações difundidas desde há muito nos dois blogues e, agora, nas três páginas do facebook.
Além disso, uns tem utilizado bastante o livro da JOANA.
Agradeço sinceramente a ajuda que possa dar.
Vou estar atento a tudo.

  
A minha resposta naquele blog, foi a seguinte:
Agradeço o seu comentário e, depois de ler alguma coisa e de pensar no assunto, vou responder ao mesmo com um post intintitulado DESSENSIBILIZAÇÃO no blog PSICOLOGIA PARA TODOS, que já conhece.
 

Por isso, depois de ler alguma coisa e de pensar bem no assunto, resolvi satisfazer minimamente o pedido com o este post.

Antes de tudo, tenho de lhe dizer que aquilo que me pede vai exigir muita leitura e compreensão do funcionamento do comportamento humano, o que pode fazer utilizando o livro da JOANA que citou no seu comentário.
Vai verificar que existem no mesmo exemplos de DESSENSIBILIZAÇÃO e de outras técnicas de modificação do comportamento.
Caso contrário, teria de ler «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) ou os seus antecessores (Técnicas), publicados pela Plátano.

Embora aquilo que pode fazer não seja uma técnica de dessensibilização (ou até sensibilização) que se pratica nos consultórios, vai ter muita semelhança, além de que terá de ser praticada por si autonomamente.
Para isso, terá de utilizar os procedimentos do livro de «AUTO{psico}TERAPIA» (P) que estão também indicados em vários posts deste blog para facilitar a vida dos que não conseguem obter os livros.
Por isso, também pode consultar diversos posts neste blog
Estes procedimentos, além da compreensão dos condicionamentos, aprendizagem, facilitação, deslocamento, projecção, etc., que poderá obter consultando o livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A), terá de praticar o relaxamento muscular e o instantâneo para poder entrar em relaxamento mental e conseguir utilizar a Imaginação Orientada (J).
Enfronhando-se bem no conteúdo dos livros indicados com as letras (D), (P), (A), (J) e, eventualmente o (F), ou seus substitutos, comece por praticar o relaxamento muscular, seguido do instantâneo e do relaxamento mental.

Todo este procedimento pode demorar algumas semanas e, entretanto, reservando algum tempo para a leitura, pode começar a manter desde logo o seu diário de anotações.
Provavelmente, surgirão algumas recordações do passado que podem ser avivadas todas as noites, depois de iniciar os relaxamentos.
Para isso, quando estiver quase no fim da prática do relaxamento muscular e instantâneo, tente pensar na sua vida e nas recordações dos tempos antigos.
Provavelmente surgirão algumas recordações desagradáveis mas, no final, tente orientar a mente para as agradáveis, que certamente existirão.
Empenhe-se nisto como se estivesse a ver um filme da sua vida, tal como disse que tinha acontecido comigo no encontro que tive com o Júlio (E) cerca de 20 anos depois de ele se ter considerado como completamente restabelecido da sua depressão que tinha aguentado mais do que ano e meio, com medicamentos e sem melhorias, mas com o agravamento da situação.
Se praticar isso e verificar o seu relacionamento com o pai no ambiente familiar em que estava inserido, pode descobrir situações das quais nunca se tinha lembrado.
Tente terminar tudo isso com as boas recordações que também devem estar armazenadas.

É esta a essência da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), que também se pode chamar Emocional e que vai servir para a Imaginação Orientada.
Entretanto, deve ter conseguido registar do seu diário de anotações alguns factos dos quais nunca se tinha lembrado e de outros que podem despertar memórias antigas desagradáveis.
Nessas «divagações nocturnas», quando começar a dormir, pode reviver os seus vários momentos de querer confrontar o pai.
– Seria vantajoso?
– O que conseguiria fazer?
– Iria mudar alguma coisa no pai?
– A mãe sentir-se-ia aliviada com a situação?
– Não ficaria de mal com ele, piorando a situação dele com a mãe?
– Ele não estaria a ter comportamentos inadequados por causa das dificuldades que sentia?
– Ele teria capacidade de se comportar de outro modo?
– O confronto que desejava ter com o pai não funcionaria apenas como uma espécie de vómito ocasionada por uma indisposição passageira?

Depois de todo este exercício, pode dispor-se e fazer uma espécie de lista de factos, acontecimentos ou situações menos gravosas com o pai e continuar a anotar as mais gravosas.
Evocando as situações menos gravosas durante a Imaginação Orientada que irá manter com o relaxamento mental, pode praticar de imediato o relaxamento instantâneo até a situação reduzir a intensidade de desagrado.
Começa depois a recordar situações agradáveis até dormir ou sonhar.
Nos dias posteriores, à medida que as situações menos gravosas deixarem de ter a importância e a acuidade que tinham no início, pode começar a utilizar as recordações cada vez mais gravosas, até chegar à meta final.
Pode avançar neste modalidade devagar e paulatinamente com situações cada vez mais gravosas ou desagradáveis.

Num processo de dessensibilização feito no consultório, teria de praticar isso em todas as sessões que duram geralmente, cerca de 30 minutos.
Quantas vezes teria de se deslocar ao consultório?
O processo não deveria demorar, provavelmente, menos do que 2 meses, com duas sessões por semana!
Além disso, as noções de modificação do comportamento teriam de ser adquiridas da mesma maneira, em consultas de 30 minutos.
Mas, tinham de ser compreendidas por si.
Digo isto porque todo o trabalho essencial terá de ser feito por si e o terapeuta só o pode ajudar e nunca substituir a «sua cabeça», que é o elemento principal secundado pela compreensão, pelo treino e pela persistência necessária a fim de não sucumbir ao pico de extinção que acontece em quase todas as aprendizagens e está demonstrado no gráfico feito no caso do Júlio.

Tudo isso é fruto dos traumatismos negativos que, quase todos, vamos sofrendo durante a nossa vida e que não conseguimos compreender nem resolver no momento a fim de os arrumar devidamente no canto em que devem ser armazenados como na Torre do Tombo.
Espero que todo este arrazoado de ideias tenha servido para a ajudar a resolver o seu problema, só com livros e sua compreensão, colaboração, prática ou treino e persistência, porque os momentos de desânimo, como já disse, especialmente com o pico de extinção, não faltarão.
Também o podem deixar apto a enfrentar as dificuldades que existirão no futuro.
É exactamente por causa de casos como o seu que estou a trabalhar e a manter a colecção da Biblioterapia com os dois blogs já mencionados, juntamente com as três páginas disponibilizadas no facebook.
Também é por isso que é bom ler aquilo que se passa ou passou com os outros, a fim de incentivar a aprendizagem social com reforço vicariante.

Faço votos para que tanto no seu caso como no dos outros possa haver alguma remissão, para minha inteira satisfação – reforço positivo.
É exactamente para prevenir casos como o seu é que já fiz, há anos, a minha proposta de colaboração que pode ajudar muita gente.

Boa Sorte.

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ESCLARECIMENTO − 7

Perante o comentário seguinte de Conceição Palma:
“Na minha opinião, a inteligência emocional é (muito) mais valiosa do que a simples inteligência… Ela permite-nos gerir e colocar as nossas melhores qualidades e capacidades na relação com o mundo pessoal e profissional, impondo-se ser desenvolvida desde cedo.”
lembrei-me da conversa tida com o Sr. Felício, em abril deste ano, relacionada com a prática da Biblioterapia e das informações dadas sobre a reactividade emocional e da utilização da Imaginação Orientada.

 

Em função disso, consultando de novo, com alguma paciência e esforço, o livro «Emotional Intelligence», de Daniel Goleman,«paperback» publicado na Inglaterra em 1996, porque não consegui ler a edição em Português, verifiquei que ele diz na página XI…«um desafio para aqueles que adoptam um ponto de vista restrito de que o QI é um dado genético permanente que não pode ser alterado pela experiência da vida, largamente fixadas por essas aptidões

Depois do começo da releitura, que foi com muito gosto por causa da simplicidade de exposição, não  sabendo a quem se referia, surgiu a ideia de que se assim fosse, a Neuropsicologia não teria o seu papel fundamental na reeducação, reabilitação e até na optimização, o que pode ser facilmente constatado nos casos descritos no nosso novo livro «NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO» (I) e que consta, em parte, nos antigos livros da Plátano Editora, «Sucesso Escolar» e «Apoio Psicopedagógico», verificando-se que o QI, depois das sessões de apoio, aumentou pelo menos 3 pontos da Escala de Wechsler.
Na «Escala Neuropsicológica Luria-Nebraska, para crianças» também se notaram diferenças que foram constatadas com exames feitos antes, durante e depois do apoio psicopedagógico.
Isto quer dizer que a aprendizagem ajudou a melhorar o nível intelectual com as experiências que a criança foi acumulando durante as sessões de reeducação.

Parece-me que se pode concluir, em primeiro lugar, que a inteligência não é um factor estático mas que vai evoluindo para melhor ou para pior, conforme o meio-ambiente em que a pessoa estiver inserida, com a estimulação e com satisfação ou insatisfação que lhe for proporcionada nessa convivência.
Na página 4 do mesmo livro, em «WHEN PASSIONS OVERWHELM REAZON» Goleman fala da Matilda Crabtree, de 14 anos, filha única, que deveria estar em casa de amigos na noite fatídica em que, por acaso, regressou a casa mais cedo.
Os pais também tinham ido visitar amigos e, quando ouviram ruídos ao entrar em casa, o pai apressou-se a ir buscar a pistola a fim de investigar o que se passava.
Entrando no quarto de filha, quando ela, por brincadeira, saltou do armário onde estava escondida para pregar uma partida aos pais dizendo «Boo!», o pai alvejou-a com um tiro na nuca.
Por acaso, parece que o pai tinha tido conhecimento de que houvera alguns assaltos nas redondezas e «reagiu» quase instintivamente sem pensar.
O que é que isso tem a ver com a inteligência?
Não será mais uma reacção emocional (descontrolada?)?

Na página 5, em «Impulses to Action», o próprio Goleman conta o que lhe aconteceu quando conduzia o seu carro por um caminho na montanha.
Olhava para a frente e nada conseguia enxergar por causa duma ofuscante brancura da neve.
Tentando travar o carro e, sentindo uma intensa ansiedade, ouvia o bater do coração.
Quando a ansiedade se transformou em medo, encostou o carro à berma da estrada para que o seu estado melhorasse.
Passada cerca de meia hora, quando a neve deixou de cair e ele recomeçou a viagem viu, alguns metros à frente, uma ambulância a socorrer um carro que tinha embatido na traseira dum outro que seguia em marcha lenta.

Apenas nestas duas situações descritas nas páginas 4 e 5 do livro citado, onde se consegue verificar que foi utilizada a inteligência?
Foi utilizada uma acção, um comportamento ou uma reacção a um estímulo ou emoção!
Nos condicionamentos clássico e operante acontece o mesmo com o resultado das aprendizagens efectuadas.
Este funcionamento do comportamento humano foi explicado aos pais da JOANA em várias consultas, embora tenha sido descrito para os leitores de outro modo, no livro «JOANA a traquina ou simplesmente criança?» (D).
Em qualquer destes casos, avaliando a inteligência dos intervenientes antes e depois dos acontecimentos, haveria alguma alteração que, por acaso, não não se soube se houve no caso da Joana?
Por acaso, o próprio Goleman, também diz na página 5 que «todas as emoções são, essencialmente, impulsos para agir».

Nestes casos, onde ficou a inteligência que, para mim, depende, em muito, do meio ambiente em que a pessoa vive, assim como das aprendizagens que consegue fazer e armazenar na sua capacidade intelectual?

Muitas das nossas acções podem ser desencadeadas com frieza emocional, assim como pelo impulso das emoções, sem tempo para pensar e até sem utilizar a vastidão de conhecimentos que estão acondicionados no hipocampo.
Esta constatação ficou feita pelo próprio Daniel Goleman, quando na página 297 diz que «o hipocampo é o armazém principal da memória».
Contudo a amígdala cerebral, que é o receptor principal de todas as informações sensoriais que entram pelo tálamo através de uma única sinapse e que são enviadas depois para o neocórtex, torna-se a principal sentinela emocional em alerta permanente.
É a partir dessas informações armazenadas, que são devidamente «trabalhadas» e passadas para o neocórtex, que se fazem as aprendizagens e se tomam as decisões para as acções ou comportamentos.
Com o resultado destas operações, são tomadas depois as medidas adequadas em que entram em jogo a amígdala, o hipocampo e o córtex pré-frontal.
Se houver qualquer dúvida, a amígdala lança o alarme activando o hipocampo, o tronco cerebral e o sistema nervoso central, o que acontece nos momentos de grande apreensão, provocando uma ansiedade subliminar.
LeDoux também descobriu que existe um sistema de neurónios pequeno, uma espécie de caminho vicinal ou curto-circuito que transporta directamente os sinas dos órgãos dos sentidos para a amígdala, permitindo que esta reaja muito mais rapidamente do que com o sinal devidamente «trabalhado», em mais que o dobro desse tempo, passando pelo neocórtex através do tálamo e do hipocampo, o que pode ter acontecido com o pai da Matilda.

Este assunto foi resumidamente apresentado nas páginas 149 a 155, no capítulo «O Circuito das Perturbações Mentais», do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A) e vai constar futuramente com o mesmo nome a partir da página 111, no capítulo 19 do novo livro «BiblioTerapia» (Q), .
Limitando-nos apenas a estes factos, parece que podemos constatar que em qualquer dos casos foi utilizada a emoção ou instinto, mais do que qualquer parcela do nível intelectual.
No meio ambiente selvagem, os animais têm de reagir rapidamente para a sua sobrevivência, assim como muitas vezes nos pode acontecer nas guerras.
O «caso» do Joel, descrito em «PSICOPATA! Eu?» (G), demonstra bem qual foi o motivo da sua reacção de tentar estrangular a noiva pela terceira vez, facto reconhecido por ele, muito mais tarde, como não tendo utilizado a mais pequena parcela intelectual mas sim, totalmente emocional e «irracional».
Foi uma espécie de instinto de sobrevivência de antes matar que morrer, «conquistado» na «guerra da Ultramar».
E, falando no seu nível intelectual, embora nunca tivesse sido «medido» com testes, os seus desenhos, a sua linguagem, a sua capacidade de raciocinar, tal como o seu comportamento na vida, com apetência posterior para a leitura, demonstrariam claramente esse «avanço» ou «aumento», em mais de 6 a 8 pontos na escala de Wechsler.

De acordo com toda esta discussão, também é bom recordar que quase todas as tropas especiais, são especificamente treinadas para agir depressa, com base nas aprendizagens acumuladas ao longo do tempo e nunca de acordo com o eclodir ou extravasar das emoções.
Essas, terão de ser devidamente controladas para que uma missão não fique completamente gorada por causa duma reactividade emocional descontrolada.
É por esta razão que apenas não concordo com Daniel Goleman na utilização de palavra «inteligência» em vez de «reacção» ou «reactividade» emocional.
Embora possam dizer que não tenho razão, acho que tenho o direito de exprimir e manter a minha opinião.
Do mesmo modo, provavelmente, alguns também podem questionar a designação de Terapia do Equilíbrio Afectivo, dada à minha tese de doutoramento.
No momento em que iniciei a pesquisa e as experimentações, achei que poderia lidar muito mais com afectos, que são ocasionados pelas emoções, do que com as emoções em si.
Parecendo que as sensações, sentimentos, afectos e emoções estão fortemente interligadas, preferi dar ao trabalho o nome de Terapia do Equilíbrio Afectivo, em vez de lhe chamar «Terapia do Equilíbrio Emocional», podendo ter ficado em TEE em vez de TEA, o que não me importo, nem me preocupa.

O importante é a utilização que se pode fazer desta metodologia acoplada agora à «Imaginação Orientada» (J) estruturada a partir da Guided Imagery, de Erik Erikson, acrescentada com a reestruturação cognitiva, logoterapia de Viktor Frankl, e autohipnose, que aumentou o sucesso da recuperação em bastante mais do que os 86% obtidos inicialmente em 1980.
E, mais importante ainda é que esta metodologia, comodamente aplicada quase à hora de dormir, pode ser desencadeada independente e autonomamente por cada um, desde que haja perseverança (ou resiliência como dizem agora), persistência para treinar o essencial e leitura suficiente para compreender o modo como funciona a psicologia ou o comportamento humano, tal como aconteceu com o Antunes (B).
Verificando também o modo como muitos outros resolveram o seu problema, sem ajuda ou com pouquíssima, pode-se fazer uma aprendizagem social com modelo e reforço vicariante, tal como fica explicado em «Psicologia Para Todos» (F) e «Interacção Social» (K).
Além de outros, a  Cidália (C) e o Júlio (E) também beneficiaram bastante com isso.

Se o pai da Matilda tivesse aprendido a controlar a sua emoção, não teria havido outro desfecho?
Se Daniel Goleman parou de conduzir, foi porque o medo o avassalou.
Se, em vez de utilizar a emoção do medo, tivesse utilizado a inteligência para rebuscar as aprendizagens de condução em circunstâncias semelhantes, não teria feito o mesmo, com toda a calma e racionalidade?
Neste caso, não teria utilizado apenas a emoção mas sim as aprendizagens anteriores e a razão, o que lhe poderia servir de estímulo ou incentivo para as suas acções de parar e esperar
Deste modo, utilizando a inteligência e não a reacção emocional, esperaria calmamente pela diminuição do nevoeiro.

Para qualquer de nós poder melhorar e utilizar devidamente a inteligência, sem a deixar na pura dependência da emoção, julgo que é extremamente importante praticar aquilo que ficou estabelecido com o Joel, como o seu último desejo, para outros não sofrerem do mesmo «mal» que foi a sua falha na necessidade de um ambiente familiar adequado, com uma boa educação, que ele nunca conseguiu ter.
Lembrei-me agora que, além disso, o despertar das emoções é sobejamente utilizado nos meios de comunicação social, especialmente na política e na publicidade de produtos que tem menor valia ou que seriam menos consumidos sem essa propaganda.
Como é importante conseguirmos raciocinar sem emoção ou com o seu domínio. temos de conhecer bem os mecanismos funcionamento do comportamento humano e praticar aquilo que for necessário para podermos pensar a decidir com lucidez .
O livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P), preparado como seu último desejo, resume todos os procedimentos necessários destinados a quem deseje começar um processo de prevenção e profilaxia, a fim de evitar que tenha de ser utilizado só depois de um desequilíbrio evitável e desnecessário, como no caso dele.
É o que eu pratico quase todas as notes, demorando apenas 3 a 5 minutos no momento em que me vou deitar para dormir tranquilamente, com bons sonhos.
Boa Noite e um Bom Dia para todos.

 

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA – 9

Na quinta-feira, quando dava o meu passeio habitual, o Sr. Felício estava à porta do café, acompanhado de um senhor mais velho do que ele.
Quando me convidaram para entrar e conversar um pouco, tive de lhes dizer que estava com muita pressa.
Os dois informaram-me que também estavam com pressa de ir para o trabalho e, por isso, a conversa deveria ser curta e apenas enquanto saboreávamos o café.
Ambos eram vizinhos, trabalhavam em empresas próximas e o senhor mais velho, já reformado, encarregava-se de assuntos mais leves e de pouca responsabilidade, o que sempre ajudava a suplementar a magra reforma que recebia.
Porém, ele tinha de estar lá todos os dias e só ficava praticamente livre no fim-de-semana.
Em conversa com o Sr. Felício, por causa de um pequeno problema, este aconselhara-o a praticar a Biblioterapia depois de ter uma consulta comigo.
Por isso, seria possível eu atender rapidamente em consulta o senhor mais velho?
Esse senhor informou-me que, a conselho do Sr. Felício depois de ler o meu post sobre «Casos da Vida», tinha começado a ver esse programa.
Porém o último, da noite de sábado, tinha-o deixado muito desconfiado em relação aos psicólogos.
Como eles também tinham pressa de ir para o trabalho, combinámos uma consulta para o sábado e saímos todos do café.
Por isso, logo que ele apareceu à consulta, muito cedo, parecendo que estava com muita ansiedade em a começar, tivemos o seguinte diálogo (N=Noronha/C: Consulente), que solicitei que fosse gravado para futura utilização.

 

N: Digame o seu nome completo, morada, habilitações, emprego, informações sobre os pais e toda a restante família, local e data do nascimento e se o seu nascimento foi de parto normal, além de me indicar o seu contacto telefónico.
C: Tudo isto para quê doutor?

N: É para eu ter uma ficha completa a seu respeito que fica só comigo, porque o seu processo vai ter somente um número e eu vou identifica-lo com isso.
É como vão ser apresentados os relatórios, exames, etc., sem menção do nome.
Figura somente o número, com a data do nascimento, a dizer se é Masculino ou Feminino, para que ou outros nada possam saber, se tiverem acesso eventual e fortuito a esses dados.
C: E quando tem de apresentar um relatório ou um parecer em relação a qualquer pessoa?

N: Nesse caso, faço uma declaração apensa a dizer de quem é o relatório, para que só o interessado principal saiba do assunto.
Não gosto daqueles relatórios em que, com o nome completo, se expõe a vida de uma pessoa, as suas fraquezas e mazelas, etc.
C: Assim, fico mais satisfeito com o sigilo que mantém.

N: Agora que já me deu os elementos pretendidos, gostaria de saber alguma coisa sobre o post que leu, se leu mais algum, se tem conhecimento dos meus livros e se está disposto a colaborar, para poder tratar do assunto o melhor e o mais rapidamente possível, conseguindo eficácia e ficando com todo esse processo de recuperação, tanto quanto possível, nas suas mãos.
C: Como assim?

N: Se já leu o post que mencionou, deve saber que muito do trabalho deve ser feito por si e isso só se consegue com uma leitura profícua, bem dirigida, mas melhor compreendida e executada, além de persistência no treino e nos procedimentos a adoptar.
C: Quanto a isso, não tenho problemas e não me importo de ler bastante porque tenho tempo para isso.
Quanto aos livros, não li nenhum porque o Sr. Felício emprestou alguns a pessoas suas conhecidas, mas posso adquiri-los à vontade.

N: Se assim é, vamos começar por saber quais as suas dificuldades.
C: Antes de tudo, devo dizer que fiquei assustado com o último «Casos da Vida» que se chamava «Falsas Esperanças» em que figurava uma «Guru do Amor», ficando sem compreender o papel dessa psicóloga.
Assustei-me com isso, porque julguei que poderia conseguir algum apoio para o meu caso, mas achei tudo isso muito espectacular e fraudulento e, olhando agora para a simplicidade do seu gabinete, fico completamente às avessas.
Vim cá com urgência porque o Sr. Felício confia muito em si e disse-me que tivesse essa consulta antes de ir a um psicanalista, que eu pretendia consultar, porque já estava a começar a desconfiar dos psicólogos.

N: Então, conte-me o que se passa consigo e com a sua necessidade de ir a um psicanalista.
Além disso, tenho de lhe dizer que, quanto ao seu «medo», «receio» ou «desagrado», já dei uma resposta com o post ESCLARECIMENTO – 2, de 27 de Junho do ano passado, relacionado com esse «Casos da Vida».
C: Então, vou ver isso logo que chegar a casa e cá vai o meu problema
Desde há uns tempos, parece que sonho que alguém está a querer agarrar-me ou bater-me e reajo imediatamente com mãos e pés.
Isto acontece-me geralmente entre as 3 e as 6 da madrugada e já se repetiu cerca de três vezes, durante o ano.
Há dois dias, a reacção foi tão grande que, como estava voltado para o lado da minha mulher, magoei-a com o joelho.
A minha mulher acordou completamente assustada e magoada.
Mas, ainda bem que estava deitado, sem as mãos completamente livres…
Esta madrugada também estrebuchei um pouco e a minha mulher acordou-me, já passava das 3 horas.
Como ouvi falar nos sonhos, na psicanálise, em Freud e em assuntos desta categoria, tinha falado nisso ao Sr. Felício, que me aconselhou a ter esta consulta antes de qualquer outra.
Disse-me que poderia obter um conselho muito mais adequado, porque qualquer psicoterapia não é rápida e a psicanálise muito menos.
Pode durar anos e não dar resultados imediatos e eficazes, se não forem também enganadores.

N: Ficou tão assustado com o que lhe aconteceu?
C: O facto é que, como já me aconteceu mais vezes, embora sem tanta violência, ficamos os dois preocupados.

N: Como já aconteceu mais vezes, lembra-se de alguma coisa que possa ter despertado ou provocado o seu comportamento?
Dá-se bem com a sua mulher ou existe algum problema «amoroso»? 
C: Não gosto muito desses termos «amoroso» e «amor» como se utilizam agora, para logo depois cada um ter a sua vida «particular» e «secreta».
Sempre me dei bem com a minha mulher e gosto dela.
Somos casados há mais de 50 anos e temos três filhos, um já lançado na vida, com a sua família regularmente constituída.
Tirando a vida financeira, que não é muito folgada, temos tido a nossa vida sempre em conjunto, com uns filhos a viverem connosco e outro casal a visitar-nos constantemente com os netos e quase sempre em nossa casa.
Fora disso, não sei dizer mais nada a não ser que, entre nós, não existem dúvidas nem «traições», mas discussões simples, de vez em quando, que se dissipam quase imediatamente.
Compreende que também já não temos muita paciência … e a idade não perdoa!

N: Esse seu comportamento «agressivo» já existiu ou aconteceu anteriormente?
C: O que sei dizer é que acontece pela terceira vez no período de um ano.

N: E, antes disso, já aconteceu em alguma ocasião?
C: Antes disso, quase nunca aconteceu ou, pelo menos, não me lembro bem.
Tenho uma vaga ideia de que, há vários anos, também acordei a estrebuchar uma ou duas vezes como se alguém me quisesse atacar, como nesta madrugada.
Quanto à minha vida passada, numa aldeia do interior, os meus pais, com posses financeiras razoáveis, sendo filho único, não me deixavam lidar muito à vontade com as outras crianças, que eram muito menos instruídas e não frequentavam as aulas.
Isso trazia-me muitos dissabores porque elas insurgiam-se contra isso e implicavam comigo.
Até os mais velhos chamavam-me nomes e tentavam agredir ou pregar partidas, como agora deve ser o tal bullying.
Às vezes, era mais do que um e eu tinha de me defender com violência.
Eu reagia conforme podia, mas sempre como defesa e não como ataque.
Quando ouvia qualquer sinal de que algum deles se estava a aproximar demasiado, tinha de me preparar e reagia conforme podia, às vezes, em meu desfavor.

N: E quando tem agora esse comportamento agressivo, sente, recorda ou vê alguma coisa?
C: Parece que vejo alguém a aproximar-se para me fazer mal e reajo conforme posso.

N: Pode ser que esse traumatismo negativo antigo tenha ficado associado a qualquer sinal condicional que o obrigue a reagir de acordo com as aprendizagens que fez naquela época, enquadradas na sua vivência actual.
São factos que ficam muito bem guardados no fundo da «arca» (inconsciente), com as recordações e experiências que tivemos durante a nossa vida e, de repente, despertam para nos «atrapalhar».
A chave secreta dessa «arca» está bem guardada num local muito discreto da sua (mente) cabeça!
De acordo com o que depreendi das suas informações, o seu relacionamento conjugal está bom, não se importa de ler bastante, de praticar o que é necessário e de combinar com a sua mulher aquilo que for necessário, partindo do princípio que ela vai colaborar consigo.
C: Nisso, não tenho a menor dúvida e sempre e nos demos bem.
Tenho de a trazer cá?

N: Não deve ser necessário porque acredito naquilo que diz e julgo que não sente qualquer problema no seu comportamento habitual.
Mas, pelo menos da sua parte, tem de haver muita leitura, já que instrução não lhe falta.
Além de outros conceitos, tem de saber bem, pelo menos, o que é e como funcionam o sinal condicional e a resposta, os reforços, o relaxamento mental e seguir os procedimentos necessários, tais como o do diário de anotações e a autoanálise.
Se puder praticar o relaxamento muscular, instantâneo e mental, melhor ainda.  
C: Como é que vou fazer isso?

N: Antes de tudo, para ser mais económico e fácil de executar, vai procurar consultar os diversos posts relacionados com estes tópicos e assuntos de que falei.
Vai também ver posts intitulados Autoterapia, Biblioterapia, A Prática da Biblioterapia, Conversa Entre Amigos e Resposta, além de outros que possam interessar.
Repare que ninguém mais pode fazer isso por si!
C: Quanto a isto pode estar descansado, porque lido com computadores, tenho bastante tempo livre no serviço e gosto da pesquisa.

N: Então, ouça com atenção e, se for necessário, tome notas.
Vai ter de ler com muito cuidado e atenção o livro da JOANA onde vai encontrar os conceitos e modos de actuação de que falei e mais alguns em relação à modificação do comportamento.
Quanto ao diário de anotações e autoanálise tem o livro AUTO{psico}TERAPIA, que lhe vai dar as noções essenciais, mas resumidas, de como deve actuar.
O livro PSICOTERAPIA… através de LIVROS… vai indicar toda a filosofia subjacente à utilização dos livros para uma psicoterapia eficaz e duradoura, podendo até ser conduzida quase autonomamente.
Como ainda não está publicado o livro Combata ou evite a Depressão, o seu antecedente «Depressão? Não, Muito Obrigado», da Hugin, nas páginas 73 a 75, do capítulo dedicado a Insónias e Depressão, pode ter uma ideia dos traumatismos profundos, do sono com a movimentação rápida dos olhos (ou REMrapid eye mouvement) e da dificuldade de lidar com esses traumatismos específicos, até em hipnose.
Só estes quatro livros devem chegar para o seu caso, porque o resto tem de ser conseguido com o seu treino e com a colaboração da sua mulher.
C: Que colaboração será necessária?

N: Não me disse que os seus problemas ocorriam entre as 3 e as 6 horas da madrugada?
Antes de tudo, vão ter o cuidado de, entre as 3 e as 6 horas, os dois não estarem virados um para o outro ou, pelo menos, o senhor não deve estar de frente para ela.
Tem de haver o sacrifício de manter esta posição durante esse período, nem que um dos dois tenha de acordar para isso porque, se houver algum movimento brusco, não será contra alguém, mas para fora da cama.
Além disso, terá de manter o diário de anotações com tudo o que ocorrer durante o dia e com as recordações que tiver durante a noite.
A autoanálise, devidamente mantida, com o efeito de Zeigarnick, pode ajudar a trazer à superfície da consciência algum traumatismo bem recalcado, ajudando no futuro a realização duma dessensibilização adequada.
C: Só com esses livros e o blog vou ficar melhor?

N: Eu não disse isso, mas aventei que era um bom começo para a sua recuperação através do treino, da compreensão da modificação do comportamento e da tentativa de chegar aos traumatismos, se isso for viável, produtivo e eficaz.
Para isso, vai já experimentar praticar o relaxamento muscular para poder entrar em relaxamento mental em casa, todas as noites, antes de dormir.
Pode deitar-se no divã, estar à vontade, descontrair-se um pouco e depois, inspirar profundamente pelo nariz, até ficar com o peito completamente cheio de ar.
Depois, enquanto retém a respiração o máximo tempo que puder, vai contrair completamente todos os músculos do corpo.
Quando não aguentar mais, vai deixar sair bruscamente o ar pela boca, para respirar, conforme for necessário.
Vai respirar depois regularmente, umas duas ou três vezes, para descansar um pouco.
A seguir, vai tornar a fazer outra respiração profunda, contrair todos os músculos como fez anteriormente, para deixar sair o ar bruscamente e respirar depois regularmente conforme já fez.
Vai fazer aqui esse relaxamento muscular umas três vezes, só para «aprender».
….
Depois destes três ensaios que fez, deixe ficar os olhos fechados, sem fazer força e permita que a mente vá funcionando, deixando passar as imagens que aparecerem.

O que é que está a acontecer agora?
C: Estou a sentir os olhos pesados, estou ligeiramente cansado e parece que passam umas imagens pouco decifráveis.

N: Já que experimentou aquilo que é necessário, deixe-se estar assim em casa a ver se surgem algumas ideias ou recordações.
No livro da AUTO{psico}TERAPIA, está indicado exactamente o modo como deve proceder, experimentando também o relaxamento instantâneo.
Siga tudo com atenção e cuidado.
Quando tiver prática suficiente, em vez de demorar, todas as noites, cerca de 25 minutos no relaxamento muscular, pode encurtá-lo e entrar a seguir em relaxamento mental.
Começa por evocar alguma imagem ou recordação desagradável e, depois de a ver bem, faz o relaxamento instantâneo.
Em princípio, essa imagem deve desaparecer ou esmorecer.
Vai praticando isso durante algum tempo e depois evoca imagens agradáveis até dormir ou até ….
Quanto mais imagens agradáveis tiver, melhor.
Leia bem os procedimentos e pode também tomar conhecimento das experiências dos outros.
C: Não será necessário fazer mais nada?

N: Faça aquilo que combinamos e, se quiser saber aquilo que os outros fizeram para obter bons resultados, pode consultar mais livros, que também valia a pena que fossem lidos pela sua mulher, para uma boa aprendizagem social ou por modelo com reforço vicariante.
Posso dizer que Eu Não Sou MALUCO! é a história do Júlio que, durante 8 semanas, em 19 «conversas prolongadas» à mesa de um velho café, foi ajudado a superar as suas dificuldades de depressão de que sofrera durante mais do que um ano, combatida com comprimidos, que em nada o ajudavam.
A Cidália, com depressões, por causa do seu abandono inicial, da separação dos pais e o comportamento conjugal deles, absolutamente inadmissível, ia-se alcoolizando e tendo relações sexuais promiscuas, até que enveredou quase pela auto e biblioterapia, mudou completamente de vida e o seu caso foi descrito em Eu Também Consegui!.
O meu dilecto amigo Antunes, descrito em Acredita em Ti. Sê Perseverante!, também resolveu completamente o seu problema de depressão só com «conversas» muito prolongadas, muitas leituras e treinos que foi fazendo depois de nos termos encontrado numas férias em Lagos.
E, o mais importante ainda, começou por ajudar a sua filha nas dificuldades escolares, evitando também que a mulher entrasse em depressão, tudo isso por causa dele.
E, ainda mais interessante é saber que, agora, ele e a filha têm ajudado outras pessoas suas amigas.
Para saber que muitas pessoas julgam que «não estão malucas», como se nós também não entrássemos na maluqueira de vez em quando, pode ler o caso da Cristina, muito bem-educada numa família abastada, descrito em «Como “Educar” Hoje», da Hugin que, no futuro, vai ser incluído no novo livro Psicoterapias Bem-Sucedidas − 3 casos.
C: Se não tiver de marcar uma consulta dentro de dias, julgo que vou levar todos os livros necessários e dedicar-me ao que ficou combinado, pedindo à minha mulher que colabore também neste esquema.

N: O que lhe posso recomendar é que fique atento àquilo que escrever no diário de anotações e, se verificar que existem factos ou recordações invulgares ou pouco comuns, venha para a consulta ou, pelo menos, comunique-me o facto por e-mail a fim de se poder combinar qualquer outra coisa que seja necessária.
Por isso, tente também recordar factos antigos e, se ficar assustado ou preocupado, tente fazer relaxamento instantâneo para reduzir o seu impacto.
Depois, tome nota de tudo isso no diário de anotações.
Siga estas recomendações de leitura e procedimentos durante os próximos três meses e falaremos melhor depois, se necessário.
Não leia os apontamentos da autoanálise antes dos 6 meses previstos, mas se tiver de vir à consulta mais cedo, traga-os consigo.
C: Então é assim.
E eu que julgava que teria de ir à consulta pelo menos durante 6 meses, duas vezes por semana, se possível, fica em efeito!
Isto quer dizer que das 24 a 48 consultas que eu julgava necessárias, fico com apenas 5 consultas em minha casa e «nas minhas mãos»?

N: Essas 5 consultas não ficam nas suas mãos mas têm de «entrar na sua cabeça» para serem reproduzidas em comportamentos com os treinos necessários e com a tenacidade e perseverança exigidas pela situação.
Ninguém mais pode fazer isso por si.
O Sr. Felício não lhe disse que grande parte do trabalho tem de ser feito por si com leituras, seguimento de procedimentos e tenacidade?
Ele tem toda a razão naquilo que disse e em relação à economia.
Os livros não têm de ser lidos por si, com compreensão do seu conteúdo e dos conceitos neles contidos?
Quem mais pode fazer isso?
Se não fizer isso, comodamente em casa e sem gastar coisa alguma nem perder tempo em viagens e esperas para ser atendido, terá de ir a várias consultas que lhe vão custar dinheiro!
Quem vai praticar o relaxamento a não ser o próprio que, se não fizer isso em casa, ao seu gosto, onde quiser e até à hora de dormir, terá de se deslocar ao consultório para o praticar durante 30 minutos de cada vez?
Quantas consultas ou sessões de psicoterapia terão de ser realizadas para esse fim e com que despesas e incomodidades?
As eventuais consultas para tirar dúvidas, até se podem fazer em grupos de 30 pessoas, cada uma das quais pode ter dúvidas que aos outros não ocorreram no momento, o que é mais uma vantagem a acrescentar.
O que se pretende, só agora, com o «low cost», como dizem presentemente, é reduzir as despesas e veja que isso eu já tinha iniciado em 1980.
Em vez de pagar as 5 consultas em livros e fazer tudo em casa, ao seu gosto e conforme as suas disponibilidades, teria de se sujeitar pelo menos às tais 48 consultas, com as deslocações incomodidades e despesas correspondentes.
O intuito fundamental da verdadeira bibIioterapia não é ler quaisquer livros, mas utilizar os livros adequados, para que as pessoas se possam elucidar e evitar consultas frequentes, mas evitáveis, tornando-se intervenientes activas e quase independentes e intervenientes autónomos no futuro.

Problemas existirão sempre e nós temos de saber ultrapassa-los saudavelmente, tal como disse no livro BiblioTerapia e expliquei, em tempos, a um colega meu, muito incrédulo.
C: Obrigado pela explicação que deu e com a qual fiquei bastante satisfeito e elucidado porque, vendo alguns programas da televisão, não era essa a ideia que eu tinha de Psicologia….!

N: Boa sorte, bom trabalho e boa visão dos «Casos da Vida» que têm de ser olhados, sem emoção, como factos que acontecem muito vulgarmente nas vidas de qualquer de nós.
A prática do relaxamento mental com o treino do muscular e do instantâneo, serve para isso, especialmente para controlar as emoções, a fim de não termos reacções emocionais súbitas (A − 149 a 155), às quais chamam, hoje em dia, inteligência emocional.
C: Obrigado por tudo e vou já agradecer ao Sr. Felício o conselho − quase ordem − que me deu quanto a esta consulta.

N: Esta nossa «conversa» pode ser difundida já no meu blog?
C: Absolutamente, tanto mais que deve ajudar a elucidar mais pessoas, que podem ter ficado «assustadas» e «enganadas» quanto à verdadeira Psicologia.
Se quiser, pode ficar agora com a gravação, porque posso vir busca-la juntamente com os 10 livros que me interessam, depois de almoçar e de ter visto, de novo, o último «Casos da Vida», para poder assistir ao próximo, à noite, mais à vontade.
Pode chamar-me assutadiço.

 

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RESPOSTA – 56

Ontem dei a resposta:

“Julgo que a resposta está dada em muitos posts já publicados, mas deixe-me passar mais uma noite em Imaginação Orientada, iniciada com relaxamento mental, para lhe poder tentar dar uma resposta mais abrangente.”

ao comentário feito no ESCLARECIMENTO – 6:
“Este artigo não foi para mim, mas aproveitei-o.
Pratiquei tudo durante 15 dias e senti-me muito bem.
Há dias senti-me completamente em baixo e voltei a tomar os medicamentos que me aliviavam um pouco.
Afinal, o que faço?”

 

Antes de tudo, tenho de lhe dizer que pratico constantemente, nos últimos 40 anos ou mais, aquilo que aconselho aos outros, com o intuito de me manter mentalmente saudável e de boas relações com o meio ambiente.
Para isso, depois do treino inicial de alguns meses, bastam apenas os primeiros 5 minutos, deitado na cama, antes de começar a dormir.
O resto acontece quase automaticamente, durante o sono ou em vigília, mas os treinos iniciais, com persistência e sem desistência são essenciais.
É por isso que falei no pico de extinção, no reforço aleatório e no reforço negativo, que têm de ser bem compreendidos.

Nada do que disse pode ser feito por outra pessoa, sem ser pelo próprio.
Quem pode sentir, perceber e armazenar as recordações daquilo que se vai passando, para reagir de um determinado modo, duma certa forma, com ou sem gosto e com ou sem os resultados desejados?
Muitas dessas reacções não são racionais, isto é, pensadas e avaliadas com base nas aprendizagens armazenadas no hipocampo (A/ pag 149-155).
São reacções intempestivas, emocionais, provocadas pela amígdala cerebral, sendo aquelas que se convencionou chamar de inteligência emocional quando, de facto, são reacções emocionais.
E as que são provocadas pelo efeito secundário das drogas que são receitadas legalmente?

Se muitas das coisas pelas quais passamos e que nos incomodaram, nos perseguem presentemente, que resposta poderemos dar depois de as sentir de novo?
Muitas vezes, essas sensações, recordações e percepções não são muito conscientes mas despertadas por determinados sinais condicionais a que ficamos sujeitos pela vida fora.
É nesses sinais condicionais que se baseia o «mantra» do ioga e as músicas ditas relaxantes, mas que só relaxam se a própria pessoa as aceitar como tal.
Funciona assim a sugestão que é um instrumento fundamental da hipnose e da autohipnose.
Quem entra em hipnose ou autohipnose não é o próprio?
Os outros nunca nos podem fazer entrar em hipnose se nós não desejarmos, mesmo que inconscientemente, sendo por isso que os hipnotizadores mandam embora os «não colaborantes» e, às vezes, aqueles com quem não treinaram as práticas desejadas.

Relaxamento mental, que só pode ser atingido pelo próprio, também pode ser facilitado por um especialista, mas a colaboração do próprio é fundamental e, às vezes, esse estado não é conseguido em certos momentos, embora, em ocasiões anteriores tenho sido óptimo.
É fundamental para se fazer uma análise do passado, com recordações de muito do que a pessoa viveu, sua percepção, análise racional e não emocional, com objectividade, talvez com a revivescência de alguns momentos e compreensão de toda a situação enquadrada no contexto em que tudo ocorreu.
Depois, vale a pesar verificar ou compreender se a pessoa poderia ter agido de forma diferente e qual a razão de não o ter feito.
Mesmo que pudesse ter agido de modo diferente, o que se pode fazer no momento actual a não ser rever tudo isso e tirar daí os ensinamentos necessários para que situações semelhantes não aconteçam ou que possam ser ripostadas de maneira considerada adequada!

Os conselhos que se dão para esquecer um determinado momento ou comportamento, podem ser absolutamente inadequados, porque a pessoa só esquece por falta de memória fisiológica ou porque o assunto não tem qualquer relevância ou ainda porque o recalcou de tal maneira que se pode manifestar de forma estranha, inoportuna e desproporcionada, embora pareça ter ficado no esquecimento.
É por isso que interessa rever a vida do passado, desenterrando, especialmente, os traumatismos negativos para os analisar, perceber, compreender e verificar se haveria outro tipo de comportamento, para que esses ensinamentos, armazenados no hipocampo, possam desencadear, no futuro, comportamentos mais adequados.

Para se realizar toda essa análise despretensiosa, objectiva, racional e pragmática, além da humildade e bom senso essenciais, interessam os conhecimentos do funcionamento do comportamento humano que está sucintamente explicado e em linguagem simples, com factos do dia-a-dia, no livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D), sem falar nos dois livros mais específicos «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) e «Interacção Social» (K).
Quem poderá ler, compreender e apreender os conhecimentos necessários para essa análise, sem ser o próprio?
Pode haver ajuda de especialistas, mas os conhecimentos fundamentais têm de ser obtidos pelo próprio, que pode ser ajudado nesta tarefa.
Essa ajuda, pode ser dada quer individualmente, em consultas, como em sessões para muitas pessoas, que não necessitam de «desvendar» os seus problemas, dificuldades ou ansiedades.
Necessitam de compreender o funcionamento, lendo os manuais ou livros e fazer as mais diversas perguntas destinadas a esclarecer os pontos mais controversos ou pouco compreensíveis, tais como a diferença entre o reforço positivo e negativo.

Os livros necessários para a obtenção dos resultados pretendidos, estão indicados no post em que foi feito o comentário e em muitos mais.
Para os que podem dizer que os livros não estão à venda nas livrarias, posso garantir que eles serão fornecidos se me forem solicitados.
Os que não estão economicamente capacitados de os adquirir podem utilizar os conhecimentos difundidos neste blog com muitos links indicados neste post.
Como não tenho a noção da sua identidade, isto é, se é novo, velho, casado, solteiro, divorciado, empregado, desempregado, a residir com quem, etc., posso dizer que pode comunicar comigo através do e-mail pessoal que está disponível na história do blog.
Julgo que, além de tudo, a sua colaboração, compreensão, leitura, treino, persistência e prática continuada (P) são essenciais não só para resolver o seu problema mas ainda para o evitar no futuro, estabelecendo uma postura de prevenção e profilaxia que pode ser difundida e utilizada com a sua família e amigos, para a melhoria de todos (B).
É também por isso que, além das indicações dadas (R) apresento aqui os links mais necessários, embora os outros também possam ser muito úteis para o futuro.
Lembre-se que os problemas são seus, as dificuldades também e dependem, em muito, daquilo que está na sua cabeça para executar os comportamentos desejados ou evitar os indesejados ou inadequados.
E é nisso que as palestras podem ajudar muito, como se vê neste post e em diversos outros.

E, lembrando-me agora do meu dilecto e falecido amigo Joel (G), posso dizer que grande parte do entusiasmo dele e da sua firme postura na apresentação do caso no 1º Congresso de Psicologia, em 1979, resistindo calmamente às «provocações» das psicólogas que não o conheciam, deram origem a todo este trabalho de Biblioterapia que gostaria que fosse difundido e utilizado em Portugal, em vez de ficarmos à espera da vinda de «especialistas» de «fora», para fazermos tudo isso como novidade e com resultados muito inferiores.
Quando uma pessoa já se sujeitou a medicamentos, o «desmame» tem de ser lento e com segurança, como foi explicado ao Júlio (E).
Mas, para que tudo se processe nos devidos termos, é necessária difusão dos livros e um «trabalho» árduo e persistente do próprio, porque esta psicoterapia funciona com um sucesso bastante superior a 86%, não deixando e pessoa dependente de medicamentos ou de conselhos frequentes dos psicólogos que, depois duma recaída criam reforço aleatório que, se for negativo, criam o vício que nunca mais nos abandona tomando conta do nosso corpo e alma.

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ESCLARECIMENTO – 6

Há dias, o amigo António Pedro Machado Romeiras do facebook, fez uma pergunta relacionada com o modo como funciona a autoterapia com a biblioterapia.
Respondi-lhe que mais pessoas tinham feito reparos semelhantes e pedi que me deixasse entrar em Imaginação Orientada (J) durante uma ou duas noites para poder dar uma resposta adequada e que possa servir mais pessoas, já que outras respostas dadas em vários posts de Autoterapia, Biblioterapia e outros, se tornaram insuficientes.
Com isso, posso dizer agora que a autoterapia foi experimentada por mim para resolver os meus problemas de neurose depressiva reactiva grave, em 1973/75, sem ter tido, naquela ocasião, qualquer outro apoio a não ser o de uma medicação que me deixava ainda pior do que estava e, por pouco, não me provocou, numa noite, um acidente de viação muito grave quando conduzia o carro, com a família lá dentro.
Como estava a ler muita coisa sobre psicanálise, desde 1969, em Luanda e, em 1970, já tinha a iniciado o curso de Psicologia Clínica no ISPA, as restantes leituras e os seminários sobre modificação do comportamento com um especialista inglês, ajudaram-me a tentar enveredar por outro caminho que deu bom resultado, até que, em 1976, comecei a utiliza-lo com os pacientes que já estava a atender como psicólogo clínico.

Com esta prática, a experiência mais marcante foi com o Júlio, que agora está descrita em «Eu Não Sou MALUCO!» (E) e o incentivo fundamental para a preparação do livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P), em memória póstuma, foi dado pelo Joel, cuja saga está descrita em «PSICOPATA! Eu?» (G), porque foi considerado como psicopata, pelo psiquiatra, fazendo com que a sua única noiva fugisse dele, depois de muitos anos de namoro e o deixasse completamente desconsolado e sozinho, mas arrependido de tudo e com vontade de ajudar os outros, tal como ele próprio gostaria de ter sido desde criança.
Por isso e também em homenagem a ele (Joel), vou tentar esclarecer, o melhor possível, o conteúdo do livro e as razões porque tudo é necessário, vantajoso, económico e fácil de concretizar, mas exige boa colaboração do próprio, que se torna completamente insubstituível para as leituras, treinos e análise das recordações e acções do momento.

Olhando para o livro escrito em sua memória, como sua última vontade, em vez duma Lista de Procedimentos que ele desejava, temos a seguir os itens mencionados no mesmo.

Registo de autoavaliações.
Os problemas ou as dificuldades que uma pessoa sente ou das quais se queixa, só podem ser discriminados e avaliados por cada um.
De que modo um especialista, por melhor que seja, pode adivinhar – embora possa calcular grosso modo − o que se passa na cabeça do paciente, em que momento e em que proporção?
Esse registo feito em períodos regulares e pré-determinados, também serve para cada um saber se se sente melhor ou pior, em que medida e em que momento.
Não são os outros que podem nem conseguem avaliar isso, com precisão.
Além disso, podem existir certos momentos em que a pessoa deseje desistir dos tratamentos, o que é vulgar numa aprendizagem.
Esse registo ajuda a visualizar tudo e, sabendo como funciona a aprendizagem, o pico de extinção e o reforço aleatório, ajuda a não desistir quando tudo começa a melhorar e existe um súbito «desencanto», porque as coisas começam a não correr tão bem como anteriormente.

Relaxamento muscular.
Existem vários tipos de exercícios que podem ajudar a relaxar o corpo, tal como as corridas, os exercícios, a ginástica, os divertimentos, etc.
Também as dietas podem ajudar a manter o corpo fisiologicamente bem mas, para relaxar a mente e fazê-la funcionar ao gosto de cada um, será isso suficiente?
As actividades desportivas e dietéticas podem ser boas, mas não exequíveis e suficientes, em caso de necessidade, para o início de um relaxamento mental.
O relaxamento muscular pode ser praticado na cama, à hora de dormir e torna-se importante para o início do treino do relaxamento mental, indispensável para chegar às nossas sensações, sentimentos, recordações, percepções, etc.

Relaxamento instantâneo.
Este relaxamento, facilmente atingível depois de se ter exercitado o relaxamento muscular, pode ser atingido facilmente em qualquer posição e em qualquer momento a fim de fazer com que uma resposta emocional seja devidamente travada em momento oportuno para se conseguir uma resposta racional.
Talvez esta resposta emocional seja confundida presentemente com inteligência emocional quando, de facto, parece ser mais uma reacção emocional, em que a inteligência continua na mesma, mas a emoção se sobrepõe, porque é manipulada pelo feixe de nervos que está ligado à amígdala, não deixando que a resposta seja dada com a intervenção do hipocampo, onde as aprendizagens anteriores estão armazenadas.
E essas respostas podem ser verbais, assim como com as restantes partes do corpo.

Diário de anotações.
Neste diário ou, pelo menos, caderno de anotações, devidamente datado, a pessoa pode escrever tudo aquilo que lhe aconteceu e de que se recordou em qualquer momento da vida, ou até nos sonhos.
O seu estudo, juntamente com o registo de autoavaliações, pode ajudar a descobrir alguma conexão entre determinados sentimentos, perceções, recordações, etc. e factos acontecidos no momento ou pouco antes.
Até pode ser possível descobrir algum nexo de causalidade em alguns casos, tal como se faz na investigação criminal.
Afinal, desejamos descobrir os crimes de que não gostamos – nossas dificuldades – a fim de as eliminar ou evitar no futuro, podendo o diário de autoavaliações ajudar imenso nesta tarefa.

Autoanálise.
Embora tenhamos o diário de anotações, que é escrito conscientemente, a escrita da autoanálise, em que a caneta está ligada ao cérebro a fim de funcionar continuadamente, durante um certo período de tempo e não mais, com seu arquivo imediato e sem leitura ou correcção daquilo que escrevemos, pode ajudar a «trazer cá para fora» alguma coisa que esteja soterrada no nosso inconsciente, beneficiando do efeito de Zeigarnick, por causa de estrita limitação de tempo.
Certos traumatismos positivos e negativos são os que, muitas vezes, nos assoberbam a vida e de que não nos damos conta por serem factos comezinhos e, geralmente, sem importância noutras circunstâncias ou para qualquer outra pessoa.
Falta só perguntar para quem, em que momento e percebidos de que forma, porque se assemelham a uma pedrinha minúscula no sapato, mas que incomoda bastante.
Quantas vezes não lutamos contra isso e tentamos disfarçar o andar, para não ficarmos envergonhados perante os outros?
A que preço, com que sacrifícios e para quê?
Para nos ocasionar, às vezes, entorses na coluna vertebral?
São os efeitos secundários de que, às vezes, falamos e que podem ser ocasionados com os medicamentos que nos deixam menos sensibilizados para pensar e agir correctamente e ao nosso inteiro gosto.

Relaxamento mental.
Este relaxamento, que até pode ser atingido sem o relaxamento muscular, pode ser praticado em qualquer local ou momento e, depois de alguma prática, até de olhos abertos.
Contudo, o relaxamento muscular ajuda a maioria das pessoas a atingi-lo facilmente depois de algum tempo de prática.
É essencial, para conseguir recordar muitos factos da vida, descer ao nível do não-consciente ou inconsciente e fazer uma análise racional, despretensiosa, serena e objectiva de muitos factos que aconteceram na nossa vida e que podem e devem estar a influenciar as nossas atitudes e comportamentos consequentes.
Onde e quando, melhor do que no momento de dormir, poderemos fazer isso para continuar até durante o sono, sem perdermos tempo ou até o sono?
Podemos também praticar isso num sofá ou num local sossegado mas, convém acautelarmos contra interrupções que, às vezes, não interessam.
Mas, a melhor solução é escolher a cama e a hora de dormir, quando ninguém nos vai incomodar ou interromper.
O relaxamento mental ajuda-nos a rever muitas coisas da nossa vida, tanto actual como passada, para fazer uma análise de tudo, tentando descobrir as conexões, entre vários factos.
Isso pode levar-nos a ver quais podem ser as causas de determinados sentimentos, sensações, percepções e comportamentos que não nos interessam e que desejamos modificar ou evitar no futuro.
Contudo, essa análise exige de nós uma objectividade, racionalidade e isenção que nos leve a descobrir as causas que é necessário eliminar ou evitar para modificar os efeitos que não desejamos e de que nos queixamos.
Para isso, também é necessária muita humildade para cada um reconhecer os seus «erros», que são as causas, sem as imaginar como culpas, para as tentar justificar com argumentos falaciosos a favor do próprio.

Imaginação Orientada.
A Imaginação Orientada (IO) baseia-se muito nas experiências anteriores efectuadas com a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) que se baseia essencialmente em utilizar os bons momentos passados por cada um para os contrapor aos maus, enquanto se tenta descobrir as forças necessárias para um futuro melhor.
Mesmo durante os treinos iniciais de relaxamento muscular, no momento em que a pessoa se sentir cansada e com vontade de descansar, pode tentar relembrar os bons momentos actuais, além dos do passado.
Pode ir repetindo este exercício várias vezes até se conseguir lembrar dos mesmos com facilidade cada vez maior.
Posteriormente, pode recordar os maus momentos e fazer de imediato o relaxamento muscular ou instantâneo e verificar quais as ideias que surgem na mente.
Quase de certeza, deve verificar que as más ideias tendem a permanecer na memória ou pensamento durante menor quantidade de tempo, se não desaparecerem ou deixarem uma espécie de pensamento neutro.
Pode aproveitar essa ocasião para recordar, de imediato, os bons momentos e insistir nesta ideia, utilizando a técnica do reforço do comportamento incompatível a todo o momento.
Depois destes exercícios, pode-se entrar em relaxamento mental, fazer estes exercícios de TEA se necessário e continuar a pensar numa vida futura melhor do que a do momento, utilizando todos os recursos disponíveis.
Vela e pena sermos ambiciosos, mas realistas e não irrealistas.
Apenas estes exercícios, que têm de ser praticados por cada um, mesmo que haja o apoio de um especialista, devem dar algum alívio, que pode ser melhorado e ampliado com mais prática e persistência, que também deve ser de cada um.

Continuação da Autoterapia.
Depois desta explicação, como poderemos fazer uma análise do comportamento humano se não conhecermos o seu funcionamento?
Para conhecermos isso, deve ser suficiente ler com cuidado «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) que é o repositório de centenas de consultas dadas a pais e filhos com dificuldades, apresentadas numa história ficcionada da Joana, que foi uma das consulentes fundamentais.
Se essa JOANA, birrenta, filha de pais desunidos, conseguiu apreender, aos 8 anos, algumas noções do funcionamento do comportamento humano e sua modificação, a fim de as utilizar com um irmão que nasceu pouco depois de os pais se terem reconciliado, qual a razão de pessoas com mais idade, inteligência e capacidade não as utilizarem em seu proveito?
Para isso, a fim de saber o mínimo indispensável, é necessário ler, pelo menos, o seu livro porque, necessitando de aprofundar ainda mais esses conhecimentos, existe a possibilidade de consultar «Psicologia Para Todos» (F) e «Interacção Social» (K) ou os seus antecessores já publicados pela Plátano.
Estas leituras e conhecimentos são fundamentais, facilitadores e aceleradores da psicoterapia porque a pessoa começa por analisar e conhecer em que «causas» deve incidir para reduzir ou eliminar os «efeitos» desagradáveis que não lhe interessam e que são as manifestações dos desequilíbrios psicológicos de que sofre.
Se conseguimos, com o nosso esforço e persistência, atingir um bom nível de equilíbrio e desempenho, não será melhor ampliá-lo e melhorar o desempenho?

E no Futuro?
Com a utilização da TEA e da IO, que estão apresentadas no livro «Imaginação Orientada» (J) e com as indicações dadas anteriormente, podemos monitorizar perfeitamente a evolução das dificuldades e dos avanços conseguidos, sendo indispensável manter bem actualizados, tanto o registo de autoavaliações como o diário de anotações, que podem ser vantajosamente complementados com a autoanálise, mas que poderá ser consultada só cerca de 6 meses depois do seu início.
Seguramente, a vida poderá ter outro sabor, embora haja sempre contratempos e necessidade de querer cada vez mais, com bastante ambição, acompanhada do realismo e da objectividade necessárias.

Prevenção e Profilaxia.
Para isso, é indispensável ter uma noção exacta dos conceitos relacionados com afiliação, ansiedade, aprendizagens, autohipnose, comunicação, condicionamentos clássico e operante, conflito, conformismo, depressão, desaprendizagem, deslocamento, dessensibilização, dissonância cognitiva, efeito de Zeigarnick, estímulo, extinção, facilitação social, feedback, frustração, gratificação, identificação, Imaginação Orientada (IO), modelagem, moldagem, negação, percepção, personalidade, pico da extinção, preconceito, primeiras impressões, psicossomática, punição, recalcamento, reforços aleatório, de intervalo fixo, de intervalo variável, de razão fixa e variável, diferido, do comportamento incompatível, negativo, positivo, primário, secundário ou social, vicariante, regressão, saciação ou implosão (flooding), sublimação, superprotecção, Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), transferência, traumatismos negativo e positivo, última impressão, valores e qualquer coisa mais que possa interessar para o caso específico, embora estas noções sejam úteis desde o início.
Com estas noções bem compreendidas, é possível fazer uma análise mais pormenorizada do comportamento para verificar as causas que ocasionam os desequilíbrios e desencantar os meios existentes em cada um para os utilizar na modificação do comportamento no sentido desejado e desejável.
Como, às vezes, toda esta trama de procedimentos é difícil, a ajuda de um especialista torna-se necessária.
Mas, quem pode ler, compreender, recordar, analisar, procurar as causas, descobrir os meios existentes dentro de si e treinar o suficiente para ocasionar a modificação do comportamento, sem ser o próprio?
Neste aspecto particular, o especialista pode ajudar, mas a ajuda diminui em muito mais do que 50% se houver uma colaboração activa do próprio, podendo alcançar 70 a 80%.
E, se essas noções, dúvidas e esclarecimentos necessários fossem dados em conjunto, em vez de individualmente, o financiamento não diminuiria ainda mais, com aumento substancial da comodidade, do tempo despendido e da eficácia conseguida?
Afinal, ninguém tem de expor os seus problemas publicamente para adquirir as noções do funcionamento do comportamento humano, e as experiências não faltaram, além de outras no mesmo género!
Os casos descritos nos vários livros da colecção da Biblioterapia apresentam realidades bastante diferenciadas e servem de modelos para uma aprendizagem social, com reforço vicariante, com acontece, muitas vezes, nos casos apresentados na comunicação social.

Provas de Autoconhecimento.
Para que tudo corra da melhor forma possível, é bom que cada pessoa avalie a sua capacidade de autoorientação e autocontrolo tanto no início, a fim de o poder modificar se necessário, como no decorrer e no provável fim da psicoterapia, par avaliar o resultado final.
É bom compreender que a prevenção e a profilaxia não tem limite de validade e que as pessoas devem tentar manter-se saudáveis, bastando, para isso, que pratiquem a Imaginação Orientada (IO) quase todas as noites, à hora de dormir, gastando apenas os primeiros 3 a 5 minutos, se necessário, com a ajuda da recordação duma música, palavra ou evento que deve servir como «mantra» ou sinal condicional, para entrar facilmente em relaxamento mental a fim de iniciar e continuar a Imaginação Orientada (IO), mesmo durante o sono.

Como complemento destes esclarecimentos, podemos dizer que o livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) dá uma ideia completa das orientações que se podem manter para ter uma vida muito melhor do que a do momento, não só em psicoterapia, mas também em psicopedagogia, interacção social ou desenvolvimento pessoal  e não apenas para resolver os problemas que afligem de imediato, como está explicado no livro «BiblioTerapia» (Q)

Como tem acontecido frequentemente nos últimos 40 e poucos anos, pouco ou nada se tem feito no sentido preventivo, tal como o Joel gostaria que tivesse acontecido consigo para que os «disparates» que cometeu e reconheceu posteriormente, arrependendo-se profundamente, mas com a vida completamente destroçada, não tivessem sequer sido pensados.

Pensando em tudo isso e na apresentação do seu caso no 1º Congresso de Psicologia, na Fundação Calouste Gulbenkian, em 1979, e depois de eu ter praticado a Imaginação Orientada nas duas noites ao meu dispor para preparar este post, espero que tenha conseguido ser suficientemente explícito para responder ao comentário do meu amigo do facebook.
A propósito da Imaginação Orientada, posso recomendar que vale a pena continua-la sempre, mesmo que uma pessoa se sinta bem, porque serve pare se sentir ainda melhor!
Os diversos links aqui inseridos, destinam-se a clicar nos mesmos, para os mais curiosos poderem consultar e verificar aquilo que fui afirmando ao longo deste post.
Os dois blogs pessoais fora do facebook são para isso, destinando-se um deles a dar conhecimento dos livros que enformam a colecção de Biblioterapia e não estão disponíveis nas livrarias.
Esta técnica, que foi utilizada com sucesso em 1980, apenas com apontamentos policopiados, foi repetida poucas vezes devido à relutância das pessoas em aderir a uma nova metodologia «não propagandeada» nos meios de comunicação social.
Esperemos que dentro em breve não haja alguém que tenha de se deslocar ao estrangeiro para regressar, como «especialista», com uma nova metodologia designada como «Books on Prescription», posta em prática nos princípios deste século no País de Gales e EUA, etc., com grande divulgação nos meios de comunicação social, e que se comece a traduzir para português livros com pouca coincidência com a nossa realidade do dia-a-dia.

Faço votos para que mais pessoas também possam aproveitar esta informação.

 

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA – 8

Estando a começar o meu passeio habitual, encontrei o Sr. Felício à porta do café, juntamente com outra pessoa.
Depois de me cumprimentarem, o Sr. Felício disse-me que esse seu amigo já tinha lido os posts sobre A Prática da Biblioterapia, mas desejava saber mais alguma coisa sobre o assunto porque não encontrava livros sobre isso.
Tive de lhes dizer que, se ele quisessem, poderia dar-lhes algumas noções de como a Biblioterapia se tinha «instalado» em mim, já que as palestras de que sempre tenho falado nunca mais se realizam por vontade das pessoas interessadas ou de entidades competentes.
Essas indicações poderia dá-las depois de chegar a casa, visto que, naquele momento, não conseguia demorar muito, nem podia estar com eles no café.
O Sr. Felício disse que também tinha de ir para o trabalho e que consultaria o blog mais tarde.
Por isso, logo que cheguei a casa, resolvi transcrever neste post, de imediato, as páginas 9 a 16, com o texto do livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R).

 

 

“O QUE É A BIBLIOTERAPIA?

Antes de tudo, convém desmistificar e aclarar certos conceitos e preconceitos que se vêm formando, com informações e notícias nem sempre correctas, mas muito difundidas em vários colóquios e meios de comunicação social, que podem conduzir a ideias confusas, com leituras indiscriminadas ou aconselhamentos inadequados.

BIBLIOTERAPIA, em psicoterapia, quer significar o tratamento do desequilíbrio psicológico, essencialmente, através da leitura de livros, que pode ser complementada com outros meios adequados.

Por isso, essa leitura tem de ser bem orientada, com a finalidade de conduzir o interessado a compreender o modo de funcionamento do comportamento humano isoladamente e em sociedade, embora apenas essa compreensão não seja o suficiente para se fazer a psicoterapia e ganhar ou reganhar o equilíbrio perdido.

Necessita de uma análise cuidadosa, objectiva e racional do comportamento do interessado, da manutenção de algumas práticas essenciais para se reganhar ou readquirir o equilíbrio e, talvez, do exemplo de muito daquilo que aconteceu com várias pessoas que se sujeitaram a este tipo de psicoterapia.

Porém, o prazer ou gosto sentido com quaisquer leituras que podem interessar ao próprio, deve ser designada como BIBLIOFILIA, isto é, amor aos livros ou gosto em os ler, também essencial para quem se quer sujeitar à BIBLIOTERAPIA.

Numa boa biblioterapia com a leitura de livros, pode haver a necessidade de orientação ou do apoio dum especialista para indicar quais os livros mais úteis e necessários num caso específico e até para desfazer algumas dúvidas que irão surgindo normalmente com a leitura dos textos escolhidos e com a análise dos comportamentos inadequados que se desejam eliminar ou diminuir (Frude, 2009).
Com este processo, também se podem melhorar ou ampliar os comportamentos correctos que se pretenderem.
Contudo, se for mal empregada, com leituras inadequadas, pode ocasionar resultados perversos e até criar vício e dependência.

A Biblioterapia, que está a ser implementada e difundida agora em vários países, mas já experimentada em Portugal desde 1980, só com apontamentos policopiados, tornou-se necessária e muito útil, devido aos fracos meios de apoio disponíveis nos serviços da saúde e dificuldade em suportar os gastos com serviços individualizados, quase indisponíveis.

Por este motivo, a BIBLIOTERAPIA começou a funcionar essencialmente como um tratamento «low cost» nos países considerados «civilizados» e «industrializados», nos quais a vida frenética e «isoladora», mas com muitos «divertimentos», se torna cansativa e frustrante, porque a «pertençaafiliação» a uma família e a uma sociedade vai escasseando por falta de tempo e de disponibilidade pessoal.

Em grande medida, a maior parte das vezes, cada um tem de se «desenrascar» sozinho, sem tempo para quase nada.

A Biblioterapia pode ser uma boa solução para isso mas, para se atingir este objectivo, é necessário que a Bibliofilia esteja desenvolvida no interessado ou no «paciente», se possível, desde criança.

 

A BIBLIOFILIA SERÁ NECESSÁRIA?

Esta é uma pergunta muito interessante.

Se uma pessoa não gostar de leitura nem estiver interessada nela, como poderá conduzir ou sujeitar-se a uma Biblioterapia que exige muita leitura para saber de que modo funcionam o comportamento humano e as peculiaridades às quais se sujeitaram muitos dos que a utilizaram e tiraram dela inúmeros benefícios?

Falando no meu caso, posso dizer que nasci e cresci até aos 17 anos em Margão, uma cidade considerada a «Atenas de Goa».

Muitos dos que tinham alguma instrução, que era pouca, orgulhavam-se de ler os autores mais difundidos naquela época, tais como Emilio Richebourg, Emílio Zola, Alexandre Dumas, Gustavo Flaubert, Vitor Hugo, Perez Escrich, Miguel Cervantes e muitos outros.

Vendo, desde criança, o meu pai e avô envolverem-se nessa actividade, fui incitado a ler e até a sentir-me envergonhado (punição) por não me esforçar em ler ainda mais.

Por isso, como todos se mostravam satisfeitos quando me viam ler a Condessa de Ségur, Enyd Blyton, Charles Dickens, etc., fui desde logo obtendo reforço negativo por não ser envergonhado com a falta de leitura e um reforço positivo com a leitura que ia fazendo.

Esse reforço negativo, para contrariar a vergonha que me causava a falta de leitura e o subsequente reforço positivo quando todos me elogiavam porque lia bastante, moldaram o meu comportamento para o gosto pela leitura, que posso considerar como BIBLIOFILIA.

Como, naquele tempo, além de algum desporto ao ar livre e do carrom, com o qual nos entretínhamos durante algum tempo, não tínhamos quaisquer outros divertimentos como a actual televisão, fui-me embrenhando, mais tarde, na leitura direccionada para Júlio Verne, Emílio Salgari, Sherlock Holmes, Nick Carter e muitos outros.

Ao terminar o Liceu, tive necessidade de ler Júlio Diniz, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão e muitos mais.

Concluído o Secondary School Certificate Inglês e o 3º ciclo do Liceu, não me foi possível frequentar, de imediato, o curso de Direito por razões económicas e financeiras.

Contudo, quando obtive reforço positivo com a nomeação, por concurso público, para conservador interino da Biblioteca Nacional de Goa, ganhei motivação para desenvolver ainda mais a minha bibliofilia com os inúmeros livros que tinha à minha disposição.

Comecei pelo belo romance «Os Brahamanes», do meu patrício Francisco Luís Gomes. Com a instituição do Depósito Legal, fui devorando os livros de Erico Verissimo, José Lins do Rego, Machado de Assiz, Jorge Amado, Gilberto Freire e muitos outros, raríssimos nas livrarias de Goa, naquela época.

Posteriormente, com o meu ingresso na Força Aérea, deixou de haver tempo para a leitura, a não ser nos destacamentos da ilha do Sal, onde tínhamos alguns livros de autores estrangeiros muito em voga na época, tais como Hemingway, Azimov, Somerset Maugham, etc. que serviam para preencher as horas de imenso tédio, no nosso alerta permanente para qualquer missão súbita e imediata.

Posteriormente, com o trabalho cansativo que tínhamos e as constantes mudanças de unidade, sem ter autorização da Força Aérea e possibilidade de frequentar o curso de Direito iniciado em 1958, a saúde foi-se degradando, porque até a minha possibilidade de enveredar pela bem paga aviação civil e comercial, foi cerceada com uma nomeação intempestiva, brusca e intimidatória para a 2ª Região Aérea, ficando colocado no Comando da Região, em Luanda.

Apesar de me sentir psicologicamente «em baixo» e fisicamente depauperado e enfraquecido, com dificuldades essencialmente digestivas e também cardíacas, o meu bichinho da bibliofilia, incentivou-me a ler os livros de Pierre Daco e outros que se encontravam disponíveis na Biblioteca do Comando onde eu trabalhava.

Afinal, a minha bibliofilia serviu para entrar em contacto com alguma coisa que foi o embrião daquilo que, anos mais tarde se transformou, em biblioterapia autodirigida, em psicoterapia.

 

AS CONSEQUÊNCIAS DA BIBLIOFILIA

Lendo os livros de Pierre Daco, consegui imaginar que alguns dos meus problemas de saúde poderiam estar relacionados com o meu estado anímico, que se encontrava completamente depauperado.

Sentia-me muito mal, com constantes crises de diarreia, transpiração abundante, cefaleias agudas, desorientação momentânea, irritação e desânimo. Tinha dificuldade em lidar com os meus companheiros de trabalho e até com os comandantes.

De novo em Lisboa em 1970, tentei obter licença ilimitada para poder ingressar na TAP, o que me foi tacitamente negado colocando-me nos Transportes Aéreos Militares, que era o equivalente militar da TAP, mas com mais serviço e remunerações muitíssimo mais baixas.

Sem autorização para continuar a frequentar o curso de Direito, como tinha um amigo a frequentar o curso de Psicologia Clínica, no ISPA, aceitei a sua sugestão de me matricular nesse curso, já que, por ser ensino particular, não me exigia a tal autorização da FA.

Dizia o meu amigo que esse curso até me poderia ajudar a compreender e resolver o problema que me afligia no momento: a psicossomática que me desorientava e depauperava completamente.

Iniciado o curso, quando houve conhecimento disso, a minha vida nos TAM tornou-se muito difícil porque não conseguia programar e conciliar as aulas, estudo e exames com as viagens que me eram atribuídas, quase que aleatoriamente e sempre em meu desfavor.

Isso agravou o meu estado psicológico e fisiológico a ponto de recorrer ao psiquiatra, que apenas me medicava e dizia que tinha de resolver os conflitos que deveria ter tido com o meu pai.

Por mais que vasculhe a memória, o único conflito ou desentendimento que tinha tido com o meu pai era o de não ter conseguido iniciar, por razões económicas ou financeiras, o curso de Direito, em Coimbra, logo depois de concluir o curso do Liceu, até com dispensa de exame de admissão à Faculdade.

A medicação que tomava, receitada pelo psiquiatra, deixava-me completamente «inutilizado» a ponto de uma noite, ao conduzir, chegar a ver ou a ter a ilusão de dois carros a dirigirem-se contra mim, sem margem para fugir, quando de facto, eles estavam a passar, na sua mão e faixa de rodagem, em sentido contrário ao meu.

A partir dessa data, deixei de tomar os medicamentos porque me sentia cada vez pior, a ponto de terem de me transferir para uma Direcção de Serviço, com uma carga de vôos destinada a manter apenas o treino mínimo. Assim, ficava um pouco mais livre para frequentar as aulas em regime pós-laboral e fazer os exames em tempo oportuno.

Embora não tivesse conseguido concluir mais do que 3 disciplinas dois anos depois de me ter matriculado, já estava a frequentar, em 1973, em horário pós-laboral, nos Hospitais de Santa Maria e Júlio de Matos, os seminários de terapia comportamental, conduzidos por Victor Meyer, PhD, Reader in Clinical Psychology, da Faculdade de Medicina do Hospital de Middlesex, Londres.

Por isso, comecei a embrenhar-me na prática do relaxamento de Jacobson que também não me satisfazia, tal como continuava a não ter qualquer solução para mim, com as explicações de Pierre Daco.

Entretanto, como os meus sintomas não diminuíam e estava a tornar-me desagradável tanto nos vôos como no serviço em que trabalhava, a Junta de Saúde considerou-me inapto para o serviço de vôo em 22 de Abril de 1974 e passei à reserva.

Deste modo, fiquei com mais tempo e liberdade para assistir às aulas, embora continuasse a «render» pouco. Porém, naquela ocasião, necessitando de ler bastante sobre modificação do comportamento e psicopatologia para «enfrentar» os seminários e as disciplinas que estava a conseguir completar, entrei em contacto com os livros de Sigmund Freud, os quais também não me deram alívio, mas sim um vago conhecimento e quase a certeza de que era necessário examinar o nosso passado para descobrir os traumatismos (positivos e negativos) aos quais tínhamos ficado sujeitos. Isso só se poderia conseguir recorrendo ao armazém − a «cabeça» ou o cérebro − de cada um.

Embora Freud não se expressasse nestes termos, verifiquei que, se era muito importante examinar os traumatismos negativos, os positivos até nos poderiam ajudar a melhorar na vida.

É a aprendizagem com a qual entrei em contacto, quando tive as aulas de Psicologia Geral com o Professor Doutor Orlindo Gouveia Pereira que, depois do «25 de Abril», substituiu um outro, formado em França, que apenas nos obrigava a decorar as definições de atenção, memória, inteligência, etc. sem qualquer utilidade prática.

Assim, quando fui praticamente «envergonhado» no exame, por não saber as experiências de Thorndike, com a aprendizagem das galinhas e as leis do efeito e da repetição estruturadas a partir disso, essa abordagem provocou-me punição. Por isso, embrenhei-me no conhecimento dessas experiências, bem como das dos condicionamentos clássico e operante, respectivamente, de Pavlov e Skinner.
A frustração sentida por não ter sabido responder devidamente no exame oral, fez com que a minha bibliofilia me orientasse no sentido de aprofundar a matéria, lendo tudo aquilo que era possível na época e que estava disponível apenas em livros didácticos em inglês.

Essa «ocupação» de leitura, ocasionava em mim o reforço do comportamento incompatível porque, pelo menos durante esse tempo, não sentia muito as dificuldades que me assolavam.

Não sentindo alívio com o relaxamento de Jacobson, tentei fazer sempre, todas as noites, o relaxamento muscular, à minha maneira, descrito agora no livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P) e em vários outros.
Não tendo de manter qualquer posição específica depois dos cerca de 30 minutos do relaxamento muscular, quando estava deitado na cama, pronto para dormir e lembrando-me do que tinha lido nos livros de Pierre Daco e Sigmund Freud, achei que devia utilizar o meu tempo de insónia ou de vigília, para relembrar as coisas boas e as dificuldades que tinha tido na minha vida e ainda estava a passar.

  • Quais eram e que efeitos me provocavam ou tinham ocasionado?
  • Teria sido possível evita-las, ou melhora-las caso fossem boas?
  • Seria possível aumenta-las, diminuí-las ou eliminá-las?
  • Que meios tinha eu nesse momento para solucionar o caso?
  • Como utilizar tudo isso nos comportamentos futuros?

Tudo isso, com as leituras que estava a fazer, provocavam-me reforço do comportamento incompatível dando-me um certo ânimo para poder ler melhor e estar mais atento nas aulas, a fim de compreender o meio ambiente em que estava inserido e tentar obter formas alternativas destinadas a conseguir ultrapassar as dificuldades.

Deste modo, várias disciplinas foram rapidamente concluídas até que, nos tempos imediatamente posteriores ao «25 de Abril», os «revolucionários?» exigiram passagem administrativa, sem nota, o que invalidou a classificação dos trabalhos concluídos nas disciplinas em que estava matriculado e baixou a minha média final do curso.

Estando nessa época impedido, pelas mesmas razões, de fazer os exames em regime militar, isto é, marcando a data com o professor, acompanhei a minha mulher nos cursos que ela foi frequentar em Walligford e nos estágios e visitas a escolas de toda a Inglaterra, destinadas à integração de crianças com dificuldades no ensino regular.

Verifiquei que muito se utilizava lá a modificação do comportamento para ajudar, de facto, as crianças a ultrapassar as suas dificuldades. Embrenhei-me de tal maneira nesses programas que os psicólogos envolvidos nisso, quase me «empurraram» para me inscrever na Ordem dos Psicólogos Britânica (BPS), o que consegui apenas com uma entrevista aprofundada e discussão de um caso de obsessivo-compulsivo que estava a ser tratado por Laurence Burns, Associate e dirigente da BPS, no serviço por ele chefiado no Hospital de Rochdale.

Embora o requisito necessário fosse um doutoramento americano ou um mestrado inglês ou um exame na Ordem acompanhado de entrevista aprofundada, o meu ingresso na Ordem, como Graduate Member com o nº 0092943, depois dessa entrevista aprofundada, deu-se em 1975, com a possibilidade de exercer clínica em Inglaterra, logo que terminei todos os exames e estágios no ISPA e antes de me inscrever no Sindicato Nacional dos Profissionais de Psicologia, que passava as carteiras profissionais, para exercer em Portugal.

Era um reforço positivo muito grande, acompanhado duma motivação para prosseguir embora, naquela ocasião, não conseguisse uma bolsa remunerada em Inglaterra e tivesse de trabalhar em Portugal.”

 

São exactamente essas boas experiências que estou agora a tentar utilizar, sempre que possível, com os que procuram os meus serviços… e tem dado muito bons resultados.
 

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2019

Estando a começar o NOVO ANO de 2019, os nossos maiores desejos são de que todos os nossos leitores e amigos tenham uma feliz entrada e um ano cheio de felicidade interior.

Também desejamos que o convívio com todos seja o melhor possível, de bem com muitos e com respeito pelo próximo.
Com este blog e com o dos livros, estamos a tentar difundir algumas informações que, com sólidas bases científicas e pragmáticas, nos possam deixar de bem connosco, assim como com a família e com a sociedade em que interagimos.
Para isso, uma EDUCAÇÃO é muitíssimo importante sendo os pais os principais alicerces para uma boa estruturação duma personalidade em formação.
Os bons exemplos ou modelos, com comportamentos devidamente reforçados, irão modelar e moldar as atitudes e os comportamentos de um novo ser, que se deseja democrático, humanitário, solidário e satisfeito consigo próprio.
Em caso de falta de prevenção e profilaxia necessárias, algum eventual «descarrilamento» também pode ser prontamente reencaminhado pelo próprio ou com alguma ajuda de especialistas e do meio ambiente, o que pode ser essencial, a começar pela própria família.
Para isso, além de alguns esclarecimentos eventuais e resumidos, existem alguns livros que estão a ser preparados e publicados em impressão digital e tiragem muito reduzida para a sua utilização pelos interessados, que se servirão das indicações dadas no final deste post em cujo link basta clicar para saber estabelecer as devidas comunicações destinadas a fazer  comentários, pedir esclarecimentos ou solicitar os livros desejados.

«PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) apresenta o modo como os livros adequados podem ajudar a necessidade de criar o gosto pela leitura que, neste caso, tem de ser bem orientada para se efectuar uma psicoterapia, apoio psicopedagógico, treino de interacção social ou desenvolvimento pessoal.

 

«BIBLIOTERAPIA» (Q) indica que apenas a redução das dificuldades sentidas pode não ser o suficiente, sendo necessário erradicar o mal pela raiz, podendo o procedimento ser desencadeado autonomamente ou com pouca ajuda, com uma leitura correcta e bem orientada, além do treino e prática necessárias.

 

«AUTO{psico}TERAPIA» (P) é uma lista resumida e sucinta de procedimentos que é necessário manter para se conseguir um equilíbrio psicológico desejável e que foi conseguida por muitos, até sem ajuda do psicólogo ou com pouquíssima intervenção sua.

 

«JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) dá, em linguagem simples e com exemplos da vida prática, todas as indicações do modo como funciona o comportamento humano, apresentando maneiras de o avaliar, modificar e controlar. Mudar completamente os comportamentos duma família, sabendo o essencial e o suficiente, serviu para «re-unir» uma família quase «des-unida», com repercussões nos comportamentos da filha.

«Eu Não Sou MALUCO!» (E), com a história do Júlio, descreve o modo como simples acontecimentos, muito vulgares na nossa sociedade, podem traumatizar a ponto de ocasionar depressões que são geralmente «tratadas» com medicamentos, que alienam enquanto cada um não perceber aquilo que se passou consigo, fazendo uma viagem ao seu «interior» onde existe o «baú de recordações» que quase nunca é vasculhado e analisado, mas que incomoda muito causando imensas dificuldades.

«Eu Também Consegui!» (C) é a história de uma jovem abandonada pelos pais, à nascença, nas mãos dos avós e que se ia alcoolizando e tendo relações sexuais promiscuas, com depressões profundas, quando os pais regressando de Moçambique, se fixaram em Portugal e quiseram que a filha fosse viver com eles. E o exemplo que os pais, «juntos» até então, lhe davam «casando-se» e mantendo outros parceiros sexuais? Se não fosse o apoio dado em psicologia, com muita colaboração e empenho dela, nunca conseguiria ter uma vida de família bem constituída e feliz, como agora, podendo até viciar-se nos medicamentos, tal como a mãe.

«Acredita em Ti. Sê Perseverante!» (B) trata da história de Antunes
As longas conversas com um antigo colega e amigo psicólogo, ajudaram-no a compreender toda a situação, a ler bastante, a ajudar a filha e a tentar a psicoterapia consigo próprio, deixando a mulher muito mais sossegada, conseguindo também bastantes melhorias no desempenho do serviço que estava a prestar numa empresa financeira.

«SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A), preparado para a disciplina de PSICOPATOLOGIA dos alunos do ISMAT, Portimão, também pode ser útil para quem deseje enfronhar-se nos aspectos teóricos dos desequilíbrios psicológicos.
Só com estes livros e vários que foram seus antecessores, pode-se fazer muita coisa para evitar o desequilíbrio mental, porque prevenir é sempre melhor do que remediar…, às vezes, muito mal.

 

Um BOM ANO a TODOS e MUITAS FELICIDADES.

Contudo, depois da «Imaginação Orientada» (J) a partir dos meus 5 minutos de sono, passaram por mim ideias de que, em vez de desejar um feliz ANO NOVO, só uma vez por ano, deveríamos desejar um feliz DIA NOVO, todas as noites, com a aprendizagem feita durante todo o tempo anterior e sua análise, para imaginar e «engendrar» comportamentos novos e mais adequados do que os mantidos até ao momento.
É  o que desejo a TODOS, depois de ter acabado de ver o Concerto de Ano NOVO, de Viena e de me ter lembrado os bons tempos da minha infância e adolescência passados em Goa e dos magníficos momentos que passava com a minha mulher no falecido Hotel Golfinho, dançando ao som das belas músicas do Armandinho.

 

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ESCLARECIMENTO − 5

Tendo recebido um comentário anónimo que diz: “não compreendo porque insiste tanto na leitura e na colaboração do próprio já que o psicólogo deve ser o especialista que deve ajudar”, senti necessidade de esclarecer tudo, melhor do que até ao momento, porque isto pode acontecer até nas consultas.

 

Antes de tudo, posso aconselhar que leia com cuidado o post indicado, bem como o anterior, onde estão mais ou menos sintetizadas as ideias necessárias para se poder reduzir e até evitar a descompensação psicológica, à qual ficamos quase sempre sujeitos ao longo da nossa existência.
Não acredito que haja alguém que não fique sujeito a contrariedades, as quais têm de ser ultrapassadas com muito ou pouco êxito, se não tiverem sido evitadas.
Com estas contrariedades, sofremos punição, ficamos frustrados e, se reagirmos com êxito obtemos reforço positivo ou, caso contrário entramos em depressão, ficando sujeitos ao conformismo, com reforço negativo ou enterramo-nos na depressão aprendida (anaclítica do lactente?).
A nossa reacção ou resposta vai basear-se na aprendizagem que tivermos feito ao longo da vida, durante a estruturação da personalidade, na família e na sociedade em que estivermos inseridos e com os valores e modelos existentes, bem como nos reforços que tivermos recebido e que vão moldar as nossas atitudes e o comportamento futuro.

Se quisermos fazer uma comparação com diversos outros factos da nossa vida, podemos limitar-nos apenas a uma gripe ou a uma constipação.
Ficamos constipados e, com as aprendizagens anteriormente feitas, no ambiente que estivermos inseridos, reagimos tomando algumas precauções e medicamentos ou, se isso não for possível, vamos ao médico para nos aconselhar e orientar.
Neste caso, aquilo que actua é o medicamento, embora haja necessidade de haver algumas precauções que são aconselhadas no momento pelo especialista, se não forem quase automaticamente tomadas com os hábitos que existem na sociedade ou família.
Os medicamentos são substâncias que vão actuar no nosso organismo sem necessidade da nossa vontade ou colaboração.
Nestes casos, podemos utilizar os serviços de um especialista ou, se houver aprendizagens anteriores, seguir as «normas» utilizadas na família ou na sociedade.

Porém, quando existe um problema psicológico, o mesmo não se situa só no funcionamento fisiológico mas sim no «comando» cerebral que orienta os nossos sentimentos, sensações, percepções e, posteriormente, nas acções, podendo influenciar a própria fisiologia, originando a psicossomática.
Neste caso, o mais importante é accionar o cérebro através das ideias, percepções, sentimentos e memórias.
Para isso, o órgão que deve funcionar nas melhores condições é o cérebro.
É no cérebro que devemos actuar e, se essa actuação se realizar através do medicamento, o mesmo vai alterar todo o funcionamento cerebral, deixando-o menos capaz de reagir correctamente e com toda a sua sensibilidade e capacidade.

Chegamos aqui a um conflito em que temos de decidir entre tomar medicamentos e reagir de acordo com o que os mesmos nos deixarem fazer, ou reagir com todas as nossas potencialidades para ultrapassar as dificuldades que sentimos.
Se não reagirmos com as nossas capacidades cerebrais em boas condições, as nossas acções podem ficar dependentes daquilo que os medicamentos deixarem fazer e é o que acontece quando os mesmos entram em acção, com maior ou menor vigor e amplitude.
E os efeitos secundários que os mesmos provocam, com uma habituação quase permanente e alienante!
Se pode haver necessidade de um especialista para prescrever os medicamentos, o empenhamento e a colaboração do próprio são de total importância para que o cérebro entre em acção com toda a sua integridade, embora, de vez em quando ela possa ser complementada ou suplementada pela acção do especialista.
É nisso que se baseia a psicoterapia que, segundo alguns especialistas de muita reputação, torna-se quase imprescindível, mesmo que haja algum apoio temporário com medicamentos.

Contudo, a acção e a colaboração do próprio na psicoterapia, não pode ser descoordenada e aleatória.
É necessário que o interessado sabia o modo como o comportamento humano funciona, para o analisar com humildade, objectividade, realismo e pragmatismo, a fim de o conseguir alterar no sentido desejado.
Por este motivo, embora as consultas de especialidade possam ser necessárias e alguma coisa possa ser explicada durante as mesmas, existem sempre dúvidas que terão de ser esclarecidas em determinados momentos, sem ser em consultas, tal como acontece agora com este post.
Tudo isto aconteceu com o Júlio que, depois de ultrapassar a sua odisseia, (E) que durava mais do que ano e meio, baseada em falsas percepções que tivera ainda em criança, quis que o seu «caso» fosse difundido para ajudar os outros.
Ajudado duas vezes com medicamentos durante ano e meio, foi piorando, até que começou a melhorar quando iniciou os treinos e as leituras necessárias, compreendendo o modo de funcionamento do comportamento humano.
Foi ajudado com o treino da autohipnose e a técnica de Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), incluida na Imaginaçâo Orientada (IO) (J), no sentido da logoterapia, para ele poder fazer a análise da sua vida, compreendê-la e descobrir novas formas de actuar, com uma reestruturação cognitiva adequada.
Naquele momento, em 1980, não leu livros, porque não existiam, mas sim apontamentos policopiados que havia no momento, em linguagem simples e facilmente compreensível e que foram divulgados posteriormente num livro com a história ficcionada da JOANA (D).

Este livro contém assuntos de centenas de consultas, dadas várias vezes, a pais e crianças, para tentar resolver os seus problemas.
Embora tudo isto esteja, inserido em outros livros tais como «Psicologia Para Todos» (F) «Interacção Social» (K), ou seus antecessores, especificamente destinados a quem deseja aprofundar esses aspectos, muitos assuntos mais importantes são directamente tratados neste blog, que fica à disposição de quem o quiser consultar e fazer comentários ou perguntas.
Quem, mais do que o próprio, pode compreender estes assuntos, que são de toda a importância para analisar qualquer comportamento que nos incomode ou que se deseje modificar num determinado sentido?
De que maneira o poderemos modificar, se não conseguirmos compreender e determinar a sua origem ou causa, para o alterar num sentido que nos interessa ou é mais vantajoso?
Com que meios e em que oportunidade poderemos fazer isso e com que expectativas?

Tudo isso tem de ser ponderado e assimilado pelo próprio, embora a «ajuda» ou a «orientação» de um especialista seja, às vezes, necessária.
Contudo, a compreensão de tudo, sem os efeitos secundários dos medicamentos, é importante para se analisar o passado, verificar as possibilidades, planear o futuro e treinar aquilo que for necessário para modificar a situação no sentido desejado.
Se não houver um total empenhamento, colaboração e empenhamento do próprio, a situação pode prolongar-se por tempos quase indeterminados e sem os bons resultados que se poderiam obter com essa colaboração.
É isso que acontece com muitas pessoas que vão ao especialista e nada fazem a não ser tomar alguns medicamentos que aliviam as dificuldades proporcionando reforço negativo.
A causa ou o mal não é descoberto, analisado e eliminado ou compreendido, para o arquivar em segurança ou descobrir o meio de o ultrapassar, ou até evitar no futuro.

Por este motivo, sendo até muito possível fazer isso autonomamente, foi constituída a colecção da BiblioTerapia, com 18 livros que cobrem assuntos relacionados com psicoterapia, psicopedadogia, treino de interacção social e desenvolvimento pessoal e um guia que pode orientar os interessados.
Como já disse anteriormente, cada um pode fazer quase autonomamente a sua psicoterapia seguindo as indicações dadas num livro específico (P).
Também, para se poder fazer uma aprendizagem social, com modelos daquilo que os outros fizeram, outros livros indicam como foi feita uma psicoterapia autonomamente (B) por uma pessoa em que o seu desequilíbrio poderia influenciar negativamente uma família inteira, a começar pelo insucesso académico da filha e a depressão da mulher.
Também, uma psicoterapia feita com pouca ajuda e muita colaboração da própria (C) ajudou-a não entrar no alcoolismo e em relações sexuais promíscuas, devido a alguns problemas familiares mal compreendidos e, quase «impostos» pelos progenitores, que mantinham uma vida desequilibrada, ocasionando dissonância cognitiva.

São, às vezes, esses pequenos problemas, sem grande importância, dos quais a pessoa não se apercebe e até julga que não são relevantes para o seu caso ou dificuldade, que origina os desequilíbrios.
Tenta-se «esquecer» o problema, como se isso fosse possível, atribuindo as «culpas» a mais alguém ou às circunstâncias do momento.
Por isso, lendo os livros necessários, muita coisa se pode fazer para evitar entrar em descompensação, em vez de tentar resolver o problemas depois e com um resultado pouco satisfatório.

À guisa de recordatória final, interessa fazer algumas perguntas pertinentes:
– Quantas consultas seriam necessárias só para obter estas ideias?
– Quanto tempo se despende nas deslocações e esperas, além do encargo financeiro?
– Quando surgirem as dúvidas, será marcada outra consulta?
– Onde e quando?
O livro está sempre à mão de semear, pode ser lido e consultado em qualquer momento e em qualquer lugar.
Aquilo que fica apresentado no livro é essencial para alimentar o cérebro que se deseja modificar a fim de emitir os comandos necessários destinados a alterar os comportamentos, eliminando aquilo que é desagradável ou inaceitável para cada um.
Nisso, o especialista não pode ajudar sem a colaboração e intervenção do próprio, porque não tem acesso ao cérebro do «descompensado»!
É por este motivo que estou interessado em que se façam reuniões nas quais se possa esclarecer, ao mesmo tempo, a bastantes pessoas, muitas das dúvidas que surgem naturalmente e, sendo de vários interessados, podem elucidar antecipadamente o restante auditório.
Deste modo, tal como aconteceu com a JOANA, pode haver uma acção preventiva que evite muitas descompensações futuras que, provavelmente, ficarão mal resolvidas, tal como dizia Joel, que tentou «estrangular» a noiva, devido aos seus sentimentos de inferioridade, mas sem a mínima intenção de a matar.
Mas a sua acção, executada pela terceira vez, valeu-lhe o epíteto de «Psicopata» (G), com internamento imediato, mas apoio psicoterapêutico oportuno, embora muitos inesperado.
Depois da sua melhoria, Joel foi o principal instigador para a publicação duma lista de procedimentos que se transformou, em sua homenagem, em «AUTO[psico}TERAPIA» (P), ficando muito pesaroso por não haver, no tempo dele (1976) livros com que ele se pudesse elucidar para conseguir adquirir, embora tardiamente, uma educação adequada que nunca tivera, embora internado num bom colégio religioso, por ser filho de pais divorciados e uma avó muito «distante».
Espero que estas informações tenham sido úteis e capazes de eliminar algumas dúvidas.
Até à próxima.

 

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