PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA – 25

Em resposta ao comentário seguinte:

“Já li este poste e alguns anteriores.Biblio
Preocupo-me com as pessoas que não tem tempo para a psicoterapia, autoterapia ou consultas de aconselhamento.
Trabalham muito e tem todo o tempo ocupado.
Não será melhor utilizar os medicamentos para aguentar a situação?”

no post AUTOTERAPIA – 24, vou fazer este post para dar uma resposta, depois de ter assistido ontem a uma sessão de ginástica do «Sporting» em que um dos números foi apresentado por uma classe de deficientes mentais e com outras dificuldades.Auterapia-B30

– Se eles conseguem ultrapassar dificuldades, qual a razão de os «normais» não o poderem fazer?
– Eles não tiveram de trabalhar e desenvolver as suas capacidades?
– Alguém mais o poderia fazer por eles?
– Poderão necessitar de alguma ajuda, mas o «trabalho» fundamental tem de ser deles, com persistência e muito treino.
– As pessoas de quem fala, não terão a disponibilidade de 1 hora por dia, à hora de se irem deitar, durante um mês, para Maluco2praticar o que é necessário?
– Não terão uns momentos para ler o que faz muita falta?
– Ou estarão mais ocupados em ir aos cafés, discotecas e festivais?
– Essas pessoas «ficam boas» com os medicamentos ou alienaddas (viciadas) e com a parte fisiológica degradada?
– Parece-me que até na televisão se descobre isso!

previsão2Além do primeiro mês de treino e aprendizagem, tudo o resto pode ser feito durante 3 a 5 minutos à hora de dormir e durante o sono, exceptuando 5 minutos para escrever e mais alguns para tomar nota das recordações e acontecimentos do quotidiano.
Para isso, além dss muitas publicações mencionadas, servem essencialmente os ensinamentos da Psicologia ou Ciência do Comportamento (F).

A modificação do comportamento é um factor fundamental que tem de se processar em cada um, mesmo Psicopata-Bque, em alguns momentos, seja necessário o apoio de um psicólogo.
É unipessoal e intransmissível, sendo uma componente fundamental para o sucesso, porque o próprio tem de ser treinado a ultrapassar as dificuldades que irá enfrentando «normalmente» ao longo da vida.

Em Portugal, teremos de ficar a olhar espantados e admirados para aquilo que se está a tentar fazer no estrangeiro, só agora, quando nós já cá tínhamos experiências realizadas há muito (E)?

Por este motivo, com muito do que consta dos livros publicados, transcrevo a seguir especialmente as páginas 163 a 172 de «Imaginação Orientada» (J), porque a educação é um factor fundamental na modificação do comportamento, necessária Imagina-Bnuma psicoterapia eficaz e bem orientada.

 

“– Óptimo. Estou a ver melhor toda esta problemática da modificação do comportamento e da psicoterapia. Mais alguma achega?
É por este motivo que insisto muito na educação desde criança, utilizando dificuldades, que os pais deverão colocar para que os filhos as ultrapassem (D), nem que seja com uma facilitação inicial (K). Depois, com esse treino imprescindível para uma vida cheia de sucesso, esses adultos podem até não necessitar de qualquer psicoterapia. Pensa em ti e vê o que seria de ti e da tua filha, se todos não aprendessem a ultrapassar as vossas ligeiras dificuldades (B).Acredita-B

A propósito da educação, não achas que teria sido mais útil enveredares por uma faculdade como por acaso aconteceu agora?
– É uma situação que não me passou despercebida logo de início. Embora se ganhasse pouco nesse tempo, concorri para universidades, uma delas, a do Minho. Concordaram em eu dar aulas de psicologia desde que tivesse uma licenciatura qualquer, mesmo que não fosse em psicologia. Como no meu curso de 5 anos no ISPA, naquele tempo – reconhecido como curso superior por Veiga Simão – só era concedido diploma, não consegui dar aulas a não ser no Instituto Superior de Serviço Social e nos cursos de enfermagem por não ter uma «licenciatura» qualquer Consegui-Bque se obtinha com 4 anos de curso.
“Posteriormente, depois de concluído o doutoramento, houve propostas para eu reconhecer cá o diploma. Quando pedi equivalência ao Ministério da Educação, solicitaram-me o certificado de «licenciatura» que eu não tinha porque uma instituição particular não o podia ter concedido naquela época. Depois do «25 de Abril», como naquela ocasião (1981), depois do doutoramento, teria de perder um ano para conseguir um certificado de «licenciatura» com a conclusão de mais duas cadeiras e um trabalho no ISPA, e eu estava «atulhado» de pacientes que me queriam a trabalhar no consultório, desisti dessa pretensão, preferindo dedicar-me à investigação em neuropsicologia e enveredar pelo pós-doutoramento em neuropsicologia. Afinal, a minha preferência Joana-Borientava-se no sentido da investigação, terapia e profilaxia, em vez da docência onde ainda se ganhava pouco e exigia muito trabalho, quase burocrático. Repara bem nas incongruências e na burocracia do nosso sistema, mesmo nos tempos actuais e até no ensino.
“Convidado, esporadicamente, a dar aulas na Universidade Autónoma, no ISMA, na COCITE, e agora, no ISMAT, desisti da equivalência que me orientaria num sentido que não me era muito satisfatório e dediquei-me ainda mais à investigação clínica e à psicoterapia, que me deu muita satisfação com os êxitos alcançados. Muitos «pacientes» ainda se lembram de mim apesar de eu lhes ter «tentado meter na cabeça» que a razão da melhoria, eram eles, através do «seu trabalho», do treino em casa e dos exercícios que estavam a fazer e a manter. Não Psicologia-Caconteceu contigo? Não continuas sem apoio de outras pessoas? Não ajudas a tua filha a ser independente e autónoma? Se fossem consultas da «hora de 50 minutos» aconteceria isso?

– Tens razão. Estava agora quase em Imaginação Orientada e fizeste lembrar coisas de há muitíssimo tempo, relacionadas com dinheiro. Não me disseste, uma vez, quando estiveste em serviço nos Açores e me deste as Boas-Festas do Natal e Ano Novo, que estavas entusiasmado por ir obter o brevet civil e esperavas entrar para a SuissAir onde ganharias muito mais do que o quíntuplo?
– Sabes que foi pouco antes de eu poder ir também para a TAP, passando à licença ilimitada depois de 8 anos de oficial do quadro permanente. Tudo isso foi «liquidado» com a minha segunda nomeação intempestiva e intimidatória para Interacção-B30Angola.

E depois de passar à reserva, em 1974?
Nessa ocasião, acompanhava a minha mulher, a fazer estágios e assistir a cursos em Inglaterra. Depois, tendo sido dado como incapaz para o serviço de vôo, passados os dois anos necessários por causa da incapacidade de voar, já não me interessava ficar constantemente longe da família em viagens de vários dias, quando estava «metido até ao pescoço» na psicologia e psicoterapia, tendo-me entusiasmado com os seminários de Victor Meyer e com trabalho que tinha entre mãos. Imaginava que poderia utilizar essas técnicas numa outra perspectiva que talvez se concretize agora com a BIBLIOTERAPIA (Q).Saude-B
– Então, pelo que sei, passaste por muitas frustrações, a começar pelo curso de Direito!
– Talvez seja por isso que o meu método terapêutico se baseie essencialmente no incitamento do paciente para ultrapassar a sua frustração do momento e preparar-se para as seguintes que, porventura, possam ocorrer. É o modo como ultrapassei as minhas, «dando a volta por cima». Lembras-te de me teres perguntado no «século passado» “cada macaco no seu galho”? O meu galho é este!

– E fazes alguma profilaxia?
– Vê lá se não me conheces como uma pessoa facilmente irritável e com colite crónica. Passei à reserva na Força Aérea com o neuropsicologia-Bdiagnóstico de neurose depressiva reactiva grave em que estava «mergulhado até ao pescoço» e a consequente colite crónica que ainda me incomoda com ulceras e hérnia. Ficava completamente desorientado e, com a medicação que era forçado a tomar, sentia-me apático, inútil e com vontade de desaparecer. Nos dois primeiros anos do ISPA não conseguia «avançar» e isso deitou-me ainda mais abaixo. Como é que eu controlo a minha irritação, senão fazendo relaxamento instantâneo? Não dou conselhos aos outros sem nada experimentar em mim próprio. Acredito que faças o mesmo, pelo menos, nos momentos de maior tensão. Depois, sempre que possível, entro em Imaginação Orientada. Aconselho aos outros aquilo que experimentei em mim e continuo a praticar. Isso é que me fez desenvolver a Terapia do Equilíbrio Afectivo. A minha ambição era e continua a ser tornar pública a minha experiência pessoal e o método terapêutico utilizado posteriormente, para o colocar nas Psi-Bem-Cmãos de cada um, dando-lhe autonomia e quase independência em relação a quaisquer especialistas (P).
“Na tua idade, não fazes uma dieta alimentar adequada, uma ingestão diária de cerca de 2 litros de água e uma caminhada de quilómetro e meio como precaução contra níveis altos de colesterol, glicemia, obesidade, etc.? Pode evitar futuros AVC e outras doenças, exigindo a consequente ingestão de medicamentos que sempre ocasionam efeitos secundários ou danos colaterais, se não ficarmos inutilizados numa cadeira de rodas ou na cama, dependentes dos outros. Acontece o mesmo em psicologia. Custa atingir, pelo menos, o grau mínimo, mas tu o dirás por experiência própria (B) (P) (Q).
“O que diz a Cidália? (C) Se pudesses falar com o Júlio (E), admirarias a sua capacidade de trabalho. E o Joel, que ficou extremamente «traumatizado» com tudo o que lhe aconteceu, apesar de melhorar substancialmente, embora sem casar com a Difíceis-Bsua única namorada? Daí a sua preocupação em ajudar os outros (G/83-106).
“É por este motivo que insisto imenso na prevenção e profilaxia. Se desde criança fôssemos habituados a ter cuidado com a alimentação, exercício físico, sono, relaxamento, etc., muitos dos problemas actuais teriam uma expressão mínima, assim como até a nossa actual crise económica, financeira e criminal. Com Guterres, depois de um macroeconomista ter sido o pai do monstro, entrámos no pântano em direcção ao qual já tínhamos começado a caminhar. Alguém tentou mudar de direcção ou inverter a marcha? Não só ninguém ousou contrariar essa orientação como até se continuaram a fazer inúmeras obras desnecessárias e inúteis, criaram-se cada vez mais instituições e organismos espúrios e dispendiosos, com gastos avultados, gestores milionários e engorda dos serviços do Estado. Faz-me lembrar muitos dos médicos meus amigos e companheiros de Liceu e residência, que Depressão-Bme aconselhavam a tomar um comprimido para não entrar em depressão, outro para dormir, um terceiro para evitar o aumento do açúcar no sangue e mais um para dar energia. Nenhum me dizia para ter cuidado com a alimentação, com o sono e com o trabalho. Muitos deles tinham sido meus contemporâneos e comensais. No meu 6º ano do Liceu, tive dois comensais de medicina; no 7º ano, tive sete; nos quatro anos seguintes, tive sempre dois.
“Também ninguém me aconselhou a fazer relaxamento que agora é a função dos psicólogos. Os médicos não eram obrigados a saber isso e eu, naquela ocasião, desconhecia-o por completo.
“Se houver uma «educação» adequada, deixarão de existir muitos dos problemas como aconteceu com a Cristina (L) e com muitos outros que me vieram e continuam a vir parar às mãos depois de o «mal» ficar instalado. O que acontece depois, é ter Organizar-Bde se reduzir o mal com uma desaprendizagem dos erros, seguida de aprendizagem de formas novas de actuar, enquanto tudo pode estar a ser contrariado em casa, com o reforço aleatório que cada um vai recebendo no ambiente em que esse «mal» foi incubado (Q). Compreendes a minha preocupação com a educação e a profilaxia que sai muito mais barata?
Evita-se o mal em vez de sofrer com ele e de o tentar combater mais tarde, a muito custo e com resultados reduzidos.”

Tens razão. Dá que pensar!
– Segundo as tuas contas, além dos 40 períodos de «conversa» que tiveste comigo (apoio), fizeste 3440 períodos de treino e Imaginação Orientada em casa, contabilizando cada período em 25 a 30 minutos, que se prolongaram ou não pela noite dentro Respostas-B30sem contabilização. De certeza que não tiveste qualquer recordação «útil» antes dos primeiros 400 períodos de treino.
“A Cidália não teria enveredado pelo alcoolismo e prostituição? Obteria um emprego digno e satisfatório? Qual é agora a vida dela?
“O que seria do Júlio? Estaria na posição de empresário como agora? O tal «Dantas» do «POC» de quem ele me falou, ainda não «se encontrou» e está cada vez mais dependente da droga que lhe receitam, de vez em quando. O seu «vício» de comprar coisas desordenadamente pode ter sido substituído por qualquer outro e, por isso, eu não quis continuar com a sua psicoterapia na companhia do tal psiquiatra miraculoso (E) (M).
“O «traumatismo» do Júlio (E), em relação ao seu «abandono» ou «desterro» em Lisboa, porque estava à flor da pele, foi «Educar»-Brapidamente recordado mas só depois do relaxamento. Poderia não ser tomado na devida conta numa história pessoal para diagnóstico, por muito aprofundada que fosse, porque naquele tempo, era um facto absolutamente «normal» em muitas famílias que queriam que os filhos «estudassem», além de que ele próprio não o achara relevante.
“E o Joel, que ficou com a sua vida completamente destruída por eu não ter conseguido «deitar a mão» ao casalinho antes que os conselhos do diagnóstico psiquiátrico lhe fossem oferecidos de bandeja? Agora, com a sua experiência, até quer ajudar os outros (G/83-106). Já compreendeste o que pode acontecer quando não existe uma intervenção atempada e adequada, com a colaboração do próprio?
“A subtileza da Germana (L) para obrigar o Januário a fazer antecipadamente mais de 1500 períodos de treino de Depress-nao-Brelaxamento, ajudou a fazer uma psicoterapia de profundidade em 3 dias, com cerca de 50 períodos. Como estaria ele agora (L), que durante anos se submeteu à medicação, psicanálise e psicoterapia, criando uma descrença total em relação a tudo isso? Não foi expedita e económica?
“Para compreenderes melhor tanto o meu ponto de vista como a minha actuação, lembra-te daquilo que aconteceu contigo. Não faço consultas ou psicoterapia com pessoas de família ou muito chegadas porque, logicamente, pode não haver «sinceridade». Existem factos muito íntimos que as pessoas não querem expor a pessoa alguma e, às vezes, até a elas próprias. São, geralmente estes os factos, muito ou pouco escondidos e não-conscientes, que provocam os distúrbios psicológicos. Se o psicoterapeuta não conhecer esses factos, como poderá ajudar o paciente? As leituras podem esclarecê-lo muitíssimo! Achas que, mesmo depois de o paciente ter dado o seu consentimento psicoterapia2inicial voluntário, se eu não tomar em conta o seu descrédito numa psicoterapia que não lhe dá alívio imediato como o medicamento, ou até com uma aparente «compreensão» das suas dificuldades e sua «justificação», a sua possível resistência aos treinos será pouca?
“Aconteceu com a Germana, com o Júlio, com a Cidália e, se não aconteceu com o Januário, foi porque a Germana já o tinha «industriado» suficientemente, apresentando o caso dela como exemplo. Tenho de tentar combater essa resistência. Tive de insistir contigo para seres perseverante. Tu tiveste de te «zangar» com a Cidália para ela não desistir e não voltar ao medicamento. Apesar de totalmente voluntário e consciente, o Júlio (E) tentou desistir algumas vezes mas, como a psicoterapia não era paga, vês como lidei com a situação. Foi com muito mais à-vontade do que com os outros que pagam e podem achar que despendem o dinheiro sem proveito. Compreende a stress2decisão do Januário depois de devidamente esclarecido com a «visão», compreensão e a leitura do caso da Germana (L).
“Tento fazer o papel de os «empurrar» para a frente mas, às vezes, não tenho sorte. Estou a procurar uma fórmula mágica que dê ao paciente a capacidade de compreender logo de início, que tem de confiar no psicoterapeuta e colaborar com ele sem desistir. É a ele que compete aconselhar o abrandamento, a interrupção ou a finalização do processo. Por isso, estou a preparar os livros e mantenho agora os blogs. É para que as pessoas me conheçam, assim como os métodos que utilizo, mesmo antes de virem à consulta. Ao fim de cerca de 5.000 casos, em mais de 35 anos de psicoterapia, em que a taxa de resolução das dificuldades começou em mais de 20%, acrescida da melhoria em mais de 60%, com aumento substancial posterior, acho que não devo ter outra atitude perante a pqsp2minha actividade profissional. Dos que abandonam, sabes quais as razões mas, sinto-me satisfeito por ter podido ajudar muito mais que 86% e que aumentou com o tempo.

– Por mim, sei o que passei. Dou-te toda a razão e estou satisfeitíssimo com os resultados. Provavelmente, estaria neste momento ainda como um vulgar funcionário da empresa. Não sei como estaria a minha mulher. E a filha, poderia nunca ter conseguido passar do 10º ano, tanto mais que a sua melhor amiga, a Cidália, estava distante e com problemas que, por modelagem e identificação a poderiam afectar. E tu, como estarias agora se não tivesses ido para Psicologia?
Não sei. Mas, provavelmente também seria um tenente-coronel na reforma, amargurado, desocupado e desiludido com a apoio2pós-revolução dos cravos, a culpar o destino por tudo o que me tinha acontecido. Ou quiçá, como dizem muitos, um advogado a falar mal de Justiça que temos neste País, se não fosse um navegador civil reformado, com algumas «massas», o que era menos mau.

– Mas, para que não tenham o mesmo triste destino que também poderíamos ter, como é que os outros conseguirão saber alguma coisa sobre tudo isto e sobretudo acerca do que conseguem fazer para evitar os males de que se poderão vir a queixar?
– Não sei mas, em tempos, mantivemos no Centro de Psicologia Clínica e em Conhecer A PESSOA uma edição, à nossa medida, para esclarecer as pessoas ou, pelo menos, os nossos utentes.

– Agora que me explicaste quase tudo de forma sintética mas elucidativa, pergunto-te porque não publicas esta explicação sucess2em forma de conversa, como se fosse parte do nosso anterior diálogo de há 10 anos, tal como fizeste com o folheto do CPC que li no início e que me ajudou a «mudar de vida»? Não só de vida como de atitude mental. E, não só ajudou a mim em especial, como também à minha mulher, filha e, especialmente, à Cidália. Valeu a pena ela ter visto os teus rascunhos, acerca da autopsicoterapia. Deus escreve direito por linhas tortas.
– Por enquanto, além dos livros que vou actualizando e reagrupando para uma nova edição do Centro de Psicologia Clínica, iniciei em 6dez07 o blog <psyforall.blog.com>, mantido até 17nov08. Passei depois para <psicologiaparaque.blogspot.com>, entre 7ago08 e 17dez09. Desde 23nov09, fixei-me definitivamente em <psicologiaparaque.wordpress.com>, para dar respostas a muitas pessoas que fazem perguntas, intervindo directa e pessoalmente ou através de comentários que, por serem moderados, despertam logo a minha atenção. Quero que as pessoas reed2façam comentários em vez de me enviarem e-mails. As respostas dadas através de novos posts podem servir outras pessoas, o que não aconteceria no caso dos e-mails que ficariam limitados a esse endereço. A minha ideia fundamental é fazer com que as pessoas compreendam tudo, leiam bastante e verifiquem o que é psicoterapia para que colaborem e se tornem autónomas, a fim de enfrentar económica e eficazmente a vida, que não é fácil.”

Esperemos que as tuas boas intenções se materializem em breve e que este esforço que estás a fazer possa reverter em favor dos que mais necessitam de ajuda neste momento.
De boas intenções está o mundo cheio mas de boas acções tenho conhecimento de poucas. Como necessito de dinheiro para a publicação que não fica barata, não utilizando também o circuito comercial, os que necessitarem dos livros, que me contactem teoria2directamente e <livroseterapia.wordpress.com> vai ser o blog dos livros. Qualquer dia posso ter outro sobre BIBLIOTERAPIA no facebook.
“Aos que necessitarem de apoio, desejando-o rápido e eficaz, sem ficar na dependência do psicoterapeuta, posso dizer que:
▫ Têm o blog e os comentários… (o e-mail, só em último caso).
▫ Devem ler os posts e os livros que mais falta lhes fazem.
▫ Mas, faz mais falta ainda cada um treinar o relaxamento.
“Por mais consultas que se façam, se não houver sinceridade e um profundo empenhamento do próprio, com bastante pratica2leitura e treino ou prática, poucas melhorias se podem fazer em psicoterapia, sem ficar na dependência permanente do psicoterapeuta (L) (M).
“Acerca de tudo isto, das muitas teorias e psicoterapias importados do estrangeiro, que se propalam com nomes talvez pomposos e do treino que cada paciente necessita, lembro-me dos velhos tempos em que, em Angola, entrávamos nos gabinetes do estado-maior do Exército, em Luanda, para ouvir muitos oficiais do estado-maior, com o respectivo curso e insígnias na lapela, «dar palpites» acerca da «guerra» de que nada sabiam e na qual não sujavam as botas.
“Isso também me faz lembrar, às vezes, muitos professores da Faculdade e comentadores que dizem muita coisa e falam muito e em imensas teorias que não sabem aplicar ou que, quando aplicadas, dão resultados imprevisíveis. Depois, as culpas são dos tecnicas1outros…
“Por isso, sabendo por experiência própria que nenhuma psicoterapia dá bom resultado sem o envolvimento e o trabalho do próprio, apetece-me, às vezes repetir – para os muitos «filósofos» que, sem lerem coisa alguma útil nem praticarem o que é necessário, dizem que se querem submeter à psicoterapia – o procedimento que tínhamos com esses oficiais do estado-maior.
“Os que trabalhávamos no terreno (e no mato), dizíamos para eles, em surdina:
VAI TRABALHAR MALANDRO!
 
Apesar disso, como o hábito de leitura e a apetência para tal é muito reduzida entre nós, vou tentar preparar um livro de 68 páginas para explicar os benefícios da BiblioTerapia (Q), já suficientemente experimentado com o Júlio (E), em 1980 e que, sócasos2
agora, está a ser implementada no SNS do Reino Unido (Frude, 2004) e nos EUA.

E, para os que me criticam dizendo que não tenho um manual de procedimentos a indicar claramente, passo a passo, aquilo que cada um deve fazer, vou também preparar outro manual, de 76 páginas apenas, com 45 páginas de instruções e muita bibliografia, que ajude a realizar uma AutoTerapia (P), além de cada um poder também difundir essa ideia por muita gente.”

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS
 (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui

 

AUTOTERAPIA – 24

Quase no fim do meu passeio habitual, quando passava à porta no café, verifiquei que Sr. Felício parecia estar à minha espera, Biblioolhando insistentemente para a rua.
Mal me viu, aproximou-se rapidamente e perguntou-me se lhe podia dar mais algumas explicações complementares sobre AUTOTERAPIA porque um amigo dele tinha começado a ensaia-la, apenas com os artigos lidos no blog, mas não conseguia obter resultados satisfatórios. Estava deprimido e ansioso.
Achava que a autoterapia não era possível e os conselhos do psicólogo eram muito importantes.

 

Como já não tinha tempo disponível, comprometi-me a dar-lhe uma resposta num novo post sobre AUTOTERAPIA, porque havia necessidade de lhe fazer compreender que grande parte do trabalho, colaboração e compreensão tem de ser do próprio Auterapia-B30interessado.
Contudo, as respostas necessárias já tinham sido dadas pelo menos nos variadíssimos posts sobre Autoterapia, Biblioterapia, Modificação do Comportamento, Modelagem, Moldagem, Imaginação Orientada, Reforço, Depressão e Respostas para casos específicos.
Lendo com cuidado esses posts, a pessoa poderia obter alguns conhecimentos necessárias para desvendar as causas dos seus males e tentar resolver o problema antes de o deixar aumentar.
Tanto o Sr. Felício como os seus conhecidos tinham conseguido melhorias apenas com a ajuda do blog.
Também tinha de lhe fazer entender que os assuntos relacionados com dinheiro, emprego, etc. não podem ser resolvidos pela Maluco2psicologia. Apenas o mal-estar, o desconforto, a ansiedade que isso provoca é que consegue ser minimizada pela psicoterapia, mas tem de haver treino, colaboração e entendimento do próprio.
Esse entendimento pode ser adquirido com leituras bem orientadas, quando não houver a possibilidade de as fazer acompanhar com conselhos e orientações. Porém, a compreensão dos conceitos tem de ser trabalho do próprio interessado, assim como os treinos necessários.
Tudo isso é importante para que a pessoa possa entrar em Imaginação Orientada (IO) a fim de analisar a sua vida passada, num relaxamento mental profundo e com muita objectividade, realismo, pragmatismo e humildade, a fim de descobrir as causas dos efeitos que nos incomodam.Acredita-B
Entretanto, começando a «trabalhar» no post que tinha prometido elaborar, posso dizer que no blog PSICOLOGIA PARA TODOS (respostas aos comentadores) existem mais 22 posts sobre AUTOTERAPIA, a terminar, por enquanto, pelo 23.
As orientações que se podem dar, sem necessitar de consultório, podem ser lidas nos posts sobre BIBLIOTERAPIA que termina, por enquanto, em 17.
Neste blog, como é patente, as pessoas interessadas podem fazer comentários, que até podem ser anónimos, para questionar qualquer coisa ou pedir explicações. Os comentários são moderados apenas para dar nas vistas, alertar e não Consegui-Bpassar despercebidos.
Em virtude de ter tido a garantia pessoal, desde 1974/75, de que a autoterapia é possível, com várias confirmações posteriores, especialmente desde o contacto com o Antunes (B) a minha preocupação, desde a experiência com o Júlio (E), em 1980, foi conseguir preparar, juntar e organizar apontamentos que possam ajudar as pessoas a ficar esclarecidas sobre este assunto.

Depois de vários livros publicados com isso, sem ser ao meu gosto, consegui agora dedicar-me a uma colecção de 17 livros que se destinam a ser utilizados especialmente em Psicoterapia, Psicopedagogia e Psi-Bem-CDesenvolvimento Pessoal.
O blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS (informação sobre os livros) serve para apresentar esse plano.
Relativamente a este caso do amigo do Sr. Felício, tenho de afirmar que seria muito bom que a pessoa tivesse consultoria, acompanhamento ou aconselhamento pessoal mas, na sua falta, pode socorrer-se de livros e orientar-se por eles. Também no caso de não poder adquirir livros, pode servir-se do blog já mencionado para obter respostas pontuais.
Contudo, toda a leitura, compreensão da matéria, treino necessário, análise da vida passada, verificação das falhas, sua Difíceis-Bcorrecção e obtenção de novas orientações para o futuro, têm de ser feitas pelo próprio, embora o psicólogo possa ajudar, motivar, apoiar e orientar. Não pode ser o psicólogo a fazer o «trabalho» mais importante, que depende única e essencialmente do próprio e funciona dentro da sua «cabeça» do interessado.
Há mais um parâmetro a ter em conta. A psicologia serve para ajudar a pessoa a reganhar o seu equilíbrio psicológico, a mantê-lo ou a nunca o perder.
Isso quer dizer que, quando a pessoa tem falta de dinheiro, de emprego ou o seu relacionamento não é adequado, a psicologia possa proporcionar a solução. O que a psicologia pode fazer, é ajudar a pessoa a ter ideias para obter dinheiro ou emprego ou conseguir estabelecer formas de melhorar o relacionamento interpessoal.Imagina-B
Também nos casos de ansiedade, depressão ou impulsos inadequados, a psicologia não os pode impedir mas consegue ajudar a pessoa a aguentar uma situação ou a modifica-la em seu favor. Seguramente, a psicoterapia, quer seja realizada com ajuda do psicólogo ou sem essa ajuda, pode minimizar a situação, revertê-la a favor do interessado ou até evitá-la no futuro. Contudo, o «trabalho» fundamental tem de ser do próprio. Ninguém pode fazer o relaxamento por nós e muito menos recordar factos passados analisando-os com objectividade, racionalidade e realismo. Seguramente, o psicólogo pode ajudar e orientar. Mas nada impede que seja o próprio a descobrir essa orientação com as leituras que fizer. Para isso servem a Biblioterapia e os blogs.

Psicologia-BEste é um serviço que os medicamentos não fazem porque, ao baixarem a ansiedade, reduzem a capacidade de lutar por uma solução melhor. Se reduzirem a depressão, podem proporcionar comportamentos impulsivos inadequados, deixando a pessoa eufórica. Se reduzirem os actos impulsivos, podem deixar o indivíduo na modorra. As grande farmacêuticas, estão mais interessadas em medicamentos que deixam a pessoa da dependência mais do que curadas.

Além disso, já sabemos que os medicamentos têm sempre efeitos secundários que, neste caso, podem ser muito perniciosos e degradantes. Portanto, é bom que cada um pense bem no que tem à sua disposição e utilize ao máximo os meios Interacção-B30existentes.
A psicoterapia autónoma ou apoiada é um processo mais educativo do que curativo, dependendo o seu resultado ou eficácia, em grande parte, do empenhamento e treino do próprio interessado.
Nestas circunstâncias, eu aconselharia a ler bem todos os posts mencionados com links, além de tomar conhecimento das matérias que estão indicadas a negro.
É um trabalho que em aconselhamento algum os outros poderão fazer por nós.

Também é por este motivo que estou muito interessado em que existam as tais palestras para familiarizar as pessoas com os Depressão-Bconceitos da utilização pragmática da Psicologia na vida prática de todos os dias, de cada um de nós.

Este post vai ser acrescentado no dia 25 de junho, porque numa das minhas «saídas precárias» dei de frente com o Sr. Felício acompanhado de outro senhor que me abordaram explicando-me que estava a dar um passeio com o amigo e colega de curso que originara este post.
Disse-me que, no seu dia de folga, estava a fazer-lhe companhia e a distrai-lo porque ele estava desempregado, desesperado e desorientado.
O que mais poderia fazer para o ajudar, já que ele nem conseguia ler devidamente os posts?
Como não tinha disponibilidade para dar uma resposta imediata, comprometi-me dá-la como acrescento deste post, logo que Psicopata-Bchegasse a casa dizendo que a leitura era fundamental e que o Sr. Felício o poderia ajudar nisso, explicando o seu conteúdo em caso de necessidade e enquanto as dificuldades do amigo se mantivessem. Também reafirmei que a minha insistência nas palestras era para pessoas que não conseguiam familiarizar-se com a leitura ou necessitavam de explicações mesmo depois de as finalizarem.
Contudo, pela observação que fiz desse amigo, pareceu-me muito «em baixo» e, por isso, posso garantir que o reforço do comportamento incompatível é indispensável. A técnica da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) é fundamental e a Imaginação Orientada (IO) pode ajudar imenso.
Na prática, o Sr. Felício poderia estar com o amigo e conversar sobre tudo aquilo que foi escrito nos posts mencionados antes e, se necessário, levá-lo para sua casa e estar com ele, junto do computador. Tinha de incitá-lo a recordar os bons momentos da Joana-Bsua vida e ajudar a revivê-los, verificando se poderia utilizar de novo essas experiências. Devia falar com ele constantemente nas variadas hipóteses de arranjar um emprego ou de prestar quaisquer outros serviços nem que fossem voluntários e gratuitos. Já que, em psicologia, não se consegue descobrir um método ou técnica para obter emprego, podia orientar a mente do amigo para estar sempre a pensar em descobrir, com os seus recursos, o modo de obter emprego e ficar satisfeito. De modo algum devia utilizar o medicamento para baixar a ansiedade sob pena de poder ficar viciado e ser mais um problema para o futuro. É também por causa de problemas semelhantes que uma EDUCAÇÃO tem de incluir o desenvolvimento da capacidade de ultrapassar com criatividade as frustrações e outras dificuldades. A colecção da BIBLIOTERAPIA é para ajudar nisso.neuropsicologia-B

Além disso, as minhas eperiências com o Júlio (E) já me tinham proporcionado a vivência de muitos momentos de desalento até numa psicoterapia acompanhada.
 

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PSICOLOGIA PARA QUÊ – 6

No meu passeio habitual, tal como estava a prever (F), vi o Sr. Felício à porta no café, a olhar insistentemente para a arvorerua, provavelmente à espera que eu aparecesse, para continuarmos a conversa interrompida (K) na semana anterior, logicamente, por falta de tempo.
Mal me viu, aproximou-se rapidamente e perguntou se me podia acompanhar para ficarmos com a conversa em dia.
Querua que eu esclarecesse mais algumas dúvidas, apesar de ele ter lido o artigo sobre a conversa anterior.

 

F: Parece-me que julga que não tem de fazer publicidade aos seus livros. Como é que as pessoas vão tomar conhecimento dos mesmos?
N: Como já disse da vez passada, estou mais interessado em que as pessoas os utilizem e consigam tirar proveito dos mesmos, do que estarem apenas a lê-los como passatempo. Não estou muito preocupado com as pessoas que não necessitam deles. Contudo, podem adquiri-los ou ler, se assim o desejarem.

F: Então, como é que vai acontecer tudo aquilo que pretende?
N: Não sei dizer mas, para isso, como já afirmei, além das duas páginas relacionadas com Centro de Psicologia Clínica e Biblioterapia, do facebook, mantenho os dois blogs PSICOLOGIA BiblioPARA TODOS (respostas aos comentadores) e TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS (informação sobre os livros). Tudo isso é para apresentar as minhas ideias e até as intenções de publicar os livros. Se alguém estiver interessado, que avance. A movimentação tem de partir daí. Existe muita gente que pede ajuda mas não se dispõe a «trabalhar» por ela. As pessoas têm de intervir e não ficar apenas a «mendigar» e a «protestar», o que me faz lembrar a abstenção nas eleições, seguida de protestos e manifestações inúteis, às vezes, prejudiciais.

F: Tem razão. Depois, querem consultas gratuitas!
N: É também por isso que falo constantemente nas tais palestras em que se podem dar muitas informações úteis e de forma Auterapia-B30expedita, económica, cómoda e ampla. Mas as pessoas têm de ler alguma coisa que fica subjacente a tudo aquilo de que se pode tratar nas tais reuniões, como já disse anteriormente. É por isso que passo muito tempo a reorganizar e actualizar os livros e a fazer intervenções no facebook, que é um modo de utilizar a psicologia na política não partidária e em prol da população. Muito há a fazer na prevenção e profilaxia da saúde mental em Portugal. Pode tornar tudo mais económico, cómodo, eficaz e agradável, deixando as pessoas «equilibradas» e com um nível de vida «interior» muito melhor. Não me diga que não prefere não ficar descontrolado, do que recompor-se depois de se desorientar. Contudo, essa recuperação também é boa e necessária para quem não se conseguiu prevenir em tempo oportuno. Eu sei disso e já passei por tempos difíceis sem ter tido qualquer ajuda válida: só medicamentos que alienam e degradam a pessoa. É por isso que me preocupo com estes problemas, Maluco2conhecendo-os a fundo há mais de 40 anos.

F: Gostaria de o poder ajudar, mas não tenho meios.
N: Embora possa concordar consigo só em parte, posso dizer que a melhor forma de me ajudar é conversar com a maioria das pessoas suas conhecidas e amigas falando nestas ideias e no projecto que ainda não tem qualquer apoio oficial ou particular. Eu  tento estabelecer alguns contactos e  também estou a trabalhar no projecto insistentemente, há anos, especialmente desde que deixei de leccionar. Não penso desistir tão cedo e nisso a Imaginação Orientada tem-me ajudado bastante, embora as ideias que passam pela cabeça durante o sono se desvaneçam temporariamente perante as realidades do dia-a-dia. Contudo, ao longo do dia ou nos seguintes, elas vão-se transformando e Psicopata-Bespero que, alguma vez, possam tomar forma e ajudar as pessoas que mais necessitam delas com as acções consequentes. Contudo, acho que as pessoas necessitadas têm de ser as principais incentivadoras dessas acções.

F: A propósito de incentivar os outros, não acha que os seus artigos são muito longos e com muitas citações?
N: São longos, mas eu prefiro que sejam elucidativos. Não dou informações curtas que deixem o leitor dependente apenas dessa resposta e sem saber o que fazer, nem porquê, em qualquer outra ocasião. É como esta nossa conversa. As citações, com links, são apenas para quem desejar aprofundar a matéria ou consultar as origens. Não sou capaz de encurtar os artigos. É um defeito meu que não consigo corrigir sob pena de não dizer muita coisa Psi-Bem-Cdaquilo que julgo que tem interesse para esclarecer devidamente o assunto. As pessoas também podem ler os artigos só na parte que lhes interessa. É o mesmo que eu faço com os livros que volto a consultar quando, mais tarde, verifico que me interessa saber mais qualquer coisa daquilo que não apreendi devidamente e que me faz falta no momento. É como faziam também o Júlio (E) e os pais da Joana (D). É também por isso que estou a citar constantemente os livros com uma letra entre parêntesis, como acontece neste post ao citar o Júlio e a Joana.

F: Tenho imensa pena que as suas ideias não estejam a ser postas em prática.
N: Também eu tenho pena mas, no entanto, não posso fazer coisa alguma a não ser manter-me persistente como recomendei Imagina-Bao meu amigo Antunes (B) no momento em que ele necessitou de ajuda (J). E repare que as dificuldades que a filha dele aparentava, não eram coisa alguma daquilo que pareciam e que foram resolvidas por ele, só com a utilização de livros que havia no momento (I).
Além disso, os problemas da filha eram originados pelas dificuldades que o pai estava a viver, repercutindo-se também na mulher, sem se dar por isso e sem se ter a noção da sua origem ou causa. E, afinal, eram factos simples que acontecem a quase todos e que ficam relegados para o esquecimento ou enterrados nos tais «recalcamentos».
Se é necessário procura-los, analisa-los, compreendê-los, enquadra-los no tempo e no ambiente do momento, quem mais pode Acredita-Bfazer esse trabalho senão o próprio. É o único que tem a chave desse armazém secreto dentro do qual, às vezes, nem o próprio ousa entrar. Se necessitar de ajuda, iluminação, apoio, orientação ou companhia, o psicólogo pode servir para isso. Mas, para que cada um se possa orientar bem, necessita de estudar o panorama do funcionamento do comportamento humano (F) e o modo de cada um interagir com os outros (K). Além disso, tem de treinar o suficiente para se aguentar e «não se ir abaixo» quando e se descobrir qualquer coisa desagradável para a ocasião (L) (P).
Depois da sua experiência pessoal, Antunes (B) até foi capaz de ajudar a sua «sobrinha» Cidália (C) cuja experiência foi descrita em outro livro.Consegui-B
Agora, todos esses livros estão mais sistematizados, reorganizados e actualizados.
Além disso, saber o que os outros fizeram e como actuaram em cada caso específico, pode ajudar-nos imenso a orientar os passos que é necessário ir dando aos poucos, com segurança, para obter resultados positivos.
É exactamente isso que pretende a BIBLIOTERAPIA (Q), nem que seja com algum apoio posterior a fim de deixar as pessoas capazes de enfrentar as dificuldades que sempre existirão e que têm de ser superadas com êxito.

F: Mesmo assim, tenho imensas dúvidas de que as pessoas consigam desenvencilhar-se sozinhas.Joana-B
N: Essas dúvidas também são minhas, mas não as posso expressar muito à vontade para não desencorajar os mais capazes e afoitos, como já disse que existiram. Por isso, posso garantir que, lendo o livro da «AUTOTERAPIA» (P) com cuidado e depois de algumas palestras, quase todo o trabalho tem de ser do próprio, porque ninguém mais pode fazer por nós todas as acções necessárias:
Ler com cuidado os livros recomendados e compreender os conceitos principais, com as medidas a tomar, executar e treinar.
◊ Saber quais são as dificuldades e, se possível, avalia-las, anotá-las e quantifica-las periodicamente.Dificeis-C
◊ Treinar suficientemente o relaxamento mental, iniciando-o, se necessário, pelo muscular.
◊ Utilizar o relaxamento mental para analisar as dificuldades à luz da razão, da objectividade e do realismo para descobrir as suas causas, procurando verificar, à base do pragmatismo e dos recursos disponíveis, se haveria possibilidade de modificar algo para alterar os seus efeitos ou essas dificuldades que não nos interessam, sem engendrar ou «descobrir» justificações para obtermos uma boa autoimagem.
◊ Utilizar a Imaginação Orientada (J) para aprofundar ainda mais essa análise, projectando tudo no futuro para descobrir formas de motivação, para vencer na vida cada vez melhor, utilizando os recursos de cada um.

Tudo isso pode estar a acontecer vulgarmente com muita gente e apenas com os recursos de que dispõe, sem saber que o está a Saude-Bfazer e até sem praticar a Imaginação Orientada. Mas, para isso, também uma EDUCAÇÃO (D) adequada, ajudando a formar uma personalidade equilibrada, com modelos próprios imbuidos de valores de solidariedade e humanismo é muito importante. Não é por acaso que surgem os bons empreendedores, honestos e democráticos. Mas, o que mais me interessa é que todos os outros possam aspirar a isso com algum treino baseado nas leituras das quais poderão dispor se o projecto fôr avante.
E os livros servem para isso.
Necessitamos de gente que ganhe ânimo para ter uma vida equilibrada e lute por um futuro melhor. Bem bastam os 50 anos de modorra, com mais 40 de estagnação e meia dúzia à tona de água, para voltarmos ao «antigamente».neuropsicologia-B
Temos de desfazer este «mau-olhado» e seguir em frente com ânimo, lucidez e coragem.

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PSICOLOGIA PARA QUÊ – 5

No meu passeio de hoje, vi o Sr. Felício no café habitual a olhar insistentemente para a rua, parecendo que estava à procura de arvorealguém.
Quando me viu, aproximou-se rapidamente e disse que necessitava de falar comigo para esclarecer algumas dúvidas.
Tinha gostado dos últimos posts e os seus amigos e conhecidos tinha tirado proveito dos mesmos, mesmo sem o apoio dos livros que eu recomendava.
Por isso, necessitava de fazer umas perguntas que, se quisesse, poderia transformar num artigo a ser publicado no meu blog.
Como se dispunha a acompanhar-me no passeio, aproveitei para lhe dar os esclarecimentos de que dizia necessitar e que foram rapidamente transformados neste post.

 

F: Parece-me que acredita que as pessoas terão possibilidade de fazer autoterapia só com o novo livro (P) que deseja publicar antes de «Eu Não Sou MALUCO!» (E)
N: Não sei se devo ou se quero acreditar, mas eu tive de fazer tudo isso sem qualquer ajuda e sem esse livro. O Antunes (B) teve algumas conversas comigo, a Cidália (C) obteve pouca ajuda, assim como o Júlio (E) e, falando no Joel (G), também o apoio foi pouco. Estes «casos», além de outros, são apresentados, de propósito, na colecção da Biblioterapia. São todos para incitar as pessoas a orientarem-se e a valerem-se mais a si próprias. Podem obter por aí a modelagem, de que falo imenso, com o consequente reforço Auterapia-B30vicariante. É a tal Aprendizagem Social, de Bandura.

F: Então, como é que acha que se deve fazer?
N: É por isso que acho muitíssimo importante que se façam as tais palestras de que falo constantemente. São para orientar as pessoas desde o início e para responder às várias dúvidas e incompreensões absolutamente legítimas que vão surgindo ao longo do tempo e das experiências, tal como está a acontecer convosco. Com um livro tão comprimido como o «AUTOTERAPIA» (P) há, seguramente, necessidade de explicar bastantes coisas a muita gente que não está habituada à Psicologia, isto é, à Modificação do Comportamento e julga que o papel do psicólogo é dar conselhos, arranjar justificações para as dificuldades sentidas no momento e, talvez, «consolar» os pacientes. É Maluco2o que acontece frequentemente, até na televisão, onde os que são apresentados como psicólogos dão explicações muito complicadas e em linguagem que não compreendo. Outros, apresentam equipamentos como se os mesmos fossem essenciais sem a utilização primordial da «cabeça» da pessoa. Podem facilitar mas, sem essa cabeça, não resolvem coisa alguma. Todo o mal situa-se na «cabeça». Por isso, quando vejo a televisão, muito raramente, gosto mais dos inspectores da polícia judiciária. Parece que são os únicos que falam mais ou menos em Psicologia.

F: Mas essas explicações não são melhores em consulta?
N: Em vez de falar com cada interessado, como acontece numa consulta, num assunto que diz respeito a muita gente, sem Acredita-Bhaver necessidade de revelar quaisquer intimidades, pode-se falar para uma plateia que não tem de «desvendar» os seus problemas ou dificuldades mas apenas fazer perguntas pertinentes relacionadas com a metodologia ou técnica utilizada. Esclarecida a matéria «pública», o resto pode ficar para as consultas, se forem necessárias. Assim, a pessoa poupa muitíssimas consultas ou deixa de necessitar delas e, mesmo que o aconselhamento em conjunto seja pago, fica repartido por 30 ou mais pessoas. Contudo, é necessário que os participantes leiam o livro (ou os livros) antecipadamente para colocar as dúvidas ou fazer pedidos de esclarecimento, talvez até depois de experimentar muito daquilo que está resumidamente explicado e sistematizado.

F: Pode-se esclarecer as pessoas dessa maneira? Consegui-B
N: Julgo não ter dúvidas acerca da possibilidade de se fazerem esclarecimentos nestas palestras. Além disso, sei que nas várias apresentações que se fazem da Psicologia Positiva, Mindfullness, Meditação, Ioga, Reiky, ginástica, etc., abundantes neste país, o público é bastante, parece que gosta mas, geralmente, não tem direito a fazer perguntas, quanto mais apresentar dúvidas e «casos» que poderiam ser esclarecidos cómoda e economicamente nas tais palestras.

F: Mas, para haver leitura de livros, é necessário que eles sejam devidamente publicitados….
N: Posso concordar em parte com a sua afirmação, mas acontece que estes livros são essencialmente para as pessoas que se vãoPsicopata-B servir deles quando necessários. Não são para um passatempo ou divertimento. Em vez de ser eu a publicitar os livros, julgo que as pessoas que deles necessitarem devem ser as primeiras a divulga-los. Isto vai querer dizer, na minha perspectiva, que as pessoas interessadas terão de se esforçar mais em possuir os livros, do que eu em os fornecer ou vender. Passa a existir uma economia de custos. Para «vender» livros eu teria de fazer publicidade tornando-os apetecíveis, e muita gente que não necessitasse dos mesmos, ira adquiri-los desnecessariamente. O meu intento é fornecer os livros a quem deles necessita. Portanto, prefiro que sejam essas pessoas a implementar a sua publicitação, utilização e divulgação, até depois de obter resultados. Eu limito-me a apresenta-los e a publica-los e é por isso que, além das duas páginas, Centro de Psicologia Clínica e Biblioterapia, do facebook, mantenho os dois blogs PSICOLOGIA PARA TODOS (respostas aos comentadores) e TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS (informação Psi-Bem-Csobre os livros).

F: Mas não acha que seria melhor publicitar tudo e obter maior adesão?
N: Pode ter razão, porque aquilo que faço consome-me bastante tempo, além daquele que disponho para a actualização e reorganização de todos os livros. Contudo, na minha perspectiva, acho mais saudável que sejam os interessados a procurar os livros e a ajuda necessária, do que ser eu a impingir tudo isso, como acontece, frequentemente. Pelo menos, fico eu de bem com a minha consciência. É também por isso que não coloco quaisquer anúncios sobre o consultório. Quem me conhecer, tiver confiança e desejar apoio, que utilize o e-mail ou o número de telefone que fica disponível ou será fornecido por alguém conhecido.Difíceis-B

F: Volto a insistir que as modalidades de reiky, etc. necessitam de bastante treino.
N: Também volto a frisar que, muito diferentemente do reiky, etc. a Imaginação Orientada depende muito da «cabeça» de cada um e não de posturas e procedimentos explícitos que os outros determinaram. Por exemplo, eu já não mantenho o diário de anotações, não faço já a autoanálise, não mantenho a autoavaliação das dificuldades, mas apenas começo quase automaticamente a Imaginação Orientada todas as noites, fazendo, mentalmente, a revisão das minhas dificuldades, para descobrir as suas causas e procurar soluções. O importante é ter consciência de que todos temos dificuldades de vez em quando, continuaremos a tê-las pela vida fora e necessitamos de aprender a ultrapassa-las com Saude-Bsucesso. Cada um tem de descobrir a «sua via», com os seus recursos do momento, utilizando-os da melhor maneira possível. Fazer o que os outros fizeram, ou dizem que devemos fazer, pode ser o primeiro passo para a dependência em relação a essas pessoas ou técnicas, especialmente se não tentarmos descobrir o modo como funciona o comportamento humano. Depois da apreensão desses conhecimentos basta apenas treinar o relaxamento muscular, o mental e o instantâneo e cada um exercitar-se nisso bastante, mantendo o diário de anotações, a autoanálise e as autoavaliações. É por isso, que insisto nas leituras e estou a trabalhar permanentemente na colecção da Biblioterapia, no facebook e nos blogs que estou a manter. É para ajudar as pessoas a tornarem-se autónomas, tanto quanto possível.Respostas-B30

F: Eu não estou em qualquer associação ou organização que possa fazer a divulgação disso. É pena que as instituições existentes não tentem fazer isso.
N: Concordo consigo e também não pertenço a qualquer organização. É por isso que estou a divulgar apenas as minhas ideias e as possibilidades de melhoria do panorama da saúde mental em Portugal, sem necesitarmos de esperar alguns anos para «copiar mal» muito daquilo que pode estar a ser feito lá fora. Os livros estão praticamente prontos e, antigamente, o resultado foi muito bom apenas com a utilização de apontamentos policopiados precursores desses livros. A minha disponibilidade mantém-se por enquanto até ao momento de não a poder Organizar-Boferecer do mesmo modo. Repare que vocês disseram-me que tinham ganho apenas com a leitura dos posts dos bolgs e com o exercício de algo do que lá estava explicado. Tirem daí as vossas conclusões sem dependerem de opiniões de outras pessoas. Se quiserem, difundam a ideia ou mobilizem as pessoas interessadas, nem que sejam as mais chegadas. Essas poderão difundir a ideia por outras. Os valores de solidariedade são para isso a não para uma caridade de dar uns comprimidos quando a pessoa começa a «ficar perdida». Lembrem-se que os comprimidos psicotrópicos ocasionam reforço secundário negativo aleatório que é viciante e os efeitos secundários desses medicamentos podem degradar a saúde. Está tudo no facebook e nos posts que já fiz. Existem estudos sérios sobre isso, que não são difundidos porque não convém às farmacêuticas.

F: Mas acha que se ganha muito com isso? Depressão-B
N: O que lhe posso garantir é que a motivação é um dos pilares fundamentais para qualquer «rendimento consequente e honesto». Eu não consigo motivar as pessoas a melhorar, se não estiver em contacto com elas e elas não me informarem das suas dificuldades. Só depois do contacto é que posso motiva-las, se elas quiseram. Para isso, os livros seriam importantes mas, têm de ser lidos para que cada um possa obter daí reforço vicariante com o conhecimento dos «ganhos» obtidos por outros. Os leitores também podem adquirir esses ganhos se seguirem os passos dos protagonistas dos livros, cada um à sua maneira. Para isso, podem necessitar de alguma ajuda que pode ser dada até em conjunto com muitas pessoas. Pouco ou nada terá de ser tratado particularmente. O importante é que a «cabeça» da pessoa «entre no jogo» e consiga compreender os mecanismos do Psicologia-Bfuncionamento do comportamento humano para treinar o que é necessário. O treino do relaxamento mental ajuda-nos imenso a entrar em introspecção ou inspiração, em muitos momentos da nossa vida, até de olhos abertos e em qualquer momento. Repare que só cada um pode tratar disso. Ninguém pode fazer isso por nós. Os conselhos e as ajudas dos outros, por melhores que sejam, só ajudam e valem imenso para os que se sintonizem com isso. O que me interessa com tudo isto é que as pessoas comecem a confiar mais em si próprias com conhecimento de causa. Deste modo, podem tornar-se autosuficientes e capazes de levar uma vida mais saudável sem depender de medicamentos que enganam e depauperam. Para isso, cada um tem de rever e analisar a sua vida actual e passada com razoabildade, realismo, humildade e objectividade. Não podem ser avaliações Interacção-B30emocionais, porque a emoção sobrepõe-se à razão e distorce-a. Por isso, a prática do relaxamento mental e, especialmente, da Imaginação Orientada em muitas noites é bastante importante. Ajuda a entrar em relaxamento instantâneo e mental rapidamente. Julgo que, embora me tenha repetido algumas vezes hoje e em vários posts e livros, já disse o suficiente.

F: Mas acha que se ganha muito com isso?
N: Embora possa não se ter dado conta disso, julgo que vocês não teriam quaisquer ganhos se não tivessem entrado, mesmo sem querer, na Imaginação Orientada.  É um processo natural como acontece com o sono e os sonhos mas, se Imagina-Bfôr orientado, melhor e mais proveitoso. Repare que se não aproveitarmos os bons momentos da nossa vida, que estão «dentro de nós» e não os utilizarmos para ganhar ânimo, ficamos com menos força anímica para ultrapassar as nossas dificuldades do momento, que nunca deixarão de existir.  É uma expécie de vitamina ou facilitador para aquilo que temos de fazer no dia-a-dia. Mas hoje, já chegamos ao fim, parece que estou atrasado e tenho de me ir embora.

F: Então, fico à espera de, qualquer dia, «bater mais um papo» sobre este assunto que nos interessou bastante.
N: Até qualquer dia, muitas felicidades e bastante sorte com o que fizerem….Joana-B

 

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RESPOSTA 47

arvoreNo comentário seguinte feito no último post «PSICOLOGIA PARA QUÊ? – 4» comprometi-me a dar uma resposta hoje, depois de passar uma noite a pensar no assuno.

Sr. Dr. Noronha
Tive imensa pena de não o ter encontrado ontem porque estive à sua espera no café e não o vi passar.
Gostaria de ser esclarecido numa coisa muito importante.
Tanto eu como os meus amigos ganhamos bastante com as leituras dos diversos postes e com algum treino que conseguimos manter.
Como é que os outros poderão fazer isso sem este assunto ser publicitado?
Muita gente tem de saber deste assunto e assim não tem conhecimento.
Quando encontrei no meu correio um postal a dizer que uma determinada unidade fazia rastreios gratuitos de glicémia e de colesterol, lembrei-me de lhe fazer esta pergunta.
Quer esclarecer-me?Biblio
 

Caro Sr. Felício.
Conforme prometi, vou dar esta resposta depois de uma boa noite de sono, tendo-a iniciado com a «Imaginação Orientada» (J).

Como já tive oportunidade de dizer, a minha actividade principal, desde que deixei de dar as aulas no ISMAT, em 2010/11, tem sido a de reforçar a minha participação na manutenção do blog  PSICOLOGIA PARA TODOS a fim de Auterapia-B30poder dar as respostas necessárias aos que delas necessitam por não terem oportunidade financeira de ir a consultas de psicologia e, algumas vezes, de tempo disponível para isso.
Para lhes dar apoio, também necessito de literatura adequada que ainda não existe, a não ser em livros que não me agradam ou em apontamentos coligidos relacionados com muitos processos em meu poder.

Por este motivo e porque acredito seriamente na Biblioterapia, desde 1980, estou a rever casos antigos e a trabalhar quase 5 horas por dia, em casa e ao computador. Estou a reorganizar e actualizar todos os livros já publicados pela Plátano, Clássica, Escolar, Hugin e Calçada das Letras, acrescentando-os com novos «casos» dos mais Maluco2significativos para uma Autoterapia (P) ou uma psicoterapia expedita e eficaz, realizada autonomamente pelo próprio ou com pouca intervenção do psicólogo.

A ideia que tive da Biblioterapia em 1980, parece que está a ser implementada apenas há uma dezena de anos no Reino Unido, devido às dificuldades no atendimento atempado de todos os necessitados pelo seu Serviço Nacional de Saúde. Porém, não sei com que livros se realiza essa biblioterapia, ou terapia com «prescrição de livros». Seria necessária uma literatura adequada donde os pacientes pudessem obter, pelo menos, modelos de actuação, com reforço vicariante e motivação, para prosseguir e persistir nos treinos que são necessários e que devem ser indicados nesses livros.Psicologia-B

Na modificação do comportamento que é necessária numa psicoterapia eficaz e em que ficam englobados os reforços, os condicionamentos e as suas técnicas, a não compreensão ou o desconhecimento do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social, para uma boa reestruturação cognitiva, pode tornar demorada ou difícil a finalidade pretendida, deixando o paciente dependente do psicoterapeuta ou psicólogo, durante muito tempo.

Por mais exames psicológicos e análises que se façam, sem descobrir os condicionamentos e os factos pouco conscientes que Interacção-B30marcaram negativamente as nossas vivências, para a análise do passado, a psicoterapia pode ser infrutífera ou nunca mais ter fim, se não ficar também inadvertidamente influenciada pelas contingências que vão surgindo ao longo de todo o processo. Por isso, se se desejar enveredar por uma autoterapia ou uma terapia com pouca participação do psicólogo, o paciente necessita de reconhecer que tem problemas por resolver, colaborar voluntariamente para ler aquilo que é necessário, apreender a matéria, realizar alguns treinos e ter persistência para os continuar, apesar dos desencorajamentos que vão acontecendo, quase sempre, de vez em quando.Acredita-B

Para isso, além do tempo e disponibilidade para a leitura, necessita apenas de 1 hora de treino diário durante cerca de 1 mês. Depois desse mês, 5 minutos para a autoanálise e 3 a 5 minutos para o início do relaxamento mental, antes de dormir, são mais do que suficientes. O resto do processo decorre durante a noite, tal como se faz com os computadores que, depois de introduzir os elementos necessários, o mesmo entra em «searching» para dar a resposta consequente. É o que acontece com a nossa mente durante o sono. Agora, na Exercise School, até nos exercícios físicos se realça que a colaboração do cérebro é importante. É a mente que comanda tudo! Para isso, temos de alimentar essa mente com as leituras adequadas.Consegui-B

Porém, onde buscar a literatura necessária para a psicoterapia? Traduzir livros ingleses, tal como acontece com os processos de Mindfullness e Psicologia Positiva que ainda não demonstraram a qualidade da sua eficácia? Os promotores da Psicologia Positiva nos EUA, estendida agora para a Alemanha, enviam informações que deixaram de me interessar. Se nós temos cá um processo que já deu resultados positivos desde 1980, qual a razão de não o utilizar? Se não quisermos continuar a «importar» modelos exteriores ou ficar na «cauda da Europa», temos de agir em tempo oportuno.

Por este motivo, pondo de lado quase toda a minha acção de consultoria em psicologia clínica e psicoterapia, tenho-me Saude-Bdedicado quase exclusivamente à constante actualização e preparação de todos os 17 livros que constituem a colecção destinada à TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Pela necessidade que este tipo de ideias novas têm de ser suficientemente divulgadas, estou a apresenta-las também no facebook, mantendo uma página sobre Biblioterapia e outra sobre o Centro de Psicologia Clínica, para difundir diariamente uma das respostas dadas a várias pessoas, numa colaboração mantida no blog, desde 2007.

Deste modo, com os livros que estarão a ser constantemente actualizados, deixo-os prontos para publicação a qualquer Joana-Bmomento. Além disso, embora aceite a ideia de que a publicidade se torna necessária para expandir algum negócio, ela pressupõe a existência de lucro financeiro e a constituição duma empresa para isso. Isso implica os seus custos, devendo eu, implicitamente, ganhar com isso «na venda» do meu produto, quer seja bom ou mau. Se o produto é bom, julgo que o utilizador é que deve ajuizar acerca disso e o deve consumir como desejar. Caso contrário, fico na mesma gama do Calcitrim e de outros produtos afins. Se o produto é tão bom, qual a razão de tamanha publicidade com a escolha de muitos actores que «estão na berra» no momento? Será para anunciar os produtos que não são tão bons como anunciam? Qual o resultado? A decepção dos utilizadores? Além disso, fazem bem ou mal? Que anúncios enganosos (A/127-131) são apresentados nos fármacos psicotrópicos? A Cidália (C), depois Imagina-Bda sua psicoterapia, meio apoiada, fez um artigo sobre isso.

É por isso que, embora reconhecendo a necessidade da publicidade nesses negócios, não a faço, nem fiz em toda a minha prática clínica desde 1975. Digo aquilo que julgo que é bom. Apresento os resultados que consegui e que beneficiaram muitas pessoas. Explico os modos de procedimento e fico à espera que os interessados se decidam por aquilo que desejam fazer, por sua vontade. Digo isto, porque sem a sua vontade expressa e genuina, pouco se pode fazer em psicoterapia. E, se houver colaboração e treino, ainda melhor. Contudo, a leitura potencia os resultados e a eficácia do sucesso. Faço isto porque quando se utiliza a publicidade, ela tem de ser suportada por alguém? Quem paga? O utilizador, que já está suficientemente depauperado?Psi-Bem-C

Nestas condições, não desejando publicidade mas apenas divulgação, as pessoas que me conhecem e que consultam os posts, que resolvam aquilo que é bom para elas e divulguem a informação. Quase todos os livros estão pontos para publicação e alguns já estão publicados em tiragem restrita, tais como o (A), (B), (C), (D) e (Q). Embora os dois últimos estejam esgotados neste momento, os que mais me interessa publicar agora, são o da Autoterapia (P) e o do Júlio (E). Enquanto o primeiro é um modelo de actuação com instruções precisas e resumidas, o segundo é o relato duma psicoterapia feita com pouca ajuda do psicólogo e que deu resultados mais do que agradáveis para o próprio, com muita satisfação para o psicólogo.Difíceis-B

Outros três casos, bastante significativos, foram publicados há muito, embora sem ser ao meu gosto. Os casos do Joel (G) e da Isilda (H), embora com bom resultado, foram apenas «tratados» com a metodologia da TEA e sem o apoio da IO. E, quando o Joel verificou que a IO dava melhor resultado, quis que eu a difundisse no «seu» livro que ainda não está publicado. Também é bom saber que um apoio tardio ou extemporâneo, ou até a falta de colaboração do próprio ou do interessado, pode atrasar o sucesso dos resultados prejudicando toda a saúde mental, tal como acontece com muitos medicamentos que a pessoa vai continuando a consumir enquanto a sua saúde mental se vai deteriorando. É o que fica descrito num livro específico (M).Psicopata-B

Contudo, os livros serão paulatinamente publicados se tiver pelo menos 50 interessados, mesmo que lhes tenha de dar algumas explicações, sobre todo o método, tal como já disse numa proposta que fiz à CMS, feita há bastante tempo. Essas palestras podem ajudar muitos leigos na matéria e até vários psicólogos que não devem estar habituados a abordagens deste género. Provavelmente ficarão até admirados (e encantados?) quando se apresentarem métodos semelhantes utilizados nos EUA, Inglaterra, Alemanha, França ou até Brasil, tal como acontece agora com outras técnicas de muito menor eficiência, comodidade, economia e eficácia.

Em divulgação…Depressão-B

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PSICOLOGIA PARA QUÊ – 4

Como estava muito ocupado a actualizar o livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) peço desculpas por demorar algum tempo a tomar Psicologia-Cconhecimento dos dois comentários seguintes:

Li este artigo porque estou a segui-lo no fb já à muito tempo.
Tanbém estou a fazer biblioterapia com desfavorecidos, há 2 anos.
Com as longas explicações que deu, não compreendo como é que vou utilizar a biblioterapia nesse grupo, fazendo as entrevistas às escondidas, se eles são muito abertos e todos falam dos seus problemas.
Não consegui saber aquilo que eu mais desejava: resolver este caso.
Não poderei aplicar-lhe alguns testes para resolver o assunto?”
Anónimo

Nesta relação parece que ambos estão num período de mudança; que é vista como uma necessidade valorativa num processo evolutivo para ambos os interessados. No caso do utente ele já não tem relações sexuais com a sua companheira a mais de dois anos. Instalou se uma relação familiar.
No caso do Transexual ser mero objecto sexual, estar a criar nele perturbações afectivas. No entanto estamos perante um indivíduo que se sente como uma autêntica mulher. Segundo sei este indivíduo já sente isso desde os 12 anos de idade e quer ser mesmo mulher mas mantendo o pênis. Da conversa que tive com o utente em particular este estáBiblio muito apaixonado é o Transexual também. Ambos estão sujeitos a uma alteração da sua existência. Pergunta do utente, não vou ter provavelmente dinheiro suficiente para nos termos uma vida razoável, ela vai ter de se protituir se? Isto não é fácil penso eu para os dois.”
Pedro Andrade

 

Enviei aos dois comentadores uma resposta a dizer que tentaria responder-lhes com um novo post logo que conseguisse Auterapia-B30«livrar-me» do trabalho que estava a fazer. Porém ontem, como era o Dia do Trabalhador, resolvi «descansar» e dedicar-me a preparar esta resposta.
Por este motivo, vou tentar enquadrar as minhas ideias na essência do livro cujas primeiras versões, muito reduzidas e «mal-amanhadas» e não tão completas como a actual, já foram publicadas desde 1990, com os títulos «Psicologia no Dia-a-Dia», da Clássica Editora e «Como Modificar o Comportamento», em 5 volumes dedicados à teoria, prática, técnicas, «casos» e previsão, da Plátano Editora.

Antes de tudo, o termo Biblioterapia quer dizer que é um tratamento através de livros. Provavelmente, em psicologia, é uma psicoterapia. Quais livros e em que condições? Quem aplica esta técnica? Com que pacientes? Se fosse quimioterapia, seria Saude-Cpossível aplicar quaisquer medicamentos em todas as circunstâncias? Com que doentes? Durante quanto tempo e em que condições? E se fosse fisioterapia, qualquer técnica ou exercício de recuperação, por melhor que fosse, serviria para todas as mazelas? E qual seria o técnico a aplicar esses exercícios? É importante pensar nisso.

Por isso, é necessário saber quem aplica esse tratamento. Tem habilitações para isso? Qual o seu treino e segurança? Em psicoterapia, é necessário ter um curso de psicologia orientado no sentido da clínica, além de especialização em psicoterapia. Os dois comentadores terão essas habilitações? Se aqueles que aplicam as técnicas não tiverem essa capacidade, podem estar a prestar um mau serviço e, em vez de ajudar os pacientes ou necessitados, Acredita-Bdeixá-los no engano ou na dependência, se não ajudarem a piorar a situação.
Falar com os pacientes, conversar com eles, conseguir a sua atenção ou a sua simpatia pode ser importante e até pode demonstrar a capacidade do agente especialista em lidar com os pacientes. Mas isso não chega. É muitíssimo importante ter noções profundas de modificação do comportamento que estou a preparar no aludido livro e é o que se pretende fazer, de facto, em psicoterapia. A psicoterapia não se resume a obter a simpatia ou a amizade das pessoas.
É necessário utilizar quase sempre e com muitos dos pacientes as várias técnicas de modificação do comportamento. É disso que estou a tratar no livro que estou e rever neste momento que, além do resumo das teorias, apresenta as técnicas, indica o modo como se fazem as avaliações para se saber que técnicas utilizar e se as Consegui-Butilizadas funcionam e em que sentido. Além disso, apresenta «casos» resolvidos, o seu modo de resolução e indica como se pode prever, mais ou menos, a evolução da psicoterapia ou da modificação do comportamento.
Embora seja um livro, escrito numa linguagem o mais simples possível, destina-se essencialmente aos técnicos que se queiram dedicar à psicoterapia. Mas o mesmo, também com a sua linguagem simples, pode servir para o leitor vulgar, tal como fazíamos nos anos 80 do século passado, no Centro de Psicologia Clínica, com a publicação de brochuras destinadas aos utentes. Também estou a tentar introduzir nesse livro uma prova que possa dar ao leitor a ideia de ter conseguido ou não obter as noções mais elementares e necessárias na ciência do comportamento para seu uso pessoal. Contudo, este livro, abrange apenas as noções de Psicologia e serviu para ajudar muito bem o «paciente»Joana-B Júlio (E), enquanto eram apenas apontamentos policopiados.
Por isso, quem lidar com pacientes, além de noções bem sólidas da ciência do comportamento, tem de ter pelo menos bases sólidas e bastante profundas e prática de psicometria, avaliação de personalidade, entrevista, análise psicológica, além de praticar a empatia. Neste caso, já deve conhecer muitos testes e saber utilizá-los.
Na psicometria, as noções sobre a teoria subjacente e a composição de cada teste, conhecimentos sobre a sua aplicação, correcção, avaliação e possibilidades de fazer um diagnóstico mais ou menos acertado, são fundamentais para não acontecer o mesmo que já disse em relação ao Joel (G). Foi apelidado de psicopata quando era apenas um neurótico inferiorizado e frustrado que tinha sofrido o abandono e a dissonância cognitiva naMaluco2 sua infância «mal»educada, tendo aprendido, na guerra do Ultramar, a reagir antecipadamente com violência, a qualquer estímulo ameaçador ou nocivo para si. O seu caso nunca poderia ser «tratado» em conjunto com outros, nem a terapia de grupo poderia dar algum resultado proveitoso. Talvez pudesse piorar os seus sintomas de desadaptação, tal como o futebol que ele praticava e as manifestações do partido esquerdista.

A psicometria faz-me lembrar um episódio bastante caricato. Quando tinha o consultório no Centro Médico de Diagnóstico, na Avª Infante Santo, em Lisboa, vi um anúncio nos jornais que falava dum curso de psicometria para quem tivesse o curso dos Liceus e, especialmente, para os que estivessem na docência. Fui saber desse curso dizendo que tinha apenas o 7º ano do Liceu. Uma senhora médica, assistente do Professor, atendeu-me muito simpaticamente e disse que Interacção-B30poderia fazer o curso angariando alunos que quisessem fazer orientação escolar. A empresa fornecia os testes, mostrava como se deviam aplicar e corrigir. Daquilo que os alunos pagavam, metade destinava-se aos instrutores e metade aos instruendos. No final da aplicação dum determinado número de testes, era passado o diploma de competência. Soube pouco depois que o Instrutor principal era um médico que tinha feito o doutoramento em Psicologia na Faculdade de Medicina de Lisboa, com uma tese quase preparada por um psicólogo dedicado à orientação profissional. Com psicologia assim, que dá para «fabricar dinheiro» espalhando testes, não sei onde chegaremos.Digitalizar0011

É por isso que a minha preocupação em apresentar o modo como cada um resolveu os seus problemas, com ou sem ajuda, apresentando vários «casos» na colecção de Biblioterapia que estou a preparar, não é pequena. Seguramente, muitos desses pacientes tiveram de ler e compreender bastante literatura, devidamente orientada, e treinar o suficiente para «resolver» ou «reduzir» os seus problemas com a compreensão do funcionamento do comportamento humano e análise do seu próprio comportamento utilizando o relaxamento mental para reestruturar as suas cognições. Toda esta problemática e panóplia de soluções, para que seja devida, adequada e atempadamente utilizada, tem de ser do conhecimento de quem pretende ajudar os outros. Só teorias e Psicopata-Btestes ou respostas imediatas, não chegam. Além da prática, o autodomínio e o bom senso também são essenciais. Não nos podemos esquecer também que a percepção de cada um é única e, mesmo que seja semelhante a de outras pessoas, pode albergar muitas diferenças. Na figura, a preto e branco, da direita chegámos a ver uma jóvem ou uma velha? Por isso, uma psicoterapia que queira ser eficaz tem de contar com este parâmetro. E o psicoterapêuta tem de aprender a fazer o relaxamento instantâneo muito bem. Tem de «se meter» na pele do outro quase que dizendo para si próprio «em linguagemn menos erudita»: “Eu tenho de resolver esta merda de qualquer maneira.” E isso, faz transpirar muito. Não são, seguramente, conversas de treta que se ouvem frequentemente na televisão.

Não tenho interesse que haja muitos «casos» como o da «Perfeccionista» e do «Pasteleiro» ou que os mesmos se propaguem, Depressão-Bquando existe solução para isso ou, pelo menos, para a sua redução em quantidade e gravidade. Também, aquilo que aconteceu com o «Calimero» (M), que esteve nas mãos de médicos, psicólogos e terapeutas durante vários anos, desperdiçando 4 de ensino académico, para conseguir de repente, em 4 anos obter uma licenciatura com 16 valores não foi fácil, mas exigiu muito trabalho apesar da sua pouca colaboração. O «Mijão» também poderia ter tido uma ajuda atempada se os pais tivessem as noções mais básicas de Psicologia que estou a tentar difundir no livro que estou a reorganizar. Contudo, parte dessas noções mais rudimentares e apresentadas de modo muito mais simples do que no «Psicologia Para Todos», também se podem adquirir com a leitura de «JOANA a traquina ou simplesmente criança?» (D) que, na sua história ficcionada, conglomera mais de 10 anos de consultas a pais e filhos.Imagina-B

O que posso dizer aos dois comentadores, é que orientar uma psicoterapia não é fácil, mas que, havendo conhecimentos suficientes e colaboração dos próprios pacientes torna-se mais simples e eficaz. O importante é saber despertar em cada um dos pacientes as suas «forças» interiores. Qual é o livro que pode tratar disso? Como é que os outros sabem as forças que um indivíduo contém dentro de si, em conjunto com as suas mágoas? O Júlio (E), com a sua capacidade de leitura (devidamente selecionada e orientada) e apreensão da matéria, colaboração, sinceridade, treino aturado, análise do passado, relaxamento mental, autohipnose, diário de anotações e autoanálise, ajudou-me a abrir muito os olhos para a psicoterapia da Imaginação Orientada (IO) (J) com a Psi-Bem-CTerapia do Equilíbrio Afectivo (TEA).
É o que se está a preconizar na AUTOTERAPIA (P) que pode ser utilizada para cada um resolver autonomamente o seu problema ou com pouca ajuda do terapeuta (C). O importante é que  pessoa consiga compreender a sua vida passada e os traumas que a desequilibram. Quem diria que o simples facto de viver em Lisboa, entre o 6º e o 10º de escolaridade, apesar de muito bem instalado em casa do primo e padrinho, embora longe dos pais e irmãos residentes numa aldeia perto de Coimbra, era o «foco de infecção» das três depressões que teve no fim da adolescência e que as medicações não resolveram? De nada serviram os exames psicológicos que foram feitos e muito menos os aconselhamentos. Para compreender bem isso e os perigos que os medicamentos podem acarretar também temos outro livro.Difíceis-B

Julgo que nos casos que estão a ser apoiados pelos dois comentadores, cada pessoa tem de ser ajudada a pensar em separado, indo ao fundo das suas recordações e desejos para poder reflectir, juntamente com os seus bons momentos, as dificuldades passadas, para «engendrar» um futuro que possa ser coincidente com as suas realidades. Seguramente, será muito difícil que sejam iguais à vida de qualquer dos dois comentadores. Às vezes, torna-se apenas necessário despertar uma pequena chama que existe em cada um de nós. Não é fácil nem o psicoterapeuta o pode fazer só com aconselhamentos e apenas com os seus conhecimentos. Necessita da colaboração do paciente, em recolhimento, pelo menos durante um período de reflexão mais profunda.Organizar-B

Também, muitas vezes, uma simples distracção «construtiva» pode servir para curar uma depressão como aconteceu com a Idosa de 95 anos que venceu a depressão e conseguiu pós-graduação em direito. O seu entretenimento com os estudos e a autovalorização que criou através do autorreforço que recebeu à medida que foi passando as diversas disciplinas, serviu de terapia. Não necessitou de terapeutas nem de compreender as normas do funcionamento do comportamento humano, mas foi utilizando inadvertida, fortuita e inesperadamente essas normas e técnicas para seu bem. São as tais contingências. Nem todos podem ficar à espera disso, embora possa acontecer com muitos. Só assim é que as pessoas medicadas conseguem melhorar, porque despertou nelas qualquer coisa que neuropsicologia-Bfazia falta.

No domingo, dia 30 de Abril, o almoço com o Doutor Paulo de Morais, no Algueirão, parece que serviu para reavaliar a sua campanha eleitoral para a Presidência da República e debater muitas ideias sobre temas sociais, tais como a “necessidade de combater este país dividido porque há um “país real” com “dois milhões de pobres” e em que “150 mil pessoas que trabalham recebem 310 euros ao final do mês” e “um milhão e 400 mil estão no desemprego ou em subemprego”. O outro país, “é virtual”, é “das televisões, das telenovelas e dos futebóis”, e “parece que está tudo bem” e em que a “classe média vive com conforto mas é egoísta, é incapaz de se deslocar dez metros para se manifestar por uma causa”.Respostas-B30

Eu acrescento a esta reflexão o problema que toda essa gente pouco favorecida e até outra, sente na saúde mental. As pessoas estão satisfeitas? É por isso que se «dedicam» aos medicamentos ansiolíticos e antidepressivos? Em vez de se mobilizarem e tentarem resolver muitos dos problemas por si, ficam à espera das consultas e medicamentos que alienam e degradam. Em vez de se preocuparem apenas com divertimentos, festas, modas e futebol que proporcionam um alívio temporário, não se esforçam para se juntarem a fim de exigir o essencial para uma vida saudável. Não é fácil, mas também não é impossível. O importante é começar. Da minha parte, estou a «trabalhar» quase 5 horas por dia na preparação e revisão constante dos livros da colecção. DIA-A-DIA-CEspero que a gente nova queira colaborar e, para isso, também já fiz uma proposta que pode ser concretizada. O importante é trabalharmos todos a sério. O livro «Psicologia Para Todos» (F) está quase pronto para impressão, mas poderá necessitar de esclarecimentos iniciais, depois da sua primeira leitura para facilitar a sua boa compreensão e utilização. O «AutoTerapia» (P) também. O importante é começar antes tarde que nunca.
Em divulgação…

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RESPOSTA 46

Ontem, quando passava habitualmente pelo café, o jovem que falara comigo no princípio do mês e que dizia estar a trabalhar Bibliocom esquizofrénicos abordou-me dizendo que me tinha de fazer uma pergunta muito pertinente.
Quando sentamos no café habitual e, mal pedimos os cafés, o Jovem fez a pergunta que parecia estar entalada na garganta:

J: Quando um homem se apaixona ardentemente por uma mulher linda, que afinal é uma transexual e ambos estão muito apaixonados e até já fazem planos para viver juntos, o que responder na próxima sessão?
N: Antes de tudo, responder a qualquer questão que não dependa de causas e efeitos facilmente detectáveis e analisáveis, pode deixar o «perguntador» na dependência do «respondedor».
Se o perguntador conseguir uma resposta imediata, sem ter de pensar bem no assunto:
◊ Pode ficar satisfeito ou não mas, provavelmente, ficará na dependência da pessoa a quem terá de perguntar no futuro, Auterapia-B30quando tiver alguma dificuldade.
◊ A resposta pode ser momentaneamente satisfatória para o perguntador que, em sua consequência, terá reforço positivo.
◊ Também pode ser insatisfatória e, em virtude disso, com a punição que sofreu ou com a frustração que teve em relação às suas expectativas, pode adoptar comportamentos inadequados.
◊ Quer num caso, quer noutro, se no decurso do tempo, o resultado da acção tomada, não preencher as suas expectativas, o «perguntador» pode «culpar» o «respondedor» pelos maus resultados obtidos.
◊ Se a resposta dada fôr satisfatória no momento e, posteriormente, se transformar em pesadelo, a quem irá responsabilizar o Imagina-Bperguntador?

J: Então, o que devo fazer neste caso?
N: Tive de lidar com perguntas semelhantes no Curso de Psicologia, do ISMAT, em que, na disciplina de Psicopatologia, um dos alunos, já na casa dos trinta ou mais, insistia comigo para que eu falasse em diagnósticos a fim de se poderem aplicar as medidas correspondentes aos sem-abrigo ou desfavorecidos com os quais ele trabalhava.
Por isso, eu tive de fazer, à pressa, o post «arregaçar as mangas» além dos sete posts anteriores dedicados ao diagnóstico, em Abril de 2010. Cada pessoa é única e não se pode «encaixar» em diagnósticos a não ser provisoria e temporariamente, para Joana-B«fins operacionais». É necessário fazer a história pormenorizada de cada um e isso, quase de certeza, não será possível em grupo. Além disso, é necessário conhecer bem pelo menos as teorias psicanalíticas, as de reestruturação cognitiva e as de modificação do comportamento. Repare que, no fundo, esse jovem quer uma resposta para a orientação futura do seu comportamento. Se é esquizofrénico, tem um pensamento equivalente ao dos que não o são e até mesmo em relação a outros esquizofrénicos? Como é que vamos avaliar isso?

J: Em relação ao seu livro Educação e Comportamento acho o livro muito claro e bastante prático com os seus exemplos. Contudo, não consigo obter resposta.
N: Nessa brochura, bastante antiga, de 1985, estávamos a tentar dar às famílias dos nossos consulentes algumas noções básicasPsicologia-B da psicologia e da interacção social para que os pais pudessem lidar com os filhos, o melhor possível, sem necessitar de muitas consultas de psicologia. Seria uma economia para eles. Embora pareça que a leitura dá muito trabalho, alguns pais gostaram da ideia. Por isso, com a experiência de mais de 10 anos de consultas a pais e filhos, a fim de os pais se familiarizarem com a modificação do comportamento preparamos, a partir de 1990, os 4 livros iniciais da história ficcionada da Joana (D), que está agora conglomerada num só livro. Isso é essencial para que cada um oriente as suas acções num sentido desejado e não de acordo com as pressões e facilitações que surgem constantemente em qualquer ambiente social. E, de que modo reagirão os esquizofrénicos? Qual a lógica deles? Vão utilizar a lógica do psicoterapeuta? Os livros que lêem, as conversas que têm e as Interacção-B30discussões mantidas no grupo servirão para cada um, e para aquelas pessoas em especial, obterem respostas para os problemas (ou não?) abertamente discutidos da sua homossexualidade?

J: Então, o que devo fazer?
N: Como já disse em post anterior, uma avaliação, com testes psicológicos ou até com observação directa, por quem esteja treinado para isso, é extremamente importante para compreender os problemas e as dificuldades da pessoa em particular, na situação em que as estiver a viver. Pode demorar muito tempo mas, depois disso, se essa pessoa, ou o visado, tiver a noção do funcionamento do comportamento e da interacção humana, pode começar a compreender o seu próprio comportamentoSaude-B perante a sua homossexualidade e a sua atracção por uma transsexual. Qual foi a causa de tudo isso?
Para isso preparamos o livro Imaginação Orientada (J) (IO)que indica o modo como se pode ir ao âmago da questão a maior parte das vezes, utilizando o relaxamento mental profundo, com a ajuda da autohipnose, para uma análise do comportamento do próprio. Discutindo tudo isso, cada um pode verificar as falhas e alegrar-se com os sucessos obtidos para, com esse reforço conseguir «engendrar» comportamentos novos que possam substituir os antigos que não interessam (TEA). Esta tarefa não é possível realizar eficazmente em grupo. Também, em vez de o fazer exclusivamente com a ajuda dum psicoterapeuta, o paciente ou o interessado pode fazê-lo sozinho, tal como o Antunes (B), com as orientações dadas na «Autoterapia» (P), livro que também já está pronto para Maluco2publicação. Contudo, julgo que nas condições actuais em que a modificação do comportamento não é tratada com a devida consideração e profundida para a sua utilização na prática, a aplicação deste «instrumento» muito valioso, não é possível sem umas explicações extraordinárias. Os livros já existem e até a sua orientação na psicoterapia já está mais ou menos delineada na «Biblioterapia» (Q), tal como nós a concebemos e não como algumas pessoas a fantasiam.

J: Então, o que faria se o caso fosse consigo?
N: Tentaria, antes de tudo, verificar a personalidade do sujeito e, se possível, a da transsexual. Mas isso exige muita prática, tempo e experiência que eu só adquiri quase 4 anos depois do curso de 5 anos, com estágios escolar e profissional e 4 anos de Psicopata-Bcolaboração quase integral em diversos hospitais com os quais colaborei. Iria tentar «conhecer» a pessoa e ajudá-la a obter a sua resposta, tal como ainda faço, depois de 40 anos de clínica e com o blog a funcionar.

J: Como se pode fazer isso?
N: Tal como dei a Resposta 45, tentaria orientar a pessoa no sentido da sua resolução mais adequada, utilizando ela própria os seus recursos e argumentos e responsabilizando-se pela solução adoptada. Assim, talvez no futuro, essa pessoa dependa mais de si própria do que dos outros, que podem não estar disponíveis no momento mais necessário. Repare que em tudo isso é muito mais vantajoso actuar preventivamente ANTES em vez de reagir depois, quando os danos forem bem visíveis e, talvez, irreparáveis.Acredita-B

Julgo que não tenho agora mais tempo disponível mas, quando chegar a casa, vou descansar, pensar no assunto durante a noite e elaborar um post sobre este assunto «dando um jeito?» na nossa conversa para a «enquadrar» no assunto que mais interessa. Mas, pode crer que vai ter muito que ler não só neste post mas também nos links que lhe ficarão adstritos. Tal como em muitos outros, no meu curso de Modificação do ComportamentoCondicionamento Operante, da Californa State University, Sacramento, EUA, muito depois de completar o ISPA, tive de ler o Livro «Learning Foundations of Behavior Therapy», de 642 páginas, de Consegui-BKanfer e Phililips, em menos de uma semana. E assim foram muitíssimos mais livros que estão apresentados na Bibliografia exposta no fim do livro Biblioterapia (Q), para que os interessados a possam consultar, se necessário. O que interessa é apreender rapidamente seu o conteúdo para o incorporar nos nossos conhecimentos e fazer uso do mesmo quando necessário.

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«25 de ABRIL» de novo.

Ontem, tinha no meu e-mail, mais ou menos a seguinte comunicação, muito curta, solicitando-me também que, se lhe quisesse dar Salgueirouma resposta pública, a identificação do autor fosse apenas de “STM”.

“As suas comunicações têm-me merecido a melhor atenção, não obstante estar neste momento com muita falta de tempo. Como tudo isso requer muita concentração e recato, podemos combinar uma conversa em qualquer dia num futuro próximo.”

 

Como julgo que se deve tratar dos últimos posts e, passados os primeiros dias de euforia do «25 de Abril», estou à espera duma verdadeira democracia desde 2 de Maio de 1974,  prefiro que, para essa conversa, todos conheçam bem as minhas ideias e acções e não a  fisionomia.
Pensando bem neste assunto, resolvi deitar-me à noite e praticar a Imaginação Orientada para rever o meu passado e os projectos que, mesmo neste momento da minha vida, gostaria de implementar.

Porém, depois de me levantar, ao tomar o pequeno-almoço, fui assistindo à sessão de comemoração dos 42 anos do «25 de BiblioAbril». Achei esquisito que durante os últimos 4 anos não tivesse havido uma manifestação semelhante. Ouvindo os discursos dos diversos intervenientes, saltou-me à vista a intervenção da representante do PSD, trazendo-me à memória o filme de «Voando sobre um ninho de cucos» e o estado da Saúde Mental em Portugal. Das intervenções que mais me agradaram foram as de BE e do PS. Os representantes dos dois partidos parecia que estavam com os pés bem assentes na terra. Vendo as outras reportagens, admirei-me com a coragem e o bom-senso do Cabo que não disparou a metralhadora contra a coluna de Salgueiro Maia, bem como a coragem deste em entrar para o Quartel-General, desarmado, depois de tudo o que se tinha passado. Por isso, este post  começa com a foto de Salgueiro Maia, retirada da página do meu amigo do facebook Francisco Bruto da Costa a quem agradeço a sua publicação origiinal

Depois disso, pensando em mim e nas recordações tidas durante a noite, lembrei-me que, resolvido o meu problema pessoal Auterapia-B30em saúde mental, autonomamente, mais ou menos em 1975, tinha conseguido implementar a mesma «receita» com muito sucesso em 1980, só com apontamentos policopiados.
Por isso, tinha-a experimentado com muita gente, mas a minha preocupação fundamental tinha sido e continua a ser a de não encontrar pessoas com vontade suficiente para ler o que é necessário, compreender o funcionamento do comportamento humano, analisar o seu próprio comportamento e praticar alguns exercícios que, dentro dum tempo relativamente curto, deixam muitas pessoas completamente imunes aos dissabores anteriores e aos que futuramente possam existir, como «normalmente», na vida do dia-a-dia.Acredita-B

As histórias de bastantes pessoas que colaboraram, parte das quais, depois de escolhidas, são apresentados como os casos de Antunes, Cidália, Júlio, Joel, Isilda, «Nova Paciente», Cristina, Germana, Januário, servem para descrever percursos de vida diversos, mas todos bem-sucedidos, havendo muito empenho dos próprios e pouca ajuda do psicólogo.

Isto quer dizer que, em psicoterapia, não é necessário ficar sempre na dependência do psicólogo nem haver equipamentos especiais, além da «cabeça, leitura, compreensão, racionalidade, humildade, Consegui-Bcolaboração, treino e persistência» do próprio. Cada um pode desenvolver as suas potencialidades no momento oportuno, sem ter de esperar pela «sorte» como o Tiago, «Mijão» e «Calimero», ou sofrer revezes desagradáveis, «enfrascando-se» em drogas que, além de não resolverem o problema na maior parte das vezes, podem ser apenas paliativos que deixam a pessoa quase incapacitada, dependente, viciada e, muitas vezes, degradada, como aconteceu com a «Perfeccionista» e o «Pasteleiro» (M).

Depois de acabar de dar as aulas durante uma dezena de anos no ISMAT, tendo lecionado Comportamento Organizacional, Psicologia Social e Psicopatologia, fui incitado pelos alunos, a partir de 2007, a manter o blog a fim de dar Joanarespostas aos interessados e acabei por me dedicar à reorganização e actualização de todos os livros que estavam publicados, acrescentando-os com mais casos, dos mais significativos, escolhidos entre os mais de 5.000 que estão em meu poder.

Assim se concretizou a ideia da Biblioterapia (Q) quase que iniciada com sucesso em 1980, e que só no princípio deste século aparece em grandes parangonas como tratamento «low cost» no Reino Unido, porque os seus serviços de saúde não dão vasão aos casos de desequilíbrios psicológicos que se verificam «normalmente» numa civilização que é pouco humanizada. Com anúncios deste tipo, muitos agrupamentos vão tirando proveito, disseminando «curas» com determinados procedimentos e que nem sempre dão o resultado que se desejaMaluco2 porque a «cabeça» do próprio não sintoniza com as teorias e práticas adoptadas. Mas, as pessoas vão tentando… até se desiludirem, porque as culpas de qualquer insucesso são assacadas ao próprio.

Estamos há muito à espera da democracia mas, numa verdadeira democracia, a vontade da maioria fica em primeiro lugar, sem subjugar as minorias, dando a todos um tratamento justo e equitativo, embora ao gosto da maioria, que foi quem encarregou determinados agentes de implementar todo o sistema. Esse sistema tem de proporcionar A TODOS uma boa educação, instrução, saúde física e mental, oportunidades de trabalho e de colaboração, nível de vida adequado, com poucas desigualdades socias e, especialmente, progresso, em paz e harmonia.
Vamos ter isso algum dia em Portugal? Em 2009, tinha elaborado um post sobre este meu anseio e hoje apeteceu-me elaborarImagina-B este, para poder dizer que estou à espera dessa democracia que nunca mais vejo chegar.

Em relação à saúde mental, o único assunto em que posso falar por experiência própria de mais de 40 anos, consigo garantir que, se o método terapêutico que estou a utilizar não for divulgado, pode desaparecer comigo, para ficarmos apenas com as «novidades» que vêm de fora e que são muito mal aplicadas.

Esta experiência de Imaginação Orientada (IO) (J), baseia-se na utilização da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) para que cada um desencade em si as suas boas recordações, fazendo o relaxamento mental, se possível, com a autohipnose, a fim de analisar o passado com racionalidade, realismo e humildade, descobrindo as causas dos Psicologia-Bcomportamentos que incomodam ou que se desejam melhorar. Com essa análise, que pode ser feita também autonomammente pelo próprio, com treino de relaxamento mental e muitas leituras de «casos», se necessário, para descobrir de que modo os outros actuaram, é possível fazer a reestruturação cognitiva num sentido da vida de cada um (logoterapia) para se poder accionar a modificação do comportamento necessária.

Tudo isto só pode ser feito por cada um, porque as recordações, as ideias, os desejos, os sentimentos e as emoções são pessoais e intransmissíveis. O psicólogo apenas pode ajudar a pessoa a desencadear todo este processo e orientar, tão bem como fazem alguns livros devidamente direccionados, desde que exista vontade e colaboração do Psicopata-Bpróprio que, além da leitura, fará os treinos necessários para entrar em relaxamento mental. Contudo, é bom relembrar que os problemas ou dificuldades financeiras, sociais, de trabalho, etc. não são do âmbito da Psicologia, que apenas pode ajudar a que e pessoa «não se vá abaixo» ou que fique pouco vulnerável, envergando um colete de salvação como já foi explicado há dias.

Com isso, a pessoa até para pode trabalhar para manter um sistema justo, lutar contra as injustiças ou exigir que haja melhorias sensíveis para TODOS.

Contudo, é importante que cada pessoa se instrua e se informe devidamente, pensando por si, sem se deixar influenciar pelos Interacção-B30comentários e opiniões dos outros, pela moda ou pelas notícias e anúncios absurdos e ilusórios que sobejam em toda a comunicação social.

Para que tudo isso aconteça, é necessário actuar preventivamente ANTES em vez de reagir depois, quando os danos forem bem visíveis e, talvez, irreparáveis.

 

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AUTOTERAPIA 23

Ontem, quando dava o meu passeio habitual, o Sr. Felício estava à porta do café à minha espera. Parecia muito ansioso e dizia que Biblioestava interessadíssimo em conversar comigo para desfazer bastantes dúvidas.

Tinha lido muitos posts, especialmente os relacionados com Biblioterapia, Autoterapia e Psicoterapia e ia ficando satisfeito enquanto não viu algumas das minhas intervenções no facebook, especialmente as relacionadas com a reportagem «Encruzilhadas», de Ana Leal, relacionada com a GNR (e talvez PSP?), além daquela que fala numa espécie de terapia com origami, apresentada na página de um jovem fotógrafo. Não sabia o que isso era e estava admirado que uma pessoa a dobrar tsuru (garça) no origami deixasse de fumar. Que tipo de psicoterapia era? Além disso, a discussão à volta do tema apresentado por Ana Leal, na quarta-feira, depois da 21ª hora da TVI 24, tinha-o deixado ainda mais confuso, especialmente com a intervenção dum psiquiatra que tinha participado na mesma.
Como tinha tempo disponível, fomos sentar à mesa do café e pedir duas bicas enquanto a conversa não começou.

F:Dr. Noronha. Todas as pessoas que conheceu nestes tempos estão mais ou menos satisfeitas com o que têm lido no Auterapia-B30facebook e especialmente no seu blogue. Contudo, parece-me que facilita as coisas demais dizendo que a autoterapia pode ser efectuada quase sem ajuda. O que é que me diz sobre isso?
N: – Antes de tudo, agradeço a vossa simpatia e a informação de que leram alguma coisa do blog tirando proveito da mesma, pelo menos em parte. Estes dois factos, o de lerem e o de tirarem algum proveito, deixam-me bastante feliz. Se eu conseguir ajudar alguém, pelo menos parte dos que consultam o blog ou o facebook, já me dou por satisfeito. Já não são poucos, porque temos mais do que 90.000 visualizações desde 2007, salvo erro.
Depois disso, deixe-me esclarecer que a dobragem de papel para fazer uma garça ou qualquer outra figura em si ou objecto, não é uma terapia psicológica em si. É um meio ou um instrumento para se conseguir fazer uma psicoterapia. Acredita-BCaso contrário, os cirurgiões estariam a fazer bisturiterapia nas suas intervenções. Os carpinteiros estariam a fazer serroteterapia ou marteloterapia e assim por diante. O bisturi, o serrote ou o martelo são instrumentos para se fazer uma terapia ou trabalho. Do mesmo modo, a biblioterapia de que falo não é uma psicoterapia mas um método de utilizar determinados livros que, lidos em condições, situações e sequência específicas, quando bem compreendidos, ajudam a pessoa a entender o funcionamento do comportamento humano e a manter determinados procedimentos, com persistência, para atingir os efeitos psicoterapêuticos pretendidos, quer autonomamente, quer com pouca ajuda do psicólogo.
Mas, a cabeça de quem trabalha é que tem de orientar o trabalho em qualquer dos casos. Daí, a pessoa pode obter gratificação ou punição. Se obtiver satisfação, consegue reforço positivo. Se obtiver punição, vai tentar fugir da mesma e, caso consiga, vai obter o reforço negativo. É necessário compreender isso em psicoterapia.Consegui-B
Por isso, quando se trabalha com a mente, faz-se psicoterapia utilizando como instrumentos a palavra, as ideias, as sensações, as emoções, a música, o desporto, a hipnose, as recordações ou qualquer outra coisa que possa fazer com que a «mente» funcione de uma determinada maneira antecipadamente pretendida.
A psicoterapia é um tratamento da «psique» e é por isso que se chama psicoterapia ou tratamento da mente.
Se a tal senhora do origami não trabalhasse com a sua mente e não ficasse entretida e satisfeita com as dobragens, as mesmas de nada lhe serviriam. Ficaria com a ansiedade à mesma. A dobragem deixou-a entretida e essa satisfação reduziu a ansiedade. O mesmo poderia ter acontecido com as palavras, conselhos, leituras, relaxamento físico ou mental, etc. É o reforço do comportamento incompatível.Saude-B

F:E a sua intervenção quanto às «Encruzilhadas» de Ana Leal? Fiquei ainda mais confuso quando ouvi ontem à noite a intervenção ou uma chamada discussão à volta do tema, na TVI24, no canal 7 (às 22.00 horas), para mais, com um psiquiatra a dizer umas coisas que não compreendi.
N: – Vi por alto essas intervenções das quais só me interessaram as do moderador, da Ana Leal e do tenente-coronel Medina da Silva, da ASPIG. O resto das pessoas, parecia que não estava neste mundo e, muito menos, com os pés assentes na terra, a não ser que…. Do psiquiatra interveniente, que já conhecia desde o grupo de terapia comportamental do Júlio de Matos, parecia que tinha calçado os óculos electrónicos que diz que utiliza para resolver os problemas de fobias de vôo Joanamas que eu, como «navegador aéreo», nunca tive. Eu vivo da realidade «real e não virtual» e, por isso, utilizo apenas as mentes das pessoas com todas as suas recordações.
Vou ver melhor essa reportagem quando chegar a casa, se tiver paciência para isso e não tiver de me preparar para fazer um novo post com esta nossa conversa, relacionada especialmente com a Autoterapia. Provavelmente, com o visionamento dessa entrevista ou discussão, o novo post só ficará pronto amanhã. Se calhar, depois desse visionamento, vou fazer o relaxamento mental e entrar em Imaginação Orientada (J).
Em relação a tudo isso, posso já dizer que não acho a autoterapia uma tarefa fácil, mas posso afirmar que não é impossível. Quando eu necessitei de ajuda, há mais de 40 anos, como já sabe, só me deram comprimidos, disseram que devia ter conflitos com o meu pai e necessitava de psicanálise. Estava a entrar numa neurose depressiva reactiva muito grave com Maluco2vontade de autodestruição, já em 1968.
Como era «navegador aéreo» − como diz o outro – e não tive o apoio de que necessitava nem tinha dinheiro para a psicanálise, fui lendo muita coisa a começar por Pierre Daco, a passar por Freud e a terminar pela Modificação do Comportamento.
Tive, por acaso, a coincidência de entrar para o curso de Psicologia porque não me tinham deixado continuar a tirar o Curso de Direito no qual estava matriculado desde 1958. Também, pouco depois, tive a sorte de frequentar os «workshops» do Victor Meyer sobre modificação do comportamento enquanto estagiava e colaborava no tal grupo de terapia comportamental do Hospital Júlio de Matos.Psicopata-B
Embrenhando-me nas técnicas que estavam a ser utilizadas e não concordando com o modo como o estavam a fazer, tive a sorte de verificar em mim que um relaxamento diferente do utilizado nesse grupo (Jacobson) dava melhor resultado.
Com os sucessos ilusórios que se obtinham nesse grupo e para evitar os efeitos secundários ou colaterais, também tive a possibilidade de experimentar um novo tipo de psicoterapia, a começar comigo. Mas, tudo isso depois de ler muito sobre um panorama muito vasto de psicoterapias, especialmente a Logoterapia, de Victor Frankl. A minha biblioterapia e a autoterapia podem ter começado por aqui!Psi-Bem-C
Portanto, eu resolvi o meu problema por mim próprio e sem qualquer ajuda e afastando-me dos psiquiatras e dos medicamentos. Por isso, posso dizer que é possível.
Se quiser que afirme que todos poderão fazer o mesmo, não posso corroborar porque o Antunes (B) teve alguma ajuda minha em conversas, orientação da leitura e encorajamento.
Com a Cidália (C) a ajuda foi maior e o desencorajamento teria tomando conta da situação se não tivesse havido a intervenção do Antunes, porque já a conhecia desde miúda. O psiquiatra «comportamentista» que a seguia anteriormente e a mãe dela podiam ter-lhe provocado aquilo que aconteceu com a «Perfeccionista» (M).Difíceis-B
Com o Júlio (E) foi tudo diferente. Eu aproveitei a situação de sua carência, para o poder ajudar de forma pouco ortodoxa, à mesa de um velho café, porque não tinha nem outro local nem horário mais conveniente. Agora, sabe o resultado e o percurso da vida dele.
Estão descritos mais casos para que as pessoas leiam os percursos das suas vidas e as contingências a que ficaram sujeitos para atingirem resultados satisfatórios.
Mas repare que tudo foi possível porque eles colaboraram, treinaram o que foi necessário, leram bastante e foram compreendendo os mecanismos do funcionamento do comportamento humano, tendo persistência para não desistir perante os desencorajamentos que são absolutamente «normais».Depressão-B
A psicoterapia não funciona como um comprimido que nos deixa insensíveis à vida, fazendo parecer que os problemas ficaram muito longe. Essa ilusão que se cria com a medicamentação pode, no futuro, conduzir à necessidade de medicação cada vez mais intensiva, agressiva e degenerativa devido ao reforço secundário negativo aleatório que vai provocando. Agora, até os próprios médicos mais conscientes constatam isso e divulgam a informação.

F:Mas falando no pessoal da GNR, há alguma coisa que se possa fazer?
N: – Antes de tudo, é importante que os próprios serviços tenham pessoal especializado e competente que possa escrutinar o Psicopata-Besforço que cada um dos seus militares vai fazendo. O tenente-coronel da ASPIG tem toda a razão quando fala nisso. Horários, apoios familiares, logística, remunerações, ambiente de trabalho, riscos profissionais, castigos, não são da competência da psicologia, mas a psicologia pode ajudar a suavizar ou a organizar todos esses aspectos. E não será que deve?
No que toca a apoio que se pode dar a um militar que não esteja sobrecarregado ou antes que entre em «burned out», o que se pode utilizar em última instância é o reforço do comportamento incompatível, para que não exista o tal «triguer» de que falou Isabel Moreira. É uma espécie da técnica do origami, mas a cabeça da pessoa tem de sintonizar com isso, compreender a situação, treinar o essencial e ficar satisfeita. Durante quanto tempo e em que condições? Pode um militar utilizar essa técnica quando está em missão? Falando mais concretamente em psicoterapia ou autoterapia, como é que ele se pode «relaxar» Psicologia-Bdurante uma missão de combate ou perseguição. Porém, pode-se aprender a fazê-la com menos stress mas, para isso,cada um tem de treinar muito. Quando e como é que fará os treinos? Quem lhe vai dar a ajuda incial necessária?

F:Neste caso, o que se pode fazer?
N: – Os militares, quando vão em missão arriscada, não levam coletes anti-bala? Têm a certeza de que não serão feridos? Contudo, é uma «tábua de salvação» de que se servem e que os pode salvar a maior parte das vezes ou, pelo menos evitar males maiores. O relaxamento instantâneo (P), de que falo muitas vezes, pode servir de colete anti-stress. Não quer dizer que os irá proteger a todos com toda a segurança, mas muitos podem diminuir o impacto do stress e talvez alguns até o possam evitar. É uma das medidas que pode ser tomada pela organização, porque até a eficácia dos militares e das operações pode aumentar. Interacção-B30Contudo, embora o treino tenha de ser feito pelo próprio em consultório, tem de ser continuado e constantemente experimentado pelo próprio até em casa, todas as noites. Porém, alguém tem de os industriar nisso e até se pode fazer isso em grupo. Da mesma maneira como a organização tem a obrigação de fornecer os coletes anti-bala e proporcionar o treino de tiro e defesa necessário, também tem a obrigação de proporcionar este meio de aguentar com a tensão psicológica e aumentar a eficácia do desempenho. Para isso, algumas palestras e a leitura de determinados livros pelos interessados para compreenderem melhor toda a situação torna-se quase um imperativo.

F:O que acha que se deve fazer?Imagina-B
N: – Não sei. Os que estão nas esferas da governação ou da gestão das instituições ou um grupo de pessoas, com a ajuda de jornalistas como a Ana Leal, cujas reportagens têm sido, para mim, muitíssimo interessantes, especialmente a dos colégios e das clínicas, têm de se movimentar para exigir aquilo a que quase todos se julgam com direito. Também têm de fiscalizar aquilo que os dirigentes fazem porque muitas coisas são anunciadas como maravilhas e o seu resultado é nulo ou apenas dispendioso, sem qualquer proveito para a população. Muita coisa é dita e apresentada como muito boa, mas não apresenta qualquer «substância». É um autêntico fogo-de-vista. Em saúde mental, especialmente como tentativa de prevenção e não de resultados estatísticos, tenho as minhas sérias dúvidas.neuropsicologia-B

F: – Estou mais ou menos elucidado, tanto mais que nos vários artigos que li, descobri alguma literatura que já existe e que também pode vir a existir. Obrigado pelas informações que deu.
N: – Eu é que agradeço o seu interesse, mas recomendo que releiam com cuidado todos os artigos que mencionaram, além dos relacionados com Reforço……Vou para casa ver se almoço e consigo ver a tal reportagem da discussão na TVI24, de ontem à noite e, se não tiver tempo, vou deixar o novo post para amanhã. Assim, talvez possa entrar em Imaginação Orientada durante a noite.

De qualquer modo, tenho de dar os meus sinceros parabéns a Ana Leal que tem apresentado magníficas reportagens e, destaRespostas-B30
vez, também ao tenente-coronel Medina da Silva que parece ter metido o dedo na ferida. Não temos de ficar à espera dos quase «milagres» que se apresentam, apenas nos princípios deste século, a partir das experiências americanas, inglesas, etc., quando em 1980 já se tinham experimentado terapias mais eficazes só com o apoio de apontamentos policopiados, por ainda não existirem os livros que estão agora disponíveis.

 

Em divulgação…

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AVALIAÇÕES

Com o comentário seguinte feito no post BIBLIOTERAPIA 17:Biblio

Apesar da nossa conversa ser curta, foi esclarecedora. É verdade que quem decide ir pelo caminho da terapia tem muito trabalho pela frente mas trabalho neste caso é sinónimo de paixão em ver no outro a satisfação de um possível reencontro consigo próprio.
Neste momento estou a ler Educação e Comportamento e posso dizer que este livro vai-me abrir os olhos para esta matéria. Em relação a aplicação de testes psicométricos irei numa primeira fase aplicar o instrumento WHOQOL-BREF que mede a qualidade de vida. Mais tarde vou pensar numa forma de avaliar as sessões.

a minha resposta imediata foi a seguinte:
Agradeço o contacto e informo que não conheço o WHOQOL-BREF. Pode ser que estatisticamente sirva para alguma coisa.Auterapia-B30
Interessam-me mais os testes antigos como o MMPI, Rorschach, TAT, ou até as de EPI ou EPQ, Árvore, Família, etc., que são mais rápidas e aceitáveis, para descobrir se a pessoa é, de facto, esquizofrénica ou neurótica. Quanto ao resto, eu faço uma avaliação individualizada das dificuldades apresentadas ou nomeadas por cada pessoa, baseada na sua repetição semanal numa escala de 11 pontos/conceitos. Para mim, é muito mais fidedigna e rigorosa para saber a evolução da psicoterapia. A outra, é capaz de não dar esse resultado comparativo cronológico.

 

Hoje, quando me levantei, tinha em mente vários episódios passados nos últimos anos no ISMAT, em Portimão.Psicologia-B
Um deles era a preocupação de um aluno do 2º ano querer saber de que modo se faz o diagnóstico para aplicar as medidas necessárias porque ele já estava a trabalhar com grupos de desfavorecidos.
Provavelmente, à hora de dormir, eu tinha-me preocupado com o comentário e com a resposta constantes acima e, durante o sono, estivera em Imaginação Orientada (J) (P) para clarificar a minha resposta.
Em relação a esse aluno e a um outro que o secundava e que dizia ser sociólogo, tinha tido necessidade de elaborar os 7 posts sobre «Diagnóstico», terminando com o «arregaçar as mangas».

Em relação aos testes psicométricos ou sociométricos e até os de personalidade, é importante saber aquilo que cada um deles avalia em relação ao nosso Interacção-B30objectivo.
Como é que o WHOQOL-BREF vai avaliar o grau de esquizofrenia ou de melhoria das dificuldades específicas de cada um dos visados? Se não se aplicar um teste adequado, de que modo se vai fazer um diagnóstico fidedigno e uma avaliação continuada das dificuldades específicas de cada um dos visados ou apoiados?
Se não se souberem quais as dificuldades reais dos visados ou apoiados, com que «material» se vai trabalhar? Com suposições genéricas de que os esquizofrénicos apresentam determinadas características, defeitos ou dificuldades? Todos? Indiscriminadamente? Em que grau? Em qual dessas «características» melhoraram? Se, além de querer saber quais as suas dificuldades do momento, não tivesse aplicado qualquer teste psicológico ao Joel (G), teria Psicopata-Bpodido avaliar, com alguma segurança, a sua problemática real? E, como iria verificar a evolução por ele sofrida no decurso da psicoterapia? Ficaria tudo no reino das hipóteses e suposições, talvez muito dependente da avaliação do psiquiatra. Qual seria o resultado?

Se eu não tivesse esmiuçado as dificuldades do «Calimero» (M), com as quais viveu mais de 4 anos, apesar de acompanhado por uma psicóloga e de ter apoio escolar durante vários anos antes, de que maneira poderia ter feito uma avaliação para saber do aumento ou da diminuição das mesmas?
Depois de ter «estagnado» durante 4 anos no 11º ano, o «Calimero» teria a possibilidade de obter a carta de condução e uma licenciatura, com 16 valores, em menos de 5 anos, desde o começo da psicoterapia, não necessitando de mais Joana-Bapoio posterior? Ele pode continuar com a dificuldade de falta de emprego, mas vai tentando «dar a volta por cima», sem medos, mas com a possível ansiedade ocasionada pela situação indesejada, absolutamente «normal» em qualquer ser humano.
Teria eu conseguido fazer alguma ideia deste caso, dar algum apoio e avaliar as suas melhorias com um WHOQOL-BREF, ou serviria só para as estatísticas? É por isso que não acredito em muitas investigações e estudos que dizem que se fazem sobre a saúde mental, até com «fundos» do Estado ou comunitários.

Concordo com aquilo que o comentarista diz acerca de «É verdade que quem decide ir pelo caminho da terapia tem Saude-Bmuito trabalho pela frente mas trabalho neste caso é sinónimo de paixão em ver no outro a satisfação de um possível reencontro consigo próprio.
Da minha parte, posso dizer que eu resolvi, com o curso do ISPA, aos 36 anos, a minha frustração de não ter ingressado no curso de Direito logo depois de ter terminado o Liceu Inglês e o 7º ano do Liceu, com dispensa de exame de admissão, nem ter conseguido a continuação do curso de Direito iniciado, posteriormente, em 1959, porque a Força Aérea não me autorizou isso durante 7 anos.

Por acaso, a partir de 1973, com a frequência dos seminários com Victor Meyer, PhD. «Reader in Clinical Psychology», do Acredita-BMiddlessex Hospital, de Londres, sobre «behavior therapy», comecei a entusiasmar-me de tal maneira, até para resolver o meu próprio problema de depressão grave, que continuei a dedicar-me sofregamente às leituras − muitas das quais estão indicadas na bibliografia apresentada no final do livro «BIBLIOTERAPIA» (Q) − que tinha começado com os livros de Pierre Daco, em 1968.
Essas leituras tinham se ser «rapidamente e em força» porque eu queria atingir uma finalidade: sentir-me melhor. Por acaso, o meu segundo Professor de Introdução à Psicologia, Psiquiatra e Doutorado em Psicologia pela Universidade de Barandeis, EUA, dizia que eles tinham de pegar num livro de 400 páginas e lê-lo rapidamente num fim-de-semana para poderem responder a uma prova na segunda-feira seguinte. Importava mais Consegui-Bapreender os conceitos que lá estavam expostos mais do que saber o significado de cada palavra. Esse significado podia ser facilmente obtido em qualquer dicionário especializado. O conceito, não. Mas, se se pudesse «trabalhar» nesse conceito, seria ainda melhor.
Foi assim que eu aprendi a Introdução à Psicologia, fazendo trabalhos práticos e sem me preocupar com as definições de «atenção», «memória», etc. que o anterior professor, formado em França e dizendo-se psicanalista, nos quase obrigava a decorar a partir do «Abregé de Psychologue», de J. Delay e P. Pichot. Graças a Deus, tive a felicidade dessa mudança de professor depois da «revolução dos cravos», porque já tinha adiado o exame duas vezes, devido à exigência de memória em vez de compreensão e apreensão de conhecimentos. No dia do exame Imagina-B
oral, esse novo Professor, «envergonhou-me» perguntando se não sabia das experiências com «galinhas, de Thorndike». Como nunca antes tinha ouvido falar nelas, respondi-lhe com um «Pois» em vez de dizer «Sim» ou «Não». E a intervenção seguinte dele, apercebendo-se provavelmente da minha total ignorância sobre o assunto, foi: «Tem de ver isso melhor».
Depois de passar no exame com 14 valores, a primeira coisa que fiz foi começar a procurar esse assunto de que nunca tínhamos falado mas que constava muito sucintamente no mesmo «Abregé de Psychologie». Enfim, o modo da dar as aulas era muito diferente e, enquanto o primeiro queria que nos limitássemos às definições, o segundo queria que nós aprendessemos Psicologia, tomando conhecimento das leis que a regulam.Depressão-B

Se havia a possibilidade de modificar comportamento, tinha de descobrir uma maneira de modificar o meu para, com a profissão então aceite, poder ajudar os outros. No grupo de psicoterapia comportamental em que estava a trabalhar, orientado por um psiquiatra que tinha ido especializar-se em terapia comportamental em Londres, não me agradavam as abordagens utilizadas, porque se baseavam só em técnicas utilizadas mecânica e indiscriminadamente. Depois das leituras que já tinha feito, fazia-me confusão não se querer saber as causas dos comportamentos desviados ou inadequados.
Quando porém, mesmo no final do curso de Psicologia me desloquei a Londres, com a minha mulher, para frequentar cursos de Respostas-B30apoio a integração de crianças deficientes no ensino normal, os futuros colegas com quem lidei, incentivaram-me a entrar para a Ordem dos Psicólogos Britânica (BPS), especialmente para uma eventualidade de eu querer trabalhar em Londres, já que estava fora da «tropa». As exigências de ingresso eram doutoramento dos EUA, mestrado do Reino Unido ou exame com entrevista com um especialista da BPS.

Quando fui ao Hospital de Middlessex falar com o Doutor Meyer, que já me conhecia de Lisboa dos «workshops» que ele administrara no Hospital de Santa Maria, ele aconselhou-me a ter uma entrevista com Laurence Burns, já que eu deveria deslocar-me a Nottingham no dia seguinte. No encontro com Burns, ele Psi-Bem-Bmandou-me aventar, na primeira entrevista, uma hipótese de diagnóstico e terapia consequente com um obsessivo-compulsivo (POC). Fazendo essa entrevista preliminar, ajudado por ele, dei-lhe mais ou menos a noção das ideias obsessivas do paciente e preconizei a necessidade de descobrir a origem ou a causa dessas ideias para se poder «lutar contra elas» ou, pelo menos reduzi-las, utilizando essencialmente a técnica de reforço do comportamento incompatível. Depois, analisando o seu passado, seria vantajoso «construir» um futuro comportamento mais aceitável. Os exames psicológicos não seriam necessários no momento, mas a avaliação das dificuldades deveria ser monitorizada semanalmente.

Pareceu-me que tinha ficado muito satisfeito com as minhas formulações, que seriam completamente rejeitadas em Lisboa, no Dificeis-Bgrupo em que trabalhava. A aceitação das minhas ideias foi tal que fiquei dispensado do exame escrito, ficando apenas obrigado a enviar as certidões da conclusão do curso com o conteúdo de cada cadeira e uma tradução em inglês. Poucos meses depois de concluir o curso e de ter enviado a papelada para o BPS, tal como eles exigiam, fui eleito Graduate Member da BPS, em Novembro de 1975.

Depois disso, regressado a Lisboa e a começar a clínica incipientemente, fui lendo o suficiente, idealizando e experimentando em mim o relaxamento muscular, muito diferente do de Jacobson, bem como o relaxamento mental, para o utilizar na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) que deu resultados positivos. Passando para o papel muitos dos conhecimentos adquiridos, além das experiências vividas, tive a possibilidade de dar aulas de Psicologia GeralNeuropsicologia-B2 e Psicopatologia aos enfermeiros, com quem consegui verificar que havia possibilidade de qualquer pessoa modificar o seu comportamento desde que soubesse compreender e analisar os mecanismos do seu funcionamento em função de causas/efeitos e possibilidades de actuação.

Posteriormente, quando já estava a fazer estágios de colaboração, em vários hospitais para finalizar a tese sobre TEA e estava concluir o curso de hipnose terapêutica, tive a oportunidade de ajudar o Júlio (E) à mesa de um velho café, com a modalidade de Imaginação Orientada (IO) que estava a desenvolver, com uma análise aprofundada do comportamento apoiada na autohipnose, para uma reestruturação cognitiva a fim de se fazer uma modificação do comportamento no sentido duma Logoterapia.Depressão-B

Presentemente, estou a «trabalhar» várias horas por dia para a organização e actualização, quase permanente, dos livros necessários para uma Biblioterapia no sentido de a utilizar organizadamente em Psicoterapia, Psicopedagogia e Desenvolvimento Pessoal, autonomamente ou com pouca ajuda. Também estou a manter este blog para dar respostas aos que fazem comentários a fim de esclarecer dúvidas ou pedir ajuda. Além disso, já me ofereci para colaborar na difusão de conhecimentos.
É o que ainda posso fazer, dentro das minhas possibilidades.
Organizar-B

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