PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA 47

arvoreNo comentário seguinte feito no último post «PSICOLOGIA PARA QUÊ? – 4» comprometi-me a dar uma resposta hoje, depois de passar uma noite a pensar no assuno.

Sr. Dr. Noronha
Tive imensa pena de não o ter encontrado ontem porque estive à sua espera no café e não o vi passar.
Gostaria de ser esclarecido numa coisa muito importante.
Tanto eu como os meus amigos ganhamos bastante com as leituras dos diversos postes e com algum treino que conseguimos manter.
Como é que os outros poderão fazer isso sem este assunto ser publicitado?
Muita gente tem de saber deste assunto e assim não tem conhecimento.
Quando encontrei no meu correio um postal a dizer que uma determinada unidade fazia rastreios gratuitos de glicémia e de colesterol, lembrei-me de lhe fazer esta pergunta.
Quer esclarecer-me?Biblio
 

Caro Sr. Felício.
Conforme prometi, vou dar esta resposta depois de uma boa noite de sono, tendo-a iniciado com a «Imaginação Orientada» (J).

Como já tive oportunidade de dizer, a minha actividade principal, desde que deixei de dar as aulas no ISMAT, em 2010/11, tem sido a de reforçar a minha participação na manutenção do blog  PSICOLOGIA PARA TODOS a fim de Auterapia-B30poder dar as respostas necessárias aos que delas necessitam por não terem oportunidade financeira de ir a consultas de psicologia e, algumas vezes, de tempo disponível para isso.
Para lhes dar apoio, também necessito de literatura adequada que ainda não existe, a não ser em livros que não me agradam ou em apontamentos coligidos relacionados com muitos processos em meu poder.

Por este motivo e porque acredito seriamente na Biblioterapia, desde 1980, estou a rever casos antigos e a trabalhar quase 5 horas por dia, em casa e ao computador. Estou a reorganizar e actualizar todos os livros já publicados pela Plátano, Clássica, Escolar, Hugin e Calçada das Letras, acrescentando-os com novos «casos» dos mais Maluco2significativos para uma Autoterapia (P) ou uma psicoterapia expedita e eficaz, realizada autonomamente pelo próprio ou com pouca intervenção do psicólogo.

A ideia que tive da Biblioterapia em 1980, parece que está a ser implementada apenas há uma dezena de anos no Reino Unido, devido às dificuldades no atendimento atempado de todos os necessitados pelo seu Serviço Nacional de Saúde. Porém, não sei com que livros se realiza essa biblioterapia, ou terapia com «prescrição de livros». Seria necessária uma literatura adequada donde os pacientes pudessem obter, pelo menos, modelos de actuação, com reforço vicariante e motivação, para prosseguir e persistir nos treinos que são necessários e que devem ser indicados nesses livros.Psicologia-B

Na modificação do comportamento que é necessária numa psicoterapia eficaz e em que ficam englobados os reforços, os condicionamentos e as suas técnicas, a não compreensão ou o desconhecimento do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social, para uma boa reestruturação cognitiva, pode tornar demorada ou difícil a finalidade pretendida, deixando o paciente dependente do psicoterapeuta ou psicólogo, durante muito tempo.

Por mais exames psicológicos e análises que se façam, sem descobrir os condicionamentos e os factos pouco conscientes que Interacção-B30marcaram negativamente as nossas vivências, para a análise do passado, a psicoterapia pode ser infrutífera ou nunca mais ter fim, se não ficar também inadvertidamente influenciada pelas contingências que vão surgindo ao longo de todo o processo. Por isso, se se desejar enveredar por uma autoterapia ou uma terapia com pouca participação do psicólogo, o paciente necessita de reconhecer que tem problemas por resolver, colaborar voluntariamente para ler aquilo que é necessário, apreender a matéria, realizar alguns treinos e ter persistência para os continuar, apesar dos desencorajamentos que vão acontecendo, quase sempre, de vez em quando.Acredita-B

Para isso, além do tempo e disponibilidade para a leitura, necessita apenas de 1 hora de treino diário durante cerca de 1 mês, além 5 minutos para a autoanálise e 3 a 5 minutos para o início do relaxamento mental, antes de dormir. O resto do processo decorre durante a noite, tal como se faz com os computadores que, depois de introduzir os elementos necessários, o mesmo entra em «searching» para dar a resposta consequente. É o que acontece com a nossa mente durante o sono. Agora, na Exercise School, até nos exercícios físicos se realça que a colaboração do cérebro é importante. É a mente que comanda tudo!Consegui-B

Porém, onde buscar a literatura necessária para a psicoterapia? Traduzir livros ingleses, tal como acontece com os processos de Mindfullness e Psicologia Positiva que ainda não demonstraram a qualidade da sua eficácia? Os promotores da Psicologia Positiva nos EUA, estendida agora para a Alemanha, enviam informações que deixaram de me interessar. Se nós temos cá um processo que já deu resultados positivos desde 1980, qual a razão de não o utilizar? Se não quisermos continuar a «importar» modelos exteriores ou ficar na «cauda da Europa», temos de agir em tempo oportuno.

Por este motivo, pondo de lado quase toda a minha acção de consultoria em psicologia clínica e psicoterapia, tenho-me Saude-Bdedicado quase exclusivamente à constante actualização e preparação de todos os 17 livros que constituem a colecção destinada à TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Pela necessidade que este tipo de ideias novas têm de ser suficientemente divulgadas, estou a apresenta-las também no facebook, mantendo uma página sobre Biblioterapia e outra sobre o Centro de Psicologia Clínica, para difundir diariamente uma das respostas dadas a várias pessoas, numa colaboração mantida no blog, desde 2007.

Deste modo, com os livros que estarão a ser constantemente actualizados, deixo-os prontos para publicação a qualquer Joana-Bmomento. Além disso, embora aceite a ideia de que a publicidade se torna necessária para expandir algum negócio, ela pressupõe a existência de lucro financeiro e a constituição duma empresa para isso. Isso implica os seus custos, devendo eu, implicitamente, ganhar com isso, «na venda» do meu produto, quer seja bom ou mau. Se o produto é bom, julgo que o utilizador é que deve ajuizar acerca disso e o deve consumir como deseja. Caso contrário, fico na mesma gama do Calcitrim e de outros produtos afins. Se o produto é tão bom, qual a razão de tamanha publicidade com a escolha de muitos actores que «estão na berra» no momento? Será para anunciar os produtos que não são tão bons como anunciam? Qual o resultado? A decepção dos utilizadores? Além disso, fazem bem ou mal? Que anúncios enganosos (A/127-131) são apresentados nos fármacos psicotrópicos? A Cidália (C), depois Imagina-Bda sua psicoterapia, meio acompanhada, fez um artigo sobre isso.

É por isso que, embora reconhecendo a necessidade da publicidade nesses negócios, não a faço, nem fiz em toda a minha prática clínica desde 1975. Digo aquilo que julgo que é bom. Apresento os resultados que consegui e que beneficiaram muitas pessoas. Explico os modos de procedimento e fico à espera que os interessados se decidam por aquilo que desejam fazer, por sua vontade. Digo isto, porque sem a sua vontade expressa e genuina, pouco se pode fazer em psicoterapia. E, se houver colaboração e treino, ainda melhor. Contudo, a leitura potencia os resultados e a eficácia do sucesso. Faço isto porque quando se utiliza a publicidade, ela tem de ser suportada por alguém? Quem paga? O utilizador, que já está suficientemente depauperado?Psi-Bem-C

Nestas condições, não desejando publicidade mas apenas divulgação, as pessoas que me conhecem e que consultam os posts, que resolvam aquilo que é bom para elas e divulguem a informação. Quase todos os livros estão pontos para publicação e alguns já estão publicados em tiragem restrita, tais como o (A), (B), (C), (D) e (Q). Embora os dois últimos estejam esgotados neste momento, os que mais me interessa publicar agora, são o da Autoterapia (P) e o do Júlio (E). Enquanto o primeiro é um modelo de actuação com instruções precisas e resumidas, o segundo é o relato duma psicoterapia feita com pouca ajuda do psicólogo e que deu resultados mais do que agradáveis para o próprio, com muita satisfação para o psicólogo.Difíceis-B

Outros três casos, bastante significativos, foram publicados há muito, embora sem ser ao meu gosto. Os casos do Joel (G) e da Isilda (H), embora com bom resultado, foram apenas «tratados» com a metodologia da TEA e sem o apoio da IO. E, quando o Joel verificou que a IO dava melhor resultado, quis que eu a difundisse no «seu» livro que ainda não está publicado. Também é bom saber que um apoio tardio ou extemporâneo, ou até a falta de colaboração do próprio ou do interessado, pode atrasar o sucesso dos resultados prejudicando toda a saúde mental, tal como acontece com muitos medicamentos que a pessoa vai continuando a consumir enquanto a sua saúde mental se vai deteriorando. É o que fica descrito num livro específico (M).Psicopata-B

Contudo, os livros serão paulatinamente publicados se tiver pelo menos 50 interessados, mesmo que lhes tenha de dar algumas explicações, sobre todo o método, tal como já disse numa proposta que fiz à CMS, feita há bastante tempo. Essas palestras podem ajudar muitos leigos na matéria e até vários psicólogos que não devem estar habituados a abordagens deste género. Provavelmente ficarão até admirados (e encantados?) quando se apresentarem métodos semelhantes utilizados nos EUA, Inglaterra, Alemanha, França ou até Brasil, tal como acontece agora com outras técnicas muito menos eficientes, cómodas, económicas e eficazes.

Em divulgação…Depressão-B

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PSICOLOGIA PARA QUÊ – 4

Como estava muito ocupado a actualizar o livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) peço desculpas por demorar algum tempo a tomar Psicologia-Cconhecimento dos dois comentários seguintes:

Li este artigo porque estou a segui-lo no fb já à muito tempo.
Tanbém estou a fazer biblioterapia com desfavorecidos, há 2 anos.
Com as longas explicações que deu, não compreendo como é que vou utilizar a biblioterapia nesse grupo, fazendo as entrevistas às escondidas, se eles são muito abertos e todos falam dos seus problemas.
Não consegui saber aquilo que eu mais desejava: resolver este caso.
Não poderei aplicar-lhe alguns testes para resolver o assunto?”
Anónimo

Nesta relação parece que ambos estão num período de mudança; que é vista como uma necessidade valorativa num processo evolutivo para ambos os interessados. No caso do utente ele já não tem relações sexuais com a sua companheira a mais de dois anos. Instalou se uma relação familiar.
No caso do Transexual ser mero objecto sexual, estar a criar nele perturbações afectivas. No entanto estamos perante um indivíduo que se sente como uma autêntica mulher. Segundo sei este indivíduo já sente isso desde os 12 anos de idade e quer ser mesmo mulher mas mantendo o pênis. Da conversa que tive com o utente em particular este estáBiblio muito apaixonado é o Transexual também. Ambos estão sujeitos a uma alteração da sua existência. Pergunta do utente, não vou ter provavelmente dinheiro suficiente para nos termos uma vida razoável, ela vai ter de se protituir se? Isto não é fácil penso eu para os dois.”
Pedro Andrade

 

Enviei aos dois comentadores uma resposta a dizer que tentaria responder-lhes com um novo post logo que conseguisse Auterapia-B30«livrar-me» do trabalho que estava a fazer. Porém ontem, como era o Dia do Trabalhador, resolvi «descansar» e dedicar-me a preparar esta resposta.
Por este motivo, vou tentar enquadrar as minhas ideias na essência do livro cujas primeiras versões, muito reduzidas e «mal-amanhadas» e não tão completas como a actual, já foram publicadas desde 1990, com os títulos «Psicologia no Dia-a-Dia», da Clássica Editora e «Como Modificar o Comportamento», em 5 volumes dedicados à teoria, prática, técnicas, «casos» e previsão, da Plátano Editora.

Antes de tudo, o termo Biblioterapia quer dizer que é um tratamento através de livros. Provavelmente, em psicologia, é uma psicoterapia. Quais livros e em que condições? Quem aplica esta técnica? Com que pacientes? Se fosse quimioterapia, seria Saude-Cpossível aplicar quaisquer medicamentos em todas as circunstâncias? Com que doentes? Durante quanto tempo e em que condições? E se fosse fisioterapia, qualquer técnica ou exercício de recuperação, por melhor que fosse, serviria para todas as mazelas? E qual seria o técnico a aplicar esses exercícios? É importante pensar nisso.

Por isso, é necessário saber quem aplica esse tratamento. Tem habilitações para isso? Qual o seu treino e segurança? Em psicoterapia, é necessário ter um curso de psicologia orientado no sentido da clínica, além de especialização em psicoterapia. Os dois comentadores terão essas habilitações? Se aqueles que aplicam as técnicas não tiverem essa capacidade, podem estar a prestar um mau serviço e, em vez de ajudar os pacientes ou necessitados, Acredita-Bdeixá-los no engano ou na dependência, se não ajudarem a piorar a situação.
Falar com os pacientes, conversar com eles, conseguir a sua atenção ou a sua simpatia pode ser importante e até pode demonstrar a capacidade do agente especialista em lidar com os pacientes. Mas isso não chega. É muitíssimo importante ter noções profundas de modificação do comportamento que estou a preparar no aludido livro e é o que se pretende fazer, de facto, em psicoterapia. A psicoterapia não se resume a obter a simpatia ou a amizade das pessoas.
É necessário utilizar quase sempre e com muitos dos pacientes as várias técnicas de modificação do comportamento. É disso que estou a tratar no livro que estou e rever neste momento que, além do resumo das teorias, apresenta as técnicas, indica o modo como se fazem as avaliações para se saber que técnicas utilizar e se as Consegui-Butilizadas funcionam e em que sentido. Além disso, apresenta «casos» resolvidos, o seu modo de resolução e indica como se pode prever, mais ou menos, a evolução da psicoterapia ou da modificação do comportamento.
Embora seja um livro, escrito numa linguagem o mais simples possível, destina-se essencialmente aos técnicos que se queiram dedicar à psicoterapia. Mas o mesmo, também com a sua linguagem simples, pode servir para o leitor vulgar, tal como fazíamos nos anos 80 do século passado, no Centro de Psicologia Clínica, com a publicação de brochuras destinadas aos utentes. Também estou a tentar introduzir nesse livro uma prova que possa dar ao leitor a ideia de ter conseguido ou não obter as noções mais elementares e necessárias na ciência do comportamento para seu uso pessoal. Contudo, este livro, abrange apenas as noções de Psicologia e serviu para ajudar muito bem o «paciente»Joana-B Júlio (E), enquanto eram apenas apontamentos policopiados.
Por isso, quem lidar com pacientes, além de noções bem sólidas da ciência do comportamento, tem de ter pelo menos bases sólidas e bastante profundas e prática de psicometria, avaliação de personalidade, entrevista, análise psicológica, além de praticar a empatia. Neste caso, já deve conhecer muitos testes e saber utilizá-los.
Na psicometria, as noções sobre a teoria subjacente e a composição de cada teste, conhecimentos sobre a sua aplicação, correcção, avaliação e possibilidades de fazer um diagnóstico mais ou menos acertado, são fundamentais para não acontecer o mesmo que já disse em relação ao Joel (G). Foi apelidado de psicopata quando era apenas um neurótico inferiorizado e frustrado que tinha sofrido o abandono e a dissonância cognitiva naMaluco2 sua infância «mal»educada, tendo aprendido, na guerra do Ultramar, a reagir antecipadamente com violência, a qualquer estímulo ameaçador ou nocivo para si. O seu caso nunca poderia ser «tratado» em conjunto com outros, nem a terapia de grupo poderia dar algum resultado proveitoso. Talvez pudesse piorar os seus sintomas de desadaptação, tal como o futebol que ele praticava e as manifestações do partido esquerdista.

A psicometria faz-me lembrar um episódio bastante caricato. Quando tinha o consultório no Centro Médico de Diagnóstico, na Avª Infante Santo, em Lisboa, vi um anúncio nos jornais que falava dum curso de psicometria para quem tivesse o curso dos Liceus e, especialmente, para os que estivessem na docência. Fui saber desse curso dizendo que tinha apenas o 7º ano do Liceu. Uma senhora médica, assistente do Professor, atendeu-me muito simpaticamente e disse que Interacção-B30poderia fazer o curso angariando alunos que quisessem fazer orientação escolar. A empresa fornecia os testes, mostrava como se deviam aplicar e corrigir. Daquilo que os alunos pagavam, metade destinava-se aos instrutores e metade aos instruendos. No final da aplicação dum determinado número de testes, era passado o diploma de competência. Soube pouco depois que o Instrutor principal era um médico que tinha feito o doutoramento em Psicologia na Faculdade de Medicina de Lisboa, com uma tese quase preparada por um psicólogo dedicado à orientação profissional. Com psicologia assim, que dá para «fabricar dinheiro» espalhando testes, não sei onde chegaremos.Digitalizar0011

É por isso que a minha preocupação em apresentar o modo como cada um resolveu os seus problemas, com ou sem ajuda, apresentando vários «casos» na colecção de Biblioterapia que estou a preparar, não é pequena. Seguramente, muitos desses pacientes tiveram de ler e compreender bastante literatura, devidamente orientada, e treinar o suficiente para «resolver» ou «reduzir» os seus problemas com a compreensão do funcionamento do comportamento humano e análise do seu próprio comportamento utilizando o relaxamento mental para reestruturar as suas cognições. Toda esta problemática e panóplia de soluções, para que seja devida, adequada e atempadamente utilizada, tem de ser do conhecimento de quem pretende ajudar os outros. Só teorias e Psicopata-Btestes ou respostas imediatas, não chegam. Além da prática, o autodomínio e o bom senso também são essenciais. Não nos podemos esquecer também que a percepção de cada um é única e, mesmo que seja semelhante a de outras pessoas, pode albergar muitas diferenças. Na figura, a preto e branco, da direita chegámos a ver uma jóvem ou uma velha? Por isso, uma psicoterapia que queira ser eficaz tem de contar com este parâmetro. E o psicoterapêuta tem de aprender a fazer o relaxamento instantâneo muito bem. Tem de «se meter» na pele do outro quase que dizendo para si próprio «em linguagemn menos erudita»: “Eu tenho de resolver esta merda de qualquer maneira.” E isso, faz transpirar muito. Não são, seguramente, conversas de treta que se ouvem frequentemente na televisão.

Não tenho interesse que haja muitos «casos» como o da «Perfeccionista» e do «Pasteleiro» ou que os mesmos se propaguem, Depressão-Bquando existe solução para isso ou, pelo menos, para a sua redução em quantidade e gravidade. Também, aquilo que aconteceu com o «Calimero» (M), que esteve nas mãos de médicos, psicólogos e terapeutas durante vários anos, desperdiçando 4 de ensino académico, para conseguir de repente, em 4 anos obter uma licenciatura com 16 valores não foi fácil, mas exigiu muito trabalho apesar da sua pouca colaboração. O «Mijão» também poderia ter tido uma ajuda atempada se os pais tivessem as noções mais básicas de Psicologia que estou a tentar difundir no livro que estou a reorganizar. Contudo, parte dessas noções mais rudimentares e apresentadas de modo muito mais simples do que no «Psicologia Para Todos», também se podem adquirir com a leitura de «JOANA a traquina ou simplesmente criança?» (D) que, na sua história ficcionada, conglomera mais de 10 anos de consultas a pais e filhos.Imagina-B

O que posso dizer aos dois comentadores, é que orientar uma psicoterapia não é fácil, mas que, havendo conhecimentos suficientes e colaboração dos próprios pacientes torna-se mais simples e eficaz. O importante é saber despertar em cada um dos pacientes as suas «forças» interiores. Qual é o livro que pode tratar disso? Como é que os outros sabem as forças que um indivíduo contém dentro de si, em conjunto com as suas mágoas? O Júlio (E), com a sua capacidade de leitura (devidamente selecionada e orientada) e apreensão da matéria, colaboração, sinceridade, treino aturado, análise do passado, relaxamento mental, autohipnose, diário de anotações e autoanálise, ajudou-me a abrir muito os olhos para a psicoterapia da Imaginação Orientada (IO) (J) com a Psi-Bem-CTerapia do Equilíbrio Afectivo (TEA).
É o que se está a preconizar na AUTOTERAPIA (P) que pode ser utilizada para cada um resolver autonomamente o seu problema ou com pouca ajuda do terapeuta (C). O importante é que  pessoa consiga compreender a sua vida passada e os traumas que a desequilibram. Quem diria que o simples facto de viver em Lisboa, entre o 6º e o 10º de escolaridade, apesar de muito bem instalado em casa do primo e padrinho, embora longe dos pais e irmãos residentes numa aldeia perto de Coimbra, era o «foco de infecção» das três depressões que teve no fim da adolescência e que as medicações não resolveram? De nada serviram os exames psicológicos que foram feitos e muito menos os aconselhamentos. Para compreender bem isso e os perigos que os medicamentos podem acarretar também temos outro livro.Difíceis-B

Julgo que nos casos que estão a ser apoiados pelos dois comentadores, cada pessoa tem de ser ajudada a pensar em separado, indo ao fundo das suas recordações e desejos para poder reflectir, juntamente com os seus bons momentos, as dificuldades passadas, para «engendrar» um futuro que possa ser coincidente com as suas realidades. Seguramente, será muito difícil que sejam iguais à vida de qualquer dos dois comentadores. Às vezes, torna-se apenas necessário despertar uma pequena chama que existe em cada um de nós. Não é fácil nem o psicoterapeuta o pode fazer só com aconselhamentos e apenas com os seus conhecimentos. Necessita da colaboração do paciente, em recolhimento, pelo menos durante um período de reflexão mais profunda.Organizar-B

Também, muitas vezes, uma simples distracção «construtiva» pode servir para curar uma depressão como aconteceu com a Idosa de 95 anos que venceu a depressão e conseguiu pós-graduação em direito. O seu entretenimento com os estudos e a autovalorização que criou através do autorreforço que recebeu à medida que foi passando as diversas disciplinas, serviu de terapia. Não necessitou de terapeutas nem de compreender as normas do funcionamento do comportamento humano, mas foi utilizando inadvertida, fortuita e inesperadamente essas normas e técnicas para seu bem. São as tais contingências. Nem todos podem ficar à espera disso, embora possa acontecer com muitos. Só assim é que as pessoas medicadas conseguem melhorar, porque despertou nelas qualquer coisa que neuropsicologia-Bfazia falta.

No domingo, dia 30 de Abril, o almoço com o Doutor Paulo de Morais, no Algueirão, parece que serviu para reavaliar a sua campanha eleitoral para a Presidência da República e debater muitas ideias sobre temas sociais, tais como a “necessidade de combater este país dividido porque há um “país real” com “dois milhões de pobres” e em que “150 mil pessoas que trabalham recebem 310 euros ao final do mês” e “um milhão e 400 mil estão no desemprego ou em subemprego”. O outro país, “é virtual”, é “das televisões, das telenovelas e dos futebóis”, e “parece que está tudo bem” e em que a “classe média vive com conforto mas é egoísta, é incapaz de se deslocar dez metros para se manifestar por uma causa”.Respostas-B30

Eu acrescento a esta reflexão o problema que toda essa gente pouco favorecida e até outra, sente na saúde mental. As pessoas estão satisfeitas? É por isso que se «dedicam» aos medicamentos ansiolíticos e antidepressivos? Em vez de se mobilizarem e tentarem resolver muitos dos problemas por si, ficam à espera das consultas e medicamentos que alienam e degradam. Em vez de se preocuparem apenas com divertimentos, festas, modas e futebol que proporcionam um alívio temporário, não se esforçam para se juntarem a fim de exigir o essencial para uma vida saudável. Não é fácil, mas também não é impossível. O importante é começar. Da minha parte, estou a «trabalhar» quase 5 horas por dia na preparação e revisão constante dos livros da colecção. DIA-A-DIA-CEspero que a gente nova queira colaborar e, para isso, também já fiz uma proposta que pode ser concretizada. O importante é trabalharmos todos a sério. O livro «Psicologia Para Todos» (F) está quase pronto para impressão, mas poderá necessitar de esclarecimentos iniciais, depois da sua primeira leitura para facilitar a sua boa compreensão e utilização. O «AutoTerapia» (P) também. O importante é começar antes tarde que nunca.
Em divulgação…

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RESPOSTA 46

Ontem, quando passava habitualmente pelo café, o jovem que falara comigo no princípio do mês e que dizia estar a trabalhar Bibliocom esquizofrénicos abordou-me dizendo que me tinha de fazer uma pergunta muito pertinente.
Quando sentamos no café habitual e, mal pedimos os cafés, o Jovem fez a pergunta que parecia estar entalada na garganta:

J: Quando um homem se apaixona ardentemente por uma mulher linda, que afinal é uma transexual e ambos estão muito apaixonados e até já fazem planos para viver juntos, o que responder na próxima sessão?
N: Antes de tudo, responder a qualquer questão que não dependa de causas e efeitos facilmente detectáveis e analisáveis, pode deixar o «perguntador» na dependência do «respondedor».
Se o perguntador conseguir uma resposta imediata, sem ter de pensar bem no assunto:
◊ Pode ficar satisfeito ou não mas, provavelmente, ficará na dependência da pessoa a quem terá de perguntar no futuro, Auterapia-B30quando tiver alguma dificuldade.
◊ A resposta pode ser momentaneamente satisfatória para o perguntador que, em sua consequência, terá reforço positivo.
◊ Também pode ser insatisfatória e, em virtude disso, com a punição que sofreu ou com a frustração que teve em relação às suas expectativas, pode adoptar comportamentos inadequados.
◊ Quer num caso, quer noutro, se no decurso do tempo, o resultado da acção tomada, não preencher as suas expectativas, o «perguntador» pode «culpar» o «respondedor» pelos maus resultados obtidos.
◊ Se a resposta dada fôr satisfatória no momento e, posteriormente, se transformar em pesadelo, a quem irá responsabilizar o Imagina-Bperguntador?

J: Então, o que devo fazer neste caso?
N: Tive de lidar com perguntas semelhantes no Curso de Psicologia, do ISMAT, em que, na disciplina de Psicopatologia, um dos alunos, já na casa dos trinta ou mais, insistia comigo para que eu falasse em diagnósticos a fim de se poderem aplicar as medidas correspondentes aos sem-abrigo ou desfavorecidos com os quais ele trabalhava.
Por isso, eu tive de fazer, à pressa, o post «arregaçar as mangas» além dos sete posts anteriores dedicados ao diagnóstico, em Abril de 2010. Cada pessoa é única e não se pode «encaixar» em diagnósticos a não ser provisoria e temporariamente, para Joana-B«fins operacionais». É necessário fazer a história pormenorizada de cada um e isso, quase de certeza, não será possível em grupo. Além disso, é necessário conhecer bem pelo menos as teorias psicanalíticas, as de reestruturação cognitiva e as de modificação do comportamento. Repare que, no fundo, esse jovem quer uma resposta para a orientação futura do seu comportamento. Se é esquizofrénico, tem um pensamento equivalente ao dos que não o são e até mesmo em relação a outros esquizofrénicos? Como é que vamos avaliar isso?

J: Em relação ao seu livro Educação e Comportamento acho o livro muito claro e bastante prático com os seus exemplos. Contudo, não consigo obter resposta.
N: Nessa brochura, bastante antiga, de 1985, estávamos a tentar dar às famílias dos nossos consulentes algumas noções básicasPsicologia-B da psicologia e da interacção social para que os pais pudessem lidar com os filhos, o melhor possível, sem necessitar de muitas consultas de psicologia. Seria uma economia para eles. Embora pareça que a leitura dá muito trabalho, alguns pais gostaram da ideia. Por isso, com a experiência de mais de 10 anos de consultas a pais e filhos, a fim de os pais se familiarizarem com a modificação do comportamento preparamos, a partir de 1990, os 4 livros iniciais da história ficcionada da Joana (D), que está agora conglomerada num só livro. Isso é essencial para que cada um oriente as suas acções num sentido desejado e não de acordo com as pressões e facilitações que surgem constantemente em qualquer ambiente social. E, de que modo reagirão os esquizofrénicos? Qual a lógica deles? Vão utilizar a lógica do psicoterapeuta? Os livros que lêem, as conversas que têm e as Interacção-B30discussões mantidas no grupo servirão para cada um, e para aquelas pessoas em especial, obterem respostas para os problemas (ou não?) abertamente discutidos da sua homossexualidade?

J: Então, o que devo fazer?
N: Como já disse em post anterior, uma avaliação, com testes psicológicos ou até com observação directa, por quem esteja treinado para isso, é extremamente importante para compreender os problemas e as dificuldades da pessoa em particular, na situação em que as estiver a viver. Pode demorar muito tempo mas, depois disso, se essa pessoa, ou o visado, tiver a noção do funcionamento do comportamento e da interacção humana, pode começar a compreender o seu próprio comportamentoSaude-B perante a sua homossexualidade e a sua atracção por uma transsexual. Qual foi a causa de tudo isso?
Para isso preparamos o livro Imaginação Orientada (J) (IO)que indica o modo como se pode ir ao âmago da questão a maior parte das vezes, utilizando o relaxamento mental profundo, com a ajuda da autohipnose, para uma análise do comportamento do próprio. Discutindo tudo isso, cada um pode verificar as falhas e alegrar-se com os sucessos obtidos para, com esse reforço conseguir «engendrar» comportamentos novos que possam substituir os antigos que não interessam (TEA). Esta tarefa não é possível realizar eficazmente em grupo. Também, em vez de o fazer exclusivamente com a ajuda dum psicoterapeuta, o paciente ou o interessado pode fazê-lo sozinho, tal como o Antunes (B), com as orientações dadas na «Autoterapia» (P), livro que também já está pronto para Maluco2publicação. Contudo, julgo que nas condições actuais em que a modificação do comportamento não é tratada com a devida consideração e profundida para a sua utilização na prática, a aplicação deste «instrumento» muito valioso, não é possível sem umas explicações extraordinárias. Os livros já existem e até a sua orientação na psicoterapia já está mais ou menos delineada na «Biblioterapia» (Q), tal como nós a concebemos e não como algumas pessoas a fantasiam.

J: Então, o que faria se o caso fosse consigo?
N: Tentaria, antes de tudo, verificar a personalidade do sujeito e, se possível, a da transsexual. Mas isso exige muita prática, tempo e experiência que eu só adquiri quase 4 anos depois do curso de 5 anos, com estágios escolar e profissional e 4 anos de Psicopata-Bcolaboração quase integral em diversos hospitais com os quais colaborei. Iria tentar «conhecer» a pessoa e ajudá-la a obter a sua resposta, tal como ainda faço, depois de 40 anos de clínica e com o blog a funcionar.

J: Como se pode fazer isso?
N: Tal como dei a Resposta 45, tentaria orientar a pessoa no sentido da sua resolução mais adequada, utilizando ela própria os seus recursos e argumentos e responsabilizando-se pela solução adoptada. Assim, talvez no futuro, essa pessoa dependa mais de si própria do que dos outros, que podem não estar disponíveis no momento mais necessário. Repare que em tudo isso é muito mais vantajoso actuar preventivamente ANTES em vez de reagir depois, quando os danos forem bem visíveis e, talvez, irreparáveis.Acredita-B

Julgo que não tenho agora mais tempo disponível mas, quando chegar a casa, vou descansar, pensar no assunto durante a noite e elaborar um post sobre este assunto «dando um jeito?» na nossa conversa para a «enquadrar» no assunto que mais interessa. Mas, pode crer que vai ter muito que ler não só neste post mas também nos links que lhe ficarão adstritos. Tal como em muitos outros, no meu curso de Modificação do ComportamentoCondicionamento Operante, da Californa State University, Sacramento, EUA, muito depois de completar o ISPA, tive de ler o Livro «Learning Foundations of Behavior Therapy», de 642 páginas, de Consegui-BKanfer e Phililips, em menos de uma semana. E assim foram muitíssimos mais livros que estão apresentados na Bibliografia exposta no fim do livro Biblioterapia (Q), para que os interessados a possam consultar, se necessário. O que interessa é apreender rapidamente seu o conteúdo para o incorporar nos nossos conhecimentos e fazer uso do mesmo quando necessário.

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«25 de ABRIL» de novo.

Ontem, tinha no meu e-mail, mais ou menos a seguinte comunicação, muito curta, solicitando-me também que, se lhe quisesse dar Salgueirouma resposta pública, a identificação do autor fosse apenas de “STM”.

“As suas comunicações têm-me merecido a melhor atenção, não obstante estar neste momento com muita falta de tempo. Como tudo isso requer muita concentração e recato, podemos combinar uma conversa em qualquer dia num futuro próximo.”

 

Como julgo que se deve tratar dos últimos posts e, passados os primeiros dias de euforia do «25 de Abril», estou à espera duma verdadeira democracia desde 2 de Maio de 1974,  prefiro que, para essa conversa, todos conheçam bem as minhas ideias e acções e não a  fisionomia.
Pensando bem neste assunto, resolvi deitar-me à noite e praticar a Imaginação Orientada para rever o meu passado e os projectos que, mesmo neste momento da minha vida, gostaria de implementar.

Porém, depois de me levantar, ao tomar o pequeno-almoço, fui assistindo à sessão de comemoração dos 42 anos do «25 de BiblioAbril». Achei esquisito que durante os últimos 4 anos não tivesse havido uma manifestação semelhante. Ouvindo os discursos dos diversos intervenientes, saltou-me à vista a intervenção da representante do PSD, trazendo-me à memória o filme de «Voando sobre um ninho de cucos» e o estado da Saúde Mental em Portugal. Das intervenções que mais me agradaram foram as de BE e do PS. Os representantes dos dois partidos parecia que estavam com os pés bem assentes na terra. Vendo as outras reportagens, admirei-me com a coragem e o bom-senso do Cabo que não disparou a metralhadora contra a coluna de Salgueiro Maia, bem como a coragem deste em entrar para o Quartel-General, desarmado, depois de tudo o que se tinha passado. Por isso, este post  começa com a foto de Salgueiro Maia, retirada da página do meu amigo do facebook Francisco Bruto da Costa a quem agradeço a sua publicação origiinal

Depois disso, pensando em mim e nas recordações tidas durante a noite, lembrei-me que, resolvido o meu problema pessoal Auterapia-B30em saúde mental, autonomamente, mais ou menos em 1975, tinha conseguido implementar a mesma «receita» com muito sucesso em 1980, só com apontamentos policopiados.
Por isso, tinha-a experimentado com muita gente, mas a minha preocupação fundamental tinha sido e continua a ser a de não encontrar pessoas com vontade suficiente para ler o que é necessário, compreender o funcionamento do comportamento humano, analisar o seu próprio comportamento e praticar alguns exercícios que, dentro dum tempo relativamente curto, deixam muitas pessoas completamente imunes aos dissabores anteriores e aos que futuramente possam existir, como «normalmente», na vida do dia-a-dia.Acredita-B

As histórias de bastantes pessoas que colaboraram, parte das quais, depois de escolhidas, são apresentados como os casos de Antunes, Cidália, Júlio, Joel, Isilda, «Nova Paciente», Cristina, Germana, Januário, servem para descrever percursos de vida diversos, mas todos bem-sucedidos, havendo muito empenho dos próprios e pouca ajuda do psicólogo.

Isto quer dizer que, em psicoterapia, não é necessário ficar sempre na dependência do psicólogo nem haver equipamentos especiais, além da «cabeça, leitura, compreensão, racionalidade, humildade, Consegui-Bcolaboração, treino e persistência» do próprio. Cada um pode desenvolver as suas potencialidades no momento oportuno, sem ter de esperar pela «sorte» como o Tiago, «Mijão» e «Calimero», ou sofrer revezes desagradáveis, «enfrascando-se» em drogas que, além de não resolverem o problema na maior parte das vezes, podem ser apenas paliativos que deixam a pessoa quase incapacitada, dependente, viciada e, muitas vezes, degradada, como aconteceu com a «Perfeccionista» e o «Pasteleiro» (M).

Depois de acabar de dar as aulas durante uma dezena de anos no ISMAT, tendo lecionado Comportamento Organizacional, Psicologia Social e Psicopatologia, fui incitado pelos alunos, a partir de 2007, a manter o blog a fim de dar Joanarespostas aos interessados e acabei por me dedicar à reorganização e actualização de todos os livros que estavam publicados, acrescentando-os com mais casos, dos mais significativos, escolhidos entre os mais de 5.000 que estão em meu poder.

Assim se concretizou a ideia da Biblioterapia (Q) quase que iniciada com sucesso em 1980, e que só no princípio deste século aparece em grandes parangonas como tratamento «low cost» no Reino Unido, porque os seus serviços de saúde não dão vasão aos casos de desequilíbrios psicológicos que se verificam «normalmente» numa civilização que é pouco humanizada. Com anúncios deste tipo, muitos agrupamentos vão tirando proveito, disseminando «curas» com determinados procedimentos e que nem sempre dão o resultado que se desejaMaluco2 porque a «cabeça» do próprio não sintoniza com as teorias e práticas adoptadas. Mas, as pessoas vão tentando… até se desiludirem, porque as culpas de qualquer insucesso são assacadas ao próprio.

Estamos há muito à espera da democracia mas, numa verdadeira democracia, a vontade da maioria fica em primeiro lugar, sem subjugar as minorias, dando a todos um tratamento justo e equitativo, embora ao gosto da maioria, que foi quem encarregou determinados agentes de implementar todo o sistema. Esse sistema tem de proporcionar A TODOS uma boa educação, instrução, saúde física e mental, oportunidades de trabalho e de colaboração, nível de vida adequado, com poucas desigualdades socias e, especialmente, progresso, em paz e harmonia.
Vamos ter isso algum dia em Portugal? Em 2009, tinha elaborado um post sobre este meu anseio e hoje apeteceu-me elaborarImagina-B este, para poder dizer que estou à espera dessa democracia que nunca mais vejo chegar.

Em relação à saúde mental, o único assunto em que posso falar por experiência própria de mais de 40 anos, consigo garantir que, se o método terapêutico que estou a utilizar não for divulgado, pode desaparecer comigo, para ficarmos apenas com as «novidades» que vêm de fora e que são muito mal aplicadas.

Esta experiência de Imaginação Orientada (IO) (J), baseia-se na utilização da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) para que cada um desencade em si as suas boas recordações, fazendo o relaxamento mental, se possível, com a autohipnose, a fim de analisar o passado com racionalidade, realismo e humildade, descobrindo as causas dos Psicologia-Bcomportamentos que incomodam ou que se desejam melhorar. Com essa análise, que pode ser feita também autonomammente pelo próprio, com treino de relaxamento mental e muitas leituras de «casos», se necessário, para descobrir de que modo os outros actuaram, é possível fazer a reestruturação cognitiva num sentido da vida de cada um (logoterapia) para se poder accionar a modificação do comportamento necessária.

Tudo isto só pode ser feito por cada um, porque as recordações, as ideias, os desejos, os sentimentos e as emoções são pessoais e intransmissíveis. O psicólogo apenas pode ajudar a pessoa a desencadear todo este processo e orientar, tão bem como fazem alguns livros devidamente direccionados, desde que exista vontade e colaboração do Psicopata-Bpróprio que, além da leitura, fará os treinos necessários para entrar em relaxamento mental. Contudo, é bom relembrar que os problemas ou dificuldades financeiras, sociais, de trabalho, etc. não são do âmbito da Psicologia, que apenas pode ajudar a que e pessoa «não se vá abaixo» ou que fique pouco vulnerável, envergando um colete de salvação como já foi explicado há dias.

Com isso, a pessoa até para pode trabalhar para manter um sistema justo, lutar contra as injustiças ou exigir que haja melhorias sensíveis para TODOS.

Contudo, é importante que cada pessoa se instrua e se informe devidamente, pensando por si, sem se deixar influenciar pelos Interacção-B30comentários e opiniões dos outros, pela moda ou pelas notícias e anúncios absurdos e ilusórios que sobejam em toda a comunicação social.

Para que tudo isso aconteça, é necessário actuar preventivamente ANTES em vez de reagir depois, quando os danos forem bem visíveis e, talvez, irreparáveis.

 

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AUTOTERAPIA 23

Ontem, quando dava o meu passeio habitual, o Sr. Felício estava à porta do café à minha espera. Parecia muito ansioso e dizia que Biblioestava interessadíssimo em conversar comigo para desfazer bastantes dúvidas.

Tinha lido muitos posts, especialmente os relacionados com Biblioterapia, Autoterapia e Psicoterapia e ia ficando satisfeito enquanto não viu algumas das minhas intervenções no facebook, especialmente as relacionadas com a reportagem «Encruzilhadas», de Ana Leal, relacionada com a GNR (e talvez PSP?), além daquela que fala numa espécie de terapia com origami, apresentada na página de um jovem fotógrafo. Não sabia o que isso era e estava admirado que uma pessoa a dobrar tsuru (garça) no origami deixasse de fumar. Que tipo de psicoterapia era? Além disso, a discussão à volta do tema apresentado por Ana Leal, na quarta-feira, depois da 21ª hora da TVI 24, tinha-o deixado ainda mais confuso, especialmente com a intervenção dum psiquiatra que tinha participado na mesma.
Como tinha tempo disponível, fomos sentar à mesa do café e pedir duas bicas enquanto a conversa não começou.

F:Dr. Noronha. Todas as pessoas que conheceu nestes tempos estão mais ou menos satisfeitas com o que têm lido no Auterapia-B30facebook e especialmente no seu blogue. Contudo, parece-me que facilita as coisas demais dizendo que a autoterapia pode ser efectuada quase sem ajuda. O que é que me diz sobre isso?
N: – Antes de tudo, agradeço a vossa simpatia e a informação de que leram alguma coisa do blog tirando proveito da mesma, pelo menos em parte. Estes dois factos, o de lerem e o de tirarem algum proveito, deixam-me bastante feliz. Se eu conseguir ajudar alguém, pelo menos parte dos que consultam o blog ou o facebook, já me dou por satisfeito. Já não são poucos, porque temos mais do que 90.000 visualizações desde 2007, salvo erro.
Depois disso, deixe-me esclarecer que a dobragem de papel para fazer uma garça ou qualquer outra figura em si ou objecto, não é uma terapia psicológica em si. É um meio ou um instrumento para se conseguir fazer uma psicoterapia. Acredita-BCaso contrário, os cirurgiões estariam a fazer bisturiterapia nas suas intervenções. Os carpinteiros estariam a fazer serroteterapia ou marteloterapia e assim por diante. O bisturi, o serrote ou o martelo são instrumentos para se fazer uma terapia ou trabalho. Do mesmo modo, a biblioterapia de que falo não é uma psicoterapia mas um método de utilizar determinados livros que, lidos em condições, situações e sequência específicas, quando bem compreendidos, ajudam a pessoa a entender o funcionamento do comportamento humano e a manter determinados procedimentos, com persistência, para atingir os efeitos psicoterapêuticos pretendidos, quer autonomamente, quer com pouca ajuda do psicólogo.
Mas, a cabeça de quem trabalha é que tem de orientar o trabalho em qualquer dos casos. Daí, a pessoa pode obter gratificação ou punição. Se obtiver satisfação, consegue reforço positivo. Se obtiver punição, vai tentar fugir da mesma e, caso consiga, vai obter o reforço negativo. É necessário compreender isso em psicoterapia.Consegui-B
Por isso, quando se trabalha com a mente, faz-se psicoterapia utilizando como instrumentos a palavra, as ideias, as sensações, as emoções, a música, o desporto, a hipnose, as recordações ou qualquer outra coisa que possa fazer com que a «mente» funcione de uma determinada maneira antecipadamente pretendida.
A psicoterapia é um tratamento da «psique» e é por isso que se chama psicoterapia ou tratamento da mente.
Se a tal senhora do origami não trabalhasse com a sua mente e não ficasse entretida e satisfeita com as dobragens, as mesmas de nada lhe serviriam. Ficaria com a ansiedade à mesma. A dobragem deixou-a entretida e essa satisfação reduziu a ansiedade. O mesmo poderia ter acontecido com as palavras, conselhos, leituras, relaxamento físico ou mental, etc. É o reforço do comportamento incompatível.Saude-B

F:E a sua intervenção quanto às «Encruzilhadas» de Ana Leal? Fiquei ainda mais confuso quando ouvi ontem à noite a intervenção ou uma chamada discussão à volta do tema, na TVI24, no canal 7 (às 22.00 horas), para mais, com um psiquiatra a dizer umas coisas que não compreendi.
N: – Vi por alto essas intervenções das quais só me interessaram as do moderador, da Ana Leal e do tenente-coronel Medina da Silva, da ASPIG. O resto das pessoas, parecia que não estava neste mundo e, muito menos, com os pés assentes na terra, a não ser que…. Do psiquiatra interveniente, que já conhecia desde o grupo de terapia comportamental do Júlio de Matos, parecia que tinha calçado os óculos electrónicos que diz que utiliza para resolver os problemas de fobias de vôo Joanamas que eu, como «navegador aéreo», nunca tive. Eu vivo da realidade «real e não virtual» e, por isso, utilizo apenas as mentes das pessoas com todas as suas recordações.
Vou ver melhor essa reportagem quando chegar a casa, se tiver paciência para isso e não tiver de me preparar para fazer um novo post com esta nossa conversa, relacionada especialmente com a Autoterapia. Provavelmente, com o visionamento dessa entrevista ou discussão, o novo post só ficará pronto amanhã. Se calhar, depois desse visionamento, vou fazer o relaxamento mental e entrar em Imaginação Orientada (J).
Em relação a tudo isso, posso já dizer que não acho a autoterapia uma tarefa fácil, mas posso afirmar que não é impossível. Quando eu necessitei de ajuda, há mais de 40 anos, como já sabe, só me deram comprimidos, disseram que devia ter conflitos com o meu pai e necessitava de psicanálise. Estava a entrar numa neurose depressiva reactiva muito grave com Maluco2vontade de autodestruição, já em 1968.
Como era «navegador aéreo» − como diz o outro – e não tive o apoio de que necessitava nem tinha dinheiro para a psicanálise, fui lendo muita coisa a começar por Pierre Daco, a passar por Freud e a terminar pela Modificação do Comportamento.
Tive, por acaso, a coincidência de entrar para o curso de Psicologia porque não me tinham deixado continuar a tirar o Curso de Direito no qual estava matriculado desde 1958. Também, pouco depois, tive a sorte de frequentar os «workshops» do Victor Meyer sobre modificação do comportamento enquanto estagiava e colaborava no tal grupo de terapia comportamental do Hospital Júlio de Matos.Psicopata-B
Embrenhando-me nas técnicas que estavam a ser utilizadas e não concordando com o modo como o estavam a fazer, tive a sorte de verificar em mim que um relaxamento diferente do utilizado nesse grupo (Jacobson) dava melhor resultado.
Com os sucessos ilusórios que se obtinham nesse grupo e para evitar os efeitos secundários ou colaterais, também tive a possibilidade de experimentar um novo tipo de psicoterapia, a começar comigo. Mas, tudo isso depois de ler muito sobre um panorama muito vasto de psicoterapias, especialmente a Logoterapia, de Victor Frankl. A minha biblioterapia e a autoterapia podem ter começado por aqui!Psi-Bem-C
Portanto, eu resolvi o meu problema por mim próprio e sem qualquer ajuda e afastando-me dos psiquiatras e dos medicamentos. Por isso, posso dizer que é possível.
Se quiser que afirme que todos poderão fazer o mesmo, não posso corroborar porque o Antunes (B) teve alguma ajuda minha em conversas, orientação da leitura e encorajamento.
Com a Cidália (C) a ajuda foi maior e o desencorajamento teria tomando conta da situação se não tivesse havido a intervenção do Antunes, porque já a conhecia desde miúda. O psiquiatra «comportamentista» que a seguia anteriormente e a mãe dela podiam ter-lhe provocado aquilo que aconteceu com a «Perfeccionista» (M).Difíceis-B
Com o Júlio (E) foi tudo diferente. Eu aproveitei a situação de sua carência, para o poder ajudar de forma pouco ortodoxa, à mesa de um velho café, porque não tinha nem outro local nem horário mais conveniente. Agora, sabe o resultado e o percurso da vida dele.
Estão descritos mais casos para que as pessoas leiam os percursos das suas vidas e as contingências a que ficaram sujeitos para atingirem resultados satisfatórios.
Mas repare que tudo foi possível porque eles colaboraram, treinaram o que foi necessário, leram bastante e foram compreendendo os mecanismos do funcionamento do comportamento humano, tendo persistência para não desistir perante os desencorajamentos que são absolutamente «normais».Depressão-B
A psicoterapia não funciona como um comprimido que nos deixa insensíveis à vida, fazendo parecer que os problemas ficaram muito longe. Essa ilusão que se cria com a medicamentação pode, no futuro, conduzir à necessidade de medicação cada vez mais intensiva, agressiva e degenerativa devido ao reforço secundário negativo aleatório que vai provocando. Agora, até os próprios médicos mais conscientes constatam isso e divulgam a informação.

F:Mas falando no pessoal da GNR, há alguma coisa que se possa fazer?
N: – Antes de tudo, é importante que os próprios serviços tenham pessoal especializado e competente que possa escrutinar o Psicopata-Besforço que cada um dos seus militares vai fazendo. O tenente-coronel da ASPIG tem toda a razão quando fala nisso. Horários, apoios familiares, logística, remunerações, ambiente de trabalho, riscos profissionais, castigos, não são da competência da psicologia, mas a psicologia pode ajudar a suavizar ou a organizar todos esses aspectos. E não será que deve?
No que toca a apoio que se pode dar a um militar que não esteja sobrecarregado ou antes que entre em «burned out», o que se pode utilizar em última instância é o reforço do comportamento incompatível, para que não exista o tal «triguer» de que falou Isabel Moreira. É uma espécie da técnica do origami, mas a cabeça da pessoa tem de sintonizar com isso, compreender a situação, treinar o essencial e ficar satisfeita. Durante quanto tempo e em que condições? Pode um militar utilizar essa técnica quando está em missão? Falando mais concretamente em psicoterapia ou autoterapia, como é que ele se pode «relaxar» Psicologia-Bdurante uma missão de combate ou perseguição. Porém, pode-se aprender a fazê-la com menos stress mas, para isso,cada um tem de treinar muito. Quando e como é que fará os treinos? Quem lhe vai dar a ajuda incial necessária?

F:Neste caso, o que se pode fazer?
N: – Os militares, quando vão em missão arriscada, não levam coletes anti-bala? Têm a certeza de que não serão feridos? Contudo, é uma «tábua de salvação» de que se servem e que os pode salvar a maior parte das vezes ou, pelo menos evitar males maiores. O relaxamento instantâneo (P), de que falo muitas vezes, pode servir de colete anti-stress. Não quer dizer que os irá proteger a todos com toda a segurança, mas muitos podem diminuir o impacto do stress e talvez alguns até o possam evitar. É uma das medidas que pode ser tomada pela organização, porque até a eficácia dos militares e das operações pode aumentar. Interacção-B30Contudo, embora o treino tenha de ser feito pelo próprio em consultório, tem de ser continuado e constantemente experimentado pelo próprio até em casa, todas as noites. Porém, alguém tem de os industriar nisso e até se pode fazer isso em grupo. Da mesma maneira como a organização tem a obrigação de fornecer os coletes anti-bala e proporcionar o treino de tiro e defesa necessário, também tem a obrigação de proporcionar este meio de aguentar com a tensão psicológica e aumentar a eficácia do desempenho. Para isso, algumas palestras e a leitura de determinados livros pelos interessados para compreenderem melhor toda a situação torna-se quase um imperativo.

F:O que acha que se deve fazer?Imagina-B
N: – Não sei. Os que estão nas esferas da governação ou da gestão das instituições ou um grupo de pessoas, com a ajuda de jornalistas como a Ana Leal, cujas reportagens têm sido, para mim, muitíssimo interessantes, especialmente a dos colégios e das clínicas, têm de se movimentar para exigir aquilo a que quase todos se julgam com direito. Também têm de fiscalizar aquilo que os dirigentes fazem porque muitas coisas são anunciadas como maravilhas e o seu resultado é nulo ou apenas dispendioso, sem qualquer proveito para a população. Muita coisa é dita e apresentada como muito boa, mas não apresenta qualquer «substância». É um autêntico fogo-de-vista. Em saúde mental, especialmente como tentativa de prevenção e não de resultados estatísticos, tenho as minhas sérias dúvidas.neuropsicologia-B

F: – Estou mais ou menos elucidado, tanto mais que nos vários artigos que li, descobri alguma literatura que já existe e que também pode vir a existir. Obrigado pelas informações que deu.
N: – Eu é que agradeço o seu interesse, mas recomendo que releiam com cuidado todos os artigos que mencionaram, além dos relacionados com Reforço……Vou para casa ver se almoço e consigo ver a tal reportagem da discussão na TVI24, de ontem à noite e, se não tiver tempo, vou deixar o novo post para amanhã. Assim, talvez possa entrar em Imaginação Orientada durante a noite.

De qualquer modo, tenho de dar os meus sinceros parabéns a Ana Leal que tem apresentado magníficas reportagens e, destaRespostas-B30
vez, também ao tenente-coronel Medina da Silva que parece ter metido o dedo na ferida. Não temos de ficar à espera dos quase «milagres» que se apresentam, apenas nos princípios deste século, a partir das experiências americanas, inglesas, etc., quando em 1980 já se tinham experimentado terapias mais eficazes só com o apoio de apontamentos policopiados, por ainda não existirem os livros que estão agora disponíveis.

 

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AVALIAÇÕES

Com o comentário seguinte feito no post BIBLIOTERAPIA 17:Biblio

Apesar da nossa conversa ser curta, foi esclarecedora. É verdade que quem decide ir pelo caminho da terapia tem muito trabalho pela frente mas trabalho neste caso é sinónimo de paixão em ver no outro a satisfação de um possível reencontro consigo próprio.
Neste momento estou a ler Educação e Comportamento e posso dizer que este livro vai-me abrir os olhos para esta matéria. Em relação a aplicação de testes psicométricos irei numa primeira fase aplicar o instrumento WHOQOL-BREF que mede a qualidade de vida. Mais tarde vou pensar numa forma de avaliar as sessões.

a minha resposta imediata foi a seguinte:
Agradeço o contacto e informo que não conheço o WHOQOL-BREF. Pode ser que estatisticamente sirva para alguma coisa.Auterapia-B30
Interessam-me mais os testes antigos como o MMPI, Rorschach, TAT, ou até as de EPI ou EPQ, Árvore, Família, etc., que são mais rápidas e aceitáveis, para descobrir se a pessoa é, de facto, esquizofrénica ou neurótica. Quanto ao resto, eu faço uma avaliação individualizada das dificuldades apresentadas ou nomeadas por cada pessoa, baseada na sua repetição semanal numa escala de 11 pontos/conceitos. Para mim, é muito mais fidedigna e rigorosa para saber a evolução da psicoterapia. A outra, é capaz de não dar esse resultado comparativo cronológico.

 

Hoje, quando me levantei, tinha em mente vários episódios passados nos últimos anos no ISMAT, em Portimão.Psicologia-B
Um deles era a preocupação de um aluno do 2º ano querer saber de que modo se faz o diagnóstico para aplicar as medidas necessárias porque ele já estava a trabalhar com grupos de desfavorecidos.
Provavelmente, à hora de dormir, eu tinha-me preocupado com o comentário e com a resposta constantes acima e, durante o sono, estivera em Imaginação Orientada (J) (P) para clarificar a minha resposta.
Em relação a esse aluno e a um outro que o secundava e que dizia ser sociólogo, tinha tido necessidade de elaborar os 7 posts sobre «Diagnóstico», terminando com o «arregaçar as mangas».

Em relação aos testes psicométricos ou sociométricos e até os de personalidade, é importante saber aquilo que cada um deles avalia em relação ao nosso Interacção-B30objectivo.
Como é que o WHOQOL-BREF vai avaliar o grau de esquizofrenia ou de melhoria das dificuldades específicas de cada um dos visados? Se não se aplicar um teste adequado, de que modo se vai fazer um diagnóstico fidedigno e uma avaliação continuada das dificuldades específicas de cada um dos visados ou apoiados?
Se não se souberem quais as dificuldades reais dos visados ou apoiados, com que «material» se vai trabalhar? Com suposições genéricas de que os esquizofrénicos apresentam determinadas características, defeitos ou dificuldades? Todos? Indiscriminadamente? Em que grau? Em qual dessas «características» melhoraram? Se, além de querer saber quais as suas dificuldades do momento, não tivesse aplicado qualquer teste psicológico ao Joel (G), teria Psicopata-Bpodido avaliar, com alguma segurança, a sua problemática real? E, como iria verificar a evolução por ele sofrida no decurso da psicoterapia? Ficaria tudo no reino das hipóteses e suposições, talvez muito dependente da avaliação do psiquiatra. Qual seria o resultado?

Se eu não tivesse esmiuçado as dificuldades do «Calimero» (M), com as quais viveu mais de 4 anos, apesar de acompanhado por uma psicóloga e de ter apoio escolar durante vários anos antes, de que maneira poderia ter feito uma avaliação para saber do aumento ou da diminuição das mesmas?
Depois de ter «estagnado» durante 4 anos no 11º ano, o «Calimero» teria a possibilidade de obter a carta de condução e uma licenciatura, com 16 valores, em menos de 5 anos, desde o começo da psicoterapia, não necessitando de mais Joana-Bapoio posterior? Ele pode continuar com a dificuldade de falta de emprego, mas vai tentando «dar a volta por cima», sem medos, mas com a possível ansiedade ocasionada pela situação indesejada, absolutamente «normal» em qualquer ser humano.
Teria eu conseguido fazer alguma ideia deste caso, dar algum apoio e avaliar as suas melhorias com um WHOQOL-BREF, ou serviria só para as estatísticas? É por isso que não acredito em muitas investigações e estudos que dizem que se fazem sobre a saúde mental, até com «fundos» do Estado ou comunitários.

Concordo com aquilo que o comentarista diz acerca de «É verdade que quem decide ir pelo caminho da terapia tem Saude-Bmuito trabalho pela frente mas trabalho neste caso é sinónimo de paixão em ver no outro a satisfação de um possível reencontro consigo próprio.
Da minha parte, posso dizer que eu resolvi, com o curso do ISPA, aos 36 anos, a minha frustração de não ter ingressado no curso de Direito logo depois de ter terminado o Liceu Inglês e o 7º ano do Liceu, com dispensa de exame de admissão, nem ter conseguido a continuação do curso de Direito iniciado, posteriormente, em 1959, porque a Força Aérea não me autorizou isso durante 7 anos.

Por acaso, a partir de 1973, com a frequência dos seminários com Victor Meyer, PhD. «Reader in Clinical Psychology», do Acredita-BMiddlessex Hospital, de Londres, sobre «behavior therapy», comecei a entusiasmar-me de tal maneira, até para resolver o meu próprio problema de depressão grave, que continuei a dedicar-me sofregamente às leituras − muitas das quais estão indicadas na bibliografia apresentada no final do livro «BIBLIOTERAPIA» (Q) − que tinha começado com os livros de Pierre Daco, em 1968.
Essas leituras tinham se ser «rapidamente e em força» porque eu queria atingir uma finalidade: sentir-me melhor. Por acaso, o meu segundo Professor de Introdução à Psicologia, Psiquiatra e Doutorado em Psicologia pela Universidade de Barandeis, EUA, dizia que eles tinham de pegar num livro de 400 páginas e lê-lo rapidamente num fim-de-semana para poderem responder a uma prova na segunda-feira seguinte. Importava mais Consegui-Bapreender os conceitos que lá estavam expostos mais do que saber o significado de cada palavra. Esse significado podia ser facilmente obtido em qualquer dicionário especializado. O conceito, não. Mas, se se pudesse «trabalhar» nesse conceito, seria ainda melhor.
Foi assim que eu aprendi a Introdução à Psicologia, fazendo trabalhos práticos e sem me preocupar com as definições de «atenção», «memória», etc. que o anterior professor, formado em França e dizendo-se psicanalista, nos quase obrigava a decorar a partir do «Abregé de Psychologue», de J. Delay e P. Pichot. Graças a Deus, tive a felicidade dessa mudança de professor depois da «revolução dos cravos», porque já tinha adiado o exame duas vezes, devido à exigência de memória em vez de compreensão e apreensão de conhecimentos. No dia do exame Imagina-B
oral, esse novo Professor, «envergonhou-me» perguntando se não sabia das experiências com «galinhas, de Thorndike». Como nunca antes tinha ouvido falar nelas, respondi-lhe com um «Pois» em vez de dizer «Sim» ou «Não». E a intervenção seguinte dele, apercebendo-se provavelmente da minha total ignorância sobre o assunto, foi: «Tem de ver isso melhor».
Depois de passar no exame com 14 valores, a primeira coisa que fiz foi começar a procurar esse assunto de que nunca tínhamos falado mas que constava muito sucintamente no mesmo «Abregé de Psychologie». Enfim, o modo da dar as aulas era muito diferente e, enquanto o primeiro queria que nos limitássemos às definições, o segundo queria que nós aprendessemos Psicologia, tomando conhecimento das leis que a regulam.Depressão-B

Se havia a possibilidade de modificar comportamento, tinha de descobrir uma maneira de modificar o meu para, com a profissão então aceite, poder ajudar os outros. No grupo de psicoterapia comportamental em que estava a trabalhar, orientado por um psiquiatra que tinha ido especializar-se em terapia comportamental em Londres, não me agradavam as abordagens utilizadas, porque se baseavam só em técnicas utilizadas mecânica e indiscriminadamente. Depois das leituras que já tinha feito, fazia-me confusão não se querer saber as causas dos comportamentos desviados ou inadequados.
Quando porém, mesmo no final do curso de Psicologia me desloquei a Londres, com a minha mulher, para frequentar cursos de Respostas-B30apoio a integração de crianças deficientes no ensino normal, os futuros colegas com quem lidei, incentivaram-me a entrar para a Ordem dos Psicólogos Britânica (BPS), especialmente para uma eventualidade de eu querer trabalhar em Londres, já que estava fora da «tropa». As exigências de ingresso eram doutoramento dos EUA, mestrado do Reino Unido ou exame com entrevista com um especialista da BPS.

Quando fui ao Hospital de Middlessex falar com o Doutor Meyer, que já me conhecia de Lisboa dos «workshops» que ele administrara no Hospital de Santa Maria, ele aconselhou-me a ter uma entrevista com Laurence Burns, já que eu deveria deslocar-me a Nottingham no dia seguinte. No encontro com Burns, ele Psi-Bem-Bmandou-me aventar, na primeira entrevista, uma hipótese de diagnóstico e terapia consequente com um obsessivo-compulsivo (POC). Fazendo essa entrevista preliminar, ajudado por ele, dei-lhe mais ou menos a noção das ideias obsessivas do paciente e preconizei a necessidade de descobrir a origem ou a causa dessas ideias para se poder «lutar contra elas» ou, pelo menos reduzi-las, utilizando essencialmente a técnica de reforço do comportamento incompatível. Depois, analisando o seu passado, seria vantajoso «construir» um futuro comportamento mais aceitável. Os exames psicológicos não seriam necessários no momento, mas a avaliação das dificuldades deveria ser monitorizada semanalmente.

Pareceu-me que tinha ficado muito satisfeito com as minhas formulações, que seriam completamente rejeitadas em Lisboa, no Dificeis-Bgrupo em que trabalhava. A aceitação das minhas ideias foi tal que fiquei dispensado do exame escrito, ficando apenas obrigado a enviar as certidões da conclusão do curso com o conteúdo de cada cadeira e uma tradução em inglês. Poucos meses depois de concluir o curso e de ter enviado a papelada para o BPS, tal como eles exigiam, fui eleito Graduate Member da BPS, em Novembro de 1975.

Depois disso, regressado a Lisboa e a começar a clínica incipientemente, fui lendo o suficiente, idealizando e experimentando em mim o relaxamento muscular, muito diferente do de Jacobson, bem como o relaxamento mental, para o utilizar na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) que deu resultados positivos. Passando para o papel muitos dos conhecimentos adquiridos, além das experiências vividas, tive a possibilidade de dar aulas de Psicologia GeralNeuropsicologia-B2 e Psicopatologia aos enfermeiros, com quem consegui verificar que havia possibilidade de qualquer pessoa modificar o seu comportamento desde que soubesse compreender e analisar os mecanismos do seu funcionamento em função de causas/efeitos e possibilidades de actuação.

Posteriormente, quando já estava a fazer estágios de colaboração, em vários hospitais para finalizar a tese sobre TEA e estava concluir o curso de hipnose terapêutica, tive a oportunidade de ajudar o Júlio (E) à mesa de um velho café, com a modalidade de Imaginação Orientada (IO) que estava a desenvolver, com uma análise aprofundada do comportamento apoiada na autohipnose, para uma reestruturação cognitiva a fim de se fazer uma modificação do comportamento no sentido duma Logoterapia.Depressão-B

Presentemente, estou a «trabalhar» várias horas por dia para a organização e actualização, quase permanente, dos livros necessários para uma Biblioterapia no sentido de a utilizar organizadamente em Psicoterapia, Psicopedagogia e Desenvolvimento Pessoal, autonomamente ou com pouca ajuda. Também estou a manter este blog para dar respostas aos que fazem comentários a fim de esclarecer dúvidas ou pedir ajuda. Além disso, já me ofereci para colaborar na difusão de conhecimentos.
É o que ainda posso fazer, dentro das minhas possibilidades.
Organizar-B

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BIBLIOTERAPIA 17

Hoje, quando dava o meu passeio habitual, o conhecido com quem tinha conversado há pouco tempo, estava à porta do café, naBiblio companhia do jovem que se queria dedicar à psicoterapia e lidava com esquizofrénicos.
Pediu-me para entrar e, se tivesse tempo, esclarecer algumas dúvidas que os dois estavam a ter.
Como acedi à solicitação, mas disse que não dispunha de mais do que uma hora, começaram a fazer-me perguntas de imediato.

P: Qual é o mal em pedir aos meus pacientes para lerem alguns livros de poesia e eles sentirem-se bem depois disso? Eles até começam a escrever algumas coisas sobre o assunto!
R: Não vejo qualquer mal, mas não consigo descobrir qual será o benefício para quem está «rotulado» de esquizofrénico. Estes «rótulos» pode funcionar como uma presunção de culpa de um inocente que, futuramente pode ser e sentir-se prejudicado por causa disso. Auterapia-B30
Antes de tudo, quem lhe aplicou esse rótulo? Foram feitos exames psicológicos com provas fidedignas para comprovar esse estado psicopatológico? Eu não acredito em «palpites» ou observações superficiais, porque além de muitos outros, descrevi num livro o que aconteceu com um paciente que foi diagnosticado como psicopata por um psiquiatra. Essa mágoa acompanhou-o até ao fim de vida e destruiu um casamento. Quanto fiz posteriormente uns exames muito simples, verifiquei que era um neurótico inferiorizado reagindo violentamente em casos de frustração, de acordo com a aprendizagem que tinha feito na guerra do ultramar.
Além disso, se o acompanhamento é para ajudar os pacientes, como é que se verificaram as suas melhorias? Informações deles,Joana-B
viciadas por lembranças ou «estados de alma» do momento? Têm de haver medidas quantitativas concretas que possam atestar essa melhoria. Se fôr só a aparência ou informações dos próprios, é necessário ter em conta que a companhia e a presença do técnico pode-lhes ser agradável e obterem com isso reforço positivo que podem não obter na sua ausência ou com a falta desse contacto. Já me aconteceu também com o Tiago, há muitos anos. É o reforço do comportamento incompatível que conseguem obter com essa presença ou contacto.
Muitas vezes, os pacientes são endossados por psiquiatras que fizeram o diagnóstico, à maneira deles, para os medicar e entregar a quem os vai «entretendo», melhor ou pior, durante bastante tempo. Esses pacientes podem melhorar ou piorar. No caso de melhorar, os psiquiatras dizem que foi a medicação administrada que os melhorou, Maluco2talvez ligeira e secundariamente ajudada pela psicoterapia dos psicólogos. Se a situação piorar, dizem que o estado da «doença» é mais grave e «carregam» na medicação deixando a pessoa quase insensível ao mundo que a cerca e onde terá de viver e suportar as suas agruras com capacidade para as enfrentar ou ultrapassar. Esse trabalho de ajuda é que é verdadeiramente do psicólogo que se quer dedicar à psicoterapia, ajudando a pessoa a viver sem a ingestão ou suplemento de medicamentos psiquiátricos.
Os psiquiatras sérios e bastante experimentados falam acerca disso e até já escreveram sobre este assunto.
Se o meu amigo quiser dedicar-se a isso, tem de saber bastante bem todos os mecanismos do funcionamento do comportamento humano, quer isoladamente, quer em interacção social. A Ciência do Comportamento é muito Imagina-Bimportante nestes casos.
Na modificação do comportamento, torna-se necessário apreender bem todos os seus conceitos e técnicas que são fáceis de aplicar. Apenas definições, não chegam para coisa alguma, a não ser para cada um as interpretar à sua maneira e conveniência. Posso garantir que até uma criança de 8 anos, que era extremamente birrenta e insuportável, a ponto de ocasionar e separação dos pais, depois de devidamente industriada, modelada e moldada, foi capaz «voltar a juntar os pais» e aplicar com um irmão mais novo as técnicas que tinham sido aplicadas com ela.
É bom compreender que a modificação do comportamento acontece sempre. Por exemplo, se depois de saber quem eu sou, Psicologia-B
aparecesse cá bem barbeado, de fato e gravata, o meu amigo era capaz de ter uma atitude e uma abordagem diferente daquela que está a ter agora, muitíssimo à vontade. E se estivessemos para um café mais elegante? Concorda comigo? Se as pessoas souberem aquilo que acontece com todos nós, sem suposições, atribuições ou «adivinhações», pode ser que se consiga modificar qualquer coisa nos outros. Até com os seus pacientes pode conseguir ter melhor resultado do que sem esses conhecimentos. Pode modificar o comportamento em si próprio e ocasionar uma alteração consequente nos outros!
Por este motivo, para ajudar as pessoas a compreenderem tudo isso, depois de mais de 40 anos de clínica, com mais de 5.000 casos atendidos isoladamente, estou a manter um blog para dar respostas aos que delas necessitam, tentando Interacção-B30explicar o porquê das coisas. Tem de ter a paciência e persistência para ler tudo e consultar os links que estão indicados a encarnado e sublinhados. Basta clicar nessa palavra ou frase.
Além desse blog, com a minha ideia de tornar e pessoa autónoma e capaz de se orientar por si própria, estou a dedicar-me sempre à reorganização e actualização da colecção de 17 livros que constituem a BIBLIOTERAPIA, destinada a fazer uma Terapia Através de Livros. Não é uma leitura de quaisquer livros mas de alguns que, devidamente direccionados e sequenciados, podem ajudar imenso os próprios ou os seus apoiantes. Talvez bem explicados, possam funcionar como um incentivo para cada um se livrar das suas dificuldades e até evitá-las no futuro.Saude-B

P: Acha que tudo isso é tão fácil?
R: Como tudo isso pode não ser fácil para todos, embora tenha tentado escrever os livros em linguagem o mais simples possível, já fiz uma proposta de colaboração que pode ajudar a dar as respostas necessárias a grupos de pessoas que irão exigindo os livros à medida das suas necessidades e desejos.
Também pode servir para ajudar os novos técnicos que queiram enveredar por este caminho, sem dependência dos psiquiatras, evitando os malefícios que as drogas ocasionam e que, como já disse são constatadas por alguns deles com grande consciência cívica.Acredita-B

P: Estou mais ou menos esclarecido, mas não totalmente satisfeito. Mas, estamos no fim da hora.
R: Neste caso, logo que chegar a casa vou tentar alinhavar as ideias aqui debatidas e expô-las num novo post dedicado à BiblioTerapia. Também vou apresentar nele os vários assuntos que vale a pena consultar e que serão indicadas com links a vermelho sublinhado. Se necessitar de mais informações ou esclarecimentos, tem as alternativas de fazer comentários no blog depois de ler convenientemente os posts com os respectivos links, ou  enviar-me algum e-mail, ou até promover as tais palestras para os pacientes ou colegas que queiram enveredar por este sistema, com a ajuda dos livros que serão publicados à medida das necessidades e desejos.Consegui-B
Por enquanto, estou a pensar só no AUTOTERAPIA (P), porque ainda estou apoiado em vários livros que já estão publicados, mesmo que não tenham sido ao meu gosto. Depois, como já estão publicados os (A) (B) (C), posso pensar na reedição da Joana (D) ou na publicação da história do Júlio (E), segundo as apetências e as necessidades dos participantes.
A seguir, se alguém desejar saber o modo de aplicar a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) apoiada na Imaginação Orientada (IO) com a ajuda da autohipnose, num sentido da logoterapia, para uma reestruturação cognitiva e modificação do comportamento, o livro Imaginação Orientada (J)  também já está pronto para publicação.
Depois disso, tudo dependerá dos participantes.Psi-Bem-C
Posso garantir que a leitura é fundamental. É o que estive a fazer durante mais de uma dúzia de anos, mesmo muito antes de ter concluido o curso de Psicologia Clínica, no ISPA, em 1975. A extensa bibliografia apresentada no fim do livro BIBLIOTERAPIA (Q) pode dar algumas indicações úteis. Além disso, o treino de relaxamento mental, antecedido do muscular se necessário, de avaliação quantitativa dos sintomas desagradáveis e da análise aprofundada, racional e realista do comportamento, torna-se imprescindível, com uma viagem ao passado. Se assim não fosse, o Januário, desenganado com mais de meia dúzia de anos a submeter-se à psicoterapia, psicanálise e quimioterapia, nunca teria conseguido resolver o seu problema quase num fim-de-semana de «conversas» e psicoterapia de profundidade.
Psicopata-B

Para um caso de intervenção imediata e rápida, ainda me posso socorrer dos livros já publicados, embora não ao meu gosto, mas reagrupados, reorganizados e actualizados agora nesta colecção. As capas dos mesmos são apresentadas a seguir para que os interessados os poderem consultar, se necessário. As suas equivalência são apresentadas no capítulo «Resumo dos Conteúdo das Obras Indicadas» em todos novos livros.

 

Depress-nao-B

«Educar»-B

DIA-A-DIA-C

 

Stress-B

psicoterapia2

molhar2

compr-C

educar2

Adolescencia-B

 

Suces-esc-B

reed2

apoio2

 

teoria2

pratica2

tecnicas1

 

 

casos2

previsão2

Suc-vida-B

Marketing2

Falhas-B

Humanismo2

 

homem2

confl2

Sindicalismo2

 

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BIBLIOTERAPIA– 16

Na quinta-feira, quando dava o meu passeio habitual, o jovem que tinha dado origem ao post BIBLIOTERAPIA – 15, como já Biblioestava informado, ficou à porta do café à espera de me ver passar. Disse-me que gostaria de conversar comigo para me pedir mais uns esclarecimentos. Tinha lido muita coisa e conversado com um jovem que desejava dedicar-se à psicoterapia. Por isso, gostaria de trocar comigo algumas ideias porque ele lhe tinha dito que praticava a Biblioterapia, com vários livros que os seus pacientes esquizofrénicos estavam a ler. Se eu não quisesse ficar no café, ele podia caminhar comigo ao longo do meu passeio.
Disse-lhe que preferia passear enquanto conversássemos e o resultado dessa troca de impressões poderia ser transformada algum dia num post, com os arranjos, acrescentos e citações julgadas necessárias.
O post é o seguinte, com o conteúdo mais ou menos exposto de forma compreensível, devendo ser consultados todos os links que forem mencionados para o entender melhor.

P: Sabe que já segui os seus conselhos, li alguns dos artigos do blogue e experimentei fazer o relaxamento que está indicado Auterapia-B30
no
Psicoterapia – 6 e sinto-me bastante menos angustiado do que anteriormente?
R: Eu sempre disse que qualquer psicoterapia, por melhor que seja, nunca dá bom resultado se a «cabeça» do próprio não estiver envolvida no assunto. Os comportamentos podem ser modificados com a aplicação das técnicas de modificação do comportamento, mas a satisfação interior do próprio só se consegue englobando a cabeça de cada um. É por isso que as técnicas de mindfullness, psicologia positiva, meditação, ioga, musicoterapia, terapia ocupacional ou quaisquer outras semelhantes, não podem dar bons resultados se a cabeça do próprio não estiver envolvida nesse «jogo». Podem criar uma aparência de modificação, mas nunca uma satisfação interior. Por sua vez, as ginásticas, as dietas e os medicamentos, podem modificar alguma coisa porque Joana-B
actuam fisiologicamente. Porém, não sei qual será a satisfação interior dessa pessoa, isto é, da «mente» do próprio. Um dos exemplos flagrantes é o suicídio do comediante Robin Williams.

P: Com esse alívio interior que estou a sentir, embora continue desempregado, mas a fazer uns trabalhos para ajudar outros colegas, quero ver se aproveito os meus tempos vagos para a leitura e preparação de trabalhos semelhantes que possam ajudar também outras pessoas no futuro. Mas, para isso, gostava de saber porquê a insistência no envolvimento do próprio, isto é, da sua cabeça.
R: A resposta já foi dada por si, com o comportamento que teve em consultar alguns posts, além de experimentar e praticar aquilo que leu no «Psicoterapia – 6». São procedimentos essenciais para se conseguir fazer uma psicoterapia, quer Psicologia-Bautonomamente como no seu caso, quer com ajuda, como é o caso da maioria das pessoas. O envolvimento do próprio é importante e não existe qualquer outra pessoa que possa treinar e executar o relaxamento mental e muito menos ler e ter acesso às memórias individuais sem ser o próprio a desvendá-las. Os outros podem querer adivinhar, atribuir ou inferir, sem nunca saber o que se passa, de facto, na mente do indivíduo. Só cada um pode ter acesso directo a isso, que é uma das coisas fundamentais para uma psicoterapia. Também, só cada um sabe se se sente bem ou mal, embora possa aparentar outra coisa e enganar muita gente, tal como o comediante Robin Williams. Os conselhos e orientações generalizadas são pouco eficazes e é por isso, que acho que não existem músicas relaxantes, se a pessoa não se sentir relaxada como isso. O que é relaxante para uns, por exemplo, Interacção-B30
para mim, pode não ser para outros. Elas podem ser relaxantes para uma grande maioria, mas nunca serão para todos e até para os mesmos em todas as circunstâncias. Já o «Calimero» (M) me elucidou sobre isso quando lhe sugeri umas músicas que me ajudavam a relaxar e ele disse que o deixavam aborrecido, mas que só a de Jason Mraz lhe provocava boas recordações.

P: Então, quer dizer que aquilo que se recomenda em muitas autoajudas de psicologia positiva e músicas relaxantes, não é eficaz?
R: Seguramente, se a pessoa não sintonizar com elas, não produzem qualquer efeito positivo, isto é, a pessoa tem de ficar sugestionada de que isso é benéfico. Caso contrário, não sente qualquer benefício. Uma pessoa muito conhecida e de minha Saude-Binteira confiança foi, há anos, para uma sessão de meditação transcendental. Tendo-lhe sido atribuído um «mantra» para recitar enquanto ficava numa determinada posição, não só não sentiu coisa alguma como
ainda saiu de lá aborrecida. No final da sessão, com muitos participantes, todos começaram a petiscar e a beber uns sumos enquanto falavam nos «avanços» que tinham feito. Se isso era bom para todos qual a razão de, pelo menos, uma pessoa não se deixar sugestionar e não ter sentido aquilo que os outros diziam? Ou seria que alguns repetiam o que os outros diziam para não se sentirem «fora do grupo»? Os fenómenos da obediência e do conformismo podem estar a funcionar nestas condições.

P: E quando as pessoas se divertem de facto?
R: Quando as pessoas se divertem, de facto, pode ser bom e ajudar a segregar a tal dopamina, mas se se divertem porque estão naquelas condições podem não se sentir bem quando saem dessa situação. É o reforço do comportamento incompatível que funciona numa situação específica, durante um período de tempo limitado. Para ser Acredita-Beficaz, é necessário que seja prolongado para sempre. Será possível? Teremos sempre a companhia dos outros? Será possível estarmos sentados a meditar permanentemente?

P: Então, o que se deve fazer?
R: Aquilo que o meu amigo fez. Praticou o relaxamento mental, se necessário, com o muscular, para poder fazer também o relaxamento instantâneo em casos de emergência. Tudo isso tem de ser treinado e executado pelo próprio. Se não me engano, esteve a recordar e reviver os bons momentos da sua vida. Quem poderia fazer isso por si? A análise das dificuldades pode não ser fácil se não tivermos a objectividade e a racionalidade suficientes para analisarmos os nossos comportamentos passados, além da humildade para admitirmos os erros Consegui-Bcometidos, sem os tentar justificar, mas descobrindo a maneira como os poderíamos ter reduzido ou evitado. Depois, com este acervo de conhecimentos e de vivências podemos lidar com os nossos comportamentos do momento e imaginarmos de que modo poderemos melhorá-los no futuro, a nosso favor. Enquanto este processo vai avançando, com uma prática inicial de 1 hora diária, durante um mês, mesmo á hora de dormir, a lista das autoavaliações das dificuldades, actualizada semanalmente, pode ajudar a planear a Imaginação Orientada (J) num sentido em que é necessário «trabalhar mais» a fim de reduzir as dificuldades ou aumentar as potencialidades. Por fim, a autoanálise, apenas durante 5 minutos todos os dias, pode revelar muita coisa demasiadamente «escondida» ou «soterrada» no fundo da nossa memória. Está a ver que todo este trabalho só pode ser do próprio.

P: Mas a análise de que de fala parece-me que não é fácil.Maluco2
R: Não digo que seja fácil. Por isso, recomendei-lhe da vez passada as leituras devidamente estruturadas e orientadas com variados exemplos acrescidos da explicação do funcionamento do comportamento humano isolado (F) ou em interacção com os outros (K). Para simplificar essa compreensão, a leitura do «caso» da Joana (D), pode servir. Sem compreender isso, torna-se difícil fazer uma análise correcta e despretensiosa, porque a ânsia de mostrarmos «uma boa imagem», mesmo a nós próprios, torna-se quase imperativa. O importante é analisar cada efeito do comportamento em função da causa que o provocou. Sem essa análise de causa/efeito não será possível eliminar ou reduzir o efeito que não nos interessa, sem alterar ou eliminar a sua causa, incentivo ou estimulo. Mas, repare que essas causas, às vezes, não se tornam Psi-Bem-Cfáceis de detectar porque são corriqueiras, muito vulgares e completamente admissíveis, porque acontecem com muitos, sem causar qualquer desequilíbrio. O que importa é recordar de que maneira as percebemos e aquilo que as mesmas nos fizeram sentir no momento. O caso do Júlio (E) é o mais flagrante. Compreendeu agora a minha preocupação de colocar os livros à disposição de todos? É essa a Terapia Através de Livros devidamente orientada que eu desejo implementar, sem propaganda, mas com o apoio dos dela podem beneficiar. Mas, tem de ser eles a implementar o sistema. Caso contrário, podemos cair na comercialização exagerada em que não desejo entrar. Todas as semanas são-me enviadas notícias dos EUA sobre Psicologia Positiva, etc. Para quê? Estou também a lembrar-me da formatação a que os vários meios de comunicação social nos querem sujeitar com os diversos comentadores e opinadores, talvez muito bem pagos, que são contratados para difumdir ideias que lhes interessam. A DIA-A-DIA-Cacrescentar a isso, temos os anúncios como os do Calcitrim. Além da propaganda difundida, utilizam-se figuras conhecidas e que criaram alguma empatia com o público para esses anúncios. Até pode ser a técnica dos afectos de que já se falou há pouco tempo! Assim, em vez de pensarmos pela nossa cabeça, passaremos a pensar como «eles» desejam.

P: Então, aquele jovem que eu conheci e que me disse estar a fazer biblioterapia com esquizofrénicos mandando ler uns livros e obtendo bons resultados, terá noção disso?
R: Não sei quem é o jovem e que treino é que ele tem para lidar com casos complicados como o dos verdadeiros Psicopata-Besquizofrénicos. Contudo, podem-se fazer diagnósticos de esquizofrénico tal como foi feito com o Joel (G) que, sendo diagnosticado por um psiquiatra, como psicopata, não passava de um neurótico inferiorizado e frustrado, com uma educação dada por uma avó e por um colégio interno religioso, cheia de dissonância cognitiva, reagindo de acordo com o que tinha aprendido na guerra onde tinha prestado serviço militar obrigatório numa antiga colónia ultramarina. Que testes psicológicos utilizou para confirmar ou infirmar esse diagnóstico? Aceita-se um diagnóstico feito por alguém sem contraprovas? O diagnóstico de esquizofrenia é uma coisa séria.
Além disso, se esse jovem acha que os seus pacientes melhoraram com as leituras que fazem, como é que avalia essa melhoria? Que livros aconselhou a ler? Qual o entendimento que os pacientes têm desses livros? Os livros podem ocasionar aprendizagemDepressão-B social, com os modelos introjectados, provocando reforço vicariante. É necessário ter isso em conta. Enquanto nos neuróticos, algum do seu comportamento pode ser compreensível, nos psicóticos, com a sua lógica paralela e, às vezes, muito distorcida, pode ficar completamente dissimulado. É necessário ter muito cuidado com isso porque pode desencadear comportamentos indesejáveis. É necessário muito treino para detectar as transformações que se vão processando nos pacientes. Lembro-me que antes de ter dois anos de treino e prática, depois do meu curso de Psicologia Clínica de 5 anos, concluído em 1975, com estágio escolar de 6 meses e profissional de mais 6, tinha dificuldade em me aperceber da situação com alguma segurança. A partir de 1980, depois de muitas aulas de Psicologia e Psicopatologia dadas a enfermeiros e só com o caso do Júlio (E) é que comecei a ganhar mais confiança naquilo que fazia. Não é por acaso que se verificam alguns suicídios e até homicídios.Imagina-B

P: Então, esse jovem pode estar a não proceder devidamente?
R: Não faço a mais pequena ideia, nem sei qual o treino e supervisão que teve.

P: Então a Biblioterapia não é fácil.
R: No livro dedicado a este tema (Q) digo resumidamente aquilo que acho que se deve fazer na minha ideia de Biblioterapia, mas cada um pode escolher e ir lendo os livros que entender. Esses livros, devidamente escolhidos dentro da colecção que preparei, podem ajudar as pessoas neuróticas a melhorar o seu estado mental. Algumas Difíceis-Bpoderão fazer isso sozinhas desde que:
◊ leiam aquilo que é recomendado;
◊ compreendam e apreendam bem o seu significado;
◊ façam os treinos necessários para um bom relaxamento;
◊ pratiquem-no persistentemente como está indicado;
◊ aprendam e pratiquem o relaxamento instantâneo para casos de emergência;
◊ mantenham um registo das dificuldades com uma autoavaliação atempada;
◊ tenham um diário de anotações;neuropsicologia-B
◊ se possível, façam uma autoanálise nos termos indicados;
◊ consigam efectuar um bom relaxamento mental para desencadear as boas recordações (TEA);
◊ façam o mesmo com as más recordações, utilizando-as para descobriras suas causas, com humildade, realismo e objectividade;
◊ aproveitem essa análise para escrutinar as causas que, alteradas, poderiam ter modificado os efeitos nocivos indesejáveis;
◊ utilizem o diário de anotações e, quando possível (depois de 6 meses do início), a autoanálise, para preparar a Imaginação Organizar-B
O
rientada (IO) relacionada com o presente e, especialmente, com o futuro; ◊ se possível e necessário, utilizem uma música ou uma recordação como sinal condicional para facilitar o desencadeamento de todo o processo;
◊ não se esqueçam de iniciar tudo isso à hora de dormir, bastando apenas 3 a 5 minutos depois do primeiro mês de prática;
◊ não se esqueçam de ler tudo, como ficou mais ou menos indicado no livro Biblioterapia (Q) ou Autoterapia (P), podendo a ordem ser alterada ao gosto de cada um;
◊ saibam que a releitura também pode ajudar muito com o reforço vicariante que se vai obtendo com a recordação dos «casos» dos outros que resolveram a sua situação autonomamente ou com pequena ajuda;Respostas-B30
◊ peçam ajuda imediatamente se sentirem alguma dificuldade, para não continuarem algum erro cometido.

P: Acha que isso chegará?
R: Não acho. Por isso digo que uma ligeira ajuda inicial torna-se quase sempre necessária, embora possa ser dissimulada de conversa como aconteceu com o meu amigo Antunes (B) e com a Cristina (L). Por isso, estou a preconizar as tais palestras de que já falei e até fiz uma proposta para que elas se realizem, apresentando um modelo de actuação económico, simples e que pode ser conduzido ao gosto dos intervenientes, à medida dos seus desejos e de acordo com as necessidades do momento. Não são necessárias drogas e os benefícios ficam nas mãos de cada um para os utilizar no futuro.«Educar»-B

P: Mas todas essas ideias deveriam ser conhecidas.
R: Meu caro amigo. Como jornalista, a divulgação dessas ideias, pode ficar mais a seu cargo do que ao meu, que não tenho meios nem capacidade e, muito menos, apetência para tal. Em relação a isto, já respondi a quem se mostrou atrapalhado logo depois da sua licenciatura em Artes fotográficas, com 16 valores. Os tempos não são fáceis nem espero que melhorem substancialmente dentro de pouco tempo. Vamos ter de aguentar a depredação que foi feita, aos poucos, nas últimas décadas e, especialmente, nos últimos 4 anos. Se analisarmos a situação, verificamos que a causa ou, melhor dizendo, a culpa foi nossa. Se mais de metade da população se abstiver de votar, terá o direito de «refilar» para Depress-nao-Bimpingir depois as «culpas» aos outros? Todos temos de nos mobilizar para que o sistema democrático funcione, nem que seja para dizer, com um grande risco no boletim, que nenhum dos candidatos serve. Para isso também temos de nos empenhar e descobrir outros que se disponham a trabalhar para o bem comum, sem tirar daí proveito exagerado, como tem acontecido quase sempre. A mim, compete trabalhar na Psicologia e Psicoterapia. A si, compete trabalhar no Jornalismo. Façamos pelo menos o nosso trabalho com vontade e persistência. O resto da população, que se mobilize e não se deixe sugestionar e, muito menos, encantar, com as ilusões «impingidas» por muitos meios de comunicação social detidos por alguns interesseiros. Temos de mudar Portugal para o deixar menos mau aos nossos vindouros. Por isso, temos de trabalhar ANTES, para colhermos os louros depois. Pelo menos é assim que se deve trabalhar em Psicoterapia preventiva. A Biblioterapia pode dar um grande apoio nisso.

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CONFORMISMO – 2

Quando ontem um comentador me solicitou que eu dissesse, em relação ao conformismo, «Qual é a definição própria» Interacção-B30dei uma resposta rápida porque não me preocupo com as definições, mas sim com os conceitos que esses termos significam e, quando possível, com as experimentações, evidências ou provas que suportam esse conceito. Em Psicologia e especialmente em Psicoterapia, temos de compreender o significado profundo desses termos e saber de que modo os poderemos utilizar a favor do paciente, utente, cliente ou interessado.

Quando fui deitar-me e entrei em Imaginação Orientada (IO) (J), passaram pela minha cabeça várias ideias, lembrando-me especialmente do caso do Joel (G) e das aulas de Comportamento Organizacional, no ISMAT, para as quais tinha preparado o texto que mereceu o comentário. Lembrei-me também do Dicionário de Psicologia, das Publicações Dom Quixote, que tinha traduzido em 1981, bem como das consequências nefastas a que nos podemos sujeitarImagina-B
quando temos de entrar em conformismo.

Essas ideias incentivaram-me a escrever este post para que mais pessoas não se limitem às definições que podem ser mal compreendidas e pior utilizadas. Interessa saber o conceito do termo, qual a sua utilidade e de que modo o poderemos utilizar a nosso favor.

Por este motivo, quando me levantei, fui reler o post sobre conformismo e ver no dicionário referido que «Comention», de R. B, Catell, significa dimensão da personalidade caracterizada pela conformidade a padrões culturais, aceitação da autoridade e, frequentemente, repressão.Biblio

Porém, Worchel, S. e Cooper, J. (1979), no seu livro «Understanding Social Psychology», editado pela The Dorsey Press, dizem que a «Conformity» é uma mudança de comportamento ou crença para com um grupo como resultado duma pressão de grupo real ou imaginária.

Como apenas as definições não me trazem qualquer vantagem para a ajuda que possa dar em psicoterapia, vou mencionar um «caso» em que a apreensão deste conceito me ajudou a compreender uma situação e ajudar o paciente, que também leu muita coisa além de praticar, em parte, o necessário que se indica no livro para a Auterapia-B30autoterapia (P).

É exactamente por isso que estou a trabalhar afincadamente na colecção da BIBLIOTERAPIA, a fim de poder ajudar as pessoas de forma económica, prática, imediata, cómoda e até autónoma, quase à hora de dormir ou até durante o sono. Desde que haja disponibilidade para a leitura e prática de alguns exercícios simples, com procedimentos que se podem fazer durante uma hora por dia em cerca de um mês de prática inicial, «gastam-se» depois apenas 3 a 5 minutos antes de dormir, para que tudo possa ocorrer durante o sono e mesmo depois de acordado.

Falando especificamente no Joel (G), era filho de pais separados, foi educado por uma avó, que o internou num colégio donde Psicopata-B
saía só nas férias. Não tinha amigos, a não ser um cão que brincava com ele no pátio de recreio do internato. Durante os poucos tempos que passava em casa da avó, ouvia ela dizer às suas amigas que todas as pessoas de família se deviam dar bem e estar em casa. A propósito disso, a pergunta que lhe surgia na mente era: “qual a razão de ele não ter a «sua» família”.

A mãe casara-se com outra pessoa, tinha mais dois filhos e o pai era-lhe desconhecido, nunca tendo sido possível visitá-lo, antes de voltar da guerra, no lar onde fôra internado por ser epiléptico.
Nos estudos, pouco avançou, até ao 6º ano, por «ser fraco de cabeça» e conseguiu depois um emprego como paquete.Consegui-B
Perante todos estes factos e ideias que necessitava de interiorizar, mesmo sem a sua total compreensão e concordância, Joel tinha de se conformar com tudo isso, embora entrasse em frustração e ficasse revoltado, sem nada poder fazer a seu favor. A continuação desta situação podia leva-lo a entrar em depressão aprendida. Contudo, isto levou-o temporariamente e uma espécie de conformismo.

Como no apartamento fronteiro ao da avó vivia uma viúva, com um filho já adulto, ela tinha adoptado uma menina, filha de pais incógnitos, que a ajudava nos afazeres diários. Joel e ela afeiçoaram-se e mantiveram um relacionamento bastante próximo. Praticamente, ambos não tinham pais. Como se considerava muito feio, porque era muito Acredita-B
baixo, atarracado e usava óculos de graduação elevada e ela era uma jovem muito jeitosa e bastante cortejada, os ciúmes do Joel iam aumentando de dia para dia. Contudo, essa jovem era a única pessoa que lhe ligava importância e se preocupava com ele.

Quando chegou o momento do serviço militar obrigatório, foi enviado para o Ultramar onde, apesar de não ter muitos amigos, recebeu uma carta dum, que dizia que a jovem estava a ser muito cortejada e que alguém lhe tinha pedido namoro, que ela recusara.
Na guerra, deu-se bem com os companheiros e aprendeu novos conceitos de vida muito diferentes dos que interiorizara na casa da avó e, especialmente, no colégio interno. Sabia, por experiência própria, com a aprendizagem tino no  exército, que não Maluco2podia dar trégua ao inimigo e que devia atacar antes de ser atacado: era uma questão de sobrevivência.

Quando regressou, o namoro continuou e ele conseguiu trabalhar numa empresa de transportes, como paquete e auxiliar, enquanto ela trabalhava como ajudante duma cabeleireira. O namoro continuou, mas os que cortejavam a jovem começaram a aumentar a ponto de Joel ficar cada vez mais ciumento e quase «irracional» em relação aos que, de vez em quando, lhe dirigiam alguns piropos, ficando muito desagradado por não ter força para os pode confrontar pessoalmente.
Como se sentia muito revoltado com tudo isso e estávamos num período «pós 25 de Abril», o surgimento de um novo partido
político muito aguerrido, deu-lhe oportunidade se filiar nele e, nas manifestações, expressar a sua raiva pelo sentimento Psicologia-Bde inferioridade que sentia. Metia-se no meio da multidão onde havia mais barulho e o seu comportamento eram actos de violência, tal como acontecia nos jogos de futebol onde se preocupava mais em dar caneladas nos adversários com quem jogava, do que pontapés na bola. Afinal, os seus sentimentos de inferioridade começavam a sentir algum alívio temporário perante o reforço do comportamento incompatível sentido com a força que demonstrava em relação aos outros.

Se com os outros ele podia mostrar a sua superioridade, qual a razão de não a poder mostrar perante a jovem que já era a sua noiva? Em três episódios em que viu que os outros prestavam muita atenção à jovem, embora ela não a Depressão-Bretribuísse, cometeu actos de violência num dos quais a ia deixando cair para fora do comboio em andamento, numa viagem ao Norte do Pais.
Um segundo acto de violência foi o de tentar empurra-la para debaixo de outro comboio em andamento junto da estação de Santos, da linha de Cais do Sodré.
Num terceiro acto, que foi desastroso, ele tentou apertar-lhe o pescoço, no vão da escada dum prédio, quase sem ninguém lá dentro.
Quando viu que ela estava quase a desmaiar, também ele desmaiou. Foram vistos por populares que passavam nas redondezas  e levados imediatamente ao Hospital pelos bombeiros.Joana-B
Por causa disso, ficou internado com o diagnóstico provisório de Psicopata e ela, depois de «tratada», foi para casa.

Tudo isto vem a talho de foice para realçar que uma simples situação de conformismo pode conduzir a vários episódios desagradáveis, perigosos e, eventualmente, criminosos.
Depois de ter sido diagnosticado, provisoriamente, pelo psiquiatra, como Psicopata, passou a ter apoio medicamentoso e Difíceis-Bpsicoterapêutico e foi apoiado em psicoterapia com a técnica de Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), durante bastante tempo até que, depois da alta, teve de ir trabalhar, quase sem dispensa para as sessões de psicoterapia.

Importa realçar que, durante a psicoterapia, o Joel foi relembrando a sua infância, o abandono a que ficou votado, a falta de família, a dissonância cognitiva entre a realidade e os conceitos familiares da avó, entre a realidade apreendida na guerra de Moçambique e os ensinamentos «armazenados» durante o internamento no colégio, bem como entre a falha na «educação» e o apoio adequado e necessário durante a sua infância e adolescência. Relembrou a origem dos seus sentimentos de inferioridade, a necessidade de se mostrar ciumento, a sua Psi-Bem-Cirracionalidade e a emocionalidade dos comportamentos de «ataque» à noiva, quase a querer dizer-lhe tacitamente “Não fujas de mim!”

Passado algum tempo, depois de ter melhorado substancialmente, soube que a «sua noiva» tinha emigrado subitamente por indicação do psiquiatra, «para não ser morta pelo Joel».

O seu caso foi apresentado, 3 anos depois, no 1º Congresso de Psicologia, em 1979. Assistindo ao mesmo, por vontade sua, anonimamente e muito bem vestido, sentado entre duas psicólogas, «não as estrangulou…» apesar de elas terem feito reparos inadequados e disparatados acerca deste caso, quase ofensivos para ele. Muito calmamente, concordou com elas.neuropsicologia-B
Apesar de achar que os seus actos não tinham sido adequados, concordou que um dos factores importantes para o seu comportamento tinha sido a deficiência de educação e do seu ambiente familiar, social e escolar, tal como o psicólogo estava a apresentar.
Rescindindo pouco depois o contrato com a empresa onde trabalhava e tendo conseguido montar, sozinho, uma pequena actividade empresarial, encontrou o psicólogo que o ajudara inicialmente na psicoterapia e perguntou-lhe, muito admirado: Psicopata! Eu?

E tinha toda a razão mas, nessa ocasião, já tinha lido muita coisa sobre a Psicologia, Psicopatologia e Psicoterapia que o Respostas-B30psicólogo lhe fornecera em apontamentos policopiados.

Toda a actuação do Joel na sua própria psicoterapia e prevenção, depois de ele ter consultado muitos anos mais tarde o blog [psicologiaparaque.wordpress.com], levou-o a solicitar ao psicólogo que incluísse no final do «seu» livro uma LISTA DE PROCEDIMENTOS que pudesse ajudar outras pessoas em dificuldade a promover uma profilaxia ou até uma psicoterapia por iniciativa própria e pouca ajuda de especialistas.

Em divulgação…

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FACEBOOK

Hoje, quando dava a minha volta habitual, uma das pessoas amigas do Felício, que me conhecia de vista, abordou-me e pediu logotipo-colado-cpcpara conversarmos um pouco se eu tivesse disponibilidade em tempo. Tinha algumas perguntas a fazer, porque já consultara as minhas páginas de Centro de Psicologia Clínica e Biblioterapia do facebook e estava admirado por nunca ver a minha fotografia.

Por isso, mantivemos o diálogo seguinte que, de acordo com o meu compromisso, iria compor em post para o blog PSICOLOGIA PARA TODOS, logo que chegasse a casa, dando mais algumas «dicas», especialmente, com alguns links que talvez lhe pudessem interessar e ser úteis para um esclarecimento mais completo.

 

P: Qual a razão de nunca colocar no facebook a sua fotografia com a da sua senhora, que também conheço de vista? Afinal, Biblioos dois são os co-autores dos livros.
R: Há dias, houve mais uma pessoa que fez uma pergunta semelhante, mas a resposta é muito simples. Utilizo o facebook apenas para difundir, debater ou apoiar algumas ideias e pontos de vista sobre Psicologia, Psicoterapia, Psicopedagogia, Psicologia social, Desenvolvimento pessoal e Política não partidária. Estou a fazer isso apoiado na minha prática clínica de mais de 40 anos e em nome do Centro de Psicologia Clínica, a crl que foi constituída há quase 35 anos e durou cerca de uma década, porque o Estado pagava muito mal os serviços prestados. No final, depois da extinção, fiquei com todo o seu acervo nas minhas mãos. É por isso que chega a ver nas páginas, o essencial do dístico principal desse Centro, que muita gente antiga conheceu em Mem Martins.

Auterapia-B30P: Mas, voltando a insistir, não acha que seria útil apresentar-se ao público?
R: O que eu acho necessário e útil para o público são as minhas ideias, experiências, aconselhamentos e incentivos para a solução dos problemas ou até do seu evitamento, quando possível. Isso não se faz com a minha imagem mas sim com as minhas palavras, apontamentos ou livros. Se eu tivesse uma fisionomia diferente, mais velha ou mais nova, mais magra ou mais gorda, com ou sem bigode ou barba, qual seria a diferença naquilo que eu estou a tentar difundir? Também com os livros, qual será a diferença fundamental com capas ou títulos mais apelativos em relação ao seu conseúdo que é o mais importante? Isso pode ser muito bom para a DIA-A-DIA-Cpolítica partidária que vive da opinião pública e da imagem que difunde, até o público detectar as fraudes que «acontecem» cada vez mais. Por isso, até nem faço a publicidade dos livros dos quais desejo que haja divulgação a fim de que as pessoas os conheçam, utilizem e tirem proveito. Esta sua pergumta faz-me lembrar uma antiga consulente que me perguntou qual a razão de não expor nas paredes do consultório os diplomas académicos e profissionais que eu possuía, porque em quase todos via isso em profusão. A minha resposta foi dada algum tempo depois, com um post no blog, em que apresento e descrevo todos os diplomas, só para quem os
queira consultar. Como tive ocasião de dizer ao meu amigo Antunes (J) em várias conversas informais, os interessados ou Respostas-B30«pacientes», como lhes chamamos (porque têm de nos aturar durante muito tempo), necessitam de conhecer o especialista que irão consultar, especialmente, com referências dadas por quem os conheça ou tenha sido seu consulente. Cair nas mãos dos que aparecem pomposamente nos diversos órgãos de comunicação social, sem saber da sua idoneidade nem competência, pode acarretar graves prejuízos.

P: Acha isso tão mau?  
R: Julga que eu aconselharia alguém a ir consultar um psicólogo ou um psiquiatra que apareciam, em tempos, no facebook a apregoar quase milagres, com várias pessoas a reclamarem «curas» quase milagrosas? A minha primeira reacção, antes de os conhecer bem, seria a de fugir deles. Também alguns que aparecem nos programas televisivos Organizar-B
não me inspiram a mínima confiança, embora palavreado não lhes falte. Por acaso, gosto mais de ouvir os inspectores da Polícia Judiciária que parecem falar mais em psicologia do que os outros. Também posso dizer que, em tempos, apareceu-me no consultório, por recomendação duma antiga cliente, uma senhora que era oligofrénica e maníaco-depressiva e estava a ser seguida em hospital, medicada há mais de 10 anos, sem melhorar, mas com sintomas cada vez mais agravados. Ela também se desenganou com os programas de hipnoterapia da televisão. É um caso descrito no livro «Imaginação Orientada» (J/58-60), que está à espera de publicação.

P: Mas, não acha que no facebook, que é um livro de fisionomias, devia apresentar a sua cara para o conhecerem melhor?  Difíceis-B
R: Acha que a maior parte dos «amigos» que tenho no facebook tem a «cara» que apresentam? O que faço eu vendo as suas caras? Será que a cara que apresentam é deles? De que modo posso saber se são os próprios? Vou a França, Austrália, Brasil conhecê-los? Estarei, por acaso, a solicitar o apreço ou a depreciação da minha cara? Ou será das minhas ideias, opinões ou conselhos? E se tivesse uma cara diferente da que tenho agora? E se sofresse um acidente e ficasse desfigurado? Eu discuto ideias, conceitos, opiniões, conhecimentos e não as caras dos outros. Como é que a «pornografia» e a «vigarice» singram muito bem no facebook? Pense nisso! Não será com esses «enganos» ou «engodos» artificiosamente preparados e difundidos que se ludibria muita gente? Repare que na minha página inicial no facebook, a data do nascimento é de Março de 1981. De quem? Minha, ou do Psi-Bem-CCentro de Psicologia Clínica? Pense bem nisso…. A página é do Centro e eu sou apenas o gestor da mesma. Não se deixe enganar com as aparências!!!

P: Está a deixar-me assustado com esta conversa!  
R: Porquê? Repare que está a ver agora a minha cara. O que lhe interessou mais? Foi ver a minha cara ou ouvir as minhas ideias ou respostas, que também poderiam ser dadas em apontamentos, escritos ou livros? É por isso que estou a trabalhar muitas horas por dia, há mais de 4 anos, na reorganização e actualização de todos os livros antigos para serem publicados em outros moldes e formatos, sendo agora acrescentados com novos
livros que descrevem mais alguns «casos» típicos e diversificados dos 5.000 processos «herdados» do Centro de Psicologia Interacção-B30Clínica. Tudo isto deu origem a uma nova forma de terapia, praticada com algumas pessoas, desde 1980, desde que estivessem disponíveis para ler muita coisa e praticar em casa os exercícios necessários. O Júlio (E) foi o caso mais flagrante, quase inicial. Foi, praticamente, a última causa da BIBLIOTERAPIA que só agora, isto é, no princípio deste século, está a ser implementada no Reino Unido como tratamento «low cost», porque os Serviços de Saúde não conseguem abranger devidamente e apoiar todos os necessitados que vão aumentando cada vez mais com a vida frenética e desenfreada que se está a ter, especialmente nos países chamados desenvolvidos. Parte deste problema está a ser devidamente tratado, quer por minha iniciativa, quer com respostas às perguntas ou reparos que os comentadores vão fazendo no referido blog. E já existem muitos posts sobre Imagina-BBiblioterapia, Autoterapia, Psicoterapia, Reforço e vários outros conceitos que interessa conhecer para o bem da saúde mental  e equilíbrio psicológico de cada um.

P: Acha que isso é suficiente?    
R: Como não acho que seja suficiente, embora possa ajudar algumas pessoas mais colaborantes, interessadas e, às vezes, sem dinheiro para livros, quanto mais para consultas, já fiz uma Proposta de Colaboração que as organizações podem aproveitar. Pode também ajudar a que algumas pessoas se juntem e se organizem para pôr a ideia a funcionar. Tudo depende das necessidades, dos interesses e das acções dos intervenientes ou carenciados. Tem Depressão-Bde existir uma acção conjunta de todos e não uma espécie de receber uma esmola ou uma dádiva de alguém. Às vezes, cria-se, na psicoterapia, a ideia de que o próprio nada pode fazer sem o apoio do psicoterapeuta…! Cuidado com isso, porque muito do trabalho e empenho tem de ser do próprio porque, deste modo, fica prevenido para o futuro e capaz de dar resposta nas mais variadas adversidades que, às vezes, tem de ser exagerada, especialmente quando os serviços que deveriam estar disponíveis falham em toda a linha. Veja bem a reportagem de Sexta às 9 do dia 26 FEV. O homem da família, com os seus comportamentos de optimismo e brincadeira, «aguentou» o ânimo, a saúde mental e a fome da família durante muito tempo! Nestas Psicopata-Bcircunstâncias, não será o Estado a falhar com os apoios pecuniários e sociais que deve proporcionar? Pessoalmente, prefiro a solidariedade e humanismo em vez da caridade, que é muitas vezes praticada com pompa e circunstância, deixando as pessoas humilhadas e dependentes.

P: Isto é tão grave como me parece estar a dizer? 
R: Se consultar as estatísticas, a percentagem e a gravidade das chamadas «doenças» do foro psicológico, especialmente as depressões, vão aumentando quase exponencialmente, especialmente quando as circunstâncias familiares, económicas e laborais se vão degradando. Temos de aguentar tudo isso enquanto não conseguirmos mudar o sistema ou os apoios necessários. Porém, muito disto se pode tratar ou prevenir antes que aconteça,Psicologia-B
de forma muito mais económica e menos prejudicial do que depois do mal ficar instalado. Se chegarmos a este ponto, pode haver o risco do vício e da dependência de medicamentos, com degradação da saúde, da harmonia familiar, da convivência social e da produtividade. Nestas circunstâncias, a psicoterapia preventiva pode dar uma ajuda substancial. Para ajudar as pessoas interessadas, já fiz um post intitulado Psicoterapia – 6 que dá indicações precisas e muito resumidas a fim de se conseguir experimentar uma autoterapia. Os livros também podem ser muito úteis a fim de saber de que modo os outros resolveram os seus problemas com pouca ou nenhuma ajuda, compreendendo bem toda a situação e ajudando até mais pessoas, inclusive os mais novos, como a Joana (D), deixando a família preparada a fim de reagir adequadamente em tempo oportuno.Maluco2

P: Da maneira como fala, parece que é bom ensinar os mais novos a aguentar e reagir adequadamente!  
R: Acho que é óptimo, especialmente se se conseguir ajudá-los a aprender a ultrapassar dificuldades, por sua própria iniciativa, desde a mais tenra idade (Q/20..). É um treino magnífico que todos os pais devem proporcionar aos filhos para que eles possam ter um mundo mais equilibrado e menos desigual do que o nosso. Só isso nos pode conduzir a um verdadeiro progresso, com inclusão de todos e não da sobrevalorização de alguns à custa da degradação de muitos, como me parece estar a acontecer cada vez mais, em Portugal, nos últimos 40 anos. Já nos bastava termos aprendido  com as décadas anteriores. Esta tarefa compete aos pais que, para isso, podem socorrer-se de Joana-B
psicólogos para os sensibilizar e ajudar a tomar as medidas necessárias e possíveis em cada caso. E é possível fazer isso em reuniões com dezenas de pessoas que, expondo as suas dúvidas, ajudarão os outros a conhecer problemas que os podem vir a afectar no futuro e de que eles não tinham consciência. Já me aconteceu, entre outros, com os enfermeiros com quem lidei nos finais dos anos 70 do século passado. São conversas «públicas», como esta.

P: Acha que assim se pode fazer alguma coisa?    
R: Uma coisa é eu achar e a outra é ter a certeza. Se os alunos do Hospital de Vila Franca de Xira conseguiram fazer bastante Consegui-Bcom apontamentos e algumas aulas, qual a razão de outros não poderem fazer muito melhor com livros e exemplos daquilo que os outros fizeram, embora com algum apoio extra, até em conjunto com muitas pessoas?

P: Todos poderão fazer o mesmo com facilidade?  
R: Não posso garantir que possa ser com facilidade. Enquanto o Antunes (B) conseguiu fazer uma autoterapia, a Cidália (C) necessitou de pequena ajuda e a Cristina, Germana e o Januário (L) também tiveram apoio, mas todos conseguiram atingir o seu objectivo com bastante leitura, treino e muita prática do relaxamento mental, todas as noites. Contudo, descrevi dois casos marcantes em que o «Calimero», apesar de ficar a «marcar passo» mais de 3 anos no 11º ano, nos 4 anos seguintes, depois de um ano de psicoterapia, obteve uma Acredita-B
licenciatura com 16 valores e não necessitou de mim depois de «perder» quase todos os medos, pensando que tinha feito tudo por ele próprio. Contudo, assim como aconteceu com várias outras pessoas, com a «Perfeccionista» (M) não foi possível continuar a psicoterapia, porque a mãe interferiu e desejou que ela fosse acompanhada em psiquiatria, que aumentou a dose de medicação, piorando cada vez mais até ser considerada, anos mais tarde, como bipolar, com ameaças de se suicidar e até matar a própria mãe. É triste, mas é verdade que o meio ambiente pode prejudicar em muito, quando as noções correctas da ciência do comportamento não são bem compreendidas, nem aplicadas adequadamente. Alguma leitura e bastante treino resolvem a situação.Saude-B

P: Agora, por curiosidade, como fala muito em reforço, qual é o seu reforço nestas condições, sem publicidade nem divulgação nos meios de comunicação social?
R: Como já tenho tido oportunidade de dizer algumas vezes, reforço é satisfação que pode não ser igual para todos e até para a mesma pessoa em circunstâncias diferentes. Da mesma maneira como já disse que não tenho muito interesse na publicitação e propaganda dos meus livros, mas apenas divulgação por quem os ler e achar vantajosos, interessa-me mais que, com aquilo que eu faço no blog, nas conversas e até nas consultas, a pessoa fique satisfeita com o apoio recebido. Interessa-me que a pessoa aprenda a fazer a sua autoterapia (P) que é muito pqsp2
vantajosa e a deixa relativamente autónoma, independente e imune à descompensação ou capaz de se recompor com facilidade por sua própria iniciativa. A própria pessoa tem de se empenhar com afinco e persistência e os vários livros dão o exemplo de casos que já se resolveram satisfatoriamente. Se a pessoa o conseguir, masmo sem qualquer agradecimento «normal» posterior, esse é o meu maior reforço. E tenho vindo e receber este reforço durante anos, com os casos em que ajudei a aprender a resolver a situação autonomamente. Os seus amigos que o digam.

P: Já agora, parece-me que está a dizer que as pessoas devem sentir-se bem. Não é isso que disseram há algum tempo sobre
Depress-nao-Ba produção da dopamina? Parece que citaram um estudo de Nora Volkow nos EUA. Com base nisso, também existe uma terapia designada como Psicologia Positiva. O que diz acerca disso?

R: Fiz mais do que um post relacionado com isso e também relacionado com a Psicologia Positiva. Se toda essa técnica é tão boa, qual a razão do suicídio do comediante Robin Williams, que se mostrava sempre bem-disposto e deixava os espectadores a gargalhar? Pense nisso. Pode ser que os que gargalhavam produzissem dopamina, mas o actor, não! Seguir conselhos dos outros, não chega. Cada um tem de «embarcar» nessa onda. Já reparou na necessidade do empenhamento do próprio numa boa psicoterapia?

P: Agradeço os esclarecimentos que me deu. Mas, às vezes, a sua linguagem não é um pouco agressiva? Vai publicar a nossa conversa  em novo artigo?    «Educar»-B
R: Sim. Vou chamar-lhe «FACEBOOK» e talvez até hoje o possa publicar com vários links que achar úteis para os que ainda não conhecem os posts correspondentes. Quanto à minha linguagem agressiva, ainda bem que me fez notar, mas não tento ser simpático ou bem aceite pelos outros. Interessa-me mais o realismo e a objectividade, sem irrealismos ou complecências. Se é a isso que se refere, não vou mudar, porque prefiro ser honesto para om todos. De qualquer modo, quando faço uma crítica, não posso ser «meiguinho» só para agradar alguns. É a vida, como diria o outro!

 

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