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BIBLIOTERAPIA 15

Anónimo on 3 de Fevereiro de 2016 às 11:04 said:

Não sei quem é o Felício ou seu amigo mas eu estou numa situação parecida aos 27 anos, como jornalista semBiblio emprego e sem futuro.
Li com cuidado muitos dos postes e tentei fazer o relaxamento mental.
Dormi cansado e durante a noite passaram pela minha cabeça algumas imagens de jovens desiludidos que se metem em festas, bebedeiras e drogas para desanuviar e não pensar na vida.
Tenho-me afastado disso mas os meus pais também não me podem ajudar muito devido a terem cortes nas pensões e a vida estar a encarecer.
Uma imagem que me ficou mais na mente foi a de um jovem à beira dum rio a cair para a água e afogar-se. Quando estava a ficar desesperado, passou por perto um velhote que o viu e disse para mexer os braços com muita força. Quando o viu a fazer isso, foi buscar uma corda a lançou-a para o rio a fim de ajudar o rapaz a sair da água.
Se não fosse essa ajuda e o esforço do rapaz, ele não se teria afogado?Auterapia-B30
Se o rapaz tivesse aprendido a nadar mais cedo, não teria sido melhor?
Parece que esta mensagem me diz que tenho de resistir e procurar fazer qualquer coisa enquanto não arranjo emprego, nem que seja gratuitamente, porque os meus pais ainda me podem sustentar dando comida e alojamento.
O que é que acha?

Face a este comentário, tive de responder:

Peço desculpa por não ter visto o seu comentário há mais tempo. Como estou muito ocupado a rever o livro Joana-Bda JOANA (D), só lhe poderei responder dentro de alguns dias, depois da revisão que tenho entre mãos. Entretanto, como julgo que deve ter bastante tempo livre, vá lendo, pelo menos, todos os posts sobre BIBLIOTERAPIA, AUTOTERAPIA, PSICOTERAPIA e IMAGINAÇÃO ORIENTADA, podendo também abordar os do REFORÇO, PERCEBER e SENTIR. Tudo isso é mais importante do que apenas a resposta que lhe irei dar num novo post sobre BIBLIOTERAPIA. Esteja atento ao blog…

 

Uma das ideias fundamentais da BIBLIOTERAPIA, iniciada já em 1980, apenas com apontamentos policopiados, é reduzir o tempo de psicoterapia e o número de consultas, evitando as consequentes incomodidades ocasionadas pelas deslocações e esperas, Imagina-Benquanto a eficácia e a rapidez de recuperação aumentam, funcionando, no futuro, como prevenção e profilaxia. As suas recordações ou a imagem de que fala, pode ser uma mensagem do seu não-consciente a dizer que deve resistir, com consciência, realismo e objectividade, reflectindo nos factos da sua vida. É o que se consegue com o relaxamento mental e a Imaginação Orientada (IO) que, além de muitas leituras, exige apenas cerca de 4 semanas de treino diário de 1 hora, podendo ser feito preferencialmente à hora de dormir e na cama, em qualquer posição.
Depois desse tempo de prática, bastam apenas 3 a 5 minutos para iniciar todo este processo que fica automatizado com os sinais condicionais que cada um fôr estabelecendo.
Para isso, é importante a leitura de livros adequados e já testados durante décadas, com resultados muito positivos. Eles não são para entretenimento, funcionando como reforço do comportamento incompatível enquanto durar a sua leitura, como li há dias num artigo da DICA e tal como acontece com as festas e os divertimentos. Estes livros são para adquirir conhecimentos.Acredita-B

Nesses livros, além de saber como funciona e qual a filosofia e as ambições da BIBLIOTERAPIA (Q), existe um manual muito sucinto para orientar a pessoa no sentido de fazer a AUTOTERAPIA (P). Tem apenas meia centena de páginas, com o resumo dos procedimentos necessários e suficientes para uma boa psicoterapia.

Contudo, quem se quiser estrear neste campo, mesmo que seja para prevenção e profilaxia, que é o mais vantajoso, tem de compreender o modo como funciona o comportamento humano.
Estas noções, além de servirem de um bom meio para poder ajudar a estruturar uma personalidade equilibrada, solidária, Consegui-Bcompreensiva e democrática, com um grande sentido de equidade e justiça, ajudam a manter uma vida agradável e em bom convívio social.

Todo este processo, pode e até deve ser iniciado na mais tenra idade, como aconteceu com a JOANA (D) que, de birrenta, aos 6 anos, passou a ser, a partir dos 7 anos, uma criança muito simpática agradável e capaz de utilizar mais tarde as técnicas de modificação do comportamento com o seu irmão que acabaria por nascer.
Com as técnicas de modificação do comportamento que lhe foram aplicadas, a JOANA, que tinha sido a «causa», da «des-união» dos pais devido à sua conduta insuportável, passou a ser um factor (efeito) de sua «re-união», que até quiseram ter outro filho. Essa criança, por acaso, até serviu de campo de ensaio para que a Joana Maluco2aplicasse essas técnicas que foi aprendendo por modelagem e moldagem efectuada em si própria.
Neste livro de ficção dedicado a ela, que contém, de forma romanceada mais de 10 anos de consultas aos pais, apresentam-se as noções básicas e essenciais da modificação do comportamento que servem para uma EDUCAÇÃO adequada, baseada em leis científicas explicadas da forma mais simples possível.
Para quem fique satisfeito com as explicações deste livro e as possa utilizar em seu benefício na psicoterapia, o treino e as práticas apresentadas na AUTOTERAPIA podem ser suficientes, especialmente para quem não tenha muita disponibilidade para a leitura de mais livros.

Porém, um factor muito importante a ser considerado na psicoterapia, é um alívio rápido e imediato que se obtém nos Psicologia-Bprimeiros tempos da «cura» inicial, que quase estagna ou retrocede logo de seguida, provocando um desânimo muito grande e uma vontade de «mandar tudo às malvas» por não dar o resultado que se esperava e pretendia e que até já tinha iniciado. É um desencorajamento «normal», completamente aceitável e que «deita uma pessoa abaixo» se não compreender os mecanismos do funcionamento do comportamento humano especialmente com o pico de extinção, que acontece quase sempre, com maior ou menor intensidade, conforme os casos.
A compreensão de tudo isto exige, às vezes, muitas «conversas» que podem ser tidas em público. Isso aconteceu com o Antunes que desejou saber de que modo tudo isso funcionava, especialmente em relação à Psicologia, Psicoterapia e Interacção-B30Psicopedagogia (J). Também quis que lhe falasse nos pressupostos em que se baseiam a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) e a Imaginação Orientada (IO), apoiadas pela autohipnose, num sentido da logoterapia, para uma reestruturação cognitiva ocasionada pela modificação do comportamento. Tudo isso e muito mais está incluído nos 17 livros da colecção da BIBLIOTERAPIA.

Para quem não necessitar destas explicações e conseguir ter força suficiente para prosseguir nos seus exercícios, a experiência do Antunes (B), que conseguiu fazer a sua autoterapia apenas através de leituras, precedidas das «conversas» citadas anteriormente, o seu exemplo pode ser importante. Contudo, para a pessoa não se deixar iludir com diagnósticos e medicamentações desastrosas e prejudiciais, é bom que tenha a noção do que aconteceu e pode Saude-Bacontecer com muita frequência, conduzindo um indivíduo quase a um beco sem saída em direcção a um suicídio ou homicídio.

Neste aspecto, o «caso» da Cidália (C) é bastante elucidativo porque, com a sua colaboração, que necessitou dum forte «empurrão» do seu «tio» Antunes, a sua vida, que poderia ser a de depressão, promiscuidade sexual e alcoolismo, deu uma volta tão grande que, além de uma profissão digna e interessante, tem uma família harmoniosa e feliz, com os filhos a serem educados em moldes «científicos».
Para que isto acontecesse, como era uma especialista em Comunicação Social − e posterior docente universitária −, quis apreender todos os conhecimentos ao seu alcance, relacionados com o funcionamento do comportamento humano Psi-Bem-Cisoladamente (F) e em interacção social (K), bem como as aspectos da «normalidade» e da «anormalidade», além das psicoterapias relacionados com a Saúde Mental (A).

Para quem necessite de saber se uma psicoterapia atempada e adequada pode dar bons resultados, sem qualquer medicação, mas exigindo boa colaboração do paciente para os treinos e para a leitura destinada à  apreensão do «material» necessário, existe o exemplo do Júlio (E) que, dos 10 aos 16 anos de idade, teve de se transferir dos arredores de Coimbra para Lisboa, para continuar os estudos que na sua terrinha não conseguia realizar. Apesar de ficar muito bem alojado em casa dum primo e padrinho, sentiu-se «abandonado» e «rejeitado» pela família, porque os 3 irmãos mais novos ficaram com os pais. Entrou em depressão, sendo Difíceis-Bobrigado a fazer três tratamentos medicamentosos que não só não lhe aliviaram os sintomas mas até os agravaram. Iniciada a psicoterapia, 2 sessões de relaxamento em ambiente hospitalar, 19 tardes de sessões à mesa num canto de um velho café, no decurso de 8 semanas, foram o suficiente para melhorar todo o seu estado anímico, com redução completa dos medicamentos. A IO e a TEA utilizadas com autohipnose, com o seu treino todas as noites, foram complementadas por ele com a leitura e compreensão de alguns dos apontamentos policopiados que deram origem à colecção da Biblioterapia. Como desfecho de todo esse «trabalho» do terapeuta conjugado com o do paciente, a vida do Júlio mudou de percurso de tal maneira que, de simples escriturário, passou a sócio duma empresa.Depressão-B

Para quem deseje consultar «casos» de mais pessoas com problemas diferentes, existem 3 casos (L) bem-sucedidos. O primeiro é o da Cristina, com curso superior, que «não se considerava maluca nem necessitava de qualquer consulta de psicologia» apesar de não conseguir ter um relacionamento social aceitável, até no excelente emprego em que se encontrava colocada. Apesar de ser «muito bem-educada», pertencer a uma família abastada, a dar-se bem familiarmente e a levar uma vida de muita etiqueta e cerimónia, sentia-se sempre ansiosa e deprimida, sem qualquer relacionamento com pessoas da sua idade, a caminhar para os quase 30 anos.
Conversas informais com um psicólogo amigo e colaborador do pai, engenheiro, ajudaram-na a compreender os mecanismos Psicopata-Bdo funcionamento psicológico bem como da normalidade e anormalidade, para poder enveredar, sem querer e sem ter consciência disso, para uma psicoterapia suave, disfarçada e muito demorada. Posteriormente, quando compreendeu as vantagens de compreender, de facto, cientificamente o comportamento humano e de conseguir ter um relacionamento amoroso aceitável, não só desejou não «educar» os seus filhos da maneira «civilizada» como ela tinha sido educada, mas seguir as normas do funcionamento do comportamento humano. Esta quase psicoterapia, feita disfarçadamente e em casa dela, durou mais do que o dobro do tempo do que num consultório e muito mais do que pode acontecer quando a própria pessoa reconhece as suas dificuldades, deseja mudar de rumo e colabora, sem justificações para os seus desequilíbrios.

O segundo caso é o da Germana, «amigada» com um engenheiro, seu superior hierárquico, que não tinha por ela a mais neuropsicologia-Bpequena consideração. Foi uma psicoterapia normalmente conduzida em consultório com pouca colaboração da paciente, mas algum treino de relaxamento em casa. A psicoterapia serviu-lhe para se afastar do «amante» e casar-se com um jovem que também tinha problemas psicológicos bastante acentuados.

Esse jovem (Januário, o marido da Germana), protagonista do terceiro caso, teve vários surtos de desânimo e ansiedade, que não foram resolvidos durante mais de uma década, com comprimidos, psicanálise e psicoterapia. Depois de ter praticado, em casa, à noite, mais de 1500 períodos de relaxamento, além de várias leituras, tudo por insistência da Germana, conseguiu resolver todas as suas dificuldades em 20 horas de psicoterapia e 30 horas de «conversa» de café, num fim-de-semana.Conportamento Organizações Blogue

As dificuldades que avassalam o próprio, com os incómodos e prejuízos inerentes quando a intervenção psicoterapêutica fica muito atrasada, é mal feita, o ambiente social ou familiar não ajuda, ou fica misturada com medicamentos desnecessários, quando não, contraproducentes, são descritas nos 4 casos (M) seguintes.

O «Mijão», empresário, casado e com dois filhos, molhava a cama» depois dos 25 anos de idade. A consulta casual com um psicólogo, o treino em casa e uma leitura adequada, deram resultado mais do que aceitável.
O «Calimero» que, aos 21 anos não passava de 11º ano, tendo estado nas mãos de médicos, psicoterapeutas e terapeutas de fala desde o infantário, só conseguiu melhorar quando começou a praticar o relaxamento, ler alguma coisa do que era necessário e Respostas-B30escrever uma linhas relacionadas com o seu passado. Tendo passado um ano com medos exagerados e taquicardias durante um ano, ao fim de mais 4, conseguir obter uma licenciatura com 16 valores, «perdendo» os medos «pelo caminho».
A «Perfeccionista» apesar de médica e especialista, teve de abandonar a psicoterapia, apesar das melhoras verificadas, porque a mãe insistia em que ela não devia deixar de tomar os medicamentos que lhe eram receitados pelo psiquiatra. Continuando assim, foi piorando até aumentar a medicação por ser considerada «bi-polar», com risco de suicídio e suas ameaças de que mataria a mãe, ainda viva.
O «Pasteleiro» tendo estado «doente» com muitas maleitas durante alguns anos, começou a fazer psicoterapia e, apesar de treinar pouco em casa e de não ler coisa alguma, quando melhorou ligeiramente, para consolidar a situação, foi aconselhado a «Educar»-Bandar na rua sem companhia ou, pelo menos, ficar à espera de transporte junto do consultório. A família não achou boa a ideia e quis continuar a protegê-lo, especialmente, com a ajuda da Igreja que frequentava. Foi «ganhando» mais medos, com ideias de que era homossexual. Como não valia a pena continuar a psicoterapia, nestas condições de apoio dado pelo meio ambiente a comportamentos inadequados, por ganhar com isso reforço secundário negativo, a psicoterapia foi interrompida e….
Quando o meio ambiente não ajuda e, às vezes, se torna hostil para a psicoterapia, não vale a pena continuar, especialmente quando não existe qualquer interesse do próprio em sair dessa situação desequilibrada porque é a única que lhe proporciona a atenção e, talvez, o carinho (ou caridade?) dos outros.Depress-nao-B

Quem quiser saber o modo como uma depressão foi resolvida satisfatoriamente só com treino de relaxamento e TEA, temos o caso da Isilda, enquanto outra depressão, com conhecimento do caso da Isilda, foi quase resolvida com bastante leitura e algum treino em casa pela «nova paciente» que tinha um grau de instrução muito elevado. Quase abandonada pelo marido, com um filho a seu cargo, conseguiu refazer a sua vida académica e profissional (H).

Também, o Joel, que foi classificado como psicopata pelo psiquiatra, por ter quase estrangulado a namorada, depois de duas tentativas anteriores de maus tratos súbitos e violentos, foi tratado apenas com a TEA. Depois de melhorar e de ter treinado stress2em casa durante bastante tempo, estando muito aborrecido por «perder» a única namorada de quem gostava desde o início, perguntou ao psicólogo: “PSICOPATA! Eu?”. Nessa ocasião, já afastado dessa namorada a conselho do psiquiatra, sem nunca mais se ligar a qualquer outra pessoa, tendo lido muitos dos apontamentos policopiados que deram origem a esta colecção de Biblioterapia, pediu ao psicólogo que incluísse no seu livro um resumo com que pessoas na situação dele se pudessem socorrer para resolver ou minimizar as suas dificuldades.
O importante, neste caso, é que ele, filho de pais separados e educado num colégio interno, donde saía só nas férias, nunca tinha tido uma família que o educasse a acarinhasse e a única pessoa que parecia compreendê-lo era a namorada que era filha adoptiva duma senhora idosa que morava em frente do apartamento da sua avó. O que ele queria dizer psicoterapia2emocionalmente e quase simbolicamente à namorada, era: “Não fujas de mim!”, já que ela parecia ter muitos pretendentes (G).

Quem deseja enveredar pela reeducação, pode ter o apoio de «NEUROPSICOLOGIA na REEDUCAÇÃO e REABILITAÇÃO » (I). São mais de 25 anos de prática clínica e psicopedagógica na integração de crianças com dificuldades no ensino normal.

Para quem esteja interessado na melhoria do desempenho e do trato social na gestão, no marketing e nas vendas ou até na ligação com o patronato, o «COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES» (N) pode dar algumas luzes.pqsp2

Por fim o livro «RESPOSTAS SOBRE PSICOLOGIA» (O) vai ficando à espera das perguntas que os interessados queiram fazer, tal como acontece neste blog.

Depois de toda esta explicação, como estou muito empenhado na apresentação e explicitação da colecção de BIBLIOTERAPIA, que me parece muito útil para a resolução económica, cómoda e eficaz de diversos problemas psicológicos, escolares, de desenvolvimento pessoal e de interacção social, fica feito este post para abranger a generalidade das pessoas que possam ter problemas como os seus.

Julgo que é muito mais saudável e eficaz agir antes que os desequilíbrios aconteçam do que tentar soluciona-los depois, muito molhar2mal, como geralmente acontece. Pelo menos vivemos saudavelmente e sem patologias.
No seu caso específico, para além das indicações que dei acerca das leituras possíveis neste blog, se lhe fôr possível, pode utilizar os livros (Q), seguido de (P) e (D) para a compreensão de toda a situação.
Se não se sair bem, tem as indicações do (B), sem ajuda do psicólogo e o exemplo do (C), com alguma ajuda e muito «trabalho» da própria, apesar das desilusões iniciais.

E, partir do (E), são opções que cada um pode adoptar conforme o seu caso e o grau de apetência para a leitura e conhecimento do que se passa com os outros.
São leituras que podem ajudar a mudar a mentalidade, o que se torna muito necessário, nestes tempos conturbados que temos sucess2estado a passar e que iremos ter de enfrentar durante muito mais tempo se não agirmos consciente e activamente para ajudar os mais novos a aprender a lidar com a vida de forma construtiva e realista.
É o futuro que está em acção e os jornalistas têm muito a ver com isso. Muito do seu trabalho pode redundar em ajudar a proporcionar uma sociedade mais justa, igualitária, tolerante e democrática, sem muitos ricos nem muitos pobres, dando-se bem harmoniosamente e compreendendo-se mutuamente.

Digo isto, porque na perspectiva que estou a apresentar, nada daquilo que a pessoa queira praticar com dietas, exercícios físicos e mentais, psicologia positiva, mindfullness, reiki, taichi, meditação ou qualquer outra terapia é contraditória. Até pode ajudar a pessoa, desde que ela acredite ou se deixe sugestionar de que isso lhe faz bem, tal como apoio2acontece, momentâneamente, com as festas, etc. que funcionam como reforço do comportamento incompatível, apenas durante esse tempo. Mas, a questão principal é ficar dependente dessa prática e, em caso de insucesso ou retrocesso, julgar que a «receita» não está correcta ou que foi mal seguida ou utilizada. Isto quer dizer que a pessoa fica dependente destes procedimentos se não utilizar a «sua cabeça» e consciência.
A dependência de que acabei de falar, relaciona-se também com os vícios ou adicções, das quais muito se fala nestes tempos. Tudo isto é causado pelo reforço secundário negativo aleatório que é provocado com os comportamentos de beber, tomar drogas ou quaisquer outros que consigam baixar o nível de ansiedade ou de desengano em que a pessoa fica envolvida. Ele consegue fugir desses pensamentos, sentimentos ou sensações, obtendo menos desagrado com o casos2abaixamento do seu nível de consciência e menor sensação de desagrado. Essa aprendizagem torna-se muito forte à medida que o tempo vai passando e, enquanto a consciência ou a cabeça não «ivnestirem» na «cura», nada se pode conseguir de bom no sentido terapêutico.
O que estou a propôr, são menos procedimentos do que os apresentados pelos outros e mais cabeça do próprio que deve ficar a funcionar com o relaxamento mental, impulsionado pela TEA e pela IO para descobrir (dentro da cabeça de cada um) as causas que desencadeiam os efeitos que não interessam ou que se desejam reduzir, eliminar ou prevenir. Está tudo exclusivamente dentro da cabeça de cada um, com acesso exclusivo do próprio, a qualquer momento e em qualquer local, podendo as anotações escritas e os mapas de reed2autoavaliações ajudar imenso na condução da (auto) psicoterapia ou profilaxia.

Por mim, que só posso falar em Psicologia, digo que, quando eu necessitei de ajuda, em 1973/74, não tive outra coisa a não ser medicamentos que me iam deixando ainda pior do que estava. É o que acontece, infelizmente, ainda hoje, à maioria dos portugueses, que tomam medicamentos que até podem conduzir à demência.
Foi a ultrapassagem dessa minha dificuldade, com muita leitura, experimentação, treino e persistência, que me ajudou a pensar neste tipo de terapia, donde começou a surgir a ideia desta colecção. Se eu consegui e ainda pratico a Imaginação Orientada (3 a 5 minutos antes de dormir), quase todas as noites, qual a razão de os outros também não conseguirem melhorar com um sistema semelhante?

Todos têm de saber como agir e os livros desta colecção destinam-se a isso.DIA-A-DIA-C
Como jornalista, agradeço que utilize estas ideias e, depois da sua prática, se concordar com elas e tiver tirado proveito, ajude a divulgar a ideia com a colecção destes livros que podem ajudar muita gente.
Não temos de ficar, como vulgarmente acontece, à espera que os americanos, ingleses, australianos ou canadenses apresentem quase as mesmas ideias como se nunca tivessem existido, quando, em Portugal, já se seguiam silenciosamente, duas décadas antes, com bons resultados e talvez melhores do que os obtidos pelos ingleses. São aqui apresentadas as capas dos livros da nova colecção e de alguns dos antigos que lhes deram origem.

Infelizmente, o nosso jornalismo parece servir os interesses dos detentores dos meios de comunicação social, que obrigam muitos dos jornalistas a aderir ou a «trabalhar» num sentido de dar uma determinada visão que lhes seja mais favorável. Também, infelizmente, a nossa instrução, educação e exemplos familiares não ajudam a tecnicas1
termos uma visão realista, autónoma e consciente do mundo que nos rodeia. Fiamo-nos nas aparências e na imagem, com o «glamour» que nos á apresentado de forma ostensiva a intensa. Temos de não nos deixar seduzir por essas aparências de uma vida sem sentido e de verdadeira paz interior. Tomar consciência disso foi o que ajudou a Cristina a reverter todo o seu processo de desequilíbrio mental e comportamental. Este trabalho pode ser feitos por jornalistas conscientes e independentes. É difícil, mas não impossível.
Boa Sorte para todos.

 

Em divulgação…arvore

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RESPOSTA 45

Sou amigo do Felício e, por indicação dele, estive a consultar vários artigos deste blogue relacionados com Autoterapia, Auterapia-B30Biblioterapia e Psicoterapia.
Como estou desempregado e não tenho disponibilidade financeira para consultas de psicologia, gostaria de saber se posso fazer alguma coisa com a biblioterapia porque tenho algumas hipóteses em mente e não sei qual delas é a melhor.
 

– Meter-me numa grande aventura e ir fazer projectos fotográficos para depois tentar vender;
– Iniciar por vender material fotográfico online, para depois abrir uma loja de venda e arranjo de material fotográfico;Maluco2
– Ir tirar mestrado na área da fotografia (Design e Cultura Visual) e depois ir dar aulas ou ser investigador na área;
– Ir tirar uma formação de camera men e depois ir trabalhar para alguma coisa de vídeo;
Agradeço a sua ajuda.
Face a este comentário, dou a seguinte resposta:
Meu caro senhor.
Acredito que o seu estado de desempregado provoque uma grande ansiedade, frustração e desilusão. Infelizmente, estamos Joana-Btodos no mesmo barco, especialmente, com a governação dos últimos 40 anos, que se veio agravando nos últimos 4, proporcionando um desmantelamento completo do tecido produtivo do país, com cada vez mais ricos e muitíssimos mais pobres. Estamos agora a sofrer as consequências dessa governação, que não sei até quando vão durar. Também estou à espera de poder publicar os livros e não consigo.

Mas, quanto ao seu caso específico, vou tentar analisar cada proposta em separado.

Meter-me numa grande aventura e ir fazer projectos fotográficos para depois tentar vender.Acredita-B
◊ Tem alguém que o sustente e apoie monetariamente nesses projectos?
◊ Quando diz que vai tentar vender, tem uma previsão dos possíveis compradores?
◊ Quanto custará o projecto e quanto renderá?
◊ A futura venda pagará os custos do projecto?
São contas que também eu tenho de fazer ao publicar os livros, para garantir, pelo menos os custos de produção.
Isto está fora do âmbito da Psicologia.Consegui-B

Iniciar por vender material fotográfico online, para depois abrir uma loja de venda e arranjo de material fotográfico.
Terá gente suficiente que deseje adquirir material online?
Se tiver quem adquira o material para cobrir as despesas do seu trabalho talvez seja uma solução mais exequível.
Esta resolução também não está no âmbito da Psicologia. São contas a fazer, com observação e avaliação do público que possa aderir aos seus serviços.Saude-B

Ir tirar mestrado na área da fotografia (Design e Cultura Visual) e depois ir dar aulas ou ser investigador na área.
Tem quem o possa sustentar durante o tempo dos estudos?
Se assim fôr, pode ser que seja uma ideia a prosseguir, já que, presumo eu, já tem uma licenciatura que, não sei se demorou mais do que os 3 anos estabelecidos. Se tudo correu dentro dos limites, julgo que a ideia não é má, tanto mais que se pode esperar que a situação económica do país vá dando uma volta diferente daquela em que estivemos e Psicologia-Bcontinuamos envolvidos e nos prejudica a todos.

Ir tirar uma formação de camera men e depois ir trabalhar para alguma coisa de vídeo;
Tem quem o possa sustentar durante o tempo da formação?
Se tem esse apoio, julgo que tem de resolver o conflito entre tirar mestrado e fazer formação em camera men.

Nestas duas últimas hipóteses, posso dar uma ligeira ajuda dizendo que a Imaginação Orientada (J) é muito Interacção-B30importante neste caso. Ninguém mais do que o próprio pode perceber e sentir a diferença entre a sua capacidade e facilidade de apreensão do material teórico e prático para poder tomar a «sua» resolução.
No mestrado, provavelmente, terá mais matérias teóricas do que na formação.
Outro conflito a resolver é o tempo de duração entre mestrado e formação…
Ainda outro conflito a resolver, é o de empregabilidade posterior. Terá mais hipóteses de ensino e investigação ou trabalho de campo?
Este também não é um assunto que cabe dentro da Psicologia.

Contudo, numa escolha ou decisão a ser tomada, julgo que tem de contar em consideração primeiro a sua apetência para umDepressão-B determinado trabalho, depois, a sua capacidade de estudo e apreensão da matéria, depois, as disponibilidades financeiras e ainda depois, a possibilidade de emprego ou de público consumidor.

O que posso dizer em Psicologia ou Psicoterapia, é que tente praticar o relaxamento da melhor maneira possível para entrar em Imaginação Orientada, a fim de visualizar, com racionalidade e objectividade e sem emoções, as diversas possibilidades aqui discutidas, das quais, à primeira vista me parece que a formação pode ficar em primeiro lugar, deixando o mestrado para segundo, dependendo muito do apoio financeiro que possa ter.
Em terceiro e quarto lugar talvez possam ficar venda online e, em última instância, os projectos fotográficos.Psi-Bem-C

Esta escolha nada tem a ver com a Psicologia mas sim com o Mercado de trabalho e de Consumo existente no meio ambiente em que vivemos.

A escolha tem de depender exclusivamente do próprio e para isso, pretendendo deixar a pessoa autónoma e independente, fui projectando definitivamente, desde 2010, a colecção dos 17 livros específicos para a Biblioterapia destinados à Psicoterapia, Psicopedagogia , Psicologia Social, Psicologia Geral e Desenvolvimento Pessoal. Também me empenhei no «AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS» (P) que ainda não publiquei, exactamente, por causa das minhas dificuldades financeiras e do público que o possa utilizar.Psicoterapia dificeis_Blogue

Para isso, até já fiz uma proposta de colaboração que ainda não teve qualquer apoio de quaisquer entidades. Não pretendo publicitar, influenciar as pessoas e impingir os livros, mas apenas divulga-los para poder ajudar muito economicamente quem disso necessitar.

Repare que esta resposta que lhe estou a dar poderia ser dada publicamente num grupo de cerca de 30 pessoas onde talvez as restantes 29 beneficiassem com o mesmo trabalho que lhe estaria a ter numa consulta que o deixaria, para o futuro, mais dependente do consultor.Imaginação2

Contudo, o relaxamento mental e talvez o muscular, antes disso, só pode ser feito e praticado pelo próprio. Ninguém o pode substituir na sua prática. E a imaginação também lhe pertence, embora possa ser orientada e incentivada pelo psicoterapeuta.

Oxalá que este post também possa servir muitas mais pessoas que podem estar em circunstâncias semelhantes às suas. Por isso, como deve ter bastante tempo livre, aconselho-o a consultar todos os links aqui mencionados.

Neuropsicologia

Em divulgação…

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BIBLIOTERAPIA 14

“Dr. Noronha
Acabei de ler este artigo e vários outros.Biblio
Na próxima quinta-feira vou estar livre.
Gostaria de falar consigo acerca dumas notícias que li na DICA sobre Biblioterapia.
Fiquei confuso e parece-me que não é isso que o senhor diz.
Estarei no café para ver passar por lá.
Se puder, conversaremos.
Felício”

Este comentário, feito no post SMATPHONES e Ciª, deu origem a este post, depois de ter enviado a seguinte resposta:
Na 5ª feira passarei pelo café habitual para podermos ter uma conversa calma”.

Quando passei pelo café habitual, o Sr. Felício, que estava à minha espera, cumprimentou-me e pediu para me sentar com ele à Auterapia-B30mesa do café. Encomendou desde logo uma bica cheia para mim e começou a fazer perguntas.

F: Há dias, li na DICA um artigo e notícias sobre biblioterapia e suponho que não são aquilo que defende nos seus artigos.
MN: Também li isso na DICA que me deixam na caixa do correio, e fiquei admirado com as informações dadas e que são completamente diferentes daquilo que pode ser útil como psicoterapia. A psicoterapia não é uma diversão ou uma representação sem a pessoa «sentir» coisa alguma dentro de si e sem colaborar voluntariamente. Se não colaborar, pode ser quimioterapia. É o que acontece frequentemente, mesmo com alguma ou pouca vontade e capacidade de colaboração.Respostas-B30

Por isso, escrevi um e-mail para a redacção da DICA, cujo texto vou transcrever (a seguir) no post que pretendo fazer com a nossa conversa:

“Li o artigo sobre Biblioterapia, denominado «Estantes de saúde sem contraindicações», de João Goulão, publicado no nº 725, de 14 Jan 2016, da DICA e, porque a história nunca foi o meu forte, achei interessante saber que desde o tempo dos faraós se utilizava um processo quase semelhante à actual biblioterapia.Organizar-B
Em Abr/Mai de 2015, a revista SAÚDE ACTUAL publicou um artigo meu sobre a BIBLIOTERAPIA, que comecei a praticar, quase sistematicamente, com muitos dos meus pacientes, desde 1980, mesmo sem ter livros para propor a sua leitura, mas apenas com apontamentos policopiados para aulas de Psicologia e Psicopatologia, obtendo um sucesso de mais de 90%.
Tudo isto está explicado num livro muito pequeno, Biblioterapia (Q), publicado há pouco tempo, elucidativo e orientador, especialmente dedicado ao que estou a praticar ou, melhor dizendo, ao tratamento psicológico através de leitura e algum treino de relaxamento mental, às vezes, com apoio Difíceis-Bindividual ou em grupo. Não é com a utilização do “Princepezinho” ou de livros semelhantes, mas sim de outros, devidamente estruturados e enquadrados, englobando práticas, orientações e descrição de casos já resolvidos durante os meus mais de 40 anos de prática clínica.
Nesta psicoterapia, o importante é o paciente ser sincero, colaborar, treinar todos os dias alguns exercícios de relaxamento, durante cerca de um mês, no decurso de uma hora e continuar a praticar isso, à noite, à hora de dormir. Isso pode reduzir drasticamente o tempo de terapia, aprofundar e melhorar a recuperação, servindo também de prevenção ou melhoria de Psi-Bem-Cdesempenho, com um dispêndio de cerca de meia hora por dia, em qualquer momento de maior disponibilidade, privilegiando-se a hora de dormir.
Para que cada pessoa possa orientar-se devidamente nesta prática, mesmo sem qualquer ajuda do psicoterapeuta, já está preparado um livro denominado «AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS» (P). Qualquer destes dois livros dá indicações para as primeiras experiências autónomas, indicando uma sequenciação de leituras.
É uma prática que está a ser seguida, só agora, no Reino Unido e nos Estados Unidos e talvez no Brasil, donde recebo perguntas sobre os livros indicados no blog «TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS».
Além deste blog, desde que voltei a ser docente durante 10 anos e me envolvi em aulas de Comportamento Interacção-B30Organizacional, Psicologia Social e Psicopatologia, no ISMAT, em Portimão, estou a manter há algum tempo, um outro blog, denominado «PSICOLOGIA PARA TODOS», orientado para os que necessitam de apoio, dando respostas destinadas a reduzir as dúvidas que vão sendo suscitadas ao longo das experiências terapêuticas de muitos dos interessados e utilizadores do blog.
Nos casos descritos nos vários livros, sabe-se que o Antunes (B) realizou uma psicoterapia quase autónoma, começando por dar apoio escolar à filha com insucesso escolar. A Cidália (C) teve um apoio ligeiro e, com o Júlio (E), a psicoterapia foi quase feita à mesa dum velho café, no espaço de 8 semanas. Existem muitos mais casos que não foram descritos, não conseguindo ser muito diferentes Imagina-Bdos que já estão apresentados nos livros publicados ou que se encontram prontos para publicação, embora parte deles já tenha tido uma versão anterior nas editoras Clássica, Plátano, Hugin e Escolar, que não foi do meu inteiro agrado.
A psicoterapia baseia-se essencialmente na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) (tese defendida em 1980), acrescentada com a técnica da Imaginação Orientada (IO), apoiada pela autohipnose, segundo um modelo aproximado ao de Milton Erickson, para uma análise psicológica profunda numa perspectiva de logoterapia, de Viktor Frank, para reestruturação cognitiva e uma modificação do comportamento objectiva, duradoura e realista. neuropsicologia-B
Para acelerar e melhorar os resultados, tornando-os mais eficazes e duradouros, para deixar os interessados autónomos e independentes, é necessário que eles compreendam bem o funcionamento do comportamento humano isoladamente e em sociedade.
Para saber também o modo como, sem a IO, apenas a TEA deu bons resultados, temos os casos do Joel (G) −, caracterizado pelo psiquiatra como psicopata −, e das depressões da Isilda e da «nova paciente» (H). Os casos da Cristina, Germana e Januário (L) dão três visões diferentes do modo como uma psicoterapia com a boa colaboração do paciente pode ser muito benéfica e vantajosa, servindo de prevenção para o futuro, sem quaisquer medicamentos que possam alienar.Depressão-B
Também os casos do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) apresentam o modo como uma psicoterapia adiada, mal feita ou um acompanhamento inadequado de medicamentos, pode prejudicar o paciente, chegando a agravar os sintomas ao ponto de haver ameaças de suicídio e de homicídio.
Para que nada disso aconteça, a EDUCAÇÃO é importante e, para isso, o caso da JOANA (D), no qual foram «encaixados» conhecimentos de mais de 10 anos de consultas a pais, serve de referência para situações de prevenção e profilaxia.
Desde 2011, quando terminei o período de docência no ISMAT e até com um certo incitamento dos alunos, continuei a manter os dois blogs já citados e a reorganizar os livros publicados, acrescentando-os com Psicopata-Bnovos casos, para dar corpo à colecção de BIBLIOTERAPIA, também já mencionada, com 17 livros, destinados à Psicologia, Psicoterapia, Psicopedagogia, Psicologia Social e Desenvolvimento Pessoal.
Como presumo que vale a pena realizar um «tratamento» autonomamente, só com livros e sem qualquer apoio especializado, por conseguir ser muito mais económico, preventivo e profiláctico, já me disponibilizei a ajudar nisso com uma proposta para que existam grupos que desejem enveredar pela prevenção. Por isso, os livros orientadores e, às vezes, as explicações iniciais complementares, são essenciais.
Acho que é extremamente importante detectar as causas dos «males» para reduzir ou eliminar os seus Psicologia-Befeitos que não nos interessam, não ficando à espera de agir só depois, quando antes se poderia ter cortado o mal pela raiz, porque ficamos na triste situação dos que se fartam de queixar, para sofrer os males que poderiam ter sido evitados.
Da minha parte, disponibilizo-me para qualquer colaboração, não desejando publicidade, mas apenas informação e divulgação de conhecimentos e experiência válidas. Os livros estão prontos para publicação e os links apresentam aspectos importantes.
Interessará ao LIDL ter lá os livros à venda ou a minha colaboração na DICA?”

 

F: Em que é que ficou? Maluco2
MN: Não recebi qualquer resposta.

F: E não tinha feito também uma proposta à CMS?
MN: Da mesma maneira como da área da Saúde Mental não tive qualquer aceitação à minha proposta, parece que estes também não estão muito interessados nisso. O interesse fundamental destes, deve ser o de publicar uns artigos que as pessoas se divertem a ler, sem poderem tirar qualquer proveito.

F: Mas não acha que a biblioterapia pode ser útil para muita gente? Joana-B
MN: Acho-a não só útil, como tenho a certeza de que até é um factor de prevenção para que as pessoas não entrem em desequilíbrio psicológico. Digo isto claramente, no post o ANTES e o DEPOIS, com factos relatados por muitos e em várias partes do mundo chamado «civilizado».

F: Acha isso tão útil?
MN: Posso garantir-lhe que comecei por experimentar comigo, desde 1974/75 e continuei a utilizar quase sistematicamente com quase todos os pacientes, desde 1980, quando tive uma agradável experiência com o Júlio (E), à mesa dum velho café, durante 8 semanas. Depois disso, mesmo sem livros mas com apontamentos policopiados, consegui ajudar Consegui-Bmuitas pessoas, que até conseguiram fazer a psicoterapia por si próprios. Os variados posts sobre Biblioterapia espalhados neste blog, dizem bem o que se fez e se pode fazer neste sentido, sendo um método quase semelhante ao que começou a ser utilizado em psicoterapia, no Reino Unido,  só no início deste século, com «prescrição de livros». Repare que não podem ser quaisquer livros para a pessoa se divertir ou distrair. São livros que ajudam a obter o reequilíbrio psicológico ou até a nunca o perder.

 F: Segundo a minha experiência, só ler não dá para coisa alguma!
MN: Tem toda a razão. O importante, é ler para compreender a essência da psicoterapia, o seu método e os pressupostos em que se baseia (J). Saber o modo como funciona o comportamento humano, isoladamente (F) e na interacção social (K), também se torna muito importante. Saber aquilo que se deve fazer, em exercícios, para melhorar o equilíbrio Acredita-Bpsicológico de cada um, também é um factor essencial. Saber o que se passou com os outros, pode ajudar ainda mais. Como todo esse trabalho tem de ser feito por cada um, compreendendo aquilo que tiver de fazer, o pequeno livro sobre a AUTOTERAPIA (P) já está pronto para publicação. É um resumo de muito do que está explanado nos mais de 20 posts sobre AUTOTERAPIA também espalhados neste blog, às vezes, em resposta a alguns comentários.

F: A propósito desta conversa, lembro-me que se celebrou o dia mundial do riso e que uma especialista, com uma demonstração num grupo de pessoas, veio dizer que o riso faz bem à saúde e ocasionava a produção de dopamina. O que me diz a isso? Saude-B
MN: É exactamente aquilo que digo em relação a certas «receitas» que se espalham pelos meios de comunicação social, deixando as pessoas na ilusão e no engano, porque não tocam na essência e podem desencadear efeitos diferentes, ou até contrários aos desejados. Nas várias investigações que podem ter sido feitas, não verificaram a possibilidade de produção da dopamina em indivíduos a entrarem na investigação forçados a isso e contrariados. O mesmo, pode acontecer nas várias modalidades de meditação, ioga, mindfullness, taichi, psicologia positiva ou qualquer outra abordagem, com práticas contrárias ou não desejadas pelo interessado. Tudo depende da «cabeça» ou da consciência de cada um e da sua adesão voluntária e colaboração efectiva. Quando essa colaboração não existe, talvez só o medicamento possa contrariar a situação com as reacções fisiológicas «Educar»-Bque ocasiona. Contudo, suplementar o exercício principal com dietas alimentares, exercícios físicos ou qualquer outro método de melhorar o funcionamento fisiológico não tem qualquer contraindicação. Temos de nos recordar de «mente sã em corpo são» e compreender que, por melhor que seja um condutor, terá muitas mais dificuldades em conduzir uma viatura avariada do que outra em boas condições de funcionamento.

 F: Porque é que diz isso?
MN: Porque não se vai ao âmago da questão. A cabeça é que comanda ou orienta e o corpo obedece. Quando falam em desencadear um determinado factor, não podem confundí-lo com a aparência desse factor. Temos as experiências de Nora Volkow, conceituada especialista em electroneurofisiologia nos EUA, sobre produção de dopamina que, da maneira como são divulgadas, enganam muito. Uma coisa é rir de vontade e outra é rir por obrigação. Os actores também se riem muito e até fazem rir muita gente. Provavelmente, quem se ri por vontade é quem produz dopamina e não aquele que é forçadoDepress-nao-B a rir para fazer rir os outros. Confunde-se aqui a satisfação e a vontade de rir com o acto de rir por obrigação, quando, de facto, a vontade seria de chorar. Se não, os comediantes e os actores que se dedicam a fazer rir o público quase que estariam a produzir dopamina em excesso. Qual razão de muitos deles entrarem em depressão e se suicidarem?

F: E o que diz de psicologia positiva?
MN: Já viu o meu post sobre isto. Demonstra claramente que não posso aceitar que uma «representação» de dar um abraço a alguém, dizer umas «gracinhas» ou rir contra a vontade, possa desencadear boas recordações ou sensações. Só se cada um assim o desejar porque, neste caso, a «mente» − cabeça – da pessoa funciona em consonância. Suc-vida-BCaso contrário, estamos a camuflar um problema com a aparência de estar resolvido quando, de facto, está a marinar, para ficar ainda mais firmado, podendo conduzir a comportamentos desesperados como aconteceu com o famoso comediante Robin Williams de quem já falei no blog.

 F: Já percebi. O que diz acerca de Mindfullness de que se fala muito agora?
MN: Já deve ter visto um post sobre isto. Acho a mesma coisa que disse quanto à Psicologia Positiva. As aparências conduzem-nos a conclusões erradas. Se a cabeça de cada um não estiver envolvida nisso, pouco ou nada se consegue. Quem conduz estas técnicas, faz muita propaganda. É o que está a acontecer agora, até com um candidato a Presidente da República! As pessoas que aderem, imaginam que com essa técnica vão melhorar. Como já estão Stress-Bsugestionadas, conseguem envolver a sua «cabeça» nisso e a sugestão pode funcionar num sentido positivo, porque a cabeça já aceitou isso. Quando a pessoa não aceita essa sugestão e, consequentemente, não dá bom resultado, não custa nada «culpar» essa pessoa por não seguir as normas devidamente.

 F: O que é que quer dizer com isso?
MN: O mesmo acontece com o ioga. Quando estive na Índia, em 1994, fui falar com um iogui que, sabendo da minha profissão, desejou conhecer aquilo que eu fazia em psicoterapia. A resposta dele em relação àquilo que eu deveria fazer para praticar o ioga, foi «Senta-te e pratica. Assim, irás aprendendo e praticando». De facto, nós preocupamo-nos com as aparências, sem nos importarmos com a essência. A essência é a nossa cabeça, isto é, a Psicoterapia-Bnossa consciência. Se não estiver envolvida, esclarecida e capaz de analisar com realismo o nosso passado, presente e futuro, quase nada se conseguirá fazer. O mesmo acontece com a meditação. Tudo isso pode ser bom e útil, mas não é tão essencial como a colaboração do próprio e seu empenhamento na melhoria, sem ansiedade exagerada nem expectativas irrealistas.

 F: Então, como é que se vai fazer?
MN: No seu caso, não começou por praticar? Não consultou vários posts e não depreendeu daí que muito do «trabalho» tem de ser do próprio? Quem, melhor do que cada um pode ter acesso às recordações e bons momentos que cada um viveu e vai viver? Que melhor «receita» para nos sentirmos bem e produzir dopamina? Será necessário pqsp2ter o comportamento de rir ou sentir ou será necessário um bem-estar interior que nos faz rir ou nos deixa simplesmente alegres e provoca imensa satisfação? É uma espécie de gozo interior. Esse bem-estar pode não ter sido sentido pelo famoso comediante Robin Williams enquanto representava. Ou será que ele representava, utilizando isso como reforço do comportamento incompatível para não se sentir «em baixo», pelo menos naqueles momentos? Por isso, estava deprimido e medicava-se! O resultado foi o suicídio.

 F: Então?
MN: Já experimentou, por si próprio, que sem a sua colaboração e a compreensão dos fenómenos psicológicos quase nada teria atingido. E não se esqueça que ajudou o seu supervisor. Se não tivesse tido satisfação consigo, teria feito isso? Adolescencia-BSe o seu supervisor não tivesse notado em si alguma mudança, ter-lhe-ia confidenciado os seus problemas com o filho? O que se preconiza na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA)? Não é cada um recordar os seus bons momentos? O que se pretende com a Imaginação Orientada (IO)? Como é que se pode lá chegar? Não será com o relaxamento mental profundo ajudado, às vezes, inicialmente, com o relaxamento muscular? Quem pode fazer isso por nós? Será necessário adoptar determinadas posições para isso? Algumas posições podem ajudar, mas cada um tem a sua maneira de se deitar para dormir. Não se torna necessário reservar tempo nem local especial para fazer tudo isso. Depois do treino inicial de cerca de um mês, durante uma hora todos os dias, bastam apenas 5 minutos para iniciar todo o processo através dos condicionamentos clássico e operante. Para isso, até se pode utilizar uma música, se necessário, ao gosto de cada um, situação muito diferente daquela em que dizem que uma Apoio-Bmúsica especial é relaxante. Para quem? Por exemplo, enquanto estou a escrever isto, ouço calmamente as valsas de Strauss e sinto-me bem e concentrado. Aquilo que pode ser bom para uns, pode não ser para outros, desde que a «cabeça» do sujeito não aceite isso! E vendem-se muitos livros e cassetes, bem apresentadas com isso! Para quê? Para não dar bom resultado com muitos? O mesmo acontece com as posições de sentado ou deitado, de costas, de bruços ou de lado. Cada um pode escolher a posição que agradar mais na autoterapia que estou a propor. Todas estas técnicas pré-fabricadas podem deixar-nos na sua dependência, tal como os medicamentos ou os conselhos dados a cada momento, sem se deslindar o modo como o comportamento funciona. Por isso, a leitura dos «casos» apresentados torna-se muito útil.Suces-esc-B

F: E isso chega?
MN: Já deve saber por experiência própria que não. O importante, á cada um poder chegar ao fundo da questão do desequilíbrio existente. Para isso, tem de analisar a sua vida, com humildade suficiente para recordar, esmiuçar e compreender os erros cometidos ou, melhor dizendo, as causas dos desequilíbrios. De modo algum se pode analisar a vida com desculpas e justificações para tudo o que aconteceu de mal. O importante é não descobrir «culpas», mas sim causas. Para isso, algumas coisas são fundamentais. Uma, é compreender o funcionamento do comportamento humano com as suas causas e efeitos ou estimulações e respostas. As reed2boas leituras já indicadas são para isso. Depois, torna-se necessário fazer uma lista das dificuldades e registar o seu impacto ou força para se poder fazer uma avaliação semanal que possa evidenciar a manutenção da virulência das dificuldades ou a sua redução, quando não fôr algum aumento esporádico. Só assim se pode progredir no reequilíbrio desejado, orientando-se cada um no sentido adequado. Não é o próprio, a única pessoa que tem de fazer essa avaliação? Quam sente as dificuldades? O psicoterapeuta pode ajudar e orientar, mas a acção principal tem de ser do próprio indivíduo. Além disso, para ser analisado, o comportamento tem de ser recordado ou visto no seu realismo e objectvidade, sem justificações e desculpabilizações. Quem, melhor do que o próprio para fazer isso, especialmente com uma entrada em relaxamento profundo, ajudado pela autohipnose incentivada pelos sinais condicionais das recordações ou músicas preferidas? Temos também de saber que é necessário homem2verificar se as respostas comportamentais poderiam ser diferentes das acontecidas, de que maneira e em que circunstâncias. A vida é de cada um e só o próprio sabe o seu sentido. É o que se pode compreender com a ajuda da logoterapia. Com isso, pode-se enveredar por uma reestruturação cognitiva, vendo, percebendo e sentindo tudo com a maior objectividade e realismo, tudo isso enquadrado no ambiente em que cada um se encontra inserido. Se o próprio tiver dificuldade em conseguir esta parte de psicoterapia, a ajuda dum psicoterapeuta experimentado pode facilitar a situação. Mas é necessário que haja bom senso, objectividade e realismo, com uma boa colaboração do próprio.

F: Isto não é fácil!
MN: Nem eu digo que é fácil. Mas garanto que é possível porque, além de mim, o Antunes (B) experimentou, resolveu e até confl2melhorou, ajudando toda a família, com uma acção de prevenção e profilaxia. E olhe que nem todos os livros necessários estavam devidamente publicados. Outras pessoas – (C), (E), (G), (H), (L) − , resolveram com alguma ajuda. Por isso, escolhi e preparei para publicação os «casos» mais significativos e até fui incentivado por alguns a não esmorecer. Era o que eu lhes dizia quando faziam a psicoterapia e começavam a ficar decepcionados porque não tinham os resultados pretendidos ou esperados, visto que já tinham atingido uma melhoria mais significativa do que a do momento. Como isso acontece com quase todos, torna-se necessário contrariar e persistir. Pode ser o tal pico de extinção! As melhorias iniciais são grandes no início mas, logo depois, parece que surge uma desilusão, porque começam a «estagnar», para não dizer diminuir. É necessário não esmorecer e persistir porque as melhorias seguintes ou finais, serão suaves e duradouras e não tão gritantes e efémeras, previsão2mas ilusórias, como as anteriores. Tudo isto se baseia na modificação do comportamento consciente e realista, para continuar pela vida fora, obtendo um reequilíbrio muito eficaz, real e duradouro.

 F: E não existem insucessos?
MN: Um dos livros fala disso. Os casos de «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» indicam como uma psicoterapia atrasada ou mal feita, ou até uma falta de colaboração do próprio, com a complacência e encorajamento do meio ambiente pode causar inúmeros prejuízos, podendo até originar tentativas de suicídio e de homicídio, apesar dos medicamentos a que a pessoa fica, normalmente, sujeita. E isso não acontece apenas com pessoas de pouca instrução académica. Deve-se, em grande parte aos preconceitos e ideias preconcebidas, casos2até com propagandas falaciosas nas quais nos baseamos frequentemente.

F: Acha que isso pode ser evitado?
MN: Não é preciso eu achar. Se ler o livro da JOANA (D), vai verificar o modo como até uma criança de 8 anos consegue utilizar as técnicas mais rudimentares da modificação do comportamento. Além disso, vai verificar de que maneira os pais conseguem educar uma criança adequadamente quando conhecem o funcionamento do comportamento humano numa perspectiva científica e realista. Nesse conjunto de informações baseadas em mais de 10 anos de consultas aos pais, «enquistadas» na história duma só criança, vai descobrir de que modo os pais, que se iriam «des-unir», por causa das divergências na educação da filha, se «re-uniram» a ponto de quererem ter
tecnicas1outro filho para o educar devidamente ajudando a filha mais velha a utilizar com ele as técnicas da modificação do comportamento, que estão sempre presentes nas nossas acções, quer queiramos quer não. Nós utilizamo-las sempre sem querer e sem ter a noção das suas consequências.

F: Estive a verificar que em quase todas as intervenções, coloca muita ênfase na «educação». Qual a razão disso?
MN: Tem toda a razão. A EDUCAÇÃO é fundamentel. Repare que o seu comentário, que deu origem a esta conversa, foi feito no post  «Smartphones e Ciª». Depois de se falar na dependência que se tem criado com os medicamentos, droga ilegal, alcoolismo, obesidade, jogos de azar, problemas sexuais e, presentemente, internet, pratica2também se «culpam» agora os «smartphones» e seus vendedores. E se falássemos primeiro nos utilizadores? Se não houvesse utilizadores, existiria dependência? O meu amigo não está a utilizar a internet? Está dependente dela? Eu não estou a utiliza-la? Estou dependente? Não me serve para veicular informação que é útil a muita gente? Repare que o nosso «estar na vida» e a nossa satisfação não nos é proporcionada unicamente pela internet. Utilizamos a internet. É um veículo para os nossos trabalhos ou para o nosso entretenimento. As nossas vidas, sem a internet, correm satisfatoriamente. Se não hovesse um ambiente familiar e social que nos desse satisfação e se a internet nos proporcionasse algum alivio para esse desconforto, talvez a internet proporcionasse um reforço secundário negativo que, sendo aleatório, pode facilmente conduzir a uma teoria2aporendizagem muito forte e a uma dependência. Tudo isso pode e deve ser equacionado numa boa educação, devendo os pais proporcionar aos filhos a prática suficiente para obter forças que ajudem a ultrapassar pequenas dificuldades que sempre existem e continuarão a existir nas nossas vidas. Uma boa afiliação em casa para que os filhos se sintam queridos e apoiados é imprescindível para uma boa estruturação da personalidade. Vivemos 4 anos de dificuldades, especialmente desde 2010, com vencimentos e pensões reduzidas, aumento de impostos e de custo de vida, o que pode ter «abalado» muitas famílias. Não tivemos de ultrapassar tudo isto? Como a vida é assim, a «boa educação» tem de prever isso e ajudar a ultrapassar com os modelos, a identificação e a moldagem que os pais devem proporcionar e com os reforços que derem aos filhos. É por isso que conhecer a Psicologia em termos simples e aplicada às diversas situações do dia-a-dia, é muito importante. É por isso que eu Falhas2não «embarco» em modelos de psicoterapia pré-fabricados e faço todos os possíveis que a própria pessoa compreenda o seu estado, o analise, compreenda-o e descubra em si forças para o ultrapassar de forma autónoma e independente. Deste modo, deixa de ficar dependente dum psicoterapeuta e aprende a resolver os problems por si próprio, com eventual ajuda, quando a situação se tornar muito complexa. Por isso, insisto que, se a educação fôr diferente, deixará ou, pelo menos, diminuirá a quantidade de gente necessitando de depender dos conselhos dos outros, dos medicamentos psicotrópicos, do álcool, da pornografia, dos jogos de azar e, agora, da internet e dos smartphones. Este é o mau maior desejo e, por isso, se achar bem, até pode dizer que estou «viciado» neste blog e na colecção dos livros que compõem a BIBLIOTERAPIA. Analisando esta finalidade ou objectivo, não é um vício mau.Humanismo2

F: Estou a compreender melhor esta sua filosofia. Neste caso, se uma pessoa ler o livro sobre Biblioterapia (Q) e praticar aquilo que está estipulado na Autoterapia (P), dando-se bem com o relaxamento, vai ter de compreender o funcionamento do comportamento humano (F) e o modo de sua interacção com o meio ambiente (K), mas se quiser simplificar este aspecto pode ler o livro da JOANA (D). Quando compreender isso, talvez seja vantajoso saber o modo como o Antunes (B) realizou a sua psicoterapia sozinho e enveredar por esse caminho. Se ainda tiver dificuldades, pode pedir ajuda especializada e consultar os relatos dos casos Marketing2de Cidália (C), do Júlio (E), da Cristina, da Germana e do Januário (L) para descobrir de que modo a psicoterapia foi feita, em tempo relâmpago, em tempo normal e até disfarçadamente, sem dar a impressão de psicoterapia, mas de conversa de amigos.
MN: É exactamente isso. Mas, antes de tudo, quero insistir na colaboração do próprio.

F: Já sei que existem casos difíceis que estão englobados num livro (M). Há mais alguma coisa que deva saber? 
MN: Pode também saber que antes de utilizar a técnica de Imaginação Orientada (IO), a experiência foi Sindicalismo2conduzida com 71 pacientes só com a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA). Dois dos casos são os da Isilda (e de «nova paciente») (H) e do Joel (G), obtendo um sucesso de melhoria, com resolução, de 86%, que está descrita do livro Imaginação Orientada (J), no qual também são abordadas muitas respostas que as pessoas desejam e que foram dadas ao Antunes antes de ele iniciar a própria terapia, com uma ajuda académica à filha com insucesso escolar.

F: E a propósito do insucesso escolar?
MN: Tem um livro dedicado a isso com o título «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» (I).

 F: E os outros livros dessa colecção?Educar-B
MN: Tenho um dedicado à explicação das psicoterapias, de normalidade e da anormalidade, intitulado «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A). Também ajuda a compreender o funcionamento do não-consciente e a falácia da medicação e de alguns diagnósticos para uma psicoterapia complicada. Outro livro que também pode interessar é o dedicado essencialmente ao funcionamento das empresas, ao comportamento organizacional e ao desenvolvimento humano, intitulado «Comportamento nas Organizações» (N). Também falta escrever um livro dedicado essencialmente às respostas e encaminhamento dos interessados para os livros já existentes. Vai-se intitular «Respostas sobre Psicologia» (O). Repare que os livros podem ser lidos em qualquer ordem, à vontade de interessado e em qualquer momento ou local. É a vantagem desta psicoterapia.compr-C

F: Pelos vistos, já falou nos 17 livros da colecção. O que vai fazer agora com todo esse acervo?
MN: Fico à espera de poder divulgar por quem tenha interesse nisso, porque sou ligeiramente contra a publicidade e a propaganda. Estou à espera que as pessoas interessadas me contactem através do meu email ou de comentários neste blog, para me dizer que estão interessadas no livro. Por isso, também já fiz uma proposta de colaboração que apresento no facebook. Se houver quem se interesse por isso, estou sempre disponível dentro das minhas limitações.

F: Já estamos a ouvir a sirene do meio-dia. Estamos aqui há mais de 3 horas. Desculpe ter-lhe tomado tanto tempo.DIA-A-DIA B
MN: Sim. Já é bastante tarde e temos de ir almoçar. Quanto ao tempo da conversa, dou-o por bem empregado porque me parece que lhe consegui tirar algumas dúvidas e me fez surgir outras ideias. Quanto ao conteúdo da nossa conversa, como pode haver muita gente que não tem dinheiro para os livros, sofre de dificuldades e dispõe de algum tempo para a internet, vou praticar a IO nas duas próximas noites e evocar tudo para o primeiro plano da consciência a fim de poder fazer um novo post que possa elucidar os que desconhecem uma técnica que é económica, cómoda, eficaz, fácil de aplicar e que, ao mesmo tempo, pode desenvolver as capacidades de cada um, servindo também de prevenção e profilaxia. Lembro-me que uma consulta pode corresponder a meia dúzia de livros que podem ser consultados em qualquer momento e por muitas pessoas. E, geralmente, só uma consulta não chega para resolver o problema e os livros podem ajudar muito e o blog e a internet ainda mais.
Cumprimentos ao seu amigo e obrigado pela bica.arvore

 

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

SMARTPHONES e Ciª

Comentário dum Anónimo no «AUTOTERAPIA 22» e resposta correspondente:
Gostei deste artigo e estou a tirar proveito do mesmo.DIA-A-DIA-C
Hoje de manhã quando ouvi algumas considerações sobre os smartphones e sua dependência pelas crianças, fiquei confuso porque o meu filho de 10 anos também fica muito tempo agarrado ao aparelho.
Isso será mau? Poderei evitar?
Há algum conselho que me possa dar?
Agradeço a ajuda.

Resposta: Vou ver se lhe respondo, logo que puder, com um post sobre «samartphones e ciª»

Para concretizar a minha resposta dada ao seu comentário em relação a este caso e de muitos outros de dependência Biblio(adiccção), tais como droga, álcool, desvios sexuais, comportamentos compulsivos, depressão, etc. vou, antes de tudo, fazer a transcrição do terceiro capítulo do livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) especialmente preparado para que todos compreendam facilmente os mecanismos do funcionamento do comportamento humano.

Com a ajuda desse livro, quase todos poderão compreender de que maneira devem actuar em determinadas situações difíceis ou, melhor ainda, preveni-las, se possível. Não ficarão, assim, dependentes dos conselhos de outros, mesmo que sejam especialistas na matéria. Esses podem ser consultados em casos difíceis ou de emergência em que é necessário dar apoio Auterapia-B30pessoal e personalizado.

Quem não necessitar disso, pode ler bastante, apreender o melhor possível o conteúdo do livro, com inúmeros exemplos do dia-a-dia, e agir de acordo com as necessidades, fazendo, mais ou menos, a previsão do comportamento desejado. Para isso, também foi preparado este blog «PSICOLOGIA PARA TODOS» que tenta dar respostas, como agora, a muitas pessoas que, mesmo depois de ler o livro, ou os seus antecessores, não conseguem agir convenientemente.

 

“PORQUÊ ESTE LIVRO?Psicologia-B

 A ideia de escrever este livro surgiu da observação de factos que ocorrem no dia-a-dia, demonstrando que até os animais aprendem com facilidade, desde que o ambiente seja adequado e lhes proporcione a satisfação pretendida.

Estas técnicas, tanto servem para a gestão duma empresa como para a educação duma criança, para a docência numa sala de aula, ou ainda para a manutenção duma convivência saudável.

Por isso, temos de ir aprendendopela vida fora.Saude-B

Quando a aprendizagem nos trouxer vantagens, pode melhorar a qualidade da vida humana. Esta melhoria significa a eliminação ou redução de comportamentos desviados, nepotismos, autoritarismos, subserviência, corrupção, má gestão, droga, prostituição, delinquência, certos tipos de insucesso escolar e desentendimentos conjugais, familiares, profissionais e sociais, além de muitas coisas mais…

Tentou concretizar-se esta ideia inicial com o livro O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA, cujo conteúdo original foi «especializadamente» distorcido pelos técnicos da editora. Mais tarde, devido à pouca apetência da sua aquisição pelo Acredita-Bpúblico, houve necessidade de mudar o título e a capa para A PSICOLOGIA NO DIA-A-DIA.

Posteriormente, devido à má distribuição do livro e desejo da reformulação do seu conteúdo, foram publicados, também por exigência de outra editora, cinco pequenos volumes de “COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO – teoria, prática, técnicas, «casos» e previsão”. Também, neste caso, o seccionamento do conteúdo e a péssima apresentação das capas não proporcionou grande sucesso.

Agora, com a experiência ganha através de todos os insucessos acumulados, este conteúdo vai ter o feitio do original inicialmente pretendido, mas nunca conseguido, com muitíssimas alterações e acrescentos, além de uma capa que nos Consegui-Bé simpática.

Que a leitura ajude quem mais necessita de modificar o seu comportamento, ajudando também os outros com os conhecimentos adquiridos. Este é o nosso maior desejo e oxalá que tenhamos sorte!

Os casos reais que aqui se descrevem, comprovam as considerações tecidas, bem como o que se realizou e é possível atingir através da aplicação das técnicas de modificação comportamental da ciência psicológica, demonstrando os efeitos das contingências do meio ambiente e do reforço  na nossa aprendizagem do dia-a-dia.Joana-B

Também não nos podemos esquecer da grande influência que é exercida nos nossos comportamentos e na vivência social, pelos factos que ocorreram no passado, alguns dos quais deixaram de ser lembrados há muito, quer pela nossa vontade consciente ou inconsciente, quer por não nos terem causado, naquele momento, interesse específico ou um incómodo muito grande.

Grande parte da feitura deste livro, renovado a partir de 2000, faz-nos relembrar muitos momentos em que tínhamos imenso Maluco2prazer em ir ao Bar Atlântico do Hotel Golfinho, só para dançar ao som das magníficas músicas dos primeiros anos do século XX, tocadas pelo Armandinho, que também nos deliciava com as suas anedotas, relacionadas com alentejanos, contadas nos intervalos da sua actuação musical.

Às vezes, como em todos os casos, além da «arquitectura» deste livro, essas recordações ficam simplesmente relegadas para o passado, bem no fundo duma espécie de baú, guardado no canto mais recôndito do sótão, da cave ou de qualquer outro local pouco utilizado. Onde é que iremos buscar os «nossos» pensamentos positivos? A «Imaginação Orientada» (J) servirá para isso?Psicopata-B

São factos do dia-a-dia que todos nós vivemos e desejamos que passem a ser do nosso gosto.”

******************

Depois desta transcrição das páginas 17 e 18 do capítulo terceiro, vamos aos factos dos «smartphones e ciª».

Em tempos, vi um blog brasileiro duma psicóloga que dava conselhos pontuais, tal como acontece com muitas das nossas revistas especializadas, que não apresentam as «verdadeiras» causas a fim de as detectar e tentar eliminar os seus Depressão-Befeitos. Dão respostas pontuais que, até certo ponto, podem não servir ao interessado ou até deixa-lo no engano.

Sem saber as causas, torna-se difícil localizar o problema ou, pelo menos, o interessado não consegue, pelos seus próprios meios, analisar a situação a fim de evitar futuros «descalabros» e, se possível, remediar os do momento. Em quase todas estas situações, torna-se imprescindível, saber o que se passou antes para ocasionar depois a situação que não interessa ou que é desagradável.

Todos os comportamentos têm as suas origens e, se não as conseguirmos detectar, não as poderemos evitar, eliminar ou reduzir, mesmo que seja ligeiramente.Imagina-B

Os samartphones não ocasionam «dependência» em todas as pessoas. Portanto, esses aparelhos não são a causa. Porém, qual a razão de todos os seus utilizadores não se «viciarem»? O mesmo pode acontecer com as drogas, álcool, compulsões, depressões e muitas coisas mais, como a prostituição e a delinquência.

Todos queremos ser felizes. Mas, a felicidade baseia-se essencialmente na sensação de bem-estar que a pessoa sente com o seu comportamento e com as suas vivências. Quando não conseguimos isso, vamos procurando ter comportamentos alternativos que serão de aproximação a algo que nos interessa ou de evitamento de coisas que não nos Psi-Bem-Cinteressam ou que nos desagradam.
Quando somos bem-sucedidos ou obtemos satisfação com esses comportamentos, conseguimos obter reforço, que pode positivo no caso de se conseguir algo de bom, sendo negativo quando temos sucesso em fugir daquilo que nos desagrada. Muitos são os posts que tratam deste assunto neste blog. É uma questão de os consultar conforme as necessidades do momento, não deixando de visitar também todos os links incluídos neles.

São posts relacionados com muitos casos simples, que indicam as situações específicas de pessoas que procuram qualquer coisa que não têm, tal como divertimento, convivência com os pais ou restantes familiares, inclusão na Difíceis-Bsociedade, melhoria da autovalorização ou autorrealização e muitas coisas mais como a segurança pessoal.

Falando mais especificamente nos smartphones, a criança tem satisfação enquanto o utiliza? Qual a satisfação que obtém quando executa outros comportamentos? O contacto com os pais ou outros familiares é, para ela, agradável ou satisfatório? Se tivesse mais contacto com os pais ou familiares seria possível utilizar, simultaneamente, o aparelho durante esse tempo? Quais são as limitações que ela tem para a utilização desse aparelho? Se a criança não tiver o senso das limitações, como poderá orientar o seu comportamento? Em que sentido? Que exemplo dão os pais? Quais são os modelos a imitar? Quando a criança utiliza o aparelho, os pais, por acaso, Conportamento Organizações Bloguenão se mostram satisfeitos e não lhe fazem perguntas sobre algumas novidades? O reforço vicariante daí obtido não fará com que esse comportamento de manuseamento do aparelho seja fortalecido, para mais, se houver a modelagem dos pais, para ser continuado com uma moldagem no sentido do manuseamento do aparelho?

Para obviar esta «dependência», mesmo que não existam limitações para a utilização do aparelho,  o mais importante seria a utilização do reforço do comportamento incompatível, com distrações durante as quais se poderiam fomentar comportamentos de não utilização do aparelho, que seriam imediatamente reforçados. Pelo Respostas-B30menos, desviar-se-ia a atenção para coisas diferentes com as quais a criança obtivesse algum reforço ou satisfação.

Castigar por causa da sua utilização pode não ser uma medida adequada, porque no momento em que a punição abrandar ou não existir, o comportamento anterior pode voltar a acontecer com uma intensidade e força ainda maiores do que anteriormente. Neste caso, o pico da extinção é muito importante e esta técnica é extremamente difícil de aplicar com segurança.

Nos casos dos drogados, alcoólicos, jogadores, etc. a situação é mais ou menos semelhante e, caso não se tenham tomado as
medidas de prevenção, a análise da situação é mais importante do que apenas adoptar medidas que deram resultado em outros «Educar»-Bcasos como se todos fossem feitos a papel químico. O importante é descobrir as causas para evitar os efeitos que não interessam.

Nos meus tempos, não havia smartphones e não desperdiçávamos o tempo com essa «dependência». Poderíamos criar «dependência» de comportamentos mais saudáveis física e psicologicamente.

Muitas das vezes é apenas isso que falta, juntamente com um conjunto de regras que teremos de seguir na nossa vida para nos adaptarmos saudavelmente à sociedade em que vivemos, imitando muitos comportamentos e orientando o nosso, conforme as circunstâncias.Depress-nao-B

Falando também apenas nos casos dos alcoólicos e drogados, qual foi a necessidade de eles começarem a beber ou de consumir drogas? Foi para imitar os outros? Seria para não se sentirem inferiorizados ou excluídos de grupos em que desejavam ser incluídos por não terem a devida convivência em casa? Os efeitos do consumo não os deixarão alheados ou com esquecimento em relação a essas mágoas que não desejaram?

Está aqui a necessidade de uma tentativa de resolução dum conflito que, até certo ponto, pode ser de dupla aproximação-Interacção-B30afastamento, isto é, com consequências menos desagradáveis, mas também efeitos
perniciosos. Na resolução desse conflito, sem qualquer outro apoio, pode vencer a resposta de conseguir consequências menos desagradáveis: a de diminuir a mágoa de estar «fora» da família. Os casos de bullying não serão também uma necessidadede de o agressor superar a inferioridade que sente por não estar bem acompenhado em casa?

Cada situação tem de ser devidamente escrutinada para descobrir as causas e tentar elimina-las ou altera-las a fim de modificar ou suprimir os seus efeitos. Para isso, este blog tem muitas situações que podem ser avaliadas consultando os neuropsicologia-Bposts com as designações apresentadas aqui em letra gorda. É para isso que tanto o livro como o blog com a designação «PSICOLOGIA PARA TODOS» foram preparados.

 

Em divulgação…

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AUTOTERAPIA 22

Dr. Noronha.
Antes de tudo, bom Ano Novo.
Como já disse, estou a «trabalhar» na empresa do meu formador, que me agradeceu muito pelo apoio que lhe dei.arvore
Não tenho livros mas, de vez em quando, vou ao facebook.
Quando vi este artigo, pareceu-me interessante.
Para eu convencer esse meu formador de que não deve tomar medicamentos denecessariamente, especialmente os psiquiátricos, há alguma coisa em que me possa basear?
Se me puder dar uma ajuda, agradeço imenso.
Continuação de Bom Ano.
O meu amigo também envia cumprimentos porque não o tem visto ultimamente passar pelo café.
Felício.

Agradeço e retribuo os desejos de Bom Ano e vou tentar corresponder ao seu pedido com um novo post baseado num dos capítulos do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A), publicado há alguns anos, quando leccionava no ISMAT.
Cumprimentos ao seu amigo, que espero que também leia o novo post intitulado AUTOTERAPIA 22.
Felicidades.
M. de Noronha

Saude-C

Para dar satisfação ao comentário feito no post PSICOLOGIA CANINA e à resposta consequente, acima transcritos, vou transcrever a seguir o capítulo das páginas 127 a 131 do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A).

É BOM SABER O QUE SE PASSA CONNOSCO

Para poder reagir a tempo, convém não sermos os últimos a saber aquilo que acontece connosco.

Sabemos que os efeitos nefastos do álcool, cocaína e outras drogas classificadas como recreativas nos deixam sem capacidade Acredita-Bde julgamento. As drogas psiquiátricas actuam de maneira ainda pior, deixando-nos «deficientes».

Um exemplo marcante é a desquinésia tardia que é um distúrbio a englobar estremeções e espasmos permanentes causadas por drogas neurolépticas ou antidepressivas tais como Haldol e Risperdal. Muitos estudos mostram que a maioria dos pacientes com estes problemas induzidos pela droga, negam a sua ocorrência especialmente enquanto estão a tomar a medicação.
Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Effexor e outras drogas que sobreestimulam o sistema de serotonina, provocam geralmente alterações de personalidade tais como irritabilidade, agressividade, instabilidade humoral e diversos Consegui-Bgraus de euforia. A pessoa que toma a medicação pode sentir-se «melhor do que nunca» enquanto os familiares vêem que o indivíduo se transformou numa «pessoa diferente», com muitos traços de personalidade negativos.

Sem compreender o que lhes está a acontecer, os pacientes podem ficar, durante meses e anos, dependentes de tranquilizantes menores tais como Xanax ou Valium. Podem imaginar que necessitam de tomar cada vez mais droga para controlar a ansiedade e a insónia quando, de facto, as drogas pioram a sua condição. Mesmo quando compreendem que estão viciados, acham difícil enfrentar o problema e passam a negar que estejam viciados, continuando a tomar a droga.Maluco2

Muitos pacientes que tomam drogas psiquiátricas descobrem que perderam a acuidade de memória. Esta consequência está vulgarmente associada ao lítio, aos tranquilizantes e a uma diversidade de antidepressivos. Tanto os pacientes como os médicos podem atribuir isto, erradamente, à «depressão» mais do que à droga. No caso de pacientes mais idosos, estas dificuldades de memória são atribuídas à senescência.

É bom realçar que, sem darmos por isso, as drogas psiquiátricas que tomamos podem reduzir a nossa capacidade de vigília, acuidade mental, vivacidade emocional, sensibilidade social ou criatividade. Podem causar efeitos físicos Psicopata-Cou mentais adversos os quais temos dificuldade em reconhecer ou avaliar. Além disso, como estes sintomas de disfunção se assemelham a problemas psiquiátricos, é mais fácil para o próprio, para o médico ou para o familiar, atribui-los, erradamente, a problemas emocionais.

A anagnosia é um distúrbio no julgamento provocado pela disfunção cerebral verificado inicialmente em doentes com ataques cardíacos que negam estar parcialmente paralíticos. Numa perspectiva psicológica, esta negação é a não-aceitação da ocorrência desta incapacidade óbvia pela função mental.

As drogas psiquiátricas são especialmente perigosas porque nos podem tornar incapazes de reconhecer os seus efeitos Depressão-Bmaléficos. Podemos ficar gravemente prejudicados sem saber o que se passa. Em muitos casos, as pessoas não tomam consciência dos efeitos danosos das drogas até conseguirem ficar recuperadas, muito depois de as terem deixado de tomar.

Num estudo comparativo realizado pela FDA durante o processo clínico de aprovação de Serzone e Effexor em relação ao efeito do placebo, Moore (1997) verificou que os suicídios e suas tentativas eram mais frequentes em pessoas medicadas do que naquelas que tomavam placebo. Nos 3496 pacientes tratados com Serzone houve 9 suicídios e 12 tentativas ao passo que nos 875 placebos apenas houve uma tentativa de suicídio, o que Psi-Bem-Cse pode traduzir numa proporção de 5 para 1.

No que se refere a Effexor, a proporção reduziu-se de 5 para 3,5. Isto mostra que os pacientes, apesar de estarem deprimidos, quando não estão medicados, não tentam o suicídio com a mesma alta frequência que apresentam ao tomar a medicação. Num outro estudo cruzado em que todos os pacientes foram sujeitos às mesmas condições de tomar a medicação ou ingerir placebo, verificou-se que as tentativas de suicídio eram mais frequentes quando estavam a ser medicados.

O relato de um dos pacientes diz o seguinte:Difíceis-B

“Quando estava a tomar Effexor, tive efeitos secundários esquisitos. Enquanto estava a adormecer ou quando tinha o corpo relaxado, o que acontecia quando me deitava e via televisão, sentia contracções nas pernas e cabeça/nuca que se assemelhavam a movimentos involuntários. Agora que diminuí a dose de 225 para 150 miligramas diários, isto não acontece tão frequentemente, embora suceda de vez em quando. Serei só eu a ter este efeito secundário tão esquisito?”

Em 1998, a escritora Deborah Abramson esclareceu no Boston Phoenix que utilizou muitos medicamentos, combinações e Bibliodosagens, até passar para um dos antidepressivos mais estimulante comercializado como Effexor. À hora de se deitar tinha de tomar um sedativo para contrabalançar o efeito estimulante do Effexor e conseguir conciliar sono (Glenmullen, 2001).

Estas combinações a que os farmacêuticos chamam «cocktails», são prescritas a muitos pacientes. Os utilizadores da droga nas ruas (os chamados «drogados») referem-se a este fenómeno como tomar uma alta para a matar com uma baixa. Por causa da sua dependência, Abramson diz que “passou ultimamente a ter muitos sonhos em relação à sua viciação em álcool, craque, heroína”. Num dos seus sonhos “olhou para os seus braços e viu sulcos por todo o lado numa pele dura e impenetrável e, por isso, pensou que estava viciada”.Auterapia-B30

Se lhe faltar uma dose, mesmo passadas poucas horas, ela sente uma ligeira forma de abstinência que lhe provoca vertigem e sensação de formigueiro à volta da boca. Não entra em pânico, como aconteceria a um viciado, porque sabe que a sua dose pode ser facilmente reposta. Contudo, esta dependência, tanto psicológica como física, deixa-a desconfortável.

Existem inúmeros estudos sobre as drogas ilícitas, mas sobre Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Wellbitrin ou Zyban, Effexor, Serzone, que são as drogas legalmente prescritas, esses estudos são escassos ou pouco difundidos, Imagina-Bespecialmente no acompanhamento feito aos pacientes, que os deveriam conhecer para saber quais os efeitos das drogas a fim de se conseguirem precaver dos nefastos.

Segundo Glenmullen (2001), os anúncios das drogas a serem prescritas pelos médicos distorcem a informação de tal maneira que até um observador mais cuidadoso pode não se aperceber disso. Nos anúncios dos novos antidepressivos, nos meios de comunicação social e revistas especializadas, os laboratórios utilizam slogans simpáticos tais como os dos cigarros e cervejas. Os anúncios de Effexor utilizam o de melhorar a vida do utilizador.

  • Um deles mostra uma mãe muito sorridente e uma filha a subir as escadas a correr. Por baixo desta fotografia está escrito Respostas-B30a lápis: “Já tenho a minha mãe de volta”.
  • Um outro, mostra um indivíduo de aspecto grosseiro, com o seu filho, e uma frase a dizer: “Tenho o meu pai de volta”.
  • Ainda um outro mostra um casal a dar um abraço muito afectuoso e duas alianças entrelaçadas, tendo uma frase, por baixo, a dizer “Tenho o meu casamento de volta”.

Com anúncios deste género ficam umas perguntas no ar:
— “Se o medicamento é tão bom e só deve ser utilizado por quem dele necessita e com recomendação médica, qual a razão de tanta e tão «agressiva» propaganda? Organizar-B
— “Não saberão os médicos ler a literatura científica que acompanha ou «deve acompanhar» todos os medicamentos com a sua composição, dosagem, efeitos secundários e outros malefícios?”
— “A promoção dos laboratórios destinar-se-á a facilitar a tarefa dos médicos que «devem» receitar estes medicamentos levando os pacientes a aceitar melhor a sua prescrição?”

Que responda quem quiser e souber e que se deixe iludir quem não tiver amor-próprio.

Psicologia-B                                    ***********************

Depois desta transcrição e tendo conhecimento de que se utiliza, quase indiscriminadamente, a Ritalina em crianças com dificuldades escolares mínimas, julgo que pode ser útil para qualquer pessoa a leitura do post Psicoterapia/Medicação elaborado há muito a pedido de um anónimo. Convém consultar também todos os links nele indicados. Vão descobrir que até um psiquiatra de nomeada nos EUA aconselha as pessoas e não se fiarem muito nos medicamentos e, muito menos, abusar deles. As suas intervenções, em inglês, em vídeo, Interacção-B30talvez ajudem ainda mais a compreender este problema. A autoterapia é possível e estou à espera da melhor oportunidade para publicar o livro adequado, logo que existam pessoas interessadas nele.

Contudo, para que a psicoterapia (ou autoterapia) seja eficaz, é necessário que o interessado:
leia bastante daquilo que é recomendado e compreenda bem o funcionamento do comportamento humano;
treine o suficiente, sem desânimo e com persistência perante as primeiras decepções e desencorajamentos;
registe as dificuldades do momento, recordando também as do passado;
recorde os bons momentos;Joana-B
◊ quando estiver em relaxamento mental, reveja a sua vida passada e presente com objectividade e realismo;
analise todos os seus comportamentos com pragmatismo e racionalidade, tendo a humildade suficiente para reconhecer os erros (causas) que ocasionaram as dificuldades (efeitos) sentidas;
reveja todo o seu passado para descobrir as falhas, sem qualquer ligação a «culpabilizações», assim como a possibilidade de as evitar ou, pelo menos, reduzir ao máximo;
compare o comportamento passado com o do momento, procurando novos modos de ultrapassar dificuldades e de melhorarneuropsicologia-B o comportamento;
termine sempre os exercícios com as recordações boas que tiver tido no passado ou as obtiver com as soluções adoptadas ou possíveis.

Para tudo isto, não é necessária qualquer posição, local ou ambiente específico e, muito menos uma metodologia especial. Tudo se pode fazer à hora de dormir, exceptuando as leituras e os registos que também se podem realizar a qualquer momento e em quase todos os locais.

O importante é a pessoa estar interessada e utilizar a sua «cabeça» para todo este «trabalho».«Educar»-B

Fazendo uma analogia mais prosaica, é uma pessoa tomar um bom banho, vestir-se com roupa limpa e utilizar quaisquer vestes «a seu gosto», não se sujeitando, contra a sua vontade, com o corpo todo sujo de porcaria, a roupas bonitas ou dispendiosas ao gosto dos outros, só porque está na moda ou «parece bem».

É o «lavar a alma» para cada um se sentir de bem consigo próprio, quanto mais cedo, melhor.Depress-nao-B

O relato dos «casos» de Antunes (B), Cidália (C), Júlio (E), Joel (G), Isilda e «nova paciente» (H), Cristina, Vitor, Germana, Januário (L), cada um com os seus problemas peculiares e modos de resolver, dá uma ajuda extraordinária para descobrir de que modo cada um deles utilizou o sistema, com ou sem ajuda, adaptando-o à sua maneira de ser e às disponibilidades existentes.

Os «casos» do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) mostram o modo como os problemas se avolumam, causam muitos incómodos ou não se resolvem quando as medidas necessárias são erradas e inadequadas ou não são tomadas em tempo oportuno.

Também o «caso» da Joana (D) apresenta um modo de actuação que serve de profilaxia, sem dispêndios, para que exista umapsicoterapia2 estabilidade comportamental e interaccional saudável.
Para que a «educação» da Joana fosse boa, os pais tiveram de ler muito sobre o funcionamento do comportamento humano e sua interacção social e praticar o que foi necessário, não como terapia, mas como profilaxia para que não houvesse desequilíbrios psicológicos.

A base da psicoterapia e a sua filosofia, com experimentação em 71 «casos» diversos, antes de 1980, é apresentada na «Imaginação Orientada» (J).

stress2

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PSICOLOGIA CANINA

Preciso de uma lição rápida de psicologia canina para interpretar os sinais que o meu Bock me vai Biblioenviando: pela primeira vez há 2 dias deixei-o num canil de gente amiga (Pravi) porque me era impossível tê-lo comigo durante as festas de Natal.
O cãozinho estranhou que se fartou, ladrou de noite durante horas seguidas e só deixou de ladrar pelo cansaço.
De manhã, mal acordou desatou a ladrar de novo.
Quando o fui buscar, o cãozinho tinha mudado o comportamento – retraiu-se muito, quase não se manifesta, nunca mais ladrou, melhorou extraordinariamente a atitude, mas vê-se que está triste.
E eu pergunto-me se o cãozinho terá dado um “click” que lhe trouxe alguma maturidade ou se o fenómeno é Psicologia-Bpassageiro.
E pergunto-me como reagirá ele a uma segunda dose, porque no fim do ano também vai ficar um ou dois dias no mesmo hotel.
Na Segunda-Feira vou falar à veterinária dele, a Dra. Marta, para obter aconselhamento especializado, mas nada impede os amigos conhecedores de darem a sua opinião.

Francisco Bruto da Costa.

A propósito deste reparo lido no facebook, sem querer dar quaisquer conselhos, apetece-me fazer o seguinte reparo, emboraAuterapia-B30 não compreenda o mínimo sobre psicologia canina

Konrad Lorenz, etologista, tinha um cão de quem gostava muito e com quem quase convivia a todo o momento, especialmente nas suas investigações e experimentações.

Quando se alistou na Marinha e esteve algum tempo fora, teve se se separar do cão durante esse tempo, deixando-o à guarda de pessoas que tratavam dele muito bem. O cão mostrou-se quase sempre deprimido e desorientado e, quando Lorenz regressou a casa, de licença, o animal quase que arremeteu contra ele, arreganhou os dentes e ficou em posição de ataque ou defesa.Depress-nao-B

Só depois de muito tempo de conversa de Lonrenz com o seu cão, como acontecia anteriormente, o cão deitou-se no chão, prostrou-se, latiu e, a pouco e pouco, foi ganhando alguma vivacidade.

É uma das situações verificadas na depressão.

Para quem tenha esta espécie de animais cuja companhia não pode ser usufruida a todo o momento, julgo que, na ocasião em que os mesmos tiverem de ser deixados em outra companhia, desconhecida para eles, por melhor que seja, uma das Maluco2soluções será deixar uma gravação com uma «conversa normal ou usual» a ser utilizada de vez em quando para fazer sentir ao animal que o dono «está mais ou menos com ele». É como se estivesse a telefonar para uma pessoa querida.

Outra das soluções, é deixar umas horas, algumas vezes, com essas pessoas com quem ele irá ficar em ocasiões especiais, às vezes, por causa da doença do dono, a fim de se ir habituando a outra companhia ou convivência.

Com crianças que perdem a mãe com quem sempre estiveram, pode acontecer o mesmo.

É a depressão anaclítica, de Spitz (Schneeberger de Ataíde, 1971).Psi-Bem-C

Espero que o Natal tenha sido bom e que o ANO NOVO traga mais alegrias.

Cumprimentos ao Bock.

M de Noronha

********************************************************

Feito este post e muito depois de ler a resposta, fui-me deitar a pensar na mesma, entrando em Imaginação Orientada (J) como Imagina-Bfaço quase todas as noites.

Muitas ideias relacionadas com sentimentos, sensações e comportamentos dos seres animados,  especialmente, humanos e não-humanos, passaram pela minha cabeça, enquanto estava a dormir.

Os humanos podem ser um pouco mais inteligentes e racionais do que os outros, mas os restantes, funcionam através do instinto e da aprendizagem baseada em reforços e punições recebidas durante o funcionamento do seu comportamento.

Muito daquilo que os não-humanos sentem, é semelhante ao que sentem os humanos, embora, talvez não possam raciocinar Interacção-B30como estes.

Nestas condições, o cão, quanto mais jovem fôr e sem uita convivência com indivíduos da sua espécie, terá necessidade de afecto e carinho que, provavelmente lhe era dado pelo dono, provavelmente, durante muito tempo, para não dizer em permanência.

A perda desse afecto durante algum tempo, pode ter ocasionado um sentimento de abandono, tanto mais que o cão não tinha outra compenhia conhecida nem poderia raciocinar que esse afastamento era temporário e necessário. Para isso, teria de aprender e ser condicionado a isso através de experiências antecipadas.

A dessensibilização e sensibilização servem para isso e, em caso de emergência, o reforço do comportamento «Educar»-Bincompatível, pode ser um antídoto muito útil. É como fazem os políticos que não desejam responder a certas perguntas, divergindo a «conversa» para outros assuntos.
Contudo, é importante não reforçar qualquer outro comportamento que se deseja eliminar, como o ladrar, neste caso. Só quando o cão deixasse de ladrar, ser-lhe-ia dado qualquer mimo ou posta a funcionar a gravação da voz do dono.

Não ter a companhia que sempre teve, pode ter provocado um sentimento de abandono que pode funcionar como uma punição da qual o animal se tenta livrar. Vai ocasionar frustração que conduz a respostas, muitas vezes, pouco adequadas, quando não estapafúrdias e sem qualquer Psicopata-Bbenefício prático para o próprio.

Não conseguindo dominar, reduzir ou ultrapassar a frustração com os novos comportamentos adoptados, o animal pode entrar em depressão que, se for contínua, pode conduzir à depressão aprendida.

E, se acontecer o mesmo com seres humanos, até com a colaboração de Justiça e da Psicologia? Qual a quota-parte que nos cabe para denunciar estes casos?

Para evitar tudo isto, prevendo situações semelhantes em que o dono terá de se separar do cão em caso de visitas, ausência temporária, doença ou qualquer outro motivo imponderável, inesperado e inevitável, seria de toda a conveniência que o cão
Saude-Bfosse aprendendo que o dono se pode ausentar de vez em quando mas que não o esqueceu. É o mesmo que se faz com os seres humanos que «surgem» nas consultas com uma «doença» que não existe e que se cifra numa má interacção com o meio ambiente, inclusivamente, humano e, especialmente, familiar ou social.

Como terapia dum caso que não é grave, mas absolutamente «normal», essas gravações. com a habituação do cão a outras companhias podem servir para isso.

 

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ELEIÇÕES 2015 – b

Quando passei ontem pelo café como faço usualmente todas as semanas, uma pessoa conhecida que não via há muito tempo, Interacção-B30veio cumprimentar-me e pedir que lhe fizesse companhia porque gostaria de conversar comigo por indicação do dinamizador do CãoPincha (CP). Acedi ao seu pedido porque tinha tempo disponível para manter um diálogo, que vai ser passado a post, visto que têm bastante interesse em Psicologia, mas imbuido de espírito político, embora não partidário.

CP: Sabe que sou amigo de quem encabeçava o grupo dos CãoPincha?
MN: Embora nos conhecêssemos há muito tempo, não tinha essa ideia.

CP: Pois. O CãoPincha consulta de vez em quando o seu blogue e, quando leu o leu artigo Eleições 2015  ficou interessado em saber a sua opinião em relação à situação política actual e ao novo governo. Ele está bastante apreensivo quanto ao futuro e muito desiludido com os últimos 4 anos. Foi esse o motivo de ter emigrado, sem muita vontade, mas por Psicologia-Bextrema necessidade. Não quer criar falsas expectativas quanto ao seu regresso, nem ficar ainda pior do que está, já que se vai aguentando, com umas feriazitas no Nata/Ano Novo, Verão a mais uns dias, de vez em quando. O trabalho dele é duro mas ele não se importa por causa do ordenado que é bastante melhor do que o de cá.  
MN: Não tenho acompanhado muito a situação política actual porque me farto de ouvir os PàF, quase a «ladrar» a toda a hora nas televisões e através dos «comentadores» e porta-vozes que têm em quase todas as estações. Além isso, não gosto do modo como os entrevistadores interrompem certos entrevistados quando a matéria não lhes interessa ou é desfavorável. Também não gosto de ouvir qualquer deles falar em vitórias e derrotas porque
Conportamento Organizações Blogueaqueles que ganham as eleições vão prestar um serviço público, candidataram-se por vontade própria e foram aceites pela maioria dos que tiveram o trabalho de ir votar. Portanto, foram escolhidos em função das promessas que fizeram para governar este país e não para se utilizarem dele. O pior é enriquecerem à custa dele, isto é, de todos nós. Afinal, parece que é isso que acontece frequente e infelizmente, mesmo que a maioria da população não tenha ido votar. Essa prática detestável da abstenção está bem à vista, atrapalhando e baralhando todo o sistema.

CP: Sabe que agora estamos no momento da discussão do programa do novo governo …
MN: Sei, mas como não tenho ligado muita importância a isso por estar farto de mentiras, dissimulações, falsas promessas e muita coisa semelhante, vou prestar mais atenção à parte final, especialmente à moção de rejeição que foi anunciada antecipadamente. Parece que já estão a apontar a arma sem conhecer bem o alvo. A não ser que essa moção seja Maluco2contra certas pessoas e não contra um programa.

CP: Gostaríamos de ter a sua opinião sobre isso, sob um ponto de vista psicológico, porque gostamos do artigo anterior.
MN: Nesse caso, vou para casa assistir, em grande parte, às intervenções e podemos continuar a conversar depois do jantar, num café perto da minha casa. Até logo.

Depois de me despedir, almocei cedo e tive a pachorra de assistir a grande parte do debate na AR, conseguindo observar as expressões faciais e corporais, juntamente com os discursos de muitos, bem Acredita-Bcomo as reacções das bancadas. Foi muito interessante e, em muitas casos, inesperado, para mim. Contudo, já tinha assistido às intervenções de Cavaco Silva, muito crispado, em algumas ocasiões.
Depois de uma tarde e de um jantar a continuar a ouvir os comentários, fui ter com o «emissário do CãoPincha» (CP) para finalizar a conversa da manhã e trocar mais alguma impressões.  

 

CP: O que é que achou de tudo o que ouviu?Consegui-B
MN: Deixe-me dizer que, antes de tudo, fiquei admirado com as expressões faciais, trejeitos e tom de voz de alguns intervenientes. Da parte de PSD e CDS, senti uma grande hostilidade pessoal pelos dos outros partidos, especialmente o PCP e o BE, além duma grande desilusão em relação ao PS que, segundo eles, deveria jogar ao seu favor. O que o PS estava a fazer, era uma traição donde, a frustração foi grande e a resposta, uma combinação das aprendizagens feitas pelos «pafianos», em circunstâncias anteriores.
A insistência dos «pafianos» e, em especial do seu porta-voz mais assanhado, dizer que os portugueses não tinham votado o actual PM, deu-me vontade de rir e de chamar ignorante aos «falantes» porque os portugueses nunca foram chamados a votar num PM, mas sim em deputados para a Assembleia Legislativa. Ao partido mais votado, deveria, em Psicopata-Bprincípio, caber a missão de escolher o PM. Se calhar, aprender a Constituição da República, ainda nos bancos da escola, deve ser uma prioridade a não menosprezar. Caso contrário, as «Juventudes» de todos os partidos, podem ser suficientemente ignorantes em relação à Lei fundamental do País.
Admirei-me essencialmente com a serenidade, o tom de voz e a linguagem utilizada pelos quatro partidos conotados com a esquerda. Desses partidos, contra todas as minhas expectativas, não me lembro de ter ouvido a palavra triunfo ou derrota a não ser uma vez em que interveio Jerónimo de Sousa. Mas essa é uma característica muito própria deles. Só isso deu-me a impressão que estávamos com uma Direita radical contra uma Esquerda coerente e firme. Perante este cenário, estou a pender muito mais para a Esquerda que me parece  racional, objectiva, solidária e equitativa.
O importante, foi ouvir dos 4 partidos, que formam a actual plataforma da governação, dizer que aceitavam o mandato que lhes Saude-Btinha sido imposto por cerca de 52% dos cerca de 56% dos votantes, com cerca de 44% de abstenções. Não acho democrática a posição da abstenção, porque coloca o peso das responsabilidades nas mãos dos que foram votar. Uns «trabalham» e outros ficam no descanso e reclamam? Não é democrático!
Para os da coligação PàF, que perdeu mais de 12% dos votos em relação à eleição anterior, o voto dos portugueses foi claro: não os queremos no poder. Foi a aprendizagem dos últimos 4 anos. Talvez quisessem também dizer que não desejavam ficar no estado em que estão agora, com promessas que nunca foram cumpridas, como aconteceu com a propaganda das eleições anteriores.
Também vi as constantes insistências em a PàF querer «sacar» da boca do Ministro das Finanças, números que pudessem ser Auterapia-B30posteriormente contestados, como se o orçamento já estivesse elaborado e em funcionamento, como está a acontecer agora com o anterior, que está a descambar bastante…., mas é natural com gente deste tipo.
O comportamento que notei na coligação PàF, não me pareceu democrática por várias razões:
◊ As eleições, não elegem primeiros ministros, mas deputados.
◊ O primeiro ministro indigitado pelo PR, deve ser, em princípio, do partido mais votado que deve formar governo. Se não o conseguir, deve ser o do partido votado logo a seguir.
Se conseguir formar governo, há que o aceitar, especialmente se for apoiado pela maioria dos deputados.
Se não conseguir, será o votado com percentagem logo a seguir a tentar formar governo.Biblio
Se nada disso der resultado, novas eleições serão a solução final.
◊ Compete à Assembleia da República aprovar a legislação necessária e fiscalizar o comportamento do governo.

CP: Acha que as coisas correram muito mal?
MN: Para mim, correram pessimamente. Direi que foi quase antidemocraticamente.

CP: O que é que se poderia fazer?
MN: Para quem já está habituado à governação – estou a falar essencialmente de Cavaco Silva – desde que foi fazer a rodagem do Imagina-Bcarro e quase que «esbarrou» no Congresso do Partido, nunca mais largou praticamente a governação. Foram quase duas décadas de poder que lhe deviam ter dado oportunidade de uma aprendizagem com capacidade de previsão, tanto mais que se intitula Professor Universitário e Macroeconomista. Devia saber de que modo funciona a nossa economia, com a qual lidou desde o primeiro momento e até antes disso. Devia saber fazer uma previsão. A instabilidade política e a falta de confiança na governação não ajudam. Como, durante os últimos 4 anos nunca houve uma paz política aceitável, especialmente devido a promessas não cumpridas, devia compreender que haveria alterações no xadrez político e partidário. Por isso, como não tinha tomado as medidas adequadas e desejando manter no poder, a todo custo, o partido eleito anteriormente, como não poderia dissolver a Assembleia nos últimos meses na sua presidência, deveria antecipar as eleições para Maio de 2015.Psi-Bem-C
Já sabia que, depois das eleições anteriores, os portugueses se tinham arrependido logo de seguida. Desejando experimentar manter no poder o mesmo partido, deveria obter espaço de manobra para os seus jogos, a fim de não fazer perder a confiança internacional neste país, que bem precisa dela para o seu desenvolvimento. Assim, teria tempo mais do que suficiente para, legalmente, experimentar a governação do seu favorito ou deixar mudar para outro partido que tivesse maior capacidade e fosse do desejo da maioria dos portugueses, apresentando o orçamento em tempo devido. Nada disso foi feito e quem paga as favas somos nós que, até certo ponto, temos a «culpa» de o ter lá colocado com 54% de abstenção.Difíceis-B

CP: Parece que estou a compreender.
MN: De facto, com as birras que foram feitas depois de conhecer os resultados eleitorais que fizeram diminuir a percentagem nos partidos que tinham estado no poder, tudo isto era claramente previsível e é isso que temos de fazer numa psicoterapia. Numa abordagem pragmática, não podemos embarcar em teorias, por melhores que elas pareçam. Podem não se adaptar ao momento e ao local em que devem actuar. Necessitamos de resultados e de eficácia para não prejudicar os pacientes com maiores despesas e incómodos, para nos agarrarmos depois a Depressão-Bnovos diagnósticos e práticas ineficazes. São as contingências de que muitos falam e das quais não desejam tomar conhecimento antecipadamente.

CP: Há alguma coisa que se possa fazer nesse caso?
MN: Em psicoterapia, posso dizer claramente que a leitura de bibliografia adequada pode ajudar muito a compreender e encurtar a psicoterapia tornando-a também mais cómoda e eficaz. Além disso, uma educação dada adequadamente pode ser nuito eficaz para evitar o tipo de pessoas com personalidades que não se enquadram na democracia e que tomam conta do poder, custe o que custar. Os casos do BPN, BPP, BES, Pandur, Submarinos, Helicópteros, Vistos Gold, Ricardo Salgado, Oliveira e Costa, Duarte Lima, Isaltino Morais, Dias Loureiro, Macedo e muitos outros dos que não temosJoana-B ainda conhecimento ou que são devidamente camuflados, apresentam-nos a dimensão das causas que originam a corrupção, o nepotismo e o compadrio para proteger interesses privados, à custa da miséria do POVO. É essencial acabar com isso ou, pelo menos, reduzir. Oxalá que este governo, formado com muita diversidade e que tem mantido calma e firmeza, apesar dos ataques cerrados a que ficou sujeito, consiga mudar alguma coisa num sentido que eu espero e desejo ardentemente, desde 2 de Maio de 1974. Com uma educação adequada, dada desde o berço, com exemplos dos pais que as crianças pudessem seguir de perto e reforços adequados que moldassem a personalidade no bom sentido humanitário, solidário, democrático, equitativo e de progresso, muitos desse prepotentes, intresseiros e gananciosois, nunca existiriam. É Respostas-B30também por este motivo que mantenho este blog. É para elucidar as pessoas.

CP: Obrigado por este bocadinho de conversa que me elucidou muito. O meu amigo vai ler o seu artigo no blogue.
MN: Eu também lhe agradeço as perguntas feitas. Vou para casa descansar e, antes de dormir, entrar em Imaginação Orientada (IO) para poder projectar aquilo que vou escrever amanhã acerca da nossa conversa. Pode ser que a altere ligeiramente com as ideias que possa ter, à medida que a situação for evoluindo.

 

Em divulgação…

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ROUBOS AFECTIVOS 2

Sr. Dr. Noronha
Ontem estive no café a ver se o via passar por lá, como habitualmente.Biblio
Como não o vi, vou dar algumas notícias de interesse.
O meu amigo, o Felício, já sabe que vai trabalhar temporariamente durante um ano na empresa onde está a fazer o tal estágio/formação.
Ele sente-se muito melhor e vai constantemente ao seu blogue para ler coisas que lhe interessam.
Em conversa com o seu formador, com quem está a manter um bom relacionamento, soube que o filho dele, de 9 anos, está a «furtar» umas coisas de casa. Antigamente eram canetas, bugigangas que desapareciam. Agora chegou ao dinheiro e a mãe deu por isso, por acaso, quando tinha uma certa quantia na carteira.
O Felício, que visita muito este blogue, foi a este artigo e ficou confuso. Ele quer ajudar o pai do rapaz a ver se consegue resolver o problema sem ir aos psicólogos que são caros e quase indisponíveis.Auterapia-B30
Como tem um dia de folga à sua escolha, ele desejava falar consigo para lhe pedir mais uma ajuda.
Quando é que poderá ser? Ele tem de escolher o dia.
Se o puder ajudar, eu também vou ficar muito satisfeito, já que nem temos disponibilidade para comprar livros quanto mais para consultas e o problema pode agravar-se.
Já sei que os conselhos que são dados na televisão e nos jornais podem ser contraproducentes.
O Felício está muitíssimo satisfeito e ele vai estar atento a este “Mãozinhas que «roubam»” para obter a sua resposta.
Já sabe que o senhor prefere comentários aos emails porque abrange muito mais gente.Joana-B
Mais uma vez obrigado.
Conhecido de ontem.

Resposta ao comentário do «Conhecido de ontem» submetido em 2015/11/20:

Ontem, não pude passar pelo café porque tive de fazer exames médicos de rotina.
Como na próxima semana estarei disponível, poderemos falar.
Dessa conversa, para abranger mais gente, irei fazer um novo post intitulado “Roubos afectivos 2” .Psicologia-B
Entretanto, peço que o Sr. Felício consulte todos os posts relacionados com reforço negativo, vicariante e do comportamento incompatível.
Estarei ao vosso dispor logo depois das 9 horas.
Bom fim-de-semana.
M. de Noronha

Quando passei pelo café habitual, o Sr. Felício veio ao meu encontro para me convidar a entrar e sentar-me à mesa com ele. A conversa mantida foi, resumidamente, mais ou menos a seguinte:Interacção-B30

F.: Já consultei os artigos relacionados com os reforços vicariante, negativo e do comportamento incompatível. Para mim, estão mais compreensíveis do que o das Mãozinhas que «roubam»”.
M.N.: Esse post foi elaborado, há muito tempo, para dar resposta a uma bloguista brasileira que se apresentava como psicóloga e dava conselhos. Passado algum tempo, disse que ia cursar Direito, em Minas Gerais. Contudo, o seu blog estava também cheio de produtos cosméticos e de apresentação de trabalhos de estética. De facto, não sei quem era e a que é que se dedicava, mas falava numa linguagem que se utiliza em psicanálise e em interpretações psicológicas, tal como fazem muitos parapsicólogos e astrólogos. É um assunto que não me diz respeito.Imagina-B

F.: Fiquei confuso, mas parece que percebi. O que me interessa agora, é saber se poderei dar algum apoio ao meu formador, com quem estou a dar-me muito bem e pode servir-me de aliado para o futuro. Ele é quadro superior e muito bem colocado na empresa. O filho dele começou por fazer desaparecer umas canetas e pequenos presentes que os pais compravam quando eram baratos para servirem de presentes de Natal, aniversários, etc. Parece que os tirava e vendia ao desbarato, aos amigos. Agora que tirou algum dinheiro da carteira da mãe, deram com o caso porque as finanças estão muito apertadas. 
M.N.: Já compreendi. Em psicologia chamam-lhes «Roubos afectivos». Existem muitos psicólogos que aconselham a comprar um cão ou um gato para fazer companhia à criança, isto é, aumentar-lhe a afectividade. Não sei como. Se tentarmos Saude-Cresolver ou minimizar a situação com a companhia de cães, gatos, etc. e se as crianças obtiverem algum alívio para o seu desconforto, podemos deixa-las na dependência dessas coisas. É o mesmo que acontece com as drogas e o álcool. Também existem alguns idealistas que dizem que brincar com as guerras (D) torna as crianças imunes às guerras de verdade. São ideias com as quais não alinho de modo algum.

F.:Então, qual a solução a ser adoptada?
M.N.: Não é fácil nem rápida. Leva muito tempo e exige o envolvimento dos pais. Para isso, também eles têm de saber alguma coisa sobre Psicologia, como ciência e não como uma forma de dar conselhos e fazer interpretações. Exige acção e, às vezes, sacrifício e persistência. Isto quer dizer que, depois de analisado o caso em si, às vezes com provas psicológicas, será possível descobrir a causa dos efeitos que não nos interessam, isto é, furtar dinheiro ou outras Acredita-Bcoisas. Geralmente, nestes casos, se o comportamento dos pais for modificado, o efeito de furtar dinheiro ou outras coisas pode ser alterado.

F.: Como é que se pode fazer isso na prática?
M.N.: Antes de tudo, é essencial compreender que, se não for, de facto, falta de dinheiro, esses roubos podem querer dizer qualquer outra coisa. Se a criança não tiver contacto e envolvimento suficiente com os pais, tal como os diversos exemplos que dei no livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) e expliquei isso em muitas consultas, podem acontecer coisas que resumi no livro da JOANA (D). Essa insatisfação (ou falta de satisfação) sentida pela criança pode funcionar como punição que a criança deve querer evitar ou aliviar. Se a criança chegar a sentir que os pais ligam Consegui-Bmais importância ao dinheiro ou aos presentes do que a ela, pode sentir-se punida e, como compensação, querer ficar com dinheiro ou presentes, à semelhança dos pais. Com este procedimento, pode sentir algum alívio na punição, o que se traduz em reforço secundário negativo, tal como fazem os alcoólicos que bebem, só para «afogar as mágoas». Se este comportamento for continuado, pode ser viciante e conduzir o indivíduo a ter comportamentos de se apropriar de muitas coisas mais. Não julgue que os comportamentos dos corruptores e dos corruptos, daqueles que querem o poder a todo o custo, dos que querem enriquecer de qualquer maneira, não começam a ser formados a partir destas idades. Temos muitos exemplos disso. Depende também do comportamento dos pais, dos modelos que eles proporcionam, dos reforços que eles vão dando ao longo da vida e das oportunidades que os próprios vão tendo com esses reforços, obtidos a partir de alguns sucessos e insucessos. É a moldagem do comportamento.Maluco2

F.: Isto é complicado. Então, o que é que se deve fazer?
M.N.: Não lhe pedi para consultar alguns posts? Com essa consulta, deve ter conseguido deduzir que a companhia dos pais e o envolvimento familiar são muito importantes para a criança, especialmente quando ela está a formar ou estruturar a sua personalidade. Ela vê os exemplos caseiros e os conceitos dimanados pelas acções dos pais e pela sociedade. Se a criança estiver bastante tempo com os pais, conversar com eles, conseguir apresentar as suas dúvidas, obtendo os esclarecimentos que lhe interessam com esse envolvimento, não ficará na dependência dos colegas ou dos mais velhos que lhe prestem, eventualmente, alguma atenção (F). Em qualquer momento da Psicopata-Cnossa vida, procuramos ser bem-sucedidos e apreciados por outros. Chamam-lhe hoje em dia autoestima, o que me parece duvidoso. Com o convívio que é necessário manter nestas condições, com troca de impressões e de informações, os pais podem ficar a saber muita coisa acerca dos filhos, da mesma maneira como os do grupo conseguem descobrir. Quais são as suas companhias? Que actividades lúdicas ou desportivas praticam? Quem são os instrutores? Qual o seu relacionamento com eles? Quais as suas ideias gerais sobre a moral e a sociedade? Tudo isso tem importância no convívio com os filhos. Repare que todas as crianças, como qualquer de nós, querem ser felizes. Procuram a felicidade e, se não a sentirem dentro de casa, irão procura-la fora dela. Neste aspecto, a necessidade de ser bem aceite pelos outros é importante, o que pode conduzir à entrada em grupos que podem não ser os mais adequados. Essa força de afiliação pode deixa-los «amarrados» a grupos que não interessam, dos quais passa a Depressão-B
ser difícil sair e dos quais os pais podem desconhecer a existência se não tiverem um bom contacto e convivência com os filhos. Essa força de afiliação que une todos, até pode ser utilizada, em muitos casos, para fazer chantagens e até para formar grupos de interesses ou de combate. Verifica-se isso muito nas sociedades chamadas «civilizadas», mas com grandes desníveis sociais e falta dum autêntico convívio familiar. Contudo, muitas vezes, as profissões dos pais deixam-nos tão absorvidos que não prestam a mínima atenção aos filhos e cumulam-nos de dinheiro e presentes como compensação. Também existem famílias em que os pais necessitam de ter uma vida social intensa, deixando os filhos quase desamparados ou ignorados nas mãos de outros (F). Quando o bom convívio familiar não acontece, a maior parte das vezes, a procura para formar grupos com indivíduos em condições semelhantes é inevitável, o que pode começar pelos «roubos afectivos».Psi-Bem-C

F.: Como se poderá combater isso na prática?
M.N.: Antes de tudo, os pais têm de manter com os filhos um relacionamento agradável, amistoso, permanente e estável. Querer saber dos trabalhos escolares dos filhos, das suas amizades, das horas de lazer, das comunicações que eles estabelecem e muitas outras coisas do género, têm de ser o objectivo principal sem, contudo, invadir a sua privacidade. Este conjunto de acções, pode melhorar a comunicação entre gerações de culturas diferentes como as de antes e depois do computador, dos telemóveis e dos concertos ao ar livre. Quanto maior a força de afiliação a ser formada e mantida em casa, maior a possibilidade de «conhecer» o «outro» − os filhos Difíceis-B− e maior a coesão na própria família. Com isso, julgo que a maior parte das causas que levam aos tais «roubos afectivos» podem ficar desmanteladas. Se não for isso, julgo que só os especialistas podem dar algum apoio estudando bem todo o caso, englobando o relacionamento familiar.

F.: Quer dizer que as consultas são necessárias.
M.N.:Não digo que sejam necessárias em todas as situações, por razões muito simples. Também é por isso que mantenho este blog e, com a experiência clínica de mais de 40 anos, estou a reorganizar, remodelar e ampliar tudo o que publiquei, que não ficou ao meu gosto e que fica agora englobado numa colecção de 17 livros que me parece bastante útil tanto em psicologia geral, como em psicoterapia, psicopedagogia e psicologia social. Deixe-me também neuropsicologia-Bdizer que nesses livros estão expostos muitos conceitos, situações e soluções conseguidas em muitos casos que foram às consultas, que poderiam ser minimizadas ou reduzidas se os «pacientes» fossem detentores das noções que lhes são dadas em consultório. Repare que nas consultas temos um tempo limitado, inclusive, para expor coisas que se podem dizer em público e a muita gente ao mesmo tempo. Às vezes, só isto, é uma forma de compreender o comportamento e descobrir as causas que ocasionam os desequilíbrios.
Com a depressão do Antunes, houve necessidade de lidar primeiro com o insucesso escolar da filha, resolvido por ele, mas depois de muitas «conversas» comigo. E os conceitos e modos de actuação que ele obteve com leituras posteriores? Não foi isso que o ajudou a dar apoio psicopedagógico à filha, «resolver» a sua própria depressão e Conportamento Organizações Bloguemelhorar o estado de desequilíbrio da mulher? Se não fosse assim, as consultas resolveriam este caso da mesma maneira e com a mesma, celeridade, economia e comodidade?
Com a Cidália, quem diria que os pais eram a sua fonte principal de depressão? Com um grande empurrão do seu «tio» Antunes, ele não enveredou por uma psicoterapia, económica, cómoda e rápida, desde que aliada à leitura de vários apontamentos e livros, treino pessoal e muita persistência? Não teve de «descobrir» o seu passado e procurar aí a origem ou «causa» dos seus problemas do momento? Como poderia o comportamento dos pais, tão comum em muita gente, desequilibrar a sua estabilidade emocional?
Com a Cristina, por «não se considerar maluca», o apoio não teve de ser dado disfarçadamente, como conversa. Se fosse em consultório, seriam despendidas menos horas. Se fosse em palestras em grupo, o tempo seria ainda menor e, se ela resolvesse Respostas-B30ler os livros antecipadamente, muito mais se teria poupado em tempo, comodidade e dinheiro. Porém, se ela, depois de leituras, começasse por praticar em casa, comodamente, à noite e à hora de dormir, tudo o que está preconizado em AUTOTERAPIA (P), o tempo seria muitíssimo menor. Afinal, a causa do seu desequilíbrio era só uma «educação esmerada» dada «civilizadamente», sem se enquadrar na ciência do comportamento.
Existem ainda outros casos do Júlio (E), do Joel (G), da Isilda, da «nova paciente» (H), da Germana e do Januário (L). Tudo isso está explicado para que as pessoas, revendo-se nos outros, vejam como podem proceder cómoda e economicamente, despendendo os menores recursos possíveis, porque se podem basear nas experiências apresentadas.

F.: Mas falando agora no rapazito, se eu informar os pais acerca disso, eles poderão fazer alguma coisa em relação ao filho? DIA-A-DIA-C
M.N.: Não posso dizer categoricamente que sim. Mas, para salvaguarda da situação, quando chegar a casa, vou fazer um novo post dedicado a este assunto, com o resumo da nossa conversa, para que, tanto os pais como outras pessoas leiam e aproveitem. Espero que os pais também possam ler alguma coisa dos livros que já estão publicados. Também é por isso que já actualizei o livro da JOANA e fico à espera de o publicar quando tiver inscrições suficientes. Não o desejo entregar às editoras porque saem do meu controlo e da possibilidade de sua actualização, o que é mais realizável com minhas edições digitais, muito reduzidas.

F.: Estou a compreender que, se os pais do rapaz mantiverem um bom contacto com o filho, as suas «Educar»-Bdificuldades poderão ser reduzidas ou eliminadas.
M.N.: Quero alerta-lo para mais uma coisa. Quando falamos em comunicação, esquecemo-nos, às vezes, que o contacto humano directo é muito importante. Lembro-me perfeitamente que tive de apoiar uma vez uma jovem, casada, mãe dum filho, filha de pais separados, mas que se davam civilizadamente bem, especialmente com essa filha única que tinha dificuldades no relacionamento com o público e alguma «mania de grandeza». Ela estava longe dos pais e morava próximo dum tio, também conjugalmente separado, que a apoiava em tudo. Como havia dificuldade financeira em fazer psicoterapia, aconselhei-os a ler alguns posts mais relacionados com o caso dela, além de alguns livros, num dos quais estava incluída a história da Cristina. Também deveriam manter uma boa comunicação com ela e dar-lhe reforço do comportamento incompatível. Passado algum tempo, quando encontrei esse Adolescencia-Btio, ele disse-me que no serviço dela estava tudo resolvido porque a tinham transferido do lugar e ela divertia-se muito nas festas em casa de amigos. Mostrava-se muito satisfeita. Isto levou-me a pensar que poderia não ser por muito tempo e que qualquer nova adversidade a poderia afectar, já que não tinha aprendido a ultrapassa-las. O tio telefonava-lhe mais do que uma vez por dia para manter uma boa comunicação, mas não tinha lido qualquer livro, porque se destinavam a ela (Q/20,40). É uma tristeza os familiares não compreenderem a influência que exercem uns nos outros e descobrir que alterando apenas essa interacção, muita coisa pode mudar. Para isso, é necessário saber como, conhecendo a ciência do comportamento e tentando descobrir as causas do desequilíbrio.reed2

F.: Qual a solução para isso?
M.N.: Como tinha sido explicado no início, a dificuldade dela, era enfrentar o público pessoalmente. Em vez de conseguir ultrapassar essa dificuldade, o que seria possível com a ajuda do tio, ela foi transferida para o atendimento pelo telefone. O problema manteve-se e ficou «em banho-maria», adiado para uma próxima oportunidade, em que talvez se diagnostique qualquer outra coisa e se tente «atamanca-la» com comprimidos e baixas médicas. Por causa disso, em vez de «empurrar» o problema para os outros, os pais têm de ter conhecimento da ciência do comportamento e agir em conformidade. Os pais ou os mais velhos não se podem limitar a mandarpsicoterapia2 ler em vez de ler, compreender e actuar. Só esta acção pode reduzir em muito os custos com a psicoterapia, reduzindo imensos desequilíbrios psicológicos e até prevenindo-os, como deve poder acontecer com o rapazinho de que me está a falar.

F.: Acha que assim é melhor?
M.N.: A grande preocupação dos pais, numa boa educação, deve ser a de tornar os filhos, sensatos, equilibrados e especialmente, independentes e autónomos. Os pais não estarão cá a vida toda para os ajudar e amparar. Podem ter algum azar e deixar as crianças desamparadas. Se elas aprenderem a ser autónomas, independentes e sensatas, embora com a maior afeição e ligação aos pais, tal como aconteceu com a JOANA (D), os pais podemstress2 ficar muito mais descansados e viver tranquilamente e em paz. Caso contrário, podem ter de ajudar os filhos em todas as suas dificuldades futuras porque eles não aprenderam a resolver as situações autonomamente. É a vantagem duma boa educação de que falo constante nos livros, especialmente depois de ter tido contacto com o Joel (G), que tentou matar a noiva por três vezes, sem sucesso, mas também sem muita vontade, nem intenção. O que ele queria era que ela não o abandonasse para ele não se sentir como se tinha sentido desde criança, totalmente abandonado pelos pais e quase pela única avó a quem fora confiado.

F.: Compreendo que encaixar todos estes conhecimentos não é fácil, nem se pode fazer com meia dúzia de consultas. Também estou a ver que vários livros podem custar bastante menos do que uma só consulta. Se eu consegui molhar2alguma coisa só com a leitura dos artigos do seu blogue, os outros também o devem conseguir ainda melhor com a leitura de livros. Dá para pensar e aconselhar o meu amigo.
M.N.:De facto, se o senhor conseguiu melhorar muito, apenas com a leitura dos posts, mas com bastante compreensão dos mesmos e muito treino, qual a razão de outros não conseguirem alguma coisa com a consulta dos posts, além da leitura de livros? O «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F) ainda não está publicado, mas têm as edições anteriores da Plátano e da Clássica. É por isso que mantenho os blogs e vou dando respostas aos que fazem comentários. Depois, se as pessoas não conseguirem os seus desejos, podem marcar consultas para esclarecimento e orientação, sabendo que também fazem parte do problema e que devem mudar o seu comportamento. Contudo, antes de escolher o psicólogo, é bom que se obtenham informações acerca da sua idoneidade, competência e homem2seriedade. Caso contrário, poderão sair opiniões como a do «síndroma de alienação parental». Em que estado estará agora a «Maria»?

F.: Mas em relação aos livros, onde é que ele os poderá adquirir? Porque não os publicita?
M.N.: Já tive ocasião de dizer que não estou interessado em publicidade. Interessa-me apenas informar e divulgar essa informação acerca da existência dos livros e sua utilidade. Quem quiser, dirige-se ao blog e tem o meu endereço do e-mail para onde pode escrever e solicitar os livros que desejar, inclusive alguns da Plátano, Depress-nao-BClássica e Hugin, que ainda tenho em meu poder. Os do Centro de Psicologia Clínica, estão comigo e posso fornece-los logo.

F.: E se ele quiser ir à consulta como é que faz?
M.N.: O seu amigo tem o número do consultório onde trabalho por marcações pessoais. Situa-se em Mem Martins, próximo do Centro de Saúde. Se quiser mais informações, pode utilizar os comentários do blog ou enviar um e-mail. Embora eu me dedique só à psicoterapia, se necessitar de exames ou qualquer outro apoio, a Drª Graça Martins, que trabalha no consultório da Fisioconvento, em Mafra, e no Psicais, em Cascais, dá-me todo o apoio, com casos2confiança.

F.: Obrigado por esta grande conversa. Vou tentar ajudar o meu formador.
M.N.: Oxalá que tenha sorte e que ele consiga aquilo que deseja. Da minha parte, vou para casa passar tudo isto a limpo para publicar no blog que pode ajudar mais gente. Boa sorte.

arvore

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AUTOTERAPIA 21

“Senhor Dr. Noronha.
Como não o tenho visto passar pelo café nas duas últimas semanas e o meu amigo também não, faço este comentário porque arvoreo prefere aos e-mails.
O meu amigo sente-se muito melhor e parece que vai conseguir trabalhar na empresa em que está a fazer o estágio ou formação.
Ele gostaria de saber melhor quais são os fundamentos da «sua» psicoterapia, porque não compreende a razão de o senhor não parecer simpatizar muito com as tradicionais, MINDFULLNESS, PSCOLOGIA POSITIVA, MEDITAÇÃO, REIKI, IOGA, etc.
Gostaria de me encontrar consigo para fazer várias perguntas esclarecedoras.
Fiquei ainda mais curioso quanto aos fundamentos dessa psicoterapia, especialmente depois de ver a entrevista de Marta Rangel ao Prof. Sampaio da Nóvoa no programa “Conversas com Vida” do Económico.
Desde já agradeço a sua disponibilidade.
«Conhecido de ontem»

 

Antes de tudo e apesar da demora, deixe-me agradecer a sua simpatia e dizer-lhe que nesta semana devo estar mais disponível. Estive engripado, mas estou melhor e passarei pelo café. Entretanto, peço que leia cuidadosamente todos os posts relacionados com os temas citados e com a Autoterapia e Biblioterapia, além de Auterapia-B30quaisquer outros, citados nos mesmos posts. Da minha parte, vou tentar ver essa entrevista nas peças que ficam gravadas automaticamente na televisão.
Até à próxima
M. de Noronha

 

Perante este comentário e depois da resposta que enviei, fui descobrir a referida entrevista, que achei muito interessante e fiquei à espera de encontrar o «Conhecido de ontem» no café costumeiro mantendo com ele, «resumidamente», Biblio
o seguinte diálogo.

 

CO: Muito gosto em vê-lo depois de bastante tempo e muito obrigado pela ajuda que deu ao meu amigo. Ele também está muito satisfeito. No que toca à entrevista citada e aos seus métodos psicoterapêuticos, o que é que me diz?
MN: Nessa entrevista, existem pontos de convergência com a psicoterapia, especialmente, no que se refere à autonomia e à utilização de todos os recursos de que a pessoa possa dispor. Ele parece ser muito pragmático e realista.
A psicoterapia que proponho, essencialmente pragmática, embora conduzida em consultório, também pode Acredita-Bser realizada por cada um, desde que a pessoa leia o suficiente, entenda bem os mecanismos do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção com a sociedade, pratique bastante aquilo que é necessário, com tenacidade e perseverança, e tenha a humildade suficiente para analisar o seu comportamento, com bom senso, descobrindo os «erros» cometidos e o modo de os ter podido ultrapassar, ou ultrapassá-los no futuro. Temos claramente o exemplo do Antunes (B).
A minha divergência em relação aos métodos de Reiki, Mindfullness, etc. baseia-se essencialmente em parecerem métodos de trabalho, com filosofias próprias e procedimentos exclusivos. Qualquer deles diz o que se deve fazer. Parece uma receita em que não deve haver inovação nem misturas. Não estou a pô-los de parte mas não me submeto aos Consegui-Bmesmos, embora possam complementar ou suplementar tudo aquilo que digo e que cada um desejar fazer.
O que eu proponho, é fornecer os ingredientes, alertar as pessoas para a sua utilização, dizer como funciona a cozinha e apresentar também um cozinhado ou vários, já preparados. Cada um pode utilizar os ingredientes que quiser, como entender, seguir um modo de cozinhar já apresentado, variá-lo ou preparar a «sua» receita, e ainda, descobrir receitas novas mais agradáveis para si.
Nas receitas que se apresentam na Mindfullness e outras, quem cozinha, fica dependente das mesmas e confinado aos seus procedimentos. Na minha apresentação de ingredientes e cozinhados já preparados, com os respectivos resultados, cada um pode seguir os exemplos apresentados ou inovar à sua maneira e obter aquilo que pretende. Difíceis-B
Não fica dependente
duma receita, nem daquele que a apresentou. Estou a fomentar, essencialmente, a independência, a autonomia e até a criatividade. Como já deve ter lido, aquilo que aconteceu com o «Calimero» (M) é bastante elucidativo e nunca esperei atingir os resultados obtidos, especialmente com a rapidez com que se conseguiram, apesar de ele não praticar quase nada do que era necessário, além de ser avesso a leituras, à autoavaliação, à escrita do diário e ainda mais à manutenção da autoanálise e do relaxamento mental continuado, que são quase essenciais.

CO: Porque é que diz isso? Como é que quer que as coisas se façam?
MN: Vou tentar explicar esmiuçadamente tudo aquilo que está estipulado apenas no «AUTOTERAPIA (psico) PARA Psi-Bem-CTODOS» (P), que é um manual de apenas 86 páginas, das quais, menos de 45 são necessárias para cada um obter o resultado que pretende. Mas, como já tive ocasião de dizer, o interessado tem de ler muitas mais coisas, entendê-las e praticar ou treinar o essencial.

CO: Estou ansioso por ouvir tudo isso.
MN: Antes de tudo, uma pessoa com dificuldades ou desejo de melhorar, tem de definir ou escrutinar aquilo que interessa reduzir, eliminar ou aumentar. É como ir às compras e definir aquilo que se deseja ou não deseja. Se não, a pessoa pode ser facilmente influenciada e ficar dependente daqueles que lhe quiserem impingir algum produto desnecessário ou até prejudicial. Como é que uma pessoa pode pretender reduzir as suas dificuldades sem saber Consegui-Baquilo que deve reduzir e em que medida? Quem, melhor do que o próprio, consegue saber aquilo que deseja? Quando vamos à consulta, temos de ser nós a apresentar as nossas queixas, dizendo depois ao especialista se conseguimos melhorar ou piorar. Essa autoavaliação é a discriminação das dificuldades com a avaliação da força com que elas nos incomodam. Para isso, existem as tais tabela e escala, com exemplos. Com isso, podemos «seguir» o percurso das nossas dificuldades, monitoriza-las e saber quando, de que modo e com que meios elas ficam debeladas ou aumentadas. Para isso, temos de ter um registo cronológico. Com o «Calimero», fui eu que tive de fazer tudo isso! Não poderia ser ele a fazê-lo? Tinha de absorver o tempo da consulta, para o psicólogo fazer isso por ele?Maluco2

CO: Mas isso é importante?
MN: É essencial. Quase todas as dificuldades têm as suas origens ou causas que provocam efeitos que não nos interessam ou que nos incomodam. São, muitas vezes, factos que vivemos ou recordações que nos provocam sentimentos, sensações, desconfortos ou comportamentos que não desejamos. Se não soubermos as causas que provocam essas dificuldades e em que medida elas são alteradas com a nossa nova maneira de proceder, como será possível verificar, controlar e tentar alterar os efeitos conseguidos com os nossos novos procedimentos?

CO: Como é que se consegue isso? Psicologia-B
MN: O relaxamento mental é importante. Contudo, para quem é muito tenso ou descontrolado, o relaxamento muscular pode ser inicialmente necessário para ser continuado depois com o relaxamento mental. O relaxamento muscular é mais fácil de atingir e praticar, porque depende muito de actividade física executada duma determinada maneira. Tentar entrar em relaxamento mental através de técnicas de meditação, etc. também pode ser possível mas, de certeza, deve demorar muito mais tempo e consumir muitas horas por dia. Naquilo que já pratiquei e experimentei com muitos «pacientes», com cerca meia hora por dia, poucas semanas são mais do que suficientes para entrar em relaxamento mental e conseguir, consequentemente, recordar os bons momentos da nossa vida. É a técnica da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) para entrar depois em Imaginação Interacção-B30Orientada (IO), apoiada liminarmente pela autohipnose (J). Quem é que não fica satisfeito em relembrar e «reviver» os bons momentos? Levanta os ânimos.

CO: Para quê são os bons momentos de cada um, se podemos socorrer-nos de muita coisa boa que acontece no mundo à nossa volta e até connosco?
MN: Pode ser que seja um dos segredos e uma arma forte desta psicoterapia. Os bons momentos estão connosco, guardados na nossa cabeça. Não temos de os ir buscar a lado algum, ficando dependentes disso. Contudo, muitas vezes, ficam escondidos e relegados para segundo ou terceiro plano, porque a vida nos «aporrinha» constantemente com «chatices» de toda a espécie. Não realçar esses bons momentos pode conduzir-nos à falta de autoestima, Imagina-Bcomo se propala actualmente. Por exemplo, neste momento, estamos a ser perseguidos pelos baixos salários, pensões degradadas e praticamente «roubadas», dificuldade de emprego, necessidade de ajudar os familiares em dificuldades e muita coisa mais, até na saúde e, muito mais, na saúde mental. Entretanto, vemos as grandes empresas e fortunas e crescer desmesuradamente. Os governantes propõem «austeridade» para combater a situação mas, da parte deles, não se nota o mais pequeno esforço neste sentido e até se verifica o contrário. Contratam cada vez mais gente «de topo» e a preços exorbitantes. Beneficiam os mais ricos, que vão prosperando à custa do sacrifício dos muitos mais frágeis. Tudo isto revolta e deixa-nos, pelo menos, num estado de inquietação difícil de minimizar. Se nós não criarmos forças interiores para aguentar a situação, podemos ir-nos Depressão-Babaixo e entrar em frustração. Com isso, qual será a resposta? Uma delas, é atacar quem nos ataca. Se tivermos êxito, podemos obter reforço secundário negativo aleatório. Porém, se os castigos continuarem sem conseguirmos fugir deles, podemos entrar em depressão aprendida, donde dificilmente sairemos com facilidade. É uma espécie de desespero total, um abandono de nós próprios. Contudo, o antídoto a empregar, pode ser o de entrar em Imaginação Orientada (J) utilizando as poucas dicas que são dadas no livro da AUTOTERAPIA (P). Com isso, podemos aguentar a situação com algum estoicismo e até reagir com calma e segurança. Posso garantir que não é fácil, mas torna-se possível. Todas as pessoas com quem lidei neste aspecto, conseguiram ultrapassar as suas dificuldades quando praticaram o que era necessário e colaboraram comigo. Mas, a minha ambição é fazer com que as pessoas consigam fazer isso, sozinhas. E isso é possível, nem que seja com uma ligeira ajuda Psicopata-Binicial e algumas explicações dadas em conjunto a muitas pessoas.

CO: Mas, como é que isso é possível? Parece-me muito difícil.
MN: Tem razão e não tem. Como já disse, é difícil, mas não impossível. Dá trabalho e exige persistência. Por isso, as leituras e a compreensão dos mecanismos do comportamento humano são importantes. É essencial compreender isso. É nesse sentido que reorganizei, actualizei e ampliei todos os livros publicados desde 1990, acrescentando «casos» novos com muitas experiências e bons resultados que fui obtendo desde 1975. Os condicionamentos, sendo muito importantes, são os que nos afectam mais. Os reforços também, especialmente o vicariante, que vai tomando conta de nós sub-repticiamente desde a infância. Os exemplos e os neuropsicologia-Bcomportamentos familiares também influenciam e moldam o nosso comportamento num determinado sentido, com os modelos que nos são oferecidos, de mão beijada.

CO: Estou a ficar ligeiramente confuso.
MN: Vou tentar explicar melhor. As leituras podem ser feitas em qualquer momento. Uma viagem, uma pausa, um tempo vago, podem servir para isso. A escolha dos livros pode ser feita por cada um consultando o blog respectivo. Aí existem livros sobre a teoria e a prática da Psicologia e da Psicoterapia. O livro BIBLIOTERAPIA (Q) dá as orientações necessárias. O AUTOTERAPIA (P), do qual já falamos, orienta os passos a serem dados na execução do plano que cada um quiser estabelecer. Os livros com os diversos «casos» como o do Saude-CAntunes (B), da Cidália (C), do Júlio (E), do Joel (G), da Isilda e «nova paciente» (H), da Cristina, Germana e Januário (L) dão, cada um à sua maneira, exemplos dos problemas resolvidos em diversas situações, mas sempre com alguma colaboração do próprio, mesmo que não tenha sido espontânea e desde o começo. Também temos os casos de «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» (M) nos quais se verifica que uma psicoterapia tardia pode, às vezes, dar resultados fracos, deixando a pessoa em sofrimento durante muito tempo. Também pode acontecer que muitos outros factores tenham a sua intervenção para tornar a psicoterapia impossível quando, se fosse realizada atempadamente e com eficácia, daria resultados mais do que satisfatórios.

CO: Se pode acontecer isso, o que é que podemos fazer? Joana-B
MN: Como já disse várias vezes, para precaver situações deste tipo, a «EDUCAÇÃO» é um factor importante, assim como os exemplos familiares e sociais. Tudo concorre para que os estímulos recebidos pela pessoa que vai formando a sua personalidade possa interiorizar um modelo de actuação que o ajude a ter um comportamento aceitável e correcto. A sua aprendizagem é muito importante. O simples exemplo ficcionado da JOANA (D), condensado com inúmeras consultas a pais e crianças durante uma década, abre um leque de opções para que os pais possam educar os filhos da maneira mais correcta e adequada, de acordo com as suas convicções. Podem agir ao seu gosto, com base nos ensinamentos da Ciência do Comportamento. Não têm de agir de acordo com ideias pré-fabricadas e possivelmente, preconceituosas, como se fosse receitas dadas até, muitas vezes, nos meios Organizar-Bda comunicação social.

CO: Mas é possível fazer com facilidade aquilo que diz?
MN: Se as pessoas lerem com cuidado a história da JOANA (D), podem descobrir muitas maneiras de alterar os seus comportamentos inadequados, adoptando modelos correctos. Também é por isso que mantenho o blog das respostas aonde, provavelmente, vai ser inserida a nossa conversa, devidamente resumida e composta. Além disso, as palestras que estou a propor, mas que não quero ser eu a implementar, quase como negócio, servem para isso. São para dar orientações, respostas e esclarecimentos imediatos e atempados. Os vários livros também podem servir para isso, inclusive para reeducação e desenvolvimento pessoal.

CO: E em relação a essa autoterapia pode dizer-me mais alguma coisa? Respostas-B30
MN: Seguramente. Depois da autoavaliação das dificuldades que deve ser feita, possivelmente no mesmo dia de todas as semanas e da prática do relaxamento mental, às vezes com a antecipação do muscular, assim como da recordação dos factos agradáveis da nossa vida, a Imaginação Orientada pode ajudar a analisar os nossos comportamentos. É quase um trabalho de investigação criminal. Existe muita coisa escondida, até quase à vista ou, às vezes, muito disfarçada. É necessária muita objectividade para descobrir os erros cometidos e humildade para os reconhecer, acompanhada de realismo para verificar se haveria outra solução. Neste particular, interessa muito que a percepção seja correcta e não distorcida. Daí, podemos descobrir as medidas que poderiam ter sido tomadas para resolver ou minimizar a situação ou evitá-la. Com essa aprendizagem, podemos imaginar os futuros DIA-A-DIA-Ccomportamentos mais saudáveis do que os do momento. É por causa desta última fase, que se processa com a Imaginação Orientara, facilitada pela autohipnose, acompanhada de Terapia do Equilíbrio Afectivo, que interessa que seja mantido um diário de anotações em que se irão mencionando as recordações ou dificuldades sofridas no momento ou no passado. Esse diário, conjugado com os treinos efectuados e o registo das autoavaliações, podem deixar a pessoa devidamente «localizada» para poder avaliar e controlar o seu comportamento no futuro, conhecendo da sua intensidade. Ao fim de 6 meses deste exercício, até a autoanálise pode ajudar a detectar outras dificuldades mais antigas, muito recalcadas e quase esquecidas que nos incomodaram imenso, podendo funcionar, a qualquer momento, como um fusível que dispara ou uma faísca que provoca um incendio. É imenso o material que fica armazenado na nossa cabeça, às vezes, mal percebido, como aconteceu com o Júlio «Educar»-B(E), e que passa despercebido e, pelos condicionamentos e moldagens ocorridas, ocasiona os desequilíbrios. Qual a razão de não tratar esses desequilíbrios descobrindo as suas causas para modificar os efeitos em vez de vasculhar culpas para engendrar justificações e, depois dum pomposo diagnóstico, tomar umas mezinhas para «aguentar» a situação?

CO: Isso será suficiente?
MN: Não sejamos muito ambiciosos. Ajuda a prosseguir e a fazer experiências por nós próprios e, especialmente, não deixa a pessoa na dependência de ninguém. Repare que o seu amigo, sem qualquer outra ajuda, conseguiu fazer muito do que pretendia. Se ele não tivesse começado e ficasse à espera duma consulta ou de quem o Depress-nao-Bfosse ajudar, lamentando-se por causa da falta de apoio, o que é frequente entre nós, teria conseguido alguma coisa? O importante, é aproveitar todas as oportunidades, o melhor possível, não deixando escapar nenhuma. Está nas mãos de cada um.

CO: Mas ele utilizou muito o seu blogue.
MN: Com aquilo que me está a dizer, ele não teve de ir a qualquer consulta nem ficou dependente seja de quem for. Não teve de seguir uma receita rígida de se manter numa determinada posição, ouvir uma certa música, entoar qualquer cântico, sujeitar-se a alguma dieta ou estar dependente da palavra ou do conselho de qualquer pessoa. É exactamente isso que pretendo não só com o livro sobre AUTOTERAPIA mas ainda com toda a colecção dos restantes 16 livros destinados à ciência do comportamento, psicoterapia, psicopedagogia, psicologia social e Marketing2desenvolvimento pessoal. Cada um pode desenrascar-se à sua maneira e, de acordo com as suas possibilidades, servir-se até do exemplo dos outros para «fabricar» ou «engendrar» os seus modelos ou planos de acção. Como também disse nesse livro se, apesar de tudo, cada um, com todos os meios utilizados, não conseguir sentir melhoras, é preferível socorrer-se dum apoio especializado e sério, o mais cedo possível, para que a situação não se vá degradando, tornando-se quase crónica e de difícil remissão. Algumas pequenas melhoras com sucedâneos medicamentosos, podem deixar que a pessoa obtenha reforço secundário negativo aletário e alieante e fique viciada a vida toda perdendo a sua vivacidade, espontaneidade e até «vontade de viver». Lembre-se que os suicídios aumentaram entre nós nos últimos anos.

CO: Porque é que diz isso?
MN: Porque, se não formos nós a tomar conta da situação, deixá-la-emos nas mãos dos outros e, não imaginando que Humanismo2ficaremos alienados a vida inteira com mezinhas que «atamancam» a situação momentaneamente, criaremos um vício que nunca mais nos abandonará. Em qualquer psicoterapia, não são os medicamentos, as palavras ou os actos dos especialistas que nos aliviam as dificuldades se a «nossa cabeça» não estiver envolvida em todo o processo e não sintonizar com tudo o que temos de fazer. Para compreendermos como são as coisas, não podemos ler em vez de ir apenas a consultas? Temos de nos deslocar ao consultório e permanecer lá o tempo necessário para fazer o relaxamento, em vez de o iniciar e prolongar comodamente em casa, à noite? As recordações têm de ser incentivadas e estimuladas só pelos especialistas, quando elas se encontram alojadas na nossa cabeça e temos de ser nós a recordá-las? Quem mais do que o próprio pode ter acesso a ela, a qualquer momento e sem ir ao consultório? Tudo isso é muito interessante e pode ser feito quase pelo próprio, com pouquíssima ajuda do especialista, Falhas-Bdesde que cada um se envolva na situação e saiba o que deve e pode fazer. Está tudo dentro da nossa cabeça e é aí que se tem de «mexer». Por isso, a aprendizagem e a prática da autohipnose são importantes. Daí a minha insistência na leitura e compreensão de todo este processo. Também, a preparação dos livros necessários deriva desta necessidade. Além das palestras que poderão elucidar muita gente ao mesmo tempo e dos dois blogs, estou muito interessado que as pessoas leiam também os posts «Pare Escute e Olhe» e «o ANTES e o DEPOIS».

CO: Gostei de o ouvir e conversar consigo. É pena que as pessoas não possam falar assim de vez em quando.
MN: Por causa disso, mantenho o blog onde vou postar esta conversa devidamente arranjada e comprimida, mas com os links necessários, para se poder fazer uma ideia melhor de toda esta situação em saúde mental. É muito importante que as pessoas psicoterapia2possam sentir-se relativamente saudáveis apesar dos males que assolam o país e que vai exigir de nós muita força de vontade e bom senso para combater o grande desequilíbrio que se nota em toda a sociedade, com desigualdades flagrantes traduzidas em muitas vidas miseráveis e aumento substancial de benefícios para alguns. Mas, para que tudo o que disse possa ser devidamente executado, especialmente no que toca à análise dos factos passados que é necessário recordar, visualizar e quase sentir, compreendendo-os bem e enquadrando-os no seu devido espaço e tempo, é necessária muita prática de cada um ou sessões de psicoterapia que não se compadecem com as «horas de 50 minutos» que muitos psicólogos e psicanalistas utilizam. Podem demorar até muitas horas, duma só vez, como aconteceu com o Januário (L) que resolveu o seu stress2problema num fim-de-semana. Aconteceu também, duma maneira diferente, com outros, como a Cidália (C) e o Júlio (E). São  sessões compactas que, no seu todo, diminuem o tempo da psicoterapia e a quantidade de tempo das sessões, melhorando a eficácia. O benefício reverte-se nitidamente a favor do «paciente» que, se colaborar bem, vê o seu problema rapidamente resolvido, com prevenção para o futuro.

CO: De facto, ver os vencimentos e pensões de luxo e regalias que se dão a alguns, enquanto a grande maioria aguenta com as consequências disso, enquanto uma grande parte vai para a miséria, custa imenso, num país que se diz democrático, solidário e equitativo.
MN: Meu caro senhor. É exactamente isso que eu desejo combater. É por isso que mantenho o blog. Agora, até intervenho no Abade Fariafacebook. Que haja alguém que se aproveite dele e que se mantenha saudável para poder dar uma resposta coerente e reactiva, sem se deixar intimidar ou abater com a «desgraça». Haja saúde. Quando chegar a casa, vou deitar mãos à obra para transformar a nossa conversa num novo post que será publicado só amanhã de manhã, depois de uma boa noite de Imaginação Orientada. Felicidades para todos.

Em divulgação…

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AUTOTERAPIA 20

Durante a noite, recebi o e-mail seguinte, que vou reproduzir, por  me ter dado imensa satisfação e porque também me faculta a Bibliopossibilidade de lhe responder, realçando aquilo que é necessário na Psicoterapia, prevenção e profilaxia.

“Senhor Dr. Noronha.
Como o meu amigo «Conhecido de ontem» esteve à sua espera no café que bem conhece e não o viu, pediu-me para lhe enviar esta mensagem. É para lhe agradecer e dizer como me sinto com aquilo que estou a fazer. Disse-me que, para si, é muito importante. Por isso, antes de tudo, muito obrigado.
Como sabe, estou a fazer estágio e nunca me esqueço dos primeiros 15 a 20 minutos antes de dormir para começar com o relaxamento mental embora algumas vezes tenha de iniciar pelo muscular.Acredita-B
Depois vou começando por recordar e pensar naquilo que me aconteceu de bom durante a minha vida e, especialmente, naquilo que está a acontecer agora.
Estou a fazer o estágio mais à vontade do que há uns tempos. Consigo concentrar-me no trabalho e o supervisor que é chefe de todos, tem-se aproximado de mim para verificar o trabalho.
Parece que está a gostar, porque me faz muitas mais perguntas do que aos outros e demora-se mais tempo ao pé de mim, mostrando uma cara de satisfação. Imagina-B
Sei que vai haver pelo menos uma vaga logo depois do fim do estágio. Terei sorte?
Sempre que tenho tempo, leio os seus artigos do blog escolhendo aquilo que me interessa.
Volto para casa cansado mas relativamente satisfeito. Como será o futuro?
Cumprimentos e felicidades no seu trabalho.”

 

Para responder ao seu e-mail e em relação ao seu conteúdo, existem alguns pontos que desejo salientar em Psi-Bem-C
Psicoterapia, prevenção e profilaxia:

  1. Se não houvesse a colaboração do interessado, qual seria o resultado apenas dum aconselhamento? A sua colaboração foi essencial neste caso.
  2. Não foi necessário que o interessado praticasse o relaxamento mental, mesmo que iniciado com o muscular? Quem o poderia fazer por ele? E a sua prática não ajudou?
  3. Não conseguiu fazer isso só com a ajuda das instruções dadas nos diversos posts deste blog?
  4. Talvez o empurrão inicial dado pelo seu amigo «Conhecido de ontem» tenha sido o ponto fundamental e imprescindível Maluco2para iniciar este processo.
  5. Se todo este «trabalho» feito por cada um, todas as noites, durante alguns minutos antes de dormir, fôr devidamente continuado, não poderá redundar num possível bom emprego dentro de algum tempo?
  6. Se esperarmos alguns meses até o estágio terminar, terei mais alguma satisfação? É uma previsão em Psicologia.

Com aquilo que aconteceu apenas com o Antunes (B), com a Cidália (C), com o Júlio (E) e com o «Calimero» (M) quase que não tenho dúvidas. É importante e imprescindível que cada um actue por si próprio e faça o essencial para conseguir Psicologia-Bvencer na vida. Alguns chamam-lhe força de vontade, enquanto outros preferem dizer que é sorte. Mas, nada se consegue se não se souber aproveitar essa sorte.
Contudo, para se aproveitar bem essa sorte, vale a pena saber como funciona o comportamento humano.
Todos procuramos a felicidade, que é satisfação com aquilo que fazemos. Isto é reforço (positivo). Quando não conseguimos aquilo que queremos, sentimo-nos punidos e procuramos fugir dessa situação. Se tivermos sorte, obtemos reforço negativo.
Contudo, se não conseguirmos fugir da punição, ficamos frustrados e deprimidos, tentando cada um reagir à sua maneira e de acordo com as aprendizagens anteriores, baseadas nos reforços obtidos.Psicopata-B
Porém, um dos grandes entraves a uma aprendizagem saudável, pode ser o medicamento que é administrado para que a pessoa não «sinta o peso» da sua desilusão, medo, ansiedade, ou qualquer outro sentimento menos saudável e desajável. O reforço secundário negativo aleatório obtido com isso, por reduzir o estado do desconforto inicial, pode conduzir a uma dependência que é conseguida com o aumento da dosagem do medicamento, que vai actuando com cada vez menos força. Cria-se assim o vício ou a dependência.
Os aconselhamentos caritativos e «compreensivos» atribuindo as culpas aos outros ou à sociedade em si, justificando o comportamento do interessado, sem reacção positiva e construtiva ao desequilíbrio, podem fazer Depressão-Bum efeito semelhante. Até pode acontecer isso com algumas psicoterapias que nunca mais têm fim.
Se a aprendizagem tiver sido a de não conseguir fugir ao castigo, por mais tentativas que sejam feitas, podemos entrar em depressão aprendida que nos pode deixar completamente psostrados e insensíveis a tudo. Não sei se a nossa abstenção actual nas últimas eleições tem essa componente, com a aprendizagem que foi feita durante os últimos 40 anos, depois duma grande expectativa, durante quase meio século, de dias melhores. Será isso ou o nosso comodismo habitual?
A única possibilidade de sair deste ciclo vicioso é reagir, apreendendo alguma coisa sobre o funcionamento do comportamento Acredita-Bhumano isolado e em interacção com os outros. Para isso, existem os 17 livros que foram enquadrados na
colecção da Biblioterapia. Todos têm a sua finalidade nos campos da Psicopterapia, Psicopedagogia, Psicologia Social e Desenvolvimento pessoal.

Para um leigo na matéria, pode não ser fácil apreender e compreender tudo só com a leitura e sem qualquer explicação complementar. Para isso, já fiz a minha Proposta de Colaboração. É para responder pessoalmente e, se possível, com a apresentação de «casos», a todas às diversas perguntas que devem bailar nas cabeças dos diversos intervenientes. A Cidália (C) também teve muitas dúvidas e desencorajamentos no início da sua psicoterapia mas, com um empurrão bem dado pelo seu «tio», tudo correu pelo melhor.Interacção-B30
Soluções existem, mesmo que não se consigam as «famosas» consultas de Psiquiatria e as «distantes» consultas de Psicologia ou Psicoterapia. Cada um tem de se «movimentar» para conseguir isso. Além disso, tem de se treinar e ser persistente, possivelmente, antes que se desequilibre. Sei que é muito difícil mas, posso garantir que não é impossível, com provas dadas e muitos exemplos.

O meu intento de divulgar essas noções num blog pessoal que posso controlar e difundir através do facebook, é exactamente esse. A preocupação de reagrupar, remodelar e aumentar com Difíceis-Bacrescentamento de novos «casos» os livros anteriormente publicados, também foi essa.
Posso dizer que, se continuar com o «espírito» que parece estar a ter agora, não se descurando no treino que tem de iniciar todas as noites, pode ir longe. Será, contudo, útil e muito vantajoso manter, pelo menos, um diário de anotações, para poder fazer as suas sessões de Imaginação Orientada (J) com bastante proveito.

O meu intento de conseguir publicar o mais depressa possível o novo livro «AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS» (P) é o de proporcionar a todos os interessados um guia global para poderem orientar numa profilaxia proveitosa e eficaz, de forma autónoma e independente. Este livro, resumeAuterapia-B30 tudo aquilo que vale a pena fazer e fornece a bibliografia necessária para os mais exigentes terem as explicações necessárias sobre esta psicoterapia que já deu mais de 90% de sucesso nos diversos casos que foi aplicada.

Como corolário de tudo o que disse, posso acrescentar que uma EDUCAÇÃO cuidada e proporcionada com o conhecimento das leis do comportamento humano pode mudar muita coisa na vida das pessoas e até de famílias inteiras, como aconteceu no caso da JOANA. Com as suas traquinices, reduzidas em tempo oportuno e com toda a sua colaboração, conseguiu-se «re-unir» os pais que se iam «des-unir» por causa disso. Foi uma compreensão clara da situação, Joana-Bcom exemplos práticos, que deu origem a tudo isso. Espero que mais famílias possam fazer o mesmo, evitando o enorme desequilíbrio psicológico que se evidencia nas sociedades «chamadas» modernas, civilizadas e desenvolvidas.

Em quê? Só no aspecto pecuniário e de bens materiais? O fosso cada vez maior entre ricos e pobres não conta? A interacção entre as diversas entidades humanas e territoriais é saudável? A felicidade interior das pessoas não conta? O bom entendimento interpessoal fica para segundo plano? Como se alimentam as guerras? Quem as incentiva e alimenta? Quem ganha com isso? Que tipo de mundo vamos deixar aos nossos vindouros?

Saude-BEspero que tenha uma vida mais feliz, com uma boa família e um novo emprego ao seu gosto.

Em divulgação…

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