PSICOLOGIA PARA TODOS

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AUTOTERAPIA 15

Hoje, atrasei-me no meu passeio semanal habitual e, quando passava pelo café que raras frequento, veio ao meu encontro oBiblio «Conhecido de Ontem», interlocutor dos dois últimos posts, para me convidar a entrar.
Parecia que estava, ansiosamente, à minha espera. Queria falar comigo e esclarecer algumas coisas que lhe tinham deixado dúvidas, depois de ter consultado diversos posts sobre Imaginação Orientada, Biblioterapia, Autoterapia, Modelagem, Relaxamento, Depressão, Reforços, e vários outros relacionados com os assuntos da psicoterapia.
Desejava ajudar um amigo a «aguentar» a situação enquanto ele não conseguisse um trabalho aceitável e queria que ele pudesse ter força suficiente para procurar um emprego, utilizando todos os meios ao seu alcance. Tudo isso era muito urgente e, por isso, ele sentia-se na obrigação de o ajudar.Imagina-B
Dizia ele que o amigo, tendo acabado de ser despedido, estava «completamente em baixo», não arranjava emprego e não tinha dinheiro para qualquer consulta ou medicamentos, quanto mais para uma psicoterapia.
Tive de dizer a esse meu conhecido que eu estava atrasado, e que a minha mulher ficaria à minha espera de mim em menos de 10 minutos, para irmos fazer as compras semanais.

Com esta resposta e a minha impossibilidade de o acompanhar no café, tirou rapidamente do bolso uma folha de papel com algumas perguntas importantes e disse-me que o esclarecesse logo que possível. Eu podia alterar as perguntas ou acrescentá-las, mas o assunto ficava essencialmente reduzido às mesmas, como se estivéssemos a conversar sobre isso.Respostas-B30
Por esse motivo, utilizando todo o dia e a minha disponibilidade, vou ver se consigo fazer este post, em forma de diálogo, como se ele estivesse a conversar comigo fazendo perguntas, tal como me aconteceu, há bastantes anos, com o meu amigo Antunes (B) (J).

Qual a razão de dizer que o reiki, o ioga, a dieta, a ginástica, a meditação, não são suficientes para resolver os problemas psicológicos?
− Os problemas psicológicos estão sediados essencialmente na «cabeça», isto é, na mente de cada um. Qualquer pessoa fisicamente saudável pode sofrê-los, da mesma maneira como uma debilitada. Por isso, não é tratando apenas fisicamente o corpo que se podem resolver esses problemas sem a colaboração activa da mente. É por isso que Depressão-Bsó a droga também não os resolve.

Parece que não gosta também da droga!
− O problema não é não gostar, mas sim, saber que a droga influencia fisiologicamente o sistema nervoso deixando-nos insensíveis para utilizar a cabeça, tanto quanto é necessário numa psicoterapia. É por isso que insisto muito na colaboração activa do paciente ou interessado, juntamente com os treinos de relaxamento mental necessários e a compreensão que cada um possa ter, relacionada com o funcionamento do comportamento humano isoladamente (F) e em interacção com os outros (K).

Qual a razão e a necessidade de as pessoas conhecerem isso?Psicopata-B
− A necessidade, mais do que a razão, é descobrirem que todo o comportamento tem as suas causas que ocasionam os efeitos que não nos interessam ou que nos incomodam. Se quisermos alterar os efeitos, devemos alterar as causas, em primeiro lugar. Caso contrário, estaremos a não conseguir os efeitos desejados, que devem ser previamente estipulados para influenciar as suas causas, origens, incentivos ou estímulos.

 − Mas isso tem a ver com a psicologia?
− Muitas das coisas que nos acontecem são por causa dos estímulos com que somos incentivados, às vezes, Psicologia-Bsem darmos por isso e, outras vezes, com a nossa complacência ou ajuda. Por exemplo, para nos abrigarmos da chuva, temos que utilizar uma capa ou um impermeável, abrir um guarda-chuva ou, simplesmente, abrigarmos dentro de casa ou dum alpendre. Se não soubermos isso, facto que pode passar despercebido a um débil mental ou a um bêbado, ficaremos molhados. É tão simples como isso. As maldições contra a chuva ou as rezas, não devem resolver o nosso problema de não ficarmos molhados, se não nos deixarem ainda mais ressabiados. Com os comportamentos desequilibrados, acontece o mesmo. Pior é quando não damos conta disso ou alteramos as causas de forma errada, ocasionando os efeitos consequentes que não nos interessam.Interacção-B30

O que é que pode acontecer neste caso em psicologia?
− Muitas vezes, a psicoterapia baseia-se só num diagnóstico que, por melhor que se faça, abrange a situação na globalidade e pode dar orientações genéricas que podem não se coadunar com a situação específica, porque ninguém tomou em conta os sintomas e factores peculiares daquela situação e as contingências que sempre existem. A psicoterapia, feita assim, pode aparentar algumas melhoras momentâneas e ocasionar sintomas substitutivos ou «danos colaterais», que serão posteriormente diagnosticados com uma outra perturbação e deixar ficar tudo Maluco2na mesma, se a situação não piorar.

Então, qual a solução?
− Tal como disse anteriormente, em vez de diagnósticos, o melhor é analisar e quantificar as dificuldades específicas, tentar compreender quais as suas causas, ter a humildade de admitir falhas anteriores e futuras, compreender de que modo se poderão alterar as causas para se obter os efeitos desejados e fazer os exercícios necessários para se conseguir isso. Os problemas são de cada um e só na cabeça do próprio eles podem ser alterados ou solucionados. É com a cabeça que se deve trabalhar em primeiro lugar.Acredita-B

E acha que cada um pode fazer isso?
− Posso garantir que é possível, por experiência própria e com a do meu amigo Antunes (B). Contudo, isso exigiu que cada um de nós lesse muita coisa e compreendesse o funcionamento do comportamento, que fizesse os exercícios necessários, que ganhasse a humildade de reconhecer os erros e tivesse uma visão suficientemente clara para planear o futuro que cada um desejou. Por isso, o relaxamento mental é extremamente importante mas, exige muita força de vontade e perseverança para a pessoa não desistir com as pequenas falhas iniciais ou até Saude-Bcom os ganhos rápidos adquiridos ao longo do tempo. Isso faz sempre falta para manter uma saúde mental adequada (A).

− Parece que estou a compreender agora porque não é adepto do MINDFULLNESS nem da PSICOLOGIA POSITIVA.
− Não sou adepto, porque tratam do assunto como se fosse uma técnica, partindo do princípio que acções exteriores, isto é, certos comportamentos ou conceitos poderão mudar muita coisa. Se a pessoa não se envolver mentalmente no assunto, pode não conseguir coisa alguma e ficar ainda mais iludida e confusa do que com a sua doença. Consegui-BTambém, na PSICANÁLISE, quase que se atribuem as causas dos desequilíbrios aos outros ou à sociedade. Arranjam-se desculpas ou justificações para os nossos comportamentos desviados deixando-os na mesma. Não se ajuda a superar as dificuldades. A minha divergência fundamental situa-se nisso. Eu desejo que as pessoas ultrapassem as suas dificuldades. Digo isto claramente no último livro sobre BIBLIOTERAPIA (Q). Um exemplo muito simples do que estou a dizer é muitas pessoas, que se apresentam contentes, felizes e bem-dispostas, manterem problemas mentais e se suicidarem. Porquê? Robin Williams será um exemplo? Essas pessoas, quase que praticaram qualquer destas duas técnicas.

E, se cada um não conseguir fazer a psicoterapia por si próprio, como é que se pode desenvencilhar?Psi-Bem-C
− Repare que, com o Júlio (E) eu estive algumas tardes, durante de 8 semanas, «em conversa e treino», num café, além de duas sessões de relaxamento, num hospital. O resultado foi muito bom, porque houve um forte empenhamento dele nos treinos em casa, todas as noites, leitura e compreensão do funcionamento do comportamento e persistência para não desistir nos primeiros tempos. Muito do que fiz com ele, poderia fazer publicamente com mais pessoas num local adequado. Muitas «conversas» que tive com a Cidália (C) foram em cafés. Poucas sessões foram no consultório porque não havia alternativa. É também bom que as pessoas interessadas verifiquem os resultados que ela e muitos dos «pacientes» obtiveram e que estão relatados em vários livros desta colecção. Muito do que se passou com a Cristina, Germana e Januário (L), também foi quase público. Com aquilo que eu neuropsicologia-Bproponho, as ideias gerais, os esclarecimentos e as respostas a muitas dúvidas, podem ser dadas em conjunto a muitas pessoas, num ambiente calmo e adequado. Também se pode ajudar as pessoas a conseguir experimentar e praticar o relaxamento mental, no mesmo local, tal como no ioga.

Só isso chega?
− Só isso não chega, mas o resto, o essencial e mais peculiar e individualizado, se cada um não conseguir fazer como o Antunes (B), pode ser feito em poucas sessões individualizadas. Entretanto, depois das sessões anteriores, com a leitura dos livros, a compreensão do funcionamento da psicologia, o escrutínio e a avaliação Organizar-Bdos seus problemas e o treino inicial do relaxamento mental para a Imaginação Orientada (J), baseada na Terapia do Equilíbrio Afectivo, com autohipnose, a pessoa pode ser facilmente ajudada a superar as suas dificuldades e a treinar o seu desenvolvimento individual. Para que tudo funcione bem, o bom-senso, a racionalidade, a objectividade e o realismo são muito importantes, além da humildade para reconhecer os erros cometidos.

Acha que as coisas são assim tão fáceis?
− Não acho que sejam fáceis, mas também não são tão difíceis como alguns imaginam. O importante, é a as pessoas ficarem devidamente esclarecidas e saberem como tudo funciona. Também necessitam de se conhecer a si próprias e de avaliar constantemente as suas dificuldades, o que cada um pode fazer quantitativamente durante a Abade Fariapsicoterapia. É por isso que julgo que as reuniões iniciais, as conversas e esclarecimentos como aconteceu com quase todos, são muito importantes. A pessoa «entra» na psicoterapia de olhos abertos e com uma disponibilidade para superar as suas dificuldades, que vai avaliando a pouco e pouco e à medida que se vai treinando. Os livros servem para isso.

Como é que isso é possível?
− Para que isso seja possível, depois de ter publicado o livro BIBLIOTERAPIA (Q), estou interessado em publicar o Auterapia-B30AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P), mas só se houver gente interessada em saber de que modo cada um pode fazer facilmente a sua psicoterapia. Se com essa experiência e sem mais consultas, puder ajudar, de imediato, pelo menos 10% das pessoas envolvidas, dou-me por satisfeito. Depois, será possível ajudar as restantes com mais algumas sessões, quer em conjunto, quer individualmente. Só com essas sessões iniciais, vou ter pessoas aptas a fazer a autoavaliação dos seus sintomas, a autoanálise ou o diário de anotações e os treinos iniciais para o relaxamento mental. Essas pessoas poderão depois divulgar as informações e dar a sua opinião acerca de autoterapia ou psicoterapia com pouca ajuda.

E depois disso o que se faz?
− Depois, se cada um não conseguir escrutinar devidamente as suas dificuldades, torna-se mais fácil e rápido fazer isso individualmente para a preparar para a Imaginação Orientada, porque cada um já deve ter recordado muitos momentos bons da sua Arvore-B30vida, necessários para a TEA. Nem queira saber a economia que se pode fazer e o alívio que se pode dar às pessoas com essas dificuldades. O BILIOTERAPIA (Q) já fala nisso.

As televisões dão programas com psicólogos. O que acha disso?
− Raras vezes os vejo. Mas do que tenho observado eventualmente, parece que os únicos que falam em psicologia são alguns inspectores da polícia judiciária. Os outros, podem falar muito, mas não os compreendo.

E os livros que existem sobre diversos assuntos de psicologia, que tem muitas edições com tiragens bastante grandes?
− Não gosto de falar sobre o trabalho dos outros, mas posso dizer que, na generalidade, comecei a ler dois, um, dum psicólogo eDifíceis-B outro, dum psiquiatra. Coloquei-os de lado, porque nada de novo ou interessante consegui descobrir para mim. É uma linguagem, com conceitos e desenvolvimentos que não me interessam. Eu tenho ideias completamente diversas e o que mais me preocupa é o resultado positivo que o próprio consegue obter. Não fica dependente, seja de quem fôr. Por isso, a resposta do «Calimero» à sua mãe, agradou-me bastante apesar de ele não ter lido quase nada, não cumprido as suas «obrigações» do relaxamento, todos os dias, à hora de dormir, nem ter mantido o diário de anotações.

Quer dizer que ele já não necessita de psicoterapia?
− Se isso se passou há cerca de 10 anos e nunca mais necessitou de apoio, de algum modo se tornou autónomo e independente, capaz de reagir por si próprio. Já não tenho contacto com ele há muito tempo.

Isso é assim tão fácil?Joana-B
− Não sei se é fácil. Mas, sabendo apenas o modo como funcionam os reforços, especialmente o negativo e o vicariante, a modelagem e a moldagem, muita coisa pode melhorar, encurtando extraordinariamente a psicoterapia. Descobre-se a génese do comportamento e consegue-se alterá-lo ao nosso gosto, tanto quanto possível, utilizando os condicionamentos. É por isso que insisto nos livros e nestas palestras em se pode prevenir os pais acerca das vantagens duma «boa educação» no sentido psicológico, tal como aconteceu com a JOANA (D). Os pais podem ser o principais agentes de mudança. O reforço do comportamento incompatível é a técnica e a arma mais importante a ser utilizada, em abundância. Muita coisa mais se pode apreender nos livros e a colecção dos 17 livros que estão a ser apresentados na Biblioterapia, servem para isso. Cobrem a área de psicoterapia, psicopedagogia, interacção social e desenvolvimento pessoal.

Em divulgação…pqsp2

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RESPOSTA 44

Comentário no último post:

Sr. Dr. NoronhaBiblio
Como ontem não tivemos tempo de continuar a conversa, há duas perguntas que gostaria de ver bem esclarecidas.
– Qual a razão da sua preocupação em tentar dizer que todos os comportamentos têm a possibilidade de serem modificados descobrindo as suas causas?
– Qual a razão de não se utilizar a psicanálise para isso, já que se faz uma análise do passado?
Faço estas perguntas em comentário porque diz que não gosta de e-mails. Por causa disso e porque posso Auterapia-B30não o ver tão cedo, como normalmente tem acontecido, faço este comentário.
Cumprimentos.
Conhecido de ontem

 

Para dar uma resposta aceitável, posso dizer, antes de tudo, que no meu curso de Psicologia Clínica, no ISPA, fiz dois estágios escolares, de 6 meses cada, um em modificação do comportamento e o outro em grupanálise.Maluco2

Qualquer deles não me satisfez, porque as questões terapêuticas não eram abordadas de forma realista, prática, útil e eficaz, mas sim sob um ponto de vista de explicar a sua origem, sem o devido aprofundamento da causa e com soluções para uma resposta imediata e aparente, que poderia originar reacções secundárias ou danos colaterais.
Por isso, vou-me referir especificamente ao meu «caso» porque não depende da interpretação de outros.

Antes de tudo, o meu mal-estar na Força Aérea e as dificuldades psicossomáticos que passei durante muitos anos, com dores em vários músculos, perturbações no aparelho digestivo e na tensão arterial, eram explicadas apenas em termos fisiológicos, com medicação que me prejudicava e me deixava quase inutilizado, sem resolver o problema.Psicologia-B

Quando chegou a vez da psiquiatria, apenas me disseram que devia ter tido conflitos com a imagem do meu pai e medicaram-me com antidepressivos e ansiolíticos. Sentia-me cada vez mais desanimado e inútil. Ninguém se preocupava em saber com maior profundidade a verdadeira origem ou a causa provável de todo esse estado de coisas. Talvez até não lhes interessasse saber isso.

Mesmo durante o curso de Psicologia Clínica, enquanto ainda continuava na Força Aérea, colocado numa prateleira por ter dificuldades em voar, não tinha qualquer apoio psicológico.Interacção-B30

Quando chegou a minha vez de utilizar os conhecimentos da grupanálise para descobrir as verdadeiras causas, pouco ou nada adiantaram e disseram que eu era uma pessoa de teimar e não desistir. Por acaso, acertaram.

Virando-me para o comportamentismo, recomendaram-me o relaxamento de Jacobson para ir reduzindo paulatinamente as minhas dificuldades. Era mais ou menos uma dessensibilização temporária e pontual. Tudo isso me enfastiava e dava pouco resultado, além de que tinha de seguir algumas regras.Acredita-B

Como nenhuma destas soluções me ajudava em coisa alguma, dediquei-me muito, mesmo durante o curso, à leitura de imensos livros sobre a psicanálise, secundados pelos relacionados com a formação e modificação do comportamento, já que os livros de Pierre Daco, com casos, me eram familiares.

Como, durante o curso do ISPA estava a participar nos seminários de modificação do comportamento, do Doutor Victor Meyer, do Middlesex Hospital, de Londres, resolvi experimentar fazer o relaxamento muscular à minha maneira e seguir as Consegui-Bindicações que estou a dar agora às pessoas que necessitam disso (P). Com isso, as minhas dificuldades parecia que diminuiam e que tinham começado a esvair-se.

Depois da conclusão do curso, como já tinha experimentado comigo e com várias outras pessoas, incluindo a Isilda (H) e o Joel (G), que a recordação dos momentos bons passados por cada um, ajudava a melhorar a «levantar os seus ânimos» para combater os desequilíbrios do momento, comecei a «engendrar» a Terapia do Equilíbrio Afectivo. Foi o que deu origem à minha tese de doutoramento, com 71 casos, em cerca de 3 anos e meio e resolução, com melhoria, de 86% dos casos estudados.Psicopata-B

Posteriormente, a Imaginação Orientada (J) ensaiada e iniciada comigo, ajudou a continuar a pesquisa que já tinha começado quase em 1974. Tudo isso foi secundado pela autohipnose, utilizada sistematicamente quase sempre com todos os pacientes, desde que a experimentei eficazmente com o Júlio (E), à mesa dum velho café em Lisboa, durante a larga pausa do almoço. O resultado do sucesso aumentou para mais do que os 86% conseguidos no estudo da tese. Além disso, a autonomia e independência conseguida por ele prognosticava um futuro cheio de esperança, o que se veio a verificar e constatar 20 anos mais tarde.  É essencialmente isso que eu pretendo. É arvore 30imprescindível que, numa boa autoterapia ou até psicoterapia, o «sujeito» esteja apto a pensar, analisar e resolver as coisas por si, com os seus meios e com as suas aprendizagens do passado, projectando com isso um bom caminho futuro. Para isso, a pessoa também tem de ter humildade e razoabilidade suficiente para admitir os erros, enganos ou incapacidades ocorridos anteriormente.

*Afastando-me agora dos meus problemas já explicados nos posts anteriormente mencionados, posso dizer que um facto tão simples como Depressão-Buma criança ser muito bem tratada e educada pelos avós, porque os pais tinham de estar longe, e ter de se afastar dos avós para tirar um curso superior, pode ocasionar traumatismos negativos e provocar depressão. Ser obrigada a viver com os pais, depois de maior de idade e verificar que ao pais, anteriormente juntos, se casavam para começar a viver vidas sexuais diferentes, pode aumentar esse traumatismo. Qual a psicoterapia que dá conta desses factos? Foi o que aconteceu com a Cidália (C).

* Ter uma vida folgada e boa, com bastantes posses, na companhia de pais que se dão muito bem e ficar de repente sem quaisquer meios de subsistência porque o pai faleceu sem deixar quaisquer economias ou pensão de viuvez, pode ser um facto traumatizante Psi-Bem-Cque provoque, anos mais tarde, uma depressão num indivíduo muito bem colocado numa instituição financeira, uma quase depressão na mulher e insucesso escolar na filha? Foi o que aconteceu com o Antunes (B) que era «moiro de trabalho» por causa disso. Fez quase uma autoterapia.

*Ser duma aldeia próxima de Coimbra e vir morar durante vários anos em Lisboa, bem instalado em casa da família dum primo e padrinho, pode ser traumatismo negativo? Com o Júlio (E) aconteceu isso. E resolveu-se quando ele analisou e compreendeu as causas e o funcionamento do comportamento humano.

*Muitos outros casos poderiam ser mencionados além dos já descritos noutros livros (L) (M). Mas, o importante, é cada um Dificeis-Bconseguir rever o passado, descobrir as causas, analisá-las, compreendê-las e verificar se as poderia ter ultrapassado e como, tentando também descobrir se as poderia ter evitado, para utilizar esse ensinamento no futuro. Entretanto, para facilitar a tarefa e obter reforço positivo, é importante descobrir as coisas boas que nos foram acontecendo ao longo do tempo. Isso pode dar-nos uma maior força anímica que se torna indispensável numa tarefa deste tipo, especialmente se fôr realizada ou efectuada a sós. Mas, é possível.

Tanto o Antunes, como eu, podemos testemunhar isso, porque revendo o meu passado que, para os psicanalistas, deveria apresentar algum conflito com o meu pai, pude descobrir o seguinte.Neuropsicologia-B2

A minha educação foi muito rígida e só com castigos. Isso pode ter-me ocasionado reforço secundário negativo com a ultrapassagem das dificuldades. Era a educação de então com os valores familiares enquadrados numa determinada cultura que não me ocasionou traumatismos mas abriu os olhos para outros valores.

O que, de facto, me traumatizou em relação ao meu pai, foi ele não me ter ajudado, com várias desculpas financeiras, a ingressar imediatamente no curso de Direito quando terminei o Secondary School Cerfiticate o Curso Completo dos Liceus.Saude-C

Com a aprendizagem de ultrapassar dificuldades, feita anteriormente, depois de «muito bem instalado no funcionalismo público», dei um salto de paraquedas para a Força Aérea, que me desiludiu completamente, passados os primeiros 4 anos de contrato.

Essa foi a maior desilusão, compensada com o curso de Psicologia e ingresso na Psicoterapia, que estou a exercer e que desejo colocar nas mãos de cada um, transformando-a em Autoterapia dentro da colecção da Biblioterapia (Q).Imagina-B

À guisa de recomendação ou de discussão final, posso perguntar se qualquer das pessoas poderia analisar e avaliar as causas das suas dificuldades, sem compreender o que se passa com o funcionamento do comportamento humano, baseado em aprendizagens, condicionamentos, modelagens, moldagens, reforços, especialmente o vicariante, frustrações, conflitos, deslocamentos, negações, compensações e muitas outras coisas? Onde se vão adquirir esses ensinamentos senão em livros de fácil leitura e compreensão, se possível, com exemplos da vida do dia-a-dia? Não é nisso que se deve basear uma EDUCAÇÃO adequada?

E que tal, se começássemos a escrutinar e apoiar as famílias, mesmo antes de serem constituídas? Os seus descendentes Organizar-B
também têm de ter um ambiente e uma instrução adequada mesmo que as suas capacidades originárias estejam reduzidas. Não basta pensarmos só na economia em termos das finanças do momento. A economia saudável é «produzida» por pessoas bem equilibradas, que a podem impulsionar se a sua vida fôr agradável e motivante.

É o ingrediente principal para viver bem e democraticamente, num sentido solidário, humanista e equitativo.

Contudo, tal como aconteceu com os pais da JOANA, pode ser necessário que existam algumas sesões de esclarecimento inicial para as pessoas poderem ler, compreender bem, tirar dúvidas e agir do modo como acharem melhor.  Já me ofereci para isso, e só avanço na publicação do livro sobre AUTOTERAPIA se tiver a participação do público interessado,Respostas-B30 que acho necessária e imprescindível. Não estou muito interessado em entregar o livro nas mãos de editores e distribuidores porque desejo introduzir, no momento, as alterações que julgar necessárias com a experiência que o contacto com os leitores me proporcionar, tal como acontecia, há algumas décadas, com a nossa primeira intervenção no Jornal de Queluz. 

 

Joana-BEm divulgação…

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AUTOTERAPIA-14

Tinha ido hoje ao hipermercado, fazer compras com a minha mulher e estava a dar um golpe de vista pelos diversos livros Saude-Bexpostos, sem me interessar por qualquer deles, quando uma pessoa minha conhecida há muito, aproximou-se de mim com um livro na mão e disse:

Dr. Noronha. Já viu este livro?
Era um livro intitulado «MINDFULLNESS» da Lua de Papel, escrito por um especialista inglês, que custava cerca de 14€ e que prometia uma diskette ou coisa parecida para ajudar a pessoa a fazer o exercício. Também me parece que garantia que, com uma prática de algumas semanas, muitos problemas de depressão poderiam ser resolvidos, tal como se estava a fazer agora no Reino Unido.Auterapia-B30
Olhei vagamente para o livro e pareceu-me que tinha muitos conselhos que era preciso ler e utilizar para o bom efeito duma determinada técnica que poderia conduzir à meditação posterior.
Vendo que eu nada dizia quanto ao livro, continuou:

− Sabe que estou a seguir o seu blogue e que já li muitos artigos seus, especialmente relacionados com a AUTOTERAPIA e BiblioBIBLIOTERAPIA? Os últimos, despertaram-me bastante interesse. Além disso, também fui adquirir a Revista «Saúde  Actual». Tive pena que o seu artigo sobre este assunto não tivesse o devido relevo nessa revista. Li também na internet, no [academia.edu], o seu artigo sobre SELF-THERAPY e gostei dele mais do que deste livro que tem agora nas mãos. Quando é que vai publicar o seu livro sobre AUTOTERAPIA (P)?
− Não sei. Necessito de dinheiro para fazer uma edição muito restrita e, se não tiver uma aquisição garantida de pelo menos 50 exemplares, não vou avançar. Os tempos não estão para gastos supérfluos e para fazer o que fazíamos nos anos 80 e 90 no Centro de Psicologia Clínica.Imagina-B

− Mas, pode dizer-me alguma coisa sobre este livro que tem nas mãos?
− Não posso dizer muita coisa a não ser que os americanos que contactei por causa de livros semelhantes lá publicados, assediam-me com constantes emails a convidar para os congressos deles,  querendo que elogie o que eles fazem. A minha resposta tem sido sempre dizer-lhes que estou a preparar e actualizar a colecção de 17 livros da BIBLIOTERAPIA que serve para a psicoterapia, psicopedagogia e desenvolvimento pessoal, com pouca ajuda do psicólogo.Psicologia-B
“Parece-me que é uma faceta que não lhes interessa porque preferem os coachings e os workshops que «rendem» alguma coisa a quem os faz e onde podem «impingir» os seus livros…. e não sei se ideologia também. Também lhes disse que a autoterapia, muito mais profunda, fácil, económica e útil, pode ser praticada por cada um em sua casa, durante 4 semanas ou menos, à hora de dormir, durante uma hora, para continuar, com um dispêndio máximo de 15 minutos diários, à hora de dormir, atingindo bons resultados, palpáveis e eficazes.

Isso compreendi eu quando li os seus artigos. E as pessoas poderão praticar com facilidade tudo o que lá diz?Interacção-B30
− Não sei se conseguirão. Mas, a partir de 1973 e, especialmente, a partir de 1974, eu consegui praticar, com muito menos precisão, quase tudo que está estipulado no livro. Também era uma neurose depressiva reactiva grave que passou para segundo plano à medida que me fui integrando na psicoterapia. Posteriormente, o Júlio (E) deu-me a satisfação de resolver a sua depressão com cerca de 120 horas de conversa e prática à mesa dum café, muita leitura e treino em casa, à hora de dormir. O Antunes (B), com algumas conversas e muitas leituras, conseguiu resolver o seu problema de depressão grave. Nenhum deles necessitou de qualquer música, palavreado, posição, Maluco2
alimentação ou ritual específico. Posteriormente, a Cidália (C) também resolveu o seu problema de depressão, alcoolismorelações sexuais promíscuas, com algum apoio, mas prática de muito do que se diz na AUTOTERAPIA e leituras complementares. Mas, teve de analisar as causas dos seus problemas. Isso só se pode fazer na «cabeça» de cada, nem que seja com alguma ajuda, mas muito trabalho do próprio, o qual é imprescindível.

Acha que essas leituras são importantes? Não seria melhor um aconselhamento?
− Posso dizer-lhe que, para as pessoas que nunca se habituaram a imaginar que na nossa terra se pode fazer mais do que lá fora Acredita-B
e, às vezes, melhor e que também já se faz há mais tempo, deve ser necessário dar algumas explicações, fazer uma demonstração e responder às dúvidas, tal como me aconteceu nas aulas dos enfermeiros nos anos 80 do século passado. Contudo, esses enfermeiros também tiveram de ler alguma coisa nos apontamentos que eram dados nas aulas. Sem saber como funciona o comportamento humano, isoladamente e em sociedade, é difícil «encaixar» o que se diz da autoterapia ou qualquer outra técnica. O resultado disso, é a pessoa seguir apenas os procedimentos com automatismo e sem a utilização da «cabeça» que é o «aparelho» fundamental. As ideias têm de ser alteradas, racional e conscientemente e não apenas emocionalmente. Baseamo-nos apenas nas acções e não na sua Consegui-Borigem ou naquilo que as comanda → o cérebro ou a mente. Ler os «casos» dos outros e saber como os resolveram ajuda ainda mais.

Mas, para isso, seria necessário haver algumas palestras…
− Não sei se reparou que tanto no post sobre «Proposta de Colaboração» como no «o ANTES e o DEPOIS», estou a propôr isso. Já me ofereci para fazer essas palestras, mas a CMS «não atou nem desatou». Estou à espera que as pessoas interessadas, e que podem ser imensamente beneficiadas com isso, sejam capazes de promover ou exigir das entidades responsáveis algumas acções nesse sentido.

Estou a lembrar-me das Universidades para a gente sénior, das Juntas de freguesia, da Misericórdia, das diversas Psi-Bem-Bcolectividades, das Bibliotecas, etc. que poderiam promover actividades deste tipo.
− Julgo que é isso que falta. Nós promovemos isso antigamente no Centro de Psicologia Clínica, com o apoio da Junta de Freguesia e da Escola Preparatória. Mas agora, não vou ser eu a propôr. Eu colaboro, mas não desejo propaganda nem publicidade. Contudo, sei que, numa sociedade como a nossa, isso é indispensável. Mas, quem fizer essa promoção, vai querer tirar benefícios para si. Basta ver os nossos políticos. Eu sei que aquilo que estou a propôr e a fazer desde 1974 e, especialmente, desde 1980, é melhor do que aquilo que se começou a fazer no Reino Unido, só nos princípios deste século. Os livros, com os diversos casos já publicados e por publicar, podem dizer o modo como tudo se processou e se pode continuar a fazer cada vez melhor. Se as pessoas quiseram,Dificeis-B que se «mexam». Eu colaboro de muito boa vontade para obter a satisfação de ter conseguido ajudar alguém naquilo que posso e ainda sei fazer. Leu aquilo que o «Calimero» (M) disse a meu respeito, quando veio esporadicamente a Lisboa e que está transcrito no último post da Biblioterapia? É o resultado da sua autossuficiência, independência e capacidade de reacção autónoma em caso de necessidade e emergência. Não necessita de mentores nem de guarda-costas, nem fica depentente de psicoterapeutas, drogas ou conselhos dos outros. Começa a pensar com a sua cabeça, que deve dizer aquilo que ele deve fazer. Ele não passava do 12º ano durante 3 anos ou mais, mas, apesar de não ter feito muito do que está «prescrito» na «AUTOTERAPIA», conquistou uma licenciatura em 3 anos, com óptima média e emprego quase garantido. É exactamente isso que pretendo e tenho conseguido em quase a mais de 90% dos casos. O importante é a colaboração do próprio, com algum treino e leitura para a apreensão das ideias que vou expondo nos diversos livros. E se cada um aprender a fazer isso sem ajuda?Depressão-B

É pena que o seu projecto não avance e que fiquemos quase sempre no fim da linha dos mais desenvolvidos.
− Também tenho pena, mas não vou fazer mais nada a não ser a tentativa de divulgação das minhas ideias. Quem quiser que colabore comigo. Posso garantir que, se com as primeiras duas palestras conseguir melhorar apenas um pouco a vida de 10% dos presentes, fico satisfeito. Isso quer dizer que não terão de se sujeitar a medicamentos alienantes ou despender tempo, dinheiro e paciência em consultas, às vezes improdutivas. O «Calimero» também foi «acompanhado» e apoiado durante muitos anos e não passou da cepa torta. Até à próxima e obrigado pelo feedback que me Psicopata-Bdeu. A minha mulher deve estar já à minha espera. Às tantas, julga que me perdi…

Em divulgação…
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OS PROMETEDORES E SEUS PATROCINADORES

O comentário feito no último post: Já que está a falar deste desaparecimento que parece situar-se no campo da Biblio
investigação e da justiça, pode dar-nos alguma ideia sobre as intervenções políticas actuais?

teve a seguinte resposta:
Caro senhor Anónimo. Como sei pouco de Psicologia e menos ainda de Eonomia e Política, mas esta também me afecta, vou dizer no  próximo post apenas o que sinto, porque também leio umas coisas e vivo à espera, desde 2 de Maio de 1974, que a democracia seja institucionalizada e implementada por todos nós.

 

Por isso, vou tentar dar a resposta neste post:Imagina-B

Como sei pouco de Política e menos ainda de Economia, a não ser a de merceeiro de aldeia, vou expôr as minhas ideias baseadas naquilo que li em artigos e posts já publicados, para dar umas dicas logo de seguida.

Para mim, o «pai do monstro» começou toda esta desgraça, há muitas décadas, sabendo o que fazia ou aproveitando-se da situação e das oportunidades. Portanto, não me parece um patriota ou um estadista, mas sim um oportunista, podendo link seguinte proporcionar o esclarecimento necessário.Auterapia-B30
http://opinioesdealgibeira.blogspot.pt/2011/09/cavaco-silva-o-homem-por-detras-do.html

Um outro esclarecimento, pode situar-se nas respostas a obter acerca da nossa adesão ao euro, aparentemente recusada no início, mas facilmente aceite e (mal)utilizada depois, em proveito de muitos. Já se esqueceram daquele que «nunca tem dúvidas e raramente se engana» e quer que o «deixem trabalhar», até na terça-feira de carnaval e que nos prometeu que iríamos ter ordenados como os da União Europeia? Há quanto anos? O que se fez depois? Megalomanias e aproveitamentos? Em que é que ficou o tecido produtivo nacional capaz de gerar riqueza com o Saude-Baproveitamento total das nossas potencialidades? Quando é que se começou a «dar cabo» do Serviço Nacional de Saúde? A mim, afectou-me bastante.  http://resistir.info/europa/euro_15_respostas.html

O terceiro esclarecimento, também muito importante, é a razão por que as subvenções vitalícias foram instituídas e não canceladas, tanto mais que já houve tentativas para isso. Quando e quem é que tratou dos vencimentos dos políticos? Aceitar perder reformas douradas, dadas quase de mão beijada, só se o indivíduo fôr malco!

Depois de ler tudo o que está explicado nos posts dos links mencionados, faz-me agora muita confusão os constantes empurrões das desculpas, sempre para cima dos outros, quando quase todos estiveram metidos na «caldeirada» desde o início, tirando daí proveito pessoal, familiar, para amigos e para partidos. Existem dúvidas? 

Embora este assunto não se refira especificamente à Psicologia, vou tentar enquadrá-lo na mesma (F).Psicologia-B

  • Quando um comportamento desejado provoca satisfação, ocasiona reforço positivo e tem tendência a ser repetido.
  • Quando um comportamento de fugir a um castigo ou situação indesejável fica bem-sucedido, ocasiona reforço negativo e também tem tendência a ser repetido.
  • Quanto maior fôr a associação entre os acontecimentos destas duas situações, o reforço obtido provoca aprendizagem que é tanto maior quanto mais bem distribuído ficar o reforço → passar de razão ou tempo fixo para tempo ou razão variável, ou aleatório.Interacção-B30
  • Também, o reforço vicariante, observando modelos bem-sucedidos, ajuda imenso a aprendizagem → demonstração de Albert Bandura com comportamentos de delinquentes.
  • A desaprendizagem também se dá quando não houver um reforço consistente e permanente ou se se conseguir um procedimento de extinção ou punição, podendo utilizar-se também, de preferência, o reforço do comportamento incompatível, muito útil em psicoterapia e na educação (D) (F) (K).

No estado de coisas em que estamos e na democracia que queremos manter e preservar, a única arma possível, neste momento, Joana-B
é o votar em quem possa demonstrar, na prática, que é possível uma governação diferente, para o bem do povo e não de alguns privilegiados.

Haverá alguém que se queira sacrificar, perdendo privilégios adquiridos e não os criando para outros, a fim de endireitar este País que está à espera disso desde 2 de Maio de 1974?

Por fim, com o exemplo dos dirigentes e a mudança das mentalidades dos que os elegeram, a fim de instituir uma governação decente e uma cultura de valores democráticos, de solidariedade, equidade e humanismo, talvez se possa salvar o muito que ainda existe e que está à espera de ser desenvolvido neste magnífico rectângulo à beira-mar plantado, sem acordo ortográfico.

Acredita-B

Chamo a atenção que o reforço do comportamento incompatível está a ser optimamente utilizado por muitos propagandistas que estão rodeados dos que lhes «fabricam» a imagem, apresentando-os como salvadores, já com a chave na mão para abrir a porta do futuro, e que devem ter perdido há 4 anos quando… Depois de o «pai do monstro» ter iniciado a sua brilhante carreira, os seguintes, saltaram sucessivamente para as costas do último, tal como nas cavaladas. E tudo isso, deu no que deu. Por isso, cabe a todos estar alerta e ficar esclarecidos daquilo que desejamos para o futuro, tanto para cada um de nós como para os nossos descendentes. Abram os olhos enquanto ainda é tempo. A seguir, só ficam os dissabores, os arrependimentos, as frustrações e, quando possível, as manifestações que não dão em nada a não ser mais despesas e depredações.Consegui-B

 

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O Desaparecimento de MADDIE McCann

Quando acabei de ver no fb a notícia sobre o possível julgamento dos pais da Maddie, embora sem o mesmo ter acontecido e Bibliosem se descobrir a verdade, quase em simultâneo com a informação sobre Judite Sousa, apeteceu-me fazer este post.

Desde que as primeiras notícias foram dadas, há anos, pelas diversas televisões, achei que a tese de rapto da Maddie era muito falaciosa; diria antes, «muito mal engendrada».

Não li o livro de Gonçalo Amaral nem conheço o seu autor e, muito menos, nutro qualquer simpatia ou antipatia por ele, mas sempre achei que a sua versão, apresentada no vídeo acima mencionado, é muito mais realista e credível do que as «histórias» contadas pelos nossos meios da comunicação social.Auterapia-B30

Estas histórias também me fizeram lembrar os quase «milagres» que se fazem com muitos doentes mentais ou pessoas psicologicamente desequilibradas, quase que anunciando, na sua sequência, nos meios de comunicação social, novos equipamentos electrónicos, medicamentos ou técnicas mirabolantes.

Não sou bruxo nem vidente, mas apenas psicólogo que se dedicou à ciência do comportamento e à psicoterapia.

Por isso, temos de ter em conta todo o ambiente e o aspecto geral de todos os intervenientes para se poder fazer um Imagina-Bplaneamento adequado duma psicoterapia, com uma previsão a ser corrigida com um feedback, possivelmente imediato. Porém, às vezes, ficamos sobressaltados com os resultados parciais não coincidentes com o previsto.

Falando especificamente no caso da MADDIE:

◊ Não havia naquele empreendimento de luxo, para aquelas famílias abastadas, alguém que olhasse pelas crianças enquanto os pais não estivessem por perto?
◊ Olhando para a mãe da criança, a sua maneira de falar, quer na dicção, quer no aspecto, parecia querer dizer que não estava a abordar a realidade. Estaria sob o efeito de alguma medicação?Saude-B
◊ Se ela deu conta que a criança tinha desaparecido do quarto, qual a razão de não se afligir, entrando imediatamente quase em pânico e gritar por socorro?
◊ Se o pai foi ver antes a criança e suspeitou que alguém estava no quarto, qual a razão de não verificar isso imediatamente? Não se importava que as três crianças fossem molestadas?
◊ Se a criança desapareceu num determinado momento, qual a razão de não se ter comunicado o facto imediatamente à polícia, preferindo telefonar antes para a Inglaterra?
◊ Se o caso se passou em Portugal, qual a razão de envolver quase prioritariamente a investigação inglesa em vez de colaborar Consegui-Bbem com a portuguesa?
◊ Se havia necessidade de investigação inglesa, seria necessária a intervenção do embaixador?
◊ E, qual a necessidade da intervenção de membros do governo de Portugal?
◊ Qual a razão de os pais da criança «elaborarem» prioritariamente e com força, a tese do rapto quando essas suposições deveriam pertencer aos investigadores?
◊ Se os pais tinham determinadas suspeitas, qual a razão de fazerem, com todos os intervenientes no jantar, um quase «script» acerca do que se tinha passado? Seria para não se contradizerem? Porquê?
◊ Sem esse «script», cada um apresentaria a sua versão dos factos e contaria a sua «verdade», para os investigadores cruzarem Psi-Bem-Cas informações e tirarem as conclusões possíveis.
◊ Como é que as testemunhas conseguiam ver «a mesma coisa ou facto», numa quase escuridão, com bastante nitidez, em locais e direcções diferentes e com aspectos diversos?
◊ Além de tudo isto, a «atitude» dos pais não parece ser coincidente com a mágoa de «perda» duma filha, mas sim de alguma preocupação com a sua «imagem» ou com os acontecimentos em si.
◊ Além disso, querer envolver tantos meios como eles conseguiram angariar, faz desconfiar de qualquer coisa, com a insistência da «procura» da filha em locais remotos.
Só isto bastava para eu não se acreditar naquilo que os pais da Maddie e os suas companheiros estavam a relatar acerca do Difíceis-Bdesaparecimento da criança.

Seria alguma estratégia montada para orientar as investigações no sentido dum rapto da Maddie e o afastamento de algumas buscas que se pudessem efectuar nas redondezas e «descoberta» de alguma coisa?
Presentemente, a investigação do geólogo sul-africano traz muita água no bico e deixa muito a desejar em relação às famílias e «sociedades» «civilizadas» que se preocupam mais em apresentar uma boa imagem, do que EDUCAR devidamente os filhos.
Como psicólogo, enfronhado na psicoterapia há 40 anos, habituei-me a prever muitos comportamentos de pessoas com Psicologia-Bdificuldades.

Os comportamentos dos pais da Maddie, para mim, foram sempre suspeitos. Terei razão?
Com o aprofundar das investigações e a actuação da justiça o tempo dirá, provavelmente, aquilo que se passou, de facto, a não ser que se coloquem entraves para que nada disso se esclareça.

É por estas razões que tenho pena de crianças como a Maddie e, especialmente, daquelas que têm pais que se preocupam mais com as suas diversões, deixando os filhos ao Deus dará….Interacção-B30

Também já vi alguns médicos deixarem os filhos a dormir em casa, sozinhos, com soníferos, para irem assistir algum cinema interessante ou sair com amigos.

Depois da publicação deste post, quando vi no noticiário da 5ª feira, a foto de Judite Sousa numa esplanada, apeteceu-me perguntar se as chamadas «figuras públicas» só desejam notícias boas ou laudatórias e seu respeito ou aceitam as que são menos boas? Essa foto e o noticiário consequente talvez até não lhe seja desagradável ou ainda pode ter sidoJoana-B discretamente sugerido. Mas, se fosse ao contrário, muito haveria para dizer. Não é? Parece que as pessoas querem que os outros façam deles uma ideia «magnífica», tal como o «script» dos pais e companheiros dos pais da Maddie, mas que é completamente diferente da realidade. Isto faz-me lembrar, em muito, a política com as suas intriguinhas, mentiras e representações…. Com este tipo de comportamento e mentalidade, que tipo de EDUCAÇÃO se dá aos mais novos e aos menos graduados?

 

Em divulgação…

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BIBLIOTERAPIA 13

Por ser interessante, vou transcrever as páginas 187 a 190, do livro «Psicoterapias Difíceis» (M)Difíceis-B

“SURPRESA DAS SURPRESAS

Grande foi a minha surpresa quando, em meados de 2005, não tendo qualquer contacto com o Cali ou sua família, recebi um telefonema da mãe, dizendo que vinha a Lisboa fazer uns exames médicos que tinha começado antes de regressar ao Porto.
No fim desta sua «fuga» a Lisboa, tinha de regressar sozinha. Por isso, queria falar comigo rapidamente. Não compreendi bem o que se passava, mas parecia que tinha pouco tempo disponível e uma mensagem para me dar pessoalmente. Fui ter com ela a Psi-Bem-CLisboa.

Quando a vi, pareceu-me bem-disposta, mais magra e sem estar a fumar desalmadamente. Cumprimentamo-nos e ela iniciou rapidamente a conversa que queria ter comigo:

− Desculpe não lhe ter dado quaisquer notícias nossas durante todo este tempo. Depois de quase final do ano em que fomos para o Porto, estivemos várias vezes no monte do Algarve e o Cali começou a procurar locais onde conseguisse fazer reportagens desportivas e empresas de comunicação social onde pudesse praticar… (e trabalhar?).
“Parecia-me que não se esquecia do relaxamento antes de adormecer. Já não se queixava de viajar de comboio sozinho e estava Saude-Bentusiasmado com as reportagens desportivas que ia fazendo.
“Também, fez o exame de código e passou.
“O pior de tudo é que no final do ano, eu comecei a sentir-me muito mal, quer no serviço, quer em casa, e até com os meus pais, porque o meu pai é muito brusco com a minha mãe e, estando no estado em que ela está, num lar de idosos, custa-me ver isso.
“Os médicos diagnosticaram-me uma depressão muito acentuada, passaram um atestado para estar fora do serviço durante semanas, com uma medicação muito forte. Parecia que me tinha desligado de tudo porque comecei a afastar-me de toda gente sem querer falar com ninguém, a não ser com o meu pai.Acredita-B
“Entretanto, o mais importante é que o Cali conseguiu finalmente passar no exame de condução antes do final do ano! Além disso, estava no último ano do curso, sem cadeiras atrasadas, com boa média nas notas e a estagiar como fotojornalista num grande grupo de jornais e revistas.
“Já tinha uma nova namorada, com quem as coisas pareciam mais normais do que anteriormente. Porém, eu já estava a afastar-me cada vez mais do meu marido. Já não aguentava mais os seus modos bruscos e o seu afastamento afectivo em relação à família. Com este afastamento, o marido começou a ligar-se mais ao Cali e a quase controlá-lo pelo telefone, o que o deixou aborrecido. O pai ofereceu-lhe logo um carro.Imagina-B
“No princípio do ano, o Cali recebeu a carteira de fotojornalista e começou a trabalhar incessantemente. Eu comecei a sentir-me cada vez pior e tive de vir fazer uns exames a Lisboa, com suspeita de tumor. Como o Cali também tinha de vir por cá e conduzia, viemos os dois, e ele, sem receios, para tratar dos seus trabalhos, fartou-se de conduzir em Lisboa.
“Entretanto, como ele me tinha dito algum tempo antes que gostava de ter mais uma consulta consigo, fiz-lhe lembrar isso e a resposta dele foi mais ou menos a seguinte:Maluco2

Consulta, para quê? Tudo o que consegui, foi por mim. Agora, mesmo que quisesse ir visitá-lo, não teria tempo para isso.

Com esta informação, eu fiquei muito satisfeito, porque Cali parecia já ter ganho a sua autonomia, independência e capacidade de reacção em casos de emergência. É exactamente isso que pretendo em todos os meus pacientes! Depois desta informação, a mãe do Cali sorriu e continuou:Auterapia-B30

− Verificando, no fim dos exames que não havia tumor e que o Cali já tinha ganho a sua autonomia, comecei a pensar seriamente na minha separação conjugal, que foi conseguida de mútuo acordo, com muitas concessões da minha parte. Foram 3 semanas de muito trabalho, mas a correr tudo bem. Já estou divorciada e a morar no meu apartamento. Aconselhei o Cali a não optar por ficar com um de nós, porque ele colocava a hipótese de vir morar comigo. Contudo, o meu apartamento é pequeno (tal como o da mãe de Joana?) (D). Ele poderia ficar numa casa ou noutra, consoante lhe desse jeito, optando por Canavezes e Porto, segundo as suas necessidades e desejos.Biblio

“Finalmente, depois da separação, consigo dialogar com o meu marido sem que ele me ofenda. Tento manter uma relação equilibrada, contactando-o só quando necessário, sem hipótese de ele querer mandar ou decidir por mim.
“O Cali, apesar de muitos contratempos e assaltos de material fotográfico, conseguiu refazer todos os trabalhos de fim de curso conseguindo um 17 no final, muito bom para quem, 4 anos antes, vegetava no 12º ano.
Depois de tudo o que passei, há um mês que não tomo medicamentos para o sistema nervoso e sinto-me Consegui-B
muito bem. Tensão e diabetes estão equilibrados
. Só lamento ter cedido a chantagens e não ter feito isto há 20 anos! Mas o que conta é o presente e o futuro porque o passado não o podemos mudar.

Porque ela tinha de apanhar o comboio para o Porto, despedimo-nos, tendo eu desejado muitas felicidades, depois de lhe agradecer a gentileza de me pôr ao corrente de tantas mudanças.

Exceptuando a separação conjugal, era exactamente isso que eu pretendia, mas que não imaginava, nem conseguia prever que acontecesse apesar de Cali nunca ter aderido fácil e completamente às formulações de leituras e treinos Joana-Bnecessários para uma psicoterapia eficaz (P). Entretanto, em relação à separação conjugal, que se torna necessária quando existem conflitos insanáveis, não sei se se poderia alterar alguma coisa. Contudo, julgo que a mãe do Cali estaria em melhores condições e se furtaria à depressão e aos medicamentos alienantes se tivesse adoptado em tempo oportuno a metodologia apresentada na AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P). Talvez até pudesse tratar da sua separação de modo mais adequado, racional, objectivo e descontraído, em tempo oportuno. O importante, às vezes, é saber algo sobre o comportamento humano (F) (K)Depressão-B

O diálogo ou quase monólogo da mãe do Cali deixou-me a pensar no muito que se pode fazer apenas com a difusão das informações, a leitura de livros e algum treino à hora de dormir (B) (P).

Se as pessoas souberem o modo de funcionamento do comportamento humano (F) talvez se possam comportar de outro modo e interagir (K) de maneira diferente. Para isso, têm de ser esclarecidas. Como? Se os meios de comunicação social ou as Psicologia-Bentidades comunitárias não instituírem programas para isso, pouco ou nada se poderá fazer para EVITAR lares destroçados e crianças abandonadas sem uma EDUCAÇÃO adequada e modelos de actuação aceitáveis.

Surgirão depois meios de diagnóstico e de resolução de problemas, muito mais dispendiosos do que sessões de esclarecimento mais económicas e que ajudam as pessoas a manterem-se equilibradas.

Por isso, da minha parte, existe um forte pendor para a constituição da BIBLIOTERAPIA (Q) e sessões de esclarecimento Interacção-B30(B/109) que podem evitar ou prevenir esses desequilíbrios desnecessários, tal como ficou explicado no post «o ANTES e o DEPOIS», publicado no blog [psicologiaparaque.wordpress.com], em 07 de junho de 2015, acompanhado de outro blog [livroseterapia.wordpress.com], destinado à apresentação dos 17 livros da colecção da BIBLIOTERAPIA (Q).

Qualquer destes bolgs, destina-se a ajudar as pessoas a formar uma opinião sobre o comportamento, descobrindo formas de actuação para resolver os seus problemas e até a preveni-los e a ter o apoio possível com consultas ou respostas à distância.”

Organizar-B

 

Depois da transcrição das páginas 187 a 190 do livro «PSICOTERAPIAS DIFÍCEIS» (M), apetece-me fazer umas considerações sobre tudo o que se passa na nossa sociedade.

As pessoas preocupam-se com coisas fúteis sem fazerem o mínimo de prevenção possível para preservar uma boa saúde mental e, depois de descalabro, recorrem a medicamentos quando os poderiam ter evitado com um esforço mínimo, tal como acontece com a nossa vida política, na qual elegemos os que «nos enganam» com as suas palavras bonitas, para depois os criticarmos. Se fizessemos um pequeno esforço para saber de que modo funciona tudo isto, não seria Respostas-B30mais económico, prático e saudável? Pelo menos, não teríamos de «chorar depois do leite derramado».

Quando acabei de ver o noticiário deste domingo, admirei-me com a imensa preocupação demonstrada com o bem-estar dos animais e lembrei-me imediatamente do meu amigo Joel, que se preocupava imenso com o animal humano. Ele desejava que todos pudessem ter as oportunidades de uma EDUCAÇÃO adequada, numa família condicente ou que, pelo menos, pudessem resolver os seus problemas atempadamente e de forma adequada. Por isso, insistiu para eu incluísse no livro «dele» (G/87) os procedimentos necessários para uma boa saúde mental evitando «asneiras» como as Psicopata-Bcometidas por ele.


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O 25 DE ABRIL AINDA EXISTE? (republicado)

A propósito do Não (OXI) da Grécia, apeteceu-me tornar a publicar este post que já tem Interacção-B30alguns anos e foi originado por um email de Vicente R. Sampaio: 

“Quando me encontrei recentemente com alguns amigos meus que estiveram consigo em Lagos, na época da Páscoa, soube que era professor de Psicologia Social no ISMAT e que mantinha um blogue.
Embora tenha passado o 12º ano com boa classificação, não tive disponibilidade financeira para continuar a estudar porque quis agarrar uma óptima oportunidade de trabalhar em Marketing e amealhar uns Psicologia-Btrocos. Futuramente, tentarei tirar o curso de Economia ou Gestão Empresarial.
Porém, ao consultar o seu blogue, vendo mencionados vários livros seus e como estamos em vésperas de 25 de Abril, o meu maior interesse consiste em saber se essa revolução seria previsível e se pode ser compreendida através da Psicologia Social. Qual a sua opinião ou visão sobre este assunto?
Embora não me conheça pessoalmente, chamo-me Vicente Rodrigues Sampaio e, nos próximos cinco anos, vou ser candidato a um dos cursos acima mencionados, na zona do Porto ou arredores.”


Imagina-B
Caro senhor Vicente Rodrigues Sampaio.
Não o conheço pessoalmente mas julgo que sei quem são os amigos de quem falou. De qualquer modo, tenho imenso gosto em tentar dar-lhe uma imagem das minhas convicções sobre o “25 de Abril”, não apenas como docente de Psicologia Social, mas também como homem político que forçosamente, em democracia, tenho de ser, como todos nós.
Por isso, neste caso particular, tenho dificuldade em separar as águas e peço desculpas pelas opiniões pessoais que possa estar a proferir, visto que vivi 40 anos na «ditamole», daquelas que «faz mossa».Biblio

Antes de tudo, peço que leia ou releia o GOVERNAR «BEM» NÃO É FÁCIL, de 22FEV2009. Através desse post e de outros que nele são mencionados, deve compreender que nunca tive qualquer simpatia pela governação de Salazar, especialmente depois de 1940 e sem a sábia «opinião» e conselhos de Quirino de Jesus.
Na época em que cheguei ao território continental, em Novembro de 1957, verificava-se na população um atraso enorme na alfabetização e na consciência dos seus direitos como cidadãos. Parecia que o Estado era o «Todo-Poderoso» e Organizar-Bque fazia o favor de dar, de vez em quando, umas migalhas ao seu povo, o qual não tinha o direito de «refilar» ou de «exigir» qualquer coisa a que se julgasse com direito.
Além disso, a obediência cega e não contestada aos chefes era um «bem» a ser preservado pelos cidadãos para a obtenção de qualquer «benesse» que pudesse ser solicitada no futuro. Assim era, tanto nas Forças Armadas como no Funcionalismo Público. A «instrução» era uma regalia dos que possuíam bens de fortuna. Para quê instruir um povo que se destinava a «trabalhar» e a «ser governado»? Para governar, existiam os «eleitos» que a hierarquia escolhia.Poderão perguntar-me se isso mudou com a nossa actual «democracia». E as minhas perguntas não se farão esperar:Auterapia-B30
— Qual o nosso atraso em relação ao resto da Europa?
— A taxa de instrução mudou muito?
— É acessível a todos de modo que os «talentos» sejam desenvolvidos?
Se assim não é, como poderá haver «democracia», que é um sistema de governação com a participação de todos os cidadãos devidamente esclarecidos?
Muitos dirão que existem diversos tipos de democracia como a chamada «democracia orgânica» de que muito se falava no tempo de Salazar. Em quase todos os países do mundo existe democracia! Não estou a falar na teoria mas sim apenas na prática. Mesmo nesses tempos, quem conseguia votar correcta e honestamente? Quem conseguia dizer alguma coisa contraAcredita-B o «regime»? Qual a percentagem das pessoas que percebiam alguma coisa de política, direitos cívicos, macroeconomia ou progresso industrial?
Para que serviam a polícia política e a censura? Para «determinar» aquilo que os outros deveriam sentir ou pensar? Para isso, não seriam a instrução e a educação os instrumentos mais adequados?

O desconhecimento e a ignorância eram um «feudo» dos governantes. Continua ainda a ser em algumas terras mais recônditas do nossoPortugal actual e pós-25 de Abril onde existe um «maioral», religioso ou não, que dá o «mote» para que «o rebanho» o siga em coro e as coisas sejam conduzidas ao seu agrado. A democracia não consiste em ir Consegui-Bvotar mas sim em tomar parte activa na vida pública para que a mesma seja conduzida de acordo com a vontade da maioria e sem a subjugação das minorias. Haverá já instrução e educação suficientes para que a vida pública seja conduzida ao nosso gosto por aqueles que nós escolhemos numa votação? E eles continuarão a ser honestos e coerentes com aquilo que prometeram na sua magnífica campanha eleitoral?
Há poucos dias, falou-se na televisão num estudo comparativo sobre a «liberdade» nos vários países europeus. Portugal ficava, em média, cerca de 10% abaixo de qualquer outro país. Se ainda não existe «liberdade» suficiente para estarmos ao nível dos restantes países da Europa, como será possível demonstrarmos convenientemente os nossos interesses? Este blog não tem moderação para os comentários. Espero que os intervenientes Maluco2sejam comedidos nas palavras, com toda a liberdade para expressarem a sua opinião, sem ofensas.
Se juntarmos a falta de instrução, à falta de liberdade, em que ficamos? Falou-se hoje na TV num estudo da UNICEF sobre a instrução, educação e apoio à criança, que apresenta Portugal como um dos países mais atrasados, enquanto classifica a Suécia no mais alto nível. Os antigos e actuais Ministros da Educação terão ouvido isto? Serão os tais «democratas» que temos?

Nos tempos antigos, a falta de desenvolvimento exigiu também o aumento da emigração que, em comparação com o nível de vida dos países acolhedores, fez ver aos vários emigrantes e seus familiares a diferença de nível de vida nos vários países. Em Portugal, as pessoas só podiam ver o que se passava à sua volta mas tinham de se calar. Isso magoa e Depressão-Bfrustra. A guerra do Ultramar foi outra porta aberta para um cenário diverso e também frustrante mas sem a possibilidade de reacção.
Nestas circunstâncias, os «castigos» aos quais ficamos sujeitos criam frustrações que exigem uma resposta «engendrada», às vezes, conforme as possibilidades do momento. A pressão originada pela frustração e sentida vivamente dentro de cada um, vai crescendo e exigindo o desejo legítimo de a aliviar. Se não houver escape, o «contentor», qualquer dia, pode explodir.
Seria leviandade e muita ignorância dizer que não se podia prever qualquer comportamento fora do comum. E, o mais vulgar e lógico, seria o de «retirar» os governantes dos seus «poleiros» e Joana-Bsubstituí-los por outros que fossem mais consentâneos com os anseios momentâneos da maioria ou de quem pudesse executar essa substituição.Se os militares eram os mais sacrificados com a guerra e com a falta de desenvolvimento do país e até alguns generais estavam nesse rol, a força necessária estava à disposição «da explosão» desde que se conseguisse um momento propício e um «modus operandi» adequado.

O «direito á indignação» de que falou, uma vez, um Chefe do Estado Maior das Forças Armadas, tinha de ser exercido com muito mais razão e acuidade do que agora e o «regime», que tanto camuflou e mascarou a sua «virtude» nos últimos anos com Saude-Bacções de intimidação, enquanto os «Ballet Rose» funcionavam à mistura com uma governação inadequada, caiu de podre como uma fruta madura na qual ninguém quer pegar mas que deixa saudades em alguns.
Será que ao fim de 35 anos de exercício do novo poder político, não existem ainda resquícios de «Ballet Rose» modificado? Em que ficam os cargos, quase vitalícios, de alguns governantes «conquistados» através de electrodomésticos, festas populares, «favores pessoais» e «benesses» várias? E, em que ficou a instrução que é essencial para a aquisição dos conhecimentos necessários para a autodeterminação e desenvolvimento de um povo? Quem a exige e quem a proporciona? Disseminou-se com a entrega de «diplomas»?

Se, com os «bons conselhos» de Quirino de Jesus, Salazar tivesse arranjado, a partir de 1940, um sucessor a quem, com a sua Psicopata-Blonga experiência dos 20 anos anteriores, ajudasse a melhorar o desenvolvimento e a instrução neste país, bem mereceria a gratidão de um povo que ele ajudou, no início do seu mandato, a «sair da cepa torta». Um largo, um monumento e muitas mais coisas seriam poucas neste País ainda faminto de pão, instrução e democracia.
Salazar «foi-ce sem martelo». De que serviu o ouro que foi acumulado sem um desenvolvimento adequado do País em pessoas e bens? O desfecho da sua vida faz lembrar a de um outro velho solteirão que vivia num quarto onde ninguém mais podia entrar. Esse homem era um sovina que fazia toda a espécie de sacrifícios, exigindo que a restante família dependente de si também procedesse do mesmo modo. Um dia, foram encontrá-lo morto ao lado da cama, agarrado a uma antiga lata de petróleo quadarngular, com base de 20 cm2. e 50 cm. de altura, com uma bela neuropsicologia-Btampa, cheia de «notas» das mais valiosas. Depois da sua morte, pouco tempo duraram as «notas» na lata de petróleo. Como eram leves, esvoaçaram!

O nosso vizinho Franco industrializou o país e «passou o testemunho» duma maneira muito sensata e ordeira. Porém, o povo espanhol estava mais ou menos satisfeito com o seu dirigente que não era tão repressivo como o nosso, nem tão forreta. E a nossa falta de visão do futuro foi ainda mais catastrófica.
Vários dos oficiais espanhóis, com quem muitas vezes contactei, diziam-me que estavam a tirar um curso universitário para além do seu curso militar. A nós, essa «benesse» era negada com os mais diversos argumentos. RespondoPsi-Bem-B pessoalmente por isso. Senão, provavelmente, seria agora advogado e não psicólogo. E isto só foi possível porque o curso de Psicologia, praticamente proibido «no Estado», em 1965, era uma ténue necessidade a ser suprida no ensino particular e religioso para a orientação e reeducação escolar.
Os mesmos jovens oficiais espanhóis também me diziam que não era necessário ouvir falar a língua, nem ver a moeda ou ler os cartazes para saber se estávamos em Portugal ou Espanha. Bastava olhar para as estradas, para as casas e para o cultivo das terras. Esses oficiais que, em 1961, pareciam andrajosos em comparação connosco e ganhavam menos do que o nosso ordenado, em 1970, tinham uma aparência completamente diferente e ganhavam mais do que o dobro do nosso vencimento. Não terão sido a instrução e a industrialização que ajudaram a Espanha, de Franco, a «dar o salto qualitativo» de que tanto necessitava?Dificeis-B
O que fez Salazar, com a sua teimosia, em relação a nós? Deixou-nos ignorantes, mendicantes, invejosos, medrosos e obedientes, exceptuando alguns que, uma vez colocados no «poleiro» se mostram corruptos, importantes e prepotentes?

Assim, inaugurar, em 25 de Abril, um largo, uma estrada, uma ponte, um museu ou qualquer outra coisa, por mais insignificante que seja, com o nome de Salazar, parece ser um pouco ofensivo para a boa coerência dos factos ocorridos e para as pessoas mais radicais. Poderia ser antes ou depois desta data. Talvez antes, para sermos mais coerentes! Mas, se formos verdadeiramente democratas, até podemos aceitar que ele fez o melhor que pôde antes de 1940 mas Respostas-B30que não soube deixar de disparatar depois desse momento a partir do qual muita da nossa vida teria melhorado só com a aprendizagem da democracia e com o aumento da instrução, assim como aconteceu na Europa à qual pertencemos. E onde estão todos aqueles que o apoiaram, especialmente, nos últimos 20 anos da sua vida? Vê-se algum na televisão?
Para finalizar, posso dizer que a frustração pode conduzir-nos a comportamentos estranhos e disparatados, não se conseguindo saber de antemão quais serão. Se, no momento em que tivermos na nossa mão o controlo da situação, não formos capazes de reduzir essa sensação de desconforto, tão desagradável para o próprio, talvez tenhamos a surpresa e o desagrado de «nos sair o tiro pela culatra». Para isso o feedback é importante (ver o post Na Comunicação, o Importante é o Feedback, de 14ABR2009).DIA-A-DIA-C

Ramalho Eanes acabou de dizer, em Grândola, que tínhamos as instituições que merecíamos. E também o país que ajudámos e reformular. Não será verdade? Foi num painel em que também participavam capitalistas! E «esquerdistas»! Não tivemos 35 anos para «construir a democracia» e remodelar o País? O que fizemos? Para onde foram as «ajudas» que recebemos da Comunidade Europeia?A Psicologia Social ensina-nos como devemos estar preparados para reagir de modo adequado; mas também diz que temos de «intervir» se quisermos que a democracia exista e seja uma realidade. Hoje encontrei um General, «sem ser de aviário», que concordou com as minhas ideias.
Caro Senhor Vicente Rodrigues Sampaio. É esta a minha opinião técnica e política na véspera de um 25 de Abril que ainda não se concretizou!arvore

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BIBLIOTERAPIA 12

Comentário dum anónimo no BIBLIOTERAPIA 11:

Já que tenho visto escrever sobre Meditação, não acha que é perigoso fazê-la no avião? O actor HeitorBiblio Lourenço ia sendo prejudicado por isso na sua viagem de Paris a Lisboa. Já deu nos noticiários da televisão.

Depois de responder ao comentário e de ver no facebook a notícia do link seguinte, do qual transcrevo algumas passagens, vou tentar responder.
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2015-07-02-Toda-a-historia-do-ator-portugues-detido-em-Paris-por-suspeita-de-terrorismo
“Estava apenas a fazer meditação, mas houve quem achasse que estaria a ler excertos do Corão. E uma denúncia foi quanto bastou para que acabasse detido por suspeita de terrorismo, passando seis horas na esquadra do aeroporto. Puro Auterapia-B30preconceito ou necessidade de segurança?”
“Na mesinha à sua frente colocou o iPad, abriu-o e começou a ler um livro com imagens e escritos tibetanos.”
“Em poucos segundos, a calma que pretendia alcançar com a meditação seria entrecortada por uma grande agitação.”
 “Afinal, era suspeito de “práticas que fazem a apologia do terrorismo” e foi tratado como tal.”
  “Disseram-me que estava a ler o Corão e a usar expressões que envolviam ‘bombas’, ‘morte’, ‘explosão’.
 “…Heitor teria ainda a oportunidade de conhecer o homem (“um pai novo, preocupado com a segurança da sua família“) que o denunciou.”Psicologia-B

Antes de tudo, devo dizer que não sou contra nem adepto especial da meditação, do ioga, do reiki, ou de qualquer outra prática semelhante, porque exige um tempo, uma disciplina, um ritual ou qualquer outra coisa que nos deixa na dependência de mais «alguém» e não de nós próprios. Suponho que cada um deve fazer aquilo que achar que lhe fica bem, até no vestuário e nos outros costumes sociais.

Gosto essencialmente da independência e da autonomia e, por isso, depois de experimentar comigo, incipientemente, a Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) e a Imaginação Orientada (IO), desde 1973/74, que me livrou da neurose depressiva Interacção-B30reactiva grave, especialmente quando ajudada pela biblioterapia e autohipnose, comecei a explorar tudo num sentido terapêutico com os «pacientes» que fui tendo desde 1975.

Lendo muita coisa e afastando-me essencialmente da psicanálise pura, assim como da psicologia melodramática, comecei a aproximar-me cada vez mais da modificação do comportamento e suas técnicas, que podem ser utilizadas cientificamente com grandes possibilidades de previsão, enquadradas ecléctica e pragmaticamente em muitas mais modalidades como a reestruturação cognitiva, logoterapia, terapia centrada no cliente, etc. É o que foi acontecendo com os inúmeros «casos» que me vieram parar às mãos, entre os quais, o mais interessante foi o do Júlio (E), resolvido à mesa dum velho café, durante 8 Maluco2semanas, em 19 tardes, durante as quais houve cerca de 90 horas de conversa, com 25 horas de experimentação da autohipnose, além de 2 sessões de «relaxamento mental» num hospital.
Contudo, aquilo que mais contribuíu, foi o empenho do Júlio em ler muito, incluindo os fundamentos da psicoterapia e do funcionamento do comportamento humano isolado e em sociedade, além da treino efectuado todas as noites, praticamente durante o sono.
Não houve necessidade de regras, rituais, ou qualquer outra coisa no género, nem «alienação de tempo», além do primeiro mês da prática inicial do relaxamento muscular e mental durante cerca de 1 hora antes de dormir, além de escrita da autoanálise e do diário de anotações.Acredita-B
Os sintomas que o incomodavam foram «descobertos» por ele e autoavaliados todas as semanas. As sessões de Imaginação Orientada foram arquitectadas pelo próprio, com base no diário de anotações e nas autoavaliações.
A orientação do seu futuro, já sem quaisquer medicamentos que o alienavam, foi da sua autoria, aproveitando todas as contingências (ou oportunidades) ocorridas ao longo de vários anos. Não houve necessidade de mais apoio psicoterapêutico além do mencionado, mas houve, da sua parte, a procura do conhecimento de «casos» bem-sucedidos.Consegui-B

Caso se deseje saber se cada um pode orientar a sua própria psicoterapia, autonomamente, além de dizer peremptoriamente que sim, posso apresentar o caso do Antunes (B) que, com algumas conversas e leituras, não só resolveu a sua depressão grave, mas ainda ajudou a filha a ultrapassar o insucesso escolar que já estava a ter e que levaria a mulher a uma depressão em que se começara a afundar.
Depois disso, o Antunes, até foi capaz de ajudar a sua «sobrinha» Cidália (C) a não entrar em depressão que a conduziria a uma vida de alcoolismo, relações sexuais promíscuas, perda de capacidade de trabalho e de «construir» uma família adequada. Contudo, foi necessário ele insistir com ela veementemente que não abandonasse a Psi-Bem-Cpsicoterapia que, às vezes, ocasiona grandes momentos de desilusão por não proporcionarem um alívio temporário e fictício, como no caso dos medicamentos.

Falando agora especificamente no caso do actor Heitor Lourenço, se ele não necessitasse do iPad aberto para ler um livro com imagens e escritos tibetanos a fim de alcançar em poucos segundos (?) a calma que pretendia com a meditação, seria incomodado pelos receios dos que a todo o momento vivem o pânico de serem atacados pelos terroristas? Seriam poucos segundos ou largos minutos? Se não fosse um terrorista como muitos «cidadões à séria» mas sim, a sério, iria expôr-se tanto, como o fez com o IPad completamento visível, levando os outros a imaginar disparates?
Também [as-falsas-atribuições] ajudam imenso a um procedimento semelhante ao do «pai de família» preocupado com a segurança, nestes tempos conturbados, especialmente da família.Difíceis-B

Se Heitor Lourenço praticasse a Imaginação Orientada, partindo do princípio que já se habituara a ela durante mais de que um mês, com as leituras feitas e a restante prática utilizada para autoavaliar as dificuldades ou a obtenção de resultados dos desejos de melhor desempenho, estaria a ler um livro escrito em português ou poderia recostar-se confortavelmente na cadeira do avião, fechar os olhos, recordar mentalmente o sinal condicional para entrar facilmente em autohipnose e «projectar» na Imaginação Orientada aquilo que desejasse. Não teria de recitar coisa alguma em voz alta ou sussurrada e não assustaria ninguém, especialmente se tivesse o aspecto de algum pretenso terrorista com a barba crescida, já que estava a representar um papel em «Bem-Vindo a Beirais».Saude-B
Como não vejo essas telenovelas, não sei que papel estará a representar. Mas, em relação à pergunta feita: “Onde acaba a segurança e começa o preconceito?” reformulá-la-ia de outra maneira:
Nestes tempos de crise, perguntaria:
Onde acaba a segurança e começa o medo de sermos atacados a qualquer momento?

Neste mundo conturbado em que vivemos e que se diz «civilizado» e «democrático», sem qualquer sinal de humanitarismo e solidariedade, julgo que a única solução possível e viável é EDUCAR as futuras gerações num sentido democrático, de humanismo e solidariedade, com base nos conhecimentos que podemos adquirir na ciência do Joana-Bcomportamento isoladamente, e em interacção social.

 
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BIBLIOTERAPIA 11

Encontrei-me hoje com uma pessoa amiga que me disse estar a consultar, de vez em quando, os meus dois arvoreblogs, bem como o facebook.
Disse-me que tinha lido na revista Saúde Actual o meu artigo sobre Biblioterapia e perguntou-me porque não o transcrevia para o blog e para o facebook.
Achava o artigo era ligeiramente diferente dos textos dos posts e disse-me que podia colocar nele os links necessários para orientar os leitores que desejassem aprofundar o assunto.
Deste modo, os que não tivessem acesso a essa revista, podiam adquirir os conhecimentos transmitidos no artigo.
Como achei razoável a sua proposta, vou transcrever a seguir as páginas 54 e 55, do número Mar/Abr de 2015, da Revista SAÚDE ACTUAL (Revista de Saúde Holística e Estilo de Vida Saudável).Biblio

 

BIBLIOTERAPIA
(Método psicoterapêutico, com leitura de livros indicados e prática de alguns procedimentos)

O que é uma BIBLIOTERAPIA?

Sente, sem causa aparente:Psicopata-B
▫ desânimo, descontrolo e desespero;
▫ suores frios inesperados e inadequados;
▫ ansiedade exagerada ocasionada por factos irrelevantes;
▫ várias partes do corpo ou músculos contraídos ou doridos;
▫ necessidade de fechar dez vezes a porta, ao entrar em casa;
▫ ataques de pânico, medo descontrolado de sair à rua, de estar só?

Isso perturba e desorienta imenso e também enferma pessoas de qualquer país «civilizado» e «industrializado» como os EUA,Depressão-B que têm dificuldade em lidar com esses males atempada, económica e eficazmente. Por isso, procuram soluções «low cost» e, no início deste século, o psiquiatra Neil Frude, implementou no Reino Unido, um sistema de «prescrever» livros que, mediante «receita», se adquirem nas livrarias ou nas bibliotecas.
Kevin Helliker, do Wall Street Journal, citou no Courrier Internacional, dois estudos favoráveis a esse tipo de tratamento de depressivos, publicados no Behavior Research Therapy (posts BIBLIOTERAPIA no blog <psicologiaparaque.worpress.com>).

Também, o professor de psiquiatria, Peter Breggin (post Psicoterapia / Medicação), acha que este tratamento, acompanhado de aconselhamento empático, resulta melhor do que medicamentos, que deixam a pessoa dependente,Maluco2 deteriorando a saúde mental e física.
Método semelhante de «ler» livros, foi experimentado pessoalmente, em Portugal, desde 1973. Uma depressão ansiosa reactiva grave foi «curada» em dois anos, com rejeição total de medicamentos que, ao anoitecer, provocavam perturbações com ilusões quase reais, de viaturas automóveis, em duplicado, a dirigirem-se contra o próprio.
O bom êxito obtido com a leitura de livros adequados e a prática de alguns exercícios, ajudou a conceber um novo tratamento através da Terapia do Equilíbrio Afectivo, com a técnica do reforço do comportamento incompatível. Num «estudo» com 71 pacientes, 23% dos casos «resolveram» e 63% «melhoraram», como o Joel e a Isilda, Joana-Bapresentados em «PSICOPATA! Eu?» e «Combata ou Evite a Depressão».

Também, sem qualquer ajuda do médico, o Júlio, de «Eu Não Sou MALUCO!», com 50 horas de leitura e compreensão do conteúdo dos apontamentos policopiados dos originais de «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?», «Psicologia Para Todos», «Interacção Social» e «Saúde mental sem psicopatologia», seguindo as indicações dadas em «AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS», ultrapassou uma depressão grave, não «curada» em dois tratamentos medicamentosos anteriores.

Com a prática do relaxamento mental todas as noites, os seus 9 sintomas passaram de 7,56 para 2 pontos, ao fim de 13 Psicologia-Bsemanas, com duas sessões num hospital, 95 horas de conversa e 25 horas de prática de autohipnose à mesa de café, em 19 sessões, no espaço de 8 semanas.
Continuando as investigações, descritas em «Imaginação Orientada», esta metodologia, com autohipnose, aumentou o sucesso para muito mais do que 86%.
Outros «casos» mais estudados, que seguiram o exemplo do Júlio, são os de Antunes, Cidália, «nova paciente», Cristina, Germana, Januário, Tiago, descritos em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!», «Eu Também CONSEGUI!» e «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos».Interacção-B30

Os que não quiseram, não conseguiram, ou os familiares não deixaram seguir este método, como o «Mijão», «Calimero», «Perfectionista» e «Pasteleiro», descritos em «Psicoterapias Difíceis», melhoraram muito tarde, pouco, ou nada, continuando alguns a depender de medicamentos e a «sofrer» aquilo de que gostariam de ficar livres: (doença mental?).
As conversas de café com o Júlio, poderiam ser em grupo, com muitas pessoas, como aconteceu com alunos de enfermagem do Hospital de Vila Franca de Xira – Resposta 17 (23Out11). Saude-CO importante é ler e compreender o funcionamento do comportamento humano e praticar o relaxamento mental, para descobrir humilde e objectivamente as causas que provocam os desequilíbrios psicológicos, analisá-las, enquadrá-las racionalmente no tempo e encontrar soluções através da imaginação orientada, autonomamente ou com pouca ajuda do especialista.

Os posts Velhas Recordações (18 out 14) mostram muito bem que sem isso pouco ou nada se pode melhorar, a não ser de Auterapia-B30forma pontual, inadequada, aparente e alienante.

O blog <livroseterapia.wordpress.com> apresenta os livros que resumem esses casos, com as técnicas adstritas e a sua fundamentação teórica.


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Acredita-B

Consegui-B

Psi-Bem-C

Difíceis-B



 

 

 

neuropsicologia-B

Conportamento Organizações Blogue

Respostas-B30

 

 

 

 

 

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OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL E O BEM-ESTAR INDIVIDUAL

Escreveram-me dum grupo de Positive Psychology, dos EUA, a solicitar a minha cplaboração na investigação nBiblioUniversidade de Maastricht sobre como os meios sociais influenciam o nosso bem-estar imdividual.

Desejam saber se os meios de comunicação social contribuem para uma vida feliz ou têm, em nós, efeitos prejudiciais. O estudo deve analisar se nos sentimos melhor ou pior depois do «consumo» dos «meios sociais», tal como «viajar» pelas imagens divulgadas do Facebook ou no Instagram.

A participação neste estudo:Auterapia-B30

  • ajudá-los-ia a aumentar a compreensão do modo como as imagens influenciam as nossas emoções;
  • o participante obteria uma visão dos instrumentos de pesquisa e sua finalidade, recebendo os resultados finais;
  • o participante ganharia um ou dois cupões de $50 da Amazon.
  • o convite para participar neste estudo é feito a mulheres entre os 18 e os 40 anos de idade.Imagina-B

 

Antes de tudo, posso dizer que este assunto é mais do que «velho» com os estudos de Albert Bandura sobre a aprendizagem social e o reforço vicariante e já foi tratado há muito tempo neste blog. Além disso, posso imaginar que não vão ter em conta a educação, o ambiente familiar e as condições sociais e económicas de cada um dos participantes.Psicologia-B

Pela minha experiência de 40 anos de prática clínica, posso garantir que os meios de comunicação social, as leituras e tudo o que se vive na sociedade, tem importância extraordinária, mas a vida familiar tem uma incidência ainda maior, sendo mais crucial ainda o modo como cada pessoa introjecta e incorpora na sua personalidade todos os estímulos que recebe e com os quais é influenciada através do reforço vicariante.

Por isso foram feitos dois posts relacionados com a televisão e as crianças que perceberam as mesmas coisas de forma Interacção-B30diferente, embora duas delas pertencessem à mesma família, com idades divergentes em menos de 2 anos.

Isto também quer dizer que, embora a família e a cultura sejam am mesmas, a estrutura da personalidade influencia-nos bastante e os estímulos que a vida vai proporcionando pode ocasionar respostas divergentes. Se não, os irmãos Portas, Paulo e Miguel não teriam ideologias e comportamentos totalmente opostos.

Além disso, as drogas a que muitas pessoas ficam sujeitas ao mais pequeno desequilíbrio psicológico, que facilmente se poderia resolver e evitar com a Terapia do Equilíbrio Afectivo (P) e com a Imaginação Orientada (J),Consegui-B aliada à autohipnose, ajudam a piorar a situação como bem diz o professor e psiquiatra Peter Breggin.

Com esta ideia e com as experiências acumuladas, iniciou-se, em 1990, a publicação da história da JOANA (D) que, agrupada agora em livro único, está ficcionada com respostas dadas em 10 anos de consultas a crianças e seus pais, porque a EDUCAÇÃO é o meio mais importante para evitar muitíssimos males, embora nem todos.

Entretanto, em função de muitas consultas de psicoterapia muito semelhantes às do Júlio (E), compreendendo as dificuldades na obtenção de consultas e psicoterapias de modo prático e eficaz e em tempo útil, pensou-se incipientemente Maluco2na BIBLIOTERAPIA (Q), apenas com apontamentos policopiados. É tudo o que é necessário para que cada um possa ir praticando em casa, com pouco dispêndio de tempo, mas bastante treino, leitura e compreensão do funcionamento psicológico (F) e dos fenómenos de interacção social (K). O importante, é a persistência em continuar a leitura e o treino, ultrapassando muitos momentos de desânimo e frustração, tal como aconteceu com a Cidália (C). Agora, só a partir do início deste século, até se está a fazer no Reino Unido com a «prescrição de livros» apresentada e ampliada nos 10 posts relacionados com isso.

É um projecto que temos em mente, muito económico, de prevenção e profilaxia, mas que ainda não conseguimos difundir e divulgar, a não ser que exista um grupo que o queira experimentar, podendo ser até aos fins-de-Joana-Bsemana. Cada um, mesmo sem a ajuda do psicólogo, pode fazer isso, tal como aconteceu com a Antunes (B).

Neste artigo ou post, é importante consultar pelos menos os 17 últimos links mencionados, que são os mais importantes.

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