PSICOLOGIA PARA TODOS

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RESPOSTA – 51

Estava ainda na cama, meio acordado, quando o telefone tocou e, de outro lado, surgiu a voz do meu amigo Antunes que estava confuso com uma notícia que eu tinha publicado na página de Biblioterapia do facebook e que a filha tinha lido.
Perguntou-me se, depois dos livros «BIBLIOTERAPIA» (Q) «AUTO{psico}TERAPIA» (P), dos quais tinha gostado muito e do «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R), que tinha acabado de publicar, não lhe tinha dito que o «Maluco» deveria ficar em 15€ e que serviria muito bem para as palestras?
Esclareceu-me que a filha e as amigas, que seguiam essa página do facebook, tinham visto a indicação de que o mesmo custaria 11€.
Depois deste telefonema, fui, de imediato à página e eliminei a notícia que já tinha sido consultada por 17 pessoas, a quem peço desculpas pelo meu engano. Confundido com o preço do livro acabado de publicar, cometi o lapso, sem querer.
Vou agora rectificar o preço que deve ser 15€ e voltar a dizer que continuo muito interessado neste livro, que estou a rever com bastante cuidado para ser publicado apenas quando houver pedidos suficientes para o email [mariodenoronha@gmail.com], podendo ser enviado para a morada indicada, à cobrança, sem mais despesas.

Depois desta preciosa informação dada pelo Antunes e de saber que toda a família dele estava bem, com a filha a entreter-se com os seus amigos, calculei, pela conversa, que eles viriam a Lisboa, antes do Natal e aproveitariam a oportunidade para «matar saudades» já que não nos encontrávamos há vários anos, por eu já não ir a Lagos, como antigamente.

Depois desta preciosa ajuda, resolvi esclarecer os leitores e fazer este post com o título RESPOSTA 51, transcrevendo (com os links elucidativos)  um capítulo do livro que estou a rever com cuidado para descrever o modo como a colaboração do próprio é extremamente importante numa psicoterapia que se deseja boa, rápida, eficaz e a servir de prevenção e de desenvolvimento pessoal, tal como aconteceu com o Antunes e com o Júlio, que «deram um pulo» nas suas actividades profissionais…e não só.

 

Pags 45 a 54  (Eu Não Sou MALUCO!)

7
As diversas leituras, a capacidade intelectual do Júlio e a sua vontade de aprender, eram os factores principais que lhe tinham tornado muito apetecida toda aquela matéria. Não se podia esperar a mesma reacção de outras pessoas, mesmo com o 12º ano ou até com anos de Faculdade. No último encontro ele tinha-me dito:
Para mim, está tudo bem. Apesar de ter apenas o 10º ano de escolaridade, muita coisa compreendi e aprendi.

Ainda estávamos em 1980, e parte de alguns apontamentos incipientes que lhe emprestei, foram a origem do livro O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA (A PSICOLOGIA NO DIA-A-DIA) e, posteriormente, dos 5 volumes de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO que, agora, depois de os reorganizar, estão transformados em “PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e “INTERACÇÃO SOCIAL (K). Ainda, parte de outros deram origem aos quatro livros, conglomerados agora em “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?” (D).

Terça-feira foi o dia em que o Júlio se mostrou entusiasmado. Quando chegou, disse-me logo:
Sinto-me óptimo.

No dia anterior, a sua boa disposição tinha-me deixado algum tanto impressionado. Por isso, imaginei que a pretensa psicoterapia iria dar bom resultado. As coisas corriam bem e o Júlio estava satisfeito com a leitura dos apontamentos (Q) e com o que vagamente se lembrava de ter escrito na autoanálise (P). Tinham surgido algumas recordações de infância das quais nunca se lembrara anteriormente. Eram frases soltas que demonstravam a existência de alguns factos que tinham marcado a sua vida infantil e adolescente.
– Vai descobrir que tem muitos documentos soltos, dos quais não se recorda e que estão muito mal arrumados – afirmei.
Aproveitou a «embalagem» para me perguntar de que maneira a Modificação do Comportamento pode ser utilizada em psicoterapia. Expliquei-lhe (B/109) que a dessensibilização em relação a medos simples é muito frequente e não difícil de utilizar. A única diferença entre este método e uma psicoterapia de profundidade baseia-se na assunção de que os medos não são provocados por factos antecedentes inconscientes, como os dele, mas sim por condicionamentos facilmente descondicionáveis, ocorridos na vida do dia-a-dia.
Expliquei-lhe que, por exemplo, uma criança exageradamente assustada por um cão, pode criar um medo excessivo e generalizado de cães. Enquanto não conseguir descontrair-se ou relaxar com a presença de cães, o medo irá aumentando, especialmente, se uma fuga bem-sucedida da criança, lhe der um certo alívio ocasionando reforço secundário negativo. Obrigada e ajudada a enfrentar o cão, com calma, segurança e sem conseguir fugir do mesmo, a criança pode ultrapassar a dificuldade, sem receio de sequelas (F).
Os medos do Júlio, ocasionados por traumatismos antigos que não recordava e dos quais não tinha plena consciência, tinham de ser reduzidos de outro modo, descobrindo as causas remotas.

– Foi por isso que lhe disse, há pouco, que devia ter muitos documentos mal arrumados e dos quais não devia ter pleno conhecimento, consciência ou até recordação – concluí.

Foi um dia interessante, porque conversámos imenso sobre as diversas formas de reforço, tais como o positivo e o negativo, primário e secundário ou social, de intervalo fixo e variável, razão fixa e variável, imediato, diferido, aleatório e «vicariante». Tudo isto estava resumidamente explicado nos apontamentos emprestados, e ainda bem que o Júlio me apresentava as suas dúvidas porque, se assim o desejasse, podia exemplificar melhor a teoria com factos da vida real facilmente compreensíveis. E foi o reforço do comportamento incompatível que me proporcionou esta possibilidade. E foi também assim que começou a germinar, com persistência, a ideia da colecção de BIBLIOTERAPIA, apesar de ensaiada apenas com apontamentos policopiados.
Para o Júlio, tudo «corria sobre rodas» e, quer o relaxamento quer a autoanálise, davam os seus frutos. As aulas de informática corriam bem e o «desmame», com os comprimidos postos de lado, já não provocava quaisquer efeitos secundários como acontecera na semana anterior. Era tempo de obter reforço com o seu novo comportamento. Foi isso que lhe comecei a incutir ao longo de toda a tarde em que falámos na Psicopatologia (A) e sobre a teoria, com prática, na Psicologia Geral e Social e (F) (K), mais do que nos problemas do Júlio.
O Júlio perguntou-me se o registo dos comportamentos era muito importante na Modificação do Comportamento. Como a razão de ser desse procedimento não estava então bem explícita nos apontamentos, disse-lhe que a falta de uma observação e registo adequados, pode conduzir a uma avaliação errada da magnitude dos sintomas de que cada um sofre. Por exemplo, se uma pessoa como ele, a sofrer de transpiração descontrolada, a tivesse avaliado em 8 na semana anterior através de uma determinada escala de avaliação utilizada para o efeito e, na semana seguinte, a avaliasse em 6, em vez de 9, na mesma escala, haveria um ponto de referência e de comparação através da qual poderia saber se tinha melhorado ou piorado, quanto, em que condições e em quanto tempo. Deste modo, olhando para a avaliação semanal, verificar-se-ia que a diferença de menos dois pontos na transpiração em relação à semana anterior, demonstrava que qualquer coisa estava a começar a mudar. Cada avaliação tinha de ser feita objectiva e independentemente, para se verificar a verdadeira evolução do caso e o importante, era não olhar para a avaliação anterior no momento de fazer uma nova, para não haver influência nas avaliações.
Considerando que a transpiração excessiva é um dos sintomas que pode indiciar problemas de tensão psicológica, a mesma estava a diminuir. Olhámos para as avaliações feitas pelo Júlio e verificámos que havia melhorias. Todos os sintomas «inventariados» na semana anterior tinham baixado pelo menos um ponto nessa escala de avaliação. O entusiasmo com que o Júlio falou nisso levou-me a preveni-lo que as baixas podem ser temporárias e «ilusórias» ou pouco consistentes. Todo o processo de melhoria «sofre» de retrocesso e pode existir uma quebra brusca destas melhorias. Contudo, depois dessas primeiras dificuldades, a situação vai melhorando lenta e paulatinamente até se conseguir uma estabilidade «consistente».
Também o preveni que uma melhoria brusca e exagerada é como um «sol de pouca dura», capaz de ocasionar uma quebra súbita e desagradável. Com ele, nada disso tinha acontecido a não ser…

O quê? – perguntou, com ansiedade.
– Os medicamentos – expliquei: – Já compreendeu a razão porque os médicos fazem um «desmame» suave? É como a dessensibilização. Consigo, nada disso aconteceu e viu o resultado. Compreenda bem a minha «aflição» quando me comunicou a sua decisão que me deixou preocupadíssimo, embora com a máxima vontade de o tentar ajudar. Entendeu bem agora a razão da necessidade imediata do meu súbito relaxamento instantâneo na semana passada? Foi para não disparatar consigo.

Sim. Que grande asneira que «não deu para o torto»!
– Sou totalmente contra os medicamentos que não sejam absolutamente necessários. Contudo, como sabe, não sou homeopata nem médico e, por isso, não tenho competência para medicar, quer com produtos naturais, quer com produtos químicos sintéticos. E, se não sabe, fica a saber que não gosto de conduzir uma psicoterapia enquanto uma pessoa está a ser medicada em psiquiatria (M). Se tiver uma dificuldade pontual, pode ser medicada e, passado algum tempo, deve voltar à «normalidade». Dois ou três meses chegam. Isso acontece, geralmente, quando a pessoa passa por um grande desgosto, como por exemplo, a morte súbita de uma pessoa querida ou uma catástrofe inesperada. Se não fôr um caso desses, uma doença crónica ou uma psicose pode exigir uma medicação permanente que ponha a pessoa a funcionar num estado de sanidade mental aceitável. Porém, quando é uma neurose pura e simples, detesto a medicação que só prejudica e não deixa que a psicoterapia funcione em pleno.

E no meu caso, não tomar a medicação que o senhor não queria que interrompesse assim!
– Cuidado com o que diz. Eu, nada tenho a ver com a sua medicação. Apenas estou a preveni-lo dos males que podem acontecer e dos riscos que corre se não tiver o apoio dum médico. Quem o medicou sabe o que fez e quem aceitou a medicação tem o direito de resolver o que lhe apetecer (A). Eu não tenho coisa alguma a ver com o assunto. E também não fui eu que lhe propus a psicoterapia.

Vai deixar-me?
– O problema não se põe neste plano mas sim naquele em que cada um resolveu aquilo que desejou e vai continuar a decidir o que achar melhor. Eu aconselho, dou a minha opinião sobre aquilo que é do meu foro e o «paciente» é livre e soberano para continuar ou não a psicoterapia nos moldes em que eu a proponho (M). Entendeu?

Não está zangado comigo, pois não?
– De modo algum. Estou somente a pôr os pontos nos ii.

Então, a medicação passa a ser da minha responsabilidade – disse o Júlio e continuou. – Sabe que estou muito mais lúcido do que na semana passada? Parece que me tiraram alguma coisa de cima da cabeça. Aquelas vozes confusas que eu ouvia, desapareceram.
– Ou calaram-se? Você nunca me tinha falado nas vozes.

Julguei que não era necessário.
– Assusta os psiquiatras com isso e como é que quer que eles o mediquem?

Isso tem a ver alguma coisa com os medicamentos?
– Não sei, mas pode ter, porque é mais um sintoma do qual não me tinha falado (A/45-119).

Não acha que os medicamentos me prejudicavam?
– No meu entender, os medicamentos prejudicam sempre uma boa psicoterapia (A/121-155). A pessoa a ser submetida a uma psicoterapia que se deseja rápida e eficaz, necessita que as suas capacidades mentais estejam a funcionar em pleno (M). Necessita de ter medo, de o reconhecer e de saber que o seu medo é irracional quando a fonte que o produz não é amedrontadora nem perigosa.

O que é que quer dizer com isso?
– Se chegar a ver um pitbull a tentar atacá-lo e tiver medo, é lógico e racional, ou não é? Esse medo, que é necessário, não vai ajudá-lo a fugir, a defender-se ou a atacar o seu atacante? Não é saudável? Se não tivesse esse medo e não fugisse, consegue imaginar que o pitbull o poderia esfacelar?

Sim, mas…
– Os seus medos actuais, tem alguma razão de ser?

Não.
– Então, são irracionais e ilógicos. Se os reconhece como tal, porque não os elimina? Não consegue? Porquê? Se depois de toda esta razoabilidade, lógica e reconhecimento não os consegue eliminar, alguém tem de o ajudar a reduzi-los. Acha que um comprimido vai a correr agarrar o seu medo para não deixar que o mesmo se manifeste? O comprimido só vai baixar o seu nível de consciência e ansiedade de modo a dar-lhe a sensação de não ter medo porque não o consegue sentir (B) (P). Quando o comprimido deixar de actuar, a sensação de medo vai estar lá para lhe «aporrinhar» a vida. Se, com uma «boa dose de alguns comprimidos», chegasse a ver o pitbull, talvez até nem fugisse, caso não julgasse que o poderia dominar. Lembra-se da cena dos bêbados à porta do café? O mesmo mecanismo funciona com a ansiedade, a depressão e a insegurança. Entendeu?

Mais ou menos. Estou a lembrar-me das bebedeiras que apanhava quando queria «ganhar coragem».
– Relaxe-se, medite profundamente nisso e compreenda que só você é «dono» do seu «pensamento» e que nada o pode ajudar enquanto não o alterar. É isso que se pretende numa psicoterapia séria e eficaz. É por isso que eu insisto que um psicoterapeuta é sempre um ajudante e nunca o actor principal. O actor principal é o próprio que deseja mudar, mas pede a alguém que o ajude e alumie o caminho que ele deseja seguir livremente (P). Compreendeu?

Mais do que nunca, estou satisfeito em ter deixado os comprimidos! – foi a exclamação do Júlio.
Estávamos muito entusiasmados na conversa, quando o dono do café, já com pouca gente, se aproximou e perguntou se eu não desejava a tal tosta, o sumo e o café. Olhei para o relógio e assustei-me com o adiantado da hora:

– Rápido, se faz favor.
– Com que então, hoje estavam muito entusiasmados!
– Sabe que as boas conversas deixam-nos assim – respondi ao dono do café, ficando depois à espera da tosta, que chegou logo.
O Júlio encostou-se à cadeira e ficou muito pensativo enquanto eu comia e me escapulia para as aulas.

Na quarta-feira, o Júlio continuava bem-disposto e cheio de vitalidade. Dizia-me que tudo lhe estava a correr bem. Tinha lido mais algumas páginas dos apontamentos que lhe emprestara e estava a entusiasmar-se com o modo como os comportamentos humanos se formam, modificam e extinguem para, subitamente, reaparecerem com uma força inusitada, sem se poder prever o seu ressurgimento (F).
– Não é bem assim – disse eu.

Não é assim? Porquê?
– Por exemplo, no seu caso, existia uma forte probabilidade de que os traumatismos sofridos por si ao longo da infância e adolescência, aos quais só se referiu ontem por acaso, surgissem qualquer dia sob diversos aspectos que prejudicam uma vida mental saudável. Foi o que aconteceu consigo de maneira muito camuflada ao longo destes últimos anos (A). Não é, por acaso, que ficou «doente» e foi primeiro ao seu médico e depois ao psiquiatra. Não é sem necessidade que estava a tomar os medicamentos. Mas, se desejar que a sua vida mental se estabilize e tenha um percurso saudável ou «normal» (A), como se costuma dizer, necessita de «descobrir» os seus males, analisá-los à luz da razão, enquadrá-los no momento oportuno e aprender a enfrentá-los, sendo até capaz de o fazer sozinho e sem a ajuda de outra pessoa e, melhor ainda, sem qualquer medicamento (B) (P) (Q).

Qual a razão de dizer melhor ainda?
– Quando lhe faltar o medicamento «legal» têm algum sucedâneo como os «chocolates» espanhóis que se vendem nas entradas do METRO? (Q)

Chocolates sucedâneos conheço, mas os outros?
– De certeza que também está farto de conhecer o álcool, a droga, a delinquência, a prostituição e, sob uma forma mais camuflada e socialmente aceite, o despotismo, o nepotismo, o autoritarismo, a delinquência, a criminalidade e outras formas de resolver os sentimentos de inferioridade e de frustração de que uma pessoa sofre. (G)

Então, é assim!
– Se está a ler os meus textos, deve descobrir que me refiro constantemente a estes problemas em relação aos quais nada faze-mos para os evitar. Por isso, é importante educar uma criança (D) nas devidas condições, isto é, ajudá-la a estruturar uma personalidade saudável, independente, autónoma e resistente à frustração ou, pelo menos, capaz de a ultrapassar saudavelmente e sem grandes dificuldades e sequelas. É o melhor caminho para uma vida mental saudável e equilibrada, mas não digo «normal» (A) (D) (P) (Q).

Acha que eu posso chegar a esse ponto?
– Nada é impossível desde que trabalhe para isso, tanto mais que vai aprender a compreender e a ultrapassar as frustrações que sofreu e que está e vai continuar a ter de enfrentar pela vida fora. O importante é reconhecê-las em tempo oportuno, senti-las, analisar os momentos da sua ocorrência, compreendê-las e ultrapassá-las da melhor maneira possível, utilizando-as, muitas vezes, a seu favor. É assim que fazem os surfistas para aproveitar a boa onda. Foi por isso que falei nos seus documentos mal arrumados. Não julgue que toda a sua situação me passou completamente despercebida.

Nota-se assim tanto?
– Nota-se, é uma forma de dizer e de encarar as coisas. Os psicólogos, especialmente em psicoterapia, têm a obrigação de se aperceberem de que determinados aspectos não devem estar a funcionar bem em certas pessoas, embora a maior parte delas se mostre aparentemente desinibida, feliz e autoconfiante e, às vezes, eufórica (ver Germana) (L/106-114). Ninguém consegue saber o que se passa dentro das mentes das outras pessoas e, às vezes, nem os próprios, que travam uma luta feroz entre aquilo que aparentam, desejam sentir e o que sentem. Contudo, os psicólogos e especialmente os que se dedicam à psicoterapia, têm necessidade de fazer «ilações», imaginando aquilo que pode estar a passar na cabeça dos seus consulentes (K). Quando desaparecem determinados suportes ou «forças interiores» em que a pessoa se baseia para vencer esta luta, ela sucumbe e entra em descompensação. Tenta compensar-se com os comprimidos que, enquanto actuam, proporcionam algum alívio momentâneo e temporário não deixando que a pessoa pense em coisa alguma.
“Depois, ela consegue reestruturar sozinha a personalidade e as suas cognições (B) (P) (Q) ou procura a ajuda de um psicoterapeuta sério (C). Caso contrário, volta a tomar os medicamentos, se não substituir a descompensação inicial por outra qualquer (M), mais bem aceite pela sociedade.

Muito do que me diz, baseia-se fortemente no senso comum – respondeu o Júlio.
– Por esse motivo, tenciono que pense nisso utilizando já o seu diário de anotações e, mais tarde, também a autoanálise, para o ajudar a desvendar os seus «mistérios», que virão facilmente ao de cima quando e enquanto fizer o relaxamento mental.

Verificando a facilidade com que o Júlio raciocinava e desejando dar-lhe um forte reforço positivo, exclamei:
– Não é qualquer pessoa, com um nível intelectual inferior ao que é necessário, que raciocina do modo como tem feito a partir das leituras realizadas e das conversas que estamos a ter. É por isso que estou entusiasmado com a sua psicoterapia e faço um bom prognóstico desde que siga as indicações que lhe vou dando. As leituras também são extremamente importantes para ajudar a compreender esses mistérios, integrá-los e utiliza-los bem na medida em que nos servem (Q). Não se pode deixar alienar pelos mesmos ou ser subjugado por conceitos errados. Quem escreve, tem o direito de expor as suas ideias, mas quem lê, também tem a obrigação de separar o trigo do joio e apropriar-se daquilo que lhe interessa para se sentir melhor e apresentar tudo isso aos interlocutores e aos vindouros duma maneira mais fácil e apetecível (P).

É o que está a fazer com a psicologia, psicologia social, psicopatologia e psicoterapia? (Q) – perguntou-me o Júlio.

Essa pergunta deixou-me ligeiramente surpreendido. Admirado com a observação que estava a fazer da situação e com o raciocínio rápido e expedito, respondi:
– Estou a tentar e oxalá que o consiga.

A psicoterapia assim, parece de facto, um processo mais educativo do que curativo – disse o Júlio, ao que respondi:
– É isso mesmo que eu penso (ver agora Januário) (L).

Se assim é, nunca poderemos utilizar os medicamentos para melhorar a aprendizagem.
– Talvez temporariamente – disse eu.

Sim. Sim. São os tais comprimidos durante algum tempo enquanto as pessoas não ganham fôlego para alterarem o curso das suas vidas e dos seus pensamentos.
– Talvez isso. – respondi, já bastante satisfeito com o rumo da conversa que estávamos a ter.

Depois de algum tempo de silêncio do Júlio, a conversa desviou para outros assuntos mais ligados ao seu novo curso de informática. Ele achava-o bastante interessante e o que mais desejava era conseguir um lugar onde pudesse trabalhar e ganhar o suficiente para ter uma vida estável a fim de poder prosseguir os seus estudos, se tivesse tempo para isso. Paciência e disponibilidade, tinha. O que mais lhe interessava no momento, era conseguir «dominar» as ideias que o preocupavam e as dificuldades que sentia. Alijada essa carga, sentia-se capaz de grandes feitos, coisa que nunca conseguira. Trabalhar na vertente administrativa da «fabriqueta» dos móveis, não era trabalho que o entusiasmasse. Tinha de procurar outra alternativa. Seria isso possível desta vez? Até já estaria «armado» com o curso de informática que estava a tirar! A «sua doença» talvez fosse providencial e num momento mais exacto para poder singrar na vida e prosperar, desde que «agarrasse a sorte» ou a oportunidade com as duas mãos.
Ficando bastante entusiasmado com o seu «discurso», especialmente relacionado com as oportunidades e contingências em psicoterapia, deixei-o digavar à sua vontade, pensando com os meus botões que uma psicoterapia orientada com livros adequados, compreensão do mecanismo do comportamento humano e da sua modificação, treino do paciente em casa e seguimento de algumas «rotinas», poderia dar bom resultado (L) (P).

Seria, de facto, possível e exequível uma biblioterapia? (Q)
Era esta a minha grande dúvida e ambição já em 1980!

 

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 8

Já tinha recebido no último post, o seguinte comentário do Amigo do Felício:
“Gostei imenso deste artigo e já me tinham falado sobre a intervenção na Feira de Saúde de Sintra.
Pode ser que nos encontremos amanhã.
Há muitas questões que os meus amigos gostariam que fossem esclarecidas.
Será possível?
Gostaria de ter o novo livro.”

Estava à espera de o encontrar à porta do café, quando ele apareceu a cumprimentar-me e a dizer que ele também estava com muita pressa.
Algumas pessoas amigas disseram-lhe que tinham gostado da minha intervenção na Feira de Saúde de Sintra, mas que desejavam mais alguns esclarecimentos acerca de tudo aquilo que eu tinha dito e que estava apresentado no livro.
Dei-lhe o livro que ele tinha solicitado.
Como ele estava com pressa de chegar ao trabalho, deixou nas minhas mãos uma folha com um rol de perguntas que muitos gostariam de ver esclarecidas e que poderiam ser respondidas num novo artigo que eu pudesse publicar no blog.
Como eu também não tinha muito tempo disponível, fiquei com essa folha para elaborar o seguinte post.

 

AF: Como é que é possível fazer psicoterapia só com livros?
N: Como já disse, eu tive de a fazer comigo porque nos momentos mais críticos, não tive qualquer outro apoio a não ser o de diagnóstico psiquiátrico de neurose depressiva reactiva grave e «toma» de medicamentos, que me deixavam descontrolado, apático ou desencantado com a vida.
Contudo, não foram poucos os livros que tive de ler em inglês e francês, «extrair» a sua essência, experimentar e aprender a fazer um novo tipo de relaxamento e, depois, enveredar pela metodologia da Terapia do Equilíbrio Afectivo.
O meu amigo e antigo colega da Faculdade de Direito, o Antunes, depois de conversar comigo e de ler muitos dos apontamentos e livros que tínhamos publicado naquela época, sabendo da minha preparação para uma introdução sobre a intervenção em «Auto{psico}terapia», na Biblioteca Municipal de Portimão, também experimentou e teve sucesso.
Contudo, a depressão em que ele estava, influenciava a mulher que ia entrando também em depressão, assim como a filha que já tinha começado com insucesso escolar e irrequietude nas aulas.
Foi também com os nossos livros, já publicados na Plátano, que ele deu apoio à filha que, em menos de 6 meses, reganhou a sua vitalidade, ajudando a mãe a sentir-se equilibrada e mais optimista.
O insucesso da filha e a sua irrequietude nas aulas tinham começado com a depressão do Antunes.
Este bom resultado do Antunes fez com que ele incentivasse também a sua «sobrinha» Cidália a pedir-me ajuda, para ela não entrar no alcoolismo e nas relações sexuais promíscuas nas quais já se tinha iniciado devido ao seu «abandono» pelos pais nas mãos dos avós e posterior exigência deles que, vindos de Moçambique, desejavam que a Cidália fosse viver com eles, depois de ser maior e estar profissionalizada em Comunicação Social.
Acho que só isto chega como resposta.

AF: Não acha que a leitura de livros é exagerada?
N: Não sei a que exagero se refere.
Os 18 livros da colecção servem para autopsicoterapia, apoio psicopedagógico, melhoria do relacionamento social e desenvolvimento pessoal.
Esses livros abrangem diversos aspectos da normalidade e anormalidade do comportamento humano, apoios possíveis, descrição de apoios dados em diversas situações, bem como reacção dos intervenientes e resultados obtidos.
Realça essencialmente a colaboração dada pelos intervenientes para os bons resultados obtidos, demonstrando que a falta de colaboração do próprio, quer na leitura, quer nos treinos e até na perseverança necessária, pode redundar em resultados fracos ou impossibilidade de realizar uma psicoterapia eficaz.
Além disso, salienta o efeito do meio ambiente nos bons ou maus resultados ou até na impossibilidade de a efectuar com um mínimo de sucesso, podendo até funcionar como um agravamento da situação de desequilíbrio.
Trocando por miúdos, posso dizer que os livros têm de ser lidos na medida das necessidades de cada um.
Isto quer dizer que cada um deve saber discernir aquilo que deve ler, ou pedir ajuda imediata a um psicólogo competente.
Em algumas situações, dois ou três livros podem ser suficientes.

AF: Como é que as pessoas podem saber que livros devem ler para o seu caso?
N: Embora esta pergunta seja muito interessante, posso dizer que ela está implicitamente respondida em vários posts deste blog.
Também as palestras de que sempre tenho falado servem para isso.
Contudo, é essencial que as pessoas estejam interessadas nas mesmas.
Assistir às palestras por obrigação ou como uma espécie de frequência de curso pode não dar bons resultados.
É necessário que a pessoa sinta os seus problemas e os queira resolver ou evitar, tentando descobrir a maneira de o fazer.
Tal como aconteceu no Hospital de Vila France da Xira, só com as «aulas» e as perguntas consequentes, houve possibilidade de resolver pelo menos as dificuldades duma senhora que conseguiu que o marido não passasse todas as noites fora de casa com os amigos, que uma mãe conseguisse reduzir o medo que a filha tinha de galinhas, que uma tia conseguisse eliminar em pouco tempo o problema de enurese do sobrinho, fazendo com que a mãe continuasse os procedimentos já iniciados com o filho e muita coisa mais….
É por esse motivo que estou a manter o blog [psicologiaparaque.wordpress.com] desde 2007.
Qualquer comentário, mesmo que seja anónimo, é respondido logo que possível, dando a muito mais gente do que só ao interessado, a possibilidade de se inteirar da matéria, sem publicidade.
Além disso, estou a propor algumas palestras iniciais em que as pessoas possam ficar inteiradas duma metodologia que é pouco vulgar, mas que tem dado óptimos resultados pessoais desde 1973/75 e com vários pacientes, desde 1980.

AF: Se alguém tiver pavor do escuro e não puder consultar um psicólogo, o que pode fazer?
N: Como não tem disponibilidade para a consulta, nem existem, por enquanto, palestras adequadas às quais possa assistir, pode começar por utilizar o livro «AUTO{psico}TERAPIA» e fazer tudo o que lá está especificado.
Para conseguir compreender o modo como os problemas são originados e resolvidos, tem de saber algo sobre o funcionamento do comportamento humano, sendo mais fácil adquirir estas ideias lendo apenas a história ficcionada da JOANA, cujos pais foram ajudados com a compreensão dos mecanismos do funcionamento do comportamento humano, aplicados na prática com muitos outros pais e filhos que foram às consultas individuais.
Só com isto, a «des-união» desses pais por divergências na educação da filha, redundou na sua «re-união» e «aparecimento» dum rapaz que foi apoiado pela JOANA, traquina, com os métodos utilizados com ela e os ensinamentos daí consequentes.
Compreendendo tudo o que se passou com eles e treinando o relaxamento mental, a pessoa tem de ser capaz de fazer uma análise retrospectiva das suas vivências antigas e verificar a sua veracidade e plausibilidade.
Isto implica a percepção e os sentimentos de cada um nesses momentos mais cruciais, que têm de ser evocados para se obter uma solução adequada.
Se, por qualquer razão, não houver resultados positivos, deve ser necessária uma consulta adequada para apoio imediato, além de que também existem livros antigos que substituem os da actual colecção, enquanto estes não forem publicados.

AF: Se as pessoas tiverem outras dificuldades?
N: O livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» indica o modo como cada situação pode ser resolvida na generalidade, porque são indicados livros específicos para cada situação.
Mas, não é possível dar estas indicações duma forma generalizada sem cometermos o erro de prestar informações inadequadas.
Repare que o Júlio ficou traumatizado só porque dos 10 aos 16 anos teve de viver longe dos pais e irmãos, embora muito bem alojado em casa do seu padrinho, em Lisboa, para estudar a partir do 6º ano, porque na sua aldeia natal não o podia fazer naquela época.
Ele não tinha bem a noção desse traumatismo e já se tinha sujeitado a dois tratamentos medicamentosos no espaço de um ano, sem resultados positivos duradouros.
A Cristina, apesar de ser filha única de um casal muito bem colocado na vida, educada muito «civilizadamente», não conseguia ter uma interacção social aceitável, sentindo-se «deslocada» e sem capacidade de fazer amizades e manter um namoro, que tanto desejava.
A Isilda tentou suicidar-se por causa de «males de amor» e a nova paciente quando leu o caso dela, conseguiu fazer quase uma autoterapia apenas com 3 sessões de apoio e bastante leitura de alguns livros antigos e de brochuras do Centro de Psicologia Clínica.
Além dos casos já mencionados, também os de Joel, além de Germana e Januário, indicam o sucesso obtido com a realização de intervenções muito diversificadas, especialmente em tempo e nos treinos individuais.
Os casos do «Mijão», «Calimero», «Perfeccionista» e «Pasteleiro» apresentam as dificuldades em se realizar uma psicoterapia adequada e oportuna quando o meio ambiente não ajuda ou é impróprio, quando o próprio «paciente» não colabora ou até quando a intervenção terapêutica é muito tardia.
Também as Reeducações adequadas e oportunas, assim como as dificuldades sentidas quando o meio ambiente (às vezes, a própria família) é pouco colaborante, são apresentadas em variados casos mencionados neste livro.

AF: O que se pretende, de facto, com a «Psicoterapia… através de Livros…»,
N: O objectivo principal é colocar nas mãos das próprias pessoas a possibilidade de resolver os desequilíbrios por sua iniciativa e com conhecimento de causa.
Embora já tenha dito que este tipo de «tratamento» foi possível cá e seguido, ás vezes, desde 1980, só agora está a ser utilizado nos países mais desenvolvidos do que o nosso, como tratamento «low-cost», porque os serviços de saúde mental não podem dar o apoio individualizado necessário.
Para isso, também são necessários livros adequados, alguns dos quais já foram mencionados.
A «Biblioterapia» dá as «dicas» necessárias para que cada um consiga ultrapassar as suas dificuldades em vez de as «ir aguentando», ou submeter-se e subjugar-se às mesmas.
Para quem quiser estar mais inteirado da situação, a «Imaginação Orientada» dá indicações sobre variados assuntos relacionados com a Psicologia, Psicopedagogia, Psicoterapia, etc. e com a metodologia utilizada para a resolução das dificuldades.
A «Psicologia Para Todos» dá uma panorâmica do funcionamento da psicologia em geral e da sua aplicação na vida prática do dia-a-dia para a modificação do comportamento.
A «Interacção Social» apresenta os variados factores que intervêm e interferem na vida de todos nós.
A «Saúde Mental, sem psicopatologia» apresenta uma panorâmica da normalidade e anormalidade, assim como aquilo que é necessário preservar e manter para uma boa saúde mental e funcionamento psicológico, bem como a possibilidade das intervenções em psicoterapia, com conhecimento de causa e decisão própria, por causa dos efeitos secundários prejudiciais causados pelos medicamentos.
O «Comportamento nas Organizações» serve para indicar o modo como as organizações podem ser geridas com benefícios para os patrões e empregados, dando a todos a satisfação de atingir os seus objectivos.

AF: Quais os planos do futuro?
N: Não tenho quaisquer planos a não ser o de manter os blogs e colaborar com os que assim o desejarem, difundindo as informaçães necessárias.
O que se pode fazer mais, é as pessoas interessadas juntarem-se, utilizar uma sala de qualquer associação ou organismo, com projector de imagens, como aconteceu na Feira, e fazer algumas palestras que possam ajudar essas pessoas a inteirarem-se destes temas muitíssimo importantes e necessários para uma sociedade psicologicamente equilibrada.
Para isso, bastam os livros «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» e «AUTO{psico}TERAPIA», que já estão publicados.
Se houver interesse e pessoas que desejem inscrever-se para um pagamento antecipado de 10€, posso pensar em publicar «Eu Não Sou MALUCO!» que, para os outros, terá o custo de 15€.
Este livro é importante porque apresenta o exemplo do Júlio que, de simples escriturário, desprezado e menosprezado pelos patrões e colegas, quando ainda não tinha completado o 10º ano, conseguiu fazer um curso de informática, licenciar-se em Economia e ser um dos sócio principais da mesma empresa.
Como também é necessário que as pessoas compreendam o modo como o comportamento funciona, posso publicar e o livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?», que está esgotado e cuja reedição deverá custar 35€.
Porém, para os que quiserem antecipar-se e ajudar nas despesas iniciais, o mesmo pode ficar em 23€.
Este livro é essencial para funcionar como modelo de actuação de muitas famílias que, podem moldar o comportamento dos filhos ajudando-os a estruturar uma personalidade adequada e equilibrada, com recurso aos conhecimentos científicos da modificação do comportamento.
Julgo que além destes 4 livros, se for necessário para alguns, ainda temos «Eu Também CONSEGUI!».
Também, para os que quiserem saber o modo como o Antunes enveredou por uma autoterapia, com muito sucesso, temos o «Acredita em Ti. Sê Perseverante!», baseado nas conversas que teve comigo anteriormente e que estão descritas em «Para que Serve a Psicologia?», da Plátano.
Além destes, temos os livros substitutos dos casos da Cristina, Isilda, Germana, Januário e «Mijão», também da Plátano e Hugin.
Tal como aconteceu com os pais da Joana, o meu propósito fundamental é ajudar os mais velhos e especialmente os que vão constituir família, a conseguir ter noções úteis de Psicologia, facilmente aplicáveis na vida prática do dia-a-dia, para poderem ajudar os mais novos, ajudando-os com os seus exemplos que funcionarão como modelos a imitar.
A modelagem e a identificação são muito importantes numa boa estruturação de personalidade que pode ficar ainda mais fortificada com a moldagem que os progenitores podem fazer com a oportunidade, qualidade e quantidade dos reforços que sempre lhes vão proporcionando.
É este o meu intuito como psicólogo que está a «funcionar» desde 1975, em regime liberal, porque gosto da Psicologia, apesar de ter tido a possibilidade duma função diferente e economicamente mais confortável, numa actividade totalmente diversa.

 

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REFLEXÃO PESSOAL

Acabámos de participar na Feira de Saúde – Bem-Estar, de Sintra, 2017 e gostámos do acolhimento franco e simpático, que agradecemos imenso aos promotores, organizadores e, especialmente, aos «trabalhadores», porque, quer a sua organização como o seu funcionamento voluntários, não deve ter dado poucas «dores de cabeça».
Oxalá que todos consigam «descansar» um pouco, a partir das últimas «démarches» finais. Bem merecem!

Gostámos da participação do público, embora exíguo, para um assunto tão interessante como o Bem-Estar pessoal, familiar e até profissional.
As intervenções foram boas e muito se aprendeu especialmente no que se relaciona com coração, músculos, alimentação e «veIhice». É sempre bom «prevenir» em vez de sermos forçados a tentar «remediar», muito mais tarde, em péssimas condições e com resultados desastrosos.

A visita dos políticos, muito hábeis em ser simpáticos e afáveis, parece ter sido de muito agrado de todos, embora com a minha eventual ausência. Mas, posteriormente, tive o prazer de reencontrar um velho amigo dos tempos da abertura das portas de guerra, em Luanda, com pena de já não poder ter lá um outro, do mesmo tempo, mas já falecido, que me tentava aliciar para a política.
Contudo, não estou arrependido com o meu percurso diferente, porque me sinto muito mais útil no trabalho que estou a fazer, há mais de 40 anos.

Parece que os participantes gostaram tanto da intervenção do sábado como do domingo, porque alguns conversaram connosco informalmente depois das palestras, tendo até uma delas mostrado interesse em que fosse publicado o livro «Eu Não Sou MALUCO!». Oxalá que se consiga fazer isso até Novembro, depois de recebermos as inscrições antecipadas para a sua aquisição.

Embora a exiguidade da participação do público não me desse muita satisfação, julgo que a insistência em acções deste género, sem pompa nem circunstância, mas com eficácia e utilidade para o público, deveriam ser implementadas.
Não haverá organizações ou associações culturais que tentem disponibilizar aos seus associados (e não só), por exemplo, sessões semanais de cerca de 3 horas numa manhã ou tarde de sábado ou domingo, durante um mês, para depois as continuar mensalmente nos 5 meses seguintes? Como uma boa medida de solução ou prevenção de algumas dificuldades, isso seria o suficiente! Bastantes pessoas iriam ganhar com isso.

Repetir esse evento várias vezes, seria uma rotina proveitosa para muitos mais grupos.
Se as pessoas «aprendessem» a conhecer o modo de funcionamento do comportamento humano, sob um ponto de vista científico e descobrir a maneira de o modificar, sem as muitas falácias que se propagam nos meios de comunicação social difundidas, devido ao agrado demonstrado pelo público com a aquisição de determinadas revistas e jornais, não seria um bom meio de melhorar a saúde mental de grande parte da população, deixando-a de bem consigo própria, em vez de se preocupar apenas em apresentar uma «boa imagem»?
O importante, nessas sessões, seria as pessoas participarem com entusiasmo, fazer perguntas e obter esclarecimentos, ler bastante para apreender ainda melhor toda a matéria e praticar o essencial para cada um ganhar os conhecimentos e a paz de espírito essenciais para uma vida cada vez melhor.

Foi por isso que deixamos gratuitamente à disposição do público, quatro das brochuras – «Educação e Comportamento», «A Psicologia e as Terapias», «Antes Prevenir…!» e «A Educação que Poderíamos ter!», em que se publicam trabalhos feitos pelos enfermeiros do curso de promoção do Hospital de Vila Franca de Xira − difundidos pelo Centro de Psicologia Clínica, nos anos 80 do século passado.

É tão simples e deixa-nos tão descansados! Se a pessoa «funcionar bem interiormente» dá o exemplo aos outros e, especialmente, aos vindouros que, por sua vez, não vão ter necessidade de «procurar companhia» fora da família para se sentirem acompanhados e queridos. O «dinheiro» e os divertimentos, muitíssimo difundidos e participados nos tempos actuais, não chegam para contrabalançar o aconchego familiar exigido pela «afiliação» e pela «autoimagem». Evitaremos que se «produzam» os inconformados e os excluídos, cujas mágoas, com a frustração sofrida, pode acarretar comportamentos inopinados, inesperados, intempestivos e lesivos para muita gente.

Enfim, seria mau, se muitos adultos, sem excluir os mais idosos, que «tomam conta» de muitas crianças ajudando muitos pais superocupados, e até as crianças como a JOANA, aprendessem a modificar o seu comportamento para o controlar no sentido vantajoso e ao seu gosto?
As sessões de esclarecimento de que falei, prolongadas durante um semestre, aos fins-de-semana, não seriam um bom ponto de começo para modificar a nossa sociedade que parece que se vai desviando para caminhos dos quais não gostamos, para termos de os «atamancar» depois, muito mal, com os medicamentos que nos degradam, influenciando também um bom ambiente familiar?

Faço esta reflexão, porque depois de chegar a casa, jantar e descansar um pouco, fui para a cama exausto. Não consegui pensar em coisa alguma até de madrugada quando começaram a passar pela minha cabeça as imagens de muitas coisas passadas nos dias anteriores.
Surgiram nas minhas imagens pessoas demasiadamente gordas, outras com as fisionomias balofas, e ainda outras com uma linguagem um pouco atabalhoada, além de caras simpáticas que não via há muito tempo, e muita coisa mais.
Vi também a minha imagem a «alambazar-se» e a «empanturrar-se» com carnes gordas, enchidos, batatas fritas, whiskeys, etc. tendo um desprezo total pelos legumes, sopas, iogurtes, etc.
Voltei a dormir sem esforço mas com a mente a desviar-se para o que tinha assistido nos dois dias anteriores, bem como para a minha insistência na continuação de trabalhar com os livros e com estes blogs e páginas do facebook

Deste modo, fui pensando:
– Seria mau se agora, com a visualização e participação das várias pessoas, fosse exequível a minha ideia de se conseguir fazer uma psicoterapia muito económica?
Seriam palestras para algumas dezenas de interessados (ou desequilibrados?) compreenderem o funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social, leituras complementares, prática necessária para a aprendizagem do relaxamento muscular e relaxamento mental, com a manutenção do diário de anotações para entrar em Imaginação Orientada, às vezes, com ligeira ajuda individualizada do especialista.

Será um assunto a ponderar com este meu «diário eventual» de anotações que me está, sem querer a «empurrar» para a publicação do livro do Júlio e, posteriormente, o da JOANA, se houver interessados nisso.

 

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 7

Ontem, quando dava o meu passeio habitual, vi o Amigo do Felício à minha espera à porta do café, para me dizer que muito do que ele praticava em «AUTO{psico}TERAPIA» se esvaia com as constantes notícias sobre os fogos repetidos e contínuos que estão a assolar o nosso país. Também tinha pouco tempo para conversar porque antes do meio-dia tinha de estar no local de trabalho, que não era próximo.

 

AF: Haverá alguma coisa que ou possa fazer para contrariar tudo isso?
N: Como não «manda» nos noticiários das televisões e necessita das mesmas para outras notícias e diversões, não pode interferir nos fogos, na sua extinção, nem na sua prevenção, a solução é aguentá-los o melhor possível. Já tive de dizer, há muitos anos, ao Júlio, numa situação semelhante, que o melhor a fazer é infiltrarmo-nos nessas ideias, recordações, imagens ou visões, tal como se faz numa guerra de guerrilha e do mesmo modo como fazem agora os «terroristas» ou «islamitas», ou seja o que for.

AF: Como é que é isso?
N: A cabeça que pensa nessas dificuldades não é sua? Não está sob o seu comando? Não é por sua iniciativa ou acção que a mesma pode mudar de rumo?

AF: Não percebi.
N: Quando tiver essas ideias ou chegar a ver essas imagens, concentre-se nelas e imagine se poderia ter evitado essa tragédia. Veja de que maneira poderá combatê-la. Pense, de que modo poderá ajudar alguém nessa situação. Seja o mais realista possível. Se está a fazer ou a praticar o relaxamento mental, podendo ser antecedido pelo muscular, até se pode sentar num sofá à frente da televisão, concentrar-se na mesma, fechar os olhos e imaginar aquilo que acabei de dizer. Neste estado, estará quase a entrar em relaxamento propício para o descanso ou sonolência. Estará quase num processo de IO, com TEA, ajudado pela autohipnose.

AF: Não me parece difícil fazer isso. Mas conseguirei esses resultados?
N: Tudo depende da prática que for mantendo. Sem prática nada vai conseguir. Não imagine que pode ir ao gabinete dum psicólogo e pedir ajuda sem nada fazer por si. Quase tudo depende de si. Aquela espécie de concelhos que se dão em vários locais e meios de comunicação social e até em consultas, podem não dar qualquer resultado a não ser o de deixar a pessoa na dependência de quem o «ajudar».

AF: Mas na hipnose não tem de haver quem ajude?
N: Pode haver quem ajude no início, se a pessoa não conhecer os seus mecanismos. Já se verificou isso com as práticas de Mesmer. Contudo, anos depois, o Abade Faria demonstrou que tudo depende de cada um e não dos outros. Pouca difusão se fez desta importante descoberta e prática, a não ser 20 anos depois, com as famosas informações de Braid. Enquanto estas foram publicadas logo de seguida, são quase a cópia do livro pouco divulgado do Abade Faria «De la cause du sommeil lucide» publicado muito depois da sua morte. Acho que os outros dois livros escritos pelo Abade Faria nem foram publicados.

AF: Isto não é justo!
N: Infelizmente, é a realidade. É preciso espectáculo. Para isso, prefiro ver o «o Gordo», Fernando Mendes. Caso contrário, pouco ou nada se faz.

AF: Porque é que diz isso?
N: Com muita propaganda que se ouve e até se vê na televisão, existem práticas e «novidades» que «alimentamos» sem coisa alguma de positivo.

AF: Está-se a referir a quê?
N: Não ouve muitas notícias sobre Psicologia Positiva, Mindfullness, Biblioterapia, etc?

AF: Não compreendi.
N: A Psicologia Positiva, que muitas vezes é difundida e praticada sem cada um sentir aquilo que está a praticar, não deve proporcionar qualquer resultado positivo, sem cada um envolver a sua cabeça, se não, o comediante Robin Williams não se teria suicidado, tal como muitas actores e músicos que abundam nas ecrãs das televisões.
Se a Mindfullness desse resultado, muitos dos que a praticam sem envolver a sua cabeça e sentir o que dizem que se sente, teriam um comportamento muito diferente e não necessitariam de se «complementar» com vários medicamentos para a ansiedade, depressão etc. Dizem depois que são um complemento. De quê? Daquilo que não deu o resultado propagandeado?
Se a Biblioterapia é para entreter ou animar crianças e velhinhos, eu preferia chamar-lhe Bibliofilia ou Animação cultural. Qual o resultado que se atinge, em equilíbrio psicológico, depois dessas sessões? Entretenimento durante a sua execução? Já frisei isso no caso que apresentei no livro «BIBLIOTERAPIA». E será possível escrever um livro que englobe uma série de assuntos relacionados com medicina, psicologia, sociologia, assistência social, etc., tal como se dão muitas respostas em programas de televisão deixando as pessoas cada vez mais «enganadas» e «iludidas»?

AF: Então, o que se deve fazer?
N: Enquanto não estou no computador e, geralmente, depois das refeições, fico a ver os programas dos «Batanetes» «Inspector Max», «Crime Disse Ela» etc.
Nesse «Inspector Max», na versão inicial, difundem-se várias ideias de um bom entendimento familiar, o que acho muitíssimo bem. São um bom exemplo a imitar: aprendizagem social com reforço vicariante. Podem servir como complemento da leitura dos livros.
Nos «Batanetes» onde muitas vezes dizem disparates sem gosto, falam em cães que correm atrás dos carros sem nunca os conduzir. Parece-me que nós também, especialmente em psicoterapia, vamos a correr atrás daquilo que dizem que se faz lá fora. Já falámos há pouco tempo sobre o reforço positivo e reforço negativo.  Vamos agarrar superficialmente a ideia, sem saber bem qual o resultado obtido e tentamos pô-la em prática mal, sem medir as consequências reais dos disparates que cometemos. Era melhor funcionar como a Mrs Fletcher.

AF: Porque é que diz isso?
N: O mesmo aconteceu com o Abade Faria e a hipnose e posso dizer, sem sombra de dúvida, que a técnica de Imaginação Orientada, disponível cá, orientada no sentido da TEA, mas sem propaganda, desde 1980, dez anos antes de aparecer a informação sobre Psicologia Positiva, de Seligman, deu resultado positivo bastante acima de 86%.

AF: Quando é que poderá ser apresentada essa prática que até me está a ajudar bastante?
N: Por mim, não penso fazer qualquer «barulho», porque já apresentei as minhas ideias há mais de 2 anos, a quem as poderia difundir para o bem da população. Nessa ocasião disseram-me que tudo «corria sobre rodas».
Agora convidaram-me a participar na Feira da Saúde e Bem-Estar em Sintra, que terá lugar na Avª Miguel Bombarda, loja 34, quase à frente da estação da CP, nos dias 6 e 17 de setembro.
Este evento é organizado pela Câmara Municipal de Sintra e Núcleo Rotário de Desenvolvimento Comunitário de Sintra, em parceria com União das Freguesias de Sintra, Associação Empresarial de Sintra, empresa Galuchos e Jornal de Região de Sintra.
Vou ter duas intervenções de cerca de 15/20 minutos cada com «diapositivos» ou «ppt», a primeira no dia 16 (sábado), às 12.00 para conversar sobre «Prevenção e Profilaxia em Saúde Mental – psicoterapia» e a segunda no dia 17 (domingo) às 14.30, para conversar sobre «Psicoterapia… através de Livros...».
Para esta intervenção estou a preparar um novo livro com o mesmo título, apresentando o modo como uma leitura devidamente controlada e direccionada para cada situação, dá a possível fazer uma psicoterapia, desenvolver uma acção psicopedagógica, de interacção social ou de desenvolvimento pessoal de forma quase autónoma ou com pouca intervenção do psicólogo.
Na primeira intervenção vou dizer que a psicoterapia pode ser feita pelo próprio (auto{psico}terapia) se a pessoa for capaz de ler bastante, praticar o que é necessário e tiver a objectividade, honestidade e humildade de reconhecer as causas dos desequilíbrios do momento que, às vezes são confundidos, erradamente, com «culpas». A pessoa, às vezes, pode ter necessidade de algum apoio inicial o que se pode fazer com um conjunto de vários interessados.
Na segunda intervenção, vou mostrar o modo como se podem explorar devidamente os 18 livros da colecção da Biblioterapia, quer em Psicoterapia como em Psicopedagogia, Interacção Social e Desenvolvimento Pessoal, obtendo muitos beneficios psicológicos, económicos, sociais e familiares, porque o exemplo dos pais serve de muito para modelar e moldar o comportamento dos filhos. Esses serão os futuros «donos» da situação e seria bom que fossem «saudáveis»… mentalmente.
Repare que o Antunes fez uma psicoterapia quase sozinho, a Cidália teve pouca ajuda, o Júlio foi quase «tratado» à mesa de um velho café e o Joel, que implementou o aparecimento do livro «AUTO{psico}TERAPIA», não era psicopata apesar do famoso diagnóstico.

AF: Isso seria muito bom para mim, mas não devo poder assistir, com muita pena, porque vou ficar de serviço nesse fim-de-semana.
N: Não faz mal. Vá praticando o que está no livro e vá lendo tudo o que puder, mesmo que seja em livros antigos, enquanto os novos não forem publicados. Tudo depende muito mais de si do que dos outros. A si, interessa apenas saber de que maneira deve actuar. Em vez de ficar à espera que as «desgraças» aconteçam, por experiência própria, tento antecipar-me e evitá-las ou saber de que modo as poderei enfrentar, combater ou eliminar. Já viu a recente tragédia no Funchal, Madeira, com a queda da árvore «agarrada» com arames?

AF: É pena que não possa difundir estas ideias.
N: Por mim, estou disposto a colaborar, mas não penso «montar negócio». Quem quiser e necessitar de utilizar essas ideias, que dê os primeiros passos, porque vai ter de mim toda a colaboração possível, como já afirmei há anos. Estas próximas intervenções podem ser o começo de alguma coisa útil, porque vou tentar publicar o livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R), já que o «AUTO{psico}TERAPIA» (P) está publicado e à disposição. O «BIBLIOTERAPIA» (Q) também já publicado, está no fim, o «Eu Não Sou MALUCO!» (E), embora muito importante, está à espera de haver pretendentes para a sua aquisição e o «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D) está esgotado e também à espera de haver pretendentes para a sua aquisição. Este livro é fundamental, já que fala bastante sobre o funcionamento do comportamento humano e interação social, com possibilidades de modificação do comportamento nas diversas situações do dia-a-dia. Só estes livros chegam para muito, mas como são de tiragem muito limitada e disponíveis só comigo, é necessário que existam pessoas interessadas neles. Por enquanto, não pretendo deixar nas livrarias.

AF: Bom. Gostei deste bate-papo, mas tenho de me ir embora. Bom êxito nas conversas que vai ter dentro de semanas.
N: Eu também gostei desta conversa e, quando chegar a casa, irei tentar transforma-la num post para ser publicado amanhã, depois de passar uma noite em IO. Depois, tenho de me preparar para fazer a apresentação ilustrada das palestras. Talvez até me lembre de fazer mais um post com uma pequena «apresentação» do livro do Júlio, o tal que dizia que «não era maluco», mas que hoje é um empresário de sucesso a instigar-me a não desistir da ideia da «minha» «Biblioterapia»! É para que a educação dos vindouros seja melhor do que a nossa, evitando a corrupção, o nepotismo, a falta de solidariedade social e de respeito pelo próximo, para vivermos numa verdadeira democracia. 

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RESPOSTA – 50

Comentários


Acabei de ler este artigo com todas as ligações ontem à noite.
Acabaram-se os meus dias de folga depois do regresso de trabalho na Inglaterra.
Estou a sentir-me um pouco melhor a parece que consigo entrar em relaxamento mental.
Agora que tenho menos trabalho, vou ver se consigo seguir o livro «Autoterapia» em melhores condições, porque também estou sossegado com os meus familiares e conhecidos que vão passar algumas férias e feriados perto de Coimbra, etc.
Tenho pena que não publique o novo livro que diz que está a preparar, juntamente com alguns dos outros que ainda não estão publicados.
O do Júlio deve ser interessante.
Não sei se nos conseguiremos encontrar tão cedo, mas agradeço que me alerte para o caso de ter essas palestras de que falou.
Vou estar atento aos blogues e ao facebook.


Depois de ler este comentário no facebook quando li o artigo, pensei em mim para saber se poderia ter algum benefício na minha dificuldade de emagrecer.
Estou a engordar e, depois de ter consultado nutricionista e gastroenterologista, não consigo manter a dieta necessária por causa de horários, etc.
Além disso, fico ligeiramente preocupado quando me lembro de certas coisas que se passaram quando eu era criança.
Os meus, pai e avô parece que «lutavam» pela mesma mulher e, sem querer, eu ficava metido na confusão, quando havia telefonemas dela para falar com um deles.
Depois, eram as discussões que nunca mais acabavam e que me deixavam em pânico.
Começo a ficar ansioso e a sentir-me «em baixo», com receio de nunca mais melhorar e criar problemas de coração e obesidade.
Poderei beneficiar em alguma coisa enveredando pela psicoterapia?
Queria pelo menos não engordar ainda mais.
Se pudesse dar uma ajuda!

 

Caro Senhor Anónimo do comentário:

Antes de tudo, os seus problemas parecem-me mais relacionados com a alimentação, que tem de ser bem regulada, em conjugação com algum exercício físico que possa fazer.
Pelos vistos, está a tratar disso ou vai tratar disso em primeiro lugar.

Em segundo lugar, como não sei onde mora, qual a sua ocupação e ambiente familiar e social, há necessidade de falar neste assunto para o ter em conta em qualquer esquema terapêutico.

Se os seus problemas não forem apenas fisiológicos mas também psicológicos, as causas dos mesmos devem estar arquivadas na sua cabeça. A única pessoa que pode ter acesso aos mesmos é o próprio.
Contudo, como os mesmos podem estar bem guardados num compartimento «secreto» ou relegados para o fundo de algum armazém «clandestino», o próprio pode não chegar aos mesmos com facilidade e necessitar de algum auxílio.
Porém, para se fazer a busca dos mesmos, a sua presença e actuação é essencial, mas exige que a pessoa esteja em boas condições psíquicas ou, pelo menos, com capacidade de proporcionar uma boa colaboração a quem o tentar apoiar.
Essas condições tem de ser criadas pelo próprio, geralmente, indo ao consultório dum especialista.
Como essa prática demora bastante, é muito bom que se vá treinando em casa, à noite, porque pode tornar a psicoterapia muito mais económica, rápida, eficaz e que perdure de forma autónoma.

É para isso que estou e reorganizar todos os 17 livros da colecção de Biblioterapia e desejo imenso publica-los para os que deles necessitarem e até estou a preparar mais um com o título, salvo erro, «PSICOTERAPIA… através de LIVROS», destinado a encarreirar as pessoas que desejam enveredar por este sistema que, só agora se está a utilizar no estrangeiro embora eu já o tivesse utilizado definitivamente, com aqueles que assim o desejavam, a partir de 1980, só com apontamentos policopiados.

Para se fazer uma análise das causas das dificuldades (efeitos) é necessário que a pessoa interessada seja capaz de «mergulhar» no seu inconsciente utilizando as recordações que conseguir provocar para as analisar com bastante humildade e realismo, tendo conhecimento do modo como funciona o comportamento humano.
Isso exige muita leitura para conseguir reconhecer os condicionamentos, os recalcamentos, as deslocações, as dissonâncias cognitivas, os reforços e seus tipos e características, especialmente o vicariante, as pressões e inibições sociais, as aprendizagens, o pico de extinção, a modelagem, a moldagem,  e muitas coisas mais.
São noções que se podem adquirir nos livros e talvez complementadas em palestras que podem ser para um grupo de 30 a 50 pessoas.
Este procedimento, além de encurtar a psicoterapia, pode ocasionar muito maior comodidade e economia porque os tempos e as despesas com consultas serão consideravelmente diminuídas.
Enquanto nas «conversas» em público, que não afectam a intimidade da pessoa, haverá respostas que possam satisfazer muita gente ao mesmo tempo, nas consultas individuais haverá o escrutínio dos aspectos particulares e íntimos do interessado.

Para dar a minha opinião em relação ao seu comentário, posso dizer que, antes de tudo, pode experimentar aquilo que tem de fazer por si, sem qualquer ajuda e que vai encurtar em muito qualquer psicoterapia.

Como recurso imediato e que não tem efeitos nocivos, pode começar a praticar a relaxamento muscular, fazer uma autoavaliação dos sintomas que o afligem e manter um diário de anotações com tudo aquilo de pouco vulgar que acontecer na sua vida, incluindo as recordações, os sonhos e os comportamentos ou reacções.

Para se orientar bem, tem agora o livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P), onde tudo está descrito de forma pormenorizada mas resumida.
Contudo, se puder seguir tudo o que está neste livro e conseguir baixar os seus sintomas de dificuldades abaixo de 5 na escala de 0 a 10, pode continuar sem outra ajuda.
Porém, se os sintomas não baixarem ou se não conseguir seguir tudo o que está apresentado no livro, será bom pedir apoio ao fim de pelo menos 1 mês desta prática.

Em qualquer das circunstâncias, além de consultar este blog, também é vantajoso ler alguns dos livros indicados nos diversos posts para tomar conhecimento do mecanismo do funcionamento do comportamento humano podendo um deles ser o «Como “EDUCAR” Hoje», já que «PSICOTERAPIES BEM-SUCEDIDAS – 3 casos» (L) ainda não foi publicado.

O livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» (D), quase esgotado e à espera de reedição, apresenta o panorama geral da modificação do comportamento, utilizado com uma criança «birrenta», de cerca de 7 anos, que tinha provocado a «des-união» entre os pais e que se voltaram a «re-unir» por causa das técnicas que foram utilizadas com ela, pelos próprios pais, ajudando-a a modelar-se nos seus comportamentos para ajudar a «educar» um irmão que nasceu logo depois. São mais de 10 anos de consultas a pais e crianças que foram romanceados e ficcionados no «caso» da JOANA, para as técnicas serem mais facilmente assimiladas pelos não-técnicos.

Tem também o livro «Acredita em Ti. Sê Perseverante!» (B) descrevendo o caso do Antunes que, estando em depressão que «provocou» esse mal na mulher e dificuldades escolares na única filha, conseguiu resolver tudo sozinho, começando por dar apoio escolar à filha com base nos livros utilizados.
As dificuldades da filha e da mulher eram a consequência das dificuldades dele, que eram causadas apenas pelo receio de deixar a família sem recursos financeiros no caso de sua morte, tal como lhe tinha acontecido com a morte prematura e inesperada do seu pai. Fez uma psicoterapia quase sozinho mas com muita leitura e algumas «conversas».

Além deste, o livro «Eu Também CONSEGUI!» (C) apresenta o caso da Cidália, «sobrinha» do Antunes que, com um curso superior, se ia «afogando» no álcool e em relações sexuais promíscuas por causa de problemas familiares ocasionados pelos pais que a tinham abandonado à nascença nas mãos dos avós maternos.

O livro sobre o Júlio (E) «Eu Não Sou MALUCO!» ainda não está publicado mas trata dum problema muito usual nos tempos antigos em que as pessoas, de certas regiões do país, tinham de viver muito longe da família para poderem estudar até no ciclo preparatório.

O livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A) também pode elucidar acerca de certas dificuldades, tratamentos, cuidados a ter com as psicoterapias e medicamentos, além da sintomatologia existente nos casos de desequilíbrio psicológico.

Embora todos os novos livros da colecção de Biblioterapia não estejam publicados, existem mais dois livros antigos englobados no novo livro «Psicoterapias Bem-sucedidas – 3 casos» que podem ajudar muito os que quiserem estar mais informados.
Por exemplo, «Psicoterapia para quê?» apresenta o modo como se realizou uma psicoterapia num fim-de-semana porque o interessado foi induzido a praticar anos antes mais de 1500 horas de relaxamento muscular e mental, com leituras de muitos dos livros então publicados.

«STRESS! Reduza-o já» descreve a psicoterapia duma senhora que praticou o relaxamento em casa, mas leu bastantes livros, colaborando na psicoterapia.

Embora existam mais livros já publicados, com as informações que estou a dar, espero que faça os possíveis para experimentar primeiro aquilo que proponho e que peça ajuda logo que possível, se não sentir muitas melhoras.
É por isso que sou um forte adepto das «palestras» elucidativas.

Tudo o resto, que é mais íntimo e pessoal, pode e deve ser devidamente avaliado em contacto presencial.
Todos sabem onde e como  podem adquirir os livros consultando os dois blogs que já deve conhecer.

Boa sorte.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 6

Depois dos dois meses bem passados na Inglaterra, segundo o próprio, o Amigo do Felício vinha ansioso para «falar» comigo, N, demoradamente, porque estava a continuar a seguir este blog depois da nossa última conversa. Além disso, estava a praticar alguma coisa daquilo que tinha lido no livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P) que levara consigo.
Olhando bem para ele, pareceu-me mais «descontraído» do que da vez anterior e, provavelmente, menos «descontrolado». Entrando para o café, esclareci que tinha bastante tempo disponível, porque a minha mulher deveria demorar algum tempo na cabeleireira já que havia mais clientes para serem atendidas antes dela.
Quando me disse que tinha ficado satisfeito não só com o trabalho feito por ele sem perda de tempo e dentro do prazo, disse-lhe que esse método de trabalho também me agrada imenso.
Quando estive lá a fazer os estágios e actualizações em psicologia e integração escolar, em 1975, além de ter conduzido mais de 10.000 quilómetros em «mão contrária», orientei-me nos itinerários com muito mais segurança e certeza do que no nosso país.
Além disso, os sinais nas estradas e ruas estavam bem visíveis e colocados em locais apropriados, o que não se verifica ainda na nossa terra, nem acontecia, naquela época, em Espanha ou em França.
Além disso, todos os horários eram cumpridos e não havia perda de tempo, o que é difícil entre nós.
Começamos depois com a nossa conversa que mais lhe interessava.

 

AF: Sabe que estou a praticar algumas das coisas que li no livro e começo a sentir-me mais descongestionado? Faço todos os dias o relaxamento muscular e já estou a conseguir entrar em relaxamento mental.
N: Felicito-o por essa ideia e procedimento e também fico satisfeito por ter conseguido contribuir para o seu bem-estar. Nem sempre se consegue isso, porque as pessoas querem «resultados» rápidos e esta terapia depende muito da persistência, empenhamento e bom senso que é necessário ter ou conseguir ganhar, além das muitas leituras que lhe estão associadas e que são indispensáveis.
Mas, antes de tudo, pode ter a certeza que depende muito mais do próprio, do seu bom senso e da persistência que tiver, do que do acaso ou dos «conselheiros».

AF: Apesar de me ter sentido melhor, os fogos em Portugal, isto é em Pedrógão Grande e ou outros, muito constantes, deixaram-me muito tenso durante bastante tempo. Tenho familiares que se deslocam muitas vezes para essas zonas, mas soube depois que não estavam lá.
N: Repare que eu insisto sempre numa profilaxia e prevenção para evitar as dificuldades.
– Já que fala em fogos, vou aproveitar para fazer um paralelismo. Se houvesse um bom ordenamento florestal, umas boas comunicações, bom comando, meios de transporte rápidos e um dispositivo capaz de fazer frente a estes «desastres», acha que não haveria muito menos estragos, especialmente em vidas humanas?
O facto de não se prever tudo isso e não ficarmos prontos para aguentar as dificuldades, ocasiona os resultados que conhecemos e, depois, ficamos a lamentar, a fazer inquéritos, investigações e sindicâncias, arranjando justificações e imputando as culpas aos outros.
Quero fazer mais um paralelismo, já que me disse ter estado em Inglaterra.
Um senhor inglês que vive cá há vários anos e se dedica à informática, perdeu tudo no incêndio. Além da casa, os computadores e todo o material ficou danificado. Contudo, não se queixou muito como as restantes vítimas da tragédia. Ele disse que continuaria no mesmo local e que iria refazer a vida. Provavelmente, têm cópias de salvaguarda e seguro para restaurar o seu material danificado. Tomou todas as precauções antes e com a visão de que poderia ter de enfrentar algumas dificuldades. Foi racional, pragmático e previdente.
Na saúde mental, era isso que eu desejava que acontecesse e que as pessoas não tivessem de suportar o ónus dos desequilíbrios por causa das inúmeras dificuldades que todos teremos de passar durante a vida. Temos de estar prontos e preparados para enfrentar as dificuldades que é necessário ultrapassar com os menores danos possíveis, como meta e desejo final, porque dificuldades haverá sempre.
Além disso, para conseguirmos mudar alguma coisa nos outros ou no ambiente, nós também temos de mudar.
O quê? Como? Quando» Porquê? De que maneira?
São perguntas que teremos de responder depois de conhecermos aquilo que interessa com as leituras que fizermos. Para isso a Bibliofilia também é importante.
Aquilo que estou a apresentar em «Autoterapia» ajuda imenso mas, além do treino, as leituras, com compreensão adequada da matéria, é muito importante.
Para isso, um comando também é essencial. É a nossa cabeça, bem esclarecida.
Temos de ter muita força interior para viver momentos calmos, estando preparados para enfrentar as dificuldades que sempre existirão. É uma espécie de estarmos com as baterias carregadas.
Tudo isto é necessário e possível incutir na educação, desde criança.

AF: Era isso que eu queria perguntar. Qual a necessidade das leituras se estou a praticar o relaxamento?
N: Aí é que está o busílis da questão. É o mesmo que acontece com os praticantes do ioga, reiki, mindfullness ou qualquer outra coisa quando seguem apenas alguns procedimentos e não envolvem a «cabeça» em tudo isso.
Esses procedimentos podem ocasionar descontracção física ou satisfação momentânea, mas não «resolvem» os problemas mentais específicos que avassalam a pessoa se a cabeça não estiver envolvida nesse processo. Já deve ter visto a resposta que um iogui me deu acerca disso, comparando o ioga com o meu método.
Os seus problemas iniciais não se relacionavam com algumas ideias que passavam pela sua «cabeça»?
− Acha que o seu desconforto inicial, com muito do que está a viver, não tem nada a ver com coisas que se passam na sua «cabeça» que, por sua vez, comanda todas as suas ideias e acções consequentes?
Muitas vezes, quando sentir frio com a temperatura muito baixa, a sua cabeça irá fazer com que se agasalhe com um bom casaco.
Mas se sentir um frio súbito numa situação perigosa ou desagradável, qual será a vantagem do casaco?
− A sua cabeça irá dar essa ordem de vestir o casaco apesar de sentir frio?
− Com que resultado?
− Não terá de fugir ou investir contra alguém ou alguma coisa ou proteger-se desse perigo?
Para isso, o relaxamento instantâneo pode ajudar a entrar imediatamente em relaxamento mental para a «consulta» das informações armazenadas na sua «cabeça», devido às «aprendizagens» anteriores, a fim de escolher o comportamento julgado mais correcto para a ocasião.
Para isso, tem de envolver a «cabeça», e nisso, o relaxamento mental é essencial.
− Depois de estar em relaxamento mental, o que vai fazer?
− Não são os problemas ou as dificuldades que tem de enfrentar no seu dia-a-dia que o deixam desorientado?
− Não tem de analisar as «causas» possíveis de tudo isso?
− Para conseguir fazer essa análise, não tem de recordar a sua vida e os passos que deu?
− Como é que se poderá fazer uma análise rigorosa, racional, adequada e «verdadeira» sem ter a «cabeça fria» e sem preconceitos ou «defesas»?
Para isso, mesmo que saibamos o modo como o comportamento funciona, temos de raciocinar devidamente, ter a humildade suficiente para reconhecer as falhas e não arranjar desculpas para as justificar erradamente, como acontece a maior parte das vezes.

AF: Mas isso não é difícil? Como é que uma pessoa consegue fazer isso sozinha?
N: Falando por mim, posso dizer que não é fácil, mas com algum treino é possível, e o Antunes também demonstrou que não é impossível.

AF: De acordo com a sua prática, o que se deve fazer?
N: O que eu fiz, foi ler muito do que consegui obter naquela ocasião e que era adequado para a situação. Depois, num relaxamento profundo, tentei iniciar comigo próprio a recordação de muito do que se tinha passado na minha vida. Além disso, tentei descobrir as possíveis soluções e modos de não sofrer as mesmas desilusões que tivera. Foi com base nisso que tentei deslindar todo este sistema para uma Biblioterapia na psicoterapia mas, o que me ajudou muito, foi a paixão (Bibliofilia) que tinha pela leitura daquilo que era necessário para o meu caso, além dos ensinamentos colhidos no meu curso de Psicologia Clínica no ISPA e nos seminários sobre Modificação do Comportamento que frequentei com o Doutor Victor Meyer.

AF: E isso chegou?
N: Para mim, não necessitei de mais nada. Depois, fui praticando o relaxamento mental que, naquela época, só atingia depois de praticar o relaxamento muscular, à minha maneira. Verifiquei que as boas memórias do passado me ajudavam a melhorar em muito o meu «estado anímico». Depois, como já estava dedicado à clínica e tinha «doentes» a quem devia apoiar, necessitando de testar o meu método com outras pessoas, além de preparar a tese sobre a Terapia do Equilíbrio Afectivo, enveredei pela Imaginação Orientada, que fui praticando comigo e que nunca mais «abandonei». Se com a TEA tinha conseguido um sucesso de 86%, houve um aumento substancial com a Imaginação Orientada.

AF: Qual a razão de não publicitar esse método?
N: Antes de tudo, tenho de dizer que não gosto muito de publicidade, especialmente nas questões de saúde. A minha tese foi entregue na American Psychological Association, na British Psychological Society, no Sindicato Nacional dos Profissionais de Psicologia e no Instituto Superior de Psicologia Aplicada.
Contudo, não me importo de divulgar o que é necessário, tal como estou a fazer agora, mas não como os anúncios do Calcitrim ou Imodium. Tenho os dois blogs no wordpress e duas páginas no facebook, além daquela que está lá em meu nome. Vem lá tudo. Quem quiser, pode fazer os comentários que achar convenientes, os quais não me passam despercebidos.
Pode também contactar-me através do meu e-mail.
Já disse muitas vezes que estou interessado em divulgar o método e estou a fazê-lo. Quem quiser e conseguir tirar proveito do mesmo, dará os passos necessários, tal como vocês estão a fazer.
Além disso, tem o meu perfil no blog onde, nos parágrafos finais, estão todas as indicações que podem ser necessárias.

AF: E os que não chegarem aos seus blogues e facebook?
N: Para toda essa gente já me disponibilizei a fazer palestras que ajudem a compreender o método. Nessas reuniões, até se pode tentar experimentar o que digo, para ir praticando em casa. Se as entidades oficiais não se preocuparem com isso ou se as associações de solidariedade social não implementarem acções neste sentido, acho que não tenho vocação e, muito menos tempo ou apetência para isso, porque não pretendo «fazer negócio». Caso contrário, teria montado uma empresa quando o CPC ainda era «vivo».
Há bem pouco tempo a nossa médica disse-me que tinha gostado do livro e tinha-o recomendado a alguns doentes porque eles, necessitando de ajuda, não a conseguiam obter nas devidas condições nos serviços existentes. E parece que eles estão a obter bons resultados só com o «AUTO{psico}TERAPIA».
Embora ma custe aceitar uma situação destas, tenho de concordar com ela, porque até na Inglaterra já se queixam de falta de recurso humanos. Estas técnicas, que estão cá à disposição de todos, poderiam ser implementadas sem haver necessidade de ficar à espera de saber o que se faz no estrangeiro.
Essa história de prescrição de livros já estava a ser ensaiada e utilizada por mim muito em 1980, só com «prescrição de apontamentos policopiados» e deu bons resultados quando as pessoas se empenharam na sua autorrecuperação. Isto está a ser apresentado nos blogs e no fb, e agora, nos livros que estão à disposição, ficando todos remodelados e actualizados, com novos «casos» para apresentar os resultados já obtidos.

AF: Mas é necessário ler muito?
N: O que lhe posso garantir, é a necessidade de conhecer o modo como o comportamento humano funciona em termos de estímulos, respostas, aprendizagem, condicionamentos, pressões e inibições sociais, percepção, sentimento, dissonância cognitiva, emoção, modelagem, moldagem, punição e seus efeitos, e muita coisa mais tal como os efeitos dos diversos tipos de reforço, o que pode ser apreendido nos livros que estão agora à disposição de todos e são apresentados nos dois blogs de que falei. Além disso, as dúvidas podem ser respondidas a partir dos comentários. Também, nas palestras de que falei, muitas dúvidas podem ser clarificadas com novas respostas e exemplos do que acontece na vida prática do dia-a-dia. Já disse o que aconteceu com os alunos do Hospital de Vila Franca de Xira.

AF: Porquê tanta ênfase nos reforços?
N: Ainda bem que me faz esta pergunta. Quando já estava no ano do ISPA e tinha frequentado os seminários com Victor Meyer, continuando ainda com o estágio escolar no grupo de Terapia Comportamental, orientado por um psiquiatra que se dizia comportamentista e tinha estado em estágio na Escola Médica onde Victor Meyer dava aulas, os meus colegas ainda diziam que a gratificação provoca reforço positivo e a punição ocasiona reforço negativo e não ouvi qualquer contestação ou rectificação do orientador.
Basta este pequeno mal-entendido ou «desinformação» para deitar abaixo toda uma terapia e seus resultados.

AF: Qual é o mal-entendido?
N: Eis a questão. O reforço é consequência da gratificação ou da punição.
Logicamente, se uma gratificação ocasiona reforço positivo, diziam todos que uma punição ocasiona reforço negativo, já que é o seu oposto.
Porém, o reforço é o resultado da satisfação que sentimos depois da gratificação ou da punição.
Se desejamos alguma coisa e conseguimos isso, ficamos gratificados e obtemos reforço positivo.
Contudo, ninguém, a não ser os masoquistas, desejam a punição. Se formos punidos, o nosso comportamento imediato é evitar a punição. Mas, só se conseguirmos evitar ou fugir da punição, obteremos a satisfação e ficaremos com reforço negativo.
Está a ver a diferença. Além disso, se não conseguirmos fugir, podemos entrar em frustração em relação à qual iremos engendrar diversas respostas. Se, mesmo assim, não conseguirmos diminuir ou evitar a punição, podemos entrar em depressão aprendida que é para economizar as forças, por não podermos ultrapassar a frustração de evitar a punição. Isso, também pode levar a um estado de conformismo.
Outro aspecto importante a focar, é a tentativa de fuga à punição, com a consequente frustração que pode ocasionar respostas inadequadas que, quando bem-sucedidas para diminuir o desconforto, podem ocasionar reforço secundário negativo aleatório que pode originar o vício ou a adicção. Exemplos disso podem situar-se no contexto da droga, mesmo que legal, do álcool, da delinquência, da prostituição, etc….
Não sei se, politicamente falando, temos laivos disso já há muitos anos, com a ambição do poder, nepotismo, autoritarismocorrupção, etc. Parece-me que, na maioria, somos mais conformistas do que «brandos» devido à «educação» política que tivemos nos meados do século passado e que foi quase continuando….com outros contornos!

AF: Já estou a perceber. Mas isso é muito complicado para se compreender facilmente.
N: Repare que estamos a falar à mesa dum café.
− Se eu falasse para um grupo de 30 ou 40 pessoas como acontecia nas aulas do Hospital de Vila Franca de Xira e em várias outras situações, não surgiriam mais dúvidas que poderiam ser esclarecidas imediatamente para muitas mais pessoas, do que só para uma, como está a acontecer agora?
− Consegue compreender agora a minha insistência maior em fazer palestras do que responder a uma pessoa ou manter consultas?
− Já pode concordar comigo quando digo que não me façam perguntas por email ou que me deixem dar as respectivas respostas através dos blogs que estou a manter?
Atingem muitas mais pessoas, algumas das quais poderiam nunca ter pensado no assunto ou não teriam essas dúvidas no momento.
− Além disso, em vez nos limitarmos apenas às respostas, que não se podem obter a qualquer momento e em tempo oportuno, consegue descobrir a vantagem dos livros?
Estão em qualquer lado em todos os momentos.
É por isso que me preocupo em saber das pessoas a sua opinião quantitativa (de 1 a 5) sobre cada livro em relação a:
♦ Clareza e simplicidade da linguagem.
♦ Forma de exposição.
♦ Interesse do assunto.
Com esses elementos em mão e com alguma opinião qualitativa para a melhoria dos livros, parece que poderei ser muito mais útil do que nos últimos 40 anos de clínica, só com consultas.

AF: Será necessário conhecermos todos os conceitos de que falou?
N: Tenho a certeza de que são mais do que indispensáveis.
Por exemplo, uma vez, um senhor que se dizia psicólogo em formação para mestrado e que já queria ser tratado por doutor, estava a dar apoio a um grupo de pessoas com problemas. Dizia que utilizava com eles a biblioterapia, isto é, tratamento com livros. Que livros? Livros de poesia e alguns romances, etc….
Se a biblioterapia é tratamento através de livros, numa psicoterapia, não podem ser quaisquer livros.
Os mesmos têm de ser direccionados para o fim em vista.
− Qual o objectivo?
− Se quisermos «tratar» um criminoso, vamos aconselhá-lo a ler livros de poesia, romances ou os que podem dar indicações sobre o melhor modo de furtar carteiras, arrombar casas ou assaltar bancos e postos de gasolina?
− Será para o ajudar a tornar-se ainda mais criminoso, deliciando-se com a poesia?
Infelizmente, é isso que se faz, «agarrando» o significado superficial da palavra e utilizando-o como mote ou emblema para uma actuação…. O pior, é ser em terapia!
− Qual o objectivo?
É por isso que sou contra muitas das ditas «psicoterapias» que têm um nome pomposo, mas que são mal utilizadas a partir desse nome.

AF: Porque é que diz isso?
N: Hoje em dia não faltam uma série de «psicoterapeutas» especializados em tudo e até em Biblioterapia e que se dizem biblioterapeutas.
Deixe-me fazer mais um paralelismo.
– Se psicoterapeuta é aquele que trata dos problemas psicológicos das pessoas, o biblioterapeuta deverá ser aquele que trata dos livros?
Contudo, o especialista, nesta matéria, parece-me que é o encadernador ou restaurador de livros.
Também, se a quimioterapia é um tratamento com químicos, a biblioterapia pode ser um tratamento com livros.
– Mas também, neste caso, para ajudar as crianças a ler ou entusiasmá-las com a leitura, não será tarefa dum professor ou animador cultural?
Contudo, falando de biblioterapia em psicoterapia, como já disse, não podem ser quaisquer livros mas sim os que ajudem a pessoa a reganhar o seu equilíbrio psicológico. Porém, hoje em dia, não faltam anúncios de biblioterapia a falar em leitura de livros de prosa, poesia e teatro para crianças, idosos, etc.
O meu fito é muito diverso. Por isso, para a psicoterapia, preparei os livros com a finalidade de os utilizar com critério e explicação daquilo que se pretende, com a colaboração de cada um, para tornar tudo mais económico, cómodo, eficaz e duradouro, tentando tornar a pessoa autónoma.

AF: Gostei desta explicação, mas como é que este projecto pode avançar?
N: Como já disse, alguém que esteja interessado ou «carente» tem de pegar nele e implementá-lo. Vai ter toda a minha ajuda. Posso intervir em diversas palestras, explicar como se pode proceder para continuar a praticar, aconselhar as leituras necessárias ou prestar mais algumas informações, além de conseguir esclarecer dúvidas de vez em quando. Tem os blogs e o email. Agora, até estou a finalizar o livro que, inicialmente tentava que fosse «A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA» cujos conteúdos foram publicados neste blog.
Contudo, como o livro abrange a psicoterapia, além de psicopedagogia, interacção sicial e desenvolvimento pessoal e não exclui a colaboração de vídeos, palestras, drama, treinos, etc. e como também não é para divertimento ou lazer, vamos intitulá-lo «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…».
Estamos à espera que haja alguém que subsidie a sua impressão ou exista um grupo de 40 a 50 pessoas que queira reservar a sua aquisição logo que seja publicado.
Já expliquei no livro «BIBLIOTERAPIA» que as intenções e objectivos deste método é tornar a pessoa capaz de enfrentar autonomamente as dificuldades da vida, tentando ultrapassá-las com êxito.
Faço o que está ao meu alcance. Mais do que isso não posso fazer, mas garanto que eu ainda pratico a Imaginação Orientada, sem muitos dos adjuvantes, tais como a autoanálise, o diário, as autoavaliações, etc. como está indicado no «AUTO{psico}TERAPIA», «gastando» apenas os primeiros 5 minutos antes de dormir e depois de estar na cama. É o hábito, com a aprendizagem e treino anterior. Não se esqueça que são muitos anos de prática e de ajuda aos outros, depois de ter experimentado todo este processo comigo, em 1973/75.

AF: Neste caso, podemos colocar as nossas questões e iremos obter respostas como nas consultas à distância.
N: Calma. Eu não disse nem quis significar isso. Essa história de consultas à distância, só pode acontecer quando o especialista conhecer o «caso» e apenas tiver de ajudar, orientar as leituras ou esclarecer dúvidas.
Cada «caso» têm de ser bem conhecidos para se fazer uma avaliação específica, tentando descobrir de que modo o «mal» pode ser atacado. É por isso que digo que, só com «diagnósticos», sem saber a fundo aquilo que se passa com a pessoa, pode ser muito arriscado enveredar por uma terapia que se deseja eficaz. Por causa disso, já tive conhecimento se suicídios, etc. relatados por especialistas em psiquiatria. Mostro isso claramente nos livros «Eu Não Sou MALUCO!» e «PSICOPATA! Eu?». Não desejo que alguém se arrisque a fazer isso.

AF: Mas no «Autoterapia» também existem procedimentos a adoptar.
N: Concordo consigo. Mas acho que não são totalmente obrigatórios e podem ser modificados à medida das necessidades de cada um. Foi o que disse ao Júlio desde o início. Mas, nada disso vai dar bom resultado se o próprio não compreender e seguir as leis ou normas do funcionamento do comportamento humano.
Pode ter resultados inesperados, tal como verificou com as consequências do reforço negativo e da punição de que já falámos. Existe muita coisa que temos de mudar em nós para obtermos os resultados que desejamos.
É por este motivo que insisto que as pessoas têm de saber como tudo funciona, a fim de «não embarcar» nas muitas «receitas» que se dão em vários meios de comunicação social e até em livros de várias terapias. Cada um tem de saber avaliar as coisas por si e colaborar com o seu especialista, se e quando necessário, tal como aconteceu com quase todos os «casos» apresentados nos livros que estão preparados e que serão publicados à medida das possibilidades e desejos dos que estiverem interessados neles.
Estou a dizer isso porque os psicólogos também não estão isentos de «ficar desequilibrados». Isso acontece porque, apesar de terem a obrigação de saber como funciona o comportamento humano, não respeitam as suas normas, ou não seguem alguns procedimentos necessários, nem analisam os seus comportamentos com a racionalidade, objectividade e humildade necessárias para descobrir as «causas» dos desequilíbrios, preocupando-se apenas com a justificação ou desculpabilização dos seus desequilíbrios.
Não é necessário que digam aos outros quais as causas, mas as mesmas têm de ser verificadas por cada um, para as alterar, influenciando os comportamentos indesejáveis, a começar por aqueles que os incentivam.
É por esta razão que eu faço uma amálgama ecléctica e pragmática de análise psicológica, logoterapia, reestruturação cognitiva e modificação do comportamento, com um relaxamento mental profundo ajudado pela autohipnose e Imaginação Orientada, necessária para «engendrar» o futuro, com algum «prognóstico» bom.
Mas repare que tudo isto tem de ser feito na sua grande maioria com a «cabeça» de cada um, que também deve incentivar os treinos necessários, integrando tudo aquilo que ficou lido e bem compreendido nos seus conceitos essenciais.

AF: Parece que fico mais descansado com esta conversa.
N: Espero que tenha conseguido clarificar alguns aspectos que, geralmente, ficam duvidosos e são mal compreendidos e pior utilizados. Já consegui apresentar num dos últimos posts as vantagens de cada um saber o que se passa consigo. Foi de propósito, por sua causa. Se não compreendermos o modo como o nosso comportamento funciona, tal como consegui explicar aos pais da Joana, muita coisa nos passa despercebida. Pode ter a certeza que, neste momento, estamos a modificar o comportamento um do outro. O senhor está a reforçar-me com a sua curiosidade e atenção, estimulando-me a falar nestes assuntos dos quais eu gosto imenso. Eu devo estar a reforça-lo com as explicações que estou a dar, fazendo com que tenha da Psicologia uma ideia muito diferente daquela que tanto se propagandeia na comunicação social. Por isso, espero que as pessoas tomem as rédeas nas suas mãos e façam o que puderem para disseminar estes conhecimentos que são extremamente úteis para todos e que podem ajudar a melhorar a saúde mental e o bem-estar de todos.
Se os pais conseguirem melhorar, os filhos podem ganhar muito mais com isso, através dos exemplos que lhes serão proporcionados. É a aprendizagem social, com reforço vicariante e até identificação e moldagem.
Será uma prevenção com profilaxia capaz de evitar futuras necessidades de combater as depressões, fobias, compulsões, sentimentos de inferioridade, dificuldades no trato social, psicossomática, etc. com a necessidade de acompanhamento médico quase inexistente e a consequente utilização de medicamentos que depauperam o organismo, o relacionamento social e a paz interior.

AF: Mas acho que não vai ser fácil!
N: Concordo. O pai da Joana já me disse isso no início, mas quando «deitou mãos à obra», ainda conseguiu ajudar muita gente sem a minha intervenção. E eles estão agora todos muito bem na Austrália. Ajudar 2% ou 3% dos seus conhecidos é pouco?  E se esses conhecidos ou amigos também ajudarem os seus conhecidos? É bom que a família consiga incutir nos filhos os valores de solidariedade, equidade, cooperação, honestidade e respeito pelos outros, com exemplos e sem dissonância cognitiva, a fim de que as gerações mais novas possam estruturar uma personalidade mais adequada do que a nossa, para terem um mundo melhor.

AF: Obrigado pela sua intervenção e pela companhia que teve de me fazer durante todo este tempo.
N: Eu também lhe agradeço o seu interesse e ajuda em abordar um tema tão importante.
Vou ver se a minha mulher já está liberta. Quando chegar a casa, vou pensar bem na nossa conversa e relembra-la à noite na IO, para fazer amanhã um post sobre a mesma.

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RESPOSTA 49

Acabei de ler este artigo que foi publicado também no facebook.
Se eu quiser tratar de mim de forma independente, como é que posso proceder?
Onde é que vou buscar os livros de que fala?
Se necessitar de apoio ou esclarecimentos, como é que faço?
Acha que é possível fazer alguma coisa por mim?
Estou a ser medicada para depressão e ansiedade.
Agradeço uma resposta.

Antes de tudo, agradeço à Anónima, o facto de ter feito o comentário no post «Imaginação Orientada» difundido ontem no facebook, em vez de me enviar um email, porque uma resposta aprofundada pode esclarecer mais pessoas.
Vou tentar ser o mais explícito e pragmático possível para que seja entendido, porque existem várias perguntas pertinentes a ser respondidas.

♦ Para cada um tratar de si de forma independente, o livro «AUTO{psico}TERAPIA» dá indicações precisas para isso.
Contudo, apenas os procedimentos podem não ser suficientes se a pessoa não se inteirar do modo como o comportamento funciona em termos de estímulo, resposta, condicionamento, modelos, moldagem, facilitação, recalcamentos, dissonância cognitiva, etc.
Para isso, tem vários posts sobre «Autoterapia» «Biblioterapia», «Reforço», etc. inseridos neste blog.
É uma questão de ler e apreender o sentido exacto dos conceitos apresentados.
A análise do nosso comportamento é importante para se verificarem as «causas» dos comportamentos (efeitos) que não nos interessam.

É por este motivo que foi publicado o post A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 3 contendo um capítulo muito elucidativo para se utilizar a Biblioterapia, com ou sem apoio de um especialista.

♦ As publicações antigas que deram origem aos novos livros da colecção de Biblioterapia, podem ser pedidos directamente às editoras, mas talvez eu também os possa fornecer se os tiver em excesso.
Os livros novos de que estou a falar, do «Centro de Psicologia Clínica, nem todos estão publicados.
Os que forem publicados ou os que já se encontram disponíveis, devem-me ser pedidos directamente, porque ainda não foram entregues a qualquer livraria.
Poderei envia-los directamente para a morada do interessado, á cobrança, pelo correio.

♦ Quaisquer outros esclarecimentos necessários podem ser dados através de email ou publicamente, como está a acontecer agora com este post.
Contudo, é por causa desses esclarecimentos, que são muito importantes, que estou a pugnar, há muito tempo, por umas palestras durante as quais muito se pode experimentar, questionar e aclarar.
Para evitar o desequilíbrio, que é muito frequente entre nós e com tendência a aumentar, basta apenas formar um grupo de pessoas que deseje proceder desse modo como prevenção e profilaxia.

♦ Julgo que já fez muito por si com este comentário que me enviou, obrigando-me a dar esta resposta que também pode servir para muita gente.
Sem saber quais são os problemas, pouco ou nada posso fazer, porque acreditar apenas em diagnósticos para resolver os problemas parece-me bastante falacioso e muito arriscado.
Já falei nisso várias vezes e até o «caso» da «Perfeccionista» é muito elucidativo: não escolhe idades, profissões ou condições sociais.

♦ Como me diz que está a ser medicada, quando começar com enveredar por uma psicoterapia que seja eficaz, é importante saber se poderá diminuir e sua dose de medicação para «entrar» na psicoterapia e conseguir sentir as melhoras. Continuar a tomar a medicação e acrescentá-la com psicoterapia, pode proporcionar-lhe reforço secundário negativo aleatório e piorar as coisas. É o que aconteceu com a «Perfecionista»

♦ Se necessitar de quaisquer outros esclarecimentos que não possam ser «públicos», pode contactar-me com as indicações que são dadas na parte final do post sobre o meu perfil, nomeadamente no parágrafo final do post ou no primeiro dos três últimos parágrafos. Como medida de emergência, vale a pena utilizar o «Reforço do Comportamento incompatível», desviando as sua atenção para tudo o que não se refere às causas de sua depressão e ansiedade. É também nisso que se baseia a «Imaginação Orientada», com resultados mais do que satisfatórios.

Ψ Também informo que os livros estão a ser constantemente remodelados e actualizados para que sejam úteis aos leitores. É por isso que desejo as duas avaliações, críticas e honestas (qualitativa e quantitativa) que me ajudem a melhorar a sua qualidade, compreensão e utilidade.
Isso só se pode conseguir com essas avaliações, entregues pessoalmente ou enviadas por email.

Cada um dos livros deve ser avaliado quantitativamente numa escala de 1 a 5
1 – mau
2 – razoável
3 – normal, regular
4 – bom
5 – muito bom
relacionado com a:
a) utilidade do assunto abordado
b) clareza da linguagem
c) forma de exposição.

Além desta avaliação, uma avaliação qualitativa e com sugestões pode enriquecer a informação prestada pelo leitor ou utilizador.

É por esta razão que gosto muito mais do proveito que cada um pode tirar dos textos publicados do que do «gosto» ou «like» no facebook. É para isso que trabalho afincadamente quase 5 horas por dia e isso pode reflectir-se nos livros e nos textos que publicar.
Como os livros publicados até ao momento são apenas (A), (B), (C), (D), (P), (Q) seria muito útil essa informação, porque as anteriores, relacionadas com os livros já publicados, deram-me ideias muito mais realistas sobre uma Biblioterapia possível entre nós.
Os restantes livros serão publicados à medida das necessidades e do percurso do meu projecto de Biblioterapia que só irá avançar com apoio e, especialmente, com boa aceitação dos interessados.

Entretanto, para que não existam ideias fantasiosas acerca da verdadeira biblioterapia que se pode fazer em psicoterapia, estou a planear a publicação dum novo livro de 104 páginas, a englobar todos os outros, designando-o como A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA, com um índice mais ou menos semelhante ao apresentado e especialmente destinado a orientar os interessados na preparação do seu plano duma biblioterapia cómoda, duradoura e eficaz, servindo de profilaxia.

 

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Vai ter muito trabalho, tal como eu tive em fazer este post

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 7

Conforme tinha prometido ao Sr. Amigo do Felício, vou transcrever as páginas 127 a 131 do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A) que são muito interessantes, especialmente ligadas aos produtos farmacêuticos com os quais lidamos.

Às vezes, o tempo da sua utilização e o aspecto apelativo dos anúcios pode ocasionar enganos que serão prejudiciais para uma saúde mental aceitável, com comportamentos equilibrados.

 

“É BOM SABER O QUE SE PASSA CONNOSCO

 Para poder reagir a tempo, convém não sermos os últimos a saber aquilo que acontece connosco.

Sabemos que os efeitos nefastos do álcool, cocaína e outras drogas classificadas como recreativas nos deixam sem capacidade de julgamento. As drogas psiquiátricas actuam de maneira ainda pior deixando-nos «deficientes».

Um exemplo marcante é a desquinésia tardia que é um distúrbio a englobar estremeções e espasmos permanentes causadas por drogas neurolépticas ou anti-depressivas tais como Haldol e Risperdal. Muitos estudos mostram que a maioria dos pacientes com estes problemas induzidos pela droga negam a sua ocorrência especialmente enquanto estão a tomar a medicação.

Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Effexor e outras drogas que sobreestimulam o sistema de serotonina provocam geralmente alterações de personalidade tais como irritabilidade, agressividade, instabilidade humoral e diversos graus de euforia. A pessoa que toma a medicação pode sentir-se «melhor do que nunca» enquanto os familiares vêem que o indivíduo se transformou numa «pessoa diferente» com muitos traços de personalidade negativos.

Sem compreender o que lhes está a acontecer, os pacientes podem ficar, durante meses e anos, dependentes de tranquilizantes menores tais como Xanax ou Valium. Podem imaginar que necessitam de tomar cada vez mais droga para controlar a ansiedade e a insónia quando, de facto, as drogas pioram a sua condição. Mesmo quando compreendem que estão viciados, acham difícil enfrentar o problema e passam a negar que estejam viciados, continuando a tomar a droga.

Muitos pacientes que tomam drogas psiquiátricas descobrem que perderam a acuidade de memória. Esta consequência está vulgarmente associada ao lítio, aos tranquilizantes e a uma diversidade de anti-depressivos. Tanto os pacientes como os médicos podem atribuir isto, erradamente, à «depressão» mais do que à droga. No caso de pacientes mais idosos, estas dificuldades de memória são atribuídas à senescência.

É bom realçar que, sem darmos por isso, as drogas psiquiátricas que tomamos podem reduzir a nossa capacidade de vigília, acuidade mental, vivacidade emocional, sensibilidade social ou criatividade. Podem causar efeitos físicos ou mentais adversos os quais temos dificuldade em reconhecer ou avaliar. Além disso, como estes sintomas de disfunção se assemelham a problemas psiquiátricos, é mais fácil para o próprio, para o médico ou para o familiar, atribui-los, erradamente, a problemas emocionais.

A anagnosia é um distúrbio no julgamento provocado pela disfunção cerebral verificado inicialmente em doentes com ataques cardíacos que negam estar parcialmente paralíticos. Numa perspectiva psicológica, esta negação é a não aceitação da ocorrência desta incapacidade óbvia pela função mental.

As drogas psiquiátricas são especialmente perigosas porque nos podem tornar incapazes de reconhecer os seus efeitos maléficos. Podemos ficar gravemente prejudicados sem saber o que se passa. Em muitos casos, as pessoas não tomam consciência dos efeitos danosos das drogas até conseguirem ficar recuperadas, muito depois de as terem deixado de tomar.

Num estudo comparativo realizado pela FDA durante o processo clínico de aprovação de Serzone e Effexor em relação ao efeito do placebo, Moore (1997) verificou que os suicídios e suas tentativas eram mais frequentes em pessoas medicadas do que naquelas que tomavam placebo. Nos 3496 pacientes tratados com Serzone houve 9 suicídios e 12 tentativas ao passo que nos 875 placebos apenas houve uma tentativa de suicídio, o que se pode traduzir numa proporção de 5 para 1.

No que se refere a Effexor, a proporção reduziu-se de 5 para 3,5. Isto mostra que os pacientes, apesar de estarem deprimidos, quando não estão medicados, não tentam o suicídio com a mesma alta frequência que apresentam ao tomar a medicação. Num outro estudo cruzado em que todos os pacientes foram sujeitos às mesmas condições de tomar a medicação ou ingerir placebo, verificou-se que as tentativas de suicídio eram mais frequentes quando estavam a ser medicados.

O relato de um dos pacientes diz o seguinte:

“Quando estava a tomar Effexor, tive efeitos secundários esquisitos. Enquanto estava a adormecer ou quando tinha o corpo relaxado, o que acontecia quando me deitava e via televisão, sentia contracções nas pernas e cabeça/nuca que se assemelhavam a movimentos involuntários. Agora que diminuí a dose de 225 para 150 miligramas diários, isto não acontece tão frequentemente, embora suceda de vez em quando. Serei só eu a ter este efeito secundário tão esquisito?”

 Em 1998, a escritora Deborah Abramson esclareceu no Boston Phoenix que utilizou muitos medicamentos, combinações e dosagens, até passar para um dos anti-depressivos mais estimulante comercializado como Effexor. À hora de se deitar tinha de tomar um sedativo para contrabalançar o efeito estimulante do Effexor e conseguir conciliar sono (Glenmullen, 2001).

Estas combinações a que os farmacêuticos chamam «cocktails», são prescritas a muitos pacientes. Os utilizadores da droga nas ruas (os chamados «drogados») referem-se a este fenómeno como tomar uma alta para a matar com uma baixa. Por causa da sua dependência, Abramson diz que “passou ultimamente a ter muitos sonhos em relação à sua viciação em álcool, craque, heroína”. Num dos seus sonhos “olhou para os seus braços e viu sulcos por todo o lado numa pele dura e impenetrável e, por isso, pensou que estava viciada”.

Se lhe faltar uma dose, mesmo passadas poucas horas, ela sente uma ligeira forma de abstinência que lhe provoca vertigem e sensação de formigueiro à volta da boca. Não entra em pânico, como aconteceria a um viciado, porque sabe que a sua dose pode ser facilmente reposta. Contudo, esta dependência, tanto psicológica como física, deixa-a desconfortável.

Existem inúmeros estudos sobre as drogas ilícitas, mas sobre Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Wellbitrin ou Zyban, Effexor, Serzone, que são as drogas legalmente prescritas, esses estudos são escassos ou pouco difundidos, especialmente no acompanhamento feito aos pacientes que os deveriam conhecer para saber quais os efeitos das drogas a fim de se conseguirem precaver dos nefastos.

Segundo Glenmullen (2001), os anúncios das drogas a serem prescritas pelos médicos distorcem a informação de tal maneira que até um observador mais cuidado pode não se aperceber disso. Nos anúncios dos novos antidepressivos, nos meios de comunicação social e revistas especializadas, os laboratórios utilizam slogans simpáticos tais como os dos cigarros e cervejas. Os anúncios de Effexor utilizam o de melhorar a vida do utilizador.

  • Um deles mostra uma mãe muito sorridente e uma filha a subir as escadas a correr. Por baixo desta fotografia está escrito a lápis: “Já tenho a minha mãe de volta”.
  • Um outro, mostra um indivíduo de aspecto grosseiro, com o seu filho, e uma frase a dizer: “Tenho o meu pai de volta”.
  • Ainda um outro mostra um casal a dar um abraço muito afectuoso e duas alianças entrelaçadas, tendo uma frase, por baixo, a dizer “Tenho o meu casamento de volta”.

Com anúncios deste género ficam umas perguntas no ar:

— “Se o medicamento é tão bom e só deve ser utilizado por quem dele necessita e com recomendação médica, qual a razão de tanta e tão «agressiva» propaganda?

— “Não saberão os médicos ler a literatura científica que acompanha ou «deve acompanhar» todos os medicamentos com a sua composição, dosagem, efeitos secundários e outros malefícios?”

— “A promoção dos laboratórios destinar-se-á a facilitar a tarefa dos médicos que «devem» receitar estes medicamentos levando os pacientes a aceitar melhor a sua prescrição?”

Que responda quem quiser e souber e que se deixe iludir quem não tiver amor-próprio.”

Depois da publicação deste artigo, fico à espera que o Amigo do Felício fique satisfeito e esclarecido e que estes artigos lhe tenham servido para «melhorar o seu astral».

Eu vou-me dedicando ao novo livro que pretendo publicar quando puder e tiver as tais palestras, intitulado-o, em princípio «A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA», dedicando-o essencialmente aos que desejam manter uma boa saúde mental e um bom, desempenho sem terem de depender de psicoterapeutas, psiquiatras ou psicólogos ou, em caso de serem necessários, serem consultados durante o mínimo tempo necessário, sem recorrer aos medicamentos.

Para isso, também têm de se esforçar bastante na leitura e no treino mínimo necessário, todos os dias, durante 5 a 10 minutos, depois de um mês de pratica de 1 hora por dia, à noite.

Quem quiser informações mais pormenorizadas, até dispõe de dois livros magníficos de Carlos Lopes Pires «A Depressão não é uma Doença» e «Quando o Rei vai nu», embora também possa recorrer aos de Peter Breggin, em lingua inglesa.

Depois de ouvir muitas críticas, sugestões e comentários, além de consultar alguns blogs e anúncios, parecendo que o termo Biblioterapia está a ser utilizado mais como Bibliofilia Animação Cultural, porque se relaciona muito com crianças e idosos que estão a ser estimulados para a leitura e para a satisfação que dela podem usufruir, resolvi intitular o novo livro como «Psicoterapia… através de Livros…», evitando confusões com outras actividades das quais se fala no próprio livro.
É também por isso que tenho mantido porfiadamente a minha actividade nos blogs, no facebook e na reorganização dos livros.

Divulguem isto o mais que puderem entre os amigos e familiares. É o melhor apoio que me podem dar. Nós também necessitamos de apoio e aprendemos muito com os outros. Para o Sr. Felicio, desejo a continuação do bom trabalho no local para onde foi durante 2 meses.
Felicidades.

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 6

No cumprimento daquilo que prometi ao Amigo do Felício, que não está em Portugal nestes tempos e levou consigo o computador para receber as mensagens e consultar este blog, vou transcrever o capítulo das páginas 121 a 126 do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia».

 

“DISFUNÇÃO CEREBRAL PERMANENTE COM DROGAS

Quais os perigos das drogas psiquiátricas?

Poucos estudos se preocupam com o perigo das alterações potencialmente permanentes causadas na química cerebral com a utilização prolífica da medicação psiquiátrica. Porém, suspeita-se o suficiente para que uma pessoa de bom senso se deva acautelar contra a utilização de qualquer droga psiquiátrica.

Porzac, Zoloft, Paxil e Luvox são exemplos de drogas recentes, preparadas em laboratórios, para estimular o sistema da serotonina. No caso de Prozac, os mecanismos compensatórios cerebrais foram documentados desde o início da investigação.

Estas quatro drogas conhecidas como inibidores selectivos de recaptação da serotonina (Breggin, 2000) bloqueiam a retirada do neurotransmissor normal de serotonina existente na sinapse situada entre as células nervosas. O excesso consequente da serotonina faz com que o sistema se torne hiperactivo. Porém, o cérebro reage contra esta sobreactividade induzida pela droga destruindo a capacidade de reagir à estimulação pela serotonina. Este procedimento compensatório é designado como «abaixamento». Em consequência disto, alguns receptores de serotonina desaparecem ou morrem.

Além disso, para compensar ainda mais os efeitos produzidos pela droga, o cérebro tenta reduzir a secreção da serotonina. Este segundo mecanismo fica em actividade cerca de dez dias para depois começar a falhar enquanto o primeiro, o do «abaixamento», passa a ser permanente. São estes, em pormenor, dois dos mecanismos com os quais o cérebro tenta contrabalançar os efeitos das drogas psiquiátricas.

Existem mais mecanismos compensatórios, incluindo os de reequilíbrio de outros sistemas de neurotransmissão, acerca dos quais existe menos informação do que em relação aos dois acima citados. Através deles, o cérebro coloca-se em estado de desequilíbrio para evitar ou ultrapassar a sobreestimulação provocada pelas drogas. Um dos mais estudados é também o do «abaixamento» dos sistemas neurotransmissores quando existe uma sobreestimulação provocada pelos antigos «tricíclicos» tais como a amitriptilina (Elavil) e a imipramina (Tofranil). O «abaixamento» também ocorre com as drogas estimulantes tais como a Ritalin e as anfetaminas Dexedrine e Adderall.

As drogas psiquiátricas nem sempre sobreestimulam. Algumas bloqueiam ou inibem o sistema neurotransmissor do cérebro. Quando isto acontece, o cérebro tenta compensar reagindo na direcção oposta, exagerando, desta vez, o «aumento» do sistema neurotransmissor anteriormente suprimido.

As drogas antipsicóticas tais como Thorazine, Haldol, Prolixin, Risperdal e Zyprexa têm tendência a eliminar o sistema da dopamina. Neste caso, o cérebro tenta ultrapassar a situação tornando mais sensível o sistema de dopamina. Este «aumento» pode conduzir a distúrbios neurológicos graves e permanentes.

Na tentativa de ultrapassar os efeitos das drogas psiquiátricas, as funções cerebrais ficam distorcidas. Como o cérebro não consegue recuperar as suas funções originais logo que as drogas deixem de ser consumidas pode, às vezes, nunca recuperar.

Os pacientes são incitados a utilizar drogas durante longos períodos de tempo?

Muitos médicos que prescrevem drogas psiquiátricas durante longos períodos de tempo podem estar convencidos de que as mesmas são úteis. Contudo, esta sua convicção baseia-se mais em impressões pessoais do que em dados científicos. Eles têm uma predilecção bastante grande pela utilização de medicamentos porque acreditam neles e recomendam a sua utilização por longos períodos de tempo logo que são postos à venda no mercado apesar de os estudos da FDA (Federal Drug Agency = Agência para o controlo de medicamentos, dos EUA) recomendarem a sua utilização apenas durante alguns meses.

A utilização generalizada de Zyprexa exemplifica o modo como drogas potencialmente perigosas são frequentemente prescritas com entusiasmo injustificado acerca da sua eficácia e segurança. Zyprexa foi aprovada em 1996 pela FDA (americana) para a “manipulação das manifestações dos distúrbios psicóticos”. As drogas aprovadas para tais manifestações designadas como neurolépticos ou antipsicóticos são extremamente perigosas.

A FDA exige que todas as drogas neurolépticas, incluindo as novas, tais como Zyprexa, tenham um «aviso» acerca dos perigos de desquinésia tardia que se caracteriza por distúrbios neurológicos incapacitantes e desfiguradores, quase sempre permanentes, com tiques, espasmos e movimentos corporais anormais. Estas drogas provocam também o sindroma neuroléptico maligno que é uma doença cerebral potencialmente fatal com efeitos semelhantes aos associados à encefalite viral mortífera. São muito altas as taxas de desquinésia tardia e de sindroma neuroléptico maligno provocadas por algumas drogas neurolépticas já estudadas.

Os estudos controlados utilizados para a aprovação de Zyprexa duraram apenas algumas semanas e foram realizados em adultos diagnosticados como esquizofrénicos. Contudo, logo depois de Zyprexa estar disponível no mercado, os médicos começaram a recomendar o seu uso contínuo e prolongado. Além disso, começaram a prescrevê-la a pessoas com sintomas psicóticos e até a crianças com problemas de comportamento.

Apesar da falta de estudos de longa duração e da novidade da droga, os médicos aceitaram a euforia promocional dos fabricantes de que Zyprexa é mais segura do que todas as outras drogas semelhantes, podendo ser utilizada com a mesma finalidade. De facto, quase todas as drogas psiquiátricas são lançadas no mercado com uma informação promocional de que são mais «seguras» e «eficazes» do que as anteriores.

Em psiquiatria, este entusiasmo raramente é confirmado pelas avaliações mais sóbrias e realistas baseadas no tempo e na experiência. Mesmo que se verifique posteriormente que as drogas são inúteis ou altamente perigosas quando prescritas por períodos de tempo prolongados, muitos médicos continuam a pressionar os pacientes a tomarem-nas por longos períodos de tempo.

Em relação à Ritalin e outros estimulantes, para além das primeiras semanas, não existe prova concludente do seu efeito benéfico em qualquer comportamento, incluindo a hiperactividade. Estas drogas podem coarctar o comportamento das crianças tornando-as obedientes, conformistas e quietas nas aulas e, por isso, são prescritas vulgarmente por meses e anos, se não forem por toda a vida. Além disso, apesar de se saber que Ritalin perturba a produção da hormona do crescimento provocando a sua inibição, ela é prescrita ao longo da infância.

Também se sabe que drogas contra a ansiedade tais como Xanax, Ativan, Klonopin, Valium e Librium são viciantes ou adictivas. Depois de consumir Xanax apenas durante algumas semanas muitos pacientes sofrem de ressaca quando deixam de a tomar; outros sentem-se incapazes de parar sem ajuda. É incontroverso que os pacientes tratados com Xanax desenvolvem sintomas de ansiedade mais graves do que tinham antes do início do tratamento (Breggin, 2000).

Apesar destas limitações relacionadas com a utilização prolongada de drogas, muitos médicos continuam a prescrevê-las durante meses e anos seguidos. Alguns acreditam no «seu julgamento clínico» mais do que em dados científicos, enquanto outros não se preocupam com a literatura científica. Além disso, muitos dos seminários em que os médicos participam são frequentemente patrocinados por laboratórios farmacêuticos que difundem, frequentemente, opiniões enviusadas propícias à utilização prolongada de medicamentos. Também os médicos nunca vêem os comentários negativos acerca da utilização prolongada de drogas nos promissores anúncios que aparecem nas revistas farmacêuticas e nunca ouvem quaisquer informações críticas da boca dos delegados de informação (que antigamente eram de propaganda) médica que os visitam com frequência.

Os médicos também não conseguem compreender que os seus pacientes ficam viciados e que desejam continuar a ser medicados só para evitar os sintomas de ressaca. Acima de tudo, os médicos seguem, frequentemente, o caminho fácil de prescrever receitas em vez de ajudar os seus pacientes a descobrir soluções definitivas mais complexas para as suas dificuldades emocionais (Breggin, 2000).

Entretanto, os pacientes também se podem sentir forçados a tomar drogas para evitar as temíveis e amedrontadoras reacções das ressacas que incluem ansiedade, agitação, insónia, depressão, fadiga e sensações anormais no corpo e na cabeça. Dependendo da droga, um ou mais sintomas de ressaca podem desenvolver-se dentro de horas ou dias a partir do momento em que se deixou de a tomar. Estas reacções podem tornar-se muito graves a ponto de os pacientes pressionarem o seu médico para que continue a prescrever a medicação habitual. O que de facto acontece é o médico que prescreve, habilitar ou ajudar o paciente a ficar dependente da droga.

Alguns entusiastas da droga acreditam que anos de utilização clínica por milhares de pacientes provam a utilidade e a segurança na continuação da utilização do medicamento. Outros acham que as suas prescrições de droga durante muitos anos podem demonstrar a sua segurança. São crenças que conduziram a resultados trágicos em milhões de pacientes. Um destes resultados foi o de milhões terem ficado dependentes, para toda a vida, de tranquilizantes viciantes ou aditivos como Xanax, Valium, Ativan, Klonopin e Librium.

A sobreconfiança dos médicos no seu juízo clínico relacionado com a segurança na utilização das drogas a longo prazo conduziu a resultados ainda piores. Milhões de pacientes foram afectados por distúrbios neurológicos graves em consequência de ingestão de drogas antipsicóticas. Medicamentos da classe de Thorazine e muitas outras como Haldol, Prolixin, Navane, Risperdal, Clorazil e Zyprexa, foram utilizadas durante duas décadas antes de se reconhecer que este grupo provoca desquinésia tardia e sindroma neuroléptico maligno. Mesmo em finais do século XX, passados quarenta e cinco anos sobre a iniciação dos primeiros neurolépticos, muitos médicos não conseguem compreender a frequência da severidade destes perigos e prescrevem drogas sem monitorizar devidamente a sua má utilização nem prevenir os pacientes e suas famílias sobre os perigos que lhes estão associados.

Nos princípios do século XXI, continua tudo na mesma.

Para maior alerta, já tinha publicado em tempos um post com avisos para precauções contra os medicamentos.

É por isso que tenho mantido porfiadamente a minha actividade nos blogs, no facebook e na reorganização dos livros. E é também por isso que estou a pensar publicar o livro «Psicoterapia… através de Livros…», sem confusão com o título deste post, a fim de não haver conotações com a Bibliofilia Animação Cultural, muito em voga com o título de Biblioterapia.

Divulgue isso o mais possível entre os seus amigos e familiares. É o melhor apoio que me pode dar. Não sei se sabe que nós também necessitamos de apoio e que aprendemos muito com os outros.

 

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 5

Recebi há dias o comentário seguinte do Amigo do Felício.

Obrigado por este artigo, a partir da nossa conversa.
Só o consegui acabar de ler agora, consultando as ligações que introduziu.
Achei muita piada ao comentário feito por um anónimo em relação a biblioterapeuta.
Já tentei experimentar o que diz na «Autoterapia», que não é fácil, mesmo depois de ler a experiência do Antunes, mas vou continuar.
Julgo que as tais palestras devem ser importantes, pelo menos no início.
Isto tudo cai-nos em cima, muito simples, mas completamente diferente daquilo que nos fartamos de ouvir.
Aqui, parece que se deixa as pessoas reagir por sua livre vontade.
Vou ler tudo muito melhor: os livros e os vários artigos do blogue.
Vou ter de me ausentar durante cerca de 2 meses, mas levo os livros comigo e o computador.
É para continuar a consultar o blogue ou enviar algum e-mail.
Já que apresentou no poste anterior um possível capítulo do novo livro que está a preparar, gostaria de conhecer mais algum ou alguns que me possam ajudar.
Pode ser uma ajuda para mim e para mais pessoas que conheço.
Obrigado por tudo.”

Para satisfazer o seu pedido que me parece razoável, como tenho o livro quase pronto, vou indicar em primeiro lugar o Índice e dizer que esse livro deve ter 104 páginas, a ser publicado logo que possível, depois de tratar da capa, etc. O preço do livro deve ficar em 11.00€, enviado pelo correio depois de me ser solicitado directamente.

Haja pedidos para a sua aquisição.
O capítulo HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA? que foi publicado num post anterior, deve ficar quase na mesma.

Agora, vou publicar o capítulo final «CONSIDERAÇÕES FINAIS» que deve constar nas páginas 91 a 94.

ÍNDICE
O QUE É A BIBLIOTERAPIA?
A BIBLIOFILIA SERÁ NECESSÁRIA?
AS CONSEQUÊNCIAS DA BIBLIOFILIA
UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL
NECESIDADE DE BIBLIOFILIA PARA A BIBLIOTERAPIA
A BIBLIOTERAPIA E A EDUCAÇÃO
DEPRESSÃO E BIBLIOTERAPIA
A BIBLIOTERAPIA NA PSICOTERAPIA
FALTA DE BIBLIOFILIA PARA A BIBLIOTERAPIA
BASES DA PSICOTERAPIA
IDEIAS PARA PREVENCÃO E PROFILAXIA
HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
BIBLIOGRAFIA

 

“CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sintetizando tudo o que se disse anteriormente, pode-se compreender a grande vantagem na Bibliofilia para a crição do gosto pela leitura que vai ajudar a consultar livros, na sua totalidade ou aos poucos, podendo ser lidos nas mais diversas ocasiões, posições e circunstâncias.
É um pronto-socorro permanente e autónomo.
Essa Bibliofilia pode ajudar a utilizar a Biblioterapia, tanto no caso de se tentar resolver um desequilíbrio psicológico, como numa perspectiva de o tentar evitar. Pode ainda servir para desenvolver uma gestão eficaz, melhorar o desempenho pessoal ou ajudar quem necessite de apoio psicopedagógico ou de reabilitação.

Contudo, essa Bibliofilia tem de ser criada ou incentivada, o mais cedo possível, para que exista, de facto, um gosto pela leitura. Se não forem os pais, os familiares mais chegados ou até o meio ambiente circundante, existem os professores e outros técnicos que podem incentivar e desenvolver este gosto, nem que seja ao longo da vida.
Este gosto pela leitura, além de ser utilizado para ler quaisquer livros com os quais a pessoa pode simpatizar ou dos que necessitar, servirá também para consultar os que forem mais necessários para saber o modo como funciona o comportamento humano isoladamente e em interacção com os seus semelhantes, assim como para verificar se os comportamentos são saudáveis ou não, embora possam ser considerados «normais» em determinados ambientes e sociedades.

A partir dessas leituras e das suas vivências pessoais, o indivíduo pode inteirar-se dos valores dentro da sua cultura e verificar se o seu comportamento é satisfatório ou se sofre de pressões, recordações, traumatismos que não consiga aguentar pessoalmente. Uma análise consciente, racional e lúcida pode ajudar imenso. Contudo, também é bom que uma pessoa analise o seu comportamento na sociedade em que vive, para descobrir se é satisfatório ou forçado.
Para uma análise profunda, recordando muito do que se passou com cada um e sabendo como se processa a estruturação da personalidade com as aprendizagens feitas, baseadas nos estímulos, condicionamentos e reforços que recebe desse meio ambiente, é possível descobrir as causas, tanto actuais como remotas de muitas das nossas acções, quer desejáveis, quer inadequadas, bem como as inoportunas, intempestivas e inadmissíveis.

Essa análise, racional, serena do passado, pode ser feita num relaxamento profundo, com autohipnose, inicinando-se, praticamente, à hora de dormir, para continuar, sem a nossa intervenção directa, durante o sono ou nos momentos em que houver alguma insónia. Contudo, para que isso aconteça, é necessária uma prática anterior que pode não demorar muito mais do que um mês, despendendo com ela cerca de uma hora todos os dias, também à hora de dormir.
Porém, para facilitar todas essas recordações e sua análise, uma anotação de tudo o que se passa connosco durante o dia e até no sono e nos sonhos, juntamente com uma autoanálise de 5 minutos diários, em condições específicas, pode ajudar imenso.
Depois, a prática do relaxamento mental, antecedido, se necessário, do relaxamento muscular, ajuda e facilita a realização das «operações mentais» necessárias.

Portanto, em todo este conjunto de «operações», se a pessoa, antes de se ir deitar, depois do provável mês de prática, dedicar 5 minutos à autoanálise, reler durante 2 minutos o diário e durante os restantes 3 minutos praticar o relaxamento muscular, pode entrar imediatamente no mental, se possível,  com autohipnose. Assim, além de programar a sua Imaginação Orientada, baseada na TEA e na logoterapia, para orientar o sentido da sua vida que já foi descoberto anteriormente, realizará uma reestruturação cognitiva eficaz e duradoura.

Tudo isto torna-se impossível sem «entrar» no espírito da Biblioterapia, com a leitura e devida compreensão e apreensão dos conhecimentos difundidos nos diversos livros já mencionados e que foram utilizados por outros personagens, em condições semelhantes.
Uns fizeram-no autonomamente, enquanto outros, necessitaram de ligeira ajuda do psicólogo, mas todos com bons resultados.
Por isso, também é vantajoso saber como é que cada um desses personagens actuou, para se conseguir um modelo de acção que possa condizer com a personalidade e capacidades do interessado.
Também é bom não esquecer que pequenos acontecimentos sem importância para a maioria e até para o próprio, em outras condições, percebidos e sentidos no ambiente do momento, podem funcionar como traumatismos negativos capazes de alterar e desequilibrar todo o comportamento, como aconteceu com o Júlio.

Enquanto não forem relembrados e compreendidos, para descobrir maneiras de os ter podido ultrapassar ou ultrapassa-los com as aprendizagens disponíveis no momento, o reequilíbrio do psiquismo do próprio ou o desenvolvimento do seu desempenho não será fácil.
Os exemplos de casos concretos são amplamente dados nos livros da colecção da Biblioterapia.
Nada ou quase nada do que se disse anteriormente neste capítulo, pode ser feito apenas pelo psicoterapeuta ou por qualquer outra pessoa, devendo o protagonista fundamental ser o próprio.
Se alguem quiser ajudar, pode fazê-lo, mas tem de ser num sentido próprio e bem direcionado para o objectivo bem definido do interessado, que deve ser o personagem principal.
É necessário ter cuidado com uma ajuda extemporânea ou inadequada que pode ser prejudicial e até comprometer todo um «tratamento» que estava a ser feito com bons resultados, acarretando resultados prejudiciais para o próprio.

Já se mencionou isso em «Psicoterapias Difíceis».
Por este motivo, as noções do funcionamento do comportamento humano são necessárias também para essas pessoas que dizem querer ajudar ou pretendem fazê-lo.
Nestes casos, uma educação anterior pode ajudar imenso, pelo menos, a não atrapalhar ou desorientar uma acção em curso, que estiver no bom caminho.

Portanto, a Biblioterapia, a partir do Bibliofilia, também é essencial para esses «ajudantes», «apoiantes», «educadores» ou «beneméritos».
Não sei o que mais se possa dizer sobre as vantagens duma leitura para conhecimentos adequados, que não se conseguem obter ainda, na generalidade, nas notícias e informações difundidas nos meios de comunicação social.

Por todos estes motivos, ainda me lembro do iogui com quem conversei sobre a minha actividade profissional em psicoterapia, quando estive em Jaipur, em 1994 e lhe perguntei no fim da conversa, aquilo que eu tinha de fazer para utilizar o ioga.

A resposta dele, a sorrir, foi apenas:
Sente-se e pratique.
No caso da Biblioterapia para a psicoterapia ou desenvolvimento pessoal, a minha resposta também é muito simples:
Leia, experimente e descubra por si. Até pode estar deitado.
 Mas o principal órgão a funcionar deve ser sempre a cabeça ou o cérebro, coloquialmente, «a caixa dos pirolitos»”, que continua a «trabalhar» até durante o sono.”

É por isso que tenho mantido porfiadamente a minha actividade nos blogs, no facebook e na reorganização dos livros. E é também por isso que estou a pensar publicar este livro «Psicoterapia… através de Livros…», sem confusão com o título deste post, a fim de não haver conotações com a Bibliofilia Animação Cultural, muito em voga com o título de Biblioterapia.

Com a exposição feita neste post espero que o leia, com consulta de todos os links, que vou mencionar de propósito. Se ainda não viu, vá também consultar o post 3 com o mesmo título deste, para verificar as vantagens do incitamento à Bibliofilia.

Divulgue isso o mais possível entre os seus amigos e familiares. É o melhor apoio que me pode dar. Não sei se sabe que nós também necessitamos de apoio e que aprendemos muito com os outros. Por isso, agradeço-lhe imenso esta conversa.

Consultou todos os links mencionados neste post?

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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