PSICOLOGIA PARA TODOS

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 7

Conforme tinha prometido ao Sr. Amigo do Felício, vou transcrever as páginas 127 a 131 do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» (A) que são muito interessantes, especialmente ligadas aos produtos farmacêuticos com os quais lidamos.

Às vezes, o tempo da sua utilização e o aspecto apelativo dos anúcios pode ocasionar enganos que serão prejudiciais para uma saúde mental aceitável, com comportamentos equilibrados.

 

“É BOM SABER O QUE SE PASSA CONNOSCO

 Para poder reagir a tempo, convém não sermos os últimos a saber aquilo que acontece connosco.

Sabemos que os efeitos nefastos do álcool, cocaína e outras drogas classificadas como recreativas nos deixam sem capacidade de julgamento. As drogas psiquiátricas actuam de maneira ainda pior deixando-nos «deficientes».

Um exemplo marcante é a desquinésia tardia que é um distúrbio a englobar estremeções e espasmos permanentes causadas por drogas neurolépticas ou anti-depressivas tais como Haldol e Risperdal. Muitos estudos mostram que a maioria dos pacientes com estes problemas induzidos pela droga negam a sua ocorrência especialmente enquanto estão a tomar a medicação.

Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Effexor e outras drogas que sobreestimulam o sistema de serotonina provocam geralmente alterações de personalidade tais como irritabilidade, agressividade, instabilidade humoral e diversos graus de euforia. A pessoa que toma a medicação pode sentir-se «melhor do que nunca» enquanto os familiares vêem que o indivíduo se transformou numa «pessoa diferente» com muitos traços de personalidade negativos.

Sem compreender o que lhes está a acontecer, os pacientes podem ficar, durante meses e anos, dependentes de tranquilizantes menores tais como Xanax ou Valium. Podem imaginar que necessitam de tomar cada vez mais droga para controlar a ansiedade e a insónia quando, de facto, as drogas pioram a sua condição. Mesmo quando compreendem que estão viciados, acham difícil enfrentar o problema e passam a negar que estejam viciados, continuando a tomar a droga.

Muitos pacientes que tomam drogas psiquiátricas descobrem que perderam a acuidade de memória. Esta consequência está vulgarmente associada ao lítio, aos tranquilizantes e a uma diversidade de anti-depressivos. Tanto os pacientes como os médicos podem atribuir isto, erradamente, à «depressão» mais do que à droga. No caso de pacientes mais idosos, estas dificuldades de memória são atribuídas à senescência.

É bom realçar que, sem darmos por isso, as drogas psiquiátricas que tomamos podem reduzir a nossa capacidade de vigília, acuidade mental, vivacidade emocional, sensibilidade social ou criatividade. Podem causar efeitos físicos ou mentais adversos os quais temos dificuldade em reconhecer ou avaliar. Além disso, como estes sintomas de disfunção se assemelham a problemas psiquiátricos, é mais fácil para o próprio, para o médico ou para o familiar, atribui-los, erradamente, a problemas emocionais.

A anagnosia é um distúrbio no julgamento provocado pela disfunção cerebral verificado inicialmente em doentes com ataques cardíacos que negam estar parcialmente paralíticos. Numa perspectiva psicológica, esta negação é a não aceitação da ocorrência desta incapacidade óbvia pela função mental.

As drogas psiquiátricas são especialmente perigosas porque nos podem tornar incapazes de reconhecer os seus efeitos maléficos. Podemos ficar gravemente prejudicados sem saber o que se passa. Em muitos casos, as pessoas não tomam consciência dos efeitos danosos das drogas até conseguirem ficar recuperadas, muito depois de as terem deixado de tomar.

Num estudo comparativo realizado pela FDA durante o processo clínico de aprovação de Serzone e Effexor em relação ao efeito do placebo, Moore (1997) verificou que os suicídios e suas tentativas eram mais frequentes em pessoas medicadas do que naquelas que tomavam placebo. Nos 3496 pacientes tratados com Serzone houve 9 suicídios e 12 tentativas ao passo que nos 875 placebos apenas houve uma tentativa de suicídio, o que se pode traduzir numa proporção de 5 para 1.

No que se refere a Effexor, a proporção reduziu-se de 5 para 3,5. Isto mostra que os pacientes, apesar de estarem deprimidos, quando não estão medicados, não tentam o suicídio com a mesma alta frequência que apresentam ao tomar a medicação. Num outro estudo cruzado em que todos os pacientes foram sujeitos às mesmas condições de tomar a medicação ou ingerir placebo, verificou-se que as tentativas de suicídio eram mais frequentes quando estavam a ser medicados.

O relato de um dos pacientes diz o seguinte:

“Quando estava a tomar Effexor, tive efeitos secundários esquisitos. Enquanto estava a adormecer ou quando tinha o corpo relaxado, o que acontecia quando me deitava e via televisão, sentia contracções nas pernas e cabeça/nuca que se assemelhavam a movimentos involuntários. Agora que diminuí a dose de 225 para 150 miligramas diários, isto não acontece tão frequentemente, embora suceda de vez em quando. Serei só eu a ter este efeito secundário tão esquisito?”

 Em 1998, a escritora Deborah Abramson esclareceu no Boston Phoenix que utilizou muitos medicamentos, combinações e dosagens, até passar para um dos anti-depressivos mais estimulante comercializado como Effexor. À hora de se deitar tinha de tomar um sedativo para contrabalançar o efeito estimulante do Effexor e conseguir conciliar sono (Glenmullen, 2001).

Estas combinações a que os farmacêuticos chamam «cocktails», são prescritas a muitos pacientes. Os utilizadores da droga nas ruas (os chamados «drogados») referem-se a este fenómeno como tomar uma alta para a matar com uma baixa. Por causa da sua dependência, Abramson diz que “passou ultimamente a ter muitos sonhos em relação à sua viciação em álcool, craque, heroína”. Num dos seus sonhos “olhou para os seus braços e viu sulcos por todo o lado numa pele dura e impenetrável e, por isso, pensou que estava viciada”.

Se lhe faltar uma dose, mesmo passadas poucas horas, ela sente uma ligeira forma de abstinência que lhe provoca vertigem e sensação de formigueiro à volta da boca. Não entra em pânico, como aconteceria a um viciado, porque sabe que a sua dose pode ser facilmente reposta. Contudo, esta dependência, tanto psicológica como física, deixa-a desconfortável.

Existem inúmeros estudos sobre as drogas ilícitas, mas sobre Prozac, Zoloft, Paxil, Luvox, Wellbitrin ou Zyban, Effexor, Serzone, que são as drogas legalmente prescritas, esses estudos são escassos ou pouco difundidos, especialmente no acompanhamento feito aos pacientes que os deveriam conhecer para saber quais os efeitos das drogas a fim de se conseguirem precaver dos nefastos.

Segundo Glenmullen (2001), os anúncios das drogas a serem prescritas pelos médicos distorcem a informação de tal maneira que até um observador mais cuidado pode não se aperceber disso. Nos anúncios dos novos antidepressivos, nos meios de comunicação social e revistas especializadas, os laboratórios utilizam slogans simpáticos tais como os dos cigarros e cervejas. Os anúncios de Effexor utilizam o de melhorar a vida do utilizador.

  • Um deles mostra uma mãe muito sorridente e uma filha a subir as escadas a correr. Por baixo desta fotografia está escrito a lápis: “Já tenho a minha mãe de volta”.
  • Um outro, mostra um indivíduo de aspecto grosseiro, com o seu filho, e uma frase a dizer: “Tenho o meu pai de volta”.
  • Ainda um outro mostra um casal a dar um abraço muito afectuoso e duas alianças entrelaçadas, tendo uma frase, por baixo, a dizer “Tenho o meu casamento de volta”.

Com anúncios deste género ficam umas perguntas no ar:

— “Se o medicamento é tão bom e só deve ser utilizado por quem dele necessita e com recomendação médica, qual a razão de tanta e tão «agressiva» propaganda?

— “Não saberão os médicos ler a literatura científica que acompanha ou «deve acompanhar» todos os medicamentos com a sua composição, dosagem, efeitos secundários e outros malefícios?”

— “A promoção dos laboratórios destinar-se-á a facilitar a tarefa dos médicos que «devem» receitar estes medicamentos levando os pacientes a aceitar melhor a sua prescrição?”

Que responda quem quiser e souber e que se deixe iludir quem não tiver amor-próprio.”

 

Depois da publicação deste artigo, fico à espera que o Amigo do Felício fique satisfeito e esclarecido e que estes artigos lhe tenham servido para «melhorar o seu astral».

Eu vou-me dedicando ao novo livro que pretendo publicar quando puder e tiver as tais palestras, intitulado «A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA» e dedicado essencialmente aos que desejam manter uma boa saúde mental e um bom, desempenho sem terem de depender de psicoterapeutas, psiquiatras ou psicólogos ou, em caso de serem necessários, serem consultados durante o mínimo tempo necessário, sem recorrer aos medicamentos.

Para isso, também têm de se esforçar bastante na leitura e no treino mínimo necessário, todos os dias, durante 5 a 10 minutos, depois de um mês de pratica de 1 hora por dia, à noite.

Quem quiser informações mais pormenorizadas, até dispõe de dois livros magníficos de Carlos Lopes Pires «A Depressão não é uma Doença» e «Quando o Rei vai nu», embora também possa recorrer aos de Peter Breggin, em lingua inglesa.

Bom trabalho no local para onde foi durante 2 meses.
Felicidades.

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 6

No cumprimento daquilo que prometi ao Amigo do Felício, que não está em Portugal nestes tempos e levou consigo o computador para receber as mensagens e consultar este blog, vou transcrever o capítulo das páginas 121 a 126 do livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia».

 

“DISFUNÇÃO CEREBRAL PERMANENTE COM DROGAS

Quais os perigos das drogas psiquiátricas?

Poucos estudos se preocupam com o perigo das alterações potencialmente permanentes causadas na química cerebral com a utilização prolífica da medicação psiquiátrica. Porém, suspeita-se o suficiente para que uma pessoa de bom senso se deva acautelar contra a utilização de qualquer droga psiquiátrica.

Porzac, Zoloft, Paxil e Luvox são exemplos de drogas recentes, preparadas em laboratórios, para estimular o sistema da serotonina. No caso de Prozac, os mecanismos compensatórios cerebrais foram documentados desde o início da investigação.

Estas quatro drogas conhecidas como inibidores selectivos de recaptação da serotonina (Breggin, 2000) bloqueiam a retirada do neurotransmissor normal de serotonina existente na sinapse situada entre as células nervosas. O excesso consequente da serotonina faz com que o sistema se torne hiperactivo. Porém, o cérebro reage contra esta sobreactividade induzida pela droga destruindo a capacidade de reagir à estimulação pela serotonina. Este procedimento compensatório é designado como «abaixamento». Em consequência disto, alguns receptores de serotonina desaparecem ou morrem.

Além disso, para compensar ainda mais os efeitos produzidos pela droga, o cérebro tenta reduzir a secreção da serotonina. Este segundo mecanismo fica em actividade cerca de dez dias para depois começar a falhar enquanto o primeiro, o do «abaixamento», passa a ser permanente. São estes, em pormenor, dois dos mecanismos com os quais o cérebro tenta contrabalançar os efeitos das drogas psiquiátricas.

Existem mais mecanismos compensatórios, incluindo os de reequilíbrio de outros sistemas de neurotransmissão, acerca dos quais existe menos informação do que em relação aos dois acima citados. Através deles, o cérebro coloca-se em estado de desequilíbrio para evitar ou ultrapassar a sobreestimulação provocada pelas drogas. Um dos mais estudados é também o do «abaixamento» dos sistemas neurotransmissores quando existe uma sobreestimulação provocada pelos antigos «tricíclicos» tais como a amitriptilina (Elavil) e a imipramina (Tofranil). O «abaixamento» também ocorre com as drogas estimulantes tais como a Ritalin e as anfetaminas Dexedrine e Adderall.

As drogas psiquiátricas nem sempre sobreestimulam. Algumas bloqueiam ou inibem o sistema neurotransmissor do cérebro. Quando isto acontece, o cérebro tenta compensar reagindo na direcção oposta, exagerando, desta vez, o «aumento» do sistema neurotransmissor anteriormente suprimido.

As drogas anti psicóticas tais como Thorazine, Haldol, Prolixin, Risperdal e Zyprexa têm tendência a eliminar o sistema da dopamina. Neste caso, o cérebro tenta ultrapassar a situação tornando mais sensível o sistema de dopamina. Este «aumento» pode conduzir a distúrbios neurológicos graves e permanentes.

Na tentativa de ultrapassar os efeitos das drogas psiquiátricas, as funções cerebrais ficam distorcidas. Como o cérebro não consegue recuperar as suas funções originais logo que as drogas deixem de ser consumidas pode, às vezes, nunca recuperar.

Os pacientes são incitados a utilizar drogas durante longos períodos de tempo?

Muitos médicos que prescrevem drogas psiquiátricas durante longos períodos de tempo podem estar convencidos de que as mesmas são úteis. Contudo, esta sua convicção baseia-se mais em impressões pessoais do que em dados científicos. Eles têm uma predilecção bastante grande pela utilização de medicamentos porque acreditam neles e recomendam a sua utilização por longos períodos de tempo logo que são postos à venda no mercado apesar de os estudos da FDA (Federal Drug Agency = Agência para o controlo de medicamentos, dos EUA) recomendarem a sua utilização apenas durante alguns meses.

A utilização generalizada de Zyprexa exemplifica o modo como drogas potencialmente perigosas são frequentemente prescritas com entusiasmo injustificado acerca da sua eficácia e segurança. Zyprexa foi aprovada em 1996 pela FDA (americana) para a “manipulação das manifestações dos distúrbios psicóticos”. As drogas aprovadas para tais manifestações designadas como neurolépticos ou antipsicóticos são extremamente perigosas.

A FDA exige que todas as drogas neurolépticas, incluindo as novas, tais como Zyprexa, tenham um «aviso» acerca dos perigos de desquinésia tardia que se caracteriza por distúrbios neurológicos incapacitantes e desfiguradores, quase sempre permanentes, com tiques, espasmos e movimentos corporais anormais. Estas drogas provocam também o sindroma neuroléptico maligno que é uma doença cerebral potencialmente fatal com efeitos semelhantes aos associados à encefalite viral mortífera. São muito altas as taxas de desquinésia tardia e de sindroma neuroléptico maligno provocadas por algumas drogas neurolépticas já estudadas.

Os estudos controlados utilizados para a aprovação de Zyprexa duraram apenas algumas semanas e foram realizados em adultos diagnosticados como esquizofrénicos. Contudo, logo depois de Zyprexa estar disponível no mercado, os médicos começaram a recomendar o seu uso contínuo e prolongado. Além disso, começaram a prescrevê-la a pessoas com sintomas psicóticos e até a crianças com problemas de comportamento.

Apesar da falta de estudos de longa duração e da novidade da droga, os médicos aceitaram a euforia promocional dos fabricantes de que Zyprexa é mais segura do que todas as outras drogas semelhantes, podendo ser utilizada com a mesma finalidade. De facto, quase todas as drogas psiquiátricas são lançadas no mercado com uma informação promocional de que são mais «seguras» e «eficazes» do que as anteriores.

Em psiquiatria, este entusiasmo raramente é confirmado pelas avaliações mais sóbrias e realistas baseadas no tempo e na experiência. Mesmo que se verifique posteriormente que as drogas são inúteis ou altamente perigosas quando prescritas por períodos de tempo prolongados, muitos médicos continuam a pressionar os pacientes a tomarem-nas por longos períodos de tempo.

Em relação à Ritalin e outros estimulantes, para além das primeiras semanas, não existe prova concludente do seu efeito benéfico em qualquer comportamento, incluindo a hiperactividade. Estas drogas podem coarctar o comportamento das crianças tornando-as obedientes, conformistas e quietas nas aulas e, por isso, são prescritas vulgarmente por meses e anos, se não forem por toda a vida. Além disso, apesar de se saber que Ritalin perturba a produção da hormona do crescimento provocando a sua inibição, ela é prescrita ao longo da infância.

Também se sabe que drogas contra a ansiedade tais como Xanax, Ativan, Klonopin, Valium e Librium são viciantes ou adictivas. Depois de consumir Xanax apenas durante algumas semanas muitos pacientes sofrem de ressaca quando deixam de a tomar; outros sentem-se incapazes de parar sem ajuda. É incontroverso que os pacientes tratados com Xanax desenvolvem sintomas de ansiedade mais graves do que tinham antes do início do tratamento (Breggin, 2000).

Apesar destas limitações relacionadas com a utilização prolongada de drogas, muitos médicos continuam a prescrevê-las durante meses e anos seguidos. Alguns acreditam no «seu julgamento clínico» mais do que em dados científicos, enquanto outros não se preocupam com a literatura científica. Além disso, muitos dos seminários em que os médicos participam são frequentemente patrocinados por laboratórios farmacêuticos que difundem, frequentemente, opiniões enviusadas propícias à utilização prolongada de medicamentos. Também os médicos nunca vêem os comentários negativos acerca da utilização prolongada de drogas nos promissores anúncios que aparecem nas revistas farmacêuticas e nunca ouvem quaisquer informações críticas da boca dos delegados de informação (que antigamente eram de propaganda) médica que os visitam com frequência.

Os médicos também não conseguem compreender que os seus pacientes ficam viciados e que desejam continuar a ser medicados só para evitar os sintomas de ressaca. Acima de tudo, os médicos seguem, frequentemente, o caminho fácil de prescrever receitas em vez de ajudar os seus pacientes a descobrir soluções definitivas mais complexas para as suas dificuldades emocionais (Breggin, 2000).

Entretanto, os pacientes também se podem sentir forçados a tomar drogas para evitar as temíveis e amedrontadoras reacções das ressacas que incluem ansiedade, agitação, insónia, depressão, fadiga e sensações anormais no corpo e na cabeça. Dependendo da droga, um ou mais sintomas de ressaca podem desenvolver-se dentro de horas ou dias a partir do momento em que se deixou de a tomar. Estas reacções podem tornar-se muito graves a ponto de os pacientes pressionarem o seu médico para que continue a prescrever a medicação habitual. O que de facto acontece é o médico que prescreve, habilitar ou ajudar o paciente a ficar dependente da droga.

Alguns entusiastas da droga acreditam que anos de utilização clínica por milhares de pacientes provam a utilidade e a segurança na continuação da utilização do medicamento. Outros acham que as suas prescrições de droga durante muitos anos podem demonstrar a sua segurança. São crenças que conduziram a resultados trágicos em milhões de pacientes. Um destes resultados foi o de milhões terem ficado dependentes, para toda a vida, de tranquilizantes viciantes ou aditivos como Xanax, Valium, Ativan, Klonopin e Librium.

A sobreconfiança dos médicos no seu juízo clínico relacionado com a segurança na utilização das drogas a longo prazo conduziu a resultados ainda piores. Milhões de pacientes foram afectados por distúrbios neurológicos graves em consequência de ingestão de drogas antipsicóticas. Medicamentos da classe de Thorazine e muitas outras como Haldol, Prolixin, Navane, Risperdal, Clorazil e Zyprexa, foram utilizadas durante duas décadas antes de se reconhecer que este grupo provoca desquinésia tardia e sindroma neuroléptico maligno. Mesmo em finais do século XX, passados quarenta e cinco anos sobre a iniciação dos primeiros neurolépticos, muitos médicos não conseguem compreender a frequência da severidade destes perigos e prescrevem drogas sem monitorizar devidamente a sua má utilização nem prevenir os pacientes e suas famílias sobre os perigos que lhes estão associados.

Nos princípios do século XXI, continua tudo na mesma.

Para maior alerta, já tinha publicado em tempos um post com avisos para precauções contra os medicamentos.

 

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 5

Recebi há dias o comentário seguinte do Amigo do Felício.

Obrigado por este artigo, a partir da nossa conversa.
Só o consegui acabar de ler agora, consultando as ligações que introduziu.
Achei muita piada ao comentário feito por um anónimo em relação a biblioterapeuta.
Já tentei experimentar o que diz na «Autoterapia», que não é fácil, mesmo depois de ler a experiência do Antunes, mas vou continuar.
Julgo que as tais palestras devem ser importantes, pelo menos no início.
Isto tudo cai-nos em cima, muito simples, mas completamente diferente daquilo que nos fartamos de ouvir.
Aqui, parece que se deixa as pessoas reagir por sua livre vontade.
Vou ler tudo muito melhor: os livros e os vários artigos do blogue.
Vou ter de me ausentar durante cerca de 2 meses, mas levo os livros comigo e o computador.
É para continuar a consultar o blogue ou enviar algum e-mail.
Já que apresentou no poste anterior um possível capítulo do novo livro que está a preparar, gostaria de conhecer mais algum ou alguns que me possam ajudar.
Pode ser uma ajuda para mim e para mais pessoas que conheço.
Obrigado por tudo.”

Para satisfazer o seu pedido que me parece razoável, como tenho o livro quase pronto, vou indicar em primeiro lugar o Índice e dizer que esse livro deve ter 104 páginas, a ser publicado logo que possível, depois de tratar da capa, etc. O preço do livro deve ficar em 11.00€, enviado pelo correio depois de me ser solicitado directamente.

Haja pedidos para a sua aquisição.
O capítulo HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA? que foi publicado num post anterior, deve ficar quase na mesma.

Agora, vou publicar o capítulo final «CONSIDERAÇÕES FINAIS» que deve constar nas páginas 91 a 94.

ÍNDICE
O QUE É A BIBLIOTERAPIA?
A BIBLIOFILIA SERÁ NECESSÁRIA?
AS CONSEQUÊNCIAS DA BIBLIOFILIA
UMA EXPERIÊNCIA PESSOAL
NECESIDADE DE BIBLIOFILIA PARA A BIBLIOTERAPIA
A BIBLIOTERAPIA E A EDUCAÇÃO
DEPRESSÃO E BIBLIOTERAPIA
A BIBLIOTERAPIA NA PSICOTERAPIA
FALTA DE BIBLIOFILIA PARA A BIBLIOTERAPIA
BASES DA PSICOTERAPIA
IDEIAS PARA PREVENCÃO E PROFILAXIA
HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA?
CONSIDERAÇÕES FINAIS
BIBLIOGRAFIA

 

“CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sintetizando tudo o que se disse anteriormente, pode-se compreender a grande vantagem na Bibliofilia para a crição do gosto pela leitura que vai ajudar a consultar livros, na sua totalidade ou aos poucos, podendo ser lidos nas mais diversas ocasiões, posições e circunstâncias.
É um pronto-socorro permanente e autónomo.
Essa Bibliofilia pode ajudar a utilizar a Biblioterapia, tanto no caso de se tentar resolver um desequilíbrio psicológico, como numa perspectiva de o tentar evitar. Pode ainda servir para desenvolver uma gestão eficaz, melhorar o desempenho pessoal ou ajudar quem necessite de apoio psicopedagógico ou de reabilitação.

Contudo, essa Bibliofilia tem de ser criada ou incentivada, o mais cedo possível, para que exista, de facto, um gosto pela leitura. Se não forem os pais, os familiares mais chegados ou até o meio ambiente circundante, existem os professores e outros técnicos que podem incentivar e desenvolver este gosto, nem que seja ao longo da vida.
Este gosto pela leitura, além de ser utilizado para ler quaisquer livros com os quais a pessoa pode simpatizar ou dos que necessitar, servirá também para consultar os que forem mais necessários para saber o modo como funciona o comportamento humano isoladamente e em interacção com os seus semelhantes, assim como para verificar se os comportamentos são saudáveis ou não, embora possam ser considerados «normais» em determinados ambientes e sociedades.

A partir dessas leituras e das suas vivências pessoais, o indivíduo pode inteirar-se dos valores dentro da sua cultura e verificar se o seu comportamento é satisfatório ou se sofre de pressões, recordações, traumatismos que não consiga aguentar pessoalmente. Uma análise consciente, racional e lúcida pode ajudar imenso. Contudo, também é bom que uma pessoa analise o seu comportamento na sociedade em que vive, para descobrir se é satisfatório ou forçado.
Para uma análise profunda, recordando muito do que se passou com cada um e sabendo como se processa a estruturação da personalidade com as aprendizagens feitas, baseadas nos estímulos, condicionamentos e reforços que recebe desse meio ambiente, é possível descobrir as causas, tanto actuais como remotas de muitas das nossas acções, quer desejáveis, quer inadequadas, bem como as inoportunas, intempestivas e inadmissíveis.

Essa análise, racional, serena do passado, pode ser feita num relaxamento profundo, com autohipnose, inicinando-se, praticamente, à hora de dormir, para continuar, sem a nossa intervenção directa, durante o sono ou nos momentos em que houver alguma insónia. Contudo, para que isso aconteça, é necessária uma prática anterior que pode não demorar muito mais do que um mês, despendendo com ela cerca de uma hora todos os dias, também à hora de dormir.
Porém, para facilitar todas essas recordações e sua análise, uma anotação de tudo o que se passa connosco durante o dia e até no sono e nos sonhos, juntamente com uma autoanálise de 5 minutos diários, em condições específicas, pode ajudar imenso.
Depois, a prática do relaxamento mental, antecedido, se necessário, do relaxamento muscular, ajuda e facilita a realização das «operações mentais» necessárias.

Portanto, em todo este conjunto de «operações», se a pessoa, antes de se ir deitar, depois do provável mês de prática, dedicar 5 minutos à autoanálise, reler durante 2 minutos o diário e durante os restantes 3 minutos praticar o relaxamento muscular, para entrar imediatamente, se possível, no mental com autohipnose. Assim, além de programar a sua Imaginação Orientada, baseada na TEA e na logoterapia, para orientar o sentido da sua vida que já foi descoberto anteriormente, realizará uma reestruturação cognitiva eficaz e duradoura.

Tudo isto torna-se impossível sem «entrar» no espírito da Biblioterapia, com a leitura e devida compreensão e apreensão dos conhecimentos difundidos nos diversos livros já mencionados e que foram utilizados por outros personagens, em condições semelhantes.
Uns fizeram-no autonomamente, enquanto outros, com ligeira ajuda do psicólogo, mas todos com bons resultados.
Por isso, também é vantajoso saber como é que cada um desses personagens actuou, para se conseguir um modelo de acção que possa condizer com a personalidade e capacidades do interessado.
Também é bom não esquecer que pequenos acontecimentos sem importância para a maioria e até para o próprio, em outras condições, percebidos e sentidos no ambiente do momento, podem funcionar como traumatismos negativos capazes de alterar e desequilibrar todo o comportamento, como aconteceu com o Júlio.

Enquanto não forem relembrados e compreendidos, para descobrir maneiras de os ter podido ultrapassar ou ultrapassa-los com as aprendizagens disponíveis no momento, o reequilíbrio do psiquismo do próprio ou o desenvolvimento do seu desempenho não será fácil.
Os exemplos de casos concretos são amplamente dados nos livros da colecção da Biblioterapia.
Nada ou quase nada do que se disse anteriormente neste capítulo, pode ser feito apenas pelo psicoterapeuta ou por qualquer outra pessoa, devendo o protagonista fundamental ser o próprio.
Se alguem quiser ajudar, pode fazê-lo, mas tem de ser num sentido próprio e bem direcionado para o objectivo bem definido do interessado, que deve ser o personagem principal.
É necessário ter cuidado com uma ajuda extemporânea ou inadequada que pode ser prejudicial e até comprometer todo um «tratamento» que estava a ser feito com bons resultados, acarretando resultados prejudiciais para o próprio.

Já se mencionou isso em «Psicoterapias Difíceis».
Por este motivo, as noções do funcionamento do comportamento humano são necessárias também para essas pessoas que dizem querer ajudar ou pretendem fazê-lo.
Nestes casos, uma educação anterior pode ajudar imenso, pelo menos, a não atrapalhar ou desorientar uma acção em curso, que estiver no bom caminho.

Portanto, a Biblioterapia, a partir do Bibliofilia, também é essencial para esses «ajudantes», «apoiantes», «educadores» ou «beneméritos».
Não sei o que mais se possa dizer sobre as vantagens duma leitura para conhecimentos adequados, que não se conseguem obter ainda, na generalidade, nas notícias e informações difundidas nos meios de comunicação social.

Por todos estes motivos, ainda me lembro do iogui com quem conversei sobre a minha actividade profissional em psicoterapia, quando estive em Jaipur, em 1994 e lhe perguntei no fim da conversa, aquilo que eu tinha de fazer para utilizar o ioga.

A resposta dele, a sorrir, foi apenas:
Sente-se e pratique.
No caso da Biblioterapia para a psicoterapia ou desenvolvimento pessoal, a minha resposta também é muito simples:
Leia, experimente e descubra por si. Até pode estar deitado.
 Mas o principal órgão a funcionar deve ser sempre a cabeça
ou o cérebro, coloquialmente, «a caixa dos pirolitos».”

 

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 4

Quando ia passar pelo café habitual como todas as semanas, o senhor Felício e mais uma pessoa aproximaram-se de mim para dizer que tinham estado à minha espera nas duas semanas anteriores e que não me tinham visto passar por lá.
Queriam saber o que se passava comigo ou se tinha estado doente.
Esclareci que na última semana tinha tido necessidade de ir a Amadora entregar os documentos para o preenchimento do IRS, porque também na semana anterior tinha tentado ir à Segurança Social em Sintra e não tivera êxito.
Como isso se situa num caminho mais estreito do que o «cú de Judas», sem possibilidades de estacionamento do veículo, desistira dessa visita para passar a «procuração» a um contabilista amigo.
Depois deste esclarecimento, o Sr. Felício deixou-me com o senhor de quem vinha acompanhado, porque ele, depois de ler vários posts sobre a BIBLIOTERAPIA, estava muito preocupado e necessitava de esclarecimentos para «assentar» as suas ideias em relação aos problemas que enfrentava.
Depois do Felício se despedir de nós, entramos no café para dois dedos de conversa, que começou logo.

 

P: Já sei que a Biblioterapia, como o próprio nome indica supõe que o leitor, através de determinadas obras, pode curar determinados aspectos (ou mesmo doenças físicas) da sua vida e, o que o biblioterapeuta faz, é, mediante o “quadro que a pessoa apresenta”, indicar determinadas obras cuja leitura ajudará a ultrapassar essa fase.
N: Não sei se essa definição está correcta, mas acho-a desconexa, porque, antes de tudo, qualquer doença física ou mental tem de ser devidamente avaliada, muitas vezes, com observação directa por médico ou psicólogo, com exames complementares, se necessários.
Além disso, não me consta que os biblioterapeutas, que não sei o que são, possam «curar» além de livros!
Tanto quanto sei, uma versão do doente, paciente, cliente ou interessado, segundo o seu ponto de vista, especialmente a do momento, pode enganar muito. Quais os sintomas? Na parte de Psicologia, nunca me atreveria a dar indicações sem ter uma visão completa da situação. Já disse isso muito claramente no post Resposta 48 mas repito que dar «conselhos» por telefone ou por email, sem conhecer bem o caso, pode não só ser incorrecto, como até prejudicar o «paciente».
Posso dizer-lhe que, com o meu amigo Antunes, tive um problema semelhante que ficou apresentado no livro «Imaginação Orientada» onde se fala também em consultas, exames, psicoterapias, etc. Ele queria saber se a filha, com dificuldades escolares de insucesso e irrequietude nas aulas, deveria ter consulta com um neurologista, como a mulher desejava, ou com um psicólogo como ele achava que devia ser.
Em conversa e com tudo aquilo que ele tinha lido nas brochuras do Centro de Psicologia Clínica, preparados para os nossos utentes, fiz-lhe chegar à conclusão de que, no caso da filha, a consulta com um Psicólogo seria o mais indicado.
Depois dessa consulta e do exame subsequente em que se verificou que a filha tinha mais problemas emocionais do que cognitivos, ele próprio chegou à conclusão de que poderia dar apoio psicopedagógico à filha utilizando os nossos livros já publicados e que agora estão transformados em «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação».
Neste caso, eu tive de lhe indicar os livros como psicólogo que estava a conhecer o caso dele e era autor dos livros. Nesta biblioterapia, houve necessidade de observação inicial e exames.
Tudo isso aconteceu porque eu conhecia também a mulher e, durante as nossas conversas quase intermináveis, já me tinha apercebido de que o próprio Antunes estava a sofrer de depressão e ansiedade acentuadas, que se reflectiam, como dano colateral, na depressão em que a mulher começava a entrar e nos comportamentos hiperactivos da filha, que já estava a ter insucesso escolar.
No caso dele, como psicólogo clínico que estava a tomar contacto directo com a situação, consegui que ele se interessasse pelos livros anteriores que deram origem a «Psicologia para Todos» e «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?», além de lhe fornecer vários apontamentos policopiados que foram os originais do livro «Interacção Social».
Depois disso, confirmei as minhas ideias sobre a sua depressão/ansiedade porque ele também se apossou dos originais da comunicação sobre Autoterapia que eu estava a preparar e que se transformou agora no livro «Auto{psico}Terapia».
Estou a aflorar tudo isto para lhe fazer ver que, apesar de eu não saber que já tinha sido diagnosticada no Antunes uma depressão grave, com medicação consequente, que ele deixou de tomar porque se sentia ainda pior quando a tomava, eu já me tinha apercebido disso, com o «discurso» dele durante as nossas «conversas», falando nas dificuldades que a filha estava a demonstrar e com o diagnóstico de depressão que ainda faltava fazer na mulher.
Afinal, os problemas da mulher e da filha eram os efeitos secundários da depressão dele.
Falo nisto tudo porque, apesar de todos os diagnósticos, ninguém se preocupou com as possíveis causas de todas essas dificuldades. E essas causas podem ser muito subtis e imperceptíveis.
Conforme se verifica no livro do Antunes, bastou ele começar a dar apoio psicopedagógico à filha, à base dos livros indicados (biblioterapia), para ela começar a deixar de ter insucesso e não necessitar de ser irrequieta nas aulas, passando a ser uma das melhores dinamizadoras das suas colegas.
Bastou apenas isto, juntamente com a Autoterapia que o Antunes começou a praticar, para a mulher também se sentir muito melhor e ele ser promovido na empresa.
Afinal, a depressão/ansiedade de que o Antunes estava a sofrer devia-se apenas à sua preocupação e ânsia de trabalhar o máximo possível para não deixar a família com falta de rendimentos em caso do seu «desaparecimento», do mesmo modo como tinha acontecido com ele depois do falecimento do seu pai (traumatismo negativo dele).

P: Então, um livro sobre depressão pode dizer muita coisa!
N: Não sei o que quer dizer com isso, mas o meu livro «Combata ou Evite a Depressão» dá uma ideia geral sobre esta entidade psicopatológica, além de muitas indicações necessárias para a combater ou evitar. Porém, só a leitura desse livro não resolveria o problema do Antunes. Havia muita coisa mais a fazer.
De que maneira se poderão descobrir as causas sem cada um fazer uma viagem «dentro de si», indo buscar ao seu inconsciente muitos dos factos relegados para segundo ou terceiro plano ou demasiadamente escondidos e camuflados e que fazem imaginar outra coisa?
Esta viagem pode ser feita apenas pelo próprio, autonomamente, ou com alguma ajuda.
Sem a colaboração do paciente, os psicólogos não tem acesso a esses dados.
No caso do Antunes, ele conseguiu fazê-la autonomamente depois de ler muita coisa.
Foi uma Biblioterapia, isto é cura através de livros e ninguém foi biblioterapeuta
Porém, no caso da Cidália e do Júlio, houve necessidade de alguma ajuda, mas eles também tiveram de ler muita coisa para se aperceberem da situação e conseguirem fazer uma análise cuidadosa do seu passado e da situação envolvente.
O caso da Isilda foi uma reacção a «males de amor», em grande parte devida ao controlo exagerado que a mãe exercia nela, por causa da má experiência conjugal dela própria. Esse livro, juntamente com outros, ajudou a «nova paciente» a fazer uma psicoterapia quase relâmpago por causa da sua boa compreensão, treino em casa e leitura de muitos livros que falavam sobre o funcionamento do comportamento humano e experiência da Cristina.
Portanto, em todos estes casos de depressão, as suas causas foram muito diversas, tal como o afastamento do Júlio da casa dos pais e o da Cidália da casa dos avós, para poderem estudar. Será fácil imaginar que isso possa ser a causa duma depressão? Todas essas «causas» têm de ser conhecidas, estudadas, avaliadas e tidas em conta no contexto do momento. Sem lá chegar, quase nada se pode fazer com segurança e eficácia.
Dizer às pessoas que leiam o livro sobre Depressão pode não servir de coisa alguma, como aconteceria com todos eles se não lessem também muita outra coisa que quase todos temos necessidade de apreender, a fim de compreender o modo de funcionamento do comportamento humano e as suas peculiaridades.

P: Mas eu julgava que poderia ter uma obra que visasse vários aspectos para poder ajudar a pessoa com dificuldades para ela melhorar a sua saúde e evitar as descompensações.
N: Não me parece muito viável, a não ser que seja para cada um ler por sua conta e risco, sem qualquer recomendação generalizada, que pode implicar sérios danos para algumas pessoas em causa. Além disso, se não houver contacto pessoal, qual a razão de «recomendar» um livro? Se houver contacto pessoal, o pretenso «biblioterapeuta», deve ter uma literatura que conheça a fundo e que possa recomendar com segurança para aquele caso específico. Nem todos os casos são iguais e já mostrei as diferenças que existiram nestes cinco casos, em que tudo foi diferente.

P: Então, não acha que se possa fazer um livro que englobe, por exemplo, questões relacionadas com Luto, como a perda de cônjuge, filhos, pais, amigos próximos, Depressões, Desemprego, Falências, Despejos, Refugiados/Retornados, Drama da guerra, Estrangeiros com recomeço de vida num novo país, Cuidadores de pessoas como pais, cônjuges, filhos em situação de incapacidade física e/ou psicológica, Divórcio, Filhos a sairem de casa, Dores nos ossos, Problemas de visão, Esquecimento, Problemas respiratórios, Questões dermatológicas, neurológicas ou quaisquer outras dignas de destaque?
N: Não me aflija com a panóplia dos aspectos que apresentou. Eu sou apenas psicólogo clínico que se dedicou à docência de Psicologia Geral e Social, Psicopatologia e Comportamento Organizacional, além da clínica em psicoterapia e psicopedagogia nos últimos 40 anos.
Quem escreveria um livro desse tipo? E quem beneficiaria dele efectivamente? Sei que nos aspectos em que exerci a docência, pude dar alguma ajuda às pessoas que tinham dificuldades ou que desejavam melhorar o seu desempenho indicando alguns livros que eles poderiam consultar, além dos apontamentos policopiados, tirando as suas dúvidas durante as aulas. Foi isso que me aconteceu.
Também foi nesse aspecto que me dediquei à preparação dos livros necessários para uma possível Biblioterapia, destinada a pessoas que irão escolher os livros que desejam e dos quais necessitam, talvez com indicações de técnicos que os possam ajudar conhecendo as obras.
Contudo, ficar à espera de haver uma pessoa que dê indicações num livro que abranja todos os aspectos que focou na sua pergunta, parece-me utópico porque se deve assemelhar mais a uma enciclopédia.
Para consultar isso, também não são necessários «biblioterapeutas» dos quais nunca tinha ouvido falar. Cada um pode fazer isso por si próprio.

P: Então, o que me diz das revistas que apresentam a resolução de vários problemas e dão respostas, tal como nos diversos programas de televisão?
N: Não sei a que programas se refere. Mas, se me está a falar nos programas que se apresentam nos vários canais na parte da manhã depois dos noticiários, posso dizer que não vejo qualquer deles. Prefiro estar ao computador a tratar dos blogs e da reorganização e actualização dos meus livros. Quando, por acaso, a televisão fica a funcionar e vejo as actuações dos diversos intervenientes, parece-me que os inspectores da polícia judiciária falam mais em psicologia do que os outros que falam muito e eu não compreendo, embora utilizem palavras muito bonitas. Quanto às revistas, já disse o que penso e é uma questão de consultar o blog. São entretenimentos em que não gosto de me imiscuir e que talvez sejam prejudiciais.

P: Então, o que é que se deve fazer em casos destes?
N: O que eu fiz, foi juntar toda a minha experiência nos 17 livros que se encontram na colecção e talvez seja bom ler o meu último post, no blog onde dou uma visão mais ou menos realista sobre este assunto.

P: O que é que as pessoas farão depois?
N: Não sei o que as pessoas poderão pretender fazer, nem qual a razão da sua preocupação com um livro que me parece mais uma enciclopédia e que não se encontra apenas na área da psicologia, mas abrange medicina, sociologia, assistência social, economia, política e não sei que mais.
Se o assunto fosse comigo, posso dizer que para preparar um livro desses, teria de ler muita coisa, até fora do meu campo de actuação e ciência, para conseguir escrever qualquer coisa aceitável. Mesmo assim, estaria a reproduzir as ideias dos outros, incorporadas nas minhas cognições e segundo a minha visão. Quem me garante que poderia estar certa? Que repercussões poderia ter nos outros? Fazer uma coisa destas, seria um mau serviço prestado à Psicologia e mais prejudicial ainda para o público utilizador. Não digo consumidor, porque o livro poderia não ser para venda como os produtos farmacêuticos e dietéticos que se propagandeiam nas televisões…. e não deixam de ter consumo, com o arrependimento de muitos dos que se podem sentir enganados. Não conhece esta realidade? Com os livros que escrevo, com os blogs que estou a manter e as intervenções no facebook, estou apenas a divulgar a informação de factos acontecidos comigo, sem tentar fazer publicidade ou propaganda.

P: Assim parece-me tudo muito complicado e talvez dispendioso.
N: Não posso concordar consigo totalmente porque existem soluções.
Uma delas, é fazer palestras em que se possa apresentar a 30 ou 40 pessoas com dificuldades psicológicas, as possibilidades de cada um colaborar na psicoterapia com leituras e treinos persistentes e perseverantes.
Essas pessoas podem consultar, desde o início, o livro «Auto{psico}Terapia» e tentar praticar tudo aquilo que lá se apresenta de forma resumida, para começar a tentar compreender, o que devem fazer para analisar as causas dos seus comportamentos inadequados a fim de os mudar para outro modelo mais aceitável, de acordo com as possibilidades de cada um e no ambiente em que a pessoa estiver inserida.
Além dessa leitura e treino, deve ser necessário a pessoa conseguir compreender o modo de funcionamento do comportamento humano, o que é suavemente apresentado no «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?». Isso vai ajudar bastante a compreender qual a razão de determinados comportamentos.
Só isto pode chegar para que cada um consiga fazer uma psicoterapia autónoma, tal como aconteceu com o Antunes, descrito em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!», livro que também pode ser lido para descobrir o modo como ele actuou e conseguiu chegar ao traumatismo sofrido com a morte do pai e da posterior falta total de recursos financeiros.
Isto é uma modificação do comportamento com uma reestruturação cognitiva, apoiada pela análise do pasado que exige muito relaxamento mental e compreensão do funcionamento do comportamento humano.
Se isso não chegar e a pessoa não conseguir melhorar em relação às suas dificuldades, pode e deve pedir ajuda imediata a um técnico competente. Foi o que aconteceu com a Cidália e o Júlio que realizaram uma psicoterapia em menos de metade do tempo, necessário nas consultas «normais».
O que interessa salientar nesta vertente, é que os livros são mais baratos, podem ser lidos em qualquer lugar e momento, evitam deslocações e demoras nos consultórios e ocasionam melhorias mais rápidas, duradouras e eficazes, continuando como aprendizagem para futuras ocasiões de dificuldades a que estamos constantemente sujeitos, além de ficarmos prontos para reagir autonomamente.
Se uma pessoa se quiser certificar ainda mais em relação a este tipo de psicoterapia, pode consultar os casos de Cristina, Germana e Januário, descritos em «Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» e verificar que todos foram muito diferentes, embora pudessem «sofrer» do mesmo diagnóstico, sendo resolvidos de maneira muito mais rápida e eficiente. E, se quiser aprofundar ainda mais as vantagens duma psicoterapia oportuna, em caso de não ter havido prevenção e profilaxia, muitas vezes, por falta de uma educação adequada, com um bom apoio familiar, pode consultar os 4 casos mencionados em «Psicoterapias Defíceis».

P: Se fôr necessário ler esses livros todos, onde é que os podemos encontrar, se os quisermos?
N: Não será necessário ler todos os livros mas, em qualquer caso, os três primeiros indicados na resposta anterior são importantes. Os restantes, podem-se ir lendo se houver necessidade dos mesmos, assim como existem também vários para o apoio psicopedagógico, desenvolvimento pessoal e cultura geral.
Se não os conseguir numa biblioteca e os quiser adquirir, tem de verificar se já foram publicados, consultando o blog [livroseterapia.wordpress.com]. Caso estejam publicados, pode fazer o pedido directamente para [mariodenoronha@gmail.com] a fim de que os livros sejam enviados à cobrança pelo correio. Se não tiverem sido publicados, pode utilizar os seus substitutos anteriores que também estão indicados nesse blog. Em caso de dúvidas e necessidade de mais informações, pode solicitá-las através do mesmo email ou fazer um comentário em qualquer artigo do blog [psicologiaparaque.wordpress.com], ficando à espera da resposta, porque os comentários são moderados para não passarem despercebidos.
Também informo que os livros serão publicados à medida que as pessoas demonstrarem interesse em os adquirir porque não desejo fazer publicidade e propaganda mas interesso-me apenas pela divulgação das informações.  Quero que as pessoas escolham aquilo que desejarem e acharem o que é melhor para elas.

P: Acha que não devo fazer coisa alguma?
N: A sua necessidade de me contactar e de obter informações sobre esses livros, parece que diz muita coisa.

P: Não me aconselha nada?
N: O que é que quer que lhe diga?

P: Será que lendo alguma coisa que o meu amigo Felício tem, poderei avançar? Ele tem o Autoterapia e o livro do Antunes.
N: Será que a nossa conversa o fez chegar à resposta que eu iria dar se fosse a uma consulta comigo? Depois disso, se ler muito daquilo que está publicado e respondido neste blog, e se não houver as tais palestras e necessitar de tirar dúvidas particularmente, tem o meu perfil onde, nos parágrafos finais, tem as informações necessárias para poder agir como entender. Não se esqueça que a leitura e a compreensão da matéria abordada é muito importante e que ninguém mais o pode fazer por qualquer de nós. É por isso, que sempre afirmei que o Psicólogo é ajudante do motorista que orienta o computador (caixa dos pirolitos) que dá as instruções à «maquineta», que é o nosso corpo, que desejamos que progrida por bons caminhos w com aboas acções.

P: Gostei das informações que me deu mas não compreendi a ênfase que colocou na necessidade de saber algumas coisas sobre o funcionamento do comportamento humano. 
N: Ainda bem que me faz esta observação que merece uma resposta com algumas alegorias e perguntas. Quem conduz um carro não tem de saber conduzir? Não necessita de ter a carta de condução? Não tem de passar num exame de código e reconhecer as normas de condução e sinalização, além dum exame prático? Não tem de saber tomar em conta o nível de água, combustível, óleo, estado dos travões, pneus, embraiagem, etc. da viatura? E se o carro fôr de boa marca, os cuidados não têm de ser maiores? E se tiver de conduzir «na mão contrária» como me aconteceu durante 10.000 quilómetros na Inglaterra como irá conduzir?
Do mesmo modo, quem conduz uma pessoa não tem de saber as normas necessárias e como é que as coisas funcionam? Isso acontece com o cérebro condutor do nosso corpo. Da mesma maneira que existem as normas de condução de veículos, com prática para os conduzir, esse cérebro tem de saber alguma coisa sobre o funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social.
Por este motivo, tem de saber bem os conceitos e não apenas as definições relacionados com afiliação, atitude, aprendizagem e suas leis, condicionamentos clássico e operante, conflito, cultura, dessensibilização, dissonância cognitiva, extinção, frustração, gratificação, identificação, modelagem, moldagem, mudança, nível de tolerância,  percepção, personalidade, pico de extinção,  punição,  pressão e inibição social,  reforços diversos incluindo o do comportamento incompatível, saciaçãovalores e várias outras coisas, com os efeitos que são produzidos imediatamente e a longo prazo nas pessoas envolvidas.
É como se se aprendesse o código de condução, que é indispensável para poder conduzir a viatura que é o próprio indivíduo.
Às vezes, quando o próprio não tem essas noções, é ajudado por mais algém que costuma ser o psicólogo.  Mas é sempre bom prevenir e agir ANTES, em vez de tentar remediar DEPOIS.

P: Nem sabe o alívio que tive depois desta conversa. Há muito que ler.
N: Fico especialmente satisfeito com a sua última constatação. É por isso que tenho mantido porfiadamente a minha actividade nos blogs, no facebook e na reorganização dos livros. E é também por isso que estou a pensar em preparar mais um livro com o título «A Prática de Biblioterapia» que vai ser o nome do post que vou fazer com esta nossa conversa. Espero que o leia, consultando todos os links que vou mencionar de propósito. Se ainda não viu, vá também consultar o post anterior, em que apresento o texto dum possível capítulo do novo livro.
Divulgue isso o mais possível entre os seus amigos e familiares. É o melhor apoio que me pode dar. Não sei se sabe que nós também necessitamos de apoio e que aprendemos muito com os outros. Por isso, agradeço-lhe imenso esta conversa.

 

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 3

Para responder ao comentário seguinte feito ontem, 
Se acha que a Biblioterapia é tão importante como diz, que meios temos para isso cá em Portugal?
posso dizer que nos tempos antigos pouco ou nada havia em Portugal e que, a partir da minha experiência pessoal em docência e clínica nos últimos 40 anos, consegui juntar e preparar literatura capaz de ajudar a resolver alguns problemas nas áreas de psicoterapia, psicopedagogia e desenvolvimento pessoal. Esta ideia foi-se criando desde a experiência com o Júlio, em 1980, e tornando-se cada vez mais imperativa desde o «desaparecimento» do Joel.

Esse «material» está concretizado agora em 17 livros constantes da colecção da Biblioterapia, estando praticamente prontos e alguns já publicados. Os outros, serão publicados, à medida que o número de interessados fôr suficiente, com inscrições para a sua aquisição.

Para isso, é necessário que as pessoas consultem os dois blogs, «Terapia Através de Livros»  e este, «Psicologia Para Todos», postos à disposição desde 2007, por sugestão de muitos e insistência dos alunos do ISMAT.
Enquanto no segundo podem fazer comentários e pedir informações sobre os assuntos que lhes interessam e obter respostas, no primeiro, podem ver o aspecto dos livros e consultar o resumo do seu conteúdo, com a possibilidade de fazer também comentários em relação a muitas alteraçõoes que se possam introduzir nos mesmos.

Para os livros ainda não publicados, estas inscrições deverão ser directamente feitas através do email [mariodenoronha@gmail.com] para o qual também podem ser enviados os pedidos dos livros já publicados que serão enviados pelo correio, não estando, em princípio, à venda nas livrarias.

Para poderem verificar a utilidade, necessidade e interesse do livro escolhido,  além de poder consultar o respectivo blog indicado acima, a fim de ter a noção mesmo e saber se já está publicado, as pessoas podem fazer comentários ou enviar emails  para descobrir se o poderão substituir por um antigo, que está mencionado no historial desse livro.

Os comentários em qualquer dos respectivos blogs a fim de pedir esclarecimentos sobre dúvidas relacionadas com os temas acima citados, são sempre bem-vindos.

Concordo perfeitamente com alguns criticos que deixaram as suas dúvidas, particularmente, as que disseram que a Biblioterapia não seria possível se a pessoa não tivesse interesse em ler e que, para isso, seria necessário criar o gosto pela leitura, que é pouco praticada em Portugal.

Bibliofilia também pode ser incentivada e cultivada em família e até nas escolas ou centros de lazer e diversão, onde serão necessários especialistas para esta finalidade.
Além disso, para esclarecer ainda mais o comentador e várias pessoas que consultam este blog, vou transcrever a seguir, o original dum possível capítulo do novo livro, que estou a preparar, com o título deste post, por causa das críticas muito construtivas que fui recebendo.

 

“HAVERÁ VANTAGENS NA BIBLIOFILIA?

Para uma boa Biblioterapia, é importante que haja Bibliofilia e que existam livros disponíveis para leituras devidamente direccionadas, evitando a dispersão ou a aquisição de ideias díspares.

Concretizando melhor, posso dizer que, se a pessoa tiver capacidade de abstracção suficiente, bom-senso e desejo de melhorar o seu desenvolvimento pessoal ou quiser tentar reequilibrar o seu psiquismo, pode utilizar apenas «AUTO{psico}TERAPIA».

Se nada souber sobre o funcionamento do comportamento humano e sobre os factores intervenientes na interacção social, pode utilizar o livro «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?» para adquirir, grosso modo, as noções mais fundamentais e essenciais sobre este assunto.

Necessitando de fazer uma autopsicoterapia e desejando um exemplo prático a fim de «se inspirar» nele, o exemplo do Antunes em «Acredita em Ti. Sê Perseverante!» pode ser de grande utilizade.

Sendo difícil realizar uma psicoterapia autónoma e necessitando de algum apoio do psicólogo, os casos de Cidália descrito em «Eu Também CONSEGUI!» e o do Júlio apresentado em «Eu Não Sou MALUCO!» podem servir de exemplos daquilo que se consegue de forma económica, mas com boa colaboração do próprio interessado.

Porém, se alguém quiser aprofundar a matéria, chegando aos seus fundamentos, pode utilizar «Psicologia Para Todos» e «Interacção Social», obtendo muitos exemplos da vida prática.

Querendo a pessoa enfronhar-se nos problemas da doença mental, o livro «SAÚDE MENTAL sem psicopatologia» pode ajudar a aclarar certas dúvidas e adquirir novos conhecimentos.

Porém, talvez seja bom saber que uma boa educação, desde a infância, pode ajudar a minorar os problemas consultando os livros «Combata ou Evite a Depressão» e «Psicopata! EU?», que foram «tratados» apenas com a prática da Terapia do Equilíbrio Afectivo que, no caso do Joel, foi completada depois com a «Imaginação Orientada» e autohipnose. É também bom relembrar que um bom ambiente familiar pode ajudar a evitar as dificuldades que foram apresentadas nesses livros.

Lendo «Psicoterapias bem-Sucedidas – 3 casos» pode-se verificar a influência da educação e do meio ambiente familiar nos desequilíbrios psicológicos e as possibilidades de recuperação rápida ou demorada, conforme a aquisição das noções essenciais, da colaboração do prório e da sua persistência, bem como da influência do meio ambiente circundante.

O livro «Psicoterapias Difíceis» pode elucidar bastante este aspecto com os 4 «casos» lá apresentados, um resolvido tardiamente e outros mal resolvidos ou «irresolvidos» devido ao ambiente.

Havendo necessidade de dar apoio psicopedagógico a crianças com dificuldades escolares ou àquelas que desejam melhorar o seu rendimento e ainda aos que necessitam de reabilitação, «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» pode ajudar muito.

Para os que necessitam de dicas para o marketing, gestão, vendas e desenvolvimento pessoal, «Comportamento nas Organizações» consegue ser de alguma valia.

O «Respostas sobre Psicologia» aguardam perguntas a ser respondidas aos utilizadores desta colecção.

Por fim o «Biblioterapia» apresenta um exemplo daquilo que se deseja com este tipo de «tratamento» ou profilaxia que, desde 1973/75 e, mais concretamente desde 1980, se tem tentado seguir em Portugal, inicialmente, só com livros didácticos e apontamentos policopiados, com óptimos resultados, sem haver necessidade de esperar pelas experiências no estrangeiro, muito mais tardias.

O que se propõe, não é um modo de reduzir as dificuldades temporariamente, mas sim o de ultrapassar com êxito as dificuldades e as frustrações, que são muito frequentes entre nós, evitando que se repitam, podendo esse comportamento servir de exemplo para que muitas mais pessoas evitem as dificuldades.

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA 2

Depois de receber o comentário seguinte:
Doutor Noronha.
Gostei deste artigo, mas quando me juntei com alguns dos que pertenciam ao «CãoPincha» ficamos confusos por se referir à «Baleia Azul», agora muito badalada na televisão.
Gostava de conversar consigo sobre isso e, se tiver oportunidade irei procurá-lo junto do café habitual, talvez até com mais alguém.
Até à próxima.
Felício”
fui andando devagar para descobrir o senhor Felício, que estava com mais um senhor à minha espera, à porta do café habitual.

Depois de nos cumprimentarmos, mantivemos o diálogo seguinte.

F: Venho com um amigo que antigamente estava no grupo CãoPincha e que está muito interessado nestes assuntos. É pena esse grupo já não funcionar. Sabe que nós ficámos muito preocupados e bastante admirados por se ter referido no seu artigo aos perigos da Baleia Azul que nos persegue por estes tempos?
N: Referi-me à Baleia Azul como me poderia ter referido ao alcoolismo, à droga, à delinquência, à comida em excesso ou a qualquer outro vício, como também pode ser a prostituição, que se vai adquirindo aos poucos e que, muitas vezes, acaba por se fixar permanentemente na estrutura da personalidade, modificando completamente os comportamentos do indivíduo.

F: Como é que isso se processa?
N: Para compreender isto, o importante, nestes casos, é conhecer bem o funcionamento do comportamento humano, lendo bastante e compreendendo o conceito de cada um desses factores, bem como o modo como os diversos tipos de reforço, os modelos, a afiliação, a dissonância cognitiva, a cultura, as pressões sociais e vários outros fenómenos psicológicos ficam a actuar nas pessoas, muitas vezes, devido ao meio-ambiente em que estão inseridos e em que terão de continuar a viver.
Vemos perfeitamente nos vários casos descritos em pelo menos 8 livros da colecção de Biblioterapia, o modo como o meio ambiente influenciou a formação de personalidade e a melhoria do seu reequilíbrio e até a maneira como o mesmo iria influenciar negativamente a recuperação, criando um vício (dos medicamentos),  que poderia acontecer no caso da Cidália.
No caso da Germana, verificou-se o modo como o meio ambiente influenciou bastante os seus comportamentos e também a maneira como a Bibliofilia a motivou a ler bastante aquilo que a ajudou a mudar de vida e até a ajudar o seu marido a recuperar facilmente, apesar de ter tido más experiências anteriores.
No caso do Antunes, verificou-se o modo como o comportamento dele influenciou o desencanto, quase desespero da mulher e o comportamento irrequieto, com maus resultados académicos da filha. Esse livro também apresenta a fácil recuperação de todos naquela família, só com uma mudança no comportamento do Antunes. Bastou ele prestar mais atenção à filha e ajudá-la nos estudos para influenciar positivamente tanto a filha como a mulher e progredir no emprego.
Todos nós «dependemos», em grande parte, uns dos outros e basta mudar uma peça para tudo poder ficar desequilibrado. É tão simples como isso.

F: Como é que isso funciona?
N: Todos nós queremos ser felizes e ter uma vida agradável. Isso provoca-nos satisfação, que é o reforço positivo. Quando a vida não nos corre bem, sentimo-nos punidos e procuramos fugir dela ou evitar essa punição. Se formos bem-sucedidos nisso, ganhamos reforço negativo. Qualquer desses reforços têm características especiais, tais como razão fixa e variável, intervalo fixo e variável, primário, secundário ou social, vicariante e aleatório. Esse reforço pode ocasionar aprendizagem que, muitas vezes, fica associada e é antecedido de estímulos, incentivos ou sinais condicionais. Quando essa aprendizagem se processar com reforço negativo de razão variável ou aleatório, como o mesmo é muito forte, pode ocasionar o vício. Isto quer dizer que, sempre que uma pessoa se sentir punida, irá recorrer àquilo que lhe ocasionou o tal reforço negativo de razão variável ou aleatório. Se aquilo que ocasiona esse reforço fôr, por exemplo, a droga ou o álcool, a pessoa vai recorrer a isso sempre que se sentir punida.

F: Eh pá, tanta coisa junta!
N: Ainda não disse tudo. Temos de ter em conta que essa punição não costuma aparecer de repente. Existem sinais que podem ser o prenúncio do seu aparecimento. Utilizando um exemplo muito simples, por causa desse sinal, sabemos que uma determinada música indica que vai ser apresentado o boletim meteorológico ou o Minuto Verde na televisão. Do mesmo modo, quando chegamos a ver o chefe a dirigir-se a nós de má catadura, ficamos à espera de sermos repreendidos. É um sinal antecedente que nos ocasiona o medo ou o desconforto relacionado com a punição que nos espera ou a regalia que nos vai ser retirada.
Além disso, se esse sinal ocorrer, provocando-nos uma ansiedade antecipada, embora nada aconteça posteriormente, apenas esse sinal, quase premonitório, aumenta a ansiedade que sentimos até se tornar insuportável, quase alienante e, talvez, patológica.
Tenho tido ocasião de dizer e de atender várias pessoas com crianças enuréticas, que têm problemas samelhantes só por causa da falta de atenção dos pais. Nesses casos, bastou aumentar a atenção deles para com o enurético, levando-o durante algum tempo para a casa-de-banho à noite, para o distúrbio ficar reduzido e até ser eliminado em meses. O «Mijão» que o diga.

F: Isso é assim tão simples?
N: Não é simples, mas as pessoas têm de saber o modo como as coisas funcionam para poderem agir em conformidade e em seu favor. Para isso, têm de ler bastante aquilo que mais interessa e não ouvir apenas muitas coisas que se dizem nos meios de comunicação social para «encantar» as pessoas com linguagem bonita.
Estes factos são científicos e servem para muito. Porém, foi deste modo simples que eu tive de falar com os pais da JOANA para os elucidar, utilizando muitas conversas e exemplos que lhes apresentei.
Com as leituras que os obriguei a fazer para poder discutir tudo isso posteriormente, ficaram mais esclarecidos. Isso serviu, essencialmente, para eles mudarem completamente o seu comportamento, especialmente para com a Joana que, de «birrenta», passou a ser muito sua amiga e colaborante, ajudando-os a «re-unirem-se» depois de se terem «des-unido» por causa da educação dela e do seu comportamento irrequieto.
A Joana nunca iria aderir a jogos parecidos com os da Baleia Azul, especialmente sem os pais saberem do caso, porque se sentia integrada na família e com o seu forte apoio.

F: Mas isso é importante?
N: Mais do que importante. Qual de nós gosta de se sentir excluído? Muitas vezes, até «arranjamos» grupos esquisitos para nos sentirmos em ligação com os nossos semelhantes e bem aceitas por eles. O que sentirá uma criança a quem nem os pais, que são os responsáveis, voluntários ou não, pela sua existência, ligam a devida importância, enquanto se preocupam muito com os amigos, a sociedade, os negócios, a política, o poder, etc., negligenciando completamente a família e, especialmente, os filhos?
O que farão esses filhos que não tiveram «culpa» de vir a este mundo?
Temos de pensar nisto e perguntar a nós próprios se o nosso comportamento é adequado para a situação e para os interesses deles, isto é, o de eles estruturarem uma personalidade adequada, para viverem de bem consigo próprios e em harmonia com o meio ambiente em que que se encontram inseridos.

F: Acha que a responsabilidade é tão grande? n
N: A responsabilidade dos pais é bastante grande e deve ser consolidada antes de pensarem em ter filhos.
É por isso que me preocupo em difundir estas ideias, para evitar que só se comecem a tomar medidas depois das «desgraças» terem acontecido. Nessa ocasião, aparecem as notícias em grandes parangonas nos diversos meios de comunicação social, de forma espalhafatosa e ligados a factos emocionais que despertam a curiosidade e a venda de jornais e revistas, assim como aumentam as audiências nos canais de televisão.
É um negócio rentável para quem só quer fazer lucros e não se preocupa em difundir as ideias e os conhecimentos necessários para que essas «desgraças» não aconteçam.
Depois, surgem também os especialistas e estudiosos que averiguam esses factos, fazem estudos, elaboram estatísticas e fazem prognósticos para dizer aquilo que aconteceu.
Porém, parece que ninguém se lembra de dizer aquilo que se poderia ter feito para que isso não acontecesse.

F: Quer dizer que isso é evitável?
N: Não quero garantir que tudo seja evitável. A Protecção Civil tem de estar preparada para enfrentar os desastres e as tempestades que nos podem assolar. Se não as puder evitar pode, pelo menos, socorrer a tempo e aliviar os estragos.
Mas, para que isso aconteça, é necessário todo um trabalho anterior. É nisso que estou a colaborar e a tentar dar algumas informações que me são possíveis dentro dos meus conhecimentos e vivências que tive em mais de 40 anos de clínica e que estou a difundir nos dois blogs [psicologiaparaque.wordpress.com] e [livroseterapia.worpress.com].
Nesta perspectiva, entrei também no facebook, não para me expôr, mas especialmente para difundir as minhas ideias e experiências que podem ajudar bastantes pessoas.
Contudo, é necessário que as pessoas assim o queiram e ajudem a gente mais capaz, mais nova e mais enfronhada nos meios de comunicação social e da política, a fazer alguma coisa preventivamente, porque a doença mental e especialmente as depressões, as delinquências e os desentendimentos conjugais, com prejuízo para uma boa educação, vão aumentando a ritmo muito considerável.
Repare que as duas páginas que mantenho no facebook são «Centro de Psicologia Clínica», em cujo arquivo vou buscar os elementos que me são necessários e a «Biblioterapia» que serve para difundir os livros.

F: No caso concreto, acha que aquilo que diz se poderia fazer com a Baleia Azul?
N: Não posso garantir que isso fosse totalmente possível, mas os casos seriam muito menos e de gravidade muito menor, porque os pais, mesmo que «negligentes», teriam alguma noção daquilo que os filhos estavam a fazer e dos sarilhos em que se estavam a envolver.

F: Gostamos de tudo o que disse e parece que para si, a psicologia é muito importante.
N: Dou-lhe toda a razão porque, se não fosse assim, não estaria a trabalhar nos dois blogs e na reorganização e actualização dos livros, voluntaria e gratuitamente, cerca de 5 horas por dia, ao computador.
Tudo isso, é devido à minha bibliofilia desenvolvida, em criança, em grande parte, com o reforço negativo para não ser inferiorizado e com o reforço positivo obtido pelo apreço que todos os familiares mostravam com a leitura de livros que eu fazia e que serviu para me iniciar nos livros de Pierre Daco, em Luanda.
Também serviu foi para começar a tentar resolver a minha frustração de não conseguir continuar o curso de direito.
Essa frustração também me levou a matricular-me no ISPA e a frequentar os seminários de terapia do comportamento com Victor Meyer, PhD, a partir dos quais e com muitas leituras e treino de relaxamento e de análise do comportamento, consegui fazer uma reestruturação cognitiva que me livrou da depressão grave em que estava mergulhado.
Com o reforço positivo obtido com a conclusão do curso e o ingresso na BPS (Ordem dos Psicólogos Britãnica), o reforço conseguido incentivou-me e pesquisar e a experimentar com outras pessoas o tipo de relaxamento muscular e mental que eu tinha feito.
Incentivou-me também a investir na Terapia do Equilíbrio Afectivo que me ajudou a apresentar a minha tese de doutoramento em 1980, em que defendi a possibilidade de utilizar as nossas memórias boas e vitórias obtidas para contrabalançar e ultrapassar as dificuldades do dia-a-dia.
Posteriormente, o ter enveredado pela Imaginação Orientada, com o apoio da autohipnose, veio facilitar as coisas ainda mais, dedicando-me muito mais a isso, para ultrapassar a frustração causada por uma partidarite política que me inviabilizou, em 1984, o pós-doutoramento em neuropsicologia que eu tinha programado e iniciado anos antes.
E para completar a minha informação, posso dizer que a partir de 1976 poderia ter enveredado de novo pela aviação comercial onde ganharia muito mais do que em psicoterapia, mas que eu prescindi porque gosto da Psicologia em que me sinto muitíssimo bem.

F: Se vai transformar esta nossa conversa em artigo, fico à espera de o ler logo que possível. Obrigado.
N: É o que pretendo fazer logo que chegue a casa a tenha disponibilidade para isso.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

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A PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA

Depois de ter recebido o seguinte comentário dum anónimo feito no último post,

Doutor, eu conheço-o e, por isso, faço este comentário que pode meter no blogue para lhe mandar.
Descubri, como conclui, que o meu pai neste momento já tem “nova família” e já me está a por de lado.
No dia dos meus anos disse-me que não podia ir jantar, achei estranho e descobri que ele foi jantar com a sua nova família, que é muito triste…
Depois disse que combinássemos um dia. 3 depois da meus anos ia os fazer o meu jantar de anos, mas ele começou novamente a ser uma besta, ofender-me, entre outras coisas abituais dele.
Estávamos em Lisboa, começou ofender me ainda mais ainda por cima à frente da minha namorada, eu disse lhe que ia me embora pq não estava para aguentar aquilo e ele disse que podia fazer o bem quisesse.
Eu saiu e disse que o jantar estava dado!
Ele começa a chorar a dizer que não merecia aquilo e eu disse que se ele deixa se de merdas e fosse ajudado por alguém como o doutor, já nada disto era assim!
Vi me embora e vim para casa de transportes mais a minha namorada.
Como vê doutor, ele além de não melhorar, só piora!
Não quer ser ajudado, então que soluções há?
Disse-lhe mesmo, “assim tu vais ficar sozinho, vais me perder de vez, e assim pessoa como és, não serves para nada! Tu precisas de apoio,,,!

achei que devia dar uma resposta, tanto quanto possível imediata e quase ao correr da pena, não só para  sossegar o comentador, mas ainda para fazer ver que numa psicoterapia, existe necessidade do envolvimento do próprio para que se possa fazer uma reestruturação nas cognições do indivíduo desequilibrado, o que se pode conseguir só com a vontade e a «cabeça do próprio».
Se o próprio não colaborar, vai descobrir mil e uma justificações para os seus desequilíbrios e «culpar» os outros ou o destino pelos males que estiver e sofrer.
Os outros serão sempre os culpados e ele será a vítima do sistema!

Como estava a pensar num livro relacionado com a «PRÁTICA DA BIBLIOTERAPIA» e já tinha publicado o «BIBLIOTERAPIA» e o «AUTO{psico}TERAPIA», interessava-me, depois da conversa mantida com o psicoterapeuta Edmar da Silva, descobrir se conseguiria preparar um livro mais explicativo para se conseguir utilizar a Biblioterapia num sentido mais amplo, incitando as pessoas para uma Bibliofilia que as ajude, através de leituras adequadas, a começar com uma Prevenção e Profilaxia que possa evitar os desequilíbrios verificados constantemente na nossa sociedade.

É verdade que se diz que a nossa sociedade é civilizada. Mas, em que sentido? Mais industrializada? Com mais meios tecnológicos? Com mais riqueza acumulada nas mãos de alguns, enquanto os outros vivem na miséria? Quem vai dar a todas estas pessoas, especialmente as menos favorecidas, para não dizer mais desfavorecidas, a paz de espírito de que necessitam para suprir as deficiências e ultrapassar as dificuldades que surgem no dia-a-dia?
Os meios de comunicação social, mantidos e orientados pelos mais poderosos, não ajudam, a não ser na venda de produtos com os quais lhes interessa aumentar os seus lucros, desprezando por completo a vontade ou as necessidades da maioria e tentando instrumentalizar todos a seu favor e em seu proveito.

Estava a pensar neste novo livro e já tinha ideias bastante claras sobre o caso da «Cristina» e a sua educação muito civilizada e preconceituosa e estava a chegar aos problemas do «Calimero» de quem tinha perdido o rasto desde a última vez em que ele disse à mãe que não necessitava de apoio e que, a conduzir em Lisboa com a carta de condução que não conseguira obter anos antes e com uma licenciatura com 16 valores, tudo o que tinha conseguido fôra com o trabalho dele
Contudo, embora tivesse razão em parte porque, algum melhoramento que se conseguiu, não seria obtido sem a sua colaboração, embora pouco satisfatória. Das suas 17 dificuldades mencionadas por ele no início da psicoterapia, só «Necessidade de proteger o pai», «Medo de subir de elevador sem companhia» e «Vontade de se lançar de locais altos» não tinham diminuído muito. Quais seriam as «causas» dessas dificuldades?
A necessidade de proteger o pai seria algum traumatismo negativo muito forte e difícil de relembrar? O medo de subir de elevador sem companhia podia ser explicado pelo trauma sofrido quando, com a mãe doente, teve de subir num elevador de hospital, que ficou parado mais de 30 minutos, sem poderem sair do mesmo. O estado emocional da mãe também o poderia ter influenciado. Isso também teria criado nele a vontade de saltar do sítio alto onde estava encurralado, para se poder libertar dessa «prisão»?

Eram factos a ser aclarados com um bom relaxamento mental, bastante profundo e prolongado, o que não foi possível fazer durante o tempo que durou a psicoterapia, seguindo parte da metodologia da Biblioterapia e, se possível, de uma quase Autoterapia, como tinha acontecido com o Júlio e com a Cidália.
O «Calimero» não gostava de ler e foi quase por obrigação que leu apenas os originais do livro da Cidália. Não sabia coisa alguma sobre o funcionamento do comportamento humano, especialmente o relacionado com a aprendizagem, os condicionamentos, os traumatismos negativos, a frustração e muitas outras coisas que cada um pode facilmente apreender, como tinha acontecido com o meu amigo «Antunes» com a leitura de livros adequados.
Além disso, nada sabia sobre a psicopatologia e o modo como os traumatismos acontecem, além da maneira como podem ser «resolvidos» ou «eliminados» dentro do possível. Achava que devia haver um botão de «reset», tal como nos computadores, para mudar tudo ou conseguir saber as origens do mal, para as poder arrancar pela raiz.

Para culminar estas lacunas, o exercício do relaxamento mental era fraco, dizia que gostava de escrever muito, mas nem conseguia manter um diário com as anotações das dificuldades e boas coisas que lhe aconteciam no dia-a-dia, quanto mais manter uma prática de autoanálise que tem as suas normas especiais para provocar o efeito de Zerigarnick.
As autoavaliações tinham sido feitas nas sessões de consulta e psicoterapia, quase a saca-rolhas e com pouca fidedignidade, mas indicando que, ao fim de 2 anos, as 17 dificuldades tinham passado de 9,20 na 2ª semana, para 4,42 na 84ª semana, na escala de 11 pontos/conceitos, isto é, grosso modo, de 92% para 44%.

Além disso, a Imaginação Orientada tornava-se muito difícil por causa da pouca profundidade de relaxamento atingido, com a prática mínima mantida em casa e impossibilidade de entrar em autohipnose. O que ele desejava, era falar muito e obter respostas para as suas dificuldades, imaginando que, com a «conversa», iria conseguir muito. Talvez já tivesse «aprendido» isso antes, com as consultas de psicologia «normais» que mantivera durante mais do que ano e meio.

No caso do «Calimero», uma das minhas exigências iniciais tinha sido a «voluntariedade» dele, mas a colaboração só poderia ser exigida depois, o que não foi conseguida na totalidade por causa dos hábitos já adquiridos em casa na sua vivência de 21 anos. Por isso, depois dos resultados, para mim insatisfatórios, ficaram muitas dúvidas.

♦ Se os pais do Calimero tivessem tido um período de namoro suficientemente amplo para se conhecerem e adaptarem-se melhor, um ao outro, talvez as desavenças inciais não tivessem lugar e o Calimero não ficasse sujeito a um clima de instabilidade emocional quase permanente. O ambiente familiar da criança seria muito mais satisfatório.

♦ Se durante o tempo do namoro, houvesse uma franca discussão acerca dos graus académicos e o valor dos cursos, talvez o pai não tentasse menosprezar as licenciaturas em Ciências Humanas em contraposição com as de Direito, Engenharia, Arquitectura, Medicina.

♦ Se depois do nascimento do Calimero houvesse um acompanhamento sério e adequado do seu desenvolvimento cognitivo, psicomotor e académico, com despistes atempados e reeducações eficazes, as suas dificuldades nos estudos seriam muito menores, se é que existissem.

♦ Se não houvesse uma superprotecção exagerada ao longo do seu desenvolvimento, provavelmente o Calimero não seria tão imaturo como demonstrava estar, mesmo com 21 anos completos.

♦ Se a mãe não tivesse tido o episódio do derrame cerebral obrigando a uma intervenção cirúrgica urgente e a um internamento de duas semanas, com toda a emocionalidade consequente, num clima em que havia fortes divergências entre os progenitores, com ameaças da mãe em abandonar a casa, talvez os medos do Calimero fossem diferentes ou mais reduzidos, se é que existissem.

♦ Se, nessa ocasião, o pai não se desorientasse e não descarregasse, provavelmente, em parte, as suas frustrações no Calimero, obrigando-o a estudar quando a criança deveria estar fortemente preocupada e desorientada com a doença da mãe, talvez o diferendo do Calimero com o pai não existisse ou tivesse outra configuração.

♦ Se os estudos do Calimero corressem bem, provavelmente, a imaturidade seria menor e os medos também, podendo ter obtido facilmente uma actual licenciatura de Bolonha, com 21 ou 22 anos.

♦ Muito disso não aconteceu com o Cali que, por razões óbvias, teve de interromper uma psicoterapia inacabada, sem acompanhamento posterior, havendo perigo de reincidência em caso de alguma contrariedade maior.

♦ Todo o «menor sucesso» que houve no caso do Calimero foi fruto da sua dificuldade em não colaborar com o psicoterapeuta através do treino que deveria ser feito afincadamente em casa, com leitura de livros, manutenção do diário e tentativa de iniciar o relaxamento de maneira adequada.

É por isso que, como prevenção, os pais podem seguir muitos dos «conselhos» e «práticas» disponibilizadas aos pais da «JOANA», que nunca mais necessitaram de apoio e vivem em harmonia, entreajudando-se sempre que possível e necessário, embora fora de Portugal.

Tudo isto pode servir para dizer que, se o pai do meu comentador não se sentir com dificuldades e achar que todo o mundo está errado, menos ele, não só não aceitará qualquer ajuda válida, como a «perverterá» se lhe fôr imposta sem a sua vontade.
É este o meu fito ao tentar preparar um novo livro alertando as pessoas para a necessidade duma Bibliofilia a fim de que cada um se possa precaver com leituras adequadas que funcionem como um catalizador para uma vida melhor, isto é, com paz de espírito e em boa harmonia com o ambiente e com os outros.

Para isso, também é necessário, numa sociedade como a nossa, que se crie ou instigue o gosto pela boa leitura e não apenas de folhetins que entretém momentaneamente, isto é criar em cada um um incentivo para a Bibliofilia de livros adequados e que dêem gosto pela leitura. E, agora, surge o problema insidioso do jogo da Baleia Azul.
Quem se vai precaver contra os perigos iminentes que o mesmo encerra, dando apoio aos mais frágeis que se deixam enredar nas suas malhas quase invisíveis? Os pais estarão em alerta suficiente? Chorar DEPOIS, quando ANTES poderiam ter estabelecido formas de protecção?
Pode ser um grande passo a ser dado para uma sociedade mentalmente mais saudável.

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CONVERSA ENTRE AMIGOS − 5

Depois de ter recebido o comentário:
O meu nome é Edmar da Silva, sou psicoterapeuta e promotor e animador da leitura para grupos de pessoas.
Neste sentido, desenvolvo formações para biblioterapia em Portugal e no Brasil.
Desenvolvo alguns projetos na área da Leitura em Lisboa, Barreiro e Algarve. 
Depois de ler este poste e de ter consultado o seu blogue PSICOLOGIA PARA TODOS apeteceu-me falar consigo pessoalmente para discutir algumas das suas ideias sobre BIBLIOTERAPIA que estou a incentivar e que são compartilhadas no seu blogue TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.
Como já sei o local por onde vai passar na quinta-feira, podemos encontrar-nos e bater um papo durante algum tempo para debater ideias novas, que até podem ser difundidas no seu blogue para mais gente tomar conhecimento das vantagens, como diz que gosta?
Eu também estou a manter o blogue SOS DAS EMOÇÕES” e o projecto de amigos de leitura,
encontramo-nos no café por onde passo e mantivemos um diálogo salutar e esclarecedor.

 

ES: Já li os seus blogues e parece-me que é fã da Biblioterapia. Como eu também estou a desenvolver projetos semelhantes, incluindo o gosto pela leitura, gostaria de saber de que modo desenvolveu essa sua ideia que diz ser muito mais antiga do que a de Neil Frude, da Inglaterra.
MN: Agradeço o seu interesse nesta conversa mas parece-me que tenho de ir às origens de tudo o que me aconteceu.

ES: Se não está com pressa, leve o tempo que quiser mas esclareça-me.
MN: Antes de tudo, tenho de dizer que tudo começou comigo.
Em 1967, quando estava como navegador da Força Aérea na base das Lajes, tive a oportunidade de saber que poderia ingressar na SUISSAIR se tivesse o brevet civil.
Consegui obter o brevet civil e, como já estava a sentir-me cansado e fisicamente depauperado com taquicardias, diarreias, transpiração abundante e inesperada, vertigens, etc., devido ao trabalho árduo a que estávamos sujeitos na Força Aérea, fiquei à espera de completar os 8 anos de serviço como oficial do quadro permanente para poder pedir licença ilimitada. Porém, naquela ocasião, depois de obter o brevet civil, consegui saber que poderia ter ingresso imediato na TAP. Por isso, só me faltava esperar pelo fim dos 8 anos. Porém, o meu espanto foi muitíssimo grande quando, súbita e inesperadamente, de forma intimidatória, fui nomeado à pressa para uma comissão de 2 anos em Angola.

ES: Isso foi desagradável?
MN: Não só foi desagradável como piorou toda a situação da saúde, com agravamento dos sintomas. Uma vez em Luanda, como estava no Comando da 2ª Região Aérea, tinha à mão os livros de Pierre Daco, que fui lendo e dos quais gostei. Consegui
algumas explicações para os meus sintomas, mas os mesmos não cederam porque, onde estava, nem acompanhamento psiquiátrico podia ter, quanto mais psicológico. Quando regressei a Lisboa, em 1970, os sintomas agravaram-se e fui parar às mãos de um psiquiatra que me medicava e dizia que eu tinha de resolver os conflitos que deveria ter tido com o meu pai. Passados mais de 40 anos, ainda não sei a que conflitos ele se referia, a não ser o de não ter podido iniciar, por razões pecuniárias, o curso de Direito logo que terminei o 7º ano do Liceu, com dispensa de exame para ingresso na Faculdade, em 1953.
Entretanto, como a Força Aérea não me tinha autorizado a continuar o curso de Direito que já tinha começado a frequentar em 1958, matriculei-me no curso de Psicologia Clínica, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, vulgo ISPA, que era uma instituição particular e não me exigia a tal autorização mas apenas propinas.

ES: Mas matriculou-se lá por causa dos seus problemas?
MN: Não foi por isso, mas sim porque um amigo meu também lá estava, já mais adiantado e eu dava-me muito bem com ele.
Nos primeiros anos, com a medicação que estava a tomar e com o conhecimento de que eu já estava numa Universidade, as pressões na Força Aérea foram aumentando e a pouca frequência das aulas, bem como a minha saúde não ajudaram a progredir, até que fui dado como necessitando de sair das tripulações e ficar numa Direcção-Geral, com tempo de vôo reduzido ao mínimo, já que continuava a ser medicado em psiquiatria.
O importante, é que a medicação deixava-me ainda pior e com vontade de «desaparecer» porque até a saúde física ia ficando cada vez mais degradada. Uma das vezes em que conduzia à noite, comecei a ver ou a ter a ilusão de que dois carros vinham contra mim. Resolvi deixar de tomar a medicação e «ir aguentando». Não conseguia ler nem estudar coisa alguma, a não ser esporadicamente, tendo feito exames só em duas ou três disciplinas, até que, em 1973, consegui assistir a «workshops» de terapia comportamental, nos Hospitais de Santa Maria e Júlio de Matos, orientadas pelo Doutor Victor Meyer, Reader in Clinical Psychology da Faculdade de Medicina do Middlessex Hospital, de Londres. Porém, também isso não me resolvia o problema, mas fazia compreender que tinha de reagir comportamentalmente. Como seria possível?
Comecei a ler muita coisa sobre modificação do comportamento até que as aulas da Psicologia Geral com o Prof. Orlindo Gouveia Pereira me ajudaram a compreender as teorias de aprendizagem e condicionamento de Thorndike, Pavlov e Skinner, baseadas nas suas experiências.

ES: Quer dizer que se baseou nessas teorias para resolver os seus problemas?
MN: De maneira alguma. Só isso não chegava, mas as leituras parece que me ajudaram a compreender e suportar a situação um pouco melhor. Por isso, continuei a ler muita coisa sobre isso e sobre a psicanálise de Freud, o que também necessitava para as disciplinas do curso, que fui concluindo aos poucos.
Ingressei também num grupo de alunos de terapia comportamental onde o relaxamento de Jacobson era muito valorizado.
Entretanto, como a minha situação médica se agravava, em vez de melhorar, fui dado como incapaz para o serviço de vôo por uma Junta de Saúde, em 22 de Abril de 1974, com o diagnóstico de neurose depressiva reactiva grave.
Assim, tendo mais tempo livre para estudar, consegui concentrar-me um pouco mais e ir respondendo a mais disciplinas, em regime militar, isto é, marcando a data do exame com o professor, até que, com o «25 de Abril», os «revolucionários» exigiram passagem administrativa sem nota, o que fez baixar a minha média, apesar de ter trabalhos preparados para algumas cadeiras em que estava matriculado no 3º e 4º anos.

ES: Isso prejudicou-o em alguma coisa?
MN: Prejudicou-me a média final do curso e a impossibilidade de sua conclusão antes da época normal dos exames. Mas, como os futuros «clientes» não se preocupariam com isso, não me importei. Como a minha mulher ia nessa ocasião a Inglaterra para se especializar na integração nas classes normais, de crianças com dificuldades, também a acompanhei e tirei esses cursos. Nesses cursos, estágios e visitas às escolas que tivemos de fazer, por nossa vontade, estávamos ocupados o dia inteiro e quase que não tínhamos tempo para dormir. Entusiasmei-me quanodo que os ingleses utilizavam muito a modificação do comportamento e, sabendo do adiantado de meu curso, dos «workshops» em Lisboa e vendo o meu entusiasmo na aprendizagem das técnicas de reintegração, os futuros colegas quase me empurraram para a Ordem dos Psicólogos Britânica a fim de obter a cédula para clinicar na Inglaterra.
Como estivera com Victor Meyer em Lisboa e ele me conhecia bem, quando lhe falei sobre o assunto, disse-me que contactasse Lawrence Burns, Associate e dirigente da BPS, já que ele era o responsável pela clínica da Psicologia no Hospital de Rochadale e eu estaria uns dias em Nottingham. O ingresso na Ordem dos Psicólogos Britânica exigia um doutoramento americano ou um mestrado inglês ou um exame na Ordem, com entrevista especializada. Quando contactei Lawrence Burns, ele disse-me que fizesses o diagnóstico dum obsessivo-compulsivo que ele estava a tratar no momento e discutiu comigo o tratamento. Disse-lhe que a dessensibilização seria boa de imediato, mas que a saciação (flooding) o poderia ajudar ainda mais se não nos esquecêssemos de tentar saber qual era a «causa» das suas dificuldades. Olhando para mim de forma perscrutadora, parece que gostou da resposta mas inquiriu de que modo eu pensava fazer isso. Disse-lhe que, nestes casos, um relaxamento mental tão profundo quanto possível, com uma tentativa de análise do passado seria excelente e era assim que faria se o caso me fosse entregue, o que poderia não acontecer no grupo de terapia comportamental em que estava a tentar fazer um pré-estagio, em Lisboa.
Depois da entrevista, parecendo que tinha ficado satisfeito, disse-me não havia vaga para eu trabalhar no Hospital mas que seria bom eu falar com H. R. Beech, em Birmingham e dirigir-me depois à sede da Ordem dos Psicólogos, em Londres.
Quando no hospital de Birmingham fui falar com Beech, parecendo que já estava informado sobre o meu assunto, disse-me que a única vaga que exista se destinava a um dos dois candidatos ingleses com belíssimas notas. Gostaria que eu ficasse lá, mas a minhas expensas, o que não me convinha naquela época.
Quando fui a Londres e pedi o formulário para me candidatar, logo que souberam do meu nome, disseram que, por indicação de Lawrence Burns, regressando a Lisboa e terminando o curso, deveria mandar o diploma de finalização e uma cópia do conteúdo das cadeiras, devidamente traduzido. Não tinha de fazer mais nenhum exame.
Logo que regressei a Lisboa, como estava «desempregado» consegui frequentar aulas extra e fazer dois estágios escolares obrigatórios, em vez de um – terapia comportamental e grupanálise – os quais não me deram a satisfação que eu desejava.
Na terapia comportamental, o relaxamento não me satisfazia e era muito estruturado, moroso, pouco eficaz e de efeito reduzido. Na grupanálise, quase que faziam adivinhações e arranjavam justificações para os desequilíbrios. Por isso, comecei a experimentar o tipo de relaxamento que utilizo agora e com o qual comecei a dar-me muito bem. O trabalho era intenso e quase que não tinha tempo para dormir. Logo que chegou a época dos exames, finalizei o curso antes dos meus colegas regulares, não-trabalhadores nem militares, e enviei a papelada para a Inglaterra.

ES: Isso foi violento, não foi?
MN: Só sei que fiquei tão «embrulhado» nos acontecimentos, que me esqueci que estava «doente», mas nunca me esqueci do relaxamento, todas as noites, à minha maneira. De vez em quando, também me lembrava do meu passado e tentava analisá-lo com frieza, objectividade e bom-senso.
Entretanto, comecei o estágio profissional onde me empenhei em aplicar testes diversos e a corrigi-los. Fui continuando as leituras, especialmente as relacionadas com a psicanálise e modificação do comportamento até que as experiências de Eysenck me elucidaram quando ao reforço negativo e ao aumento progressivo da sua intensidade com um segundo sinal condicional antecipado. Além disso, em “Psychoanalyse Yourself”, Pickworth Farrow falava da sua experiência na autoanálise e Victor Franckl apresentava os seus trabalhos nos campos de concentração em “Man´s Search for Meaning”.
Dois meses depois de enviar a papelada para Inglaterra, recebia uma comunicação de que que já era Graduate Member (nº 0092843/1975) da BPS, com direito a clinicar legalmente na Inglaterra. Portanto, antes de Portugal, eu já estava inscrito na Inglaterra. Isso entusiasmou-me bastante e, como estava no fim do estágio profissional, já me podia inscrever no Sindicato Nacional dos Profissionais de Psicologia e exercer a clínica em Portugal.
Fiquei tão entusiasmado com o que estava a conseguir que, passados os dois anos obrigatórios sobre a minha incapacidade para o vôo, quando poderia ingressar na TAP depois de 1976, desisti dessa possibilidade bastante lucrativa e continuei em Psicologia que já me estava a fascinar e envolver-me completamente.

ES: Foi um bom percurso. E depois?
MN: Como não era fácil conseguir clientes, comecei com estágios voluntários em dois hospitais de cada vez, que continuei durante 4 anos, e comecei a dar aulas de Psicologia e Psicopatologia a enfermeiros. Nesses cursos, utilizando os conhecimentos adquiridos na modificação do comportamento, consegui apoiar alguns dos alunos e seus familiares, o que me entusiasmou muito. Porém, a pouco e pouco a clientela foi aumentando e comecei a conseguir iniciar um tratamento que tinha idealizado para mim, com bons resultados e que estava decidido a experimentar nos outros. Quando, em 1976, comecei essa experiência que se prolongou até 1979 verifiquei que 23% dos 71 pacientes estudados tinham resolvido os seus problemas e que 63% tinham melhorado, não podendo muitos deles continuar o tratamento por falta de financiamento.

ES: O resultado parece ter sido bom.
MN: Para mim, foi bom porque os estudos citados por Eysenck não apresentavam resultados que chegassem a 70%. Isso entusiasmou-me de tal maneira que pensei candidatar-me a mestrado mas, quando tentei isso enviando o currículo e o plano de pesquisa, recebi a informação de que já tinha a equivalência para mestrado e que era melhor enveredar por um doutoramento. Por isso, para não perder tempo e a força anímica que me ajudava a conseguir trabalhar incansavelmente, matriculei-me na California Christian University que me exigia trabalho de prática clínica, 4 trabalhos de pesquisa e um exame-questionário feito num estabelecimento diplomático dos EUA em Lisboa. A tese seria discutida com o orientador Rev. Dr. W. G. Rummerfield, em Cambridge, onde eles tinham uma ramificação, cujo responsável, Doutor Ernest Kay, era director de International Biographical Center e me iria dando apoio quando necessário, sem marcação prévia. Como ia muitas vezes a Inglaterra com a minha mulher, para cursos estágios e congressos, aproveitei esses lapsos de tempo, com alguns prolongamentos, para tratar da tese e para tirar também o curso de hipnose terapêutica da Baxter Academy. Em Maio de 1980 já tinha concluído a tese sobre a Terapia do Equilíbrio Afectivo mas não estava satisfeito, porque imaginava que poderia obter melhores resultados utilizando a hipnose depois de ler o livro Hypnotherapy, de Milton Erickson e Ernest Rossi.

ES: Então, sempre se meteu na hipnose!
MN: Se eu utilizada o relaxamento muscular para atingir o relaxamento mental e tentar desencadear nas pessoas as recordações boas que elas tinham guardado no fundo dos seus arquivos pessoais, talvez lhes pudesse aprofundar e acelerar o processo com a hipnose, o que seria muito melhor. Se Milton Erickson utilizou a Guided Imagery durantes horas de cada vez, com os seus pacientes, qual a razão de eu não poder utilizar um processo semelhante para desenterrar melhor e mais rapidamente as suas recordações boas com os afectos associados às mesmas? Tinha de trabalhar nesse sentido e já tinha conseguido alguma coisa de positivo com o Joel (G), que me tinha passado pelas mãos. Surgiu depois, inesperadamente, o caso do Júlio (E) que aproveitei para experimentar e aprofundar as minhas ideias, utilizando apenas os apontamentos policopiados que serviam para as aulas dos enfermeiros. Mas, neste caso, além de resolver o problema de depressão, desorientação, transpiração, etc. do Júlio, também tinha de o motivar para melhorar no futuro, já que ele não utilizara todas as suas capacidades quando estava no 10º ano, por estar longe dos pais e sentir-se abandonado, desagradando-se com isso. Por isso, tinha de utilizar a sua Imaginação e era minha obrigação Orientá-la da melhor maneira possível. Para isso, também ele tinha de compreender os mecanismos do funcionamento do comportamento humano para se poder fazer uma reestruturação cognitiva, motivando-o para melhorar muito mais, utilizando as suas capacidades adormecidas. Para isso a sua colaboração para a leitura e compreensão dos textos era fundamental, apesar de tudo isso estar apenas em apontamentos policopiados, utilizados para as aulas de Psicologia e Psicopatologia.

ES: Parece-me que já vi que isso deu resultado.
MN: Deu um resultado que eu não esperava e de que só consegui tomar conhecimento pleno cerca de 20 anos depois, quando reencontrei o Júlio. E repare que foram apenas 19 sessões de duas ou mais horas, com cerca de 122 períodos de meia hora, sentados à mesa de um velho e vasto café, mas pouca gente perto de nós.

ES: Quer dizer que essas sessões de muito tempo ou tempo prolongado dão melhor resultado?
MN: Comigo deram sempre, desde que as pessoas se empenharam na sua recuperação e se dispuseram a ter persistência, treinar em casa, adquirir a capacidade de analisar o seu comportamento com bom-senso, racionalidade e humildade, lendo muito para conseguir «estar dentro do sistema». Saber aquilo que os outros fizeram também ajuda imenso porque cada um pode copiar aquilo que achar melhor, adaptando tudo ao seu caso. É a aprendizagem social em acção, com a modelagem, que é uma das técnicas de modificação do comportamento.

ES: Tem tido bons resultados com isso?
MN: Desde que exista a colaboração do próprio, os resultados são sempre melhores do que na psicoterapia tradicional em que se utilizam as sacramentais horas de 50 minutos. E tudo isso se reflecte não só no próprio como na família e até nos amigos mais chegados. O caso do Antunes (B), que fez a psicoterapia quase autonomamente é elucidativo. Afinal, as dificuldades escolares da filha eram o reflexo ou consequência das dificuldades do pai, que envolviam também a mãe. Bastou ele «apoiar» a filha, para ela melhorar nos resultados escolares, a mãe começar a sentir-se melhor e ele ficar incentivado a fazer a sua própria psicoterapia com perseverança, à base das leituras e dos treinos necessários. Depois, até ajudou e sua «sobrinha» Cidália (C). Com a Cristina, Germana e Januário (L) viram-se os resultados. Foi por isso que o Joel, anos depois de ter melhorado substancialmente, se queixou da «falta de educação» que teve quando dela mais necessitava, englobado numa família coerente. Depois de ler muito daquilo que tinha sido publicado no tempo dele, o que se preconiza na Biblioterapia (Q), conseguiu analisar-se convenientemente, o que o ajudou a melhorar substancialmente o seu comportamento. Também foi por experiência própria que ele insistiu muito para que se fizesse uma Lista de Procedimentos (P) que, agora, foi transformada num livro, em sua homenagem.

ES: O que diz quanto aos movimentos de Psicologia Positiva e Mindfullness que são divulgados presentemente?
MN: Não sei se viu os dois posts que fiz sobre estes assuntos, mas aquilo a que eu assisti não me convenceu e, em relação à meditação transcendental, uma pessoa da minha total confiança foi praticá-la e atribuiram-lhe um mantra.  Ela começou a repeti-lo, mas a sentir-se desconfortável com a posição adoptada e, às tantas, esqueceu-se do mantra e sentiu-se cada vez pior. Nunca mais lá voltou. Não sei quais os resultados reais que os seus utilizadores obtém, mas posso dizer que, quando estive em Goa para o casamento de uma pessoa amiga, tive a oportunidade de visitar Índia, depois de 37 anos de ausência e fui passear por Jaipur. Falei com um iogui que desejou saber qual era a minha profissão e, depois de falar comigo bastante tempo sobre a TEA e a IO, quando lhe perguntei como é que faria o ioga, respondeu-me, a sorrir, que deveria sentar-me e praticar. O seu sorriso parecia querer perguntar-me: “O que é que você faz normalmente?” Com isso, convenci-me que não estava muito longe disso, mas que não tinha de adoptar qualquer posição especial. A minha posição de deitado era mais do que o suficiente. O importante era o «envolvimento da minha cabeça» em todo o processo. Para corroborar as minhas dúvidas, pergunto qual a razão de algumas pessoas que praticam Mindfullness serem quase intratávais, irascíveis e conflituosas. Também, se na Psicologia Positiva as pessoas tèm de se apresentar muito alegres e divertidas, qual a razão de elas estarem deprimidas e até se suicidarem, como aconteceu com o comediante Robin Williams.

ES: Qual é a conclusão a que chega com tudo aquilo que falámos?
MN: Antes de tudo, aquilo que se passou comigo foi o prenúncio da Biblioterapia. Ninguém me ajudou a não ser a «afundar-me» com medicamentos, mas os livros serviram de muito. Depois, discordando de muitas teorias seguidas à risca, fui experimentando a Terapia do Equilíbrio Afectivo que só pode ser utilizada com a colaboração do próprio. A partir dos êxitos obtidos comigo e com os outros, Imaginação Orientada entrou em acção. Com a análise do comportamento, foi possível verificar as causas dos efeitos nocivos que não interessavam e, com uma reestruturação cognitiva, foi possível planear, em relaxamento profundo, novas acções para obter efeitos mais adequados.
Muita coisa funciona com base nas causas→efeitos e não em função de justificações e explicações. Todo este funcionamento pode ser explicado a muita gente ao mesmo tempo, ocasião em que também se pode melhorar a eficácia e a qualidade das práticas, podendo-se prolongar nessas sessões o efeito da recordação/imaginação, para se obter uma melhoria mais consistente. Mas, para isso, as pessoas também têm de conhecer como tudo funciona e o modo como os outros resolveram os seus problemas. O exemplo dos outros pode funcionar como modelo para uma aprendizagem social, até com reforço vicariante. Isso pode ser possível só com leituras bem orientadas acompanhados de alguns esclarecimentos atempados e oportunos, que podem acelerar e consolidar todo o processo de reequilíbrio.

ES: Já estou a ver de que modo faz a psicoterapia. Mas não pode ser necessário fazer qualquer diagnóstico com exames, etc? Como é que faz isso?
MN: Pode ser necessário fazer exames ou outras perícias. A Drª Graça Martins que colabora na FISIOCONVENTO, Rua Almirante Gago Coutinho, em Mafra e na PSICAIS, na Avª do Ultramar, em Cascais, ajuda ou participa, com toda a confiança, quando existe necessidade de avaliação de personalidade e de funções cognitivas, de orientação escolar ou profissional ou até de apoio psicopedagógico ou psicoterapêutico. Da minha parte, dedico-me a manter os blogs, a actualizar os livros da colecção para uma Biblioterapia bem orientada e a atender algum paciente antigo ou especialmente recomendado, já que acabei agora a minha actividade docente, no ISMAT, ao fim de 10 anos de docência, em 2010/11.

ES: Com esta conversa, parece-me que gosta bastante da Biblioterapia. Vendo o seu currículo, anterior a tudo o que mencionou, parece-me que foi conservador da Biblioteca Nacional de Goa. Isso não lhe terá criado um bichinho para gostar da biblioterapia?
MN: Confesso que não tinha pensado bem nisso, mas foi nessa ocasião que me entusiasmei bastante pelas leituras. Começando por Júlio Diniz, Camilo Castelo Branco, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, etc. continuei com Gilberto Freire, Jorge Amado, Erico Veríssimo, José Lins do Rego, etc. e, especialmente, Francisco Luís Gomes, que era meu patrício. Por isso, posso considerar isso como uma Bibliofilia.  As leituras subsequentes, a partir de 1968, relacionadas com psicanálise, modificação do comportamento,  etc. que acabei de mencionar, é que podem ter contribuído para a Biblioterapia incentivada pela minha bibliofilia anterior.  Esta foi uma necessidade sentida e desencadeada pelo anterior gosto pela leitura.
Enquanto o gosto pela leitura e a sua efectivação ocasiona o reforço do comportamento incompatível, a leitura e compreensão de livros adequados e orientadores, ocasiona a possibilidade de poder melhorar o desequilíbrio psicológico desde que seja acompanhada dos treinos convenientes. É uma espécie de reforço do comportamento incompatível permanente.
Mas agora, depois de me sentir muito melhor com esse reforço e de me ter enfronhado completamente na psicoterapia, num interregno de quase 20 anos, dediquei-me, quase por necessidade, apenas aos textos de psicologia, até começar a escrever alguma coisa para a posteridade.
E, a propósito, o meu primeiro livro foi “A Psicologia no Dia-a-Dia“, publicado inicialmente com o título “O Uso Social de Psicologia“, aconselhado por dois especialistas da editora, que distorceram também a sequência do livro. Foi pena ter de se mudar tudo muito mal e à pressa porque o livro não estava a ser vendido. A capa mudou mas o conteúdo ficou distorcido.

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CONVERSA ENTRE AMIGOS – 4

Hoje de manhã, quando dava o meu passeio habitual, o senhor que tinha conversado comigo há bastante tempo e a quem eu dera o livro «AUTO{psico}TERAPIA» (P) obrigando-me quase a fazer um post sobre PREVENÇÃO E PROFILAXIA, estava à minha espera à porta do café para «irmos conversando».

P: O que se poderia fazer de facto para melhorar o estado de coisas em que estamos?  
R: Mobilizar as pessoas interessadas tomando consciência do estado em que estão as coisas. Isto só se consegue tomando conhecimento de toda a situação envolvente. Para isso, é necessária muita leitura e conhecimento da situação real. Da minha parte, estou a manter o blog [psicologiaparaque.wordpress.com] para dar respostas às dúvidas das pessoas com base nos comentários que fizerem. Estou a trabalhar nos livros e a divulga-los através de outro blog [livroseterapia.wordpress.com] a fim de que as pessoas interessadas os conheçam. Tudo isto se insere na estratégia da Biblioterapia que eu comecei já em 1980 só com apontamentos policopiados que se transformaram depois em livros. Agora, esta estratégia está a ser seguida na Inglaterra, País de Gales, apenas desde os princípios deste século, como tratamento «low cost» porque os seus serviços de saúde não chegam para atender todos os que vão aumentando no desequilíbrio psicológico com a vida frenética que vão tendo. É a vida.

P: Não acha que seria melhor entregar os livros a uma editora?  
R: Acerca disso, posso falar das minhas más experiências. Estive ligado a uma editora como consultor e director de colecção e as decisões finais não conseguiam ser minhas . Publiquei os livros através da Plátano, da Clássica, da Escolar, da Hugin e da Calçada das Letras, mas nenhum dos livros ficou totalmente ao meu gosto e até as capas não foram do meu inteiro agrado. Fui sócio de editora e distribuidora mas não deu bom resultado. Com toda esta aprendizagem acumulada, resolvi seguir conselhos de alguns dos meus consulentes: “Ser editor dos meus livros“. Assim, consigo acompanha-los até ao fim, alterá-los e dar a apresentação que me parece que eles merecem. É por isso que faço a edição em impressão digital, com tiragem reduzida. Só necessito que os livros sejam adquiridos por aqueles de quem necessitam deles. Para isso tem a internet, os correios e o meu endereço electrónico.

P: Parece-me boa esta explicação mas se, na psicoterapia, isso se consegue com a ajuda de livros, melhor é começar a pensar no assunto e reagir logo que possível.
R: Dou-lhe toda a razão e, por isso, prometo a minha colaboração. Os interessados que se movimentem para fazer a sua parte. Boa sorte para todos, porque, logo que chegar a casa, vou já transformar a nossa conversa em post para que muita mais gente tome conta destes factos, antes que a «doença mental» aumente mais do que os 25% que conseguiu progredir na última década.

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PREVENÇÃO e PROFILAXIA – 3

Quando na quarta-feira resolvi adiantar-me e dar a minha voltinha habitual, o senhor que já me tinha telefonado para marcar encontro para o dia seguinte, estava à minha espera no café.
Cumprimentou-me, pediu para conversarmos durante algum tempo no café e aceitou o livro que lhe estava a dar.
Enquanto olhava para o mesmo ostensivamente, deu um golpe de vista, muito sorrateiro, pela sala toda à sua volta e disse-me que as pessoas ainda desconfiavam muito da psicologia e dos psicólogos, imaginando que só «quem estava  mal da cabeça» os consultava.

Para o sossegar ou esclarecer, contei o caso de duas consulentes que tinham problemas conjugais e iam à consulta por causa disso. Um dia, como normalmente cumprimentava na rua as pessoas que eu conhecia, cumprimentei-as simpaticamente. Pareceram-me constrangidas e a olhar para os lados.  Quando qualquer delas foi de novo à consulta, disse-me que não valia a pena cumprimentá-las publicamente porque as pessoas desconfiavam dos iam à consulta de psicologia. A partir desse dia, comecei a ter o cuidado de não cumprimentar as pessoas, deliberadamente, por minha iniciativa, mas passar a corresponder ao seu cumprimento ou ao gesto de o fazer. Não queria deixar ninguém embaraçado por causa disso. Contudo, expliquei às senhoras que, quem pensa e se sente dessa maneira, pode estar momentâneamente desequilibrado e com medo que as outras pessoas saibam disso. Também expliquei que todos ficamos desequilibrados de vez em quando, mas que «entramos nos eixos» logo que praticarmos aquilo que é necessário. Elas iriam saber disso com a experiência.

Por causa disso, expliquei ao senhor que estava comigo que eu estava a manter as mesmas práticas, há mais de 40 anos, utilizando a IO, com a técnica de TEA, apoiada pela autohipnose, num sentido de logoterapia, para uma reestruturação cognitiva, destinada a manter o equilibrio psicológico e a pomover o desenvolvimento pessoal. Com a prática, não necessitando de muitos dos procedimentos, essenciais no início da aprendizagem, despendia apenas cerca de 3 a 5 minutos, todas as noites, à hora de dormir.

O mais importante é que a psicologia serve essencialmente para melhorar o nosso desempenho ou o bem-estar psicológico e, para isso, não é necessário «estar maluco» mas sim ter gosto em o próprio se sentir cada vez melhor.

Com esta minha constatação, o senhor disse-me que  já tinha lido o capitulo de que eu lhe falara no encontro anterior. Julgava que, por todos os factos de que eu falara, seria muito bom publicar esse capítulo num post, porque poderia alertar muita gente em relação às medidas que se podem tomar ANTES que haja necessidade de remediar a situação DEPOIS de ter ocasionado prejuízos, como estava a acontecer com ele. Também me disse que já tinha conseguido ler alguns livros iniciais que deram origem à reorganização do JOANA (D). Se ele tivesse tido esses conhecimentos mais cedo, talvez as suas dificuldades do momento fossem menores ou não existissem.

Fiquei satisfeito com esta constatação e, apesar de já ter publicado dois posts  sobre este tema, um em Dez 10 e outro em Nov 13, resolvi publicar de imediato da páginas 33 a 40 do livro agora publicado. 

 

“PREVENÇÃO E PROFILAXIA

Complementando a indicação dos livros, existe ainda o blog [psicologiaparaque.wordpress.com] que, só com comentários, dá permanentemente uma ajuda substancial, além da (BIBLIOTERAPIA) − [livroseterapia.wordpress.com] − que constitui uma colecção.
Explicando melhor, para compreender bem e em linguagem simples, grande parte do que é necessário, bem como o modo de funcionamento do comportamento humano individual e em interação com o meio ambiente, dois livros parecem ser essenciais:
►PSICOLOGIA PARA TODOS (F) explica o modo como se forma e se prevê um comportamento e quais as forças (e técnicas) que o incentivam, mantém, alteram, reduzem, aumentam ou extinguem.
►INTERACÇÃO HUMANA (K) indica quais são as forças ou os factores psicológicos e sociais que influenciam os comportamentos na nossa interacção com todo o meio ambiente.

Com a leitura cuidadosa destes dois livros e de vários outros (D) (I), para a utilização da modificação do comportamento na vida prática do dia-a-dia, a pessoa pode apreender as noções exactas, bem como os conceitos científicos utilizados na Psicopedagogia, Psicologia Social, Psicopatologia e Psicoterapia.
Interessam, pelo menos, aqueles que se indicam a seguir:
▪ afiliação,
▪ anulação,
▪ ansiedade,
▪ aprendizagem,
▪ atenção,
▪ autohipnose,
▪ autoridade,
▪ autoritarismo,
▪ comunicação,
▪ condicionamento clássico,
▪ condicionamento operante,
▪ conflito,
▪ conformismo,
▪ cultura,
▪ democracia,
▪ depressão,
▪ desaprendizagem,
▪ deslocamento,
▪ dessensibilização,
▪ dissonância cognitiva,
▪ efeito de Zeigarnick,
▪ estímulo,
▪ estímulo subliminar,
▪ estruturação da personalidade,
▪ extinção,
▪ facilitação, inibição e pressão social,
▪ fases do desenvolvimento humano,
▪ filtro,
▪ feedback ou reaferição
▪ frustração,
▪ gratificação,
▪ halo,
▪ identificação,
▪ Imaginação Orientada (IO),
▪ laxismo,
▪ modelagem,
▪ moldagem,
▪ negação
▪ obediência,
▪ papel social,
▪ percepção,
▪ personalidade,
▪ pico de extinção,
▪ poder,
▪ preconceito,
▪ primeiras impressões,
▪ psicossomática,
▪ punição,
▪ recalcamento,
▪ reforço aleatório,
▪ reforço de intervalo fixo,
▪ reforço de intervalo variável,
▪ reforço de razão fixa,
▪ reforço de razão variável,
▪ reforço diferido,
▪ reforço do comportamento incompatível,
▪ reforço negativo,
▪ reforço positivo,
▪ reforço primário,
▪ reforço secundário,
▪ reforço vicariante,
▪ regressão,
▪ resolução de conflitos,
▪ resposta,
▪ saciação ou implosão (flooding),
▪ sublimação,
▪ sugestão,
▪ superprotecção,
▪ Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA),
▪ tipos de conflito,
▪ transferência,
▪ traumatismo negativo,
▪ traumatismo positivo,
▪ última impressão,
▪ valores.

Além dos dois livros já mencionados, que exemplificam muitos destes conceitos, outros dois podem dar uma noção da saúde mental, «normal», «anormal», desejável, indesejável e patológica:
■ SAÚDE MENTAL, sem psicopatologia (A) aborda as várias facetas da saúde e da insanidade mental ao longo dos tempos, bem como os diversos comportamentos humanos desejáveis e indesejáveis, assim como os mecanismos inconscientes, as psicoterapias e as consequências dos medicamentos psiquiátricos, com os seus efeitos secundários ou colaterais prejudiciais, imediatos e a longo prazo.
■ NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I) aborda facetas das dificuldades neuropsicológicas em geral e das deficiências na aprendizagem escolar e social, bem como as técnicas de reeducação e reabilitação possíveis e vantajosas.

Também, mais dois livros podem dar uma noção exacta sobre os diagnósticos errados que se fazem precipitadamente, às vezes, por «imperativo de serviço», bem como os fundamentos em que se baseia o tipo de terapia agora proposta que, partindo do modo de actuação de um psicoterapeuta, pretende ser uma forma de cada um se poder precaver contra os males que o podem avassalar:
● PSICOPATA! Eu? (G) apresenta o desfecho desagradável ocasionado por um diagnóstico precipitado, um conselho e uma medicação do psiquiatra, em toda a vida do indivíduo implicado neste caso e que tentou matar a noiva, pela terceira vez, sem sucesso.
● IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) apresenta os fundamentos da psicoterapia agora proposta, baseada essencialmente nos princípios e nas técnicas da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), da Imaginação Orientada (IO) e da hipnose ou autohipnose, no sentido da logoterapia, com resultados mais do que invejáveis.
Apesar de fazer tudo o que foi dito e descrito nos livros indicados, nas bibliografias e nos blogs acima mencionados, se a pessoa continuar a sentir-se desorientada, é imperativo consultar um psicólogo de confiança, logo que possível, para obter ajuda, não deixando que os sintomas se agravem.

É um procedimento a não descurar na maior parte dos casos, para iniciar uma recuperação ou profilaxia imediata (M), sem menosprezar o apoio e a colaboração que cada um pode e deve dar com os exercícios indicados e com a leitura de bibliografia adequada (Q). Isso pode traduzir-se num aumento substancial da melhoria de desempenho e de interacção familiar e social, com uma rapidez cada vez maior e resultados ainda mais eficazes e duradouros (B) (C) (E) (L).

Tentar deixar para o fim, dificuldades que se podem resolver quase de imediato e, às vezes, como prevenção para o futuro, pode ajudar a camuflar as mesmas. Além disso, pode criar e avolumar um mal que consegue ser facilmente evitado ou reduzido, especialmente quando não forem utilizadas soluções de recurso, que distorcem toda a situação, dando alívio temporário, muito efémero e enganador.
Por isso, a «EDUCAÇÃO» também é muito importante (D) (M).

O que aconteceu com a Joana (D) é o exemplo do modo como até uma criança tratada com as técnicas de modificação do com-portamento, as conseguiu utilizar quando bem apoiada, ajudando os pais a se «re-unirem» depois de se terem «des-unido» algum tempo antes, por causa da educação dela. Joana foi, praticamente, a «causa» da «des-união» bem como da «re-união» dos pais que, por terem tido «educações» diferentes, começaram por se desentender («efeito») na educação a dar à filha, a ponto de chegarem a vias de separação.
Um encontro fortuito num comboio suburbano, as traquinices da Joana, as conversas do pai com um aluno finalista da ciência do comportamento, as muitas leituras dos pais e a demonstração prática do que se pode realizar em modificação do comportamento, fizeram com que o casal se «re-unisse» e que até a Joana fosse capaz de utilizar com sucesso essas noções com um irmão que nasceu logo depois.

É também bom nunca esquecer que algumas melhoras iniciais, muito rápidas, são tão enganadoras como o desencorajamento que, quase sempre, acontece depois das mesmas.
Pode ser o pico de extinção a funcionar (P).
Como corolário de tudo o que foi dito, até em face dos acontecimentos actuais, tais como os tiroteios e fogos que são desencade-ados por pirómanos ou delinquentes, toxicodependências enquistadas em indivíduos cujas famílias são desestruturadas, incoerentes e desarmoniosas, fraudes e nepotismos perpetrados por indivíduos ou grupos de pessoas gananciosas, más gestões ocasionadas por desejos de enriquecimento ilícito, etc., podemos chegar à conclusão de que a «educação», na sua mais profunda essência, é a causa principal.

Se não houvesse pirómanos, viciados, prepotentes ou gananciosos, muitos factos que se mencionam nos noticiários, não teriam ocorrido ou existiriam em menor número e com intensidade reduzida.
Para tanto, todos os causadores desses problemas ou «desgraças» deveriam ter tido uma «EDUCAÇÃO» humanista e democrá-tica, baseada nos princípios duma psicologia e ética, bem aplicadas.
Tal como aconteceu com a «Joana» (D), as crianças devem ser educadas com reforços adequados, especialmente o vicariante, com modelos de identificação coerentes, sem sofrer de dissonância cognitiva, aprendendo a resolver conflitos, dum modo mais adequado, sem se deixar sucumbir pela frustração, mas aprendendo a ultrapassá-la com criatividade e êxito, integradas numa família coe-rente, dentro duma cultura com valores de verdadeira democracia.

Se não houver as «causas» mencionadas – devidas à educação, estrutura da personalidade, meio envolvente e oportunidades – os «efeitos» serão completamente diversos, pelo menos, com poucos incêndios, menos drogados e alcoólicos, raras famílias desestruturadas e «doentes», menos fraudes, poucos crimes e corrupção e, essencialmente, menos indivíduos prepotentes e gananciosos, talvez causadores de tudo, a beneficiarem de toda a situação que vivemos!

Explicitando melhor as causas e os efeitos:
Com menos tiroteios e incêndios, haverá menos danos, mortes, crimes e incêndios.
Com menos toxicodependência e alcoolismo haverá menos viciados e necessidade de poucos centros de reabilitação.
Com menos fraudes, não haverá necessidade de tantos tribunais.
Com menos prepotência, haverá menos insatisfação, geradora da consequente frustração, por não se conseguir derrubar um poder auto-ritarista, coercivo e socialmente insensível.
Com menos famílias desestruturadas, não haverá necessidade de despesas com tanto apoio social, psicológico e medicamentoso.
Com menos despesas, os impostos que todos pagamos, serão em muito menor quantidade e as receitas servirão para melhorar o bem-estar de toda a população e não para aumentar a riqueza e a ostentação de alguns, que vão proliferando com o aproveita-mento da situação global, a fim de poder avolumar incomensu-ravelmente o seu património, em desfavor da democracia e da equidade social que têm de existir para que a sociedade funcione de forma harmoniosa e equilibrada e com mais tempos de lazer.

Sublata causa, tollitur effectus, diziam os latinos.
Por isso, eliminando a causa, desaparece o efeito que não nos interessa e pode ser substituído por um outro, que se ambiciona.

Como último reparo, interessa realçar de novo, que este livro foi concebido para funcionar em três partes:
A primeira parte, que termina no capítulo “Imaginação Orientada”, destina-se essencialmente a quem deseja tentar remediar rapi-damente o seu problema sem se importar com uma recaída futura.
A segunda parte, a iniciar no capítulo “Continuação da Auto-Terapia”, é dedicada aos que desejam resultados sólidos e duradouros e querem ficar prevenidos, pensando no futuro.
A terceira parte, a começar com “Provas de Autoconhecimento” fica reservada para quem pretende ajudar-se a si próprio, além de proporcionar um bom ambiente à sua volta, difundindo os novos conhecimentos adquiridos, bem como as experiências vividas.
Por isso, podemos falar na «educação» que, se fôr dada com conhecimento de causa, sabendo das experiências dos outros e consultando obras de referência, pode ser muito mais profícua, proveitosa, original e criativa. A «BIBLIOTERAPIA» (Q) indica como!
Por este motivo, depois das provas para o conhecimento de cada um, apresentam-se as várias obras que contêm muito do que se pode fazer em psicoterapia, com descrição de «casos», noções sobre o comportamento humano, psicologia social, psicopedagogia, psicopatologia e psicoterapia, com a razão dos seus fundamentos.
Além disso, a extensa Bibliografia apresentada a seguir e que pode ser consultada quando necessária por quem estiver profundamente interessado neste assunto, refere-se às várias obras que ajudaram também a preparação dos 17 livros da BIBLIOTERAPIA (Q).
Assim, quem quiser, pode ir às origens.

É também bom compreender que muitos dos problemas que enfrentamos são originados por «pequenas coisas» sem importância, que, em outra pessoa ou em momento diferente não teriam a dimensão que provocaram um mal-estar muito grande naquele momento.
Nesse sentido, entende-se bem a «causaefeito».

Para uma boa leitura, ao consultar quaisquer das publicações indicadas, ou outras, bem como muitas das mencionadas na Bibliografia seguinte, relacionada com todos os livros publicados nesta colecção, além do índice vulgar, deve ser possível descobrir em alguns o ÍNDICE REMISSIVO, geralmente nas páginas finais.
Através desses índices, cada um pode procurar o assunto que lhe interessa e consultar rapidamente as páginas correspondentes.
A última página deste livro com as Anotações, é a recordatória dos passos imediatos para o início da Auto{psico}Terapia.

Boa sorte e melhor trabalho, essencialmente com esta terceira parte que é mais difusa, muito opcional, mas vantajosa para quem quiser melhorar muito mais no futuro, ajudando também os outros.
Com a BIBLIOTERAPIA que utilizar, como agora se está a fazer em grande parte do mundo «civilizado», além de ajudar o pró-prio, [https://www.facebook.com/centrode.psicologiaclinica.3] pode também apoiar os outros com o exemplo dado e a difusão de conhecimentos.

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