PSICOLOGIA PARA TODOS

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DIFICULDADES SEXUAIS

Há dias, um colega disse-me que tinha ficado ligeiramente surpreendido com a solução adoptada por outro colega num caso de dificuldades sexuais de um casal.
O marido, depois de conseguir convencer a mulher, com muita insistência, a consultar um psicólogo, por causa dessas Saude-Cdificuldades, tinha conseguido marcar uma consulta.
O psicólogo fez a entrevista, falou com cada um em separado e disse que necessitava de fazer uma avaliação do marido. Sujeitou-o a uns exames e, com o resultado, fez outra entrevista para dizer que, por causa da personalidade do marido não deveria ser feita qualquer intervenção.
O casal saiu da consulta descoroçoado, fortalecendo, provavelmente, a atitude inicial de não cooperação da mulher.

Não sei o que se passou depois, mas estou convicto que nenhum dos dois ficou satisfeito ou teve qualquer alívio a não ser do dinheiro, inutilmente despendido com as entrevistas e exames e, provavelmente, com um reforço secundário negativo da mulher, para não voltar a «meter-se» em «aventuras» desse género.

Quando cheguei a ver, há pouco tempo, a eleição rápida e a actuação decisiva de Alexis Tsipras como novo Primeiro Ministro da Grécia, com a nomeação do Ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, e a sua afirmação de que estava com «medo de se transformar em político» lembrei-me das nossas eleições e governos, das promessas e (in)cumprimentos, assim como da minha aversão à propaganda e quase comercialização que se faz amplamente da psicologia, especialmente em quase todos os meios da comunicação social.

Tudo isto aconteceu durante a minha «imaginação orientada» (J) que pratico quase todas as noites sem perder a mais pequenaImagina-B parcela do sono. Foi especialmente incentivada com a conversa que tinha tido com o colega acerca das dificuldades sexuais «mal resolvidas» dum casal em desequilíbrio e do modo como se podem resolver situações de forma pragmática, baseada em teorias, mas não cegamente enfeudada às mesmas.

Lembrei-me também dos tempos em que, na unidade comportamental se insistia muito nas técnicas «mecânicas» de Masters e Johnson, dos vários casais que eram apoiados e que nunca conseguiram qualquer alívio duradouro. Lembrei-me, especialmente, dum casal de comerciantes que era constantemente aconselhado a utilizar essas técnicas, sem qualquer apoio psicológico ou psicoterapêutico válido, nunca tendo conseguido obter melhoras. Também me vieram à mente os diversos casais «bem instalados na vida» que foram ao estrangeiro, a clínicas especializadas de renome, para resolver os seus problemas. E tê-los-ão resolvido sem qualquer intervenção verdadeiramente psicoterapêutica?

Nos tempos em que estudava e praticava inicialmente a psicoterapia, até eu, tive a «pachorra» de preparar um trabalho escolar relacionado com dificuldades sexuais e editar, mais tarde, no Centro de Psicologia Clínica, em 1984, com Joseph Heller, Professor da California State University, Santa Mónica, um folheto intitulado «Terapêutica Sexual».

Contudo, lembrando-me da conversa com o colega, apeteceu-me frisar que muitas das dificuldades sexuais podem estar ligadas Interacção-B30a diversas situações nas quais ninguém pensa nem se preocupa em aprofundar para dar ao casal o apoio de que necessita, mesmo sem as técnicas largamente utilizadas. Se as mesmas fossem acompanhadas dum apoio psicoterapêutico necessário e imprescindível, mais de metade do trabalho estaria feito e a solução seria muito mais eficaz, rápida e duradoura, do que apenas a estabilização da parte mecânica.

Temos de nos lembrar que uma relação sexual pode ser facilmente interrompida ou inutilizada com a intrusão dum estranho, com um ruído, com uma lembrança inoportuna ou com qualquer ideia ou estímulo, por mais absurdo que possa parecer.
O subconsciente também funciona…e muito!

Por isso, lembrei-me de transcrever as páginas 203 a 214, do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F), nas quais se apresentaPsicologia um caso em que não foi feito qualquer exame psicológico, mas uma entrevista aprofundada deu mais do que indicações do «mal global» duma família, num caso aparente de enurese numa criança.
Na transcrição dessas páginas, os quadros e mapas, que são muito mais descritivos e comparativos, foram omitidos por desnecessários, sendo substituídos por anotações.
É importante saber que factos e situações que nada tem a ver com as dificuldades sexuais em si, podem «minar» toda uma situação englobando toda a família e prejudicando-a deveras.
Os capítulos: UM CONJUNTO DE AVALIAÇÕES e COMPARAÇÃO DE RESULTADOS do livro «PSICOLOGIA PARA TODOS» (F), podem atestar esta ideia com factos que aconteceram.

“Com a finalidade de se fazer uma avaliação conjunta e conjugada dos esforços despendidos na psicoterapia existe, muitas vezes, necessidade de efectuar um registo de diversas situações, sensações, factos, etc., que nos ajude a ter um feedback Joana-Badequado das estratégias planeadas e das tácticas adoptadas para que as mesmas possam ser alteradas, sempre que necessário, com a rapidez e oportunidade exigidas por cada situação.
O «caso» dos MENDES é um exemplo disso.
João, filho do casal Mendes, foi à consulta de psicologia porque sofria de enurese nocturna. Como se pode ver na descrição deste «caso», parecia à primeira vista que este era o único mal. Porém, com o passar do tempo descobriu-se que tanto o pai como a mãe tinham dificuldades bem maiores e que, sem querer e sem se aperceberem disso, influenciavam negativamente o filho, que «respondia» a essa estimulação nociva com a enurese nocturna. Durante o dia, tudo funcionava normalmente e a retenção da urina era perfeita. Por isso, havia que tratar da criança em primeiro lugar.
Feitos os exames psicológicos no início da psicoterapia, foi necessário que os pais preenchessem um gráfico semelhante ao do capítulo da Enurese apresentado anteriormente.neuropsicologia-B
Só as perguntas eram diferentes.
No caso do João, pediu-se ao pai que fizesse registos semanais individuais nas seguintes perguntas:
▫ Bebeu líquidos depois das 18 horas?
▫ Tinha a cama seca à meia-noite?
▫ Tinha a cama seca às 4 da madrugada?
▫ Acordou, de manhã com a cama seca?
▫ Foi sempre elogiado?
Esta redução nas perguntas em relação à situação de outra criança descrita no capítulo da ENURESE, deve-se à diferença entre os casos. Com os Mendes, o psicólogo tinha a certeza quase absoluta de que as causas da enurese se situavam nos progenitores e havia que relacionar diversos resultados à medida que os problemas principais fossem resolvidos. Assim, o mapa que os pais tinham de preencher era o seguinte:

(omitido mapa para tratamento da enurese)

Este mapa foi preenchido durante cerca de 17 semanas. Todavia, logo na terceira semana começou-se a notar alguma redução Psicopata-Bnas dificuldades do João. Em vez de «molhar» a cama 15 vezes por semana como na primeira, o comportamento ficou reduzido para 13 vezes. Chegara o momento de entusiasmar a mãe a iniciar a sua própria psicoterapia já que assim, podia «ajudar» melhor o filho.
Logo que a mãe começou a sua psicoterapia, só para ajudar o filho, o psicólogo quis que ela fizesse também um gráfico de autoavaliação dos seus sintomas, como tinha acontecido com a Isilda (H) (P). Nestas circunstâncias, era necessário discriminar, com a colaboração da própria, quais as pequenas dificuldades que podia sentir, ajudando-a a ter a noção da sua intensidade.
Por esta razão, sendo-lhe dado conhecimento da escala de avaliação de 11 pontos já descrita, ela começou a autoavaliar-se semanalmente num mapa com a seguinte configuração, em que cada linha ficou reservada para um tipo de dificuldade por ela verbalizado.

(omitido mapa para a autoavaliação das dificuldades da mãe)
 
Todas estas dificuldades foram discriminadas pelo psicólogo em colaboração com a mãe, logo no início da psicoterapia, Depressão-Bdevendo ela autoavaliá-las todas as semanas para ter a noção da evolução que ia sofrendo para melhor ajudar o filho. Utilizando impressos independentes para cada semana, ela fazia a autoavaliação antes de ir para a psicoterapia, sem ver o resultado das anteriores.
Antes de iniciar a psicoterapia, o psicólogo pedia-lhe que lançasse o resultado no mapa em que constavam as avaliações de todas as semanas. Assim, ela conseguia ver a evolução sofrida. Com isto, o psicólogo queria dar-lhe o reforço necessário para beneficiar dos resultados psicoterapêuticos.
Embora estes resultados não fossem de grande necessidade para o psicólogo poder visualizar o progresso feito pela paciente, a autoavaliação feita pela própria e o seu registo no mapa correspondente, dava-lhe uma capacidade de visualização destes resultados, bastante óbvios para a indicação da sua melhoria.
Assim, a Sónia, mãe do João, conseguiu verificar que não era o psicólogo que a achava melhor mas que ela própria dizia aquilo que sentia, do mesmo modo como afirmara anteriormente sentir-se mal com a situação que estava a viver.
O resultado obtido ao longo das primeiras dez semanas foi o seguinte:

(omitido mapa da autoavaliação das dificuldades da mãe)

Se este mapa fosse preenchido pelo psicólogo ou pelo próprio paciente durante as sessões de psicoterapia, o número de sessões Psi-Bem-Cseria muito maior. Por isso, um livro como este, com as instruções necessárias, dá bastante apoio aos que desejam fazer uma psicoterapia rápida, económica e proveitosa. Consegue-se observar claramente neste mapa que em 10 semanas de psicoterapia, a média dos sintomas que a afligiam baixou de 10 para 4. Contudo, olhando para o mapa com mais cuidado, verifica-se que se manteve inalterado o problema dos desentendimentos com o marido.
Este facto foi discutido com a Sónia e o psicólogo comprometeu-se a fazer psicoterapia com o marido, por acaso, na semana anterior àquela em que o marido mostrou desejos de fazer o exame de personalidade. O que se teria passado entre os cônjuges? O psicólogo chegou a colocar a hipótese de ter sido mais uma recusa da mulher em ter relações sexuais depois do insucesso do marido com a rapariga do café.
Seria isso? Quereria ele «testar» a sua masculinidade?
(Ver a seguir os «casos»).
Independentemente de quaisquer especulações psicanalíticas ou divinatórias, o que importava naquele momento era realçar Difíceis-Bque a Sónia se sentia muito melhor do que anteriormente, dava as aulas com gosto, entendia-se bem com os filhos, não tinha receios da enurese do filho, o que era traduzido por um abaixamento de 3 pontos na sua avaliação geral, mas não conseguia entender-se com o marido como ela desejava. Esta dificuldade passava de 10 para 6, na 7ª semana, enquanto a de entendimento com o marido se mantinha em 8. Ela achava que o envolvimento dele na vida conjugal era fraco e pouco satisfatório. Por isso, quando soube que o psicólogo ia fazer psicoterapia com o marido ficou extremamente satisfeita. Tal como acontecera com ela, também ele iria beneficiar e talvez o relacionamento conjugal e familiar fosse melhorando com o tempo e com a colaboração dos dois.
Na psicoterapia com o pai do João, como o psicólogo tinha a certeza de que a dificuldade sexual de que ele se queixara era um sintoma sem importância, discriminou com a sua ajuda os outros sintomas de que ele se queixava. Assim, além da dificuldade sexual, não mencionada propositadamente na lista, o psicólogo quis que, durante as primeiras dez semanas, o Gilberto fizesse a autoavaliação dos itens mencionados a seguir.
Tal como tinha acontecido com a Sónia, Gilberto, pai do João, foi encorajado a autoavaliar-se e a registar o resultado todas as semanas, em folha separada, a fim de se transferir tudo para o seu mapa geral antes de iniciar a psicoterapia.Acredita-B

(omitido mapa para a autoavaliação das dificuldades do pai)

Nem a Sónia nem o Gilberto conheciam os itens relacionados com um e com o outro. Contudo, faziam os registos que cada um apontava no seu próprio mapa.
Do mesmo modo como se tinha feito com a mulher, O Gilberto conseguiu visualizar os resultados das autoavaliações, registadas por ele próprio no mapa e verificou que a média dos sintomas descritos inicialmente tinha passado de 10 para 2 em dez semanas de psicoterapia. O mapa final do Gilberto ficou com o seguinte aspecto.

(omitido mapa da autoavaliação das dificuldades do pai)

Todos estes mapas de autoavaliações serviram para serem confrontados uns com os outros, em ocasiões oportunas, avaliando oConsegui-B valor das melhorias conseguidas por cada um em função da mudança do seu comportamento e de interacção com os restantes membros da família, como já se viu e se vai continuar a verificar.

No caso que acabámos de ver, haveria qualquer coisa de especial que ligasse o Gilberto aos desportistas e ao desporto? Ele confessou que lhe fazia muita falta deixar de praticar desporto, ao menos uma vez por semana. Era uma prática que lhe era habitual há mais de uma dezena de anos e abandoná-la, de repente, fazia-lhe muita diferença. Por isso, surgiu a ideia de ele falar com a mulher e com os filhos para combinar tudo o que poderiam resolver familiarmente sobre o assunto.
Como a capacidade de diálogo do Gilberto com a mulher e com os filhos tinha aumentado em 7 pontos, isto é, em cerca de 70 por cento, este foi motivado a «conversar» com todos para estabelecerem «um acordo». Com esta conversa, ficou resolvido que praticaria o desporto nos fins-de-semana enquanto a mulher e os filhos davam um passeio de que gostavam (ver a seguir os «casos»).
É bom recordar que este caso complicado começou por uma simples enurese que, se fosse resolvida sem qualquer apoio Maluco2familiar podia obrigar a criança a ter outros comportamentos inadequados em substituição da enurese. Além disso, o equilíbrio familiar continuaria a ser muito instável e precário, com fortes possibilidades de se romper ao menor contratempo, com prejuízo para os filhos.
Tendo sido aqui apresentados diversos quadros relacionados com «casos» isolados, os mesmos terão outra utilidade para além de cada um poder fazer uma ideia global da sua própria situação?
Não existem dúvidas acerca das vantagens que as autoavaliações e os seus registos oferecem para serem comparadas e servirem de incentivo para que, pelo menos, um dos membros da família melhore, incentivando a melhoria do outro e talvez de toda a família. No «caso» descrito, foi utilizado um deles para incentivar o outro a melhorar e ter a ideia dessa melhoria. Por isso, não se deixou que cada um visse os mapas, logo depois de preenchidos. Os mesmos eram apresentados aos poucos, à medida das necessidades e das vantagens que poderiam oferecer para a melhoria da psicoterapia. Se assim não fosse, o próprio ou um deles, poderia ficar influenciado, vendo as dificuldades do outro e poderia ter alguma reacção adversa, mesmo que aceitasse que ambos poderiam partilhar o conhecimento dos resultados.
Por isso, o psicólogo ajudou-os, só no fim, a fazer um apanhado num mapa que eles próprios elaboraram.

Assim, em relação à enurese, para que os pais tivessem uma informação correcta e uma motivação acrescida a fim de Organizar-Bprosseguirem nos seus esforços, foi feito um quadro com o resumo dos resultados de todas as semanas, relacionados com o filho:

* Quantos dias por semana bebeu líquidos depois das 18 horas?
* Quantos dias por semana a cama esteve seca à meia-noite?
* Quantos dias por semana a cama esteve seca às 4 da madrugada? * Quantos dias por semana a cama esteve seca de manhã?
* Quantas vezes foi elogiado durante a semana no fim de ir à «casa de banho»?

(omitido mapa do comportamento dos pais para com o João no caso da sua enurese)

Com este quadro, os pais verificaram que a enurese diminuía à medida que o seu contacto com o filho ia aumentando. O pai Auterapia-B30teve reforço em relação ao seu trabalho de levar o filho à casa de banho, apesar do sacrifício que fazia com a falta do desporto. A mãe verificou que o relacionamento do filho com o pai ia melhorando aos poucos, embora com muita lentidão. Ela própria começou a acreditar que se podia fazer em psicologia algo de visível e notório. Não eram informações que os outros davam de que o «doente» estava a melhorar. Ela via as melhoras que, para mais, ficavam registadas e eram avaliadas por eles. De 15 vezes por semana que o filho «molhava» a cama, no início da terapia, era uma vantagem notável passar para 0, ao fim de 17 semanas. Além disso, tudo isto acontecia com a intervenção deles e especialmente do pai, mais do que com a acção do psicólogo.
Continuaria tudo assim?
O psicólogo já tinha iniciado a psicoterapia com a Sónia. Ela fazia a sua autoavaliação. Interessava agora interligar as duas situações, a do filho e a dela, para lhe poder mostrar as vantagens da colaboração familiar.
Por isso, um calendário, como o que vai ser apresentado no final deste capítulo, a interrelacionar os acontecimentos é bastante útil. Além disso, pode-se construir um novo quadro em que cada semana é marcada com um número ou uma letra que, para não ser repetida, pode, por exemplo, ter a primeira série em cursivo normal e a segunda em itálico, tal como se apresenta a seguir.
O tratamento da enurese foi iniciado no princípio do Ano Novo, para deixar que a criança se pudesse divertir um pouco no Respostas-B30Natal e na passagem de Ano. Utilizando o mapa apresentado, como os resultados se podem registar com bastante facilidade em termos comparativos, torna-se necessário transformá-los da maneira mais adequada para a finalidade pretendida. Para tanto, é necessário atribuir uma designação específica a cada elemento que se deseja registar e fazer a comparação, do mesmo modo como se tinha feito com as perguntas relacionadas com a enurese do filho.
Assim, quanto ao filho, a ingestão de líquidos e o quantitativo de reforços por ele recebidos foi relacionado com a quantidade de vezes que a cama ficava «molhada». Por isso, as informações contidas em A e E foram relacionadas com o conjunto das informações das letras B, C e D.
No caso dos pais, à média das dificuldades da Sónia, na coluna respectiva (S), atribuíu-se esta designação na base deste quadro, do mesmo modo como se atribuíu a letra G para a média das dificuldades do Gilberto (G).

(omitido quadro temporal comparativo dos diversos comportamentos e autoavaliações de todos)

As avaliações, colocadas neste mapa na linha da semana (de A a Y, conforme o calendário da página seguinte), a que se Abade Fariareferiam, foram as seguintes, nas colunas respectivas:
I – Número de dias em que o filho bebeu líquidos depois das 18 horas.
II – Número de vezes que o filho «molhou a cama durante a semana.
III – Número de vezes que o filho foi elogiado após ter ido à casa-de-banho.
IV – Média global das dificuldades da Sónia (S).
V – Média global das dificuldades do Gilberto (G).

Nas três primeiras colunas verifica-se que a redução para duas, as vezes que a criança «molhou» a cama, correspondem à diminuição dos dias em que a criança bebeu líquidos depois das 18 horas e ao aumento de reforço dado pelo pai.
Com isto, os pais compreenderam que, além do mais, existia alguma relação entre estes três factos. Isto ajudou a fazer-lhes entender que além do cuidado de levar a criança à casa de banho, ela beneficiava com o afecto que lhe era proporcionado naquele momento e de que tanto mostrava necessitar.
Posteriormente, os resultados foram comparados com os obtidos pela mãe durante a sua psicoterapia. Assim, na coluna IV foi DIA-A-DIA Banotada a média das dificuldades apresentadas pela Sónia e autoavaliadas por ela durante a psicoterapia que tinha começado na semana E.
Mais tarde, os resultados da enurese do filho também foram comparados com a média das dificuldades que o Gilberto apresentava no início da psicoterapia e que eram autoavaliadas e registadas por ele todas as semanas, tal como a Sónia.
A letra M indica a semana marcada com esta letra no calendário utilizado para o início da psicoterapia do Gilberto. Utilizam-se estas letras e números com cursivos diferentes ou outros sinais e símbolos, para men-cionar uma situação especial que pode indicar cada facto a ser realçado.
Este mapa, elaborado pelos dois cônjuges com a ajuda do psicólogo, serviu para os incentivar a melhorarem cada vez mais o relacionamento conjugal e familiar. Assim, a Sónia passou a receber do marido todo o apoio que ele não tinha tido oportunidade e possibilidades de dar por causa da educação que recebera. O mesmo se passara com ela.
Esta terapia conjunta, além de tentar resolver um problema simples e pontual de que os pais se queixavam inicialmente, passou a funcionar como profilaxia para evitar que outros dois elementos da família – os dois filhos – ficassem afectados pelos preconceitos e ideias falsas que tinham distorcido ligeiramente, mas de modo prejudicial, a mentalidade dos pais e o seu bom entendimento interpessoal.

(omitido calendário para monotorização da toda a situação)

***************Fim da citação das páginas ***************

Com o exemplo deste «caso» pode-se verificar que uma situação que nada tinha a ver com dificuldades sexuais dos pais, resolver um problema de enurese, de dificuldades conjugais e de incapacidades sexuais, «trabalhando» com «as cabeças» dos três intervenientes.”

 
Por isso, vale a pena fazer as seguintes perguntas:Biblio
− Se se tratasse de cada caso em separado, seria possível obter estes resultados?
− Quanto custaria todo o tratamento?
− Alguém se iria lembrar que tudo poderia estar interligado?
− Qual a razão de não se adoptar na psicologia clínica e, especialmente na psicoterapia, posturas mais pragmáticas?
− A Biblioterapia e este blog não servirão para alertar as pessoas para a não-aceitação fácil de tudo o que se «impinge» na comunicação social?

Em divulgação…

 
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RESPOSTA 43

Comentário no post «RISCO DE SUICÍDIO 4»:

Estive a consultar «academia.edu» e quando entrei no facebook, vi este Depressão-Binteressante artigo parecendo que não gosta de misturar medicamentos com psicoterapia.
Qual é a razão fundamental para essa desconfiança e essa tentativa de não conjugar as duas coisas?
Anónima.

 

Para responder ao seu comentário, tenho de lhe dizer antecipadamente que não sou «contra» a conjugação de medicamentos com a psicoterapia, mas sim contra a Auterapia-B30utilização de medicamentos quando os mesmos não são necessários e até podem provocar habituação e uma incapacidade para cada um pensar, recordar, analisar, descobrir novas formas de solução para a sua vida e reagir de acordo com isso, conforme as suas capacidades. Muitas vezes, torna-se notório ver pessoas quase indiferentes, apáticas e quase balofas, que estão a ser medicadas durante vários anos, não conseguindo ter uma vida profissional e familiar aceitável. Apenas «curtem a sua miséria» abandonando-se à sua sorte.

Resumindo, a pessoa que se sente mal, tenta lutar, geralmente, contra alguma coisa Imagina-Bexterior a si ou contra a sua própria incapacidade de enfrentar ou ultrapassar essas coisas que continuarão a existir no dia-a-dia de qualquer um. É como encontrar um bloqueio no meio da estrada e querer passá-lo. Como? De qualquer maneira ou «inteligentemente»?

Se a pessoa estiver no seu perfeito juízo, pode tentar obter uma solução alternativa de outro itinerário ou fazer um adiamento até esse bloqueio ser removido. Porém, se não conseguir pensar devidamente, pode tentar investir contra o mesmo, à força. Como resultado dessa resposta à frustração, pode ficar a meio sem o passar, passá-lo com graves consequências pessoais e materiais ou até não o Saude-Bconseguir passar, entrando em depressão aprendida.

É o que geralmente acontece com as pessoas que são medicadas para além do necessário ou do essencial, deixando-as na incapacidade de reagir racional e objectivamente contra aquilo que têm dificuldade de ultrapassar ou suportar. É por isso que até o professor de Psiquiatria Peter Breggin, na Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) adverte-nos contra a utilização exagerada ou Consegui-Binoportuna de medicamentos em casos de descompensação psicológica.

Numa boa psicoterapia, é essencial que a pessoa aprenda a ultrapassar a dificuldade ou, em último caso, seja capaz de a aguentar nas melhores condições para si. Para isso, é necessário que esteja apta a analisar a situação com objectividade e racionalidade, pensando em todas as soluções possíveis e escolhendo a melhor alternativa, de acordo com as suas possibilidades, tendo em conta toda a situação envolvente e as experiências que já teve na vida.

É por este motivo que, com um alcoolizado ou um drogado, se torna difícil ou quase Acredita-Bimpossível fazer uma psicoterapia válida, enquanto estiver sob o efeito desses psicotrópicos e não conseguir pensar, sentir, recordar e agir com a maior objectividade e fidedignidade possível.

Se estiver a tomar uma medicação para aguentar a situação que lhe é desfavorável e, se além disso, também tiver um apoio psicoterapêutico para o ajudar a suportar as dificuldades, existe toda a probabilidade de obter alívio, aprendendo, com o reforço secundário negativo aleatório obtido com isso, a tentar continuar na situação da dificuldade já existente. Pelo menos assim, não a senteMaluco2 com muita acuidade, como aconteceria se não estivesse a ser medicado. Entretanto, os medicamentos, têm efeitos fisiológicos e neuropsicológicos secundários que deixam a pessoa muito depauperada e incapacitada.

Na minha prática clínica de mais de 35 anos, sempre verifiquei que ajudando a pessoa a enfrentar e, se possível, ultrapassar as suas dificuldades, conseguia torna-la quase autónoma e independente e capaz de evitar ou resolver futuras dificuldades semelhantes ou mesmo ligeiramente diferentes.

Foi por isso que me dediquei à investigação e experimentação da terapia do Interacção-B30equilíbrio afectivo que foi secundada pela IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) e apoiada pela autohipnose, uma vez que me convenci perfeitamente da sua grande vantagem, com a leitura da vida e das experiências de O Abade Faria (30Mai13).

Se na minha prática clínica, só com a leitura e compreensão do funcionamento do comportamento humano com a PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e da INTERACÇÃO SOCIAL (K), seguida da leitura de «casos» que resolveram a sua situação autonomamente, como o Antunes, descrito em Psi-Bem-CACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) ou do Júlio descrito em Eu Não Sou MALUCO! (E), a quem foi prestado apoio durante 8 semanas à mesa de um velho café, ou até da Cidália, descrita em Eu Também CONSEGUI! (C), a quem foi prestado pouquíssimo apoio para não enveredar por uma vida de prostituição, alcoolismo ou droga, foi possível resolver as mais variadas situações, qual deve ser a minha postura perante as drogas psiquiátricas que alienam?

Julgo que o reforço secundário negativo aleatório que se consegue obter, quer Psicologia-Bcom a droga, quer com uma psicoterapia de apoio «na desgraça», ajudando apenas a pessoa a suportar a situação, é uma má ajuda que um psicoterapeuta consciente pode prestar à sua comunidade.

É por causa destas minhas ideias e experiências que estou muito empenhado em contribuir para uma resolução das dificuldades autónoma ou independentemente com um guia AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) preparado para isso, além da BIBLIOTERAPIA (Q), com a explicação e indicação de toda a colecção de 17 livros, dando a orientação dosJoana-B que são aconselháveis para cada caso de psicoterapia, psicopedagogia e desenvolvimento pessoal.

Contudo, para fazer uma prevenção e profilaxia, uma «educação» adequada, enquadrada nos conhecimentos da psicologia pessoal e interpessoal, pode ajudar a evitar desequilíbrios que num futuro podem transformar-se em actos de revolta e de flagelação contra cada um ou contra a sociedade de quem os desequilibrados se poderão queixar. arvore

 

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

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RESPOSTA − 42

ao comentário seguinte, feito por José Carrancudo no post BIBLIOTERAPIA – 8 https://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/12/25/biblioterapia-%E2%88%92-8/Acredita-B

Achei interessante a ideia de ajudar uma pessoa a compreender os seus problemas com leituras adequadas. Alias, sempre se sabia que a leitura faz bem :-)
Eu também tenho um blog http://educacao-em-portugal.blogspot.com/ que convido a consultar.”

Caro colega de blog.

Antes de tudo, Boas Entradas para um ANO NOVO que possa ser melhor do que o Auterapia-B30presente.

A minha preocupação em ler muita coisa e experimentar terapias novas, começou quase comigo quando tive de enfrentar uma depressão ansiosa reactiva grave, em 1973, e não tive outro apoio senão a medicação e uma rápida «conversa de chacha psicanalítica» dizendo que eu devia ter tido problemas com o meu pai.

Pensando bem e profundamente, apesar duma educação muito rígida, que agradeço, o Saude-Búnico problema que tive foi não ter conseguido iniciar o curso de Direito em 1953, como eu desejava. Mas, mais problemas ainda tive com a Força Aérea, anos depois, quando já estava no curso de Direito em 1958 e, até 1968, não me deixaram continuá-lo.

Quanto à psicologia, julgo que existem muitos esclarecimentos a dar ao público e muitos conhecimentos a difundir seriamente e em linguagem simples, em seu benefício.

É por isso que surgiu a ideia da preparação dos livros iniciais, bem como do blog e daMaluco2 reorganização de todos os livros publicados e preparação e apresentação de novos «casos» na colecção da Biblioterapia.

Muitas destas coisas estão explicadas especialmente nos posts sobre autoanálise, biblioterapia, psicoterapia, reforço do comportamento incompatível e autoterapia. De modo algum, estou a dizer que lendo muita coisa podem-se resolver dificuldades psicológicas. A leitura torna-se necessária para compreender toda a situação e tomar as acções necessárias que têm de ser desenvolvidas por cada um, autonomamente ou com a ajuda do psicólogo, como aconteceu com a Cidália de Eu Consegui-BTambém CONSEGUI! (C) e com o Júlio de Eu Não Sou MALUCO! (E).

Depois, além de compreender bem o que se leu, é necessário treinar para fazer funcionar a mente nas devidas condições. Foi isso que aconteceu comigo mas, só depois de muita leitura adequada, separando o trigo do joio, que existe com muita propaganda. Hoje em dia, funciona até nas estações televisivas, com anúncio de muitos equipamentos electrónicos ou outras «receitas» dispendiosas. Ninguém coloca ênfase na colaboração do próprio indivíduo, que é o mais importante.Psicologia-B

Com os meus mais de 35 anos de prática clínica, vou tentando ajudar as pessoas com o meu blog, dando respostas pontuais, porque muitas das ideias que estou a difundir podem ser mal interpretadas tal como aconteceu em relação à autoanálise https://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/12/29/autoterapia-%e2%88%92-13/, já que as consultas são caras e, explicar tudo no seu decurso, torna-se incomportável.

Para evitar isso, seria necessário fazer, economicamente, sessões em conjunto para muita gente, https://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/04/22/corrigenda/, explicando os mecanismos do funcionamento do comportamento humano, já que a Interacção-B30maior parte do problema situa-se em nós como aconteceu com o Antunes (B). Ou conseguimos reagir ao meio ambiente a nosso favor ou alteramos a nossa mentalidade, se for caso disso.
Nessas sessões até se podem tirar muitas dúvidas colocadas por outros mas que nunca nos ocorreriam, embora sejam muito pertinentes e esclarecedoras. Respondidas no momento e com oportunidade, podem servir para prevenção e profilaxia.

Foi isso que eu tentei explicar aos alunos quando, nos últimos dois anos, até 2010, dei
aulas de psicologia social e psicopatologia no ISMAT, de Portimão. Contudo, os Joana-Bprogramas não abordam estes temas que, para mim, parecem mais importantes, especialmente para psicólogos clínicos interventivos.
Como todos os problemas estão mais dentro da nossa cabeça do que só especialmente no meio ambiente e nós deixamo-nos influenciar muito com as opiniões dos outros, o esclarecimento e a formação de ideias próprias e autónomas adaptadas à maneira de ser de cada um, torna-se importante. Porém, só lendo bastante aquilo que é essencial para compreender o funcionamento do comportamento humano, sabendo da experiência dos outros, bem-sucedidas, e praticando aquilo que é necessário para poder fazer funcionar a cabeça nas devidas condições, pode-se neuropsicologia-Bchegar económica e comodamente a bom porto, como aconteceu comigo e com o Antunes de ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B).

Os problemas que existem na prática e que dependem essencialmente do meio ambiente, só poderão ser enfrentados com uma intervenção de todos mais activa, do que só com manifestações esporádicas. Por isso, também incitado pelos alunos do ISMAT, iniciei a página https://www.facebook.com/centrode.psicologiaclinica.3 no Facebook, que é um instrumento mais consultado do que o blog.

Na minha prática clínica, quando apresentei a tese de doutoramento, em 1980, cuja Imagina-Bcópia está na American Psychological Association, trabalhando com pacientes com a utilização da terapia do equilíbrio afectivo e sem quaisquer leituras complementares, consegui melhorias, com resolução da situação, em 68% dos 71 casos estudados, provavelmente, com a tão famosa produção da dopamina.
Depois, com a introdução da imaginação orientada, apoiada na autohipnose, o resultado foi seguramente muito maior. Contudo, o envolvimento e o treino do próprio é o factor mais importante para acelerar, melhorar, fazer perdurar e aumentar os resultados obtidos.Psicopata-B
Agora, em princípios deste século, aparecem os americanos a falar em psicologia positiva e os ingleses em «prescrição» de livros para curar depressões e alguns investigadores já falam na produção da dopamina. E, se a mesma for indiscriminadamente estimulada em psicopatas e delinquentes?

Parece que vamos atras do que os outros dizem e desprezamos o que é nosso. Digo isto a propósito do comentário feito post https://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/12/09/biblioterapia-%e2%88%92-7/ sobre os autistas. Há anos, desde que o Prof. Joe Morrow esteve cá, digo ser possível Depressão-Bmelhorar a educação e a vida dos autistas com a utilização do muito que está explicado em 4 livros desta colecção:
NEUROPSICOLOGIA NA REEDUCAÇÃO E REABILITAÇÃO (I)
JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D)
PSICOLOGIA PARA TODOS (F)
INTERACÇÃO SOCIAL (K)

Porém, os livros não são para as crianças lerem mas para os pais ou educadores lerem, compreenderem, treinarem e actuarem. Julgo que isso não está a acontecer nas nossasOrganizar-B Universidades. É pena. Debita-se muita teoria, mas a prática fica
à espera de «equipamentos» especiais ou de especialistas estrangeiros: https://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/09/12/o-autismo-entre-nos-4/

Vou fazendo o que posso para ajudar quem mais precisa, mas se não tiver apoio para difundir as minhas ideias, pessoalmente, e com as publicações relacionadas agora especificamente com estes casos situados na área da psicopedagogia e psicoterapia, de pouco mais vai servir a minha actividade clínica Respostas-B30de mais de 35 anos. Não me interessa propaganda e publicidade https://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/07/19/publicidade-ou-informacao-divulgacao/  mas sim divulgação da informação pelos interessados.

Estou à espera que, pelo menos a Câmara Municipal de Sintra resolva promover algumas reuniões que possam beneficiar muita gente, embora a maioria fique à espera que os outros façam por eles alguma coisa «caritativamente». E isso só se consegue com a alienação aos medicamentos, como diz o psiquiatra Psi-Bem-CProfessor Peter Breggin citado em https://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/04/06/psicoterapia-medicacao/.

Como já consegui reorganizar tudo e juntar numa colecção de 17 livros http://livroseterapia.wordpress.com/2014/07/08/biblioterapia/ julgo que, com essas sessões e com 10.000€ para um arranque, o  qual seria depois compensado com a aquisição e utilização proveitosa desses livros, muito se poderia fazer numa época de penúria que estamos a viver, até para aumentar a produtividade e melhorar o desempenho.Dificeis-B

Por acaso, a propósito disso, a famosa «austeridade» faz-me lembrar muitas psicoterapias que se fazem sem pensar bem e sem ter em conta os efeitos secundários ou danos colaterais por ela provocados. Quando eles surgem, faz-se um novo diagnóstico e engendram-se mais soluções dizendo que a «culpa» não foi de quem esteve a orientar todo o processo. Foi por isso e para elucidar os alunos do ISMAT, que preparei todos os posts relacionados com DIAGNÓSTICOS e «arregaçar as mangas».

Estive quase todo o dia deste fim de ano para preparar, com prazer, este post e fico muito satisfeito se o mesmo puder proporcionar algum esclarecimento.
arvore
Bom ANO NOVO.

Em divulgação…

 

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AUTOTERAPIA − 13

Comentário:
Estou a ler alguns postes sobre psicoterapia e biblioterapia. Queria Bibliodescobrir algum alívio para as minhas dificuldades relacionadas com muito mal-estar intestinal e desassossego que isso me provoca. Haverá alguma coisa que eu possa fazer?

Senhora comentadora.

Antes de tudo, espero que esteja melhor e que tenha passado o Natal com sossego, pelo menos de espírito. É o que mais necessário se torna quando fisica ou fisiológicamente Auterapia-B30não nos sentimos bem.

Sem ter quaisquer outras informações a seu respeito, imagino que não esteja completamente bem de saúde. Neste caso, se o problema for fisiológico ou do funcionamento do organismo, só em medicina se poderá ter alívio. Se, por acaso, as dificuldades foram de ordem psicológica, mais vale a psicoterapia, evitando os medicamentos que sempre alienam e podem viciar.Psicologia-B
Por isso, vou apenas dar uns conselhos a seu pedido.
Se já leu alguns posts sobre psicoterapia, volte a consultar o post do link indicado a seguir.
https://psicologiaparaque.wordpress.com/2013/11/01/psicoterapia-6/

Há mais de 40 anos, eu pratico o relaxamento mental todas as noites «gastando» apenas 3 minutos, depois de alguns anos de prática. O importante é começar, mesmoImagina-B que seja com o relaxamento muscular, no início, para treino e «habituação» → sinal condicional.

Partindo do princípio que não necessita de fazer a avaliação de sintomas, quando conseguir fazer o relaxamento mental, mesmo que seja depois de alguma prática, tente recordar os bons momentos da sua vida, que certamente deve ter tido. Aprofunde o mais possível essas recordações e reviva-as, se possível.

Quando for capaz de fazer isso e estiver em relaxamento mental, comece por recordar Maluco2os bons momentos que passou, para «entrar» logo depois nas dificuldades, revivê-las e passar quase imediatamente para as recordações dos bons momentos.
É a terapia do equilíbrio afectivo (TEA)

Continue, do mesmo modo a pensar nas dificuldades e na maneira como as superou ou como as poderia ter superado ou evitado e reconheça humilde, objectiva e racionalmente aquilo que «correu mal» e o modo de poder terConsegui-B evitado ou ultrapassado tudo isso.
Recorde de imediato os bons momentos e o modo como poderia ter superado as dificuldades actuais e como irá superar as do futuro.

Tudo isto está na cabeça de cada um e só «cada um» pode ter acesso a isso, mesmo que seja com a ajuda eventual de outra pessoa. Suponho que tudo isto não é fácil e que, no início uma ajuda torna-se indispensável. Contudo, posso afirmar que o Antunes (B) conseguiu isso depois de muitas horas de conversa Acredita-Bcom um psicólogo (J). A Cidália (C) e o Júlio (E) também conseguiram isso depois dos primeiros «empurrões», um dos quais até foi dado quase à mesa dum café. Não custa muito tentar.

Utilize depois a imaginação orientada para, numa tela gigante projectar o futuro, aquilo que é possível melhorar dentro das suas possibilidades e aquilo que deseja para si, racionalmente e não de forma ilusória e impossível. Pode Saude-Bfacilmente utilizar a hora de se deitar.
Tudo tem os seus limites e a nossa ambição também. Não iremos conseguir tudo, mas dentro do possível, vamos tentar tirar o melhor proveito da situação. É o que eu faço todos os dias. Leia também os posts relacionados com o reforço do comportamento incompatível.

Agarrar-nos apenas a «receitas» de ginástica, equipamentos electrónicos, meditação, divertimentos, música, desporto para relaxar ou qualquer outra coisa no género e tentar resolver os problemas é ilusório se a «nossa cabeça» não acompanhar ou não ficar satisfeita com isso e com os resultados Joana-Bconseguidos. É por isso que essas receitas dão melhor resultado em determinadas circunstâncias e com algumas pessoas do que com outros: dependem de cada um. E, se cada um se envolver mais, o resultado torna-se mais satisfatório. O importante é começar, persistir e não esmorecer.

O post de que estou a incluir o link, trata do procedimento mínimo necessário, mas os restantes posts sobre biblioterapia autoterapia, psicoterapia e Psicopata-Breforço, vários outros tratam do mesmo assunto sob outros ângulos. Vale a pena lê-los. Nestas circunstâncias, é necessário ler muito e saber o modo como o comportamento funciona, de facto, e não como se propala, às vezes, sem qualquer fundamento científico.

É também por isso que a minha ambição de reorganizar todos os livros publicados, com mais alguns «casos» novos, para preparar e difundir uma colecção sobre a BIBLIOTERAPIA, vai continuando até que algum dia a possa publicar e explicitar tudo para a compreensão dos que a poderão utilizar com Interacção-B30comodidade e economia. Saber o que os outros fizeram e conseguiram pode ser uma ajuda importante para os que ainda não experimentaram e ficam com vontade de desostir após a falta das bons resultados imediatos que parece que se obtém, ilusoriamente, com os medicamentos psicotrópicos.

Espero que possa ter um ano melhor do que tem tido até agora.

Bom ANO NOVO.arvore

 

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BIBLIOTERAPIA − 8

Quando estava a ouvir as músicas de Natal, um amigo disse-me que parecia que eu simpatizava muito com Nat King Cole e que a música The Christhmas Acredita-BSong  http://videos.sapo.pt/ZzSeBBggabOVMetv9s7v, parecia estar a condizer com a Biblioterapia.

Já tinha feito os posts relacionados com uma técnica que só agora está a ser utilizada no Reino Unido mas que já estava a ser experimentada em Portugal desde 1973/74.

Biblioterapia
Biblioterapia 2
Biblioterapia 3Psicologia
Biblioterapia 4
Biblioterapia 5
Biblioterapia 6
Biblioterapia 7

O importante era utilizar as nossas potencialidades, sem as deixar adormecer. O mesmo, era necessário fazer com as prendas que eram levadas no trenó do Pai Natal. Era necessário utilizá-las e valorizá-las por mais modestas que fossem.

Pensei bastante no assunto, bem como nos posts já publicados e comecei a ouvir osSaude-B fados mais conhecidos da nossa querida Amália Rodrigues:
https://www.youtube.com/watch?v=dKvcm2QV9tA Estranha forma de vida https://www.youtube.com/watch?v=tb6BgMz0FNs&list=RDtb6BgMz0FNs Foi Deus

As canções obrigaram-me a pensar na triste vida que levamos, especialmente os que não temos muitas posses, nestes últimos tempos. Amália parece falar no destino, nas amarguras, na fatalidade, podendo levar-nos a aceitar a situação e a aprender a sermos dóceis e incapazes de reagir. Parece que culpa o destino por tudo isso e ajuda-nos a Consegui-Baceitar a situação como «normal» e inevitável, podendo conduzir-nos à https://psicologiaparaque.wordpress.com/2012/10/25/depressão-aprendida/.

Enquanto isso, Nat King Cole apresenta uma nova faceta de tentarmos reagir contra as adversidades, a começar por
https://www.youtube.com/watch?v=UN8oLGBNXpE SMILE.

Esta reflexão, incitou-me a voltar a ouvir algumas músicas de Nat King Cole e a tentar elaborar este post, como Boas-Festas de Natal e ANO NOVO.

De facto, é isso que se pretende, na AUTOTERAPIA (P) com o inventário e a avaliação Auterapia-B30das dificuldades seguido do treino para o relaxamento muscular, a fim de se ter a capacidade de conquistar uma «paz de corpo e espírito» que possa fazer relembrar os bons momentos da vida que ficaram esquecidos com as agruras que passamos normalmente, mas que, presentemente, são muitas mais.

É o início da terapia do equilíbrio afectivo (tea).
Depois, recordando as dificuldades já descobertas podemos analisá-las e verificar se as poderíamos ter ultrapassado ou como as poderemos ultrapassar. Provavelmente, essas e outras dificuldades existirão sempre e necessitarão da nossa reacção no futuro.

A seguir, começa a fase da imaginação orientada que, escudando-se na imagética Imagina-Borientada do passado, vai tentar engendrar maneiras de as ultrapassar com a imaginação orientada. Neste contexto, a canção https://www.youtube.com/watch?v=ciS5GikZ5Jo PRETEND, é muito pertinente, porque nos ajuda a magicar o futuro. Podemos ver-nos no espelho da nossa alma durante as sessões de imaginação orientada, ajudada pela autohipnose e, se necessário, qualquer destas canções de Nat King Cole, pode funcionar como sinal condicional, se não funcionarem na cabeça de cada um nos momentos em que mais são necessárias, tal como o relaxamento instantâneo em casos de emergência.

Quem mais pode fazer todo esse trabalho por nós? Como podemos Bibliosaber aquilo que devemos conhecer – BIBLIOTERAPIA (Q) – e quais os treinos que devemos fazer para atingir um bom resultado? Por isso, é muito bom compreender que só a música ou os treinos pouco ou nada farão se a «NOSSA CABEÇA» não estiver envolvida em tudo isso. Não pode ser simplesmente uma forma de actuação como parece estar a ser pretendido em https://psicologiaparaque.wordpress.com/2014/08/26/psicologia-positiva/

Tudo isto ajuda na prevenção e profilaxia que fica apresentada na canção https://www.youtube.com/watch?v=x_aF4q7tkFs WHEN YOU´RE SMILING, deixando-nos imunes às futuras vicissitudes da vida, ajudando a ultrapassar confortavelmente as do momento. E até podemos ajudar os outros a melhorar a sua vida com a nossa nova atitude e comportamento.

Pensando nisto tudo e vendo s situação total em que o país está, desejo a todos que Maluco2tenham passado um NATAL pelo menos em família e que o ANO NOVO traga um pouco menos de sofrimento se não nos puder dar algum alívio para as dificuldades que todos passamos, sem termos muita culpa disso a não ser a de não termos políticos e dirigentes capazes de pensar mais na população que os elegeu do que neles próprios e nos seus interesses pessoais e dos seus apaniguados ou mandantes.

Embora, nestas últimas considerações tenha passado um bocado para fora da pura
arvore 30psicologia, confesso que, além de psicólogo, também sou cidadão português à espera da democracia desde 2 de Maio de 1974…

BOM NATAL para todos e um óptimo ANO NOVO de 2015. 

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BIBLIOTERAPIA − 7

Estava calmamente sentado junto duma janela, a tomar um café cheio, quando uma pessoa conhecida, vendo-me dentro do café, entrou, aproximou-se de mim e pediu para se sentar.

Hoje está por aqui?
– Entrei neste café por estar a chuviscar e para esperar pela minha mulher que tem Bibliomais duas pessoas a ser atendidas antes dela, na cabeleireira. Sentado aqui, dá para observar muita coisa, em vez de estar a molhar-me à chuva.

Estive a consultar o seu blogue durante os últimos dias, especialmente os postes que se relacionam com a Biblioterapia. Fiquei impressionada com a utilização desse método no Reino Unido e nunca imaginei que concordava com o mesmo e que já o estava a tentar aplicar em Portugal há mais de 20 anos.
– Posso dizer que fui eu, em primeiro lugar, o seu primeiro utilizador e experimentador. Com o bom êxito obtido, fui desenvolvendo a técnica da terapia do Imagina-Bequilíbrio afectivo, que foi utilizada com o Joel (G) e a Isilda (H), mas sem eles conseguirem ler muita coisa sobre o assunto no início dessa experiência.
Quando tive apontamentos suficientes para as pessoas compreenderem o funcionamento do comportamento humano (F) e da interacção social (K), explicando o mecanismo e aplicando-o com a técnica da imaginação orientada, secundada pela autohipnose, tentei isso com o Júlio (E) e obtive um êxito muito grande.
Não tive oportunidade de utilizar o método com muito mais gente porque é difícil a Joana-Bcolaboração do próprio para ler muita coisa, treinar em casa e persistir, apesar dos primeiros desencorajamentos, desconhecimentos ou resistência à mudança, porque quase todos têm, inicialmente, uma ideia muito diferente da psicologia, tal como o pai da Joana (D) e até a Cristina, a Germana e o Januário (L).
Contudo, passado algum tempo e depois de muitas «conversas (J), o Antunes (B) deu-me a satisfação de experimentar o método quase de forma autónoma a ponto de «empurrar» a Cidália (C) a fazer quase o mesmo, embora com alguma ajuda do psicólogo e apesar de quase forçada pela mãe a utilizar os medicamentos Organizar-B
antridepressivos a ansiolíticos que ela própria tomava e o médico recomendava.

– Estou admirada que só com a leitura e treino se possa fazer tanta coisa que se faz «normalmente» com muitas consultas.
– Como é uma abordagem nova e foi por mim experimentada com alguns mais «corajosos» e «persistentes», fiquei empenhado em ir revendo os casos antigos que já tem muitos anos, com resultados consolidados. Faço os possíveis por descrever a sequência dos acontecimentos, com a indicação do tempo despendido, o número de sessões de psicoterapia e o resultado final. Já deve ter visto Interacção-B30isso nos meus posts anteriores.
Lembre-se que, geralmente, em quase todos os casos, diagnostica-se uma «doença» ou um «desequilíbrio» e tenta-se dar um remédio que pode ser através dos medicamentos e/ou através da psicoterapia suplementar. Como já disse, a medicamento influi do organismo e faz com que a pessoa não «pense» ou torne-se «insensível» aos seus problemas. Se for um problema fisiológico, ele pode ser solucionado. Porém, se forem problemas psicológicos, eles continuam na «cabeça» do indivíduo com menos força do que no início. Não desaparecem, nem o próprio aprende a dominá-los ou a Saude-Bcompreendê-los, ultrapassando as dificuldades sentidas. Fica tão alheado ou apático, como o bêbado que quer esquecer as suas «desgraças». Pode ser que os «drogados» também sigam o mesmo percurso.

– Como é que se consegue «mexer» na cabeça dos outros ou resolver isso só com a leitura?
– A leitura dos livros sobre o funcionamento do comportamento humano (F) e a interacção social (K) dá uma ideia de como é que todos funcionamos em termos de causas e efeitos, sem tentar descobrir «culpas» que são sempre atribuídas aos Psicopata-Boutros, incluindo ao meio ambiente familiar, social ou cultural. Sentimo-nos desgraçados porque não podemos evitar ou eliminar estas causas e vamos tentando adaptarmo-nos à sua existência. Quase que se instala o conformismo e, a depressão aprendida, pode não ficar muito longe. Com a leitura, interessa começar a compreender tudo isso, descobrir as causas dos efeitos que nos incomodam e tentar alterar essas causas para eliminar os seus efeitos. Quando conseguimos fazer a análise do comportamento ou dos acontecimentos que provocam os efeitos indesejados, compreendendo toda a situação envolvente, ficamos aptos a descobrir de que modo poderemos alterar essas causas para obter efeitos diferentes e que nos Acredita-Binteressam mais.
Para isso, além de compreender toda a situação, é necessário que, além da leitura, o próprio siga alguns procedimentos que foram utilizados na terapia do equilíbrio afectivo (J), com a ajuda inicial do relaxamento muscular, se necessário, para atingir o relaxamento mental, a fim de descobrir e relembrar os bons momentos que tivemos na vida e dos quais nos esquecemos. Seguramente, existem muitos momentos bons que ficam esquecidos, incluindo diversas situações difíceis que foram ultrapassadas com êxito. Recordar isso, ocasiona em cada um autoreforço positivo, que é utilizado para Consegui-Bcontrabalançar as dificuldades e implementar as forças suficientes para enfrentar e ultrapassar, com êxito, os desequilíbrios do momento. Utilizando a imaginação orientada (J), em parte, com a ajuda da autohipnose, torna-se possível rever e analisar muitas coisas do passado como num filme da nossa vida. Olhamos para tudo como no cinema e compreendemos a situação, envolvendo-nos racional e objectivamente, mais do que emocionalmente. Com esta visão, vamos tentando arquitectar soluções para as dificuldades actuais, com a alteração das «causas», que ocasionam os «efeitos» indesejados. Se com a terapia do equilíbrio afectivo, o resultado da melhoria foi de 68%, incluindo 23% de resolução dessa Maluco2situação, com a imaginação orientada e a autohipnose, a melhoria foi muito mais do que 68%, porque ajudou a prever ou imaginar dificuldades futuras e o modo de as ultrapassar com os ensinamentos do passado.

– Será possível cada um poder fazer isso, sem ajuda?
– Já disse que ninguém me deu ajuda e o caso de depressão ansiosa reactiva muito grave foi resolvida em menos de 2 anos. Os problemas eram meus e desenrolavam-se em interacção com o meio em que estava inserido. Ninguem mais Depressão-Bpoderia fazer todo esse trabalho por mim. Poderia e deveria orientar, mas nunca tive essa sorte.
Também, o Antunes resolveu o seu problema de depressão, do insucesso escolar da filha e do desequilíbrio da mulher, com algumas «conversas», treino em casa e muita leitura devidamente orientada (B).
Com a sua experiência pessoal, Antunes conseguiu incentivar a Cidália (C) a seguir persistentemente o mesmo método, embora com algumas consultas que foram necessárias, no início, para ela se inteirar bem da situação e criar uma capacidade bastante grande para não se deixar ludibriar com os medicamentos que lhe davam um alívio temporário mas alienante e capaz de criar habituação, como Psi-Bem-Cacontecia com a sua mãe que quase a forçava a utilizá-los.
Com o Júlio (E), a situação foi completamente diferente, porque a dita psicoterapia foi quase conduzida durante 8 semanas à mesa dum velho café, com a ajuda da autohipnose.
Como a Cristina e a Germana (L) não compreenderam toda a metodologia através das leituras, foram necessárias bastantes consultas e treinos de relaxamento para as fazer inteirar da situação. Com o Januário (L), apenas o prolongado treino do relaxamento ajudou bastante para se fazer uma psicoterapia relâmpago. Além disso, existia em todos um descrédito em relação à psicoterapia e à sua necessidade, utilidade e eficácia.Difíceis-B

De facto, em muitas circunstâncias, já ouvi falar em medicamentos que não são adequados, especialmente com crianças e psicoterapias que não dão qualquer resultado positivo ou que se prolongam quase indefinidamente.
− Não sei a que se refere, mas julgo que também já disse isso. Com crianças, muito se tem abusado da Ritalina e outros medicamentos que podem prejudicar e alienar. Além disso, muitas psicoterapias não dão resultado por diversas razões, uma das quais é a reacção do meio ambiente que se torna quase hostil à Psicoterapia-Bpsicoterapia como ia acontecendo com a Cidália (C) e aconteceu com a «Perfeccionista» e o «Pasteleiro» (M). Outra das razões, pode ser a educação que não é a mais adequada como ia acontecendo com a Joana (D) e o «Calimero» (M). Isto pode acontecer especialmente devido às más informações difundidas na comunicação ou em diversos ambientes sociais, que ocasionam o desconhecimento dos familiares e, especialmente dos pais, que proporcionam reforços, modelos e identificações inadequados durante o tempo da estruturação da personalidade. Contudo, pode também uma psicoterapia ser mal conduzida como aconteceu durante Stress-Balgum tempo com o «Calimero» (M), quando também não se baseia em diagnósticos precipitados e mantidos, mesmo depois de se verificar que podiam estar errados, como aconteceu com o Joel (G).

Acha que a estruturação da personalidade é muito importante?
− Acho que é fundamental. Como é que uma criança educada num ambiente em que os pais mentem constantemente ou, falando mais «civilizadamente», omitem e distorcem a verdade, ocasionando dissonância cognitiva nos cérebros em formação que estão a seu cargo, pode ter uma personalidade Depress-nao-Bdevidamente estruturada num sentido verdadeiramente saudável, ético, moral, humanitário e democrático? Quais são os modelos proporcionados pelos pais? Com quem se poderão identificar esses seres em formação? De que maneira estarão a ser moldados, com os reforços que lhes são proporcionados pelo meio ambiente, que preza a ostentação a corrupção, o nepotismo, a subserviência, a dominância, o oportunismo e várias outras coisas que a maioria da população diz que detesta, mas que não consegue evitar devido ao desconhecimento do modo como o comportamento se forma, mantém, modifica ou é eliminado? (F) (K).

O que se poderia fazer acerca disso?
− Já disse mais do que uma vez e até comuniquei o facto à Câmara Municipal de Sintra«Educar»-B que encarreirou o assunto para a área da saúde mental. Há possibilidade de fazer algumas reuniões com um público razoável de pelo menos de 30 pessoas, para esclarecer todos acerca destes assuntos que interessam à maioria. Com a exposição dos conceitos, respostas às dúvidas, abordagem de casos do dia-a-dia, propostas de resolução das dificuldades, especialmente, para evitar futuros desmandos, o contributo pode ser grande. Também pode servir para diminuir ou reduzir os actuais desequilíbrios psicológicos que vão aumentando com a crise e a austeridade insensata que é imposta aos que menos possibilidades possuem para não sofrer os seus efeitos. Há mais de 6 meses que estou á espera de que alguém se digne Neuropsicologia-B2dizer qualquer coisa sobre o assunto, porque a impressão dos livros, que estão praticamente prontos, baseia-se muito nisso. A leitura desses livros e a compreensão do seu conteúdo seria abordado nessas reuniões, destinadas a apoiar grande parte da população com as informações e o esclarecimento de dúvidas. Se muitos dos «pacientes», que me «aturaram» durante algum tempo, beneficiaram com isso, inclusivamente, alterando a educação que estavam a dar, qual a razão de outros não deverem beneficiar destas experiências? Por isso, os «casos» de quem se submeteu à psicoterapia estão a ser devidamente escrutinados para serem difundidos e utilizados como modelos para os outros que possam sofrer de «males» semelhantes. DIA-A-DIA BTambém, os «casos» das diversas reeducações são apresentadas, com exemplos (I) para serem utilizadas como modelos para apoio de outras crianças, como aconteceu com a filha do Antunes (B). Também, para a gestão e liderança, existem algumas «dicas» que foram apresentadas aos alunos do ISMAT (N).

Quer dizer que os seus livros estão a abranger as áreas da saúde metal, reeducação e gestão?
− Tem razão. É o essencial e até dá umas dicas sobre o marketing e venda. Estou a
reorganizar os livros publicados e a completar a colecção da BIBLIOTERAPIA, com umHumanismo-B livro com este título e mais 16, que abrangem as áreas mencionadas. Todos esses livros estão a ser reorganizados e adaptados para isso, a partir dos lque já foram publicados e com a inserção de novos «casos» estudados posteriormente. É por isso que me interessa actualizá-los, sempre que possível e necessário.

Como é que se pode fazer a utilização desses livros?
− Se a pessoa nada sabe sobre o assunto, pode começar por ler o «Biblioterapia» Falhas-B(Q).
Se não estiver a sofrer de qualquer desequilíbrio psicológico mas quiser ajudar alguém
a estruturar uma personalidade adequada conhecendo os mecanismos do comportamento humano, pode começar por ler a «JOANA a traquina, ou simplesmente criança?» (D). A partir desse «caso» ficcionado, pode adquirir muitos conhecimentos sobre a modificação do comportamento e desenvolvimento humano no sentido adequado.
Se sentir algum desequilíbrio, pode começar por utilizar o «Autoterapia (psico) Auterapia-B30Para Todos» (P) e ir praticando aquilo que é necessário numa psicoterapia. Se não conseguir orientá-la ou executá-la sozinho, pode, pelo menos, «ir adiantando serviço» enquanto não obtém uma consulta. O Januário (L) ganhou imenso, apenas com a prática do relaxamento.
Se se sentir motivado para fazer uma psicoterapia de forma autónoma, além da prática das indicações dadas no livro já mencionado, pode socorrer-se do caso do Antunes, no «Acredita em ti. Sê Perseverante!» (B).
Para compreender melhor o mecanismo do comportamento e da interacção humana e «entrar» bem no conceito da psicoterapia, seria óptimo consultar os dois livros Marketing2«Psicologia Para Todos» (F) e «Interacção Social» (K), que apresentam muitas facetas da modificação do comportamento e das suas técnicas e registos, mantidos regularmente para uma boa verificação dos resultados e do progresso conseguido.
Caso queira saber o modo como a psicoterapia funciona, pode utilizar o «Imaginação Orientada» (J) para se inteirar de toda a situação terapêutica e dos possíveis resultados.
Se tiver necessidade de consulta ou desejar saber de que modo a colaboração e treino de cada um pode ajudar, acelerar e melhorar o resultado terapêutico, os casos da Cidália «Eu Também Consegui!» (C) e do Júlio «Eu Não Sou MALUCO!» (E)Apoio-B podem ajudar imenso.
Só estes livros devem chegar, mas se alguém quiser pesquisar mais, pode ler «Saúde Mental sem psicopatologia» (A) para descobrir as vantagens ou as desvantagens da psicoterapia e da boa saúde mental, além de sondar o reino dos diagnósticos.
«Psicoterapias Bem-Sucedidas – 3 casos» (L), apresenta três vertentes diferentes a ter conta no problema das psicoterapias, especialmente quando existem na sociedade preconceitos contra as mesmas ou ideias absurdas sobre toda esta problemática que necessita da boa colaboração do paciente Suces-esc-Bpara um resultado rápido, eficaz e duradouro.
Também «Psicopata! Eu?» (G) e «Combata ou Evite a Depressão» (H), apresenta, respectivamente, os casos do Joel e da Isilda que melhoraram apenas com a terapia do equilíbrio afectivo e sem as leituras que o Joel fez mais tarde para consolidar a sua remissão total, ficando empenhado em ajudar os outros com a divulgação do seu «caso».
Em caso de dificuldades de aprendizagem e necessidade de reeducação ou reabilitação, «Neuropsicologia na Reeducação e Reabilitação» (I) pode dar uma ajuda substancial com a apresentação de casos e exemplos de reeducação.
A utilização dos conhecimentos de psicologia no marketing, venda, gestão, negociaçãoEscala-pisped-B
e decisão pode ser resumidamente apreendida em «Comportamento nas Organizações» (N)
Também, lendo «Psicoterapias Difíceis» (M), seria bom saber que uma psicoterapia ou uma reeducação tardias e a utilização de medicamentos exagerados, com os falsos conceitos relacionados com a psicologia e sua utilidade e utilização, pode ocasionar prejuízos desnecessários e evitáveis.
Por fim, «Respostas sobre Psicologia» (O) vai ficar a aguardar a sua vez para esclarecer o que não for possível nos outros livros.

Tantos livros?
− Nesta colecção são apenas 17, marcados com as letras  de (A) e (Q), devidamente LN-adm-B
direccionados para o que se pretende: elucidar as pessoas, tentar dar ajuda em caso de necessidade e fazer prevenção e profilaxia. Mas, não é necessário ler tudo.

Então, como é que se faria?
− A minha ideia é começar por apresentar os livros (Q) e (P) para os mais necessitados em conseguir um bom desequilíbrio psicológico. Com as «conversas» que se poderiam manter com essas e outras pessoas, poderiam ser satisfeitas as suas necessidades com as respostas necessárias e a leitura dos livros (B) e (C) que já estão LN-int-Bpublicados.
Desejando aprofundar as noções sobre psicopatologia, medicação e doenças psiquiátricas  livro (A) já publicado, pode ajudar.
Quem quiser conhecer os casos da Isilda (H), da Cristina, da Germana e do Januário (L), tem as publicações anteriores, da Plátano e da Hugin.
Havendo necessidade de apresentar mais casos, conforme os desejos e as necessidades dos intervenientes nessas reuniões, os livros (G) e (E) estão prontos para publicação.
Quem necessitar de apoio na reeducação (I), tem os livros anteriores já publicados reed2pela Plátano.
Os que desejarem apoio no marketing, venda, gestão, negociação (N), também tem livros já publicados nesta área, pela Classica, embora o actual esteja reorganizado.

Qual é o óbice para a publicação dos novos livros?
− A principal razão porque ainda não entreguei isso às editoras é porque, como já disse, elas distorcem, às vezes, a ideia do autor e a tiragem é suficientemente grande para se conseguir introduzir rápida e atempadamente quaisquer modificações que possam parecer oportunas. Do modo como estou a pensar, embora não tenha Respostas-B30agora capacidade financeira para isso, quero ter controlo total na feitura e aparência do livro, bem como sobre a sua actualização oportuna. Isso só se pode conseguir se a tiragem for muito reduzida, sem aumentar o preço do livro. Nessas reuniões de que falei, as pessoas interessadas iriam demonstrar o seu maior ou menor interesse por alguns livros específicos e as intervenções ajudariam a introduzir as actualizações necessárias para dar cada vez mais informação. Foi assim que reorganizei os livros a partir dos apontamentos fornecidos aos enfermeiros, especialmente os do Hospital de Vila Franca de Xira, nos anos 70 de 1900, sendo posteriormente enriquecidos com o feedback dos pacientes e com os comentários feitos Psicologia-Bpelos alunos do ISMAT e pelos utilizadores do blog «psicologiaparaque.wordpress.com».

Como está a sugerir e como também li nos seus artigos do blogue, parece que a educação tem muito a ver com o desequilíbrio psicológico. A psicoterapia parece que não se destina só para «malucos», que ninguém quer ser. Contudo, parece que esta ideia vai desaparecendo aos poucos para dar lugar a outros conceitos de quase espectáculos e curas miraculosas até com equipamentos especiais.
– Eu vejo isso constantemente na internet, especialmente no facebook e a HR-b-Btelevisão apresenta quase milagres de gente que sofre com ataques de pânico etc. Quem quiser que acredite na facilidade com que dizem que se resolvem esses problemas.

De facto, além de muitos bilhetes e panfletos que são distribuídos em todo o lado, há muita propaganda enganosa, especialmente em relação aos mais vulneráveis.
– Isso é verdade e posso garantir que muitas das práticas de ioga, ballet, ginástica, meditação, reiki, música, ou qualquer outra actividade que possa deixar a pessoa HR-M-Bfisicamente menos tensa é boa, mas só quando é gratificante para o próprio. Não é a actividade em si que é boa para qualquer pessoa se ela não gostar da mesma. É importante que, qualquer que seja, ocasione satisfação com o consequente «reforço positivo» para o próprio. É nisso que se baseia a terapia do equilíbrio afectivo que tenta «desenterrar» as boas recordações do próprio e, ninguém mais a não ser a «cabeça» do própro pode fazer isso. A imaginação orientada e a autohipnose podem ajudar.

Já que utiliza a hipnose como um meio terapêutico, a leitura não poderia ser substituída pela hipnose, com economia de tempo, de meios terapêuticos e da maçada para o paciente ter de ler os livros?
− Antes de tudo, tenho de dizer que todos os males existem na «cabeça» do próprio e arvore
que sem mudar as ideias dessa «cabeça» pouco ou nada se pode fazer. Tentar mudar essas ideias com as consultas ou com qualquer outro meio como a hipnose, sem ir às causas, analisá-las e compreendê-las para as tentar modificar, pouco ou nada se pode fazer a não ser deixar a pessoa na dependência do psicoterapeuta.
Já tive uma experiência com uma paciente que apareceu a pedir-me que utilizasse a hipnose porque tinha visto um programa na televisão em que com «um, dois, três» resolviam o assunto rapidamente. Quando fizer um novo post sobre a nossa conversa, dentro de alguns dias, vou transcrever as paginas 59 e 60 do livro «Imaginação Orientada» (J) (a transcrição é a seguinte).

 

Então, o que dizes daquele programa duma estação de televisão em que aparece um «hipnoterapeuta» a fazer um, dois, três na testa das pessoas e a mandá-las reviver o passado?
– Posso dizer-te que, há bem pouco tempo, uma senhora diagnosticada como maníaco-depressiva se mostrou interessada em submeter-se a psicoterapia por recomendação de uma paciente minha, de há muitos anos. Veio com o marido e disse que estava a ser medicada há mais de 20 anos, tendo ficado várias vezes internada num hospital psiquiátrico, com tratamentos sempre à base de medicamentos. Como a sua vizinha e amiga se tinha sujeitado a psicoterapia comigo durante cerca de dois anos e nunca mais sofrera de depressão, achava que ela também podia beneficiar com isso. Durante a consulta, a dicção desta senhora era tão lenta e descoordenada que até parecia não ter bem a noção daquilo que dizia. Tinha lapsos de memória e falhas no contacto com o interlocutor. Por isso, o marido completava a informação que faltava. Assim, fiquei a saber que os exames psicológicos a consideravam maníaco-depressiva, além de oligofrénica, isto é, com um nível intelectual pouco desenvolvido.
“Sem alongar a consulta, que não me daria a informação mais rigorosa de que necessitaria no futuro, propus que experimentasse fazer o relaxamento, com o marido junto dela, a fim de que ele a ajudasse e incentivasse para não descurar do exercício que teria de praticar em casa, se possível, mais do que uma vez por dia.
“Dei aos dois a noção de que, devido ao estado a que ela já chegara, a terapia demoraria pelo menos dois anos, com duas ou mais sessões semanais, para se conseguir atingir um resultado positivo extremamente reduzido. Além disso, ela tinha de ser sincera ao longo da terapia para que eu não fosse induzido em erro na minha formulação terapêutica. Era o prognóstico que eu fazia após uma curta observação inicial, depois da qual informei-os que ambos teriam de falar com o seu médico assistente para que a dose de medicamentos fosse diminuída aos poucos. Na primeira experiência de relaxamento, esta senhora, pouco ou nada conseguiu.
“Quando à saída me disse que já vira que com hipnose se consegue muito mais do que de qualquer outra maneira, perguntei-lhe se, por acaso, estava a referir-se a um programa de televisão apresentado naquela época. Respondeu-me que sim, o que me deu azo a perguntar-lhe por que razão não se socorria desse programa, para resolver o problema, já que com «um, dois, três», como ela dizia, tudo se resolvia com muita facilidade.
“Quando veio à segunda consulta, a primeira coisa que fez foi tentar falar comigo longe do marido e perguntar se, sendo sincera, eu guardaria segredo, especialmente em relação a ele. Disse-lhe que não existem quaisquer dúvidas sobre isso, porque a informação só pode circular entre o paciente e o psicólogo. Suspirou de alívio.
“Disse-me depois que já tinha telefonado para o tal programa. Informou-me que nada faziam em relação ao caso dela porque havia necessidade de ensaios. Só depois de algumas provas podia ser admitida…ou não!
“Além desta informação, também me quis dizer que há mais de 10 anos, por «vias de facto», tinha «traído» o marido com uma pessoa conhecida dos dois e que, agora, estava envolvida com outro jovem, mais novo do que ela, só com beijinhos e abraços.
“Depois de a ouvir, sem comentários, chamei o marido para assistir, de novo, à tentativa de relaxamento mental, já que ela até tinha dificuldade em fazer o relaxamento muscular. Expliquei-lhes que ele teria de a ajudar no futuro com as motivações e incentivos necessários, se quisessem um resultado minimamente eficaz da terapia a ser iniciada. No final, tentei que os dois compreendessem que, sem o relaxamento, a terapia não seria tão fácil e rápida como todos desejávamos.
“Também fiz compreender que não valia a pena fazer algumas sessões e interromper a psicoterapia por dificuldades financeiras ou quaisquer outras. Além da consulta do momento, não valia a pena fazer mais, a não ser as essenciais para se chegar a uma decisão definitiva de levar a psicoterapia a bom termo. Disse que não marcassem outra consulta ou sessão psicoterapêutica para daí a dois dias, enquanto eles não conversassem e decidissem se a paciente iria continuar a psicoterapia até ao fim. Se não, poderia haver uma grande dose de frustração por se ter perdido tempo e dinheiro sem qualquer vantagem. No dia seguinte, a paciente telefonou para o consultório para agradecer a minha sinceridade e dizer que não teria posses para continuar a terapia.
“Achei muito sensatas estas sinceridades, tanto a minha como a dela.”

Em divulgação…

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA, até 6

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:
TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia
PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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COMENTÁRIO

Já consultei alguns artigos deste blogue.
O que mais intrigou, é que alguns deles se podem relacionar com as citações do duque de La Joana-BRochefocauld.
Se desejar, consulte o site http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/francois-duque-de-la-rochefoucauld/320
 

Como resposta a este comentário, feito no post AUTOANÁLISE, por um anónimo, elaboro o seguinte post explicativo:
François, Duque de La Rochefoucauld, viveu em França de 1613 a 1680. Foi escritor e moralista.
Consultando esse site, lembrei-me, em primeiro lugar do post, deste blog, Causas / Efeitos (4 nov 14) em que se pretende fazer uma clara delimitação entre a psicologia e a moral. Isso não quer dizer que, quem utiliza a Psicologia-Bpsicologia não o deve fazer sem a moral e a ética necessárias, mas que também um criminoso ou um psicopata pode utilizar todos esses conhecimentos para fins perversos. É o que acontece muitas vezes no nosso dia-a-dia e até na política, onde os interesses pessoais se sobrepõem aos da comunidade que elegeu os seus representantes.
Os efeitos são previsíveis mas, talvez, indesejáveis. Para isso, temos de alterar as causas. Para alterar essas causas, os que têm de o fazer, tem de ser mesmo nas urnas, nos locais de serviço ou até nas famílias, onde se forma a estrutura da personalidade. Para isso, temos de difundir os conhecimentos necessários da maneira mais simples possível.
É neste sentido que a psicologia ou a ciência do comportamento é tratada nos livros:
PSICOLOGIA PARA TODOS (F)
INTERACÇÃO SOCIAL (K)Interacção-B30
Também, toda esta teoria está praticamente aplicada e discutida num caso concreto com uma criança de 7 anos, que aprendeu a utilizar as técnicas, cingindo-se à moral e à ética «aprendidas» na sua família: JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D)

Entrando agora, nos pensamentos ou citações do duque-de-la-rochefoucauld, podemos examinar algumas delas, citadas a seguir em itálico, relacionadas com a psicologia e os posts deste blog. 

    • Consegui-B“Gabamo-nos de ter defeitos opostos àqueles que temos: quando somos fracos, gabamo-nos de ser teimosos.”

    → É exactamente isso que o pai da Joana fazia antes de conhecer os mecanismos da ciência do comportamento humano. Mas, quando «aprendeu» deixou de cometer esse erro grosseiro e facilmente eliminável.

    • “Nada é mais contagioso que o exemplo, e nunca fazemos grande bem nem grande mal sem produzir outros semelhantes. Imitamos as boas acções por emulação e as más pela malignidade da nossa natureza que a vergonha conservava prisioneira, e que o exemplo põe em liberdade.”

    → Muitos são os posts que falam na modelagem, identificação e reforço vicariante, positivo e negativo, necessários tanto no caso das famílias, como na gestão da empresas ou do governo.

    Psicopata-B

    • “Os vícios entram na composição da virtude assim como os venenos entram na composição dos remédios. A prudência mistura-os e atenua-os, e deles se serve utilmente conta os males da vida.”
    • “Pode dizer-se que os vícios nos esperam, no decurso da nossa vida, como hospedeiros em cujas casas devemos sucessivamente alojar-nos; mas duvido que a experiência no-los fizesse evitar se nos fora permitido percorrer duas vezes o mesmo caminho.”

    → O reforço negativo, especialmente o secundário, o vicariante e o aleatório podem ocasionar situações viciantes difíceis de erradicar depois de bem instaladas – Vício (08Fev13) e Vício 2 (24Jun13)

    • “A natureza parece ter escondido no fundo do nosso espírito talentos e habilidades que Acredita-Bdesconhecemos; só as paixões conseguem trazê-las à superfície, e dar-nos às vezes ideias mais acertadas e concretas que a arte não saberia fazer.”
    • “Os homens parecem não considerar os seus defeitos suficientes: aumentam-lhes ainda o número através de algumas qualidades singulares com as quais simulam enfeitar-se, e cultivam-nas com tanto desvelo que elas acabam por tomar-se defeitos naturais e já não depende deles corrigi-los.”
    • “Há falsidades disfarçadas que simulam tão bem a verdade, que seria um erro pensar que nunca seremos enganados por elas.”
    • “A humildade não é mais que uma falsa submissão de que nos servimos para submeter os outros; é um artifício do orgulho, que se rebaixa para melhor se elevar. E, apesar de se Maluco2transformar de mil maneiras, nunca se disfarça tão bem nem engana tão eficazmente como quando se esconde sob a capa da humildade.”
    • “Ficaríamos envergonhados das nossas melhores acções se o mundo soubesse os motivos que estão por trás delas.”
    • “Não temos a coragem de admitir em público que não temos defeitos e que os nossos inimigos não têm qualidades; porém, intimamente, não andamos longe de acreditar nisso.”
    • “Em todas as profissões se afecta uma aparência e um exterior que pareça o que queremos que os outros nos julguem. Assim, se pode dizer que o mundo se compõe apenas de aparências.”

    → A necessidade de apresentar uma boa imagem é tão grande para cada um de nós, que utilizamos Psi-Bem-Ctodas as ocasiões e subterfúgios para o fazer e preservar o mais possível. Como será possível evitar isso sem nos conhecermos a nós próprios? Será mais fácil «confessar» a verdade a um especialista do que a «cada um»? Não se desejará «aparentar» ao especialista  uma boa imagem e receber, às vezes, o reforço (ou a consolação) de que o mal está na sociedade, como me pareceu acontecer com alguns? PSICOTERAPIAS BEM-SUCEDIDAS – 3 casos (L)

    • “Consolamo-nos muitas vezes das nossas infelicidades pelo prazer que nos dá a exibi-las.”
    • “Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam connosco.”
    • “Só achamos que as outras pessoas têm bom senso quando são da nossa opinião.”Saude-B

    → A necessidade que temos de nos autovalorizarmos, pode conduzir-nos a um artifício de menosprezar o outro para nos valorizarmos comparativamente e sentirmo-nos de bem connosco, mesmo que artificialmente. Isto pode levar-nos a ter comportamentos artificiais e demonstrativos, como me parece acontecer com algumas técnicas utilizadas em Psicologia Positiva (26 ago 14), não devendo também deixar-nos iludir com a mistura de técnicas ou a sua má aplicação, como pode acontecer com a Autoanálise (17 nov 14).

    • “A sinceridade é uma abertura do coração. Encontramo-la em muito poucas pessoas, e essaDepressão-B que vulgarmente por aí se vê não passa de uma astuta dissimulação para atrair a confiança alheia.”
    • “O desejo de falar de nós e de mostrar os nossos defeitos sob o ângulo que mais nos convém, constitui boa parte da nossa sinceridade.”
    • “Quem não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil procurá-la em outro lado.”
    • “A felicidade está no gosto e não nas coisas.”

    → A técnica da terapia do equilíbrio afectivo, acompanhada da imaginação orientada, Imagina-Balicerçada no relaxamento mental e complementada com a autohipnose, tal como está discutida e clinicamente avaliada em IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) e, posteriormente, apresentada num pequeno manual de 76 páginas AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) é uma das vias para se conseguir cómoda e autonomamente o reequilíbrio necessário, promovendo a prevenção e a profilaxia.

    • “A piedade é, muitas vezes, um sentimento dos nossos males nos males de outrem. É uma hábil previsão das infelicidades que nos podem acontecer; amparamos os outros para os comprometer em relação a nós em ocasiões semelhantes; e estes serviços que lhes prestamos são, a bem dizer, bens que oferecemos a Auterapia-B30nós mesmos adiantadamente.”
    • “Não existe tal coisa como um infortúnio tão mau que as pessoas hábeis não saibam dele tirar proveito, como também não existe uma felicidade tal que os mais volúveis não transformem em prejuízo próprio.”
    • “Todos nós temos a força suficiente para suportar os males alheios.”
    • “Quando praticar qualquer falta, procure remediá-la e não desculpá-la.”
    • “A causa da derrota, não está nos obstáculos, ou no rigor das circunstâncias, está na falta de determinação e desistência da própria pessoa.”

    → A nossa tendência natural de nos lamentarmos perante as dificuldades e tentarmos justifica-lasDifíceis-B com diversas «culpas», pode ser o óbice principal para a dificuldade de ultrapassar situações difíceis, que seriam facilmente (ou dificilmente?) ultrapassadas com algum trabalho do próprio, iniciado em momento oportuno e a começar desde a infância como aconteceu com a Joana, já citada quase no início.

    Todas estas citações, levaram-nos a revisitar o nosso post anterior dedicado à Meditação e Psicologia (05Jun13) e a procurar os “Pensamentos de Buda” em http://pensador.uol.com.br/buda_frases/, na internet.

    • Projetistas fazem canais, arqueiros airam flechas, artífices modelam a madeira e o barro, o homem sábio modela-se a si mesmo.
    • Somos o que pensamos. Tudo o que somos surge com nossos pensamentos. Com nossos neuropsicologia-Bpensamentos, fazemos o nosso mundo.
    • É a própria mente de um homem, e não seu inimigo ou adversário, que o seduz para caminhos maléficos.
    • O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente.
    • O que somos é consequência do que pensamos.
    • A paz vem de dentro de você mesmo. Não a procure à sua volta.
    • É melhor conquistar a si mesmo do que vencer mil batalhas.
    • A paz vem de dentro de ti próprio, não a procures à tua volta.Organizar-B
    • Tudo o que somos é resultado do que pensamos.
    • Toda grande caminhada começa com um simples passo.
    • Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora.
    • O que somos hoje vem de nossos pensamentos de ontem, e nossos pensamentos presentes construir a nossa vida de amanhã; nossa vida é a criação de nossa mente.
    • Todo sofrimento psicológico é fictício, porque ou está armazenado na memória do passado, ou na imaginação do futuro, porque ambos são apenas ilusórios… O passado já passou e o futuro ainda não chegou!!!
    • Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora.Respostas-B30
    • O único momento real é o presente, e nele reside a eternidade!

    → Todas estas citações conduzem-nos a um caminho único de antes prevenir que tentar tarde remediar. Foi o que aconteceu com o Antunes, a Cidália, a Cristina, o Joel, a Isilda, a «nova paciente», a Germana, o Januário, o «Mijão» e o «Calimero», mesmo depois de o mal estar instalado. Se não foi possível resolver a situação com a «Perfeccionista» e o «Pasteleiro» e com alguns anteriores, os resultados foram inferiores aos desejados, deveu-se ao meio ambiente que desajudou ou o próprio que não se quis empenhar devidamente nas leituras e nos Depress-nao-B

    exercícios necessários. O medicamento aceita a passividade do interessado, mas pode deixá-lo na sua dependência permanente, tal como a droga, o tabagismo e o alcoolismo, criando o vício.  Como a psicoterapia não prescinde do empenhamento e da colaboração do próprio,  exige, tal como na dieta, no reiki, no ioga, na meditação, a compreensão da situação e os treinos consequentes, com muita perseverança, baseados numa leitura  correcta e manutenção dos procediementos necessários claramente indicados e resumidos na AUTOTERAPIA (P).«Educar»-B

    Para isso, este blog tem mantido desde 2007, uma ajuda através de respostas a comentários, alguns na internet, outros pessoais e até por e-mails. Todos os posts, como resposta, podem ajudar a satisfazer os desejos de cada interessado e de muitos outros que não se lembrariam de fazer essas perguntas como se pode depreender da HISTÓRIA DO NOSSO BLOG – sempre actualizada.

    Todas estas razões e especialmente para ajudar as pessoas que não podem obter as consultas necessárias ou não conseguem ter disponibilidade para as mesmas, levaram-nos a preparar um novo manual de 68 páginas BIBLIOTERAPIA (Q), que apresenta as vantagens de cada um fazer a Bibliopsicoterapia, cómoda e economicamente por si próprio, explicação dada também nos vários posts com o mesmo nome e que terminam em Biblioterapia – 6 (13 out 14).

    Tudo isto pode ser devidamente discutido e clarificado em reuniões com várias pessoas,  cada uma com as suas dúvidas ou dificuldades – Corrigenda (22Abr12). Uma vez expostas, podem ser confrontadas e exemplificadas com situações reais do dia-a-dia como já aconteceu muitas vezes  Resposta 17 (23 Out 11) .

    Em divulgação…

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AUTOANÁLISE

Com resposta ao seu comentário no post RESPOSTA 41, que transcrevo a seguir, Respostas-B30como já prometi, faço o seguinte post explicativo:

A auto-análise, como me diz que está a fazer, até pode servir para justificar uma série de maus hábitos que possa ter adquirido e que lhe estarão a causar algum problema (efeito) desagradável. Só lendo tudo com muito cuidado e compreensão poderá ter alguma vantagem para iniciar uma autoterapia se, de facto, não tem qualquer outro apoio.”
 
Tal como disse anteriormente à outra comentadora, volto a insistir que não sei quais os livros e os posts que leu e se compreendeu o meu ponto de vista.«Educar»-B
Da primeira vez que falei na autoanálise, foi no caso da Cristina (L), no antigo livro «Como «EDUCAR» Hoje». Tento explicar nele o modo como uma determinada «educação», embora muito «civilizada» e de muita «etiqueta» pode ajudar a criar problemas e desequilíbrios psicológicos. Naquela época e nas circunstâncias do momento, foi possível apresentar-lhe as ideias da psicoterapia dum modo como não seria possível num consultório.
A psicoterapia que lhe foi iniciada dissimuladamente, com muita «conversa» à Depress-nao-Bmistura, foi o início do seu reequilíbrio psicológico. Mas, depois de compreender o funcionamento dos mecanismos do comportamento humano, ela exercitou-se no relaxamento mental e serviu-se do diário de anotações para a sua recuperação. A autoanálise serviu para conseguir manter posteriormente uma profilaxia necessária e desejada por ela.

O Júlio, de , apesar de apoiado quase à mesa dum velho café Maluco2durante 8 semanas, com «conversas» e autohipnose, só melhorou com a prática de relaxamento mental e imaginação orientada, que manteve em casa, acompanhado de muitas leituras que o ajudaram a compreender os pressupostos da psicoterapia e manter uma autoanálise saudável, mantida apenas durante algum tempo depois da sua completa remissão.

A Cidália, de , lendo muita coisa sobre o comportamento humano e casos anteriores, apesar de acompanhada em psicoterapia, conseguiu fazer a Consegui-Bautoanálise e mantê-la durante algum tempo até se ver completamente livre da depressão em que esteve mergulhada durante o seu curso universitário e, posteriormente, no decurso da sua vida profissional, ensombrada pela exigência dos seus pais que quiseram que ela fosse viver com eles, muito depois de eles a terem quase «abandonado» nas mãos dos avós quase à nascença. Apesar de pressionada, até conseguiu resistir à tentação de utilizar os medicamentos psiquiátricos de que a mãe se servia com frequência.

No livro dedicado ao caso do Antunes, de Acredita-B, onde se encontra descrita a técnica a ser utilizada para uma autoterapia, mostro que a autoanálise não foi necessária e que os exercícios de relaxamento mental e de imaginação orientada foram essenciais e suficientes. Apesar de nunca ter feito a autoanálise, conseguiu resolver o seu problema de depressão grave, depois de deixar os medicamentos e de ter praticado os exercícios de relaxamento mental, iniciados depois de muita «conversa», apresentada na Imagina-B, de leitura e de apoio à filha para lhe reduzir o seu insucesso escolar.

Tal como a Cristina, o Júlio, a Cidália e o Antunes, muitos outros, leram os livros então publicados ou os apontamentos iniciais que lhes deram origem e que servem para a reorganização dos novos livros da colecção da  (Q):

 (F)
(K).

Em nenhum destes livros ou quaisquer outros, com os «casos», me parece ter dito queJoana-B a autoanálise deveria ser feita sem algumas regras fundamentais que são:
◊ A autoanálise não é uma análise escrita, feita racional a lucidamente. É importante que a escrita seja quase automática, sempre seguida e sem paragens, sem muita consciência do que se escreve, como se a caneta estivesse ligada ao cérebro. É como uma espécie de vómito que não é «controlado». Sai espontaneamente.
◊ Não podem existir correcções nem preocupação com a gramática, ortografia ou Psicologia-Bsintaxe.
◊ Este exercício deve ser feito todos os dias, com um tempo bem delimitado, sempre o mesmo e mais ou menos à mesma hora. Fazer isso a uma hora mais ou menos certa e com a limitação do tempo pode provocar o efeito de Zeigarnick, suscitando recordações posteriores úteis para a psicoterapia de profundidade. Isto quer dizer que no limite de tempo marcado com um temporizador, não se deve continuar a escrever, mesmo que a palavra fique a meio. Por isso, a quantidade de «escrita» em Interacção-B30cada dia deve ser semelhante, verificada no papel preenchido.
◊ Depois da escrita, o material deve ser imediatamente arquivado, sem ser lido. Por isso não deve ser utilizado um caderno. Para tanto, é necessário que existam folhas soltas já devidamente furadas e uma pasta para arquivar tudo, sem ler. Também é indispensável que haja bastantes folhas de papel, com duas ou três esferográficas ou lápis para substituição rápida no caso de alguma falha.
◊ A leitura daquilo que se escreveu na primeira semana só deve ser iniciada passados Saude-C
os primeiros 6 meses de escrita, todas as semanas, no mesmo dia da semana.
◊ Passado um ano, num outro dia da semana, pode-se começar a ler, duma só vez, aquilo que se escreveu nos primeiros 6 meses, para se continuar isso de 6 em 6 meses.

A intenção da autoanálise, é tentar trazer ao nível do consciente muitas dos factos que ficaram remetidos ao nível do inconsciente, provavelmente, como recalcamentos. É o que está recomendado na AUTOTERAPIA (P), como uma Psicopata-Copção de melhoria de desempenho. Não se fazendo isso e não mantendo um determinado tempo, pré-definido para a escrita, o diário de anotações serve perfeitamente.

Existem vários posts neste blog para ajudar a fazer relaxamento e autoterapia – Psicoterapia 6 (01Nov13). Se não lerem pelo menos tudo isso com atenção, tanto o comentador actual, como a comentadora anterior, nada conseguirão fazer por si próprios e vão depender de psicólogos, psicoterapeutas ou psiquiatras e, pior ainda, dos medicamentos que estes últimos utilizam – Psicoterapia / Medicação (6 abr 14).

Os pressupostos de vários modelos de psicoterapias, da autoanálise e de alguma Psicoterapia-Bprática da Psicanálise, foram bastante discutidos com o Januário (L) em «Psicoterapia Para Quê?», depois da sua desilusão total com os tratamentos medicamentosos, psicanalíticos e psicoterapêuticos a que se tinha sujeitado anos antes, com total descrença e desilusão. Contudo, não lhe foi necessária uma autoanálise e a sua recuperação quase total deu-se quase num fim-de-semana, depois de quase dois anos de prática do relaxamento mental incentivado pela mulher.

Tentar fazer desaparecer uma dor muscular com comprimidos de aspirina porque os Auterapia-B30mesmos fazem desaparecer uma dor de cabeça em determinadas circunstâncias, é uma má solução. Interessa compreender bem todos os pressupostos das dificuldades e das técnicas a utilizar. Também é necessário saber de que modo se devem utilizar essas técnicas. Por esse motivo e porque muitos comentadores do blog demonstraram não conseguir seguir os passos necessários para uma boa psicoterapia, foi preparado o livro , à espera de publicação depois das inscrições suficientes.

Neste livro está claramente dito que é necessário fazer um inventário e uma avaliação DIA-A-DIA-Cperiódica dos sintomas que incomodam e que são os efeitos das causas que se podem descobrir com o relaxamento mental, mesmo que tenha de ser precedido do muscular, seguido da imaginação orientada, com muita leitura e compreensão de todos estes mecanismos psicológicos.

É bom compreender, através de diversos posts deste blog, que a psicoterapia depende da cabeça de cada um e que essa cabeça só pode ser saudavelmente alterada pelo próprio, sem medicamentos que alienam e que deixam a pessoa sem a capacidade de reagir correctamente.

Quando digo LER, quero significar que a pessoa deve ler com atenção e apreender o Stress-Bsignificado do conteúdo da mensagem, sem fazer uma leitura como a de romances ou noticiários.
Se o comentador me diz que leu em algum livro qualquer coisa sobre autoanálise, deve ter compreendido que é opcional e que, por si só, não deve dar muito resultado. Além disso, pode justificar determinados comportamentos que não são adequados e que não foram analisados devidamente na imaginação orientada.

Se não consegue fazer devidamente a autoanálise, ou se a deve fazer ou não, depende de si próprio e da sua decisão, treino e leitura de tudo aquilo que mencionei. Por isso, espero que leia ou releia tudo em cada post, bem como aquilo que se refere aos links nele mencionados e os comentários que os leitores fizeram.

É por este motivo que, depois de 35 anos de prática clínica, me preocupo com a Psi-Bem-Cinformação que pode ser dada,contestada e corrigida verbalmente em reuniões de várias pessoas (B/109) para compreender os mecanismos do funcionamento humano, da sua alteração e das possibilidades de prevenção para que não existam desequilíbrios ou que os mesmos possam ser rapidamente resolvidos.

A autoanálise, sem a manutenção das normas mencionadas, pode servir como um diário, especialmente, se for escrito com muito cuidado e consciência.
Como ninguém gosta de ter ou apresentar uma má imagem, alguns factos recordados podem ser devidamente justificados e enquadrados para os ver como certos e Difíceis-Baceitáveis, embora sejam as «causas» dos «efeitos» ou das dificuldades actuais que se pretendem eliminar e que, às vezes, são conotadas com culpas.
No relaxamento mental e na imaginação orientada, devidamente compreendida através da leitura dos mecanismos do comportamento humano e da resolução de alguns casos, se necessário, essa autoimagem deve ser analisada com racionalidade, objectividade e humildade para se descobrirem as causas e fim de alterar os seus efeitos. Se tudo estiver bem e justificado, nada se vai alterar. Por isso, é essencial a humildade e a capacidade de descobrir as causas, sem as confundir com culpas.

É também por isso que estou a reorganizar todos os livros já publicados para os Biblioaglutinar numa colecção de 17, destinada à na BIBLIOTERAPIA (Q) que é explicada neste livro e difundida nos vários posts com o mesmo nome, neste blog – Biblioterapia – 6 (13 out 14).

Em Portugal, não temos necessidade de gozar de uma saúde mental de menor qualidade do que no Reino Unido, onde a Biblioterapia já é um facto desde os princípios deste século, embora já tenha sido ensaiada pessoalmente desde 1973.                                             O pai da JOANA (D) que o diga, com a modificação e a profilaxia que foi
conseguida no seu «caso», tanto nela, como nos seus pais e irmão.

 

Em divulgação…arvore 30

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

 

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RESPOSTA 41

arvore 30Com o seguinte comentário no post RESPOSTA 40:

“Comecei a fazer a auto-análise.
Qual é a maneira mais simples de fazer auto-análise? E menos demorada?
Ontem comecei a fazer auto-análise.
Não sei se vou conseguir perseverar…Só cinco minutos por dia. Mais não posso.
Lembro-me de ler num dos seus livros que os documentos escritos se lêem no fim deAuterapia-B30 cada semana e a seguir faz-se a escrita desse dia. Pode ser assim?
Espero que não seja necessário ler a escrita no fim de cada mês nem no final de cada ano.
Se puder diga-me qualquer coisa sobre isto, a forma mais simplificada de todas de fazer auto-análise.”

 
Respondi que:
“Não sei qual dos livros leu e aquilo que leu. Em nenhum parece-me ter dito que a Biblioautoanálise deveria ser feita da maneira como está a dizer.
Existem vários posts neste blog para fazer autoterapia (P). Se não ler tudo isso com atenção, compreendendo o seu significado, nada conseguirá fazer por si e vai depender de psicólogos, psicoterapeutas ou psiquiatras e, pior ainda, dos medicamentos que estes últimos utilizam. Se não quiser dar um golpe de vista por esses posts que cá estão inseridos, vou ver se faço hoje uma sessão de imaginação orientada, depois dos meus primeiros 3 minutos, à hora de dormir, para entrar em relaxamento mental e, amanhã, consigo elaborar o post RESPOSTA 41, dedicado a este tema. Pode ter a certeza de que, se não ler os livros com atenção e não apreender tudo aquilo que lá se diz, nada poderá fazer por si própria. É pena, porque eu já Imagina-Bexperimentei isso e desenvolvi a técnica da terapia do equilíbrio afectivo, seguida de imaginação orientada, ajudado pela autohipnose.”

 

Presentemente, depois dos meus 3 minutos iniciais de relaxamento mental à hora de dormir, para continuar com a imaginação orientada que vai fazendo os seus efeitos durante o dia, vou escrever este post para clarificar a resposta inicial.

Antes de tudo, não sei se a comentadora leu o post CAUSAS / EFEITOS, o que seria Maluco2muito importante. Se não leu, algum familiar o pode fazer.

Se leu algum dos meus livros, julgo que em nenhum deles disse, tal como nos diversos posts deste blog dedicados à AUTOTERAPIA, RELAXAMENTO, IMAGINAÇÃO ORIENTADA e PSICOTERAPIA, especialmente Psicoterapia 6 (01Nov13), que a autoanálise, por si só, resolveria qualquer dificuldade. Pode servir para aprofundar uma psicoterapia e é opcional.

É bom que as pessoas não se «agarrem» ao significado vulgar das palavras, sem saberem o conceito que cada uma representa, tal como o relaxamento e a Consegui-Bimaginação orientada de que falo constantemente.
Já me aconteceu confundirem a terapia do equilíbrio afectivo com as técnicas que muitos utilizam na Psicologia Positiva (26 ago 14), alterando completamente a ideia iniciada pessoalmente (1973), muito antes das investigações de Seligman (1980). Se essa técnica de que falam desse sempre bom resultado, o actor Robin Williams talvez não se tivesse suicidado e ainda estivesse vivo com a utilização da técnica de IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) devidamente aplicada.

Além disso, insisto que, numa boa psicoterapia, tal como aconteceu comigo e com o Acredita-Bmeu amigo Antunes de ACREDITA EM TI. SÊ PERSEVERANTE! (B) e, por pouco, não aconteceu também com a Cidália, de Eu Também CONSEGUI! (C), os medicamentos são prejudiciais, como adverte também veementemente o Professor de Psiquiatria Peter Breggin, o que se pode verificar lendo os comentários e o vídeo associado à Psicoterapia / Medicação (6 abr 14).

Não sei de que maneira poderei ser útil neste caso, porque desconheço os seus Joana-Bcontornos e não tenho informações mais completas que, provavelmente, não poderão ser dadas por escrito. Como também não consigo «georreferenciar» a comentadora, como diria agora o nosso ilustre Director-Geral de Saúde, posso informar que comuniquei à Câmara Municipal de Sintra, Área de Saúde Mental, as minhas ideias sobre a possibilidade de prevenção de profilaxia, tal como fiz anos atrás, numa “Conversa com Das Neves” (B/109) transcrita na Corrigenda (22Abr12).

É por esse motivo que, até instigado pelo meu antigo im«paciente» Joel de Psicopata-BPSICOPATA! Eu? (G), resolvi incluir no «seu» livro uma lista de procedimentos (G/83…) para poder complementar essas «conversas» e ajudar as pessoas a terem uma vida mais equilibrada.

Depois, por sugestão de muitos comentadores, alunos e «pacientes» tentei preparar um manual de 76 páginas AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS (P) dedicado aos «apressados» que querem fazer uma psicoterapia por si próprios e não têm outros meios para esse fim, o que é difícil sem conhecerem bem os mecanismos do funcionamento do comportamento humano, Psicologia-Bapresentado sucintamente em três livros − JOANA, a traquina ou simplesmente criança? (D), PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e INTERACÇÃO SOCIAL (K).

Posteriormente, devido às várias dificuldades apresentadas por quem quis realizar uma psicoterapia baseada nos vários posts, que estão a ser apresentados, desde 2007, neste blog e nos anteriores, enveredei pela elaboração de mais um pequeno manual de 68 páginas relacionado com a BIBLIOTERAPIA (Q), para poder explicar as vantagens e as necessidades de manter umaInteracção-B30 determinada conduta, inclusive com a leitura de livros, quase da mesma maneira como fazem presentemente no Reino Unido e nos EUA. Contudo, aqui já temos os livros escolhidos e preparados.

Tudo isto está explicado nos vários posts e, especialmente, em Biblioterapia – 6 (13 out 14). Contudo, o único óbice, é a publicação desses livros quase todos reorganizados e actualizados, porque não desejo que a sua edição seja feita por livreiros, mas que seja restritamente feita por mim, com as actualizações necessárias em consequência das palestras que podem ser muito úteis. Por isso, os interessados têm de me enviar a sua inscrição para eu publicar o livro quando houverPsi-Bem-C interessados suficientes. O meu e-mail está à disposição, se não fôr algum comentário neste blog ou no http://livroseterapia.wordpress.com/.

Tentando responder o melhor possível ao comentário acima citado, posso dizer que demorei mais do que uma manhã para «engendrar» este post, com quase duas dezenas de links que devem ser consultados, o que vai dar muita despesa em leitura. Contudo, não consegui ser mais económico.

Infelizmente, não gosto das respostas rápidas, incompletas, inconclusivas e, às vezes, Difíceis-Benganosas, que se dão em certos meios de comunicação social escrita e imagética − Maozinhas que «Roubam» (07Jan11) e Roubos Afectivos (18Mai11) −, que agradam a muitos, podendo servir de propaganda dos «interessados», mas prejudicial para muitos. São casos que se apresentam com imensa propaganda, muito aplaudidos, como se fossem milagres e até com a utilização de equipamentos electrónicos, sem haver um seguimento devido e a indicação de consequências adversas ou efeitos colaterais.neuropsicologia-B

A auto-análise,  como me diz que está a fazer, até pode servir para justificar uma série de maus hábitos que possa ter adquirido e que lhe estarão a causar algum problema (efeito) desagradável. Só lendo tudo com muito cuidado e compreensão poderá ter alguma vantagem para iniciar uma autoterapia se, de facto, não tem qualquer outro apoio.

Em divulgação…

Saude-B

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PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

 

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RESPOSTA 40

“Li os seus posts e não sei o que devo fazer para ajudar a minha filha que está com uma Bibliodepressão muito grave e não quer falar comigo. Quando a quero animar, desorienta-se e aborrece-se apesar de estar a ser devidamente medicada.
Pois isto tem-me estado a dar cabo da mona e não tenho descansado nada e nem consigo pensar em casa sobre os projectos que estou a fazer para finalizar o curso de especialização…
Obrigado”

Como resposta a este comentário que foi feito no post Causas / Efeitos (4 nov 14), posso dizer que este é mais um exemplo de ser necessário descobrir «causas» que estiverem a provocar os «efeitos» que não desejamos.

Por isso, qual a razão do comentador não descobrir as «causas» desses comportamentos e tentar inactivá-Auterapia-B30las para reduzir os seus «efeitos» maléficos para todos, inclusive, provavelmente, para a mãe dela?

Se lhe foi diagnosticada «depressão»  e está a ser medicada, o medicamento é dado para «não pensar» e, provavelmente, «não sentir» as «causas» que lhe provocam a depressão.
No estado em que se deve encontrar, como pode tentar fazer relaxamento, se a própria medicação não ajuda ou até a prejudica? Já disse o que aconteceu com a «Perfeccionista» (M) que, não continuando com a psicoterapia por causa de Prozac e Effexor que estava a tomar, para a depressão, passou a estado psicótico bi-polar, com ameaças de suicídio e de homicídio da mãe. Basta ler os três posts relacionados com «Risco de Suicídio».

O Tiago (C) também não era capaz de fazer devidamente o relaxamento, apesar de ajudado pelo psicólogo, Consegui-Bporque tomava medicamentos para a depressão e o seu «caso» nunca conseguiu ser resolvido devidamente, nem 25 anos depois, por causa disso.

Por isso, quando possível, torna-se necessário controlar a depressão com o relaxamento e com a descoberta das suas «causas» utilizando a imaginação orientada (J).

A Biblioterapia serve para isso e as sessões em conjunto muito mais, para esclarecer as pessoas (muitas, e não só uma de cada vez, como nas consultas) apresentando cada uma as suas dúvidas do momento, e que podem afectar os restantes participantes em futuras ocasiões.

A leitura ajuda muitíssimo para complementar as ideias adquiridas. Contudo, esta leitura não pode ser Imagina-Bcomo a dos romances ou novelas. Tem de ser profunda, para compreender bem o significado daquilo que está explanado em linguagem simples mas com conceitos bem alicerçados do funcionamento e interacção humana. Também pode ser melhor explicada nessas reuniões. Além dos livros mencionados e publicados, os vários posts deste blog tratam de dar uma ajuda substancial a todos os interessados em manter uma boa saúde mental e, no Psicoterapia / Medicação (6 abr 14) ,um famoso psiquiatra dos EUA alerta para os riscos da medicação.

Tudo isto me faz lembrar outros casos em que a pessoa tem de ser ajudada pelos familiares.  Quanto à filha do comentador, apenas posso dizer que é importante que os familiares utilizem com ela o reforço do comportamento incompatível, prestando-lhe muita atenção quando ela não tiver comportamentos inaceitáveis tais como lamentar-se, irritar-se, etc. O importante é não esquecer que Psicopata-Bos comportamentos de irritação, lamúrias, ou quaisquer inadequados, nunca devem ser reforçados com opiniões, conversas, castigos ou qualquer outra coisa que faz manter o contacto com a pessoa. A atenção prestada aos comportamentos inoportunos corre o risco de proporcionar reforço negativo secundário aleatório com aumento exponencial do pico da extinção.

Tudo isso deve ser devidamente ignorado até haver a oportunidade de verificar que existe qualquer comportamento que não é necessário evitar. Também, nos momentos em que não houver algum comportamento inconveniente, pode ser fomentado ou facilitado um comportamento que seja aceitável, nem que seja com conversas diversificadas ou recordações agradáveis. Para se entender bem  estas técnicas de forma prática e simples, nada melhor do que ler JOANA, a traquina ou simplesmente Acredita-Bcriança? (D)

A atenção prestada em momentos inoportunos, pode fazer com que esses comportamentos nunca mais acabem, que vão aumentando, e que e medicação seja aumentada para «atamancar» a situação. Nestas condições, a medicação torna-se quase indispensável para forçar a pessoa a não pensar em coisa alguma e a deixá-la quase apática e inoperante, não por culpa dela, mas por causa dos medicamentos.

Para se poder aplicar estas técnicas de modificação do comportamento, o único meio de ajudar a menina nesta situação, seria necessário os familiares lerem com atenção os livros mencionados e Saude-Bcompreenderem bem os conceitos neles incluídos. Como já disse, o post Causas / Efeitos deve ser lido com cuidado para ajudar a filha a recordar os bons momentos da sua vida e estimular a produção de dopamina.

Estou a falar em cada um recordar através do relaxamento e da “Imaginação Orientada” (J) tudo aquilo de bom aconteceu. Não deve ser pouco e nem estou a falar em encenações, conversas ou frases interessantes, como em  Psicologia Positiva (26 ago 14) que, em momentos oportunos, podem ajudar a desencadear essas recordações. E os familiares podem fazer isso. O importante é estarem alerta e terem a consciência do que fazem, não reagindo emotiva ou instintivamente. Por acaso, antes de fazer este post, com a imaginação orientada, lembrei-me da madrugada de 8 para 9 de Novembro, em que cheguei a Portugal, em 1957, e reviver a entrada na base aérea de Sintra, para dormir numa camarata numa enxerga de colchão de palha em que, ao mais pequeno descuido, se não Maluco2batesse na parede, a pessoa podia cair ao chão. Para descobrir praticamente como se faz isso, basta ver a série «Mentes Criminosas» em que os investigadores pedem geralmente, às vítimas ou testemunhas, que fechem os olhos e concentrem toda a atenção nos eventos a recordar. E as imagens podem aparecer com alguma rapidez e nitidez, ocasionando boas emoções. Se em momentos de descanso dela, aproveitasse-os para fazer esta experiência com a sua filha, podendo até facilitar a situação com a recordação dos bons momentos vividos em conjunto, seria óptimo. Foi o que aconteceu com o Júlio (E).

Eram essas as vantagens que eu gostaria de proporcionar a todos, discutidas nas conversas com Das Neves, há muitos anos (B/109), em Lagos, porque me custa aceitar, por experiência própria e recomendação de psiquiatras famosos Psicoterapia / Medicação (6 abr 14), que as depressões não sejam combatidas quando elas até podem ser evitadas com alguma facilidade e imaginação Biblioterapia – 6 (13 out 14).

A propósito das causas e das culpas, lembrei-me também dum caso em que uma pessoa, devido a problemas de variação da tensão arterial, tomava DIOVAN todas as manhãs. Quando, por razões de «austeridade» que se exige agora na nossa sociedade, começou a tomar VALSARTAN, com o mesmo Depressão-Bprincípio activo e a mesma dosagem, começou a sentir-se irritada e depressiva. A culpa seria do Valsartan ou este seria a causa do estado de irritação e depressão? O facto é que mudando a «causa» de Valsartan para Diovan, o «efeito» do estado de depressão e de irritação, desapareceu por completo.

Os variados posts deste blog tratam disso e, por isso, é mais prático, cómodo, fácil e económico prevenir do que remediar pouco, se isso ainda for possível. Apenas exige vontade e persistência. Mas, apesar de trabalho aturado e intensivo, dá muitos lucros! Por isso, se o comentador e o pai desejarem que a senhora esteja em melhores condições, dispõem apenas da técnica mais segura do reforço do comportamento incompatível, largamente exemplificado em vários posts deste Conportamento Organizações Blogueblog.

Se não se começar a «deitar mãos à obra», de imediato, o caso pode ter uma evolução desagradável, a não ser que esse seja o desejo da própria pessoa ou dos familiares. Provavelmente, mesmo com a plena adesão da paciente, serão necessárias sessões constantes e prolongadas de psicoterapia séria, com diminuição substancial da medicação e prática do relaxamento em casa e muita leitura de livros, além dos diversos posts deste blog, acerca do muito do que aconteceu com os outros.

Temos de ser capazes de focar a atenção nas asneiras que fizemos reconhecendo-as humildemente como «causas» e não como «culpas» dos outros, como geralmente imaginamos. Para isso, o diário de arvore 30anotações é muito importante, especialmente para ler aquilo que escrevemos tempos antes e de que não nos lembramos de certeza. Por exemplo, há pessoas com quem nos damos imediatamente muito bem e que nos parecem uma «maravilha», mas que pouco tempo depois nos desiludem completamente. É a vida.

No diário, podemos descobrir muitas das nossas dificuldades e tentar compreender onde existiu o erro ou a causa e tentar corrigi-lo para obter o efeito desejado. Culpar, seja quem for, não resolve coisa alguma mas ajuda apenas a descobrir justificações espúrias que em nada irão ajudar.

As melhoras da filha e boa sorte para todos.

Em divulgação…Psicologia-B

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