PSICOLOGIA PARA TODOS

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BIBLIOTERAPIA – 19

Para responder às perguntas que o Sr Felício me queria fazer, tendo-me encontrado no fim do meu passeio, Bibliocomprometi-me a transcrever as páginas 45 a 54 de «Eu Não Sou MALUCO!» (E) que antecederam as que transcrevi no post Biblioterapia 18.
Estas complementam a ideia sobre a necessidade da colaboraçãodo do próprio para a leitura e treino necessário, com persistência.
É um «trabalho» de compreensão e treino que ninguém mais pode fazer por nós.

 

“As diversas leituras, a capacidade intelectual do Júlio e a sua vontade de aprender, eram os factores principais que lhe tinham tornado muito apetecida toda aquela matéria. Não se podia esperar a mesma reacção de outras pessoas, mesmo com o 12º ano ou até com anos de Faculdade. No último encontro ele tinha-me dito:Auterapia-B30
Para mim, está tudo bem. Apesar de ter apenas o 10º ano de escolaridade, muita coisa compreendi e aprendi.

Ainda estávamos em 1980, e parte de alguns apontamentos incipientes que lhe emprestei, foram a origem do livro O USO SOCIAL DA PSICOLOGIA (A PSICOLOGIA NO DIA-A-DIA) e, posteriormente, dos 5 volumes de COMO MODIFICAR O COMPORTAMENTO que, agora, depois de os reorganizar, estão transformados em “PSICOLOGIA PARA TODOS (F) e “INTERACÇÃO SOCIAL (K). Ainda, parte de outros deram origem aos quatro livros, conglomerados agora em “JOANA, a traquina ou simplesmente criança?” (D).Psicologia-B

Terça-feira foi o dia em que o Júlio se mostrou entusiasmado. Quando chegou, disse-me logo:
Sinto-me óptimo.

No dia anterior, a sua boa disposição tinha-me deixado algum tanto impressionado. Por isso, imaginei que a pretensa psicoterapia iria dar bom resultado. As coisas corriam bem e o Júlio estava satisfeito com a leitura dos apontamentos (Q) e com o que vagamente se lembrava de ter escrito na autoanálise (P). Tinham surgido algumas recordações de infância das quais nunca se lembrara anteriormente. Eram frases soltas que demonstravam a Interacção-B30existência de alguns factos que tinham marcado a sua vida infantil e adolescente.

– Vai descobrir que tem muitos documentos soltos, dos quais não se recorda e que estão muito mal arrumados – afirmei.

Aproveitou a «embalagem» para me perguntar de que maneira a Modificação do Comportamento pode ser utilizada em psicoterapia. Expliquei-lhe (B/109) que a dessensibilização em relação a medos simples é muito frequente e não difícil de utilizar. A única diferença entre este método e uma psicoterapia de profundidade baseia-se na assunção de que os medos não são provocados por factos antecedentes inconscientes, como os dele, mas sim por Joana-Bcondicionamentos facilmente descondicionáveis, ocorridos na vida do dia-a-dia.
Expliquei-lhe que, por exemplo, uma criança exageradamente assustada por um cão, pode criar um medo excessivo e generalizado de cães. Enquanto não conseguir descontrair-se ou relaxar com a presença de cães, o medo irá aumentando, especialmente se uma fuga bem-sucedida da criança, lhe der um certo alívio ocasionando reforço secundário negativo. Obrigada e ajudada a enfrentar o cão, com calma, segurança e sem conseguir fugir do mesmo, a criança pode ultrapassar a dificuldade, sem receio de sequelas (F).
Os medos do Júlio, ocasionados por traumatismos antigos que não recordava e dos quais não tinha plena consciência, tinham de ser reduzidos de outro modo, descobrindo as causas remotas.Saude-B

– Foi por isso que lhe disse, há pouco, que devia ter muitos documentos mal arrumados e dos quais não devia ter pleno conhecimento, consciência ou até recordação – concluí.

Foi um dia interessante, porque conversámos imenso sobre as diversas formas de reforço, tais como o positivo e o negativo, primário e secundário ou social, de intervalo fixo e variável, razão fixa e variável, imediato, diferido, aleatório e «vicariante». Tudo isto estava resumidamente explicado nos apontamentos emprestados, e ainda bem que o Júlio me apresentava as suas dúvidas porque, se assim o desejasse, podia exemplificar melhor Acredita-Ba teoria com factos da vida real facilmente compreensíveis. E foi o reforço do comportamento incompatível que me proporcionou esta possibilidade. E foi também assim que começou a germinar, com persistência, a ideia da colecção de BIBLIOTERAPIA, apesar de ser ensaiada apenas com apontamentos policopiados.

Para o Júlio, tudo «corria sobre rodas» e, quer o relaxamento quer a autoanálise, davam os seus frutos. As aulas de informática corriam bem e o «desmame», com os comprimidos postos de lado, já não provocava quaisquer efeitos secundários como acontecera na semana anterior. Era tempo de obter reforço com o seu novo comportamento. Foi isso que lhe comecei a incutir ao longo de toda a tarde em que falámos sobre a teoria e a prática na Psicologia Geral e Social e na Psicopatologia (A) (F) (K), mais do que nos problemas do Júlio.Consegui-B

O Júlio perguntou-me se o registo dos comportamentos era muito importante na Modificação do Comportamento. Como a razão de ser desse procedimento não estava então bem explícita nos apontamentos, disse-lhe que a falta de uma observação e registo adequados, pode conduzir a uma avaliação errada da magnitude dos sintomas de que cada um sofre. Por exemplo, se uma pessoa como ele, a sofrer de transpiração descontrolada, a tivesse avaliado em 8 na semana anterior através de uma determinada escala de avaliação utilizada para o efeito e, na semana seguinte, a avaliasse em 6, em vez de 4, na mesma escala, haveria um ponto de referência e de comparação através da qual poderia saber se tinha melhorado ou piorado quanto, Maluco2em que condições e em quanto tempo. Deste modo, olhando para a avaliação semanal, verificar-se-ia que a diferença de menos dois pontos na transpiração em relação à semana anterior, demonstrava que qualquer coisa estava a começar a mudar. O importante, era não olhar para a avaliação anterior no momento de fazer uma nova, para não haver influência nas avaliações. Cada avaliação tinha de ser feita objectiva e independentemente, para se verificar a sua verdadeira evolução.

Considerando que a transpiração excessiva é um dos sintomas que pode indiciar problemas de tensão psicológica, a mesma estava a diminuir. Olhámos para as avaliações feitas pelo Júlio e verificámos que havia melhorias. Todos os sintomas «inventariados» na semana anterior tinham baixado pelo menos um ponto nessa escala de avaliação. O entusiasmoPsicopata-B com que o Júlio falou nisso levou-me a preveni-lo que as baixas podem ser temporárias e «ilusórias» ou pouco consistentes. Todo o processo de melhoria «sofre» de retrocesso e pode existir uma quebra brusca destas melhorias. Contudo, depois dessas primeiras dificuldades, a situação vai melhorando lenta e paulatinamente até se conseguir uma estabilidade «consistente».

Também o preveni que uma melhoria brusca e exagerada é como um «sol de pouca dura», capaz de ocasionar uma quebra súbita e desagradável. Com ele, nada disso tinha acontecido a não ser…

– O quê? – perguntou, com ansiedade.
– Os medicamentos – expliquei: – Já compreendeu a razão porque os médicos fazem um «desmame» suave? É como a Depressão-Bdessensibilização. Consigo, nada disso aconteceu e viu o resultado. Compreenda bem a minha «aflição» quando me comunicou a sua decisão que me deixou preocupadíssimo, embora com a máxima vontade de o tentar ajudar. Entendeu bem agora a razão da necessidade do meu súbito relaxamento instantâneo na semana passada? Foi para não disparatar consigo.

Sim. Que grande asneira que «não deu para o torto»!
– Sou totalmente contra os medicamentos que não sejam absolutamente necessários. Contudo, como sabe, não sou homeopata nem médico e, por isso, não tenho competência para medicar, quer com produtos naturais, quer com produtos químicos sintéticos. E, se não sabe, fica a saber que não gosto de conduzir uma psicoterapia enquanto uma Psi-Bem-Cpessoa está a ser medicada em psiquiatria (M). Se tiver uma dificuldade pontual, pode ser medicada e, passado algum tempo, deve voltar à «normalidade». Dois ou três meses chegam. Isso acontece, geralmente, quando a pessoa passa por um grande desgosto, como por exemplo, a morte súbita de uma pessoa querida ou uma catástrofe inesperada. Se não fôr um caso desses, uma doença crónica ou uma psicose pode exigir uma medicação permanente que ponha a pessoa a funcionar num estado de sanidade mental aceitável. Porém, quando é uma neurose pura e simples, detesto a medicação que só prejudica e não deixa que a psicoterapia funcione em pleno.

E no meu caso, a não tomar a medicação que o senhor não queria que interrompesse assim!Difíceis-B
– Cuidado com o que diz. Eu, nada tenho a ver com a sua medicação. Apenas estou a preveni-lo dos males que podem acontecer e dos riscos que corre se não tiver o apoio dum médico. Quem o medicou sabe o que fez e quem aceitou a medicação tem o direito de resolver o que lhe apetecer (A). Eu não tenho coisa alguma a ver com o assunto. E também não fui eu que lhe propus a psicoterapia.

Vai deixar-me?
– O problema não se põe neste plano mas sim naquele em que cada um resolveu aquilo que desejou e vai continuar a decidir o que achar melhor. Eu aconselho, dou a minha opinião sobre aquilo que é do meu foro e o «paciente» é livre e soberano para neuropsicologia-Bcontinuar ou não a psicoterapia nos moldes em que eu a proponho. Entendeu?

Não está zangado comigo, pois não?
– De modo algum. Estou somente a pôr os pontos nos ii.

– Então, a medicação passa a ser da minha responsabilidade – disse o Júlio e continuou. – Sabe que estou muito mais lúcido do que na semana passada? Parece que me tiraram alguma coisa de cima da cabeça. Aquelas vozes confusas que eu ouvia, desapareceram.
– Ou calaram-se? Você nunca me tinha falado nas vozes.Imagina-B

– Julguei que não era necessário.
– Assusta os psiquiatras com isso e como é que quer que eles o mediquem?

– Isso tem a ver alguma coisa com os medicamentos?
– Não sei, mas deve ter, porque é mais um sintoma do qual não me tinha falado (A/45-119).

Não acha que os medicamentos me prejudicavam?
– No meu entender, os medicamentos prejudicam sempre uma boa psicoterapia (A/121-155). A pessoa a ser submetida a uma
Organizar-Bpsicoterapia que se deseja rápida e eficaz, necessita que as suas capacidades mentais estejam a funcionar em pleno (M). Necessita de ter medo, de o reconhecer e de saber que o seu medo é irracional quando a fonte que o produz não é amedrontadora nem perigosa.

O que é que quer dizer com isso?
– Se chegar a ver um pitbull a tentar atacá-lo e tiver medo, é lógico e racional, ou não é? Esse medo, que é necessário, não vai ajudá-lo a fugir, a defender-se ou a atacar o seu atacante? Não é saudável? Se não tivesse esse medo e não fugisse, consegue imaginar que o pitbull o poderia esfacelar?

Sim, mas…Respostas-B30
– Os seus medos actuais, tem alguma razão de ser?

– Não.
– Então, são irracionais e ilógicos. Se os reconhece como tal, porque não os elimina? Não consegue? Porquê? Se depois de toda esta razoabilidade, lógica e reconhecimento não os consegue eliminar, alguém tem de o ajudar a reduzi-los. Acha que um comprimido vai a correr agarrar o seu medo para não deixar que o mesmo se manifeste? O comprimido só vai baixar o seu nível de consciência e ansiedade de modo a dar-lhe a sensação de não ter medo porque não o consegue sentir (B). Quando o comprimido deixar de actuar, a sensação de «Educar»-Bmedo vai estar lá para lhe «aporrinhar» a vida. Se, com uma «boa dose de alguns comprimidos», chegasse a ver o pitbull, talvez até nem fugisse, caso não julgasse que o poderia dominar. Lembra-se da cena dos bêbados à porta do café? O mesmo mecanismo funciona com a ansiedade, a depressão e a insegurança. Entendeu?

Mais ou menos. Estou a lembrar-me das bebedeiras que apanhava quando queria «ganhar coragem».
– Relaxe-se, medite profundamente nisso e compreenda que só você é «dono» do seu «pensamento» e que nada o pode ajudar enquanto não o alterar. É isso que se pretende numa psicoterapia séria e eficaz. É por isso que eu insisto que um psicoterapeuta é sempre um ajudante e nunca o actor principal. O actor principal é o próprio que deseja mudar, mas pede a alguém que o ajude e alumie o caminho que ele deseja Depress-nao-Bseguir livremente. Compreendeu?

Mais do que nunca, estou satisfeito em ter deixado os comprimidos! – foi a exclamação do Júlio.

Estávamos muito entusiasmados na conversa, quando o dono do café, já com pouca gente, se aproximou e perguntou se eu não desejava a tal tosta, o sumo e o café. Olhei para o relógio e assustei-me com o adiantado da hora:
– Rápido, se faz favor.

Com que então, hoje estavam muito entusiasmados!DIA-A-DIA-C
– Sabe que as boas conversas deixam-nos assim – respondi ao dono do café, ficando depois à espera da tosta, que chegou logo.

O Júlio encostou-se à cadeira e ficou muito pensativo enquanto eu comia e me escapulia para as aulas.

Na quarta-feira, o Júlio continuava bem-disposto e cheio de vitalidade. Dizia-me que tudo lhe estava a correr bem. Tinha lido mais algumas páginas dos apontamentos que lhe emprestara e estava a entusiasmar-se com o modo como os comportamentos humanos se formam, modificam e extinguem para, subitamente, reaparecerem com uma força inusitada, sem se poder prever o seu ressurgimento (F).Psicoterapia-B
– Não é bem assim – disse eu.

Não é assim? Porquê?
– Por exemplo, no seu caso, existia uma forte probabilidade de que os traumatismos sofridos por si ao longo da infância e adolescência, aos quais só se referiu ontem por acaso, surgissem qualquer dia sob diversos aspectos que prejudicam uma vida mental saudável. Foi o que aconteceu consigo de maneira muito camuflada ao longo destes últimos anos. Não é, por acaso, que ficou «doente» e foi primeiro ao seu médico e depois ao psiquiatra. Não é sem necessidade que estava a tomar os medicamentos. Mas, se desejar que a sua vida mental se estabilize e tenha um stress2percurso saudável ou «normal», como se costuma dizer, necessita de «descobrir» os seus males, analisá-los à luz da razão, enquadrá-los no momento oportuno e aprender a enfrentá-los, sendo até capaz de o fazer sozinho e sem a ajuda de outra pessoa e, melhor ainda, sem qualquer medicamento (B) (P) (Q).

Por que é que diz, melhor ainda?
– Quando lhe faltar o medicamento «legal» têm algum sucedâneo como os «chocolates» espanhóis que se vendem nas entradas do METRO? (Q)

Chocolates sucedâneos conheço, mas os outros?
– De certeza que também está farto de conhecer o álcool, a droga, a delinquência, a prostituição e, sob uma forma mais apoio2camuflada e socialmente aceite, o despotismo, o nepotismo, o autoritarismo, a delinquência, a criminalidade e outras formas de resolver os sentimentos de inferioridade e de frustração de que uma pessoa sofre (G).

Então, é assim!
– Se está a ler os meus textos, deve descobrir que me refiro constantemente a estes problemas em relação aos quais nada faze-mos para os evitar. Por isso, é importante educar uma criança (D) nas devidas condições, isto é, ajudá-la a estruturar uma personalidade saudável, independente, autónoma e resistente à frustração ou, pelo menos, capaz de a ultrapassar saudavelmente e sem grandes dificuldades e sequelas. É o melhor caminho para uma vida mental saudável e equilibrada, mas não digo «normal» (A) (D) (P) (Q).sucess2
– Acha que eu posso chegar a esse ponto?
– Nada é impossível desde que trabalhe para isso, tanto mais que vai aprender a compreender e a ultrapassar as frustrações que sofreu e que está e vai continuar a ter de enfrentar pela vida fora. O importante é reconhecê-las em tempo oportuno, senti-las, analisa-las no momento de ocorrência, compreendê-las e ultrapassá-las da melhor maneira possível, utilizando-as, muitas vezes, a seu favor. É assim que fazem os surfistas para aproveitar a boa onda. Foi por isso que falei nos seus documentos mal arrumados. Não julgue que toda a sua situação me passou completamente despercebida.reed2

Nota-se assim tanto?
– Nota-se, é uma forma de dizer e de encarar as coisas. Os psicólogos e, especialmente os psicoterapeutas, têm a obrigação de se aperceberem de que determinados aspectos não devem estar a funcionar bem em certas pessoas, embora a maior parte delas se mostre aparentemente desinibida, feliz e autoconfiante e, às vezes, eufórica (ver Germana) (L/106-114). Ninguém consegue saber o que se passa dentro das mentes das outras pessoas e, às vezes, nem os próprios, que travam uma luta feroz entre aquilo que desejam sentir e o que sentem. Contudo, os psicólogos e, especialmente, os psicoterapeutas, têm necessidade de fazer «ilações», imaginando aquilo confl2que pode estar a passar na cabeça dos seus consulentes (K). Quando desaparecem determinados suportes ou «forças interiores» em que a pessoa se baseia para vencer esta luta, ela sucumbe e entra em descompensação. Tenta compensar-se com os comprimidos que, enquanto actuam, proporcionam algum alívio momentâneo e temporário não deixando que a pessoa pense em coisa alguma. Depois, ela consegue reestruturar sozinha a personalidade e as suas cognições (B) ou procura a ajuda de um psicoterapeuta sério (C). Caso contrário, volta a tomar os medicamentos, se não substituir a descompensação inicial por outra qualquer (M), mais bem aceite pela sociedade.

Muito do que me diz, baseia-se fortemente no senso comum – respondeu o Júlio.homem2
– Por esse motivo, tenciono que pense nisso utilizando já o seu diário de anotações e, mais tarde, também a autoanálise, para o ajudar a desvendar os seus «mistérios», que virão facilmente ao de cima quando e enquanto fizer o relaxamento mental.

Verificando a facilidade com que o Júlio raciocinava e desejando dar-lhe um forte reforço positivo, exclamei:
– Não é qualquer pessoa, com um nível intelectual inferior ao que é necessário, que raciocina do modo como tem feito a partir das leituras realizadas e das conversas que estamos a ter. É por isso que estou entusiasmado com a sua pqsp2psicoterapia e faço um bom prognóstico desde que siga as indicações que lhe vou dando. As leituras também são extremamente importantes para ajudar a compreender esses mistérios, integrá-los e utiliza-los bem na medida em que nos servem (Q). Não se pode deixar alienar pelos mesmos ou ser subjugado por conceitos errados. Quem escreve, tem o direito de expor as suas ideias, mas quem lê, também tem a obrigação de separar o trigo do joio e apropriar-se daquilo que lhe interessa para se sentir melhor e apresentar tudo isso aos interlocutores e aos vindouros duma maneira mais fácil e apetecível (P).
É o que está a fazer com a psicologia, psicologia social, psicopatologia e psicoterapia? (Q) – perguntou-me o Júlio.Humanismo2

Essa pergunta deixou-me ligeiramente surpreendido. Admirado com a observação que estava a fazer da situação e com o
raciocínio rápido e expedito, respondi:
– Estou a tentar e oxalá que o consiga.

A psicoterapia assim, parece de facto, um processo mais educativo do que curativo – disse o Júlio, ao que respondi:Falhas2
– É isso mesmo que eu penso (ver agora Januário) (L).

Se assim é, nunca poderemos utilizar os medicamentos para melhorar a aprendizagem.
– Talvez temporariamente – disse eu.

Sim. Sim. São os tais comprimidos durante algum tempo enquanto as pessoas não ganham fôlego para alterarem o curso das suas vidas e dos seus pensamentos.
– Talvez isso. – respondi, já bastante satisfeito com o curso dos acontecimentos.Marketing2

Depois de algum tempo de silêncio do Júlio, a conversa desviou para outros assuntos mais ligados ao seu novo curso de informática. Ele achava-o bastante interessante e o que mais desejava era conseguir um lugar onde pudesse trabalhar e ganhar o suficiente para ter uma vida estável e conseguir prosseguir os seus estudos, se tivesse tempo para isso. Paciência e disponibilidade, tinha. O que mais lhe interessava no momento, era conseguir «dominar» as ideias que o preocupavam e as dificuldades que sentia. Alijada essa carga, sentia-se capaz de grandes feitos, coisa que nunca conseguira. Trabalhar na vertente administrativa da «fabriqueta» dos móveis, não era trabalho que o entusiasmasse. Tinha de procurar outra alternativa. Seria isso possível desta vez? Até já estaria Sindicalismo2«armado» com o curso de informática que estava a tirar! A «sua doença» talvez fosse providencial e num momento mais exacto para poder singrar na vida e prosperar, desde que «agarrasse a sorte» ou a oportunidade com as duas mãos.
Ficando bastante entusiasmado com o seu «discurso», especialmente relacionado com as oportunidades e contingências em psicoterapia, deixei-o divagar à sua vontade, pensando com os meus botões que uma psicoterapia orientada com livros adequados, compreensão do mecanismo do comportamento humano e da sua modificação, treino do paciente em casa e seguimento de algumas «rotinas», poderia dar bom resultado (P).
Seria, de facto, possível e exequível uma biblioterapia? (Q)arvore

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Era esta a minha grande dúvida e ambição já em 1980, porque nunca consegui uma psicoterapia válida, duradoura e eficaz sem a colaboração do próprio!

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

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TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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JOANA, a traquina ou simplesmente criança? – 2

Depois de ver o comentário seguinte:Biblio

“Quando li no fb a informação de que o livro da JOANA ia ser publicado, parecendo que era importante para a psicoterapia ou autoterapia, fiquei intrigado.
Como é que a educação duma criança pode interferir numa autoterapia?”

feito por um anónimo no último post, resolvi transcrever o PREFÁCIO do livro, constante das páginas 9 a 14, depois ter publicado há 6 anos anos o post JOANA, a traquina ou simplesmente criança?, com o Índice Remissivo, que dá muito bem a noção dos conceitos que são importantes que o «paciente» conheça para facilitar, encurtar e Auterapia-B30aumentar a eficácia duma psicoterapia e, melhor ainda, duma Autoterapia (P).

Temos de conseguir compreender tudo se passa na cabeça da própria pessoa e, quanto mais instruída estiver essa cabeça em relação aos mecanismos do funcionamento do comportamento humano, melhor poderá alterar o comportamento que o descompensa.

Afinal, o que se pretende mudar numa psicoterapia é esse comportamento, isto é, se tiver medos, deixar de ter esses medos, se sentir ansiedade, deixar de sentir essa ansiedade. E isso, não se faz apenas com conselhos e Saude-Bsem o envolvimento do próprio.

 

PREFÁCIO

Este livro baseia-se na história da vida de Joana com a sua família, que foi ficcionada apenas para «aglutinar» as consultas de muitos «casos» de crianças e pais, atendidos em de Psicologia, Psicoterapia e Psicopedagogia, durante mais de 10 anos (I) (J) (O).Joana-B

A JOANA, como tantas outras, era simplesmente criança em 1990. Podia ser traquina. Também é bem possível que, como tantas outras, fosse uma criança diferente se o seu meio ambiente lhe proporcionasse condições diversas daquelas que existiam.

Na maior parte das famílias, o meio ambiente, é quase sempre composto pelos pais, irmãos, avós, familiares, amigos e todos os que interagem com na família. Isto quer dizer que o meio ambiente da criança, assim como o de qualquer de nós, é toda a sociedade envolvente (K). É, geralmente, essa sociedade com a qual interagimos, que ajuda a Acredita-Bestruturar uma personalidade que se vai formando (A) (F).
* Se nesse ambiente, os pais resolverem viver «cada um» a sua vida, qual a situação em que colocam os filhos que não tiveram voz activa para pertencer a este mundo?
* Como deverão agir ou reagir?
* Que valores irão «adquirir» para formar a sua personalidade?
* Se os pais da Joana estavam em vias de se «separar» que «educação» se poderia esperar que eles lhe dessem?
* Depois de «afastados», como poderiam «exercer» essa acção educativa tão importante, em conjunto e com coerência?Consegui-B
* Se essa possibilidade de separação fosse uma das causas das traquinices da Joana o que fazer?
* E se os pais não se separassem?
* A Psicologia poderia ajudá-los sob qualquer destes pontos de vista?
* Como?
* Com que oportunidade e com que meios?

Acima de tudo, os pais são os principais agentes de educação «conjugada», «coerente» e «imprescindível» para a formação da personalidade da criança que vai crescendo nesse seio familiar.
São os principais alicerces dos adultos em formação, para constituir uma sociedade democrática e Maluco2humanitária, de facto.

Porém, nem sempre é fácil lidar com os filhos ou educandos. Enquanto os pais dizem que os filhos são rebeldes ou birrentos, os filhos queixam-se de que os pais não os compreendem e são muito antiquados ou retrógrados. Não acontecia isso connosco, considerando-os, muitas vezes, reaccionários e caducos?
São essencialmente todas essas experiências de vida e os dissabores sofridos, que nos ajudam a encarreirar por um caminho que, por acaso, nem sempre é o mais satisfatório.

Também os professores se queixam de que os alunos dão «água pela barba» e que é difícil incentivá-los para obterem um bom Psicopata-Brendimento escolar. Esta situação pode ter reflexos adversos não só na autorrealização do docente, como também no bom desenvolvimento de todas as potencialidades do discente.
Por sua vez, os gestores de uma empresa podem sentir necessidade de motivar os seus empregados para os ajudar a produzir o máximo, podendo (e devendo?) o lucro final reverter numa distribuição equitativa entre patrões e empregados. Será isso que acontece? Caso afirmativo, qual a razão das constantes greves e manifestações? E a do enriquecimento exagerado e ilícito de alguns? (N)

Para que tudo se possa «processar» de maneira saudável e desejada por muitos, sem haver explorados conformistas e exploradores insensíveis, ou até revolucionáros simplesmente desorientados, é imprescindível divulgar Imagina-Bamplamente a ciência do comportamento e os benefícios que a mesma pode propiciar. Utilizando criteriosa e atempadamente esta ciência comportamental, é possível fazer com que as nossas acções e comportamentos dêem o maior rendimento e contributo possível para o bem-estar, que todos desejamos igualmente.

Por isso, todos aqueles que desejam manter uma boa saúde física e mental (A) ou pretendem melhorar as suas capacidades e aptidões naturais, têm imensa vantagem em adquirir o conhecimento das leis, normas e técnicas que regem e condicionam o comportamento humano (F) (K).Psicologia-B

Tudo isto é necessário e muito importante no mundo actual para que uma vulgar «má situação» não se degrade, tornando-se incontrolável e inaceitável. Além disso, a prática e o treino são indispensáveis para o desenvolvimento das nossas aptidões, para a consolidação dos conhecimentos adquiridos e para a aquisição de novas capacidades, muitas vezes desconhecidas e que nos surpreendem com a sua eclosão e evidência, totalmente imprevistas, para muitos.

Treinar o quê, como, quando e porquê, são noções a adquirir com aprendizagens específicas que vulgarmente ficam Interacção-B30confinadas aos gabinetes dos especialistas que delas fazem uso para uma aplicação pessoal, restrita e pontual.

Contudo, para que pessoas muito interessadas, autónomas e confiantes em si próprias possam adquirir as noções elementares sobre o modo como o comportamento humano se forma e se modifica desde a nascença, apresentam-se a seguir diversos factores que influenciam a nossa vida relacional, tais como dissonância cognitiva, facilitação social, conflito, frustração e diversos outros (K).

Além disso, as ideias básicas sobre gratificação, punição, re-forço, extinção, aprendizagem por Depressão-Bmodelo, moldagem, identificação, etc., bem como as condições em que essas forças afectam os nossos comportamentos, quer num sentido positivo quer negativo, são apresentadas na sua utilização prática em casos do dia-a-dia (F).

O «caso» que se descreve numa narrativa ficcionada, enquistada num caso real, é o resultado da conjugação de inúmeras situações que continuam a ocorrer com muita frequência e que exigem muitas consultas especializadas para uma actuação rápida, oportuna e imediata. A linguagem que se utiliza, pretende ser extremamente simples e o estilo romanceado ajuda a compreender com bastante facilidade o seu suporte científico. Se a apreensão de conhecimentos fôr facilitada, podemos aliar a teoria à prática, para que cada um fique a conhecer neuropsicologia-Baquilo que pode e deve fazer para modificar, com oportunidade, uma situação concreta e específica.

Deixa-se assim ao próprio a liberdade de decidir se deve ou não actuar, depois de conseguir antever e prognosticar o resultado da sua acção (F) (I) (K) (N).

Evita a sujeição a opiniões e conselhos de leigos, ou a ideias «popularizadas», frequentemente inadequadas, provocando consequências imprevisíveis e, às vezes, indesejáveis, senão, prejudiciais.

Todo o comportamento tem influência no meio ambiente do qual fazemos parte. O meio ambiente condiciona-nos igualmente, gratificando ou punindo as nossas acções. Alguns disparates das crianças, só para contrariar os pais ou familiares (Q), Psi-Bem-Credundam em prejuízos graves, da mesma maneira como uma posição demasiadamente rígida dos pais para mostrar a sua autoridade, pode igualmente provocar consequências funestas e irreparáveis.

Assim como os pais com dificuldade em lidar com os seus filhos podem descobrir o modo de os educar convenientemente, os professores podem, igualmente, «ensinar» da melhor maneira possível. Os gestores também podem atingir um desempenho óptimo utilizando as mesmas técnicas, desde que as conheçam e saibam aplicar com oportunidade e bom senso, o qual é sempre imprescindível nestes casos.

O essencial é aprendermos a lidar com o meio ambiente que nos rodeia. Por isso, como nós constituímos o meio ambiente dos outros e a influência é recíproca, basta aprender, até com crianças, aquilo que se deve fazer no momento mais Difíceis-Bpropício e «com conhecimento de causa». A Joana demonstra-nos o modo fácil como até as crianças conseguem apreender e utilizar as noções mais basilares da modificação do comportamento.

Se uma criança de 7 anos, «birrenta por natureza», como dizia o pai, se modificou saudavelmente e essa mesma criança, com um treino indispensável, foi capaz de se iniciar aos 8 anos na aplicação da modificação do comportamento, qual a razão por que os pais, os professores e os gestores não deverão beneficiar dessa magnífica oportunidade?

Mais de 10 anos de consultas, «ficcionadas» nesta história, vão ser contadas com exemplos que podem ser seguidos também Organizar-Bpelos professores e empresários, tirando daí dividendos substanciais para o bom desempenho e produtividade, cada vez mais necessárias numa sociedade competitiva e em constante desenvolvimento e progresso.

Consegue-se também verificar neste livro, o modo como a simples actuação duma criança ajudou a «re-unir» uma família que se ia «des-unindo» devido a alguns «equívocos» que se resolveram com facilidade, sanando «desconhecimentos» que se foram colmatando com alguma leitura e empenho dos próprios.

Tudo isto se conseguiu apenas como um «efeito colateral» da modificação do comportamento da Joana que, segundo o pai, era «birrenta». Estes «efeitos colaterais» ou «secundários», serviram para que um casal à beira do divórcio, nãoRespostas-B30 só «regredisse» mas que ainda quisesse ter um outro filho para o poder educar «em conjunto», duma maneira saudável, humanitária e democrática, ajudando a filha a obter modelos de actuação e prática duma família equilibrada e feliz.

As informações sucintamente expostas neste livro, relacionadas com o desenvolvimento humano do nascimento à adolescência, caracterizado por períodos de gestação e crescimento – concepção, primeira infância, segunda infância e adolescência – também se podem obter mais amplamente em outros livros da especialidade (I).

Também, compreender o modo como as pessoas «funcionam», aprendendo a lidar com elas para descobrir de que modo vale a «Educar»-Bpena interagir socialmente, o que é muito importante até nas empresas, pode ser visto em outros livros mais específicos (K) (N).

Contudo, a personalidade dos educadores tem de ser suficientemente «manipuladora», mas num sentido ético, humanitário e democrático. Para que a personalidade não seja autocrática e chantagista ou laxista, mas suficientemente firme e capaz de proporcionar modelos de actuação válidos com fortes possibilidades de moldar o comportamento dos educandos num sentido ético e humanista, ajudando-os a desenvolverem-se devidamente, existe quase no fim deste livro (pag 291), uma prova de autoconhecimento que pode ajudar a compreender a personalidade de cada um, a fim de se poder modificá-la devidamente, se for necessário.Depress-nao-B

As técnicas de modificação do comportamento essenciais para tudo isto, podem ser apreendidas em Psicologia para Todos (F) e em vários livros que se indicam no fim, no capítulo RESUMO DO CONTEÚDO DAS OBRAS INDICADAS (301) e estão contidos na colecção de 17 livros que está projectada para a BIBLIOTERAPIA (Q).

Para se poder compreender bem a simplicidade de actuação, o GLOSSÁRIO final ajuda a sintetizar e a sedimentar as ideias e os conceitos sobre as teorias e as técnicas utilizadas em todos os casos descritos a seguir, ou em DIA-A-DIA-Cquaisquer outras situações.

Por este motivo, convém também ler outros livros que, além de mencionados no capítulo final, são aqui indicados entre parêntesis como por exemplo (A/23-35), isto é, páginas 23 a 35 do livro “SAÚDE MENTAL sem psicopatologia(A).

Fazem-se votos para que o conteúdo deste livro e de alguns dos restantes, evite inúmeras horas de dissabores inúteis e poupe muitas consultas especializadas (depois do mal instalado), tornando mais eficazes e benéficas as interacções (antes de qualquer problema) entre familiares, amigos, colegas, chefes e subordinados.

 É a prevenção ou profilaxia em acção.

É para isso que vai servir também a BIBLIOTERAPIA (Q),arvore

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BIBLIOTERAPIA – 18

Ontem, no final do meu passeio habitual, o amigo do Sr. Felício abordou-me para conversarmos sobre a necessidade e Maluco2
utilidade da Biblioterapia numa psicoterapia eficaz e preventiva, porque um amigo dele não conseguia, às vezes, o relaxamento necessário.
Como não tinha tempo para dar qualquer explicação, disse-lhe que faria um post sobre o assunto.
Recomendei que estivesse atento ao blog porque a resposta poderia ser rápida já que tinha dado uma explicação semelhante ao Júlio (E) quando da sua «quase»psicoterapia à mesa de um café, em 1980.
Por isso, vou transcrever as páginas 37 a 44 do capítulo 6 do livro «Eu Não Sou MALUCO!» (E)

“Depois do tempo que lhe deixei para pensar ou meditar no assunto, olhei para ele significativamente como que a elaborar uma Auterapia-B30resposta que dei devagarinho:
– Acho que não deve mudar seja o fôr, por duas razões: a primeira é que você está a tomar consciência do seu estado com bastante acuidade e realismo e, em segundo lugar, porque foi você mesmo que decidiu alterar a medicação tão bruscamente que me deixou sem outra alternativa. A sua resolução de ir à urgência em caso de necessidade, fica de pé e tem um fim-de-semana para validar a sua coragem de ter tomado uma decisão tão radical como aquela a que me referi.

A decisão está tomada e não vou voltar atrás.
– Então, o caminho certo é andar para a frente e continuar a psicoterapia.Biblio

Quer dizer que estou bem?
– Quer dizer que o meu relaxamento instantâneo do outro dia tinha um motivo muito forte!

Foi por isso que se assustou?
– Falemos no futuro (reforço do comportamento incompatível) – disse eu e continuei: – Faça o relaxamento utilizando todas as alternativas propostas. Já sabe que se não o conseguir fazer só com a concentração da atenção, pode utilizar o método da contracção muscular do relaxamento instantâneo. Também, a concentração da atenção nas Psi-Bem-Cideias que o perturbam até se sentir farto das mesmas, pode ajudar a conseguir aperceber-se profundamente das contracções que sentir nas diversas partes do corpo (P). Se nada disto der resultado, deixe que as coisas continuem como estiverem e não tente mudar seja o que fôr.
Esperei uns instantes e continuei:
– Vá atrás da onda e deixe-se embalar, para depois tomar o pulso da situação quando puder.

Então, a psicoterapia é assim?
– «Se não os consegues combater, junta-te a eles».

Como?Psicopata-B
– Não quer combater as ideias absurdas e indesejáveis que está a ter? Se não consegue combatê-las de frente, infiltre-se nelas para depois as destruir. É assim que se faz na guerra de guerrilha. Foi assim que muitos países ganharam a independência de outras potências muito mais poderosas. É assim que os vírus e as bactérias entram disfarçados no nosso organismo aproveitando as fraquezas ou as falhas momentâneas nas defesas. E não somos diferentes na vida psíquica.

Então é assim!
– A sua coragem de alterar a medicação deixou-me embaraçado e receoso, mas não o quis desiludir. Fiquei à espera dos Saude-Bresultados. Sabe que os medicamentos exercem globalmente uma certa influência nos nossos pensamentos, sensações, ideias, acções e reacções. É por isso que se aconselha a não beber álcool com as drogas para não potenciar o seu efeito. Como a reacção global da pessoa se altera num determinado sentido, uma falta de medicamento tão brusca, provoca uma reacção muito forte. Foi o que aconteceu. Quando começou a tomar a medicação, isso provocou efeitos que se foram atenuando com o tempo. Se desejasse a reacção inicial, a dosagem teria de ser aumentada. Se, no seu caso, não foi aumentada, mas muito diminuída bruscamente, o efeito obtido era previsível.

Mais uma razão para pensar agora que só a medicação não me iria deixar numa situação relativamente controlada.Depressão-B
– Se preferir pensar assim, a decisão é sua. Mas existem situações pontuais em que a medicação pode beneficiar durante dois ou três meses, até tudo voltar à normalidade. Noutros casos crónicos, a medicação mantém um determinado estado psíquico que é indispensável. As psicoses exigem geralmente este tipo de tratamento.

Mas, no meu caso, já fiz determinados tratamentos de semanas ou meses e, passado pouco tempo desse tratamento, as coisas voltaram à mesma! Quer dizer que eu não irei poder passar a minha vida sem a ajuda da droga? Vou ser um drogado oficial! – exclamou o Júlio.
– Não é bem assim. As coisas mudam e tudo o que puder mudar na sua vida pode ajudá-lo a ganhar a sua estabilidade.Acredita-B

Vou ficar à espera do acaso?
– Espero que não seja necessário. É por isso que estou a continuar a dar-lhe apoio! – exclamei.

Então, foi isso que o Rui me quis dizer da última vez ao telefone: “Aprende a enfrentar as coisas,. Só assim vais conseguir vencer!” O que ele me quis transmitir é que a droga era uma muleta para aprender a andar e que, logo depois, devia ser posta de lado para não criar dependência? É isso que eu quis fazer mas não consegui.
– Talvez tenha sido cedo demais. Não pode deitar a muleta fora só porque imagina que pode andar sem ela! – exclamei.Consegui-B

Entretanto, ouvimos uma algazarra muito grande no canto oposto do café. A freguesia não era muito «civilizada» e um indivíduo tentava bater noutro, enquanto uma mulher gritava: “Agarrem-no senão ele bate-lhe. Desgraça-me a vida!”
Alguns frequentadores do café, talvez conhecidos dos litigantes, intervieram e abrandaram as iras e as violências dos dois contendores, evitando a «desgraça».
Essa cena transportou-me de tal maneira para um mundo de comparações entre aquela briga e a droga, que me deu vontade de rir. Sob os olhares furibundos de alguns, fiz um sinal ao dono do café dizendo que voltaria logo e saí. O Júlio saíu comigo e perguntou-me:Difíceis-B

Porque se está a rir desta maneira?
– A briga fez-me lembrar a sua droga.

Olhou para mim incrédulo de um modo interrogador, à espera de explicação e, por isso, demorando algum tempo para deixar o Júlio na expectativa, continuei:
– Os seus comprimidos faziam o mesmo efeito que as pessoas que separaram os dois litigantes. Num determinado momento, a falta ou a pouca força dos intervenientes apaziguadores, podia fazer com que o desejo de bater no outro se reavivasse ou neuropsicologia-Bpudesse ser concretizado. A falta da medicação também pode fazer com que as suas ideias anteriores se reavivem, fazendo julgar que o seu desejo de «acabar» com elas, possa ser hipoteticamente concretizado sem o trabalho suplementar do relaxamento. Se os litigantes pensassem um pouco antes de «disparatar», ou se conseguissem chegar a uma solução satisfatória, a intervenção dos outros (medicamentos?) seria desnecessária (A/143-155) (P). Agora, ou se continua com essa força para evitar a agressão ou se «trabalha» na causa do impulso inicial (na cabeça do agressor) para o neutralizar (efeito).

Agora estou a ver melhor qual a diferença entre a psicoterapia e a medicação. A consequência da continuação da medicação é a alienação à mesma, assim como a consequência de bater no outro é a cadeia. (ver agora o post Psicologia-BPSICOTERAPIA / MEDICAÇÃO no blog [psicologiaparaque.wordpress.com]) Belo cenário! – exclamou o Júlio.…
– Não se esqueça que estamos a falar em pessoas que têm consciência de que estão a fazer mal, sofrem com isso, mas não são capazes de evitar esse seu comportamento.

É a força de vontade que lhes falta, não é?
– Se quiser chamar força de vontade não me oponho, mas prefiro chamar-lhe treino. Desde criança que uma pessoa tem de aprender a ultrapassar dificuldades, discernindo as razões das suas novas acções (D) (Q). É como qualquer outro treino de Joana-Bandar, falar, vestir, conviver com os outros. A falta desse treino ou um treino incorrecto podem conduzir uma pessoa a inaptidões que terão de ser reeducadas mais tarde, às vezes, com grandes sacrifícios e sem os resultados óptimos que se poderiam obter desde o início (L). É como reeducar crianças deficientes em comparação com a optimização das normais (I). É como aprender a andar de bicicleta numa idade avançada, ficando em grande risco o equilíbrio e o à-vontade que são necessários para não conduzir sob enorme tensão, propensa a provocar acidentes.

Acha então que não devo mudar coisa alguma neste fim-de-semana, dispondo-me a ir a uma urgência em caso de necessidade?Interacção-B30
– Julgo que o relaxamento e a autoanálise devem ser orientados conforme combinámos e que nada mais deve ser mudado. Suponho que vai ser vantajoso ler os apontamentos e os textos de apoio que lhe emprestei (Q). Reler tudo isso também não faz mal. Tem de saber como tudo isso funciona. (F) (J) (K)
O Júlio ficou a pensar e, depois de alguma meditação, disse-me:

A lebre, mesmo que se perca no caminho, irá reencontrá-lo em função da fome que sentir.

Naquela ocasião, os livros inciais com o caso da Cristina (L) e SAÚDE MENTAL sem psicopatologia (A) não estavam Organizar-Bainda preparados e, por isso, não lhe podia recomendar a sua leitura. Em sua substituição, emprestei-lhe alguns apontamentos que tinha disponíveis que, sendo precursores incipientes desses livros, utilizava nas minhas aulas de psicologia e psicopatologia, a enfermeiros. Os de psicologia social, utilizava-os com assistentes sociais e formandos de informática e secretariado. Seria um começo incipiente da biblioterapia?

Bom fim-de-semana e até segunda-feira. Vou fazer os possíveis por passar bem estes dias – disse-me o Júlio.
– Avise-me antes da chegada da ambulância para o levar à urgência – respondi, a rir com gosto.
Passado o fim-de-semana sem o «tal aviso» do Júlio, encontrámo-nos à hora combinada, no café, na segunda-feira. O Júlio vinha sorridente e, aparentemente, cheio de confiança em si próprio. Disse-me que tanto o relaxamento como a Respostas-B30autoanálise tinham corrido bem e julgava que tinha escrito na autoanálise qualquer coisa sobre a Escola Primária e sobre os seus pais. Achei-o mais lúcido e encorajei-o a continuar assim, apesar das «quebras» normais que, de certeza, iria ter «normalmente» ao longo da vida. Disse-lhe que isso acontece sempre mas, uma vez criado o hábito de enfrentar as dificuldades, a vida torna-se mais simples e interessante.

Já viu que depois do desmame as coisas começam a correr melhor?
– Pois é. Já sinto pouca falta dos medicamentos – disse ele.

Para o precaver contra outra falha súbita nos medicamentos, disse-lhe que não era aconselhável reduzi-los tão bruscamente como tinha acontecido. Quando resolvesse prescindir dos restantes comprimidos, de modo como ele desejava e sem a opinião Psicopata-Bdo médico, parecia-me arriscado reduzir mais do que metade de cada um, depois de passarem pelo menos duas semanas sobre a redução anterior, não prescindindo da última dose nos quinze dias seguintes. O Júlio concordou, porque eu saberia dizer-lhe se o achava melhor, embora pudesse não ficar em contacto directo comigo, posteriormente.

O reforço do comportamento incompatível é bastante importante – disse ele – e deu bastante resultado quando a minha mente começou a divagar por alguns episódios passados na infância. Os meus pais eram muito rígidos e preconceituosos. Sabe que são gente do campo que se rege por normas bastante rígidas tomando os patrões como exemplo (modelagem). O pior de tudo é regerem-se pelo que eles dizem que se deve fazer, mas não por aquilo que «Educar»-Beles fazem, de facto. Lembrei-me disso, porque eles podiam ter adoptado a faceta contrária, que também não é boa, mas é menos alienante.

Querendo desviar a conversa (rci) que, naquele momento, não me interessava num sentido psicoterapêutico, perguntei o que se passava no curso. Disse-me que tinha conseguido estudar bastante melhor do que nos dias anteriores. Parecia-lhe que tinha mais memória e melhor disposição para as novas matérias. Encorajei-o a preocupar-se mais com o curso. Já que sabia o que era e como devia utilizar o reforço do comportamento incompatível (rci), o seu investimento no curso iria reduzir as suas preocupações com a vida, que seriam resolvidas lentamente. À medida que os «documentos antigos» da sua vida fossem devidamente analisados e arrumados nas gavetas correctas da memória, a vida iria correr melhor.Psicoterapia-B
Como não tinha mais nada que fazer durante a hora seguinte, relatei o que tinha acontecido comigo quando ainda não era psicólogo e o modo como tinha «descoberto» e experimentado este tipo de «tratamento» em mim próprio, deixando de tomar os medicamentos que me alienavem e deixavam ainda pior do que estava. A aprendizagem anterior, a leitura, o treino e a perseverança eram importantes.
Insisti na importância do reforço e o Júlio admirou-se com os exemplos que dei, enquadrando diversas situações do dia-a-dia (F) com pessoas das mais diversas idades. Quando falámos na educação das crianças, disse-me que gostaria de poder educar os seus filhos, quando algum dia os tivesse, de maneira diferente daquela que os seus pais tinham procedido com ele. As ideias sobre o comportamento deveriam ser mais claras e sem preconceitos. Os pais deviam Stress-Bsaber o modo como «educar» os filhos e não «embarcar» nos modelos apresentados na sociedade e muito menos na propaganda que se faz nos cinemas ou na televisão e, especialmente, nas telenovelas. Educar é ajudar a aprender e a formar conceitos, a fim de que cada um, à sua maneira, se possa socializar ou estruturar a sua personalidade e interagir autonomamente de modo adequado.

− Os pais têm de saber como educam e porquê. Devem ter plena consciência do que pretendem e, de acordo com isso, planear as estratégias necessárias para atingir os objectivos. Não podem, de modo algum, querer que os filhos sejam bem-educados só porque lhes ditam algumas normas de civilidade e etiqueta. Também é importante que os filhos vejam os pais seguir essas normas. A dissonância cognitiva é má, a modelagem e a moldagem são DIA-A-DIA-Cimportantes, mas a identificação é ainda mais – disse eu.

O Júlio ouviu isso e perguntou-me se não lhe emprestava alguns apontamentos sobre o assunto.
– Só se tirar algumas fotocópias deste dossiê volumoso que trago comigo – disse.

Posso fazer isso enquanto dá a sua aula? – perguntou.
– Hoje, pode – respondi.

Então, vou dar um golpe de vista rápido durante a próxima meia hora e depois, tenho mais do que uma hora para tirar as fotocópias que desejar. Fica aqui muito perto – informou-me.Adolescencia-B

A aula decorreu anormalmente bem e quando terminou, o Júlio estava à minha espera com os apontamentos na mão, agradecendo ter-lhe permitido tirar as fotocópias desejadas (D) (F) (K).

Isto é magnífico – disse – e dá-nos uma perspectiva bem boa do modo como o comportamento se forma, mantém, modifica e extingue. Estão aqui também as técnicas que se podem utilizar para alterar muitos dos nossos hábitos. Só com o golpe de vista que dei durante mais do que uma hora antes de tirar as fotocópias que desejava, consegui verificar o erro que cometemos ao imaginar que os condicionamentos só se processam ao nível dos animais inferiores (Q). É um erro crasso que pode ser evitado só com a compreensão e as experiências pelas quais cada um passa e apoio2disseca para entender o quê e o porquê de esses factos acontecerem (D) (F) (K) (M) (Q).
– Tudo tem causas e efeitos – respondi – e se tivermos o cuidado de tentar verificar as causas, sem as atribuir a alguma culpa ou a qualquer processo não consciente, podemos verificar os seus efeitos. A partir dessa associação causal, podemos manipular as causas e verificar os efeitos e, posteriormente, até provocar os efeitos desejados delimitando as causas necessárias. Teremos algum tempo para discutir isso durante as nossas conversas.

Teríamos mais seis semanas para toda essa discussão teórica a ser aplicada na prática (B/109).

Estou a compreender que a Psicologia é uma ciência e que pode ser utilizada como tal, desde que se saibam bem os seus sucess2fundamentos.
– Parabéns pela descoberta – disse eu e ia despedir-me quando ele perguntou:

Não vai publicar isto? – perguntou-me, quase de fugida.
– Ainda não sei. Tenho de conseguir reformular tudo e redistribuir convenientemente este conjunto, tornando-o legível para o público que quiser apreender estas noções. Não sei se reparou que está tudo muito condensado. Embora os exemplos não faltem para orientar as minhas aulas, estão apresentados de maneira tão sucinta que o leitor tem de dar tratos à imaginação para seguir o meu raciocínio.

A intervenção que o Júlio teve, deu-me a noção de que eu poderia utilizar os apontamentos como um meio terapêutico válido e reed2eficaz, talvez com a apresentação de alguns «casos» típicos, como modelos a imitar, como está a acontecer agora com a colecção, alargada para os 17 livros da BIBLIOTERAPIA (Q).

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AUTOTERAPIA – 26

Organizar-BJá vi na Academia o esboço do seu novo livro sobre Autoterapia, apresentado há muito. Biblio
Gostei imenso, mas não compreendo a razão da apresentação das provas de Autoconhecimento e da Autoorientação, com as cotações à vista.
Deste modo, a pessoa pode ver os resultados para responder às provas.
Qual a razão de as publicar?
Um colega

 

Caro colega.Auterapia-B30
Vi o seu comentário acima transcrito, feito no post AUTOTERAPIA 25 e vou tentar responder ao mesmo porque me parece importante apresentar as minhas razões para a publicação da solução dessas provas.

Antes de tudo agradeço ter lido o projecto do novo livro e fico satisfeito por ter gostado do mesmo.
Este livro, como o próprio título denuncia, é uma ajuda para que todos possam fazer uma autoterapia, especialmente quando não têm outra solução a não ser a de aguentar a situação de desequilíbrio em que se encontram «enfrascando-se», às vezes, em comprimidos que até podem ser prejudiciais para a saúde em geral e para a vida familiar, social e profissional de cada um.Imagina-B
Para isso, a pessoa tem de ter capacidade própria para  fazer uma psicoterapia ou procurar obtê-la de alguma maneira.

Uma das capacidades fundamentais é a de reconhecer que tem problemas e, até certo ponto, saber avalia-los na sua verdadeira dimensão ou da maneira como os estiver a sentir. O valor dessa dimensão tem de ser expressa em quantidade ou qualidade, maior ou menor, psara a avaliar a cada passo. Para isso, a escala de avaliação de 11 pontos/conceitos ou qualquer outra, pode ajudar a compreender se a pessoa está a conseguir ultrapassar as dificuldades, quantificando-as se possível, em palavras ou números ou, se ao contrário, está a aumentá-las.Psicologia-B

Como deve ter visto, cada pessoa tem de fazer um inventário das suas dificuldades. Se não fizer isso, pode não saber por onde começar e «em que frente atacar» como, quando e em que medida.
Essas dificuldades são aquelas que a pessoa sente e quer fazer desaparecer ou diminuir. Só conhecendo-as e tendo consciência delas é que se pode fazer esse trabalho de as reduzir, eliminar e até evitar no futuro.

Para conseguir isso, cada um tem de ter a capacidade de examinar os seus actos, analisa-los com Interacção-B30objectividade e rigor, descobrindo quais as suas causas para poder interferir nos seus efeitos que, de momento, são prejudiciais e não interessam.
Tudo isso exige muita objectividade, honestidade, humildade e realismo. Não podemos ser utópicos ou justificadores e «autodesculpabilizadores» daquilo que não nos interessa, mas que queremos que desapareça.
Se atribuirmos as «culpas» (causas) aos outros, nada poderemos fazer por nós próprios, a não ser esperar que o «mundo» vá mudando ao nosso gosto. Para isso, não é necessária qualquer psicoterapia.

Nestas condições, se utilizarmos, por acaso, a psicoterapia como um instrumento para aguentar o mal que julgamos que Psicopata-Bestamos a sofrer, podemos obter daí reforço secundário negativo que nos pode viciar e fazer com que continuemos com essa situação, deixando-nos na dependência que nos conduzirá ao conformismo ou à depressão aprendida.

Por isso, para que a pessoa tenha a capacidade de poder fazer essa análise necessária e essencial para descobrir as causas, tem de compreender os mecanismos do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social.
Compreendendo como tudo funciona e tendo a honestidade, a humildade e o realismo necessários, pode-se fazer uma análise do passado, descobrir os «erros» cometidos ou as causas das dificuldades, procurando soluções para que as coisas não se repitam e até se evitem no futuro, com capacidade para fazer desaparecer os «efeitos» que não nos Depressão-Binteressam e que nos desequilibram.

Como tudo isto necessita de calma, boas lembranças e disponibilidade mental para as recordações antigas, o livro (P) destina-se essencialmente aos mais apressados ou aos que já conhecem os fundamentos do comportamento humano.
Os que quiserem enveredar por este caminho, para conseguir ter essa calma necessária para a disponibilidade mental, podem seguir os procedimentos indicados nesse livro (P)  mas, se necessário, deverão consultar também os restantes livros necessários e indicados na Biblioterapia para que a autoterapia seja eficaz.

Por exemplo, o Antunes conseguiu fazer quase uma autoterapia, mas com muita leitura e treino.Acredita-B

A Cidália teve pouca ajuda mas também leu muito e treinou o suficiente.

O Júlio, quase que foi ajudado à mesa dum velho café, apenas em 19 sessões. Mas teve de ler muitos apontamentos policopiados e manter com afinco a autoanálise, o diário de anotações, a autoavaliação dos sintomas e o relaxamento, para entrar autonomamente todas as noites em Imaginação Orientada (IO).

O Joel, com todas as suas dificuldades e desenganos, apesar de não ter muita ajuda, mostrou como se podia «dar a volta por Consegui-Bcima», apesar de muitas das dificuldades terem sido artificialmente criadas pelos especialistas que deveriam ajuda-lo a ficar «curado». O seu empenho foi tão grande, que até quis que o seu «caso» fosse apresentado como um exemplo do modo como se podem ultrapassar essas dificuldades, quase que exigindo que no «seu» livro ficasse incluída uma LISTA DE PROCEDIMENTOS para os outros poderem aproveitar com o seu exemplo.

Além de tudo isso, para quem se quiser inteirar do método que conduziu à possibilidade de autoterapia, o livro «Imaginação Orientada» (J) apresenta os fundamentos e modos de actuação baseados na Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA), com o apoio da autohipnose, para uma modificação do comportamento Maluco2baseada na reestruturação cognitiva, num sentido da logoterapia, proveitosa para o próprio.
Como já se disse anteriormente, tudo isto exige muita honestidade, humildade, realismo, conhecimento do funcionamento do comportamento humano e capacidade de actuação.

Quem quiser fazer tudo isto por si próprio, se não tiver conhecimentos, vai ter de os adquirir com muitas leituras e treino. Se não tiver outro apoio, vai ter de praticar tudo isso, com afinco e persistência, por si próprio. Além disso, vai ter de se conhecer a si próprio e verificar as suas capacidades.

É para isso, que se destinam essas provas de que o colega falou no comentário, da mesma maneira como existe outra prova sobre «O que sabe acerca do Joana-BComportamento Humano?» no livro «Psicologia Para Todos» e a prova de autoconhecimento no livro de «JOANA, a traquina ou simplesmente criança?». É para cada um testar os conhecimentos adquiridos e, em caso de necessidade, aprofundar a matéria que deve conhecer, a fim de modificar o comportamento que não interessa, orientando-o no bom sentido ou no desejado.

Nestas condições, como não podia deixar de ser, tinha de colocar as soluções à disposição do leitor.
Em que local e de que maneira? Quando?
Elas não são para diagnóstico mas apenas para o conhecimento do próprio.
Se o leitor fôr ver as soluções antes de responder aos questionários, não demonstrará a honestidade suficiente para analisar os Saude-Bseus comportamentos e irá tentar arranjar desculpas para os mesmos, nem que sejam muito elaboradas.
As provas são para o interessado ter a possibilidade de, com honestidade, estudar e analisar humildemente o seu comportamento a fim de adquirir as competências necessárias para a orientação e condução da autoterapia que, caso contrário, não a conseguirá fazer nas devidas condições, podendo até ocasionar qualquer resultado desagradável e imprevisível.
Nestas circunstâncias, não poderá fazer uma autoterapia mas terá de ser ajudado em psicoterapia, com a agravante de tentar apresentar ao psicólogo uma boa imagem como acontece com muitos e como o próprio Joel confessou mais tarde, embora o psicólogo já tivesse dado conta do facto, assim como do próprio diagnóstico de psicopata, Difíceis-Bincorrectamente feito pelo psiquiatra.

Embora este post tivesse sido publicado ontem, David Martins, amigo do facebook, «provocou-me» hoje uma ideia com o seu comentário. Quem nos garante que por trás de todos estes incêndios não estão os «interesses» dos madeireiros, dos donos dos aviões de combate, dos fornecedores dos materiais consumíveis ou não, além de muitíssimos outros indivíduos que podem ganhar com estas catástrofes? Basta planear tudo ao pormenor, aproveitar a insatisfação dos «desmiolados», «desesperados» e «desempregados» que abundam cada vez mais e que nunca tiveram uma EDUCAÇÃo adequada, com exemplos  apropriados, para os poder manipular convenientemente. Para isso, há muitas técnicas que são largamente utilizadas, até na comunicação social e neuropsicologia-Binstituições que abundam neste país. Basta industriar suficientemente estes indivíduos e colocar nas suas mãos o «material» necessário para eles fazerem «irresponsavelmente» o «trabalhinho». Depois, se forem descobertos e apanhados, a culpa não será deles mas da «doença» que lhes será «descoberta» convenientemente por muitos peritos, tal como aconteceu com a Maria, com «rótulos» muito interessantes e sentenças «admiráveis» Contudo ninguém se preocupa em evitar-lhes a «doença» com uma sociedade e uma governação adequadas, trabalhando na saúde mental da população ANTES que estas desgraças aconteçam e que causam prejuízos não só aos proprietários como a todos os contribuintes e ao bom funcionamento da sociedade em geral. Respostas-B30

Já nos anos 80 do século passado, houve colegas que, visitando uma livraria, criticaram o facto de eu tentar colocar os folhetos do CPC nas mãos de leigos, com informações e noções científicas  sobre a psicologia, psicopedagogia e psicoterapia, em linguagem simples.
Acho que é bom que os leigos tenham estes conhecimentos para ajudar a educar e apoiar melhor os filhos.     Só assim se pode melhorar uma sociedade e orientá-la no sentido dum progresso saudável.
O grande prejuízo que pode daí advir é para os psicólogos que, com este procedimento, podem ter menos consultas, como me dizia o Júlio (E) a brincar, mas com muita razão e oportunidade.

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RESPOSTA – 48

“Estou a fazer a pós-graduação em Reabilitação Psicológica e Psicossocial em Saúde mental.Biblio
Um dos utentes que faz parte do grupo da Biblioterapia apaixonou-se por uma travesti.
Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.
No entanto o meu utente de vez em quando tem necessidade de perguntar a sua companheira porque é que ela gosta dele.
Vejo isto como se existisse uma insegurança ou falta de demonstração afectiva da parte da transexual em Auterapia-B30relação a ele?
No entanto até agora o utente disse me estar satisfeito com esta relação porque mesmo ela sendo uma travesti prostituta eles conseguem ter uma vida de casal onde a parte afectiva funciona bem.
Tem uma vida normal, andam na rua, vão as compras, ao cinema, à praia.
A situação complicou se com a chegada do verão.
A travesti aumentou muito os consumos de marijuana, trabalha mais, eles tem menos tempo juntos, menos sexo, fumam ambos mais marijuana e isto esta a preocupar o utente.Psicopata-B
No entanto ele gosta mesmo da travesti.
Vejo nesta situação que o consumo acaba por retirar a critica, os sentimentos podem ficar confusos dai o utente ter de perguntar por que razão a travesti gosta dele.
Quando fumam os dois, o utente reparou que a travesti fica mais permeável e próxima dele.
Pode-me dizer que ajuda é que posso dar?”

Voilas.”

Caro Senhor VoilasMaluco2
Em relação ao comentário acima transcrito, feito por si no post «Biblioterapia 17», depois de o ler na totalidade, tive de pensar muitíssimo no assunto, para dar a seguinte resposta, bastante seccionada, a fim de tratar dum tema muito importante e com inúmeras implicações.

♦ “Estou a fazer a pós-graduação em Reabilitação Psicológica e Psicossocial em Saúde mental
Julgo que a sua pós-graduação é depois da actual licenciatura de Bolonha, de 3 anos. Antigamente, eram necessários 5 anos de curso superior e mais estágios escolar e profissional para começar a trabalhar independentemente. Neste caso, deve ter um orientador ou alguém qualificado a quem esteja a ajudar. Julgo que essa pessoa é a mais indicada para o poder ajudar porque tambémImagina-B deve estar a seguir o «caso» de perto, o que é importante.

♦ “Um dos utentes que faz parte do grupo da Biblioterapia apaixonou-se por uma travesti.
Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.
Já que me parece estar a dizer que está a trabalhar num grupo de Biblioterapia, suponho que está a utilizar livros adequados para isso. Se assim não acontecer, ler qualquer livro não pode ser considerada Biblioterapia. Se assim fosse, todos os professores, alunos e leitores que vão lendo livros, estariam a fazer Biblioterapia. E o carpinteiro estaria a fazer a Psicologia-Bserroteterapia ou marteloterapia. Além disso, como na AUTOTERAPIA, eu insisto muito na realização da autoanálise e da manutenção do diário de anotações não podemos chamar a isso «escritoterapia». Por isso, suponho que a Biblioterapia de que fala em psicoterapia, está a ser devidamente orientada com livros adequados. Caso contrário, o «paciente» ou utente pode ficar descompensado ou ainda mais desorientado do que já está. Não se esqueça da aprendizagem social, da modelagem e do reforço vicariante, de Alfred Bandura. Bem bastam os filmes de violência que são exibidos em todas as televisões… Além disso, a pressão e a  facilitação  social podem ficar a exercer a sua influência que deve ocasionar bastantes danos em pessoas vulneráveis.

♦ “Conheceram-se em janeiro de 2016 e desde então não se largaram.
Definem a sua relação como uma conexão, algo que não precisa de palavras para explicar o porquê de estarem juntos.”Interacção-B30
Se se conheceram há mais de 6 meses e acham que é uma conexão não necessitando de palavras para explicar o porquê, julgo que não deve haver necessidade de explicações nem de dúvidas.

♦ “No entanto o meu utente de vez em quando tem necessidade de perguntar a sua companheira porque é que ela gosta dele.
Vejo isto como se existisse uma insegurança ou falta de demonstração afectiva da parte da transexual em relação a ele.
Se o seu utente, gosta duma travesti, talvez fosse mais adequado perguntar porque é que ele gosta dessa travesti. Serão assuntos que ele possa esclarecer com perguntas feitas com total consciência, ou necessitarão de uma análise de Saude-Bprofundidade? São, geralmente, «dificuldades pessoais» que só se podem esclarecer lidando directamente com a pessoa, duma forma especial e, para isso, o orientador da pós-graduação deve ser o mais indicado. Julgo que apenas perguntas e respostas conscientes não são o mais indicado porque existe a tendência de apresentar uma «boa imagem». Em que condições e a que preço?
É também por isso que eu utilizo a Imaginação Orientada (J) e estou a preparar um livro para a «AUTOTERAPIA (psico) PARA TODOS» (P) a partir das experiências que já começaram comigo em 1974 e foram continuadas com o Joel (G) do «PSICOPATA! Eu?», em 1977, e continuados com o Júlio (E), do «Eu Não Sou MALUCO!», em 1980, além de muitos outros.Acredita-B
Contudo, este método só se pode utilizar com pessoas que estejam verdadeiramente interessadas em melhorar o seu estado psíquico. Não pode ser com os que se entregam nas mãos de psicoterapeutas para lhe dizer quase taxativamente: “Faça o seu trabalho para me pôr em ordem, que eu fico a ver!”.

♦ “No entanto até agora o utente disse-me estar satisfeito com esta relação porque mesmo ela sendo uma travesti prostituta eles conseguem ter uma vida de casal onde a parte afectiva funciona bem. Tem uma vida normal, andam na rua, vão as compras, ao cinema, à praia.”
Se a vida afectiva funciona bem, qual a razão das dúvidas? Andar na rua, ir às compras, ao cinema, à praia, será uma vida Consegui-Bnormal? Neste caso, o «normal» será aquilo que muitos fazem ou que a maioria faz, diz que faz ou percebemos que faz? Mas, será uma vida saudável? Se é saudável, normal (A) e desejada pelos dois, qual a razão das dúvidas e desconfortos?

♦ “A situação complicou-se com a chegada do verão.
A travesti aumentou muito os consumos de marijuana, trabalha mais, eles tem menos tempo juntos, menos sexo, fumam ambos mais marijuana e isto esta a preocupar o utente.”
Qual a razão da situação se complicar? Calor? Encontro com mais pessoas? Muito trabalho? Tudo isto tem de ser verificado, compreendido, analisado, encaixado na situação do momento, para aprender a lidar com tudo isso de forma Joana-Bvantajosa para o próprio. A propósito, se os dois se dão bem, qual a necessidade do consumo de estupefacientes? Não será para aliviar temporária e ilusoriamente os desequilíbrios psicológicos em que podem estar a viver? Quais serão? Só um contacto directo com os intervenientes pode proporcionar uma tentativa de esclarecimento e solução, se é que fôr necessária.

♦ “No entanto ele gosta mesmo da travesti.
Vejo nesta situação que o consumo acaba por retirar a critica, os sentimentos podem ficar confusos dai o utente ter de perguntar por que razão a travesti gosta dele.Depressão-B
Quando fumam os dois, o utente reparou que a travesti fica mais permeável e próxima dele.”
Posso garantir que o consumo de qualquer estupefaciente, droga psicotrópica ou álcool retira-nos o senso crítico e até a estabilidade emocional, deixando-nos quase anestesiados. É para isso que os mesmos são consumidos. É para baixar a ansiedade ou «criar coragem». Não sei se reparou que até na televisão se vêem pessoas em quem se nota que tomam drogas ou estão a ser medicadas para problemas de depressão, ansiedade ou quaisquer outros. Tudo isso se reflecte até na expressão verbal, nos movimentos e no olhar. Esses produtos destinam-se essencialmente a criar a ilusão de que os problemas não existem ou que são desprezíveis. Porém, não ficam resolvidos enquanto não se fizer uma psicoterapia conveniente. E isso até é uma recomendação de médicos eminentes que se neuropsicologia-Bdedicam ao seu estudo e tratamento.

♦ “Pode-me dizer que ajuda é que posso dar?
Este é o ponto fulcral e mais difícil.
Não sabendo que Biblioterapia está a fazer, em que instituição trabalha e com que orientadores, não posso dar qualquer resposta concreta mas sim tentar chegar a um raciocínio que pode ser útil, contando também dois dos episódios que se passaram comigo.
Lendo o artigo sobre «Uma Experiência com Alcoólicos Reincidentes» nas páginas 186 a 196, da Revista HOSPITALIDADE, da Casa de Saúde – Telhal, vai verificar que tentei fazer uma experiência com 8 alcoólicos, trabalhando com Psi-Bem-Celes em psicoterapia individual, utilizando a TEA.
Todos eles estavam habituados, nos seus vários internamentos na mesma instituição, a fazer desintoxicação fisiológica com acompanhamento de terapia de grupo, muito em moda naquela ocasião.
Nessa terapia, eles «desbocavam» os seus problemas «conscientemente» e «consolavam-se» quase mutuamente, podendo achar que os problemas dos outros eram maiores do que os do próprio.
Como eu tinha a certeza de que o alcoolismo é frequentemente adquirido com o reforço secundário negativo obtido com o consumo do álcool para aliviar os sentimentos negativos vividos pelo indivíduo, tentei utilizar a TEA especialmente com um dos oito visados, porque era o único em que o início do consumo tinha sido causado pelas paródias em que se envolvia, por gosto, fora de casa.Difíceis-B
Os outros 7 tinham começado a beber para «afogar as mágoas» sentidas com as dificuldades que estavam a passar. A diferença fundamental é que parecia que os 7 tinham-se viciado com reforço negativo enquanto o  se tinha viciado com reforço positivo.
Porém, parecia que o Hermes dava-se bem com a família, tanto mais que a sua esposa assim o confirmava confidencialmente. Contudo, não era a primeira vez que estava institucionalizado.
Nessa instituição, quando eu tentava marcar sessões de psicoterapia individual, o visado era chamado para desempenhar alguma tarefa em que ele era hábil. Seria apenas coincidência? A prioridade era a psicoterapia ou os trabalhos de manutenção da instituição? Nestas condições, o Hermes quase nunca conseguiu fazer uma sessão em termos. Também, quando chegou à 9ª sessão, foi-lhe subitamente dada alta com a condição de ter apoio com uma sessão semanal de Organizar-Bpsicoterapia individual.
O Hermes foi-se embota, comprometendo-se a telefonar ao fim do primeiro mês para se iniciar esse novo apoio semanal em local e horário a combinar. Não telefonou e, quando ao fim de 2 meses, foi-lhe escrita uma carta para saber novidades, telefonou com uma voz de ébrio a dizer que necessitava de apoio em relação a outros problemas sem serem os do alcoolismo, provavelmente, à espera do internamento seguinte para uma nova desintoxicação com terapia de grupo…..???
O segundo caso relaciona-se com o «Calimero» (M) que esteve desde a escola Primária nas mãos de terapeutas, médicos e psicólogos, «ganhando» cada vez mais dificuldades e medos até aos 21 anos, para ficar «estagnado» no 11º ano.
Entretanto, com o apoio que lhe foi dado a partir desse momento, com a metodologia da TEA e IO, com autohipnose, Respostas-B30conseguiu concluir uma licenciatura, com 16 valores, aos 26 anos.
Menciona-se aqui apenas a metodologia (P) seguida porque, apesar de haver a possibilidade de utilizar livros, o «Calimero» não os lia. Não mantinha o diário de anotações e, com as mais variadas desculpas, havia um desleixo muito grande na manutenção do relaxamento mental diário.
Contudo, depois da licenciatura achou que a maior parte do trabalho tinha sido feito por ele.
E, ainda bem que, para sua futura defesa, ele pensava assim.

De acordo com o que disse no livro BIBLIOTERAPIA (Q), uma psicoterapia que se pretenda fazer com a leitura de livros, tem de ser orientada com determinados livros e deve ter a total colaboração e interesse do utente que se deve «Educar»-Besmerar tanto na leitura e compreensão do seu conteúdo, como persistir nos treinos necessários.
Contudo, para que isso aconteça, compreendendo que nada disso é fácil, especialmente com a mentalidade que temos entre nós, já fiz uma proposta de colaboração disponibilizando-me para apresentar a forma como este assunto pode ser tratado com algum pragmatismo, ganhando eficácia como prevenção e profilaxia.

Acho muito importantes esses esclarecimentos, porque muito há a falar e compreender sobre a modificação de comportamento  que se pretende estabelecer no utente, habituando-o a conviver saudavelmente com os outros. Quem o ajuda, tem de estar a par de tudo isso com bastante profundidade. Não vale a pena apresentar receitas de preparação de alimentação vegetariana a quem não a conhece e está a DIA-A-DIA-Caperender a cozinhar somente marisco e carnes, para se habituar a isso, sem outra alternativa.

No caso presente, sem dados concretos e fiáveis, apresentar soluções, é dar respostas como as que se ouvem constantemente nos programas televisivos que podem provocar satisfação em alguns e ódio nos outros, mas podem conseguir ocasionar um grande prejuízo no interessado ou utente.

Como julgo que no estádio em que está, o Voilas não poderá conduzir uma psicoterapia sem orientação e, não conhecendo os orientadores, mais nada posso dizer acerca deste assunto a não ser que tenha muita cautela com o que fizer. Para se cozinhar, não basta ter receitas. É necessário saber e aprender a cozinhar. Nos últimos 40 anos tenho continuado a aprender muita coisa sobre este assunto, especialmente com os «pacientes».Depress-nao-B

O utente ou «paciente», como eu digo, deve merecer toda a nossa consideração, respeito e honestidade para receber a ajuda a que tem direito.
Eu vou continuando e «trabalhar» incessantemente na reformulação dos livros que, por enquanto, não desejo colocar nas mãos de outros editores sem ser eu.

Os livros mencionados com (A), (B), (C), (D) e (Q) já foram publicados e estão disponíveis.

Os que são mencionados com as letras (E), (G), (J) e (P) estão prontos para publicação e à espera da inscrição dos Adolescencia-Binteressados.

Os mencionados com as letras (F), (H), (I), (K), (L), (M) e (N) ainda estão a ser «trabalhados» para publicação futura.

O mencionado com (O) fica à espera de perguntas para serem respondidas no momento.

Quaisquer destes livros têm de ser pedidos directamente podendo ser enviados pelo correio ou entregues em mão própria.

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Ver também os posts anteriores sobre BIBLIOTERAPIA

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS para a Biblioterapia

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo)

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

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AUTOTERAPIA – 25

Em resposta ao comentário seguinte:

“Já li este poste e alguns anteriores.Biblio
Preocupo-me com as pessoas que não tem tempo para a psicoterapia, autoterapia ou consultas de aconselhamento.
Trabalham muito e tem todo o tempo ocupado.
Não será melhor utilizar os medicamentos para aguentar a situação?”

no post AUTOTERAPIA – 24, vou fazer este post para dar uma resposta, depois de ter assistido ontem a uma sessão de ginástica do «Sporting» em que um dos números foi apresentado por uma classe de deficientes mentais e com outras dificuldades.Auterapia-B30

– Se eles conseguem ultrapassar dificuldades, qual a razão de os «normais» não o poderem fazer?
– Eles não tiveram de trabalhar e desenvolver as suas capacidades?
– Alguém mais o poderia fazer por eles?
– Poderão necessitar de alguma ajuda, mas o «trabalho» fundamental tem de ser deles, com persistência e muito treino.
– As pessoas de quem fala, não terão a disponibilidade de 1 hora por dia, à hora de se irem deitar, durante um mês, para Maluco2praticar o que é necessário?
– Não terão uns momentos para ler o que faz muita falta?
– Ou estarão mais ocupados em ir aos cafés, discotecas e festivais?
– Essas pessoas «ficam boas» com os medicamentos ou alienaddas (viciadas) e com a parte fisiológica degradada?
– Parece-me que até na televisão se descobre isso!

previsão2Além do primeiro mês de treino e aprendizagem, tudo o resto pode ser feito durante 3 a 5 minutos à hora de dormir e durante o sono, exceptuando 5 minutos para escrever e mais alguns para tomar nota das recordações e acontecimentos do quotidiano.
Para isso, além dss muitas publicações mencionadas, servem essencialmente os ensinamentos da Psicologia ou Ciência do Comportamento (F).

A modificação do comportamento é um factor fundamental que tem de se processar em cada um, mesmo Psicopata-Bque, em alguns momentos, seja necessário o apoio de um psicólogo.
É unipessoal e intransmissível, sendo uma componente fundamental para o sucesso, porque o próprio tem de ser treinado a ultrapassar as dificuldades que irá enfrentando «normalmente» ao longo da vida.

Em Portugal, teremos de ficar a olhar espantados e admirados para aquilo que se está a tentar fazer no estrangeiro, só agora, quando nós já cá tínhamos experiências realizadas há muito (E)?

Por este motivo, com muito do que consta dos livros publicados, transcrevo a seguir especialmente as páginas 163 a 172 de «Imaginação Orientada» (J), porque a educação é um factor fundamental na modificação do comportamento, necessária Imagina-Bnuma psicoterapia eficaz e bem orientada.

 

“– Óptimo. Estou a ver melhor toda esta problemática da modificação do comportamento e da psicoterapia. Mais alguma achega?
É por este motivo que insisto muito na educação desde criança, utilizando dificuldades, que os pais deverão colocar para que os filhos as ultrapassem (D), nem que seja com uma facilitação inicial (K). Depois, com esse treino imprescindível para uma vida cheia de sucesso, esses adultos podem até não necessitar de qualquer psicoterapia. Pensa em ti e vê o que seria de ti e da tua filha, se todos não aprendessem a ultrapassar as vossas ligeiras dificuldades (B).Acredita-B

A propósito da educação, não achas que teria sido mais útil enveredares por uma faculdade como por acaso aconteceu agora?
– É uma situação que não me passou despercebida logo de início. Embora se ganhasse pouco nesse tempo, concorri para universidades, uma delas, a do Minho. Concordaram em eu dar aulas de psicologia desde que tivesse uma licenciatura qualquer, mesmo que não fosse em psicologia. Como no meu curso de 5 anos no ISPA, naquele tempo – reconhecido como curso superior por Veiga Simão – só era concedido diploma, não consegui dar aulas a não ser no Instituto Superior de Serviço Social e nos cursos de enfermagem por não ter uma «licenciatura» qualquer Consegui-Bque se obtinha com 4 anos de curso.
“Posteriormente, depois de concluído o doutoramento, houve propostas para eu reconhecer cá o diploma. Quando pedi equivalência ao Ministério da Educação, solicitaram-me o certificado de «licenciatura» que eu não tinha porque uma instituição particular não o podia ter concedido naquela época. Depois do «25 de Abril», como naquela ocasião (1981), depois do doutoramento, teria de perder um ano para conseguir um certificado de «licenciatura» com a conclusão de mais duas cadeiras e um trabalho no ISPA, e eu estava «atulhado» de pacientes que me queriam a trabalhar no consultório, desisti dessa pretensão, preferindo dedicar-me à investigação em neuropsicologia e enveredar pelo pós-doutoramento em neuropsicologia. Afinal, a minha preferência Joana-Borientava-se no sentido da investigação, terapia e profilaxia, em vez da docência onde ainda se ganhava pouco e exigia muito trabalho, quase burocrático. Repara bem nas incongruências e na burocracia do nosso sistema, mesmo nos tempos actuais e até no ensino.
“Convidado, esporadicamente, a dar aulas na Universidade Autónoma, no ISMA, na COCITE, e agora, no ISMAT, desisti da equivalência que me orientaria num sentido que não me era muito satisfatório e dediquei-me ainda mais à investigação clínica e à psicoterapia, que me deu muita satisfação com os êxitos alcançados. Muitos «pacientes» ainda se lembram de mim apesar de eu lhes ter «tentado meter na cabeça» que a razão da melhoria, eram eles, através do «seu trabalho», do treino em casa e dos exercícios que estavam a fazer e a manter. Não Psicologia-Caconteceu contigo? Não continuas sem apoio de outras pessoas? Não ajudas a tua filha a ser independente e autónoma? Se fossem consultas da «hora de 50 minutos» aconteceria isso?

– Tens razão. Estava agora quase em Imaginação Orientada e fizeste lembrar coisas de há muitíssimo tempo, relacionadas com dinheiro. Não me disseste, uma vez, quando estiveste em serviço nos Açores e me deste as Boas-Festas do Natal e Ano Novo, que estavas entusiasmado por ir obter o brevet civil e esperavas entrar para a SuissAir onde ganharias muito mais do que o quíntuplo?
– Sabes que foi pouco antes de eu poder ir também para a TAP, passando à licença ilimitada depois de 8 anos de oficial do quadro permanente. Tudo isso foi «liquidado» com a minha segunda nomeação intempestiva e intimidatória para Interacção-B30Angola.

E depois de passar à reserva, em 1974?
Nessa ocasião, acompanhava a minha mulher, a fazer estágios e assistir a cursos em Inglaterra. Depois, tendo sido dado como incapaz para o serviço de vôo, passados os dois anos necessários por causa da incapacidade de voar, já não me interessava ficar constantemente longe da família em viagens de vários dias, quando estava «metido até ao pescoço» na psicologia e psicoterapia, tendo-me entusiasmado com os seminários de Victor Meyer e com trabalho que tinha entre mãos. Imaginava que poderia utilizar essas técnicas numa outra perspectiva que talvez se concretize agora com a BIBLIOTERAPIA (Q).Saude-B
– Então, pelo que sei, passaste por muitas frustrações, a começar pelo curso de Direito!
– Talvez seja por isso que o meu método terapêutico se baseie essencialmente no incitamento do paciente para ultrapassar a sua frustração do momento e preparar-se para as seguintes que, porventura, possam ocorrer. É o modo como ultrapassei as minhas, «dando a volta por cima». Lembras-te de me teres perguntado no «século passado» “cada macaco no seu galho”? O meu galho é este!

– E fazes alguma profilaxia?
– Vê lá se não me conheces como uma pessoa facilmente irritável e com colite crónica. Passei à reserva na Força Aérea com o neuropsicologia-Bdiagnóstico de neurose depressiva reactiva grave em que estava «mergulhado até ao pescoço» e a consequente colite crónica que ainda me incomoda com ulceras e hérnia. Ficava completamente desorientado e, com a medicação que era forçado a tomar, sentia-me apático, inútil e com vontade de desaparecer. Nos dois primeiros anos do ISPA não conseguia «avançar» e isso deitou-me ainda mais abaixo. Como é que eu controlo a minha irritação, senão fazendo relaxamento instantâneo? Não dou conselhos aos outros sem nada experimentar em mim próprio. Acredito que faças o mesmo, pelo menos, nos momentos de maior tensão. Depois, sempre que possível, entro em Imaginação Orientada. Aconselho aos outros aquilo que experimentei em mim e continuo a praticar. Isso é que me fez desenvolver a Terapia do Equilíbrio Afectivo. A minha ambição era e continua a ser tornar pública a minha experiência pessoal e o método terapêutico utilizado posteriormente, para o colocar nas Psi-Bem-Cmãos de cada um, dando-lhe autonomia e quase independência em relação a quaisquer especialistas (P).
“Na tua idade, não fazes uma dieta alimentar adequada, uma ingestão diária de cerca de 2 litros de água e uma caminhada de quilómetro e meio como precaução contra níveis altos de colesterol, glicemia, obesidade, etc.? Pode evitar futuros AVC e outras doenças, exigindo a consequente ingestão de medicamentos que sempre ocasionam efeitos secundários ou danos colaterais, se não ficarmos inutilizados numa cadeira de rodas ou na cama, dependentes dos outros. Acontece o mesmo em psicologia. Custa atingir, pelo menos, o grau mínimo, mas tu o dirás por experiência própria (B) (P) (Q).
“O que diz a Cidália? (C) Se pudesses falar com o Júlio (E), admirarias a sua capacidade de trabalho. E o Joel, que ficou extremamente «traumatizado» com tudo o que lhe aconteceu, apesar de melhorar substancialmente, embora sem casar com a Difíceis-Bsua única namorada? Daí a sua preocupação em ajudar os outros (G/83-106).
“É por este motivo que insisto imenso na prevenção e profilaxia. Se desde criança fôssemos habituados a ter cuidado com a alimentação, exercício físico, sono, relaxamento, etc., muitos dos problemas actuais teriam uma expressão mínima, assim como até a nossa actual crise económica, financeira e criminal. Com Guterres, depois de um macroeconomista ter sido o pai do monstro, entrámos no pântano em direcção ao qual já tínhamos começado a caminhar. Alguém tentou mudar de direcção ou inverter a marcha? Não só ninguém ousou contrariar essa orientação como até se continuaram a fazer inúmeras obras desnecessárias e inúteis, criaram-se cada vez mais instituições e organismos espúrios e dispendiosos, com gastos avultados, gestores milionários e engorda dos serviços do Estado. Faz-me lembrar muitos dos médicos meus amigos e companheiros de Liceu e residência, que Depressão-Bme aconselhavam a tomar um comprimido para não entrar em depressão, outro para dormir, um terceiro para evitar o aumento do açúcar no sangue e mais um para dar energia. Nenhum me dizia para ter cuidado com a alimentação, com o sono e com o trabalho. Muitos deles tinham sido meus contemporâneos e comensais. No meu 6º ano do Liceu, tive dois comensais de medicina; no 7º ano, tive sete; nos quatro anos seguintes, tive sempre dois.
“Também ninguém me aconselhou a fazer relaxamento que agora é a função dos psicólogos. Os médicos não eram obrigados a saber isso e eu, naquela ocasião, desconhecia-o por completo.
“Se houver uma «educação» adequada, deixarão de existir muitos dos problemas como aconteceu com a Cristina (L) e com muitos outros que me vieram e continuam a vir parar às mãos depois de o «mal» ficar instalado. O que acontece depois, é ter Organizar-Bde se reduzir o mal com uma desaprendizagem dos erros, seguida de aprendizagem de formas novas de actuar, enquanto tudo pode estar a ser contrariado em casa, com o reforço aleatório que cada um vai recebendo no ambiente em que esse «mal» foi incubado (Q). Compreendes a minha preocupação com a educação e a profilaxia que sai muito mais barata?
Evita-se o mal em vez de sofrer com ele e de o tentar combater mais tarde, a muito custo e com resultados reduzidos.”

Tens razão. Dá que pensar!
– Segundo as tuas contas, além dos 40 períodos de «conversa» que tiveste comigo (apoio), fizeste 3440 períodos de treino e Imaginação Orientada em casa, contabilizando cada período em 25 a 30 minutos, que se prolongaram ou não pela noite dentro Respostas-B30sem contabilização. De certeza que não tiveste qualquer recordação «útil» antes dos primeiros 400 períodos de treino.
“A Cidália não teria enveredado pelo alcoolismo e prostituição? Obteria um emprego digno e satisfatório? Qual é agora a vida dela?
“O que seria do Júlio? Estaria na posição de empresário como agora? O tal «Dantas» do «POC» de quem ele me falou, ainda não «se encontrou» e está cada vez mais dependente da droga que lhe receitam, de vez em quando. O seu «vício» de comprar coisas desordenadamente pode ter sido substituído por qualquer outro e, por isso, eu não quis continuar com a sua psicoterapia na companhia do tal psiquiatra miraculoso (E) (M).
“O «traumatismo» do Júlio (E), em relação ao seu «abandono» ou «desterro» em Lisboa, porque estava à flor da pele, foi «Educar»-Brapidamente recordado mas só depois do relaxamento. Poderia não ser tomado na devida conta numa história pessoal para diagnóstico, por muito aprofundada que fosse, porque naquele tempo, era um facto absolutamente «normal» em muitas famílias que queriam que os filhos «estudassem», além de que ele próprio não o achara relevante.
“E o Joel, que ficou com a sua vida completamente destruída por eu não ter conseguido «deitar a mão» ao casalinho antes que os conselhos do diagnóstico psiquiátrico lhe fossem oferecidos de bandeja? Agora, com a sua experiência, até quer ajudar os outros (G/83-106). Já compreendeste o que pode acontecer quando não existe uma intervenção atempada e adequada, com a colaboração do próprio?
“A subtileza da Germana (L) para obrigar o Januário a fazer antecipadamente mais de 1500 períodos de treino de Depress-nao-Brelaxamento, ajudou a fazer uma psicoterapia de profundidade em 3 dias, com cerca de 50 períodos. Como estaria ele agora (L), que durante anos se submeteu à medicação, psicanálise e psicoterapia, criando uma descrença total em relação a tudo isso? Não foi expedita e económica?
“Para compreenderes melhor tanto o meu ponto de vista como a minha actuação, lembra-te daquilo que aconteceu contigo. Não faço consultas ou psicoterapia com pessoas de família ou muito chegadas porque, logicamente, pode não haver «sinceridade». Existem factos muito íntimos que as pessoas não querem expor a pessoa alguma e, às vezes, até a elas próprias. São, geralmente estes os factos, muito ou pouco escondidos e não-conscientes, que provocam os distúrbios psicológicos. Se o psicoterapeuta não conhecer esses factos, como poderá ajudar o paciente? As leituras podem esclarecê-lo muitíssimo! Achas que, mesmo depois de o paciente ter dado o seu consentimento psicoterapia2inicial voluntário, se eu não tomar em conta o seu descrédito numa psicoterapia que não lhe dá alívio imediato como o medicamento, ou até com uma aparente «compreensão» das suas dificuldades e sua «justificação», a sua possível resistência aos treinos será pouca?
“Aconteceu com a Germana, com o Júlio, com a Cidália e, se não aconteceu com o Januário, foi porque a Germana já o tinha «industriado» suficientemente, apresentando o caso dela como exemplo. Tenho de tentar combater essa resistência. Tive de insistir contigo para seres perseverante. Tu tiveste de te «zangar» com a Cidália para ela não desistir e não voltar ao medicamento. Apesar de totalmente voluntário e consciente, o Júlio (E) tentou desistir algumas vezes mas, como a psicoterapia não era paga, vês como lidei com a situação. Foi com muito mais à-vontade do que com os outros que pagam e podem achar que despendem o dinheiro sem proveito. Compreende a stress2decisão do Januário depois de devidamente esclarecido com a «visão», compreensão e a leitura do caso da Germana (L).
“Tento fazer o papel de os «empurrar» para a frente mas, às vezes, não tenho sorte. Estou a procurar uma fórmula mágica que dê ao paciente a capacidade de compreender logo de início, que tem de confiar no psicoterapeuta e colaborar com ele sem desistir. É a ele que compete aconselhar o abrandamento, a interrupção ou a finalização do processo. Por isso, estou a preparar os livros e mantenho agora os blogs. É para que as pessoas me conheçam, assim como os métodos que utilizo, mesmo antes de virem à consulta. Ao fim de cerca de 5.000 casos, em mais de 35 anos de psicoterapia, em que a taxa de resolução das dificuldades começou em mais de 20%, acrescida da melhoria em mais de 60%, com aumento substancial posterior, acho que não devo ter outra atitude perante a pqsp2minha actividade profissional. Dos que abandonam, sabes quais as razões mas, sinto-me satisfeito por ter podido ajudar muito mais que 86% e que aumentou com o tempo.

– Por mim, sei o que passei. Dou-te toda a razão e estou satisfeitíssimo com os resultados. Provavelmente, estaria neste momento ainda como um vulgar funcionário da empresa. Não sei como estaria a minha mulher. E a filha, poderia nunca ter conseguido passar do 10º ano, tanto mais que a sua melhor amiga, a Cidália, estava distante e com problemas que, por modelagem e identificação a poderiam afectar. E tu, como estarias agora se não tivesses ido para Psicologia?
Não sei. Mas, provavelmente também seria um tenente-coronel na reforma, amargurado, desocupado e desiludido com a apoio2pós-revolução dos cravos, a culpar o destino por tudo o que me tinha acontecido. Ou quiçá, como dizem muitos, um advogado a falar mal de Justiça que temos neste País, se não fosse um navegador civil reformado, com algumas «massas», o que era menos mau.

– Mas, para que não tenham o mesmo triste destino que também poderíamos ter, como é que os outros conseguirão saber alguma coisa sobre tudo isto e sobretudo acerca do que conseguem fazer para evitar os males de que se poderão vir a queixar?
– Não sei mas, em tempos, mantivemos no Centro de Psicologia Clínica e em Conhecer A PESSOA uma edição, à nossa medida, para esclarecer as pessoas ou, pelo menos, os nossos utentes.

– Agora que me explicaste quase tudo de forma sintética mas elucidativa, pergunto-te porque não publicas esta explicação sucess2em forma de conversa, como se fosse parte do nosso anterior diálogo de há 10 anos, tal como fizeste com o folheto do CPC que li no início e que me ajudou a «mudar de vida»? Não só de vida como de atitude mental. E, não só ajudou a mim em especial, como também à minha mulher, filha e, especialmente, à Cidália. Valeu a pena ela ter visto os teus rascunhos, acerca da autopsicoterapia. Deus escreve direito por linhas tortas.
– Por enquanto, além dos livros que vou actualizando e reagrupando para uma nova edição do Centro de Psicologia Clínica, iniciei em 6dez07 o blog <psyforall.blog.com>, mantido até 17nov08. Passei depois para <psicologiaparaque.blogspot.com>, entre 7ago08 e 17dez09. Desde 23nov09, fixei-me definitivamente em <psicologiaparaque.wordpress.com>, para dar respostas a muitas pessoas que fazem perguntas, intervindo directa e pessoalmente ou através de comentários que, por serem moderados, despertam logo a minha atenção. Quero que as pessoas reed2façam comentários em vez de me enviarem e-mails. As respostas dadas através de novos posts podem servir outras pessoas, o que não aconteceria no caso dos e-mails que ficariam limitados a esse endereço. A minha ideia fundamental é fazer com que as pessoas compreendam tudo, leiam bastante e verifiquem o que é psicoterapia para que colaborem e se tornem autónomas, a fim de enfrentar económica e eficazmente a vida, que não é fácil.”

Esperemos que as tuas boas intenções se materializem em breve e que este esforço que estás a fazer possa reverter em favor dos que mais necessitam de ajuda neste momento.
De boas intenções está o mundo cheio mas de boas acções tenho conhecimento de poucas. Como necessito de dinheiro para a publicação que não fica barata, não utilizando também o circuito comercial, os que necessitarem dos livros, que me contactem teoria2directamente e <livroseterapia.wordpress.com> vai ser o blog dos livros. Qualquer dia posso ter outro sobre BIBLIOTERAPIA no facebook.
“Aos que necessitarem de apoio, desejando-o rápido e eficaz, sem ficar na dependência do psicoterapeuta, posso dizer que:
▫ Têm o blog e os comentários… (o e-mail, só em último caso).
▫ Devem ler os posts e os livros que mais falta lhes fazem.
▫ Mas, faz mais falta ainda cada um treinar o relaxamento.
“Por mais consultas que se façam, se não houver sinceridade e um profundo empenhamento do próprio, com bastante pratica2leitura e treino ou prática, poucas melhorias se podem fazer em psicoterapia, sem ficar na dependência permanente do psicoterapeuta (L) (M).
“Acerca de tudo isto, das muitas teorias e psicoterapias importados do estrangeiro, que se propalam com nomes talvez pomposos e do treino que cada paciente necessita, lembro-me dos velhos tempos em que, em Angola, entrávamos nos gabinetes do estado-maior do Exército, em Luanda, para ouvir muitos oficiais do estado-maior, com o respectivo curso e insígnias na lapela, «dar palpites» acerca da «guerra» de que nada sabiam e na qual não sujavam as botas.
“Isso também me faz lembrar, às vezes, muitos professores da Faculdade e comentadores que dizem muita coisa e falam muito e em imensas teorias que não sabem aplicar ou que, quando aplicadas, dão resultados imprevisíveis. Depois, as culpas são dos tecnicas1outros…
“Por isso, sabendo por experiência própria que nenhuma psicoterapia dá bom resultado sem o envolvimento e o trabalho do próprio, apetece-me, às vezes repetir – para os muitos «filósofos» que, sem lerem coisa alguma útil nem praticarem o que é necessário, dizem que se querem submeter à psicoterapia – o procedimento que tínhamos com esses oficiais do estado-maior.
“Os que trabalhávamos no terreno (e no mato), dizíamos para eles, em surdina:
VAI TRABALHAR MALANDRO!
 
Apesar disso, como o hábito de leitura e a apetência para tal é muito reduzida entre nós, vou tentar preparar um livro de 68 páginas para explicar os benefícios da BiblioTerapia (Q), já suficientemente experimentado com o Júlio (E), em 1980 e que, sócasos2
agora, está a ser implementada no SNS do Reino Unido (Frude, 2004) e nos EUA.

E, para os que me criticam dizendo que não tenho um manual de procedimentos a indicar claramente, passo a passo, aquilo que cada um deve fazer, vou também preparar outro manual, de 76 páginas apenas, com 45 páginas de instruções e muita bibliografia, que ajude a realizar uma AutoTerapia (P), além de cada um poder também difundir essa ideia por muita gente.”

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AUTOTERAPIA – 24

Quase no fim do meu passeio habitual, quando passava à porta no café, verifiquei que Sr. Felício parecia estar à minha espera, Biblioolhando insistentemente para a rua.
Mal me viu, aproximou-se rapidamente e perguntou-me se lhe podia dar mais algumas explicações complementares sobre AUTOTERAPIA porque um amigo dele tinha começado a ensaia-la, apenas com os artigos lidos no blog, mas não conseguia obter resultados satisfatórios. Estava deprimido e ansioso.
Achava que a autoterapia não era possível e os conselhos do psicólogo eram muito importantes.

 

Como já não tinha tempo disponível, comprometi-me a dar-lhe uma resposta num novo post sobre AUTOTERAPIA, porque havia necessidade de lhe fazer compreender que grande parte do trabalho, colaboração e compreensão tem de ser do próprio Auterapia-B30interessado.
Contudo, as respostas necessárias já tinham sido dadas pelo menos nos variadíssimos posts sobre Autoterapia, Biblioterapia, Modificação do Comportamento, Modelagem, Moldagem, Imaginação Orientada, Reforço, Depressão e Respostas para casos específicos.
Lendo com cuidado esses posts, a pessoa poderia obter alguns conhecimentos necessárias para desvendar as causas dos seus males e tentar resolver o problema antes de o deixar aumentar.
Tanto o Sr. Felício como os seus conhecidos tinham conseguido melhorias apenas com a ajuda do blog.
Também tinha de lhe fazer entender que os assuntos relacionados com dinheiro, emprego, etc. não podem ser resolvidos pela Maluco2psicologia. Apenas o mal-estar, o desconforto, a ansiedade que isso provoca é que consegue ser minimizada pela psicoterapia, mas tem de haver treino, colaboração e entendimento do próprio.
Esse entendimento pode ser adquirido com leituras bem orientadas, quando não houver a possibilidade de as fazer acompanhar com conselhos e orientações. Porém, a compreensão dos conceitos tem de ser trabalho do próprio interessado, assim como os treinos necessários.
Tudo isso é importante para que a pessoa possa entrar em Imaginação Orientada (IO) a fim de analisar a sua vida passada, num relaxamento mental profundo e com muita objectividade, realismo, pragmatismo e humildade, a fim de descobrir as causas dos efeitos que nos incomodam.Acredita-B
Entretanto, começando a «trabalhar» no post que tinha prometido elaborar, posso dizer que no blog PSICOLOGIA PARA TODOS (respostas aos comentadores) existem mais 22 posts sobre AUTOTERAPIA, a terminar, por enquanto, pelo 23.
As orientações que se podem dar, sem necessitar de consultório, podem ser lidas nos posts sobre BIBLIOTERAPIA que termina, por enquanto, em 17.
Neste blog, como é patente, as pessoas interessadas podem fazer comentários, que até podem ser anónimos, para questionar qualquer coisa ou pedir explicações. Os comentários são moderados apenas para dar nas vistas, alertar e não Consegui-Bpassar despercebidos.
Em virtude de ter tido a garantia pessoal, desde 1974/75, de que a autoterapia é possível, com várias confirmações posteriores, especialmente desde o contacto com o Antunes (B) a minha preocupação, desde a experiência com o Júlio (E), em 1980, foi conseguir preparar, juntar e organizar apontamentos que possam ajudar as pessoas a ficar esclarecidas sobre este assunto.

Depois de vários livros publicados com isso, sem ser ao meu gosto, consegui agora dedicar-me a uma colecção de 17 livros que se destinam a ser utilizados especialmente em Psicoterapia, Psicopedagogia e Psi-Bem-CDesenvolvimento Pessoal.
O blog TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS (informação sobre os livros) serve para apresentar esse plano.
Relativamente a este caso do amigo do Sr. Felício, tenho de afirmar que seria muito bom que a pessoa tivesse consultoria, acompanhamento ou aconselhamento pessoal mas, na sua falta, pode socorrer-se de livros e orientar-se por eles. Também no caso de não poder adquirir livros, pode servir-se do blog já mencionado para obter respostas pontuais.
Contudo, toda a leitura, compreensão da matéria, treino necessário, análise da vida passada, verificação das falhas, sua Difíceis-Bcorrecção e obtenção de novas orientações para o futuro, têm de ser feitas pelo próprio, embora o psicólogo possa ajudar, motivar, apoiar e orientar. Não pode ser o psicólogo a fazer o «trabalho» mais importante, que depende única e essencialmente do próprio e funciona dentro da sua «cabeça» do interessado.
Há mais um parâmetro a ter em conta. A psicologia serve para ajudar a pessoa a reganhar o seu equilíbrio psicológico, a mantê-lo ou a nunca o perder.
Isso quer dizer que, quando a pessoa tem falta de dinheiro, de emprego ou o seu relacionamento não é adequado, a psicologia possa proporcionar a solução. O que a psicologia pode fazer, é ajudar a pessoa a ter ideias para obter dinheiro ou emprego ou conseguir estabelecer formas de melhorar o relacionamento interpessoal.Imagina-B
Também nos casos de ansiedade, depressão ou impulsos inadequados, a psicologia não os pode impedir mas consegue ajudar a pessoa a aguentar uma situação ou a modifica-la em seu favor. Seguramente, a psicoterapia, quer seja realizada com ajuda do psicólogo ou sem essa ajuda, pode minimizar a situação, revertê-la a favor do interessado ou até evitá-la no futuro. Contudo, o «trabalho» fundamental tem de ser do próprio. Ninguém pode fazer o relaxamento por nós e muito menos recordar factos passados analisando-os com objectividade, racionalidade e realismo. Seguramente, o psicólogo pode ajudar e orientar. Mas nada impede que seja o próprio a descobrir essa orientação com as leituras que fizer. Para isso servem a Biblioterapia e os blogs.

Psicologia-BEste é um serviço que os medicamentos não fazem porque, ao baixarem a ansiedade, reduzem a capacidade de lutar por uma solução melhor. Se reduzirem a depressão, podem proporcionar comportamentos impulsivos inadequados, deixando a pessoa eufórica. Se reduzirem os actos impulsivos, podem deixar o indivíduo na modorra. As grande farmacêuticas, estão mais interessadas em medicamentos que deixam a pessoa da dependência mais do que curadas.

Além disso, já sabemos que os medicamentos têm sempre efeitos secundários que, neste caso, podem ser muito perniciosos e degradantes. Portanto, é bom que cada um pense bem no que tem à sua disposição e utilize ao máximo os meios Interacção-B30existentes.
A psicoterapia autónoma ou apoiada é um processo mais educativo do que curativo, dependendo o seu resultado ou eficácia, em grande parte, do empenhamento e treino do próprio interessado.
Nestas circunstâncias, eu aconselharia a ler bem todos os posts mencionados com links, além de tomar conhecimento das matérias que estão indicadas a negro.
É um trabalho que em aconselhamento algum os outros poderão fazer por nós.

Também é por este motivo que estou muito interessado em que existam as tais palestras para familiarizar as pessoas com os Depressão-Bconceitos da utilização pragmática da Psicologia na vida prática de todos os dias, de cada um de nós.

Este post vai ser acrescentado no dia 25 de junho, porque numa das minhas «saídas precárias» dei de frente com o Sr. Felício acompanhado de outro senhor que me abordaram explicando-me que estava a dar um passeio com o amigo e colega de curso que originara este post.
Disse-me que, no seu dia de folga, estava a fazer-lhe companhia e a distrai-lo porque ele estava desempregado, desesperado e desorientado.
O que mais poderia fazer para o ajudar, já que ele nem conseguia ler devidamente os posts?
Como não tinha disponibilidade para dar uma resposta imediata, comprometi-me dá-la como acrescento deste post, logo que Psicopata-Bchegasse a casa dizendo que a leitura era fundamental e que o Sr. Felício o poderia ajudar nisso, explicando o seu conteúdo em caso de necessidade e enquanto as dificuldades do amigo se mantivessem. Também reafirmei que a minha insistência nas palestras era para pessoas que não conseguiam familiarizar-se com a leitura ou necessitavam de explicações mesmo depois de as finalizarem.
Contudo, pela observação que fiz desse amigo, pareceu-me muito «em baixo» e, por isso, posso garantir que o reforço do comportamento incompatível é indispensável. A técnica da Terapia do Equilíbrio Afectivo (TEA) é fundamental e a Imaginação Orientada (IO) pode ajudar imenso.
Na prática, o Sr. Felício poderia estar com o amigo e conversar sobre tudo aquilo que foi escrito nos posts mencionados antes e, se necessário, levá-lo para sua casa e estar com ele, junto do computador. Tinha de incitá-lo a recordar os bons momentos da Joana-Bsua vida e ajudar a revivê-los, verificando se poderia utilizar de novo essas experiências. Devia falar com ele constantemente nas variadas hipóteses de arranjar um emprego ou de prestar quaisquer outros serviços nem que fossem voluntários e gratuitos. Já que, em psicologia, não se consegue descobrir um método ou técnica para obter emprego, podia orientar a mente do amigo para estar sempre a pensar em descobrir, com os seus recursos, o modo de obter emprego e ficar satisfeito. De modo algum devia utilizar o medicamento para baixar a ansiedade sob pena de poder ficar viciado e ser mais um problema para o futuro. É também por causa de problemas semelhantes que uma EDUCAÇÃO tem de incluir o desenvolvimento da capacidade de ultrapassar com criatividade as frustrações e outras dificuldades. A colecção da BIBLIOTERAPIA é para ajudar nisso.neuropsicologia-B

Além disso, as minhas eperiências com o Júlio (E) já me tinham proporcionado a vivência de muitos momentos de desalento até numa psicoterapia acompanhada.
 

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PSICOLOGIA PARA QUÊ – 6

No meu passeio habitual, tal como estava a prever (F), vi o Sr. Felício à porta no café, a olhar insistentemente para a arvorerua, provavelmente à espera que eu aparecesse, para continuarmos a conversa interrompida (K) na semana anterior, logicamente, por falta de tempo.
Mal me viu, aproximou-se rapidamente e perguntou se me podia acompanhar para ficarmos com a conversa em dia.
Querua que eu esclarecesse mais algumas dúvidas, apesar de ele ter lido o artigo sobre a conversa anterior.

 

F: Parece-me que julga que não tem de fazer publicidade aos seus livros. Como é que as pessoas vão tomar conhecimento dos mesmos?
N: Como já disse da vez passada, estou mais interessado em que as pessoas os utilizem e consigam tirar proveito dos mesmos, do que estarem apenas a lê-los como passatempo. Não estou muito preocupado com as pessoas que não necessitam deles. Contudo, podem adquiri-los ou ler, se assim o desejarem.

F: Então, como é que vai acontecer tudo aquilo que pretende?
N: Não sei dizer mas, para isso, como já afirmei, além das duas páginas relacionadas com Centro de Psicologia Clínica e Biblioterapia, do facebook, mantenho os dois blogs PSICOLOGIA BiblioPARA TODOS (respostas aos comentadores) e TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS (informação sobre os livros). Tudo isso é para apresentar as minhas ideias e até as intenções de publicar os livros. Se alguém estiver interessado, que avance. A movimentação tem de partir daí. Existe muita gente que pede ajuda mas não se dispõe a «trabalhar» por ela. As pessoas têm de intervir e não ficar apenas a «mendigar» e a «protestar», o que me faz lembrar a abstenção nas eleições, seguida de protestos e manifestações inúteis, às vezes, prejudiciais.

F: Tem razão. Depois, querem consultas gratuitas!
N: É também por isso que falo constantemente nas tais palestras em que se podem dar muitas informações úteis e de forma Auterapia-B30expedita, económica, cómoda e ampla. Mas as pessoas têm de ler alguma coisa que fica subjacente a tudo aquilo de que se pode tratar nas tais reuniões, como já disse anteriormente. É por isso que passo muito tempo a reorganizar e actualizar os livros e a fazer intervenções no facebook, que é um modo de utilizar a psicologia na política não partidária e em prol da população. Muito há a fazer na prevenção e profilaxia da saúde mental em Portugal. Pode tornar tudo mais económico, cómodo, eficaz e agradável, deixando as pessoas «equilibradas» e com um nível de vida «interior» muito melhor. Não me diga que não prefere não ficar descontrolado, do que recompor-se depois de se desorientar. Contudo, essa recuperação também é boa e necessária para quem não se conseguiu prevenir em tempo oportuno. Eu sei disso e já passei por tempos difíceis sem ter tido qualquer ajuda válida: só medicamentos que alienam e degradam a pessoa. É por isso que me preocupo com estes problemas, Maluco2conhecendo-os a fundo há mais de 40 anos.

F: Gostaria de o poder ajudar, mas não tenho meios.
N: Embora possa concordar consigo só em parte, posso dizer que a melhor forma de me ajudar é conversar com a maioria das pessoas suas conhecidas e amigas falando nestas ideias e no projecto que ainda não tem qualquer apoio oficial ou particular. Eu  tento estabelecer alguns contactos e  também estou a trabalhar no projecto insistentemente, há anos, especialmente desde que deixei de leccionar. Não penso desistir tão cedo e nisso a Imaginação Orientada tem-me ajudado bastante, embora as ideias que passam pela cabeça durante o sono se desvaneçam temporariamente perante as realidades do dia-a-dia. Contudo, ao longo do dia ou nos seguintes, elas vão-se transformando e Psicopata-Bespero que, alguma vez, possam tomar forma e ajudar as pessoas que mais necessitam delas com as acções consequentes. Contudo, acho que as pessoas necessitadas têm de ser as principais incentivadoras dessas acções.

F: A propósito de incentivar os outros, não acha que os seus artigos são muito longos e com muitas citações?
N: São longos, mas eu prefiro que sejam elucidativos. Não dou informações curtas que deixem o leitor dependente apenas dessa resposta e sem saber o que fazer, nem porquê, em qualquer outra ocasião. É como esta nossa conversa. As citações, com links, são apenas para quem desejar aprofundar a matéria ou consultar as origens. Não sou capaz de encurtar os artigos. É um defeito meu que não consigo corrigir sob pena de não dizer muita coisa Psi-Bem-Cdaquilo que julgo que tem interesse para esclarecer devidamente o assunto. As pessoas também podem ler os artigos só na parte que lhes interessa. É o mesmo que eu faço com os livros que volto a consultar quando, mais tarde, verifico que me interessa saber mais qualquer coisa daquilo que não apreendi devidamente e que me faz falta no momento. É como faziam também o Júlio (E) e os pais da Joana (D). É também por isso que estou a citar constantemente os livros com uma letra entre parêntesis, como acontece neste post ao citar o Júlio e a Joana.

F: Tenho imensa pena que as suas ideias não estejam a ser postas em prática.
N: Também eu tenho pena mas, no entanto, não posso fazer coisa alguma a não ser manter-me persistente como recomendei Imagina-Bao meu amigo Antunes (B) no momento em que ele necessitou de ajuda (J). E repare que as dificuldades que a filha dele aparentava, não eram coisa alguma daquilo que pareciam e que foram resolvidas por ele, só com a utilização de livros que havia no momento (I).
Além disso, os problemas da filha eram originados pelas dificuldades que o pai estava a viver, repercutindo-se também na mulher, sem se dar por isso e sem se ter a noção da sua origem ou causa. E, afinal, eram factos simples que acontecem a quase todos e que ficam relegados para o esquecimento ou enterrados nos tais «recalcamentos».
Se é necessário procura-los, analisa-los, compreendê-los, enquadra-los no tempo e no ambiente do momento, quem mais pode Acredita-Bfazer esse trabalho senão o próprio. É o único que tem a chave desse armazém secreto dentro do qual, às vezes, nem o próprio ousa entrar. Se necessitar de ajuda, iluminação, apoio, orientação ou companhia, o psicólogo pode servir para isso. Mas, para que cada um se possa orientar bem, necessita de estudar o panorama do funcionamento do comportamento humano (F) e o modo de cada um interagir com os outros (K). Além disso, tem de treinar o suficiente para se aguentar e «não se ir abaixo» quando e se descobrir qualquer coisa desagradável para a ocasião (L) (P).
Depois da sua experiência pessoal, Antunes (B) até foi capaz de ajudar a sua «sobrinha» Cidália (C) cuja experiência foi descrita em outro livro.Consegui-B
Agora, todos esses livros estão mais sistematizados, reorganizados e actualizados.
Além disso, saber o que os outros fizeram e como actuaram em cada caso específico, pode ajudar-nos imenso a orientar os passos que é necessário ir dando aos poucos, com segurança, para obter resultados positivos.
É exactamente isso que pretende a BIBLIOTERAPIA (Q), nem que seja com algum apoio posterior a fim de deixar as pessoas capazes de enfrentar as dificuldades que sempre existirão e que têm de ser superadas com êxito.

F: Mesmo assim, tenho imensas dúvidas de que as pessoas consigam desenvencilhar-se sozinhas.Joana-B
N: Essas dúvidas também são minhas, mas não as posso expressar muito à vontade para não desencorajar os mais capazes e afoitos, como já disse que existiram. Por isso, posso garantir que, lendo o livro da «AUTOTERAPIA» (P) com cuidado e depois de algumas palestras, quase todo o trabalho tem de ser do próprio, porque ninguém mais pode fazer por nós todas as acções necessárias:
Ler com cuidado os livros recomendados e compreender os conceitos principais, com as medidas a tomar, executar e treinar.
◊ Saber quais são as dificuldades e, se possível, avalia-las, anotá-las e quantifica-las periodicamente.Dificeis-C
◊ Treinar suficientemente o relaxamento mental, iniciando-o, se necessário, pelo muscular.
◊ Utilizar o relaxamento mental para analisar as dificuldades à luz da razão, da objectividade e do realismo para descobrir as suas causas, procurando verificar, à base do pragmatismo e dos recursos disponíveis, se haveria possibilidade de modificar algo para alterar os seus efeitos ou essas dificuldades que não nos interessam, sem engendrar ou «descobrir» justificações para obtermos uma boa autoimagem.
◊ Utilizar a Imaginação Orientada (J) para aprofundar ainda mais essa análise, projectando tudo no futuro para descobrir formas de motivação, para vencer na vida cada vez melhor, utilizando os recursos de cada um.

Tudo isso pode estar a acontecer vulgarmente com muita gente e apenas com os recursos de que dispõe, sem saber que o está a Saude-Bfazer e até sem praticar a Imaginação Orientada. Mas, para isso, também uma EDUCAÇÃO (D) adequada, ajudando a formar uma personalidade equilibrada, com modelos próprios imbuidos de valores de solidariedade e humanismo é muito importante. Não é por acaso que surgem os bons empreendedores, honestos e democráticos. Mas, o que mais me interessa é que todos os outros possam aspirar a isso com algum treino baseado nas leituras das quais poderão dispor se o projecto fôr avante.
E os livros servem para isso.
Necessitamos de gente que ganhe ânimo para ter uma vida equilibrada e lute por um futuro melhor. Bem bastam os 50 anos de modorra, com mais 40 de estagnação e meia dúzia à tona de água, para voltarmos ao «antigamente».neuropsicologia-B
Temos de desfazer este «mau-olhado» e seguir em frente com ânimo, lucidez e coragem.

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PSICOLOGIA PARA QUÊ – 5

No meu passeio de hoje, vi o Sr. Felício no café habitual a olhar insistentemente para a rua, parecendo que estava à procura de arvorealguém.
Quando me viu, aproximou-se rapidamente e disse que necessitava de falar comigo para esclarecer algumas dúvidas.
Tinha gostado dos últimos posts e os seus amigos e conhecidos tinha tirado proveito dos mesmos, mesmo sem o apoio dos livros que eu recomendava.
Por isso, necessitava de fazer umas perguntas que, se quisesse, poderia transformar num artigo a ser publicado no meu blog.
Como se dispunha a acompanhar-me no passeio, aproveitei para lhe dar os esclarecimentos de que dizia necessitar e que foram rapidamente transformados neste post.

 

F: Parece-me que acredita que as pessoas terão possibilidade de fazer autoterapia só com o novo livro (P) que deseja publicar antes de «Eu Não Sou MALUCO!» (E)
N: Não sei se devo ou se quero acreditar, mas eu tive de fazer tudo isso sem qualquer ajuda e sem esse livro. O Antunes (B) teve algumas conversas comigo, a Cidália (C) obteve pouca ajuda, assim como o Júlio (E) e, falando no Joel (G), também o apoio foi pouco. Estes «casos», além de outros, são apresentados, de propósito, na colecção da Biblioterapia. São todos para incitar as pessoas a orientarem-se e a valerem-se mais a si próprias. Podem obter por aí a modelagem, de que falo imenso, com o consequente reforço Auterapia-B30vicariante. É a tal Aprendizagem Social, de Bandura.

F: Então, como é que acha que se deve fazer?
N: É por isso que acho muitíssimo importante que se façam as tais palestras de que falo constantemente. São para orientar as pessoas desde o início e para responder às várias dúvidas e incompreensões absolutamente legítimas que vão surgindo ao longo do tempo e das experiências, tal como está a acontecer convosco. Com um livro tão comprimido como o «AUTOTERAPIA» (P) há, seguramente, necessidade de explicar bastantes coisas a muita gente que não está habituada à Psicologia, isto é, à Modificação do Comportamento e julga que o papel do psicólogo é dar conselhos, arranjar justificações para as dificuldades sentidas no momento e, talvez, «consolar» os pacientes. É Maluco2o que acontece frequentemente, até na televisão, onde os que são apresentados como psicólogos dão explicações muito complicadas e em linguagem que não compreendo. Outros, apresentam equipamentos como se os mesmos fossem essenciais sem a utilização primordial da «cabeça» da pessoa. Podem facilitar mas, sem essa cabeça, não resolvem coisa alguma. Todo o mal situa-se na «cabeça». Por isso, quando vejo a televisão, muito raramente, gosto mais dos inspectores da polícia judiciária. Parece que são os únicos que falam mais ou menos em Psicologia.

F: Mas essas explicações não são melhores em consulta?
N: Em vez de falar com cada interessado, como acontece numa consulta, num assunto que diz respeito a muita gente, sem Acredita-Bhaver necessidade de revelar quaisquer intimidades, pode-se falar para uma plateia que não tem de «desvendar» os seus problemas ou dificuldades mas apenas fazer perguntas pertinentes relacionadas com a metodologia ou técnica utilizada. Esclarecida a matéria «pública», o resto pode ficar para as consultas, se forem necessárias. Assim, a pessoa poupa muitíssimas consultas ou deixa de necessitar delas e, mesmo que o aconselhamento em conjunto seja pago, fica repartido por 30 ou mais pessoas. Contudo, é necessário que os participantes leiam o livro (ou os livros) antecipadamente para colocar as dúvidas ou fazer pedidos de esclarecimento, talvez até depois de experimentar muito daquilo que está resumidamente explicado e sistematizado.

F: Pode-se esclarecer as pessoas dessa maneira? Consegui-B
N: Julgo não ter dúvidas acerca da possibilidade de se fazerem esclarecimentos nestas palestras. Além disso, sei que nas várias apresentações que se fazem da Psicologia Positiva, Mindfullness, Meditação, Ioga, Reiky, ginástica, etc., abundantes neste país, o público é bastante, parece que gosta mas, geralmente, não tem direito a fazer perguntas, quanto mais apresentar dúvidas e «casos» que poderiam ser esclarecidos cómoda e economicamente nas tais palestras.

F: Mas, para haver leitura de livros, é necessário que eles sejam devidamente publicitados….
N: Posso concordar em parte com a sua afirmação, mas acontece que estes livros são essencialmente para as pessoas que se vãoPsicopata-B servir deles quando necessários. Não são para um passatempo ou divertimento. Em vez de ser eu a publicitar os livros, julgo que as pessoas que deles necessitarem devem ser as primeiras a divulga-los. Isto vai querer dizer, na minha perspectiva, que as pessoas interessadas terão de se esforçar mais em possuir os livros, do que eu em os fornecer ou vender. Passa a existir uma economia de custos. Para «vender» livros eu teria de fazer publicidade tornando-os apetecíveis, e muita gente que não necessitasse dos mesmos, ira adquiri-los desnecessariamente. O meu intento é fornecer os livros a quem deles necessita. Portanto, prefiro que sejam essas pessoas a implementar a sua publicitação, utilização e divulgação, até depois de obter resultados. Eu limito-me a apresenta-los e a publica-los e é por isso que, além das duas páginas, Centro de Psicologia Clínica e Biblioterapia, do facebook, mantenho os dois blogs PSICOLOGIA PARA TODOS (respostas aos comentadores) e TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS (informação Psi-Bem-Csobre os livros).

F: Mas não acha que seria melhor publicitar tudo e obter maior adesão?
N: Pode ter razão, porque aquilo que faço consome-me bastante tempo, além daquele que disponho para a actualização e reorganização de todos os livros. Contudo, na minha perspectiva, acho mais saudável que sejam os interessados a procurar os livros e a ajuda necessária, do que ser eu a impingir tudo isso, como acontece, frequentemente. Pelo menos, fico eu de bem com a minha consciência. É também por isso que não coloco quaisquer anúncios sobre o consultório. Quem me conhecer, tiver confiança e desejar apoio, que utilize o e-mail ou o número de telefone que fica disponível ou será fornecido por alguém conhecido.Difíceis-B

F: Volto a insistir que as modalidades de reiky, etc. necessitam de bastante treino.
N: Também volto a frisar que, muito diferentemente do reiky, etc. a Imaginação Orientada depende muito da «cabeça» de cada um e não de posturas e procedimentos explícitos que os outros determinaram. Por exemplo, eu já não mantenho o diário de anotações, não faço já a autoanálise, não mantenho a autoavaliação das dificuldades, mas apenas começo quase automaticamente a Imaginação Orientada todas as noites, fazendo, mentalmente, a revisão das minhas dificuldades, para descobrir as suas causas e procurar soluções. O importante é ter consciência de que todos temos dificuldades de vez em quando, continuaremos a tê-las pela vida fora e necessitamos de aprender a ultrapassa-las com Saude-Bsucesso. Cada um tem de descobrir a «sua via», com os seus recursos do momento, utilizando-os da melhor maneira possível. Fazer o que os outros fizeram, ou dizem que devemos fazer, pode ser o primeiro passo para a dependência em relação a essas pessoas ou técnicas, especialmente se não tentarmos descobrir o modo como funciona o comportamento humano. Depois da apreensão desses conhecimentos basta apenas treinar o relaxamento muscular, o mental e o instantâneo e cada um exercitar-se nisso bastante, mantendo o diário de anotações, a autoanálise e as autoavaliações. É por isso, que insisto nas leituras e estou a trabalhar permanentemente na colecção da Biblioterapia, no facebook e nos blogs que estou a manter. É para ajudar as pessoas a tornarem-se autónomas, tanto quanto possível.Respostas-B30

F: Eu não estou em qualquer associação ou organização que possa fazer a divulgação disso. É pena que as instituições existentes não tentem fazer isso.
N: Concordo consigo e também não pertenço a qualquer organização. É por isso que estou a divulgar apenas as minhas ideias e as possibilidades de melhoria do panorama da saúde mental em Portugal, sem necesitarmos de esperar alguns anos para «copiar mal» muito daquilo que pode estar a ser feito lá fora. Os livros estão praticamente prontos e, antigamente, o resultado foi muito bom apenas com a utilização de apontamentos policopiados precursores desses livros. A minha disponibilidade mantém-se por enquanto até ao momento de não a poder Organizar-Boferecer do mesmo modo. Repare que vocês disseram-me que tinham ganho apenas com a leitura dos posts dos bolgs e com o exercício de algo do que lá estava explicado. Tirem daí as vossas conclusões sem dependerem de opiniões de outras pessoas. Se quiserem, difundam a ideia ou mobilizem as pessoas interessadas, nem que sejam as mais chegadas. Essas poderão difundir a ideia por outras. Os valores de solidariedade são para isso a não para uma caridade de dar uns comprimidos quando a pessoa começa a «ficar perdida». Lembrem-se que os comprimidos psicotrópicos ocasionam reforço secundário negativo aleatório que é viciante e os efeitos secundários desses medicamentos podem degradar a saúde. Está tudo no facebook e nos posts que já fiz. Existem estudos sérios sobre isso, que não são difundidos porque não convém às farmacêuticas.

F: Mas acha que se ganha muito com isso? Depressão-B
N: O que lhe posso garantir é que a motivação é um dos pilares fundamentais para qualquer «rendimento consequente e honesto». Eu não consigo motivar as pessoas a melhorar, se não estiver em contacto com elas e elas não me informarem das suas dificuldades. Só depois do contacto é que posso motiva-las, se elas quiseram. Para isso, os livros seriam importantes mas, têm de ser lidos para que cada um possa obter daí reforço vicariante com o conhecimento dos «ganhos» obtidos por outros. Os leitores também podem adquirir esses ganhos se seguirem os passos dos protagonistas dos livros, cada um à sua maneira. Para isso, podem necessitar de alguma ajuda que pode ser dada até em conjunto com muitas pessoas. Pouco ou nada terá de ser tratado particularmente. O importante é que a «cabeça» da pessoa «entre no jogo» e consiga compreender os mecanismos do Psicologia-Bfuncionamento do comportamento humano para treinar o que é necessário. O treino do relaxamento mental ajuda-nos imenso a entrar em introspecção ou inspiração, em muitos momentos da nossa vida, até de olhos abertos e em qualquer momento. Repare que só cada um pode tratar disso. Ninguém pode fazer isso por nós. Os conselhos e as ajudas dos outros, por melhores que sejam, só ajudam e valem imenso para os que se sintonizem com isso. O que me interessa com tudo isto é que as pessoas comecem a confiar mais em si próprias com conhecimento de causa. Deste modo, podem tornar-se autosuficientes e capazes de levar uma vida mais saudável sem depender de medicamentos que enganam e depauperam. Para isso, cada um tem de rever e analisar a sua vida actual e passada com razoabildade, realismo, humildade e objectividade. Não podem ser avaliações Interacção-B30emocionais, porque a emoção sobrepõe-se à razão e distorce-a. Por isso, a prática do relaxamento mental e, especialmente, da Imaginação Orientada em muitas noites é bastante importante. Ajuda a entrar em relaxamento instantâneo e mental rapidamente. Julgo que, embora me tenha repetido algumas vezes hoje e em vários posts e livros, já disse o suficiente.

F: Mas acha que se ganha muito com isso?
N: Embora possa não se ter dado conta disso, julgo que vocês não teriam quaisquer ganhos se não tivessem entrado, mesmo sem querer, na Imaginação Orientada.  É um processo natural como acontece com o sono e os sonhos mas, se Imagina-Bfôr orientado, melhor e mais proveitoso. Repare que se não aproveitarmos os bons momentos da nossa vida, que estão «dentro de nós» e não os utilizarmos para ganhar ânimo, ficamos com menos força anímica para ultrapassar as nossas dificuldades do momento, que nunca deixarão de existir.  É uma expécie de vitamina ou facilitador para aquilo que temos de fazer no dia-a-dia. Mas hoje, já chegamos ao fim, parece que estou atrasado e tenho de me ir embora.

F: Então, fico à espera de, qualquer dia, «bater mais um papo» sobre este assunto que nos interessou bastante.
N: Até qualquer dia, muitas felicidades e bastante sorte com o que fizerem….Joana-B

 

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RESPOSTA 47

arvoreNo comentário seguinte feito no último post «PSICOLOGIA PARA QUÊ? – 4» comprometi-me a dar uma resposta hoje, depois de passar uma noite a pensar no assuno.

Sr. Dr. Noronha
Tive imensa pena de não o ter encontrado ontem porque estive à sua espera no café e não o vi passar.
Gostaria de ser esclarecido numa coisa muito importante.
Tanto eu como os meus amigos ganhamos bastante com as leituras dos diversos postes e com algum treino que conseguimos manter.
Como é que os outros poderão fazer isso sem este assunto ser publicitado?
Muita gente tem de saber deste assunto e assim não tem conhecimento.
Quando encontrei no meu correio um postal a dizer que uma determinada unidade fazia rastreios gratuitos de glicémia e de colesterol, lembrei-me de lhe fazer esta pergunta.
Quer esclarecer-me?Biblio
 

Caro Sr. Felício.
Conforme prometi, vou dar esta resposta depois de uma boa noite de sono, tendo-a iniciado com a «Imaginação Orientada» (J).

Como já tive oportunidade de dizer, a minha actividade principal, desde que deixei de dar as aulas no ISMAT, em 2010/11, tem sido a de reforçar a minha participação na manutenção do blog  PSICOLOGIA PARA TODOS a fim de Auterapia-B30poder dar as respostas necessárias aos que delas necessitam por não terem oportunidade financeira de ir a consultas de psicologia e, algumas vezes, de tempo disponível para isso.
Para lhes dar apoio, também necessito de literatura adequada que ainda não existe, a não ser em livros que não me agradam ou em apontamentos coligidos relacionados com muitos processos em meu poder.

Por este motivo e porque acredito seriamente na Biblioterapia, desde 1980, estou a rever casos antigos e a trabalhar quase 5 horas por dia, em casa e ao computador. Estou a reorganizar e actualizar todos os livros já publicados pela Plátano, Clássica, Escolar, Hugin e Calçada das Letras, acrescentando-os com novos «casos» dos mais Maluco2significativos para uma Autoterapia (P) ou uma psicoterapia expedita e eficaz, realizada autonomamente pelo próprio ou com pouca intervenção do psicólogo.

A ideia que tive da Biblioterapia em 1980, parece que está a ser implementada apenas há uma dezena de anos no Reino Unido, devido às dificuldades no atendimento atempado de todos os necessitados pelo seu Serviço Nacional de Saúde. Porém, não sei com que livros se realiza essa biblioterapia, ou terapia com «prescrição de livros». Seria necessária uma literatura adequada donde os pacientes pudessem obter, pelo menos, modelos de actuação, com reforço vicariante e motivação, para prosseguir e persistir nos treinos que são necessários e que devem ser indicados nesses livros.Psicologia-B

Na modificação do comportamento que é necessária numa psicoterapia eficaz e em que ficam englobados os reforços, os condicionamentos e as suas técnicas, a não compreensão ou o desconhecimento do funcionamento do comportamento humano isoladamente e em interacção social, para uma boa reestruturação cognitiva, pode tornar demorada ou difícil a finalidade pretendida, deixando o paciente dependente do psicoterapeuta ou psicólogo, durante muito tempo.

Por mais exames psicológicos e análises que se façam, sem descobrir os condicionamentos e os factos pouco conscientes que Interacção-B30marcaram negativamente as nossas vivências, para a análise do passado, a psicoterapia pode ser infrutífera ou nunca mais ter fim, se não ficar também inadvertidamente influenciada pelas contingências que vão surgindo ao longo de todo o processo. Por isso, se se desejar enveredar por uma autoterapia ou uma terapia com pouca participação do psicólogo, o paciente necessita de reconhecer que tem problemas por resolver, colaborar voluntariamente para ler aquilo que é necessário, apreender a matéria, realizar alguns treinos e ter persistência para os continuar, apesar dos desencorajamentos que vão acontecendo, quase sempre, de vez em quando.Acredita-B

Para isso, além do tempo e disponibilidade para a leitura, necessita apenas de 1 hora de treino diário durante cerca de 1 mês. Depois desse mês, 5 minutos para a autoanálise e 3 a 5 minutos para o início do relaxamento mental, antes de dormir, são mais do que suficientes. O resto do processo decorre durante a noite, tal como se faz com os computadores que, depois de introduzir os elementos necessários, o mesmo entra em «searching» para dar a resposta consequente. É o que acontece com a nossa mente durante o sono. Agora, na Exercise School, até nos exercícios físicos se realça que a colaboração do cérebro é importante. É a mente que comanda tudo! Para isso, temos de alimentar essa mente com as leituras adequadas.Consegui-B

Porém, onde buscar a literatura necessária para a psicoterapia? Traduzir livros ingleses, tal como acontece com os processos de Mindfullness e Psicologia Positiva que ainda não demonstraram a qualidade da sua eficácia? Os promotores da Psicologia Positiva nos EUA, estendida agora para a Alemanha, enviam informações que deixaram de me interessar. Se nós temos cá um processo que já deu resultados positivos desde 1980, qual a razão de não o utilizar? Se não quisermos continuar a «importar» modelos exteriores ou ficar na «cauda da Europa», temos de agir em tempo oportuno.

Por este motivo, pondo de lado quase toda a minha acção de consultoria em psicologia clínica e psicoterapia, tenho-me Saude-Bdedicado quase exclusivamente à constante actualização e preparação de todos os 17 livros que constituem a colecção destinada à TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS.

Pela necessidade que este tipo de ideias novas têm de ser suficientemente divulgadas, estou a apresenta-las também no facebook, mantendo uma página sobre Biblioterapia e outra sobre o Centro de Psicologia Clínica, para difundir diariamente uma das respostas dadas a várias pessoas, numa colaboração mantida no blog, desde 2007.

Deste modo, com os livros que estarão a ser constantemente actualizados, deixo-os prontos para publicação a qualquer Joana-Bmomento. Além disso, embora aceite a ideia de que a publicidade se torna necessária para expandir algum negócio, ela pressupõe a existência de lucro financeiro e a constituição duma empresa para isso. Isso implica os seus custos, devendo eu, implicitamente, ganhar com isso «na venda» do meu produto, quer seja bom ou mau. Se o produto é bom, julgo que o utilizador é que deve ajuizar acerca disso e o deve consumir como desejar. Caso contrário, fico na mesma gama do Calcitrim e de outros produtos afins. Se o produto é tão bom, qual a razão de tamanha publicidade com a escolha de muitos actores que «estão na berra» no momento? Será para anunciar os produtos que não são tão bons como anunciam? Qual o resultado? A decepção dos utilizadores? Além disso, fazem bem ou mal? Que anúncios enganosos (A/127-131) são apresentados nos fármacos psicotrópicos? A Cidália (C), depois Imagina-Bda sua psicoterapia, meio apoiada, fez um artigo sobre isso.

É por isso que, embora reconhecendo a necessidade da publicidade nesses negócios, não a faço, nem fiz em toda a minha prática clínica desde 1975. Digo aquilo que julgo que é bom. Apresento os resultados que consegui e que beneficiaram muitas pessoas. Explico os modos de procedimento e fico à espera que os interessados se decidam por aquilo que desejam fazer, por sua vontade. Digo isto, porque sem a sua vontade expressa e genuina, pouco se pode fazer em psicoterapia. E, se houver colaboração e treino, ainda melhor. Contudo, a leitura potencia os resultados e a eficácia do sucesso. Faço isto porque quando se utiliza a publicidade, ela tem de ser suportada por alguém? Quem paga? O utilizador, que já está suficientemente depauperado?Psi-Bem-C

Nestas condições, não desejando publicidade mas apenas divulgação, as pessoas que me conhecem e que consultam os posts, que resolvam aquilo que é bom para elas e divulguem a informação. Quase todos os livros estão pontos para publicação e alguns já estão publicados em tiragem restrita, tais como o (A), (B), (C), (D) e (Q). Embora os dois últimos estejam esgotados neste momento, os que mais me interessa publicar agora, são o da Autoterapia (P) e o do Júlio (E). Enquanto o primeiro é um modelo de actuação com instruções precisas e resumidas, o segundo é o relato duma psicoterapia feita com pouca ajuda do psicólogo e que deu resultados mais do que agradáveis para o próprio, com muita satisfação para o psicólogo.Difíceis-B

Outros três casos, bastante significativos, foram publicados há muito, embora sem ser ao meu gosto. Os casos do Joel (G) e da Isilda (H), embora com bom resultado, foram apenas «tratados» com a metodologia da TEA e sem o apoio da IO. E, quando o Joel verificou que a IO dava melhor resultado, quis que eu a difundisse no «seu» livro que ainda não está publicado. Também é bom saber que um apoio tardio ou extemporâneo, ou até a falta de colaboração do próprio ou do interessado, pode atrasar o sucesso dos resultados prejudicando toda a saúde mental, tal como acontece com muitos medicamentos que a pessoa vai continuando a consumir enquanto a sua saúde mental se vai deteriorando. É o que fica descrito num livro específico (M).Psicopata-B

Contudo, os livros serão paulatinamente publicados se tiver pelo menos 50 interessados, mesmo que lhes tenha de dar algumas explicações, sobre todo o método, tal como já disse numa proposta que fiz à CMS, feita há bastante tempo. Essas palestras podem ajudar muitos leigos na matéria e até vários psicólogos que não devem estar habituados a abordagens deste género. Provavelmente ficarão até admirados (e encantados?) quando se apresentarem métodos semelhantes utilizados nos EUA, Inglaterra, Alemanha, França ou até Brasil, tal como acontece agora com outras técnicas de muito menor eficiência, comodidade, economia e eficácia.

Em divulgação…Depressão-B

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