PSICOLOGIA PARA TODOS

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CAUSAS / EFEITOS

Com o comentário seguinte:

Li este artigo e vários outros, com alguma curiosidade.Organizar-B
Parece que coloca muita insistência nas «causas» e «efeitos».
Não consigo compreender muito bem como é que isso se possa utilizar em psicoterapia.
Pode-me explicar?
Anónimo.”

no post Velhas Recordações (18 out 14), respondi que iria pensar melhor no assunto e tentar explicar, logo que possível, a minha ideia, num novo post intitulado “CAUSAS / EFEITOS”, o qual estou a publicar, ficando muito relacionado com a psicoterapia que estou a praticar e a recomendar, especialmente, se a pessoa quiser fazer de Acredita-Bforma autónoma, seguindo a BIBLIOTERAPIA (Q)

 

Para a elaboração deste post iniciei a IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J) durante duas noites, com um custo de cerca de 5 minutos de cada vez, para continuar automaticamente, de vez em quando, durante o dia.
Todas as nossas acções, recordações, desequilíbrios ou satisfações e anseios, têm um incentivo ou uma
causa
, que não deve ser confundida com culpa. É o que muitas vezes acontece quando consideramos os comportamentos maus ou inconvenientes.Consegui-B
Por exemplo, para a elaboração deste post, a causa foi o comentário, complementado com o meu interesse em esclarecer as ideias sobre o assunto, especialmente ligadas à psicoterapia que defendo. Não foi bom nem mau, mas causou o efeito deste post.
É por esse motivo que, no apoio a uma psicoterapia, tenho de me colocar no papel do «paciente» para formular as diversas hipóteses possíveis, tal como aconteceu especialmente com o Júlio, a Cidália e o Januário.

No caso do Júlio, verificou-se que o simples afastamento dele em relação à família, que ficara em casa comPsicopata-B os três irmãos mais novos, foi a causa principal das suas dificuldades, transformadas como efeito, em sintomas orgânicos e que não se tinham podido «curar» com os medicamentos. Quem diria que um afastamento da família, por causa dos estudos − o que era muito frequente naquele tempo na grande maioria dos casos, sem sequelas −, seria a causa principal das suas dificuldades?
Quem melhor do que o próprio Júlio poderia ter acesso a essas recordações? Tentar alegrá-lo com muitas coisas com que os outros se regozijam, tais como festas, afagos, divertimentos ou prendas, daria o mesmo efeito, como alguns preconizam na Psicologia Positiva (26 ago 14)? Tentar reduzir as mágoas com medicamentos, não seria apenas suaviza-las enquanto o medicamento fizesse efeito? E durante o resto do tempo? Quanto?

Quem se iria recordar das «causas» que foram descobertas apenas com o relaxamento mental e a Imaginação Orientada praticada por pelo Júlio com a ajuda da autohipnose? Como iria ele perceber tudo isso Imagina-Bsem leituras convenientes para compreender o funcionamento do comportamento e da interacção humana? Sem essa bagagem intelectual, com que fundamentos, objectividade, racionalidade e humildade, poderia ele analisar o seu passado, recordado aos poucos, para se satisfazer, com emoção, com os bons momentos e os êxitos obtidos? Como se iria produzir a dopamina necessária para provocar o estado de bem-estar que resolveu as suas dificuldades e o conduziu para um óptimo caminho futuro, se os pensamentos negativos a iriam inibir?

Conforme disse no post Vício 2 (24Jun13), Nora Volkow, Directora do Instituto Nacional do Abuso de Drogas (NIDA), dos EUA, não constatou se os que não gostavam de determinadas coisas, tais como comidas, festas, recordações, convivência familiar ou social, etc., iniciavam ou conseguiam incentivar a produção de dopamina, tal como acontece com os outros que vulgarmente gostam dessas coisas. Para que haja essa Depressão-Bprodução, é necessário que exista um comando cerebral neurofisiológico que desencadeie todo o processo. Se não houver um comando baseado em ideias que o cérebro possa ter, essa produção tem de ser desencadeada com um agente químico que pode provocar efeitos secundários ou danos colaterais adversos.
É como se eu desse a carteira a alguém e não se tentasse saber se a entreguei por vontade própria ou por não ter outra solução perante uma intimidação de «a bolsa ou a vida!». Na primeira situação, fiquei dependente da minha cabeça, porque fui eu que pensei em dar a carteira. Na segunda hipótese, embora tenha sido eu próprio a dá-la, fiquei dependente duma imposição, continuando assim até essa força ter acção sobre mim. Nos dois casos, o efeito – dar a carteira – foi o mesmo. É o que faz também a droga Maluco2quando muda o «estado de espírito» da maioria das pessoas nas «doenças psiquiátricas». E os efeitos secundários?
Estes exemplos podem ser obtidos nos casos dos prisioneiros de guerra ou pessoas sequestradas que, para obterem a possibilidade de fuga ou do fim do seu tormento, são capazes de tudo e até de imaginar situações futuras muito agradáveis ou menos desagradáveis do que as do momento. É o instinto da sobrevivência. Mas, haverá também, agora, algum paralelismo com os componentes do ISIS ou do DAESH?
Este tipo de acções, que também se podem parecer com aquilo que ocasionam as «drogas», conseguem ser «aprendidas» por «moldagem» através do condicionamento operante, da mesma maneira como se «domesticam» os restantes animais, conduzindo a uma série de comportamentos encadeados, como num jogo de dominó. Basta movimentar a peça principal para dar azo a todo um processo automático.

Os que lerem superficialmente os «casos» que estão descritos, podem julgar que a metodologia funciona deDificeis-C igual forma com todos e que poderão beneficiar com ela. Contudo, se lerem com cuidado cada caso, podem verificar que não patrocino esta ideia. Tudo depende das contingências, além de muito treino, persistência e leitura que cada um fizer, assim como da compreensão que a pessoa tiver do material lido e da sua capacidade de utilizar os ensinamentos, que podem ser colhidos com as experiências dos outros. Talvez, como constatei em relação à investigação de Nora Volkow, referida em Vício 2, possa também dizer que seria útil fazer um estudo, correlacionando a quantificação dos resultados obtidos e a duração da psicoterapia, com a capacidade intelectual, de abstracção, da motivação, da resistência à frustração e da persistência de cada um dos pacientes. Foi o que não tive possibilidade, meios, tempo, nem apetência para fazer.

De certeza que são factores que influenciam demasiado os resultados obtidos e a sua qualidade. Caso contrário, Psi-Bem-Co Antunes, o Júlio, o Januário, a Cidália, a «nova paciente» e o Joel, não demorariam tempos tão diversos, nem teriam resultados diferentes daqueles que foram obtidos pela Cristina, Germana, Tiago e Isilda.
Transpondo estas experiências de produção de dopamina para a psicoterapia, a causa de produção da dopamina foi a lembrança agradável das experiências ou recordações dos intervenientes. Essas causas, ocasionaram o efeito de boa disposição ou melhoria dos humores e dos comportamentos consequentes.
Ninguém questionou se a dopamina deveria ser provocada ou não, ou se era moral ou imoral. Isso poderia ser questionado se a produção de dopamina fosse provocada com a visão ou realização de actos criminosos ou danosos para o resto da humanidade. Isso pode acontecer nos casos dos psicopatas ou de sujeitos condicionados com a visão de filmes de Psicologia-Bviolência (F/133), que podem sentir satisfação com a execução dos seus actos, sem qualquer tipo de remorso posterior. A produção da dopamina estaria a ser o efeito dum comportamento delinquente.

Neste caso, têm de funcionar a moral e a ética, porque a psicologia termina na causa/efeito. Se é necessário provocar essa causa/efeito, é um assunto a ter em conta pela moral e ética de quem manipula esses instrumentos psicológicos, tal como um cirurgião manipula um bisturi que, por acaso, também pode ficar nas mãos dum criminoso, da mesmo maneira como uma pistola que deve guarnecer as Forças da Ordem.

A emoção é importante, mas deve ser controlada pela consciência e pela razão. Compreendendo como funciona “O Saude-Bcircuito das perturbações mentais(A/149) através do hipocampo, podem-se tentar desencadear conscientemente ou por condicionamento operante, determinadas recordações que, sendo boas e agradáveis, como se pretende na «Terapia do Equilíbrio Afectivo», conseguem desencadear a produção de dopamina que ajuda a manter uma saúde mental mais saudável, para contrabalançar e ultrapassar as dificuldades que são as «causas» dos «efeitos» que se pretendem modificar ou eliminar. Evitando a utilização de quaisquer medicamentos, que provocam os seus efeitos, os quais podem ser adversos, a manipulação das «causas» e dos «efeitos» consequentes, de acordo com as circunstâncias, podem traduzir-se na estabilidade ou instabilidade psicológica e boa ou má saúde mental.

Deste modo, para exemplificar melhor as causas que desencadearam as dificuldades depressivas no caso da Cidália, quem Respostas-B30diria que a vinda dos pais de Moçambique para Portugal, depois de a terem «abandonado» uma vintena de anos nas mãos dos avós, o «casamento» deles, após terem vivido muitos anos «juntos» mantendo parceiros conjugais diferentes, seria a causa principal das suas dificuldades?
No caso do Januário, como se podia imaginar que a educação e um simples insucesso no curso superior,
acrescido das tentativas de cura com medicamentos, psicanálise, etc., seriam a causa dos seus desequilíbrios psicológicos?
E, no caso da Cristina, sempre «muito bem-educada», como se poderia prever que a causa principal das suas dificuldades eram as «normas sociais» mal introjectadas, com bastante preconceitos que reinam entre nós?
No caso da depressão do Antunes, com consequência num possível desequilíbrio psicológico da mulher e insucesso escolar da Interacção-B30filha, apenas o medo de deixar a família sem apoio financeiro em caso do seu falecimento, como tinha acontecido com o seu pai, foi a causa fundamental.

Em que tipo de psicoterapia se iria pensar nessas causas para obter resultados ou efeitos diferentes dos desequilíbrios que cada um estava a sofrer? E, quem melhor do que o Antunes e todos os outros para, cada um, recordar esses factos recalcados, para os analisar, localizar, compreender e obter soluções, depois de toda a leitura e dos esclarecimentos possíveis?

Para que todo este processo se desencadeie, às vezes, sem a ajuda de técnicos, a AUTO{psico}TERAPIA (P),
uma ajuda fundamental para que cada um possa iniciar os seus primeiros passos. Recordar o modo como as dificuldades Joana-Banteriores foram ultrapassadas, pode provocar, aumentar e acelerar um «estado de espírito» favorável à produção da dopamina necessária.

Em relação a todos os problemas mencionados, a prevenção e a profilaxia são os dois instrumentos mais importantes a serem valorizados. Temos o exemplo de JOANA a traquina ou simplesmente criança? (D) com quem foram utilizadas as técnicas de modificação do comportamento.
A causa do mau comportamento dela, era o desentendimento entre os pais, e o efeito de se ter removido essa causa, foi a «re-união» deles, que se tinham «des-unido» por causa de divergências na educação que estava a ser dada à filha, resultando disso o nascimento dum rapaz com quem a Joana ensaiou incipiente e quase artesanalmente, as mesmas
mario-70técnicas que tinham sido utilizadas com ela.

Também o Joel, de PSICOPATA! Eu? (G) muito se arreliou por não ter tido uma educação numa família adequada, o que foi a causa da sua tentativa de estrangular a noiva, apenas para lhe tentar provocar o efeito de a dominar, para ela não o abandonar, interessando-se por qualquer outro homem. Pena é que o desfecho tenha sido triste, especialmente com os conselhos que lhe foram dados, quase de mão beijada, na psiquiatria, depois dum diagnóstico muito discutível.

Em todos estes casos, verificámos que os protagonistas conseguiram «avançar» no sentido da redução, eliminação ou prevenção das suas dificuldades, depois de terem lido e compreendido bastante bem a INTERACÇÃO SOCIAL (K) e o modo de funcionamento do comportamento ou PSICOLOGIA PARA TODOS (F), acrescido de algumas técnicas para se «manipular» toda uma situação.
Também a leitura e a compreensão dos diferentes casos, mesmo em originais policopiados, ajudou a Bibliocompreender, enquadrar e comparar a sua situação com a dos outros e escolher um caminho adequado.              É assim que cada um pode fazer para se precaver, até sem a ajuda de outros, quando surgem as dificuldades que todos temos de enfrentar «normalmente» no dia-a-dia. Podem-se evitar as causas para que os efeitos nocivos não possam existir e atormentar-nos a vida.
Apetece agora perguntar de que maneira morreu o comediante Robin Williams, que estava sempre a rir e a fazer rir os outros, divertindo-os imenso e aparentando produzir a tal «dopamina» a todo o momento e em «quantidades industriais»!neuropsicologia-B

Mesmo que existam imensas dificuldadese  e a pessoa as sinta, a sua eliminação ou redução torna-se muito mais fácil, cómoda e autónoma com a leitura e a prática de alguns procedimentos, sem medicamentos e até sem muito acompanhamento psicoterapêutico.

A BIBLIOTERAPIA (Q), em menos de 68 páginas, explica resumidamente como tudo isso funciona até a um nível de prevenção e profilaxia.

Em divulgação…

Consultou os links mencionados neste post?arvore-2

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É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post  individual.

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3 thoughts on “CAUSAS / EFEITOS

  1. “Li os seus posts e não sei o que devo fazer para ajudar a minha filha que está com uma depressão muito grave e não quer falar comigo. Quando a quero animar, desorienta-se e aborrece-se apesar de estar a ser devidamente medicada.
    Pois isto tem me estado a dar cabo da mona e não tenho descansado nada e nem consigo pensar em casa sobre os projectos que estou a fazer para finalizar o curso de especialização…
    Obrigado”

  2. Um dos maus ou péssimos efeitos do DEPOIS pode ser isto que até inquina o planeta. http://yournewswire.com/high-levels-of-antidepressant-meds-in-us-water-making-wildlife-sick/

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