PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOLOGIA POSITIVA

Um convite feito há algum tempo para eu assistir a uma palestra, sessão ou exposição sobre “Psicologia Positiva”, nos SMAS da Câmara Minucipal de Sintra, que fez rir muita gente, assim como a recente morte, por suicídio, do comediante americano Robin Williams,  fizeram desencadear em mim durante a Imagina-Bminha sessão de Imaginação Orientada (IO), a necessidade de falar um pouco sobre aquilo que se diz e se faz em relação à psicologia positiva.

Quem me convidou, disse-me que era muito semelhante ao que eu praticava com a Terapia do Equilíbrio Afectivo e a Imaginação Orientada  porque tratava de pensamentos e acções positivas.
Porém, tendo assistido, de facto, durante três horas a uma demonstração quase teatral da exposição e acções de abraçar, mostrar afecto, etc., além duma longa exposição teórica da qual não entendi quase nada, fiquei convencido de que os três autores da exposição, entre os quais pelo menos dois psicólogos, aconselhavam a mostrar afecto ou boa disposição, sem se preocuparem, que o próprio estivesse a «sentir» isso.

Nesta ordem das ideias por eles expostas, o actor Robin Williams deveria estar mais do que imune a pensamentos negativos, já Psicologia-Bque passava a vida a fazer rir os outros com todas as suas representações no palco. E todos nos rimos imenso com as suas representações! Nestas condições, qual a razão de estar constantemente internado em clínicas de reabilitação? Ele estava a praticar tudo aquilo que os autores da palestra mais valorizavam como muito bom para a psicologia positiva!

Por acaso, não tive paciência nem pachorra para ir pesquisar aquilo que Martin Seligman defendeu em 1991 na sua “Psicologia Positiva”, porque, em 1980, eu já tinha enviado, uma cópia da minha tese sobre a Terapia do Equilíbrio Afectivo, para a American Psychological Association, de que ele foi Presidente.

Por isso, ficam aqui algumas perguntas:
− Por acaso, na minha metodologia e prática clínica, proponho que a pessoa apenas mostre ou demonstre ou mimetize Interacção-B30afectos positivos?
− De que maneira?
Sentindo isso ou apenas representando?
− Ou será que eu proponho que cada um vá praticando até conseguir «desencadear em si» os «seus» afectos, emoções e recordações agradáveis para si, embora possam não parecer ou não ser agradáveis para os outros?

Provavelmente, tudo aquilo que Robin Williams fazia era «representar» a muito custo todos esses afectos, alegrias e sentimentos sem os sentir, tal como podem fazer muitos palhaços e comediantes que, logo depois da representação – e mesmo no seu decurso – se sentem «completamente em baixo» a pontoMaluco2 de se socorrerem de comprimidos, do álcool e das injecções para combater o estado em que se encontram e representarem para o público.

Fazendo uma comparação muito pessoal e subjectiva, eles podem sentir-se, no fim da representação, muito mais cansados e «em baixo» do que um alpinista no fim da sua caminhada voluntária pelo monte acima.
Se essa metodologia, largamente exposta na sessão à qual assisti, se assemelhar a uma metodologia da representação teatral de Robin Williams, pode nada disso ter acontecido, de facto, «na cabeça» e no «sentir» do interveniente, além de um esforço grande para «apresentar a imagem» de boa disposição, afectividade ou felicidade.
Pode até ser contraproducente porque irá exigir muito esforço para representar aquilo que não sente, obtendo «reforço Psicopata-Bsecundário negativo» com o fim dessa tentativa de se apresentar alegre, simpático ou afectivo. Por acaso, «não entrei no jogo deles» fazendo o que eles queriam, mas senti reforço negativo secundário quando a exposição terminou.

Por sua vez, se a mesma pessoa agir de acordo com os sentimentos, emoções e recordações que foi desencadeando em si, especialmente os que tiver «descoberto» dentro de si próprio e dos quais já não se lembrava há muito − e que não devem ser poucos, segundo a minha experiência de 35 anos −, o efeito conseguido pode ser bastante encorajante, desencadeando o «autorreforço positivo» talvez até «aleatório», porque pode não ocorrer sempre com a mesma força e intensidade.

Muito diferente da TEA ou da Imagionação Orientada (IO), a consequência poder ser cada um ser explorado nesse campo, ficando na dependência dos conselhos dos outros ou duma representação teatral forçada e cansativa.
− Como é que tudo o que dizem na Psicologia Positiva será eficaz sem cada um explorar isso por si próprio, cada vez mais, aprofundando as Consegui-Brecordações e verificando os diversos sucessos que teve na vida?
− Alguém mais poderá fazer isso por nós? O Joel (G) que o diga!
− Será difícil praticar isso durante 1 hora ou menos todas as noites no decurso do primeiro mês, ou menos tempo, até ganhar a maestria?
− Será impossível continuar isso pela vida fora reservando os primeiros 5 minutos ou menos, logo depois de ir para a cama, para iniciar o exercício do relaxamento mental?
− Para quem desejar melhorar ainda mais, será muito exigir que reserve alguns momentos para escrever num diário aquilo que foi relevante para si?
− E, para os mais exigentes, será difícil reservar só 5 minutos «controlados», por dia, para escrever, sem parar, aquilo que «surgir» na ponta da caneta a fim de fazer a autoanálise?

Só com estes procedimentos e mais alguma leitura e compreensão do funcionamento do Acredita-Bcomportamento humano, muitos dos que podem actuar ou «representar» «alegremente» como Robin Williams, mas que logo depois se sentem «em baixo», podem melhorar a sua vida sem a ajuda de comprimidos que, seguramente, ocasionam efeitos secundários muito prejudiciais e perniciosos como se verificou com a sua actuação.
O eminente Professor de Psiquiatria Peter Breggin, também americano, bem avisa quanto aos malefícios dos psicotrópicos.

Por mim, estou mais do que satisfeito com a “Imaginação Orientada” e, provavelmente, vacinado contra aquilo que passei nos primeiros cinco anos da década de 1970.mario-70

Embora o caso do Joel (G) seja muito elucidativo, o importante para mim, a fim de ajudar muita gente, é publicar agora o novo manual  AUTO {psico}TERAPIA  (P), que «comprime» todos os procedimentos essenciais em cerca de 15 páginas apenas,
reservando as restantes 20 para os mais curiosos a quem explica como tudo se pode resolver, melhorar, prever, prevenir e «progredir» no sentido desejado.

BiblioTodas as restantes páginas deste manual de 76, servem para consolidar os conhecimentos e poder difundi-los por mais pessoas provocando uma profilaxia que é de todo o interesse nos tempos actuais.

Estaremos condenados a nos entusiasmarmos e aceitar como muito bom tudo o que vem de fora quando, desde 1975 e, especialmente desde 1980, já tínhamos procedimentos muito melhores, bem
fundamentados e experimentados, com resultados eficazes e mais do que encorajadores?

Para isso, uma BIBLIOTERAPIA bem orientada também tem um interesse mais do que fundamental.

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6 thoughts on “PSICOLOGIA POSITIVA

  1. Anónima on said:

    Gostei deste poste, mas lendo este e vários outros, parece que coloca muita ênfase no ambiente familiar em qualquer tipo de dificuldade psicológica.
    Não estará a exagerar?

    • “ Em relação ao seu comentário, posso dizer, muito claramente, que não estou a exagerar.
      Neste sentido, para exemplificar, além de poder dar como resposta o que aconteceu com o ESTÊVÃO Envolvimento Familiar – 4 e seguintes, posso perguntar o que é que uma enurese tem a ver com os comportamentos dos pais?
      Por isso, além de ler os posts relacionados com o ESTÊVÃO, leia também aquilo que aconteceu com a enurese da DORA, Enurese 2.
      Estes dois casos estão relatados nas páginas 219 a 233 do livro PSICOLOGIA PARA TODOS (F).

  2. Anónimo on said:

    Lendo o artigo e os dois comentários, parece que exagera a necessidade do conhecimento da psicologia na educação.
    O que é que diz acerca disso?

  3. Mário de Noronha on said:

    https://www.youtube.com/watch?v=UN8oLGBNXpE A psicologia positiva não teria sido implementada depois de Martin Seligman ter ouvido esta música de Nat King Cole?

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