PSICOLOGIA PARA TODOS

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PSICOTERAPIA / MEDICAÇÃO

Comentário no post (???):mario-70

“Sr. Doutor Noronha
Vou fazer este comentário por várias razões:
♦ é público e não privado como um mail;
♦ refere-se a este blogue;
♦ este blogue ajudou-me muito nos últimos meses;
♦ os últimos artigos são muito interessantes;
♦ a sua divulgação no facebook é importante;
♦ este artigo despertou muito a minha curiosidade porque o seu título tem três interrogações encaixadas entre parêntesis.

Antes de tudo, tenho que dizer que sou jovem e estava a completar um curso superior.
Trabalhava numa cidade onde também vivia com uma jovem com quem iria casar.Joana-B
Há mais de dois anos, com o despedimento e o desemprego, tive de acolher-me em casa dos meus pais numa localidade próxima.
Sem poder continuar os estudos, estou constantemente na internet à procura de emprego que não encontro.
Posso afirmar que comecei com a internet porque já estava habituado ao computador e porque me é mais económico não ter de me deslocar gastando com as viagens o dinheiro que já não tenho.
Os pais têm o telefone pago ao mês, com internet, por causa de qualquer eventualidade.
Por tudo isso, agarrei-me à internet e entrei sem querer no facebook. Foi por estar desempregado, à procura de emprego que não consigo encontrar.
É exactamente o contrário do que disse aquela Isabel Jonet. Por acaso, ela não será Choné ou Xoné?Interacção-B30
Também foi por causa das viagens no facebook que consegui descobrir as suas intervenções que me agradarem e conduziram ao seu blogue que aprecio imenso.
Foram especialmente as últimas intervenções acerca da psiquiatria, das drogas e da psicoterapia que me incitaram a fazer este comentário.
Quero-lhe dizer que não consegui compreender muito bem aquilo que o Professor Breggin fala nos seus vídeos, mas parece que está mais ou menos na sua linha.
Posso garantir que os seus artigos foram muito importantes para mim porque pratiquei alguma coisa do que diz.
Pratiquei muita coisa apresentada anteriormente, mas o artigo sobre PSICOTERAPIA 6 agradou-me mais ainda.
Senti bastantes melhoras, especialmente no que toca ao desassossego que uma pessoa sente quando vê a neuropsicologia-Bsua vida, com pouco mais de 20 anos, completamente destroçada e quase sem futuro.
Sou filho único e os meus pais já são idosos. Tinham uma pensão razoável que os deixava viver com sossego fora da cidade.
Agora, com os cortes nas pensões e a terem de aguentar com o sustento de um filho que já devia estar a trabalhar, sentem-se aflitos e angustiados.
Não se sentirão também falidos ou falhados? Não lhes pergunto.
Qualquer dia, tenho de fazer com que os meus pais também pratiquem muito daquilo que tenho lido nos seus artigos.Psi-Bem-C
Estou muito longe de si para poder falar pessoalmente qualquer dia.
Gostava de adquirir os seus livros e até conhecer o Júlio (E), porque deve viver perto de mim, mas não
tenho quaisquer possibilidades financeiras para isso.

Desculpe toda esta conversa, mas tinha de lhe agradecer e pedir que continue com o seu magnífico blogue.
Cumprimentos,
Anónimo”

Senhor Anónimo,
Transcrevendo na íntegra o seu comentário, interessa-me, em primeiro lugar, agradecê-lo e desejar ao seuOrganizar-B
autor, jovem ou não, que se vá aguentando nas contrariedades com firmeza até conseguir aquilo a que tem direito: um lugar para trabalhar, constituir família e viver decentemente neste jardim à beira-mar plantado que esperou mais do que meio século pela democracia, a qual também não chegou devidamente a partir de 2 de Maio de 1974.
Não existe qualquer «droga» que o possa ajudar. Talvez até o prejudique ainda mais do que está agora, com a «austeridade» que nos é imposta com muita desigualdade social. Digo isto em nome da psicologia social e não da política.
Fico imensamente satisfeito que o blog, ou pelo menos alguns dos seus posts, o tenham ajudado a manter uma mente saudável.Maluco2
Se conseguiu manter-se longe dos medicamentos psiquiátricos, aconselho-o a continuar assim ou a inverter o caminho como eu o fiz há quase 40 anos.
Quanto ao Júlio, talvez nunca o encontre ou não o possa reconhecer mesmo estando à sua frente, porque está suficientemente descaracterizado, a não ser que ele próprio se denuncie.
Em relação à saúde mental em geral e quanto às pessoas que, por estarem empregadas, como diz a Isabel…, não têm tempo de estar na internet e necessitam de apoio psicológico, estou muito interessado em publicar os dois primeiros livros que estão quase prontos:
AUTO{psico}TERAPIA (P)Psicologia-B
IMAGINAÇÃO ORIENTADA (J)
Para isso, necessito de inscrições para a sua aquisição porque não tenho disponibilidade financeira para os publicar, nem distribuidoras e livrarias para os vender. Tem de ser tudo directo, sem mais gastos.
Quanto aos problemas da psicopatologia e psicoterapia, a minha linha é muito semelhante à do Prof. Breggin mas baseia-se mais na Terapia do Equilíbrio Afectivo, Imaginação Orientada, auto-hipnose, reestruturação cognitiva e Logoterapia, tudo bem encaixado na modificação do comportamento (F).
Porém, isso exige muita colaboração, treino e empenhamento do próprio que, muitas vezes, pode conseguir realizar toda a Imagina-Bacção por si próprio como aconteceu comigo e com o meu amigo e antigo colega Antunes (B) e, em parte, com o Júlio (E).
Contudo, como diz que não compreendeu muito bem o video do Professor Breggin que funciona quase na mesma linha de dar prioridade à psicoterapia em relação ao medicamento, que pode prejudicar e alienar, vou ver se consigo resumir o seu pensamento depois de ter ouvido as gravações em vídeo.

Embora este assunto também tenha sido largamente tratado em 5 capítulos no SAÚDE MENTAL sem psicopatologia” (A) vou tentar resumir o que diz o Professor Peter Breggin, MD, Psychiatrist, nos seus vídeos cujo link é Peter Breggin.

Quando alguém consulta um médico ou um psiquiatra porque se sente tenso ou deprimido, ouve dizer que o Saude-Bdesequilíbrio bioquímico do seu cérebro tem de ser corrigido com medicamentos. Contudo, não existe evidência de que a ansiedade, a depressão ou até a esquizofrenia sejam ocasionadas por esse desequilíbrio.
O importante é que as mentes brilhantes da farmacêutica Eli Lilly fabricaram essa ideia antes do FDA (Food and Drug Agency) dos EUA aprovar o prozac, enviando os seus médicos e consultores, muito bem pagos, propalar que a depressão era causada por um desequilíbrio, bioquímico, em especial no funcionamento do neurotransmissor serotonina.
Eli Lilly já sabia que a serotonina não ia ser aumentada com o prozac. Por isso, argumentou que o prozac ia evitar o bloqueio da serotonina e fazê-la passar nas sinapses mantendo o influxo nervoso.Difíceis-B
Porém, quando o cérebro, através da acção do prozac recebe esta informação ou acção, deixa de fabricar a serotonina tornando-a escassa com incapacidade de transmissão.

Todos temos problemas emocionais e, por isso, o cérebro de qualquer nós não tem nada de errado. Quando qualquer dia as contingências da vida desencadearem as emoções, não são as drogas que as poderão controlar. As drogas entram no cérebro e modificam-no, o que pode acontecer também com a nicotina e o álcool.

Aquilo que se passou com ele (Peter Breggin) uma vez, foi sentir-se deprimido sem saber porquê. Costumava beber muitoConsegui-B
café porque tinha o seu consultório contíguo à residência. Dias depois, quando se sentiu melhor, ouviu a sua mulher pedir-lhe desculpas por se ter enganado nos últimos dois dias e de ter introduzido, em vez de café, saquetas de chá na cafeteira. Se a diferença entre chá e café provoca essa diferença, o que não acontecerá com as outras drogas psiquiátricas?

Se existir desequilíbrio bioquímico no cérebro é, seguramente, ocasionado pelas drogas. As drogas psiquiátricas risperdal, hadol e outras, foram estudadas provocando o desequilíbrio bioquímico nos cérebros dos ratinhos, cobaias das experiências. É esse o desequilíbrio psiquiátrico que a substância ocasiona.

Os lobos frontais dos humanos são aquilo que os torna pessoas humanas e mais civilizadas do que os restantes animais. Todas as drogas psiquiátricas perturbam o seu funcionamento. Se bebermos algumas Acredita-Bcervejas no fim da noite, pode ser que nos sintamos relaxados e que nos deixem dormir por algumas horas. Isto acontece porque o cérebro fica anestesiado. Não melhora o seu funcionamento mas pode prejudicá-lo. Seria possível atender um paciente com essas cervejas ou álcool na estômago?

Qualquer substância psicotrópica, tal como nicotinaálcool, marijuana, prozac, ritalin, aderall, lítio ou outras, prejudicam as funções cerebrais. Os sedativos influenciam o lobo frontal reduzindo a capacidade de sentir, amar, pensar, sofrer, etc. Sentimos menos dor porque estamos anestesiados o que impede o normal funcionamento do cérebro.Biblio
As benzodiazepinas como xanax, klonopin, aderall, ativan, valium, álcool, bloqueiam o sistema cerebral gaba e, em excesso, podem provocar anestesia. Reduzem temporariamente a ansiedade, mas influenciam as funções cardíaca e mnésica.
Risperdal, zyprexa, thorazin e outros antipsicóticos bloqueiam o caminho específico da dopamina para o lobo frontal provocando apatia. As alucinações não diminuem mas tornam-nos menos sensíveis. É uma apatia generalizada equivalente ao procedimento cirúrgico de interromper essa via de comunicação.
A ritalin suprime os comportamentos espontâneos de amor, satisfação, ódio, etc. actuando nos gânglios basais que aumentam os comportamentos compulsivos.

Quando o paciente diz que depois de tomar prozac se sente melhor do que nunca, o seu comportamento não melhorou mas tornou-se apenas mais eufórico. Isto não quer dizer que se tenha tornado mais carinhoso, compreensivo, tolerante, sociável, responsável, compreensivo, mas sim impulsivo.
Muitas vezes as pessoas que têm a aparência de estar bastante tristes, desanimadas, doentes, consultam Respostas-B30
um psiquiatra e dizem-lhe que necessitam de droga e que se sentem melhor só com a medicação. As crianças que tomam ritalin são, às vezes, acompanhadas por mães que estão sujeitas às drogas psiquiátricas aparentando estar amorfas, desinibidas, com um vazio no olhar o no sorriso.

Todas as drogas de apoio ou manutenção, ajudam-nos a não percebermos a diminuição da capacidade de avaliação, além de outros efeitos prejudiciais que provocam.
Também, quando as pessoas se sentem zangadas e irritadas, dizem que a culpa é dos outros e não das drogas que estão a tomar, além de que os médicos culpam a doença, sem se preocuparem com os efeitos que são ocasionados pelas drogas.

Breggin conta a sua experiência pessoal quando aos 18 anos teve contacto com doentes mentais. Sofriam dePsicopata-B euforias e comportamentos desviados, com roubos, etc., ocasionados pelos antidepressivos como a benzodiazepina e xanax, o que até pode ajudar a cometer actos contra a ética e a moral.
Sendo voluntário num hospital, juntamente com uma dúzia de colegas, começaram por manter um bom contacto com os doentes e a ajudá-los em vários trabalhos até que a medicação foi diminuída e tiveram alta, após a qual só 2 ou 3 regressaram por reincidência. Depois, quando os doentes foram tratados longe do hospital em casas geridas por assistentes sociais, com um mínimo de medicação, as coisas mudaram muito.

Quando existem casos de alucinações visuais e auditivas, ilusões, etc., existe muitas vezes uma clivagem na Depressão-Bligação social, falta de compreensão ou desequilíbrio familiar. Nestes casos, toda a família tem de estar envolvida. Também toda a comunidade tem de se juntar para exigir um serviço de qualidade.
Os suicídios dão-se muitas vezes por causa desta falta de ligação familiar.

Isso fez-me lembrar os dois casos típicos que tive em 1976: a Isilda (H) e o Joel (G).

Link original para a série de vídeos de Peter Breggin.

Outro link que também pode ser muito importante.

Tenho imensa pena que o meu contacto com a «doença mental» só tenha começado apenas aos 40 anos.
Embora tenha ideias muito semelhantes quanto à doença mental, a estratégia que estou a seguir é ligeiramente diferente e está bem expressa nos livros com a técnica (P), com a teoria (J) e com os casos que estão a ser apresentados nos diversos livros
publicados e por publicar
(B) (C) (D) (E) (G) (H) (L) (M), tudo isto suportado pela modificação do comportamento (F) (K). A Biblioterapia (Q) pode ser utilizada com muita economia, comodidade, vantagem e facilidade, atè à noite, à hora de dormir, despendendo apenas alguns minutos. O importante é saber como.

Este post, devido aos vários comentários, críticas e sugestões, que muito agradecemos, vai ser actualizado com a informação de que em 17 de Setembro de 2017 será apresentado na Feira de Saúde Mental – Bem Estar, em Sintra, na Avª Miguel Bombarda, loja 34, frente à estação da CP, um novo livro «PSICOTERAPIA… através de LIVROS…» (R) essencialmente destinado a orientar as pessoas interessadas na leitura indispensável para cada situação de Psicoterapia, Psicopedagogia, melhoria de Interacção Social e Desenvolvimento Pessoal.

Só a leitura pode ajudar a orientar qualquer destas acções psicológicas, nem que seja complementada, eventualmente, com algumas palestras para grupos de 30/50 pessoas ou algum apoio esporádico individualizado, para tornar tudo mais económico, cómodo e eficaz, promovendo uma prevenção e profilaxia contra os desequilíbrios psicológicos.

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7 thoughts on “PSICOTERAPIA / MEDICAÇÃO

  1. Anónimo on said:

    Agradecido por ter respondido ao meu comentário com este artigo.
    Gostei dele e dá para reflectir.
    Eu continuo no fb para ver se consigo descobrir alguma saída porque quero arranjar trabalho, terminar o meu curso e ter uma vida melhor.
    Parece-me que o nosso grande mal foi os nossos pais terem-nos educado a respeitar os de cima sem preocupações com os de baixo. Eles tiveram uma vida assim. Ninguém se preocupou com eles.
    Não pode ser. Temos de nos preocupar com os que estão ao nosso lado e abaixo de nós.
    Isto é de facto democracia que se atinge com a educação.
    Agora compreendo melhor o seu artigo anterior das três interrogações englobadas entre parêntesis (???).
    A democracia real só se atinge com uma acção real de respeito pelo próximo (cima, lado, baixo), baseada numa educação que tem de começar no berço e com exemplos dos que são mais importantes na nossa vida.
    Este governo e os outros dirigentes não fazem isso!
    Muito há que pensar e julgo que não chega só ter consideração pelo paciente e ampará-lo como depreendi dos vídeos do Doutor Breggin.
    Tem de se ajudar a ganhar uma nova vida com um pensamento diferente daquele que se tinha até ao momento.
    É o que eu vou fazer. Se calhar, enquanto estou em casa, até possa envolver os meus pais ou pedir-lhes ajuda para recordar o passado.
    Talvez assim possa descobrir o que foi bom ou mau e discutir com eles tudo isso para poder enveredar por um novo caminho.
    Tenho de reagir e de intervir. Mas antes tenho de pensar.
    De facto, a democracia é isso e não se afasta muito da psicoterapia que faz e que fui descobrindo neste blogue.
    Obrigado por tudo. Sou o anónimo já conhecido.

    • Obrigado por este novo comentário. Só pensar e compreender não chega. Temos de agir. Com o mal que uma educação inadequada pode fazer, deu-me a ideia de colocar em negrito os produtos físicos que também podem ajudar a ter um comportamento inadequado.
      Mário de Noronha

  2. Anónima amiga da «Júlia» on said:

    Gostei deste poste neste blogue que vou ver de vez em quando.
    Recomendo-o também à minha filha e marido que parece que se tornou mais caseiro e ajuda a educar o filho em melhores condições devido aos conselhos obtidos neste blogue.
    Este ano devem vir passar a Páscoa comigo, no Algarve, todos juntos. Vou saber se eles consultam frequentemente este blogue ou tenho de recomendar que façam isso ao menos uma vez por semana.
    Já me esquecia de dizer que eles já não utilizam os medicamentos que utilizavam de vez em quando e parece que o relacionamento entre os dois vai muito melhor. Talvez fosse a droga que os deixasse pior do que estavam.
    Agradecida pela ajuda e pelos esclarecimentos que está a dar.

  3. Mário de Noronha on said:

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