PSICOLOGIA PARA TODOS

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VÍCIO

Há dias, uma pessoa amiga perguntou-me se tinha visto no noticiário da manhã do Canal 1 (RTP), um programa, tipo Saude-Bconsultório, em que o médico falara sobre o vício do tabaco, relacionando-o com a ansiedade que era reduzida com o fumo.

De facto, não vi, mas as perguntas que essa pessoa me colocou, levaram-me a dizer que, logo que possível, daria alguma explicação num novo post com este título.

Também, a minha ida à médica de família, deu-me a oportunidade de saber que os medicamentos para a ansiedade não podem ser receitados para tempo prolongado, mas os da depressão, sim, mas, o assunto relacionava-se com as novas legislações sanitárias.Imagina-B

Fazendo uma ilação rápida, pareceu-me que os «dirigentes da saúde», isto é, aqueles que «mandam» nas nossas doenças a partir dos pelouros do governo, têm alguma razão:

Não estamos ansiosos por aquilo que nos vai acontecer mas andamos deprimidos com o que nos está a acontecer.

A propósito da ansiedade, que é um estado que nos deixa inquietos e talvez com medo do que possa acontecer, os Psicologia-Bmedicamentos vão baixar a nossa sensibilidade para sentir essa ansiedade ou medo: é um reforço negativo, geralmente aleatório, que nos deixa sem forças para ter ansiedade. É um «deixa andar, não te rales» que pode não nos ajudar a enfrentar a realidade e a reagir adequada e oportunamente quando necessário.

A propósito da depressão, o medicamento vai-nos arrebitar. Sentimo-nos com mais ânimo para a nossa vida. Contudo, como o estado de depressão não é, geralmente, contínuo e linear, existem momentos de euforia que nos deixam mais animados. Porém, nesses momentos, o medicamento não é posto de lado, retirado ou eliminado. Com o efeito desses medicamentos, o resultado pode ser a euforia a mais e talvez actos inesperados, impensados, Interacção-B30recalcados e inoportunos, donde, a possível propensão para o ataque ao próprio ou ao outro. Falando ironicamente, num estado semelhante, a pessoa deprimida e medicada, poderia perpetrar actos contra alguém ou contra si próprio.

Como o legislador está bem protegido com os seus guarda-costas, restam os outros, uns que podem não produzir para as finanças públicas e os outros, que é o próprio, que pode ser algum pensionista a aliviar as contas do Estado. É tudo economia…

Depois deste comentário macabro, que substituiu ( meu deslocamento) a vontade que tenho de desancar no governo, resta-nos
mario-70analisar o vício em si.

Quando, em vez da felicidade que todos desejamos, sentimo-nos infelizes com o que inevitavelmente nos vai acontecendo, procuramos fugir desse pesadelo. Todo o comportamento que nos dê essa satisfação, aliviando o nosso desconforto, provoca reforço negativo. Como o reforço é o que mais desejamos, vamos sempre atrás dele. Contudo, a quantidade de desprendimento que conseguimos com uma determinada dose inicial de comprimidos, vai diminuindo, exigindo o aumento dessa dose. Além disso, é um pronto-socorro sempre à mão. Vamos aprendendo a reduzir a ansiedade com os comprimidos.

BiblioAlém disso, quando a situação desagradável é precedida de algum sinal que nos faça prever que essa situação vai ou pode acontecer, a nossa ansiedade aumenta em 20% de cada vez que o mesmo aparece. Inicia-se, assim, uma ansiedade cada vez maior à medida que se vai ocasionando a aprendizagem de que a situação desconfortável deve estar a aparecer depois desse sinal. Essa ansiedade, desencadeada pelo tal sinal condicional, vai fazendo com que a dose tenha de ser cada vez maior, provocando o vício de tomar a medicação, quase como prevenção da situação desagradável.

■ Se a medicação reduz o estado de ansiedade – reforço negativo;
Acredita-B■ se a ansiedade é aumentada com a aprendizagem através do sinal condicional anterior – 20% de aumento;
■ se o medicamento perde a sua força inicial à medida que existe habituação;
■ se a dosagem tem de ser aumentada porque a ansiedade aumentou;
■ e se a própria medicação pode ter efeitos colaterais de alienação fisiológica;
como podemos deixar de ficar viciados com o reforço secundário negativo aleatório que vamos recebendo com uma dose cada vez maior do medicamento?

A alienação e o vício passam a funcionar cada vez mais.Consegui-B

É por isso, que o relaxamento mental é importante, talvez ligado ao físico, mas sem a colaboração, por mais pequena que seja, do medicamento, seja em que circunstâncias fôr.

A Cidália que o diga, e o Antunes que confirme esta ideia por experiência própria e contra as indicações do médico. Também eu posso dar o meu testemunho a favor do relaxamento mental e da imaginação orientada que sempre utilizo.

Existem, neste blog, vários posts relacionados com Modificação do Comportamento, Prevenção, Profilaxia, Efeitos Maluco2colaterais, Tabaco, Droga, Delinquência, Frustração, Relaxamento, Extinção, Reforços Positivo, Negativo, Aleatório, do Comportamento incompatível, e outros que, porventura possam interessar.

O que fazemos por nós próprios e com antecipação, talvez seja mais importante.
Já leu os comentários?

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Ver também o post LIVROS DISPONÍVEISarvore-2

É aconselhável consultar o ÍNDICE REMISSIVO de cada livro editado em post individual.

Blogs relacionados:

TERAPIA ATRAVÉS DE LIVROS [http://livroseterapia.wordpress.com/]

PSICOLOGIA PARA TODOS (o antigo) [http://psicologiaparaque.blogspot.pt/]

Para tirar o máximo proveito deste blog, consulte primeiro o post inicial “História do nosso Blog, sempre actualizada”, de Novembro de 2009 e escolha o assunto que mais lhe interessa. Depois, leia o post escolhido com todos os comentários que são feitos. Pode ser que descubra também algum assunto acerca do qual nunca tivesse pensado.

Para saber mais sobre este blog, clique aqui.

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